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Epagri testa cultivo de ostras para produção de carne desconchada

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O Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri (Epagri/Cedap) inicia em 2019 a segunda fase do projeto de pesquisa que testa uma nova técnica de cultivo de ostras, voltada para a produção de carne desconchada. O novo método exige menos mão de obra e tem custo menor quando comparado com a criação tradicional desenvolvida em Santa Catarina. 

Na nova técnica, o processo inicia com conchas de ostras vazias, que são mergulhadas em um tanque com larvas do molusco produzidas em laboratório. Após as sementes estarem fixadas nas conchas, estas são penduradas em uma corda por um período de 10 a 11 meses. Ao final do ciclo, cada concha se transforma em um cluster de ostras aderidas umas às outras. “A vantagem desta técnica é que ela dispensa qualquer manejo durante o cultivo, exigindo menos mão de obra e permitindo uma redução nos custos de produção”, relata Felipe Matarazzo Suplicy, pesquisador da Epagri/Cedap responsável pelo projeto.

Durante 2018 o pesquisador realizou teste com 300 conchas que se transformaram em cluster de forma satisfatória num cultivo estabelecido no Ribeirão da Ilha, tradicional comunidade de criação de moluscos, localizada na região Sul de Florianópolis. Com os bons resultados alcançados, sete maricultores da localidade se interessaram em dar continuidade ao método. Agora Felipe prepara material para tentar formar 10 mil clusters de ostras nestas propriedades no ano que vem.

“Apesar da forma de apresentação desconchada ser comum em outros países, este é um mercado ainda não explorado pela maricultura catarinense”, avalia o pesquisador da Epagri/Cedap. Ele ressalta que a nova técnica pode permitir um melhor aproveitamento das ostras quando elas se encontram em sua melhor condição de carne, o que geralmente ocorre nos meses que antecedem a temporada de verão.

Santa Catarina é o maior produtor de ostras do Brasil, tendo produzido 2.821t em 2016. A ostra viva (na concha) catarinense já é vendida em quase todo o território nacional. Contudo, o produto in natura apresenta um tempo de prateleira de apenas quatro dias, o que limita os principais canais de comercialização a restaurantes e peixarias. Desconchada, a ostra poderia ser vendida congelada, ampliando substancialmente o mercado.

O pesquisador Felipe Suplicy sugere uma receita com carne de ostras que vem do sofisticado Plaza Hotel New York City:

Tempo de preparo: 10 min. Serve: 3 a 4 porções

Ingredientes

12 a 15 ostras cruas, sem concha

1 xícara de maionese

1⁄4 xícara de molho de pimenta

1⁄2 colher (chá) de mostarda seca

1⁄4 colher (chá) de páprica

1 molho de Tabasco

2 a 3 fatias de bacon, cortadas em pedaços de 1 polegada

1 xícara de farinha panko ou de rosca

1 colher (sopa) de salsa picada

1⁄2 limão (opcional)

Modo de preparo

Misture a maionese com molho de pimenta, mostarda, páprica e Tabasco.

Mergulhe as ostras na maionese temperada até ficarem bem cobertas. Coloque as ostras em um prato ou travessa para gratinar.

Cubra cada ostra com um quadrado de bacon e asse no forno por 5 minutos ou até que o bacon esteja cozido.

Retire, polvilhe a farinha panko e retorne ao forno por 2 minutos adicionais até que fiquem douradas.

Decore com salsinha e fatias de limão antes de servir.

Fonte:Felipe Matarazzo Suplicy, pesquisador da Epagri/Cedap

 

Mais informações: www.cedap.epagri.sc.gov.br
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BIRD publica manual que trata do desafio de produzir alimentos para população mundial

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Estima-se que a população mundial alcance 9,8 bilhões em 2050. Enquanto isso, os aumentos concomitantes de renda e urbanização estão impulsionando o aumento do consumo de carne, laticínios e biocombustíveis. Atender à demanda por alimentos, ração e biocombustível exigirá um aumento na produção global de quase 50% em relação a 2012 .

A produção no sul da Ásia e na África subsaariana – onde 95% das fazendas são menores que cinco hectares – deve dobrar no mínimo. Um elemento chave das políticas para aumentar a produção de alimentos será promover a melhoria da qualidade dos alimentos, pois os custos de saúde  pelos sistemas de produção praticados e os tipos errados de alimentos tornam-se cada vez mais evidentes.

Iniciativas adicionais devem abordar como reduzir as perdas de alimentos; globalmente, um terço da produção de alimentos é perdido ou desperdiçado em diferentes estágios da cadeia alimentar a cada ano.

A mudança climática está trazendo mais desafios, impondo maior risco à produção, levando a necessidade de incorporação de novas práticas, técnicas e tecnologias para reduzir os seus impactos.

Trabalhando com Pequenos Produtores: Um Manual para Empresas Construindo Cadeias de Fornecimento Sustentáveis mostra como o agronegócio pode desenvolver cadeias de fornecimento mais sustentáveis, resilientes e produtivas e ilustra o impacto substancial de  como fazê-lo na prática.

O livro compila soluções inovadoras e idéias de ponta para enfrentar os desafios e incorpora uma coleção diversificada de estudos de caso de todo o mundo que abrangem diversos setores do agronegócio.

 

Mais informações: file:///C:/Users/estagcontab/Downloads/9781464812774.pdf

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Rota turística Sabores da Fronteira

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Quem gosta de desbravar terras agrestes vai encontrar nos Caminhos da Fronteira o lugar ideal para suas aventuras. A região fica no extremo oeste catarinense e faz fronteira com os estados do Rio Grande do Sul e Paraná, além da Argentina. Esse fato é marcante para explicar a diversidade cultural encontrada em seus 18 municípios.

Nos Caminhos da Fronteira, as tradições dos imigrantes alemães, italianos e poloneses se misturam aos costumes gaúchos, paranaenses e argentinos, formando um rico mosaico cultural. O ecoturismo é uma das atividades mais promissoras dessa região ainda pouco conhecida pela maioria dos brasileiros. A beleza selvagem dos municípios é um convite para atividades como trekking, rapel e pescarias, entre outros.

História do Sabores da Fronteira

Durante encontro,a presidente da Instância de Governança de Turismo Caminhos da Fronteira, Maria Zanin, contou um pouco da história do turismo local.

“Como filha desta terra, como incentivadora do turismo, como engenheira agrônoma,  como empresaria,  quem me conhece, sabe, que há 20 anos insisto, incansavelmente,  na beleza da geografia do Extremo-Oeste, na rica diversidade cultural que construiu uma   impressionante capacidade de produção regional, quer seja no setor agro-pecuário, quer no setor industrial. Nossa identidade é clara. Somos uma pequena Europa, nossa Bacia Leiteira é a maior do estado, somos empreendedores, teimosos, hospitaleiros, nossas belas paisagens mudam a cada estação, nosso por de sol é o mais intenso, o mais colorido. 

Somando o   legado de todos aqueles que por aqui passaram, com nossa garra, a vontade de inovar, nossa determinação em transformar a Décima Região Turística do Estado de Santa Catarina batizada, em 1998, Caminhos da Fronteira   num atraente destino turístico, nos reunimos para trabalhar nesta pequena rota em agosto de 2017. 

 

Vivemos sim, nos últimos três anos uma época de ouro na história do turismo regional. No ano de 2016, a Instância de Governança em parceria com a ACISMO, e a Secretaria Estadual de Turismo, SOL, haviam feito um forte trabalho para recadastramento dos municípios junto ao ministério do Turismo. Através deste processo o Mapa da Caminhos da Fronteira ampliou-se. Crescemos de 9 para 13 municípios, todos qualificados a trabalhar com turismo.  Neste mesmo ano a AMEOSC através do SEBRAE e dos Consultores Roni Rodrigues e Sisse Abdala trabalhavam na criação do primeiro roteiro turístico regional, que foi apresentado ao público no final de 2017. Ainda em 2016 a Rota do Campo, do município de Iraceminha passou a fazer parte da Caminhos da Fronteira. Ali, 19 produtores rurais recebem em suas propriedades, apresentando um pouco da lida do campo e das delicias da cozinha colonial. 

Foi neste ano ainda que agência Ar Livre Ecoturismo, empresa de Anchieta, criadora e operadora da Rota dos Canyons chamava atenção de todo estado para beleza de nossas cachoeiras e matas e para nosso potencial no turismo de aventura, trazendo para cá os voos de balão e os passeios na Kombi.

 

De zero até cinco num piscar de olhos as cervejarias regionais foram inauguradas. Sim, contamos hoje com cinco cervejarias. A cachaçaria, ganhava prêmios, tornando conhecido até o nosso pequeno Paraíso. As queijarias, já famosas, foram ampliadas, a vinícola, alemã foi repaginada apresentado novos produtos, a Fruteria trouxe os famosos pêssegos para o centro de Descanso, o lago de Tunápolis ia tomando forma de parque. Os hotéis se modernizaram, e a gastronomia tomou folego com tantos produtos locais a oferecer. Os municípios se organizaram em colegiados e em associações incentivando a cultura e reconhecendo o turismo como atividade, enfim.Dessa forma, através de tantos encontros, de tantas descobertas, as ideias foram se somando. 

Na mesa de discussão do grupo no primeiro dia, além do desejo de valorizar nossa terra estava a vontade de apresentar o  trabalho e dedicação de nossas empresas, oferecendo aos visitantes o que fazemos de melhor. Nascia, assim, a Rota dos Sabores da Caminhos da Fronteira. Um circuito que mostra a região através de seus sabores mais marcantes e de suas mais belas paisagens. Um passeio que foi pensado para ser desfrutado a partir de qualquer ponto da região, em grupos ou em incursões individuais. Um passeio que pode ser oferecido a quem vem nos visitar, a quem está a trabalho por aqui e tem um dia livre, ou pode nos levar a viajar por todos os recantos que ainda não conhecemos da nossa própria região.

A Rota Sabores da Fronteira pode ser visitada também através das agências de viagem parceiras, e então   este circuito se torna um roteiro completo, de dois dias. A Rota pode ser um passeio combinado como simples visita, particularmente, com qualquer uma das empresas integrantes, que estão prontas para recepcionar e conduzir o visitante ou o grupo, através dos telefones de contato, horários de recepção e nome de pessoas que constam do folder e também estão na fanpage.

Compõem e mantêm a rota as seguintes empresas:

01 – BirrifícioFrisanco – Anchieta 

02 – Ar Livre Eco Turismo – Anchieta

03 – GranMestri – Guaraciaba

04 – HeatzBrazil – Paraíso 

05 – Hotel Solaris – São Miguel do Oeste

06 – Hotel San Willa's – São Miguel do Oeste 

07 – Cervejaria Big John – Descanso 

08 – Frutas Zilli – Descanso

09 – Park Beer – Tunápolis

10 – Vinícola Marx – Iporã do Oeste

11 – Fritz Beer – São João do Oeste

12– Empório LacLelo – São João do Oeste 

13 – Cervejaria Lass Berg – Itapiranga

 

Mais informações: ameosc.projetos@ameosc.org.br

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Vinícola Marx se destaca na rota Sabores da Fronteira

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Como empresa integrante da rota Sabores da Fronteira, a vinícola recebe turistas que vêm para conhecer a fábrica e fazer a degustação dos vinhos.

A enóloga e sócia proprietária da Vinícola Marx, no município de Iporã do Oeste, Naira Marx, comenta que o convite para participar da rota foi feito pela Associação Comercial e Industrial da cidade.

A rota Sabores da Fronteira, lançada em novembro deste ano, surgiu da união de pessoas que tinham por objetivo incrementar o turismo na região. Atualmente são treze empresas integrantes da rota, com pontos turísticos que se estendem de Itapiranga até Dionísio Cerqueira.

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Naira Marx explica que a vinícola iniciou com seu pai Evaldo, o qual produzia o vinho colonial no porão de casa.

Por meio da Epagri, Evaldo Marx buscou novos conhecimentos e iniciou a empresa com o objetivo de produzir 50 mil litros de vinho ao ano.

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Com o passar dos anos, a empresa expandiu e a produção foi dobrada. Hoje a vinícola produz cerca de 120 mil litros de vinho ao ano, sendo a maior vinícola do extremo-oeste.

Naira conta que a maior produção está concentrada nos vinhos de mesa e vinhos finos, por serem os mais procurados. A vinícola também trabalha na produção de suco de uva, vinagres e outros produtos derivados da uva.

Recentemente a vinícola lançou o espumante moscatel. O objetivo, segundo a enóloga, é trabalhar para melhorar ainda mais a qualidade dos produtos. A venda é feita no extremo-oeste e em estados maiores, como Mato Grosso, São Paulo e Tocantins e a logomarca também está sendo alterada com o objetivo de apresentar melhor o produto.Fonte:www.peperi.com.br

 

Mais informações:https://www.facebook.com/vinicolamarx/

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SC tem a maior rede de monitoramento do nível do mar do Brasil

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O verão dos banhistas das praias de Santa Catarina será ainda mais seguro, graças à rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram. A instituição implantou, em menos de dez anos, a maior e melhor rede de monitoramento de mar do Brasil. São dez equipamentos instalados ao longo de toda a linha litorânea, que fornecem informações fundamentais para as atividades marítimas.

A rede da Epagri/Ciram conta com estações maregráficas instaladas em Florianópolis, Itapoá, Laguna, Porto de São Francisco, Balneário Camboriú, Imbituba, Balneário Rincão, Ilha da Paz, Passo de Tores e Barra Velha. Os equipamentos medem maré, precipitação e temperatura da água. Os dados medidos podem ser conferidos em tempo real no link Litoral On-line, do site da Epagri/Ciram.

As variáveis são medidas em intervalos de cinco minutos e enviadas a cada 15 minutos para o banco de dados da Epagri/Ciram, em Florianópolis. Lá a qualidade dos dados é testada e, caso não sejam identificados erros, eles são publicados a cada hora no Litoral On-line. Tudo é feito de forma automática, sem a interferência humana.

Das dez estações maregráficas da rede da Epagri/Ciram, sete medem o nível do mar (ou seja, a variação da maré) com sensor do tipo radar, um equipamento moderno e preciso, importado da Alemanha. Esse sensor, que fica acima do mar, emite uma onda eletromagnética que bate na superfície da água e retorna ao aparelho, onde são feitos os cálculos necessários para medir o nível. Como está fora da água, dá menos problemas e, no caso de ser necessária uma manutenção, o acesso a ele é bem mais simples. Nos outros três marégrafos da rede, os sensores de nível são de pressão, o que significa que estão instaladas dentro de água.

Outro equipamento de ponta da rede é o correntômetro instalado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. A tecnologia foi importada dos Estados Unidos a um custo de R$ 100 mil, bancado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Mede a correnteza a uma profundidade de cinco metros e fornece informações fundamentais para navegação, especialmente de grandes embarcações.

Temperatura

A mais recente inovação da rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram é a medição da temperatura da água nas praias de Santa Catarina. No final de 2018 a rede passou a medir essa variável em seis pontos da costa: porto de Itapoá; praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis; porto de Imbituba; porto de Laguna; e barra do rio Mampituba, em Passo de Torres.

A temperatura do mar varia muito no litoral de Santa Catarina. É que o Estado está numa zona de transição, com influência de correntes marinhas tropicais e subtropicais. Assim, recebe uma corrente mais fria ao Sul, vinda da região polar (ramo costeiro da corrente das Malvinas). Já o litoral Norte é influenciado por correntes marinhas mais quentes. No dia 14 de novembro de 2018, por exemplo, véspera de feriadão, o Litoral On-line exibia ao mesmo tempo temperaturas da água de 26,59°C em Balneário Camboriú e de 19,45°C em Imbituba.

Caro e difícil

“O monitoramento de mar é mais caro e difícil de fazer”, explica Matias Boll, pesquisador do setor de Oceanografia e Monitoramento Costeiro da Epagri/Ciram. Ele conta que o ambiente mais agressivo, o alto valor dos equipamentos e o custo elevado da manutenção são empecilhos para que redes desta natureza se espalhem pelo litoral brasileiro. “A manutenção tem que ser mais efetiva, porque os equipamentos estão expostos à corrosão e podem até afundar. A logística para chegar até os pontos de monitoramento pode ser mais complicada também”, relata Matias, ressaltando que a instituição se empenha em fazer manutenção preventiva na rede catarinense.

A instalação da rede de monitoramento costeiro de Santa Catarina foi motivada pela importância que o litoral tem para o Estado. Quase 40% dos catarinenses moram na região litorânea, que ocupa apenas 10% do território do Estado. A zona costeira concentra cinco dos dez municípios mais populosos de Santa Catarina. Os 38 municípios localizados no litoral respondem por 39% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Atividades portuárias, pesca e turismo contribuem para essa força econômica.

A Epagri/Ciram também mantém contrato de serviço com dois portos catarinenses: São Francisco do Sul e Imbituba. Os portos têm exigências muito altas de monitoramento ambiental e de segurança e o serviço realizado pela Epagri atende a essas necessidades com custo competitivo. Fonte:Matias Boll, pesquisador do setor de Oceanografia e Monitoramento Costeiro da Epagri/Ciram

Mais informações: Epagri/Ciram – (48) 36655174

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Epagri abre colheita do maracujá em Balneário Gaivota

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A Epagri comemoraou a abertura da colheita do maracujá no Sul do Estado. O evento acontece a partir das 8h30min na propriedade do agricultor Moisés de Mattos Matias, no Balneário Gaivota. Além da cerimônia de abertura oficial, a atividade também contará com Dia de Campo sobre o cultivo da fruta.

A região Sul responde por 80% de todo o maracujá produzido em Santa Catarina. É do estado catarinense que sai um dos melhores maracujás do Brasil. Porém, o avanço da virose do endurecimento do fruto causou uma perda de R$ 10 milhões desde 2016. Agora, com a adoção das recomendações de manejo da Epagri, os agricultores já podem comemorar a retomada dessa produção. A expectativa do gerente regional da Epagri em Araranguá, Reginaldo Ghellere, é de que até junho de 2019, quando se encerra a colheita, sejam produzidas 36 mil toneladas da fruta no Sul de Santa Catarina.

O maracujá tem Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 50 milhões no Estado. Isso mostra o alto valor agregado da fruta, já que ela ocupa apenas 1,6 mil hectares de terra no Sul de Santa Catarina. Contudo, a chegada da virose do endurecimento do fruto vinha colocando essa riqueza em risco, reduzindo drasticamente a produtividade nos cultivos catarinenses. Em outras regiões do Brasil a doença chegou a diminuir para apenas 20% a área plantada do maracujá.

Para solucionar o problema, pesquisadores e extensionistas da Epagri se uniram para desenvolver e recomendar os manejos adequados para convivência com o mal. Reginaldo estima que, atualmente, 90% dos produtores de maracujá do Sul do estado sigam as recomendações dos técnicos da Epagri, o que se reflete na retomada da produção.

O maracujá de Santa Catarina é reconhecido em todo o Brasil por sua qualidade, representada pelo tamanho da fruta, além da cor e volume da polpa. O maior mercado comprador está na região Sudoeste do Brasil, principalmente a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo). No Sul do Estado são pelo menos 700 famílias que têm a fruta como fonte de renda prioritária. Fonte: Reginaldo Ghellere, gerente regional da Epagri em Araranguá

Mais informações: Epagri Regional Araranguá – (48) 3529-0306

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Brasil conseguirá equilibrar agronegócio e sustentabilidade?

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Diante das mudanças climáticas, país terá um desafio que também é uma oportunidade: adaptar seu modelo de agropecuária e, de quebra, cuidar do meio ambiente

Brasil, temos uma excelente oportunidade de negócios pela frente. Poderemos multiplicar a produtividade de nossa principal fonte de renda e ainda proteger a natureza.

É a chance de lucrar mais enquanto regeneramos florestas, cuidamos da água, melhoramos a fertilidade do solo e, de quebra, ajudamos a salvar milhares de vidas. E acredite: tal perspectiva não é um mero golpe de publicidade. Porém, para entender essa oferta imperdível é preciso voltar um pouco no tempo.

Muito antes de a Floresta Amazônica ter esse nome, ela não era um bioma intocado. Havia muita gente na região, milhões de pessoas que viviam em comunidades permeadas pela mata. Para não precisar caminhar quilômetros em busca de alimento, elas começaram a plantar perto das aldeias. Terminaram cercadas por florestas cheias de cacau, batata-doce, abacaxi, mandioca, açaí, cupuaçu, castanha. Bateu a fome, era só dar um pulo ao supermercado orgânico pré-histórico mais próximo.

Por meio de tentativa e erro, os indígenas que habitavam o que seria o Brasil desenvolveram a agricultura utilizando as plantas e o ambiente ao redor.

Com os portugueses veio outra agricultura, de outra região, com outros vegetais. Quando boa parte do pau-brasil tinha virado tinta para tecido na Europa, foi a vez de a cana-de-açúcar dominar a paisagem da Mata Atlântica, com gigantescos monocultivos movidos a mãos escravizadas para adoçar os países mais desenvolvidos. Café, algodão, milho e muita soja depois, esse modelo tornou-se convencional em todo canto.

Trocar floresta por plantas exóticas tem suas consequências. O solo perde fertilidade, as plantas ficam doentes, as pragas são cada vez mais frequentes e a produção cai. Por séculos, o problema foi resolvido com a abertura de novas áreas. Até que, no final da década de 1960, a ciência pôs fim à questão com o pacote de fertilizantes químicos, pesticidas e maquinários pesados.

Com a chamada Revolução Verde, a produtividade explodiu. E o Brasil se deu bem nesse processo. Com terra e clima bons, o país virou uma potência mundial do agronegócio, com a pecuária também entrando em cena.

Da América do Sul para o mundo, o Brasil é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas — vendas que representaram 23,5% do PIB nacional em 2017. Temos 158 milhões de hectares de pastos, segundo o mais recente Censo Agropecuário do IBGE. São três territórios que compreendem a Espanha dedicados para os bois. Outros 63 milhões de hectares para plantações, pouco menos de uma França, sendo mais da metade (36 milhões de hectares) para grãos. Uma Suíça de milho e soja. Um processo que levou 20% da Amazônia brasileira e 50% do Cerrado, trocados por capim e grãos de outros cantos do mundo.

Saldo negativo

Cedo ou tarde, a conta chega. A vegetação retém água no solo, auxilia o líquido a infiltrar-se no lençol freático para o abastecimento de nascentes e rios. As plantas ainda bombeiam a água de volta para a atmosfera, ciclo essencial para que o ambiente fique fresco e úmido. “Uma parte bastante desmatada no setor sul do Cerrado mostrou redução de 10% nas chuvas. A vegetação nativa é importante para manter o clima mais estável, aumentar as chuvas e reduzir as temperaturas”, afirma Carlos Nobre, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e especialista em mudanças climáticas.

A influência, porém, vai além dos limites de cada bioma. “A chuva que cai no inverno ao sul da Bacia do Prata tem muita relação com o fluxo de vapor d’água que sai da Amazônia e abastece o sistema de chuvas na região. “É a floresta que envia chuva ao Sul do Brasil e a boa parte do Sudeste, da Argentina e do Uruguai.

O resto do mundo também sente. “Não existe melhor tecnologia para remoção de carbono na atmosfera do que a fotossíntese. Ela absorve esse carbono da atmosfera e conserva na biomassa”, explica Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e membro do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Enquanto a queima de carvão mineral — principalmente por China e Estados Unidos — para produzir energia elétrica é a principal responsável pelo aquecimento global, por aqui, com mais de 80% de energia renovável, a maior parte dos gases de efeito estufa (GEE) vem da troca de florestas por pastos ou lavouras.

Devido ao desmatamento, cada morador de Rondônia emitiu em 2016 uma média de 74 toneladas de CO2 equivalente (o cálculo de CO2 equivalente converte o potencial de aquecimento de todos os GEE). É 3,7 vezes mais do que um norte-americano, 2,5 vezes mais do que um australiano e 7,4 vezes mais do que um japonês. No Pará, a emissão foi o dobro da verificada no estado de São Paulo. Tudo pelas árvores cortadas ou incendiadas, que representam dois terços de todos os GEE liberados pelo país desde 1990.

Isso ocorre enquanto o mundo precisa tomar medidas drásticas para reduzir a emissão de carbono na atmosfera. Com a colaboração de milhares de cientistas, inclusive Nobre e Artaxo, um relatório lançado em outubro pelo IPCC alertou sobre os riscos que a humanidade corre se a temperatura subir além de 1,5°C em comparação com o início da Era Industrial. O Acordo de Paris já é pouco: mesmo se todos os países cumprirem-no, segundo as novas projeções, a temperatura aumentará 3°C até o ano de 2100. Nós e o resto do mundo precisamos então reduzir drasticamente a emissão de CO2 e de outros gases, como o metano, até zerá-las por volta de 2050. Assim, talvez consigamos impedir que a temperatura ultrapasse 1,5°C. Para isso, calculam os cientistas, pelo menos 45% desse corte deve ser feito já em 2030.

O aquecimento atual, de pouco mais de 1°C, serve como amostra grátis do que está por vir. “Tempestades severas estão aumentando em todo o Brasil, mas também a seca. Tivemos essa seca histórica no Nordeste, de 2012 até 2017, que continua em algumas partes, e a seca no Sudeste em 2014 e 2015”, lembra Carlos Nobre.

“O impacto foi muito maior do que o de uma seca semelhante 50 anos atrás. O Sudeste já está 1,5°C mais quente. A evaporação é muito maior, assim como a perda de água no solo. É menos água no reservatório, na agricultura, no abastecimento humano”, destaca.

Este é um trecho da reportagem de capa da edição de novembro da GALILEU. Para ler em casa, baixe o app Globo Mais 

Mais informações: https://revistagalileu.globo.com

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Seminário Estadual de Extensão Pesqueira é realizado no Litoral Norte

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O Centro de Treinamento de Agricultores e Pescadores da Epagri em Joinville sediou o 1º Seminário de Extensão Pesqueira realizado pela Epagri. Organizado por uma comissão de técnicos da Empresa, o evento foi realizado em novembro e teve duas palestras temáticas, 20 trabalhos apresentados por técnicos que atuam na extensão pesqueira catarinense, mesa-redonda e um público de 52 pessoas.

Também fizeram parte estandes expositivos organizados pelo Projeto Pró Babitonga, Polícia Ambiental, Epagri/Ciram e Ibama/Cepsul. Representantes de instituições como Univali, IFSC de Itajaí, Udesc de Laguna, Emater do Rio Grande do Sul e Paraná participaram das discussões e da avaliação técnica.

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“O evento surgiu da necessidade de relatar com mais ênfase nossas ações e apresentá-las aos colegas e instituições que atuam na extensão pesqueira”, relata o técnico José Eduardo Calcinoni, de Balneário Barra do Sul. “O seminário foi uma excelente oportunidade para se discutir estratégias de desenvolver a extensão pesqueira em Santa Catarina e conhecer os trabalhos que estão sendo realizados nessa área. Parabenizo a Epagri pela iniciativa e espero que em breve possamos dar continuidade às discussões e realizar projetos conjuntos”, enfatiza Roberto Wahrlich, professor da Univali.

Para o coordenador geral e líder do projeto pesca artesanal, Edir José Tedesco, a participação efetiva dos extensionistas locais foi um marco na história da Empresa. “Fiquei surpreendido com a alta qualidade dos trabalhos”, afirma Tedesco. A Epagri tem um trabalho de destaque no litoral catarinense e está presente em todos os municípios, atendendo a diferentes demandas, seja de crédito, organização social e coletiva, turismo náutico, maricultura, artesanato e capacitação de pescadores artesanais.

Mais informações:  Centro de Treinamento de Joinville – Cetreville - (47) 34611519 

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Startup com apoio do NITA instala sistema de automação em cultivo protegido em Ituporanga

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O meio rural catarinense vem cada vez mais buscando modernizar seus processos, aumentando a produtividade no campo. Neste sentido, uma solução inovadora na área é a irrigação totalmente automatizada, que funciona com sensores que indicam o momento certo de ligar a irrigação, baseado na umidade, temperatura e pressão do ambiente.

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O elo entre os agricultores e as empresas que desenvolvem essas tecnologias é realizada através do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA), que através de uma parceria com a Startup catarinense Agrotechlink instalou o sistema na plantação de morangos do agricultor Joel Eger de Ituporanga. "Através da experiência dessas Unidades de Referência Tecnológicas (URT), que é onde são instalados esses sistemas, pode-se analisar o impacto da tecnologia na vida dos agricultores"comenta o engenheiro agrônomo Gilmar G. Jacobowski, Consultor Sênior do Banco Mundial.

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De acordo com Alexsandro Olivo, desenvolvedor da Agrotechlink o dispositivo de irrigação possibilitará ao agricultor automatizar todo o sistema de irrigação de morangos que ele tem “Hoje ele possui uma estufa de 400metros quadrados e nós viemos instalar o painel, juntamente com três sensores que possibilitarão a ele irrigar sua plantação de onde ele estiver de maneira totalmente automatizada” comenta Alexsandro.


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O dispositivo de irrigação pode ser acionado sozinho ou pelos produtores rurais que acionam o sistema após receberem alertas via celular, além disso, as informações sobre a propriedade rural podem ser levadas diretamente para os técnicos que fazem a assistência técnica no município, garantindo decisões muito mais técnicas, facilitando a tomada de decisão durante o processo pelo produtor. . “A Agrotecklink está desenvolvendo esse projeto através de uma parceria de longa data com o NITA, com a SC Rural e com a Epagri, que possibilita com que as empresas desenvolvam e tragam tecnologia para o campo” enfatiza o desenvolvedor Alexsandro Olivo.
"O projeto de irrigação automatizada leva uma visão empreendedora ao meio rural, agregando praticidade e facilitando a execução das tarefas, trazendo qualidade de vida para o produtor", ressalta o agrônomo Jacobowski.


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OBJETIVOS DO NITA

Ofertar um conjunto de serviços em apoio a pequenas e médias empresas, para o aprimoramento do processo de geração e oferta de inovações a produção de pequena escala;

Melhorar o ecossistema de desenvolvimento de tecnologias e inovações acessíveis para a agricultura familiar;

Conectar e articular oferta e demanda de inovações na cadeia do agronegócio da agricultura familiar;

Aumentar a resiliência das atividades desenvolvidas pela agricultura familiar frente as mudanças climáticas;

Aumentar a competitividade da agricultura familiar através da introdução, preferencialmente, de tecnologias verdes.

 

 

 

 

Mais informaçõeshttp://nita.org.br/

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Práticas agrícolas sustentáveis premia 15 comunidades tradicionais brasileiras, três são de Santa Catarina

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O Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais é uma iniciativa do BNDES em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/MAPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).

O objetivo é reconhecer boas práticas ligadas à salvaguarda e conservação dinâmica de bens culturais e imateriais associados à agrobiodiversidade e à sociobiodiversidade presentes nos Sistemas Agrícolas Tradicionais no Brasil.

A solenidade de premiação foi realizada na sede da Embrapa, dia 18 de junho, em Brasília-DF.

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Premiados:

1º Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais (AMTR), do Lago do Junco (MA)

2° Associação dos Produtores Rurais de Vereda, de Matias Cardoso (MG);

3º Associação dos Remanescentes de Quilombo de São Pedro, de Eldorado (SP),

4º Associação Comunitária Rural de Imbituba, de Imbituba (SC)

5º Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), dos municípios baianos de Pilão Arcado, Campo Alegre de Lourdes, Canudos, Casa Nova, Remanso, Curaçá, Sento Sé, Uauá, Sobradinho e Juazeiro.

Os primeiros cinco colocados receberão o valor bruto de R$ 70 mil e os demais R$ 50 mil.

Demais premiados

6º – Associação Yaualapiti Auapá – Canarana, MT

7º Associações dos Agricultores Familiares de Roça de Toco e da Valor da Roça – Biguaçu, SC

8º – Associação Comunidade Uamiri Atroari – AM e RR

9º – Associação das Comunidades Tradicionais do Bailique -Macapá, AP

10º – Sindicato dos Trabalhadores Rurais Assalariados e Agricultores Familiares de Rio Pardo, MG

11º – Associação Indígena Guarani Boapy Pindó – Aracruz, ES

12º – Apicultura sustentável: Casa Nova – BA

13º Associação Vianei de Cooperação e Intercâmbio no Trabalho, Educação, Cultura e Saúde-Lages SC

14º – Associação da Comunidade Tradicional Geraizeira de Sobrado – MG

15º - Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos/Pacaraima e Boa Vista (RR)

 

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Associação Comunitária Rural de Imbituba

Areais da Ribanceira: resistência da agricultura tradicional. A Comunidade Tradicional dos Areais da Ribanceira convive há várias décadas com um processo de desterritorialização, que elimina formas de uso comum da terra e da água, colocando em risco o grupo social e todo patrimônio imaterial acumulado ao longo das gerações. Um exemplo é a ação de reintegração de posse que o governo do Estado de Santa Catarina, está movendo contra a ACORDI, assim como vários pescadores da praia de Imbituba também estão sendo ameaçados por processos similares, movidos por empresa privada (IEP).

A essência da comunidade está no uso comum do seu território, que está diretamente ligado ao acesso aos recursos naturais. E, se isto for interrompido, interrompe-se também a reprodução cultural/social/religiosa/ancestral e econômica da comunidade, que é a principal responsável pela manutenção do ecossistema e da construção tradicional de um conjunto de conhecimentos, inovações e práticas que beneficiam toda sociedade. Fonte: https://engenhosdefarinha.wordpress.com

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Associação Valor da Roça – Biguaçú

O processo de certificação participativa para uso e conservação da floresta no sistema itinerante, desenvolvido pela Associação Valor da Roça, de Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi um dos vencedores do Prêmio.

A Epagri, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) são os principais apoiadores do projeto

A comunidade rural de Biguaçu desenvolve há gerações um sistema de cultivo caracterizado por períodos de alternância entre lavouras anuais e a floresta nativa, sem revolvimento do solo e com um manejo especial. Neste sistema eles plantam principalmente mandioca, banana, feijão e milho, sem uso de agroquímicos. A prática tem permitido a manutenção da floresta, da paisagem e a conservação da biodiversidade, evitando a conversão definitiva da terra para uso diversos, como por exemplo, formação de pastagem ou plantio de florestas exóticas.

Sustentabilidade e tradição

De modo geral, esse sistema de uso da terra tradicionalmente praticado pelos agricultores de Biguaçu, caracteriza-se pela supressão de pequena gleba de vegetação para o cultivo de lavouras anuais por curto período de tempo. A lenha retirada é usada na produção de carvão vegetal. Após a colheita da lavoura, a floresta volta a se regenerar. Outra importante característica é o fato de que já entre as plantas de ciclo anual é realizada a condução da regeneração natural. Ou seja, ao mesmo tempo que cultivam, os agricultores manejam espécies arbóreas regenerantes, o que caracteriza um tipo peculiar de Sistema Agroflorestal. Isso permite a rápida regeneração do fragmento florestal após a colheita da lavoura anual.

Outro aspecto fundamental desta prática é o caráter social. Ao respeitar o conhecimento empírico dos agricultores locais, a instituições governamentais preservam um saber fazer histórico. Diversos estudos nacionais e internacionais têm apontado os benefícios socioecológicos desse sistema e registram importantes prejuízos nas regiões onde ele tem sido abandonado, sobretudo a perda da biodiversidade.

Desde 2009 a Epagri e as instituições parcerias desenvolvem projetos com esses agricultores, que formaram, em 2013, a Associação Valor da Roça. A entidade possui um Caderno de Normas que é seguido rigidamente pelos associados. Uma das principais regras estipuladas é que a vegetação suprimida para a roça volte a se regenerar após o cultivo. Para garantir que as regras sejam cumpridas, uma comissão de associados faz vistorias nas áreas em regeneração e, assim, certifica de forma participativa o cumprimento do compromisso assumido.

A Embrapa presidiu a comissão julgadora, por meio do pesquisador João Roberto Correia, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas (Sire).

Segundo o diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares, a presença da Empresa na realização do Prêmio BNDES reforça o alinhamento com as megatendências do recém-lançado documento Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira. “Além disso, é uma forma de contribuir com a pauta internacional que tem como foco os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em especial o que se refere à erradicação da fome e o incentivo à agricultura sustentável”, lembrou ele.

"A experiência de todo o processo do Prêmio BNDES SAT foi exitosa", avaliou o presidente da comissão julgadora, pesquisador João Roberto Correia, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa. "Foi a concretização de uma parceria entre as instituições em benefício de grupos sociais que realizam atividades que preservam tanto a agrobiodiversidade local, quanto sua cultura e o meio ambiente". Na opinião dele, a iniciativa também atende as metas do acordo firmado com Iphan, no que se refere à identificação de SATs no Brasil, além de levantar potenciais fontes de pesquisa em desenvolvimento territorial e conservação em recursos genéticos e temas ligados à gastronomia e turismo rural.

Também participaram da solenidade de entrega do Prêmio BNDES SAT o secretário-adjunto de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Francisco Melo, o coordenador de Agroecologia e Produção Sustentável da Secretaria de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Marco Pavarino, o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Hermano Queiroz.  Da Embrapa, estiveram presentes o pesquisador da Embrapa Clima Temperado e ex-diretor de Transferência de Tecnologia, Waldyr Stumpf, e o chefe-geral da Embrapa Amapá, Nagib Melém Júnior.

 

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