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Resfriamento de vacas leiteiras amplia eficiência e renda do produtor rural

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Aumento da produção, melhoria na eficiência alimentar, ampliação da fertilidade, avanço na resposta imune do animal, redução de problemas clínicos e despesas com medicamentos são alguns dos benefícios proporcionados, pelo resfriamento de vacas leiteiras.

Esse tema foi abordado, na última semana, para 29 técnicos durante o curso promovido pelo Santafé Agroinstituto, com apoio do Sebrae/SC, em Chapecó. A qualificação integra as ações do projeto “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”, desenvolvido em parceria com cooperativas e entidades.

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O curso teve como objetivo proporcionar conhecimento prático, principalmente aos técnicos que atuam no campo, a fim de levar novas informações e tecnologias aos produtores rurais. O assunto foi abordado pelo especialista em estresse térmico em vacas leiteiras, Israel Flamenbaum, que possui PhD pela Hebrew University of Jesuralém e foi diretor por 16 anos da área da bovinocultura leiteira do Ministério da Agricultura de Israel.

A tradução simultânea foi do médico veterinário, especialista em gestão de fazenda de leite Adriano Siqueira Seddon, que introduziu no Brasil o sistema compost barn. Esse sistema visa reduzir custos de implantação e manutenção, melhorar índices produtivos e sanitários dos rebanhos e possibilitar o uso correto de dejetos orgânicos provenientes da atividade leiteira.

O sistema de resfriamento de vacas leiteiras pode ser implantado em pequenas propriedades rurais ou em fazendas de grande porte. O intuito é melhorar o bem-estar dos animais, ampliar a eficiência e aumentar o padrão e qualidade de vida do empresário rural.

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Acordo com Flamenbaum, ao adotar esse sistema em Santa Catarina a produção expandiria em 1.500 litros por vaca/ano, os custos alimentares diminuiriam em 10% em função da melhoria da eficiência alimentar e haveria avanço na fertilidade das vacas pela redução no intervalo entre os partos, fazendo com que cada animal tenha incremento da rentabilidade.

“Nossos cálculos comprovam que podemos melhorar o retorno de cada vaca em Santa Catarina em aproximadamente R$ 1,2 mil. Então, se considerarmos a introdução do sistema de resfriamento e sua utilização correta, a produção catarinense de leite poderia ampliar em até 300 milhões de litros/ano, com incremento da renda do produtor em até R$ 230 milhões/ano”, ressaltou o especialista.

Para o resfriamento adequado de uma vaca é necessário investir o valor aproximado de R$ 1,5 mil para aquisição de equipamentos. Além disso, o custo operacional em energia, água e mão de obra será de R$ 150 por animal. “O retorno desse investimento se dá em até dois anos, por isso ao considerar o custo-benefício conclui-se que não há outra tecnologia que possa ser utilizada nesse setor que agregue tanto valor e que tenha retorno tão rápido quanto o resfriamento de vacas”, analisou Flamenbaum.

O desafiou, segundo o especialista, está relacionado a falta de conhecimento sobre a maneira adequada em utilizar o sistema e nas vantagens proporcionadas, principalmente, na eficiência e rentabilidade. “O objetivo do curso foi transmitir conhecimentos e treinar os profissionais para que possam usar essa tecnologia para obter bons frutos, afinal é necessário resfriar as vacas durante todo o ano e em todas as fases de lactação tanto para vacas secas quanto em vacas em lactação”, comentou. Fonte: https://revistabusiness.com.br

Mais informações: http://www.auroraalimentos.com.br/

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Sul Catarinense ganha mais duas estações agrometeorológicas

Gravatal - Iria Sartor Araujo

Com início das operações das estações meteorológicas automáticas telemétricas em Gravatal e Rio Fortuna, o Sul Catarinense passa a contar com 19 pontos de monitoramento das variáveis de chuva, temperatura, umidade relativa do ar e molhamento foliar.

Os locais fazem parte da rede de monitoramento da Epagri/Ciram, que possui também estações hidrológicas e meteorológicas, totalizando mais de 192 unidades automáticas instaladas no estado.

Em Gravatal a unidade está localizada junto à Epagri e entrou em funcionamento no final de setembro. Em Rio Fortuna a estação será instalada ainda em outubro.  Os dados coletados por elas são transmitidos de forma automática diariamente, de hora em hora, para um banco de dados localizado em Florianópolis, cujas informações estão disponíveis para a população através dos sistemas de visualização gratuitos como o Agroconnect e Monitoramento On-Line.

As duas estações funcionam independente de energia elétrica, pois são alimentadas por energia solar. A pesquisadora da Epagri/Ciram Iria Sartor Araújo Iria explica que os dados obtidos através delas geram informações para a previsão do tempo, ajudam na tomada de decisões dos agricultores e são essenciais para pautar ações da Defesa Civil. Os dados também auxiliam na emissão de laudos quando ocorrem eventos extremos como ventanias ou chuva intensa, por exemplo.

As duas estações agrometeorológicas foram adquiridas com recursos do projeto Fortalecimento da Infraestrutura de Pesquisa da Epagri – SC (PAC Embrapa 2012), que aportou R$260 mil para a compra de 10 estações. Fonte: Iria Sartor Araújo, pesquisadora da Epagri/Ciram

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Sistema de alerta de doenças para a cultura da cebola ganha mais quatro estações agrometeorológicas

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Quatro municípios do Alto Vale do Itajaí e Grande Florianópolis passaram a contar com estações agrometeorológicas automáticas telemétricas: Ituporanga, Chapadão do Lageado, Atalanta e Alfredo Wagner.

As quatro plataformas compõem a rede de 70 estações que subsidiam as informações ambientais necessárias para gerar alertas fitossanitários para a cultura da cebola. Nelas são registrados dados referentes a clima e condições de tempo, disponibilizados de forma pública e gratuita no site da Epagri/Ciram através dos sistemas de visualização como o Agroconnect e CebolaNET.

Todas as estações monitoram, de hora em hora, as variáveis de chuva, temperatura, umidade relativa do ar e molhamento foliar. O técnico da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, Rafael Sizani, destaca que os dados gerados por elas agilizam a tomada de decisão em casos de ocorrência de eventos naturais extremos, como chuvas intensas e estiagem, por exemplo. Já o Agroconnect é um sistema que interpola esses dados e acusa as condições ambientais que favorecem a ocorrência das doenças, gerando avisos para os produtores.

Segundo a pesquisadora da Epagri-Ciram Iria Sartor Araujo, as estações possuem sistema de energia autônomo com painel solar e bateria, sem depender de energia elétrica. “Mesmo em períodos nublados ou chuvosos seu funcionamento é garantido 24 horas por dia”, ressalta.

As quatro estações agrometeorológicas foram adquiridas com recursos do projeto Fortalecimento da Infraestrutura de Pesquisa da Epagri – SC (PAC Embrapa 2012), que aportou R$260 mil para a compra de 10 estações. Com elas a Epagri passará a contar com 190 estações próprias, o que faz de Santa Catarina o estado com maior cobertura de monitoramento de dados ambientais.


Cebola em Santa Catarina

Em Santa Catarina a cebola é a hortaliça que apresenta o maior valor bruto de produção, movimentando um valor aproximado de 370 milhões de reais anualmente. Santa Catarina é o maior produtor nacional, responsável por aproximadamente um terço da área total plantada no país – em torno de 20 mil hectares – e 1/3 da produção nacional (aproximadamente  500 mil toneladas/ano). Além do aspecto econômico, a cultura desempenha um importante papel social, uma vez que é cultivada, em sua quase totalidade, pelos agricultores familiares, com mais de oito mil famílias envolvidas diretamente na atividade. Segundo a Epagri/Cepa, ao final da safra 2019/20, o estado deve colher 529.210t de cebola. Fonte: Iria Sartor Araújo, pesquisadora da Epagri/Ciram

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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“A Inteligência Artificial está serviço da agricultura”, diz Arie Halpern

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Uma das áreas da tecnologia mais promissoras na agricultura é a de inteligência artificial. Com as elevadas taxas de crescimento da população, as inovações tecnológicas são a aposta mais segura para garantir produção suficiente e com qualidade para alimentar a humanidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 9 bilhões de pessoas habitarão o mundo em 2050, o que significa que teremos de melhorar a produção de alimentos em 70%. “É preciso otimizar os processos na agricultura”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas, “inserindo a tecnologia nas técnicas de cultivo”, completa.

Essa prática é de extrema importância, pois quase não há mais espaço físico para plantar. Cerca de 40% do terreno no mundo é dedicado à colheita, o restante é ocupado por espaços desérticos, florestas tropicais ou regiões geladas como a Antártica. Algumas soluções já começaram a aparecer.

Na Austrália, cientistas construíram em uma região desértica a fazenda Sundrop, que funciona como uma estufa, retirando energia do sol e trazendo água do mar por cerca de dois quilômetros para a irrigação das plantas. Para que a fazenda consiga funcionar corretamente, os pesquisadores precisaram utilizar uma série de tecnologias, a começar pela captação de energia solar até o transporte de água, comenta Arie Halpern.

Na área de inteligência artificial, a empresa Infosys criou um software de fonte aberta para monitorar as necessidades e qualidades das plantas. O sistema funciona com sensores que monitoram as plantas em tempo real. Com métodos de machine learning (aprendizado de máquina), os sensores podem ainda antecipar as futuras necessidades da planta, alertando os fazendeiros a mudar quantidade de água, nutrientes etc. A realidade aumentada, também pode ser usada para que a plantação seja monitorada de qualquer lugar do mundo.

No Japão, uma fazenda de pepinos começou a utilizar a técnica de aprendizado de máquina para separar os frutos em nove tipos diferentes de classificação. O trabalho que, manualmente, demoraria até oito horas por dia, pode ser feito em poucos minutos pelo computador. O criador do projeto, Makoto Koike, diz que tudo ainda está em fase de testes e que a máquina precisa de mais repetições para melhorar seu desempenho, que está em 70%.

Outra solução que utiliza a inteligência artificial é o PlantVillage. O aplicativo permite que fazendeiros tirem fotos de suas plantas e compartilhem suas dúvidas com uma comunidade online internacional, o que é útil para identificar doenças e as necessidades de cada plantação. Com a IA, os desenvolvedores esperam que o processo seja acelerado. Atualmente, os algoritmos desenvolvidos pela equipe conseguem acertar entre 30% e 40% das doenças que afetam as plantas apresentadas. “Esses são exemplos de um processo que está começando agora, mas que alterará positivamente a maneira como cultivamos nossos alimentos, com melhor qualidade e menos desperdício”, diz Arie Halpern. Fonte: Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações: http://www.ariehalpern.com br

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Faesc lança “Purpurata” marca coletiva de carne certificada de Santa Catarina

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Cerca de 1.500 produtores rurais participaram do 2º Dia de Campo e Seminário Estadual – ATeG – Programa de Assistência Técnica e Gerencial em Pecuária de Corte, realizado na semana passada em Campos Novos pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR).

O Seminário foi desenvolvido pela manhã no Centro de Eventos Galpão Crioulo (margens da BR 470, Jardim Bela Vista). As atividades do Dia de Campo ocorreram na Fazenda do Cervo, na zona rural de Campos Novos, no período da tarde.

O evento foi coordenado pelo presidente do Sistema Faesc/Senar-SC José Zeferino Pedrozo e prestigiado pelo prefeito de Campos Novos, Silvio Alexandre Zancanaro, pelo Secretário da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa, pelo diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Daniel Klüppel Carrara e pelo diretor de Administração e Finanças do SEBRAE/SC, Anacleto Angelo Ortigara.

Também participaram o vice-presidente de finanças e coordenador estadual do Programa de Assistência Técnica e Gerencial em Pecuária de Corte, Antônio Marcos Pagani de Souza; os vice-presidentes da Federação Enori Barbieri João Francisco de Mattos.

O superintendente do SENAR/SC Gilmar Antônio Zanluchi, o presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Campos Novos, Luiz Sérgio Gris Filho e o superintendente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (SESCOOP/SC), Neivo Luiz Panho.

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O ponto alto do Seminário foi o lançamento da marca coletiva de carnes do Estado de Santa Catarina. O projeto foi exposto pelos consultores da SIA Davi Teixeira e Carlos Henrique, acompanhados do presidente José Zeferino Pedrozo.

O projeto marca coletiva de carnes SC foi concebido como uma estratégia de diferenciação do produto catarinense, ou seja, busca agregar valor à carne produzida em Santa Catarina. É uma demonstração de pioneirismo no desenvolvimento completo da cadeia produtiva da carne de Santa Catarina.

Procura associar a carne bovina catarinense à preservação ambiental, segurança de alimentos e qualidade de produto, incentivar o consumo de carne bovina dentro e fora do Estado e aumentar o engajamento da sociedade catarinense em geral em favor do produto cárneo.

Alguns diferenciais catarinenses contribuem com esses objetivos, como o tecido empresarial, a vocação para os negócios, o alto nível industrial, os polos de inovação tecnológica, a riqueza cultural e a condição de importante centro turístico. A diferenciação de produto também ganha expressão com a preservação ambiental do Estado, a existência de rebanho livre de febre aftosa sem vacinação, carne oriunda de animais jovens, rebanho 100% rastreado, carne produzida à pasto com segurança de alimentos, o bem-estar animal e boas práticas agropecuárias

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A marca coletiva já tem nome: “Purpurata – carne catarinense certificada” em homenagem a Laélia purpurata, a flor-símbolo de Santa Catarina e pertencerá à Federação da Agricultura e Pecuária. Para implementar esse sistema, a Faesc fará a certificação de propriedades, habilitação de frigoríficos, desenvolvimento do sistema de identificação de produto, habilitação de varejistas e estratégias de marketing dentro e fora do território barriga-verde.

“Esse é um projeto do setor pecuário voltado ao produtor rural, e quem ganha é toda a cadeia produtiva e o estado de Santa Catarina”, assinalou Pedrozo.

Gestão

O Seminário consistiu de duas palestras. O diretor-executivo do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA) Davi Teixeira palestrou sobre o tema “Gestão da Propriedade Rural”. Davi Teixeira é graduado em Zootecnia pela Universidade Federal de Santa Maria, mestre em Zootecnia pela Universidade Federal de Santa Maria e doutor em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Possui Pós-doutorado junto ao Grupo de Pesquisa em Ecologia do Pastejo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pós-doutorado em Produção Integrada de Sistemas Agropecuários junto à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Na sequência, o consultor em Agronegócio Roberto Grecellé explanou sobre “Mercado da Carne, Desafios e Oportunidades”. Grecellé é médico veterinário com Mestrado em Produção Animal (UFRGS).

O Sistema Faesc/Senar-SC agradeceu ao produtor rural Arnaldo Faversani e família por abrir as portas da fazenda para a realização do 2º Dia de Campo Estadual do Programa de Assistência Técnica e Gerencial. O agradecimento foi materializado com a entrega de uma placa.

Ampliação

O diretor geral do SENAR Daniel Carrara destacou o sucesso de Santa Catarina no programa ATeG: “O estado vem se despontando pela qualidade de seu trabalho. Um estado relativamente pequeno, com metas ousadas, mas o principal é a qualidade. Fazer um dia de campo com mais de 1.500 produtores, avançando em produtividade, em recuperação de pastagem e lançando uma marca de carne, ou seja, tecnologia linkada com o mercado, isso é um exemplo que tem que ser seguido por todo o País. Nós estamos realizando várias reuniões com o País todo, de trocas de experiências, e Santa Catarina está sempre à frente”.

Carrara anunciou que tem expectativa de ampliação da assistência técnica no Estado para mais 5 mil produtores nos próximos três anos, mediante investimento da ordem de R$ 22 milhões.

Assistência

O Sistema Faesc/Senar-SC iniciou em 2016 – em parceria com o SEBRAE – uma inovação na gestão das propriedades rurais: o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Pecuária de Corte que representa um avanço na capacitação dos produtores rurais, preparando-os para a condução das atividades pecuárias com uma visão empresarial e o emprego de avançadas técnicas de gestão e controle. Contribui para elevar o nível de gestão, a produtividade e a melhoria genética dos rebanhos através da inseminação artificial de 65.000 matrizes bovinas com protocolo IATF, inseminação em tempo fixo, durante a vigência do programa.

O programa proporciona aumento da produção, evolução na produtividade e no nível de gestão, além do incremento da renda líquida em propriedades rurais de Santa Catarina. As propriedades são assistidas em gestão, genética, manejo adequado, sanidade, melhoria da alimentação e das instalações dos estabelecimentos rurais, através de visitas técnicas e gerenciais mensais no período de dois anos. Durante as visitas são transmitidas metodologias sobre cálculo de custos de produção, indicadores e análise de dados para planejamento estratégico conforme os pontos fortes e fracos de cada propriedade. O foco do atendimento dos técnicos é a transmissão de conhecimentos relacionados à gestão da empresa rural e técnicas de manejo voltadas às atividades de cada propriedade rural.

Até o momento o programa atende 1.452 propriedades rurais, divididos em 41 Grupos e 39 Sindicatos Rurais abrangendo 136 municípios das regiões do planalto serrano, oeste, norte, meio oeste, extremo oeste, Vale do Itajaí e sul.

As informações técnicas e gerenciais são lançadas em um software, pelo qual, os empresários rurais acessam os indicadores gerenciais da propriedade, auxiliando nas tomadas de decisões para melhorar a sua rentabilidade.

O Programa Desenvolvimento da Bovinocultura de Corte de Santa Catarina é coordenado pelo Sistema Faesc/Senar-SC em parceria com o Sebrae e conta com o apoio e suporte da SIA (Serviço de Inteligência em Agronegócio).

DEPOIMENTOS

JOSÉ ZEFERINO PEDROZO - Presidente da FAESC/SENAR-SC:

Essa é uma iniciativa nova que está completando três anos. A pecuária de corte é uma atividade que demanda mais tempo para colher os resultados, mas estamos satisfeitos com o engajamento dos nossos produtores. Infelizmente não podemos atender a toda a demanda e procura de criadores que gostariam de fazer parte deste programa. Estamos aumentando gradativamente, de acordo com o que nosso orçamento permite, mas também temos a convicção de que o efeito sobre os produtores que não fazem parte da nossa assistência técnica e gerencial corresponde a um efeito multiplicador e que, certamente, fará com que os resultados apareçam em Santa Catarina. Foi encomendado especialmente pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Nacional, onde busca não apenas a assistência técnica, ensinar o produtor a receber o que há de moderno nas tecnologias para a atividade da criação, recria, engorda de bovinos, mas também dar a esses produtores noção e conhecimento mais apropriados. A assistência individualizada a cada produtor, como ele deve gerir a sua propriedade, ter conhecimento do que representam as receitas e, também, estar consciente de até quanto pode gastar para que não venha a comprometer não só o resultado, mas principalmente o seu patrimônio. Esse tem sido o grande diferencial desse programa, não só levar conhecimento, mas, através da aplicação das técnicas de gestão, de administração, orientar o produtor a fazer o seu orçamento com antecedência, saber onde deve gastar, qual é a sua programação, por meio de um plano de trabalho. Isso tem trazido ótimos resultados.

DANIEL KLÜPEL CARRARA - Diretor geral do SENAR Administração Central

A avaliação é a melhor possível. O trabalho de Assistência Técnica e Gerencial começou no nosso Sistema há cinco anos e desde o início a regional de Santa Catarina é uma parceira de excelência na construção de uma metodologia e de uma nova missão da nossa instituição. Santa Catarina vem se despontando pela qualidade de seu trabalho. Um estado relativamente pequeno, com metas ousadas, mas o principal é a qualidade. Fazer um dia de campo com 1.500 produtores, avançando em produtividade, em recuperação de pastagem e lançando uma marca de carne, ou seja, tecnologia linkada com o mercado, isso é um exemplo que tem que ser seguido por todo o País. Nós estamos realizando várias reuniões com o País todo, de trocas de experiências, e Santa Catarina está sempre à frente.

ANACLETO ÂNGELO ORTIGARA - diretor de administração e finanças do SEBRAE/SC:

É uma ação conjunta da Federação da Agricultura, do SENAR, do SEBRAE e do setor produtivo do agronegócio catarinense, especialmente na bovinocultura. É um passo a frente, é a melhoria que todos buscam de qualidade, de escala, de confiança para o consumidor e de confiança para o produtor que, ao ser assistido, enxerga, percebe e atua em um futuro muito mais promissor. O SEBRAE tem o compromisso de cumprir a sua missão institucional com essas parcerias muito promissoras e que realmente confirmam o acerto na escolha. Bons parceiros, bons resultados. Santa Catarina melhor e o Brasil muito melhor. O projeto inicia e se conclui em um prazo determinado: 2020 é o parâmetro de desenvolvimento final do projeto, mas não quer dizer que conclua todo o trabalho em 2020. Muito provavelmente teremos ações continuadas, até porque a melhoria não tem ponto final, a melhoria continuará a existir. O SEBRAE, o SENAR, a Federação da Agricultura e os produtores continuarão o trabalho em parceria em 2020 e nos anos que virão a seguir.

ANTÔNIO MARCOS PAGANI DE SOUZA - Vice-presidente de Finanças e coordenador do programa ATeG Pecuária de Corte:

Os efeitos são visíveis. Esse projeto de assistência técnica e gerencial de pecuária de corte tem dado um impacto positivo nas propriedades, tendo em vista que estamos aumentando a produção com qualidade. Esse é o objetivo do projeto ATeG do Sistema Faesc/Senar-SC. Nossa intenção é aumentar a produção de carne bovina em Santa Catarina. Hoje importamos 50% da carne que consumimos. É óbvio que não conseguiremos abastecer o mercado catarinense, mas faremos um trabalho para que possamos ter carne de qualidade para que façamos exportação da carne de qualidade que produzimos em Santa Catarina. Estamos trabalhando para agregar valor ao produtor rural. O nosso objetivo é fazer com que o nosso pecuarista, ganhe mais dinheiro na produção de carnes.

DAVI TEIXEIRA - diretor-executivo do Serviço de Inteligência em Agronegócios (SIA):

Estamos em uma etapa de desenvolvimento de uma marca de carne certificada de Santa Catarina. Isso é uma sequência do trabalho de assistência técnica e gerencial que o projeto desenvolve na cadeia da pecuária de corte do estado. Após os ajustes técnicos dentro da fazenda nas áreas de manejo e gestão da propriedade rural, estamos dando esse passo que é de levar a agregação de valor ao produto final da carne através de um selo que levará consigo os principais valores desse produto, ou seja, a rastreabilidade, a certificação da origem de nascimento dos animais, que é um diferencial de Santa Catarina, a sustentabilidade ambiental do Estado como um todo e, sobretudo, dentro das fazendas que vão seguir um protocolo de certificação e também o componente econômico de gestão da propriedade rural, que também passa a ser um diferencial. Então teremos no mercado muito em breve, através deste selo, dessa marca coletiva, uma carne com certificação que vai conferir confiabilidade ao consumidor final com valor agregado ao produtor rural.

VÂNIA DE ALMEIDA RAMOS - criadora de bois e ovelhas.

Desde o início percebemos que não estaríamos mais sozinhos na uma administração, na produção, e, consequentemente, na produtividade. Com a orientação desse grupo, estamos trabalhando com bastante segurança, assertividade e, com certeza, com um lucro já esperado. Com tudo sendo calculado fica mais fácil se programar. Conversando sobre o programa, com minha família, chegamos a conclusão que deveríamos reunir todos os conhecidos interessados em produzir melhor. Porque quando somos orientados não pagamos o preço do aprendizado, fazemos o jogo sabendo que ganharemos ou com certeza não perderemos. Recomendo a assistência técnica e gerencial do Sistema Faesc/Senar para todos, independentemente da idade, do ramo de atuação ou daquilo que projeta para o futuro. Fonte: https://revistabusiness.com.br

 

Mais informações: http://www.sistemafaesc.com.br

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Comitiva de SC participa do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio

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Priorizar a relevância feminina para o avanço inovador, rentável, sustentável e ético do agronegócio nacional. Essa é a intenção do 4º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio que acontece nesta terça e quarta (8 e 9), no Transamerica Expo Center, em Santo Amaro (SP).

O evento reunirá mulheres de todo o País para troca de ideias e experiências, sempre com foco no papel da mulher no agro.

Santa Catarina estará representada pela Comissão de Mulheres do Agro Catarinense que participará do Congresso pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC). Estarão presentes Marinês Zolet Rigo, de Concórdia; Paloma Laís Pegoraro, de Campos Novos; Juliane Silvestri Beltrame, de Campo Erê; Fabiana Michels Schmoeller, de Braço do Norte; e a coordenadora da Comissão Mulheres do Agro Catarinense Nayana Setubal Bittencourt, representando o Senar/SC.

 

Nayana destaca que a presença feminina no meio rural tem sido cada vez mais constante e fundamental. Elas deixaram de ocupar apenas o espaço de auxiliadoras de seus maridos e estão se destacando e empreendendo no campo. “Temos relatos diários de produtoras bem-sucedidas e que conduzem propriedades, muitas vezes, sozinhas. O Sistema Faesc/Senar/SC incentiva esse protagonismo feminino no campo e o Congresso, do qual participamos pela terceira vez, é uma oportunidade de trocar experiências e atualizar conhecimentos”.

 

O Estado também estará presente na Vitrine de Negócios que acontecerá durante o Congresso. A marca coletiva Saborense – que tem indústrias associadas em todo o território barriga verde – estará no estande da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Na Vitrine ocorrerão duas rodadas de negócios, nas quais representantes de renomados restaurantes de São Paulo terão a oportunidade de degustar os alimentos e discutir possíveis acordos comerciais com os produtores.

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, salienta que o público feminino conquista espaço e tem voz e vez em tomadas de decisões importantes no dia a dia das empresas rurais. “Elas estão preocupadas em se capacitar e se preparar para atuar na gestão ao lado, ou não, de seus esposos. Demonstram interesse e comprometimento com a produção e vislumbram, por meio de atitudes empreendedoras, um futuro melhor”.

De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, as mulheres são o pilar familiar e tem ganhado esse espaço também no trabalho no campo. “Elas são fortes, determinadas e visionárias. Auxiliam de forma exemplar na execução das atividades diárias contribuindo para o desenvolvimento da produção. Por natureza as mulheres têm um olhar mais crítico e detalhista e isso contribui exponencialmente na busca da excelência no meio rural. Sem dúvidas elas são indispensáveis”.

O Congresso é direcionado para agricultoras, pecuaristas, cooperadas, profissionais da indústria, produtoras integradas, sucessoras, executivas de corporações do setor ou herdeiras de propriedades agropecuárias. O evento trará novidades do setor, destacará cases de sucesso, reproduzirá conhecimento e promoverá networking entre mulheres de todo o País. Fonte: MB Comunicação

PROGRAMAÇÃO 1º Dia

Credenciamento

Welcome Coffee

Kellen Severo - Apresentadora e Editora-Chefe do Jornal Mercado&Cia

Alexandre Marcilio - Diretor do Transamerica Expo Center

Renata Camargo - Show Manager do CNMA

Luiz Cornacchioni - Diretor Executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag)

 
Arena Master - MEDIAÇÃO DA JORNALISTA DENISE CAMPOS DE TOLEDO

Governança Global - Embaixador Rubens Barbosa, Presidente da Abitrigo

Governança Corporativa Agroindustrial – Digital Farming
Rodrigo Bonato, Diretor de Vendas da John Deere Brasil

Governança das Empreendedoras do Agro - Maria Antonieta Guazzelli, Presidente do NFA

Governança do Cooperativismo
María Eugenia Pérez, Presidente do Comitê Mundial da Igualdade de Gênero da Aliança Cooperativa Internacional

Governança Agroindustrial
Elizabeth Farina, Diretora-Presidente na Tendências Consultoria Integrada e Ex Presidente da ÚNICA

Governança Corporativa Agroindustrial
Rafael Miotto, Vice-Presidente New Holland Agriculture América

Debate
Coffee Break

Arena Master - APRESENTAÇÃO DOS CASES – PROFESSOR E JORNALISTA JOSÉ LUIZ TEJON E MARCO ZANINI, DESIGNER INTERNACIONAL, ESPECIALISTA EM INOVAÇÃO E DESIGN THINKER PARA A AGRICULTURA

Case – A Lição de uma Cooperativa de Sucesso: Castrolanda
Marina da Silva Bordin, Gerente de Desenvolvimento Humano e Relacionamento com o Cooperado da Castrolanda e Elizete Telles Petter Cooperada Castrolanda

Case – A Fábrica do Leite de Qualidade: Agropecuária Rex
Mauricio Graziani, Brazil Country Manager da Phibro Animal Health e Maria Antonieta Guazzelli, Presidente do NFA

Case – Verticalização Total: Indústria da Batata Bem Brasil
Marcelo Gardel, Diretor Comercial da UPL e Maritssa Roberta Santos, Representante da Bem Brasil Alimentos e Fazenda Água Santa

Debate
Lançamento do Livro – Mulheres do Agronegócio

TICIANE FIGUEIREDO, ROBERTA PÁFFARO, ANDREA CORDEIRO E MARIELY BIFF

Almoço

Arenas de Conhecimento

ARENA 1 – Rede ALGODÃO

Alexandre Schenkel, Vice Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)
Marcel Yoshimi Imaizumi, Diretor Executivo de Operações e Planejamento Estratégico da Vicunha

CAMPANHA #SOUDEALGODAO
Bruno Caetano Franco, Gerente de Marketing e Vendas – Tama Brasil
Fernando Prudente, Diretor de Negócios da Cerrados Leste da Bayer

ARENA 2 – Rede CAFÉ

Samuel Ribeiro Giordano, Coordenador da Universidade do Café Brasil e Pesquisador Sênior do PENSA
Patricia de Carvalho Souza Ferreira, Gerente de Cafés Especiais no Grupo 3 Corações

ARENA 3 – Rede CARNES

Stefan Mihailov, Managing Director Trouw Nutrition, Trouw Nutrition Latin America
Christine Maziero, Diretora Regional Agropecuária da BRF

ARENA 4 – Rede GRÃOS
Luiz Nery Ribas, Comitê Estratégico Soja Brasil
Lucíola Ellen Calió Martins, Especialista Agronômico da Mosaic Fertilizantes

Tecnologia

Gestão da produção agroindústrial e Agregação de valor

Coffee Break

ARENA 1 – Rede SUCROENERGÉTICA
Raphaella Gomes, Head de Desenvolvimento de Novos Negócios da Raízen
Cesar Borges, Vice Presidente da Caramuru Alimentos

ARENA 2 – Rede FLORESTAS
Giovana Baggio, Gerente de Agricultura Sustentável na The Nature Conservancy (TNC) Brasil
Nathalia Granato, Assuntos Florestais, Ibá (Indústria Brasileira de Árvores)

ARENA 3 – Rede LEITE
Barbara Sollero, Gerente de Milk Sourcing da Nestlé
Paulo Fernando Machado, Professor da ESALQ/USP

ARENA 4 – Rede HORTIFRUTICULTURA
Camila Telles, Assessora de Comunicação da CNA e Sócia Proprietária da Hortaria
Simone da Costa Mello, Professora de Olericultura da ESALQ e Representante da Nutrientes Para Vida (NPV)

PROGRAMAÇÃO 2º dia

Arena Master - MEDIAÇÃO DO CLÁUDIO ANTONIO PINHEIRO MACHADO FILHO – COORDENADOR DO GRUPO DE PESQUISAS PENSA – FEA USP

João Dornellas - Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA)

Marcio Milan - Superintendente da Abras

Marcello Brito - Presidente da ABAG

Yuna Ortenzi Bastos - Vice Presidente Cooperativa Agroindustrial de Londrina

João Martins da Silva Junior - da CNA

Debate
Coffee Break

Corteva
Academia de Liderança das Mulheres do Agro

Tiffany Atwell, Leader Global Government & Industry Affairs Lead at Corteva Agriscience

Arena Master - MEDIAÇÃO DA JORNALISTA VERA MAGALHÃES

Luis Fernando Sartini Felli - AGCO América do Sul

Lair Hanzen - Presidente da Yara Brasil

Paulo Sousa
Diretor de Grãos e Processamento para América Latina Cargill

Ana Paula Vitali Janes Vescovi - Economista-Chefe do Santander

Jair Swarowsky - Vice-Presidente da Corteva Agriscience

Debate
Almoço

#MinhaVozNoAgro - MEDIAÇÃO DE KELLEN SEVERO E JOSÉ LUIZ TEJON

Marcelo Vieira - Presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB)

Roberto Rodrigues
Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV-EESP e Embaixador Especial da FAO para o Cooperativismo

Norma Gatto - Produtora Rural e Proprietária do Grupo Gatto

Maria Iraclézia de Araújo - Presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM)

Silvia Maria Massruhá - Pesquisadora e Chefe Geral da Embrapa Informática Agropecuária

Glaucimar Peticov - Diretora Executiva de Recursos Humanos Bradesco

Coffee Break

Entrega do Prêmio Mulheres do Agro

Coquetel de Encerramento

 

Mais informações: http://www.mulheresdoagro.com.br

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Programa Mulheres do Agro faz encontros regionais em Lages, Rio do Sul e Mafra

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As mulheres estão assumindo cada vez mais um protagonismo marcante no agronegócio brasileiro e especialmente catarinense. Reconhecendo a força da representatividade feminina no meio rural, o Sistema Faesc/Senar criou o Programa Mulheres do Agro Catarinense. 

Três edições regionais do programa estão previstas para este mês de outubro: dia 3 em Lages, dia 17 em Rio do Sul e dia 18 em Mafra.

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Em Lages, 0 1º Encontro de “Mulheres do Agro Catarinense” do Planalto Serrano foi realizado na sede do Sindicato Rural de Lages, no Parque Exposições Conta Dinheiro.

Entre as 30 participantes, a advogada e pecuarista Elimari Martins, de Florianópolis, que  possui um terreno no município de Urubici, na Serra Catarinense, conta que cria bovinos e ovinos. Segundo ela, atualmente mantém um plantel de 120 cabeças de gado, entre machos e fêmeas da raça Devon. Além disso, são 80 ovelhas da raça Hampshire Down. ”O agronegócio é minha paixão” define Elimari explicando que todos os fins de semana ela vai para sua propriedade em Urubici. 

Além disso, o evento também contou também com a participação do presidente do Sindicato Rural de Lages, Márcio Cícero Neves Pamplona, do presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo e da advogada Andréia Barbieri Zanluchi, responsável pelo Departamento Sindical da Faesc. 

Durante o evento foram apresentados vários temas se incentivo. O advogado Renato Vieira de Ávila palestrou sobre “O empoderamento feminino no agronegócio familiar catarinense”.

A coordenadora do Programa Mulheres do Agro Catarinense e técnica em atividades de formação profissional do Senar/SC, Nayana Setubal Bittencourt, coordenou a formação da Comissão “Mulheres do Agro Catarinense” do Planalto Serrano. “A intenção da Faesc é fazer com que cada Sindicato Rural tenha representante na comissão estadual” explica 

De acordo com Nayana é muito importante que as mulheres estejam envolvidas na tomada de decisões de atividades da agropecuária catarinense, contribuindo com ideias e ações para a evolução do setor em Santa Catarina.

A busca por capacitação em técnicas de produção rural e empreendedorismo está aumentando a cada ano entre as mulheres. Em 2018, elas já representaram 56,40% de participantes nos cursos ofertados em território catarinense pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). 

 

Vale do Itajai e Região Norte

O 1º Encontro de “Mulheres do Agro Catarinense” do Vale do Itajaí ocorrerá no dia 17 de outubro, no Hotel Aliança Express (Rua Bulcão Viana, 167 – Jardim América), em Rio do Sul. A abertura será feita pelo superintendente do SENAR em Santa Catarina Gilmar Antônio Zanluchi.

Da mesma forma, em Mafra será realizado o 1º Encontro de “Mulheres do Agro Catarinense” da região Norte no dia 18 de outubro. As atividades serão desenvolvidas no Suzin Hotel (Rua Felipe Schmidt, 522), no centro. O superintendente Zanluchi fará a instalação do evento.

 

A programação básica dos três encontros é a mesma.

A busca por capacitação em técnicas de produção rural e empreendedorismo vem aumentando a cada ano entre as mulheres. Em 2018, elas representaram 56,40% de participantes nos cursos ofertados em território catarinense pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

“Potencializar a atuação das mulheres no agronegócio. Esse é o nosso maior objetivo. A presença e a participação da mulher no agronegócio têm impactos extremamente positivos, tanto no aumento da produção agrícola, quanto no fortalecimento dos sindicatos rurais por meio de uma gestão de qualidade e sustentável do agro catarinense”, observa o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo.

De acordo com a coordenadora do Programa Mulheres do Agro Nayana Setubal Bittencourt é importante que as mulheres estejam envolvidas na tomada de decisões de atividades que envolvem a agropecuária catarinense, contribuindo com ideias e ações para a evolução do setor em Santa Catarina.

O superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi ressalta a força feminina em todos os espaços que elas ocupam. “Dizem que por trás de um grande homem existe uma grande mulher, mas na verdade é ao lado, crescendo junto. No agronegócio as propriedades que contam com a figura feminina, principalmente na gestão, o desenvolvimento é evidente. Elas são organizadas, dinâmicas, criativas e têm uma visão empreendedora”.

 

Mais informações: http://www.sistemafaesc.com.br

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Governo vai incentivar maior oferta de seguro aquícola em 2020

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) organizou um debate sobre gestão de risco e contribuições para viabilizar o seguro aquícola, durante o International Fish Congress & Fish Expo Brasil, realizado na semana passada em Foz do Iguaçu (PR). A iniciativa foi uma ação conjunta da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP) e da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa.

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Equipe do Mapa participou do International Fish Congress & Fish Expo Brasil

No encontro, o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Jr, e o diretor do Departamento de Gestão de Riscos, Pedro Loyola, anunciaram  que em 2020 a Secretaria de Política Agrícola vai encaminhar ao Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural a proposta de destinar recurso específico para a subvenção do seguro aquícola. O objetivo é despertar o interesse no mercado para que mais companhias seguradoras ofereçam o seguro aquícola, ampliando canais de distribuição de corretores, cooperativas e instituições financeiras que atendam a cadeia produtiva.

Como encaminhamento, foi acordada a realização de um workshop para um maior refinamento das informações. Governo e o setor produtivo farão uma coleta de dados regionais, por espécies e tipo de sistemas para serem apresentados às seguradoras. As empresas deverão informar quais os dados e documentos que necessitam, e quais os fatores que interferem na precificação do Seguro.

Com o desenvolvimento do seguro rural, pretende-se uma maior estabilidade do fluxo de caixa e da renda dos produtores, além de maior eficiência de produção e de produtividade pela indução ao uso de tecnologias para melhorar a competitividade do setor e contribuir para que o Brasil possa se tornar um grande exportador de pescado de aquicultura.

No encontro com o Mapa, participaram as entidades representativas do setor produtivo como a Associação Brasileira de Piscicultura – PeixeBR e a Associação Brasileira dos Criadores de Camarão-ABCC, e da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) com seis companhias seguradoras, além de técnicos de aquicultura, produtores e cooperativas.

Dados do setor

O Diretor de Aquicultura da SAP, Maurício Pessôa, apresentou dados que retratam a situação do setor. Conforme o censo do IBGE, em 2017 havia 455.541 unidades de estabelecimentos de criação de peixes e camarões, sendo que mais de 95% são pequenos empreendimentos. A cadeia produtiva Aquícola movimenta cifras superiores a R$ 10 bilhões ao ano.

Segundo Pessôa, a FAO estima que o mercado mundial, necessitará 30 milhões de toneladas a mais de pescado nos próximos 10 anos. E o Brasil, por meio da Aquicultura, é um dos países que podem prover de forma competitiva este nobre alimento.

As entidades representativas apresentaram o agronegócio da piscicultura nacional e da carcinicultura (criação de crustáceos) e as oportunidades de desenvolvimento dessa cadeia produtiva. 

O evento teve também a participação de especialistas em seguros internacionais. Martin Tellez, representante da FIRA (Los Fideicomisos Instituidos en Relación con la Agricultura), demonstrou o funcionamento dos fundos mútuos de seguro aquícola no México. O especialista português em aquicultura Rui Gomes Ferreira, da empresa Longline, de Londres, apresentou a experiência internacional com seguro aquícola. Fonte: Coordenação-geral de Comunicação Social Mapa
 

Mais informações: www.agricultura.gov.br

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Produtores de São João do Oeste investem no gado Inra 95

sjoaogado1No município de São João do Oeste, a raça Inra 95 tem apresentado bons resultados, segundo relata o Secretário Municipal de Agricultura, Genésio Anton.

Em 2017, o foco, segundo o secretário era o melhoramento genético no gado de leite, ficando para um segundo plano o gado de corte E a raça Red Angus era conhecida dos agricultores, mas sofria rejeição devido à lentidão no desenvolvimento inicial e também por apresentar excesso de gordura quando do abate.

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Para oferecer novas oportunidades aos produtores rurais do município, a Secretaria de Agricultura viabilizou em 2018, a aquisição de algumas doses de sêmen da raça INRA 95, voltado ao gado de corte. “O empenho junto às empresas foi importante para conseguir uma nova raça mais adaptada à região, surgindo, então a raça Inra 95, com melhor conversão porque seu crescimento é mais rápido e tem uma procura maior pelo consumidor, principalmente por ser uma carne com menos gordura”, conta o secretário.

De acordo com Genésio Anton, a raça foi desenvolvida na França, por uma Cooperativa de Genética, tendo por base as raças Charolês, Blonde d’aquitaine e Azul Belga, preconizando, porém, a preservação da vaca leiteira.

"O principal objetivo da Secretaria foi buscar uma raça que pudesse ser cruzada com as raças leiteiras que há no município, sem que ocorressem problemas de parto, na hora do nascimento dos bezerros e possua uma significativa diminuição de gordura nas carcaças para abate", diz o Secretário de Agricultura.  

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Os primeiros animais do INRA 95 nasceram no final de 2018, em algumas propriedades do município. 

Na Linha Ervalzinho, o produtor Inácio Deters, mantém alguns terneiros da raça. Ele atua na engorda de gado e enfatiza o bom desenvolvimento dos animais, nos primeiros meses de vida. Apesar do baixo peso de nascimento, o bezerro atinge um alto peso na hora do desmame, tendo um desenvolvimento rápido. Anton explica que esta raça pode ser inseminada tranquilamente no plantel de vacas leiteiras que há no município. “Esta raça dá bezerros bem pequenos, ocorrendo facilidade de parto e nascimento. Os bezerros nascem na faixa de 37 a 41 kg de peso, permitindo que o parto ocorra de forma natural”, comenta Anton.

Na propriedade de Eduardo Rauch, situada às margens da SC-496, um bezerro INRA 95 já está em pleno desenvolvimento. O produtor comenta que o nascimento do bezerro ocorreu em parto normal, não oferecendo risco a vaca leiteira.

Da mesma forma ocorreu na propriedade de Marino Knorst em La. Alto Macuco. Com cerca de 4 meses e meio, a novilha INRA 95 surpreende pelo rápido desenvolvimento. A família Knorst tem uma propriedade voltada a produção de leite e aprova o desenvolvimento da raça de gado de corte.

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Anton explica que a raça tem um alto peso na hora do abate, superior em cerca de 40 kg comparado ao Red Angus cruzado com raças leiteiras. “O INRA 95 possui ótima conversão alimentar, gera uma carne com menos gordura na carcaça. É uma raça desenvolvida especialmente para cruzar com raças leiteiras, com o objetivo de produzir carne”, explica. Outro ponto destacado é de que a raça se adapta tanto para o sistema de confinamento quanto para criação em pastagem

Anton destaca também que o projeto apresenta 98% de sucesso em facilidade de parto das vacas em comparação as outras raças. Desta forma, o produtor tem mais facilidade com o aproveitamento das vacas. Salienta que foram realizadas mais de 1700 inseminações desde o ano de 2018. Anton menciona que os primeiros terneiros criados no município serão abatidos em janeiro de 2020. Ele pontua que serão coletadas opiniões dos frigoríficos que farão o abate para melhoria do processo. Fonte: Portal Peperi e PM SJOeste

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Produtor de Treze de Maio investe na criação de novilho precoce

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Tradicionalmente o abate de bovinos na indústria brasileira de carnes se dá quando o animal tem mais de 36 meses. Atendendo ao mercado consumidor, agricultores estão investindo no sistema de produção de novilhos precoces, em que os animais são entregues ao frigorífico com até 30 meses.

Com um mercado consumidor cada vez mais exigente, a carne de Santa Catarina segue altamente valorizada. Isso é resultado de intenso trabalho das famílias agricultoras, que oferecem um produto diferenciado. Na indústria brasileira de carne bovina, cuja realidade é o abate acima dos 36 meses, o novilho precoce traz importantes diferenciais. A carcaça apresenta a quantidade de gordura adequada e, como é abatido entre 18 e 30 meses, a carne é suculenta e macia.

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“O consumidor quer uma carne saborosa e de boa qualidade. E o frigorífico, para atender essa demanda, precisa de um animal novo, abatido até os 2 anos de idade e que tenha uma boa gordura de cobertura. Essa gordura é muito importante para a transformação do músculo em carne e pra proteção desse músculo do frio, evitando o ressecamento do produto”, explica Marcelo Bortolan, extensionista rural da Epagri.

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Dorival de Rochi, agricultor de Treze de Maio, optou pelo sistema de produção de novilho precoce. Ele nos conta como faz o manejo para que os animais estejam acabados, ou seja, prontos para o abate, precocemente: “Para produzir novilho precoce, além do pasto eu ofereço aos animais um suplemento de milho. Compro bezerro na média de 200 kg e quando os animais ficam só nas pastagens eles vão pro frigorífico com uma média de 530 kg, aos 3 anos de idade. Mas quando deixo esses animais no sistema de semiconfinamento, antes dos 2 anos de idade, já consigo entregar para o frigorífico pesando cerca de 430 kg”, diz ele.

O frigorífico oferece uma bonificação de até 10% a mais no valor da carcaça para animais com até 2 anos de idade que estejam bem acabados, além do desconto no ICMS de 3,5% que o agricultor recebe pela venda de novilhos precoces.

No sistema de semiconfinamento os animais tem a alimentação à base de pasto, e ao mesmo tempo recebem uma suplementação à base de milho. Essa suplementação fornece energia suficiente para que os animais formem a gordura de acabamento.

Um diferencial que permite o sucesso da atividade na propriedade do seu Dorival é a diversificação das pastagens. “O seu Dorival tem pastagens adaptadas ao frio, outras mais adaptadas a seca, ao encharcamento, etc. Dificilmente alguma época do ano vai faltar forragem. Ele consegue se organizar de acordo com as condições climáticas e com a situação dos animais pra que ele sempre tenha pastagem em abundância e de qualidade”, diz Danieli Zitterell, extensionista da Epagri.

Para manter a qualidade das pastagens, foi feita a correção de pH e de fertilidade dos solos da propriedade. A correção iniciou em uma pequena área de 4 hectares. “Foi uma novidade para o produtor que não tinha o hábito de adubar o pasto de acordo com a análise de solo. Então ele iniciou nessa área pequena, viu o resultado e agora ele corrige as áreas anualmente” – explica Danieli.

Seu Dorival conta quais foram os avanços na propriedade desde que começou a receber a assistência técnica da Epagri. “Hoje meu rebanho tem cerca de 330 cabeças, mas não foi sempre assim. Até 2017 o rebanho era formado por 210 animais. Com o melhoramento das pastagens, adubação, piqueteamento, distribuição de água para os animais e o semiconfinamento, eu consegui aumentar em 50% o meu plantel de gado” – se orgulha Dorival.

Acesse:  https://www.epagri.sc.gov.br/index.php/2019/09/10/produtores-de-carne-investem-na-criacao-de-novilhos-precoces/ e veja a reportagem sobre esse assunto produzida pela equipe de TV da Epagri.

 

Mais informações:   emtrezemaio@epagri.sc.gov.br

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