Arquivo do autor:Irene Hasse

Visitas técnicas orientam produtores de Três Barras

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Constantes ações junto aos pequenos produtores vêm aprimorando e fortalecendo do ramo da piscicultura no município de Três Barras, graças a uma iniciativa conjunta entre a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e a Epagri.  

Mais uma etapa do projeto, visando o repasse de orientações e a motivação aos criadores de peixe, que em outubro do ano passado fizeram a aquisição de alevinos de oito espécies, a preços acessíveis.

Aspectos relacionados ao manejo e alimentação utilizada na criação dos alevinos, além de avaliações da qualidade da água (turbidez, PH e oxigênio dissolvido) dos viveiros, também foram analisados pelos técnicos.

Participaram das visitas o secretário de Agricultura, João Francisco Canani Júnior; e o servidor da pasta, Élson Roberto Harschel; o extensionista rural Alexandre Agarie e o servidor Danilo Sagaz, da Epagri.

Novas fases do programa estão previstas para a sequência dos meses, tais como reuniões técnicas, seminários e capacitações para a melhoria da produção. "São ferramentas de conhecimento importantes aos criadores, por isso contamos com a presença e participação de todos também nas demais etapas", frisou o secretário.

Ainda de acordo com Canani Júnior, a intenção do Governo do Município é ampliar o número de criadores, já que a comercialização do peixe pode se transformar em renda extra para muitos agricultores familiares. "E é uma atividade com grande potencial de crescimento", assegurou.

Alevinos

O Governo de Três Barras, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com a Epagri, realizou a entrega de 15 mil alevinos a pequenos produtores rurais do município em outubro do ano passado.

Na época, 15 criadores de peixe foram beneficiados pelo programa. Os produtores receberam alevinos das espécies tilápia, carpa capim, carpa húngara, carpa cabeça grande, carpa prateada, carpa colorida, jundiá e cascudo.

Antes de ser feita a entrega, o servidor da Epagri, Danilo Paiva Sagaz, repassou informações acerca de como fazer o transporte e soltura dos alevinos, como também a maneira de realizar o controle de predadores e a pré-engorda. Material explicativo foi distribuído a cada um dos produtores, a fim de orientá-los no manejo.Fonte:http://www.jornalcorreiodonorte.com.br

Mais informações: emtresbarras@epagri.sc.gov.br

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No município de Santa Terezinha Polícia Militar Ambiental localiza grande área desmatada

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No dia 24 de abril, a guarnição da Polícia Militar Ambiental de Rio do Sul deslocou até a localidade de Picadão Bahia, no município de Santa Teresinha, para o atendimento de denúncia de supressão de vegetação nativa.

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Ao chegar no local, foi constatada a retirada de vegetação nativa, sem prévia autorização, de uma área próxima à residência do denunciado. Ainda na residência do mesmo denunciado, foram encontrados 17 pássaros nativos em cativeiro, sendo três Azulões, sete Trinca-ferros, dois Coleirinhas, três Bicos-de-pimenta e dois Curiós. Todas as aves foram apreendidas e levadas ao biólogo, o qual atestou que todos tinham condições de soltura, sendo em seguida soltos.A multa emitida pelos pássaros e pela quantidade de hectares desmatados totalizou R$ 40 mil. Fonte:PMA Rio do Sul - Unidade:CPMA/1ºBPMA/2ªCia/3ºPel – 3º Pelotão de Polícia Militar Ambiental

Mais informações: ma2c3pcmt@pm.sc.gov.br

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IMA (Ex Fatma) emite primeira licença totalmente digital

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O presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), Alexandre Watrick Rates, realizou a assinatura online da primeira licença totalmente digital do órgão. Este é o primeiro sistema integrado de licenciamento ambiental do Brasil com assinatura e certificado digitais.

O sistema, conhecido como Sinfat, vai possibilitar mais agilidade e segurança na emissão das licenças ambientais. Com a assinatura digital, um e-mail é encaminhado ao usuário informando sobre a emissão do documento. O solicitante, por sua vez, não precisa mais se deslocar ao IMA ou às CODAMs – Coordenadorias Regionais – para ter acesso à autorização. Pelo próprio sistema, ele recebe a licença.

Além de facilitar a entrega, o sistema dificulta a falsificação dos documentos. Por meio de certificados de segurança como QR Code, consulta no sistema do IMA e da validade da assinatura, data, hora, usuário e certificado, é possível verificar a autenticidade da licença, da assinatura e do conteúdo da autorização ambiental.

O sistema foi desenvolvido durante seis meses pelos analistas do próprio Instituto e deve facilitar a entrega da licença, garantir mais segurança, agilizar o atendimento no protocolo e reduzir o uso de papéis, pois a partir de agora todas as licenças serão apenas digitais.

Este é o primeiro clique para a total informatização do instituto. Em breve, novos projetos inovadores serão lançados, tornando o IMA referência no uso de tecnologia para aprimorar a qualidade do trabalho. “Esta é a modernização que o instituto veio trazer, colocando os processos de forma eletrônica, garantindo mais segurança e rapidez. É o início de uma nova era”, destacou o presidente do IMA, Alexandre Waltrick Rates.

Mais informações:www.fatma.sc.gov.vr

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Prefeitura de Piratuba investe em programas de apoio aos produtores rurais

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Desde o início da atual Administração, a Prefeitura de Piratuba, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, investiu cerca de R$ 600 mil (sendo R$ 350 mil com recursos do Município) em programas de incentivo aos produtores rurais, incluindo distribuição de adubo orgânico, sementes de pastagens e sêmen para melhoramento genético de rebanhos (assim como o nitrogênio, utilizado para conservar o produto, e os materiais necessários para a inseminação).

Outra forma de auxiliar os produtores rurais é com a assistência técnica de profissionais da Secretaria e a prestação de serviços com máquinas e implementos agrícolas.

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Rogério Nunes Vieira (foto), destaca o Programa de Pastagens de Inverno, que já repassou, com valores subsidiados, cerca de cinco mil sacos de sementes de aveia e azevém, o Programa Cama de Aviário e a distribuição de adubo orgânico, todos com subsídio de 50% (metade do valor é pago pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente). “A prestação de serviços com a frota de veículos e implementos agrícolas da Prefeitura também tem subsídio do Município. O valor pago por horas/máquina em Piratuba é o mais baixo da região da AMAUC”, observa Vieira.

Melhoramento genético dos rebanhos

Outro destaque é o Programa de Melhoramento Genético, através do qual já foram repassados gratuitamente aos produtores 5.600 doses de sêmen de raças leiteiras (Holandesa e Jersey) e de corte (Red Angus, Aberdeen Angus e Nelore Mocho), além de 2.830 litros de nitrogênio para conservação do sêmen e os materiais utilizados na inseminação, como luvas descartáveis, aplicadores e réguas plásticas, entre outros.

Reserva de sementes de pastagens de inverno na reta final

A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente ainda está aceitando reservas de sementes de aveia e azevém e as entregas começarão a ser feitas nos próximos dias. “Também faremos a distribuição de fertilizantes, já que o próximo período de plantio na região inicia em setembro”, informa Vieira. A quantidade de fertilizante a ser distribuída em cada propriedade será proporcional aos valores emitidos pelos agricultores em notas do bloco do produtor.

“É muito importante que essas notas sejam emitidas com os valores corretos, pois os recursos obtidos pelo Município com os impostos retornam em forma de benefícios aos próprios produtores”, ressalta o secretário, reafirmando que o objetivo é ampliar cada vez mais os atendimentos, com a continuação dos serviços já prestados e criação de novos programas.Fonte:Ascom/Prefeitura Municipal de Piratuba

 

Mais informações:wwwpiratuba.sc.gov.br

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Em Itapiranga Governador Pinho Moreira destaca a excelência sanitária do agronegócio catarinense

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Maior produtor nacional de suínos, segundo maior produtor de aves e grande exportador de carnes, Santa Catarina é referência internacional em sanidade agropecuária. E o Estado acaba de conquistar mais um título: é o primeiro do mundo a ter um projeto de compartimentação da avicultura de corte, onde a cadeia produtiva da ave se dá num determinado espaço geográfico, implantado na unidade da Seara Alimentos de Itapiranga. O governador Eduardo Pinho Moreira comemorou a boa notícia durante Encontro dos Produtores Integrados da Seara, em Itapiranga, no sábado, 12.

Na presença de 300 avicultores integrados à Seara Alimentos de Itapiranga, o governador falou sobre a importância do agronegócio para a economia catarinense, valorizando as conquistas na área de sanidade animal. “O agronegócio é uma atividade econômica vital para Santa Catarina e essa evolução em relação à sanidade é fundamental. Em Itapiranga nós estamos dando mais um passo, mostrando a preocupação de Santa Catarina com esse setor. Por isso a presença de mais de 300 integrados, aqueles que produzem frangos e suínos, e que exportam para o mundo todo”, destacou.

A COMPARTIMENTAÇÃO

A compartimentação funciona como um sistema de produção fechado, onde o frango precisa nascer, se desenvolver e ser abatido dentro de uma unidade geográfica – no caso, 28 municípios do Extremo-Oeste catarinense, reduzindo chances de doenças e outros problemas sanitários. E isso é válido também para a fabricação de ração com matéria prima controlada, o acesso e movimentação dentro e fora das granjas e o transporte para agroindústria.

O modelo implantado na Seara de Itapiranga é referência mundial em segurança sanitária e a expectativa é de que isso se torne um diferencial na busca de mercados. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, a compartimentação pode trazer ganhos na exportação de carne de aves, demonstrando a competência do setor produtivo e a busca incessante pela qualidade e segurança alimentar.  “A empresa e os produtores aceitaram o desafio e hoje colhem os frutos de um sistema rigoroso, com um controle sanitário diferenciado, e que protege a produção de aves da região”, afirmou.

Uma das grandes vantagens desse sistema é justamente a proteção do setor produtivo. Em caso de doenças que possam acometer a avicultura brasileira ou de uma emergência sanitária, aquele compartimento está protegido. O sistema de produção fechado inclui 21 núcleos de granjas de matrizes, dois incubatórios, a fábrica de rações de São Miguel do Oeste, 283 granjas de frangos de corte e três fábricas de maravalha de madeira.

TRABALHO EM CONJUNTO

“Hoje, Itapiranga e o Estado praticam mais um importante evento. Uma importante conquista para a avicultura catarinense que, junto com a compartimentação, qualifica sua produção para exportar seus produtos para 150 países. Essa certificação demonstra o trabalho incansável dos produtores do Extremo-Oeste catarinense”, destacou o prefeito de Itapiranga, Jorge Welter.

Esse sistema de produção fechado pode ser implementado também em outras empresas que trabalham com aves ou com produtos de origem animal, como carne suína e bovina.  Implantar a compartimentação em Itapiranga exigiu um trabalho conjunto entre Ministério da Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e iniciativa privada.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Na oportunidade, o governador Eduardo Pinho Moreira anunciou ainda o lançamento de um novo sistema para agilizar o licenciamento ambiental da avicultura. Em fase final de desenvolvimento, a medida permitirá o licenciamento autodeclaratório para os avicultores catarinenses.

O sistema criado pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) irá conceder automaticamente a licença ambiental ao produtor, permitindo o início dos trabalhos com mais rapidez. Posteriormente, caberá ao IMA verificar as informações declaradas pelo avicultor em seu licenciamento.

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Governo do Estado investe R$ 11,5 milhões para manter a competitividade do meio rural e pesqueiro catarinense

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O Programa de Fomento à Produção Agropecuária, da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, que apoia investimentos no meio rural de Santa Catarina, deve destinar neste ano R$ 11,5 milhões em crédito para 600 famílias catarinenses. Com o programa, agricultores e pescadores têm acesso a financiamentos para aquisição de equipamentos, para projetos e até mesmo para compra de animais. 

São disponibilizados até R$ 35 mil para projetos que agreguem valor ao negócio e até R$ 25 mil para aquisição de bens ou serviços. Em caso de cooperativas, associações formais ou informais, o limite é de R$ 200 mil pra aquisição de bens ou serviços e de até R$ 280 mil para projetos.

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SEM JUROS

O empréstimo pode ser pago em até cinco anos, sem juros. São permitidos projetos para aquisição de máquinas e equipamentos, construção de estruturas e de pequenas agroindústrias, pomares, turismo rural e projetos de irrigação. Segundo o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o Programa é fundamental para apoiar os agricultores familiares a investir em tecnologias que de fato fazem uma grande diferença para produzir mais, melhor e com rentabilidade.

“O produtor rural é estimulado a fazer as mudanças no seu negócio e acompanhar a evolução tecnológica que é imprescindível para se manter na atividade agropecuária. Os financiamentos são direcionados para áreas que contribuam para aproveitar as oportunidades e resolver os problemas das propriedades rurais”, ressalta.

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JOVENS AGRICULTORES

Dentro do Programa de Fomento, existem duas linhas voltadas para os jovens agricultores catarinenses. A Secretaria da Agricultura concede financiamentos para aquisição de um Kit Informática e também para que os jovens possam investir na sua propriedade rural.

Para compra de computadores, notebooks, impressoras e kit internet, os agricultores, com idade entre 16 a 29 anos, podem pegar empréstimo de até R$ 3 mil, com três anos de prazo para pagar, com parcelas anuais e sem juros. O Programa oferece ainda 50% de desconto para cada parcela paga até a data do vencimento.

Os financiamentos para o Projeto de Vida dos Jovens, que contempla investimentos na produção agropecuária, melhorando o processo produtivo, agregação de valor, desenvolvimento da pesca e da aquicultura são de até R$ 15 mil. Caso, os agricultores formem um grupo, o valor passa para R$ 45 mil.

O prazo para pagamento será de até cinco anos, com parcelas anuais, sem juros. E a Secretaria da Agricultura concederá desconto de 10% para cada parcela paga até a data do vencimento.

Para acessar o Kit Informática ou o Programa Projeto de Vida é necessário que o agricultor tenha idade entre 16 e 29 anos e participe dos cursos de Liderança, Gestão e Empreendedorismo da Epagri.

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AQUISIÇÃO DE ANIMAIS

Para estimular o melhoramento genético do rebanho catarinense, o Programa de Fomento apoia a aquisição de matrizes leiteiras, bovinos de raças de corte e reprodutores ovinos.

Para matrizes leiteiras, o limite é de três animais por família, quando adquiridos em feiras agropecuárias, e de quatro animais, quando adquiridos fora de feiras. Os financiamentos são de até R$ 7 mil para matrizes PO (Puro de Origem) de raças leiteiras e de até R$ 5 mil para matrizes PCOC (Puro por Cruza de Origem Conhecida) de raças leiteiras. Os produtores têm um prazo de três anos para pagar o empréstimo, com parcelas semestrais e sem juros.

Os produtores rurais que quiserem adquirir reprodutores de ovinos em feiras agropecuárias têm um limite de até R$ 2,1 mil para macho reprodutor PP (Registro de Puro de Pedigree); até R$ 1,8 mil para macho reprodutor PC (Puro por Cruza); até R$ 1.350,00 para macho reprodutor SO (Seleção Ovina); até R$ 1.500,00 para fêmea de reprodução, que comprove ter sido revisada por técnico credenciado pela Associação Catarinense de Criadores de Ovinos.  O máximo a ser financiado é de R$ 20 mil por família. O prazo máximo para pagamento dos recursos será de 36 meses, parcelado em até 6 parcelas semestrais, iguais e sem juros.

Para aquisição de reprodutores de raças de corte, os pecuaristas catarinenses contam com financiamentos de até R$ 10 mil para PO (Puro de Origem); até R$ 8 mil para PC (Puro por Cruza). O limite é de 20 mil por família, com um prazo de até cinco anos para pagamento, sem juros.

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PISCIULTURA

O Programa de Fomento incentiva ainda os piscicultores catarinenses, que podem contrair financiamentos para aquisição de um kit formado por equipamentos necessários para produção de peixes no Estado.

O valor por kit não poderá ser superior a R$ 3.750,00 e o pagamento será feito em duas parcelas anuais sem juros. Se o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, ele terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.
 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

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Câmara Setorial do Leite quer intensificar ações para erradicar a brucelose e a tuberculose em SC

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Santa Catarina se prepara para exportar leite e manter a sanidade dos rebanhos é um passo fundamental deste processo. O Estado já possui a menor incidência de brucelose e tuberculose bovina do país e agora caminha para a erradicação da doença.

Os integrantes da Câmara Setorial do Leite e Derivados discutiram, na última reunião, ações para fortalecer a cadeia produtiva do leite e eliminar as doenças dos rebanhos.

Segundo o secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Athos de Almeida Lopes Filho, o setor precisa se preparar para o futuro e erradicar as duas doenças pode ser um grande diferencial para conquistar mercados internacionais. “Precisamos reunir as pessoas que pensam em soluções para o setor leiteiro e buscar alternativas para erradicar a brucelose e a tuberculose em Santa Catarina”, afirmou.

Uma das alternativas levantadas foi criar uma compartimentação, como foi feita com a avicultura, para o setor leiteiro de determinada região. O professor da Udesc, André Thaler Neto, ressalta que Santa Catarina é o Estado brasileiro com mais chances de erradicar as doenças no país e esse pode ser o diferencial do leite catarinense.

Outra demanda levantada é realizar um estudo para conhecer os custos de produção, regras sanitárias, tributos para produção e comercialização nos países do Mercosul. A intenção é unir esforços nacionais para conseguir informações e embasar esse estudo.

Indenizações

Para manter a sanidade dos rebanhos catarinenses, os animais acometidos de brucelose ou tuberculose, são abatidos sanitariamente e os proprietários indenizados pela Secretaria da Agricultura, através do Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). O fundo faz parte da política de defesa sanitária do Governo do Estado e, com a indenização, os produtores podem adquirir animais sadios para continuarem a produção de carne e leite.

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br 

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Secretário Adjunto do Estado Agricultura e da Pesca abre o 1° Seminário Intergovernamental sobre Agrotóxico e Afins

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O 1° Seminário Intergovernamental sobre Agrotóxico e Afins, organizado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) em parceria com a CIDASC, visou apresentar ações e integrar os órgãos públicos no controle de agrotóxicose ocorreu  no dia 27 de abril.

Estiveram na composição da mesa de aberturao secretário Adjunto do Estado Agricultura e da Pesca, Athos de Almeida Lopes Filho, a promotora de Justiça do Ministério Público, Greicia Malheiros da Rosa Souza, e o Gestor Estadual de Sanidade Vegetal da Cidasc, Ricardo Miotto.

Em seu discurso, Athos ressaltou a importância da educação para o uso dos agrotóxicos e a busca da segurança alimentar. “Os defensivos agrícolas estão diretamente relacionados a agricultura, é uma grande preocupação nossa a maneira como isso é feito para que não sobre resíduos nos alimentos e nós consigamos manter a saúde da população. Todo munda busca um alimento sadio”, complementa o secretário adjunto.

A Promotora de Justiça Greicia Souza destacou a importância da colaboração entre os órgãos, “essas parcerias são fundamentais, porque não adianta nada o Ministério Público ter um programa se não tem quem o execute”.

Para o gestor Estadual de Sanidade Vegetal da Cidasc, esse tipo de evento é fundamental para colocar em contato os órgãos responsáveis pela segurança alimentar e pela fiscalização de agrotóxicos. “Com essa integração dos agentes de fiscalização dos diferentesórgãos é possível otimizar os métodos de fiscalização. Isso reflete em benefícios diretos para a sociedade, economia de recursos para o estado e maior segurança alimentar da população”, conclui Ricardo Miotto.

Programação

Os temas das palestras foram: Controle no uso de agrotóxicos e afins,peloEng. Agr. Geovani Pedro de Souza – Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).Eng. Agr. Paulo Francisco da Silva – Empresa de Pesquisa e Extensão Agropecuária de Santa Catarina (EPAGRI) e Tenente-Coronel PM Fábio Henrique Machado – Polícia Militar Ambiental (PMA/SC).

Controle do transporte de agrotóxicos e afins e fiscalização de produtos ilegais, pelo Subtenente Almir Vieira – Defesa Civil – Produtos Perigosos, Auditor da Receita Estadual Jair Schimitt – Conselho Estadual de Combate à Pirataria (CECOP), Policial Rodoviário Federal Adilson Soria Vaz – Polícia Rodoviária Federal em Santa Catarina (PRF/SC).

Mais informações: www.cidasc.sc.gov.br
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Maçã com gosto de mel, pêssego ou do que você preferir

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Cientistas brasileiros desenvolvem técnica de micro encapsulamento de nutrientes nas frutas, abrindo caminho para transplantar, também, aromas e sabores diferentes

Vai querer uma maçã com sabor de mel ou de baunilha? Ou prefere um pêssego com uma dose extra de ácido fólico e de potássio?

A diversidade de sabores, aromas e fortificantes a que as pessoas estão acostumadas nos produtos industrializados deverá, em breve, chegar às frutas e vegetais frescos.

A pesquisa brasileira nesse sentido já avançou 70%, segundo Rufino Flores Cantillano, doutor em tecnologia de alimentos e pesquisador da Embrapa Clima Temperado, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

No momento, uma equipe multidisciplinar liderada por Cantillano, da Embrapa e das universidades federais de Pelotas (UFPel) e do Rio Grande do Sul (UFRGS), faz experimentos para obter maçãs com elevados índices de betacaroteno, “transplantados” da cenoura. O consumo de betacarotenos está associado à diminuição do risco de vários tipos de câncer e doenças cardiovasculares. A luteína, por outro lado, protege a retina da degeneração relacionada à idade.

A técnica para enriquecer as maçãs com betacaroteno é a do encapsulamento, estudada há três anos. “Funciona como aquelas cápsulas de remédios. Só que em tamanho de nanopartículas, dissolvidas numa solução e impossíveis de ver a olho nu”, explica o pesquisador.

O mecanismo é simples. A solução aquosa recheada de nanocápsulas adere à superfície da fruta, alterando sua composição nutricional. No momento, os pesquisadores fazem uma série de testes e verificações obrigatórias, como, por exemplo, se o processo altera a digestibilidade da fruta.

A mesma técnica pode ser usada para atribuir aromas à maçã. “Ela permite, por exemplo, que tenhamos uma maçã com aroma de mel”, exemplifica o cientista da Embrapa. “Essa tecnologia estava na indústria e na informática, mas não na agricultura. É um leque de oportunidades que se abre, como alterar o aroma das frutas, uma vez que a gente entenda bem a manipulação”.

Passaporte da maçã na salada de fruta

Em outra frente, mais avançada, a pesquisa da Embrapa em Pelotas conseguiu criar uma solução que retarda a oxidação da maçã, processo que deixa as fatias da fruta escurecidas.

A técnica é capaz de aumentar o tempo de vida útil do produto fatiado de dois para até 12 dias. Os testes estão sendo feitos com as variedades Gala e Fuji, que representam cerca de 90% do consumo brasileiro de maçã.

O tratamento consiste em lavar as frutas em uma solução sanitizante, cortar em gomos, retirar as sementes e mergulhá-las em agente antioxidante durante um minuto. As maçãs são então drenadas, embaladas em bandejas com filme plástico e armazenadas em câmara fria.

“O antioxidante permite que a cor natural do fruto permaneça por mais tempo”, explica o biólogo Jardel Araújo Ribeiro, bolsista de doutorado na Embrapa. Após as avaliações que analisam sabor, cor, aparência, odor e intenção de compra, constatou-se que o produto processado apresentou as mesmas características sensoriais do fruto fresco.

O projeto de pesquisa Inovação Tecnológica para elaboração de Produtos que Agreguem Valor na Cadeia da Maçã e respondeu a uma demanda da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).

A pesquisa aponta que, ao adotar a comercialização dos seus produtos minimamente processados, os produtores podem triplicar a agregação de valor, visto que os consumidores preferem consumir frutas em porções individuais e já higienizadas.

“Os custos para se realizar essas etapas pós-colheita, que agregam valor à fruta, não são altos se compararmos aos custos das elevadas perdas pós-colheita em frutas e hortaliças, que oscilam entre 30% a 40% no País”, destaca o Cantillano.

A solução que poderá garantir a presença da maçã e da pera na salada de frutas, sem escurecer a sobremesa, contém ácido eritorbico a 3% e cloreto de cálcio a 1%. Outra combinação com resultado igualmente satisfatório foi o Erirtobato de sódio, a 5%, com cloreto de cálcio a 1%.

Novos testes estão sendo feitos para encontrar formulações de antioxidantes que retardem, também, o escurecimento do pêssego e da banana. O sabor e a aparência da salada de frutas estarão garantidos, qualquer que seja a combinação de frutas.Fonte:AGRONEGÓCIO GAZETA DO POVO

 

Mais informações: https://www.embrapa.br/clima-temperado

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Parece mato, mas é comida

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Por que nós só comemos 1% das plantas que nossos tataravós comiam? Segundo a ONU, o número de vegetais consumidos pelo homem caiu de 10 mil para 170 nos últimos 100 anos

Jambu, ora-pró-nobis, assa-peixe, folha de begônia, bertalha… Elas parecem mato, mas são alimentos. E não julgue pela aparência: esses vegetais podem ir para a mesa de qualquer família, seja pelo sabor ou pelo valor nutritivo. Com um nome autoexplicativo, as PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) têm alto teor nutricional na dieta humana, embora muitas pessoas as confundam com “ervas daninhas”.

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A lista ainda inclui espécies como taioba, peixinho, feijão-caupi ou catador, erva de touro, quiabo de metro, hibisco e caxi. “Muitas das vezes a pessoa tem uma dessas plantas no fundo de casa e acha que não pode usar ou comer”, afirma o engenheiro agrônomo Sidney Kock, da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), órgão vinculado ao governo de Mato Grosso do Sul. Recentemente, inclusive, Sidney participou de um curso em parceria com a Embrapa, voltado a agricultores familiares, estudantes e técnicos. “A ideia foi apresentar algumas variedades e ensinar as pessoas a identificá-las”, conta.

O engenheiro agrônomo explica que a mudança no perfil demográfico e no estilo de vida nas últimas décadas, com a população concentrada em centros urbanos, numa rotina cada vez mais agitada, acabou restringindo nossa visão quanto à diversidade de alimentos. “No Brasil, a gente tem uma biodiversidade de plantas de cerca de 2 mil espécies, mas a nossa alimentação gira na maior parte do tempo em torno de 20 espécies de folhosas”, exemplifica.

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Contudo, nem sempre foi assim. Muitas PANCs costumavam ser consumidas por nossos antepassados. Porém, devido à agricultura convencional, que trouxe a produção em larga escala de espécies como o trigo e o arroz, e também devido ao afastamento do homem em relação à natureza, as plantas não convencionais acabaram perdendo espaço no cardápio.

“Atualmente, 70% dos alimentos mais produzidos são milho, soja, arroz e trigo. Os outros 30% ficam a cargo de alimentos como o feijão, a alface, a tomate, a mandioca, entre outros. E pensando ainda nessa linha macro, as PANCs têm uma presença ínfima em nossa alimentação”, enfatiza Sidney. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) calcula que, em todo o planeta, o número de plantas consumidas pelo homem caiu de 10 mil para 170 nos últimos 100 anos. “E por puro desconhecimento, perdemos assim o alto valor nutritivo destas espécies”, salienta o especialista.

Vegetais como a bertalha, por exemplo, foram substituídos na alimentação dos brasileiros por espécies como a couve, a rúcula e a própria alface. E não se engane: o que, hoje, não atrai o seu paladar, pode ser a base de muitos pratos chiques amanhã. A rúcula, por exemplo, já foi considerada uma erva daninha, e isso até pouco tempo atrás. Atualmente, é um dos vegetais que mais presentes em restaurantes e almoços de domingo. “Já há chefs de cozinha que usam várias PANCs para pratos conceituais e de sucesso no ramo da gastronomia”, destaca Sidney.Fonte: AGRONEGÓCIO GAZETA DO POVO

 

Mais informações: www.agraer.ms.gov.br

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