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Futuro do meio ambiente em debate no Extremo Oeste

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Despertar na população a preocupação com a preservação do meio ambiente e discutir políticas públicas em favor de um desenvolvimento econômico que priorize a natureza foram alguns dos objetivos do Seminário Meio Ambiente e Sociedade 2019, promovido pela Comissão de Turismo e Meio Ambiente e Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, realizado no dia 28 de junho, no Centro dos Idosos, em Anchieta.

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Mais de 350 jovens, vereadores, secretários municipais, agricultores, pesquisadores e especialistas de renome no Estado debateram as perspectivas sobre o desenvolvimento da região e a sustentabilidade.


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Além das palestras, também foram apresentados projetos voltados à preservação ambiental na região, desenvolvidos por prefeituras e por organizações da sociedade civil. A atividade é a segunda de uma série de sete eventos voltados ao tema, em todas as regiões do Estado. A primeira foi realizada em Florianópolis, em junho. Antes do evento, alunos do terceiro, quarto e quinto anos do Centro Municipal Educacional Infantil e Fundamental apresentaram uma “mística” sobre os quatro elementos do meio ambiente e sua preservação.

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O deputado Padre Pedro Baldissera (PT), proponente do encontro, destacou que o objetivo dos seminários é despertar na juventude ações concretas na relação do meio ambiente e a tecnologia, procurando uma convivência saudável e prática. Lembrou que, desde 2002, vem trabalhando na conscientização sobre a preocupação da produção agrícola saudável e a indústria do agrotóxico, que vem aumentando gradativamente no Brasil.


A realização do seminário em Anchieta, um município essencialmente agrícola, busca também mostrar a preocupação com o crescimento de casos de câncer na região e a utilização de agrotóxicos. “Estamos nos alimentando de veneno e temos que buscar um modelo de desenvolvimento científico com a produção ecológica e orgânica. Uma produção harmoniosa que se respeite o meio ambiente e o ser humano.”


O deputado Fabiano da Luz (PT) enalteceu o trabalho desenvolvido por Padre Pedro Baldissera na preocupação com o meio ambiente. “Ele é um grande defensor da terra, da natureza e da vida. Desde quando prefeito de Pinhalzinho, venho acompanhando o trabalho do Padre Pedro na defesa do meio ambiente.” Fabiano também alertou sobre a preocupação dos deputados contra a intenção de uma empresa internacional em explorar o xisto em Santa Catarina, que vai ser discutido na Assembleia Legislativa. “O lobby em favor desta exploração econômica é grande, mas temos que alertar sobre a situação ambiental, que poderá ser afetada caso essa exploração seja permitida.”

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O prefeito de Anchieta, Ivan Cansi (PT), avaliou como importante a realização do seminário no município, trazendo um tema que reflete a realidade econômica e social da região, discutindo o que a população quer para o futuro por meio de uma reflexão sobre as políticas públicas envolvendo o meio ambiente e uma vida saudável. “Queremos o desenvolvimento, mas sem degradar o meio ambiente.”

Cansi citou que Anchieta já teve mais de 11 mil habitantes na década de 70, mas devido ao êxodo rural, atualmente tem 5.600 habitantes, por isso debater o meio ambiente e o desenvolvimento econômico tem que ser em cima de políticas públicas que unam essas duas áreas e planejando o futuro da região, por meio da conscientização dos jovens. 

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Aquífero Serra Geral


O professor Luciano Augusto Henning, do Projeto Rede Guarani/Serra Geral, apresentou a primeira palestra, abordando o tema Ciclo da Água, Aquíferos, Energia e Gás de Xisto, considerado fundamental para Santa Catarina, por já existir na pauta projetos para exploração de gás de xisto utilizando o fracking, tecnologia invasiva que já causou danos ambientais irreversíveis em diversas regiões do mundo. Henning apontou a importância do aquífero Serra Geral, mais importante que o Guarani para o estado, por cobrir 51% de Santa Catarina. “Essa água, limpa e boa, está no subsolo catarinense, nas fraturas das pedras de ferro, e tem que ser preservada e utilizada conscientemente, apesar de já existir indícios de poluição.”

Henning tem mestrado e doutorado pela UFSC na área de Geografia e participou de pesquisas na Queen´s University, no Department of Global Development Studies, em Kingston, no Canadá. Atualmente, além de pesquisador do projeto Rede Guarni/Serra Geral, integra a equipe de investigadores do Laboratório de Análise Ambiental (LAAm) do Departamento de Geociências da UFSC, com ênfase na área de recursos hídricos. Ele explicou que as águas do aquífero Guarani estão a mais de 1.500 metros de profundidade e que as águas do Serra Geral são mais acessíveis, por isso a divulgação da sua existência e a preocupação ambiental com ela é importante. “Primeiro temos que conhecer, para depois preservar e utilizar conscientemente.”

Contrato com a natureza


A segunda palestra, Energia e Desastres Ambientais, ministrada pelo professor Marcos Aurélio Espíndola, evidenciou a relação entre o modelo de geração de energia no país e as consequências ambientais e sociais para as populações. Para o professor, que é mestre em Geografia pela USP, doutor em Geografia Humana pela UFSC e Pós-doutor pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Área de Concentração Sociedade e Meio Ambiente (Desastres Ambientais e Políticas Públicas), também pela UFSC, a ideia é conscientizar a população da importância de estabelecer um contrato com a natureza, estabelecendo uma reflexão em detrimento com o contrato que herdamos com o iluminismo, que prioriza o social e o econômico.


“Temos que colocar a natureza em evidência, despertar essa consciência ecológica.” De acordo com o professor, o contrato natural reza que as relações socioeconômicas entre os homens não podem mais ser regidas pela premissa de que a natureza é apenas o ponto de partida do processo de produção. “Somos parte da teia da biosfera e dependemos imediatamente dela para viver. A natureza é o ponto de partida e de chegada de si mesma.” Espíndola afirma que não se pode fazer morrer o que faz nascer, apenas para que adquira a forma de mercadoria, de lucro e de lixo.

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Energias renováveis e tecnologias sociais


Com o foco em desenvolvimento de formas alternativas de geração de energia e sua interação com a sociedade, o professor Marcio Antônio Nogueira Andrade ministrou o tema Energias Renováveis e Tecnologias Sociais. O professor, que é mestre e doutor em Engenharia Civil na área de Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, e pós-doutor no Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC (Núcleo de Engenharia Sanitária do Departamento de Hidráulica) em Lisboa, Portugal, e na Cornell University (Department of Biological and Environmental Engineering) em Ithaca, Nova Iorque (EUA), defendeu investimentos em tecnologias sociais para que a população possa sobreviver às adversidades.


Para ele, a tecnologia sustentável pode diminuir os problemas de convivência harmoniosa com os recursos naturais. Citou como exemplos a utilização das águas da chuva como recurso hídrico, a utilização da biomassa residual, como dejetos de animais, para produção de biogás como fonte de energia. Relatou que na Alemanha, um terço do que é produzido em energia elétrica na usina de Itaipu é produzida por essa biomassa residual. “Nós somos um país tropical, a era do carvão e do petróleo está no fim. Nós temos que utilizar a tecnologia sustentável, disponível no nosso país, como a biomassa, a energia solar, eólica, para progredirmos.”

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Experiências regionais


No período da tarde, o seminário abriu espaço para apresentações de projetos voltados ao meio ambiente e à sustentabilidade na região do Extremo Oeste. O prefeito de Anchieta, Ivan Cansi, que é engenheiro agrônomo da Epagri, abordou o tema modelo de desenvolvimento e o meio ambiente em Anchieta e região. Ele enfatizou que não existe pensar em desenvolvimento regional sem pensar no meio ambiente, “tudo está ligado”.


Cansi lembrou que na região, de 1940 a 1970, a população não respeitava o meio ambiente, a cultura era de limpar os terrenos, queimar florestas, tirar as pedras para preparar os terrenos. Roçadas e queimadas eram normais, quando a terra ficava fraca, os agricultores mudavam para outras áreas. Cultivava-se milho, fumo. De 1980 a 2000, observou que foi o apogeu do agrotóxico e o início das estiagens na região. “Se intensificou a monocultura da soja, do milho hídrico. Se introduziu a bovinocultura de leite, que causa a compactação do solo. Visível degradação do solo e da água.”, disse o prefeito, que ainda completou: "De 2000 para agora, surgiram os transgênicos, milho é para silagem, solo descoberto, produção da aveia, e a bovinocultura continua. Há a retomada do cultivo da subsistência, o 'fim do desmatamento' e a escassez da água". Como positivo, o prefeito enumerou que a região começou a investir em cisternas, recuperar a mata ciliar, além da existência de uma legislação ambiental mais rígida, uma educação ambiental mais presente.


O vice-prefeito de Anchieta, Vilmar Piovesani (PT), falou do projeto Prefeitura Ecológica, como recolhimento de lixo e práticas sustentáveis de separação do lixo, coleta de lixo orgânico e transformar esse material em material de adubação. O agrônomo da Epagri, Jacir Strapasson, abordou o tema Água para os Bisnetos, de Anchieta, voltado à gestão hídrica e à preservação e qualidade da água do município e da região. A coordenadora do Grupo Raízes Ecológicas, Roselei Willi, focalizou o Projeto Agroecologia, abordando a experiência da produção de alimentos orgânicos, que buscam certificados. 


Encerrando o evento, o diretor de Meio Ambiente e Defesa Civil de Palma Sola, Douglas Fernando Ribeiro, enalteceu o projeto de tratamento de dejetos humanos, adotado no município desde 2010 e que é considerado referência nacional para tratamento de esgoto para cidades de pequeno porte, atendendo todo perímetro urbano de Palma Sola. O projeto está sendo ampliado e está em fase de conclusão de parceria técnica com outros municípios da região e pesquisado por outros estados. Fonte: 
AGÊNCIA AL

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Peste suína na China eleva preços de carnes em Santa Catarina

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A China, maior produtor de carne suína do mundo, está enfrentando dificuldades para controlar surto de peste suína africana. A doença estaria causando perda de aproximadamente 18% do rebanho do país. Como é um grande consumidor, está elevando o preço da tonelada do produto no mercado mundial.

Neste ano, já subiu cerca de 30% em dólar e há possibilidade de avanço no preço. Além da China, a Ásia também enfrenta uma forte gripe aviária, embora com perdas menores. Por isso, os preços da carne de frango subiram em torno de 10% no mercado mundial.

Esses dois problemas sanitários elevam os preços de todas as proteínas no mundo e devem afetar em menor proporção, também o consumidor de Santa Catarina e do Brasil. As carnes de suíno, frango e bovino, além de derivados, podem ter alta de preços nos próximos meses. Fonte:  NSC TOTAL

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Uso de água no país deve crescer 24% até 2030

 

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Na próxima década, o aumento do consumo de água tratada no Brasil é um dos fatores que deverá amplificar os problemas causados pelas estiagens prolongadas e a precária infraestrutura nacional de distribuição.

Até 2030, o uso da água terá um crescimento de 24% sobre o volume atual, resultado do processo de urbanização, expansão da indústria, agronegócio e economia.

A informação faz parte do estudo Conjuntura dos Recursos Hídricos – 2018. O Jornal Estado de SP teve acesso aos principais dados do levantamento elaborado anualmente pela Agência Nacional de Águas (ANA). O material deve ser divulgado nesta semana.

A retirada total de água no País para consumo foi de 2.083 metros cúbicos por segundo (m³/s) em 2017. O principal destino dessa água foi o agronegócio. A irrigação respondeu por 52% do volume total, além de outros 8% serem utilizados para a criação de animais.

O abastecimento humano nas cidades representou 23,8% do consumo, seguido pela indústria (9,1%), usinas termoelétricas (3,8%), abastecimento rural (1,7%) e mineração (1,6%).

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As regiões hidrográficas que apresentam a maior retirada são as da bacia do Rio Paraná (496 m³/s), seguida pela bacia do Atlântico Sul (305 m³/s) e pela bacia do São Francisco (282 m³/s). Juntas, essas regiões são responsáveis por aproximadamente 52% da retirada total de água no Brasil.

Marcelo Cruz, diretor da ANA, afirma que a projeção de crescimento é preocupante, apesar de o País ter registrado um avanço de 80% no total de água nas últimas duas décadas. “A perspectiva de crescimento é elevada e inspira um sinal de alerta, para que tenhamos uma gestão compatível. Não significa que estejamos em um cenário fora do controle, porque nossos números de oferta de água são confortáveis”, diz Cruz. “Por outro, há muito a ser feito. Mais da metade das águas que retiramos dos nossos mananciais e produzimos não chega ao consumidor, por problemas de infraestrutura.”

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Reservatórios

As chuvas de 2018 têm colaborado para a recuperação de alguns dos maiores reservatórios de água do País, como Sobradinho (BA) e Furnas (MG), apesar dessas barragens necessitarem de mais algumas temporadas com grande precipitação para recuperarem seus níveis regulares.

Há exatamente um ano, o lago de Sobradinho, principal reservatório da Região Nordeste, localizado no Rio São Francisco, estava com apenas 4% de sua capacidade total de água. Hoje esse volume está em 29%.

O reservatório de Furnas, o “mar de Minas” que banha 34 municípios mineiros, estava com 10% de seu volume máximo de água um ano atrás. Hoje acumula 24% em sua barragem.

Neste ano, as precipitações também têm sido favoráveis ao reservatório do Rio Descoberto, lago localizado a 50 quilômetros de Brasília, que abastece mais de 60% do consumo do Distrito Federal. Um ano atrás, o Descoberto agonizava com só 5,3% de seu potencial.

Conforme dados da Agência Reguladora das Águas (Adasa) do DF, chegou a 97% de sua capacidade. A melhora levou a agência a anunciar que, a partir da próxima sexta-feira será declarado o fim da “situação crítica de escassez hídrica” no Distrito Federal.

O governo do DF havia oficializado a situação crítica do abastecimento dois anos e três meses atrás, em 16 de setembro de 2016.

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O pequeno agricultor Shedeon de Souza Nascimento viu sua lavoura secar um ano atrás, às margens da represa do Descoberto, a 50 quilômetros de Brasília.A estiagem prolongada, que castigou a maior parte das regiões Centro-Oeste e Nordeste do País nos últimos cinco anos, fez sumir o lago que margeava a sua plantação de verduras.

Um ano atrás, a barragem do Descoberto encarou seu pior índice desde o início da série histórica, iniciada 31 anos atrás, atingindo apenas 5,3% do seu volume útil.

“Perdi quase tudo. Normalmente, a gente consegue plantar quatro hectares de verduras. No ano passado não chegou a dois hectares. Tinha de usar só metade da água que a gente precisava. Foi uma tristeza. Estou aqui há 14 anos. Nunca vi nada igual”, conta Nascimento, que utiliza um poço artesiano próximo à barragem para regar a plantação.

A irrigação deverá ampliar ainda mais a sua fatia no consumo nacional de água, pressionando a busca por “novas fronteiras hídricas”, afirma Sergio Ayrimoraes, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA). “Sabemos que as áreas com água mais acessível já foram ocupadas e o agronegócio começa a avançar para regiões onde, naturalmente, haverá mais conflitos. Daí a fiscalização ser essencial”, diz.

“Por outro lado, vemos grandes produtores buscando tecnologias para o consumo mais eficiente de água, o que deve ser ampliado”, acrescenta ele.

Na avaliação de Ayrimoraes, o próximo ano deverá apresentar uma situação, em geral, mais amena do que a vivida nos últimos cinco anos quanto à disponibilidade de água. “No ano de 2018 já houve sinais de melhora, tivemos algumas ações de infraestrutura. Devemos passar um 2019 sem sustos, mas o alerta deve ser constante.” Fonte: Portal do Saneamento Básico, publicado originalmente em Estadão.

 

Mais informações: https://www.saneamentobasico.com.br/

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Vinícola Marx se destaca na rota Sabores da Fronteira

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Como empresa integrante da rota Sabores da Fronteira, a vinícola recebe turistas que vêm para conhecer a fábrica e fazer a degustação dos vinhos.

A enóloga e sócia proprietária da Vinícola Marx, no município de Iporã do Oeste, Naira Marx, comenta que o convite para participar da rota foi feito pela Associação Comercial e Industrial da cidade.

A rota Sabores da Fronteira, lançada em novembro deste ano, surgiu da união de pessoas que tinham por objetivo incrementar o turismo na região. Atualmente são treze empresas integrantes da rota, com pontos turísticos que se estendem de Itapiranga até Dionísio Cerqueira.

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Naira Marx explica que a vinícola iniciou com seu pai Evaldo, o qual produzia o vinho colonial no porão de casa.

Por meio da Epagri, Evaldo Marx buscou novos conhecimentos e iniciou a empresa com o objetivo de produzir 50 mil litros de vinho ao ano.

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Com o passar dos anos, a empresa expandiu e a produção foi dobrada. Hoje a vinícola produz cerca de 120 mil litros de vinho ao ano, sendo a maior vinícola do extremo-oeste.

Naira conta que a maior produção está concentrada nos vinhos de mesa e vinhos finos, por serem os mais procurados. A vinícola também trabalha na produção de suco de uva, vinagres e outros produtos derivados da uva.

Recentemente a vinícola lançou o espumante moscatel. O objetivo, segundo a enóloga, é trabalhar para melhorar ainda mais a qualidade dos produtos. A venda é feita no extremo-oeste e em estados maiores, como Mato Grosso, São Paulo e Tocantins e a logomarca também está sendo alterada com o objetivo de apresentar melhor o produto.Fonte:www.peperi.com.br

 

Mais informações:https://www.facebook.com/vinicolamarx/

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Comunicado: Em atendimento à legislação eleitoral, a partir do dia 7 de julho e até o final do período eleitoral, estão suspensas as atualizações deste site .

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Comunicação, emitiu – em 25 de maio de 2018 – a Instrução Normativa nº 001/2018. A Instrução dispõe sobre a suspensão da publicidade dos órgãos e das entidades da administração pública estadual direta e indireta no período eleitoral de 2018.

Em atendimento à legislação eleitoral, a Secretaria de Estado da Comunicação informa que as áreas de notícias das páginas de internet de todos os órgãos estaduais, incluindo postagens em redes sociais e sites de programas específicos, devem ser interrompidas.

A suspensão também se aplica a perfis de programas, projetos e ações desenvolvidas pelos órgãos estaduais. O mesmo vale para os perfis de departamentos, diretorias, setores, coordenadorias regionais e a toda e qualquer subdivisão vinculada a órgãos estaduais.

Os websites das instituições públicas ligadas ao Executivo deverão destacar, em sua página inicial, a seguinte mensagem informando a suspensão de atualizações: "Em atendimento à legislação eleitoral, a partir do dia 7 de julho e até o final do período eleitoral, estão suspensas as atualizações deste site. Para mais informações, consulte o site www.sc.gov.br".

A divulgação das informações de interesse público e dos serviços de todos os órgãos estaduais caberá apenas ao portal do Governo do Estado, acessado no endereço www.sc.gov.br. Este será o único site de governo que permanecerá com atualizações em sua área de notícias. As notícias serão publicadas após análise da Diretoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Comunicação. Em casos específicos, caberá à Secretaria de Estado da Comunicação consultar a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para garantir a legalidade da publicação.

 

Foto de jovem e sua vaca dormindo abraçados comove a internet

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Mitchell Miner foi fotografado deitado abraçado a sua bezerra, Audri. Os dois foram vencidos pelo cansaço após horas em uma competição em Iowa, nos Estados Unidos

Não há amizade mais verdadeira que a de um menino e seu animal de estimação, certo? Por isso, a foto de um menino dormindo com sua vaca circulou pelos Estados Unidos e comoveu muitos internautas.

Mitchell Miner, 15, foi fotografado deitado abraçado a sua bezerra, Audri. Os dois foram vencidos pelo cansaço após passarem longas horas em uma competição da Feira Estadual de Iowa, nos Estados Unidos.

“Ela gosta de se deitar um pouco”, disse Mitchell ao jornal local Des Moines Register. “Eu não entendo ao certo a nossa relação, ela apenas gosta de minha companhia”.

A exposição ocorreu após semanas de muito treino. No dia, o jovem acordou às três da manhã para enfeitar e preparar o animal. Eles acabaram em quinto lugar na disputa.

 

Jeremy Miner, pai de Mitchell, foi quem fez a foto e a postou na internet. Para ele, a vida no campo exige trabalho duro e isso ajuda a desenvolver caráter e novas habilidades, características que ele considera essenciais que seus filhos desenvolvam.

“Eles precisam saber que a vida não é fácil, que você precisa trabalhar duro para atingir seus objetivos”, disse Jeremy.

 

Mais informações:emais.estadao.com.br

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Cebola que não faz chorar está chegando aos supermercados

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Nova cebola que não provoca lágrimas já tem até nome: Dulciana. Invenção é fruto de pesquisa da Bayer com agricultores

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Cortar cebolas sem lágrimas é um sonho que se tornou realidade. A safra 2017 do Estado de São Paulo que chega aos mercados nos próximos dias tem uma novidade: a cebola que não faz chorar.

Após 20 anos de estudos, pesquisadores da multinacional alemã Bayer conseguiram reduzir a quantidade de enxofre que é liberado quando a cebola é cortada e, em contato com os olhos, causa irritação e choro.

O processo de criação da nova variedade, chamada Dulciana, começou com a avaliação das diversas variedades de cebola disponíveis no mercado. Depois, as que tinham características desejadas – como mais açúcares, menos acidez e menos enxofre – foram selecionadas e, então, foi feito o cruzamento entre elas, para fazer o melhoramento genético. “Depois, testamos o novo híbrido no campo, avaliamos os índices de produtividade e a resistência a doenças”, conta o pesquisador Joelson Freitas, do segmento de cebolas da Bayer.

Os agricultores que plantaram a nova variedade queriam ter em mãos um produto diferenciado, como Sidimar Mengali, de Itobi, município localizado a 250 quilômetros de São Paulo. Ele e outros colegas de sua região começaram a colher na sexta-feira passada a nova variedade. “Os compradores estão pedindo por ser uma cebola menos ardida, mais agradável”, diz o agricultor, que plantou 40 hectares no total.

Em 2015, o Estado de São Paulo colheu 197 mil toneladas de cebola, o equivalente a 13,6% da produção nacional, de 1,44 milhão, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Santa Catarina e Bahia foram os campeões na produção, com 339 mil e 282 mil toneladas, respectivamente.

A nova cebola é o sonho de quem “sofre” quando vai cozinhar. Marisabel Woodman, proprietária de um restaurante peruano que usa 150 quilos de cebola por semana, diz que ter outra variedade é bom, principalmente se ela evita as lágrimas. “Na hora de cortar, todo mundo aqui no restaurante chora, o ambiente fica até carregado”, brinca a chef do La Peruana, na zona oeste paulistana.

Cozinheiro-chefe de um restaurante por quilo, Rildo Félix afirma que, apesar da experiência, não consegue evitar as lágrimas quando corta cebolas. “É só cortar a primeira que já começa o choro, é inevitável”, diz ele, que usa 30 quilos por semana no Feijão Brasil, nas proximidades da Avenida Paulista. “Nunca tinha ouvido falar, me despertou a curiosidade”, comenta. Para Félix, variedades diferentes podem diversificar o consumo da cebola no País, ainda vista como tempero.

Feirante há 35 anos, Antônio de Campos Madeira relata que a maior parte de seus clientes busca cebola para temperar arroz, feijão ou acompanhar um bife. Mas alguns procuram cebolas mais suaves, sem sucesso. “Essa variedade nova vai satisfazer esse pessoal”, opina.

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O coordenador da Câmara Setorial de Cebola da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Santa Catarina (Epagri), Daniel Schmitt, diz que cebolas menos ácidas têm espaço nos Estados Unidos. Lá, nos anos 1980, o consumo do alimento caía entre jovens e crianças. Então, pesquisadores selecionaram variedades mais suaves, que tiveram boa aceitação e alavancaram o consumo. “Faltava essa oferta no País.

Vamos alcançar um novo público e o consumo de cebola, em média de 7 quilos por pessoa por ano, pode aumentar”, diz Schmitt. Uruguaios e argentinos comem cerca de 12 quilos por ano.Fonte:Agronegócio Gazeta do Povo

Mais informações: www.gazetadopovo.com.br

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Operações para o Censo Agropecuário 2017 começam em outubro

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Estabelecimentos agropecuários serão visitados durante cinco meses. Serão levantadas informações sobre área, produção, entre outros temas

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciará, em outubro de 2017, as operações do seu 10º Censo Agropecuário. Durante cinco meses, serão realizadas cerca de cinco milhões de visitas em estabelecimentos agropecuários de todo o País.

Nas ocasiões, serão levantadas informações sobre a área, a produção, as características do pessoal ocupado, o emprego de irrigação, o uso de agrotóxicos, entre outros temas. Os resultados do Censo Agro 2017 devem começar a ser divulgados pelo IBGE em meados de 2018.

O orçamento do Censo Agropecuário de 2017 sofreu um corte de mais de 50%. Diante desta contingência, o corpo técnico do IBGE teve de reduzir o número de contratados temporários para essa operação. A previsão, que era de 82 mil pessoas, passou 26 mil integrantes. Já a coleta do Censo Agropecuário, prevista para cerca de 90 dias, foi ampliada para cinco meses.

A redução do orçamento tornou necessária uma simplificação do questionário inicialmente concebido. A ação visa dar mais agilidade à coleta de dados, permitindo que em média três estabelecimentos agropecuários sejam visitados pelos recenseadores a cada dia. Essa simplificação foi levada ao conhecimento da sociedade, dando origem a novas demandas, que foram incorporadas ao questionário.

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O Censo Agropecuário 2017 vai subsidiar a implantação do cadastro de estabelecimentos agropecuários e do Sistema Nacional de Pesquisas Agropecuárias.

A ação permitirá a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários, que irá a campo anualmente captar dados detalhadaos sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo, entre outros temas.

 

Mais informações: www.ibge.gov.br

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Do frango se exporta tudo, menos o coraçãozinho

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Apetite dos brasileiros por coração de frango não deixa sobrar quase nada para outros países. No ano passado foram consumidos mais de 5 bilhões de unidades.

Para alcançar um quilo, é necessário abater entre 85 e 100 aves. Quantidade suficiente para encher apenas três espetos dos 20 servidos diariamente na churrascaria Tropilha, de Curitiba.

Brasileiro gosta tanto de coraçãozinho de frango que quase tudo o que se produz no país é consumido aqui mesmo, nos rodízios de restaurantes, nos espetinhos de rua, em farofas e no churrasco de final de semana com a família e os amigos.

“É o único item do frango que não conseguimos exportar, o mercado interno absorve tudo”, revela Rogério Gonçalves, gerente de vendas do frigorífico GTFoods, de Maringá, que coloca diariamente no mercado mais de 600 mil corações de frango.

O fato se repete na avícola Frangos Pioneiro, no município paranaense de Joaquim Távora. “Não tem demanda por este produto lá fora. Abatemos 185 mil frangos por dia e 100% dos coraçõezinhos ficam no mercado interno. É o nosso quarto item de maior valor agregado””, conta Paulo Ricardo Pereira da Silva, supervisor de Planejamento e Controle de Produção. A indústria do Norte Pioneiro do Paraná – maior estado produtor de frango no país – recebe missões de empresas do Japão, Hong Kong e Oriente Médio a cada quinze dias. “Eles nunca manifestaram interesse em comprar coração de frango”, constata Pereira da Silva.

Os miúdos que interessam aos importadores são outros. A Frangos Pioneiro vende toda moela que produz para o Japão, cortada em quatro partes e pronta para ser consumida como aperitivo. Do fígado, 30% seguem para mercado externo, outros 30% ficam no varejo nacional e 40% abastecem a indústria de rações para pequenos animais.

Em termos de valor agregado, o coraçãozinho de galinha não tem rival entre as miudezas. “Sempre foi, de todos os miúdos, o mais valorizado. Chega perto do final do ano, na época de festas, o preço do coraçãozinho dispara”, observa Domingos Martins, presidente do Sindicato das Indústrias Avícolas do Paraná. Atualmente o produto sai do abatedouro ao preço médio de R$ 10 a R$ 11 por quilo. Chega ao consumidor custando entre R$ 18 e R$ 20. A moela que vai para o Japão, por exemplo, é vendida pela indústria por R$ 7 o quilo, enquanto o fígado sai da linha de produção por R$ 2 o quilo.

Haja corações para atender o apetite do mercado interno. No ano passado as granjas brasileiras produziram 5,86 bilhões de corações de frango. Para alcançar um quilo, é necessário abater entre 85 e 100 aves. Quantidade suficiente para encher apenas três espetos dos 20 servidos diariamente na churrascaria Tropilha, no centro de Curitiba. Os corações são temperados com vinho branco, sal e salsinha. “Ah, no rodízio sai muito bem. O pessoal gosta de comer como petisco. Se temperar com cerveja fica muito bom também”, revela o proprietário, Laudir Ongaratto.

Na churrascaria de Laudir, o coraçãozinho de frango se mantém há bom tempo na parte de cima da tabela dos pedidos mais insistentes aos garçons, ao lado da fraldinha, picanha e costela.Fonte: Daniel Caron/Gazeta do Povo

 

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Alerta para medidas de prevenção da brucelose humana

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Beber somente leite fervido ou pasteurizado e consumir produtos de origem animal de procedência segura são as principais recomendações para evitar a brucelose humana, doença que pode provocar infecções crônicas, alerta a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina – Dive/SC.

A doença é transmitida ao homem por meio da ingestão de produtos lácteos não pasteurizados, carnes mal cozidas e derivados provenientes de animais infectados pela bactéria (Brucella), que causa brucelose nos animais, especialmente em bovinos, suínos, caprinos e ovinos. Os produtores e trabalhadores do meio rural também devem ficar atentos ao manuseio dos animais. “Outra forma de transmissão da brucelose ao homem é pelo contato com tecidos, sangue, urina, placenta e fetos abortados de animais doentes”, acrescenta Suzana Zeccer, Gerente de Zoonoses da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina – Dive/SES/SC.

Nos humanos, os sinais e sintomas são febre contínua, intermitente ou irregular; dores de cabeça; suores noturnos; dores musculares e articulares. “Essas condições clínicas podem mimetizar uma grande variedade de doenças, infecciosas ou não, dificultando o diagnóstico. Para tanto, é de extrema importância considerar a história epidemiológica do paciente, verificando se houve contato com potenciais animais infectados ou ingestão de produtos contaminados”, ressalta Suzana.

Em Santa Catarina, os casos de brucelose bovina são informados pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc às secretarias de saúde dos municípios, que fazem a investigação da doença nas pessoas que tiveram contato com os animais doentes. Os casos confirmados de brucelose humana são notificados pelo município e monitorados pela Dive/SC. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS. Em 2016, 108 pessoas foram diagnosticadas com brucelose no estado, 69 a menos do que o registrado no ano anterior. Em 2017, 53 casos foram diagnosticados até o momento.

Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor incidência de brucelose bovina. Com apenas 0,9% dos rebanhos infectados, o estado é classificado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa como de “Risco Muito Baixo”. De acordo com a Cidasc, existem 200 mil propriedades com bovinos no estado. Em 2017, foram detectados focos de brucelose em animais de 148 propriedades até o momento. Dessas, 102 ainda estão em processo de saneamento, segundo a Cidasc. Os animais acometidos pela doença são abatidos sanitariamente e o restante do rebanho passa por testes periódicos até ser verificada a eliminação da doença do rebanho. Os proprietários podem ser indenizados pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, por meio do Fundo Estadual de Sanidade Animal – Fundesa.

Como evitar a brucelose humana:

Beber somente leite fervido ou pasteurizado;
Consumir produtos de origem animal de procedência segura.

Para produtores rurais:

Usar equipamentos de proteção individual no trato dos animais, para evitar o contato direto com animais doentes ou potencialmente infectados;
Manusear fetos abortados e restos de placenta com luvas impermeáveis;
Queimar e enterrar fetos abortados e restos de placenta;
Desinfetar o local onde ocorreu o aborto, utilizando água sanitária;
Lavar bem as mãos com água e sabão, caso tenha entrado em contato com material suspeito (feto, placenta, líquido do parto, etc);
Realizar periodicamente os exames nos animais e abater sanitariamente os que forem diagnosticados como positivos;
Notificar à Cidasc os casos de aborto de bovinos na propriedade;
Introduzir no rebanho somente animais com atestado de exame negativo para brucelose e consultar regularmente um médico veterinário.Fonte: Dive/ SC

 

Mais informações: www.cidasc.sc.gov.br

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