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Epagri ganha prêmio Fritz Muller em três categorias

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A Epagri mais uma vez mostra sua força ao se consagrar vencedora em três categorias da edição 2019 do Prêmio Fritz Müller. A Empresa levou o prêmio nas categorias Reciclagem, Agricultura Sustentável e Produto Ecológico e foi a instituição mais vezes premiada neste ano.

O Prêmio Fritz Müller é promovido pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) e destinado a projetos e iniciativas que vão além da legislação ambiental e que resultam em benefícios para a conservação do meio ambiente. Participam empresas públicas e privadas, instituições, órgãos governamentais, cooperativas, ONGs, institutos e organizações que atuam em Santa Catarina, com projetos desenvolvidos no estado. O concurso está dividido em 15 categorias.

Foto 1 - projeto Confecção de armadilhas artesanais de baixo custo para a captura de insetos-praga

Armadilhas para insetos

O projeto “Confecção de armadilhas artesanais de baixo custo para a captura de insetos-praga”, foi premiado na categoria reciclagem. O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Janaína Pereira dos Santos, da Estação Experimental da Epagri em Caçador. A iniciativa buscou reutilizar, adaptar, desenvolver e calcular os custos de armadilhas artesanais de baixo custo, confeccionadas com garrafas do tipo PET.

A solução da Epagri, feita com garrafas reutilizadas, pode ser usada para controlar os insetos de forma mais sustentável e barata, evitando o uso excessivo, indiscriminado e exclusivo de agrotóxicos para o controle de pragas. As armadilhas adesivas coloridas para insetos consistem em superfícies de coloração amarela ou azul impregnadas com uma substância adesiva. O uso está baseado em estudos que indicam que os comprimentos de onda emitidos por determinadas superfícies coloridas atraem diferentes espécies de insetos.

Foto 2- Janaina dos Santos no projeto Biodiversidade e potencial de uso de parasitoides no controle biológico da mosca-das-frutas sul-americana no Meio-Oeste de SC

Inimigo natural

Na categoria agricultura sustentável a Epagri venceu com o projeto “Biodiversidade e potencial de uso de parasitoides no controle biológico da mosca-das-frutas sul-americana no Meio-Oeste de Santa Catarina”, também desenvolvido pela pesquisadora Janaína. Realizado desde 2013, o projeto se propõe a estudar a biodiversidade de inimigos naturais da principal praga das frutíferas de clima temperado do Sul do Brasil, a mosca-das-frutas sul-americana. Estudos e observações a campo indicam que quando o ataque dessa praga é intenso, as perdas podem chegar a 100%.

Apesar de ainda não estar encerrada, a pesquisa já apresenta importantes resultados.  Foram registradas seis diferentes espécies de parasitoides realizando o controle biológico natural da mosca-das-frutas sul-americana na região Meio-Oeste de Santa Catarina. Também foram feitos o primeiro registro para o Sul do Brasil da espécie de parasitoide Aganaspis nordlanderi e o registro inédito da mosca-das-frutas sul-americana como hospedeira de Aganaspis nordlanderi no Brasil.

Quando estiver encerrada, a pesquisa espera encontrar uma espécie de inimigo natural com potencial uso para o controle biológico dessa praga em pomares comerciais e domésticos. Isso resultará em redução nas aplicações de agrotóxicos, frutos com qualidade e sem resíduos químicos, mais valor agregado às frutas, redução nos custos de produção e manutenção da biodiversidade natural.

O projeto está sendo conduzido na Estação Experimental da Epagri em Caçador. Ao logo de novembro será expandido para áreas de fruticultores de Calmon, Macieira e Videira.

Foto 3  - Erva-mate e  araucária no projeto Indicação geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense

 Erva-mate do Planalto Norte

O projeto “Indicação geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense” foi premiado na categoria Produto Ecológico. Nessa região, a erva-mate é produzida em sistema agroflorestal, contribuindo para a manutenção de grande parte da floresta de araucária. A Epagri se uniu a outras instituições para pleitear uma indicação geográfica (IG) para esse produto.

A IG é um reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque é influenciado por características ambientais ou culturais do território. O projeto, que envolve profissionais da pesquisa e da extensão da Epagri nas regiões de Florianópolis e Canoinhas, realizou estudos que subsidiaram o dossiê para o pedido da IG. O pedido já está em avaliação no INPI.

Premiação

A entrega do Prêmio Fritz Müller acontece no dia 10 de dezembro, na sede da Fiesc, em Florianópolis. Além do troféu, os projetos premiados receberão o Certificado IMA de Gestão Ambiental. Com esse certificado, o Instituto reconhece que os resultados ambientais da organização contemplada estão fazendo a diferença na preservação ambiental catarinense.

Fontes: Janaína Pereira dos Santos, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Caçador, pelo fone (49) 3561-6813 e Giberto Neppel, extensionista da gerência Regional da Epagri em Canoinhas, pelo fone (47) 3627-4189

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Epagri promove Dia de Campo em Caçador para discutir polinização de macieiras com drone

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A Estação Experimental da Epagri em Caçador realizou Dia de Campo com palestra sobre de uso de drone para polinização de macieiras.

O evento, realizado na quarta-feira, 9 de outubro foi uma parceria com a Kolecti recursos florestais e a empresa americana Dopcopter e teve demonstração prática de voo nos pomares de pesquisa da Estação.

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A polinização é um serviço feito naturalmente pelas abelhas, mas às vezes é preciso dar uma forcinha para a natureza. “É bem comum o aluguel de colmeias para polinização. Os fruticultores utilizam normalmente entre duas e quatro colmeias por hectare, pagando cerca de R$ 80,00 por colmeia”, explica André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador.

Há também pomares com problemas de polinização que utilizam produtos reguladores de crescimento para induzir a formação de frutos sem que haja polinização. “Mas o efeito é muito variável entre safras e a qualidade dos frutos formados normalmente é inferior a de frutos bem polinizados”, descreve o pesquisador. A polinização manual também não é uma alternativa viável comercialmente, sendo empregada somente em cruzamentos para melhoramento genético.

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Em períodos de escassez de abelhas ou de baixa atividade, a polinização por drones poderia ser um importante complemento ao processo natural. Ao contrário das abelhas, a tecnologia pode operar no frio e à noite, além de compensar influências climáticas, como uma chuva que venha a lavar o pólen sendo produzido e dispersado.

A Dropcopter tem sede nos Estados Unidos e é a primeira empresa do mundo a oferecer serviço de polinização automatizada para fins comerciais. Fonte: André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador

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Seminário de Piscicultura em Caçador reforça avanços do mercado e novas tecnologias

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Com palestras das mais variadas, o 5º Seminário Regional de Piscicultura, realizado em Caçador, objetivou motivar os piscicultores a ampliarem suas fontes de renda e realizarem mais investimentos, buscando otimizar os índices de produtividade. 

O evento foi uma realização da Prefeitura de Caçador, em parceria com a Associação dos Piscicultores e Epagri, com apoio da FAPESC, Nicoluzzi, Guabi, Sicoob Caçador, Engepesca, Aquasul, Agricotec e Governo de Santa Catarina. 

“O evento foi muito importante. Uma ótima oportunidade para atualizações e esclarecimentos sobre oportunidades e avanços do mercado, sanidade na produção de peixes e a legislação ambiental que envolve o tema”, destacou a secretária de Agricultura, Christiane Driessen.

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Na abertura do evento, o vice-prefeito, Alencar Mendes, enfatizou a importância de se aprimorar as técnicas para ampliar os ganhos com a piscicultura. “Parabenizo a organização do evento pelo alto nível das palestras, que certamente trouxe um ganho em conhecimento muito grande para os nossos produtores e de toda a região”, finalizou.

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O coordenador do Seminário e técnico da Epagri, Carlos Roberto Teixeira, ressaltou que houve vários elogios por parte dos expositores e pelo público da região em relação a infraestrutura e organização. “Recebemos elogios sobre os assuntos abordados e sobre o tradicional almoço, tendo como carne principal o peixe, produto do nosso seminário. As parcerias fizeram a diferença para o bom êxito do evento”, completou.

 

Mais informações: http://www.cacador.net/

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Lançado primeiro Inventário Florestal Nacional em escala municipal

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O primeiro levantamento, em nível municipal, do Inventário Florestal Nacional (IFN) foi lançado, na última semana.

A iniciativa foi desenvolvida em Caçador pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e Embrapa Florestas, em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil e com o Herbário Dr. Roberto Miguel Klein, da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O relatório do IFN em Caçador traz dados sobre a qualidade e a situação das florestas em 46 unidades amostrais, incluindo seus aspectos biofísicos, além dos aspectos socioambientais do município, que possui uma cobertura florestal de cerca de 71.031 hectares, o que equivale a 72% do seu território.

No total, foram medidos 8.238 indivíduos entre árvores e palmeiras e coletadas 1.274 amostras botânicas de espécies arbóreas, arbustivas, herbáceas e palmeiras. Estes dados reforçam a importância do Bosque Modelo Caçador (BMC), que tem sua área núcleo na Estação Experimental da Embrapa Florestas, com uma reserva florestal de mais de mil hectares.

Desde o ano de 2002, a equipe do Laboratório de Monitoramento Ambiental desenvolve no local pesquisas ligadas à área de silvicultura e manejo para a conservação e uso sustentável da floresta com araucária.

A saúde e vitalidade das florestas, a biodiversidade, espécies existentes e ameaçadas, quantitativos de biomassa e carbono em estoque nas florestas naturais e plantadas, fazem parte do conteúdo do relatório, que oferece um conjunto de referências que contribuem para melhor conhecimento e gestão das florestas e o uso dos recursos extrativistas pelos residentes locais, assim como para a realização de projetos e políticas públicas que envolvam o uso, a conservação, a recuperação e manejo das florestas.

O lançamento contou com a presença dos pesquisadores da Embrapa Florestas, Yeda de Oliveira e André Biscaia de Lacerda, do diretor-geral do SFB, Valdir Colatto, de Gustavo Chianca, representando a FAO no Brasil, e de Saulo Sperotto, Prefeito de Caçador, além de outras autoridades.

Sobre o IFN

O Inventário Florestal Nacional é um dos principais levantamentos realizados pelo governo federal – por meio do Serviço Florestal Brasileiro – para gerar informações sobre os recursos florestais brasileiros, e já está concluído em 18 unidades da federação, além do município de Caçador e da Terra Indígena Mangueirinha/PR.

O IFN disponibiliza para toda a sociedade dados sobre a situação das florestas brasileiras, e gera informações que servem principalmente para apoiar a formulação de políticas públicas e ajudar a identificar estratégias e oportunidades para o uso sustentável, recuperação, manejo e conservação dos recursos florestais. A Embrapa Florestas é responsável pela metologia usada e pela capacitação de equipes e controle de qualidade dos Inventários.

Sobre os Bosques Modelos

Os Bosques Modelo buscam o desenvolvimento sustentável de uma paisagem ou território onde a floresta desempenha um papel importante. Por isso, contribuem para redução de pobreza, valorização dos produtos não madeiráveis e busca de alternativas de renda para toda a população, aliados à conservação dos recursos naturais. Fonte Embrapa Florestas
 

 

Mais informações: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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Armadilhas para insetos: fácil de fazer e de baixo custo, mostra pesquisadora da Epagri de Caçador

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Armadilhas feitas com garrafas PET pintadas de amarelo ou azul são mais uma opção que agricultores da região de Caçador, têm para o combate a insetos nas lavouras.

O projeto, objetivava uma solução barata e de fácil acesso aos agricultores familiares. Os objetos foram feitos no Laboratório de Entomologia, na Estação Experimental da Epagri de Caçador. A responsável pelo projeto é a pesquisadora e engenheira agrônoma Janaína Pereira dos Santos, que começou a fazer estudos sobre as armadilhas há oito anos.

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"Em 2016, quando eu vi que poderia ter algum potencial, fiz um experimento a campo para validar a pesquisa", contou a pesquisadora. São cinco pessoas na equipe. 

Elas ganharam o Prêmio Expressão de Ecologia, categoria Reciclagem. Os vencedores foram anunciados em 2 de maio e haverá uma cerimônia em setembro em Florianópolis para a entrega dos troféus. 

As armadilhas utilizadas no projeto são feitas com garrafas PET de 500 ml. Por dentro, elas são pintadas de amarelo, para atrair moscas, pulgões e besouros, ou azul, para insetos conhecidos como tripes, que se alimentam da seiva das plantas. 

Por fora, a garrafa é coberta por uma cola. Dessa forma, os animais ficam grudados. As armadilhas são feitas de forma artesanal e a confecção delas é explicada em vídeo pela pesquisadora. 

"Tem já armadilhas comerciais, que são plaquinhas adesivas. Pensamos, o que poderia substituir as comerciais porque são muito caras ? disse ela. Após testar outros materiais, como papel-cartão, a equipe chegou na garrafa PET. 

"Tem maior durabilidade no campo do que o papel, dura bastante. Você pode reutilizar o material [garrafas] e consegue encontrar facilmente", afirmou a pesquisadora. 

O objetivo da equipe também é a reutilização de garrafas PET e a diminuição do uso de agrotóxicos nas lavouras. 

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No começo, a equipe fez uma parceria com um restaurante da região para conseguir as garrafas. Depois que moradores ouviram falar do projeto, também fizeram doações. 

Sobre a pintura, a pesquisadora explica que "os insetos enxergam determinadas cores nos comprimentos de ondas nos olhos deles. Algumas são mais atrativas para eles, como amarelo e azul. Azul para pragas de várias culturas e amarelo para a maioria dos outros insetos, que confundem [a cor] com flores". 

Em relação às garrafas, foram testados outros tamanhos também, como de 220 ml e dois litros. Porém, as de 500 ml são mais fáceis de fazer do que as maiores e as menores têm pouca área de contato e precisariam ser substituídas mais rapidamente. 

A cola usada por fora das garrafas é feita com uma mistura de óleo de soja e breu, material encontrado em casas agropecuárias. O objetivo da equipe é que as armadilhas sejam mais baratas do que as comerciais. Segundo a pesquisadora, o preço delas costuma ser 5,8 vezes menor. 

Além disso, as armadilhas comerciais podem ser compradas apenas pela internet e nem todos os agricultores têm acesso à rede. 

Depois de prontas, as garrafas podem ser colocadas em qualquer ambiente nas lavouras, geralmente presa pela tampa por um arame e pendurada. As amarelas também podem ficar dentro de casa, contra as moscas. Elas duram entre cinco e sete dias, dependendo da quantidade de insetos capturada. 
Fonte: com informações do G1 Santa Catarina/ Foto: Janaína Pereira dos Santos/Arquivo pessoal

Acesse o link para ver passo a passo https://www.youtube.com/watch?v=my_9UzPPTUg

 

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Estação Experimental da Epagri em Caçador comemorou 80 anos de serviços prestados à agricultura

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A Estação Experimental da Epagri em Caçador (EECd) comemorou 80 anos de fundação na sexta-feira, 9. “Nessas oito décadas, a unidade de pesquisa colaborou para o fortalecimento da economia local, desenvolvendo tecnologias que fomentaram a agricultura e fizeram da região uma referência nacional principalmente na produção de maçãs”, avalia Renato Luis Vieira, gerente da unidade.

A EECd nasceu em 1938, como uma unidade de pesquisa do Ministério da Agricultura. Entre 1972 e 1975 passou a fazer parte da estrutura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em 1975 foi incorporada pelo Estado, compondo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de SC (Empasc), que na década de 1990 se uniu a outras instituições estaduais para criar a Epagri.

Pioneirismo

A unidade foi a responsável pelo desenvolvimento da primeira variedade de trigo do Brasil. Com o passar dos anos, o poder público percebeu uma mudança na vocação agrícola da região e as linhas de pesquisa foram sendo adaptadas para atender às demandas que se apresentavam.

Ao longo de sua trajetória, a unidade tornou-se pioneira do Brasil no Sistema de Produção Integrada de Tomate Tutorado (Sispit). A tecnologia preconiza um conjunto de práticas que têm o uso racional de insumos entre os objetivos. Assim, oferece segurança ambiental e alimentar na produção deste alimento, tão importante para os brasileiros.

A EECd também é a única do país a trabalhar com melhoramento genético da macieira. Já foram lançados 19 cultivares de maçã, cinco deles estão sendo testados em vários países do mundo, com grandes chances de passarem a ser produzidos em escala comercial. Com apoio das pesquisas desenvolvidas na Estação, a produtividade da maçã catarinense saltou de 20 toneladas por hectare na década de 1970 para 50 toneladas por hectare atualmente.

O alho é outra cultura agrícola que foi impactada positivamente pelas tecnologias desenvolvidas pela EECd. Em 1980 a produtividade dos cultivos na região era de 4 toneladas por hectare e hoje chega a 12 toneladas por hectare.  

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Foco

As pesquisas da EECd têm três focos. Na fruticultura de clima temperado são desenvolvidos melhoramento genético da macieira, manejo de plantas e tecnologias para conservação de maçãs após a colheita. Em olericultura, a unidade faz pesquisas em tomate, alho, maçã, morango e manejo de plantas. O terceiro foco de atuação da EECd está na piscicultura, onde faz reprodução de peixes nativos e exóticos.

Para proporcionar tais conhecimentos a Estação tem uma equipe formada por 19 pesquisadores e outros 36 profissionais de apoio, num total de 55 funcionários. Conta com oito laboratórios que prestam serviços à sociedade e desenvolvem análises para pesquisas. O principal é o Laboratório de Ensaio Químico, que faz análise de folhas de diversas plantas e da polpa da maçã.

Ao completar 80 anos a Estação Experimental da Epagri em Caçador se abre para novos desafios. “Entre eles está o desenvolver pesquisas aplicadas para diminuir custos de produção, que ainda são um entrave para o agricultor, aumentando ainda mais a competitividade da agricultura catarinense”, descreve o gerente da unidade. Renato também projeta que, no médio prazo, morango e cebola passem a figurar mais nas pesquisas da EECd.

A programação da comemoração dos 80 anos da EECd iniciou com homenagens a funcionários aposentados e aos que já ocuparam a gerência da unidade. Também foram homenageados parceiros externos que contribuíram para as pesquisas da Estação.

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Epagri inicia nova etapa de programa que garante alta produtividade do alho catarinense

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A Epagri deu início à segunda etapa do Programa de Produção de Alho Semente Livre de Vírus. O objetivo é produzir sementes capazes de manter a alta produtividade das lavouras de alho nobre de Santa Catarina.

Renato Vieira, gerente da Estação Experimental da Epagri em Caçador (EECd), explica que o Programa está sendo retomado devido a uma reinfecção natural que vem ocorrendo nas lavouras desde a primeira etapa do Programa, necessitando de novas gerações de sementes para manutenção da alta produtividade alcançada com o uso da técnica. “A expectativa é de que em dois anos a Epagri disponibilize esses novos lotes de sementes livres de vírus para os produtores”, avalia

Santa Catarina é o terceiro maior produtor de alho nobre do Brasil, com uma área plantada de aproximadamente dois mil hectares. A região de Curitibanos é a maior produtora do Estado. Desde 2004, quando o trabalho iniciou no Laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais da Estação Experimental de Caçador, o programa já beneficiou mais de 300 produtores de alho catarinenses e de outros estados.

Antes do início do programa, a produtividade média das lavouras de alho nobre catarinenses não ultrapassava 8 toneladas por hectare. Com a distribuição das primeiras sementes livres de vírus produzidas nos laboratórios da Epagri, houve um incremento significativo na produtividade, passando para uma média de 11 toneladas de bulbos colhidos por hectare. Algumas lavouras produzem até 15 toneladas de bulbos por hectare.

“Esse aumento na produtividade das plantas se deve ao efeito da técnica de limpeza de vírus aplicada nas sementes de alho. Os principais beneficiados foram os agricultores, pois, ao utilizarem as sementes livres de vírus em suas lavouras, aumentaram o lucro em suas propriedades e, o mais importante, sem aumento do custo de produção”, descreve Renato.

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Como é feita a limpeza

O processo de limpeza inicia com a seleção dos melhores bulbos (cabeças) ainda na lavoura. No laboratório, os bulbilhos (dentes) são separados e tratados pelo processo de termoterapia. Os bulbilhos-sementes são colocados para germinar em uma estufa à temperatura de 38°C durante 15 dias para paralisar a multiplicação de vírus alojados na semente.

A etapa seguinte é a cultura de meristemas. Nela, os pesquisadores retiram porções de células isentas de vírus localizadas no meristema, um tecido embrionário presente na base do bulbilho, próximo à região onde são emitidas as raízes. “O tecido meristemático é formado por células não diferenciadas. Nesses tecidos ainda não existem formação de vasos, por onde se movimentam os vírus na planta”, explica O gerente da EECd. 

Depois de isoladas, as células do meristema são cultivadas in vitro por cerca de 120 dias, até formar pequenos bulbos. O cultivo in vitro é realizado em duas fases: a primeira, para a formação da parte aérea da planta, dura cerca de 30 dias. A segunda, para a formação do bulbo, leva em torno de 90 dias. “Para cada fase são utilizados diferentes hormônios de crescimento”, diz Renato.

Finalizadas as etapas de laboratório, os bulbos são colhidos e, no ano seguinte, são plantados em ambientes protegidos de insetos transmissores de vírus, para multiplicação de bulbos maiores. A última etapa é a multiplicação em grande escala, já em áreas de lavouras de produção de sementes.

O processo completo para obter sementes livres de vírus leva três anos: o primeiro ano em laboratório, o segundo em ambiente protegido, e o terceiro ano para iniciar a multiplicação de sementes em lavouras de produção.

 

Manejo

Os tratamentos fitossanitários são iguais aos de uma lavoura convencional, mas é preciso tomar cuidado para evitar a contaminação das plantas. As principais medidas são o controle de insetos vetores das viroses e multiplicar o material livre de vírus longe de lavouras infectadas.

Enquanto a produtividade se mantém alta, o agricultor pode produzir as próprias sementes para a safra seguinte. Porém, quando o resultado da colheita começa a cair, significa que a reinfecção viral atingiu níveis que comprometem o rendimento da lavoura e é preciso então comprar novas gerações de sementes. De acordo com os especialistas, se as plantações forem conduzidas conforme essas recomendações, as sementes podem ser substituídas a cada quatro safras. Fonte: Renato Luis Vieira, gerente da EECd

 

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Epagri de Caçador realiza soltura experimental de peixes

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Como parte do Programa Experimental de Estocagem de Peixes das Usinas Hidrelétrica de Itá e de Machadinho, foi realizada a soltura de 9,5 mil peixes, juvenis e adultos. O Programa faz parte de uma parceria entre Epagri – Estação Experimental de Caçador e Universidade Federal de Santa Catarina, através do Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (UFSC/LAPAD).

A soltura foi realizada no Balneário de Marcelino Ramos (reservatório da Usina Hidrelétrica de Itá) e no Centro de Referência em desenvolvimento Sustentável (CRDS), em Piratuba (reservatório da Usina Hidrelétrica de Machadinho).

Além dos pesquisadores da Epagri e da UFSC envolvidos no programa, estavam presentes no local os Gerentes das Usinas de Itá e de Machadinho, bombeiro local, entidades ligadas ao meio ambiente, alunos de escolas públicas da região, professores e extensionistas locais.

Foram soltos seis mil juvenis de piavas e três mil juvenis de grumatãos nos lagos de Machadinho e Itá e 50 peixes adultos de suruvi no lago de Itá.

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A espécie piava foi produzida na Unidade de Piscicultura da Estação Experimental de Caçador, sob a coordenação dos pesquisadores, biólogo Raphael de Leão Serafini e do médico veterinário Álvaro Graeff, a partir da reprodução de indivíduos da primeira geração de matrizes selvagens capturados no alto rio Uruguai.

As demais espécies foram produzidas também a partir de matrizes selvagens no Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (LAPAD/UFSC) sobre a coordenação dos professores Evoy Zaniboni Filho e Alex Pires de Oliveira Nuñer.

Segundo o pesquisador Raphael, todos os indivíduos soltos receberam uma marcação química que produz uma marca fluorescente nas estruturas ósseas (raios das nadadeiras, etc) visível sob microscópio, permitindo o acompanhamento dos resultados dessa soltura através da recaptura dos indivíduos soltos.

“Os peixes recapturados podem ser consumidos, porém para o acompanhamento da pesquisa é importante que algumas estruturas desses peixes sejam guardadas, juntamente com os dados da data e local da captura”, afirma Raphael. “Pode ser apenas um pedaço de nadadeira, que deve ser armazenado no freezer ou congelador para que posteriormente seja recolhido pela equipe de pesquisa e analisado”, conclui.

Para o gerente da Epagri, Renato Vieira, além do programa ter um apelo educativo-ambiental, garantirá também a sobrevivência de espécies em processo de extinção, como o suruvi.  “Além disso, deve contribuir para garantir, a médio e longo prazo, a recomposição das populações dessas espécies nativas na bacia do rio Uruguai”.Fonte: comunicacao@cdr.adr.sc.gov.br

 

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SC Rural promove regularização fundiária de 400 propriedades nas regiões de Caçador e Lages

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O sonho da regularização fundiária se tornará realidade para mais de 400 famílias rurais de Lebon Régis, Timbó Grande, Monte Carlo, Otacílio Costa e Palmeira. A iniciativa é do Governo de Santa Catarina por meio do Programa SC Rural que no último ano intensificou os trabalhos, deixando tudo pronto para a entrega oficial dos documentos na região. 

Na semana passada, uma reunião discutiu os encaminhamentos finais do projeto. O encontro, realizado na prefeitura de Lebon Régis, teve a participação do gerente regional de Políticas Socioeconômicas Rurais e Urbanas da ADR de Caçador, Jean Carlo Ribeiro, do diretor da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Hilário Gottselig, além do prefeito de Lebon Régis, Ludovino Labas, e do secretário municipal de Agricultura, Valdemir Pedroso.

Em levantamento de campo realizado pela Secretaria da Agricultura foi constatado que mais da metade das propriedades rurais da região buscam a regularização, a grande maioria relacionada a partilhas, condomínios e contratos de compra e venda não regularizados.

Com o processo coordenado pelo Estado, os agricultores receberão gratuitamente uma pasta com documentos como memorial descritivo, planta com coordenadas, Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e certificação no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Desta forma, os produtores poderão ir diretamente ao cartório e fazer o requerimento de usucapião administrativo, podendo obter a escritura definitiva em até seis meses, sem a necessidade de ingressar na esfera judicial, onde o prazo gira em torno de quatro anos.

“Esse processo vai ajudar os agricultores a conseguirem a documentação oficial da sua propriedade rural. Com esta parceria do Governo do Estado, eles não terão os custos dos trabalhos técnicos. Quando concluir a regularização, os produtores podem ter acesso a créditos individuais em bancos e programas de investimentos dos governos”, explica o gerente da ADR, Jean Carlo Ribeiro.

Em todo o Estado, existem aproximadamente 30 mil propriedades que devem ser regularizadas. Somente neste ano a ação do Programa SC Rural contemplou 1.750 propriedades na região. Destas, 389 estão em Lebon Régis e 28 em Timbó Grande. O programa beneficiou nos ultimos 3 anos 2.800 propriedades da agricultura familiar e para 2017 deverão ser trabalhadas mais 570 propriedades. 

No dia 1º de dezembro, às 14h30, no Salão Paroquial de Lebon Régis, será realizado o evento para entrega aos produtores dos documentos para regularização fundiária. No dia 30/11 às 14:00hs em Otacílio Costa, serão entregues os documentos dos agricultores de Palmeira e Otacílio Costa.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

Mais informações: Agência de Desenvolvimento Regional de Caçador -  (49) 3561-5905

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Municípios da ADR Caçador receberão telefonia e internet na área rural

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Os municípios de Caçador, Timbó Grande, Lebon Régis, Matos Costa e Calmon receberão recursos, na ordem de R$ 120 mil cada, para implantação de telefonia e internet na área rural. Os recursos são do Governo do Estado e serão repassados pela Secretaria de Agricultura, através da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR).

A definição do valor foi em reunião no último dia 5, em reunião entre o secretário estadual de Agricultura, Moacir Sopelsa, o gerente de agricultura da ADR, Jean Carlo Ribeiro e o deputado estadual Valdir Cobalchini.

Com a internet e a telefonia os agricultores também poderão, entre outros benefícios, aderir à Nota Fiscal Eletrônica do Produtor, uma exigência da Secretaria da Fazenda.

“O acesso à tecnologia melhora a qualidade de vida e incentiva os agricultores a permanecerem no campo. À princípio com o recurso de R$ 120 mil para cada município será possível atender algumas localidades. Mas a ideia é que no futuro o projeto alcance 100% da área rural, com recurso do SC Rural. Aproveitaremos a viagem a Florianópolis para reforçar esse pedido”, afirma Jean. Fonte:ADR Caçador

 

Mais informações: Agência de Desenvolvimento Regional de Caçador - (49) 3561-5905

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