Arquivos da categoria: Canoinhas

Município do Planalto Norte apresentam à Epagri proposta para instalação de laticínio

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Durante reunião, da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte), prefeitos municipais de Canoinhas, Monte Castelo e Papanduva entregaram aos técnicos da Epagri e a um grupo de produtores que trabalham na criação de um laticínio na região, proposta de interesse para instalação da unidade em seus municípios.

A viabilidade de implantação de uma unidade de beneficiamento de leite, na região do Planalto Norte Catarinense vem sendo estudado pela Epagri, desde 2012 e objetiva ampliar as possibilidades de armazenamento, industrialização e escoamento da produção leiteira da região do Planalto Norte Catarinense

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Para o Prefeito de Canoinhas, Beto Passos, a atividade leiteira se constitui segmento estratégico para a vida de um significativo contingente de produtores rurais e familiares, e é responsável por boa parte do movimento econômico de Canoinhas. “Manifestamos o nosso interesse para que o empreendimento seja instalado em nosso município, uma vez que Canoinhas possui localização geográfica estratégica entre todos os municípios do Planalto Norte”, comenta o prefeito. "A Epagri fez projeto que indica a viabilidade do empreendimento. Produtores de toda a região estão unidos e acompanhando o projeto", acrescenta Passos.

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Na ocasião, o prefeito de Papanduva, Luiz Henrique Saliba também manifestou o interesse pela instalação do laticínio e apresentou a proposta elaborada pelo município para a instalação na cidade. ”O laticínio atuaria como cooperativa, beneficiando as famílias que trabalham na produção leiteira da região e aquecem a economia. Produtores leiteiros da região norte catarinense acompanham o processo. Além de Papanduva e Canoinhas, o município de Monte Castelo manifestou interesse e apresentou proposta.

 

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Com safra no fim, produtores de cebola devem ter prejuízos em Canoinhas

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A colheita de cebola na região de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina está sendo concluída. E como no restante do Estado,será menor.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Edison Kuroli, “observamos em Canoinhas a mesma quebra que em outras regiões como no Vale do Itajaí, maior produtor de cebola do país. O tempo ruim fez com que as lavouras fossem infestadas por doenças como míldio”.esmo tendo preço atraente, R $1,30 na lavoura, os efeitos do clima farão os agricultores amargarem prejuízos.

“Em Canoinhas há produtores que perderam até 50% das lavouras. Muitos por causa da chuva e outros agora na colheita. A cebola cozinhou com o sol quente na fase de cura do produto”, informa. Kuroli lembra que a área plantada de cebola diminuiu 83% nos últimos cinco anos: “em 2013 chegamos a ter 300 hectares plantados na região. Pararam de plantar porque a cultura traz muitos transtornos aos produtores”, aponta.

 

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Professor publica livro sobre matérias-primas agropecuárias

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Desde que decidiu seguir a carreira acadêmica, o engenheiro de alimentos e, atualmente, professor do eixo de produção alimentícia do Campus Canoinhas do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Luiz Paulo de Lima, cultivava o sonho de publicar um livro.

Projeto que se concretizou neste ano, com a publicação, pela Editora UFV, do livro didático "Matérias-primas agropecuárias", destinado a estudantes dos módulos iniciais de cursos técnicos e superiores em Alimentos.

Segundo o autor, o livro aborda conceitos como sazonalidade, regionalidade e perecibilidade, além de trazer uma discussão sobre a importância socioeconômica da produção de alimentos, características de qualidade de matérias-primas agropecuárias e aspectos introdutórios de algumas matérias-primas de origem vegetal e animal.

Ele conta que a ideia de preparar um referencial de estudos, tanto para ele quanto para os alunos, surgiu em 2015, quando começou a trabalhar como professor substituto na Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, onde ministrou a unidade curricular de matérias-primas agropecuárias.

Por conta da diversidade do conteúdo, o professor se viu desafiado a construir um material de apoio que estivesse efetivamente de acordo com o que a unidade curricular se propunha. O processo começou com a organização de uma estrutura básica, com tópicos, sub tópicos e algum conteúdo, de acordo com seus próprios conhecimentos. Na etapa de revisão de literatura, ele usou dados das literaturas nacional e internacional, dando preferência a materiais livremente disponíveis na internet, para facilitar a pesquisa de quem quer se aprofundar nos temas. "O fato de ministrar uma unidade curricular que aplica este conteúdo foi fundamental, pois o dia a dia do processo de ensino-aprendizagem facilitou a visualização dos principais pontos de melhoria do material", explica.

A qualidade do material de apoio organizado serviu de inspiração para que o professor submetesse a obra para publicação pela Editora UFV, em maio de 2016, quando ainda trabalhava como substituto na universidade mineira. Passadas as fases de aceite da obra, aprovação e revisão, o livro foi impresso em abril deste ano. "Publicar um livro sempre foi um sonho. Mas muito distante. Algo platônico. Na verdade, nunca pensei que seria assim, com um livro didático", conta professor Luiz Paulo de Lima, nomeado em caráter efetivo para o IFSC em 30 de junho de 2017, onde espera continuar suas pesquisas. "Existe uma grande carência de materiais didáticos específicos para alguns 'nichos'. Este livro foi um destes." Fonte:http://www.jornalcorreiodonorte.com.br

 

Mais informações: https://canoinhas.ifsc.edu.br/

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Indicação Geográfica da Erva Mate é tema de Simpósio no Planalto Norte

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Aconteceu no município de Canoinhas, o II Simpósio da Indicação Geográfica do Planalto Norte Catarinense – Erva Mate.

Com uma programação variada, o evento, realizado no início de novembro, teve como pontos de destaque a apresentação dos resultados do projeto IG da Erva Mate que esta em finalização com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a apresentação dos vencedores dos concursos fotográfico, da mascote e gastronômico.

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O Simpósio contou com um bom público, formado por lideranças municipais e regionais, representantes da cadeia produtiva da erva mate, extensionistas e pesquisadores da Epagri e CIRAM, escolas participantes dos concursos, seus familiares e professores. 

Concurso

O Concurso de Fotografia, Gastronomia e Mascote intitulado "IG Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense" teve suas inscrições até o dia 30 de setembro, e teve como objetivo trabalhar o território do Planalto Norte Catarinense como tema central, além de outros subtemas como a erva-mate, para sensibilizar os participantes da riqueza do território onde vivem.

A comunidade escolar da região abrangida pelo projeto do IG da Erva Mate respondeu positivamente ao desafio e houve um grande número de inscrições.

Confira os vencedores de cada categoria:

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Na categoria fotos históricas a vencedora foi Suelin Slabisk, da EEB São João Batista, de Itaiópolis.

Fotos do território do IG teve como vencedora Emilin Socreppa, da EMB Adélia Lutz, de São Bento do Sul

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Já a foto primeira colocada da categoria erva mate foi de Domini Rian Fuck, da Escola Municipal Terezinha Correa Agostinho, de Bela Vista do Toldo.

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Para a escolha da mascote do IG da Erva Mate foi selecionado o trabalho de Bianca Navoski, do Núcleo Escolar Presidente Adolfo Konder, de Irineópolis.

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Já no concurso gastronômico, subdividido nas categorias comida e bebida com erva mate como um dos ingredientes, o primeiro lugar na categoria comida foi para Poliana E. W. Machado, da EBM Professora Aracy Hansen, de São Bento do Sul e o primeiro lugar na categoria bebida foi conquistado por Letícia Schimmanoski, da EEB Hercilio Buch, de Mafra.

Segundo Gilberto Neppel, coordenador do Projeto do IG, o evento faz parte das ações de sensibilização dos atores para a Indicação Geográfica, dar visibilidade à atividade e também a prestação de contas com a comunidade, com relação ao trabalho que foi desenvolvido e os quais serão daqui em diante, claro, além de despertar nos escolares o senso de pertencimento a uma região com tradição e história na atividade ervateira, objetivos que considera alcançados.

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O diretor de extensão da Epagri Paulo Roberto Arruda Lisboa, os representantes do MAPA Ricardo Martins Bernardes e Diogo Carvalho, o gerente do CIRAM Hamilton Justino Vieira e os Gerentes Regionais da Epagri de Canoinhas e Mafra – Donato João Noernberg e Bernadete Grein, prestigiaram o evento, que teve como organizadores EPAGRI, CIRAM, MAPA, ASPROMATE e SINDIMATE. Fonte:http://www.opovojornal.com.br

 

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Protetores ambientais visitam Promotoria de Justiça de Canoinhas

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A visita teve como propósito apresentar aos adolescentes de Canoinhas a atuação do Ministério Público na área do meio ambiente. Também foi apresentado aos jovens um programa que estimula a honestidade e o combate à corrupção.

Iniciativa que reúne estudantes de escolas públicas e privadas de várias regiões do Estado em prol do meio ambiente, o Programa Protetor Ambiental levou os alunos da turma de Canoinhas para visitar a 3ª Promotoria de Justiça da comarca. Sob a coordenação do 3º Sargento PM Alisson Sérgio Walter, 17 alunos da turma conheceram a atuação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na área ambiental.

A Promotora de Justiça Ana Paula Destri Pavan, titular da Promotoria do Meio Ambiente, recebeu os visitantes e explicou que compete ao Ministério Público zelar pelo meio ambiente por tratar-se de um direito difuso, ou seja, que pertence a todos, inclusive às próximas gerações. 

"O Programa Protetor Ambiental é revelante não só para a proteção do meio ambiente, mas para a formação cidadã desses jovens, que replicam os conhecimentos adquiridos em suas famílias e escolas. Essa visita foi uma experiência que permitiu aos alunos conhecer um pouco mais da atuação do Ministério Público, tornando a Instituição ainda mais transparente e próxima da sociedade", complementou Ana Paula.

Os alunos também conheceram o Programa Cultivando Atitudes. A iniciativa tem como foco apresentar a Instituição a crianças e adolescentes, voltado para o fortalecimento da honestidade nas relações interpessoais, construção da cidadania e prevenção da corrupção.

Cada um dos alunos recebeu o Kit do Programa. Para melhor assimilarem o conteúdo conversado, a Promotora de Justiça pediu para que os estudantes lessem em voz alta as frases impressas nos lápis do kit e foi relacionando as mensagens com o conceito de cidadania.

Ao final, os estudantes conheceram a estrutura do Fórum da comarca de Canoinhas e o Sargento Alisson, coordenador do Programa Protetor Ambiental, recebeu um Certificado de Multiplicador do Programa Cultivando Atitudes.

A visita foi combinada em agosto, quando a Promotora de Justiça realizou uma aula magna para a atual turma do programa. "São adolescentes muito dedicados e interessados, não apenas em questões do meio ambiente, mas também em noções de cidadania, respeito, ética e democracia. Para se tornarem Protetores Ambientais, eles passaram inclusive por um teste seletivo, cuja nota de corte foi bem alta. Isso mostra a preocupação deles com as causas ambientais".

Antes de irem embora, os protetores ambientais presentearam Ana Paula com um terrário feito em lata de sardinha, onde estavam plantadas mini suculentas e cactus. O material foi produzido após uma aula que tiveram sobre gestão de resíduos sólidos e reciclagem.

O projeto

O Programa Protetor Ambiental é oferecido pela Polícia Militar Ambiental a adolescentes de 12 a 14 anos de idade. Os encontros são semanais e gratuitos. São oferecidas aulas temáticas, com capacitação para atuarem como defensores ambientais, multiplicadores da consciência ecológica. A primeira turma foi montada em 1999 em Rio do Sul. Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Mais informações: https://www.mpsc.mp.br/

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Na contramão de Santa Catarina, Canoinhas aumenta presença no campo

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Dados preliminares do Censo Agro 2017, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o número de produtores rurais em Santa Catarina caiu 12,8% nos últimos 11 anos, passando de 571.522 em 2006 (data do último Censo Agro), para 497.823 em 2017. Mas, na análise individual dos municípios, a região surpreendeu ao ir na contramão do Estado e apresentar crescimento, tanto de produtores como de estabelecimentos.

A queda a nível de Estado está atribuída, principalmente, pela diminuição da presença de jovens no campo, que, neste período, caiu 38,7%. A área rural está mais velha – registrou crescimento de 56% no número de produtores acima de 55 anos.

A diminuição fica ainda mais considerável quando comparada com 1975, primeiro ano em que o IBGE apurou o número total de trabalhadores rurais. Naquele ano, o Estado tinha 858.734 agricultores, contra os 497.823 atuais, ou seja, a queda em 42 anos foi de mais de 40%. Especialistas apontam dois eixos centrais como causa: a diminuição da taxa de natalidade e o êxodo rural.

Outro dado que ajuda a entender o novo perfil do produtor rural é o número absoluto de estabelecimentos agropecuários. Cada estabelecimento corresponde a uma unidade produtora, como uma fazenda, por exemplo. Eram 206 mil estabelecimentos em Santa Catarina em 1975; passaram para 193,6 mil, em 2006; e para 183 mil, em 2017. Ou seja, 10,6 mil estabelecimentos deixaram de existir nos últimos 11 anos.

Com vocação agro, Canoinhas mantém crescimento

Ao contrário do Estado como um todo, Canoinhas é uma das poucas cidades que mantêm crescimento de propriedades e pessoal ocupado no campo, comparando os resultados do Censo 2006 e os dados preliminares do recente Censo 2017.

Em 2006, o município contava com 6612 produtores em 2044 estabelecimentos agropecuários. Atualmente, são 7018 produtores em 2916 estabelecimentos.

Nas cidades vizinhas, há algumas variações. Major Vieira também aumentou o número de produtores e de propriedades nos últimos 11 anos. Já Bela Vista do Toldo e Irineópolis, por exemplo, registraram aumento na quantidade de propriedades, mas menor número de produtores. Já Três Barras seguiu a tendência do Estado e perdeu mão de obra no campo, assim como o volume de propriedades rurais (confira os índices nas tabelas abaixo).

O fato de os dados mostrarem que Canoinhas, principalmente, fez o caminho inverso ao do Estado, despertou a surpresa e o interesse de especialistas da área. A reportagem procurou a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de Canoinhas, que fez uma análise dos dados apresentados pelo Censo Agro 2017 e trouxe algumas hipóteses para o fato.

Apresentando o resultado dessa discussão entre a equipe da Epagri de Canoinhas, o gerente regional, Donato João Noernberg, atribui o aumento à possível ocorrência de divisão de propriedades, considerando que o município possui um alto número de estabelecimentos com menos de 50 hectares. Atrelado a isso, pode estar a maior permanência dos jovens no meio rural, devido à rentabilidade das atividades no campo em relação às atividades urbanas na região, especialmente no cultivo do tabaco, que segue crescendo. "São pequenas propriedades onde os filhos formam suas famílias e assumem parte desses estabelecimentos agropecuários, declarando-se produtores independentes. Num cenário onde as condições de empregabilidade no meio urbano acabam não trazendo opções tão rentáveis, o jovem vê mais vantagem em ficar no campo", comenta.

Segundo Noernberg, esta análise é uma avaliação preliminar, que pode ser melhor embasada com a divulgação definitiva do Censo Agro 2017 e a apresentação de dados ainda não disponíveis – como o levantamento da estratificação dos estabelecimentos por município, que pode comprovar essa teoria. Ele também lembra que o trabalho desenvolvido nos últimos anos incentivando a qualificação de jovens do meio rural também deve gerar resultados a longo prazo. "Além da capacitação para as turmas desses cursos, existe um poder de irradiação de conhecimentos em cima da liderança que esses jovens passam a exercer", observa.

Mecanização  

O IBGE também mensurou a participação do maquinário no agronegócio catarinense. Em 1975, havia 15.641 tratores em Santa Catarina, número que pulou para 69.884 em 2006, e para 108.374 em 2017. O avanço da tecnologia sobre áreas rurais é uma realidade constante e crescente, e tem sido fator importante para o crescimento da produtividade. Além disso, o aumento do maquinário permite ao agricultor desenvolver outras áreas de produção.

Nesse sentido, a floresta de pinus é destaque. Ideal como matéria-prima para produção de celulose, a cultura cresceu mais de 470% desde 1975, em detrimento de áreas destinadas a pastagens naturais, fruticultura e lavouras tradicionais. A área passou de 194 mil hectares para 918 mil hectares nestes 42 anos.

Outro setor que ganhou muita relevância com o desenvolvimento tecnológico foi a criação de animais. O número de bovinos nos últimos 11 anos cresceu 16%, com aumento considerável na produção de leite: passou de 1,3 bilhão de litros em 2006 para 2,83 bilhões de litros em 2017. O número de suínos cresceu 22,1% no mesmo período: passou de 6,5 milhões de cabeças para 8,4 milhões de cabeças. E o de aves caiu, de 179 milhões para 168 milhões de cabeças.

Houve aumento significativo também nas terras arrendadas em Santa Catarina. Comparando com o Censo de 2006, o número de estabelecimentos deste tipo subiu 18,77%, enquanto a área cresceu 46,27%, indicando que quem já tinha terra nessas condições provavelmente aumentou a área de arrendamento.Fonte:Correio do Norte

 

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Epagri/Cepa promove seminário sobre a safra de grãos nas regiões de Canoinhas e Mafra

canoinhas safraOs resultados da última safra e as perspectivas para o novo ano agrícola pautaram o Seminário Regional de Avaliação da Safra Catarinense de Grãos 2017/2018 de Canoinhas, realizado na quarta-feira, 20, no auditório do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) Câmpus Canoinhas.

O evento foi realizado pela Epagri, por meio das Gerências Regionais de Canoinhas e Mafra e do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), e contou ainda com a palestra "Perspectivas de mercado e competitividade brasileira na produção de commodities agrícolas", ministrada pelo doutor em Engenharia de Produção e mestre em Ciência Econômica Aplicada, Mauro Osaki.

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Entre as autoridades presentes, estiveram o prefeito de Canoinhas, Beto Passos; o vice-prefeito Renato Pike; o presidente da Câmara de Vereadores, Mário Erzinger; as representantes do Sicoob Luiza de Oliveira e Jussara Siqueira; e representando o IFSC, Jeferson Schick, recepcionados pelo gerente regional da Epagri de Canoinhas, Donato Noernberg; pela gerente regional da Epagri de Mafra, Bernadete Grein; e pelo gerente da Epagri/Cepa, Reney Dorow.

O gerente regional da Epagri de Canoinhas fez um balanço positivo da safra de verão em Santa Catarina, que foi apresentada na sequência, e destacou a relevância das informações apresentadas durante o Seminário para a condução dos trabalhos na nova safra. "São informações importantes para nossas decisões e também para poder melhor orientar os produtores na safra", comentou Noernberg. Na ocasião, a apresentação do Sistema Integrado de Informações da Agropecuária, o Infoagro, destacou mais uma ferramenta para o acompanhamento dessas informações. O sistema entra no ar em julho e pode ser acessado em www.infoagro.sc.gov.br.

Balanço da safra 

A reportagem obteve dados específicos sobre a safra da região. Soja e milho seguem mantendo a dianteira nas áreas de plantio da microrregião de Canoinhas, que abrange 12 cidades do Planalto Norte. O desempenho excepcional registrado no ano anterior, no entanto, não foi repetido este ano.

A produção de soja fechou com volume de 487 mil toneladas em 140 mil hectares, quase 3% menos do que na safra anterior, embora a área plantada tenha crescido 6%.

A safra de milho rendeu 227 mil toneladas na safra 2017/2018, em 28,8 mil hectares de área plantada. Na comparação com a safra anterior, a queda na produção foi de 9% e a área de plantio continua reduzindo, desta vez 10%. Em contrapartida, a área de plantio para milho silagem aumentou 21%, gerando produção de 213 mil toneladas, 30% a mais do que na safra anterior.

O feijão também perdeu área plantada, mas embora tenha rendido 20% menos na primeira safra, em relação ao ano anterior, com 10,7 mil toneladas, melhorou na segunda safra, com produção de mais 3,6 mil.

A produção de fumo cresceu sutilmente na microrregião. Foi de 90,9 mil toneladas no ano passado para 93,1 mil toneladas este ano, com uma área plantada 1,8% maior – 38,7 mil hectares. A produção de batata também cresceu: chegou a 32,6 mil toneladas, 22% mais do que na safra anterior.

Para o economista e pesquisador da Epagri de Canoinhas, Getúlio Tadeu Tonet, embora o volume de produção não tenha atingido os patamares da safra anterior, quando o clima colaborou para resultados bem acima do esperado, a safra atual foi satisfatória no sentido de atender às previsões para a temporada. "No ano passado (2016/2017) tivemos uma supersafra, na qual os resultados foram muito além do previsto. E a safra que fechamos agora não foi tão boa como a anterior, mas a produção esteve dentro da média regional, cumprindo as previsões iniciais com ótimos rendimentos", avalia. Ele observa que as condições de chuvas no mês de dezembro foram bastante favoráveis para a produtividade do milho, o que, em contrapartida, desfavoreceu as lavouras de soja.

A Epagri/Cepa também já adiantou as previsões iniciais para a safra de inverno, que mostram aumento na área plantada para essas culturas. A expectativa para a produção de trigo, por exemplo, na microrregião de Canoinhas, é de 37,2 mil toneladas em 10,8 mil hectares, um bom crescimento em relação à safra anterior, que foi de 27,9 mil toneladas em uma área de 9,5 mil hectares.

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De olho no custo de produção

Assunto bastante destacado na palestra durante o Seminário e preocupação dos técnicos da área, os custos de produção vêm sendo discutidos na intenção de sensibilizar os produtores para que façam esse planejamento. "Há muita dúvida sobre qual a hora de fechar o negócio", destaca Tonet. "Existem muitos modelos e metodologias para que cada custo envolvido na produção seja elencado, mas não é hábito do produtor fazer isso. Tendo esse custo de produção, quando houver o preço de mercado ele vai saber quando pode fechar a venda".

Esse planejamento pode ajudar o produtor a lidar com a instabilidade do mercado, especialmente nesse período de economia ainda fragilizada, eleições e questões mundiais impactando todos os setores. Para o economista, a tendência para a próxima safra ainda desfavorece Santa Catarina em um de seus principais desafios – o suprimento de milho. Maior consumidor do Brasil, o Estado segue, ano a ano, tendo a área de milho reduzida, enquanto ainda precisa buscar o produto fora para suprir a sua demanda. Também deve ser assim na safra 2018/2019. "É muito comum que produtores já comecem a projetar suas áreas de soja com a possibilidade de fazer contratos futuros, o que não ocorre com o milho, que pode ter viabilidade economicamente, mas acaba perdendo esse espaço". Fonte: Thaís Guimarães de Lima/Correio do Norte

 

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Agricultura familiar mais inserida no consumo de Canoinhas

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Já começou a ser servido o filé de tilápia e a polpa de peixe nas escolas e centros de educação infantil da rede municipal de ensino de Canoinhas. A primeira entrega do pescado aconteceu no final de abril.

Iniciativa das Secretarias da Educação e do Desenvolvimento Rural, a novidade ficou viável com a participação da Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar do Interior de Canoinhas (Coopafic) no processo de chamada pública, destinado à compra de alimentos de agricultores familiares.

Esses alimentos serão oferecidos às crianças em assados, ensopados, sopas, patês e demais preparações. "Apesar de um custo mais elevado do filé de tilápia em comparação a outras carnes, ele apresenta alto valor nutricional, que será muito importante para manter a saúde dos nossos alunos", destaca a nutricionista do setor de alimentação escolar, Cristiane Herbst Mota.

Segundo a Secretaria Municipal da Educação, em 2017, a compra de agricultores da região representou 54% dos recursos federais destinados à alimentação escolar, percentual superior ao exigido por lei, que é de 30%.

Além das escolas, está crescendo o número de agricultores que estão fornecendo seus produtos às famílias carentes do município, por meio do programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O objetivo do PAA é promover o acesso à alimentação e incentivar a agricultura familiar em Canoinhas. Para isso, compra alimentos de agricultores familiares e os destina às pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional e àquelas atendidas pela rede socioassistencial.

Atualmente, 44 agricultores de Canoinhas entregam produtos a 300 famílias que recebem os alimentos diretamente via Centros de Referência da Assistência Social (I, II e III). Os produtos adquiridos também são entregues para as refeições diárias do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), Lar do Idoso e Casa de Passagem.

Selo de origem

Em reunião no mês passado, foi anunciado projeto que propõe a elaboração de um selo de origem dos produtos da agricultura familiar canoinhense, como forma de destacar e valorizar o produto local, beneficiando produtores e consumidores. A intenção ainda é aproximar agricultores e donos dos supermercados do município, para uma futura parceria.http://www.jornalcorreiodonorte.com.br

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Epagri promove a aula inaugural de curso para jovens do Planalto Norte

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Na quinta-feira, 26, as regionais de Mafra e Canoinhas da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) promoveram, no Centro de Treinamento de Canoinhas (Cetrecan), a aula inaugural  do curso “Ação Jovem: produção, organização e protagonismo”.

A turma de 2018 é formada por 29 jovens de nove municípios que compõem a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Mafra: Bela Vista do Toldo, Canoinhas, Irineópolis, Itaiópolis, Mafra, Major Vieira, Monte Castelo, Papanduva e São Bento do Sul. A metodologia do curso é a de alternância, onde, a cada quatro semanas, os alunos permanecem no Cetrecan por três dias e meio, com atividades teóricas e práticas, inclusive com visitas a propriedades rurais da região. 

Depois, os alunos buscam aplicar seus conhecimentos em casa, com a assessoria dos extensionistas da Epagri. A duração do curso é de oito semanas, perfazendo um total de 220 horas/aula. O objetivo do curso é qualificar os jovens do meio rural sobre temas como produção, formas organizativas e protagonismo. O investimento para a realização do curso, em 11 Centros de Treinamento da Epagri, é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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A aula inaugural contou com a presença do secretário executivo da ADR Mafra, Abel Schroeder; do presidente da Câmara de Vereadores de Canoinhas, Coronel Mario Renato Erzinger; do secretário de Educação de Canoinhas, Osmar Oleskovicz, representando o prefeito municipal; do secretário de Agricultura de Papanduva, Mário Célio Correa; dos gerentes regionais da Epagri Canoinhas, Donato João Noernberg, e Mafra, Bernadete Grein; da chefe do Cetrecan, Maria Luiz Damaso da Rocha; dos coordenadores do curso, Adolar Voigt e Ana Paula Machado, e de vários extensionistas da Epagri.

Na cerimônia, a gerente regional da Epagri de Mafra, Bernadete Grein, evidenciou a alegria de receber os jovens, ao mesmo tempo em que tranquilizou os pais e mães presentes, destacando o trabalho realizado na busca para oferecer não apenas os conhecimentos específicos, mas também incutir responsabilidade e independência em todos os alunos.

Donato Noerberg, gerente regional da Epagri de Canoinhas, falou da importância da sucessão familiar dentro das propriedades, evidenciando a oportunidade que os pais e mães estão proporcionando aos filhos. Ao alunos, Donato trouxe uma mensagem especial. “Aproveitem este tempo que vocês vão ter na Epagri e nas propriedades para fazer a diferença”, destacou.

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O secretário Abel Schroeder falou do êxodo rural e destacou a importância de manter os jovens no campo. “Existe a necessidade de garantir qualidade de vida no campo, com condições para manter o jovem sempre bem atualizado, bem informado e com boa remuneração para poder trabalhar, e bem, no campo. E a Epagri faz isso com extrema eficiência”, concluiu. Fonte: Nery Nader Jr./Assessoria de Comunicação/Agência de Desenvolvimento Regional de Mafra

Mais informações: cetrecan@epagri.sc.gov.br 

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Simpósio da Indicação Geográfica do Planalto Norte Catarinense é realizado em Canoinhas

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Cadeia produtiva e comunidade de todo Planalto Norte Catarinense estiveram reunidos na terça-feira, 21, para o Simpósio da Indicação Geográfica (IG) do Planalto Norte Catarinense para Erva-mate. 

O evento foi realizado na Associação dos Servidores Públicos do município de Canoinhas (Asemca), durante todo o dia. “Esse evento buscar divulgar a importância e promover a Indicação Geográfica desse produto tão importante que é a erva-mate”, destaca o engenheiro agrônomo da Epagri Canoinhas e também coordenador do Projeto IG no Planalto Norte, Gilberto Neppel.

O Simpósio foi formado por palestras, atividades artísticas, culturais e degustação de produtos derivados da erva-mate. As palestras discutiram diversos assuntos, como desenvolvimento territorial, associativismo, características ambientais, econômicas, perspectivas e desafios da erva-mate na região. Foi também lançado um documentário que está sendo produzido pela Epagri e que está dividido em quatro blocos: o território do Planalto Norte catarinense, a história da erva-mate, a erva-mate e os produtos desenvolvidos a partir dela e por último a IG.

O evento ainda contou com uma exposição de 90 banners, que retratam diversos temas relacionados ao território da IG, entre eles as cachoeiras, as ervateiras, a história do território e da erva-mate, as estações ferroviárias, os municípios que compõem o território, além de mapas diversos. Após o Simpósio, esses banners vão percorrer as escolas da região para mostrar aos estudantes as singularidades locais e a importância da IG da erva-mate para valorização e manutenção da cultura e tradições locais.

O Simpósio da Indicação Geográfica do Planalto Norte Catarinense para erva-mate é realizado pela Epagri e pela Associação de Produtores de Mate do Planalto Norte Catarinense (Aspromate), com apoio do Sindicato das indústrias de Mate do estado de Santa Catarina (Sindimate). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o principal financiador de todo o processo de busca da IG.

Palestras:

Engenheiro agrônomo e coordenador do Projeto da Indicação Geográfica (IG) do Planalto Norte Catarinense (PNC), Gilberto Neppel falou sobre: Contextualização da IG da Erva-mate.

Historiador Fernando Tokarski: falando sobre História da erva-mate no PNC.

Denilson Dortzbach da Epagri/ Ciram: Caracterização ambiental e delimitação da IG do PNC.

Léo Teobaldo Kroth da Epagri: Caracterização socioeconômica da IG do PNC.

Anésio Cunha Marques: Caracterização da paisagem da erva-mate.

Extensionista da Epagri, Camila Croge: Perfil sensorial da erva-mate do PNC

Jamile Milan, da Aprovale: Desenvolvimento territorial e Indicação Geográfica.

Diretora executiva da ASBANCO, Eliane Cristina Muller: Associativismo.

Presidente do Sindimate, Juliane Seleme: Perspectivas/ desafios do setor da erva-mate.

Autoridades presentes:

Participaram da abertura o prefeito de Canoinhas, Beto Passos e seu vice, Renato Pike; presidente da câmara, Wilmar Sudoski; diretor de extensão da Epagri, Paulo Arruda; presidente do Sindimate, Juliane Seleme; representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Absatecimento, Diogo Pierangeli Carvalho; gerente regional da Epagri Canoinhas e gerente interino da estação experimental, Donato Noernberg; secretário de agricultura de Canoinhas, Edson Kuroli; representando o deputado Antonio Aguiar, o assessor Douglas Alan da Silva; além de diversas autoridades de toda região do Planalto Norte Catarinense e Sul do Paraná.

 

Sobre a Indicação Geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense

O processo de solicitação da IG para erva-mate do Planalto Norte Catarinense foi desencadeado por uma demanda dos ervateiros da região e vem sendo conduzido pela Epagri. Agora, os estudos, realizados pela Epagri e outras instituições, com levantamento e caracterização de clima e solo, relato histórico da produção, regras que diferenciam a erva-mate da região e outros aspectos, estão em fase de encerramento. Eles serão reunidos em um dossiê a ser entregue no início do ano que vem ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que é órgão que decide pela concessão ou não da IG.

A Indicação Geográfica (IG) é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, a erva-mate do Planalto Norte se diferencia das outras pelo paladar suave, que é típico da região, especialmente pelo sistema de produção, conforme explica Gilberto Neppel, membro da comissão organizadora do evento e coordenador do projeto. Na região a planta é cultivada historicamente em meio à floresta de araucária, de forma harmônica, que aliado às características de solo e clima locais, conferem ao produto um sabor leve, que agrada ao consumidor brasileiro e de outros países, como o Uruguai, onde ele é amplamente comercializado.Fonte:www.diariodoplanalto.com.br

 

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