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Riqueza rural: mulheres lutam pelo empoderamento feminino no campo

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Durante a série "Riqueza Rural", que ao longo dos últimos três meses percorreu os municípios de Jaraguá do Sul, Corupá, Guaramirim, Massaranduba e Schroeder, mostrando um pouco das culturas produzidas e quem são os empreendedores do meio, o papel fundamental das mulheres ficou subentendido.

Na agricultura familiar, elas protagonizam histórias de muito trabalho e lutam por reconhecimento. Mesmo assim, além da lida no campo, não deixam de participar da rotina doméstica ou de tomar frente na educação dos filhos.

Por desempenharem um importante papel no campo, onde empreendem e cuidam da família e do lar, as mulheres encerram a série mostrando que sua força e determinação também devem ser levadas em conta no agronegócio.

Em Jaraguá do Sul, um coletivo feminino reúne produtoras de alimentos orgânicos e convencionais, entre frutas, legumes e hortaliças.

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Elisabeth (E), Eliane, Ivanete e Luciane fazem parte do coletivo feminino de produtoras rurais | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Ivanete de Souza, 47 anos, casada, cinco filhos e três enteados; Elisabeth Peixe Hanemann, 43 anos, casada, dois filhos; Luciane Zilse da Silva, 41 anos, casada, dois filhos; e Eliane Tecila Zilse, 40 anos, casada, dois filhos, fazem parte desse grupo de agricultoras que busca o empoderamento.

As produtoras são ligadas à Coparjas, de Jaraguá do Sul, um braço estendido da Unicafes SC, que é a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Santa Catarina.

De acordo com Ivanete, que é uma das coordenadoras do grupo, há cerca de três anos a Unicapes lançou um desafio para a formação de um coletivo de mulheres, buscando dar visibilidade às agricultoras.

Família de agricultores trocou cultivo clássico pelo melado e doces de banana

“Porque o que se vê são lideranças masculinas sempre à frente, principalmente no cooperativismo, na agricultura. A gente aceitou o desafio e hoje temos cinco grupos em Santa Catarina, alguns bem solidificados”, explica.

Segundo ela, poucas mulheres estão no comando das associações e cooperativas. Como foi presidente da Coparjas por oito anos, afirma que sentiu falta desse apoio para ajudar a debater a questão de gênero.

“Porque, além de você estar num mundo totalmente machista, você tem que expor as ideias e mostrar que vai funcionar, apenas por ser mulher”, afirma.

Desenvolvimento sustentável

Atualmente, agricultoras de Jaraguá do Sul e de fora estão junto ao grupo buscando melhorias e novos projetos. E, agora, elas contam com o Moeda, uma iniciativa privada, que além de missões internas e valores próprios, busca atender aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Nós fazemos parte do Moeda, uma plataforma que viabiliza o fomento de ações de desenvolvimento sustentável para cooperativas, com investimento para nós, mulheres na agricultura. Estamos inscrevendo esse projeto, já passamos por duas fases e entramos na fase final de investimento para a gente montar a nossa unidade, onde a gente vai criar sonhos”, destaca Ivanete.

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Luciane atua em todas as etapas da produção de alimentos | Foto: Redes sociais/Aquivo Projeto Moeda

Ela explica que a Coparjas possui uma unidade de processamento no bairro Garibaldi, que é um espaço cedido pela Prefeitura. Agora, o coletivo está buscando recursos para fazer, paralelo a esse espaço, uma cozinha industrial experimental. Assim, o grupo pretende testar receitas e inovar no mercado com suas criações. Também estão pleiteando uma sala de reuniões, além de um veículo para que possam participar de eventos em outras localidades.

“Os benefícios serão muitos, porque a gente está testando os coprodutos do que nós temos. A sobra da casca da mandioca, por exemplo. Nós temos uma engenheira de alimentos que já está fazendo testes para um novo produto”, revela.

O recurso financeiro da ONU empregado em benefício das agricultoras, além de fomentar a renda, atende a um dos objetivos da organização, que é a erradicação da fome e da pobreza.

Riqueza rural: em Massaranduba, produção de pitaya vem ganhando espaço

As produtoras rurais acreditam que as mulheres têm menos resistência às inovações e, por isso, estão sempre buscando alternativas para empreender e promover melhorias em seus negócios.

“(A cozinha experimental) vai abrir várias oportunidades para nós, porque sabemos onde tem mercado. Assim, in natura, já é mais difícil, o pessoal não quer mais ficar limpando os produtos. Eles querem colocar na panela já prontinho. E nós queremos inovar para facilitar a vida do trabalhador que tanto corre no dia a dia”, explica Eliane.

O grupo costuma debater o destino das sobras de alimentos, porque estas também apresentam qualidades. Hoje, quando a cooperativa tem esses produtos, acaba doando para os abrigos municipais, pois também há preocupação em ajudar a quem precisa.

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Projeto vai auxiliar produtoras no combate ao desperdício de alimentos | Foto: Wikipédia

“Muitas vezes, o produto está feio por fora, mas descascado e limpinho ele está bom, então dá para aproveitar. Ou então, ele está num tamanho menor. Assim (com a cozinha experimental) a gente vai evitar o desperdício”, conta Elisabeth.

Segundo as integrantes do coletivo, da colheita até o consumidor final há muitas sobras boas e reaproveitáveis e um dos objetivos do grupo é também atuar em benefício do próximo. Como comercializam sua produção para a merenda escolar no município, acreditam que os produtos novos também serão bem recebidos nas escolas.

Agricultoras defendem seu papel

Seja com a enxada na mão, subindo morros conduzindo o trator ou desfolhando as bananeiras, as agricultoras, que também gostam de manter a casa organizada e todos os afazeres normais da rotina em dia, garantem que são capazes de conduzir o empreendimento rural em todas as suas etapas.

“(Atuamos) de pé a ponta, do começo até o final, da colheita até a entrega. Nosso grupo entrega produtos da alimentação escolar, cuja comercialização é feita pela cooperativa. Algumas também vendem paralelamente o seu produto”, diz Eliane.

Atualmente, oito agricultoras jaraguaense e outras cinco de fora fazem parte do coletivo de mulheres. O número poderia ser maior, mas há preconceito e receio de estabelecer uma competição com os homens.

Riqueza rural: ver a terra livre do agrotóxico emociona produtor

“Muitas pessoas pensam que criar um grupo de mulheres é para competir com seu marido ou mudar a rotina da casa. Por isso, que a gente deixa bem claro que nós não somos feministas, nós queremos justiça para os dois lados”, opina Ivanete.

Conforme analisa, a região Norte de Santa Catarina é muito machista, mas faz questão de salientar que o uso da palavra ‘machista’ neste contexto não é dito no sentido pejorativo.

“Porque nessa caminhada descobrimos que somos mais machistas que os homens. Então, quando a gente faz nossos encontros debate muito isso. A gente chama de perfeccionismo, mas é machismo mesmo”, afirma a produtora, referindo-se também às tarefas domésticas que as mulheres impedem os homens de fazer.

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Grupo acredita que a desvalorização da mulher do campo precisa acabar | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

Em outras regiões de Unicapes, segundo ela, há mais mulheres. Entretanto, cada área apresenta suas particularidades. No Norte, explica a coordenadora, há uma base familiar muito forte e sólida, que é um diferencial de outras áreas.

“No geral, a nossa agricultura é pesada e a gente não é visualizada. O agricultor em si já tem um papel que não é valorizado e para nós, mulheres, é pior ainda. Então, a gente quer mostrar que tem capacidade, ganhando o nosso dinheiro, numa das melhores profissões que tem, onde a gente faz tudo com bastante amor e carinho”, ressalta Ivanete.

Para o grupo, além de reconhecimento, falta para a mulher agricultora uma abertura maior de mercado. “Muitas vezes tem o produto e não tem para quem vender. Também ocorre a desvalorização do produto. Essa desvalorização é que tem que acabar, não é porque somos mulheres que nosso produto não tem valor”, aponta Luciane.

Às mulheres que ainda têm receio de buscar qualificação ou inserção em grupos de empoderamento, as produtoras deixam um recado: “O ‘não’ você já tem, corra atrás do ‘sim’. Você não pode desistir, porque existem muitos projetos para mulheres não divulgados. A gente tem que acreditar e batalhar, porque nada cai do céu”.

Riqueza rural: a história do jovem jaraguaense que optou pelo campo

Manutenção da família no campo

Um dos filhos de Elisabeth, hoje com 20 anos, optou por ficar no campo e trabalhar junto à família. Embora todas as integrantes do grupo estimulem os filhos a buscarem seus sonhos, dão todo o apoio para os que querem continuar no meio rural.

Elas acreditam que o panorama da agricultura vem mudando gradualmente e tem se tornado mais atrativo para o jovem. Isso se deve, também, à implementação de novas tecnologias que permitem um trabalho com menos desgaste e ‘sacrifício’.

Em alguns casos, os filhos acabam voltando para a roça quando os pais já estão se aposentando. Para as produtoras, proporcionar o retorno dos jovens é extremamente importante.

“Se os nossos jovens não se interessarem pela agricultura, o que vai acontecer? Vai virar loteamento e aí vem mais gente, mais pobreza e mais fome. Há uma fala de Abraham Lincoln (ex-presidente dos Estados Unidos) que diz assim: se destruírem as cidades e mantiverem os campos, essas se reconstruirão; se destruírem os campos e mantiverem as cidades, esses não voltarão mais”, ressalta Ivanete.

De acordo com ela, os jovens que focam já têm essa vontade de inovar, estão ligados no turismo rural e estão buscando empreender cada vez mais.

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Série Riqueza Rural também contou a história do jovem Gabriel Catoni que, assim como o pai e o avô, optou pelo campo | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

A série "Riqueza Rural"

A série Riqueza Rural teve início no dia 10 de março de 2018 e, durante três meses, contou a trajetória de agricultores que, junto à família, atuam na produção de alimentos na microrregião.

Em Jaraguá do Sul, foram evidenciadas as culturas de aipim, arroz, bananas, palmáceas, alimentos orgânicos, olericultura, piscicultura e o tema juventude rural; em Corupá, as plantas ornamentais; Guaramirim mostrou a produção de melado e doces de banana; em Massaranduba, a pitaya é novidade; por fim, produtores de Schroeder estão erguendo um abatedouro de peixes com capacidade para abater dez toneladas por dia. Fonte: https://ocp.news / Por Ana Paula Gonçalves jornalista

 

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Biomassa de banana produzida pela Cooper Rio Novo é introduzida na merenda escolar de Corupá

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Com alimentos fornecidos pela Cooperativa de Agricultura Familiar Rio Novo (Cooper Rio Novo), os Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) do município de Corupá começaram a receber os primeiros bolos feitos à base da biomassa de banana.

A Cooper Rio Novo) mantém contrato com a Prefeitura de Corupá para fornecer a banana in natura, além de pães, bolos, macarrão entre outros produtos feitos com a biomassa da banana verde.

Da chamada pública realizada no começo do ano, mais quatro cooperativas da região (de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Schroeder e Rio Negrinho) foram selecionadas para fornecer alimentos provenientes da agricultura familiar para a merenda escolar da rede municipal de Corupá, chegando a 40% investido pela Prefeitura por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

As quatro escolas municipais de Corupá começaram a receber os alimentos à base de biomassa da banana sendo que será iniciada a introdução do pão integral.Fonte:Vale do Itapocu

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Corupá prepara 6ª Semana da Banana

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A Capital Catarinense da Banana tem uma data certa para comemorar a principal atividade econômica do município – a bananicultura. Dia 21 de agosto é comemorado oficialmente em Corupá – o Dia da Banana e para marcar esta data, o município realiza de 16 a 21 de agosto a 6ª Semana da Banana de Corupá.

O evento contará com programação especial realizada na Praça Artur Müller, no Centro da cidade, e em escolas do município movimentando toda a população.

O evento tem como objetivo promover o setor da bananicultura valorizando a cultura da banana, que conta com mais de 600 famílias de produtores. O evento é promovido pela Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco) com apoio da Prefeitura, Câmara de Vereadores, governo do Estado, Epagri, Cidasc e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Corupá.

Integram a programação da Semana da Banana: palestras, apresentações de trabalhos ligados ao cultivo da banana, exposição de bananas e produtos à base da fruta, mostra de artesanato, festival gastronômico, concurso de cucas de banana, espetáculo de teatro entre outros.  

O evento irá proporcionar o resgate histórico, enaltecer a cultura e seus produtores promover o contato entre comerciantes, produtores e população.

Segundo o prefeito João Carlos Gottardi, a Semana da Banana é um evento muito valorizado, principalmente pelos produtores de banana do município que podem demonstrar todo o potencial que têm. “Corupá é a Capital Catarinense da Banana, além de ter a Indicação Geográfica de banana mais doce do Brasil. Isso tudo faz com que essa atividade econômica seja cada vez mais fortalecida em nosso município ”, destaca.

Histórico

A história da bananicultura caminha lado a lado com o desenvolvimento de Corupá.  Comparando os 120 anos de fundação do município e os registros históricos, notou-se que o cultivo da fruta ocorre há 109 anos no município. Apesar das dificuldades do plantio em relevo montanhoso e clima subtropical a banana teve e tem extrema importância no desenvolvimento da cidade.

Em 2011, os produtores de Corupá foram ainda mais valorizados com o decreto municipal 344/2011 que instituiu o dia 21 de agosto como sendo o Dia da Banana uma data especial para promover a história do cultivo da fruta, o desenvolvimento do município, fazendo com que ocorra o intercâmbio entre os mais diversos elos da cadeia produtiva, como: instituições, técnicos, produtores, fornecedores, comerciantes de banana e população.Fonte:Prefeitura Municipal

 

Mais informações: www.corupa.sc.gov.br

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Produção de banana é tema de encontro técnico em Corupá

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O Escritório Municipal da Epagri de Corupá, com apoio da ASBANCO e da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Corupá promoveu no dia 26 de abril uma TARDE DE CAMPO na Unidade de Referencia Tecnológica localizada na propriedade do Sr. Álvaro Gessner, na Tifa dos Palmitos- Estrada Felipe Schimidt, na localidade do Rio Novo.

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Os objetivos desta TARDE DE CAMPO foram: Conhecer a Unidades de Referencia Tecnologica em Renovação de Bananais (U.R.T.) de “Grand Naine”; Os aspectos da técnica de renovação de bananais; A produção de composto orgânico de engaços de banana; O manejo de ácaros da folha; O manejo do solo proposto, incluindo plantas de cobertura e a adubação química e avaliação da produtividade.

 

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A tarde de campo teve início às 13:30 horas, com a presença do vice-prefeito de Corupá Sr. Arno Neuber e sua esposa, o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Marcos Martini, o S.r Adolar Benkhe, Presidente da ASBANCO, o Secretário Executivo Regional do SC Rural, Hector Haverroth, a Extensionista Rural da Epagri de Guaramirim, Camila Golba e a Engª Agrônoma Josiane Madruga, da Empresa Mankhe Plantas Ornamentais.

Os trinta e cinco participantes percorreram a propriedade onde foram demonstradas as técnicas de manejo de solo com plantas de cobertura de solo, adubação em área total com produtos simples, plantio de mudas por divisão de rizoma em áreas novas na propriedade que estão sendo renovadas pelo método da URT.

Numa segunda etapa foi feito uma demonstração do uso do pulverizador eletroestático da Empresa Bell, uma novidade tecnológica na redução da deriva durante as aplicações e diminuição da calda usada.

 Depois o grupo conheceu a compostagem de engaços de banana com cama de aviário na palestra do Engº Agrônomo da Prefeitura de Corupá Lucas Trevisan e do Técnico Agrícola da ASBANCO Kevin Cubas, que apresentaram esta solução para o aproveitamento dos engaços de banana produzidos na casa de embalagem na formulação de um composto orgânico de elevado teor de nutrientes para o bananal.

Finalizando, uma palestra do Engº Agrônomo da Epagri de Corupá, George Livramento, sobre os resultados econômicos da Unidade de Referencia, bem como a explanação do agricultor e colaborador Álvaro Gessner sobre sua impressão sobre o novo manejo do bananal. Um dos resultados mais expressivos é o retorno do equilíbrio do solo do bananal, o aumento da produtividade de 22 ton/Há para 70 ton/há, com redução de até 15% nos custos com adubação.

Esta unidade teve o apoio financeiro do Projeto SC Rural, com apoio logístico da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e da ASBANCO. Nela, uma serie de tecnologias desenvolvidas pela Estação Experimental da Epagri de Itajaí foram implantadas pelo Escritório Municipal da Epagri de Corupá dentro de uma parceria com o proprietário. Este conjunto de tecnologias foi recentemente reconhecido pela FAO como algo inovador e que deve ser replicado nos diversos países onde a bananicultura é apoiada pela entidade, estando disponível em sua plataforma na internet.

 

Mais informações: Epagri – Corupa – (47)  3276-9370

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307 
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

“O Sucesso tem valor quando pode ser compartilhado”

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A frase “O Sucesso tem valor quando pode ser compartilhado” abre o convite que a Cooper Rio Novo fez aos seus sócios, familiares e parceiros para a inauguração de sua nova Casa de Embalagem de banana, localizada na Comunidade do Rio Novo Alto, em Corupá-SC, realizada no dia 01 de abril – data de sua fundação, quando comemorava 11 anos de sucesso e de conquistas.     

A Cooperativa da Agricultura Familiar Rio Novo é uma entidade que reuni 55 cooperados e congrega 28 famílias e cerca de 105 pessoas envolvidas com a Bananicultura, atividade em que a cidade se destaca como a Capital Catarinense da Banana, sendo ainda o segundo município maior produtor do Brasil.      

Esta nova unidade foi edificada em local próprio dentro do Projeto Estruturante “Novos Mercados para a Bananicultura Cooperativista com Produtos Rastreados” no âmbito do Projeto SC Rural do Governo do Estado.

Composta de um galpão pré-moldado de 20 metros x 40 metros, piso concretado de 800 m² com drenagem, pendurador metálico para 1000 cachos de banana, redes elétrica e lógica interna e externa, cerca de isolamento fitossanitário de 200 metros, gerador elétrico, escritório, refeitório, sanitários  e depósito de materiais, contando com apoio direto de R$ 149.000,00 do FIS, mais um financiamento pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural – FDR de R$ 150.000,00 (com cinco anos de prazo para pagamento, sem juros) e mais um investimento direto da Cooperativa de R$ 61.500,00, totalizando R$ 360.500,00.      

Ainda, do Projeto Estruturante –“Cooperativismo em Bananicultura com Qualidade e Rastreabilidade de Produtos” e que totalizou R$ 240.000,00 realizado em 2014, serão transferidos equipamentos como: esteira classificadora, balanças eletrônicas, etiquetadoras, computadores, softwares, carretas de transporte, paletadeiras, etc…, colocando esta unidade em iguais condições de trabalho a outra unidade da Cooperativa, localizada na comunidade da Guarajuva, dotando-a com as Casas de Embalagem para banana mais modernas de Santa Catarina.     

Estiveram presentes além dos sócios e seus familiares, os parceiros fornecedores de produtos e serviços que acreditaram no projeto e entenderam sua metodologia diferenciada, o Secretário Executivo Regional do Programa SC Rural no Litoral Norte, Eng. Agrônomo Hector Silvio Haverroth, o Extensionista Local da Epagri, Eng. Agrônomo George Livramento e o comerciante Mario Cobalquini, de Pato Branco – PR.

Na cerimônia, o Presidente da Cooperativa, Valmor Raul de Farias, agradeceu tanto a confiança do Programa SC Rural na Cooper Rio Novo, como a oportunidade de fazerem juntos este importante investimento, bem como a parceria com a Epagri nos últimos oito anos, que resultaram em conquistas para ambas as entidades, destacando Corupá no cenário estadual da bananicultura.     

A nova unidade começará a operar assim que ocorrer a ligação da rede elétrica ao sistema da Celesc, bem como estiver conectado o cabeamento de fibra ótica para interligação entre as unidades, quando os demais equipamentos serão efetivamente transferidos de um galpão alugado onde funcionava o embalamento da fruta.Fonte: Eng. Agr. Hector Silvio Haverroth – Epagri - Coordenador de Projetos na UGT 6

 

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Vista interna do galpão, com trilhos para pendurar os cachos de banana.

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Vista interna, com trilhos para pendurar os cachos de banana e sistema de iluminação para despistilagem e vistoria dos cachos.

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Confraternização das famílias da Cooper Rio Novo, na inauguração do 2º galpão e 11º aniversário da Cooperativa.

Mais informações: Epagri - Gerência Regional de Joinville - 47 34611531

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Epagri apresenta resultados positivos na renovação de bananais implantados em Unidades de Referencia Tecnológicas

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Como forma de divulgar os resultados positivos alcançados nos dois primeiros ciclos de colheita de banana, através do projeto de renovação de bananais, com a criação de Unidades de Referencia Tecnológicas, nos municípios que são polos de produção de banana do Norte Catarinense, a Epagri promoveu um Dia de Campo no município de Corupá.

O encontro técnico foi nas propriedades dos agricultores João Floriano Wantowski e Álvaro Gessner, localizadas na Estrada Felipe Schmidt, no Rio Novo.

O Projeto de Fruticultura Tropical da Epagri desenvolveu essa ação dentro da estratégia de inserir a empresa como promotora do desenvolvimento rural sustentável, com aumento de renda. O evento contou com o apoio de parcerias locais como a Secretaria Municipal de Agricultura e da Associação de Bananicultores de Corupá ASBANCO, com apoio do SC Rural.

Participaram produtores de Corupá, Guaramirim, Garuva e Jaraguá do Sul e doze técnicos, entre eles os pesquisadores da Estação Experimental de Itajaí, bem como os técnicos da Epagri dos municípios de Jaraguá do Sul, Garuva, Massaranduba.

O objetivo era mostrar para os produtores as Unidades de Renovação de Bananais (U.R.T.) de “Grand Naine” e “Prata Catarina”, os aspectos da técnica de renovação dos bananais, produção de mudas, o manejo do solo proposto, incluindo plantas de cobertura e adubação, além da avaliação da produtividade alcançada.

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“Como metodologias de extensão rural priorizadas nesta ação temos os Dias de Campo e as Visitas Orientadas, bem como palestras com público alvo selecionado, difundindo a técnica e propondo outros aspectos de mudanças no manejo da adubação e do solo visando aumento do teor da matéria orgânica dos solos da região, enfatizando a busca da sustentabilidade da atividade”, explica Hector Silvio Haveroth, Coordenador de Projetos da Epagri no Litoral Norte.

Hector explica que, inicialmente a técnica procura medir, através de método próprio e expedido o estande de plantas por hectare do pomar. Esta técnica, baseada no uso de círculos de área conhecida e com seis amostras, permite estimar diretamente o número de plantas presentes, e avaliar também sua distribuição pela área, servindo como fator de decisão para a renovação. Estandes de plantas maiores ou menores do que 1600 plantas ou 1200 plantas por hectare, respectivamente para variedades de banana caturra e variedades de banana prata, indicam a necessidade da renovação. Além disto, é preciso levar em conta a idade do bananal, a qualidade e uniformidade dos cachos produzidos, entre outros.

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“Uma vez tomada a decisão, os passos a serem seguidos referem-se a encomenda de mudas de laboratórios da variedade escolhida. Após a chegada destas mudas, elas serão aclimatadas e replantadas em cartuchos para que crescem e fiquem com pelo menos 45 a 60 cm de altura. Outro passo a ser tomado é a amostragem do solo para a correta correção e adubação deste para receber as mudas. A terceira ação é a marcação precisa do espaçamento recomendado, com a abertura de covas onde as novas mudas serão colocadas”, explica.

Na Unidade de Referencia Tecnológica, local do evento técnico, o método proposto inova, ao deixar as plantas produtivas terminarem o ultimo ciclo de colheita. Ou seja, o bananicultor fará um desbrote total, deixando apenas a planta com cacho ou que ira florir nos próximos meses, executando ainda uma desfolha radical para acelerar a morte das plantas e a própria colheita. Assim, de uma forma rápida, a antiga touceira se esgota, dando espaço às novas plantas, que em 9 a 10 meses já estarão com cachos prontos para iniciar a colheita.

“Neste método, a Epagri procurou associar a uma nova abordagem de manejo do solo e da adubação, usando princípios como: diminuição do uso de herbicidas; uso de plantas de cobertura de solo, tanto de inverno como de verão; uso de adubos não formulados, ou seja, produtos simples, usados nas doses que o resultado da análise de solo indicar; estes adubos são lançados em área total, nunca concentrados na frente de perfilho ou meia lua. Este manejo do solo visa aumentar os teores de matéria orgânica nos solos, diminuir a incidência de problemas relacionados aos nematoides e ao mal do panamá, oferecendo uma sustentabilidade a atividade da bananicultura”, informa

Para o agrônomo, outro aspecto que já está superado na região é o controle preciso e indispensável das sigatokas negra e amarela, condição necessária para que as bananeiras tenham folhas ativas no momento da emissão dos cachos.

“Este conjunto de mudanças sugeridas, somadas aquelas já usadas, elevou a produtividade média da área da 1 ª U.R.T. instalada em Corupá- que usou a variedade de caturra “Grand Naine” em substituição a outra conhecida localmente como imperial-  do patamar de 22000 kg por hectare para 60000 kg por hectare, sem aumentos de custos com adubação ou mão de obra”, ressalta.

O evento técnico alcançou seus objetivos e na ocasião foram definidas outras datas para a divulgação dos resultados dos novos ciclos que serão acompanhados pelos próximos três anos, e comparativamente, também nas outras URT instaladas por todo o Litoral Norte de SC.

 

Mais informações: Epagri – Gerência Regional de Joinville (47) 34611520  

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Produtores de Corupá buscam certificação como banana mais doce do Brasil

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A  cidade de Corupá, conhecida como a Capital Catarinense da Banana, pode ganhar outro título, a de produtora da banana mais doce do Brasil. Pesquisadores da Asbanco (Associação de Bananicultores de Corupá) realizam estudos e juntam documentos que provam que a indicação geográfica da cidade e o clima são propícios para produzir o fruto mais doce do país. A identificação do produto será garantida através de um selo de indicação geográfica.

O município oferece condições climáticas especiais, em função da sua localização, como microclima mais quente e úmido, maior amplitude térmica e chuvas bem distribuídas durante todo o ano para produzir bananas diferenciadas.

“Durante o dia o vento sobe a serra e durante a noite ele volta como ar frio. Essa amplitude térmica, manhã quente e noite fria, faz com que a planta respire menos à noite e gaste menos energia, desta forma essa energia é armazenada em forma de carboidrato no fruto e isso vai fazer com que a banana tenha maior relação de açúcares naturais e aromas”, explica o estudante de agronomia Eduardo José Haverroth.

A agrônoma Cláudia Sehn conta que o fruto de Corupá foi comparado com outros produzidos em diferentes regiões do Brasil. “Com esse estudo conseguimos perceber com a nossa banana é realmente mais doce.” Os documentos, que provam que a banana de Corupá é de fato a mais doce serão entregues ainda este ano para a Secretaria Estadual de Agricultura.

A banana é a fonte de renda de cerca de 600 famílias de Corupá. O município produz anualmente 155 mil toneladas do fruto, 10% vão para exportação. A notícia de um selo que garante a fruta com a mais doce do país animou os produtores. Heinz Siewert, um dos maiores produtores familiares da cidade, espera que o selo traga valorização do produto. “Haverá mais procura, valorização do produto e mais lucro, claro que nós produtores teremos que garantir a qualidade”.

Siewert, a mulher Traud e a filha cuidam, sozinhos, de 15 mil bananeiras, distribuídas em nove hectares de terra. Por ano a família produz e vende cerca de 360 toneladas do fruto. Durante o período da safra, que ocorre entre julho e agosto, a família depende da ajuda de vizinhos e familiares para realizar o trabalho.

Selo de Indicação Geográfica

O selo ou registro de indicação geográfica, o IG, é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de diferenciá-los em relação aos similares disponíveis no mercado.

São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e manejo. O Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), ligado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, é a instituição que concede o registro e emite o certificado.

Benefícios da banana

O Brasil é o terceiro produtor de banana do mundo, a fruta é uma das mais consumidas pelos brasileiros. a fruta é conhecida pelo seu alto teor de cálcio e potássio, o que oferece  benefícios, principalmente, para os praticantes de exercícios físicos. A banana tem o status de “alimentos dos atletas”, pois ajuda na prevenção de câimbras e dores musculares.

No Brasil as principais variedades encontradas são: banana-da-terra, prata, maçã, nanica e ouro. a fruta também é rica em magnésio, fibras, triptofano e vitaminas, ajuda a regular o intestino, diminui o apetite, reduz a pressão arterial e ajuda a combater a depressão.Fonte: ND Online.

 

 

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“O programa SC Rural é um divisor de águas para a Cooper Rio Novo”, diz presidente da cooperativa

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Instalada em Corupá, no litoral Norte catarinense, a Cooperativa da Agricultura Familiar Rio Novo reúne 59 associados – todos pequenos produtores de banana – e é uma das 64 cooperativas apoiadas com recursos do Programa SC Rural.

Através de projeto estruturante já executado a Cooper Rio Novo recebeu do SC Rural R$ 141.048,70 e aplicou outros R$ 108.937,85 de contrapartida dos associados para investimentos. Os recursos viabilizaram a construção de uma casa de embalagens (packing house), aquisição de software para controle da produção, implantação de processo de embalagem e de rótulo com logomarca, além da implantação de um sistema de rastreabilidade das frutas, entre outros investimentos na cooperativa e nas propriedades.

Em visita à Secretaria Executiva do SC Rural em Florianópolis, o Presidente da Cooper Rio Novo, Valmor Raul de Farias, foi recebido pelo Secretário Executivo do SC Rural, Julio Cesar Bodanese  e pelo Diretor Ditmar Affonso Zimath, para tratar do encaminhamento de um segundo projeto estruturante. Para o Presidente da Cooper Rio Novo, o apoio do SC Rural foi decisivo na estruturação da cooperativa e na conquista de espaços no mercado. O SC Rural destina recursos para mais de 380 empreendimentos da agricultura familiar catarinense na busca de competitividade para seus produtos.

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Confira entrevista com o Presidente Valmor Raul de Farias.

P – Quais avanços o projeto do SC Rural propiciou à Cooper Rio Novo?

Valmor – “O projeto foi de suma importância para a Cooper Rio Novo. Alguns itens que ainda faltavam para que a gente pudesse colocar a banana com qualidade nos mercados na região de Pato Branco no Paraná – e outros mercados que deveremos conquistar agora com esses equipamentos – vieram com o projeto. O SC Rural é um divisor de águas para a Cooper Rio Novo, porque deveremos conquistar outros mercados e nos solidificar naqueles que já temos”.

P – O Packing house teve participação decisiva nisso?

Valmor – “O packing house da Cooper Rio Novo é modelo para a região norte de Santa Catarina na produção de bananas. A cooperativa tem hoje 59 associados de 27 famílias, onde até os jovens de 15 0u 16 anos, filhos de cooperados, já estão aprendendo o que é o cooperativismo. A Rio Novo comercializou no ano passado 230 mil caixas de bananas de 23 quilos. E para este ano, com o clima favorável, esperamos aumentar de 20% a 30% esta produção”.

P – Quais os objetivos com a apresentação do segundo projeto da cooperativa?

Valmor – “Como o primeiro projeto foi tão bom e a gente viu que é necessário – e poder contar com o SC Rural é fantástico – nós temos agora esse novo projeto para fazer uma outra casa de embalagem, em um outro ponto da comunidade, que será utilizado pelas famílias de associados que moram próximo. É um avanço a mais que vai dar estrutura total para a Cooper Rio Novo: algumas famílias foram beneficiadas com o primeiro projeto e agora com o segundo toda a cooperativa será beneficiada. Esse novo packing house deverá custar em torno de R$ 350 mil, com uma parte vinda do SC Rural, uma parte de financiamento e uma outra do bolso do agricultor – que reserva sempre algo para investir bem”.

P – Outra melhoria introduzida com o primeiro projeto foi o uso de uma caixa padrão para embalar a banana, reduzindo as perdas para o produtor…

Valmor – “Sim, o primeiro projeto possibilitou estruturar a Cooper Rio Novo com o packing house, e agora podemos avançar: A embalagem de madeira em que há anos era comercializada a banana será substituída de uma forma pioneira. A Cooper Rio Novo irá embalar a fruta em caixas de papelão, num projeto da empresa Klabin. Estamos contentes com essa inovação, e contentes por termos a estrutura conseguida com o SC Rural. Agora, a banana da Cooper Rio Novo será transportada em caixas de papelão. É uma fruta de primeira qualidade que todos apreciam e ela merece uma embalagem digna…”.

P – Isso confirma o foco do SC Rural – a busca da competitividade para a agricultura familiar. Os produtores estão satisfeitos com os resultados?

Valmor – “Exatamente. E como somos todos pequenos produtores, para competir com os grandes é difícil…mas quando o SC Rural nos disponibilizou esse valor para que nós nos estruturássemos, agora nós colocamos no mercado um produto que vai competir com os grandes.Ou seja, pequenos, juntos, se tornaram grandes…”.

P – Qual sua avaliação do programa SC Rural – que tem previsão para ser concluído em 2016?

Valmor – “Para nós é triste terminar esse programa. O SC Rural chegou para nós depois de um certo tempo  em que ele estava em atividade… eu diria que chegou quase que meio tarde, mas ainda deu tempo para nós utilizarmos esses investimentos que são colocados para o pequeno produtor organizado. Infelizmente o programa vai acabar, mas para a Cooper Rio Novo ele proporcionou algo fantástico: O sonho do agricultor permanecer no meio rural, e unido. Unido através de estruturas conseguidas graças ao SC Rural. Esse programa, para nós, foi fantástico. Esse apoio que se dá ao pequeno produtor…deve ter uma maneira das pessoas que governam esse estado – e nosso estado é pioneiro nessas coisas de apoiar o pequeno produtor, somos pequenos e produzimos tanto nesse Brasil – deve ter uma maneira de apoiar o pequeno. A Cooperativa da Agricultura Familiar Rio Novo é um exemplo de pequenos agricultores onde o SC Rural atuou e deu certo. Não poderia acabar…”.

 

Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Associação de Bananicultores destaca trabalho do SC Rural e Cidasc em Corupá

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O Presidente da Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco), Marcos Martini, reuniu-se em Florianópolis com a Secretaria Executiva do SC Rural, para encaminhar Projeto Estruturante visando aprimorar o processo de comercialização da fruta.

O presidente foi recebido pelo Secretário executivo Julio Cesar Bodanese, Diretor Ditmar Zimath e pela equipe técnica. A associação congrega 419 filiados da Agricultura Familiar – segmento ao qual o SC Rural presta serviços e destina recursos em busca de maior competitividade de mercado.

 

Busca da qualidade

Entre as ações desenvolvidas pelo SC Rural Martini destaca a disponibilização do serviço de certificação de agrônomos coordenado pela Cidasc – uma das oito entidades executoras do programa – atuando na melhoria da qualidade da banana produzida em Corupá. “Na bananicultura hoje os mercados exigem qualidade. E para produzir qualidade você tem que estar amparado na técnica, com pessoas que adquiriram conhecimento e que procuram aprender mais ainda, no campo. Falamos com orgulho dos técnicos e engenheiros agrônomos da Cidasc, contratados pelo SC Rural, que prestam importantes serviços aos Bananicultores de Corupá. É assistência técnica, certificação, monitoramento da Sigatoka Negra, todo o trabalho de assistência na bananicultura, e até o acompanhamento a pequenos produtores que vendem a banana diretamente no mercado regional”. O Presidente da Asbanco lembra que os elevados custos de funcionários qualificados impedem que as associações contratem sozinhas, esses serviços: ”O SC Rural veio numa hora necessária, numa hora milagrosamente boa. Com isso ganha o produtor, ganha o estado e o país. Estamos produzindo com qualidade e assim melhorando também o movimento econômico do município”.

 

165 mil toneladas/ano

Além dos 418 produtores da Asbanco o município abriga ainda cerca de 300 bananicultores, contingente que torna Corupá a capital catarinense da banana com a expressiva produção de 165 mil toneladas de fruta por ano. São cerca de 600 famílias que cultivam 5.500 hectares, com produtividade que alcança a média de 30 toneladas por hectare. “Produzimos uma banana de qualidade e hoje podemos dizer que a banana de Corupá é banana para ser apresentada em todos os mercados. A economia do município depende diretamente da bananicultura, que representa cerca de 50% do movimento econômico”, informa Martini. Outra melhoria adotada na comercialização, segundo o presidente, está na apresentação da banana: “Agora estamos lutando para mudar a caixaria para caixas de papelão, pois os grandes centros exigem uma banana sem dano. Estamos melhorando nisso, também. Estamos fazendo caixas de banana com 11 quilos e com 16 quilos. Essa caixaria evita danos pós – colheita e estamos cogitando também em exportar nas caixas de papelão. Isso vai significar outro avanço na Agricultura familiar. Se os governos não olharem com bons olhos, fazendo o que o Governo do Estado de Santa Catarina está fazendo para nós de Corupá, a Agricultura Familiar teria mais dificuldades. Temos meio caminho andado nesse projeto, pois nossa preocupação é com a agricultura familiar”, frisa o Presidente da Asbanco.

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Cooperativa da Agricultura Familiar Rio Novo de Corupá recebe visita de diretor do SC Rural

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O Programa SC Rural tem como objetivo o apoio a organização dos agricultores para que os mesmos possam realizar melhorias em seus processos e estruturas permitindo assim o acesso, a ampliação e a consolidação dos produtos e serviços da agricultura familiar ao mercado.

Neste sentido a Cooperativa da Agricultura Familiar Rio Novo – Cooper Rio Novo, sediada em Corupá, apresentou projeto para melhoria de infraestrutura no valor de R$ 249 mil, sendo que destes R$ 105 mil foram provenientes do SC Rural.

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A cooperativa congrega 47 associados, sendo que 16 deles são jovens, os quais pela oportunidade de trabalho e renda buscaram sua filiação a cooperativa por acreditarem na organização como forma de superar desafios e permitir o desenvolvimento das atividades desenvolvidas.

Os associados cultivam 225 hectares de banana com uma produção anual de 6.800 ton. Possui 2 casas de embalagem que juntas somam 1.500 m² de área construída com capacidade de 55 ton/dia.

"O que chama a atenção é a capacidade de organização dos associados, os quais cuidam de seus cultivos e se revezam também na atividade de pós-colheita da fruta junto as casas de embalagem", registra o Diretor do SC Rural, Ditmar Alfonso Zimath, que esteve visitando a cooperativa no último dia 03.

Acompanharam a visita do Diretor do SC Rural, a extensionista Adriana Tomazzi, da Gerencia Regional da Epagri de Joinville, o extensionista da Epagri no município de Corupá, George, Gean, o Secretário Municipal de Corupá, Jean Marcel Bertoldi Diel e o presidente da Cooperativa, Valmor Raul do Farias.

Na visita foi discutida questão do acesso a internet das casas de embalagem para que a cooperativa possa implantar o programa de rastreabilidade. Diante da situação foi dado o encaminhamento de buscar contato com potenciais provedores do serviço no município e verificar custos de implantação e assim verificar possibilidade de busca de apoio.

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Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br