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Curso de homeopatia agropecuária forma 40 alunos em Araranguá

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O IV Curso de Homeopatia Agropecuária, promovido pela Epagri em parceria com a Udesc, formou uma turma de 40 alunos no dia 30 de novembro, no Centro de Treinamento de Araranguá (Epagri/Cetrar). A turma é composta por 14 agricultores e 26 técnicos que atuam com assistência técnica e extensão rural. O evento iniciou de manhã com a apresentação de estudos de caso dos alunos e, à tarde, será realizada a formatura com uma palestra do médico homeopata Artur Zingano.

“O objetivo do curso é capacitar técnicos e agricultores em homeopatia para desenvolver uma produção agropecuária mais limpa, sem o uso de drogas veterinárias e insumos químicos utilizados na agricultura”, explica Marcelo Silva Pedroso, coordenador do curso e médico-veterinário homeopata da Epagri. Um dos projetos estratégicos nessa área é a produção de leite orgânico, que está em implantação no Sul do Estado.

O curso tem um total de 110 horas entre aulas presenciais e estudos de caso em campo, com Certificação Acadêmica, demonstrando a importância do tema para a comunidade científica. Os alunos aprendem sobre filosofia homeopática, matérias médicas homeopáticas, farmacotécnica homeopática e aplicação na produção animal e vegetal. “Eles também praticam o uso da homeopatia em seus estudos de caso, de forma a sentirem-se aptos a desenvolver essa terapêutica após a formatura”, acrescenta Marcelo.

A homeopatia agropecuária está em franco desenvolvimento em Santa Catarina. Prova disso é o Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal na Estação Experimental da Epagri de Lages, que se tornou referência para outras empresas públicas do País. Lá, são desenvolvidas diversas pesquisas na área, com envolvimento de alunos de mestrado e doutorado e uma série de trabalhos publicados.

Na extensão rural, após a Epagri possibilitar a especialização de sete médicos veterinários, a região do Litoral Sul foi onde a homeopatia mais se desenvolveu, principalmente na produção leiteira. “O maior desafio que a homeopatia tem enfrentado, com excelentes resultados, é a mastite clínica e subclínica. A doença tem sido controlada a níveis inferiores aos dos métodos convencionais, combinando a vantagem de não necessitar descartar o leite durante os tratamentos”, detalha Marcelo Pedroso.

O Curso de Homeopatia Agropecuária também recebe apoio do Laboratório de Homeopatia e Sanidade Vegetal da Estação Experimental da Epagri de Lages, da Farmácia Homeopática Ávila, de Criciúma, e da Farmácia Homeopática Maria Rocha, de Tubarão. O curso foi realizado com recursos do Programa SC Rural, da Fapesc e do Cnpq. Foto: Marcelo Pedroso/Epagri / Fonte:Marcelo Silva Pedroso, coordenador do curso, médico-veterinário homeopata na Gerência Regional da Epagri de Criciúma: (48) 3403 1084/1070.

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SC Rural consolida o sonho da família Martinello e empreendimentos da Cooperativa Nosso Fruto

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As atividades da família de Jorge Martinello, moradora na comunidade de Terceira Linha Sangão, no município de Criciúma, são bastante diversificadas, mas um velho sonho de uma agroindústria de embutidos, como alternativa na geração de trabalho e renda, só foi concretizado com apoio do Programa SC Rural.

A experiência na atividade com carnes, se fez presente na família, quando nos anos 70, um de seus irmãos, que tinha um mercado em Criciúma, abatia e entregava carnes nos demais mercados da cidade.  A família de Jorge desenvolvia a atividade de maneira informal, comercializando toda a produção com vizinhos, amigos e consumidores ocasionais. 

Atuando nesta atividade, de forma marginalizada, sem perspectiva de crescimento e com a comercialização limitada, o sonho de seu Jorge, não saía do papel.

“O apoio veio ao encontro da meta da família, por vezes estudada, mas nunca operacionalizada, através do projeto estruturante da Cooperativa de Agricultores Familiares Nosso Fruto”, comenta engenheiro agrônomo Roberto Longhi, do escritório municipal da Epagri em Criciúma.

Para viabilizar a concretização da proposta da família, para construir uma Unidade de Conservas de Carnes, a família Martinello precisava fazer um plano de negócio e, nesse sentido, a orientação dos técnicos da Epagri foi fundamental.

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Tudo aprovado, Jorge Martinello, pôde finalmente realizar seu sonho. Construiu sua Unidade e hoje, tem a satisfação de ver seus produtos expostos nas melhores lojas de Criciúma e do Brasil.

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O estabelecimento já passou pela vistoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Serviço de Inspeção Municipal – SIM para a obtenção do selo de comercialização dos produtos de origem animal, com a marca Camponello, podendo comercializar no território de Criciúma e para todo o Brasil.

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Com isso, e os investimentos de contrapartida da família, ela pode iniciar o empreendimento, produzindo principalmente salames e linguiças diferenciados, como por exemplo um com recheio de queijo. São 10 produtos diferenciados, entre os quais, produtos frescais, incluindo carne "in natura", defumados, curados e salgados, que foram elaborados atendendo um público exigente em qualidade, da região.

“O SC Rural veio contribuir muito na organização dos agricultores da nossa Cooperativa, tanto na área econômica quanto na área social e ambiental. Com o planejamento conseguiu-se aumento significativo de novas vendas, melhoradas também pela aquisição de máquinas e equipamentos. E os agricultores passaram a valorizar mais aspectos ambientais, todos de baixo impacto, em atividades de artesanato, panificação, queijaria, produção de banana orgânica, de embutidos, entre outros. Isso, além do apoio à organização da estrutura da cooperativa como um todo”. O testemunho é da Cooperativa Nosso Fruto, durante o Encontro Sul Catarinense de Cooperativas da Agricultura Familiar.

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20 cooperativas e três mil famílias apoiadas

Segundo o Secretário executivo regional do SC Rural para a região Sul, engenheiro agrônomo Alberto Ávila, “das 35 cooperativas de agricultores familiares da região Sul, 20 foram apoiadas pelo Programa. São 274 melhorias de sistemas de produção e só com os projetos estruturantes são 3.089 famílias beneficiadas. O volume de recursos aplicados de 2012 até agora, aqui no Sul passou de R$ 16 milhões. “Não é fácil um agricultor investir, mas com o SC Rural como parceiro ele investiu. As questões do trabalho da assistência técnica, da viabilidade econômica e ambiental e a questão sanitária interessam muito, porque eles irão entrar na formalidade e não terão mais problemas. Os agricultores familiares sempre tiveram problemas e sair da informalidade é muito importante para eles, eles querem se regularizar. Sem o apoio do SC Rural teria muita gente que levaria dois, três, quatro anos para atingir o que eles atingem num ano. Quando se fala SC Rural fala-se em apoio, e nós temos que manter isso como política permanente, tanto na questão técnica quanto na questão financeira esse apoio é importante. Isso não pode parar”, defendeu Ávila.

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50 Projetos em 37 municípios

Ainda segundo Ávila, entre as equipes regionais da Epagri e da Cidasc, existe um trabalho bastante coordenado lembrando que a região sul é a que teve maior número de projetos do SC Rural em todo o estado. “Os números da região mostram os resultados desse trabalho: São 50 projetos implantados em 37 dos 47 municípios do Sul. Temos município com três projetos e alguns projetos de cooperativas abrangem agricultores cooperados em quatro ou cinco municípios”. Entre projetos de melhorias de sistema de produção os mais requisitados são da atividade leiteira e produção de olerícolas. E temos muitas pequenas agroindústrias. Elas constituem 222 planos de negócios, desses cerca de 40 são coletivos (de organizações) e cerca de 180 agroindústrias que foram reformuladas, adequadas para a formalidade. Nas agroindústrias, os apoios foram principalmente para construções e reformas para adequar, por exemplo, às exigências da vigilância sanitária. E muitos equipamentos especialmente para diminuir a mão-de- obra – que está cada vez mais escassa, um problema sério no campo hoje”.

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“SC Rural foi um elemento encorajador”

Edson Borba Teixeira, Engenheiro Agrônomo e coordenador regional do Programa de Gestão de Negócios e Mercado da Epagri, analisa as razões dos bons resultados do SC Rural na região Sul: “Tanto nas melhorias feitas em propriedades quanto nas agroindústrias e cooperativas, a gente vê que o SC Rural é um programa que está mexendo o ponteiro no meio rural. Aqui, optamos por investir realmente em projetos estruturantes; não é aquele projetinho de ir lá e aplicar dois ou três mil reais no empreendimento, mas ver o que o empreendimento está precisando, adequar os fluxos, melhorar a estrutura, equipamentos que humanizem a necessidade de mão-de- obra. Com um bom plano de negócio do empreendimento – as equipes técnicas discutem com os beneficiários, definem os problemas, os gargalos – têm sido feitos investimentos que mudam a realidade. Por exemplo: Pessoas que trabalhavam com panificação e que não estavam devidamente legalizadas. Essas pessoas fizeram um curso de panificação no centro de treinamento da Epagri e começaram a fazer em casa, como uma renda extra. Viram que aquilo dava um dinheirinho, mas não estavam encorajadas para montar um negócio. Quando apareceu o SC Rural e a proposta de transformar isso numa atividade de renda, legalizada, foi um elemento encorajador. E para pegar o recurso do Estado as pessoas têm que fazer um curso de boas práticas de fabricação, ter noção mínima de gestão e empreendimento, seguir o que a vigilância sanitária preconiza. Assim, o programa dá um arcabouço legal e técnico profissional para aquele empreendimento que estava lá escondido e que agora pode aparecer, sem medo de mostrar a cara. O SC Rural, a marca Epagri, o trabalho das cooperativas, a organização dos agricultores através de cooperativas, a gente não conseguiria avançar sem essa parceria porque trabalhar individualmente é bem mais difícil”, frisa Edson.

 

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode conferir o depoimento de Jorge Martinello ao engenheiro agrônomo Roberto Longhi, da Gerência Regional da Epagri em Criciúma.

 

Mais informações: grcr@epagri.sc.gov.br  ou  https://www.facebook.com/camponello/

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Ministério da Agricultura e Pecuária orienta produtores de Içara e Criciúma para obtenção de selo

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Dois estabelecimentos da agricultura familiar dos municípios de Içara e um de Criciúma passaram pela vistoria orientativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na quinta-feira, dia 26. A visita é uma das etapas para a obtenção do selo de comercialização dos produtos de origem animal para todo o Brasil. O trabalho ocorre por meio do Consórcio Intermunicipal de Atenção à Sanidade Agropecuária da Região Carbonífera de Santa Catarina (Ciasamrec). 

Na avaliação do técnico da MAPA, Michel Tavares de Assis, com poucas modificações operacionais os empreendimentos tem condições de receber o Sisbi. “Provavelmente vamos voltar mais uma vez, mas não é o tamanho que vai impedir eles de alcançarem novos mercados”, avaliou o técnico frisando que os estabelecimentos visitados são todos de pequenos produtores, ligados a agricultura familiar. Agora os Serviços de Inspeção Municipais junto com o CIASAMREC vão tratar de fazer as melhorias sugeridas pelos MAPA e encaminhar os controles documentais, que precisam ser implantados para receber inspeção.

Depois uma equipe de auditores determinada por Brasília vem a até a região fazer a vistoria e verificar se tem condições de aderir aos SISBI. Para a diretora do CIASAMREC, Mariah de Freitas Marques, a visita foi um passo importante para que a região na busca do selo. “A vista do Michel veio para somar. Avaliamos de forma positiva esses dois dias de trabalho. Subimos um degrau na caminha ruma ao selo”, disse Mariah.

A expectativa é que até o final do ano a região receba o selo, segundo o técnico do MAPA. Mas tudo dependerá das mudanças administrativas que o Ministério da Agricultura vem sofrendo. A comissão pro-SISBI, é formado por veterinários e profissionais das prefeituras da região, EPAGRI e do CIASAMREC.

 

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ADR de Criciúma promove encontro com secretários municipais de agricultura

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A Agência de Desenvolvimento Regional de Criciúma reuniu na última semana, os secretários municipais de agricultura e presidentes de Sindicato dos Trabalhadores Rurais dos 12 municípios de abrangência da ADR. A ação realizada pela gerência Regional de Agricultura promoveu integração e conhecimento entre os municípios.

O evento contou com uma apresentação sobre os trabalhos desenvolvidos pela Epagri e Cidasc, bem como os recursos encaminhados aos municípios pelo Governo do Estado. “Estamos buscando sempre estar próximos dos colegiados de secretários e repassar informações importantes para que cada vez mais nossos municípios possam captar recursos de diversas pastas”, comenta o secretário Executivo da ADR, João Rosa Filho Fabris.

Para a gerente Regional de Políticas Econômicas Rurais e Urbana da ADR, Santina Izé Rosa, o encontro serviu para aproximação dos gestores municipais e Governo do Estado. “Muitos recursos e outros incentivos deixam de vir para os municípios por falta de conhecimento e informação. Estes encontros promovem a união entre a ADR e os gestores e enriquece ainda mais o desenvolvimento agrícola, além do fortalecimento da agricultura familiar”, assegura a gerente.

O gerente Regional da Epagri de Cricicúma, Fernando Damiam Preve Filho, fez uma apresentação dos programas da Epagri e apresentou investimentos da empresa na região. Somente em 2017, já foram distribuídos mais de 6 mil toneladas de calcário e 147 kits forrageiros aos agricultores da região Sul. “Nosso trabalho tem sido forte no incentivo às famílias agricultoras para que plantem novas pastagens e este material é extremamente necessário”, afirma.

O Gestor Regional da Cidasc, Eduardo Damineli Pesenti, fez um apanhado geral sobre o trabalho da Cidasc nos 27 municípios em que atua na região Sul. “Temos em nosso departamento Regional de Criciúma um dos melhores serviços de inspeção sanitária do Estado. Somente em 2016, fiscalizamos 65,5 mil toneladas de alimentos de origem animal”, explica.

 

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Jovens rurais do sul do Estado iniciam curso de formação em Araranguá

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O Centro de Treinamentos da Epagri de Araranguá (Cetrar) está sediando mais um curso de formação em Gestão, Liderança e Empreendedorismo de Jovens Rurais. Ação do Programa SC Rural, o curso é executado pela Epagri.

Voltado para a formação de jovens agricultores das regiões de Criciúma e Araranguá, o curso é formado por duas turmas, uma focada em horticultura (olericultura e fruticultura) e outra em pecuária.

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Na abertura do curso, pais, jovens e familiares puderam conhecer a estrutura do curso, bem como os instrutores e os assuntos que serão tratados. “Nossa equipe de instrutores é bem capacitada e pode-se dizer que o nível oferecido é de uma pós-graduação. Nesta primeira semana, os jovens aprenderam sobre formação e fertilidade dos solos. Ainda fizeram uma viagem até Bom Jardim da Serra onde conheceram uma plantação de maçã, que muitos nunca tinham visto. Já em Criciúma, visitaram uma propriedade que produz banana orgânica e acompanharam o processamento dela”, explica a coordenadora do curso, engenheira agrônoma Lidiane Camargo .

A coordenadora lembra que as seis excursões programadas terão apoio financeiro da Cooperativa Agropecuária de Jacinto Machado (Cooperja) e da Credija/Sicoob. “Tudo isto para que estes 53 jovens inscritos tenham oportunidades de aprendizagem e vivência que os capacitem a permanecer na atividade rural, caso assim o queiram, com mais conhecimento”, concluiu Lidiane.

 

Mais informações: Epagri – Regional de Araranguá - (48) 3529-0310
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Unidade de embutidos em Criciúma – o sonho da família Martinello

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As atividades da família de Jorge Martinello, no município de Criciúma, são bastante diversificadas, onde os membros da família, com trabalhos bastante distintos, ajudam-se mutuamente nos momentos de maior demanda de mão de obra, nas diferentes atividades.

Seu filho é produtor de cereais, sua esposa, com especialização em "coaching" faz atendimentos personalizados, para grupos ou empresas.

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O velho sonho da formação da agroindústria de embutidos, ou seja conserva de carnes, como alternativa na geração de trabalho e renda, foi efetivado com apoio do Programa SC Rural, recursos não reembolsáveis no valor de R$ 30.000,00. “O apoio fez parte do projeto estruturante da Cooperativa Nosso Fruto, vindo ao encontro da meta da família, por vezes estudada, mas nunca operacionalizada”, comenta o extensionista rural da Epagri local, Roberto Longhi. O empreendimento fica localizado na comunidade de Terceira Linha Sangão em Criciúma, e está em funcionamento desde o início de agosto. Contato: Jorge Martinello – fone 48 99742930

 

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SC Rural apoia pesquisa participativa em nutrição da bananeira orgânica no litoral sul catarinense

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A bananeira é a principal frutífera em importância econômica para produção orgânica no Estado de Santa Catarina. Para estudar o potencial da nutrição na sanidade e rendimento de frutos da bananeira cultivada em sistema orgânico de produção foi finalizado um projeto de pesquisa participativa com apoio do Programa SC Rural. 

Este estudo foi construído, executado e difundido com a participação ativa de agricultores familiares produtores de banana orgânica dos municípios de Criciúma e Jacinto Machado, pesquisadores da Epagri Estação Experimental de Urussanga, extensionistas rurais da Epagri – Gerências Regionais de Criciúma e Araranguá e lideranças do Litoral Sul Catarinense.

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RESULTADOS SÃO PROMISSORES

Os resultados do estudo indicaram que a aplicação de adubos orgânicos (cama de aves compostada) propiciou maior número de folhas em relação ao uso de pó de rocha e biofertilizante.  Quanto ao controle da doença Sigatoka Amarela verificou-se reduções da doença quando foram aplicados adubações com cama de aviário compostada ou com uso de cama de aviário compostada complementada pelo pó de rocha (basalto) e biofertilizante.

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A agricultora familiar participante do estudo Loiva P. Ceza, de Criciúma está entusiasmada com os resultados. Ela destaca que o uso de adubações orgânicas equilibradas, aliado ao bom manejo de desfolha em plantas de bananeira promoveram aumento na produtividade e qualidade dos frutos. Já em relação a avaliação financeira, o estudo demonstrou que a cada Real investido na fertilização orgânica da bananeira branca o retorno obtido chegou próximo a cinco Reais em relação ao cultivo de banana orgânica sem fertilização.

 

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No Sul do Estado, Colombo destaca importância do Programa SC Rural para pequenos agricultores

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O governador Raimundo Colombo palestrou na tarde desta sexta-feira, 19, para aproximadamente 682 produtores rurais, em Criciúma no Sul do Estado. A palestra foi durante o 2º Encontro Catarinense de Empreendedores do SC Rural e contou com a presença do secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa e do secretário executivo do Programa SC Rural, Julio Cezar Bodanese.

“Vocês foram selecionados para o programa porque têm esse talento, se esforçam e abrem caminhos. Somos um Estado tão pequeno que consegue produzir tanto, é porque as pessoas trabalham duro”, enfatizou Colombo.

Em sua palestra, o governador destacou a força da agricultura familiar em Santa Catarina e o papel do SC Rural para profissionalizar e dar continuidade ao modelo agrícola do Estado. “Esse é um grande apoio ao empreendedor rural. O programa visa melhorar a estrutura no campo e a realizar as reformas que forem necessárias para apoiar a produção, preparando a propriedade, organizando a comercialização e dando acesso a mercados. Essa experiência está fortalecendo os pequenos e médios produtores”.

A parceria entre o Banco Mundial e o Governo do Estado para execução do Programa SC Rural já beneficiou quase 12 mil famílias em todas as regiões, com a implantação de 237 projetos estruturantes que vão desde agroindústrias familiares até turismo rural. Segundo o representante do Banco Mundial, Gregor Wolf, o sucesso do Programa se deve ao comprometimento do Governo do Estado, por isso, o Banco continua apoiando os projetos e se coloca à disposição para pensar os novos desafios para agricultura catarinense.

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“O estudo do Banco Mundial é bem profundo, estrutural e apresenta um retrato do Brasil. As medidas são necessárias para sairmos da crise e aproveitar as nossas potencialidades. Temos que ter a coragem para fazermos as mudanças necessárias”, disse Colombo.

A agricultora Loiva Perdoná Ceza, de Criciúma, destacou a relevância do programa para os pequenos agricultores. “É de extrema importância para nós, pequenos agricultores, porque precisamos levar anos para guardar um pouco de dinheiro e fazer alguma mudança na nossa propriedade. Dessa forma, a gente investe 50% e o restante vem por meio do governo. Isso nos ajuda muito e a propriedade muda bastante. É um incentivo para continuar, porque o sonho da gente se realiza mais cedo”.

Para o secretário Sopelsa, o Programa vem gerando uma verdadeira transformação no meio rural de Santa Catarina. Os agricultores encontram no SC Rural um apoio para agregar valor aos seus produtos, gerando mais riqueza e trazendo mais qualidade de vida para as famílias que vivem no campo. "Nós temos agricultores dedicados, que trabalham incansavelmente para produzir nossos alimentos. Esse é o diferencial de Santa Catarina, por isso somos um Estado reconhecido pela excelência de nossa agropecuária. O SC Rural é essencial para que tenhamos riquezas mesmo em pequenas propriedades".

Em roteiro de visitas pelo Sul do Estado desde a última quinta-feira,18, o secretário executivo do SC Rural, Julio Bodanese, pôde conhecer alguns dos empreendimentos apoiados pelo Programa na região e perceber os impactos dos investimentos na vida dos agricultores. "Nós ficamos surpresos com os resultados alcançados. Estamos diante de uma nova geração de agricultores, ou seja, aqueles que optaram por ficar no campo e se tornaram empreendedores".

São 50 projetos estruturantes implantados ou em execução em 37 municípios das regiões de Araranguá, Tubarão e Criciúma, além de 20 cooperativas apoiadas pelo Programa e 274 melhorias de sistemas de produção.

Julio Bodanese explicou que a segunda edição do evento desta sexta-feira foi realizada justamente na região com maior número de projetos apoiados pelo Programa em Santa Catarina. “São 2,4 mil famílias beneficiadas no Sul do Estado com investimentos que chegam a R$ 25,5 milhões”.

“O programa está pronto para apoiar e ajudar as pessoas a permanecerem no campo, continuando a produzir e mantendo seu espaço de realização. É indispensável que a gente invista na geração de oportunidades para que as pessoas tenham mais renda”, finalizou Colombo.

Programa SC Rural

O Programa SC Rural nasceu em 2011 e termina em junho de 2017, é executado pelo Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial e destina recursos não reembolsáveis a empreendimentos da agricultura familiar, mediante contrapartida dos beneficiários. Os empreendimentos apoiados abrangem atividades agrícolas ou não agrícolas (como o turismo rural) por meio de projetos de caráter estruturante, de melhorias de sistemas produtivos ou planos de negócios, além de outras ações implementadas por cooperativas e associações de agricultores familiares.

O SC Rural é coordenado pela Secretaria da Agricultura e da Pesca e, por envolver atividades multissetoriais, é executado por diversas instituições: Epagri, Cidasc, Fatma, Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes, Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Secretaria de Infraestrutura.Fonte: rafael@secom.sc.gov.br - Fotos:James Tavares-Secom

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Bananicultores catarinenses certificados visitam CEAGESP, em São Paulo

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Entre os dias 19 e 22 de julho, 40 bananicultores do sul catarinense certificados por meio do Programa SC Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc viajaram por outras regiões de Santa Catarina e pelo Estado de São Paulo.

A viagem a São Paulo objetivou a visita à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – CEAGESP em busca de novas experiências e de um maior conhecimento sobre a pesquisa e extensão entre os estados, bem como a dinâmica de funcionamento do maior entreposto de frutas, verduras e legumes da América do Sul.

Essa ação fez parte da qualificação dos bananicultores de seis associações e uma cooperativa que desde 2012, por meio de subvenção do Programa SC Rural da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, estão produzindo bananas com certificação fitossanitária nas regiões Carbonífera e do Vale do Araranguá. A sequência das visitas e temas tratados foi organizada pelo classificador da Cidasc, o engenheiro agrônomo João Natalino Martins. Cinco engenheiros agrônomo responsáveis pela certificação acompanharam os agricultores, sendo três representando a Cidasc e dois representando a Epagri.


A fruta com certificação fitossanitária atende a uma série de requisitos na produção, conta com assistência de um engenheiro agrônomo e fiscalização da Cidasc, bem como na pós colheita, sendo processada em casas de embalagem. Essa condição possibilita e garante melhor qualidade e o acesso a mercados de outros estados e países.


Em Santa Catarina, os bananicultores visitaram a Associação dos Bananicultores de Corupá – ASBANCO, onde foram apresentados aos trabalhos desenvolvidos pela associação junto aos seus afiliados. A visita proporcionou um momento para tratar da compra coletiva de insumos, fator que tem propiciado economia aos bananicultores.


Também no município de Corupá, foi visitada a Cooper Rio Novo. A cooperativa é composta por 27 famílias de pequenos produtores que, por meio de um sistema de controle de volume da fruta produzida e colhida entre os membros, classificação e embalagem coletivas em packing house, atendem a um mercado exigente de forma contínua e com preços diferenciados.


Em São Paulo, no município de Sete Barras, foram visitadas duas propriedades que fazem o monitoramento e o controle da Sigatoka Negra, doença que atinge a cultura da banana e está presente no Brasil, também em Santa Catarina, e que no estado catarinense é prevenida e controlada por meio de ações de Defesa Agropecuária da Cidasc.


Os agricultores tiveram a oportunidade de verificar na prática sintomas visíveis da doença, além de conhecerem o monitoramento, as variedades de banana cultivadas, os tratos culturais necessários e os custos decorrentes do controle e convivência com essa praga. As visitas foram organizadas e orientadas pelos engenheiros agrônomos da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios.


Na fazenda da Agência, no município de Pariquera-Açú, foram vistos experimentos de manejo das doenças das bananeiras e variedades mais tolerantes às diversas pragas que atingem a cultura.
Visitaram, ainda, a Empresa BANAER, de pulverização aérea coletiva. Os bananicultores puderam verificar a estrutura composta por uma sede, pistas de pouso e decolagem, angar e equipe técnica. Mediante o monitoramento das doenças, os visitantes viram que as pulverizações com os produtos recomendados para o controle são realizadas em dias e horários adequados.


Já na capital paulista, os agricultores tiveram a oportunidade de passar um dia visitando e conhecendo como funciona a maior central de hortifrutigranjeiros do Brasil, a CEAGESP.
Os entrepostos da CEAGESP funcionam como canais de distribuição da produção de frutas, legumes, verduras, flores, plantas e pescados, no atacado e no varejo para todo o Brasil. São 700 mil metros quadrados de área com as mais diversas estruturas, estacionamento, silos de armazenagem, restaurantes, lojas e outros equipamentos, com um fluxo de 50 mil pessoas diariamente, movimentando anualmente 4,2 milhões de toneladas.
Foram visitados os boxes de todos os produtos de interesse dos agricultores catarinenses, que puderam verificar a qualidade dos produtos oferecidos, a procedência, os preços praticados, a forma de inserção neste mercado e as diversas embalagens utilizadas para acondicionar frutas e legumes, principalmente a banana.


De acordo com o bananicultor João Adício Dagostin, da Associação Vitabanana de Siderópolis e Região Carbonífera, “A viagem de estudos foi muito importante e organizada, pudemos ver como a bananicultura é importante para nosso Estado, com produção em pequenas propriedades e a realidade no estado de São Paulo, onde existem grandes fazendas e também pequenos produtores. Chamou a atenção a organização das associações e cooperativas visitadas onde a harmonia e interesses coletivos superaram tantos desafios tanto na produção quanto na comercialização. Agradecemos à Cidasc pelo acompanhamento na Certificação e também à Epagri no nosso dia a dia. Esperamos que o Programa Santa Catarina Rural continue a nos propiciar condições de chegarmos mais longe, que ele continue”. Fonte: Lúcia Cimolinc – Engenheira Agrônoma responsável Programa SC Rural no Departamento Regional da Cidasc de Criciúma.

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Famílias rurais de Criciúma e Içara conhecem produtores e a Feira Ecológica de Porto Alegre

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“A Feira não é apenas um local de comercialização e sim uma ação cultural, de troca de informações, de fidelidade entre consumidor e produtor”.

Em 11 de junho, com apoio do Programa SC Rural, a Epagri promoveu uma excursão técnica com famílias rurais dos Municípios de Criciuma e Içara, para Porto Alegre, onde 37 agricultores e quatro técnicos da Epagri conheceram a Feira Ecológica que acontece todos os sábados, no Parque Farroupilha mais conhecido, como Parque da Redenção, no Bairro Bom Fim e visitaram produtores ecológicos.

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No local foram recepcionados por técnicos da  Emater de Porto Alegre, que acompanharam e relataram ao grupo sobre o funcionamento da feira, bem como de suas organizações para viabilizar a comercialização de produtos orgânicos.

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Após conhecer a feira vistamos dois produtores orgânicos de hortaliças e de processamento de frutas. 

Segundo relato dos técnicos da Epagri, os objetivos desta viagem foram alcançados, pois no grupo participaram alguns produtores certificados na produção orgânica e no Município de Içara já é realizada a Feira envolvendo a Epagri e Cooperativa de Agricultores Familiares. Já no Município de Criciuma existem demandas de outras formas de comercialização que também envolve Cooperativa de Agricultores Familiares e a Epagri.

O grupo foi acompanhado pelos técnicos da Epagri,  engenheiro agrônomo Roberto Francisco Longhi, médico veterinário Marcelo Silva Pedroso, extensionista social, Elli Verza Alberton e pelo engenheiro agrônomo Saymon Antonio Dela Bruna Zeferino.

 

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