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Implantação do Selo de Inspeção Municipal é discutida em Jaguaruna

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A falta do Selo de Inspeção Municipal impede, legalmente, impede a colocação produtos derivados de animais, nas prateleiras de qualquer supermercados. A exigência é prevista na Lei nº 7.889.

De acordo com Madson Felisbino, presidente da Cresol Jaguaruna e representante da agricultura familiar, a implantação do selo viabiliza principalmente abertura de pequenas agroindústrias. "Com o selo de inspeção municipal, o pequeno agricultor e o pescador têm a oportunidade de abrir legalmente seu próprio negócio e manipular seus produtos", destaca.  

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O Selo de Inspeção Municipal virou realidade através de um Projeto de Lei do Executivo em meados de 2018 e aprovado pela Câmara de Vereadores. A pauta foi debatida no último programa A Cidade que Queremos, no estúdio do Folha Regional Web TV.

O engenheiro agrônomo da Epagri, Emerson Evald, destaca que o Selo de Inspeção traz melhorias para o município. "No Brasil, os grandes frigoríficos que atendem uma clientela em nível de país são obrigados a utilizar o Selo de Inspeção Nacional. Quem vende somente no estado, tem que ter o selo estadual. E as pequenas produções, que atendem uma clientela em nível de município, necessariamente precisam se adequar ao selo de inspeção municipal", ressalta o engenheiro, que ainda completa. "A implantação do SIM em Jaguaruna é um ganho para quem produz os derivados", avalia.

Para o município, a parte mais difícil para a implantação do selo é quanto a burocracia. "Tem que haver interesse do município", destaca Evald. O presidente da Cresol ressalta que a luta para a implantação em Jaguaruna já perdurava a mais de uma década. "Para os pequenos agricultores e pescadores, a implantação do SIM foi um avanço", comemora.

O assunto abordado no último programa A Cidade Que Queremos, contou também com a presença do secretário da Agricultura, Lorisvaldo Felisbino, que lançou um desafio. "Em Jaguaruna, durante a alta temporada, recebemos cerca de 300 mil turistas que viram nossos consumidores, e se procuramos nos mercados, 90% dos produtos são de fora, isto significa que nós estamos importando para vender para os nossos turistas, temos o desafio de inverter este processo", avalia o secretário, que ainda completa.

"Com a implantação do SIM e a organização da nossa agricultora, esta fatia pode ser nossa, produzir e vender para os supermercados. Imagina quanto campo temos para crescer?". O secretário da Agricultura ainda destaca todo o empenho do veterinário Dr. Oseas Schimitz. "É indispensável reconhecer o trabalho deste profissional", lembrou. Fonte:Folha Regional

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Agricultura familiar busca diversificar produção para incrementar renda e garantir a sucessão no campo

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Com os espaços nas propriedades cada vez mais reduzidos, as exigências burocráticas para a produção cada vez maiores e o preço competitivo em nível de consumidor, a vida e a sobrevivência no campo vão se tornando cada vez mais desafiadoras.

Diversificar a produção, cultivar com qualidade, agregar valores ao produto, produzir mais em espaços menores, buscando maior aproveitamento na propriedade têm sido alternativas com resultados positivos para a agricultura familiar. São os pequenos produtores que garantem 70% dos alimentos na mesa do brasileiro.

A região sul também se enquadra nesta estatística. Dados da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Santa Catarina (Fetraf-SC) mostram que o Estado catarinense possui aproximadamente 190 mil propriedades que se enquadram como agricultores familiares, sendo que chegam a produzir 71,3% de todo o volume agrícola catarinense.  

Mesmo se destacando com grande parte da produção, estes pequenos agricultores ocupam apenas 44% das terras cultivadas no Estado, ou seja, produzem mais com menos. Outra grande importância da agricultura familiar para Santa Catarina é quanto a geração de emprego. O setor emprega mais de dois milhões de pessoas que atuam em atividades como produção de leite, extrativismo vegetal, agroecológico, grãos, hortifrúti, agroindústria e as cooperativas familiares. Mas os dados do Fetraf-SC também mostram preocupação sobre a evasão e, principalmente, a sucessão no campo. Nos últimos anos em Santa Catarina, o êxodo rural cresceu em 21%, e em torno de 25% das pequenas propriedades não tem perspectivas de sucessão na agricultura catarinense.

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Jaguaruna e região

Em Jaguaruna e cidades vizinhas, como Treze de Maio e Sangão, grande parte da produção agrícola se enquadra como agricultura familiar. O município, conhecido como Cidade das Praias, tem a produção agrícola responsável por praticamente 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB) do município.

Segundo a Epagri, 700 famílias vivem da agricultura em Jaguaruna, sendo que ela emprega aproximadamente 2.500 pessoas no meio rural, sem contar com a atividade pesqueira. As produções de arroz, mandioca, melancia, gado leiteiro e de corte são as que mais se destacam, mas outros cultivos, como hortifrúti, começam a ganhar a adesão dos agricultores, sendo uma boa opção para ser desenvolvidas em áreas menores.

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Hortifrútis tem sido alternativa

Na comunidade de Morro Bonito, o casal Renato Goulart Rebelo e Luciana Rebelo tem visto a produção de hortifrútis como uma alternativa de melhorar a renda numa pequena propriedade. De acordo com Renato, hoje cultivando hortaliças em pouco mais de meio hectare de terra, é possível contabilizar melhores ganhos do que com o cultivo de plantas tradicionais como a melancia e a mandioca. "Faço mais neste meio hectare, do que se fosse plantar uma área maior, já que a mandioca ou a melancia precisaria de plantar, no mínimo, uns quatro ou cinco hectares para ganhar o que ganho aqui", diz o agricultor.

A pequena propriedade é bem aproveitada, com produção durante o ano todo. Para isto, os proprietários investem em irrigação e técnicas para colher bem, sem o uso de agrotóxicos. A produção inclui o plantio de repolho, brócolis, cenoura, beterraba e temperos em geral. O casal, agora, também começa a se dedicar ao cultivo de ervas medicinais. Um diferencial na venda dos produtos colhidos na própria horta é a comercialização direta ao consumidor. Renato e Luciana aproveitaram o fluxo de pessoas na Rodovia SC 100 (Claudino Abel Botega), que corta a comunidade, e investiram num pequeno comércio, onde a base dos produtos disponíveis são os colhidos na própria plantação. "As pessoas vêm em busca de um produto com mais qualidade, elas chegam a perguntar se é cultivado a base de veneno", ressalta Luciana.

Muito embora o estabelecimento seja uma referência de vendas de produtos cultivados a base da agricultura familiar, possui todas as licenças exigidas por Lei. Umas das dificuldades é quanto ao selo de certificação de produtos produzidos sem agrotóxicos. "Muito embora nós estamos produzindo sem aplicação de venenos, ainda não temos a certificação de um produto orgânico, mas estamos trabalhando para isto, o que provavelmente vai aumentar a procura", enfatiza Renato.

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Diversificar a produção é o segredo do negócio 

O agricultor Henrique Rebelo, também da comunidade de Morro Bonito, acredita que diversificar a produtividade tem sido um bom negócio para melhorar a renda. Ele trabalha junto com familiares em 19 hectares de terras. Enquadrando-se na classificação de pequeno produtor, cultiva melancia e mandioca, se dedica à criação de gado leiteiro e de corte e ainda a aves de postura. A maior parte dos alimentos para o gado é produzida na própria propriedade. Ele destaca que a variedade facilita o equilíbrio da renda. "Tem atividades que investimos e somente vimos algum resultado econômico depois de um ano, porém já tem outras que semanalmente entra algum recurso, isto facilita, e não precisamos ficar uma safra inteira sem dinheiro", pontua o agricultor.

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Burocracia: à espera do o selo de expedição

O mais novo investimento na propriedade de Henrique tem sido as aves de postura. Uma aposta na produção de ovos coloniais. "A qualidade é muito boa, tem um sabor especial, diferente do ovo comum", garante o produtor. Mas a pequena produção, que já contou com aproximadamente 500 aves, está ameaçada por falta do selo de inspeção (SIM). "As dificuldades são grandes, para viabilizar o negócio a gente tem que produzir uma certa quantia para facilitar a compra de produtos e ter oferta suficiente que dê para suprir alguns mercados", pontua o produtor, que relata as dificuldades. "É algo simples, nós só queremos trabalhar, produzir, mas esbaramos na burocracia, numa coisa simples de resolver que está ao alcance facilmente do município e ainda não temos uma solução", desabafa.

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Novas culturas: uma tentativa de incrementar a renda

Na propriedade do casal Rainor Vieira Cruz e Sônia Cruz, da comunidade de Porto Vieira, além da produção de queijos utilizando o leite produzido na propriedade, o produtor busca diversificar incluindo o cultivo de flores ornamentais. São aproximadamente 10 variedades cultivadas. "É um desafio. O negócio ainda está um pouco lento, mas acreditamos nesta proposta deste novo mercado", pontua Rainor. Uma das apostas para a venda direta ao consumidor tem sido a Feira da Agricultura Familiar, que acontece todos os sábados na antiga estação do trem, no centro de Jaguaruna. "Começamos a comercializar na feira. Todos os sábados marcamos presença, tem sido uma alternativa positiva, também faço as mudas ornamentais por encomenda, os preços são compensadores e atendemos na região", destaca o agricultor.

A produção de queijos tem venda garantida na feira. Uma das preocupações do casal é manter a qualidade. O queijo produzido na propriedade já é bem conhecido e tem clientela certa. "A gente chega na feira e, às vezes, já tem gente esperando, geralmente o que levamos comercializamos tudo. O que nos deixa muito satisfeitos é que as pessoas que compram sempre acabam voltando e querendo comprar novamente", observa Sônia. Rainor e Sônia têm quatro filhos, dois deles já não trabalham mais na propriedade, mas as duas filhas mais novas, que moram com o casal, contribuem com a tarefas da casa e também com a produção. "Trabalhamos e gostamos muito da agricultura, pensamos muito no futuro dos filhos, mas a decisão de ficar na agricultura ou desenvolver outra atividade é deles", frisa Rainor.

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Cresol e Producoper constroem elo de apoio à agricultura familiar

A permanecia do homem do campo na atividade agrícola, bem como o fornecimento de fomentos para a sucessão na agricultura familiar, tem sido um desafio para muitos seguimentos. A Cresol Jaguaruna e a Producooper têm sido importantes ferramentas de acesso ao crédito, assistência técnica, cursos de formação e manipulação e até a comercialização de produtos. O cooperativismo tem se tornado indispensável, uma porta abeta criando oportunidades na vida dos pequenos agricultores. De acordo Dilnei da Rosa, presidente da Producooper, é preciso ter um olhar especial para a agricultura. "Não basta fornecer o crédito, há necessidade de assistência técnica, a Cresol juntamente com a Producooper possui quatro engenheiros e uma médica veterinária à disposição do agricultor", observa Dilnei.

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O presidente da Producooper ainda destaca que a cooperativa busca ser uma ponte viabilizando a comercialização para os associados. "A merenda escolar e a feira tem contribuído para agregar valores aos associados da Producooper, mas a nossa maior intenção é organizar os agricultores e buscar mercado até mesmo fora do município", ressalta Dilnei, que frisa ainda a importância dos pescadores neste contexto. "Estamos tentando conseguir o selo de inspeção e organizar toda a classe, a meta é levar a pequena indústria do pescado e a agricultura a ter ofertas o suficiente para o mercado da região". A Producooper ainda fornece assistência técnica na elaboração de projetos, desenvolvimento e manuseio dos produtos e na preparação das embalagens.

O presidente da Cresol, Madson Felisbino, destaca a importância do pequeno agricultor fazer uma boa gestão na propriedade. "A agricultura familiar tem primícias de produzir com mais qualidade, tem um olhar mais especial para o plantio, o agricultor tem esta condição de cuidar melhor em função de cultivar um espaço menor", observa o presidente, que enfatiza o apoio da cooperativa. "A Cresol tem sido uma grande parceira da agricultura, junto com a Producooper e o Sintraf vem implantando um projeto para agregar valor em sua produção, incentivando ainda a venda direta ao consumidor, com créditos mais baratos e mais acessíveis. Os números mostram que o pequeno produtor, proporcionalmente, gera mais empregos, impulsiona a economia e deixa o dinheiro circulando na cidade, pois quando a agricultura vai bem, o comércio se fortalece, isto é algo obvio, e nós precisamos refletir sobre isto e dar apoio para quem quer trabalhar", conclui. 

Fonte: http://www.folharegionalwebtv.com/agricultura/Foto: Jorge Pereira/ FR

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Projeto visa o resgate da cultura do butiá em Jaguaruna

jaguarunabutia1O projeto denominado de 'Uma Vida Rega Outra', visa o resgate da cultura do butiá no município de Jaguaruna. Sessenta mudas foram plantadas neste primeiro momento.O projeto desenvolvido pela empresa Atlantis Saneamento, do município de Jaguaruna, tem a meta de plantar uma muda em cada ligação de água feita ao consumidor.

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O lançamento do projeto ocorrido no dia 21 de junho, contou com a participação de alunos das Escolas Antônio João Mendes, do Balneário Camacho; Cecília Ávila Schmitz, de Garopaba; Escola Campos Verdes, de Campo Bom e Escola Especial Novo Mundo – Apae, além da Polícia Militar Ambiental, vereadores e lideranças comunitárias.

As mudas selecionadas vieram do Rio Grande Sul e foram plantadas próximas à sede da empresa pelos alunos, com a orientação de professores e colaboradores da Jaguaruna Saneamento. 

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Para o biólogo e professor de Ciências da Escola Antônio João Mendes, Diego Corrêa, a iniciativa é de grande valia para a comunidade. "O butiá é uma planta nativa aqui de nossa região, onde muitos animais dependem dela para se alimentar. Há duas espécies que são nativas aqui do litoral, uma delas, o butiá catarinense, muito embora poucas pessoas sabem disso, está numa lista oficial de espécie ameaçada de extinção", observa o professor, que ressalta ainda que a referida planta faz parte também do consumo humano. "Tradicionalmente temos a cachaça do butiá, sorvetes e sucos, e a cada dia que vamos estudando surgem novos produtos oriundos do butiá, que são saudáveis para o consumo humano, por isso trata-se de uma grande relevância este projeto, que visa a preservação da espécie".

O evento contou com homenagens, poesias e até um rap de autoria dos alunos da escola Antônio João Mendes. O superintende da Águas de Jaguaruna, Eduardo Silvano Batista, reforçou a importância do resgate à cultura do plantio do butiá. "O butiá é uma planta típica aqui da região, principalmente nas proximidades de nossa estação de tratamento e o índice de plantio tem diminuído de forma muito expressiva, nos preocupando muito com isto", observa. Para ele, o cultivo pode trazer uma renda complementar para muitas famílias da região. "É algo interessante aqui na comunidade, pois através do butiá, muitas pessoas podem até ter uma renda extra com os sucos, picolés, cachaça e com a venda do próprio butiá", ressalta. Eduardo adianta que, de momento, a empresa ainda não está conseguindo disponibilizar mudas para os consumidores que queiram fazer o plantio dentro de suas respectivas propriedades, mas que podem estar orientando como cultivá-las. Fonte: Folha Regional/Foto: Jorge Pereira/ FR

 

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Associados da Eco Vida discutem alternativas para o setor produtivo

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Com este objetivo, foi realizado na terça-feira, 06, na propriedade do casal Jobi Fernandes Cardoso e Fátima Forgiarini Cardoso, na comunidade de Morro Bonito, em Jaguaruna, um encontro com integrantes da Rede Eco Vida de Agroecologia, núcleo Serra Mar.

"A Eco Vida é uma rede de profissionais, agricultores e pessoas envolvidas com a agroecologia com uma produção sustentável de alimentos. Ela existe há mais de 20 anos e abrange os três estados do sul do Brasil. É dividida em vários sub grupos, chamados de núcleos. Nosso núcleo abrange desde a região de Imbituba, uma parte de Garopaba até próximo de Maracajá e no pé da serra, nas cidades de Lauro Müller e Orleans", explica Loivana Carolina Peruque, coordenadora do núcleo Serra Mar da Rede Eco Vida de Agroecologia. 

De acordo com Loivana, as reuniões são realizadas a cada três meses e participam integrantes de todas as regiões do núcleo. "Nós discutimos vários pontos para o fortalecimento da agricultura familiar na região. As reuniões acontecem durante todo o dia. Na parte da manhã é feita alguma oficina, algum curso… na parte da tarde são discutidos os assuntos do núcleo. Hoje nós fizemos um diagnóstico rural participativo com objetivo de compreender um pouco mais, a partir da perspectiva de todos os produtores e técnicos e demais pessoas que estão participando, como está a questão da comercialização dos produtos no nosso território".

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Aproximadamente 60 pessoas participaram da reunião, onde foi feito um levantamento dos produtos ofertados por cada produtor, quantidade produzida anualmente, formas de comercialização, o que pode ser produzido a mais e o que está tendo mais demanda. Muitos agricultores fazem parte do núcleo desde a sua criação. "Aqui na região a gente tem produtores presentes há muito tempo na rede Eco Vida, como seu Geraldo e a dona Dorzinha, seu Jobi e dona Fátima, que fazem parte desta formação da rede na região e são figuras fundamentais na agroecologia, servindo também para impulsionar outros agricultores", frisou Loivana.

A coordenadora do núcleo Serra Mar destacou a importância da mudança de visão para o consumo do agroecológico. "Quando você muda a visão de consumo, você consume dentro de uma economia solidária produtos vindos direto da agricultura familiar, de preferência da agroecologia. A agroecologia se desenvolve não somente com os agricultores e técnicos, mas também com uma rede de consumidores que vão demandar estes produtos, então a importância desta consciência, ou seja, pessoas que querem uma alimentação melhor, uma vida melhor, almejam um planeta mais limpo, uma natureza preservada, que tenham a consciência dessa mudança de ótica de consumo para que a gente possa fortalecer esses espaços", finalizou.

 

Mais informações: https://pt-br.facebook.com/serramar.ecovida

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Jaguaruna possui a maior produção de melancia do Estado

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A maior produção culminando com uma das melhores frutas produzidas em Santa Catarina. Os dados são da Epagri, que faz um comparativo com outras regiões.

De acordo com o extencionista rural, Ermeson Evald, o solo arenoso de Jaguaruna contribui com estes números. "São aproximadamente 600 hectares cultivados em Jaguaruna, em média a produção fica em torno de 25 toneladas por hectare, mas tem produção que chega atingir até 40 toneladas", destaca Evald. A maioria vai para o interior de Santa Catarina e até para outros estados. De acordo com Ermeson os preços comercializados ficam na faixa de R$ 0,55 por quilo. "A melancia é uma fruta que varia muito de preço, tudo depende da demanda e da oferta, quem vende em maior quantidade, geralmente tem um valor mais reduzido, quem vende aqui para a região em menor quantidade, quase sempre consegue preço melhor", conclui o extensionista. 

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O agricultor Reginaldo Baldissera cultiva a lavoura há 16 anos, para ele a safra deste ano, apesar da invasão de algumas pragas, tem sido razoável. "O clima foi favorável, os valores estão satisfatórios, o problema é que bateu uma doença forte, uma tal de murchadeira, que prejudicou bastante a produção". Reginaldo cultiva em aproximadamente 25 hectares de terra, tudo arrendado. Para ele, o plantio da melancia é uma forma de diversificar o trabalho na lavoura, e mesmo tendo que pagar a renda, acaba sendo satisfatório. "Nós cultivamos melancia, mandioca e arroz, dá para conciliar uma safra da outra e assim ficamos com uma produção agrícola bem diversificada", conclui.

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Já o agricultor Jovânio dos Anjos acredita que o preço este ano está bom. Ele vende a produção para Itajaí e Curitiba. "O preço, este ano, não dá para reclamar, conciliando com o clima favorável está bom", diz o agricultor, que também teve problema com a doença murchadeira, que danificou parte do plantio.

O responsável pela Secretaria da Agricultura de Jaguaruna, Tiago Garcia Cruz, enfatiza a disponibilidade de equipamentos da repartição como uma forma de compensar o pequeno agricultor. "A patrulha agrícola do município disponibiliza máquinas e equipamentos como forma de contribuir com a produção do pequeno agricultor, além de alguma assistência técnica juntamente com a Epagri. Estamos sempre à disposição dos agricultores", ressalta.Fonte: REDAÇÃO FOLHA REGIONAL/Foto: Jorge Pereira/ FR

 

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Feira da Agricultura Familiar e Turismo Ferroviário fazem sucesso em Jaguaruna

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A Cooperativa Mista dos Agricultores e Pescadores Familiares de Jaguaruna-Producooper, cooperativa apoiada pelo SC Rural, Epagri e outras entidades realizou no sábado (26) a primeira Feira de Produtos da Agricultura Familiar e da Pesca Artesanal.

Instalada, na Estação Ferroviária de Jaguaruna, a feira ficou num ambiente agradável e foi um sucesso. "É um sonho antigo que se tornou realidade. Com o apoio que recebemos da prefeitura, através do Secretário de Esportes e Turismo, José Moacir de Almeida que nos colocou a disposição um espaço que estava ocioso, hoje estamos realizando a feira da agricultura familiar”, comentou Dilnei da Rosa Presidente da Producooper.

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Produzidos por 13 famílias do município e região foram comercializadas hortaliças orgânicas, pescados, queijo, salame, pães, doces, biscoitos, produtos integrais, sucos e plantas ornamentais.

“A feira tem o objetivo de fomentar negócios e gerar benefícios para os agricultores familiares, por meio da comercialização direta aos consumidores”, explica o diretor executivo da Producooper, Jackson Goulart Pereira.

A feira foi inaugurada com a participação do Prefeito Municipal, Edenilson Montini da Costa e demais autoridades do município, além de representantes dos parceiros da cooperativa, Cresol e Epagri. “Esta é a primeira de muitas feiras, e os nossos agricultores estão de parabéns” disse o Secretário Municipal da Agricultura, Tiago Garcia.

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Mais de R$ 1.630.000,00 investidos em dois projetos

O apoio do SC Rural veio através de dois Projetos Estruturantes apresentados pela cooperativa. O primeiro deles apoiou atividades de associados e engloba a melhoria de 16 empreendimentos – 14 deles individuais, um grupal e um coletivo, visando aperfeiçoar os sistemas de produção e aumentar a comercialização dos produtos da agricultura familiar e da pesca. O projeto beneficia diretamente 17 famílias e indiretamente, de forma coletiva, um total de 42 famílias. Os investimentos totalizaram R$ 837.269,96, dos quais R$ 398.418,82 destinado pelo Programa SC Rural e o restante foi contrapartida dos beneficiados. As atividades apoiadas envolvem agroindústrias, olericultura, gado de corte, apicultura e pescados.

O segundo projeto beneficia 12 famílias do Grupo Informal de Pequenos Engenhos de Farinha de Mandioca, associados a AIMSC (Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca de SC). O projeto é focado na adequação sanitária e ambiental de pequenos engenhos de farinha de mandioca e reúne oito moinhos, sendo quatro em Jaguaruna, três em Sangão e um no Município de Treze de Maio, além da aquisição de três equipamentos de coleta e tratamento de resíduos, que serão utilizados de forma coletiva. O total investido chega a R$ 798.786,15, dos quais R$ 356.394,00 foram destinados pelo SC Rural, com o restante dos valores complementados por contrapartida dos beneficiários.

Para o engenheiro agrônomo da Epagri local, Emerson Evald o apoio do SC Rural foi fundamental. "Foram estruturadas as atividades dos agricultores, pescadores e da própria Producooper. Foi um trabalho intenso, mas que agora mostra os seus frutos e esta feira demonstra que a cooperativa continua firme em seus propósitos, que é fomentar a produção e venda dos produtos, conforme descrito no plano de negócios”, destaca o engenheiro agrônomo.

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No mesmo dia, através do Turismo Ferroviário, a Estação Ferroviária de Jaguaruna também recebeu um grupo de turistas, e também foi um sucesso. “A ideia foi apresentar as potencialidades turísticas existentes em nosso município, entre elas, o turismo por meio dos passeios de trem e também o turismo rural”, explica o secretário de Esporte e Turismo, José Moacir de Almeida.

Os participantes do passeio saíram do Museu Ferroviário de Tubarão e ao chegar à estação de Jaguaruna puderam visitar a feira dos agricultores e também tomar um delicioso café colonial.

A Feira de Produtos da Agricultura Familiar e da Pesca Artesanal deve se repetir semanalmente, e o Turismo Ferroviário já tem outros dois passeios programados para este ano.

 

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Projetos do SC Rural são destaque na XIV Feira Agropecuária de Jaguaruna

 

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A XIV Feira Agropecuária e a II Feira da Agricultura Familiar movimentaram o CTG Estância do Retiro, em Jaguaruna, na noite de 21 de abril e atraíram cerca de 30 mil visitantes. A Feira é realizada junto com o 34º Rodeio Crioulo Interestadual, sendo o maior evento agropecuário do município.

Nesta edição apresentou 15 expositores da pecuária, que mostraram bovinos, equinos, ovinos e aves, todos de excelente padrão racial e genético.  A agricultura familiar e o artesanato foram representados por cerca de 20 produtores e artesãos, com a comercialização de produtos coloniais como queijo, salame, doces, pães, sucos e cachaça e seu artesanato. Participaram da solenidade de abertura o Secretário Regional da ADR Tubarão – Nilton de Campos, o Prefeito municipal EdenilsonMontini da Costa, o Presidente da Câmara de vereadores, Geraldo Garcia, Presidente da Cresol, MadsonFelisbino, Gerente da Epagri Gustavo Gimmi Claudino e o representante do SC Rural, Marcelo Alexandre de Sá.

 

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Mais de R$ 1.630.000,00 investidos em dois projetos

Durante a abertura, beneficiários dos Projetos Estruturantes do SC Rural receberam placas alusivas a dois projetos em execução no município de Jaguaruna. O primeiro deles apoiou atividades de associados da Cooperativa Mista dos Agricultores e Pescadores Familiares de Jaguaruna (Producooper), e engloba a melhoria de 16 empreendimentos– 14 deles individuais, um grupal e um coletivo –visando aperfeiçoar os sistemas de produção e aumentar a comercialização dos produtos da agricultura familiar e da pesca. O Projeto da Producooper beneficia diretamente 17 famílias e indiretamente, de forma coletiva, um total de 42 famílias. Os investimentos dos associados da Producooper totalizaram R$ 837.269,96, dos quais R$ 398.418,82 destinados pelo Programa SC Rural. As atividades apoiadas envolvem agroindústrias, olericultura, gado de corte, apicultura e pescados.

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O segundo projeto beneficia 12 famílias do Grupo Informal de Pequenos Engenhos de Farinha de Mandioca, associados a AIMSC (Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca de SC). O projeto é focado na adequação sanitária e ambiental de pequenos engenhos de farinha de mandioca e reúne oito moinhos, sendoquatro em Jaguaruna, três em Sangão e um no Município de Treze de Maio, além da aquisição de três equipamentos de coleta e tratamento de resíduos, que serão utilizados de forma coletiva. O total investido chega a R$ 798.786,15, dos quais R$ 356.394,00 foram destinados pelo SC Rural, com o restante dos valores complementados por contrapartida dos beneficiários.

 

Apoio à agricultura do município

Autoridades e expositores destacaram a importância do evento que trouxe novidades em artesanatos, produtos coloniais, animais de corte e de leitee de montaria. O presidente da Cresol, MadsonFelisbino, o evento “sem dúvida é um momento onde os expositores poderão alavancar bons negócios”. Madson destacou o projeto viabilizado pelo SC Rural, executado em parceria com a Epagri e com a Producooper: “ É um dia de muita alegria, pois fechamos essa parceria com a Epagri, onde estaremos disponibilizando recursos aos nossos produtores”. Rosilda Neves Goulart Laureano, que pela primeira vez expôs seus trabalhos na feira, destacou os tipos de produtos que comercializa, todos tendo como matéria prima conchas encontradas na praia. “Tem vasos, porta-retratos, porta canetas, abajures, o pessoal está achando tudo muito bonito”.

O Chefe do Executivo municipal, EdenilsonMontini da Costa, enfatizou a parceria do município com os produtores rurais. “Com certeza o município estará dando total apoio à nossa agricultura, tão importante para nosso município”. A noite ainda contou com diversas atrações, como show artístico e gineteadas. A festa campeira seguiu até o domingo, com uma extensa programação.

 

 

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