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Capital Catarinense do Strudel

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Desde maio de 2006, com a aprovação do projeto de lei nº 193/06, Jaraguá do Sul detém o título de “Capital Catarinense do Strudel”.

 

Origem dessa delícia

Strudel é um tipo de massa com recheio, que geralmente é doce, mas que hoje também é encontrada em versões salgadas. A iguaria se tornou popular no século 18 em todo o Império Habsburgo (Casa da Áustria). Faz parte da culinária austríaca, mas também é comum nas outras culinárias da Europa Central. A receita mais antiga encontrada desta sobremesa remonta ao século 12, preservada na Biblioteca de Viena, na Áustria.

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Festa Catarinense do Strudel 

Agende e prepare o paladar, porque no dia 6 de julho a comunidade Santo Estevão, na Estrada Garibaldi, promoverá a 7ª edição da Festa Catarinense do Strudel. A iniciativa é da Associação Húngara de Jaraguá do Sul. O evento gastronômico conta com apoio da Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio, Serviços e Turismo.

Segundo o presidente da Associação Húngara de Jaraguá do Sul, Alfredo Pinter, hoje a entidade soma 280 associados. Destes, em torno de 35 estão envolvidos diretamente na elaboração das unidades de strudel. 

Ainda de acordo com Alfredo, além do Santo Estevão, as outras duas comunidades que reúnem maior número de descendentes de imigrantes húngaros na cidade são a Santíssima Trindade e Santa Cruz. Informações adicionais sobre a festa podem ser obtidas no (47) 99723-4000.

 

Strudel Haus mantém tradição em servir

 

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A tradição em servir café colonial e almoço típico alemão aos domingos e feriados pela Strudel Haus está consolidada e atrai turistas além das fronteiras catarinenses. A partir desse ano passou abrir para café colonial também aos sábados. Localizada na Rua Tifa Aurora, S/n – Rio Cerro II, em ambiente aprazível, é disponibilizada para eventos através de reserva antecipada. 

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Entre a variedade de itens oferecidos aos visitantes estão a salsicha para cachorro quente, carne, pastelão, diversas opções de strudel, tortas, sobremesas, pavês, frios, pães, geleias caseiras, queijo cozido, bolos, rocamboles, biscoitos e cucas. O espaço oferece inúmeras opções de almoço no bufê e comercializa produtos coloniais e caseiros, de produção própria.

A edificação da Strudel Haus foi construída em 1947, em meio à natureza. Na parte externa há um mini-museu ao ar livre, um pequeno açude com peixes dourados, parquinho para as crianças, gansos e outras aves, que transmitem a paz e a tranquilidade do meio rural.

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A partir do ano de 2009 a família Eskelsen traz de volta antigas tradições da culinária germânica, preservando em seus pratos o verdadeiro sabor da cozinha alemã.

A Strudelhaus teve início no ano 2009, com o projeto do governo federal juntamente com o Sebrae e o Iphan, direcionado aos agricultores rurais familiares, que teve como intuito, agregar valor aos produtos coloniais. Após breves e sucintas reuniões, o Sebrae realizou pesquisas na região e indicou para cada participante do projeto uma linha de negócio mais adequado à região e à atividade já exercida pelo agricultor.

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Como a família Eskelsen já era produtora de panificados e laticínios, desde o ano de 1983, recebemos a indicação de abrir um café colonial, servindo os mesmos produtos que já vinham sendo produzidos na família. No dia 12 de julho de 2009 a Strudelhaus inicia suas atividades, recebendo visitantes e turistas, servindo seu delicioso buffet, que na época contava com 35 variedades e haviam apenas 40 lugares disponíveis.

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Ao passar dos anos ocorreram ampliações e modificações. No ano de 2014 iniciamos a servir, junto com o café, o almoço típico alemão com marreco recheado, joelho de porco, repolho roxo, dentre outros pratos que completaram o buffet. Atualmente a Strudelhaus conta com mais de 200 lugares disponíveis, e mais de 100 variedades de itens no buffet, no horário do almoço, e mais de 80 variedades de itens no buffet no horário do café.


Mais informações: https://www.facebook.com/CafeColonialStrudelHaus

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Comunidade rural completa 100 anos de história e tradição

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A paisagem traduz a tranquilidade e a calma do bairro que mantém as características de sua colonização. Não é incomum encontrar casas com muros de pedra, com arquitetura típica ou até mesmo ouvir o sotaque arrastado que denuncia a “italianidade” do Santa Luzia, no município de Jaraguá do Sul, no norte catarinense.

Não é à toa, inclusive, que o bairro carrega o nome de uma santa. A fé fervorosa dos italianos está explícita nas igrejas construídas e transbordou no momento de identificá-lo. Mas, engana-se quem pensa que por ter o nome de uma santa, o bairro é exclusivamente católico.

A fé da comunidade de Santa Luzia não se limita e o respeito entre as religiões também é marca registrada, tanto que as igrejas católica e luterana são praticamente vizinhas e é comum encontrar pessoas que participem de grupos de atividade em ambas.

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Foto Eduardo Montecino/OCP News

A história para chegar até aqui é longa. Neste ano, Santa Luzia comemora um marco importante: 100 anos. Neste século, muitas histórias se desenrolaram nas terras originalmente herdadas por Dona Francisca e explorada principalmente pelos imigrantes italianos.

A riqueza dos detalhes que formaram a comunidade, que fica a cerca de 20 quilômetros do centro da cidade, é digna de livro, mas o professor aposentado Lauro Rosá, de 79 anos, conta um pouco dos acontecimentos que fizeram surgir o bairro no local em que pouca gente conseguiria vislumbrar crescimento e desenvolvimento há um século.

Lauro e o frei Álido Rosá, de 80 anos, ouviram muitas histórias e transformaram a memória dos imigrantes e precursores do Santa Luzia em livro, que pode ser lançado esse ano, se houver arrecadação suficiente para publicação.

“Memorial do bairro Santa Luzia: os herdeiros da duquesa”, conta em detalhes a formação do bairro e seu desenvolvimento.

Lauro explica que as terras hoje conhecidas como Santa Luzia eram, à época, chamadas de “pântano mole”.  O motivo: a terra não era apropriada para plantio. “Muitos chegavam, olhavam e davam meia volta porque diziam ‘isso é um pântano mole, não dá pra fazer nada’”, conta.

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O historiador Lauro Rosá | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Mas, para chegar até lá já foi uma batalha e tanto. O professor conta que até a comunidade Vila Chartres havia estrada e um caminho possível de passagem, mas a partir daquele ponto, a mata era fechada e só existiam “picadas”, o que dificultava a chegada ao agora, acessível Santa Luzia.

Hoje, o bairro tem diversos outros como vizinhos próximos, como Bracinho e Itoupava-Açu, do município de Schroeder, e a própria Vila Chartres e Ribeirão Grande do Norte, de Jaraguá do Sul.

A primeira família a acreditar no potencial do local e se estabelecer no “pântano mole”, foi a formada pelo casal Tereza Maffezzolli e Antônio Henrique Maffezzolli, conta Rosá.

A partir deles, muitos outros também chegaram ao bairro, que é uma das localidades mais antigas de toda a região. O ponto de partida da maioria deles foi a Barra do Rio Cerro, primeiro local no qual os italianos se fixaram no município.

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Foto Eduardo Montecino/OCP News

Além disso, famílias também saíram de Luís Alves e Rio dos Cedros para colonizar a região a partir de 1919, após o loteamento das terras pertencentes a Dona Francisca.

Entre as primeiras famílias, além da Maffezzolli, estão: Nicolini, Pedri, Piccoli, Pretti, Voltolini, Bagatoli, Prestini, Tomelin, Leone, Vicenzi, Ropelato, Bisoni, Campregher. Algumas, como Ballock, Ramthun, Gumz e Rosá chegaram alguns anos mais tarde.

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Foto Eduardo Montecino/OCP News

O valo da Sociedade Encontro das Águas

É impossível falar dos 100 anos de história de Santa Luzia e não falar do valo da comunidade porque foi a partir de sua construção, em 1934, que o bairro iniciou seu processo de desenvolvimento agrícola, característica que mantém até hoje.

Segundo o professor aposentado Lauro Rosá, a luta para abertura do valo durou mais de um ano e envolveu, inicialmente, as famílias Pedri, Pretti e Negherbon.

“Os Pretti começaram a trabalhar com arroz porque a água que vinha do morro chegava até as terras dele, então os demais também queriam plantar, mas não havia água. Toda a água tinha que passar pela aprovação dos Pavanello e depois de um ano, com um pouco de luta, muita conversa e discussão, resolveram abrir o valo e viabilizar a agricultura para as outras famílias”, conta.

O valo possibilitou o acesso à água para as plantações de arroz que até hoje fazem parte da economia e da paisagem do bairro. Para Rosá, não haveria desenvolvimento no Santa Luzia sem o famoso valo da comunidade, preservado há mais de 80 anos.

“O valo foi uma artéria de drenagem e ao mesmo tempo de irrigação do pântano mole. O coração do Santa Luzia é o rio Itapocuzinho e o valo é a artéria”, salienta.

A importância do valo e o envolvimento da comunidade deu origem, em 1952, à Associação do Valo Agrícola-Industrial.

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Foto Eduardo Montecino/OCP News

O canto dos pássaros e o barulho da tobata

As ruas de pedra, a igreja tombada, o canto dos pássaros que é atrapalhado apenas pelo barulho da tobata ou do trator indicam que o bairro não apenas manteve características como a fé, a cultura italiana e a agricultura, mas também conseguiu preservar a união da comunidade.

Isso é o que garante a professora aposentada Etelvina Dalri Busnardo, de 81 anos e que mora há 47 no Santa Luzia.

Apesar de não ter nascido no bairro, ela foi criada nas ruas porque é filha do bairro vizinho. Taxativa, a moradora logo afirma: “não me vejo em outro lugar”.

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Etelvina Dalri Busnardo | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Para ela, o bairro cresceu muito por conta da agricultura, que foi o pontapé inicial da economia da região e da instalação de frigoríficos que atraíram diversas pessoas de outros estados, inclusive.

O fechamento deles impactou diretamente na economia do bairro, avalia Etelvina, mas o crescimento é visível, segundo ela.

“Hoje Santa Luzia é grande, naquela época só tinha gente daqui, agora tem de todo lado, é bem miscigenado. Todos vieram para ajudar a fazer crescer e acho que não tem um sequer que não gosta daqui”, diz.

A professora aposentada destaca que a primeira riqueza do bairro foi a plantação de arroz e o valo da comunidade que viabilizou a atividade econômica ainda na década de 1930.

Para Etelvina, a essência do bairro que faz com que as gerações continuem é a união da comunidade que, segundo ela, é indissolúvel e respeita todos os credos.

“Eu acho que o que nos diferencia é o companheirismo das pessoas. Aqui é tão bom, todo mundo se dá bem e há uma união entre as comunidades religiosas”, ressalta.

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Osmar Pretti | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O bairro mais rico

O aposentado Osmar Pretti, de 68 anos, é vizinho do famoso valo da comunidade e nasceu no bairro.

O consenso de que a plantação de arroz deu o pontapé inicial para o crescimento de Santa Luzia é endossado por Pretti, que é neto de um dos homens que efetivamente colocaram a mão na massa para construir o valo e fundar a sociedade.

“Teve uma época que podia se dizer que era o bairro mais rico de Jaraguá, quando a cidade vivia da agricultura”, lembra.

Pretti destaca que apesar do crescimento do bairro, ele manteve as características de sua fundação e o clima de “todo mundo se conhece e se ajuda”.

O aposentado salienta ainda que a estrutura praticamente independente do bairro faz com que as pessoas da comunidade pouco saiam do local. “Nós sempre tivemos boas escolas, posto de saúde, serviços em geral e comércio também, então, não precisa sair daqui”, diz.

Assim como Etelvina, sair de Santa Luzia não é uma opção para o neto de um dos fundadores. “Eu me considero feliz e contente por ter nascido, me criado e criado minha família aqui. É um lugar bom de viver e eu nunca sequer pensei em sair daqui”, finaliza.

O aniversário do bairro é em junho e a comunidade desenvolve uma programação para celebrar o centenário de Santa Luzia Fonte: com informações do OCP News

 

Mais informações: www.jaraguadosul.sc.gov.br

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Em casa centenária Família Rux serve café colonial inesquecível

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Na propriedade rural da Família Rux, na estrada que percorre o Vale do Rio da Luz pela sua margem direita, no município de Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, o visitante encontra, um saboroso e inesquecível café colonial.

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Casa Rux

A comunidade rural de Rio da Luz foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2007. A centenária Casa Rux, construída, em 1915, na técnica enxaimel, como moradia familiar, pelo imigrante alemão Augusto Rux foi tombada em 2002 pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

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Pelo requinte técnico e dos detalhes da casa enxaimel, a volumetria e o esmero construtivo dos ranchos, a implantação do conjunto no lote e sua relação com a paisagem, proporcionam à propriedade um valor especial, e por isso, o conjunto foi reconhecido em 2015, como patrimônio cultural nacional, pelo Iphan.

O conjunto é composto ainda por mais quatro ranchos de madeira, que dão apoio às atividades rurais (estrebaria, galinheiro, depósito da produção, materiais e ferramentas).

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Hoje a propriedade pertence à família do tataraneto, Evandro Rux e a edificação centenária se tornou uma das referências do turismo rural de Jaraguá do Sul, quando abriu as portas a visitantes para o café colonial, museu e a loja de produtos coloniais.

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Turismo Rural

O produtor rural e agora agro empreendedor, Evandro Rux, se mostra entusiasmado com as possibilidades que se abrem a partir agora. 

Ele explica que, com a restauração e revitalização da Casa dos Rux, há cerca de dois anos, inicialmente havia o projeto para implantação de uma choperia no local. Mais tarde a ideia foi adaptada para um espaço destinado à venda de produtos da colônia, como melado, geleias, compotas, temperos, pães, embutidos e cervejas artesanais da região.  Porém, ele não descarta a possibilidade de futuramente transformar o local, também em um estabelecimento cervejeiro. “A partir de agora, a intenção é tornar o café colonial, o museu e a loja, uma opção de turismo rural para que é de Jaraguá do Sul, da região e de outros lugares”.

Entre as delícias ofertadas no café colonial estão o tradicional strudel de queijinho, pães, cucas, bolos, tortas, biscoitos e demais itens do café.

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Museu resgata passado

Após o café, o visitante também poderá adquirir produtos coloniais como torresmo, queijo colonial, bolachas caseiras, mel, pães, conservas, vinhos, cervejas artesanais e itens de artesanato confeccionados por moradores do bairro. Outro atrativo é o museu com ferramentas e utensílios, que resgata o modo de vida dos colonizadores.

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Nos dias ensolarados, os participantes são convidados a um passeio gratuito de tobatta pela propriedade rural da família, quando serão mostrados os animais e as plantações de aipim, milho e palmeira real. A recepção para grupos de turistas e demais visitantes durante a semana é feita mediante agendamento prévio.

Evandro conta que a ideia surgiu justamente por conta do tombamento, que motivou inúmeras reuniões entre os moradores do bairro na busca de alternativas que pudessem valorizar o Rio da Luz ao mesmo tempo que promovesse viabilidade financeira aos moradores e produtores da região.

“São produtos de Jaraguá do Sul e alguns produtos de cidades vizinhas e, claro, do próprio Rio da Luz. A ideia é essa: promover a produção local”, salienta.

A Casa Rux, está localizada na Rua Erwin Rux, n° 663, margem direita da estrada do Rio da Luz. Fonte: com informações do OCP News.

 

Mais informações: (47) 3371-8364 (Whatsapp) e 3370-5190 / casarux@gmail.com

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Jovem rural de Jaraguá do Sul mostra o uso do biofertilizante em cultivo de palmáceas

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O jovem empreendedor de Jaraguá do Sul, Jonas Matias, mostrou a 72 agricultores da região como usar o biofertilizante em cultivo de palmáceas. A tecnologia foi repassada em um dia de campo realizado no dia 27 de março, na propriedade de sua família, localizada na comunidade do Rio Cerro, que é Unidade de Referência Técnica.

O agricultor, ao frequentar o curso de jovens na Epagri, fez o projeto para a implantação de unidade de produção de biofertilizante, que está em operação na sua propriedade e é usado como condicionador do solo e acelerador da microvida. Para isso ele investiu R$ 15 mil, dos quais R$ 10 mil vieram do Programa SC Rural. O biofertilizante é feito de matéria orgânica de origem animal ou vegetal em meio liquido (o principal é cama de aviário), enriquecido com nutrientes e micro-organismos. A capacidade de produção é de duas toneladas a cada 60 dias.

Essa tecnologia foi desenvolvida pela Estação Experimental de Itajaí. No dia de campo o pesquisador Alexandre Visconti falou sobre a importância do biofertilizante, bem como a preparação dentro de parâmetros técnicos. George Livramento, coordenador de Ater das regiões de Itajaí, Blumenau e Joinville (UGT 6), considera o uso do biofertilizante como uma tecnologia inovadora, pois pode ser utilizada em outras culturas como banana e hortaliças, entre outras.

Mais informações: emjaraguadosul@epagri.sc.gov.br

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Riqueza rural: mulheres lutam pelo empoderamento feminino no campo

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Durante a série "Riqueza Rural", que ao longo dos últimos três meses percorreu os municípios de Jaraguá do Sul, Corupá, Guaramirim, Massaranduba e Schroeder, mostrando um pouco das culturas produzidas e quem são os empreendedores do meio, o papel fundamental das mulheres ficou subentendido.

Na agricultura familiar, elas protagonizam histórias de muito trabalho e lutam por reconhecimento. Mesmo assim, além da lida no campo, não deixam de participar da rotina doméstica ou de tomar frente na educação dos filhos.

Por desempenharem um importante papel no campo, onde empreendem e cuidam da família e do lar, as mulheres encerram a série mostrando que sua força e determinação também devem ser levadas em conta no agronegócio.

Em Jaraguá do Sul, um coletivo feminino reúne produtoras de alimentos orgânicos e convencionais, entre frutas, legumes e hortaliças.

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Elisabeth (E), Eliane, Ivanete e Luciane fazem parte do coletivo feminino de produtoras rurais | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Ivanete de Souza, 47 anos, casada, cinco filhos e três enteados; Elisabeth Peixe Hanemann, 43 anos, casada, dois filhos; Luciane Zilse da Silva, 41 anos, casada, dois filhos; e Eliane Tecila Zilse, 40 anos, casada, dois filhos, fazem parte desse grupo de agricultoras que busca o empoderamento.

As produtoras são ligadas à Coparjas, de Jaraguá do Sul, um braço estendido da Unicafes SC, que é a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Santa Catarina.

De acordo com Ivanete, que é uma das coordenadoras do grupo, há cerca de três anos a Unicapes lançou um desafio para a formação de um coletivo de mulheres, buscando dar visibilidade às agricultoras.

Família de agricultores trocou cultivo clássico pelo melado e doces de banana

“Porque o que se vê são lideranças masculinas sempre à frente, principalmente no cooperativismo, na agricultura. A gente aceitou o desafio e hoje temos cinco grupos em Santa Catarina, alguns bem solidificados”, explica.

Segundo ela, poucas mulheres estão no comando das associações e cooperativas. Como foi presidente da Coparjas por oito anos, afirma que sentiu falta desse apoio para ajudar a debater a questão de gênero.

“Porque, além de você estar num mundo totalmente machista, você tem que expor as ideias e mostrar que vai funcionar, apenas por ser mulher”, afirma.

Desenvolvimento sustentável

Atualmente, agricultoras de Jaraguá do Sul e de fora estão junto ao grupo buscando melhorias e novos projetos. E, agora, elas contam com o Moeda, uma iniciativa privada, que além de missões internas e valores próprios, busca atender aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Nós fazemos parte do Moeda, uma plataforma que viabiliza o fomento de ações de desenvolvimento sustentável para cooperativas, com investimento para nós, mulheres na agricultura. Estamos inscrevendo esse projeto, já passamos por duas fases e entramos na fase final de investimento para a gente montar a nossa unidade, onde a gente vai criar sonhos”, destaca Ivanete.

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Luciane atua em todas as etapas da produção de alimentos | Foto: Redes sociais/Aquivo Projeto Moeda

Ela explica que a Coparjas possui uma unidade de processamento no bairro Garibaldi, que é um espaço cedido pela Prefeitura. Agora, o coletivo está buscando recursos para fazer, paralelo a esse espaço, uma cozinha industrial experimental. Assim, o grupo pretende testar receitas e inovar no mercado com suas criações. Também estão pleiteando uma sala de reuniões, além de um veículo para que possam participar de eventos em outras localidades.

“Os benefícios serão muitos, porque a gente está testando os coprodutos do que nós temos. A sobra da casca da mandioca, por exemplo. Nós temos uma engenheira de alimentos que já está fazendo testes para um novo produto”, revela.

O recurso financeiro da ONU empregado em benefício das agricultoras, além de fomentar a renda, atende a um dos objetivos da organização, que é a erradicação da fome e da pobreza.

Riqueza rural: em Massaranduba, produção de pitaya vem ganhando espaço

As produtoras rurais acreditam que as mulheres têm menos resistência às inovações e, por isso, estão sempre buscando alternativas para empreender e promover melhorias em seus negócios.

“(A cozinha experimental) vai abrir várias oportunidades para nós, porque sabemos onde tem mercado. Assim, in natura, já é mais difícil, o pessoal não quer mais ficar limpando os produtos. Eles querem colocar na panela já prontinho. E nós queremos inovar para facilitar a vida do trabalhador que tanto corre no dia a dia”, explica Eliane.

O grupo costuma debater o destino das sobras de alimentos, porque estas também apresentam qualidades. Hoje, quando a cooperativa tem esses produtos, acaba doando para os abrigos municipais, pois também há preocupação em ajudar a quem precisa.

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Projeto vai auxiliar produtoras no combate ao desperdício de alimentos | Foto: Wikipédia

“Muitas vezes, o produto está feio por fora, mas descascado e limpinho ele está bom, então dá para aproveitar. Ou então, ele está num tamanho menor. Assim (com a cozinha experimental) a gente vai evitar o desperdício”, conta Elisabeth.

Segundo as integrantes do coletivo, da colheita até o consumidor final há muitas sobras boas e reaproveitáveis e um dos objetivos do grupo é também atuar em benefício do próximo. Como comercializam sua produção para a merenda escolar no município, acreditam que os produtos novos também serão bem recebidos nas escolas.

Agricultoras defendem seu papel

Seja com a enxada na mão, subindo morros conduzindo o trator ou desfolhando as bananeiras, as agricultoras, que também gostam de manter a casa organizada e todos os afazeres normais da rotina em dia, garantem que são capazes de conduzir o empreendimento rural em todas as suas etapas.

“(Atuamos) de pé a ponta, do começo até o final, da colheita até a entrega. Nosso grupo entrega produtos da alimentação escolar, cuja comercialização é feita pela cooperativa. Algumas também vendem paralelamente o seu produto”, diz Eliane.

Atualmente, oito agricultoras jaraguaense e outras cinco de fora fazem parte do coletivo de mulheres. O número poderia ser maior, mas há preconceito e receio de estabelecer uma competição com os homens.

Riqueza rural: ver a terra livre do agrotóxico emociona produtor

“Muitas pessoas pensam que criar um grupo de mulheres é para competir com seu marido ou mudar a rotina da casa. Por isso, que a gente deixa bem claro que nós não somos feministas, nós queremos justiça para os dois lados”, opina Ivanete.

Conforme analisa, a região Norte de Santa Catarina é muito machista, mas faz questão de salientar que o uso da palavra ‘machista’ neste contexto não é dito no sentido pejorativo.

“Porque nessa caminhada descobrimos que somos mais machistas que os homens. Então, quando a gente faz nossos encontros debate muito isso. A gente chama de perfeccionismo, mas é machismo mesmo”, afirma a produtora, referindo-se também às tarefas domésticas que as mulheres impedem os homens de fazer.

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Grupo acredita que a desvalorização da mulher do campo precisa acabar | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

Em outras regiões de Unicapes, segundo ela, há mais mulheres. Entretanto, cada área apresenta suas particularidades. No Norte, explica a coordenadora, há uma base familiar muito forte e sólida, que é um diferencial de outras áreas.

“No geral, a nossa agricultura é pesada e a gente não é visualizada. O agricultor em si já tem um papel que não é valorizado e para nós, mulheres, é pior ainda. Então, a gente quer mostrar que tem capacidade, ganhando o nosso dinheiro, numa das melhores profissões que tem, onde a gente faz tudo com bastante amor e carinho”, ressalta Ivanete.

Para o grupo, além de reconhecimento, falta para a mulher agricultora uma abertura maior de mercado. “Muitas vezes tem o produto e não tem para quem vender. Também ocorre a desvalorização do produto. Essa desvalorização é que tem que acabar, não é porque somos mulheres que nosso produto não tem valor”, aponta Luciane.

Às mulheres que ainda têm receio de buscar qualificação ou inserção em grupos de empoderamento, as produtoras deixam um recado: “O ‘não’ você já tem, corra atrás do ‘sim’. Você não pode desistir, porque existem muitos projetos para mulheres não divulgados. A gente tem que acreditar e batalhar, porque nada cai do céu”.

Riqueza rural: a história do jovem jaraguaense que optou pelo campo

Manutenção da família no campo

Um dos filhos de Elisabeth, hoje com 20 anos, optou por ficar no campo e trabalhar junto à família. Embora todas as integrantes do grupo estimulem os filhos a buscarem seus sonhos, dão todo o apoio para os que querem continuar no meio rural.

Elas acreditam que o panorama da agricultura vem mudando gradualmente e tem se tornado mais atrativo para o jovem. Isso se deve, também, à implementação de novas tecnologias que permitem um trabalho com menos desgaste e ‘sacrifício’.

Em alguns casos, os filhos acabam voltando para a roça quando os pais já estão se aposentando. Para as produtoras, proporcionar o retorno dos jovens é extremamente importante.

“Se os nossos jovens não se interessarem pela agricultura, o que vai acontecer? Vai virar loteamento e aí vem mais gente, mais pobreza e mais fome. Há uma fala de Abraham Lincoln (ex-presidente dos Estados Unidos) que diz assim: se destruírem as cidades e mantiverem os campos, essas se reconstruirão; se destruírem os campos e mantiverem as cidades, esses não voltarão mais”, ressalta Ivanete.

De acordo com ela, os jovens que focam já têm essa vontade de inovar, estão ligados no turismo rural e estão buscando empreender cada vez mais.

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Série Riqueza Rural também contou a história do jovem Gabriel Catoni que, assim como o pai e o avô, optou pelo campo | Foto: Eduardo Montecino/OCP News

A série "Riqueza Rural"

A série Riqueza Rural teve início no dia 10 de março de 2018 e, durante três meses, contou a trajetória de agricultores que, junto à família, atuam na produção de alimentos na microrregião.

Em Jaraguá do Sul, foram evidenciadas as culturas de aipim, arroz, bananas, palmáceas, alimentos orgânicos, olericultura, piscicultura e o tema juventude rural; em Corupá, as plantas ornamentais; Guaramirim mostrou a produção de melado e doces de banana; em Massaranduba, a pitaya é novidade; por fim, produtores de Schroeder estão erguendo um abatedouro de peixes com capacidade para abater dez toneladas por dia. Fonte: https://ocp.news / Por Ana Paula Gonçalves jornalista

 

Mais informações:  https://ocp.news

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Capacitação para empreendedor rural já tem inscrições abertas em Jaraguá do Sul

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Permitir ao produtor rural desenvolver habilidades como empreendedor, transformando a sua propriedade em um negócio rentável e sustentável é o objetivo da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento da Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul, que já abriu as inscrições para o Programa Empreendedor Rural (PER). 
 

A capacitação gratuita será feita em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e terá 17 módulos presenciais, com duração de 8 horas cada, numa carga horário total de 136 horas. O curso terá início no próximo dia 10 de julho e segue até 30 de outubro deste ano. O número de vagas é limitado a 35 participantes. Os encontros acontecerão sempre as terças-feiras, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jaraguá do Sul.

Entre outros fatores o PER abordará estratégias e elaboração de projetos eficientes para o agronegócio. Além do programa estão previstos alguns eventos de apoio como reuniões com entidades parceiras (Senar, Colégio Agrícola, entre outras) e encontro de sensibilização para apresentação do programa em si, objetivos, horários, critérios de certificação como a frequência mínima de 80% dos encontros e projeto de conclusão do PER. Os interessados podem procurar a Secretaria – rua Ângelo Rubini, 600, Barra do Rio Cerro.
 

Requisitos: Possuir ensino fundamental completo (9º ano/8ª série); ter idade mínima de 16 anos; ser produtor rural ou pertencente ao mesmo núcleo familiar; ter vínculo e participação na propriedade rural e ter espírito empreendedor. Fonte: http://www.jdv.com.br

 

Mais informações: Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento – (47) 2106-8648

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Jovens Rurais de Jaraguá do Sul e região participam de encontro

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Na manhã desta quarta-feira (27) o Parque Malwee foi palco de mais um encontro da Juventude Rural, evento promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) com apoio da Prefeitura de Jaraguá do Sul, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento e do Programa SC Rural.

Segundo a organização do evento, o objetivo é integrar os jovens, incentivando-os a permanecer no campo dando continuidade aos negócios de sua família.

“Não deixa de ser um espaço para discutir aspectos da própria juventude e do agronegócio, mostrando que através de novas propostas e inovação, é possível buscar o êxito neste seguimento”, comentou um das organizadoras, a engenheira agrônoma, Nilza Luzzi. Ela estima que cerca de 50 participantes da região estiveram presentes, a grande maioria jaraguaense.

Depois da abertura, que contou com a presença de autoridades como o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli e do secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Daniel Peach, iniciou-se a programação de palestras. A primeira, sob o tema “Juventude – Realização Profissional e Sucessão” foi ministrada pelo consultor de Marketing, Ainor Lotério, de Joinville.

Após um breve intervalo com direito a apresentação do grupo jaraguaense de balé Ornellas, ocorreu a segunda palestra. Coube ao engenheiro agrônomo e gerente da Epagri de Joinville, Hector Silvio Haverroth discorrer sobre “Como Fazer a Regularização Ambiental da Propriedade”. Tema que, de acordo com Nilza, já vem sendo bastante difundido em outros eventos do gênero. Um almoço marcou o fim do encontro que segundo a organização foi bastante positivo.Fonte:prefeitura Municipal de Jaragua do Sul

 

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17º Encontro Regional de Agricultoras do Litoral Norte Catarinense

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No último dia 21, o salão do Parque da Malwee, no município de Jaraguá do Sul, lotou com as 400 agricultoras que participaram do 17º Encontro Regional de Agricultoras do Litoral Norte Catarinense. Na solenidade de abertura do evento, as autoridades presentes destacaram a força da mulher no campo, as conquistas e a luta por melhorias nesta área.

Segundo Juana E. G. Borchardt, extensionista social da epagri local, durante todo o dia aconteceram reflexões sobre as questões de gênero, saúde e bem estar da mulher.

Após a abertura oficial, a Secretária de Saúde do município paranaense de Lapa, Ligia Cardieri, falou sobre “A participação da mulher na coletividade e seus efeitos para a saúde”.

À tarde aconteceram apresentações de experiências do trabalho coletivo das agricultoras de Joinville, Massaranduba e Região e representantes de Grupos da Mulher Rural de Joinville e da Cooperjuriti de Massaranduba.

As agricultoras ainda participaram de oficinas com foco em saúde, estética e bem estar da mulher.

O encontro é promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) por intermédio da Gerência Regional de Joinville.  Este ano contou com a parceria da Prefeitura de Jaraguá do Sul, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional de Jaraguá do Sul, Prefeituras Municipais e Sindicatos Rurais da região.

 

Mais informações: Epagri de Jaraguá do Sul – (47) – 3276 9428 

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Em Jaraguá do Sul cultivo de pepino é alternativa para aviários desativados

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Ainda está bem viva na memória dos avicultores do município de Jaraguá do Sul a crise desencadeada no final de 2011 quando o Frigorífico Seara fechou suas portas no município. O impacto foi imediato e afetou as 30 famílias locais que trabalham com a avicultura, isto sem contar as mais de 800 demissões ocorridas na própria empresa.

No meio deste turbilhão estava o casal Levino e Elmira Spredemann. Depois de 32 anos trabalhando exclusivamente com a criação de aves como frango e marreco, os dois se virão num impasse. O que fazer com o espaço 600 metros quadrados de aviário agora desativado? 

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A resposta começou a ser dada neste mês quando o casal comemorou a primeira safra de pepinos que hoje são cultivados neste mesmo espaço e que rendeu cerca de 9 mil quilos. O produto já tem destino certo. Ao preço de R$ 1,80 o quilo, os legumes serão comercializados com a empresa Conservas Schmitz de Gaspar. Com apoio técnico da Secretaria de Obras e Agricultura, os produtores conseguiram fazer as adaptações necessárias para recomeçar a utilizar o local de forma lucrativa. "Com suporte técnico dos agrônomos da própria Prefeitura, conseguimos fazer com que a cultura do pepino fosse viabilizada ali e em outras quatro propriedades do nosso município", observou o diretor de Agricultura da Prefeitura de Jaraguá do Sul, Aricenir Canuto. 

Numa parceria da própria Agricultura com a Comissão de Agricultura presidida pelo vereador Eugênio Juraszek, cinco aviários desativados passaram por esta transformação, três deles por meio de assistência de agrônomos da Prefeitura e outras duas através de consultoria particular. "Para estas granjas que estavam numa situação mais complicada tivemos que buscar outras alternativas e a escolhida acabou sendo o cultivo de pepinos", disse vereador que agradeceu todo apoio dado pelo setor agrícola da Prefeitura. "O resultado está aqui", disse apontando para a plantação dos Spredemann. 

A escolha do cultivo do pepino para substituir a criação de frangos não foi aleatória. "Isto ocorreu devido a uma experiência, um case de sucesso de Massaranduba, que nos foi trazida pelo próprio Juraszek. No entanto, nada impede que dentro destes galpões possa se produzir também outras culturas como flores, plantas ornamentais e frutos como tomate-cereja. Há outras experiências como estas bem-sucedidas em outras regiões de nosso Estado", destaca. 

Baixo investimento – Desde a crise de 2011, várias alternativas foram apresentadas pelo poder público local e iniciativa privada para aproveitamento das estruturas de aviários ociosas como a criação de gado confinado e até de rãs. No entanto, a maior parte delas esbarrava na questão do custo inicial para adaptar estes espaços a nova cultura. Algo que, em alguns casos, chegava a R$ 10 mil. Custo impensado naquele momento em que boa parte dos produtores ainda lutava para quitar suas dívidas, principalmente junto aos bancos. 

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No entanto, a plantação de pepinos se mostrou ser bem mais viável, principalmente pelo baixo investimento se comparado a outras propostas apresentadas. Segundo o gerente da empresa Conservas Schmitz, Luiz Fortunato, hoje o custo para se adaptar uma estrutura semelhante à do casal Spredemann fica entre R$ 4,5 mil e 5 mil no máximo. "Essencialmente você troca as telhas por uma cobertura feita de lona plástica transparente para permitir a passagem da luz solar, além da construção dos cercados para as plantas e a instalação de um sistema de irrigação", destacou o Fortunato. 

Tanto Elmira como Levino admitem que estão aprendendo a lidar com este tipo de plantio. "Dá bem menos trabalho do que lidar com frango. A gente só precisa ficar atenta na aplicação de um produto (fitossanitário) que os agrônomos nos indicaram para usar três vezes por semana que não deixa dar doença na além do adubo, uma vez por semana, que é aplicado na água que rega as plantas. Normalmente o tamanho para a colheita; Também não pode passar três dedos que o tamanho que o pessoal compra para fazer a conserva", sorriu. 

Hoje onde haviam 7,5 mil frangos são cultivados 1,5 mil pés de pepinos, cada um rendendo até 2,5 quilos. "É uma coisa nova para gente. A cada dia a gente aprende um pouco, mas acredito que o caminho é esse", emendou Levino. "E a vantagem do cultivo de pepinos desta forma é que você tem três safras ao ano, ao contrário do plantio em área aberta que rende apenas uma safra anual", destacou Canuto. Tanto ele como Ferronato comentam que o negócio tem potencial. "Economicamente é viável. Imagina uma estrutura que antes estava depredando no tempo e hoje sendo utilizada como estufa 50 metros de cumprimento por 12 metros de largura, com capacidade para 1500 plantas. 

O fato é que existe uma demanda a ser atendida. Hoje, as fábricas de conserva catarinense compram o legume de cidades das regiões nordeste e sudeste do Brasil. "Não deixa de ser uma oportunidade, um nicho de negócios para os produtores de Jaraguá do Sul que têm uma estrutura ociosa em sua propriedade", defende o secretário de Obras e Agricultura, Hideraldo Colle. "Basta acreditar e investir. Exemplo que dá certo já existe, assim como também existem outros produtores já interessados em investir neste negócio".Fonte:Bom Dia SC

 

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Dia de Campo em Bananicultura é realizado em Jaraguá do Sul

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O Dia de Campo em Bananicultura em Jaraguá do Sul realizado no último dia 30 de setembro foi uma atividade promovida pelo Escritório Municipal da Epagri.

O Dia de Campo aconteceu na propriedade do produtor Waldemiro Murara, na comunidade rural de Ribeirão Alice e contou com a participação de agrônomos extensionistas da Secretaria Municipal de Agricultura do município e do Programa SC Rural, que prestam assistência técnica para a Associação de Bananicultores de Jaraguá do Sul – ABAJAS.

Segundo João Rogério Alves, engenheiro agrônomo da Epagri local, a cultura da banana é uma das , principais fontes geradoras de renda do meio rural do município, que conta com uma área total estimada de 1.900 ha onde trabalham mais de 250 bananicultores, com uma produção média anual estimada em mais de 51.000 toneladas.

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Para a realização do evento foram montadas quatro estações com os temas que mais demandas ações de assistência técnica e extensão rural durante a safra: Renovação de Bananal; Unidade de Observação de Plantas de Cobertura de Inverno para Bananal; Coleta de Amostra de solo para análise Química e Física e Sistema de Monitoramento contra Mal de Sigatoka.

Para cada tema abordado foram realizadas atividades práticas com a demonstração de métodos. A participação ativa dos produtores contribuiu para o esclarecimento de dúvidas, troca de experiência e aprendizado de novas tecnologias de manejo de solo e água, fertilidade e biologia do solo, controle fitossanitário e renovação de bananal.

“Muitos produtores saíram do evento motivados a implementar em seus pomares alguma das técnicas e tipos de manejo diferenciado apresentados”, destacao agrônomo João Rogério Alves.


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