Arquivos da categoria: Lages

Final do 3º Concurso de Queijo Artesanal Serrano acontece hoje na Festa do Pinhão

Queijo Artesanal SerranoFotos José Nicolau Fernandes Epagri

O Queijo Artesanal Serrano também vai brilhar na 31ª Festa Nacional do Pinhão. Na noite de 18 de junho, a partir das 18h, acontece o 3º Concurso Regional de Queijo Artesanal Serrano, durante a programação da Festa.

O evento, promovido pela Epagri e instituições parceiras, busca incentivar a produção, com qualidade, do Queijo Artesanal Serrano, promover a valorização de saber-fazer centenário, fortalecer a organização dos produtores, e divulgar a história, o sabor e a importância que o produto tem na região.

Essa será a etapa final do concurso, que foi precedida por outras três que escolheram os melhores queijos em três microrregiões produtoras. Na fase final, eles serão avaliados por uma comissão julgadora técnica e também pelo público que passar pela Festa do Pinhão.

Queijo Serrano é o produto elaborado na propriedade de origem do leite, a partir do leite cru, hígido, integral e recém ordenhado, que se obtém por coagulação enzimática do leite, através da utilização de coalhos industriais. O produto final apresenta consistência firme, cor e sabor próprios, massa uniforme, isenta de corantes e conservantes, com ou sem olhaduras mecânicas, conforme a tradição histórica nos Campos de Cima da Serra de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Cerca de 25 queijos classificados nas fases microrregionais participarão da etapa final. O concurso é dividido em duas categorias. A categoria Queijo Artesanal Serrano inclui peças com maturação mínima de 30 dias e máxima de 60 dias, com o peso mínimo de 1Kg. Na categoria Queijo Artesanal Serrano maturado ou tropeiro competem peças com tempo de maturação mínima de 60 dias e no mínimo 2Kg.

No julgamento técnico, os queijos serão avaliados segundo suas características de cor, textura, consistência, aroma e sabor. Ainda será considerado na avaliação o envolvimento dos produtores em cursos de qualificação e processo de legalização.

Os visitantes também vão poder julgar os queijos. Entre às 20h e 21h do dia 18, quem passar pelo espaço do concurso dentro da Festa do Pinhão via poder degustar os queijos e dar sua opinião.

No julgamento técnico serão premiados os três melhores queijos nas duas categorias – maturado ou não. Já no julgamento popular não será levado em conta o tempo de maturação, serão premiados os três preferidos do público entre os cerca de 25 que estarão concorrendo. A entrega dos prêmios acontece a partir das 21h30min, no local do evento. Todos os produtores participantes receberão um Certificado de Participação.

Indicação Geográfica

Está na fase final o processo de obtenção de uma Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Artesanal Serrano. A IG é uma certificação, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque sua produção é influenciada por características ambientais ou culturais de uma determinada região.

A história do Queijo Artesanal Serrano começou a ser escrita por volta de 1730, quando foi aberto o Caminho dos Conventos. O queijo artesanal serrano revela na textura, no aroma e no sabor que é muito mais do que um produto – é um pedaço da história que reúne características únicas, como o “saber-fazer” que cruzou o Atlântico com os portugueses, o clima frio dos campos de araucárias e o leite das vacas de corte alimentadas com pastagem nativa.

O processo de obtenção da IG para o Queijo Artesanal Serrano foi desenvolvido pela Epagri em parceria com algumas instituições, entre elas a Associação dos Produtores de Queijo Artesanal Serrano da Serra Catarinense (Aproserra). O documento final que solicita a IG está no INPI, que é quem dá a decisão final sobre a concessão ou não da Indicação. Não há prazo para o Instituto emitir seu parecer. Fonte: Andréia Schlickmann, extensionista da Gerência Regional da Epagri em Lages, pelos fones 49 32896426 / 99830-3307

 

Mais informações: grl@epagri.sc.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Festa terá a “maior paçoca de pinhão do mundo” e participação no programa da Ana Maria Braga

lagespaçoca4

A 31ª Festa Nacional do Pinhão que acontece em Lages/SC, dos dias 14 a 23 de junho no Parque de exposição Conta Dinheiro. Uma das atrações para esse ano será a maior “Paçoca de Pinhão do Mundo”.

lagespaçoca1

A Maior Panela

A maior panela do Brasil, pertence à cidade de Joinville (SC). Ela possui 9,24 m de circunferência, cerca de 2 metros de altura e aproximadamente 12 mil quilos. O recipiente possui 7.450 litros de volume total. Ainda, será necessária uma retroescavadeira para auxiliar na mistura dos ingredientes dentro da panela. A paçoca será preparada pelo Restaurante “O Bistrô”, e já está com os detalhes sendo minuciosamente cuidados pelo empresário Ruan Rangel.

Data

O preparo da maior paçoca de pinhão do Mundo acontecerá no dia 23 de junho a partir das 10hs, no Parque de Exposições Conta Dinheiro, e será distribuído para cerca de 10 mil crianças das escolas municipais e estaduais que receberão um ingresso exclusivo para participar deste feito inédito.

Programa Mais Você

Confirmada a participação do Programa Mais Você da apresentadora Ana Maria Braga da Rede Globo, que participará do preparo da Paçoca.

3 toneladas de ingredientes

Os ingredientes principais para esta Paçoca são: Pinhão moído, carne moída (suína e bovina), calabresa, bacon, cebola, cebolinha e salsinha. E, estima-se o preparo de 3 toneladas de paçoca de Pinhão para este dia.

lagespaçoca2

A 31ª Festa Nacional do Pinhão, também contará com outra atração a mais nesta edição.  Entre os dias 14 e 23 de junho, a festa será cenário do Sabores de Lages, um espaço gastronômico que reunirá o melhor da gastronomia da Serra e oferecerá um cardápio variado para agradar os diferentes paladares.

lagespaçaca3

O Sabores de Lages é uma realização do Núcleo de Gastronomia de Lages, com o apoio da Associação Empresarial de Lages (ACIL), Câmara de Dirigentes Lojistas de Lages (CDL) e do Sebrae. “O objetivo é ofertar mais um atrativo para as pessoas que visitam Lages durante a Festa do Pinhão. É uma oportunidade para resgatar a identidade cultural gastronômica da Serra e oferecer aos turistas e visitantes a oportunidade de saborear a culinária da região. Além de ser uma excelente opção de entretenimento para toda a família”, aponta Ruan Rangel, coordenador do núcleo.

lagespaçoca6

O espaço reunirá o que há de melhor na gastronomia local, com pratos especiais pensados e elaborados especialmente para esta ocasião. O Sabores de Lages também busca gerar melhores oportunidades de negócios, além da promoção dos integrantes do Núcleo de Gastronomia de Lages.

Nos próximos dias serão anunciados os estabelecimentos participantes e os pratos que serão servidos, bem como, demais detalhes deste evento. Fonte:https://saojoaquimonline.com.br

 

Mais informações: http://www.festadopinhao.com/site/

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309 
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Protetores Ambientais de São Joaquim visitam 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Lages

sjoaquimprotetor

O grupo de jovens, do município de São Joaquim, em formação no curso de Protetores Ambientais tiveram um dia de grandes experiências. Eles conheceram a sede da Polícia Militar Ambiental de Lages, onde foram recepcionados pelo Comandante da subunidade, Capitão Marafon.

Alí puderam conhecer um pouco da função de cada seção, bem como toda estrutura física do quartel do 2º Polícia Militar Ambiental de Lages.

No período vespertino, os alunos acompanharam uma instrução no Canil Setorial de Lages, com os policiais Cb Damasco, Sd Simão, Sd Pisseti e Sd Piloneto, que apresentaram o trabalho realizado com cães na Serra Catarinense, sua adestração e a formação do cão para atuar com a Polícia Militar no combate ao crime.

Os alunos também visitaram a Cavalaria de Lages, onde tiveram instrução com o 3º Sgt Rudnei, que repassou todos os cuidados e atividades desenvolvidas com os cavalos na região, finalizando, assim, o dia de aprendizado dos alunos.

 

Mais informações: pmalagesp3@pm.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Epagri de Lages é referência em homeopatia na agricultura e na pecuária no Brasil

  lageshomeopatia2

Há mais de dez anos desenvolvendo ações de pesquisa e extensão com o uso da homeopatia na agropecuária catarinense, técnicos da Epagri fazem parte do grupo que está constituindo a Associação Brasileira de Homeopatia na Agricultura, Pecuária e Ambiente.

O pesquisador da Estação Experimental de Lages (EEL), Pedro Boff, e o extensionista de Criciúma, Marcelo Pedroso, representam a Empresa na entidade que tem a missão de congregar pesquisadores, professores, agricultores, estudantes e demais interessados de promover, apoiar e abrir o debate sobre a ciência da homeopatia aplicada aos sistemas produtivos de alimentos, fibras e bioenergia no Brasil.

lageshomeopatia

“Por se tratar de uma terapêutica não residual aos alimentos e ao ambiente, é de amplo aceite na sociedade que clama por alimentos sadios e saudáveis”, afirma Boff, que está na coordenação técnica do próximo Congresso Nacional de Homeopatia nas Ciências Agrárias e do Ambiente, previsto para 30 de outubro a 1º novembro de 2020, em Ribeirão Preto (SP).

No último evento nacional, Boff abordou em mesa-redonda o estado de arte da homeopatia e sua implementação na agropecuária catarinense. Ele participou do evento com representantes de universidades catarinenses, que juntos apresentaram 24 trabalhos técnico-científicos em assuntos relacionados ao uso de altas diluições dinamizadas em plantas.

lageshomeopatia3

A homeopatia surgiu nos trabalhos da Epagri no início dos anos 2000 como proposta inovadora em apoio ao cumprimento de sua missão: conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural, em benefício da sociedade. Segundo estudos desenvolvidos pela Empresa, o tratamento homeopático promove uma agricultura limpa, com bons índices de produtividade e baixo custo.

lageshomeopatia4
 

A Estação Experimental de Lages conta, desde 2011, com o Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal que dá apoio às atividades de pesquisa e extensão em Santa Catarina. A pesquisa com uso de homeopatia no tratamento de plantas e animais vem sendo desenvolvida na Estação Experimental de Lages, e com plantas na Estação Experimental de Ituporanga. Além disso, vários municípios de diferentes regiões trabalham com serviço de extensão na implementação da homeopatia nas propriedades rurais e com capacitação para formar multiplicadores da terapêutica. Fonte: lagesnarede.com.br

 

Mais informações: grl@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Jovens da região serrana discutem seu papel transformador no meio rural

lages1 

lagesencontrojovens2  

O Encontro de Jovens Empreendedores do Meio Rural da Serra Catarinense realizado no último dia 14, em Lages, teve a participação da vice-governadora Daniela Reinehr, que falou a uma plateia de cerca de 250 pessoas, no auditório da Uniplac.

lagesencontrojovens1

O evento objetivou integrar, socializar e trocar experiências entre alunos dos cursos de Liderança, Gestão e Empreendedorismo, promovidos pela Epagri. Também teve como proposta contribuir, no processo de formação de jovens rurais, como protagonistas do desenvolvimento solidário e iniciativas inovadoras que agregam valores a produtos, serviços e espaços numa perspectiva ecocultural.

A vice-governadora Daniela Cristina Reinehr palestrou no evento enfocando a visão do governo do Estado e as políticas públicas para os jovens rurais que representam uma oportunidade para permanência no meio rural, com empreendedorismo e protagonismo.

lagesencontro4

“A Epagri é um elo entre o produtor rural e o governo e nosso objetivo é fomentar esse potencial humano rural para que se desenvolva plenamente”, destacou Daniela Reinehr. Ela afirmou que o governador Carlos Moisés é sensível às demandas do meio rural e contou que ele, cultiva abelhas e tem atividade de pecuária. “Um dos grandes desafios hoje é como fazer com que o jovem permaneça no campo, produzindo com eficiência e condições técnicas. É importante associar o meio rural ao turismo, respeitando as características de cada região”, citou a vice-governadora, se referindo como uma das metas do governo.

Os jovens Dener e Sérgio Kuhnen, de Urubici, foram capacitados em 2015. Após o curso, os dois se destacaram na produção de olerícolas, como cebola, tomate e pimentão dentre outras. A perspectivas destes jovens é permanecer na propriedade rural, com mais investimentos em tecnologia e infraestrutura, viabilizando economicamente as atividades desenvolvidas por eles. “O curso nos deu uma nova visão da nossa propriedade. Toda família trabalha junto. Hoje dobramos a produção”, contaram os jovens que têm como extensionistas da Epagri, Paulo Soldi e Cláudia Schmitz.

lagesencontrojovens5

O Encontro contou ainda com a palestra da Dra. Rose Gerber, extensionista da Epagri, que falou sobre a Ação Jovem Rural em SC: resultados e desafios. O Prof. Msc. Humberto Aloísio Oliveira abordou “História, identidade e sucessão familiar na Serra Catarinense”. Na parte da tarde aconteceu uma mesa redonda, onde jovens da região apresentaram seus casos de sucesso em cultivo de morango consorciado com alface em sistema semi-hidropônico, pecuária de leite e de corte. 

Além de permitir socialização entre os participantes das diversas turmas na região, o Encontro buscou a valorização dos projetos empreendedores e a visibilidade do protagonismo dos jovens rurais, conforme explicou Andréia Meira, extensionista social da Epagri na região e uma das responsáveis pelo evento, sucessão familiar, organização e protagonismo foram temas discutidos no evento não só por jovens, como também por pais, familiares, técnicos e lideranças locais. “Foi fomentada ainda a criação de uma rede de cooperação entre jovens rurais da região para troca de informações, serviços e produtos”, acrescentou Andréia Meira.

lagesencontro1

A Epagri promove há dez anos cursos de Liderança, Gestão e Empreendedorismo para jovens rurais de todo o Estado. Neste período foram capacitados mais de 2 mil catarinenses, em 72 turmas. Ao final de cada curso, os alunos elaboram projetos de melhorias em suas propriedades rurais e a Epagri seleciona os melhores, que recebem financiamento do Estado para serem implementados. Nos 10 anos de vigência do curso, foram 902 projetos financiados, pelo Programa SC Rural, no valor de R$ 7,8 milhões. Só na Serra catarinense a Epagri já formou mais de 150 jovens. Nesse ano, o curso na região acontece entre abril e novembro e já está com as inscrições abertas.

O encontro foi uma parceria prevista em convênio firmado entre a Epagri e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e coordenado pelo gerente regional da Epagri Olmar Neuwald e pela extensionista e coordenadora do projeto Jovem Empreendedor Rural na Serra, Andreia Meira. O secretário executivo da Amures, Walter Manfroi representou a associação de municípios e destacou que a Epagri tem uma forte parceria com os 18 municípios da Serra Catarinense. Fontes: Gabinete da vice-governadora e Epagri

Mais informações: grl@epagri.sc.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309 
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Sindicato Rural de Lages cria curso de técnico em Agronegócio

lagescurso

O Sindicato Rural de Lages está pronto para receber a primeira turma inscrita para o Curso Técnico em Agronegócio, com graduação de nível médio, e reconhecido pelo MEC. O curso é totalmente gratuito e com a maioria das atividades à distância.

Houve 130 inscritos, mas apenas 40 foram selecionados para as vagas no polo de Lages. De acordo com o presidente da entidade, Márcio Pamplona, isso surpreendeu de forma positiva. A relação dos selecionados já foi divulgada e aula inaugural será no próximo dia 23 de março. A partir de então se desenvolve um processo educativo com duração de dois anos. “Nós temos a consciência de que devido a essa grande procura, mais vagas serão abertas no decorrer do tempo”, ressalta Márcio.

Conforme explica o dirigente rural, toda a estrutura junto ao Sindicato, era uma área praticamente subutilizada, e agora conta com três salas de aula, biblioteca, refeitório, secretaria e auditório. Estrutura está destinada à qualificação das famílias e funcionários dos produtores rurais, e também do público que tem acesso às vagas via processo seletivo.

A entidade começa assim a concretizar a proposta da instalação de cursos técnicos e superiores ligados ao agronegócio, inclusive, futuramente, com a possibilidade da efetivação da Faculdade de Tecnologia CNA. Todo o projeto foi desenvolvido em parceria entre o Sindicato, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

 

Mais informações: www.faesc.com.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Epagri de Lages promove Dia de Campo sobre plantio direto na pequena propriedade

lagesdiadecampo

Com o objetivo de incentivar o sistema de plantio direto nas pequenas propriedades rurais de Lages, a Epagri reuniu 250 pessoas para um dia de campo sobre o assunto. O evento acontceu na fazenda São João, localizada na comunidade de Santa Terezinha do Salto. Participaram produtores rurais de Lages e de outros municípios da serra catarinense, alunos da escola itinerante, técnicos agrícolas, agrônomos e lideranças municipais.

O palestrante do evento foi o professor da Udesc Ricardo Trezzi Casa. “Consideremos importante esse evento porque reuniu pequenos e médios produtores da região e oportunizou o repasse de informações técnicas pra que todos possam conhecer algumas estratégias necessárias para utilizar o correto sistema de plantio direto”, disse.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Pesca, Osvaldo Unicini, a prefeitura de Lages mantém 19 núcleos agrícolas e oferece suporte com máquinas e equipamentos. Ele participou do dia de campo e informou que estão sendo adquiridas quatro plantadeiras para plantio direto, três pulverizadores e distribuidores de calcário. “Isso porque queremos introduzir o plantio direto também nas pequenas propriedades com o objetivo de conservar o solo e aumentar a produtividade das lavouras”.

O dia de campo foi coordenado pelo extensionista rural da Epagri de Lages Pedro Donizete Souza. O evento foi promovido pela Epagri, Secretaria de Agricultura e Pesca de Lages, Cooperativa Agropecuária do Planalto Serrano (Cooperplan), com o apoio da Associação União Rural de Lages (Unir) e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. Patrocinaram o evento empresas do setor agrícola locais e regionais serranas.

 

Mais informações: emlages@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Pesquisa aponta caminho para controle do capim-annoni

capim1 

Controlar o capim-annoni (Eragrostis plana Nees) é um dos principais desafios dos pecuaristas do Sul do Brasil. Essa planta invasora que tem comportamento agressivo de infestação e supressão das pastagens é alvo de pesquisas de um grupo de instituições que buscam a forma mais eficiente de controlá-la. A Epagri participa desse trabalho que encontrou um caminho para reduzir os danos da espécie.

capim2

Condição inicial da área do experimento

O capim-annoni é rejeitado pelos animais porque tem baixa qualidade (7% de proteína e 50% de digestibilidade) quando comparado com outras plantas forrageiras. “Isso faz com que os animais exerçam maior pressão de pastejo sobre as espécies nativas que, por consequência, não conseguem competir por recursos como água, luz e nutrientes com a invasora”, detalha Cassiano Eduardo Pinto, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Lages (EEL). Como resultado, ele acaba suprimindo a pastagem natural, que se torna degradada e de difícil recuperação.

A capacidade de dispersão da planta dificulta o controle. O capim-annoni produz uma grande quantidade de sementes, superior a 14 mil por planta/ano, com viabilidade acima de 90%. “Como elas são muito pequenas, são facilmente disseminadas pelo vento e penetram nas cavidades do solo, formando um banco de sementes com longa persistência”, diz Tiago Celso Baldissera, pesquisador da Epagri/EEL. Além disso, o gado ajuda na dispersão porque as sementes ficam na inflorescência da planta, que é a parte mais consumida. Boa parte das sementes germina nas fezes, aumentando a velocidade e a intensidade da invasão.

Para controlar essa espécie, a Rede de Pesquisa em Eragrostis plana, liderada pela Embrapa Pecuária Sul, reúne mais de dez instituições da Região Sul. Dentro desse grupo, a Epagri, a Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná, a Universidade Federal do Paraná e a Fazenda Colônia se reuniram em um experimento para definir métodos de manejo do solo e da pastagem para controle do capim-annoni.

O controle é realizado com aplicação de glifosato utilizando o equipamento Campo Limpo (desenvolvido pela Embrapa) e sobressemeadura de pastagem. O trabalho também envolve adubação de base e ajuste de carga para que as forrageiras de interesse econômico cubram o solo e promovam competição com as plantas indesejadas.

Os pesquisadores estão avaliando o desenvolvimento da pastagem e o impacto do manejo sobre o capim-annoni. Em dois anos de experimento, dados preliminares mostram uma redução de 42% na população de capim-annoni na comunidade vegetal de uma pastagem de Brachiaria brizantha cv. MG5. A presença da invasora caiu de 24% para menos de 10%.

capim1

 Pastagem recuperada depois do tratamento

As pastagens foram manejadas com oferta adequada de pasto, proporcionando um desempenho durante o verão (novembro a março) de 0,55kg de peso vivo/animal/dia, ganho de 290kg de peso vivo/ha/ano e carga média de 5,5 animais/ha. “O manejo adotado manteve o capim-annoni em uma população que não provocou dano econômico, transformando uma pastagem degradada em uma área com alto potencial produtivo no sistema para a pecuária de corte”, destaca o pesquisador Fábio Garagorry, da Embrapa Pecuária Sul.

Seis décadas de invasão

O capim-annoni foi detectado em 1957 em Tupanciretã (RS). Acredita-se que tenha chegado ao Brasil em um lote de sementes de capim-de-rhodes importado da África do Sul. Embora aqui seja uma praga, no país de origem o capim-annoni não tem esse comportamento.

Há focos de infestação em diferentes níveis de intensidade no Sul do Brasil. Estima-se que tenha ultrapassado 20% da área com vegetação nativa no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, faltam informações sobre o avanço da espécie, por isso um dos objetivos da pesquisa é mapear e entender os processos de invasão no Estado. “Aplicamos mais de 200 questionários em todas as regiões de Santa Catarina e 49,8% dos entrevistados afirmam que o capim-annoni é um problema em áreas de cultivo agrícola e com invasão em torno de 30% nas áreas de pastagem”, relata Cassiano. Fonte: Epagri/Estação Experimental de Lages

 

 Mais informações: – cassiano@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Sem espaço no meio rural, abelhas invadem as cidades

lagesabelhas

Enxames de abelhas estão se instalando nas cidades. O curioso é que a enxameação (reprodução) normalmente acontece na primavera. Essa seria a época adequada para a migração. Especialista explica que outros fatores estão motivando a mudança de comportamento da espécie.

O engenheiro agrônomo, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Saulo Luiz Poffo, salienta que as abelhas estão procurando lugares urbanos para se alojarem, porque formaram novas famílias e não encontram espaço no meio natural (nas matas).

A falta de árvores, cupinzeiros, lavouras e até os reflorestamentos obrigam as abelhas a mudarem de colmeias. Segundo Poffo, este é um dos fatores que explica a alteração de comportamento da espécie.  Outra situação, é quando a colmeia é prejudicada, ameaçada ou até atacada por alguém ou animal silvestre. “É comum se mudarem quando se sentem ameaçadas”, explica, dizendo que a reação depende das condições da colmeia. “Uma colmeia de abelha, no seu auge (primavera) comporta uma população de mais de 80 mil abelhas apis-mellifera.”

A orientação, segundo o especialista, é não mexer com o enxame. A situação se agrava, se as abelhas se instalam em ambientes públicos (Unidades de Saúde e escolas, por exemplo), pois nessas condições, os Bombeiros precisam ser chamados para retirar o enxame. “Eles [Bombeiros] têm contato de apicultores que podem cobrar ou não para fazer a retirada das abelhas ”, explica Poffo. Nesses casos, a população pode chegar de 10 mil a 30 mil unidades.

Mudança

Segundo a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas, a mudança de local é natural para as abelhas. Quando há privação de alimento, uso de agrotóxicos, calor ou estresse, elas abandonam a colmeia para procurar outro local onde o grupo e,  principalmente, a rainha, pode sobreviver.

Locais preferidos

Paredes duplas, beiral das casas, chaminés, tambores, pneus, pias de cozinha e bobinas de madeira entre outros

Quase quatro décadas produzindo mel

José Alceu Perão é apicultor há 36 anos. Na sua propriedade, que fica há 25 quilômetros do Centro de Lages, existem mais 500 colmeias. Ele já fez várias retiradas de abelhas invasoras. “Fizemos a remoção em locais de fácil acesso”, explica Perão. Durante as mais de três décadas, nas quais lida com abelhas, já viu muitos lugares estranhos, que serviram de abrigo para colmeias nas cidades. O mais inusitado foi num foguete, brinquedo de parquinho infantil.

Ferroada pode matar

O engenheiro agrônomo, alerta para o risco à saúde se um pessoa for ferroada. Se a pessoa tiver alergia, uma ferroada da abelha é capaz de matar. Qualquer pessoa que tomar mais de 30 ferroadas precisa buscar atendimento médico.

Vital para a humanidade

As abelhas têm contribuição importante para a agricultura. Além de produzir mel, cera e própolis também fazem a polinização das flores (cruzamento) para reprodução e produção das espécies. Muitos fruticultores têm apiários em suas propriedades ou até alugam colmeias para polinização. Especialistas dizem que se as abelhas desaparecessem, o planeta teria muita dificuldade em produzir alimentos.Fonte:Correio Lageano

 

Mais informações: emlages@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Seminário vai discutir qualificação da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano

lagesseminarioqueijo

A Epagri promove na terça-feira, 10, seminário sobre qualificação da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano (QAS).

O evento acontece das 9h às 17h no campus de Lages da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos escritórios municipais da Epagri ou contatando pelo grl@epagri.sc.gov.br e (49) 3289-6400. O evento marca o início das capacitações de técnicos e produtores em Boas Práticas Agropecuárias e Boas Práticas de Fabricação, que ocorrerão durante esse ano na Serra catarinense.

O ciclo de palestras será aberto com o tema “A importância do processo de qualificação para fortalecimento da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano”, a ser apresentado por Charli Beatriz Ludtke, representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “O Modo de Fazer Queijo Artesanal Serrano como patrimônio culinário imaterial de Santa Catarina” será abordado pelo presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Rodolfo Pinto da Luz.

“A importância da organização e dos produtores como protagonistas do processo de qualificação e autocontrole” será colocada em debate pela Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano (Faproqas). Por fim, Bruno Cabral, mestre queijeiro, formado em gastronomia pela Escola de Hotelaria e Restauração de Barcelona, na Espanha, discute com os participantes “Valorização e características do Queijo Artesanal Serrano frente ao mercado e tendências do consumo”. O encerramento será marcado pela primeira mostra de Queijo Artesanal Serrano, dirigida pelo chef Bruno.

Lançamento

Outro destaque da programação será o lançamento do livro “Caracterização ambiental e delimitação geográfica dos Campos de Cima da Serra”, marcado para às 11h15. A obra, editada pela Epagri, traz um levantamento das características ambientais da região, um dos documentos exigidos no processo que solicita Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Artesanal Serrano.

A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. O champanhe é um exemplo clássico.

No Brasil, quem avalia o pedido e decide pela concessão ou não da Indicação é o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que já recebeu todos os documentos referentes ao Queijo Artesanal Serrano. A IG está sendo solicitada na modalidade de Denominação de Origem (DO). Caso seja concedida, essa será a primeira certificação em DO para queijos do Brasil.

Tradição

O QAS, feito a partir de leite cru, faz parte da tradição, da alimentação e da renda das famílias da Serra catarinense e dos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul desde 1700. É um pedaço da história que reúne características únicas, como o “saber-fazer” que cruzou o Atlântico com os portugueses, o clima frio dos campos de araucárias e o leite das vacas de corte alimentadas com pastagem nativa.

A região geográfica delimitada como produtora do QAS, denominada Campos de Cima da Serra, compreende 18 municípios da Serra catarinense e 16 da região Nordeste de altitude do Rio Grande do Sul, totalizando 34 mil km2. São aproximadamente 3,5 mil pecuaristas familiares que produzem o queijo, utilizando somente leite da propriedade.

 

Mais informações:  grl@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br