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Agora é Oficial – São Joaquim se torna a Capital Nacional da Maçã

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O Presidente Jair Messias Bolsonaro, sancionou no dia 03 de janeiro, a lei LEI Nº 13.790, que torna São Joaquim a Capital Nacional da Maçã.

O Projeto de Lei foi relatado pelo senador Dário Berger, que elege o município de São Joaquim, em Santa Catarina, como a Capital Nacional da Maçã. A cidade catarinense é referência nacional no cultivo da fruta e atualmente o maior produtor de maçãs do Brasil, responsável por cerca de 20% da produção no país.

São Joaquim é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma altitude de 1.360 metros. Sua população estimada é de 26.045 habitantes. Situada no Planalto Serrano, está localizada a 227 km de Florianópolis. A cidade conta com uma grande diversidade étnica, composta principalmente por descendentes de portugueses, alemães, italianos e japoneses. Fonte: https://notiserrasc.com.br

 

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Propriedade rural de São Joaquim recebe certificação estabelecimento de livre de brucelose e tuberculose – meta do SC Rural

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O Departamento Regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc de São Joaquim realizou a entrega do certificado de Propriedade Livre de Brucelose e Tuberculose para os produtores Manoel Roseni Pereira e Renan Virgo Lina Pereira, da localidade de São João de Pelotas, município de São Joaquim.

Na ocasião, participaram o Gestor Regional do Departamento Regional da Cidasc de São Joaquim e Cristiane Aparecida Lopes Couto da Epagri, uma das responsáveis através do Programa SC Rural dos Projetos Queijarias do Queijo Serrano e comemoraram junto aos produtores a entrega do certificado, o qual garante um controle mais rigoroso para brucelose e tuberculose nas propriedades.

O documento certifica a propriedade por ter cumprido o que estabelece o Artigo 57 do regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal. De acordo com o Mapa, a proposta do Programa foi elaborada com a participação de especialistas e pesquisadores em epidemiologia, em medicina veterinária preventiva, e em Serviços de Inspeção e Defesa Sanitária Animal.

A Cidasc está empenhada em eliminar a brucelose e tuberculose dos rebanhos do Estado de Santa Catarina e reduzir as perdas de produtividade no campo. Atualmente, o Estado possui apenas 0,912% do seu rebanho bovino afetado por brucelose e 0,5% afetado por tuberculose (sendo a menor prevalência do país).  Os bovinos com brucelose ou tuberculose são encaminhados para abate sanitário e o produtor que cumpre a legislação é indenizado pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal- Fundesa.

Quando houver suspeita das doenças, deve-se procurar um médico veterinário habilitado pelo Mapa para realizar exames nos animais. Os escritórios da Cidasc possuem a lista dos nomes e contatos dos médicos veterinários habilitados.

O que é brucelose?

É uma doença causada por bactérias que pode causar aborto e queda de produção de leite. Ataca machos e fêmeas.

O que é tuberculose?

É uma doença que atinge, principalmente, os bovinos e bubalinos e pode causar emagrecimento, tosse e queda de produção de leite. É comum a condenação de carcaça em abatedoyuros por achados de lesões sugestivas de tuberculose. A doença pode atingir outras espécies de animais, inclusive o homem.Foto: DR da CIDASC de São Joaquim

 

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Tecnologia é a grande aliada da produção agrícola em Santa Catarina

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Desde o momento em que acordamos, utilizamos produtos que, de alguma forma, têm procedência no agronegócio. Esse setor representa parte importante do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Em 2017, de acordo com o Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,01 bilhões, 13% a mais que o ano anterior. Resultados expressivos obtidos graças a aplicação de muita tecnologia.

A seguir, você verá como o trabalho de pesquisadores é importante para melhorar os resultados no campo, construindo um resultado sólido e positivo para a economia da Serra Catarinense.

Um exemplo é São Joaquim, onde as parreiras de uvas se tornaram muito mais que um incremento para a agricultura da região. São a nova fonte de turismo para um município que já estava acostumado a receber visitantes durante o inverno rigoroso.

A produção dos vinhos de altitude ganhou destaque no País inteiro, as vinícolas são pontos de visitação e colocaram São Joaquim no mapa do Enoturismo.

Mas para isso, foi necessário o apoio imprescindível da tecnologia. Uma ampla pesquisa anterior a implementação das primeiras parreiras na região. Foi na década de 1990 que os primeiros pesquisadores perceberam a possibilidade do cultivo de uvas, devido às condições climáticas e a altitude.

Os testes foram realizados com a uva cabernet sauvignon, seu potencial para a região foi comprovado e a possibilidade de haver a produção de vinhos atraiu interessados pelo novo segmento. Seguiram-se assim, os testes para outras uvas. Hoje, são cultivadas na região a cabernet sauvignon, sagrantino, montepulciano, rebo, sauvignon e sauvignon blanc.

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João Felippeto é Enólogo na Epagri de São Joaquim – Fotos: Camila Paes

Laboratório

Para avançar com os estudos, contribuindo para que essa nova alternativa de produção fosse implantada na região, a Estação Experimental da Epagri de São Joaquim ganhou, em 2010, um laboratório moderno para pesquisas da capacidade dessas uvas e do vinho produzido na Serra Catarinense. De acordo com o Mestre Enólogo e Pesquisador em Enologia pela Epagri, João Felippeto, o espaço é um dos mais modernos do Estado.

Foi em 2015 que a classificação das uvas cultivadas na região foi finalizada. Mas, Felippeto garante que, a pesquisa não pode viver apenas de passado. “Há muito potencial para ser pesquisado”, acrescenta.

Em função disso, o grupo trabalha na classificação de novos tipos de uvas, como as italianas e francesas e a possibilidade de serem cultivadas na região. Outro trabalho que a equipe de enologia da Epagri trabalha é na busca por técnicas que melhorem as características dessas frutas, o que resulta na produção de um produto final diferenciado. Um desses trabalhos, coordenado por Felippeto, é no melhoramento através da osmose.

Identificação Geográfica

A Epagri trabalha para identificar os vinhos da região que estão sendo comercializados. O objetivo é obter a identificação geográfica. Ela se caracteriza na identificação de um produto ou serviço como originário de um local, região ou país, quando determinada reputação, característica ou qualidade que possam lhe ser vinculadas essencialmente a sua origem geográfica, sendo passíveis de proteção legal.

O queijo serrano e o vinho da região do Porto, em Portugal, são exemplos de produtos identificados.  Felippeto ressalta que essas análises já haviam sido encerradas em 2015, mas foram retomadas.

Não há como definir um prazo para serem encerradas, já que é necessário apoio financeiro para a conclusão do projeto. Entretanto, órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) são parceiros no projeto.

Resultado rápido

O enólogo enfatiza que o sucesso e potencial do cultivo é notável, já que tudo aconteceu em um período de 20 anos. Atualmente já são 400 hectares do plantio da uva na região. “O potencial para crescer existe, devido as características. Há procura. O crescimento é lento, mas está assim em todo o País”, frisa. O trabalho feito na Epagri mostra que, diferentemente de outros vinhos produzidos em regiões de altitude, o de Santa Catarina destaca-se por suas características únicas.

 

A implantação da maçã foi uma estratégia tecnológica

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Carlos Demeciano é produtor há cerca de 20 anos

Quem passa pela SC-114, sabe que está próximo de São Joaquim quando as macieiras começam a aparecer nas margens da rodovia. Há mais de 30 anos, as paisagens do município são assim, já que foi na década de 1970 que foi percebido o potencial de cultivo de maçã na região.

O gerente de pesquisa da Epagri, em São Joaquim, Marcelo Cruz de Liz, explica que anteriormente a pecuária e a extração da madeira eram as principais fontes de economia.

Foi com a possibilidade de oferecer uma nova opção de fonte de renda para a população, que o Governo Estadual investiu em pesquisas para a implementação da maçã no município. Marcelo relata que, na época, foram contratados diversos pesquisadores, que foram enviados para regiões do Brasil e do mundo.

A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) também teve destaque nesse auxílio, já que ajudou no aporte de tecnologias do país asiático para a Serra Catarinense. “A colonização japonesa impulsionou o cultivo na década de 1970”, ressalta Marcelo.

Em 1975 foi construída a Empresa Catarinense de Pesquisa Agropecuária, que viria a se tornar a Estação Experimental da Epagri em São Joaquim. Unidade que atualmente conta com pesquisadores para todas as áreas da fruticultura serrana.

Na empresa, são feitos testes de produtos, manejo e melhoramento de plantas. Todo esse trabalho é voltado para atender ao setor. Com essa força-tarefa e incentivo para o preenchimento dessa lacuna na agricultura serrana, a maçã tornou-se a principal fonte da economia joaquinense.

Os números revelam que o papel da tecnologia para o sucesso da fruticultura, foram primordiais. São 12 mil hectares de maçã plantados na região, 9 mil só em São Joaquim. Uma estimativa indica que a cidade tem 2.400 fruticultores e no último ano, foram colhidas 400 mil toneladas de maçã.

O município é o maior produtor do Brasil, respondendo por 35% da safra nacional. A cultura representa 70% da economia da região.

Combate a doenças

O clima temperado, frio e úmido da região de altitude são propícios para a fruticultura e foi a razão para a implementação do cultivo da maçã. Entretanto, ele também é próspero para a infestação de fungos e bactérias.

Por causa disso, o laboratório de Fitopatologia da Epagri no município, é um dos mais visitados pelos produtores. É ali que trocam experiências com os pesquisadores, que prestam auxílio, tiram dúvidas e ajudam no diagnóstico de pragas e a contenção das mesmas.

Como em uma consulta médica, os agricultores relatam os sintomas, mostram galhos, fotos, falam das características e das suspeitas. É dessa forma que os doutores em Fitopatologia Felipe Moretti Pinto e Leonardo Araújo ajudam no sucesso das colheitas das frutas. Mas não é só no laboratório que o trabalho dos especialistas toma forma. As pesquisas de campo e constantes visitas às propriedades também contribui para as pesquisas.

O campo digital

A família Demeciano cultiva maçã há cerca de 20 anos. O patriarca Francisco, 66, começou a trabalhar com fruticultura, na propriedade de 3 hectares na localidade de Cruzeiro, em São Joaquim, já que precisava encontrar alternativa para aumentar a renda.

Anteriormente, o cultivo de batata era o foco, entretanto, seu Francisco revela que a instabilidade do preço o fez desistir.  O filho Carlos, 38, é quem comanda a plantação de maçã da família. No ano passado, colheram cerca de 150 toneladas. É com o apoio das tecnologias oferecidas pela Epagri que os resultados são positivos. “Eles ajudam na cadeia produtiva, poda, condução, de danos no período chuvoso”, ressalta.

É o acesso ao software Agroconnect, que auxilia os produtores na tomada de decisão baseado nas condições climáticas. Já que, a quantidade de chuvas é fator que ajuda na proliferação dos microrganismos.

Carlos fica conectado ao sistema sempre que há previsão de chuvas e sabe quando será necessário aplicar defensivos. Com o Agroconnect, as informações de uma rede de 250 estações hidrometeorológicas são disponibilizadas ao usuário através de uma interface, que pode ser acessada por computadores e celulares. A plataforma revela o monitoramento de dados de acordo com clima, por culturas, condições climáticas, se está propício a ter doenças. É gratuito e em tempo real.

Internet no campo

São Joaquim conta com 10 estações, praticamente em todas as localidades. Na propriedade da família Demeciano, está instalado um dos equipamentos. Lá, a internet e o celular funcionam e isso é ponto positivo para que a plataforma seja utilizada.

O gerente de pesquisa da Epagri, Marcelo Liz, avalia que é devido a esse tipo de auxílio que é importante ter sinal de internet e telefone no campo.  Para Carlos, o apoio com essas tecnologias oferece a oportunidade de ter uma colheita melhor e mais barata, já que assim, sabem exatamente com o que investir e de que forma.

 

Tradição secular se renova a cada pesquisa

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Pastagens de qualidade auxiliam o processo de ganho de peso do gado

Nos cerca de 90 hectares da Estação Experimental da Epagri em Lages, um pedaço de terra abriga pesquisa importantante para a pecuária na Serra Catarinense. Na região de Lages, a criação de gado é uma atividade que se destaca entre as outras. Por isso, há mais de 100 anos, a empresa foi instalada no município.

As pesquisas englobam todos os setores da pecuária, seja da alimentação do gado até o leite e a carne produzidos por ele. Nos campos ou nos laboratórios, pesquisadores trabalham com a realizada dos produtores da região, encontrando formas de se sobressair às dificuldades diárias.

Entretanto, esses resultados não servem apenas para a região. Podem auxiliar produtores de diversas partes do País, que enfrentam dificuldades semelhantes.

Exemplo disso são os estudos com novas sementes de pastagem. No campo, um espaço é reservado para testar novas forrageiras. Pequenos trechos são separados, onde crescem as folhagens que são analisadas durante todo o crescimento, colhidas e testadas em laboratórios.

O trabalho é completo e esse tipo de teste é obrigatório para empresas que desejam lançar novas sementes. Esse processo chama-se Valor de Cultivo e Uso (VCU), de acordo com portaria da Embrapa.

O gerente de pesquisa da Epagri em Lages, Ulisses de Arruda Córdova, revela que anualmente, são testados cerca de 50 pastagens. Ele explica que impacta diretamente na realidade do produtor, já que o auxilia na compra de produtos que irão trazer benefícios reais e que o investimento não será desperdiçado.

Ulisses afirma que por ser pública, a Epagri cuida da sua credibilidade e que possuí compromisso com o resultado final.

Além de fazer análises de sementes, que serão comercializadas, passam por estudo os tipos diferentes de pastagem e como se adaptam ao clima da região.

O engenheiro agrônomo e pesquisador Jefferson Araújo Flaresso, explica que como forma de contribuir a esses estudos, escolhem espécies que estão sendo utilizadas por produtores, as estudam para conhecer o potencial na região e oferecer resultados comprovados e de qualidade.

Entretanto, Ulisses explica que, recente pesquisa com pecuaristas, revelou que está se tornando frequente o uso de sementes que não oferecem nenhum tipo de valor agregado para os animais.

“A média de aproveitamento seria no mínimo de 70%, encontramos pastagens com valores muito menores e até mesmo, com 0%”, revela.

O gerente diz que a Epagri recomenda que os produtores exijam atestado de qualidade dos produtos ou que as enviem para laboratórios credenciados ao Ministério da Agricultura, antes do cultivo. Em Lages, os testes podem ser realizados com segurança, no Centro de Ciências Agroveterinárias.

 

O pasto no meio da floresta

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Tiago (E) e Cassiano, buscam melhorias para o pasto serrano.

Espaços de florestas naturais não costumam ser utilizados para o cultivo das forrageiras. Porém, os pesquisadores Cassiano Eduardo Pinto e Tiago Celso Baldissera, analisam a capacidade do crescimento da pastagem em meio a uma floresta de eucaliptos. Eles revelam que, com essa possibilidade, o produtor consegue ter mais um tipo de renda, além da pecuária.

Além de que, dessa forma, as vantagens para o meio ambiente são maiores e podem trazer melhores condições ao gado, que passará a ter as árvores para proteção contra chuvas e sol.

No campo da Epagri, o experimento é feito em uma área de 4 hectares, onde animais passam a se alimentar e o seu comportamento é analisado. Eles podem produzir mais leite, por exemplo, enquanto estão em um ambiente protegido.

Em várias mangueiras nos terrenos da Epagri, parte do gado que participa da nova pesquisa, utiliza fraldas. Esse estudo, também realizado por Cassiano e Tiago, pretende analisar a qualidade da pastagem natural e os resultados da alimentação por diferentes por forrageiras de diversos tamanhos.

Para analisar os benefícios, a pesquisa considerada pioneira, inclui a utilização de fraldas de couro no gado. Assim, com o esterco, é possível analisar as diferentes absorções de nutrientes e quais os impactos no rebanho.

São essas inserções de tecnologias que mostram como a pesquisa trabalha no melhoramento atual da pecuária e por isso, é significativa para a continuidade do crescimento do setor.

Do laboratório ao campo

Diferentemente das pesquisas que nascem do campo, nos laboratórios o caminho é inverso. O trabalho realizado com tubos, microscópicos e componentes químicos, geram benefícios que podem ser aplicados diretamente no agronegócio, prevenindo, por exemplo, a proliferação de pragas e doenças.

Uma das análises em andamento, é o manejo da Rinotraqueíte Infecciosa dos Bovinos (IBA), uma doença assintomática e que atinge animais na região. O pesquisador e doutor em Ciência Genética João Frederico Mangrich dos Passos, explica que o vírus é parecido com o de uma doença respiratória, mas que causa o aborto espontâneo.

Sem o diagnóstico correto, isso pode gerar dúvidas ao produtor, que pode achar que o problema do animal é outro e optar por tratamentos que não são os específicos. Com essa pesquisa, João explica que a expectativa é criar uma vacina que impeça o contágio e melhore a qualidade de vida dos animais.

O pesquisador e doutor em Biotecnologia, Murilo Dalla Costa, acrescenta que o meio rural cria demandas que os laboratórios tentam solucionar e melhorar. Com isso, o trabalho é chegar em um produto confiável e que seja entregue ao produtor. Ele enfatiza que, essa função não serve apenas para a região, mas sim para trazer benefícios para todo o estado de Santa Catarina. Fonte: Correio Lageano.

 

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Escola de São Joaquim vence a etapa regional do Prêmio Epagri Escola Ecologia

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A Epagri entregou no dia 26 de outubro, na Serra Catarinense, o Prêmio Epagri Escola Ecologia Marcia Mortari.Realizado no Auditório da ADR São Joaquim, o evento reuniu mais 120 pessoas, entre professores, alunos, colaboradores da Epagri e autoridades.

Com a participação de seis escolas dos municípios de São Joaquim, Urubici e Painel, o troféu de ouro foi conquistado pela Escola Básica Municipal Maria Aparecida Nunes, da localidade de Arvoredo, do município de São Joaquim. A unidade desenvolveu o projeto “Escola Consciente: Promovendo a sustentabilidade das gerações futuras com práticas em educação ambiental”.

O troféu de prata foi conquistado pela Escola Santo Antonio de Painel e o trofeu de bronze foi para a Escola Laudelino Borguesan, de Urubici. Além dos premiados, as demais escolas participantes também receberam trofeu de participação. Durante a tarde, os alunos participaram de uma trilha ecológica no Snow Valley.

O Prêmio tem como objetivo recompensar as escolas como incentivo na ampliação do trabalho de Educação Ambiental Rural visando à construção de sociedades sustentáveis em parceria com instituições públicas e privadas e com a sociedade civil.

O gerente regional da Epagri, Marlon Couto destacou a importância do evento por ajudar na recuperação, na preservação e na proteção dos ecossistemas e das diversas culturas do local. “O prêmio não é apenas um concurso, mas um estímulo às ações de preservação ao meio ambiente, conscientizando as crianças desde cedo sobre a importância da sustentabilidade”, salientou.

O evento foi promovido pela Epagri, com o apoio do Programa SC Rural. Também contou com as parcerias dos municípios, através das secretarias municipais de educação e agricultura, entre outros órgãos.Fonte: Elenise Melo Nunes/ ADR São Joaquim

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Epagri realiza aula Inaugural do Curso Jovem Empreendedor em São Joaquim

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No dia 28 de março, a Epagri realizou a aula inaugural do Curso em Liderança, Gestão e Empreendedorismo, no Centro de Treinamento de São Joaquim – Cetrejo.

Participam do curso, 42 jovens com idade entre 18 e 29 anos dos municípios de Bom Jardim da Serra, São Joaquim, Urupema, Rio Rufino, Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Lages, São José do Cerrito, Correia Pinto e Ponte Alta.

A aula inaugural contou com a presença do presidente da Epagri, Luiz Hessmann, a secretária executiva da Agência de Desenvolvimento Regional – São Joaquim, Solange Scortegagna Pagani, o gerente regional da Epagri, Názaro Vieira Lima, entre outras autoridades, além de técnicos da Epagri, alunos e pais.

O curso tem como objetivo formar lideranças rurais, desenvolver o espírito empreendedor dos jovens agricultores e incentivar a discussão sobre sucessão familiar nas propriedades agrícolas da região. A extensionista da Epagri e coordenadora pedagógica do curso na região, Andréia Meira explica que neste ano o enfoque será em grãos e pecuária, e a turma será dividida em dois grupos.

Com a previsão de nove alternâncias, que são encontros mensais de 24 horas/aula cada, serão abordados temas como liderança, empreendedorismo, inclusão digital, práticas integradoras de lazer e autoconhecimento; novas oportunidades econômicas e ambientais, voltadas ao emprego, à renda e a produção agrícola e ainda a gestão de negócios, da propriedade e do ambiente, considerando as potencialidades regionais.

Uma das palestras do primeiro dia de encontro foi apresentada pelo mineiro Marcos Mergarejo Netto com o tema A geografia do Queijo Minas Artesanal.Fonte: Agência de Desenvolvimento Regional – ADR São Joaquim

 

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Apoio do SC Rural ao Projeto Estruturante do Grupo Boava de São Joaquim garante sustentabilidade da cadeia produtiva da maçã

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Os 31 produtores de maçã, integrantes do Grupo Boava, do município de São Joaquim, foram beneficiários do Programa Microbacias 2. Junto ao Programa SC Rural buscaram apoio financeiro para realizar investimentos, visando adequações ambientais e sustentabilidade da atividade.

Em 2016, com apoio do Programa realizaram ampliação de pomares, organização das propriedades, para armazenamento e descarte de resíduos de insumos, bem como à destinação das embalagens vazias, além da necessidade de manutenção da qualidade das maçãs, por meio da proteção dos pomares, contra danos ocasionados por precipitações acompanhadas de granizo com a instalação de telas anti-granizo. 

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Cobertura de pomar de maçãs com tela anti-granizo

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Abastecedor de Pulverizadores com depósito para o armazenamento/descarte de insumos na Produção Integrada da Maçã.

De forma grupal, investimentos na aquisição de 3 caçambas basculantes e 2 pás carregadeiras, que auxiliarão os agricultores na manutenção das estradas internas das propriedades, facilitando o escoamento da produção. 

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Distribuidores de calcário e adubos orgânicos (bem de uso coletivo)

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De forma grupal, investimentos na aquisição de 3 caçambas basculantes e 2 pás carregadeiras, que auxiliarão os agricultores na manutenção das estradas internas das propriedades, facilitando o escoamento da produção. 

Além dos investimentos financeiros, apoiados com recursos disponibilizados pelo Programa SC Rural, o extensionista rural da Epagri Filipe Souza Oliveira e o Agente Técnico de Assistência Técnica e Extensão Rural, engenheiro agrônomo Marlon Francisco Couto reúnem-se com o grupo periodicamente no salão da comunidade de Boava, visando manter o comprometimento do grupo com as ações idealizadas, bem como a promoção de capacitações em gestão financeira das propriedades, manejo de doenças, raleio químico, descarte correto das embalagens de agrotóxicos, descarte de resíduos e utilização dos equipamentos de proteção individual. 

Nos encontros, abordam temas relacionados à condução adequada dos pomares e da propriedade como um todo, utilizando-se do apoio de pesquisadores da Estação Experimental de São Joaquim, além da realização de dias de campo e treinamentos, também em parcerias com o setor privado, com alianças mercadológicas na aquisição, classificação, embalagem e comércio da produção.

Segundo o Secretário Executivo Regional do SC Rural, engenheiro agrônomo da Epagri,Aziz Ab. Hatem, o apoio do Programa visa toda a sustentabilidade das cadeias produtivas, desde o investimento na produção, capacitação dos empreendedores, equilíbrio ambiental, até a viabilidade da comercialização, do negócio e das organizações.

As ações planejadas para o grupo no ano de 2017 incluem o acompanhamento financeiro por meio de planilhas, onde os agricultores poderão, com planilhas simplificadas manter os registros de receitas e despesas na atividade e na propriedade.

O Agrônomo Filipe complementa: “Importante que se dê continuidade nas reuniões visando o esclarecimento das ações necessárias para o monitoramento e erradicação do Cancro Europeu, e procurar articulá-los, para que futuramente se organizem na forma de uma associação ou cooperativa, a fim de agregar valor à produção.” Fontes: filipeoliveira@epagri.sc.gov.br e Marlon@epagri.sc.gov.br

 

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Jovens do Planalto Serrano concluem curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo

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Um grupo de 28 jovens rurais do Planalto Serrano comemorou a conclusão do curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo em uma cerimônia realizada no dia 15 de setembro em Lages. A solenidade de entrega dos certificados reuniu técnicos, jovens e seus familiares, lideranças e autoridades. 

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O destaque do evento foi a apresentação dos projetos de vida desenvolvidos pelos participantes.

O curso, promovido pela Epagri com apoio do Programa SC Rural, qualifica os jovens nas áreas de agricultura, pecuária, inclusão digital, autoconhecimento, educação ambiental, turismo rural, gestão de negócios com inovação e empreendedorismo.

Nessa edição, participaram jovens dos municípios de Cerro Negro, Campo Belo do Sul, Capão Alto, Lages, São José do Cerrito, Otacílio Costa, Urupema, São Joaquim e Bom Jardim da Serra. As atividades iniciaram em março e capacitaram os jovens ao longo de nove encontros realizados no Centro de Treinamento da Epagri de São Joaquim (Cetrejo).

Após a entrega de certificados, foi anunciada a aprovação do apoio financeiro do Programa SC Rural para os 16 projetos apresentados pelos jovens. O montante somará cerca de R$ 500 mil para investimento em projetos de agricultura e pecuária.

Desde 2013, o curso já capacitou cerca de 100 jovens da Serra Catarinense. “O conhecimento construído com metodologias participativas a partir da realidade, a qualidade dos projetos apresentados e a postura crítica e comprometida dos jovens rurais dinamizam os processos de organização e desenvolvimento nas comunidades”, resume Andréia Meira, extensionista da Epagri e coordenadora pedagógica do curso na região.

 

Mais informações:Centro de Treinamento da Epagri em São Joaquim – (49) 3233 0211
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Merendeiras de Urubici aprendem sobre plantas alimentícias não convencionais

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No dia 26 de julho 2016 foi realizada uma oficina culinária para as merendeiras da rede de ensino do município de Urubici, quando foram apresentadas as hortaliças não convencionais ou plantas alimentícias não convencionais, chamadas de Pancs e adicionadas na alimentação do dia a dia.

As mais encontradas em Urubici: Serralha, Capuchinha, Tansagem, caruru, azedinha, trapoeraba, picão branco, língua de vaca, Beldroega, dente de leão, mentruz.

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A oficina foi organizada pelo escritório da Epagri de Urubici , ministrada pela nutricionista Elisabete Silva e realizada no Centro de Treinamento da Epagri em São Joaquim-Cetrejo.

“Foi um dia de grande aprendizado e de resgate de alimentos usados pelos nossos antepassados”, ressalta Cláudia Maria Schmitz, extensionista da Epagri em Urubici.

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Segundo ela, as hortaliças não convencionais ou plantas alimentícias não convencionais (PANC), são espécies de plantas comestíveis, nativas, exótica, espontâneas, silvestre ou cultivada, que fazem parte de todos os biomas brasileiros.

Muitas dessas espécies de plantas são chamadas de “daninhas”, “inços”, “matos” e outras denominações pejorativas, pois suas utilidades e potencialidades econômicas são desconhecidas.

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Ainda segundo relato da extensionista da Epagri, essas espécies foram largamente consumidas pela população, e, por mudanças no comportamento alimentar, passaram a não fazer mais parte da cadeia produtiva e da alimentação habitual atual, perdendo espaço e mercado para outras hortaliças, como alface, rúcula, entre outras. “Diante disso, o resgate e a valorização dessas hortaliças na alimentação representam um grande potencial no ponto de vista econômico, cultural, social e nutricional, beneficiando a agricultura familiar e respeitando os conceitos de sustentabilidade”, destaca Cláudia.

“A natureza continua apostando em nossa capacidade de perceber. E aí estão os “matos” comestíveis por toda a parte. Nasce por todos os cantos, cheios de energia, resistentes a pragas, tirando do solo mesmo pobre, em plena seca, o melhor, e de graça. Nada de comprar sementes “tratadas” e embaladas com veneno para não bichar. As sementes caem no solo, onde ficam guardadas e brotam na primeira oportunidade ou os galhos se encostam no chão e enraí- zam. Essas são nossas hortaliças não convencionais”, conta Cláudia .Fonte: claudias@epagri.sc.gov.br

 

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SC Rural incrementa a produção orgânica em São Joaquim

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Teve início mais uma etapa do projeto estruturante, financiado pelo Programa SC Rural, para ampliação e qualificação da produção de olerícolas orgânicas para comercialização coletiva. O projeto envolve 10 famílias de São Joaquim e Urupema, sócias da Cooperativa Ecológica de Agricultores e Consumidores de São Joaquim e Região (Econeve).

A abertura dessa etapa foi marcada por uma oficina, na Comunidade de Santa Isabel, em São Joaquim, sobre construção de abrigo modelo túnel alto em plástico (estufa) com irrigação por gotejamento, para a produção de mudas e hortaliças no cultivo orgânico. A implantação dos abrigos é importante porque minimiza os efeitos das intempéries climáticas, principalmente o excesso de chuvas e as estiagens. Assim, fica muito mais fácil o controle de pragas e doenças, o que contribui para a qualidade final dos produtos.

O Projeto prevê a construção de 25 túneis, com irrigação por gotejamento, onde serão cultivadas mudas de hortaliças orgânicas e produzidos tomate, pimentão, pepino, abobrinha, entre outras olerícolas. Também serão construídos 20 túneis baixos para o cultivo de morango e adquiridos implementos. Por fim, o projeto prevê a construção de sistemas de captação de água da chuva. O investimento é de RS 90 mil, metade proveniente do Programa SC Rural e o restante dado como contrapartida pelos agricultores.

A oficina foi realizada na propriedade de Nilson Muniz Neto e sua esposa Raquel A. Souza. O casal espera poder melhorar a renda familiar em pequenas áreas de cultivo e fornecer produtos orgânicos de qualidade para a sociedade. A produção será comercializada para escolas municipais de São Joaquim e Urupema e no mercado da Grande Florianópolis.

Os trabalhos de elaboração e acompanhamento do projeto estruturante foram realizados pelo engenheiro-agrônomo Fábio Anderson, facilitador do Programa SC Rural, pela técnica agrícola Taciane Spolti, agente de extensão rural do Governo Federal e pelo técnico agrícola Carlos Magno de Almeida, extensionista da Epagri em São Joaquim. Deram apoio a equipe da Gerência Regional da Epagri em São Joaquim e os profissionais da Epagri na região de Lages, engenheiros-agrônomos Luiz Saulo Poffo Lider e Aziz Abou Hatem. Também atuou como apoiador o engenheiro-agrônomo Antônio Edú Arruda, aposentado da Epagri.

 

Mais informações: Epagri de São Joaquim (49) 3233 8400 

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Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Cidasc participa de intercâmbio de informações da Missão Europa–Brasil

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O Projeto “Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil” tem como objetivo o intercâmbio de informações e conhecimento técnico acerca da verificação dos “Sistemas de Controle de Qualidade de Frutas e Hortaliças in natura” e visa aprimorar o sistema de controle de qualidade dos produtos vegetais brasileiros destinados ao consumo interno e às exportações.

A missão técnica foi coordenada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA e teve início na terça-feira, 05, em Brasília (DF). No primeiro dia do encontro foi realizado um Seminário de avaliação dos “Sistemas de Inspeção e avaliação da conformidade de Frutas e Hortaliças na União Europeia e no Brasil”.

Nos dias 07 e 08 de abril, a comitiva da União Europeia e membros da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura estiveram em São Joaquim (SC), a fim de conhecerem a produção da região e o sistema de classificação das maçãs. Junto à comitiva, estiveram presentes os representantes da CIDASC: Rides Campos Ferreira, Gestor do Departamento Regional da CIDASC de São Joaquim; Gilnei Bruno Fachin, Gerente Estadual de Classificação Vegetal; e Jorge Amilton de Souza, técnico agrícola e classificador.

O grupo, com representantes da Inglaterra, Suíça, Portugal e Alemanha, participou de um encontro que aconteceu no Auditório da Cooperativa Regional Agropecuária Serrana (Cooperserra) e contou com a participação da CIDASC, que apresentou suas atividades de classificação de maçãs e também do Selo de Conformidade CIDASC – SCC, trabalho este realizado junto a algumas agroindústrias de beneficiamento de maçãs da região. Na ocasião, também houve apresentação das Associações Brasileira e Catarinense dos Produtores de Maçã (ABPM e AMAP).

Em seguida, realizou-se uma visita ao Packing House da Cooperativa Agrícola de São Joaquim (Sanjo) a onde foi apresentado o sistema de controle utilizado na classificação e comercialização de maçãs no Brasil. Além disso, a comitiva esteve em um pomar e pôde verificar a qualidade das frutas brasileiras.Fonte:CIDASC

 

Mais informações: Departamento Regional da CIDASC de São Joaquim – (49) 3233 8463

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