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A maçã ‘Fuji’ da região de São Joaquim tem potencial para uma indicação geográfica?

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A indicação geográfica (IG) é um instrumento que tem por objetivo proteger e valorizar um produto cujas características e reputação estão diretamente relacionadas a sua região de origem. Existem diversos exemplos de IG de sucesso no mundo.

No Brasil, alguns dos exemplos mais famosos englobam os vinhos do Vale dos Vinhedos, o queijo da Serra da Canastra e o café do Cerrado Mineiro. Já em outros países do mundo, existem exemplos ainda mais conhecidos, como os vinhos espumantes da região de Champagne, o vinho do Porto, o presunto de Parma e a pera Rocha do Oeste. Esses produtos são conhecidos internacionalmente por apresentarem uma qualidade diferenciada que é determinada por características da região de origem do produto, sejam elas climáticas, geográficas (solo, vegetação) ou humanas (cultivo, tratamento, manufatura).

O termo “indicação geográfica” é firmado quando produtores, comerciantes e consumidores identificam que alguns produtos de determinados lugares apresentam qualidades particulares, atribuíveis à sua origem geográfica, e começam a denominá-los com o nome geográfico que indica sua procedência.

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Nesse sentido, pode-se afirmar que a maçã de São Joaquim já é conhecida por sua qualidade há bastante tempo. A região de São Joaquim tem tradição no cultivo da macieira, principalmente devido às condições climáticas favoráveis à cultura. A produção no município ganhou força a partir da década de 70, com a criação do Projeto de Fruticultura (Profit) e o estabelecimento da colônia japonesa, havendo um aumento crescente desde então.

A região de São Joaquim não é apenas a maior produtora nacional de maçãs, mas também a que detém o maior número de pequenos e médios produtores. Atualmente, mais de 2 mil produtores vivem da pomicultura no município, que produz anualmente cerca de 400 mil toneladas da fruta, o que representa mais de 30% da produção nacional. A economia do município depende direta ou indiretamente da cultura da macieira. Aliada ao clima frio e à produção de vinhos finos, a maçã fortalece também o turismo na região, não apenas pela comercialização de frutos e produtos derivados, mas também pela realização de eventos como a Festa Nacional da Maçã.

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Recentemente, São Joaquim recebeu o título de Capital Nacional da Maçã, quando o presidente da república sancionou a lei nº 13.790, em 3 de janeiro de 2019. Contudo, apesar de já ser reconhecida internacionalmente pela produção de maçãs de qualidade diferenciada, São Joaquim ainda não conta com uma certificação atestando a origem dos frutos. Nesse sentido, a utilização do selo da IG é uma das melhores alternativas para valorizar a qualidade dos frutos produzidos na região. Existem dois tipos de IG: a Indicação de Procedência (IP) e a Denominação de Origem (DO). Enquanto a IP se refere a um nome geográfico que se tornou conhecido como centro de produção ou fabricação, a DO já é mais restritiva, pois designa um produto cujas qualidades ou características se devam essencialmente aos fatores humanos ou naturais de uma determinada região. Entre os produtores e consumidores, a maçã joaquinense é conhecida por apresentar melhor sabor, sobretudo devido à textura mais crocante, bem como melhor aparência, com maior tamanho e com coloração e formato mais atrativos ao mercado consumidor.

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Contudo, quando nos referimos a um processo de DO para a maçã na região de São Joaquim, é importante comprovar aquilo que já tem sido observado há bastante tempo: que a maçã de São Joaquim apresenta uma qualidade diferenciada. O cultivo da macieira em São Joaquim tem diversas particularidades no que diz respeito ao aspecto produtivo. Dentre elas, destaca-se o fato de a produção ocorrer predominantemente em pomares pequenos, envolvendo, em sua maioria, a agricultura familiar e pequenos produtores. Além dessa peculiaridade, a região de São Joaquim ainda apresenta outro fator responsável por proporcionar uma qualidade diferenciada aos frutos: o clima. Em comparação às demais regiões produtoras do país, normalmente a região de São Joaquim apresenta temperaturas mais baixas, tanto durante o inverno quanto na précolheita dos frutos.

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No Brasil, as maçãs ‘Gala’ e ‘Fuji’ representam em torno de 60% e 30%. Porém, no município de São Joaquim, ocorre o contrário, sendo que as maçãs do grupo ‘Fuji’ respondem pela maior parcela da produção. De fato, isso não ocorre por acaso, por ser naturalmente mais exigente em frio hibernal, a ‘Fuji’ apresenta melhor adaptação em regiões com maior acúmulo de frio durante o inverno. Por outro lado, em regiões com invernos mais amenos, macieiras do cultivar Fuji podem apresentar menor produtividade ou frutos de menor tamanho, cor menos intensa e forma achatada, o que interfere na qualidade. O frio em quantidade e qualidade adequadas ao cultivar é fundamental para promover uma boa brotação, uma boa florada e um crescimento vegetativo equilibrado. Esses fatores, por sua vez, irão determinar não apenas a produtividade, mas diversos aspectos relacionados às características dos frutos.

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Para maçãs ‘Fuji’, dentre os aspectos de qualidade que são favorecidos pelos invernos tipicamente mais frios da região de São Joaquim, podemos destacar o calibre, o formato e a coloração dos frutos. O formato arredondado é o mais desejado e é característico de maçãs ‘Fuji’. Contudo, invernos menos rigorosos (menor acúmulo de frio) tendem a ocasionar frutos de menor tamanho, bem como um maior percentual de frutos achatados ou deformados, que são menos atrativos ao mercado consumidor. As temperaturas mais baixas durante o inverno também beneficiam a fisiologia da planta, proporcionando um ciclo mais longo em comparação a regiões mais quentes e favorecendo o crescimento dos frutos. O maior acúmulo de frio hibernal também é benéfico à floração e à morfologia das flores, aspecto esse que também influencia o crescimento e o desenvolvimento dos frutos.

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Por esse mesmo motivo, o cultivo de maçãs ‘Fuji’ em condições de inverno mais rigoroso proporciona aos frutos um pedúnculo melhor formado, reduzindo o percentual de maçãs com o pedúnculo curto ou deformado, característica que também valoriza a aparência. Condições de baixo frio hibernal podem ainda aumentar a severidade de “russeting” nos frutos, prejudicando o aspecto visual e consequentemente a classificação. Além do frio hibernal, as temperaturas pré-colheita da região de São Joaquim também privilegiam um dos atributos mais valorizados pelo mercado da maçã atualmente: a coloração. O prolongamento do ciclo (colheita mais tardia), a amplitude térmica e principalmente as temperaturas noturnas mais frias nas semanas que antecedem a colheita melhoram a coloração vermelha dos frutos. Por promover a síntese de antocianinas, principal pigmento associado à coloração vermelha da casca de maçãs, as baixas temperaturas noturnas na pré-colheita melhoram a intensidade e aumentam o percentual de coloração vermelha dos frutos, principal aspecto que possibilita a classificação dos frutos em categorias mais altas, melhorando o preço de comercialização.

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Nos últimos anos, a maçã pingo de mel tem ganhado espaço no mercado nacional. Pesquisas conduzidas em outros países também indicam que maçãs ‘Fuji’ submetidas a temperaturas mais baixas nas semanas que antecedem a colheita proporcionam o desenvolvimento de pingo de mel nos frutos, o que os torna mais doces. Nesse sentido, as condições climáticas são aliadas da colheita tardia na indução de pingo de mel, caso se deseje esse nicho de mercado específico. Além dos atributos visuais, a capacidade de armazenamento e o sabor dos frutos, de acordo com o que os produtores da região e segundo o que os comercializadores das frutas descrevem, também é diferenciado na região de São Joaquim. Já para os consumidores, as maçãs joaquinenses são conhecidas por serem mais saborosas, principalmente devido a uma textura mais crocante e suculenta. Além do clima, muitos são os fatores que afetam a qualidade organoléptica de maçãs, como manejo, safra, ponto de colheita, condições de armazenamento, entre outros.

Porém, existem estudos científicos que indicam que as condições climáticas e até mesmo as características de solo da região de São Joaquim podem favorecer processos fisiológicos que resultam em uma composição mineral mais adequada à conservação dos frutos durante a armazenagem. Esses mesmos estudos demonstram ainda que maçãs produzidas em São Joaquim tendem a apresentar, entre outras características, teores de Ca mais elevados e menor relação N/ Ca, atributos minerais que estão associados à melhor manutenção da firmeza de polpa durante a armazenagem, bem como à menor suscetibilidade a distúrbios fisiológicos.

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Atualmente, o selo da IG já é uma realidade próxima para os produtores de São Joaquim. Ao longo dos últimos anos, a Epagri e o Sebrae têm trabalhado em parceria com o setor produtivo e com diversas instituições para obtenção da DO da maçã ‘Fuji’ de São Joaquim. Vários trabalhos e reuniões já foram conduzidos, permitindo muitos avanços na pesquisa e na compilação de informações para solicitar o registro da IG no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O processo da IG para maçã ‘Fuji’ na região de São Joaquim é uma maneira não apenas de valorizar a qualidade do produto, mas também de protegê-la. Nesse sentido, o selo da IG ajuda a assegurar que esse padrão de qualidade que é reconhecido pelo mercado consumidor seja mantido ao longo dos anos.

Para os produtores, a IG caracteriza uma forma de diferenciar seu produto frente ao mercado extremamente competitivo da maçã no Brasil, constituindo uma importante ferramenta para a cadeia produtiva por permitir a agregação de valor e representar um importante mecanismo de competitividade em diferentes nichos de mercado. Para região de São Joaquim, a utilização da denominação de origem irá contribuir para valorização do território e para o desenvolvimento nos âmbitos econômico, social, ambiental, além de favorecer o turismo na região.

Fonte: Agropecuária Catarinense, Florianópolis, v.32, n.3, set./dez. Artido de Mariuccia Schlichting De Martin¹, José Luiz Petri² e Alberto Fontanella Brighenti³

1; Engenheira-agrônoma, Dra., Pesquisadora da Epagri/Estação Experimental de São Joaquim.e-mail: mariucciamartin@epagri. sc.gov.br. 2; Engenheiro-agrônomo, M.Sc., Pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Caçador,  e-mail: petri@epagri.sc.gov.br. 3; Engenheiro-agrônomo, Dr., Professor do Centro Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, e-mail: alberto.brighenti@ufsc.br. 

 

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O desenvolvimento socioeconômico e ambiental através da apicultura será discutido em São Joaquim

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O 34º Encontro Catarinense de Apicultores e Meliponicultores vai acontecer nos dias 16 e 17 de agosto, no Parque Nacional da Maçã, na cidade de São Joaquim.

O tema desse ano será Apicultura: Desenvolvimento Socioeconômico e Ambiental. “Tudo está sendo feito para os apicultores e meliponicultores de Santa Catarina. A participação é fundamental para a busca de soluções e informações”, diz Ênio Cesconeto, presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores – FAASC, uma das realizadoras do evento, junto com a Epagri, a Confederação Brasileira de Apicultura, a Associação Serrana de Apicultores – Asa, Senar e Sebrae. O encontro tem o patrocínio da Implavel, Apitec, Osjuan e a Imesul Metal Apícola e apoio da prefeitura de São Joaquim.

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A organização do encontro acredita que mais de 600 pessoas devem participar da programação técnica, que inclui palestras, mini-cursos, mesas redondas, com profissionais do Uruguai, da Bahia, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Nesse momento de crise do mercado do mel, teremos uma mesa redonda discutindo o assunto. Teremos também uma mesa tratando dos problemas ambientais, da mortandade de abelhas, com várias instituições envolvidas para tentar buscar soluções”, diz Ênio. Durante o encontro será escrita a Carta dos Apicultores, que será encaminhada ao governo do estado, ministério da Agricultura e a todas as instituições com atribuição na solução dos problemas relacionados aos apicultores e meliponicultores de Santa Catarina. As inscrições para os cursos técnicos podem ser feitas pelo link http://www.faasc.com.br/inscricoes até o dia 30 de julho, ou presencialmente no Encontro.

O evento tem ainda uma programação específica para as associações de apicultores, a Assembléia Geral da FAASC. Paralelamente vai acontecer a Expofeira, que esse ano foi ampliada para 50 metros. A Expofeira anterior, realizada em 2016 em Porto União, teve 40 metros. Esse ano irão participar mais de 20 empresas da área de insumos apícolas e equipamentos da Argentina, Rio Grande do Sul, Paraná, além de cerca de 14 empresas de Santa Catarina. A Expofeira é gratuita e aberta ao público, que terá aceso ao melhor da tecnologia de apicultura catarinense. Fonte: Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina

 

Mais informações: http://www.faasc.com.br/

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Epagri promove Dia de Campo sobre produção de maçã orgânica em São Joaquim

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A Epagri reuniu, produtores rurais, no Sítio Sant’Ana, na localidade do Boava, município de São Joaquim, para um Dia de Campo, sobre produção orgânica de maçã. Além da produção de maçã orgânica, a implantação de variedades de maçãs desenvolvidas pela Epagri, também foi discutida.

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João Reichert, proprietário do Sítio Sant’Ana e também produtor orgânico, cedeu seu espaço, como unidade de observação. Assim, o local possui o objetivo de servir como unidade de pesquisa em relação a produção de maçã orgânica. O ambiente se torna didático, proporcionando aos produtores um maior conhecimento, tratando de assuntos como a implantação de pomares, manejo, condução e tudo que envolva a produção não convencional.

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A partir dos resultados gerados pelas pesquisas desenvolvidas na unidade de observação, juntamente, a Extensão Rural da Epagri e as Unidades de Pesquisas de São Joaquim e Caçador, divulgam os trabalhos e colocam em prática nas propriedades. A essência das atividades, está em transformar a pesquisa em geração de renda para as famílias dos agricultores.

Segundo os técnicos da Epagri, São Joaquim possui um grande potencial em desenvolvimento da cultura orgânica. Apresenta o surgimento de um novo cenário, pautado em responsabilidade ambiental e social.

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 Sítio Sant’Ana e a Acolhida na Colônia em São Joaquim

Com a proposta de valorizar o modo vida no campo através do agroturismo ecológico, a Acolhida na Colônia é uma associação que está presente em São Joaquim. Com enfoque no turismo de experiência e na valorização do pequeno agricultor familiar, a Acolhida oportunizada qualidade vida e renda alternativa para os agricultores.

João Reichert,  integra o quadro de associados na Acolhida na Colônia com sua propriedade, Sítio Sant’Ana. Numa bela localidade no Boava, o sítio oferece aos visitantes muitos atrativos. Entre eles, turismo pedagógico, colha e pague, degustação, visitas técnicas, dias de campo e até a comercialização de maçã orgânica.

Produtor orgânico desde o princípio da propriedade, João se orgulha de sua trajetória. “Trabalhamos por muitos anos na produção convencional, mas quando adquirimos esta propriedade, decidimos partir para o nicho de agroecológicos. Em 2001 foram plantadas as primeiras mudas e seguimos até hoje”, concluiu.

A Acolhida na Colônia preza pela responsabilidade ambiental, pela alimentação saudável e pelo desenvolvimento dos agricultores, gerando um bem-estar coletivo. Fonte:https://notiserrasc.com.br

Para saber mais sobre a Acolhida, acesse www.acolhida.com.br e para conhecer a propriedade do senhor João Reichert, agende uma visita através do (49) 991548662

 

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Rosângela Carbonar a “Mulher do Queijo Serrano” em São Joaquim

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Conhecida como a mulher do queijo, na comunidade do Pericó, no município de São Joaquim, a agricultora Rosângela Carbonar Guedes de Souza, assumiu, em 215, a produção do queijo artesanal serrano como principal atividade econômica e em 2017 recebeu o Selo de Inspeção Municipal.

Ela foi primeira produtora a conquistar o registro na região de São Joaquim, que atesta a qualidade e a segurança de produtos de origem animal para o consumo humano.

Segundo a extensionista Andreia Meira, coordenadora do Projeto Queijo Artesanal Serrano na Epagri, Rosangela já é referência por sua determinação e se destaca como empreendedora rural. “Nos projetos desenvolvidos na região acreditamos muito na mulher como agente de mudança, principalmente pela visão de futuro, capacidade de articulação e de inovação” – diz Andreia.

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Até 2015 a agricultora cultivava hortaliças orgânicas, mas decidiu escolher outra atividade que tivesse menos impacto na coluna. Uma reunião com técnicos da Epagri foi suficiente para ela decidir apostar no queijo. Hoje, ela produz o queijo e faz a gestão financeira da agroindústria; o marido, Janir, é responsável pela lida com os animais. Eles produzem uma média de seis quilos de queijo por dia. Mas a agricultora tem planos ambiciosos: ela quer obter o selo de inspeção federal para comercializar em todo o país. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Ainda segundo Andréia, Rosângela tem sido um dos muitos exemplos inspiradores que comprovam o potencial e a capacidade da mulher em investir na valorização dos produtos regionais e transformar a realidade, gerando renda, fortalecendo a identidade e a história da família, ampliando a esperança e as perspectivas de qualidade de vida no meio rural. Fonte: sjonline / Foto:airescarmenmariga/Epagri

 

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Produtores aprendem que xarope pode amenizar falta de flores e a morte de abelhas na produção de maçã

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A escassez de flores no período de outono/inverno pode causar o enfraquecimento e a morte de enxames e com isso comprometer a produção de maçã, que é a principal atividade econômica do município de São Joaquim.

Para garantir que os enxames estejam fortes e saudáveis nessa época, 17 agricultores do município participaram de uma capacitação na qual aprenderam técnicas de alimentação artificial de colmeias para a passagem do inverno.
 

A capacitação foi ministrada pelo engenheiro-agrônomo da Epagri em São Joaquim, Filipe Souza Oliveira, que apresentou aos agricultores alternativas de suplementação artificial energética, por meio de xarope, e alimentação proteica para ser fornecida às vésperas das floradas da primavera. “É mais viável realizar o manejo de manutenção e fortalecimento dos enxames durante o outono/inverno do que repovoar as colmeias durante a primavera”, salienta o extensionista.
 

Filipe explica que a alimentação artificial das colmeias no inverno é uma das técnicas de manejo da macieira para garantir uma frutificação seja adequada, juntamente com as podas, os tratamentos fitossanitários, as adubações, o raleio, entre outras práticas.
O evento contou com a participação da secretaria da agricultura do município e foi acompanhado pelo pesquisador de entomologia e gerente da Estação Experimental de São Joaquim, Cristiano Arioli. Fonte:Epagri

 

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Protetores Ambientais de São Joaquim visitam 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Lages

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O grupo de jovens, do município de São Joaquim, em formação no curso de Protetores Ambientais tiveram um dia de grandes experiências. Eles conheceram a sede da Polícia Militar Ambiental de Lages, onde foram recepcionados pelo Comandante da subunidade, Capitão Marafon.

Alí puderam conhecer um pouco da função de cada seção, bem como toda estrutura física do quartel do 2º Polícia Militar Ambiental de Lages.

No período vespertino, os alunos acompanharam uma instrução no Canil Setorial de Lages, com os policiais Cb Damasco, Sd Simão, Sd Pisseti e Sd Piloneto, que apresentaram o trabalho realizado com cães na Serra Catarinense, sua adestração e a formação do cão para atuar com a Polícia Militar no combate ao crime.

Os alunos também visitaram a Cavalaria de Lages, onde tiveram instrução com o 3º Sgt Rudnei, que repassou todos os cuidados e atividades desenvolvidas com os cavalos na região, finalizando, assim, o dia de aprendizado dos alunos.

 

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Vencendo barreiras no campo

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A presença feminina no meio rural tem se expandido nos últimos anos. Além de donas de casa, esposas e mães, elas também assumem a gestão das propriedades rurais. O trabalho vai desde a organização e limpeza até a operação de máquinas e implementos agrícolas.

Visando oferecer qualificação e segurança no manuseio desses equipamentos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar/SC, órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina, promoveu, recentemente, o curso de Operação e Manutenção de Tratores e Implementos Agrícolas com nove produtoras rurais de São Joaquim, no Planalto Catarinense.

O treinamento foi ministrado pelo engenheiro agrônomo e prestador de serviço em instrutoria do Senar/SC Sérgio Israel Júnior que explanou sobre legislação de segurança com base na Norma Regulatória (NR31) e também abordou noções de legislação de trânsito. Além disso, explicou sobre a prevenção de acidentes e medidas de controle dos riscos com equipamento de proteção coletiva e individual.

Outros temas trabalhados durante o curso foram operação, inspeção, regulagem e manutenção preventiva de tratores e implementos agrícolas com segurança, sinalização de segurança e noções de primeiros socorros, além de cuidados com o meio ambiente e saúde. “A experiência de ter trabalhado só com mulheres foi inédita, se tratando de uma profissão onde os operadores de tratores, na sua maioria, são homens. Fiquei muito satisfeito pelo resultado que elas alcançaram”, observou Sérgio.

Segundo ele, é de fundamental importância a participação das mulheres nesse tipo de capacitação, uma vez que se tornam aptas a ajudar não apenas operando tratores, mas também na decisão da gestão da propriedade executando tarefas relacionadas a manutenção de equipamentos e aplicação correta dos tratores e implementos.

Para o superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi, é motivo de satisfação ver o engajamento e o interesse das mulheres pela atividade rural. “O sucesso da agricultura familiar passa pelas mãos do pai, da mãe e dos filhos”.

O presidente do Sistema Faesc/Senar José Zeferino Pedrozo salientou que o Senar/SC atua fortemente em ações e programas voltados para as mulheres no meio rural. Um deles é o Mulheres em Campo que atua com o objetivo de desenvolver as habilidades femininas capacitando-as na gestão de negócios agropecuários. “Esse mesmo grupo de mulheres já demonstrou interesse em dar continuidade a qualificação formando uma turma do programa. Isso muito nos alegra e motiva à continuarmos trabalhando para, cada vez mais, oportunizar o desenvolvimento das mulheres no meio rural”. Fonte/Fonte: MB Comunicação/Fecoagro.

 

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Lançamento do livro ‘A cultura da goiabeira-serrana’ foi um sucesso

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Na última quarta-feira, 3 de abril de 2019, a Epagri lançou o primeiro livro sobre ‘A cultura da goiabeira-serrana’, na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ). Participaram do evento aproximadamente 150 pessoas, entre fruticultores, técnicos, estudantes, professores e interessados na cultura.

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O evento de lançamento iniciou às 14h com a palestra ‘Livro a cultura da goiabeira-serrana’ da pesquisadora Marlise Nara Ciotta da Epagri, seguida da professora Karine Louise dos Santos da UFSC que proferiu sobre ‘Um pouco da história da pesquisa em goiabeira-serrana e perspectivas futuras’.

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Após as duas palestras, os participantes se dirigiram ao campo, para degustar in loco os quatro cultivares desenvolvidos pela Epagri: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante. No campo também foram respondidas várias dúvidas dos participantes relacionadas a cultura como: aquisição de mudas, manejo de pragas e doenças, nutrição, condução e questões mercadológicas.

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Por último foi servido um café, preparado pelo IFSC de Urupema e Cetrejo-Epagri com cardápio diversificado de produtos oriundos da goiabeira-serrana, tais como: mousse de goiaba, pão de goiaba com patê de coalhada, chutney de goiaba e maçã com queijo serrano, compota de goiaba, torta Romeu e Julieta com geleia de goiaba, rocambole com mousse de goiaba, doce de corte de goiaba com queijo, sonho com recheio de goiaba, geleias com torrada e pão de milho.

Durante o evento foram vendidos mais de 50 exemplares do livro, demonstrando o grande interesse da sociedade por esta obra, devido a demanda de informações detalhadas sobre a cultura da goiabeira-serrana concentrada em um único material. No evento estavam presentes quatro dos organizados do livro: Marlise Nara Ciota, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto, Leonardo Araujo e Karine Louise dos Santos que extravasaram a alegria pelo reconhecimento do trabalho realizado.

Os organizadores agradeceram a todos que puderam comparecer ao evento, aos apoiadores do café (sistema Faesc/Senar, Sanjo, IFSC, Cetrejo, Antônio Vieira da Rosa, Ana de Fátima Paiano, André da Silva Rissi, Tuiza Padilha de Lima Rissi), a FAPESC, a UFSC e a todos funcionários da Epagri que se disponibilizaram em ajudar na organização do lançamento do livro.

O livro continuará a ser vendido por R$40,00 na Epagri / Estação Experimental de São Joaquim, ou ainda pode ser solicitado pelo email juliano@epagri.sc.gov.br. Portalsjonline

 

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Governador conhece trabalho da Estação Experimental da Epagri em São Joaquim

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O governador Carlos Moisés conheceu na manhã da terça-feira, 2, os trabalhos realizados pela Epagri na Estação Experimental de São Joaquim. A empresa desenvolve pesquisas para melhorar a produtividade e a renda de produtores de maçã, uva, goiaba-serrana, pera e ameixa, além de enologia. O município é conhecido, principalmente, pela qualidade da maçã Fuji que abastece o mercado brasileiro e internacional.

"É extremamente importante acompanhar esse trabalho, para conhecermos melhor o apoio que o Estado oferece aos produtores. Considerando toda a estrutura à disposição do produtor, temos mais de R$ 100 milhões de investimentos. É essa parceria que permite atingirmos o grau de excelência, e o Estado quer ser ainda mais parceiro", destacou Moisés. Ele afirmou que o Governo deve intensificar os trabalhos também para fomentar o turismo na região, com investimentos e pesquisas para agregar valor aos atrativos serranos.

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O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, e a diretora-presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, acompanharam o governador na visita a São Joaquim. Moisés foi recebido pelo prefeito da cidade, Giovani Nunes, secretários municipais e técnicos. Os profissionais da Epagri apresentaram os trabalhos realizados e os resultados já alcançados. "Estamos conseguindo otimizar a produção nas pequenas áreas. Isso é resultado de todo um processo de assistência aos produtores e um grande diferencial do nosso estado", comentou a diretora-presidente da empresa.

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Qualidade internacional

Proprietário de 350 hectares dedicados ao cultivo da maçã, o fruticultor Fumio Hiragami fez questão de receber o governador para apresentar o trabalho que realiza há mais de quatro décadas. "São 45 anos acreditando no potencial desta terra. Sou o japonês com a maior produção de maçã no mundo", afirmou. Foram imigrantes japoneses como Hiragami que trouxeram a variedade Fuji para Santa Catarina. Hoje, a qualidade da fruta produzida em São Joaquim é considerada a melhor do mundo.

De acordo com o prefeito de São Joaquim, a importância do agronegócio para a Serra Catarinense é crescente. "Temos 2.300 produtores cadastrados no IBGE. A maioria deles tem pequenas propriedades de, em média, três a cinco hectares. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna São Joaquim a Capital Nacional da Maçã. Essa excelência é mérito dos produtores", reconheceu o prefeito da cidade, Giovani Nunes, que apresentou os pleitos do município ao governador, quase todos relacionados à infraestrutura.

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Moisés se comprometeu a levar os temas para discussão nos grupos de trabalho montados no Governo do Estado. Para as obras viárias, o governador antecipou que está elaborando um consórcio com os municípios para agilizar os trabalhos, com investimento do Estado. Fonte:www.sc.gov.br/ Por Renan Medeiros/renan@secom.sc.gov.br/Secretaria de Estado de Comunicação – Secom/Fotos: Dóia Cercal/Secom

 

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Estação Experimental da Epagri de São Joaquim lança livro sobre a cultura da goiabeira-serrana

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Na próxima quarta-feira, 3, a Epagri lança o livro A cultura da goiabeira-serrana na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ).

A obra é resultado do trabalho de pesquisadores da EESJ, que de forma pioneira iniciaram na década de 1980 trabalhos de melhoramento genético com a fruta. Nesse período foram desenvolvidas quatro cultivares: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante, com características próprias e adaptadas às condições de clima e relevo da região.

Leonardo Araujo, pesquisador e um dos organizadores da obra, relata que esse primeiro livro da goiabeira-serrana vai subsidiar professores, técnicos, estudantes, fruticultores e outros interessados no assunto, com informações detalhadas da cultura, desde a implantação dos pomares, até manejo fitotécnico e fitossanitário.

Os organizadores do livro foram cinco pesquisadores da Epagri - Marlise Nara Ciota, Cristiano João Arioli, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto,Leonardo Araujo e Mateus da Silveira Pasa – e a professora da UFSC Karine Louise dos Santos.

O evento de lançamento inicia às 14h com palestras técnicas, degustação de frutos a campo e café da tarde com produtos oriundos da goiaba-serrana. O livro será vendido por R$40,00 e, depois do lançamento, ele pode ser solicitado pelo e-mail juliano@epagri.sc.gov.br.

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Características da cultura

A goiabeira-serrana é nativa do Sul do Brasil e de parte do Uruguai, muito difundida na Colômbia e na Nova Zelândia, além de outros países do mundo. “A cada safra, a cultura vem apresentando boas condições de produção, além de apresentar frutos de boa qualidade com características organolépticas como sabor, aroma e açúcares inigualáveis”, explica Araujo.

Segundo a Estação Experimental de São Joaquim, atualmente cerca de 20 agricultores familiares se dedicam à produção da fruta no Planalto Serrano, em uma área aproximada de 12 hectares. A produtividade registrada é de 15 a 20 toneladas/ha. Os produtores recebem de R$4 a R$5 pelo quilo da fruta in natura, enquanto no mercado ela é vendida no valor de R$7 a R$10 o quilo.

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Rica em antioxidantes, a goiaba-serrana é considerada uma superfruta. “Ela é altamente aromática, rica em nutrientes, fonte de compostos fenólicos, vitamina C e do complexo B, além de minerais”, explica o pesquisador. Ele ressalta que a cultura tem um grande potencial de expansão de plantio, pelo fato de ser uma fruta com alto valor nutricional e com apelo mais ecológico. A produção pode tanto ser destinada para comércioin natura como em subprodutos como geleias, sucos, licores, drinks e sorvetes.

Nos últimos anos a goiaba-serrana tem sido muito procurada pelos consumidores. No Planalto Serrano, a fruta é encontrada em supermercados ou diretamente com os produtores. Apesar de ainda ser pouco conhecida no Brasil, há um vasto campo para desenvolvimento da cultura e um bom nicho no mercado brasileiro.

 

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Furtos da Goiaba Serrana prejudicam pesquisa na estação experimental de São Joaquim

O fato vem se tornando um problema para os pesquisadores e agrônomos da instituição em virtude destes pés de goiaba não se tratarem de um simples fruto, mas sim de toda uma base de pesquisa genética que busca a melhor qualidade possível para os fruticultores da nossa região.

 

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A Polícia Militar de São Joaquim vai intensificar as rondas na cidade e na Epagri para tentar localizar os responsáveis por furtar frutas dos pomares da Estação Experimental. O principal alvo, a Goiaba Serrana.

 Só neste ano já foram levados dos pomares da Epagri de São Joaquim, pelo menos, cinco toneladas da fruta, isso representa um terço da produção. São frutas que estão passando por melhoramento genético para resistir a doenças e aumentar a produção no campo, um trabalho fundamental para os produtores da Serra.

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Segundo o gerente de pesquisa, Cristiano Arioli, todo o trabalho de 30 anos está sendo prejudicado. Ele conta que essa prática está cada vez mais comum, e a suspeita é que as frutas furtadas estejam sendo comercializadas. Como as áreas da Epagri são muito grandes, fica difícil para um segurança monitorar tudo.

“São frutas que estão em experimento, em fase de pesquisa para o melhoramento da produção da goiaba, nem estão boas para comercialização. E toda a informação está sendo levada. Um prejuízo incalculável”, explica o gerente.

A goiaba Serrana está passando por uma série de pesquisas, por ser uma fruta que possui propriedades anti-inflamatórias, antidepressivas e antioxidantes, os pesquisadores estão de olho nessas qualidades. Está na lista, inclusive, do Ministério do Meio Ambiente, como um alimento do futuro. Fonte: Eduarda Demeneck/Porta nsctotal/Foto: Vani Boza / Agência RBS

 

Mais informações: eesj@epagri.sc.gov.br 

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