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Final do 3º Concurso de Queijo Artesanal Serrano acontece hoje na Festa do Pinhão

Queijo Artesanal SerranoFotos José Nicolau Fernandes Epagri

O Queijo Artesanal Serrano também vai brilhar na 31ª Festa Nacional do Pinhão. Na noite de 18 de junho, a partir das 18h, acontece o 3º Concurso Regional de Queijo Artesanal Serrano, durante a programação da Festa.

O evento, promovido pela Epagri e instituições parceiras, busca incentivar a produção, com qualidade, do Queijo Artesanal Serrano, promover a valorização de saber-fazer centenário, fortalecer a organização dos produtores, e divulgar a história, o sabor e a importância que o produto tem na região.

Essa será a etapa final do concurso, que foi precedida por outras três que escolheram os melhores queijos em três microrregiões produtoras. Na fase final, eles serão avaliados por uma comissão julgadora técnica e também pelo público que passar pela Festa do Pinhão.

Queijo Serrano é o produto elaborado na propriedade de origem do leite, a partir do leite cru, hígido, integral e recém ordenhado, que se obtém por coagulação enzimática do leite, através da utilização de coalhos industriais. O produto final apresenta consistência firme, cor e sabor próprios, massa uniforme, isenta de corantes e conservantes, com ou sem olhaduras mecânicas, conforme a tradição histórica nos Campos de Cima da Serra de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Cerca de 25 queijos classificados nas fases microrregionais participarão da etapa final. O concurso é dividido em duas categorias. A categoria Queijo Artesanal Serrano inclui peças com maturação mínima de 30 dias e máxima de 60 dias, com o peso mínimo de 1Kg. Na categoria Queijo Artesanal Serrano maturado ou tropeiro competem peças com tempo de maturação mínima de 60 dias e no mínimo 2Kg.

No julgamento técnico, os queijos serão avaliados segundo suas características de cor, textura, consistência, aroma e sabor. Ainda será considerado na avaliação o envolvimento dos produtores em cursos de qualificação e processo de legalização.

Os visitantes também vão poder julgar os queijos. Entre às 20h e 21h do dia 18, quem passar pelo espaço do concurso dentro da Festa do Pinhão via poder degustar os queijos e dar sua opinião.

No julgamento técnico serão premiados os três melhores queijos nas duas categorias – maturado ou não. Já no julgamento popular não será levado em conta o tempo de maturação, serão premiados os três preferidos do público entre os cerca de 25 que estarão concorrendo. A entrega dos prêmios acontece a partir das 21h30min, no local do evento. Todos os produtores participantes receberão um Certificado de Participação.

Indicação Geográfica

Está na fase final o processo de obtenção de uma Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Artesanal Serrano. A IG é uma certificação, concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque sua produção é influenciada por características ambientais ou culturais de uma determinada região.

A história do Queijo Artesanal Serrano começou a ser escrita por volta de 1730, quando foi aberto o Caminho dos Conventos. O queijo artesanal serrano revela na textura, no aroma e no sabor que é muito mais do que um produto – é um pedaço da história que reúne características únicas, como o “saber-fazer” que cruzou o Atlântico com os portugueses, o clima frio dos campos de araucárias e o leite das vacas de corte alimentadas com pastagem nativa.

O processo de obtenção da IG para o Queijo Artesanal Serrano foi desenvolvido pela Epagri em parceria com algumas instituições, entre elas a Associação dos Produtores de Queijo Artesanal Serrano da Serra Catarinense (Aproserra). O documento final que solicita a IG está no INPI, que é quem dá a decisão final sobre a concessão ou não da Indicação. Não há prazo para o Instituto emitir seu parecer. Fonte: Andréia Schlickmann, extensionista da Gerência Regional da Epagri em Lages, pelos fones 49 32896426 / 99830-3307

 

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Sítio dos Irmãos Rosa recebe certificação orgânica e garante permanência de jovem no campo

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Pensar na saúde da família e de quem vai consumir seus produtos, além de agregar valor as frutas produzidas são alguns dos objetivos da família Rosa, moradores da comunidade de Bom Jesus, no município de Abdon Batista.

As terras privilegiadas dos irmãos Rogério e Manoel Rosa, que há pouco mais de cinco anos decidiram deixar a produção convencional para se dedicar a produção orgânica, chamam a atenção não só pela qualidade e beleza das laranjas e tangerinas produzidas, mas pelo cuidado e amor dedicados ao cultivo com a terra.

Do feijão, milho, fumo, passando pela produção de melancia e morangos cultivados de forma convencional, até chegar a produção de citros de forma totalmente orgânica, sem a aplicação de nenhum tipo de agrotóxico, foram alguns anos de tentativas, estudos e espera.

As propriedades que juntas somam cerca de 30 hectares de terras receberam a Certificação de Propriedades Orgânicas e o Selo Orgânico disponibilizados pelo Ministério da Agricultura – MAPA, através da Certificadora Tecpar Cert, credenciada junto ao Ministério da Agricultura e que esteve nas duas propriedades certificando, o que era aguardado há quase dois anos.

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A partir de agora, tudo o que é produzido nas duas propriedades necessariamente deve ser orgânico. A produção dos citros iniciou em 2014, e há dois anos eles já colhem os frutos. Cada irmão tem 10 hectares de terras com as frutas e dizem que, se tivessem mais, investiriam nesta produção.

"Ricos não é fácil de ficarmos, mas encontramos uma maneira de viver bem, com saúde. Aqui é uma riqueza, tudo vivo, a beleza de ver esses pés de frutas, você trabalha de segunda a segunda e não cansa", comentam os irmãos que já projetam algo para o futuro. "Não dá para se acomodar, temos que continuar investindo", destacam.

Falando em investimentos, eles frisam que não é algo barato. Para a implantação investiram cerca de 15 mil por hectare e depois a média de 10 mil para manutenção. "A propriedade hoje está praticamente implantada com citros, mas se tivéssemos mais área, com certeza investiríamos. A gente investiria mais, pois depois de implantado não tem muito risco, mas tem que saber que deve ter um comprador certo, garantir a venda da produção".

A expectativa dos irmãos é de que neste ano colham cerca de 120 toneladas da fruta e daqui dois anos, quando as laranjeiras irão atingir o pico de produção e com a expectativa de durabilidade da planta de 15 a 20 anos, produzam a média de 20 a 30 toneladas da fruta por hectare. A expectativa dos irmãos é que em 2022 as duas lavouras passem das 500 toneladas de fruta.

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Além das laranjas e tangerinas, eles também produzem a noz pecã em uma área de 1 hectare de terra, e igualmente orgânica e com a certificação. "Todos os nossos defensivos são biológicos ou naturais, além de utilizar de técnicas de manejo orgânico. Nessa hora sentimos a falta dos agrotóxicos, mas sabemos que estamos produzindo alimentos de qualidade e preocupados com a nossa saúde e de quem irá consumir. Temos mais trabalho, precisamos de mais manejo, mas tudo compensa", comentam.

"Todos os nossos produtos têm a rastreabilidade e seguimos a normativa da IN 46/2011 que estabelece os parâmetros dos produtos orgânicos", comenta Odair Rosa, filho de Rogério.

Toda a produção cultivada no Sítio dos Rosa é entregue para a empresa Orgânicos Pilatti, da cidade de Lages.

Basicamente todo o investimento foi privado, contando com apoio da Enercan, Epagri e Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Agricultura, que disponibiliza a assistência técnica. A mão de obra é familiar, os filhos ajudam e na época da colheita contratam diaristas.

Rogério comenta que desde quando iniciou no projeto, sua intenção é de que em 5 a 7 anos veja os filhos todos morando e trabalhando na propriedade. "Daqui 2 anos vamos colher mais e vender a um preço atrativo, e espero ter os meus três filhos, genro e nora trabalhando comigo."

O filho Odair acredita na sequência familiar dos investimentos na produção orgânica. "Quando for para renovar a plantação, com certeza daremos sequência. O mercado está mudando para o orgânico e já estamos nessa área para colher os bons frutos", destaca.

O irmão Manoel, com sorriso no rosto, demonstra a satisfação em produzir citros de forma totalmente orgânica. "Eu não sei como eu aceitei essas mudanças, nós tínhamos na mente que tinha que plantar feijão e milho, perdia tudo, mas todo ano plantava. Os mais novos eram mais fáceis de mudar, mas quando começamos a plantar morangos já mudamos. Eu achava ruim, era todo dia morango e não terminava nunca, e quando surgiu os citros, tudo mudou e eu me sinto feliz."

Numa conta simples eles fazem um comparativo entre a produção de citros e de soja neste ano: "Em 1 hectare de terra plantado com citros equivale entre 20 a 25 hectares de terra em retorno financeiro, isso demonstra a nossa satisfação em produzir citros", finalizam.

 

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Qualidade do leite é assunto de tarde de campo em São Ludgero

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Está em vigor desde 30 de maio uma nova normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que fixa regras para a produção de leite no país, especificando os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

Para esclarecer sobre o novo regramento aos produtores de São Ludgero, no Sul do Estado, a Epagri promoveu uma tarde de campo no dia 28 de maio, na propriedade de Jonas Soethe, abordando o tema “Qualidade de Leite”. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Segundo o extensionista rural da Epagri de São Ludgero, engenheiro-agrônomo Igor Franz Dittert, a estimativa sinaliza que 90% das propriedades de São Ludgero atendem a qualidade exigida e que 10% devem passar por ajustes. No evento ele fez uma apresentação detalhada sobre a qualidade do leite exigida, pontuando as responsabilidades dos produtores, dos laticínios e das assistências técnicas. O extensionista esclareceu que será realizado um diagnóstico individual de cada propriedade, que os produtores precisam ficar atentos já no mês de junho sobre os números apresentados referentes à Contagem Bacteriana Total (CBT) permitida (que é até 300 mil UFC/ml), sobre o controle da temperatura do leite no resfriador (que em três horas deve baixar a 4ºC) e sobre a coleta do leite sendo feita até no máximo em 48 horas.

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“Tentamos esclarecer aos participantes que a nova normativa trará benefícios aos próprios produtores, a exemplo do aditivo no preço pago pelos laticínios se eles entregarem leite de boa qualidade”, enfatizou Igor. Ele esclareceu que os meses de junho, julho e agosto servirão de base para a média mínima estabelecida de bactérias e os produtores que não estiverem dentro do estabelecido terão mais dois meses para as adequações. “A coleta de leite será interrompida somente a partir do quinto mês”, explica.

Durante o evento, o engenheiro-agrônomo do Senar, Elder Bloemer Brand, falou sobre o manejo prático das ordenhas para garantir a qualidade do leite. Ele alertou sobre os pequenos cuidados que podem fazer a grande diferença na qualidade, a exemplo da manutenção dos equipamentos, da higiene no manejo, do cuidado das instalações físicas e da sanidade dos animais.

Para Igor a tarde de campo foi uma ótima oportunidade para as famílias sanarem inúmeras dúvidas. “Nosso trabalho é orientar com o objetivo de todos os produtores de leite de São Ludgero produzirem dentro da qualidade estabelecida pelo ministério, bem como terem uma valorização maior na comercialização do produto”.

O extensionista da Epagri lembra a importância da iniciativa da administração de São Ludgero em ações conjuntas desenvolvidas ao longo dos últimos anos. Ele destaca principalmente aquelas envolvendo a sanidade animal, com foco em trabalhos direcionados à prevenção da brucelose e da tuberculose

 

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Epagri resgata o terraceamento no Oeste Catarinense

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Controlar a erosão promover o armazenamento da água no solo para atender a demanda das culturas agrícolas. Essas são apenas algumas das vantagens do terraceamento, uma prática de conservação do solo que a Epagri está retomando no Oeste do Estado, onde o número de agricultores adeptos e interessados é crescente.

Em uma propriedade rural de Caxambu do Sul transformada em Unidade de Referência Técnica (URT), essa prática mostrou todo seu potencial nas chuvas de maio, quando houve acumulado de mais de 100mm em menos de dez horas. Enquanto lavouras do município sofreram grandes prejuízos com a erosão, na propriedade da família Golin a água ficou retida nos terraços da pastagem e, horas depois, já tinha sido absorvida pelo solo.

O terraceamento não é novidade. “Nas décadas de 1980 e 1990, a Epagri fez um trabalho pioneiro em Santa Catarina e aqui na região. Mas com o advento do plantio direto, a prática do terraceamento foi abandonada.  Acreditava-se que o plantio direto, com a manutenção da palhada das lavouras sobre o solo, seria suficiente para controlar a erosão”, conta Juliano Garcez, extensionista da Epagri em Caxambu do Sul.

Mas não foi exatamente isso que aconteceu nos últimos 20 anos nas lavouras do Sul do Brasil. “A falta de qualidade do plantio direto praticado, resultante da baixa cobertura do solo com palha, a falta de rotação de culturas e o manejo inadequado de máquinas e animais em sistemas integrados de produção provocaram o aparecimento da camada compactada, a diminuição da infiltração e o consequente aumento do escoamento de água sobre a superfície do solo, fazendo ressuscitar a erosão nas lavouras”, relata o agrônomo.

Desde 2014, pesquisadores, extensionistas e agentes de assistência técnica da Região Sul alertam sobre esse cenário. No Paraná e no Rio Grande do Sul, foram implantadas políticas públicas para enfrentar, novamente, a erosão. Em Santa Catarina, a mobilização está iniciando com ações da Epagri, apoiada por cooperativas e pela Embrapa.

Nova configuração

Os terraços já foram considerados símbolos da agricultura ultrapassada. Construídos nas décadas de 1970, 1980 e 1990 como única prática de conservação do solo, eles acabaram sendo desmontados porque dificultavam a operação das máquinas nas lavouras. Agora, eles retornam com uma nova concepção de demarcação, construção e manutenção. “O terraço é uma obra de engenharia agrícola que pode permanecer na lavoura por até 20 anos”, diz Juliano.

A metodologia introduzida pela Epagri se chama Terraço for Windows. Ela foi desenvolvida pelo professor Fernando Pruski, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e foi testada e aprovada pela Embrapa e pela Emater-RS em lavouras de Pontão (RS). Essa metodologia leva em consideração as maiores chuvas do local, a capacidade de infiltração de água e a inclinação dos solos da propriedade agrícola. Dessa forma, os terraços podem ser construídos bem mais espaçados do que no sistema antigo.

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Água que faz diferença

Os terraços são construídos em nível, de modo a concentrar toda a água da chuva dentro da lavoura. Essa água se infiltra; parte vai para o lençol freático abastecer os mananciais e outra parte fica armazenada no próprio solo para atender a demanda das culturas. O tamanho do camalhão (crista de terra) é calculado para que cada metro linear de terraço seja capaz de receber até 2 mil litros de água, em média.  “Essa água fica armazenada no solo. Cerca de 30% dela as plantas são capazes de usar em épocas de estiagem”, destaca Juliano.

Em períodos de seca é que se percebe o efeito disso na produtividade. Lavouras de soja com terraceamento na região de Passo Fundo (RS), onde a prática foi validada, produziram 50 sacas por hectare na safra 2013/14, em uma temporada marcada por estiagem. Na mesma região, lavouras sem terraceamento produziram, em média, 30 sacas por hectare.

Outra vantagem é a economia de adubo. Os terraços evitam que a água escoe pela lavoura, carregando adubo e matéria orgânica. Nas propriedades onde o sistema está consolidado, os nutrientes ficam seis vezes mais concentrados no solo.

Manejo conservacionista

Mas construir terraços não significa abandonar o plantio direto – pelo contrário. “É fundamental ter em cada propriedade um plano de manejo conservacionista no qual sejam planejados os terraços e o sistema de produção com rotação de culturas, prevendo manter a cobertura permanente do solo. Esse planejamento de culturas deve garantir em torno de 12kg de palha por metro quadrado por ano e raízes para absorver a água do solo”, ressalta Juliano. Ele acrescenta que a cobertura do solo permite reter 25mm a mais de chuva em relação ao solo descoberto.

O engenheiro-agrônomo Leandro do Prado Wildner, pesquisador da Epagri no Centro de Pesquisas para a Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, explica que a cobertura do solo é eficiente para eliminar a erosão causada pela chuva, mas não é tão eficiente para controlar a erosão causada pelo escoamento da água sobre o solo. “Por isso devemos associar sempre o plantio direto com o uso dos terraços ou práticas semelhantes”, complementa.

Referência em SC

A URT de Terraceamento da propriedade de família Golin, em Caxambu do Sul, resulta de uma parceria entre a Epagri, a Embrapa Trigo, a Secretaria de Agricultura do município e a Cooperativa Alfa. Ela foi implantada nos dias 26 e 27 de março durante o I Seminário Microrregional de Desenvolvimento Rural Sustentável, que tratou sobre Terraceamento por Volume de Enxurrada. Cerca de 100 pessoas participaram do evento.

Nessa área, a família pratica a integração lavoura-pecuária. “Agora tem pastagem de aveia. No verão, o agricultor vai plantar grãos”, conta Juliano Garcez. Por conta dessa iniciativa, a experiência de Caxambu do Sul virou referência para agricultores da região, que estão demandando informações e assistência técnica sobre terraceamento para aplicar em suas propriedades.

A URT será acompanhada com análises químicas e físicas do solo, além de outras avaliações. As informações coletadas servirão de referência para recomendar o terraceamento para outros agricultores. “Essa experiência representa o que queremos fazer em uma URT, ou seja, a integração de extensionistas rurais, pesquisadores, agentes da assistência técnica e agricultores em torno de um tema comum e na busca de soluções”, destaca Leandro Wildner.

Fonte: engenheiro-agrônomo Juliano Gonçalves Garcez – julianogarcez@epagri.sc.gov.br ou (49) 3326-0192.

 

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Epagri de Piratuba realiza encontros para falar sobre pomares e hortaliças

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A Epagri de Piratuba está realizando reuniões técnicas com agricultores das comunidades do interior para falar sobre os pomares domésticos, podas de mudas frutíferas e controle alternativo de pragas de frutas e hortaliças.

O trabalho é feito pelos técnicos José Luiz Fontanella e Alexandro Schmidt.

São os clubes de mães que organizam os encontros. "As sócias e demais interessados se reúnem em uma das propriedades da comunidade e nós vamos lá para levar as orientações", conta Fontanella.  

Os encontros já aconteceram, em Linha São José, Lageado Mariano e Linha Divisa com mais de 60 participantes. "É nessa época que precisamos fazer as podas das árvores frutíferas e sempre é bom usar técnicas adequadas para melhorar a produção. Já aproveitamos o momento para fazer orientações sobre uso natural de controle das pragas, mostrando que é possível a produção sem uso de agrotóxicos", relata o técnico.

Alexandro Schmidt é o responsável pelas orientações sobre a produção de verduras. "Nada substitui a produção própria e de qualidade que é feita na propriedade. Por isso é importante usar técnicas adequadas e não usar veneno", destaca ele.

As próximas comunidades são Zonalta e Linha Hachmann

 

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Produtores aprendem que xarope pode amenizar falta de flores e a morte de abelhas na produção de maçã

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A escassez de flores no período de outono/inverno pode causar o enfraquecimento e a morte de enxames e com isso comprometer a produção de maçã, que é a principal atividade econômica do município de São Joaquim.

Para garantir que os enxames estejam fortes e saudáveis nessa época, 17 agricultores do município participaram de uma capacitação na qual aprenderam técnicas de alimentação artificial de colmeias para a passagem do inverno.
 

A capacitação foi ministrada pelo engenheiro-agrônomo da Epagri em São Joaquim, Filipe Souza Oliveira, que apresentou aos agricultores alternativas de suplementação artificial energética, por meio de xarope, e alimentação proteica para ser fornecida às vésperas das floradas da primavera. “É mais viável realizar o manejo de manutenção e fortalecimento dos enxames durante o outono/inverno do que repovoar as colmeias durante a primavera”, salienta o extensionista.
 

Filipe explica que a alimentação artificial das colmeias no inverno é uma das técnicas de manejo da macieira para garantir uma frutificação seja adequada, juntamente com as podas, os tratamentos fitossanitários, as adubações, o raleio, entre outras práticas.
O evento contou com a participação da secretaria da agricultura do município e foi acompanhado pelo pesquisador de entomologia e gerente da Estação Experimental de São Joaquim, Cristiano Arioli. Fonte:Epagri

 

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Garuva estimula artesanato com cipó-imbé

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A equipe da Epagri, no município de Garuva, norte do Estado vem trabalhando desde 2006 com a capacitação e organização de agricultores para estimular o artesanato com o cipó-imbé e produzir peças diferenciadas, direcionadas a um mercado mais exigente e que remunera melhor.

O grupo desenvolveu a marca própria “Arte Imbé” e vem expondo os produtos em diferentes eventos, divulgando o trabalho e se aproximando dos consumidores.

Recentemente os artesãos levaram os produtos para dois eventos importantes: a Feira Sabor Rural realizada no Shopping Mueller em Joinville, de 10 a 12 de maio, e a primeira exposição de artesanato em cipó-imbé, realizado em Guaratuba (PR), nos dias 27 e 28 de abril.

Segundo o extensionista rural de Garuva, Marcelino Hurmus, em ambos os eventos o objetivo foi difundir a arte em cipó-imbé produzida no município, além de proporcionar a comercialização dos produtos diretamente com a população e desta forma agregar valor e melhorar a renda das famílias produtoras.

O evento no Paraná foi organizado pelo movimento interestadual de cipozeiros e cipozeiras de Garuva (MICI). Contou com o apoio da Epagri de Garuva e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Esporte e Turismo.

O cipó-imbé é uma planta epífita, ou seja, utiliza outra planta como suporte ao seu desenvolvimento. A parte utilizada para o artesanato é a raiz aérea da planta, que é coletada na mata pelos cipozeiros e organizada em feixes. O cipó bruto, de coloração escura, é utilizado na confecção de cestas, balaios, cachepôs, esteiras e outros trabalhos rústicos.Fonte:Epagri

 

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Agricultores de Descanso participam de debate sobre Caepf e o e-Social Rural

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A Prefeitura Municipal de Descanso, por meio da Secretaria de Agricultura, e o Escritório local da Epagri, realizaram evento com auditores fiscais da Receita Federal, de Chapecó e Joaçaba, para esclarecer e orientar sobre o Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (Caepf) e o e-Social Rural.

Cerca de 200 pessoas, entre agricultores, técnicos, contadores, sindicalistas e cooperativistas participaram da programação no último dia 4 de junho, no Club SAD.

O objetivo do encontro foi trazer informações dos procedimentos necessários para a regularização fiscal das atividades econômicas desenvolvidas por pessoas físicas, principalmente, para agricultores.

Durante a palestra, ministrada por Sérgio Garbin e Roque Battirola, os participantes puderam esclarecer suas dúvidas a respeito de como operacionalizar o cadastro e remeter as informações via e-Social Rural do que é comercializado das suas respectivas propriedades. Fonte: Prefeitura Municipal

 

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Jovens apicultores de Porto União são capacitados pela Epagri

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Na última quinta-feira, 6, o Escritório Municipal da Epagri, no município de Porto União deu sequência na capacitação de jovens apicultores das comunidades de Maratá, Bom Princípio e São Martinho.

A segunda etapa dessa capacitação ocorreu na propriedade da família Vetterlein, em Bom Princípio, contando com a presença de 12 apicultores.

Essa etapa teve como objetivo falar sobre a alimentação das abelhas, seja a alimentação natural pelo pólen e néctar de floradas nativas e exóticas, ou seja a alimentação suplementar, usada pelos apicultores para manter as colmeias em épocas de pouca florada na região.

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Como primeira atividade, Guilherme Gonçalves, engenheiro agrônomo da Epagri de Porto União, elaborou com os apicultores o calendário de floradas da região, levantando quais a principais espécies vegetais que são fonte de alimento para as abelhas nessa região, e qual seus períodos de floração. Esse levantamento é importante para saber quando é necessário o uso de alimentação suplementar nas colmeias.

Em seguida Danilo Sagaz, responsável pela apicultura na Epagri do Planalto Norte, expôs aos presentes os tipos de alimentação suplementar. Há a alimentação energética, que tem por objetivo manter a colmeias durante período sem floradas utilizando mel, alguns tipos de açúcar, destacadamente o VHP, e xarope. O outro tipo é a alimentação estimulante para postura da abelha rainha, sendo feito com os apicultores o bife proteico, alimento elaborado com mel, açúcar, levedo e farinha de soja.

Por último, aconteceu a visita aos apiários da família Vetterlein, para observar o comportamento das colmeias, reservas de mel, e avaliação do uso de alimentação suplementar nas colmeias. A próxima etapa está marcada para final de agosto, no apiário da família Ludwig, na comunidade de São Martinho.

 

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Grupo “Sabor do Campo” de Ituporanga é exemplo de cooperativismo

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Unir o que cada família produz de melhor, obter volume de produção e ganhar o mercado com alimentos de alta qualidade. O grupo “Sabor do Campo”, do município de Ituporanga é um daqueles exemplos de pequenos grupos de trabalho que começaram devagar, sem grandes pretensões, e tornaram-se um modelo de sucesso em empreendedorismo. A proposta coletiva neste caso é ofertar alimentos seguros e diferenciados. Produtos que tenham, realmente, aquele gostinho colonial do campo.

Historicamente, a Epagri do município de Ituporanga, região do Alto Vale, trabalha com sistemas de produção. Mas, além do cultivo de alimentos de qualidade, os extensionistas viram a necessidade de acompanhar essa produção pós-porteira. Ou seja, pensar no mercado. Assim, em 2013, algumas famílias se uniram para discutir comercialização, iniciando então as vendas para programas institucionais, como alimentação escolar e feira municipal.

“Essas parcerias com os municípios são fundamentais. Também há o resgate da participação da família, da tomada de decisão entre familiares, do empoderamento do produtor. Pensar coletivamente fez também com que muitos agricultores voltassem a estudar. Os resultados são muito bons”, explica Katiucia Visentainer, extensionista rural da Epagri.

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Como diferencial, produtos coloniais, massas caseiras, sistema de rastreabilidade, manejo impecável de lavouras. O Grupo Sabor do Campo tem hoje 22 famílias associadas. “Nós produzimos tudo artesanalmente, por isso o sabor diferenciado. O que eu quero para minha família, eu também quero oferecer ao meu cliente”, conta a agricultora Solange Lichtenfelz, que produz pães, bolachas e tortas.

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Alimento seguro é um dos lemas desse grupo. Por isso, o Sistema de Plantio Direto é amplamente divulgado pela Epagri e utilizado pelos agricultores. Segundo o extensionista rural da Epagri, Édio Zunino, a família começa testando em áreas menores e, em seguida, adota a técnica na propriedade inteira. “Em alguns casos, o agricultor consegue reduzir em 50% seu custo de produção, com produtividade igual ou maior que no sistema convencional”, lembra Édio.

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Completar o caminho desses produtos, sem intermediários, até o supermercado ou na merenda escolar é a grande vantagem desse projeto. É mais renda que chega aos agricultores, com segurança e qualidade para quem consome os alimentos produzidos de forma responsável no campo.

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