Arquivos da categoria: Epagri

Agricultores de Maracajá aprendem sobre produção orgânica

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Agricultores da região de Maracajá, no Sul de Santa Catarina, participaram de um dia de campo para aprimorar o conhecimento em produção orgânica.

Eles foram capacitados para o uso e a formulação de caldas fitoprotetoras e biofertilizantes e também para o manejo do solo em sistemas orgânicos de produção. 

O evento foi realizado pela Epagri em parceria com o Grupo Frutos da Terra da Rede Ecovida, na propriedade de Lindomar de Almeida, no dia 8 de outubro.

O engenheiro-agrônomo da Epagri Ricardo Martins, coordenador do evento, destacou a importância de se manejar bem o agroecossistema orgânico. Ele falou sobre a necessidade de manter uma diversidade de espécies na área, além de praticar rotação de culturas, manejo integrado de pragas e doenças e Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH).

Os agricultores acompanharam a elaboração de um biofertilizante à base de esterco de vaca enriquecido com folhas de moringa oleifera e gliricídia, urina de vaca, extrato de raízes de tiririca e inoculação de microrganismos eficientes. “Essa receita permite enriquecer o biofertilizante para uso no solo, com o objetivo de elevar a população microbiana e fornecer hormônios vegetais, macro e micronutrientes, promovendo a vida no solo”, explica Ricardo.

Em outra atividade prática, o extensionista da Epagri Realdino Busarello ensinou os participantes a elaborar a calda bordalesa. Ele orientou o grupo a fazer o manejo ecológico de pragas e doenças com extratos vegetais e ensinou as concentrações ideais de cada produto para aplicação.

O evento contou com apoio da Secretaria de Agricultura de Maracajá, da Secretaria de Agricultura de Forquilhinha e da Rede Ecovida.

 

Mais informações: emmaracaja@epagri.sc.gov.br

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Agricultoras de Mondaí fazem curso de confeitaria

mondaiconfeitaria1 Oferecer às mulheres do meio rural a possibilidade de usar ingredientes produzidos na propriedade para elaborar tortas e economizar foi um dos objetivos do curso que a Epagri realizou em Mondaí. 

A capacitação foi realizada no dia 17 de outubro no pavilhão da comunidade de Linha Taipa Baixa e reuniu 11 participantes.

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O curso, ministrado pela extensionista da Epagri de Palmitos, Jane Alice Gotardo Zanin, ensinou as mulheres a preparar receitas de massas, recheios e coberturas aproveitando ingredientes que podem ser encontrados nas propriedades rurais, como leite, manteiga, nata, ovos, laranja, uva, morango, pêssego, nozes, banana e amendoim.

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Confira algumas receitas do curso:

Pão-de-ló com suco de frutas

Ingredientes:6 ovos. 3 ½ xícaras de açúcar, 1 xícara de maisena, 3 ½ xícaras de farinha de trigo, 1 copo de suco de laranja quente, 1 colher de fermento em pó

Preparo: Bater os ovos inteiros até a mistura ficar fofa. Acrescentar o açúcar e bater até ficar cremoso. Adicionar o suco de laranja e, depois, a farinha, a maisena e o fermento peneirados juntos. Assar em fôrma untada e polvilhada com farinha de rosca.

Recheio de frutas

Ingredientes:500g de creme de leite, 5 colheres de açúcar de confeiteiro, 1 colherinha de essência de baunilha, 500 gramas de morango picado (ou abacaxi ou pêssego)

Preparo: Bater o creme de leite com o açúcar e a baunilha. Retirar da batedeira e juntar as frutas picadas.

Recheio de amendoim

Ingredientes:1 lata de leite condensado, 1 xícara de amendoim torrado e moído, 100g de creme de leite, 50g de chocolate branco

Preparo: Misture todos os ingredientes e leve ao fogo até dar ponto de creme. Deixe esfriar.

Chantilly

Ingredientes:400g de nata gelada, 50g de açúcar de confeiteiro

Preparo: Bater a nata com o açúcar na batedeira até formar picos.

 

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Pesquisa da Epagri pode redefinir ponto de colheita da pitaia em Santa Catarina

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Um estudo desenvolvido pelos pesquisadores Andrey Martinez Rebelo e Alessandro Borini Lone, da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI), identificou que a colheita da pitaia vem sendo feita quando a fruta ainda não está completamente madura. 

A descoberta foi feita por meio de uma técnica inovadora desenvolvida pelos dois pesquisadores, mais simples e rápida, que rendeu à pesquisa uma premiação da Associação Brasileira de Química. O trabalho será apresentado na próxima edição do Congresso Brasileiro de Química, em João Pessoa (PB).

Andrey, que é responsável pela Unidade de Ensaios Químicos e Cromatográficos da EEI, explica que a pitaia é um fruto não climatério, ou seja, não amadurece depois de colhido, ao contrário da banana, por exemplo. Isso significa que se a colheita for feita quando a pitaia não estiver madura, ela não vai contar com inúmeros compostos químicos que darão à fruta um sabor mais adocicado, atrativo ao paladar do brasileiro.

“A próxima etapa da pesquisa, que será realizada em 2020, é determinar quando, de fato, o fruto está pronto para ser colhido, a partir da identificação da presença desses compostos. Hoje a orientação técnica é fazer a colheita quando o fruto muda de cor, mas isso pode mudar”, explica Alessandro.

Pela segunda vez consecutiva a Associação Brasileira de Química premia trabalho da Epagri desenvolvido na Estação Experimental em Itajaí. Os melhores são selecionados para apresentação oral no Congresso Brasileiro de Química.

Na edição de 2018 o trabalho selecionado visava estabelecer método para análise de feromônios liberados pelo percevejo-do-grão, de autoria também de Andrey, juntamente com o pesquisador Marcelo Mendes de Haro.

Este ano, o trabalho de Andrey e de Alessandro se destacou como um dos 43 melhores entre os 1277 inscritos. “Os trabalhos desenvolvidos pela Epagri têm se destacado principalmente pelo seu caráter aplicado e que sempre se baseiam na busca por soluções demandadas pelas cadeias produtivas assistidas pela Empresa”, ressalta o pesquisador Andrey. Foto:Aires Mariga / Epagri

Fontes: Andrey Martinez Rebelo, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) pelo fone (47) 33986334 e Alessandro Borini Lone, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) pelo fone (47) 33986340

 

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Epagri ganha prêmio Fritz Muller em três categorias

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A Epagri mais uma vez mostra sua força ao se consagrar vencedora em três categorias da edição 2019 do Prêmio Fritz Müller. A Empresa levou o prêmio nas categorias Reciclagem, Agricultura Sustentável e Produto Ecológico e foi a instituição mais vezes premiada neste ano.

O Prêmio Fritz Müller é promovido pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (IMA) e destinado a projetos e iniciativas que vão além da legislação ambiental e que resultam em benefícios para a conservação do meio ambiente. Participam empresas públicas e privadas, instituições, órgãos governamentais, cooperativas, ONGs, institutos e organizações que atuam em Santa Catarina, com projetos desenvolvidos no estado. O concurso está dividido em 15 categorias.

Foto 1 - projeto Confecção de armadilhas artesanais de baixo custo para a captura de insetos-praga

Armadilhas para insetos

O projeto “Confecção de armadilhas artesanais de baixo custo para a captura de insetos-praga”, foi premiado na categoria reciclagem. O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Janaína Pereira dos Santos, da Estação Experimental da Epagri em Caçador. A iniciativa buscou reutilizar, adaptar, desenvolver e calcular os custos de armadilhas artesanais de baixo custo, confeccionadas com garrafas do tipo PET.

A solução da Epagri, feita com garrafas reutilizadas, pode ser usada para controlar os insetos de forma mais sustentável e barata, evitando o uso excessivo, indiscriminado e exclusivo de agrotóxicos para o controle de pragas. As armadilhas adesivas coloridas para insetos consistem em superfícies de coloração amarela ou azul impregnadas com uma substância adesiva. O uso está baseado em estudos que indicam que os comprimentos de onda emitidos por determinadas superfícies coloridas atraem diferentes espécies de insetos.

Foto 2- Janaina dos Santos no projeto Biodiversidade e potencial de uso de parasitoides no controle biológico da mosca-das-frutas sul-americana no Meio-Oeste de SC

Inimigo natural

Na categoria agricultura sustentável a Epagri venceu com o projeto “Biodiversidade e potencial de uso de parasitoides no controle biológico da mosca-das-frutas sul-americana no Meio-Oeste de Santa Catarina”, também desenvolvido pela pesquisadora Janaína. Realizado desde 2013, o projeto se propõe a estudar a biodiversidade de inimigos naturais da principal praga das frutíferas de clima temperado do Sul do Brasil, a mosca-das-frutas sul-americana. Estudos e observações a campo indicam que quando o ataque dessa praga é intenso, as perdas podem chegar a 100%.

Apesar de ainda não estar encerrada, a pesquisa já apresenta importantes resultados.  Foram registradas seis diferentes espécies de parasitoides realizando o controle biológico natural da mosca-das-frutas sul-americana na região Meio-Oeste de Santa Catarina. Também foram feitos o primeiro registro para o Sul do Brasil da espécie de parasitoide Aganaspis nordlanderi e o registro inédito da mosca-das-frutas sul-americana como hospedeira de Aganaspis nordlanderi no Brasil.

Quando estiver encerrada, a pesquisa espera encontrar uma espécie de inimigo natural com potencial uso para o controle biológico dessa praga em pomares comerciais e domésticos. Isso resultará em redução nas aplicações de agrotóxicos, frutos com qualidade e sem resíduos químicos, mais valor agregado às frutas, redução nos custos de produção e manutenção da biodiversidade natural.

O projeto está sendo conduzido na Estação Experimental da Epagri em Caçador. Ao logo de novembro será expandido para áreas de fruticultores de Calmon, Macieira e Videira.

Foto 3  - Erva-mate e  araucária no projeto Indicação geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense

 Erva-mate do Planalto Norte

O projeto “Indicação geográfica da erva-mate do Planalto Norte Catarinense” foi premiado na categoria Produto Ecológico. Nessa região, a erva-mate é produzida em sistema agroflorestal, contribuindo para a manutenção de grande parte da floresta de araucária. A Epagri se uniu a outras instituições para pleitear uma indicação geográfica (IG) para esse produto.

A IG é um reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que garante que um produto só tem aquelas propriedades porque é influenciado por características ambientais ou culturais do território. O projeto, que envolve profissionais da pesquisa e da extensão da Epagri nas regiões de Florianópolis e Canoinhas, realizou estudos que subsidiaram o dossiê para o pedido da IG. O pedido já está em avaliação no INPI.

Premiação

A entrega do Prêmio Fritz Müller acontece no dia 10 de dezembro, na sede da Fiesc, em Florianópolis. Além do troféu, os projetos premiados receberão o Certificado IMA de Gestão Ambiental. Com esse certificado, o Instituto reconhece que os resultados ambientais da organização contemplada estão fazendo a diferença na preservação ambiental catarinense.

Fontes: Janaína Pereira dos Santos, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Caçador, pelo fone (49) 3561-6813 e Giberto Neppel, extensionista da gerência Regional da Epagri em Canoinhas, pelo fone (47) 3627-4189

 

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Cultivar de arroz da Epagri é o mais plantado em SC

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Os cultivares de arroz desenvolvidos pela Epagri são quase unanimidade em Santa Catarina: eles se estendem por 82% da área plantada com o grão, o que equivale a 120 mil hectares plantados.

O sucesso ultrapassa as fronteiras catarinenses, pois 42% das sementes certificadas fornecidas pela Associação dos Produtores de Sementes de Arroz Irrigado (Acapsa) são plantadas em outros estados e em países como Uruguai, Argentina e Paraguai, somando 71,8 mil hectares.

O segredo para cair na preferência dos produtores está em décadas de trabalho de melhoramento genético. São pesquisas que resultam em plantas mais produtivas, resistentes a doenças, com boas características agronômicas e adaptadas a diferentes ambientes de cultivo. Os grãos de qualidade e a adaptação ao beneficiamento também agradam as indústrias e os consumidores.

Entre os 30 cultivares de arroz que a Epagri já disponibilizou em Santa Catarina, um deles, lançado em 2015, é o queridinho dos agricultores. Trata-se do SCS121 CL, que fez bonito em 58 mil hectares catarinenses na safra 2017/18. Ele foi desenvolvido em parceria com a Basf para o Sistema de Produção Clearfield, o único que permite fazer o controle seletivo do arroz-daninho nos arrozais. Essa planta invasora reduz a produtividade nas lavouras e pode até inviabilizar a produção.

O grande trunfo do cultivar da Epagri é ser tolerante aos herbicidas que combatem o arroz-daninho. Isso significa que, além de possibilitar o cultivo de arroz em áreas infestadas, a tecnologia reduz a aplicação de herbicidas (pelo uso mais eficiente desse recurso) e o custo de produção do agricultor.

Mas essa não é a única qualidade do SCS121 CL. Quatorze anos de pesquisa resultaram em uma variedade com alto potencial produtivo, capaz de superar as 10t/ha, enquanto a média do Estado circula em 8t/ha. Além disso, ele tem alto rendimento industrial e boa qualidade culinária.

As vantagens podem ser traduzidas em números. Considerando o incremento na produtividade, em 2018 o SCS121 CL gerou R$72,9 milhões em benefícios econômicos para Santa Catarina. Somando o benefício gerado fora do Estado, o total sobe para R$101 milhões.

Os consumidores sentem o resultado no bolso. Isso porque quase todo o acréscimo de produtividade proporcionado pelas pesquisas nos últimos anos se converteu em redução no preço. Eliminado o efeito da inflação, o preço do arroz ao produtor equivale a um quinto do que era há 40 anos. O fato de colher mais na mesma área, usando menos agroquímicos, permite atender o mercado sem expandir as lavouras e torna a rizicultura uma atividade cada vez mais sustentável.

Para saber mais, acesse o Balanço Social da Epagri (http://docweb.epagri.sc.gov.br/pub/DOC_42519.pdf)

 

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Epagri resgata o terraceamento no Oeste Catarinense

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Controlar a erosão e promover o armazenamento da água no solo para atender a demanda das culturas agrícolas.

Essas são apenas algumas das vantagens do terraceamento, uma prática de conservação do solo que a Epagri está retomando no Oeste do estado, onde o número de agricultores adeptos e interessados é crescente.

Em uma propriedade rural de Caxambu do Sul, transformada em Unidade de Referência Técnica (URT), essa prática mostrou todo seu potencial nas chuvas de 11 de maio, quando houve acumulado de mais de 100mm em menos de dez horas. Enquanto lavouras do município sofreram grandes prejuízos com a erosão, na propriedade da família Golin a água ficou retida nos terraços da pastagem e, horas depois, já tinha sido absorvida pelo solo. O terraceamento não é novidade.

“Nas décadas de 1980 e 1990, a Epagri fez um trabalho pioneiro em Santa Catarina e aqui na região. Mas com o advento do plantio direto, a prática do terraceamento foi abandonada. Acreditava-se que o plantio direto, com a manutenção da palhada das lavouras sobre o solo, seria suficiente para controlar a erosão”, conta Juliano Garcez, extensionista da Epagri em Caxambu do Sul.

Mas não foi exatamente isso que aconteceu nos últimos 20 anos nas lavouras do Sul do Brasil. “A falta de qualidade do plantio direto praticado, resultante da baixa cobertura do solo com palha, a falta de rotação de culturas e o manejo inadequado de máquinas e animais em sistemas integrados de produção provocaram o aparecimento da camada compactada, a diminuição da infiltração e o consequente aumento do escoamento de água sobre a superfície do solo, fazendo ressuscitar a erosão nas lavouras”, relata o agrônomo.

Desde 2014, pesquisadores, extensionistas e agentes de assistência técnica da Região Sul alertam sobre esse cenário. No Paraná e no Rio Grande do Sul, foram implantadas políticas públicas para enfrentar, novamente, a erosão. Em Santa Catarina, a mobilização está iniciando com ações da Epagri, apoiada por cooperativas e pela Embrapa.

Nova configuração

Os terraços já foram considerados símbolos da agricultura ultrapassada. Construídos nas décadas de 1970, 1980 e 1990 como única prática de conservação do solo, eles acabaram sendo desmontados porque dificultavam a operação das máquinas nas lavouras. Agora, eles retornam com uma nova concepção de demarcação, construção e manutenção. “O terraço é uma obra de engenharia agrícola que pode permanecer na lavoura por até 20 anos”, diz Juliano.

A metodologia introduzida pela Epagri se chama Terraço for Windows. Ela foi desenvolvida pelo professor Fernando Pruski, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), e foi testada e aprovada pela Embrapa e pela Emater-RS em lavouras de Pontão (RS). Essa metodologia leva em consideração as maiores chuvas do local, a capacidade de infiltração de água e a inclinação dos solos da propriedade agrícola. Dessa forma, os terraços podem ser construídos bem mais espaçados do que no sistema antigo.

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Água que faz diferença

Os terraços são construídos em nível, de modo a concentrar toda a água da chuva dentro da lavoura. Essa água se infiltra; parte vai para o lençol freático abastecer os mananciais e outra parte fica armazenada no próprio solo para atender a demanda das culturas. O tamanho do camalhão (crista de terra) é calculado para que cada metro linear de terraço seja capaz de receber até 2 mil litros de água, em média. “Essa água fica armazenada no solo. Cerca de 30% dela as plantas são capazes de usar em épocas de estiagem”, destaca Juliano. Em períodos de seca é que se percebe o efeito disso na produtividade. Lavouras de soja com terraceamento na região de Passo Fundo (RS), onde a prática foi validada, produziram 50 sacas por hectare na safra 2013/14, em uma temporada marcada por estiagem. Na mesma região, lavouras sem terraceamento produziram, em média, 30 sacas por hectare. Outra vantagem é a economia de adubo. Os terraços evitam que a água escoe pela lavoura, carregando adubo e matéria orgânica. Nas propriedades onde o sistema está consolidado, os nutrientes ficam seis vezes mais concentrados no solo.

Manejo conservacionista

Mas construir terraços não significa abandonar o plantio direto – pelo contrário. “É fundamental ter em cada propriedade um plano de manejo conservacionista no qual sejam planejados os terraços e o sistema de produção com rotação de culturas, prevendo manter a cobertura permanente do solo. Esse planejamento de culturas deve garantir em torno de 12kg de palha por metro quadrado por ano e raízes para absorver a água do solo”, ressalta Juliano. Ele acrescenta que a cobertura do solo permite reter 25mm a mais de chuva em relação ao solo descoberto.

O engenheiro-agrônomo Leandro do Prado Wildner, pesquisador da Epagri no Centro de Pesquisas para a Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, explica que a cobertura do solo é eficiente para eliminar a erosão causada pela chuva, mas não é tão eficiente para controlar a erosão causada pelo escoamento da água sobre o solo. “Por isso devemos associar sempre o plantio direto com o uso dos terraços ou práticas semelhantes”, complementa.

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Referência em SC

A URT de Terraceamento da propriedade de família Golin, em Caxambu do Sul, resulta da parceria entre a Epagri, a Embrapa Trigo, a Secretaria de Agricultura do município e a Cooperativa Alfa. Ela foi implantada em março durante o I Seminário Microrregional de Desenvolvimento Rural Sustentável, que tratou sobre Terraceamento por Volume de Enxurrada. Cerca de 100 pessoas participaram do evento.

Nessa área, a família pratica a integração lavoura-pecuária: pastagem de aveia no inverno e lavoura de grãos no verão. Por conta dessa iniciativa, a experiência de Caxambu do Sul virou referência para agricultores da região, que estão demandando informações e assistência técnica sobre terraceamento para aplicar em suas propriedades.

A URT será acompanhada com análises químicas e físicas do solo, além de outras avaliações. As informações coletadas servirão de referência para recomendar o terraceamento para outros agricultores. “Essa experiência representa o que queremos fazer em uma URT, ou seja, a integração de extensionistas rurais, pesquisadores, agentes da assistência técnica e agricultores em torno de um tema comum e na busca de soluções”, destaca Leandro Wildner.

Para mais informações sobre o terraceamento, entre em contato com o engenheiro-agrônomo Juliano Gonçalves Garcez, da Epagri de Caxambu do Sul: julianogarcez@epagri.sc.gov.br ou (49) 3326-0192. A prática deve ser associada ao plantio direto Foto: Juliano Garcez/Epagri Fonte: Agropecuária Catarinense, Florianópolis, v.32, n.3, set./dez. 2019

http://publicacoes.epagri.sc.gov.br/index.php/RAC/issue/viewIssue/70/97

 

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Cooperbam chega aos oito anos com importantes conquistas e apoios

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A produção de banana, no norte catarinense é uma das atividades mais presentes na agricultura familiar e o segmento busca se modernizar e agregar valor à produção.

Fortalecer a agricultura familiar, por meio das ações conjuntas dos produtores para agregar valor à produção, padronização do produto, regularidade no fornecimento garantido de frutas de qualidade cultivadas pelos próprios cooperados são os objetivos da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Massaranduba (Cooperbam), com sede no município de Massaranduba, norte do Estado.

Fundada no dia 20 de outubro de 2011, por 22 sócios, o trabalho conjunto dos produtores iniciou em 2008, por ocasião do projeto de modernização do cultivo da banana, oferecido pelo programa de crédito Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil.

Na época, eles eram sócios da Aprobam (Associação dos Produtores de Banana de Massaranduba), mas sentiram a necessidade de se organizarem numa cooperativa, principalmente pela significativa perda da banana no processo de pós-colheita.

O primeiro passo foi à aquisição de um terreno de 7.600 m² na entrada principal da comunidade de Massarandubinha, onde havia quadras para o plantio de arroz. Hoje, a cooperativa possui uma sede bem estruturada voltada à climatização e embarque da banana para o mercado consumidor, com frota própria.

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Em todo o processo, a participação do Governo do Estado, através da Epagri e da Prefeitura Municipal de Massaranduba, foi fundamental.

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SC Rural

Em 2014, a cooperativa buscou apoio financeiro do Programa SC Rural para a construção de uma unidade para a industrialização da banana. O objetivo era ter logística de entrega para comercialização de banana “ini natura” e climatizada –  logística para suprir necessidades de transporte de cargas entre as casas de embalagens, implantar uma agroindústria de beneficiamento para aproveitamento do excesso da produção, da fruta classificada com baixa qualidade e uma sede centralizadora das atividades da cooperativa.

O valor total a ser investido: R$ 600.159,68, recebeu o apoio do SC Rural de R$ 300.000,00 e recursos da Instituição: R$ 300.159,68

NITA          

Em 2018, o apoio do Governo do Estado para a Cooperbam, foi através do Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar – NITA, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura.

Com esse apoio financeiro, a Cooperbam adquiriu uma secadora de frutas, para fabricar derivados da banana e assim melhorar o aproveitamento das frutas, que tinham perdas significativas na pós-colheita e que não eram comercializadas.

Segundo o Presidente Célio Jaroczinski a Cooperbam, o secador veio auxiliar na expansão da comercialização dos produtos realizados a partir das bananas que não era aproveitadas “Essa máquina abriu novas possibilidades de negócios para a cooperativa e contribuiu para reduzir o volume de desperdício da banana, sem perder o seu valor nutricional, agregando valor à produção”. Entre os vários pontos positivos do secador de frutas destaca-se a redução de perdas no pós-colheita, a garantia de rendimento na entressafra, além do preço de venda ser superior ao da fruta in-natura.

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A máquina, que foi desenvolvida numa parceria do NITA com a statup QPrime, de Florianópolis, é até 50% mais eficiente do que os sistemas convencionais e mantém a qualidade das frutas após a secagem. O investimento para a instalação do equipamento é de R$ 24,7 mil e o Governo do Estado contribuiu com 80% deste valor. Além do apoio financeiro, a Cooperbam contou com o apoio técnico do NITA que auxiliou, com orientação desde a instalação e processamento, até informações do mercado.

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A sede da cooperativa conta com câmaras de climatização, onde as frutas dos associados passam pelo processo e seguem para o mercado consumidor de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e para a rede Cooper.

A Coopeban está com o projeto da indústria previsto para iniciar em 2020, com a produção de derivados da fruta como bala, doce, polpa, mariola, banana passa e outros, com aproveitamento do excedente.

 

Mais informações: https://www.facebook.com/cooperativacooperbam/

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Evento apresenta empreendimentos rurais femininos de sucesso na Serra Catarinense

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Valorizar, organizar e fortalecer o empreendedorismo feminino no espaço rural na Serra Catarinense foram objetivos do II Workshop da Mulher Empreendedora Rural da Serra Catarinense, realizado no município de Painel no dia 29 de outubro.

O evento promovido pela Epagri reuniu agricultoras e teve como ponto alto a apresentação de empreendimentos de sucesso liderados por agricultoras da região.  Foram relatadas experiências com processamento de maçã e goiaba serrana, turismo rural e feira da agricultura familiar.

A abertura do evento foi feita pela vice-governadora Daniela Reinehr e pela presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.  “A mulher é um dos focos do nosso trabalho. Nosso objetivo é torná-las empreendedoras, donas dos próprios negócios. Esses empreendimentos são uma amostra do protagonismo delas e também um pouco do trabalho que a Epagri vem desenvolvendo com esse público em todo o Estado”, ressalta Edilene.

A vice-governadora destacou a necessidade de potencializar o protagonismo feminino, bem como a capacidade da mulher em conciliar família e trabalho. Nessa perspectiva, reforçou ainda a urgência de evitar o êxodo rural. “Acredito que essas capacitações proporcionam um ambiente favorável para as famílias permanecerem no campo, pois dão condições a elas de empreenderem e administrarem melhor os negócios”, comentou. “A Epagri está de parabéns pelo evento e pelo trabalho que realiza em todas as regiões do nosso estado”, complementa.

A coordenadora do evento, extensionista de Lages Andréia Meira, explica que o tema empreendedorismo vem sendo discutido e incentivado em diferentes setores da sociedade. “Especialmente no meio rural a Epagri assiste e orienta iniciativas com protagonismo da mulher pela capacidade de inovar e buscar novos horizontes para o desenvolvimento rural, sem perder sua identidade, cultura e modo de viver”, diz ela.

Nessa perspectiva a extensão rural desenvolve ações de qualificação, organização e valorização com famílias rurais e prioriza a participação da mulher e do jovem como agentes do desenvolvimento rural. “Cursos, reuniões, oficinas, visitas e atendimentos alicerçam as iniciativas empreendedoras no meio rural considerando a história, cultura e potencialidades da região e da agricultura familiar”, diz Andréia. A programação do workshop contou também com palestras sobre educação financeira e sobre os desafios, o empoderamento e o protagonismo da mulher. A realização do evento contou com a parceria da prefeitura de Painel.

 

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Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) reduz o uso de agrotóxicos

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Se existe um caminho para deixar a olericultura gradualmente mais limpa, ele se chama Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). Difundido como uma transição da agricultura convencional para a agroecológica, ele permite reduzir o uso de agrotóxicos e adubos altamente solúveis até eliminá-los das lavouras.

As pesquisas da Epagri na área iniciaram em 1998 e, hoje, o sistema é utilizado em cerca de 3 mil hectares de 1,2 mil propriedades rurais catarinenses, o que representa em torno de 10% da área plantada com hortaliças no Estado. Em 2018, a Epagri orientou a implantação de 142 hectares de novas lavouras em SPDH. A meta da Empresa é que toda a olericultura catarinense seja conduzida nesse sistema até 2030.

O segredo do SPDH é promover a saúde da lavoura com práticas voltadas para o conforto das plantas. Isso significa reduzir o estresse relacionado a fatores como temperatura, umidade, salinidade e PH do solo, luminosidade e ataque de pragas e doenças. “Na nutrição da planta, é preciso seguir as taxas diárias de absorção de nutrientes ajustadas às reservas nutricionais do solo, aos sinais apresentados pelas plantas e às condições ambientais”, diz Marcelo Zanella, engenheiro-agrônomo da Epagri. Se a planta fica mais resistente, exige menos insumos para se desenvolver de forma adequada.

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Como funciona

O sistema prevê uma série de práticas conservacionistas. A principal é a proteção permanente do solo com palhada, utilizando plantas de cobertura para formar biomassa. Além dessas plantas, conhecidas como adubos verdes, são mantidos na área de plantio os restos vegetais de culturas anteriores. Cada hectare de horta precisa de, pelo menos, 10 toneladas de palha por ano. O revolvimento do solo é restrito à linha de plantio e, nessa área, o olericultor deve praticar rotação de culturas.

Além de proteger o solo, as plantas de cobertura servem de alimento para macro e microrganismos, aumentam a concentração de matéria orgânica, reduzem o surgimento de plantas espontâneas e mantêm a umidade e a temperatura mais estáveis. “Com a rotação de várias espécies, há redução nos problemas fitossanitários, aumento na biodiversidade e na ciclagem de nutrientes, mantendo e melhorando a fertilidade do solo”, diz Marcelo.

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O sistema é utilizado em cerca de 3 mil hectares de 1,2 mil propriedades rurais catarinenses (Foto: Epagri/EECd)

Custos menores

Reduzindo o uso de adubos e agrotóxicos, o agricultor gasta, em média, 50% menos para produzir hortaliças em SPDH. A melhoria na qualidade e na uniformidade das plantas permite reduzir em 35% as perdas na colheita. Além disso, as taxas de infiltração de água no solo chegam a ser três vezes maiores que no sistema convencional – a redução média no uso de água para irrigação é de 80%.

Na cadeia produtiva do tomate, o sistema tem permitido reduzir em 60% o uso de fungicidas, em 100% o uso de herbicidas e em 60% o uso de adubos químicos, mantendo a produtividade quando comparada ao sistema convencional. No cultivo de cebola, além de reduzir em 60% o uso de adubo químico e em mais de 40% o uso de fungicidas, o SPDH permite estender em 60 dias o tempo de armazenagem do bulbo.

Outra hortaliça com resultados surpreendentes é o chuchu. Os olericultores têm conseguido eliminar totalmente o uso de herbicidas e fungicidas, em 80% o uso de inseticidas e em 70% os adubos químicos. “Em propriedades de Anitápolis, após cinco anos de SPDH, registrou-se aumento de 100% na produtividade em relação ao método convencional”, acrescenta Marcelo.

Além de alimentos mais seguros, a redução dos insumos significa dinheiro no bolso. De acordo com o Balanço Social da Epagri, em 2018 o SPDH beneficiou os olericultores catarinenses com R$25 milhões em aumento de produtividade e R$15 milhões em redução de custos em comparação com o cultivo convencional.

Quer saber mais? Confira a matéria sobre o assunto acessando:

https://www.youtube.com/user/epagritv/search?query=como+produzir+hortali%C3%A7a+sem+agrot%C3%B3xico

 

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Riqueza sedia encontro regional sobre cultura do tomate

riquezatomate

O município de Riqueza sediou um encontro de âmbito regional sobre a cultura do tomate. A atividade foi promovida pelo Escritório da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) de Riqueza, em parceria com a Secretaria de Agricultura e Banco do Brasil do município.

Direcionado a representantes das Gerências Regionais de Palmitos e de São Miguel do Oeste, o evento reuniu mais de 60 participantes – dentre eles, produtores, extensionistas da Epagri e técnicos agrícolas de diversos municípios da região. As atividades foram conduzidas pelo pesquisador Rafael Ricardo Cantú, da Estação Experimental de Itajaí, que possui vasto conhecimento sobre a produção.

Durante o período da manhã, o encontro foi realizado no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores. Inicialmente, houve pronunciamento do Prefeito de Riqueza, Renaldo Mueller; do Secretário de Agricultura, Claudecir Cecato; além do Gerente Regional da Epagri, Mircon Frühauf. Posteriormente, o pesquisador abordou teoricamente o tema "Cultivo Protegido de Tomateiro".

Dentre os assuntos apresentados por Cantú, estão a origem e história do tomate, fertilidade do solo, fitossanidade, tratos culturais, etc. Após o término da abordagem teórica, os participantes foram conduzidos para um almoço no Centro Social Urbano. Pela parte da tarde, as atividades aconteceram na propriedade da família do produtor Volnei Sandri, onde trabalhou-se na prática os assuntos discutidos pela manhã.

Conforme o Secretário de Agricultura, Claudecir Cecato, o evento dá visibilidade ao município em um âmbito regional, o que evidencia o trabalho da Epagri e também dos produtores riquezenses. "A produção de tomates é uma alternativa muito interessante aos nossos agricultores, com potencial de beneficiar nossas famílias e o município, de modo geral", explica.

Segundo o Extensionista da Epagri de Riqueza, Douglas Gato, a atividade faz parte do planejamento de ações voltadas aos agricultores envolvidos no Programa Horta Santa, que acontece em parceria entre Governo do Estado e a Fecoagro, visando o desenvolvimento da produção de hortaliças na região.

Atualmente, em Riqueza, as famílias de Joarez Dorvalino da Rosa, Volnei Sandri e Waldemar Ieggli, trabalham na produção e comercialização do produto. O Escritório Municipal da Epagri contribui com a rastreabilidade, planejamento, análises e orientações a estes produtores, visando o crescimento da atividade no município.

 

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