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Nova diretora Administrativa e Financeira da Cidasc toma posse em Florianópolis

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O Conselho de Administração da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc empossou na segunda-feira, 03 de junho, durante a Reunião do Conselho de Administração, a diretora Administrativa e Financeira da Cidasc, Vanessa Adami do Espirito Santo. O ato de posse foi conduzido pelo presidente do Conselho de Administração e Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Ao se dirigir aos presentes, Ricardo de Gouvêa, destacou que toda a equipe de trabalho precisa agir com eficácia e muita transparência. “É uma responsabilidade muito grande que a Vanessa terá na diretoria. Quero que toda a equipe trabalhe com seriedade, empenho e muita transparência na condução das ações”, afirma o Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

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Participaram do ato os membros do Conselho de Administração, Luciane de Cássia Surdi, presidente da Cidasc; Athos de Almeida Lopes Filho, diretor de Cooperativismo e Agronegócios; Ricardo Miotto Ternus, secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

“Tomar posse como diretora Administrativa e Financeira da Cidasc é uma satisfação muito grande”, disse Vanessa Adami, que iniciou na Companhia como contadora, em 2014. “Foram 5 anos de muito aprendizado e desafios aqui na Cidasc. Como gestora da Auditoria Interna, pude conhecer a empresa como um todo, seus méritos, mas também suas falhas. Hoje inicio uma nova etapa na minha vida profissional e pública e quero continuar trabalhando em prol de uma gestão transparente e colaborativa, construindo e aprimorando os processos da Empresa, sempre com foco na eficiência, eficácia e na transparência que os novos tempos necessitam”, reafirma Adami.

Vanessa Adami é contadora, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, no ano de 2006, é Especialista em Controle Público, formada pelo Instituto de Contas, do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina – TCE/SC, em 2016.

A presidente da Cidasc, Luciane de Cássia Surdi, destacou a importância da Diretoria para a gestão de pessoas e para a boa administração dos bens públicos. “Queremos o crescimento e o sucesso da nossa empresa. Nossa diretora terá um grande trabalho pela frente. Precisamos da união dos nossos colaboradores, e que diretoria e empregados tenham o mesmo entendimento sobre a missão, a visão e os valores da Companhia. Esse alinhamento é importante para que as nossas ações prosperem e possamos contribuir ainda mais com o agronegócio catarinense”. Foto: Ascom / Cidasc

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Santa Catarina 12 anos como área livre de febre aftosa sem vacinação – confira a linha do tempo de uma história de 67 anos

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Desde 1991 não existe registro de foco de febre aftosa no rebanho proveniente de Santa Catarina e no dia 25 de maio completamos 12 anos como único Estado do país com zona livre de febre aftosa sem vacinação, certificado obtido em maio de 2007, pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. Desde então, nosso estado se consolidou como referência em sanidade e defesa agropecuária.

Status que só foi obtido graças aos esforços conjuntos do Governo do Estado de Santa Catarina, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, agroindústrias e produtores rurais, que se uniram para combater a febre aftosa no território catarinense, e mantido até hoje através do trabalho desenvolvido pela Cidasc, por meio do Programa Estadual de Vigilância para Febre Aftosa e doenças vesiculares, coordenado pelo Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal da Companhia.

Tal programa tem como objetivo manter o Estado de Santa Catarina livre da febre aftosa sem vacinação, reunindo as garantias sanitárias necessárias para certificar a ausência da infecção nos rebanhos catarinenses por meio de um sistema de vigilância oficial e da participação comunitária. Para isso, a Cidasc mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com a Argentina, Paraná e Rio Grande do Sul, realiza, continuamente, inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão.

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após o reconhecimento internacional, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo. 

Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Em 2018, esse número saltou para 326,3 mil toneladas e trouxe US$ 608,4 milhões para o estado, um aumento de 77,4% na quantidade e 96,2% na arrecadação.

O cenário é o mesmo para a carne de frango, que se tornou o primeiro produto das exportações catarinenses, faturando mais de US$ 1,8 bilhão no último ano, com 1,08 milhão de toneladas embarcadas. Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos e Coreia do Sul. Hoje, as carnes suína e de frango produzidas no estado são vendidas em mais de 140 países.

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“Há 19 anos, Santa Catarina fez uma escolha: se tornar referência internacional em saúde animal e defesa agropecuária. Foi uma decisão ousada e que exigiu muito trabalho e um cuidado muito grande, um comprometimento dos produtores rurais, iniciativa privada e Governo do Estado. Nós aumentamos o controle sanitário e passamos a cumprir as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal, comprovando a origem registrando e rastreando todos os bovinos e bubalinos do estado. Hoje, os produtos catarinenses são reconhecidos em todo o mundo, inclusive nos mercados mais exigentes, como sinônimos de qualidade. A certificação internacional da OIE é um patrimônio de todos os catarinenses”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

“Foram dias de muita luta, mas a conquista veio em função de um trabalho conjunto entre governo, Cidasc, produtores rurais e agroindústria. Santa Catarina é pioneira na certificação internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, nossos produtos são valorizados nacional e internacionalmente, temos um diferencial, e toda essa valorização é prova da excelência dos nossos produtos agropecuários e da excelência dos serviços de defesa agropecuária executados pela Cidasc. Queremos avançar muito nas questões sanitárias e melhorar ainda mais a renda do nosso produtor rural que tanto se dedica na produção de alimentos no nosso estado”, ressalta a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a médica veterinária Luciane de Cássia Surdi.

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E para saber mais sobre a história do trabalho que já é desenvolvido há 67 anos aqui no Estado e que levou Santa Catarina a conquistar um status sanitário diferenciado de todo o país, confira a linha do tempo completa referente ao combate à febre aftosa:

 

1952 – Criação da Secretaria da Agricultura em Santa Catarina e implantação do Serviço de Defesa Sanitária Animal. Início do combate a Febre Aftosa

1965 – Publicação da Lei 3783, estabelecendo a obrigatoriedade do combate à Febre Aftosa.

1966 – Publicação do Decreto nº 4920, regulamentando a Lei 3783 e estabelecendo prazo para início da campanha, sob a denominação de Cafasc – Campanha Contra a Febre Aftosa em Santa Catarina.

1966 – Lançamento oficial da campanha no município de Lages.

1967 – Vacinação de 258.836 bovinos, em 8.401 propriedades, nos municípios de Lages, São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Urubici.

1970 – A partir de 31 de dezembro deste ano, a execução das ações passou para a Coordenação de Defesa Sanitária Animal – CODESA.

1971 – A Campanha atinge todos os municípios catarinenses.

1971 – Criação do Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa – Gecofa, composto por veterinários do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura. Incremento das ações de combate à Febre Aftosa através da profissionalização dos serviços, com capacitação de profissionais e disponibilidade de recursos para aquisição de materiais e serviços. O Gecofa manteve a sua atuação até o início da década de 80, quando foi incorporado pelo Grupo Executivo da Produção Animal – Gepa.

1979 – Incorporação da Codesa pela Cidasc.

1984 – Até 1983, eram realizadas três vacinações anuais do rebanho bovino. Após a elaboração dos estudos da “Caracterização Epidemiológica da Febre Aftosa no Espaço Catarinense” (Martins, 1984) e com a produção de vacinas de longa duração de imunidade, reduziu-se para duas vacinações estratégicas anuais.

1986 – Em função de um decréscimo no número de focos no Estado, chegando-se ao ano de 1986 com a ocorrência de apenas dois focos, houve uma desestimulação e até um questionamento por parte dos produtores em continuar a vacinação do rebanho. Devido a isso, observou-se a queda dos índices de vacinação e, como consequência, os focos de Febre Aftosa começaram a ser frequentes.

1988 – Após a visita de uma Missão da União Européia e a constatação dos baixos índices de vacinação e da sua situação epidemiológica, o Estado foi retirado lista de exportadores para aquele mercado. De imediato, retomou-se o processo de vacinação com venda direta da vacina aos criadores.

1989 – Continuava o surgimento de focos de Febre Aftosa. Os resultados obtidos por meio do Diagnóstico de Situação Educativo Sanitário para Doenças de Bovinos e Aves (Improta & Martins, 1990) demostraram que apesar de os criadores conhecerem a serventia de uma vacina, de acreditarem em sua capacidade de evitar a doença e apresentarem uma atitude positiva quanto ao seu uso, eles só vacinavam os seus animais mediante o risco próximo de um foco da doença. Esses dados vieram explicar o porquê, apesar de a venda de vacina atingir mais de 90% das propriedades, de ainda surgirem focos de Febre Aftosa. Eles foram de suma importância para, posteriormente, a Cidasc sustentar junto à Secretaria e ao Ministério da Agricultura a necessidade de se adotar a vacinação por intermédio de vacinadores comunitários.

1991 – A partir deste ano, com base na realidade levantada pelo cruzamento das informações obtidas no Diagnóstico Educativo e os dados epidemiológicos da enfermidade, no campo, a Secretaria da Agricultura determinou através de Portaria nº 04/91, a execução da vacinação casa a casa ou sua fiscalização direta por técnicos ou vacinadores credenciados pela Cidasc. Para realizar esse trabalho, contou-se com o apoio de toda a sociedade catarinense, notadamente dos setores econômicos ligados à Agropecuária, como as agroindústrias, as cooperativas, as federações, os municípios, os clubes de serviços, os órgãos de imprensa, dentre outros. Foram contratados cerca de 2.500 vacinadores comunitários, que, após o treinamento, capacitação e credenciamento, se lançaram em campo vacinando cerca de três milhões de cabeças.

1993 – Na quinta etapa de vacinação, realizada em outubro de 1993, a Cidasc se fez presente em todos os municípios do Estado e nas 186.432 propriedades registradas, vacinando 2.358.651 bovinos através do trabalho direto de 222 médicos veterinários e 2.494 vacinadores. Neste ano também foi registrado o último foco no Estado, detectado em um frigorífico no município de São Miguel do Oeste, envolvendo animais provenientes do município de Santa Helena, Estado do Paraná.

1996 – Publicação da Portaria Ministerial nº 107/96, pelo Ministério da Agricultura, criando uma Zona Livre de Febre Aftosa com vacinação, abrangendo os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

2000 – O Ministério da Agricultura e do Abastecimento, pela Portaria nº 153, declara a área formada pelos Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, como Zona Livre de Febre Aftosa, sem vacinação. A Secretaria de Defesa Agropecuária, visando à proteção dessa zona recém criada, baixa a Instrução Normativa nº 13, de 19 de maio de 2000, que estabelece as normas, para o cumprimento da referida portaria. No dia primeiro de maio de 2000, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura, pela Portaria nº O15/GABS/SDA, declarou a suspensão da vacinação contra a Febre Aftosa e estabeleceu a proibição da entrada de animais vacinados no Estado de Santa Catarina.

2001 – Reocorrência da doença no Rio Grande do Sul e países vizinhos. Esse fato fez com que Santa Catarina aumentasse número de suas barreiras sanitárias com o Rio Grande do Sul e com a Argentina, com ajuda das Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Estadual e Rodoviária Federal, do Exército, da Marinha e das Comunidades.

2001 – O Estado do Rio Grande do Sul retoma a vacinação de seus animais, acatando a determinação da Instrução Normativa nº 11, de 9 de maio de 2001. Apesar de pressões advindas de alguns setores da sociedade, o Estado de Santa Catarina mantém a decisão de não vacinar seus animais, objetivando a obtenção da Certificação Internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação.

2005 – Ocorrência de novos focos de Febre Aftosa nos municípios de Japorã, Mundo Novo e Eldorado no Mato Grosso do Sul e no norte do Paraná.

2006 – Ano de criação do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária – Icasa com a finalidade de apoiar a Defesa Sanitária Agropecuária junto a órgãos e entidades públicas e privadas. Trata-se de uma instituição de capital privado, mantida por um fundo de contribuição aberto e com recursos, sobretudo, das agroindústrias, credenciada pela Secretaria de Agricultura e Pesca.

2006 – Em março deste ano, atendendo a sua função de suprimento de recursos humanos, o Icasa abre um processo seletivo para contratação 119 médicos veterinários, através de convênios com Cooperativa dos Médicos Veterinários – Unimev-SC, 119 auxiliares administrativos e 119 auxiliares de campo.

2006 – Em maio de 2006, a Cidasc realiza concurso público para 41 médicos veterinários, que vieram reforçar o quadro de funcionários da empresa. Acrescentou assim, neste ano, mais 160 novos profissionais ao sistema de Defesa Sanitária Animal do Estado.

2006 – Em outubro, encaminha ao Mapa documento solicitando à OIE o reconhecimento do zona livre de Febre Aftosa sem vacinação. Para tanto, em dezembro do mesmo ano realizou-se o inquérito soro-epidemiológico para comprovar a ausência de circulação viral a campo, bem como a inexistência de anticorpos vacinais no rebanho.

2007 – Obtenção do Certificado de Reconhecimento Internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação pela OIE, em ato da 75ª Assembléia Geral, realizada no período de 20 a 25 de maio de 2007.

2008 – Início do Projeto de Identificação Individual dos bovinos e bubalinos – PIB-SC.

2010 – Contratação de 120 médicos veterinários para incremento do quadro de profissionais dedicados à DSA.

2011 –  Recorrência de Febre Aftosa no Paraguai, desencadeando um estado de Alerta Sanitário e incremento das atividades de vigilância veterinária, com objetivo de proteger o status sanitário do Estado.

2016 –  Elaboração do Plano Estratégico para o decênio 2017-2026, com o objetivo de revisar as estratégias voltadas para a erradicação da febre aftosa no país, buscando a condição de zona livre sem vacinação. Neste cenário, Santa Catarina investe no reforço do seu sistema de vigilância e em seus diferenciais, que mantêm a atividade agropecuária atrativa para o setor produtivo.

2018 – Contratação de 25 médicos veterinários e 45 auxiliares para os postos fixos de controle de trânsito, buscando reforçar o quadro de profissionais.

2012 à 2019 – Aprimoramento continuado do sistema de vigilância em defesa sanitária animal, de modo a reforçar as garantias sanitárias aos parceiros comerciais, preparar o serviço para detectar, precocemente, qualquer suspeita que deva ser atendida e capacitar os profissionais quanto aos mecanismos de investigação de suspeitas.

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Manutenção do status sanitário

Para manter o status sanitário diferenciado, os esforços são imensos. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Hoje, Santa Catarina se prepara para a retirada gradativa da vacina contra a febre aftosa no Brasil. Para o gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal da Cidasc, Rosemberg Tartari, a retirada da vacinação em outros estados irá demandar uma atenção ainda maior da defesa agropecuária catarinense. “O status sanitário diferenciado de Santa Catarina tem impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Precisamos estar atentos e com uma estrutura preparada para vencer esse momento delicado que é a retirada da vacinação nos estados vizinhos”, afirma Tartari. Fonte:Cidasc

 

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Cidasc intensifica ações para preservar Santa Catarina área livre de Peste Suína Clássica

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A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc adotou medidas específicas de controle e vigilância sanitária, após o Estado do Piauí decretar estado de emergência zoossanitária ao registrar o primeiro caso de Peste Suína Clássica – PSC, que ocasionou a morte de sete leitões menores de três meses. A confirmação do caso no Estado do Piauí foi divulgada em nota técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Santa Catarina obteve a Certificação da Organização Mundial de Saúde Animal – OIE como Zona Livre de Peste Suína Clássica em maio de 2015, conquista que confirma a excelência do nosso Estado e a importância do trabalho da Cidasc no que se refere à defesa sanitária agropecuária no Estado.

No cumprimento de sua missão, a Cidasc trabalha diariamente para preservar o status sanitário e assegurar que o vírus não atinja o plantel do nosso estado e consequentemente provoque prejuízos econômicos ao setor. Profissionais da Companhia realizam anualmente simulado de emergência em suínos, reuniões com técnicos da agroindústria, eventos de educação sanitária com produtores rurais, além do fortalecimento das barreiras sanitárias, com controle do trânsito animal, produtos e subprodutos de origem animal.

Para a coordenadora estadual do Programa de Sanidade Suína da Cidasc, Sabrina Tavares, a sanidade do plantel de suínos é de extrema importância econômica para o Estado de Santa Catarina. “Diante dessa importância econômica, a Cidasc, com o intuito de controlar e ou maximizar ganhos econômicos fomentado pela produção de suínos, bem como de mitigar os riscos de transmissão de doenças relevantes para o setor produtivo suínocola e para a saúde da população, executa a proteção do rebanho catarinense baseada nas diretrizes estabelecidas pela OIE e determinadas pelo Mapa, através do Departamento de Saúde Animal”, destaca Sabrina.

Peste Suína Clássica

A Peste Suína Clássica é uma doença transmissível por um vírus que atinge suínos e javalis e o contágio entre os animais pode ser muito rápido, além de não ter cura.

A transmissão da doença se dá através do contato com a saliva ou secreção de animais doentes, consumo de ração ou água contaminadas, por pessoas pelo contato com animais doentes e contaminação em caminhões que realizaram o transporte de animais doentes.

Alguns dos sintomas percebidos pelo suinocultor são: a diminuição do apetite, febre acima de 40ºC, andar cambaleante, manchas avermelhadas pelo corpo, principalmente atrás das orelhas, entre as pernas e na papada, abortos, mortes de recém nascidos e fetos mumificados e fêmeas com muita repetição de cio.

Prevenção

Para prevenir a PSC é importante adquirir matrizes e reprodutores apenas com certificação de que o animal não possui nenhuma doença, evitar a entrada de pessoas estranhas na propriedade, ter cuidado no transporte de animais, sempre utilizando a Guia de Trânsito Animal – GTA e usando caminhões desinfetados. Além disso, é proibido dar restos de comida aos suínos, pois é uma fonte de contaminação aos animais.

Em caso de sintomas ou dúvidas, procure a Cidasc através dos Escritórios Municipais ou Departamentos Regionais.

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Veterinários da Cidasc se reúnem em Xanxerê para capacitação

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Representando 19 regionais da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), mais de 50 profissionais participaram, em Xanxerê, de um encontro objetivando o alinhamento de questões técnicas e procedimentos. O grupo participou, de aulas teóricas e práticas, visando a melhoria e padronização dos serviços prestados pela Companhia.

A capacitação aconteceu na semana de 1 a 5 de abril e na terça-feira (2), a presidente da Cidasc, Luciane de Cássia Surdi, participou do evento. Segundo Luciane, Xanxerê foi escolhida, pela facilidade de se realizar as aulas práticas com os veterinários, que trabalham, especialmente, sobre doenças que podem acometer os rebanhos e revisão da legislação.

“Com relação às doenças, precisamos ter uma vigilância constante, por isso a importância de fazer reciclagem dos sintomas e consequências, ser ágil na tomada de decisões, localizar a origem, tomar medidas e evitar aparecimento ou disseminação que cause prejuízos sanitários e econômicos para o estado. Na parte de legislação, muitas mudanças ocorreram e também estão tramitando, e isso precisa ser estudado”, ressaltou Luciane.

Metas para 2019

Ainda segundo a presidente da Cidasc, neste ano, a Companhia passa por reestruturação organizacional e a intenção é retomar as negociações para a contratação de mais veterinários para as regionais que estão defasadas.

“Temos algumas regionais em situação delicada, Xanxerê não seria a mais crítica, mas obviamente temos que rever algumas vagas e reforçar algumas barreiras e buscar solução para esse problema. Mas aqui tem uma equipe muito comprometida, o pessoal que veste a camisa realmente e temos que dar apoio e continuidade a essas atividades”, disse.

Outra prioridade da Cidasc em 2019 é o fortalecimento dos programas sanitários com destaque para manter o certificado de estado livre de febre aftosa sem vacinação.

“Somos área livre sem vacinação, porém outros estados já estão se organizando e também existe um programa, do Ministério da Agricultura, para retirar a vacinação em todo o país até 2026. Com isso, temos a preocupação com possíveis ingressos de animais, sem vacinação, e portanto, temos que redobrar os cuidados e por isso, a importância de reforçar e estruturar as barreiras sanitárias da Cidasc”, explica.

A presidente ainda ressalta que será priorizado o trabalho para tirar abatedouros da clandestinidade, implantar o selo regional para alguns produtos de origem animal de forma a valorizar os produtores locais e fiscalização do uso de agrotóxicos nas lavouras e como o produto chega ao consumidor final.

Na parte de educação sanitária, a Cidasc visa a ampliação do Programa Sanitarista Júnior, implantado em algumas escolas, e também o trabalho com universitários das áreas de medicina veterinária, agronomia e zootecnia para que já haja ciência da importância da inspeção desde a faculdade. Com os produtores rurais manter a atualização de procedimentos e a importância da organização nas propriedades. Fonte:Portal tudo sobre xanxerê

 

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Cidasc abre credenciamento de empresas, cooperativas e associações para a realização do serviço de inspeção

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A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola – Cidasc publica edital que cede oportunidade para empresas realizarem inspeção de produtos de origem animal no Estado de Santa Catarina

Empresas, cooperativas e associações que possuem interesse em prestar e/ou continuar prestando Serviço de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal em Santa Catarina deverão efetuar o credenciamento até dia 30 de junho de 2019, conforme prevê o edital DEINP n° 001/2018. 

As empresas, cooperativas e associações que não efetuarem o recredenciamento pelo novo Edital no prazo previsto ficarão impedidas de prestarem serviço a Cidasc.

Confira o edital completo:

 

EDITAL DE CREDENCIAMENTO / DEINP n° 001/2018 http://www.cidasc.sc.gov.br/inspecao/files/2018/10/Edital-de-credenciamento-2018-26_10_18_vers%C3%A3o-pdf-publica%C3%A7%C3%A3o-1.pdf

 

ANEXOShttp://www.cidasc.sc.gov.br/inspecao/files/2018/10/anexos-edital-de-credenciamento-2018-26_10_18_vers%C3%A3o-pdf-publica%C3%A7%C3%A3o.pdf

 

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Governo federal e Cidasc vão retomar parceria para driblar embargo da Europa ao pescado brasileiro

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A Cidasc vai firmar um termo de cooperação técnica com a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca, e a Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária, para retomar as certificações das embarcações catarinenses. O objetivo é suspender o embargo da União Europeia ao pescado brasileiro, que já dura um ano e dois meses.

Na segunda-feira o secretário Nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, reuniu-se com o secretário de Estado de Agricultura, Ricardo Gouvêa, para alinhar o processo. É a segunda reunião entre o Estado e o governo federal sobre o assunto, e a intenção é que o termo de cooperação técnica seja assinado o mais rápido possível.

A Cidasc foi o primeiro órgão estadual no país a firmar cooperação com o Ministério da Agricultura para a certificação das embarcações, ainda no ano passado. Mas o processo esbarrou na resistência dos armadores a alguns dos parâmetros estabelecidos, como o material exigido para o revestimento de pisos e porões dos barcos.

Seif diz que a certificação será oferecida apenas aos armadores que desejam retomar as exportações à União Europeia, e comentou que a submissão aos termos é condição para voltar a vender aos europeus: “não temos opção”, ressaltou.

A suspensão das exportações para a União Europeia já rendeu a Santa Catarina um prejuízo de mais de US$ 11 milhões. São produtos que têm a Europa como principal consumidor, e que não encontram preço atrativo em outros mercados – é o caso das ovas de tainha e do peixe-sapo, conhecido no exterior como tamboril.

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Frustrada

A suspensão das exportações foi uma decisão tomada pelo Ministério da Agricultura brasileiro, em janeiro de 2018, como resposta a um relatório da União Europeia que alertava para inadequação do Brasil às regras impostas para o envio de pescado aos países que integram o bloco. O governo procurava evitar um embargo unilateral, mas a tentativa foi frustrada porque, em meio a um impasse que envolvia a exportação de frangos, os europeus decidiram barrar também o pescado – o que tornou a retomada de mercado mais complicada.

Treinamento

Os servidores da Cidasc já estão treinados para aplicar o check list nas embarcações, o que deve facilitar o processo. O secretário nacional de Aquicultura e Pesca diz que Santa Catarina poderá servir de modelo a outros estados no país, que também têm intenção de retomar das exportações.

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Apenas um

No ano passado, apenas um barco industrial, de Itajaí, passou pelo processo de certificação. No entanto, como o processo não caminhou, o armador não conseguiu retomar as exportações. Depois de feita a análise dos barcos, o governo terá que apresentar os resultados para que passem pelo crivo da União Europeia, que decidirá se libera a compra do pescado nacional. Fonte:https://www.nsctotal.com.br/colunistas/dagmara-spautz

 

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Após laudo da CIDASC apicultores e Ministério Público Estadual discutem morte de abelhas

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Após a divulgação do laudo que apontou a causa da morte de abelhas no Planalto Norte como sendo por agrotóxicos, apicultores se reuniram com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para discutir o assunto. O encontro foi acompanhado pela promotora Greice Souza, responsável pelo Centro Operacional do Consumidor no MPSC.

Entre as medidas que foram discutidas, pelos apicultores junto ao Ministério Público, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina  (Epagri), estão como controlar melhor receituários de agrotóxicos, distribuição, a autorização para que os agricultores utilizem os defensivos agrícolas, que sejam feitos cursos de capacitação para aplicadores de agrotóxicos, principalmente, os que estão na região próxima à produção de mel. Também foi levantada a possibilidade de o Estado proibir algumas dessas substâncias que são autorizadas no Brasil. A lei federal permite que o Estado tenha leis mais restritivas.

QUEM É O CULPADO?

A Cidasc e a Epagri estão verificando as lavouras próximas a produções de mel para identificar um culpado para a mortandade das abelhas. A grande dificuldade será provar quem colocou o princípio ativo na lavoura. Diversos produtores podem ter utilizado o agrotóxico, ou uso onde não poderia, quantidade errada, na época de floração, já no florescimento quando as abelhas aparecem, ou até mesmo pode ter sido usado algum equipamento indevido.

O Fipronil, a substância que foi encontrada pela Cidasc, é um inseticida que age nas células nervosas dos insetos e, além de ser utilizado contra pragas em culturas como maçã, soja e girassol, é usado também em coleiras antipulgas para cães e gatos.

SEMINÁRIO

O MPSC vai realizar nos dias 25 e 26, o Seminário sobre Agrotóxicos nos Alimentos, na Água e na Saúde. Pesquisadores de cada área devem se apresentar para discutir o potencial cancerígeno dos agrotóxicos, a contaminação do leite materno, resíduos nos alimentos e na água, comércio ilícito pela internet e apresentação da revisão de estudos científicos sobre os efeitos desses ingredientes ativos na vida. Na tarde do dia 26, haverá uma reunião conjunta do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT) com os Fóruns Gaúcho e Paranaense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos.

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Médica veterinária concursada desde 1986, é a primeira mulher a assumir a presidência da Cidasc em 39 anos

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Em ato realizado no auditório da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, em Florianópolis, a vice-governadora do estado, Daniela Cristina Reinehr, deu posse à nova presidente da Cidasc, na manhã do dia 12, terça-feira. Sob auditório lotado, a médica veterinária, Luciane de Cássia Surdi, funcionária concursada da empresa desde 1986, é a primeira mulher a assumir a presidência da Cidasc em 39 anos.

Compondo a mesa de honra da solenidade, além da vice-governadora, estavam as autoridades Ricardo de Gouvêa, Secretário da Agricultura e Pesca de Santa Catarina,  a  superintendente federal do Mapa – Ministéro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Uéllen Lisoski Duarte Colatto, a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, e o, agora, ex-presidente da Companhia, Luiz Alberto Rincoski Faria.

O evento também foi prestigiado por autoridades como o presidente da Faesc – Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo, o presidente do Icasa – Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária, Osvaldo Mioto Júnior, o presidente do CREA-SC – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de SC, Ari Geraldo Neumann,  o presidente do CRMV/SC – Conselho Regional de Medicina Veterinária, Marcos Vinícius de Oliveira Neves, a advogada Maria Antônia Amboni, representando o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, além de gestores e colegas de diversas áreas de toda a Companhia..

Na ocasião, os médicos veterinários, Carolina Damo e Ramon Becker Nasario, prestaram homenagem a nova presidente representando todos os colaboradores da Companhia, em especial, os colegas do Departamento Regional da Cidasc de Chapecó. Os pais de Luciane, Hélio Mario Surdi e Eudes Gertrudes Surdi, aproveitaram a oportunidade para prestigiar a filha.  “Hoje a Luciane deu mais um passo importante em sua carreira, desejamos que possa executar os trabalhos com ética e transparência”, emocionando a todos presentes.

 

A presidente da Cidasc, Luciane, em seu discurso reafirmou sua missão frente à Cidasc “O mérito de chegar onde estou, compartilho com toda minha equipe da Cidasc, e em especial aos colegas e funcionários da Regional de Chapecó. Minha escola. Intimamente eu sabia que um dia eu teria que fazer mais. O convite chegou, não pude recusar. É a hora de sair da zona de conforto e fazer algo mais. Agora a equipe é maior, bem como os desafios. Com 1472 empregados, terceirizados e estagiários terei a honra de conduzir este time, cada qual ocupando suas posições. […] Nossa missão, a de executar as ações de Sanidade Animal e Vegetal, preservar a saúde Pública, Promover o Agronegócio e o Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina será exercida com zelo. […] Para finalizar, sei que teremos grandes desafios pela frente. Será um tempo de trabalho incansável e focado. Necessário a competência e a atitude de cada um. Que pensemos mais em nossas obrigações como empregados públicos. Vou precisar do comprometimento de cada um de vocês”, disse Luciane.

O secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, reafirmou o comprometimento da nova gestão. “Temos um compromisso com a sociedade e a Cidasc tem um papel fundamental para SC. Uma empresa reconhecida internacionalmente pela excelência do trabalho, focando sempre no aumento da rentabilidade do produtor rural catarinense”, afirma.

A cerimônia encerrou com o pronunciamento da vice-governadora do estado, Daniela Cristina Reinehr, desejando boas-vindas e sucesso à nova presidente, destacando a importância da Companhia em contexto nacional e internacional “Uma empresa que oportuniza a abertura de novos mercados, com um trabalho que garante a sanidade animal e vegetal. Com esse serviço a Cidasc fomenta a economia, gera renda, empregos e consequentemente melhora a qualidade de vida da população”, destaca. Fonte: Ascom/Cidasc

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Médica Veterinária assume Presidência da Cidasc

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A Médica Veterinária, Luciane de Cassia Surdi assume na próxima semana a Presidência da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A posse será na terça-feira (12), às 10h, no auditório da Cidasc, no bairro Itacorubi.

Vice-Presidente do CRMV-SC na Gestão 2014/2017, Luciane foi coordenadora da Área Animal da Regional da Cidasc de Chapecó e durante 21 anos foi responsável pelo Laboratório Regional de Diagnóstico Animal da Cidasc/Chapecó, quando também já respondia pelo Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) na mesma regional.

Foi Presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários de Santa Catarina (Nucleovet) em 2004 e a primeira Delegada da Regional de Chapecó do CRMV-SC, em 2009, cargo que voltou a ocupar na atual gestão do Conselho.Fonte:CRMV/SC

 

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Governo de Santa Catarina intensifica combate à farra do boi

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As forças de segurança e as autoridades em sanidade animal de Santa Catarina estão de prontidão para combater eventuais casos de farra do boi. A prática, considerada crime de maus-tratos aos animais, costuma se intensificar no período entre o Carnaval e a Páscoa, e por isso a Polícia Militar dará início na próxima semana à Operação Quaresma, para reprimir esse tipo de crime.

Além de mobilizar tropas que poderiam atender outras ocorrências, a ação ainda pode ocasionar problemas sanitários, que levariam a prejuízos significativos para o agronegócio. Na maior parte dos casos, os bovinos usados na prática estão sem os brincos de identificação oficial, de modo a não ser possível saber a sua procedência nem se carregam doenças.

A prática da farra do boi se enquadra na Lei 9605/95, que no artigo 32 diz: “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime, com pena de detenção de três meses a um ano, e multa.”

A mobilização do governo teve início já na primeira quinzena de fevereiro, quando foi realizada uma reunião entre a Polícia Militar, representantes do Ministério Público e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) para articular a atuação no combate aos maus-tratos. O encontro também sugeriu a participação dos municípios na fiscalização e estabeleceu protocolos para o encaminhamento de animais sem identificação relacionados à biossegurança do Estado (leia mais abaixo).

“Vamos criar uma integração sólida entre órgãos estaduais e municipais, no avanço preventivo, evitando assim novos casos de maus-tratos animais”, diz o subcomandante-geral da PMSC, coronel Cláudio Roberto Koglin.

O número de ocorrências desse tipo de maus-tratos animais está em queda nos últimos anos. Em 2014, foram 356 casos. No ano passado, os registros caíram para 177. De acordo com Koglin, o setor de Inteligência da PM vai ajudar na identificação das pessoas que patrocinam os atos e financiam esse tipo de crime. Do ponto de vista operacional, serão intensificadas barreiras e fiscalizações em pontos considerados vulneráveis.

O trabalho da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e da empresa vinculada, a Cidasc, tem o objetivo de garantir o bem-estar e preservar a saúde pública animal, respeitando as diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Entenda alguns conceitos os procedimentos adotados para manter a biossegurança no Estado:

Farra do boi é crime?

A prática da farra do boi se enquadra na Lei 9605/95 que no artigo 32 diz: “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime, com pena de detenção de três meses a um ano, e multa.”

Por que os animais usados na farra do boi são abatidos?

É importante destacar que os animais não são abatidos por estarem na farra do boi, mas sim porque não estão identificados com os brincos oficiais. Na grande maioria das vezes, o gado usado na prática está sem a identificação, ou seja, está irregular em Santa Catarina. Sem o registro, não é possível comprovar a origem do boi. Por isso, ele passa a ser uma ameaça à saúde do rebanho catarinense e da população. Toda essa situação é causada pelo uso de animais clandestinos para praticar a farra do boi, considerada crime em Santa Catarina. Sem saber a origem do gado, o risco é iminente e o abate é obrigatório.

Por que em Santa Catarina não é permitida a entrada de bovinos?

Santa Catarina possui uma condição sanitária diferenciada de outros estados brasileiros. Nossos rebanhos não são vacinados contra febre aftosa desde 2000, ou seja, não possuem anticorpos para combater essa doença. Para diferenciar o rebanho catarinense, todos os bovinos e búfalos criados no estado possuem um brinco de identificação. Bovinos e bubalinos sem esse ornamento são considerados uma ameaça à saúde animal e, por isso, precisam ser abatidos. Essa decisão é baseada na Lei Estadual n° 10.366, 1997, e Decreto Estadual n° 2.919, 1998.

Quais são os riscos de um animal doente entrar em Santa Catarina?

A entrada em Santa Catarina de um animal doente –­ ou até mesmo vacinado contra febre aftosa – representa um risco imenso e pode acabar com toda a produção de suínos e de bovinos do estado, além da suspensão de toda exportação de carnes. O impacto social e econômico seria avassalador, principalmente na vida de milhares de famílias de produtores rurais que têm seu sustento baseado na produção agropecuária. Seria a quebra de todo setor.

O agronegócio é a mola propulsora da economia catarinense, responsável por 66% das exportações em 2018, gerando receitas de US$ 5,9 bilhões. A suinocultura, por exemplo, tem mais de 13 mil produtores rurais dedicados à atividade, fazendo de Santa Catarina o maior produtor de suínos do Brasil. As agroindústrias catarinenses geram mais de 60 mil empregos diretos – sem contar toda cadeia de transporte, grãos, embalagem e serviços envolvida na produção de carnes.

O que o cidadão deve fazer ao presenciar uma cena de farra do boi?

Quem testemunhar um ato de farra do boi deve acionar a Polícia Militar, por meio do telefone 190. A confidencialidade de quem denuncia o crime é garantida.

O que fazer ao se deparar com um bovino sem o brinco de identificação?

Nesse caso, o cidadão pode acionar o Cidasc, por meio do telefone 0800 – 6448500.

Fonte: Governo do Estado de Santa Catarina

 

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