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Agroindústria em Xanxerê garante renda e sucessão familiar no meio rural

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O número de agroindústrias familiares, não para de crescer no meio rural de Santa Catarina. Esse tipo de empreendimento gera muito mais do que renda às famílias de agricultores, como o caso da Família Batistella, que reside na Linha São Lourenço, no município de Xanxerê, oeste Catarinense.

Dona Neiva adquiriu experiência no processamento de alimentos quando trabalhava em uma cozinha de uma escola, no meio rural. Sem deixar de trabalhar na escola, ela começou a produzir conservas com o excedente da produção do seu quintal.

Com a ajuda da Epagri e o recurso do Programa SC Rural, a família aumentou a diversidade de produtos e adequou a estrutura e equipamentos às normas sanitárias. Hoje, dona Neiva produz conservas, panificados e geleias. Teve que deixar a escola e se dedica apenas à agroindústria.

“Antes de ter toda a estrutura, eu vendia meus produtos no mercado da cooperativa. Também vendia para os amigos, pessoas conhecidas. Eu colocava os produtos no porta-malas do carro e oferecia às amigas. Vendia bem, mas a renda era bem menor do que é agora” – conta Dona Neiva.

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A equipe de técnicos da Epagri local, participa de todas as etapas de produção. Desde o plantio dos alimentos à campo, passando pela viabilização do projeto da estrutura física, até a comercialização dos produtos. “Nós atendemos a família Batistella há um certo tempo e identificamos que eles têm uma vocação para processar alimentos. Por meio do Programa SC Rural, que foi um grande impulsionador, trabalhamos a estruturação da unidade para que eles pudessem viabilizar seus produtos de uma maneira que atenda aos padrões sanitários, exigidos pela vigilância sanitária” – explica Dulce Censi, extensionista social do Escritório Municipal da Epagri de Xanxerê.

Para viabilizar a construção da agroindústria, optou-se por paredes de isopainel, material que permite rápida instalação, limpeza facilitada e é mais econômico, com custo em torno de 15 a 20% menor em relação a alvenaria. O isopainel consiste de 2 chapas metálicas paralelas, unidas por um isolante de isopor. É um material bastante usado na construção de câmaras frias, salas de manipulação de alimentos, medicamentos, laticínios e outros. “As paredes são laváveis e já vêm com um padrão dentro da exigência da vigilância sanitária. Além dessa característica, esse material possibilita uma facilidade de mobilização. Se precisarmos desmontar uma parede, tira-se os rebites, desmonta a parede, muda a sala de local e remonta novamente. Sem quebrar parede, sem fazer poeira”,comenta Dulce.

Além de comercializar seus produtos na cooperativa e feiras da cidade, a família participa do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, que estimula a inserção de produtos da agricultura familiar na merenda dos estudantes. Dona Neiva comemora: “A gente vende pra merenda escolar toda a semana. É muito bom pois é uma renda mensal garantida”.

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Outro motivo de alegria para a família é que uma das filhas do casal está cursando engenharia de alimentos e tem planos de, futuramente, tocar a empresa. “Minha filha Indiamara escolheu esse curso já pensando no futuro, porque precisamos desse profissional. E como nós já estamos dentro do ramo, quem vai tocar a empresa daqui a pouco será ela”

Ao ser questionada se valeu a pena o investimento, dona Neiva diz que hoje ela se pergunta por que não teve essa ideia há mais tempo.

A jovem Indiamara é clara no objetiva que quer: permanecer no campo produzindo. Ela e a mãe contam até com um cronograma semanal de produção para dar conta do trabalho.

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Além dos panificados como pães, bolachas e massas, elas investiram em outro produto, a fabricação de geleias. São rigorosas quanto a qualidade do produto oferecido e, assim, a produção é feita com frutas plantadas na propriedade. Também buscam sempre oferecer uma novidade. Além das sempre pedidas geleias de figo e uva, elas inovam, indo do figo com nozes, pimenta com abacaxi, até o último lançamento, a geleia de jamelão, uma fruta com cheiro de melão e formato de melancia.

Para Indiamara, a construção da unidade de produção auxiliou a família e fez com que pudessem produzir mais e, posteriormente, vender os produtos na Feira da Agricultura Familiar.

“A ideia de nós termos uma unidade própria de produção surgiu através da Epagri. Fomos conhecer o Programa SC Rural, que facilitou a construção da unidade para nós. Isso serviu como uma iniciativa maior, porque já fazia muito tempo que nós estávamos correndo atrás, mas se consegue tudo aos poucos. Com o Programa, vários produtores também conseguiram a própria unidade e assim damos andamento a produção”, ressalta a jovem Indiamara.

Veja essa e outras reportagens no Canal de vídeos da Epagri./ https://www.youtube.com/user/epagritv

 

Mais informações: emxanxere@epagri.sc.gov.br

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Com turismo ecológico agricultor de Xanxerê ganha nova fonte de renda

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Muitos ainda desconhecem a riqueza de belezas naturais existentes na região de Xanxerê, no oeste catarinense. São diversos caminhos por estradas de terra, trilhas em meio às matas, beiras de rio e cachoeiras pouco exploradas e que são excelentes destinos de passeio para quem gosta de natureza e aventura.

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Pensando nesse mercado ainda pouco explorado na cidade, uma dupla de amigos resolveu criar uma pequena empresa, chamada Ecoturismo Habitat, que abre esses caminhos e oferece passeios aos xanxerenses e turistas que queiram conhecer mais sobre o interior da Capital do Milho. 

Como esses locais, na maioria das vezes, estão dentro de terrenos particulares, o Juliano Seller e o Anderson Bastos conversam com os donos e conseguiram permissão para a exploração turística dos pontos e, assim, criar as rotas de passeio. Além do lazer oferecido, Anderson destaca que os passeios são seguros e ecológicos, tendo como prioridade a responsabilidade de não causar nenhum dano, mas apenas admirar a natureza, relaxar e aproveitar o trajeto feito com uma Kombi.

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- A gente já vai criando e incentivando a consciência ecológica dentro da Kombi. Durante o passeio contamos a história do produtor, o que é que ele tem lá na propriedade, o que a pessoa vai conhecer e, principalmente, falamos da consciência ecológica – não leva nada e não deixa nada – explica Bastos.

A ideia de explorar o ecoturismo na cidade é trabalhada pela dupla há cerca de cinco anos e foi colocada em prática no final de março, quando foi realizado um passeio inaugural na rota da cachoeira S. Manoela. A ideia é juntar uma galera, colocar dentro de uma Kombi e sair para explorar caminhos pouco frequentados, de beleza incontestável, que existem em Xanxerê e nos seus arredores. Segundo a dupla, atualmente duas rotas são oferecidas: a Rota das Quedas, na divisa com Xaxim, e a da cascata S. Manoela. No entanto, outras já foram traçadas e algumas ainda devem surgir, inclusive dentro da cidade.

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- Começamos [o projeto] porque gostamos de ir atrás de descobrir onde elas [cachoeiras] estão, de conversar com o proprietário e ainda fomentar a propriedade rural. Por exemplo, nas regiões onde tem queda d’água, o terreno não é muito propício à plantação e a gente fomenta, nós pagamos a entrada e, assim, o proprietário mantém o controle da entrada. Nós explicamos ao proprietário qual é o objetivo, que é ecologicamente sustentável. Além disso, o proprietário que tem produtos para vender vai poder oferecer para os visitantes, e é mais uma renda para o produtor – complementa Bastos.

Segundo Juliano, a intenção da Ecoturismo Habitat é oferecer uma “rota de fuga” para quem quer curtir a paz que a natureza oferece e, também, valorizar as riquezas naturais e culturais que o município tem. Os passeios duram cerca de quatro horas e, ao final, é realizado um piquenique em meio à natureza. 

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- O foco é que o pessoal tenha contato coma natureza, possa fazer algo diferente e, aqui em Xanxerê, a região é muito propícia para isso. Existem muitos pontos que podem ser visitados e nós estamos tentando construir essa cultura que é muito pouco explorada aqui – destaca.

Quem quiser conhecer mais sobre a Ecoturismo Habitat e as rotas de passeio, pode acessar as redes sociais da empresa (Facebook e Instagram) ou entrar em contato com eles através dos telefones (49) 9.9957-3636, com o Juliano e (49) 9.9998-6050 com o Anderson.

- Queremos deixar o convite para quem gosta de natureza, quem quer fazer um passeio diferenciado e conhecer pontos turísticos da região, pois tem gente aqui da cidade mesmo que nunca foi na S. Manoela, e agora nós estamos disponibilizando o passeio, com toda a estrutura e segurança, tudo certinho dentro dos padrões corretos – finaliza Seller. Fonte: http://tudosobrexanxere.com.br/ Por: Francieli Corrêa/(Fotos: Divulgação/Redes Sociais Ecoturismo Habitat)

 

Mais informações: https://www.facebook.com/pg/ecoturismohabitat

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Museu do Milho: história e memória eternizadas em documentário nacional

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A dona Erenita Isoton é uma das fundadoras do Museu do Milho Antônio Sirena, de Xanxerê. Ela, que acompanha cada passo do desenvolvimento do acervo histórico do município desde 2002, esteve no local para deixar seu depoimento para o documentário Conhecendo Museus, do qual o museu de Xanxerê foi escolhido para fazer parte. Com cada detalhe sendo registrado para o audiovisual, essa parte da história do município será eternizada e conhecida pelo Brasil afora.

Conforme dona Erenita, a primeira exposição ocorreu em 2002 e em 2004 o museu ganhou forma. Com o esforço e dedicação de nove idealizadores e do apoio das administrações que passaram ao longo desses anos, o trabalho desenvolvido no Museu do Milho foi reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e escolhido para participar do projeto.

- Isso é muito gratificante. Quando a gente fez a primeira exposição, a gente nem sonhava que ia dar no que deu esse sucesso de construir o museu. E de lá para cá é só sucesso, todo mundo que entra no nosso museu gosta. E nós estamos sempre pesquisando, procurando peças que não temos ainda, fazendo uma listagem que poderia estar aqui e buscando cada vez mais complementar o acervo. Agradecemos a todas as pessoas que nos ajudaram e também aos prefeitos que passaram pela administração que sempre deram apoio ao museu – destaca dona Erenita.

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Dona Erenita afirma estar orgulhosa com esta conquista para Xanxerê (Foto: Francieli Correa/Tudo Sobre Xanxerê)

O projeto Conhecendo Museus é realizado por meio de uma parceria da EBC, Governo Federal, TV Brasil, Ministério da Educação e Cultura (MEC), TV Escola, Fundação José de Paiva Neto e Ibram. O objetivo é promover o resgate da memória brasileira, inscrita nos objetos, obras de arte e documentos, consolidando-a num conjunto de informações acessíveis, e colaborar na formação e no apuro da consciência crítica dos telespectadores, em particular os mais jovens. O episódio que falará sobre o Museu do Milho estará na quarta temporada. Ele abordará história e memória e também gastronomia, tendo o milho como principal alimento. 

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- Com esse viés da gastronomia, é praticamente o único museu que vamos trabalhar nesse sentido, então vai ganhar destaque, e também é o único dessa região de Santa Catarina a fazer parte do documentário. A ideia do Conhecendo Museus é contribuir com a cultura do país, incentivar as pessoas a visitarem os museus, entender que museu é um lugar bacana, que tem vida, tem história para contar, e a história faz parte. Quando você tem contato com o passado, você entende melhor o presente e o futuro – afirma Amauri Mauro, diretor de cena da equipe de produção.

A previsão é que o documentário vá ao ar no segundo trimestre de 2019 e poderá ser assistido na TV Brasil, TV Escola e Youtube. A expectativa do município para a exibição do trabalho finalizado é grande. Conforme a diretora de Cultura da Prefeitura de Xanxerê, Aguinetes Barfknecht, fazer parte do projeto nacional é uma conquista para o município.

- Vai ficar para a história e é uma maneira de homenagear as pessoas que doaram essas peças e também os idealizadores do museu, pessoas que trazem cada peça com muito carinho e que sem eles nada disso teria acontecido. É um trabalho, uma luta de muitos anos, e que vai poder ser conhecido no mundo todo – finaliza a diretora.Fonte:tudosobrexanxere

Mais informações: www.xanxere.sc.gov.br

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Família de Xanxerê usa a tecnologia para mostrar qualidade do produto que vai à mesa do consumidor

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O jardim com vários troncos de árvores que lembram esculturas da natureza e as orquídeas já demonstram que ali vive uma família organizada. Luiz Rossetto e Ivanete foram os primeiros produtores de Xanxerê a aderirem o E-Origem 

A primeira a recepcionar a equipe do Tudo Sobre Xanxerê é uma Border Collie chamada Bela. Logo acena, quase escondido por um enorme chapéu, o dono da propriedade, Luiz Rossetto, acompanhado de quem manda em tudo, a esposa Ivanete. Praticamente criados no campo, o casal se conheceu em uma plantação de maçãs, criou três filhos e agora já aguarda o segundo neto.

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A família vive há seis anos na comunidade de Perau das Flores, interior de Xanxerê, onde produz para consumo e venda no comércio de Xanxerê a Ponte Serrada.

- A gente produz laranja Bahia, poncã, morgota, figo, pêssego, abacate e tudo isso comercializamos porque o mercado pede, mas não tínhamos nada que atestasse que nossos produtos são de qualidade, porque fizemos tudo orgânico, desde o cuidado com o solo, até a colheita da fruta – comenta Rossetto.

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Para mudar a situação, a família Rossetto foi à primeira de Xanxerê a se cadastrar no programa E-Origem, que visa a rastreabilidade de todos os produtos in natura que são comercializados no Estado de Santa Catarina.

- Não foi difícil. Sempre tivemos o acompanhamento da Epagri e, junto com a Cidasc, nos passaram sobre o programa. O cadastro fizemos com a ajuda deles, mas agora é tudo feito dentro da propriedade. O meu filho mais novo faz e só mandamos imprimir as etiquetas. Não foi difícil se adaptar porque o mercado vai procurar só pelos produtos que tiverem esse código – comenta o produtor.

 

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Importância do E-Origem

Com o E-Origem, todo o produto in natura e minimamente processado que vai para consumo precisa ter um código de rastreabilidade, para mostrar de onde o produto vem.

O produto tem que conter uma etiqueta que aponta nome do produtor, inscrição estadual ou CPF, endereço completo, peso ou unidade, código de rastreabilidade do produto, número do lote, nome comum da espécie vegetal, variedade ou cultivar, data da colheita. Com a rastreabilidade será possível identificar as etapas dos processos de produção, manipulação, beneficiamento, fracionamento, descascamento, corte, acondicionamento, embalagem, consolidação de lotes, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização e a exportação e importação de produtos de origem vegetal destinados ao consumo.

A medida também se aplica a produtos a granel, onde as informações devem estar disponibilizadas nas embalagens na área de estoque do varejo e na gôndola do supermercado.

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De acordo com o engenheiro agrônomo da Cidasc Xanxerê, Márcio Andrei Cardoso Niederauer, a exigência tem prazo para ser cumprido, por isso existe a preocupação para que os produtores busquem fazer esse cadastro e passem a fornecer o produto com a rastreabilidade.

- A Vigilância Sanitária é quem fará a fiscalização destes produtos no mercado, não estando em acordo, quem vai sofrer as penalidades é o supermercado. Já há supermercadistas que só estão adquirindo produtos que estejam de acordo com o E-Origem. Para o produtor, basta que ele se cadastre no site da Cidasc através do Sigen, onde vai contar com login e senha e depois vá alimentando as informações que são necessárias. Isso é importante porque o consumidor vai conseguir identificar de que propriedade aquele produto está vindo, como ele foi plantado e colhido – informou o agrônomo da Cidasc.

Prazo para cumprimento 
A rastreabilidade já é obrigatória desde o dia 06 de agosto deste ano para as frutas, como citros, maçã e uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino. Já melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana, manga, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicória, couve-flor, pimentão, abóbora e abobrinha até 02 de fevereiro de 2019 e as demais até 28 de janeiro de 2020.

Fonte:www.tudosobrexanxere.com.br Por Joimara S.Camilotti

 

Mais informações: xanxere@cidasc.sc.gov.br

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Técnicos de oito estados visitam agroindústrias de Xanxerê com bons resultados no SC Rural

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Uma missão de intercâmbio do Banco Mundial esteve em Xanxerê, na quarta-feira (21) e visitou duas empresas que apresentam bons resultados após a adesão ao programa SC Rural: a agroindústria familiar de doces Natuvida, da família Scanagatta, e a Embutidos Rebelatto, da família Rebelatto, ambas no interior do município. A intenção foi mostrar aos participantes o cenário antes e depois do SC Rural, e como o programa ajudou na estabilidade, qualidade e crescimento do negócio.

Técnicos executores de projetos apoiados pelo Banco Mundial em oito estados estiveram no município. Entre eles estava a Renata Kosminsky, gestora governamental do Governo de Pernambuco e que trabalha no Pró Rural, projeto do Banco Mundial parecido com o SC Rural. Segundo ela, o que chamou a atenção na visita a Santa Catarina é a força do associativismo e do cooperativismo no estado.

- Lá a gente está do meio para o final do programa Pró Rural e temos tido experiências muito positivas de agricultores familiares que receberam o financiamento e conseguiram aproveitar bastante. É uma realidade diferente, aqui no Sul a parte de associativismo e cooperativismo está mais madura do que lá, então a gente aprende muito como foi essa história, como chegaram até esse momento, porque lá ainda não chegamos nesse nível, mas que queremos chegar, e a melhor forma de aprender é com quem já fez – afirma Renata.

A secretária executiva da regional da Epagri de Chapecó do SC Rural, Elisiane Casaril Friederich, acompanhou a comitiva, que também passou por Chapecó e Seara. Segundo ela, o SC Rural tem adesão de mais de 500 famílias entre as regionais de Xanxerê, Chapecó e São Lourenço do Oeste, sendo 14 empreendimentos apoiados em Xanxerê e que tiveram contato com o programa por meio da Cooperativa de Agricultura Familiar do município.

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- Esse intercâmbio de troca de experiências é para ver como é que foi o SC Rural em SC, como a gente trabalhou, o legado que o SC Rural deixou, os avanços. Em Xanxerê viemos visitar duas unidades, a do Scanagatta, que trabalha com vegetais, e a do seu Rebelatto, com produtos de origem animal, para ver quais foram as dificuldades, como a família conseguiu legalizar, como a Epagri ajudou no processo e como a família está, o que passaram e onde estão hoje, poder ver o todo. E daqui esses técnicos levam esses relatos para disseminar nos outros estados – explica.

Conforme Elisiane, o SC Rural iniciou em 2010 e finalizou em 2017 e é visto como um grande projeto dentro do Banco Mundial, uma vez que contempla ações que não visam somente o aumento da renda do produtor, mas também a área social, melhoria dos produtos e também da qualidade de vida da família, inclusive contribuindo para a diminuição do êxodo rural.

- Aqui na família do seu Rebelatto tivemos um exemplo, porque o filho dele voltou para o campo para assumir o negócio dele. Então é muito importante ver e mostrar o quanto nossa região tem se desenvolvido nas agroindústrias familiares, o quanto esse trabalho tem aparecido para todo o estado, tanto que está sendo visitada por outros estados. É a quantidade que temos de empreendimentos legalizados, de produção, diversidade de produtos e hoje é uma referência nas agriculturas familiares de Santa Catarina – finaliza a secretária executiva. Fonte: : Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê

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Visita técnica avalia aplicação de recursos do SC Rural em Xanxerê

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Equipe do Programa SC Rural, acompanhada por técnicos da Epagri de Xanxerê, visitou propriedades beneficiadas pelo programa no município. Com os recursos, financiados através do Banco Mundial, foi possível construir unidades de produção, onde as famílias podem aumentar a produção e a renda.

As unidades precisam respeitar as normas e, para tanto, a visita dos técnicos é necessária e faz parte de uma exigência do órgão fiscalizar, a fim de verificar se os valores foram devidamente aplicados e feitos conformes o solicitado.

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A família Batistella, que reside na Linha São Lourenço, interior de Xanxerê, foi uma das propriedades visitadas. Mãe e filha trabalham com panificados, geleias e grãos e estão há seis meses fabricando na unidade de produção construída.

- Estamos indo em todas as regiões verificando se é necessário complementar alguma coisa nas unidades. O Banco Mundial se surpreendeu com Santa Catarina, o programa não tem o resultado tão bom como tem em Santa Catarina, onde os índices de problemas são muito baixos. Estamos satisfeitos e sorteamos algumas propriedades para fazer essa visita, para verificar o que pode ser incluído em um novo programa – disse o gerente técnico do SC Rural, André Ricardo Poleto.

Além da família Batistella, a propriedade da família Rebelatto também recebeu a visita. Para o gerente do SC Rural, a avaliação da propriedade dos Batistella é muito positiva e ele saiu de lá satisfeito.

- É um empreendimento bem interessante que vai ter sucesso. A agricultura familiar em Santa Catarina é quase 90% e necessita de investimentos para que permaneça e cresça, por isso que é importante a gente ver uma jovem tomando as rédeas do negócio como aqui – frisou.

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A jovem em questão é Indiamara Batistella, 17 anos, clara e o objetiva no que quer: permanecer no campo produzindo. Ela e a mãe, Neiva Cecatto Batistella, contam até com um cronograma semanal de produção para dar conta do trabalho.

Além dos panificados como pães, bolachas e massas que, inclusive, são destinados à merenda escolar do município, elas investiram em outro produto, a fabricação de geleias. São rigorosas quanto a qualidade do produto oferecido e, assim, a produção é feita com frutas plantadas na propriedade. Também buscam sempre oferecer uma novidade. Além das sempre pedidas geleias de figo e uva, elas inovam, indo do figo com nozes, pimenta com abacaxi, até o último lançamento, a geleia de jamelão, uma fruta com cheiro de melão e formato de melancia.

Para Indiamara, a construção da unidade de produção auxiliou a família e fez com que pudessem produzir mais e, posteriormente, vender os produtos na Feira da Agricultura Familiar.

- A ideia de nós termos uma unidade própria de produção surgiu através da Epagri. Fomos conhecer o programa SC Rural, que facilitou a construção da unidade para nós. Isso serviu como uma iniciativa maior, porque já fazia muito tempo que nós estávamos correndo atrás, mas se consegue tudo aos poucos. Com o programa, vários produtores também conseguiram a própria unidade e assim damos andamento a produção – disse. Fonte: http://tudosobrexanxere.com.br

 

 

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Equipe da Epagri da regional de Xanxerê faz capacitação sobre energias renováveis

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A equipe de trabalho da Epagri da região pertencente à ADR Xanxerê se reuniu na última quarta-feira, 13, para mais uma capacitação mensal.

No auditório da ADR, os funcionários conheceram novos projetos desenvolvidos no Estado e também sobre energia fotovoltaica e biogás. Além disso, uma oficina foi trabalhada com os integrantes voltadas à área da saúde, tendo como tema hipertensão.

Conforme o gerente regional da Epagri, Adir Bertuzzi, as reuniões de região acontecem a cada dois meses e possibilita os colegas de trabalho a acompanhar as demandas da população diante das tecnologias.

“Nessa reunião discutimos sobre os programas da empresa, as novidades que recebemos através da direção e, particularmente hoje, a atividade foi uma capacitação sobre energia fotovoltaica e biogás, e também uma oficina sobre hipertensão. A participação foi bastante positiva”, comenta Bertuzzi.Fonte:adrs.sc.gov.br/adrxanxere

 

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Em Xanxerê simpósio debateu desenvolvimento agrário com sustentabilidade

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O VI Simpósio Agrarista: O Direito Agrário e o Desenvolvimento Sustentável, organizado pela União Brasileira dos Agraristas Universitários (Ubau) e pela Unoesc Xanxerê aconteceu no último dia 04 

O evento ocorreu no auditório da Unoesc e reuniu autoridades no assunto para debater o desenvolvimento sustentável na visão da Organização das Nações Unidas (ONU) e fomentar o estudo do direito agrário.

O simpósio fez parte da programação da ExpoFemi 2018 com o intuito de enriquecer a feira trazendo para o município o debate das questões agrárias. Inclusive, a programação conta com a palestra “A importância do milho para a agroindústria”, ministrada por Enori Barbieri, vice-presidente da FAESC, de forma a valorizar o cereal que dá o nome à feira.

- Foi feita uma parceria com a ExpoFemi para incluir o evento na programação da feira, porque como é uma feira agropecuária e o direito agrário tem tudo a ver com a agropecuária, foi muito importante essa parceria na divulgação do nosso evento e também para enriquecer a feira – comenta Paulo Roberto Kohl, membro da comissão organizadora e representante da Ubau.

O objetivo do simpósio, segundo Paulo, foi promover debates que sanem dúvidas com relação a importância do direito agrário.

- O direito agrário teve seu primeiro ciclo que foi a regularização fundiária, e hoje estamos estudando o segundo ciclo, do desenvolvimento agrário com sustentabilidade. O direito agrário ainda é o principal instrumento de regulação da atividade agrária. O evento foi voltado a estudantes, profissionais da agricultura, sindicatos, associações. Fechamos parcerias para painéis para sanar duvidas, desmitificar algumas questões e estudar o direito agrário com vistas no desenvolvimento sustentável – explica.


Programação
Dentre os palestrantes participaram o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, com a palestra: Perspectivas e desafios para o agronegócio brasileiro. Em relação a eficiência econômica, o secretário destacou que é preciso trabalhar com a melhoria da logística para diminuir os custos de produção e dar acesso facilitado ao mercado global.

Spies relembrou também que para dar conta de uma produção sustentável é imprescindível que o agricultor tenha formação para tal, conhecimentos das tecnologias e empregue meios de produção que não degradem o meio ambiente, que produzam com segurança alimentar, sem contaminações.

- É desafiador porque temos que fazer isso sob as regras de mercado. Nesse ponto está o papel fundamental das políticas públicas: apoiar os agricultores de todas as cadeias produtivas com pesquisa agropecuária, gerando soluções inovadoras, mais produtivas e eficientes; dar assistência técnica e extensão rural para que o agricultor tenha acesso ao conhecimento e às tecnologias; e estimular por meio de fomento agropecuário para que essas tecnologias sejam levadas de forma incentivada a uma adoção de boas práticas de produção e mecanismos de desenvolvimento limpo – afirmou Spies.

As demais palestras foram: Novas questões ambientais e sustentabilidade no meio rural – Valdir Colatto. Engenheiro Agrônomo e Deputado Federal/SC. - Código Florestal: APP, Reserva Legal e Áreas de Uso Restrito – Dr. João Pimenta. Procurador Jurídico da FATMA – Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina. - Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 2030 da ONU – Professor AlbenirQuerubini. Mestre em Direito pela UFRGS. Vice-Presidente da UBAU – União Brasileira dos Agraristas Universitários. - Contratos de integração: agroindústria e produtor rural – Oscar Antonio Trombeta. Advogado. Gerente Jurídico da Cooperativa Central Aurora Alimentos. - Cultivo em ambiente protegido: Hortifrutigranjeiros e a cesta básica – Prof. Dr. Darcy Walmor Zibetti. Presidente da UBAU – União Brasileira dos Agraristas Universitários. Fonte:Jornal do Alto Irani

Mais informações: Unoesc-Xanxerê - (49) 3441-7000

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ADR Xanxerê assina convênio que beneficia Associação de Produtores de Vinho Artesanal

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A Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Xanxerê assinou convênio com o município de Xanxerê. O recurso de R$ 6,2 mil será repassado à Associação dos Produtores de Vinho Artesanal de Xanxerê. O dinheiro, que foi descentralizado por meio da Secretaria de Estado da Agricultura será utilizado para a aquisição de uma enxaguadoura de garrafas quatro bicos.

O secretário executivo da ADR Xanxerê, Ademir Gasparini, destacou que esta é uma forma de incentivar e fortalecer a atividade vitivinicultora. “Muitas famílias utilizam esta atividade como forma de complementar a renda. A Associação tem papel fundamental no fomento desta atividade e o Governo do Estado está ajudando e possibilitando que cada vez mais eles se desenvolvam em nossa região”, explicou Gasparini.

O presidente da Associação, Ildomar da Silva, disse que o objetivo principal é legalizar todo o processo de produção e o valor é de importância significativa. “Já conseguimos através de outro convênio o filtro e hoje muitos produtores já utilizam. Isso tem trazido muitos benefícios principalmente na produção de um vinho com mais qualidade. Agora com este novo convênio, é mais um passo para a legalização de todo o processo”, explicou.Fonte: adrs.sc.gov.br/adrxanxere

 

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Seminário Regional de Educação Ambiental reúne 450 pessoas em São Domingos

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Agência de Desenvolvimento Regional de Xanxerê, Unoesc, Epagri e Sesc realizaram na última semana a segunda etapa do VII Seminário Regional de Educação Ambiental. A atividade que aconteceu no Parque Estadual das Araucárias, em São Domingos, reuniu cerca de 450 pessoas entre estudantes, professores e apoiadores.

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Durante todo o dia os alunos das escolas municipais, estaduais e escolas especiais participaram de diferentes oficinas e ainda de trilhas ecológicas.  O objetivo principal do evento foi de promover a reflexão e troca de experiências sobre a educação ambiental na região, além de promover de forma educativa a consciência e apreciação do patrimônio natural e sociocultural que existe na região.

O secretário executivo de Desenvolvimento Regional, Ademir Gasparini, destacou que um dos grandes diferenciais neste ano foi de levar os alunos para o Parque das Araucárias. “É um cenário lindo. O contato com a natureza é maravilhoso e proporcionar momentos como este para os nossos alunos, é também uma forma de conscientizá-los sobre a importância da preservação do meio ambiente. Este patrimônio natural precisa ser conservado”, explica.

Entre as oficinas, os alunos aprenderam sobre os alimentos orgânicos, sobre as espécies nativas frutíferas apropriadas pelo homem e compostagem, monitoramento da qualidade da água e inúmeras outras atividades.

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A confecção de brinquedos sustentáveis foi um dos diferenciais do evento. Os alunos fizeram suas próprias petecas. “É uma atividade muito linda assim como todas as outras, mas esta também foi uma forma de mostrar pra eles que podemos construir nossos próprios brinquedos, e o melhor, de maneira sustentável”, disse a gerente de educação da ADR de Xanxerê, Elaine Alberti.

A intenção de realizar o Seminário no Parque Estadual das Araucárias foi de promover a conscientização dos alunos para a preservação do patrimônio natural e ainda proporcionar contato direto com a natureza.  O evento teve o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, SC Rural e FATMA.Fonte: Janaína Mônego-Assessoria de Comunicação-Agência de Desenvolvimento Regional de Xanxerê

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