Arquivos da categoria: Agroindústrias Familiares

Inicia produção de queijo em container no Oeste de SC

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Agricultores Leonardo e Luana Lorenzeti receberam o certificado de inspeção para começar a produzir queijos em container. 

A produção de queijo em container é uma das novidades do Oeste de Santa Catarina. O laticínio iniciou os trabalhos no final de dezembro, na propriedade de Leonardo e Luana Lorenzeti, em Seara. Eles receberam em dezembro o registro do Serviço de Inspeção Municipal, do prefeito de Seara, Edmílson Canale. A industrialização inicial é de 350 litros de leite por dia, produzidos na propriedade, podendo chegar a mil litros/dia.

Eles investiram cerca de R$ 100 mil no projeto, desenvolvido pelo médico veterinário aposentado da Epagri, Clair Lorenzet. Ele destacou que o container tem peças de inox e traz vantagens como menor custo e facilidade de mobilidade e higienização. O espaço é de cerca de 12 metros de comprimento por 2,4 metros de largura.F www.nsctotal/Por Darci Debona/Foto: André Coser

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Investimento na unidade de queijo e ovos colonial permitiu retorno de jovem à propriedade

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Com a criação da Associação dos Produtores Feirantes do Município de Chapecó – APROFEC, as famílias buscavam maior poder de organização na busca por incentivos do poder público e de espaços de comercialização para produtos da agricultura familiar.

Com apoio dos técnicos da Epagri foi elaborado dois projetos estruturantes através do SC Rural, beneficiando 25 empreendimentos individuais e o coletivo da associação.

O investimento coletivo foi destinado a compra de 1820 caixas plásticas e térmicas, pela necessidade de acondicionar e transportar os alimentos das famílias produtoras, de forma adequada para os 10 pontos de feira que existem no município.

Os investimentos individuais propiciaram melhorias nos empreendimentos das famílias proponentes de forma a resolver os fatores limitantes de cada unidade.

As áreas de investimento foram: panificados, olericultura, mandioca, frango caipira, fruticultura, flores, derivados do leite e embutidos de suínos.

A unidade da Dona Terezinha teve apoio para ampliação do espaço físico permitindo melhor fluxo na unidade e aumento de produção, melhorando a renda da família.

Hoje, a filha da Dona Terezinha voltou para propriedade para conduzir o trabalho da agroindústria junto com sua mãe. Os produtos, com o nome Nina são comercializados na Feira do centro da cidade, nas quartas e sábados e diretamente para clientes na propriedade. 

 

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Técnicos de oito estados visitam agroindústrias de Xanxerê com bons resultados no SC Rural

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Uma missão de intercâmbio do Banco Mundial esteve em Xanxerê, na quarta-feira (21) e visitou duas empresas que apresentam bons resultados após a adesão ao programa SC Rural: a agroindústria familiar de doces Natuvida, da família Scanagatta, e a Embutidos Rebelatto, da família Rebelatto, ambas no interior do município. A intenção foi mostrar aos participantes o cenário antes e depois do SC Rural, e como o programa ajudou na estabilidade, qualidade e crescimento do negócio.

Técnicos executores de projetos apoiados pelo Banco Mundial em oito estados estiveram no município. Entre eles estava a Renata Kosminsky, gestora governamental do Governo de Pernambuco e que trabalha no Pró Rural, projeto do Banco Mundial parecido com o SC Rural. Segundo ela, o que chamou a atenção na visita a Santa Catarina é a força do associativismo e do cooperativismo no estado.

- Lá a gente está do meio para o final do programa Pró Rural e temos tido experiências muito positivas de agricultores familiares que receberam o financiamento e conseguiram aproveitar bastante. É uma realidade diferente, aqui no Sul a parte de associativismo e cooperativismo está mais madura do que lá, então a gente aprende muito como foi essa história, como chegaram até esse momento, porque lá ainda não chegamos nesse nível, mas que queremos chegar, e a melhor forma de aprender é com quem já fez – afirma Renata.

A secretária executiva da regional da Epagri de Chapecó do SC Rural, Elisiane Casaril Friederich, acompanhou a comitiva, que também passou por Chapecó e Seara. Segundo ela, o SC Rural tem adesão de mais de 500 famílias entre as regionais de Xanxerê, Chapecó e São Lourenço do Oeste, sendo 14 empreendimentos apoiados em Xanxerê e que tiveram contato com o programa por meio da Cooperativa de Agricultura Familiar do município.

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- Esse intercâmbio de troca de experiências é para ver como é que foi o SC Rural em SC, como a gente trabalhou, o legado que o SC Rural deixou, os avanços. Em Xanxerê viemos visitar duas unidades, a do Scanagatta, que trabalha com vegetais, e a do seu Rebelatto, com produtos de origem animal, para ver quais foram as dificuldades, como a família conseguiu legalizar, como a Epagri ajudou no processo e como a família está, o que passaram e onde estão hoje, poder ver o todo. E daqui esses técnicos levam esses relatos para disseminar nos outros estados – explica.

Conforme Elisiane, o SC Rural iniciou em 2010 e finalizou em 2017 e é visto como um grande projeto dentro do Banco Mundial, uma vez que contempla ações que não visam somente o aumento da renda do produtor, mas também a área social, melhoria dos produtos e também da qualidade de vida da família, inclusive contribuindo para a diminuição do êxodo rural.

- Aqui na família do seu Rebelatto tivemos um exemplo, porque o filho dele voltou para o campo para assumir o negócio dele. Então é muito importante ver e mostrar o quanto nossa região tem se desenvolvido nas agroindústrias familiares, o quanto esse trabalho tem aparecido para todo o estado, tanto que está sendo visitada por outros estados. É a quantidade que temos de empreendimentos legalizados, de produção, diversidade de produtos e hoje é uma referência nas agriculturas familiares de Santa Catarina – finaliza a secretária executiva. Fonte: : Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê

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Visita técnica avalia aplicação de recursos do SC Rural em Xanxerê

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Equipe do Programa SC Rural, acompanhada por técnicos da Epagri de Xanxerê, visitou propriedades beneficiadas pelo programa no município. Com os recursos, financiados através do Banco Mundial, foi possível construir unidades de produção, onde as famílias podem aumentar a produção e a renda.

As unidades precisam respeitar as normas e, para tanto, a visita dos técnicos é necessária e faz parte de uma exigência do órgão fiscalizar, a fim de verificar se os valores foram devidamente aplicados e feitos conformes o solicitado.

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A família Batistella, que reside na Linha São Lourenço, interior de Xanxerê, foi uma das propriedades visitadas. Mãe e filha trabalham com panificados, geleias e grãos e estão há seis meses fabricando na unidade de produção construída.

- Estamos indo em todas as regiões verificando se é necessário complementar alguma coisa nas unidades. O Banco Mundial se surpreendeu com Santa Catarina, o programa não tem o resultado tão bom como tem em Santa Catarina, onde os índices de problemas são muito baixos. Estamos satisfeitos e sorteamos algumas propriedades para fazer essa visita, para verificar o que pode ser incluído em um novo programa – disse o gerente técnico do SC Rural, André Ricardo Poleto.

Além da família Batistella, a propriedade da família Rebelatto também recebeu a visita. Para o gerente do SC Rural, a avaliação da propriedade dos Batistella é muito positiva e ele saiu de lá satisfeito.

- É um empreendimento bem interessante que vai ter sucesso. A agricultura familiar em Santa Catarina é quase 90% e necessita de investimentos para que permaneça e cresça, por isso que é importante a gente ver uma jovem tomando as rédeas do negócio como aqui – frisou.

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A jovem em questão é Indiamara Batistella, 17 anos, clara e o objetiva no que quer: permanecer no campo produzindo. Ela e a mãe, Neiva Cecatto Batistella, contam até com um cronograma semanal de produção para dar conta do trabalho.

Além dos panificados como pães, bolachas e massas que, inclusive, são destinados à merenda escolar do município, elas investiram em outro produto, a fabricação de geleias. São rigorosas quanto a qualidade do produto oferecido e, assim, a produção é feita com frutas plantadas na propriedade. Também buscam sempre oferecer uma novidade. Além das sempre pedidas geleias de figo e uva, elas inovam, indo do figo com nozes, pimenta com abacaxi, até o último lançamento, a geleia de jamelão, uma fruta com cheiro de melão e formato de melancia.

Para Indiamara, a construção da unidade de produção auxiliou a família e fez com que pudessem produzir mais e, posteriormente, vender os produtos na Feira da Agricultura Familiar.

- A ideia de nós termos uma unidade própria de produção surgiu através da Epagri. Fomos conhecer o programa SC Rural, que facilitou a construção da unidade para nós. Isso serviu como uma iniciativa maior, porque já fazia muito tempo que nós estávamos correndo atrás, mas se consegue tudo aos poucos. Com o programa, vários produtores também conseguiram a própria unidade e assim damos andamento a produção – disse. Fonte: http://tudosobrexanxere.com.br

Assista o vídeo :https://www.facebook.com/scrural/videos/506908153118148/

 

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SC Rural consolida o sonho da família Martinello e empreendimentos da Cooperativa Nosso Fruto

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As atividades da família de Jorge Martinello, moradora na comunidade de Terceira Linha Sangão, no município de Criciúma, são bastante diversificadas, mas um velho sonho de uma agroindústria de embutidos, como alternativa na geração de trabalho e renda, só foi concretizado com apoio do Programa SC Rural.

A experiência na atividade com carnes, se fez presente na família, quando nos anos 70, um de seus irmãos, que tinha um mercado em Criciúma, abatia e entregava carnes nos demais mercados da cidade.  A família de Jorge desenvolvia a atividade de maneira informal, comercializando toda a produção com vizinhos, amigos e consumidores ocasionais. 

Atuando nesta atividade, de forma marginalizada, sem perspectiva de crescimento e com a comercialização limitada, o sonho de seu Jorge, não saía do papel.

“O apoio veio ao encontro da meta da família, por vezes estudada, mas nunca operacionalizada, através do projeto estruturante da Cooperativa de Agricultores Familiares Nosso Fruto”, comenta engenheiro agrônomo Roberto Longhi, do escritório municipal da Epagri em Criciúma.

Para viabilizar a concretização da proposta da família, para construir uma Unidade de Conservas de Carnes, a família Martinello precisava fazer um plano de negócio e, nesse sentido, a orientação dos técnicos da Epagri foi fundamental.

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Tudo aprovado, Jorge Martinello, pôde finalmente realizar seu sonho. Construiu sua Unidade e hoje, tem a satisfação de ver seus produtos expostos nas melhores lojas de Criciúma e do Brasil.

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O estabelecimento já passou pela vistoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Serviço de Inspeção Municipal – SIM para a obtenção do selo de comercialização dos produtos de origem animal, com a marca Camponello, podendo comercializar no território de Criciúma e para todo o Brasil.

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Com isso, e os investimentos de contrapartida da família, ela pode iniciar o empreendimento, produzindo principalmente salames e linguiças diferenciados, como por exemplo um com recheio de queijo. São 10 produtos diferenciados, entre os quais, produtos frescais, incluindo carne "in natura", defumados, curados e salgados, que foram elaborados atendendo um público exigente em qualidade, da região.

“O SC Rural veio contribuir muito na organização dos agricultores da nossa Cooperativa, tanto na área econômica quanto na área social e ambiental. Com o planejamento conseguiu-se aumento significativo de novas vendas, melhoradas também pela aquisição de máquinas e equipamentos. E os agricultores passaram a valorizar mais aspectos ambientais, todos de baixo impacto, em atividades de artesanato, panificação, queijaria, produção de banana orgânica, de embutidos, entre outros. Isso, além do apoio à organização da estrutura da cooperativa como um todo”. O testemunho é da Cooperativa Nosso Fruto, durante o Encontro Sul Catarinense de Cooperativas da Agricultura Familiar.

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20 cooperativas e três mil famílias apoiadas

Segundo o Secretário executivo regional do SC Rural para a região Sul, engenheiro agrônomo Alberto Ávila, “das 35 cooperativas de agricultores familiares da região Sul, 20 foram apoiadas pelo Programa. São 274 melhorias de sistemas de produção e só com os projetos estruturantes são 3.089 famílias beneficiadas. O volume de recursos aplicados de 2012 até agora, aqui no Sul passou de R$ 16 milhões. “Não é fácil um agricultor investir, mas com o SC Rural como parceiro ele investiu. As questões do trabalho da assistência técnica, da viabilidade econômica e ambiental e a questão sanitária interessam muito, porque eles irão entrar na formalidade e não terão mais problemas. Os agricultores familiares sempre tiveram problemas e sair da informalidade é muito importante para eles, eles querem se regularizar. Sem o apoio do SC Rural teria muita gente que levaria dois, três, quatro anos para atingir o que eles atingem num ano. Quando se fala SC Rural fala-se em apoio, e nós temos que manter isso como política permanente, tanto na questão técnica quanto na questão financeira esse apoio é importante. Isso não pode parar”, defendeu Ávila.

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50 Projetos em 37 municípios

Ainda segundo Ávila, entre as equipes regionais da Epagri e da Cidasc, existe um trabalho bastante coordenado lembrando que a região sul é a que teve maior número de projetos do SC Rural em todo o estado. “Os números da região mostram os resultados desse trabalho: São 50 projetos implantados em 37 dos 47 municípios do Sul. Temos município com três projetos e alguns projetos de cooperativas abrangem agricultores cooperados em quatro ou cinco municípios”. Entre projetos de melhorias de sistema de produção os mais requisitados são da atividade leiteira e produção de olerícolas. E temos muitas pequenas agroindústrias. Elas constituem 222 planos de negócios, desses cerca de 40 são coletivos (de organizações) e cerca de 180 agroindústrias que foram reformuladas, adequadas para a formalidade. Nas agroindústrias, os apoios foram principalmente para construções e reformas para adequar, por exemplo, às exigências da vigilância sanitária. E muitos equipamentos especialmente para diminuir a mão-de- obra – que está cada vez mais escassa, um problema sério no campo hoje”.

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“SC Rural foi um elemento encorajador”

Edson Borba Teixeira, Engenheiro Agrônomo e coordenador regional do Programa de Gestão de Negócios e Mercado da Epagri, analisa as razões dos bons resultados do SC Rural na região Sul: “Tanto nas melhorias feitas em propriedades quanto nas agroindústrias e cooperativas, a gente vê que o SC Rural é um programa que está mexendo o ponteiro no meio rural. Aqui, optamos por investir realmente em projetos estruturantes; não é aquele projetinho de ir lá e aplicar dois ou três mil reais no empreendimento, mas ver o que o empreendimento está precisando, adequar os fluxos, melhorar a estrutura, equipamentos que humanizem a necessidade de mão-de- obra. Com um bom plano de negócio do empreendimento – as equipes técnicas discutem com os beneficiários, definem os problemas, os gargalos – têm sido feitos investimentos que mudam a realidade. Por exemplo: Pessoas que trabalhavam com panificação e que não estavam devidamente legalizadas. Essas pessoas fizeram um curso de panificação no centro de treinamento da Epagri e começaram a fazer em casa, como uma renda extra. Viram que aquilo dava um dinheirinho, mas não estavam encorajadas para montar um negócio. Quando apareceu o SC Rural e a proposta de transformar isso numa atividade de renda, legalizada, foi um elemento encorajador. E para pegar o recurso do Estado as pessoas têm que fazer um curso de boas práticas de fabricação, ter noção mínima de gestão e empreendimento, seguir o que a vigilância sanitária preconiza. Assim, o programa dá um arcabouço legal e técnico profissional para aquele empreendimento que estava lá escondido e que agora pode aparecer, sem medo de mostrar a cara. O SC Rural, a marca Epagri, o trabalho das cooperativas, a organização dos agricultores através de cooperativas, a gente não conseguiria avançar sem essa parceria porque trabalhar individualmente é bem mais difícil”, frisa Edson.

 

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode conferir o depoimento de Jorge Martinello ao engenheiro agrônomo Roberto Longhi, da Gerência Regional da Epagri em Criciúma.

 

Mais informações: grcr@epagri.sc.gov.br  ou  https://www.facebook.com/camponello/

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Parcerias impulsionam o desenvolvimento da agricultura familiar de Ipira

 

ipiraface1O casal de agricultores Dilce e Darci Bazzo, percorreu um longo caminho em busca de sustento para a família. Durante 11 anos trabalharam em propriedades no plantio de tomate e pimentão em Curitiba, depois foram plantadores de alho em Frei Rogerio, em Santa Catarina, cuidadores de aviário em propriedades no Município de Ouro, no meio oeste catarinense e arrendatários de terras produtoras de uvas em Bituruna no Paraná.

Em 2009 decidiram retornar para a comunidade de Linha Santana, município de Ipira, localizado no Meio Oeste de Santa Catarina e pertencente a microrregião do Alto Uruguai Catarinense, na pequena propriedade de seu pai, para continuar o trabalho no plantio e venda de hortaliças 

Como várias famílias de agricultores do município, dona Dilce e seu Darci vendiam sua produção (in natura) de porta em porta e em pequena quantidade. Quando havia excedente, começou a industrializar informalmente para seu consumo e presenteando amigos e parentes. Como seus produtos são de excelente qualidade, a procura passou a ser grande. Mas havia um longo caminho a percorrer.

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“Na maioria das vezes, os produtores rurais familiares carregam uma vasta experiência no plantio, cultivo, criação e manejo de animais e lavouras. Eles dominam a atividade como ninguém. Mas, na hora da venda do produto, do acesso aos mercados, nada melhor do que contar com o associativismo para ganhar força e competitividade”, comenta a extensionista da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá.

Assim, em 2005, foi constituída a Cooperativa de Produtores Agroindustriais de Ipira – CPAMI, com o objetivo de fortalecer e organizar as atividades produtivas desses agricultores familiares.

Em 2010, dona Dilce se tornou sócia da cooperativa CPAMI. Atualmente, a Cooperativa conta com 57 associados. Destes, 28 sócios, inclusive dona Dilce, abastecem regularmente a Casa Colonial, ou através dela vendem sua produção diretamente ao comércio local e regional.

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Em 2011 a Cooperativa recebeu fundamental apoio da Administração Municipal de Ipira e da Fundação Banco do Brasil.

 

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No município de Ipira, funciona a Casa Colonial mais antiga de Santa Catarina – no antigo endereço foram 20 anos de portas abertas, comercializando produtos da agricultura familiar do município.

O sonho dessas famílias era um espaço maior, mais centralizado para melhor atender os clientes e os turistas que passam por Ipira a caminho do Balneário de Piratuba. A antiga localização era retirada, dificultando o acesso do consumidor.

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Esse dia chegou em 2016. No dia 26 de novembro foi inaugurado o novo ponto de vendas da Casa Colonial de Ipira. Obra considerada importante para incrementar as vendas de agricultores familiares associados à Cooperativa de Produtores Agroindustriais de Ipira.

A sede da Casa Colonial é nova, espaçosa e muito bem localizada. Um projeto para aproximar o agricultor de seus compradores. Esse empreendimento é administrado pela cooperativa CPAMI. São 57 associados que contam com o associativismo para levar o produto até consumidor e poder divulgar sua marca.

A Casa Colonial de Ipira é um daqueles lugares onde dá vontade de levar, ou saborear de tudo para experimentar cada sabor. O grande diferencial é mesmo a qualidade. Isso porque o alimento chega direto do campo, todos os dias, em quantidades pequenas, mantendo aquele sabor especial que todo consumidor busca.

O novo ponto de vendas integrou um Projeto Estruturante da Cooperativa junto ao Programa SC Rural. Foram parceiros da obra: Administração Municipal, com a doação do terreno, recursos do Consórcio Machadinho e da própria cooperativa.

Além dos recursos para a obra, também foram investidos pelo SC Rural, recursos em melhorias de outros quatro empreendimentos: uma unidade de processamento de vegetais; unidades de processamento de mel, produção de ovos e unidade de bolachas. Fez parte também do Projeto Estruturante, o desenvolvimento de rótulos para os produtos e a confecção de material de divulgação da Cooperativa, apoiados pelo SC Rural.

“Essa obra, é um exemplo de que parcerias bem construídas e executas com responsabilidade têm resultados positivos para todos”, destaca o engenheiro agrônomo da Epagri em Ipira, Nei Carlos Wobeto.

Assim, dona Dilce encontrou na Cooperativa, no Programa SC Rural e na Epagri a parceria que precisava para construção de sua unidade, legalizar seu pequeno empreendimento, aumentar a produção, a renda e assim viabilizar economicamente a propriedade rural da sua família.

Segundo a extensionista da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá, toda a matéria-prima é produzida na propriedade onde está localizado o empreendimento. Desta forma, a matéria-prima tem a qualidade exigida para o processamento na agroindústria.

No projeto de dona Dilce, o SC Rural apoiou na construção da unidade de processamento de hortaliças e frutas, compra de tanque de fibra 500 l, cerca, palanques de concreto, prateleiras para área de estocagem, utensílios, balança digital de 15kg, tacho de inox, panelas de alumínio, bacias plásticas, lavadora de pressão, bancada, mesa de inox, fogão industrial e freezer.

Diversas pessoas estiveram envolvidas para que o projeto da formação da Cooperativa, do novo ponto de vendas da Casa Colonial e o empreendimento de dona Dilce ganhasse forma e se tornasse realidade. Destacamos os técnicos da Epagri em Ipira, formada pelos extensionistas Nei Carlos Wobeto e Mari Lucia Lissa Dal Prá e do engenheiro de alimentos Ezequiel Nunes equipe regional da Epagri de Concórdia, responsáveis pela Manifestação de Interesse de dona Dilce.

 

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento da agricultora Dilce Bazzo e comprovar o quanto mudou na sua produção com o apoio recebido.

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Mais informações: Epagri – Ipira - (49) 34826164 

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Senado tira do Ministério da Agricultura fiscalização de produtos artesanais de origem animal

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Medida vale para vendas entre estados; fiscalização caberá aos órgãos estaduais. Projeto segue para sanção do presidente Michel Temer.

O Senado aprovou um projeto que tira do Ministério da Agricultura a fiscalização de produtos artesanais de origem animal, como queijos, salames e linguiças.

A medida valerá somente para as vendas entre estados. Assim, pela proposta, a fiscalização caberá aos órgãos estaduais.

Como o projeto já foi analisado pela Câmara, seguirá para sanção do presidente Michel Temer.

Entenda

Pelas regras atuais, os produtos artesanais de origem animal podem ser vendidos se tiverem o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), gerido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O texto prevê a substituição do SIF pelo selo Arte, de artesanal, o que seria posteriormente regulamentado.

O registro com o selo Arte deverá seguir regras higiênico-sanitárias e de qualidade já estabelecidas em lei.

Até a regulamentação da lei que terá origem com o projeto aprovado nesta quarta, fica autorizada, segundo a proposta, a comercialização dos produtos artesanais em todo o território nacional.

O relator da proposta, senador Valdir Raupp (MDB-RO), afirmou que a medida tem como objetivo simplificar e desburocratizar a inspeção sanitária de produtos artesanais. Fonte: Por Gustavo Garcia, G1, Brasília

 

Mais informações: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/

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Com apoio do SC Rural agroindústria de suínos de Ipumirim é modelo de sucesso no Oeste

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A reportagem do programa SC Agricultura da Epagri, conta a história dos Helbing, tradicional família alemã que mora na linha Serra Alta, município de Ipumirim, Oeste Catarinense.

Mas para falar da agroindústria de suínos que eles têm hoje e que é modelo de sucesso na região, é preciso voltar no tempo, na época do avô do atual proprietário. No passado, eles produziam embutidos coloniais apenas para os bailes da comunidade. Uma ideia que deu certo e não parou mais.

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“Vim morar com meu avô quando eu tinha 11 anos de idade, no antigo salão de baile. A tradição era organizar o baile da linguiça. Então desde pequeno já trabalhava com produção de embutidos coloniais. Com o tempo, vimos a necessidade da legalização e formalização para crescer ainda mais e poder alcançar o empreendimento que temos hoje”, conta o atual proprietário Mauri Marciano Helbing.

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Depois da formalização, eles ampliaram a linha produtos, passaram a investir na marca, nas embalagens e rótulos. Buscaram a visibilidade para serem cada vez mais lembrados pelos consumidores. Hoje o frigorífico também compra a criação de suínos de outras 30 famílias da região. “Muitos suinocultores que poderiam estar excluídos da atividade conseguem entregar a produção aqui no frigorífico dos Helbing. Ou seja, o empreendimento contribui com a sociedade local no sentido de manter a suinocultura de menor escala na região”, explica o extensionista rural da Epagri, Nédio Luís Patzlaff.

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Ao longo dos anos e com recursos do Programa SC Rural vieram melhorias na estrutura, como as câmaras frias e a caldeira, fundamentais para aumentar a produtividade. Um projeto estruturante que foi decisivo para a continuidade do negócio da família. De acordo com o proprietário Mauri, “a Epagri teve um papel fundamental, pois desde o princípio os técnicos estiveram juntos. A primeira planta industrial foram eles que montaram e toda a semana estavam assessorando nosso empreendimento”.

Ainda segundo o extensionista da Epagri, “antes, quando atuavam apenas na informalidade, havia somente a venda direta ao consumidor final, sendo que os grandes mercados e redes ficavam fora do alcance do empreendimento. Com a legalização, hoje ele atinge o mercado formal também, aumentando muito sua renda”.

Confira essa reportagem completa e outras produções no canal de vídeos da Epagri. https://www.youtube.com/watch?v=jQ01MrH3oDw

 

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Agricultores de Frei Rogério visitam agroindústrias familiares apoiadas pelo SC Rural

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Produtores rurais de Frei Rogério participaram de uma excursão aos municípios de Jaborá e Presidente Castelo Branco para conhecer agroindústrias beneficiadas pelo Programa SC Rural.

A viagem contou com 15 participantes e foi organizada pela Epagri em parceria com a Secretaria de Agricultura do município.

Pela manhã, o grupo conheceu agroindústrias de panificados e de farinha de milho, além de uma fábrica de suco de uva, todas integradas à Cooperativa de Produção e Consumo Agroindustrial de Jaborá (Coperjaborá). Alexandre Dadalt, engenheiro-agrônomo da Epagri do município, esclareceu dúvidas sobre a elaboração do projeto estruturante da cooperativa e das unidades beneficiadas pelo SC Rural.

À tarde, o grupo foi a Presidente Castelo Branco, onde o engenheiro-agrônomo José Henrique Piccoli falou sobre o projeto das agroindústrias ligadas à Cooperativa de Produção e Consumo Agroindustrial Familiar do município (Copercastelo).

Os participantes visitaram agroindústrias de geleias e de panificados. “Os agricultores puderam conversar com os proprietários sobre os prós e contras do sistema de cooperativa em rede adotado pelas agroindústrias”, conta o secretário de agricultura de Frei Rogério, Itamir Gasparini, que participou da excursão.

Elcio Pedrão, extensionista da Epagri de Frei Rogério, diz que o próximo passo é fazer uma reunião com os integrantes da excursão e traçar objetivos. “A viagem mostrou na prática que o sistema cooperativista funciona bem quando seus sócios buscam o mesmo ideal de agregar valor ao produto e também tem a vantagem de reduzir custos com a carga tributária.”

 

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Em Ipira, Casa Colonial é vitrine para agricultura familiar.

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Na maioria das vezes, produtores rurais familiares carregam uma vasta experiência no plantio, cultivo, criação e manejo de animais e lavouras. Eles dominam a atividade como ninguém. Mas, na hora da venda do produto, do acesso aos mercados, nada melhor do que contar com o associativismo para ganhar força e competitividade.

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Dessa forma, um ponto comercial exclusivo para a agricultura familiar pode fazer toda a diferença na renda da família. É esse local que fomos conhecer em Ipira, no Oeste Catarinense. Quem compra, ganha em qualidade. E quem vende, claro, além de um dinheiro extra, ainda consegue expor e divulgar a marca.

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A Casa Colonial de Ipira é um daqueles lugares onde dá vontade de levar de tudo para experimentar cada sabor. O grande diferencial é mesmo a qualidade. Isso porque o alimento chega direto do campo, todos os dias, em quantidades pequenas, mantendo aquele sabor especial que todo consumidor busca. É o que explica a extensionista rural da Epagri, Mari Lúcia Dal Prá. “O turista vem em busca disso. As pessoas estão procurando produtos mais naturais, uma alimentação mais saudável”, diz Mari Lúcia.

A sede da Casa Colonial é nova, espaçosa e muito bem localizada. Um projeto apoiado pelo SC Rural para aproximar o agricultor de seus compradores. Esse empreendimento é administrado hoje pela CPAMI, a Cooperativa dos Produtores Agroindustriais do Município de Ipira. São 58 famílias associadas que contam com o associativismo para levar o produto até consumidor e poder divulgar sua marca.

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Antonio Cavasin é agricultor e cooperado. Segundo ele, “o importante para o produtor rural é ter uma renda a mais na propriedade. Um dinheiro extra que entra e ainda divulga a marca ao consumidor que prefere um produto mais puro, sem agrotóxico, sem conservante”.

Confira essa reportagem completa em vídeo e muitas outras no canal da Epagri. https://www.youtube.com/watch?v=qcvYRi8hJoI

 

Mais informações: emipira@epagri.sc.gov.br

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