Arquivos da categoria: Agroindústrias Familiares

Grupo “Sabor do Campo” de Ituporanga é exemplo de cooperativismo

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Unir o que cada família produz de melhor, obter volume de produção e ganhar o mercado com alimentos de alta qualidade. O grupo “Sabor do Campo”, do município de Ituporanga é um daqueles exemplos de pequenos grupos de trabalho que começaram devagar, sem grandes pretensões, e tornaram-se um modelo de sucesso em empreendedorismo. A proposta coletiva neste caso é ofertar alimentos seguros e diferenciados. Produtos que tenham, realmente, aquele gostinho colonial do campo.

Historicamente, a Epagri do município de Ituporanga, região do Alto Vale, trabalha com sistemas de produção. Mas, além do cultivo de alimentos de qualidade, os extensionistas viram a necessidade de acompanhar essa produção pós-porteira. Ou seja, pensar no mercado. Assim, em 2013, algumas famílias se uniram para discutir comercialização, iniciando então as vendas para programas institucionais, como alimentação escolar e feira municipal.

“Essas parcerias com os municípios são fundamentais. Também há o resgate da participação da família, da tomada de decisão entre familiares, do empoderamento do produtor. Pensar coletivamente fez também com que muitos agricultores voltassem a estudar. Os resultados são muito bons”, explica Katiucia Visentainer, extensionista rural da Epagri.

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Como diferencial, produtos coloniais, massas caseiras, sistema de rastreabilidade, manejo impecável de lavouras. O Grupo Sabor do Campo tem hoje 22 famílias associadas. “Nós produzimos tudo artesanalmente, por isso o sabor diferenciado. O que eu quero para minha família, eu também quero oferecer ao meu cliente”, conta a agricultora Solange Lichtenfelz, que produz pães, bolachas e tortas.

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Alimento seguro é um dos lemas desse grupo. Por isso, o Sistema de Plantio Direto é amplamente divulgado pela Epagri e utilizado pelos agricultores. Segundo o extensionista rural da Epagri, Édio Zunino, a família começa testando em áreas menores e, em seguida, adota a técnica na propriedade inteira. “Em alguns casos, o agricultor consegue reduzir em 50% seu custo de produção, com produtividade igual ou maior que no sistema convencional”, lembra Édio.

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Completar o caminho desses produtos, sem intermediários, até o supermercado ou na merenda escolar é a grande vantagem desse projeto. É mais renda que chega aos agricultores, com segurança e qualidade para quem consome os alimentos produzidos de forma responsável no campo.

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Mais informações: emituporanga@epagri.sc.gov.br

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Agroindústria em São José do Cerrito é inaugurada pelas próprias agricultoras

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De feirante em praça pública para a Agroindústria Familiar Santo Antônio – Agrosanto. Assim se resume o sonho da agricultora Neiva Aparecida Mota Muniz, que junto com as amigas Sandra Maria Muniz Oliveira Borges e Lorena Aparecida de Jesus Oliveira inauguraram na tarde da terça-feira (28), a unidade de processamento de panificados, frutas, hortigranjeiros, leite e derivados.

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A solenidade na localidade de Santo Antônio dos Pinhos em São José do Cerrito, marca um novo momento na vida das agricultoras que afirmaram “agricultor também tem visão empreendedora”.

E foi com a venda do que produziam em casa, que as três mulheres conseguiram investir cerca de R$ 110 mil e com uma contrapartida de R$ 54.5 mil do programa SC Rural do governo do Estado, construíram a agroindústria Agrosanto. “Mais que um sonho é um legado que estamos deixando às futuras gerações”, declarou Neiva Muniz.

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Na lista de produção da Agrosanto estão doces de leite, rosca de polvilho, queijo, feijão, compotas, conservas, geleias, doces de corte, olerículas e frutas. O projeto da Agrosanto vai beneficiar 25 famílias divididas em quatro núcleos exclusivamente com produção de olerícolas orgânicas.

A Agrosanto faz parte da Associação de Apoio para Projetos de Redução de Impactos de São José do Cerrito, que envolve cerca de 70 hectares de produção certificada pela rede Ecovida. Produzem cerca de 30 variedades de produtos entre folhosas, leguminosas, cereais e frutas.

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A inauguração da Agrosanto foi prestigiada pelo vice-prefeito Moacir Ortiz, gerente regional da Epagri Mario Lehmanne, coordenador do SC Rural Aziz Hatem, assessora de turismo da Amures Ana Vieira, vereadores e convidados. Fonte: Assessoria de imprensa da Amures.

 

Mais informações: https://www.amures.org.br

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Família mantém tradição de produção de cana-de-açúcar no interior de Iporã do Oeste

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A família de Volmir Ferreira, moradora na comunidade de linha Esperança, no município de Iporã do Oeste, iniciou a atividade de derivados de cana há cerca de cinco anos.

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Conforme o produtor, a construção da agroindústria iniciou em 2014, e na época a comercialização ocorria por meio da Cooperativa dos Agricultores Familiares, a COAFIO, que hoje não está mais em funcionamento. Ferreira destaca que a produção dos derivados de cana iniciou por intermédio dos seus pais, naturais de Rio Grande do Sul, que se dedicavam a confecção do melado e açúcar mascavo.Ele foi o único dos irmãos que deu continuidade ao trabalho dos pais.

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O produtor comenta que devido à limitação de mão de obra, que hoje é apenas familiar, a produção no momento é apenas de melado e açúcar. Até o produto final, a cana passa por mais de três horas de cozimento, seguindo para o processo de resfriamento e embalagem.

Além da comercialização no município, a entrega dos derivados de cana ocorre também em cidades vizinhas e até em outros estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

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Volmir Ferreira enfatiza que a época em que ocorre o maior aumento nas vendas é no final do ano, devido aos visitantes que levam os produtores para suas cidades. O açúcar é vendido em quilo, e o melado em embalagens de 850 gramas, 2 quilos e 4,5 quilos.

O produtor enfatiza que a matéria prima é proveniente da própria propriedade, com disponibilidade de cana durante o ano inteiro. A dificuldade é que em algumas épocas o rendimento da cana é menor devido à brotação.

Entre 20 variedades que estavam disponíveis na propriedade, Ferreira comenta que foram selecionadas as de maior rendimento. Além da cana, a família mantém ainda na propriedade as atividades leiteira e fumicultura.Fonte:Portal Peperi

 

Mais informações: www.peperi.com.br

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Grupo Empreendedor As Morenas do Divino de Rio Rufino é contemplado com Prêmio Nacional da CNBB

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A geração de renda a partir da Economia Popular Solidária traz novas perspectivas para mulheres do interior do estado de Santa Catarina

Em novembro de 2018, quando a Cáritas Brasileira celebrou os 62 anos de fundação, em meio II Jornada Mundial dos Pobres, foi realizada a cerimônia de entrega do V Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, na sede da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF).  

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O Prêmio deste ano teve como objetivo estimular e fortalecer ações de grupos comunitários que atuam no fortalecimento da solidariedade e da esperança na construção da cultura da paz. O tema foi: A cultura da paz para a superação da violência, em consonância com a Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que apresenta o tema Fraternidade e superação da violência. 

Conheça a história de um dos projetos vencedores 

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Resistência e empoderamento“As Morenas do Divino”

Entre as montanhas da Serra Catarinense, está localizada a comunidade do Divino Espírito Santo, município de Rio Rufino, em Santa Catarina, a 195 quilômetros da capital Florianópolis. Conhecida como capital nacional do vime, material flexível que no seu trançado dá forma a cestos e móveis, Rio Rufino também é terra de empoderamento feminino, luta para uma vivência solidária e do bem viver.

Na terra onde se usa da flexibilidade da vara da vimeira para fazer artesanato e gerar renda, mulheres de várias idades também se flexibilizam entre o preconceito e a convicção do protagonismo que geram numa pequena cozinha, nos fundos do salão de festas da Igreja Católica, afastada alguns quilômetros da maior concentração de casas, na comunidade Divino Espírito Santo. Elas são as Morenas do Divino.

-Por que Morenas do Divino?

– Nossa cor já diz tudo, disse timidamente Rita de Cássia Lima de Oliveira, 48 anos e nascida na comunidade com princípios quilombolas, que logo depois contou que os maridos, trabalhadores do campo, são conhecidos como Morenos do Divino pelos produtores rurais da região que necessitam de trabalhos braçais em contratos durante os períodos de colheitas. Não haveria outro nome mais representativo para o empreendimento.

Tudo começou através de uma atividade de inserção na sociedade da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Universidade do Planalto Serrano (UNIPLAC), e do trabalho de conclusão do curso de especialização em Desenvolvimento Regional Sustentável, também disponibilizado pela UNIPLAC e produzido pela aluna Sonia Cardoso Oselame.

Alunos e professores da Universidade contaram com a mobilização de cerca de 20 mulheres em um encontro na comunidade na tentativa de encontrar uma forma das Morenas se organizarem e de forma solidária colaborar com a renda familiar. O principal foco desta reunião foi a descoberta de uma atividade em comum entre as mulheres presentes. Produtos panificados e biscoitos artesanais foi o escolhido por elas.

– Das vinte, hoje estamos em dez mulheres, dez guerreiras que conciliam família e trabalho, disse Vera Lúcia da Silva, 38 anos, contando que depois que iniciaram o empreendimento de economia solidária não precisam mais acompanhar os maridos nas lavouras de plantações de fumo da região.

– E os maridos apoiam?

– No início eles achavam que era loucura nossa, mas depois perceberam que estávamos mais unidas e colaborando com o nosso pouco na renda familiar, disse Rita de Cássia com o olhar confiante recebendo a confirmação de Vera Lúcia.

– A gente gostaria que estivéssemos todas reunidas aqui para contarmos juntas a nossa história, mas nos dividimos entre fazer os produtos e ir para as feiras em Rio Rufino (SC) e Lages (SC), relatou Vera Lúcia explicando a ausência das outras companheiras.

A venda, dos produtos das Morenas do Divino são realizadas nas feiras da região, entrega em domicílio e através das redes sociais. Na cozinha de produção é proibido a utilização de aparelhos de telefonia móvel, apenas o celular da Rita de Cássia permanece ativo e com sinal de alerta diferenciado para atender aos pedidos que chegam em um grupo de conversa em um aplicativo de mensagens instantâneas composto por clientes do empreendimento.

Novos caminhos – Hoje as Morenas do Divino possuem logomarca própria, uniforme, autorização da prefeitura municipal para comercialização de produtos e clientela fixa. Já foram capa de jornais da região como empreendimento inovador e tem o desejo de ter uma sede própria.

Como a atual cozinha pertence à comunidade Católica, para permanecerem ali, as Morenas idealizaram um projeto que rompeu um paradigma histórico:

– Quem definiria a nossa permanência na cozinha do salão era o Conselho Pastoral da Comunidade. Como era incerta a permanência aqui, pela primeira vez, reunimos os Morenos e Morenas, montamos uma chapa e agora somos nós da coordenação da comunidade. Isso nunca tinha acontecido, contou Rita de Cássia.

Atualmente as Morenas do Divino, que no início se reuniam três vezes por semana, se encontram todos os dias na cozinha da comunidade. Revezam-se nas vendas e no cuidado com o horário de buscar os filhos na pequena creche ou na escola de ensino fundamental da vila.

No final do mês, todas as contas do mercado são pagas e o que sobra é dividido entre as empreendedoras de acordo com o rendimento e presença de cada uma. A comunidade também ganha. Parte dos produtos como os ovos utilizados na produção vem da própria comunidade do Divino Espírito Santo.

No meio da conversa, Rita de Cássia interrompe, – Chegou a conta de energia elétrica, somos nós que assumimos essa conta como contrapartida da utilização da cozinha. Veio cem reais mais cara. Esse mês vamos ter que rodar a baiana para pagar.

Olhou de novo para a conta soltou um sorriso com jeito de quem queria dizer que seria fácil.

As Morenas do Divino são a certeza de que sempre é tempo de inovar, aprender novos caminhos e que a geração de renda traz empoderamento.

O empreendimento de economia solidária agora, gera líderes e renda. As mãos que eram treinadas para a flexibilidade do vime, do trabalho com fumo e outras plantações agora, amassam pães, biscoitos, bolos, produzem vida e esperança. Fonte: Por Franklin Machado, Assessoria de Comunicação do Regional Sul 4 da CNBB

Mais informações: http://caritas.org.br

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Implantação de Agroindústrias de Cana-de-açúcar avança em Celso Ramos

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O fomento às agroindústrias é uma importante ferramenta para desenvolver a agricultura familiar. Em Celso Ramos, conhecida como a "Terra da Cana-de-Açúcar", a Administração Municipal apoia desde o início, o projeto de instalação de agroindústrias de cana-de-açúcar.

No dia 21 de fevereiro, o prefeito em exercício Elcio Júnior Pelozatto, se reuniu com representantes do Sebrae Altenir Agostini e Ricardo Klein, com a Secretária Municipal da Cultura Esporte e Turismo Márcia Surdi e com o Engenheiro Agrônomo da Secretaria Municipal da Agricultura Renato Carlos Maciel.

A reunião tratou do projeto de construção das agroindústrias de cana-de-açúcar que estão sendo implantadas pelos agricultores de Celso Ramos Jair Guarda, Iziário Pelozatto e Danilo Santos da Silva.

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Segundo Márcia Surdi, que iniciou este projeto quando respondia pela Secretaria de Agricultura, a parceria com o Sebrae estava prevista desde o começo dos trabalhos. O momento agora é de tratativas para a formalização desta parceria e o papel de cada uma das partes envolvidas no projeto.

O Engenheiro Agrônomo Renato relatou aos presentes a situação em que se encontra o trabalho, informando que foram elaborados os projetos de construção civil pela equipe de engenharia da Amplasc e encaminhamento ao Ministério da Agricultura para adequação às exigências legais. Atualmente, o projeto encontra-se na fase de legalização ambiental com a emissão das licenças elaboradas pela equipe de técnicos da Amplasc e Secretaria Municipal da Agricultura, sendo o Agrônomo Renato o Técnico Licenciador Municipal.

O Prefeito em exercício Elcio Junior Pelozatto, ressaltou que todas essas ações foram executadas sem custos aos agricultores e que sem este apoio da Administração, tanto na elaboração dos projetos executivos, quanto no licenciamento ambiental resultariam em despesas significativas aos agricultores. "Sabemos que os agricultores já terão um custo bastante alto para implantar as suas agroindústrias com a construção e aquisição dos equipamentos e nós no papel de Administração Municipal não podemos deixar de dar esse apoio, pois nosso município é reconhecido regionalmente como a Terra da Cana-de-Açúcar e esta atividade envolve uma grande parcela de nossos agricultores" , afirmou.

Segundo o Coordenador Regional do Sebrae, Altenir Agostini, o órgão conta com vasta experiência na assessoria de agroindústrias, a exemplo das que estão sendo implantadas em Celso Ramos. Após a finalização das construções com o início da produção da cachaça e outros derivados, o Sebrae terá uma ampla gama de ações que vão desde a construção da identidade visual, desenvolvimento dos produtos, elaboração dos rótulos de acordo com a legislação, análises laboratoriais, até o desenvolvimento de mercado através da participação em feiras realizadas pelo órgão em todo o território nacional.

O Sebrae custeia 70% do valor da consultoria e os outros 30% que seriam de contrapartida dos produtores, é custeada pela prefeitura através deste projeto. A cada etapa avançada, o sonho da implantação das agroindústrias de cana-de-açúcar e da legalização da produção da famosa cachaça de Celso Ramos vai se tornando realidade.

 

Mais informações: www.celsoramos.sc.gov.br

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Agroindústria de Meleiro recebe o primeiro certificado de registro do Sistema de Inspeção Municipal

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A agroindústria de embutidos administrada pelo agricultor Carlos Cesar de Oliveira e sua família, que produz salames, torresmo, linguiça e banha, foi o primeiro empreendimento de Meleiro, no Sul do Estado, a receber o Certificado de Registro do Sistema de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Animal (SIM/POA).

O registro é resultado de esforços somados entre o poder Executivo e Legislativo de Meleiro, Coopercolmeia, Cresol e Epagri.

“São produtos processados artesanalmente, com um grande diferencial de sabor”, ressalta o extensionista rural da Epagri de Meleiro, engenheiro-agrônomo Diego Adílio da Silva. Ele diz que, apesar do município possuir a rizicultura e a bovinocultura de leite como principais atividades agrícolas, os empreendimentos agroindustriais vêm se destacando e ser mostrando como alternativas de renda no meio rural.

“Além da agroindústria para fabricação de embutidos, o município de Meleiro também conta com uma agroindústria para fabricação de sucos de uva e pizzas já legalizadas. Temos também um empreendimento para produção de massas em fase final de conclusão de construção para solicitação do alvará sanitário”, diz o extensionista. Segundo ele, as ações da Epagri deste ano serão pautadas na realização de cursos de Boas Práticas de Fabricação e de fabricação de bolachas e visitas para assessoria na organização de documentos para obtenção dos alvarás pertinentes.

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SIM – Para receber o registro, a família recebeu visitas técnicas, quando foi orientada sobre as estruturas básicas para fabricação do produto. Em posse da planta da estrutura, houve a aplicação de políticas públicas, isto é, Pronaf e o Programa Menos Juros para construção da agroindústria.

Concluída a obra, o passo seguinte destinou-se à organização e o preenchimento de documentos. “Apesar do município de Meleiro possuir a lei que instituía o SIM, a não possuía o decreto que a regulamentava”, afirma Diego. No dia 21 de janeiro de 2019 foi publicado o decreto 006/2019 que regulamenta a Lei 1208/2007.

Segundo o extensionista, a mesma parceria está implantando em Meleiro a Feira Municipal da Agricultura Familiar. A lei já foi aprovada pela Câmara de Vereadores no dia 30 de janeiro de 2019. “Dessa forma, além de atender os mercados locais, Carlos e sua família terão outra opção de comercialização dos produtos. Os próximos passos são a elaboração do regimento para funcionamento da feira, bem como a definição do leiaute da barraca para a comercialização dos produtos da agroindústria”.

Mais informações: emmeleiro@epagri.sc.gov.br

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A revolução das indústrias no campo

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Fábrica em ritmo acelerado, vendas pelo Brasil, investimento em marketing, participação em feiras e faturamento crescente. Acredite: isso já faz parte da rotina de muitos agricultores catarinenses

Uma parcela cada vez maior dos produtos à venda em supermercados não sai de grandes fábri23as. Sai de indústrias instaladas no meio rural, conduzidas por famílias de agricultores que profissionalizaram seu trabalho a ponto de concorrer com grandes marcas e garantir seu lugar nas gôndolas e nos carrinhos de compras.

Essas indústrias mostram que, porteira adentro, é possível se diferenciar, garantir alta qualidade, inovar e desenvolver produtos. Elas têm como trunfo a própria identidade, o caráter artesanal, a receita da bisavó, o modo de fazer que passou por gerações e hoje ganha preferência do consumidor frente a produtos processados ou padronizados. “Há uma tendência do mercado de voltar ao artesanal. O consumidor está mais aberto para esse segmento, que está virando um grande nicho de mercado”, analisa Daniel Uba, coordenador do programa de Gestão de Negócios e Mercado da Epagri.

Esse movimento tem crescido em Santa Catarina a ponto de levar agroindústrias familiares a faturamentos de dar inveja a muitos empresários. “Agricultores estão ganhando espaços cada vez mais importantes dentro dos supermercados. A hora em que o empreendedor percebe que tem vantagem competitiva por ser agricultor familiar, ele começa a se abrir para o mercado e crescer”, destaca Uba.

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Em 2016, 1.387 agroindústrias de famílias rurais faturaram R$249 milhões em SC (Foto: Aires Mariga/Epagri)

O trabalho da Epagri na área de agroindústrias iniciou na década de 1990 com o programa Profissionalização de Agricultores, viabilizado com apoio da Agência Alemã de Cooperação Técnica (GTZ). Hoje a Empresa dá suporte desde o ponto zero, quando a família não tem nem ideia de que produto fabricar, passa pela profissionalização e legalização daqueles que já têm um negócio, e vai até as empresas que estão consolidadas e querem ganhar mercado, fazendo contato com compradores via feiras e rodadas de negócios.

Esse esforço ajuda a impulsionar um setor que faturou R$249 milhões em 2016, de acordo com levantamento do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). A cifra corresponde ao resultado de 1.387 agroindústrias sob posse ou gestão direta de agricultores familiares, pescadores artesanais e maricultores de Santa Catarina.

A maior fatia do faturamento, R$48 milhões, corresponde a 268 empreendimentos que trabalham com frutas e derivados. Na sequência, 136 agroindústrias que processam leite faturaram R$30 milhões, e 357 empreendimentos de massa e panificação somaram outros R$30 milhões em vendas. Há ainda número considerável de empresas nos segmentos de aipim e mandioca, cana-de-açúcar, hortaliças, aquicultura e pesca, carnes, ovos, grãos, mel e palmáceas.

O número desses empreendimentos vem crescendo. Prova disso é que 35% das agroindústrias do levantamento foram criadas há menos de cinco anos. “Elas são impulsionadas por políticas públicas de acesso ao mercado, como Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Isso abre oportunidade para quem está legalizado”, comenta Daniel Uba.

Mas enquanto alguns negócios começam a decolar, outros já superaram as turbulências do início e ocupam um patamar mais alto. A seguir, apresentamos três agroindústrias familiares catarinenses que seguem em voo solo e já traçam novas rotas para seus produtos.

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Doce Caseiro Sorocaba iniciou com produção em panelas de ferro, na década de 1970, e hoje produz 80 mil potes por mês (Foto: Aires Mariga/Epagri)

O doce que conquista mercados

Quem frequenta supermercados na Grande Florianópolis provavelmente já encontrou ou comprou produtos da Doce Caseiro Sorocaba sem saber que ela está instalada em uma propriedade rural. Os doces e as geleias que disputam a preferência do cliente com grandes marcas surgiram há mais de 40 anos e fazem parte da história da família Dallagnelo.

Tudo começou na década de 1970 com Henrique e Angelina, bananicultores de Biguaçu que vendiam seus produtos em feiras. Para não perder as frutas que sobravam, eles tiveram a ideia de fazer doce de banana em casa. O doce cozido em panela de ferro tinha boa aceitação entre os clientes e também entre os feirantes, que compravam em baldes para revender. Com o sucesso do produto, o casal passou a olhar para a atividade com mais atenção.

Quando o filho Reinaldo se casou com Teresinha, os dois entraram na produção e começaram a ampliar a variedade de doces. Fizeram curso de processamento de frutas com a Epagri e, aos poucos, transformaram a produção caseira em um negócio. “Começamos a fazer doce de mamão com coco, laranja, goiaba e outros sabores e também iniciamos a produção de geleias”, lembra Teresinha.

As vendas cresceram, extrapolaram as bancas de feira e foi preciso profissionalizar ainda mais a atividade. Em 2010, um curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF) deu o empurrão necessário para melhorar as instalações e o processo produtivo. “O produto deles era muito bom, mas o local de fabricação ainda era modesto a embalagem, bem tímida”, conta o engenheiro de alimentos Henrry Petcov, extensionista da Epagri na região de Florianópolis.

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Reinaldo e Teresinha (centro) já fizeram a sucessão da empresa para as filhas Aline (E) e Marinel (D) (Foto: Aires Mariga/Epagri)

A família, então, investiu em uma nova fábrica e quadruplicou a capacidade instalada. “Orientamos a ampliação da indústria e da linha de produtos, desenvolvemos um fluxo mais adequado para a produção, criamos um manual de Boas Práticas de Fabricação para a empresa e ajudamos a viabilizar uma consultoria gratuita na área gerencial com o Departamento de Economia da UFSC”, enumera Henrry.

Ao mesmo tempo, Reinaldo e Teresinha iniciaram a sucessão do negócio para as filhas. Aline, nutricionista que trabalhava na cidade, voltou para se dedicar à empresa. Marinel assumiu a administração e o marido dela, Gregory, ficou responsável pelas vendas.

Com apoio do Programa SC Rural, a Epagri contratou uma consultoria para trabalhar a identidade visual de 30 empreendimentos da agricultura familiar nas regiões de Florianópolis, Joinville e Blumenau. Uma das beneficiadas foi a Doce Caseiro Sorocaba. A nova logomarca trouxe uma aparência mais profissional aos produtos e foi aplicada em embalagens, gôndolas, catálogos, uniformes e veículos.

Em 2016, a empresa participou pela primeira vez da Exposuper, a maior feira de supermercadistas do Estado, em Joinville, em uma área organizada pela Epagri para empreendimentos da agricultura familiar. A Doce Caseiro Sorocaba já atendia algumas redes e, com a visibilidade do evento da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), ampliou ainda mais a carteira de clientes.

No ano seguinte, a empresa expôs mais uma vez com a Epagri e, em 2018, comprou um estande. “Fomos por conta própria, com a identidade visual nova, e os grandes mercados sentiram firmeza no nosso trabalho. Viram que a gente tem condições de fazer doce para manter o fornecimento deles”, conta Marinel.

Hoje a Doce Caseiro Sorocaba é uma indústria de 1.100m2 que emprega 20 pessoas da comunidade. Produz, por mês, 80 mil potes de 250g e 2 mil baldes de 4,8kg. Os produtos estão em quase todas as padarias da Grande Florianópolis, mercearias, minimercados e em grandes redes de supermercados, como Giassi, Imperatriz, Fort, Koch e Hippo. “Queremos ampliar a fábrica, ganhar mais mercados, expandindo também para a região de Curitiba, oferecer mais empregos na região, comprar matéria-prima dos produtores e movimentar a economia”, projeta a empresária Marinel.

São mais de 20 sabores de doces e geleias totalmente naturais, sem conservantes, que ganham o paladar dos consumidores pela qualidade. Mas o doce de banana, lá do começo da história, é campeão de vendas. “Ele é o mais difícil de fazer porque tem bastante tempo de cozimento, mas se mantém igual desde o início”, revela Teresinha.

Outra coisa que não se perdeu no caminho foi o envolvimento de Teresinha e Reinaldo na empresa. Embora as filhas tenham entrado e oxigenado o negócio, a mãe comanda os funcionários e o pai não abandonou as panelas: levanta todos os dias às 3 horas e faz questão de acompanhar pessoalmente o ponto dos doces.

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Receitas da avó Elfrieda são a marca registrada da Duas Meninas Biscoitos, que já conquistou 600 clientes (Foto: Evandro Kaschinski)

Receita da avó Elfrieda

Shelli Krieser Pering ainda era criança quando a mãe, Leonita, e a avó, Elfrieda, decidiram fazer cuca, pão, bolo e biscoito para vender no bairro e complementar a renda em uma época difícil para a agricultura. Era 1999 e o preço não estava favorável para a família de bananicultores de Massaranduba. “Minha avó tinha experiência: era ela quem comandava as cozinheiras nas festas da comunidade. Então ela e minha mãe começaram a produção caseira para vender de porta em porta”, lembra Shelli.

Os produtos começaram a ganhar fama e o negócio foi crescendo: as empreendedoras passaram a atender encomendas para eventos, cafés coloniais e bolos de casamento. Assim nasceu a empresa Duas Meninas Biscoitos – o nome foi uma homenagem de Leonita às filhas Shelli e Grazielle.

As duas meninas cresceram vendo o negócio da família prosperar. Em 2010, quando Shelli se formou em Administração, fez no trabalho de conclusão de curso um plano de negócios para uma indústria de biscoitos caseiros. “Percebi que no fim de ano era sempre muito grande a venda de biscoitos. Vi potencial e achei interessante investir nessa linha. Eu e minha mãe nos tornamos sócias e toda a família vestiu a camisa”, conta Shelli, que hoje administra a empresa com a irmã, enquanto a mãe cuida da produção e o pai faz as entregas.

Com investimento em máquinas e em uma nova indústria, a Duas Meninas passou a ocupar um galpão de 220m2 dentro da propriedade. De 2013 para cá, a produção diária saltou de 500 para 2,5 mil a 3 mil pacotes de biscoitos.

São 25 pessoas na empresa, contando os membros da família. A avó Elfrieda, dona das receitas, ainda acompanha o processo. “Temos uma linha de 20 sabores e a base da receita de todos é da minha avó. São receitas muito antigas, que ela aprendeu com a avó dela, e nós não modificamos. Essa é a nossa marca registrada. Vamos crescer até quando pudermos manter a essência do caseiro”, assegura Shelli.

Mas isso não impede a empresa de inovar. O catálogo de produtos ganhou, recentemente, o biscoito cappuccino, o de chocolate com laranja e uma linha de integrais, ainda pouco explorada no segmento dos caseiros.

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As “Duas Meninas” Grazielle (E) e Shelli (D) assumiram a empresa criada pela mãe e pela avó (Foto: Aires Mariga/Epagri)

As receitas da avó Elfrieda já conquistaram 600 clientes em 40 municípios catarinenses, além de alguns na região de Curitiba. O faturamento mensal da empresa alcança R$190 mil. “A Epagri nos ajudou bastante na fase de buscar mercado, convidando para eventos e nos colocando em contato com as pessoas certas para divulgar nosso produto”, conta Shelli.

Em 2014 e 2015, a Duas Meninas participou da Exposuper, na área da agricultura familiar, e fechou bons negócios. “A gente olhava as empresas maiores com estandes próprios e pensava quando estaria ali. Em 2018 investimos e fomos independentes pela primeira vez. Conseguimos nos posicionar em outro patamar e os supermercadistas começaram a nos ver com outros olhos”, diz a empresária.

Os investimentos em marketing são outra prova da profissionalização do trabalho. Em 2017, com a contratação de uma agência, a logomarca feita no computador de casa ganhou cara nova. Ela ganhou espaço nas redes sociais, em outdoors e outras peças de divulgação.

A família quer levar seus biscoitos a todas as regiões catarinenses e também ampliar as vendas no Paraná. Futuramente, ter uma linha para exportação. “O principal ingrediente da nossa receita é a dedicação. Somos os primeiros a entrar e os últimos a sair da fábrica. Buscamos crescer, mas sempre com o pé no chão e sem tirar o olho da qualidade”, diz Shelli.

Inovação engarrafada

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Garrafas da Sucos Vian são vendidas em supermercados de 25 estados brasileiros (Foto: Jonatan Galio/Epagri)

De uma fábrica instalada no interior de Pinheiro Preto, no Meio Oeste Catarinense, saem garrafas de suco que são vendidas em 25 estados brasileiros. A Sucos Vian é comandada pelos irmãos Adriano e Julio, que deram o sobrenome à marca há dez anos, quando decidiram empreender transformando em suco a uva produzida na propriedade.

Adriano é formado em Administração com pós-graduação em Empreendedorismo Estratégico e comanda a área comercial. Julio é formado em Biotecnologia Industrial com ênfase em Enologia e cuida da produção e da logística. Juntos, eles formam uma dupla ousada tanto na produção quanto nas estratégias de vendas.

A empresa abriu as portas processando apenas a uva colhida em 5ha da propriedade. Hoje compra matéria-prima de diversos produtores, eleva a produção em 30% ao ano e está instalada em uma estrutura com 750m2 – o dobro do tamanho inicial. “Começamos produzindo 30 mil litros por ano e agora alcançamos 1,8 milhão de litros de suco engarrafados anualmente”, revela Adriano. O suco de uva integral de 1,5 litro é o mais vendido, responsável por 90% das vendas.

A ousadia no chão de fábrica se revela no desenvolvimento de produtos. De olho na tendência de alimentos com apelo saudável, os irmãos criaram uma linha de sucos detox e estão trabalhando para lançar uma linha de chás à base de suco. “Percebemos que era um nicho a explorar e apostamos nesses produtos de valor agregado maior. Eles têm boa aceitação, principalmente nos grandes centros”, diz Julio.

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Adriano (E) e Julio (D) desenvolveram uma linha de sucos detox (Foto: Jonatan Galio/Epagri)

Se no começo a falta de experiência em negócios foi um obstáculo, hoje esses empreendedores podem dar aula de vendas. “A primeira vez que participamos de uma feira foi por meio da Epagri: estivemos na Exposuper em 2012 e isso abriu as portas do mercado para a gente. Hoje participamos de quatro feiras por ano em diferentes estados. Cerca de 70% dos nossos clientes são oriundos de contatos feitos nesses eventos”, explica Adriano.

Sem medo de crescer, a Sucos Vian tem um representante comercial em cada estado que garante lugar para as garrafas nas prateleiras de grandes e médias redes de supermercados, como a Carrefour, com mais de 100 lojas. “Batalhamos muito nos primeiros anos para tirar o preconceito de marca regional e provar que tínhamos poder de produção e estrutura para atender grandes clientes. Também lutamos contra a visão do mercado de que suco tem que vir da Serra Gaúcha. Estamos buscando identificar nossa região como produtora de frutas e de sucos”, ressalta o administrador. Se depender da garra dessa dupla, o obstáculo já está superado.

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VITRINE PARA SUPERMERCADISTAS

Graças a uma parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Epagri, a Exposuper já ajudou a alavancar as vendas de dezenas de empreendimentos rurais do Estado. Em uma área de estandes destinada a negócios da agricultura familiar – chamada de Projeto Pequenos Produtores –, os empresários do campo têm a chance de mostrar a qualidade de seus produtos e fechar negócios com os supermercadistas. Em 2018, a Epagri levou 22 expositores de diferentes segmentos.

Antes de colocarem seus produtos no estande, os participantes recebem uma capacitação para aprender sobre mercado, comercialização, escala, exposição em gôndolas, tamanho da embalagem, posicionamento no evento, postura de vendas e outros temas. “Nossa orientação é importante, mas, para crescer, os empreendedores precisam ter uma visão além das portas da fábrica”, explica Ana Lúcia Ribeiro, gestora do Centro de Treinamento da Epagri de Joinville, que coordena a participação dos empreendimentos rurais na Exposuper há dez anos.

Para ela, as agroindústrias começam a decolar quando as famílias percebem que seu negócio é muito maior do que a linha de produção. “Eles deslancham quando conseguem ter uma visão do seu produto no mercado. Quando compreendem o produto além da geleia ou do biscoito e assumem a postura de empreendedores. E esse amadurecimento acontece no contato direto com o mercado”, reforça.

Do lado dos supermercadistas, a visão em relação aos produtos da agricultura familiar também tem mudado. “Essa participação dos agricultores, que antes era vista mais como uma ação social, se transformou em uma tendência de mercado nos últimos três anos”, avalia Ana Lúcia.

PARA COMEÇAR UM NEGÓCIO

Com R$20 mil já é possível abrir uma pequena agroindústria na propriedade rural. Para ajudar no investimento, há linhas de crédito como o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), que oferece até R$30 mil a juro zero para pagar em até cinco anos, e o Pronaf Agroindústria, com limites maiores. Para saber mais sobre as linhas de crédito, basta procurar o escritório da Epagri em cada município. Fonte: Cinthia Andruchak Freitas – cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br/RAC/ol. 32, nº1, jan./abr. 2019)

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Agroindústria familiar de polpa de fruta de Iporã do Oeste amplia vendas para toda região

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Conforme o sócio proprietário da agroindústria familiar localizada na linha Taquarussu, Adelar Altevogt, as atividades da produção iniciaram por meio da Cooperativa dos Agricultores Familiares, a Coafio.

Após o fechamento da cooperativa, a família abriu registro de microempreendedor. Altevogt explica que além de polpa de fruta, a agroindústria produz também geladinho, picolé e sorvete. Ele comenta que a produção é feita sem uso de agrotóxicos.

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Após a colheita e a limpeza, a fruta é moída e congelada em forma de polpa. Hoje a produção é disponibilizada em mercados e restaurantes de toda região, além da merenda escolar de vários municípios.

Para a produção a agroindústria conta com as frutas maracujá, abacaxi, morango, uva, acerola, laranja e bergamota, a maioria delas produzidas na própria propriedade.

Com a sustentação da agroindústria familiar, o produtor afirma que a família irá priorizar a produção de frutas. Atualmente na propriedade há também o cultivo de fumo e a produção de leite.

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Adelar Altevogt afirma que no começo a família enfrentou dificuldades com a administração da agroindústria, mas hoje a avaliação é de que todo o esforço valeu à pena. Ele comenta que o processo de produção exige máquinas específicas, o que representa um investimento alto na propriedade.

A família conta também com um vendedor para as vendas externas em toda região. A agroindústria emprega quatro pessoas da família. Fonte:Portal Peperi

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Inicia produção de queijo em container no Oeste de SC

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Agricultores Leonardo e Luana Lorenzeti receberam o certificado de inspeção para começar a produzir queijos em container. 

A produção de queijo em container é uma das novidades do Oeste de Santa Catarina. O laticínio iniciou os trabalhos no final de dezembro, na propriedade de Leonardo e Luana Lorenzeti, em Seara. Eles receberam em dezembro o registro do Serviço de Inspeção Municipal, do prefeito de Seara, Edmílson Canale. A industrialização inicial é de 350 litros de leite por dia, produzidos na propriedade, podendo chegar a mil litros/dia.

Eles investiram cerca de R$ 100 mil no projeto, desenvolvido pelo médico veterinário aposentado da Epagri, Clair Lorenzet. Ele destacou que o container tem peças de inox e traz vantagens como menor custo e facilidade de mobilidade e higienização. O espaço é de cerca de 12 metros de comprimento por 2,4 metros de largura.F www.nsctotal/Por Darci Debona/Foto: André Coser

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Investimento na unidade de queijo e ovos colonial permitiu retorno de jovem à propriedade

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Com a criação da Associação dos Produtores Feirantes do Município de Chapecó – APROFEC, as famílias buscavam maior poder de organização na busca por incentivos do poder público e de espaços de comercialização para produtos da agricultura familiar.

Com apoio dos técnicos da Epagri foi elaborado dois projetos estruturantes através do SC Rural, beneficiando 25 empreendimentos individuais e o coletivo da associação.

O investimento coletivo foi destinado a compra de 1820 caixas plásticas e térmicas, pela necessidade de acondicionar e transportar os alimentos das famílias produtoras, de forma adequada para os 10 pontos de feira que existem no município.

Os investimentos individuais propiciaram melhorias nos empreendimentos das famílias proponentes de forma a resolver os fatores limitantes de cada unidade.

As áreas de investimento foram: panificados, olericultura, mandioca, frango caipira, fruticultura, flores, derivados do leite e embutidos de suínos.

A unidade da Dona Terezinha teve apoio para ampliação do espaço físico permitindo melhor fluxo na unidade e aumento de produção, melhorando a renda da família.

Hoje, a filha da Dona Terezinha voltou para propriedade para conduzir o trabalho da agroindústria junto com sua mãe. Os produtos, com o nome Nina são comercializados na Feira do centro da cidade, nas quartas e sábados e diretamente para clientes na propriedade. 

 

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