Arquivos da categoria: Agroindústrias Familiares

Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar de Xavantina integra jovens produtores

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O jovem Maicon José Pozzer trabalha com produção de ovos. A Juliane Cenci se dedica aos panificados: bolachas, pães e cucas caprichosamente elaborados. O negócio de Gilberto Pavan e Neucir Pradella é tradição no Oeste Catarinense. São os embutidos de carne suína, afinal lá é o maior polo produtor do Brasil.

O que tem esses produtores em comum? São jovens, decidiram ficar na agricultura, são empreendedores e viram que a melhor forma de se fortalecer no campo é por meio do cooperativismo.

A Copafax – Cooperativa de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar de Xavantina foi decisiva para que os sócios tivessem acesso aos recursos do Programa SC Rural, iniciativa do Governo do Estado com financiamento do Banco Mundial para aumentar a competitividade da agricultura familiar catarinense. Com isso, cada uma das unidades pôde ser modernizada.

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É o caso do empreendimento do Maicon. Ele possui uma unidade de produção de ovos. São 5 mil e 800 galinhas poedeiras, 400 dúzias de ovos por dia. A aposta no negócio deu certo e gera uma renda fixa no campo. “Nós começamos com uma atividade pequena e em 2016 recebemos uma proposta para participar da cooperativa e receber recursos do Programa SC Rural. Com isso, conseguimos ampliar a produção”, diz o jovem produtor que é também presidente da Copafax.

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Para Juliane, a habilidade está na cozinha. A família Cenci investiu na produção de bolachas, cucas e pães que fazem sucesso na região. As vendas da Padaria da Luci não param de crescer. Juliana conta que está testando novos produtos para diversificar a oferta da agroindústria. “Pretendemos trabalhar também com pizza e aumentar ainda mais a abrangência do mercado”.

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A sociedade de Gilberto e Neuci não poderia ser melhor. Os produtos da Embutidos Xavantina conquistaram mercados exigentes. Salame, copa, linguiça e carnes são produzidos com capricho e a certeza de matéria-prima de qualidade.

Em todo o projeto de implantação dos empreendimentos, melhoria da infraestrutura e capacitação dos produtores está a orientação técnica da Epagri. É assim que as famílias têm motivação para ficar no campo com renda e qualidade de vida.

Assista a reportagem completa sobre a Copafax no Canal da Epagri no YouTube. completa sobre a Copafax 

 

Mais informações: emxavantina@epagri.sc.gov.br

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Na Capital Estadual da Cuca agroindústria familiar aposta em receita germânica tradicional

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O município de Arabutã, está localizado no Oeste de Santa Catarina, na microregião do Alto Uruguai Catarinense, distante 20 quilômetros da cidade de Concórdia

A maior parte dos 4.200 habitantes vive na área rural e se dedica à agropecuária. Arabutã foi colonizada por imigrantes alemães. O lugar possui o título de Capital Catarinense da Descendência Germânica. Muitos costumes são mantidos até hoje.

Por lá, o alemão é o idioma presente nas conversas há várias gerações. O apego não é somente na linguagem, mas também em muitos outros hábitos do dia a dia das famílias.

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Na alimentação existe uma forte influência germânica, tanto que Arabutã é considerada a Capital Catarinense da Cuca Alemã. A receita foi trazida pelos imigrantes e era preparada apenas em ocasiões especiais, mas hoje a cuca está na mesa em qualquer dia da semana.

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Essa demando abriu portas de negócios para os agricultores familiares. É o caso da agroindústria da família Hann, instalada na comunidade Linha Godofredo. Adriane e o marido Rogemar decidiram trabalhar com produção de cucas porque é um produto que tem muita procura na região. A especialidade é a tradicional cuca alemã. “Nós fazemos cucas de uva, de abacaxi, de chocolate, de coco e também de requeijão e todas têm muita saída”, conta Adriane, empolgada com o empreendimento.

Para a construção da agroindústria, a família Hann contou com a orientação técnica da Epagri e apoio financeiro do Programa SC Rural. O engenheiro de alimentos da Epagri, Ezequiel Nunes, explica que a planta da agroindústria foi elaborada de acordo com as exigências da legislação sanitária e que a empresa também orientou na criação dos rótulos. “ Essas ações são necessárias para que as famílias possam comercializar seus produtos com segurança, obtendo assim uma renda adicional na propriedade rural”. Fonte:Epagri /Veja a reportagem completa sobre o empreendimento de cucas alemãs no canal da Epagri no YouTube / https://www.youtube.com/watch?v=kBGzPBrhz0I

 

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Capital Catarinense da Cuca Alemã

A população do município de Arabutã tem a cuca como um dos “símbolos” da cultura alemã e uma das mais saborosas da região e comemora no dia 12 de dezembro o Dia da Cuca.

A data instituída através da a Lei municipal nº 604, de outubro de 2010 de autoria do vereador Assoredo Konrad.

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Por sua vez, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o Projeto de Lei nº 136/12, do deputado Moacir Sopelsa (PMDB), que denomina o município de Arabutá – Capital Catarinense da Cuca.

A produção e o consumo de cuca artesanal sempre se fizeram presentes na vida do povo desta cidade oestina, desde a sua colonização, em 1927, sendo na sua grande maioria imigrantes alemães.

As cucas de Arabutã, com suas receitas aprimoradas e diversificadas, atendem os mais diversos gostos e são reconhecidas e procuradas por toda a região e grande parte de Santa Catarina e outros estados, divulgando assim o nome do município.

“Muitas famílias, hoje ainda, fazem suas cucas nos fornos de barro nas suas residências, preservando assim a tradição.

 

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Queijos são destruídos após concurso sem degustação

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A destruição de mais de 30 quilos de alimentos de 27 produtores que participaram do Primeiro Concurso Regional de Queijos Artesanais de Leite Cru, ocorrido na quarta-feira, no Centro Comunitário de Seara, gerou algumas reações tanto de produtores como de jurados, que não puderam nem degustar os produtos.

- Foi uma situação bizarra, cerca de 50% do peso da avaliação é pelo sabor e nós só pudemos avaliar pela aparência e pelo olfato. Depois os queijos foram recolhidos pela vigilância sanitária e destruídos. Foi constrangedor. Eles poderiam ter sido devolvidos para os produtores – disse um dos seis jurados, o pesquisador do Centro de Pesquisas em Agricultura Familiar da Epagri, Clóvis Dorigon.

De acordo com um dos organizadores do evento promovido pelo uma denúncia de que haveriam queijos de produtores Fórum das Entidades da Agricultura Familiar, Valdir Magri, após que não passaram por inspeção houve sugestão de cancelamento do evento pelo Ministério Público e Vigilância Sanitária. A justificativa é de que haveria risco de saúde para os degustadores. Só haveria liberação se fosse cumprida as condições mínimas exigidas pela legislação.

A solução foi fazer um acordo retirando o critério de sabor da avaliação. Magri disse desde 2011 vem sendo feito um trabalho para estimular a produção de queijos como uma renda extra para o produtor, mas situações como essa acabam causando desânimo.

- Houve uma revolta dos agricultores e consumidores, alguns choraram pois foram queijos maravilhosos apresentados no concurso e que não puderam ser consumidos – disse Magri.

O jurado Clóvis Dorigon disse que existe inclusive um projeto financiado pela Universidade de Berna e com a participação da Epagri para promoção de cursos e palestras com objetivo de incentivar a produção de queijos para o autoconsumo. E que a intenção é caminhar para que os produtores possam sair da informalidade. A expectativa é que com a Lei do Selo Arte, anunciada recentemente pelo Governo Federal, voltada para a produção de queijos artesanais, produzidos manualmente, seja facilitada a venda do queijo colonial.

O gestor estadual de inspeção de produtos de origem animal da Cidasc, Jader Nones, disse que a nova lei tem o intuito de agregar valor ao produtor feito de forma tradicional.

- Mas isso não isenta a obrigatoriedade de inspeção municipal, estadual ou federal. Um queijo sem inspeção é um queijo que o agricultor pode fazer para consumo próprio, mas que não pode ser comercializado. Nós trabalhamos para garantir que seja vendido um produto com garantia para a saúde pública. Foi por falta dessa garantia de que o produto não poderia estar contaminado com brucelose ou tuberculose, por exemplo, que não foi liberado o consumo – explicou.

Nones disse que também precisa ser regulamentada a leite que autoriza a venda de queijo produzida com leite cru. A regulamentação deve estabelecer alguns critérios como a exigência de certificação das propriedades como livres de tuberculose e brucelose. Fonte: Darci Debona /darci.debona@somosnsc.com.br

 

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Agroindústria em Xanxerê garante renda e sucessão familiar no meio rural

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O número de agroindústrias familiares, não para de crescer no meio rural de Santa Catarina. Esse tipo de empreendimento gera muito mais do que renda às famílias de agricultores, como o caso da Família Batistella, que reside na Linha São Lourenço, no município de Xanxerê, oeste Catarinense.

Dona Neiva adquiriu experiência no processamento de alimentos quando trabalhava em uma cozinha de uma escola, no meio rural. Sem deixar de trabalhar na escola, ela começou a produzir conservas com o excedente da produção do seu quintal.

Com a ajuda da Epagri e o recurso do Programa SC Rural, a família aumentou a diversidade de produtos e adequou a estrutura e equipamentos às normas sanitárias. Hoje, dona Neiva produz conservas, panificados e geleias. Teve que deixar a escola e se dedica apenas à agroindústria.

“Antes de ter toda a estrutura, eu vendia meus produtos no mercado da cooperativa. Também vendia para os amigos, pessoas conhecidas. Eu colocava os produtos no porta-malas do carro e oferecia às amigas. Vendia bem, mas a renda era bem menor do que é agora” – conta Dona Neiva.

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A equipe de técnicos da Epagri local, participa de todas as etapas de produção. Desde o plantio dos alimentos à campo, passando pela viabilização do projeto da estrutura física, até a comercialização dos produtos. “Nós atendemos a família Batistella há um certo tempo e identificamos que eles têm uma vocação para processar alimentos. Por meio do Programa SC Rural, que foi um grande impulsionador, trabalhamos a estruturação da unidade para que eles pudessem viabilizar seus produtos de uma maneira que atenda aos padrões sanitários, exigidos pela vigilância sanitária” – explica Dulce Censi, extensionista social do Escritório Municipal da Epagri de Xanxerê.

Para viabilizar a construção da agroindústria, optou-se por paredes de isopainel, material que permite rápida instalação, limpeza facilitada e é mais econômico, com custo em torno de 15 a 20% menor em relação a alvenaria. O isopainel consiste de 2 chapas metálicas paralelas, unidas por um isolante de isopor. É um material bastante usado na construção de câmaras frias, salas de manipulação de alimentos, medicamentos, laticínios e outros. “As paredes são laváveis e já vêm com um padrão dentro da exigência da vigilância sanitária. Além dessa característica, esse material possibilita uma facilidade de mobilização. Se precisarmos desmontar uma parede, tira-se os rebites, desmonta a parede, muda a sala de local e remonta novamente. Sem quebrar parede, sem fazer poeira”,comenta Dulce.

Além de comercializar seus produtos na cooperativa e feiras da cidade, a família participa do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o PNAE, que estimula a inserção de produtos da agricultura familiar na merenda dos estudantes. Dona Neiva comemora: “A gente vende pra merenda escolar toda a semana. É muito bom pois é uma renda mensal garantida”.

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Outro motivo de alegria para a família é que uma das filhas do casal está cursando engenharia de alimentos e tem planos de, futuramente, tocar a empresa. “Minha filha Indiamara escolheu esse curso já pensando no futuro, porque precisamos desse profissional. E como nós já estamos dentro do ramo, quem vai tocar a empresa daqui a pouco será ela”

Ao ser questionada se valeu a pena o investimento, dona Neiva diz que hoje ela se pergunta por que não teve essa ideia há mais tempo.

A jovem Indiamara é clara no objetiva que quer: permanecer no campo produzindo. Ela e a mãe contam até com um cronograma semanal de produção para dar conta do trabalho.

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Além dos panificados como pães, bolachas e massas, elas investiram em outro produto, a fabricação de geleias. São rigorosas quanto a qualidade do produto oferecido e, assim, a produção é feita com frutas plantadas na propriedade. Também buscam sempre oferecer uma novidade. Além das sempre pedidas geleias de figo e uva, elas inovam, indo do figo com nozes, pimenta com abacaxi, até o último lançamento, a geleia de jamelão, uma fruta com cheiro de melão e formato de melancia.

Para Indiamara, a construção da unidade de produção auxiliou a família e fez com que pudessem produzir mais e, posteriormente, vender os produtos na Feira da Agricultura Familiar.

“A ideia de nós termos uma unidade própria de produção surgiu através da Epagri. Fomos conhecer o Programa SC Rural, que facilitou a construção da unidade para nós. Isso serviu como uma iniciativa maior, porque já fazia muito tempo que nós estávamos correndo atrás, mas se consegue tudo aos poucos. Com o Programa, vários produtores também conseguiram a própria unidade e assim damos andamento a produção”, ressalta a jovem Indiamara.

Veja essa e outras reportagens no Canal de vídeos da Epagri./ https://www.youtube.com/user/epagritv

 

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2ª Feira Sabor Rural em Jaraguá do Sul nos dias 5, 6 e 7 de julho

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A 2ª edição da Feira Sabor Rural, no município de Jaraguá do Sul vai ser realizada nas dependências do Jaraguá Park Shopping, nos dias 5, 6 e 7 de julho.

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A iniciativa é uma parceria do Município com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). O evento irá reunir 10 expositores de produtos coloniais de Jaraguá do Sul e região, todos registrados na Secretaria de Desenvolvimento Rural e pela Epagri.

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Será a segunda vez que o município receberá esta feira que já ocorreu outras ocasiões em Joinville. Segundo o gerente da Secretaria de Desenvolvimento Rural e um dos organizadores, Adriano Luiz Roik, o objetivo é incentivar o consumo de produtos oriundos da agricultura familiar. “Os visitantes poderão conferir uma boa variedade de produtos artesanais como bolachas, geleias e até materiais produzidos com fibra da banana, entre outros”, destacou. Roik.

O gerente acrescenta ainda que em Joinville a feira sempre foi muito bem recebida pelo público e a expectativa é repetir este desempenho em Jaraguá do Sul ao longo dos anos. Fonte:https://www.jaraguadosul.sc.gov.br

 

Mais informações: emjaraguadosul@epagri.sc.gov.br

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1ª Feira da Agricultura Familiar e Artesanato de Araquari aproxima agricultores de estudantes

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A 1ª Feira da Agricultura Familiar e Artesanato de Araquari (Fafarta), realizada no campus do Instituto Federal Catarinense da cidade (IFC) foi um sucesso. Contou a participação assídua dos alunos que se aproximavam das barracas dos produtores rurais e artesãos, com curiosidade. 

“Eu achei bem interessante porque reúne diversas coisas. E o que mais me chamou a atenção foram os jogos”, conta Richard Eduardo da Silveira. Ele e os colegas se encantaram com os jogos de madeira produzidos pelo artesão José Carlos Pereira e a esposa Leci Peletti.  

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A Feira aconteceu no dia 13 de junho, com o objetivo de incentivar a prática da economia solidária no município e foi realizada por meio de uma parceria entre o Instituto Federal Catarinense de Araquari (IFC), e a Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Pesca e da Fundação Municipal de Cultura. 

E, de acordo com o depoimento dos alunos da instituição que conseguiram ver tudo de perto, a ideia já deu muito certo. “A feira está sendo bem descontraída e bem legal para os estudantes, porque aproxima mais a escola técnica da cultura de Araquari. Eu acho que  deveria acontecer mais vezes”, diz  Geverson Schmedler.
 
A Fafarta faz parte de um projeto de extensão do IFC, mas, foi também uma oportunidade para os produtores rurais e artesãos do município mostrar seu trabalho para quem transita na unidade de educação. É uma forma de mostrar que Araquari têm um grupo forte de artesãos e produtores rurais. 

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E para quem participou com as vendas de seus produtos, o resultado foi positivo. “Estava muito bom. A gente estava achando maravilhoso estar aqui. Comprar, vender, conversar com o público. Está sendo uma experiência bem bacana”, conta Jussara Krehnke. Ela e a família estavam vendendo produtos artesanais de panificação, como cucas de banana, nega maluca de biomassa e a receita original, além de chineques, que não duraram muito tempo na barraca. “Nós vendemos todos os chineques e estamos bem felizes”. 

Araquari possui mais de 20 artesãos cadastrados na Fundação Municipal de Cultura, que atuam em diversas modalidades de trabalhos artesanais. E ainda têm mais de 420 produtores rurais ativos cadastrados na Secretaria de Agricultura e Pesca, onde muitos fazem parte do programa da agricultura familiar. 

Além da Fafarta, a Prefeitura, em parceria com a Fundação Municipal de Cultura e a Secretaria de Agricultura e Pesca realiza ainda a “Feirinha da Praça”. A feira acontece uma vez por mês, no Calçadão Dr. Senador Lúcio Corrêa, no Centro da cidade e também tem por objetivo valorizar os produtores e artesãos de Araquari, que passam a ter um espaço na cidade para comercializar seus produtos.

Atualmente, Araquari absorve 100% dos produtos de hortifruti, oriundos da agricultura familiar, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Em 2018, a agricultura teve mais uma conquista, a formação da Cooperativa da Agricultura Familiar de Araquari, que hoje é composta por 32 produtores que comercializam hortaliças, bananas, biscoitos, cucas, sucos naturais, caldo de cana, coxinha com massa de aipim, aipim, feijão, conservas e muitos outros produtos que estavam disponíveis também na Fafarta. Fonte: Prefeitura de Araquari

 

Mais informações: www.araquari.sc.gov.br

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Grupo “Sabor do Campo” de Ituporanga é exemplo de cooperativismo

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Unir o que cada família produz de melhor, obter volume de produção e ganhar o mercado com alimentos de alta qualidade. O grupo “Sabor do Campo”, do município de Ituporanga é um daqueles exemplos de pequenos grupos de trabalho que começaram devagar, sem grandes pretensões, e tornaram-se um modelo de sucesso em empreendedorismo. A proposta coletiva neste caso é ofertar alimentos seguros e diferenciados. Produtos que tenham, realmente, aquele gostinho colonial do campo.

Historicamente, a Epagri do município de Ituporanga, região do Alto Vale, trabalha com sistemas de produção. Mas, além do cultivo de alimentos de qualidade, os extensionistas viram a necessidade de acompanhar essa produção pós-porteira. Ou seja, pensar no mercado. Assim, em 2013, algumas famílias se uniram para discutir comercialização, iniciando então as vendas para programas institucionais, como alimentação escolar e feira municipal.

“Essas parcerias com os municípios são fundamentais. Também há o resgate da participação da família, da tomada de decisão entre familiares, do empoderamento do produtor. Pensar coletivamente fez também com que muitos agricultores voltassem a estudar. Os resultados são muito bons”, explica Katiucia Visentainer, extensionista rural da Epagri.

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Como diferencial, produtos coloniais, massas caseiras, sistema de rastreabilidade, manejo impecável de lavouras. O Grupo Sabor do Campo tem hoje 22 famílias associadas. “Nós produzimos tudo artesanalmente, por isso o sabor diferenciado. O que eu quero para minha família, eu também quero oferecer ao meu cliente”, conta a agricultora Solange Lichtenfelz, que produz pães, bolachas e tortas.

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Alimento seguro é um dos lemas desse grupo. Por isso, o Sistema de Plantio Direto é amplamente divulgado pela Epagri e utilizado pelos agricultores. Segundo o extensionista rural da Epagri, Édio Zunino, a família começa testando em áreas menores e, em seguida, adota a técnica na propriedade inteira. “Em alguns casos, o agricultor consegue reduzir em 50% seu custo de produção, com produtividade igual ou maior que no sistema convencional”, lembra Édio.

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Completar o caminho desses produtos, sem intermediários, até o supermercado ou na merenda escolar é a grande vantagem desse projeto. É mais renda que chega aos agricultores, com segurança e qualidade para quem consome os alimentos produzidos de forma responsável no campo.

Quer ver essa matéria completa em vídeo? Acesse nosso canal no YouTube e confira muitas outras reportagens. (https://www.youtube.com/user/epagritv/videos)

 

 

Mais informações: emituporanga@epagri.sc.gov.br

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Agroindústria em São José do Cerrito é inaugurada pelas próprias agricultoras

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De feirante em praça pública para a Agroindústria Familiar Santo Antônio – Agrosanto. Assim se resume o sonho da agricultora Neiva Aparecida Mota Muniz, que junto com as amigas Sandra Maria Muniz Oliveira Borges e Lorena Aparecida de Jesus Oliveira inauguraram na tarde da terça-feira (28), a unidade de processamento de panificados, frutas, hortigranjeiros, leite e derivados.

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A solenidade na localidade de Santo Antônio dos Pinhos em São José do Cerrito, marca um novo momento na vida das agricultoras que afirmaram “agricultor também tem visão empreendedora”.

E foi com a venda do que produziam em casa, que as três mulheres conseguiram investir cerca de R$ 110 mil e com uma contrapartida de R$ 54.5 mil do programa SC Rural do governo do Estado, construíram a agroindústria Agrosanto. “Mais que um sonho é um legado que estamos deixando às futuras gerações”, declarou Neiva Muniz.

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Na lista de produção da Agrosanto estão doces de leite, rosca de polvilho, queijo, feijão, compotas, conservas, geleias, doces de corte, olerículas e frutas. O projeto da Agrosanto vai beneficiar 25 famílias divididas em quatro núcleos exclusivamente com produção de olerícolas orgânicas.

A Agrosanto faz parte da Associação de Apoio para Projetos de Redução de Impactos de São José do Cerrito, que envolve cerca de 70 hectares de produção certificada pela rede Ecovida. Produzem cerca de 30 variedades de produtos entre folhosas, leguminosas, cereais e frutas.

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A inauguração da Agrosanto foi prestigiada pelo vice-prefeito Moacir Ortiz, gerente regional da Epagri Mario Lehmanne, coordenador do SC Rural Aziz Hatem, assessora de turismo da Amures Ana Vieira, vereadores e convidados. Fonte: Assessoria de imprensa da Amures.

 

Mais informações: https://www.amures.org.br

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Família mantém tradição de produção de cana-de-açúcar no interior de Iporã do Oeste

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A família de Volmir Ferreira, moradora na comunidade de linha Esperança, no município de Iporã do Oeste, iniciou a atividade de derivados de cana há cerca de cinco anos.

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Conforme o produtor, a construção da agroindústria iniciou em 2014, e na época a comercialização ocorria por meio da Cooperativa dos Agricultores Familiares, a COAFIO, que hoje não está mais em funcionamento. Ferreira destaca que a produção dos derivados de cana iniciou por intermédio dos seus pais, naturais de Rio Grande do Sul, que se dedicavam a confecção do melado e açúcar mascavo.Ele foi o único dos irmãos que deu continuidade ao trabalho dos pais.

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O produtor comenta que devido à limitação de mão de obra, que hoje é apenas familiar, a produção no momento é apenas de melado e açúcar. Até o produto final, a cana passa por mais de três horas de cozimento, seguindo para o processo de resfriamento e embalagem.

Além da comercialização no município, a entrega dos derivados de cana ocorre também em cidades vizinhas e até em outros estados, como Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso.

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Volmir Ferreira enfatiza que a época em que ocorre o maior aumento nas vendas é no final do ano, devido aos visitantes que levam os produtores para suas cidades. O açúcar é vendido em quilo, e o melado em embalagens de 850 gramas, 2 quilos e 4,5 quilos.

O produtor enfatiza que a matéria prima é proveniente da própria propriedade, com disponibilidade de cana durante o ano inteiro. A dificuldade é que em algumas épocas o rendimento da cana é menor devido à brotação.

Entre 20 variedades que estavam disponíveis na propriedade, Ferreira comenta que foram selecionadas as de maior rendimento. Além da cana, a família mantém ainda na propriedade as atividades leiteira e fumicultura.Fonte:Portal Peperi

 

Mais informações: www.peperi.com.br

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Grupo Empreendedor As Morenas do Divino de Rio Rufino é contemplado com Prêmio Nacional da CNBB

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A geração de renda a partir da Economia Popular Solidária traz novas perspectivas para mulheres do interior do estado de Santa Catarina

Em novembro de 2018, quando a Cáritas Brasileira celebrou os 62 anos de fundação, em meio II Jornada Mundial dos Pobres, foi realizada a cerimônia de entrega do V Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, na sede da Conferência Nacional do Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF).  

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O Prêmio deste ano teve como objetivo estimular e fortalecer ações de grupos comunitários que atuam no fortalecimento da solidariedade e da esperança na construção da cultura da paz. O tema foi: A cultura da paz para a superação da violência, em consonância com a Campanha da Fraternidade 2018, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que apresenta o tema Fraternidade e superação da violência. 

Conheça a história de um dos projetos vencedores 

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Resistência e empoderamento“As Morenas do Divino”

Entre as montanhas da Serra Catarinense, está localizada a comunidade do Divino Espírito Santo, município de Rio Rufino, em Santa Catarina, a 195 quilômetros da capital Florianópolis. Conhecida como capital nacional do vime, material flexível que no seu trançado dá forma a cestos e móveis, Rio Rufino também é terra de empoderamento feminino, luta para uma vivência solidária e do bem viver.

Na terra onde se usa da flexibilidade da vara da vimeira para fazer artesanato e gerar renda, mulheres de várias idades também se flexibilizam entre o preconceito e a convicção do protagonismo que geram numa pequena cozinha, nos fundos do salão de festas da Igreja Católica, afastada alguns quilômetros da maior concentração de casas, na comunidade Divino Espírito Santo. Elas são as Morenas do Divino.

-Por que Morenas do Divino?

– Nossa cor já diz tudo, disse timidamente Rita de Cássia Lima de Oliveira, 48 anos e nascida na comunidade com princípios quilombolas, que logo depois contou que os maridos, trabalhadores do campo, são conhecidos como Morenos do Divino pelos produtores rurais da região que necessitam de trabalhos braçais em contratos durante os períodos de colheitas. Não haveria outro nome mais representativo para o empreendimento.

Tudo começou através de uma atividade de inserção na sociedade da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Universidade do Planalto Serrano (UNIPLAC), e do trabalho de conclusão do curso de especialização em Desenvolvimento Regional Sustentável, também disponibilizado pela UNIPLAC e produzido pela aluna Sonia Cardoso Oselame.

Alunos e professores da Universidade contaram com a mobilização de cerca de 20 mulheres em um encontro na comunidade na tentativa de encontrar uma forma das Morenas se organizarem e de forma solidária colaborar com a renda familiar. O principal foco desta reunião foi a descoberta de uma atividade em comum entre as mulheres presentes. Produtos panificados e biscoitos artesanais foi o escolhido por elas.

– Das vinte, hoje estamos em dez mulheres, dez guerreiras que conciliam família e trabalho, disse Vera Lúcia da Silva, 38 anos, contando que depois que iniciaram o empreendimento de economia solidária não precisam mais acompanhar os maridos nas lavouras de plantações de fumo da região.

– E os maridos apoiam?

– No início eles achavam que era loucura nossa, mas depois perceberam que estávamos mais unidas e colaborando com o nosso pouco na renda familiar, disse Rita de Cássia com o olhar confiante recebendo a confirmação de Vera Lúcia.

– A gente gostaria que estivéssemos todas reunidas aqui para contarmos juntas a nossa história, mas nos dividimos entre fazer os produtos e ir para as feiras em Rio Rufino (SC) e Lages (SC), relatou Vera Lúcia explicando a ausência das outras companheiras.

A venda, dos produtos das Morenas do Divino são realizadas nas feiras da região, entrega em domicílio e através das redes sociais. Na cozinha de produção é proibido a utilização de aparelhos de telefonia móvel, apenas o celular da Rita de Cássia permanece ativo e com sinal de alerta diferenciado para atender aos pedidos que chegam em um grupo de conversa em um aplicativo de mensagens instantâneas composto por clientes do empreendimento.

Novos caminhos – Hoje as Morenas do Divino possuem logomarca própria, uniforme, autorização da prefeitura municipal para comercialização de produtos e clientela fixa. Já foram capa de jornais da região como empreendimento inovador e tem o desejo de ter uma sede própria.

Como a atual cozinha pertence à comunidade Católica, para permanecerem ali, as Morenas idealizaram um projeto que rompeu um paradigma histórico:

– Quem definiria a nossa permanência na cozinha do salão era o Conselho Pastoral da Comunidade. Como era incerta a permanência aqui, pela primeira vez, reunimos os Morenos e Morenas, montamos uma chapa e agora somos nós da coordenação da comunidade. Isso nunca tinha acontecido, contou Rita de Cássia.

Atualmente as Morenas do Divino, que no início se reuniam três vezes por semana, se encontram todos os dias na cozinha da comunidade. Revezam-se nas vendas e no cuidado com o horário de buscar os filhos na pequena creche ou na escola de ensino fundamental da vila.

No final do mês, todas as contas do mercado são pagas e o que sobra é dividido entre as empreendedoras de acordo com o rendimento e presença de cada uma. A comunidade também ganha. Parte dos produtos como os ovos utilizados na produção vem da própria comunidade do Divino Espírito Santo.

No meio da conversa, Rita de Cássia interrompe, – Chegou a conta de energia elétrica, somos nós que assumimos essa conta como contrapartida da utilização da cozinha. Veio cem reais mais cara. Esse mês vamos ter que rodar a baiana para pagar.

Olhou de novo para a conta soltou um sorriso com jeito de quem queria dizer que seria fácil.

As Morenas do Divino são a certeza de que sempre é tempo de inovar, aprender novos caminhos e que a geração de renda traz empoderamento.

O empreendimento de economia solidária agora, gera líderes e renda. As mãos que eram treinadas para a flexibilidade do vime, do trabalho com fumo e outras plantações agora, amassam pães, biscoitos, bolos, produzem vida e esperança. Fonte: Por Franklin Machado, Assessoria de Comunicação do Regional Sul 4 da CNBB

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