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SC Rural consolida o sonho da família Martinello e empreendimentos da Cooperativa Nosso Fruto

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As atividades da família de Jorge Martinello, moradora na comunidade de Terceira Linha Sangão, no município de Criciúma, são bastante diversificadas, mas um velho sonho de uma agroindústria de embutidos, como alternativa na geração de trabalho e renda, só foi concretizado com apoio do Programa SC Rural.

A experiência na atividade com carnes, se fez presente na família, quando nos anos 70, um de seus irmãos, que tinha um mercado em Criciúma, abatia e entregava carnes nos demais mercados da cidade.  A família de Jorge desenvolvia a atividade de maneira informal, comercializando toda a produção com vizinhos, amigos e consumidores ocasionais. 

Atuando nesta atividade, de forma marginalizada, sem perspectiva de crescimento e com a comercialização limitada, o sonho de seu Jorge, não saía do papel.

“O apoio veio ao encontro da meta da família, por vezes estudada, mas nunca operacionalizada, através do projeto estruturante da Cooperativa de Agricultores Familiares Nosso Fruto”, comenta engenheiro agrônomo Roberto Longhi, do escritório municipal da Epagri em Criciúma.

Para viabilizar a concretização da proposta da família, para construir uma Unidade de Conservas de Carnes, a família Martinello precisava fazer um plano de negócio e, nesse sentido, a orientação dos técnicos da Epagri foi fundamental.

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Tudo aprovado, Jorge Martinello, pôde finalmente realizar seu sonho. Construiu sua Unidade e hoje, tem a satisfação de ver seus produtos expostos nas melhores lojas de Criciúma e do Brasil.

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O estabelecimento já passou pela vistoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Serviço de Inspeção Municipal – SIM para a obtenção do selo de comercialização dos produtos de origem animal, com a marca Camponello, podendo comercializar no território de Criciúma e para todo o Brasil.

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Com isso, e os investimentos de contrapartida da família, ela pode iniciar o empreendimento, produzindo principalmente salames e linguiças diferenciados, como por exemplo um com recheio de queijo. São 10 produtos diferenciados, entre os quais, produtos frescais, incluindo carne "in natura", defumados, curados e salgados, que foram elaborados atendendo um público exigente em qualidade, da região.

“O SC Rural veio contribuir muito na organização dos agricultores da nossa Cooperativa, tanto na área econômica quanto na área social e ambiental. Com o planejamento conseguiu-se aumento significativo de novas vendas, melhoradas também pela aquisição de máquinas e equipamentos. E os agricultores passaram a valorizar mais aspectos ambientais, todos de baixo impacto, em atividades de artesanato, panificação, queijaria, produção de banana orgânica, de embutidos, entre outros. Isso, além do apoio à organização da estrutura da cooperativa como um todo”. O testemunho é da Cooperativa Nosso Fruto, durante o Encontro Sul Catarinense de Cooperativas da Agricultura Familiar.

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20 cooperativas e três mil famílias apoiadas

Segundo o Secretário executivo regional do SC Rural para a região Sul, engenheiro agrônomo Alberto Ávila, “das 35 cooperativas de agricultores familiares da região Sul, 20 foram apoiadas pelo Programa. São 274 melhorias de sistemas de produção e só com os projetos estruturantes são 3.089 famílias beneficiadas. O volume de recursos aplicados de 2012 até agora, aqui no Sul passou de R$ 16 milhões. “Não é fácil um agricultor investir, mas com o SC Rural como parceiro ele investiu. As questões do trabalho da assistência técnica, da viabilidade econômica e ambiental e a questão sanitária interessam muito, porque eles irão entrar na formalidade e não terão mais problemas. Os agricultores familiares sempre tiveram problemas e sair da informalidade é muito importante para eles, eles querem se regularizar. Sem o apoio do SC Rural teria muita gente que levaria dois, três, quatro anos para atingir o que eles atingem num ano. Quando se fala SC Rural fala-se em apoio, e nós temos que manter isso como política permanente, tanto na questão técnica quanto na questão financeira esse apoio é importante. Isso não pode parar”, defendeu Ávila.

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50 Projetos em 37 municípios

Ainda segundo Ávila, entre as equipes regionais da Epagri e da Cidasc, existe um trabalho bastante coordenado lembrando que a região sul é a que teve maior número de projetos do SC Rural em todo o estado. “Os números da região mostram os resultados desse trabalho: São 50 projetos implantados em 37 dos 47 municípios do Sul. Temos município com três projetos e alguns projetos de cooperativas abrangem agricultores cooperados em quatro ou cinco municípios”. Entre projetos de melhorias de sistema de produção os mais requisitados são da atividade leiteira e produção de olerícolas. E temos muitas pequenas agroindústrias. Elas constituem 222 planos de negócios, desses cerca de 40 são coletivos (de organizações) e cerca de 180 agroindústrias que foram reformuladas, adequadas para a formalidade. Nas agroindústrias, os apoios foram principalmente para construções e reformas para adequar, por exemplo, às exigências da vigilância sanitária. E muitos equipamentos especialmente para diminuir a mão-de- obra – que está cada vez mais escassa, um problema sério no campo hoje”.

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“SC Rural foi um elemento encorajador”

Edson Borba Teixeira, Engenheiro Agrônomo e coordenador regional do Programa de Gestão de Negócios e Mercado da Epagri, analisa as razões dos bons resultados do SC Rural na região Sul: “Tanto nas melhorias feitas em propriedades quanto nas agroindústrias e cooperativas, a gente vê que o SC Rural é um programa que está mexendo o ponteiro no meio rural. Aqui, optamos por investir realmente em projetos estruturantes; não é aquele projetinho de ir lá e aplicar dois ou três mil reais no empreendimento, mas ver o que o empreendimento está precisando, adequar os fluxos, melhorar a estrutura, equipamentos que humanizem a necessidade de mão-de- obra. Com um bom plano de negócio do empreendimento – as equipes técnicas discutem com os beneficiários, definem os problemas, os gargalos – têm sido feitos investimentos que mudam a realidade. Por exemplo: Pessoas que trabalhavam com panificação e que não estavam devidamente legalizadas. Essas pessoas fizeram um curso de panificação no centro de treinamento da Epagri e começaram a fazer em casa, como uma renda extra. Viram que aquilo dava um dinheirinho, mas não estavam encorajadas para montar um negócio. Quando apareceu o SC Rural e a proposta de transformar isso numa atividade de renda, legalizada, foi um elemento encorajador. E para pegar o recurso do Estado as pessoas têm que fazer um curso de boas práticas de fabricação, ter noção mínima de gestão e empreendimento, seguir o que a vigilância sanitária preconiza. Assim, o programa dá um arcabouço legal e técnico profissional para aquele empreendimento que estava lá escondido e que agora pode aparecer, sem medo de mostrar a cara. O SC Rural, a marca Epagri, o trabalho das cooperativas, a organização dos agricultores através de cooperativas, a gente não conseguiria avançar sem essa parceria porque trabalhar individualmente é bem mais difícil”, frisa Edson.

 

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode conferir o depoimento de Jorge Martinello ao engenheiro agrônomo Roberto Longhi, da Gerência Regional da Epagri em Criciúma.

 

Mais informações: grcr@epagri.sc.gov.br  ou  https://www.facebook.com/camponello/

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307 
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Parcerias impulsionam o desenvolvimento da agricultura familiar de Ipira

 

ipiraface1O casal de agricultores Dilce e Darci Bazzo, percorreu um longo caminho em busca de sustento para a família. Durante 11 anos trabalharam em propriedades no plantio de tomate e pimentão em Curitiba, depois foram plantadores de alho em Frei Rogerio, em Santa Catarina, cuidadores de aviário em propriedades no Município de Ouro, no meio oeste catarinense e arrendatários de terras produtoras de uvas em Bituruna no Paraná.

Em 2009 decidiram retornar para a comunidade de Linha Santana, município de Ipira, localizado no Meio Oeste de Santa Catarina e pertencente a microrregião do Alto Uruguai Catarinense, na pequena propriedade de seu pai, para continuar o trabalho no plantio e venda de hortaliças 

Como várias famílias de agricultores do município, dona Dilce e seu Darci vendiam sua produção (in natura) de porta em porta e em pequena quantidade. Quando havia excedente, começou a industrializar informalmente para seu consumo e presenteando amigos e parentes. Como seus produtos são de excelente qualidade, a procura passou a ser grande. Mas havia um longo caminho a percorrer.

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“Na maioria das vezes, os produtores rurais familiares carregam uma vasta experiência no plantio, cultivo, criação e manejo de animais e lavouras. Eles dominam a atividade como ninguém. Mas, na hora da venda do produto, do acesso aos mercados, nada melhor do que contar com o associativismo para ganhar força e competitividade”, comenta a extensionista da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá.

Assim, em 2005, foi constituída a Cooperativa de Produtores Agroindustriais de Ipira – CPAMI, com o objetivo de fortalecer e organizar as atividades produtivas desses agricultores familiares.

Em 2010, dona Dilce se tornou sócia da cooperativa CPAMI. Atualmente, a Cooperativa conta com 57 associados. Destes, 28 sócios, inclusive dona Dilce, abastecem regularmente a Casa Colonial, ou através dela vendem sua produção diretamente ao comércio local e regional.

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Em 2011 a Cooperativa recebeu fundamental apoio da Administração Municipal de Ipira e da Fundação Banco do Brasil.

 

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No município de Ipira, funciona a Casa Colonial mais antiga de Santa Catarina – no antigo endereço foram 20 anos de portas abertas, comercializando produtos da agricultura familiar do município.

O sonho dessas famílias era um espaço maior, mais centralizado para melhor atender os clientes e os turistas que passam por Ipira a caminho do Balneário de Piratuba. A antiga localização era retirada, dificultando o acesso do consumidor.

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Esse dia chegou em 2016. No dia 26 de novembro foi inaugurado o novo ponto de vendas da Casa Colonial de Ipira. Obra considerada importante para incrementar as vendas de agricultores familiares associados à Cooperativa de Produtores Agroindustriais de Ipira.

A sede da Casa Colonial é nova, espaçosa e muito bem localizada. Um projeto para aproximar o agricultor de seus compradores. Esse empreendimento é administrado pela cooperativa CPAMI. São 57 associados que contam com o associativismo para levar o produto até consumidor e poder divulgar sua marca.

A Casa Colonial de Ipira é um daqueles lugares onde dá vontade de levar, ou saborear de tudo para experimentar cada sabor. O grande diferencial é mesmo a qualidade. Isso porque o alimento chega direto do campo, todos os dias, em quantidades pequenas, mantendo aquele sabor especial que todo consumidor busca.

O novo ponto de vendas integrou um Projeto Estruturante da Cooperativa junto ao Programa SC Rural. Foram parceiros da obra: Administração Municipal, com a doação do terreno, recursos do Consórcio Machadinho e da própria cooperativa.

Além dos recursos para a obra, também foram investidos pelo SC Rural, recursos em melhorias de outros quatro empreendimentos: uma unidade de processamento de vegetais; unidades de processamento de mel, produção de ovos e unidade de bolachas. Fez parte também do Projeto Estruturante, o desenvolvimento de rótulos para os produtos e a confecção de material de divulgação da Cooperativa, apoiados pelo SC Rural.

“Essa obra, é um exemplo de que parcerias bem construídas e executas com responsabilidade têm resultados positivos para todos”, destaca o engenheiro agrônomo da Epagri em Ipira, Nei Carlos Wobeto.

Assim, dona Dilce encontrou na Cooperativa, no Programa SC Rural e na Epagri a parceria que precisava para construção de sua unidade, legalizar seu pequeno empreendimento, aumentar a produção, a renda e assim viabilizar economicamente a propriedade rural da sua família.

Segundo a extensionista da Epagri em Ipira, Mari Lucia Lissa Dal Prá, toda a matéria-prima é produzida na propriedade onde está localizado o empreendimento. Desta forma, a matéria-prima tem a qualidade exigida para o processamento na agroindústria.

No projeto de dona Dilce, o SC Rural apoiou na construção da unidade de processamento de hortaliças e frutas, compra de tanque de fibra 500 l, cerca, palanques de concreto, prateleiras para área de estocagem, utensílios, balança digital de 15kg, tacho de inox, panelas de alumínio, bacias plásticas, lavadora de pressão, bancada, mesa de inox, fogão industrial e freezer.

Diversas pessoas estiveram envolvidas para que o projeto da formação da Cooperativa, do novo ponto de vendas da Casa Colonial e o empreendimento de dona Dilce ganhasse forma e se tornasse realidade. Destacamos os técnicos da Epagri em Ipira, formada pelos extensionistas Nei Carlos Wobeto e Mari Lucia Lissa Dal Prá e do engenheiro de alimentos Ezequiel Nunes equipe regional da Epagri de Concórdia, responsáveis pela Manifestação de Interesse de dona Dilce.

 

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento da agricultora Dilce Bazzo e comprovar o quanto mudou na sua produção com o apoio recebido.

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Mais informações: Epagri – Ipira - (49) 34826164 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307 
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Mulheres catarinenses no comando, no mar e no rural

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Atuação em diferentes espaços da agricultura familiar e da pesca artesanal mostra a importância das mulheres catarinenses não apenas como geradoras de renda, mas como gestoras da propriedade e responsáveis pela organização comunitária e pela qualidade de vida da sociedade.

As mulheres representam 48% da população rural brasileira, de acordo com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. Em 2014 elas eram mais de 14 milhões e as maiores responsáveis pela produção destinada ao consumo familiar e pelas práticas agroecológicas e de reprodução de sementes crioulas. Elas contribuem com 42,4% do rendimento da família, mas ainda são minoria quando se trata da propriedade dos estabelecimentos da agricultura familiar: somente 16% deles têm as mulheres como responsáveis.

Em Santa Catarina essa participação alcança só 7,5% (Censo, 2010 e Censo Agro, 2006). Esses números refletem a pouca valorização do trabalho feminino no espa- ço rural e pesqueiro. Segundo dados do IBGE de 2006, muitas mulheres não são nem mesmo reconhecidas como agricultoras familiares: a maioria das atividades produtivas realizadas por elas são consideradas extensão do trabalho doméstico. Por muitos anos isso gerou exclusão de autonomia econômica desse grupo, bem como das decisões sobre a terra.

Foi a partir da constituição de 1988, por exemplo, que elas passaram a ter os mesmos direitos previdenciários que os homens trabalhadores rurais. Para as mulheres que atuam na pesca, as dificuldades de reconhecimento e visibilidade como profissionais também são inúmeras e só muito recentemente é que elas estão se inserindo em colônias de pescadores e buscando seus direitos.

Para mudar essa realidade, desde 2003 o governo federal passou a ampliar as políticas públicas para a mulher do campo e da pesca. Entre outros benefícios, elas facilitam o acesso à documentação, à terra, ao crédito, além de assegurar a participação na gestão de associações e cooperativas, influenciando a comercialização e a agregação de valor aos produtos. As empresas estaduais de assistência técnica e extensão rural são responsáveis pela implantação dessas políticas. Em Santa Catarina, a Epagri também desenvolve outras ações para qualificar o público feminino. Tais capacitações permitem que as mulheres desenvolvam habilidades e usem o conhecimento adquirido para melhorar a qualidade de vida da família e da comunidade. Outra iniciativa são os cursos de liderança, gestão e empreendedorismo com jovens rurais e oriundas de famílias que adotaram a pesca como principal atividade. São oportunidades que refletem a mudança na visão de futuro do público feminino.

Em Santa Catarina as atividades produtivas com que as mulheres mais se envolvem são bovinocultura de leite, olericultura, suinocultura, turismo rural, agroecologia, pesca, maricultura e processamento de alimentos para agrega- ção de valor. Em 2010, 25% das agroindústrias catarinenses estavam sob a responsabilidade de mulheres (Epagri/ Cepa). “As mulheres transformam informação em conhecimento e possibilidades a serem compartilhadas. Elas não costumam se acomodar, estão sempre inovando e investindo. Eu acredito que elas se pautam por um princípio: o que se acomoda não avança. Elas têm garra e espírito de inovação. Outro diferencial é que elas lutam pela melhoria da renda e da qualidade de vida da família e da comunidade, não se contentam em resolver apenas o problema delas”, diz a coordenadora do programa Capital Humano e Social da Epagri, antropóloga Rose Mary Gerber. Com essas atitudes e com acesso às políticas públicas, as mulheres do campo e da pesca ocupam espaços de liderança, empreendendo, realizando mudanças e superando desafios

Esta reportagem traz histórias de mulheres que estão transformando o espaço rural e da pesca, garantindo a qualidade de vida à sociedade.

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Primeira produtora do queijo serrano a conquistar o SIM na região de São Joaquim

Conhecida como a mulher do queijo na comunidade do Pericó, município de São Joaquim, a agricultora Rosângela Carbonar Guedes de Souza, 48 anos, assumiu a produção do queijo artesanal serrano (QAS) como principal atividade econômica em 2015 e em 2017 recebeu o Selo de Inspeção Municipal. Ela foi a primeira produtora a conquistar o registro na região de São Joaquim, que atesta a qualidade e a segurança de produtos de origem animal para o consumo humano.

Segundo a coordenadora do Projeto Queijo Artesanal Serrano na Epagri, Andreia Meira, Rosangela já é referência por sua determinação e se destaca como empreendedora rural. “Nos projetos desenvolvidos na região acreditamos muito na mulher como agente de mudança, principalmente pela visão de futuro, capacidade de articulação e de inovação. Temos na queijaria cor-de-rosa a expressão da for- ça da mulher rural”, diz ela se referindo à agroindústria que foi pintada de branco e rosa.

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Até 2015 a agricultora cultivava hortaliças orgânicas, mas decidiu escolher outra atividade que tivesse menos impacto na coluna. Uma reunião com técnicos da Epagri foi suficiente para ela decidir apostar no queijo. O marido Janir não se animou muito na época, mas embarcou no projeto. Hoje ela produz o queijo e faz a gestão financeira da agroindústria; ele é responsável pela lida com os animais. Em 2016 eles conseguiram R$17 mil do Programa Santa Catarina Rural e investiram mais R$53 mil para construir a queijaria, comprar equipamentos, construir uma nova sala de ordenha, reformar o galpão e outras obras. “O Janir ficou meio apavorado, mas insisti. Pra gente ir pra frente tem que investir”, diz Rosângela. Eles produzem uma média de seis quilos de queijo por dia. O comércio, também conquistado por ela, por enquanto se limita aos supermercados locais e aos turistas. O quilo é vendido por R$35,00 e rende cerca de R$3 mil para a família, que é formada também por um casal de filhos. Mas a agricultora tem planos ambiciosos: ela quer obter o selo de inspeção federal para comercializar em todo o país. Em meados de 2018 ela pretende chegar a uma produção diária de 25 quilos de queijo, trabalhando apenas com a mão de obra familiar.

Com incentivo da Epagri, outra ideia de Rosângela é fazer parte da Acolhida da Colônia, projeto que reúne agricultores para atuar no turismo rural. Ela pretende construir um quiosque para vender o queijo e um chalé para receber hóspedes. A agricultora vai se juntar à irmã que tem padaria para oferecer diferentes produtos aos turistas. “Temos que crescer. É daqui que vai sair nosso lucro e o dos filhos. Quero deixar um bom negócio para eles, sem precisar sair da propriedade”. Segundo Andréia, Rosângela tem sido um dos muitos exemplos inspiradores que comprovam o potencial e a capacidade da mulher serrana em investir na valorização dos produtos regionais e transformar a realidade, gerando renda, fortalecendo a identidade e a história da família, ampliando a esperança e as perspectivas de qualidade de vida no meio rural.

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Liderança entre os pescadores de Balneário Piçarras

A jovem de Piçarras Adriana Ana Fortunato Linhares, 29 anos, está na pesca há nove anos, desde que se casou. Filha de operário e de costureira, ela abraçou a profissão da família do marido Alex com a mesma garra que faz tudo na vida e hoje se destaca na atividade, que vai bem graças à gestão feita por ela. Em 2017 ela foi eleita para a presidência da Colônia de Pescadores Z-26, a primeira mulher na história da entidade a alcançar esse posto. Ela atribui a conquista desse espaço à participação no curso de gestão e empreendedorismo para jovens do mar oferecido pela Epagri, realizado em 2016. “Através do curso chegamos à conclusão de que é possível fazer mudanças, fazer a diferença. A colônia é suporte para os pescadores, através dela eles têm acesso a direitos trabalhistas e previdenciários, além de outros documentos importantes para a atividade”, diz a nova presidente. A entidade existe desde 1998 e hoje conta com cerca de 40 associados. “O interesse pelo acesso à informação é o diferencial de Adriana”, destaca a extensionista do município de Penha, Naiara Sampaio Silva, que acompanhou e orientou a pescadora durante o curso. Segundo Naiara, ela foi a melhor aluna da turma e já estava com o projeto pronto antes do prazo. O projeto, que previa desenvolver a atividade com mais segurança, foi contemplado em 2017 com R$10 mil do Programa Santa Catarina Rural para aquisição de hélice, eixo e guincho para a embarcação familiar.

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A renda da família de Adriana – formada também pelos pequenos Davi e Elisa – vem 100% da pesca do camarão, cuja produção fica em torno de 80kg di- ários. O trabalho dela começa antes da embarcação ganhar as águas, permanece enquanto o Alex pesca e continua depois que ele chega. Ela providencia o gelo para o pescado e o combustível para o barco, limpa a embarcação, cuida dos filhos, arruma a casa, cozinha, faz serviços bancários, administra as finan- ças do lar e da atividade pesqueira, é responsável pela agregação de valor ao pescado (descasca camarão, eviscera e fileta peixe), vende a produção, organiza o rancho de pesca, faz a manutenção do barco quando ele está no porto. “Se a mulher não pegar junto, a atividade não vai pra frente”, diz Alex. Ela acha graça, mas reconhece que a mulher é mais corajosa para assumir riscos e encarar desafios. “Com lideranças como Adriana, a pesca artesanal, que hoje é responsável por 80% da produ- ção dos pescados do País, só tem a crescer”, afirma a extensionista.

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Organização dos agricultores e agregação de valor da produção

A agricultora de Sangão Nilziane Ricardo Rodrigues da Silva, 33 anos, é o exemplo da mulher que quer melhorar a qualidade de vida não apenas da família, mas também de toda a comunidade onde vive.

Presidente da Associação dos Agricultores de Sangão (Agrisan) desde que a entidade foi criada, em 2015, ela vem desenvolvendo um trabalho incansável para que os produtores se organizem em grupo. “Esse é o caminho para conseguir mais recursos e melhorar a produção. O agricultor tem seus direitos, tem que se unir pra buscá-los”.

Hoje a entidade conta com 26 famílias associadas. A agregação de valor é o foco da atuação de Nilziane na Agrisan, que foi criada por estimulo da Epagri para que os agricultores tivessem acesso aos recursos do SC Rural. Ela usa a própria experiência para motivar os associados: a propriedade da família se dedica ao processamento de aipim ao invés de entregá-lo in natura para outras agroindústrias, pois a renda do produto processado é bem mais significativa.

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A criação da Agrisan permitiu que o grupo recebesse, em 2016 e 2017, mais de R$ 284 mil do SC Rural para projetos individuais e um coletivo, que foi a criação da feira da associação. Essa feira terá início no começo de 2018 e vai comercializar doces, geleias, melado, açúcar mascavo, licor, sal temperado, farinha de mandioca, escondidinho e outros produtos típicos regionais como derivados de aipim, batata-doce, hortaliças, frutas, etc. “Roça dá dinheiro uma vez por ano e ninguém quer mais isso. O jovem urbano quer celular, tênis bom. O rural também! Na agricultura a gente tem que inovar pro filho não sair”, diz ela, que tem três filhos pequenos e está montando toda essa estrutura para que os herdeiros tenham onde trabalhar no futuro.

Ela vive com as crianças e o marido Ailton numa área de 30 hectares, onde estão instaladas a agroindústria e a moradia, bem como a roça de aipim, a plantação de eucalipto e a criação de gado de corte para consumo da família. Hoje eles processam 2,5 toneladas de aipim por mês e comercializam em restaurantes e mercados, além de entregar para alimentação de escolas de Laguna e vender na feira de Jaguaruna. A agroindústria foi criada em 2016 com assessoria da Epagri e a partir de recursos do SC Rural. O marido se envolve com o cultivo e com as entregas e Nilziane com as vendas e com a gestão financeira do empreendimento. A renda bruta mensal está em torno de R$6,2 mil. A intenção é aumentar a produção e investir em novos produtos, como aipim frito e caldo de aipim. “Estamos em busca de novos financiamentos”, diz ela. Segundo o extensionista rural de Sangão, Natalício Nandi, Nilziane se destaca porque é muito trabalhadora, dinâmica e tem preocupação com a comercialização dos produtos com valor agregado. À frente da Agrisan e com assistência técnica da Epagri, ela está mudando a realidade da agricultura do município.

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Produção sustentável e saúde para as famílias

Maria Olice Merelles Prestes dos Santos, de 47 anos, mais conhecida como Lila Orgânica, descobriu na produção agroecológica um modo de vida mais saudável para ela e a população de Papanduva, município do Planalto Norte onde mora desde a infância. Ela se mudou para a área rural quando se casou, em 1997, e em seguida procurou a Epagri para aprender sobre agricultura sustentável, porque queria produzir alimento saudável para a família. “Se antigamente tudo era plantado sem veneno, por que agora não dá?”, indaga. Sua iniciativa foi tão bem-sucedida que ela conseguiu estimular outros produtores a mudar o sistema de produção e, com assessoria da Epagri, em 2012 montou um grupo de agricultores orgânicos no município.

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Desde 2015 ela tem a certificação da Rede Ecovida de Agroecologia e comercializa no município, principalmente na feira que ajudou a criar e na qual trabalha como secretária. Dependendo da época do ano, ela leva para lá tomate cereja, alface crioula, quiabo, batata yacon, banana, amendoim, pipoca, brócolis, rabanete, repolho, cebola e mudas de temperos e ervas medicinais. Tudo é cultivado em uma área de 2,7 mil m², com o apoio do marido Valdemir, na propriedade onde eles vivem com três filhos. A demanda é maior que a oferta, mas a atual produção permite que ela comercialize na feira e ao mesmo tempo na propriedade, direto para o consumidor. As escolas também recebem alguns produtos da horta de Lila, que se preocupa com a alimentação das crian- ças. Isso a fez, inclusive, ser eleita presidente do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), criado em 2015. Foi por meio do Consea que Papanduva realizou o primeiro encontro de sementes crioulas, em 2017, experiência que Lila já trazia de trocas com grupos do Planalto Norte e do Paraná. “Minha vó era índia e ensinou minha mãe a tirar as sementes, deixar secar num pedaço de pacote de trigo e replantar. Cresci vendo isso. Acho que vem delas essa vontade de guardar semente, multiplicar e trocar com os vizinhos para garantir a existência de várias espécies A produção de alimentos limpos e saudáveis é prioridade da agricultora de Papanduva não comerciais e diversificar a alimentação”. O modo de vida de Lila está influenciando a população: os vizinhos estão diminuindo o uso de venenos e muitos pedem a ajuda técnica dela para implantar hortas. Uma coisa é comum a todos: a procura pelas hortaliças que ela produz.

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A agricultora ensina tudo o que sabe, quer estimular os outros a fazerem também. “A dona Lila é uma mulher sonhadora, que luta pelos seus objetivos. Sonha com um mundo melhor, onde a produção de alimentos limpos e saudáveis é prioridade. Faz da agroecologia o seu modo de vida e, sempre que pode, compartilha seu saber e motiva as pessoas ao seu redor,” afirma a extensionista rural do município, Camila Pereira Croge. Hoje Lila se diz realizada e feliz por ver o espaço rural transformado. “Me pergunto porque não comecei antes. Quero chegar aos 100 anos produzindo”. Os planos da família são direcionar os investimentos na horta, aumentar a área e trazer o marido, que ainda faz trabalhos como pintor na cidade, para se dedicar apenas à produção agroecológica.

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Exemplo de força, superação e resiliência

A agricultora de Descanso Verônica Chenedeze Dambrós, de 54 anos, é exemplo força, superação e resiliência. Viúva em 2003, aos 40 anos e com três filhas pequenas, ela teve que deixar a propriedade da família do marido e se reinventar para sobreviver no campo, de onde ela nunca quis sair. “A evolu-ção acontece com a crise”, acredita. Até então ela plantava fumo e feijão e produzia leite. Ao se ver sozinha, procurou a Epagri e foi inserida no programa de crédito fundiário, de onde conseguiu financiamento de R$40 mil para comprar a propriedade de 3,5ha onde vive desde 2011 e produz frutas e hortaliças orgâ- nicas. “A história de vida dela tem um enredo de perdas e sofrimentos, mas agora de empoderamento. E ela segue nesse mistério, que é uma felicidade contagiante”, diz a extensionista social em Descanso, Flavia Maria de Oliveira.

A principal atividade da agricultora é o processamento de hortaliças para conserva, no que a Epagri novamente foi decisiva para o sucesso do negócio: Verônica fez cerca de 20 cursos na área oferecidos pela Empresa. Além do recurso para comprar a propriedade, Verônica conseguiu mais R$30 mil do Banco da Terra para investir na agroindústria e R$4 mil do Programa Santa Catarina Rural para comprar equipamentos. No começo era só pepino, hoje “planto e colho repolho roxo, cebola, couve-flor, beterraba, rabanete, pêssego…” São cerca e 8,3 mil vidros por ano, tudo comercializado no município. Sempre em busca de novos mercados, Verônica passou a entregar hortaliças para a alimentação nas escolas do município. Hoje o cardápio da criançada inclui cenoura, pimentão, brócolis, radiche, geleia de morango, conserva de pepino, doce de abóbora. “Só vou parar de oferecer alimento para as escolas quando estiver vovozinha. É uma terapia plantar verdura orgânica”, diz ela, que acredita durar mais 40 anos devido à felicidade que encontrou na atividade. A extensionista da Epagri sempre é surpreendida pela animação de Verônica, que cria receitas novas, vai experimentando, vai se desafiando. Uma preparação de sucesso é a cebola ao vinho.

O próximo desafio é desenvolver a conserva de pepino light para atender consumidores com restrições alimentares, como é o caso de diabéticos e hipertensos. “Não podemos parar no tempo, temos sempre que evoluir, amanhã é outro dia”, afirma a agricultora. Agora, ela também está pesquisando outras formas de financiamento para comprar freezer para mandioca, já que recentemente começou a trabalhar com a cultura.

Hoje suas filhas são casadas e ela também se casou novamente. O marido Ivo, aposentado de um frigorífico da região, ajuda Verônica na roça e faz as entregas. “Hoje eu tenho uma vida boa, tenho bons calçados, roupa boa, e ainda tenho reserva pro ano que vem”. Sua intenção é investir na qualidade dos produtos e não na quantidade, já que não pretende contratar mão de obra. “Quero aproveitar mais a vida, trabalhar menos e viver mais com a minha família”, diz. Produção de hortaliças garante uma vida confortável para Verônica, que tem reserva financeira para o ano seguinte

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Independência financeira e donas do próprio negócio

“Antigamente eu precisava pedir dinheiro pro meu marido pra tudo. Hoje é ele quem me pede”, se diverte a agricultura de Trombudo Central, no Alto Vale do Itajaí, Maria Salete de Lourenzi, de 60 anos. Essa realidade foi possível a partir de 2014, quando ela e as amigas Varlene Teresinha Bastos Belichvel, de 47 anos, e Marlise Voigt Dalke, de 49, criaram a indústria de panificados Aroma Rural. “Aqui nós plantamos e colhemos na hora. A roça depende do clima e de fazer uma boa colheita”, ressalta Varlene. Atualmente fazem parte do negócio apenas Salete e Varlene.

A agroindústria familiar rural foi a concretização de um sonho antigo das três amigas e a assessoria da Epagri foi essencial para o sucesso do empreendimento. Outro fator importante foi o apoio financeiro do SC Rural com o aporte de R$10.446,00. Na ocasião elas investiram o mesmo valor como contrapartida. “No começo os maridos ficaram meio receosos, com medo de perder a nossa mão de obra na roça. Depois que começou a dar lucro, eles se interessaram”, diz Salete. Apesar de elas ainda continuarem com as atividades no campo – Salete com o gado de leite e Varlene com a fumicultura e com o gado de leite, o foco é a produção de pães e bolachas, comercializados principalmente para a alimentação escolar de Trombudo Central, São Cristóvão, Ponte Alta e também como merenda nas escolas estaduais. Quando as encomendas aumentam, os maridos ajudam na produção, nas compras e nas entregas.

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A extensionista social do município, Leonir Claudino Lanznaster, que acompanhou o trio desde o começo, conta que as agricultoras são exemplo de coragem na região, porque começaram do nada. “Elas têm determinação e força de vontade. A primeira venda comercial delas foi de 800 gramas de docinhos. A agroindústria permitiu que elas tenham renda própria, autonomia na tomada de decisão e no gerenciamento da agroindústria. Elas têm mais sentimento de pertencimento ao empreendimento do que nas atividades desenvolvidas na propriedade. A independência financeira elevou a autoestima das duas, que se sentem valorizadas pelo reconhecimento da qualidade do produto, que rapidamente foi muito bem aceito no mercado. Elas estão mais felizes”. A agroindústria tem 70m2 e está instalada na propriedade de Maria Salete. Hoje a média da produção mensal é de 300kg de pães e 800kg de bolachas, o que proporciona uma renda em torno de R$ 2,5 mil por mês para cada uma. Para o futuro, os planos são investir em equipamentos para dobrar a produção e trazer definitivamente os maridos para, juntos, tocarem o negócio da família. Fonte: Reportagem Isabela Schwengber / Epagri- Fotos: Aires Mariga/Epagri

 

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“Recanto do Balseiro” referência em Turismo Rural com apoio do SC Rural

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Cercado pelas belas paisagens do município de Itá, no Oeste Catarinense, o “Recanto do Balseiro” é um convite irresistível para voltar no tempo. O local é referência quando o assunto é turismo rural e a história dos desbravadores balseiros do Rio Uruguai.

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A propriedade é da família Brand, Nilo, Ivanir e está localizada na Linha Simon. A forma de uma península para dentro do lago da Hidroelétrica de Itá, contribui para a beleza do local que fica integrada com a natureza e cercada pela água.

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O local é a memória viva dos desbravadores balseiros e segundo a história, nos anos 1918 e 1919, chegaram à região, os primeiros imigrantes italianos e que tiveram a ideia de transportar madeira de Itá para o Porto de São Thomé, na Argentina, quando ainda estavam edificando a cidade de Buenos Aires.

Como o peso, moeda argentina, era valorizada, tratava-se de um grande negócio. No verão, os balseiros derrubavam as árvores, amarravam e puxavam as toras até o rio. No período próximo às enchentes de São Miguel, levavam, pelo rio, as mercadorias para serem comercializadas. Havia no percurso 28 obstáculos nos 580 quilômetros de extensão. Desta forma, era preciso que as águas do Uruguai estivessem bastante altas para que a travessia fosse feita. Foi o bisavô de Nilo, seu João Simon, que começou o negócio. Logo depois, os filhos e mais tarde, os vizinhos viram a iniciativa como uma grande oportunidade de ganho. “Isso rendeu muito dinheiro”, recorda. 

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O bisavô João Simon era dono de uma vasta área de terra, onde hoje é a Linha Simon e o casarão onde morava com a família era de 16×14 metros quadrados, onde inclusive eram realizadas grandes festas e bailes. Com madeira serrada toda a mão para ser construída e levou cinco anos até ficar pronta. Com a construção da barragem, a área foi inundada e a casa derrubada, restaram as fotos.

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Já se vão mais de 80 anos. Com as mudanças ocorridas no município de Itá e o surgimento do turismo, o agricultor resolveu voltar a estudar e em 2007, formou-se bacharel em Turismo. Com conhecimento resolveu criar um empreendimento que pudesse contar um pouco da vida da família de seu bisavô e dos colonizadores – o Museu dos Balseiros.

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Os visitantes foram crescendo e algo faltava. Foi com o apoio do SC Rural que a família conseguiu construir a estrutura de um restaurante, onde são servidos pratos típicos. “Com esse apoio, melhorou muito os resultados, esse novo serviço era o que a gente precisava e melhorou em muito a renda do empreendimento”, destaca.

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O Recanto do Balseiro, está inserido na Rota de Turismo Rural  e além da beleza natural do local, devido a proximidade da água da barragem e da área de preservação da flora tem como atrações: restaurante, o museu do balseiro onde estão expostas antiguidades ligadas aos balseiros, com fotos que retratam as condições da época, um quiosque para recepção das pessoas que fazem a visitação com sala de vídeo, uma unidade de produção de geleias, pomares de frutíferas e uma área de produção de hortaliças.

Os turistas podem passear pelos parreirais de uva e pomares, com mais de 40 tipos de frutas, conhecer o Museu dos Balseiros, saborear um delicioso Café Colonial, porções de tilápia, polenta frita, pastéis, sopa de agnolini, bolachas, pães, cucas, doces caseiros, geleias, marmeladas, pão de milho, queijo colonial, salame, vinhos coloniais, wafle, nata, polenta entre outras e ainda adquirir iguarias.

Com apoio da Epagri, prefeitura municipal e Coopervaleitá o empreendimento possui uma boa visibilidade e bastante divulgado na rede hoteleira local e regional.

A Epagri foi responsável pelo projeto estruturante, apoiado pelo programa SC Rural, na linha de incentivo ao turismo rural. Segundo Graciane Biachin, extensionista rural da Epagri, “o potencial da propriedade e o nível de conhecimento histórico do produtor rural foram fundamentais para investir na ideia de turismo rural”. Já para Arlete Barionuevo, também extensionista rural da Epagri, “o Programa SC Rural e o Microbacias 2 foram grandes incentivadores para colocar tudo em prática, agregando valor à propriedade e oferecendo outra renda além da agricultura”.

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento de Nilo Brand

 

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“Questo Sí” é marca de qualidade e fortalece a permanência das famílias de agricultores em suas propriedades.

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O produtor Gilmar Ferrari, filiado a Cooperativa de Produção e Consumo Agroindustrial de Jaborá – Cooperjaborá, investiu na produção de uva, transformação em suco, doces e comercializa o seu produto em Jaborá e região do meio oeste catarinense.

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A família recebeu apoio do Programa SC Rural e com assistência técnica da Epagri realizou a implantação de 1,3 ha de pomar de videira, para fornecimento de matéria prima à Unidade de Sucos Ferrari, visando aumento de renda na propriedade rural e fortalecendo a sucessão familiar. Um exemplo de agregação de valor e de desenvolvimento.

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CASA DA UVA BOA

Por serem descendentes de italianos, os avós Ferrari sempre cultivaram parreirais de uva, o que incentivou os descendentes a continuar na atividade, até os dias de hoje.

Quando a família de Gilmar foi morar numa propriedade rural, desmembrada de uma herança, cultivavam grãos, e logo em seguida começaram a trabalhar com a suinocultura. Possuíam um pequeno parreiral, na qual colhiam uvas para a elaboração de doces, vinho e vinagre para consumo e o excedente da produção era vendido na cidade para comprar material escolar para os filhos e outros itens para a casa.

Anos atrás, a Secretaria de Agricultura do Município de Jaborá realizou um projeto para implantação de parreirais de uva no município e Gilmar Ferrari, aceitou a proposta, ampliando a atividade, recebendo capacitações e assistência dos técnicos da Epagri local e regional.

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A colheita da uva chegando, a família não tinha uma instalação adequada para a venda do produto. Diante dessa necessidade foi construído um ponto de comercialização, cujo nome foi sugerido pelos clientes que vinham comprar uva e perguntavam: “É aqui a Casa da Uva Boa? ”. Desde então o local ficou conhecido como a “CASA DA UVA BOA”.

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Com a elevada procura pelos produtos, o incentivo e orientação técnica da Epagri, a família ampliou o parreiral para a comercialização de uva in natura e iniciar a produção de suco de uva integral.

Para otimizar os recursos, eles aproveitaram um chiqueiro desativado, e decidiram aproveitar esse local para a construção da fábrica de suco, realizando investimento para a implantação do processo de extração enzimática, tecnologia moderna para a produção de suco.

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Antes de adquirir os equipamentos, a produção era realizada manualmente em uma extratora à vapor. No período, eram produzidas 150 garrafas por dia, com o trabalho de cinco pessoas. Atualmente a produção é de mais de três mil garrafas por dia, utilizando a mão de obra de três pessoas.

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Devido à necessidade de buscar capacitação para gerenciar o empreendimento rural, o filho mais velho, Estevão Ferrari, fez o curso superior de Tecnologia em Gestão Ambiental e o mais novo, Leonardo Ferrari, cursou Enologia pelo Instituto Federal do Rio Grande do Sul, buscou qualificação na Espanha, e hoje atua como responsável técnico da Unidade de Sucos Ferrari.

Através do SC Rural e da Epagri, os jovens participaram de diversas capacitações, eventos de troca de experiências com outras cooperativas e realizaram a aplicação de recursos financeiros na ampliação da produção de uva.

Os técnicos da Epagri, orientaram os Ferrari na implantação dos pomares, na construção da unidade de produção de sucos, na aplicação dos recursos do SC Rural e ainda continuam apoiando a continuidade do empreendimento da família Ferrari.

“É com muita alegria e orgulho que posso dizer que nossos filhos se tornaram empreendedores rurais e pretendem dar continuidade às atividades, graças as oportunidades e ajuda que tivemos para melhorar de vida”, diz Gilmar. Fotos: https://www.facebook.com/casadauvaboa/

 

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Coperjaborá

Foi fundada em 22/11/2002 e hoje conta com 44 associados todos na condição de comodatários e proprietários de unidades agroindustriais e é filiada à Central das Cooperativas da Agricultura Familiar – Cecaf, com sede em Concordia.

Surgiu, da necessidade dos sócios de terem representatividade, buscarem a legalização visando atender os interesses comuns, que dificilmente conseguiriam de forma individual, além de terem uma marca comum dos produtos.

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Assim, logo foi criado a marca: “Questo Si”, onde todos os produtos são caracterizados como sendo artesanal, colonial, caseiro e de mão de obra familiar. Logo se tornou conhecida e atualmente está consolidada em toda a região do Meio Oeste Catarinense.

A escolha desse nome foi feita por concurso realizado na escola municipal, onde os filhos, do seu Gilmar estudava e o vencedor foi o filho Estevão e que hoje, também faz parte da cooperativa.

A produção dos associados da Cooperjaborá está organizada de forma a manter oferta permanente de produtos, normalmente, mediante a venda com pronta entrega pelos próprios associados. O mercado regional é o principal consumidor e a comercialização se dá via supermercados, mercearias, padarias, restaurantes, feiras e diretamente nas próprias unidades. Também fornecem para o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e o Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Nesses anos de existência, o grupo de associados amadureceu e evoluiu, não só no tocante à produção, mas também e, especialmente, nas questões associativas, somado à consolidação da marca “Questo Si”, que carrega o apelo cultural da região.

No ano de 2011, a Cooperjaborá recebeu apoio financeiro do Programa SC Rural através de um projeto estruturante que foi elaborado e orientado pelos técnicos da Epagri.

Esse projeto visou ampliar e legalizar empreendimentos ligados a cooperativa: três unidades de produção de ovos, uma unidade de massas, uma unidade de sucos, uma unidade de produção de fubá e uma unidade de produção de doces e conservas, bem como, melhorar a estrutura da rede ligada a Cecaf e melhorias nas estruturas dos empreendimentos familiares.

“Esse apoio acabou fortalecendo ainda mais a marca “Questo Si”, e trouxe o benefício de aumento de renda das famílias e bem estar social”, destaca o engenheiro agrônomo da Epagri local, Alexandre Dadalt.

Em 2016 foi encaminhado ao SC Rural, um novo projeto para atender outras unidades: uma de processamento de cana de açúcar para açúcar mascavo e doces, uma unidade de produção de aipim congelado e uma unidade de produção e processamento de ovos de codorna. Esse segundo projeto estruturante, também foi apoiado pelo Programa.

“A Cooperjabora deu amparo legal a novas agroindústrias familiares de seus associados e os produtos, com a marca “Questo Si”, são alimentos saudáveis e colocados à disposição dos consumidores, garantem a permanência das famílias de agricultores em suas propriedades”, comenta o engenheiro agrônomo André Ricardo Poletto, da gerência técnica do SC Rural.

No endereço: https://www.facebook.com/scrural 
você pode acompanhar o depoimento de Gilmar Ferrari 

 

Mais informações: http://www.coperjabora.com.br ou emjabora@epagri.sc.gov.br

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Café Colonial de mãe e filha é viagem na história e sonho realizado com apoio do SC Rural

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A família das agricultoras Noilves Rosa da Silva e a sua mãe Renadi Rosa da Silva, moram na comunidade de Linha Taquaral, no município de Presidente Castelo Branco, desde 1929.

Em 1938, a família adquiriu uma propriedade, com uma casa estilo germânico, construída no ano de 1953, pelos colonizadores alemães e que fez parte de um sonho de mais de 15 anos das duas: abrir um empreendimento rural, um Café Colonial. Através da gastronomia, principalmente, elas queriam resgatar as tradições familiares das culturas italianas e germânicas, características do local.

Um dos primeiros passos para a realização do sonho, foi desmontar a casa e reconstruir utilizando as mesmas técnicas de marcenaria dos colonizadores e tomando todos os cuidados para que os detalhes da construção original fossem preservados, trazendo assim uma maior imersão dos visitantes na experiência de conhecer o passado.

Noilves e Renadi são sócias da Copercastello, e através de um projeto estruturante da cooperativa, que visa o incremento do turismo rural entre seus associados e a melhoria da renda das famílias, elas tiveram acesso a recursos financeiros do Programa SC Rural e o apoio dos técnicos da Epagri.

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“Com os recursos necessários elas conseguiram finalizar a construção do Café Colonial e adequar as instalações às normas da vigilância sanitária”, explica o Secretário Executivo Regional do SC Rural, o engenheiro agrônomo da Epagri, Vitor Hugo Poletto.

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O Café Colonial da Noilves e da Renadi é colocar os visitantes em contato com a simplicidade e ao mesmo tempo com a sofisticação da vida no meio rural. Através da arquitetura, gastronomia, museu e relatos históricos, a família oportuniza aos visitantes, uma viagem no tempo.

O atendimento ao público é feito através de reservas que podem ser realizadas através do telefone.

 No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento da Noilves Rosa da Silva

 

Mais informações: Café Colonial – Coopercastello – Presidente Castelo Branco – (49) 3030-7128

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Aliança Produtiva em Bovinocultura de Leite apoiada pelo SC Rural anima jovem de Zortéa

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Com o apoio do Programa SC Rural e assistência dos técnicos da Epagri, em parceria com a Prefeitura Municipal de Zortéa, a família do jovem Jean Franceschi, moradora daLlinha Três Porteiras, atingiu novo patamar na atividade de bovinocultura leiteira. Essa história começa anos atrás.

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Eles fazem parte da Associação de Desenvolvimento da Microbacia Rio Agudo, que atua em diversas comunidades rurais do município, desde 2004. Através da associação, criada pela motivação da ação do Projeto Microbacias 2alguns membros começaram em 2013 a discutir a formação de um grupo de discussão sobre produção de leite e carne à base de pasto.

Em 2014 oficializaram o grupo e desde lá estão se reunindo, a cada dois meses, em reuniões técnicas, capacitações e excursões em propriedades, conhecendo e discutindo sobre o sistema de piqueteamento e pastagem perenes de verão e inverno, sempre com o apoio dos técnicos da Epagri.

O grupo pretende melhorar a estrutura produtiva com base na ampliação da área de pastagens perenes de verão e inverno em sistema de pastoreio rotativo, diminuindo gradativamente a necessidade do plantio de pastos anuais, bem como promover a humanização do trabalho e adequação ambiental da atividade através da melhoria das salas de ordenha, arraçoamento e construção de esterqueiras em todas as propriedades.

"Futuramente o grupo pretende organizar a compras coletivas, fortalecendo ainda mais a organização. A venda coletiva de leite ainda é algo distante, mas a compra coletiva provavelmente estaremos organizando neste ano agrícola de 2018/2019", explica o engenheiro agrônomo da Epagri, Maykol Ouriques. 

 

O grupo é composto por 12 famílias. A média de idade dos seus participantes é de 32 anos, sendo que destas famílias, seis possuem como responsável pela atividade leiteira jovens com idade até 29 anos.

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“É importante ressaltar que, os jovens que fazem parte do grupo, estão dando continuidade à sucessão familiar, fato de extrema importância para as comunidades rurais e para o município, já que o Estado de Santa Catarina vem mostrando um envelhecimento das famílias de produtores familiares”, destaca o agrônomo da Epagri.

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Em 2009, através do Pronaf Mais Alimentos, a família comprou um trator (foto). Na época, o pai Nédio Franceschi disse que "o trator vinha em boa hora, num momento de grande necessidade para preparar as áreas de lavoura e de pastagem em menor tempo e com um custo menor".

Com a ajuda do trator e a força do trabalho familiar, hoje, a propriedade já possui investimentos realizados em plantio de pastagem perene piqueteada.

Jean cresceu e se formou em agronomia pela UNOESC e trabalha na propriedade. A irmã Josiane fez o curso de jovens rurais em 2016 e foi beneficiada pelo programa SC, mas em outra propriedade onde mora com o marido.

Com apoio financeiro do Programa SC Rural, a família conseguiu investir na construção da sala de ordenha, espera e arraçoamento, na melhoria das condições de higienização das instalações e adequação do destino dos dejetos, o que trouxe melhorias diretas na qualidade do leite produzido, no aumento de renda, na humanização do trabalho e na adequação ambiental da propriedade.

"Atualmente, pai e filho trabalham nesta propriedade de 53,7 ha e possuem um projeto de produção de leite para 70 vacas em lactação, onde o Jean está trabalhando e em processo de sucessão familiar. A propriedade também está no projeto de produção de leite à base de pasto da Epagri e atualmente produz mensalmente cerca de 1500 litros por dia, somando um total de 35000 litros no mês", explica o agrônomo da Epagri, Maycol Ouriques.

 

No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento do jovem Jean Franceschi sobre o que mudou na qualidade do seu trabalho. Agora, ele está motivado e ganhando dinheiro, com menos esforço físico.

 

Mais informações: Epagri de Zortéa – (49) 3541 3521
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Apoio do SC Rural mudou o futuro de jovem rural de Indaial

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O curso de formação em liderança, gestão e empreendedorismo para jovens rurais e do mar apoiado pelo SC Rural e coordenado pela Epagri, tem trazido resultados fantásticos para Santa Catarina e em especial para o jovem Henrique Kloenh, do município de Indaial.

“O apoio recebido do SC Rural para realizar o curso e recursos para investimento na propriedade mudaram e muito o meu futuro”, diz o jovem.

Através, de um projeto estruturante, apresentado pela Associação de Produtores de Hortaliças de Indaial – ASPI, da qual a família do jovem é associada, conseguiram apoio financeiro junto ao Programa SC Rural para construção de abrigos de proteção para a produção de olerículas.

A olericultura é dependente do ajuste das características agronômicas de cada espécie e cultivar aos fatores ambientais adversos, como ventos, chuvas, temperatura e fatores bióticos. Os abrigos servem de barreira física, reduzindo a erosão pelo impacto da gota da chuva e a umidade foliar, consequentemente reduzindo doenças e pragas.

Além de diminuir as perdas por eventos climáticos, diminuir os venenos, melhorar o ambiente de trabalho e assim garantir maior segurança de produção, o apoio do SC Rural permitiu a permanência do jovem, na propriedade

“Reconhecendo que a olericultura tem função fundamental para as famílias da região e visando fortalecer o grupo de olericultores de Indaial, conferindo maior segurança de produção com o controle dos fatores bióticos e abióticos, foi apoiado a construção de abrigos de cultivo como melhoria de sistema produtivo”, ressalta o engenheiro agrônomo André Ricardo Poletto, gerente técnico do SC Rural.

Com controle maior das adversidades, ainda segundo Poletto, o produtor terá maior segurança de produção e de entrega para seus compradores, uma vez que esta atividade possui custos de produção elevados e variações de preços relacionadas a demanda e procura, muitas vezes afetada por eventos ambientais adversos.

Com a formação e o acesso ao conhecimento, abrindo oportunidades para o aumento da produtividade, da renda, o jovem Henrique e a sua família estão tendo condições adequadas de trabalho, renda e segurança na produção, menos uso de terra e de agrotóxicos e melhor qualidade de vida.

No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento do jovem Henrique Kloenh

 

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Cooperconquista tem apoio do SC Rural na agroindústria para hortaliças minimamente processadas

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O fortalecimento e a organização da produção de hortifrutigranjeiros foram os motivos que levaram as famílias do assentamento Conquista Litoral, localizado município de Garuva, norte de Santa Catarina a constituírem, no dia 20 de julho de 2013, a Cooperativa de Produção Agropecuária Conquista – Cooperconquista.

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O assentamento Conquista Litoral sempre foi destaque pela sua elevada produção de frutas, legumes e verduras. Mesmo estando localizado numa área de mata atlântica, o que exige a preservação de 80% dos 93 hectares que compõem o assentamento.

Na época, a presidente da Cooperconquista, Noemi Teresinha Brunetto, disse que, a criação da cooperativa não visava concorrer com as demais entidades associativas de assentados que atuam na região, mas trabalhar em forma de parceria.

"O que nos levou à criação da cooperativa foram necessidades específicas dos nossos associados, como a emissão de notas fiscais e abastecimento dos mercados locais".

A cooperativa visa a coordenação da produção agropecuária dos associados e a organização da comercialização de produtos agrícolas ou industrializados por meio de estabelecimentos próprios, mercados institucionais e supermercados e feiras da região.

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Buscando melhoria e manutenção da qualidade de hortaliças com agregação de valor, a cooperativa contou com o apoio do Programa SC Rural para a construção de uma agroindústria para hortaliças minimamente processadas

Segundo o Gerente Regional da Epagri em Joinville, engenheiro agrônomo Hector Silvio Haverroth, a cooperativa precisava investir na profissionalização da produção de alimentos, aquisição de equipamentos, na humanização do trabalho de seleção, descasque e higienização das hortaliças, ter equipamentos para maior tempo de conservação das hortaliças minimamente processadas para escalonamento de comercialização da matéria-prima, consolidar o programa de rastreabilidade da produção atendendo exigência do mercado e assegurar a participação coletiva dos associados na produção e comercialização de olerícolas.

“Todas essas necessidades e objetivos foram apresentadas pela Cooperconquista, no projeto estruturante que técnicos da Epagri ajudaram a elaborar e apresentar ao Programa SC Rural para financiamento de parte dos custos da construção da agroindústria, o que foi conseguido”, destaca o agrônomo da Epagri.

A meta prevista, com a instalação da agroindústria, era processar 50% da quantidade de hortaliças, em torno de 262.170 (unidades/maços/kilo)/ano de 19 (dezenove) variedades diferentes de hortaliças próprias do grupo, no primeiro ano, chegando a aumentar em 20% no terceiro ano, entre quantidades próprias e adquiridas.

O apoio do SC Rural e de outras instituições parceiras foram fundamentais e hoje, além da melhoria e manutenção da qualidade de hortaliças com agregação de valor, a Cooperconquista é exemplo para as demais.

“As famílias envolvidas tornaram a Cooperconquista, um modelo de cooperativismo de sucesso. O modelo de gestão é exemplar e o potencial crescimento da cooperativa e a representatividade na produção agrícola regional é grande”, ressalta o engenheiro agrônomo André Ricardo Poletto, gerente técnico da SC Rural.

Hoje, a gestão social da cooperativa já conta com a parceria do Conselho Municipal de Desenvolvimento Regional, do Conselho de Segurança Alimentar, do Conselho de Saúde, de universidades, além da Prefeitura Municipal de Garuva, do Pronaf e da Epagri.

A cooperativa conquistou o reconhecimento da FAO/ONU (Organização das Nações Unidas), pois além da distribuição de alimentos nos pontos de venda da região, as famílias do assentamento Conquista Litoral desenvolvem uma agricultura para uma alimentação saudável para os estudantes dos município de Garuva e Joinville, em Santa Catarina, e Guaratuba, no estado vizinho do Paraná. O conhecimento dos assentados servirá de exemplo para o projeto de Fortalecimento dos Programas de Alimentação Escolar, marco da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome até 2025. Fonte: Com informações do Incra-SC/Fotos Vanessa Ibrahim/Incra-SC

No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento da presidente da cooperativa Noemi Teresinha Brunetto.

 

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Coopersertão recebe Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar

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A Cooperativa Regional dos Agricultores Familiares e Artesanato de São João do Sul (Coopersertão) tornou-se, permissionária do Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf) para utilização nas embalagens ou na divulgação dos seus produtos.

A autorização para o uso do selo foi entregue pela Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário de Santa Catarina (DFDA-SC).

Atualmente, a cooperativa possui 120 sócios de cota capital e se estende por nove municípios da região: Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, Jacinto Machado, Araranguá, Maracajá, Lagoa de Fora e Sombrio. 

A Coopersertão foi criada em 2013. Sua criação teve o propósito de organizar os produtores para a comercialização. No início, o produto de maior expressão foi o leite.

Com a constituição da Coopersertão, muitas portas se abriram para os agricultores familiares, os quais obtiveram acesso a mercados institucionais como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), participação em feiras e eventos, e o acesso a programas governamentais se tornou possível.

Diante do apoio de programas governamentais, como o SC Rural, a cooperativa passou a ter em seu escopo outros produtos como: panificados, biscoitos, bolachas, aipim descascado, hortaliças, ovos, entre outros.

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Sipaf

Para os consumidores, o Selo da Agricultura Familiar é a garantia de saber a origem dos produtos consumidos, além de contribuir para a promoção da sustentabilidade, da responsabilidade social e ambiental, e da valorização da produção regional e da cultura local.

Para o delegado federal da DFDA-SC, Rafael Larangeira, "esses momentos, como a entrega do Sipaf, são marcantes, pois estamos ampliando a entrega do selo para os produtores familiares que participam ativamente no desenvolvimento do município e da região e com isso fortalecendo-o, e ainda aproximando cada vez mais os produtos da agricultura familiar do consumidor." Fonte: Assessoria de Comunicação/Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário
 

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