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Coopema – uma história de sucesso e maçãs de qualidade

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No dia 16 de julho de 2012, foi fundada a primeira cooperativa de produtores do município de Urupema, na Serra Catarinense,a Coopema – Cooperativa Agropecuária de Urupema.

A Coopema é composta por 24 associados,em sua maioria agricultores familiares, que têm como principal atividade e fonte de renda a produção de maçãs, com pomares localizados a altitudes entre 1.000 e 1.400 metros acima do nível do mar, numa região caracterizada pelo clima frio de altitude favorável a produção de maçãs de qualidade.

A Epagri, através do Escritório Municipal de Urupema, participou ativamente do processo de organização e desenvolvimento da maturidade do grupo Coopema, promovendo reuniões técnicas, treinamentos, encontros, excursões entre outras ações antes da fundação da cooperativa. Trabalho este visando sensibilizar, motivar e fortalecer o grupo de fruticultores do município quanto à importância do cooperativismo e a oportunidade de melhorar a rentabilidade da cultura da maçã, através da maior participação no mercado pela venda direta as Centrais de Abastecimento e distribuidores de frutas no Brasil.

Este trabalho de orientação e capacitação continua sendo realizado ativamente, pois a Coopema faz parte do planejamento do Projeto Técnico de Fruticultura da Epagri e do Projeto Gestão de Negócios e Mercado desde 2011 como grupo organizado apoiado. A Coopema está mapeada para participar do Projeto Mais Gestão, convênio firmado entre a Epagri e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural que visa aprimorar a Gestão de organizações da Agricultura Familiar.

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Após a fundação da cooperativa, em 2012, o grupo fez a aquisição de estrutura física de uma empresa privada que havia encerrado suas atividades no município de Urupema. Porém, essas instalações, que consistiam em um terreno com galpão e câmaras frigorificas, estavam sem condições de operação. Existia a necessidade de aquisição de máquinas, equipamentos para a classificação e embalagem das maçãs, também a reforma e modernização das câmaras frigorificas para armazenagem de maçã.

A Epagri entre 2016 e 2017 elaborou um Plano de Negócios com análise de viabilidade financeira e um Projeto Estruturante que após longo tramite foi aprovado pelo Programa SC Rural (Governo do Estado de Santa Catarina e Banco Mundial – BIRD), aportando R$ 400.000,00 (apoio financeiro não reembolsável) para parte dos investimentos. A Epagri também elaborou um Projeto de Crédito Rural no valor de R$ 580.00,00 com recursos do Pronaf Agroindústria com juros de 5,5% ao ano, junto ao SICOOB agencia Urupema, viabilizando os investimentos necessários para o início das operações da Cooperativa.

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Neste ano, fevereiro 2018, a Coopema iniciou suas atividades, as maçãs estão sendo classificadas e embaladas no packinghouse da Cooperativa e comercializadas com a marca “COOPEMA”. A maçã categoria I está sendo embalada com o nome “Maçãs Urupema”; a categoria III é identificada por “Maçãs Sincelo”; há ainda uma terceira caixa chamada de “Maçãs Campos de Altitude”, onde são embaladas maçãs de menor calibre.Com o início do funcionamento da cooperativa, já foram criados 15 empregos diretos, nas diversas funções internas no packing house.

Para a comercialização da safra foi contratada uma empresa especializada e os resultados têm sido satisfatórios, tanto na remuneração pelo produto quanto em visibilidade da Coopema,já em âmbito nacional.Entre os meses de Fevereiro e Março deste ano, as “Maças Urupema” e as “Maçã Sincelo” já alcançaram mercados nos Estados de SP, MG e MA, trazendo um diferencial de receita 15% acima dos valores pagos aos pequenos produtores que comercializam suas safras isoladamente.

Para o atual extensionista rural da Epagri no município e engenheiro agrônomo Cristian Lemos de Medeiros, muitas dificuldades e obstáculos foram encontrados pelo caminho para que se concluísse mais essa etapa e atingíssemos nossos objetivos. Segundo ele, nada disso seria possível sem a persistência dos cooperados que permaneceram, sem o esforço e empenho dos órgãos públicos envolvidos, e pelos agentes financeiros que acreditaram na proposta.

“No inicio da formação da cooperativa, o grupo era composto por 53 associados, sendo que todos estavam muito motivados, porém no decorrer do tempo muitos foram desistindo, e hoje o que vemos é um grupo mais consistente e unido, com 24 cooperados. Graças ao apoio de algumas entidades como Epagri, Prefeitura Municipal, Sicoob, Instituto Federal de Santa Catarina e Cidasc, hoje a Coopema está em funcionamento: classificando, armazenando, e comercializando maçãs para outros estados brasileiros”, destacou Inácio da Cruz de Souza – Presidente da Coopema.

“A Prefeitura de Urupema é e continuará sendo parceira das atividades da Coopema, que veio para colaborar no desenvolvimento do município e contribuir para o progresso social dos munícipes. Os resultados confirmam a importância da Cooperativa para a promoção do crescimento de Urupema, tendo em vista que as tendências da atualidade exigem novas formas e alternativas de organização da sociedade. Agradeço a participação de todos os envolvidos para a realização desse objetivo que não foi somente dos cooperados, mas sim de todos aqueles que acreditaram no projeto”,afirmou Evandro Frigo Pereira – Prefeito Municipal.

A Coopema conta com apoio de outras instituições no município que contribuíram no processo de desenvolvimento da Coopema. Entre essas instituições devemos destacar a Epagri, a Prefeitura Municipal de Urupema, o SC Rural, o Sicoob, o IFSC – Campus Urupema, a Cidasc e o Banco do Brasil.

 

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Agroindústria de hortaliças orgânicas de Curitibanos começa entrega em mercados da região

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Há aproximadamente um ano, uma indústria de produtos orgânicos era inaugurada em Curitibanos. A Cooper Planalto Sul, cooperativa de agricultores familiares, dava início à sua sede em Cerro Alegre, no interior de Curitibanos. 

O projeto começou em 2006 com o apoio do Governo de Santa Catarina, através do programa Microbacias 2 e da Epagri. “A intenção era gerar empregos no campo, proporcionar mais saúde na mesa e produzir sem agrotóxicos”, explica Juliana Golin, agrônoma da Epagri.

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De acordo com Juliana, a proposta vem dando certo. “Começamos nestes dias a entrega de produtos nos principais supermercados. São hortaliças que estão praticamente prontas para o consumo, produção da nossa terra, um orgulho pra nós”, diz. Em alguns dias, os produtores estarão entregando também cestas com os produtos in natura direto ao consumidor”, completa.

“Quando a sociedade e o Estado se dão as mãos, as coisas acontecem. Este projeto orgulha a nossa região. E dá um orgulho também de ser catarinense, que enfrenta crises como a que passamos com a cabeça erguida”, destaca o gerente regional de políticas sócio-econômicas rurais e urbanas da ADR de Curitibanos, Tarsso Rhoden.

Para o secretário executivo da ADR, Luiz Cesar Abrahão, a iniciativa do Governo de Santa Catarina encontra apoio da comunidade regional. “É sem dúvida um grande projeto que beneficia pessoas de forma direta gerando emprego e renda, melhorando a qualidade de vida e aliada a entrega de produtos sustentavelmente responsáveis”, argumenta.

 

Sobre a Cooperativa

A cooperativa possui 47 sócios e recebeu através do Estado uma sede de 83 metros quadrados construída em alvenaria  e equipada para produzir e processar hortaliças. “Este grupo, caracteriza-se por estar fortalecido, unido, interessado em buscar informações e trazer melhorias para as nossas atividades”, resumiu o presidente da Cooper Planalto Sul, Odirlei Daniel dos Santos.

De acordo com o secretário executivo do SC Rural, João Vinicius Ehara, o apoio do poder público foi fundamental para o encaminhamento de sonhos como este. “A maioria dos integrantes do grupo de Cerro Alegre, até 2006, não tinha renda fixa e trabalhava de forma não organizada. Eles atuavam individualmente em propriedades rurais de terceiros, como diaristas”, explicou.

Os agricultores realizavam antes serviços gerais de cultivo nas lavouras e criações, quase sempre com aplicações de agrotóxicos. “A partir da organização em cooperativa, o grupo optou pelo sistema de produção orgânica obtendo posteriormente sua certificação participativa através da Rede EcoVida”, observa Gilmar Dallamaria, gerente Regional da Epagri.

Apoio do Estado

O sistema de produção da agroindústria de hortaliças de Cerro Alegre recebeu forte investimento do Governo de Santa Catarina. Foram R$ 231.609,72 aplicados no projeto através da Epagri. O Programa SC Rural, por exemplo, subsidiou 50%, ou seja, R$ 115.806,04 sem necessidade de reembolso pelos agricultores. Além disso, os outros 50%, foram financiados pelo Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), podendo ser pagos pelos produtores em cinco parcelas anuais.Fonte:sc.gov.br/regionais/curitibanos

 

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Quando a união frutifica no bolso

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Em 2013, 31 famílias produtoras de maçã da comunidade de Boava, em São Joaquim, viviam as dificuldades de trabalhar e vender a colheita individualmente. Era cada um por si. Tinham pouco dinheiro para investir em melhorias, pouco conhecimento técnico, manejavam as embalagens de agrotóxicos de forma inadequada e, para piorar, a cada chuva de granizo, viam o trabalho se perder. Foi nessa época que eles buscaram ajuda da Epagri e começaram a mudar seu destino.

Em parceria com os extensionistas, as famílias construíram projetos para melhorar o sistema de produção. Os projetos aproveitavam recursos de políticas públicas como o Programa SC Rural e o Programa Juro Zero, da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

Com o apoio, foram implantados 16 hectares de sistema de cobertura antigranizo em pomares de 12 famílias, que se somaram a 3,5 hectares que já estavam cobertos. Esses 19,5 hectares protegidos garantem safras de cerca de 780 toneladas de maçã sem danos de granizo, o que equivale a R$1,56 milhão para os produtores. Além disso, 3,5 hectares de pomares foram modernizados com variedades de macieira mais rentáveis.

Na área ambiental, a contaminação do solo e da água diminuiu. Sete propriedades construíram pisos de abastecimento de pulverizadores e depósitos de embalagens de agrotóxicos e fertilizantes. Máquinas foram adquiridas para melhorar estradas nas propriedades, diminuindo os danos no transporte das frutas e a depreciação dos equipamentos.

O dinheiro também foi investido em conhecimento. Reuniões, visitas e cursos capacitaram o grupo em temas como manejo de plantas, empreendedorismo, gestão de propriedades, associativismo e produção integrada de maçãs. Capacitadas, as famílias conseguiram reduzir custos, melhorar a produção e a gestão financeira das propriedades. O Grupo Boava virou referência no município e seus membros sabem que, juntos, podem ir cada vez mais longe.

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Pomar protegido, produtor mais tranquilo 

Depois de 25 anos trabalhando com maçã, José Vilmar Pereira está começando a ver uma solução para as temidas chuvas de granizo. Morador da comunidade de Boava, em São Joaquim, ele faz parte do grupo organizado pela Epagri e conseguiu recursos do Programa SC Rural para cobrir com tela 2 hectares de seu pomar. Na propriedade de 20 hectares, a metade da área é destinada à produção de maçã – única fonte de renda da família.

A colheita anual varia entre 400 e 500 toneladas das variedades Fuji e Gala. Mas cerca de 70% da produção já chegou a ser perdida por conta do granizo. “Quando isso acontece, deixamos de ganhar cerca de R$1 pelo quilo da fruta e recebemos apenas R$0,08”, conta José. O seguro também é caro: “Para segurar esses 2 hectares que estão cobertos, eu gastaria entre R$8 e R$9 mil, fora as taxas”, calcula o fruticultor, que já planeja ampliar a área coberta.

Com as máquinas adquiridas pelo Grupo Boava, ficou mais fácil e barato arrumar as estradas do pomar. “Antes de sermos um grupo, tínhamos bastante dificuldade. Estar organizado é bom para todos. A gente se conhece melhor, o pessoal expõe as dificuldades e discutimos soluções em conjunto. Agora queremos comprar insumos de forma coletiva para conseguir um preço melhor”, conta.

Os cursos e dias de campo oferecidos pela Epagri também têm ajudado a melhorar a condução do pomar e a organização da propriedade. “Fizemos um curso de gestão financeira que ajudou bastante na administração.”

Leia esta e outras histórias de sucesso no Balanço Social da Epagri. http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco-Social-2016.pdf

 

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Qualificado, conectado e no campo

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Desde 2012, a Epagri trabalha fortemente para contribuir com a permanência do jovem no meio rural como forma de garantir a continuidade da agricultura familiar, que hoje corresponde a 70% da produção agrícola catarinense.

A Empresa desenvolve a Ação Jovem, que engloba capacitação e acesso à tecnologia e a investimento para que os sucessores se tornem líderes e empreendedores no seu local de atuação. Só em 2016, foram capacitados 386 jovens, totalizando 1.306 nos últimos cinco anos.

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A Ação Jovem ocorre em todas as regiões do Estado. Os cursos de gestão, liderança e empreendedorismo se inspiram na pedagogia da alternância em que o jovem fica um período nos Centros de Treinamento da Epagri e outro na propriedade. A capacitação recebe apoio financeiro do Programa SC Rural, que ao final do curso também destina recursos para que o participante coloque em prática seu “projeto de vida”. Esse projeto é desenvolvido com foco na sustentabilidade e com assessoria dos técnicos da Epagri. Em 2016, foram investidos mais de R$1,5 milhão nas capacitações e mais de R$5,8 milhões no financiamento dos projetos dos jovens. Durante os cinco anos da ação, foram R$13,8 milhões.

Outra política pública que beneficia os jovens é o Kit Informática, que possibilita aos agricultores adquirir equipamentos para melhorar o acesso a informações, fundamentais para desenvolver uma agricultura, maricultura ou pesca de forma tão profissional e competitiva quanto qualquer outra atividade. Em 2016, foram investidos mais de R$505 mil para a distribuição dos kits, cujo recurso é proveniente da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. Desde 2013, essa política já investiu mais de R$5 milhões.

Mas essas ações não impactaram apenas nas finanças das famílias. Mudou também o olhar dos pais para os filhos, que hoje os enxergam como protagonistas e aliados no processo da sucessão familiar e na melhoria da qualidade de vida na propriedade.

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Produção sustentável e qualidade de vida

No município de Luiz Alves, a sucessão familiar na propriedade a família Kniss começou em 2013, mas a grande mudança aconteceu em 2016, quando Adélcio decidiu investir em uma produção mais sustentável de banana – cultura já desenvolvida pela família em 23 hectares. Para isso, o jovem implantou uma unidade de produção de biofertilizante e optou pela eliminação parcial do uso de herbicidas, objetivando equilibrar a biologia do solo e aumentar a produtividade.

Também em 2016, depois de participar do curso Ação Jovem, Adélcio recebeu aporte financeiro do Programa SC Rural para investir em mais uma atividade. Ele construiu um abrigo para o cultivo de hortaliças orgânicas em 163 metros quadrados da propriedade. A produção é destinada para o consumo de sua família e da família de seus cinco irmãos. “É a menina dos olhos do pai”, conta o jovem, que tem em Seu Plásio, aposentado de 74 anos, o principal parceiro na atividade. “Para ele é uma alegria compartilhar a produção com os filhos”, diz Adélcio.

Todas essas mudanças humanizaram o trabalho na propriedade, melhoraram a qualidade de vida da família e ainda garantiram a todos uma alimentação diversificada e saudável. Anualmente, a família economiza cerca de R$9,5 mil com a produção de hortaliças e R$6,8 mil com a de biofertilizante. A ação também proporciona o destino adequado do esterco dos animais, reduzindo a contaminação do solo e da água.

Confira esta e outras histórias de sucesso no Balanço Social da Epagri.

 

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Governador trata do SC Rural com dirigentes do Banco Mundial nos EUA

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O governador Raimundo Colombo participou, na tarde da terça-feira, 23, de duas reuniões com dirigentes do Banco Mundial, em Washington, nos Estados Unidos, para tratar da continuidade dos programas de prevenção aos desastres naturais e do SC Rural, executados pelo Governo do Estado.

Na primeira audiência, Colombo entregou a Carta Consulta da segunda etapa do Projeto de Prevenção e Mitigação de Desastres de Santa Catarina para o diretor sênior do Banco Mundial, Ede Jorge Ijjasz-Vasquez. O encontro contou com a participação dos secretários de Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, e de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira.

Depois de agradecer pela atenção, o governador destacou que desde 2011 o Estado investe em ações para reduzir os impactos causados pelas enchentes, principalmente no Vale do Itajaí. Até agora, lembrou Colombo, foram entregues as sobrelevações das barragens de Taió e Ituporanga, entre outras obras, que seguiram as orientações da JICA (Agência de Cooperação Internacional do Japão). Os estudos estavam com o Estado desde as catástrofes de 2008. “Todo esse reforço que está sendo feito em Santa Catarina é para proteger as pessoas em relação às questões climáticas”, salientou.

O governador disse que o Estado já investiu na construção dos radares meteorológicos de Lontras (Vale do Itajaí), Chapecó (Oeste) e Araranguá (Sul) que cobrem 100% do território catarinense, melhorando a prevenção de chuva, granizo e ventos fortes e implantou um serviço pioneiro de envio de alertas por SMS para a população. Colombo explicou ao diretor do banco que a ampliação das barragens foi fundamental para minimizar os impactos causados pelo excesso de chuva e a cheia do Rio Itajaí-Açu, principalmente em Blumenau e Itajaí na metade do ano passado.

O secretário Rodrigo Moratelli ressaltou que o estudo entregue ao Banco Mundial teve como marco inicial a análise preparatória para o Projeto de Prevenção, com destaque para as obras no Alto, Médio e Foz do Rio Itajaí-Açu. “O programa está dividido em várias etapas para a implementação das medidas identificadas para cinco, dez, 25 e 50 anos de recorrência das enchentes, com prazo de finalização em 2024”, observou Moratelli.

Em 38 páginas, a Carta Consulta, se aprovada pelo Banco Mundial, prevê investimentos na bacia do Rio Itajaí estimados em R$ 829,466 milhões, com prazo de execução em três anos. “Estão previstas melhorias fluviais no Alto Vale, em Taió, Rio do Sul e Lontras, no Médio Vale, em Timbó, Blumenau e Gaspar, e as obras no Rio Itajaí-Mirim, em Itajaí, e o Canal de Navegantes. Essa, de acordo com o secretário, é a obra mais complexa de todas, com viés de desenvolvimento urbano e econômico para a cidade. Para a construção da barragem de Botuverá  falta apenas o licenciamento ambiental para o início dos trabalhos.

O secretário aproveitou o encontro para apresentar um vídeo institucional sobre o que o Estado já realizou na área da Defesa Civil desde 2011 e informou que, em março, será inaugurado o Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres, em Florianópolis. Outros 20 Centros Regionais serão instalados no Estado. Moratelli convidou o diretor do Banco Mundial para participar do 2º Seminário Internacional de Políticas de Redução de Riscos, previsto para março, para compreender como Santa Catarina evoluiu nas ações para reduzir os impactos dos desastres para a população.

Em sua explanação, o secretário Carlos Adauto Virmond Vieira destacou os indicadores de desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

O diretor Ede Jorge Ijjasz-Vasquez afirmou que o Banco Mundial tem interesse em continuar investindo nos programas de prevenção de Santa Catarina, ressaltando que técnicos da instituição deverão visitar o Estado para futuros contatos. Ijjasz-Vasquez disse que os projetos precisam ser inovadores para serem aprovados.

Também participaram do encontro o secretário-adjunto da Defesa Civil, Fabiano de Souza, e o gerente de Assuntos Internacionais, Guilherme Bez Marques.

Nesta quarta-feira, 24, ainda em Washington, o governador Raimundo Colombo e o secretário Rodrigo Moratelli fazem palestra no Seminário de Emergências Complexas e Respostas a Desastres no Colégio Interamericano de Defesa, da Organização dos Estados Americanos (OEA).

SC Rural elogiado pelo Banco Mundial

No segundo encontro, o governador Raimundo Colombo foi recebido pela gerente do setor de agricultura para a América Latina e Caribe, Preeti Ahuja, pelo especialista Garry Charlier e pelo economista Tomas R. Rosada e agradeceu pelo sucesso da primeira etapa do programa SC Rural, executado pelo Estado com o financiamento do Banco Mundial.

O governador reafirmou que a intenção do Governo é deixar tudo encaminhado para a realização da segunda etapa do SC Rural a partir de 2019 e 2020.

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O programa tem uma imagem consolidada na geração de oportunidades e na profissionalização dos jovens agricultores, contribuindo para reduzir o êxodo rural no campo.

Preeti Ahuja elogiou os excelentes resultados apresentados pelo SC Rural e destacou que o Banco Mundial deseja manter o financiamento em uma segunda etapa, desde que o Brasil faça o ajuste fiscal, possibilitando a realização de novos empréstimos. “O SC Rural é um projeto utilizado como modelo para outros estados pelo Banco Mundial”, elogiou a dirigente.

Esta é a 16ª missão internacional liderada pelo governador Raimundo Colombo desde 2011, sendo seis no atual mandato.Fonte:www.sc.gov.br/Foto:Doia Cercal e Claudio Thomas/Secom 

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Frota pesqueira artesanal legalizada –SC Rural investe em segurança e navegação dos pescadores em Balneário Barra do Sul

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Aconteceu no dia 13 de dezembro, na Câmara de Vereadores, em Balneário Barra do Sul, a Cerimônia de Entrega de Equipamentos do Projeto Piloto de Segurança e Navegação apoiado pelo Programa Santa Catarina Rural.

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Foram 27 pescadores artesanais beneficiários, sendo 26 de Balneário Barra do Sul e um de São Francisco do Sul. O projeto teve como objetivo promover a legalização de pescadores artesanais a luz das normas da autoridade marítima, de forma que, tenham os equipamentos necessários para garantir a segurança da navegação.

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Os equipamentos apoiados pelo Programa Santa Catarina Rural

Visando a proteção da vida humana através segurança na navegação os itens do projeto atendem as normas exigidas pela autoridade marítima, no caso, a Marinha do Brasil. São equipamentos do kit de Segurança e Navegação: aparelho de GPS com sonda e carta náutica, rádio VHF marítimo com antena articulada, agulha magnética, artefatos pirotécnicos, bandeira nacional, extintor de incêndio, boias salva-vidas, bomba de esgotamento, bateria 150 amperes, coletes salva-vidas classe V, refletor de radar, luzes de navegação e extintor de incêndio.

Foram R$196.344 mil investidos nas 27 embarcações pesqueiras artesanais, sendo que o Programa Santa Catarina Rural apoiou 80% e os pescadores 20% de contrapartida. Segundo Ditmar Alfonso Zimath, diretor técnico do Programa Santa Catarina Rural, foi um esforço muito grande de toda equipe técnica que o projeto fosse contemplado com recursos financeiros.

Segundo Zimath, é fundamental que os beneficiários entendam a importância do apoio do estado e utilizem da melhor forma os equipamentos adquiridos. Para José Eduardo Calcinoni, técnico da Epagri e executor do projeto, este é um marco nos trabalhos de extensão. “A Epagri executou dois projetos como esse: o nosso e outro em Bombinhas e Porto Belo. Não há iniciativas como essa os outros locais do Brasil. Esse é um trabalho pioneiro e faz parte de um novo eixo do programa Estadual de Pesca e Aquicultura. Em 2018 iremos quantificar os resultados desse apoio”.

As etapas do projeto

Aa primeiras ações do projeto foram visitas de identificação e palestra de mobilização. Foram documentos exigidos para enquadramento: documento e permissão de pesca da embarcação, Carteira de Habilitação da Marinha (CIR), DAP, Nota de Produtor Rural e Registro Geral de Pesca em dia. Após identificação do grupo foram capacitados em curso de Navegação com Utilização de GPS com sonda e Comunicação VHF.  Em seguida foram elaborados os projetos individuais e relatórios exigidos pelo Programa Santa Catarina Rural. “Esse é considerado o maior trabalho com pescadores artesanais realizado pela Epagri, em 2017”, destacou o gerente regional da Epagri de Joinville, Hector Haverrotch. 

Alto número de acidentes em 2017

Segundo relato de José Eduardo Calcinoni, Extensionista da Epagri de Balneário Barra do Sul somente neste ano ocorreram 15 acidentes com embarcações de pesca artesanal em Balneário Barra do Sul, sendo dois destes com perdas de vidas humanas. Fatores como o assoreamento da Barra, intempéries climáticas – como está sendo o caso das ressacas, falta de manutenção das embarcações, equipamentos e petrechos e a própria falta de atenção dos navegadores são as principais causas. A consulta da previsão do tempo é essencial para garantir a segurança da atividade pesqueira.

O projeto vem de encontro as carências dos profissionais do mar, atendendo as exigências da Marinha do Brasil e proporcionando maior eficiência na navegação, devido a utilização do aparelho de GPS com sonda. Para o Comandante Santana, da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul o projeto é de extrema importância para a classe pesqueira. “Os equipamentos são de alta qualidade, porém, é preciso que utilizem com sabedoria”. Santana destaca que a Capitania dos Portos atua na parceria com os pescadores artesanais para que possam navegar seguros e evitar acidentes e relata: “Não há notícia mais triste que um telefonema de um familiar pedindo ajuda e dizendo que o parente não voltou da pescaria no mar”.Fonte:José Eduardo Calcinoni/Epagri- Balneário Barra do Sul

 

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SC Rural beneficiou 27 famílias de produtores de leite de Peritiba

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A Epagri de Peritiba reuniu, no dia 27 de novembro, o Grupo de Produtores de Leite para reunião de avaliação dos resultados da aliança produtiva com aplicação dos recursos do SC Rural. Em 2017, as 27 famílias participantes receberam mais de R$250 mil do programa para melhorar o sistema produtivo e investiram valores semelhantes como contrapartida. Os investimentos resultaram em um aumento de 20% na produção e na renda dos produtores.

Com o recurso foram realizados investimentos em melhoria e adequação ambiental como construção de esterqueiras, captação e armazenamento de água da chuva e instalação de painéis solares. A maioria das propriedades também ampliou e melhorou a pastagem perene por meio da implantação de novas áreas e piqueteamento. Os demais investimentos foram em equipamentos como segadeiras, ensiladeiras, perfuradores de solo, tanques de expansão para resfriamento de leite, boiler, equipamento de ordenha e instalações de ordenha.

A reunião foi coordenada pelo extensionistas da Epagri Vania Franciele Sander e Carlos Dericeu Horn. O grupo avaliou como positivo o investimento do SC Rural, pois a partir das melhorias propostas pelo grupo na aliança produtiva muitas outras aconteceram nas propriedades. Tudo isso superou os resultados esperados e atendeu os objetivos principais de aumento da produtividade e renda, e principalmente de humanização do trabalho e otimização da mão de obra.

 

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Associação de Produtores Feirantes de Chapecó – APROFEC recebe investimentos coletivos do SC Rural

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Aconteceu na manhã do dia 21 de novembro de 2017, na propriedade rural da Família Zamboni, em Chapecó, o ato de entrega das 1820 caixas de transporte adquiridas através de um projeto estruturante do Programa SC Rural.

A Aprofec foi beneficiada duas vezes pelo Programa, sendo investidos mais de R$ 990.000,00, entre os valores investidos pelo Governo do Estado e a contrapartida das famílias. Foram duas propostas coletivas e 22 propriedades apoiadas diretamente nos dois Projetos Estruturantes.

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A extensionista rural da Epagri, no município de Chapecó, engenheira agrônoma Caroline Möller Scholz, relata que a opção de adquirir as caixas, plásticas e térmicas, se fez pela necessidade de acondicionar e transportar os alimentos de forma adequada para os 10 pontos de feira que existem no município. "Essa era uma necessidade de todas as 64 famílias da Associação e as caixas foram adquiridas em cinco modelos diferentes conforme as atividades das famílias produção de verduras, hortaliças, frutas, laticínios, carnes, panificados, derivados de cana-de-açúcar, polpas, sucos, doces e geleias, entre outros". 

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Este investimento em caixas, totalizou R$ 63.580,50, sendo que 50% foram recursos do Programa SC Rural e o restante a contrapartida da Associação.

Segundo a vice-presidente da Associação, Neusa Bergamin, estes projetos foram muito importantes para a Aprofec e seus associados e na sua fala, durante o ato de entrega, destacou a importância da parceria com a Epagri para o fortalecimento das organizações da agricultura familiar.

"O apoio do SC Rural foi fundamental no processo de legalização das agroindústrias familiares, garantindo o acesso das famílias aos mercados e, em muitos casos, viabilizando a permanência no meio rural. De forma muito especial, dos jovens rurais", destaca a extensionista rural da Epagri, engenheira agrônoma Caroline Möller Scholz.

 

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Colombo fala da importância do SC Rural para a agricultura familiar do Estado

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Os números do programa SC Rural foram o destaque da entrevista com o governador Raimundo Colombo, desta sexta-feira, 1º de dezembro.

Em sete anos, numa parceria entre o Governo do Estado e o Banco Mundial, foram investidos US$ 189 milhões nas ações desenvolvidas pelo programa para levar infraestrutura, tecnologia, qualidade de vida e capacitação para famílias e jovens dos meios rural e pesqueiro em todo o Estado.

“É impressionante o desempenho dos produtores que se associaram a este programa. O resultado é fantástico, sobretudo porque ajuda o pequeno produtor, a pequena cooperativa, que passam a ter uma renda cada vez melhor. Fortalece o nosso modelo e ajuda Santa Catarina a crescer”, disse o governador Raimundo Colombo.
Fonte: Francieli Dalpiaz-Assessoria de Imprensa-Secretaria de Estado de Comunicação – Secom/Foto: James Tavares / Secom

 

A íntegra do programa está disponível nos canais oficiais do Governo

no Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=EY-9eEQp7Z0

O áudio pode ser acessado pela Rádio Secom. http://www.sc.gov.br/index.php/noticias/radio/com-a-palavra-o-governador-01-de-dezembro-de-2017

 

Mais informações:

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Cidasc faz melhorias e adequações em 79% dos estabelecimentos com Inspeção Estadual – meta do SC Rural

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Nos últimos sete anos, 437 estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) em Santa Catarina passaram por melhorias e adequações. O número representa 79% do total e demonstra a modernização nos processos para fabricação dos produtos de origem animal comercializados no Estado.

Esta é mais uma ação do Programa SC Rural, executada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

Santa Catarina conta com 551 estabelecimentos registrados e ativos com Serviço de Inspeção Estadual (SIE), ou seja, habilitados para comercializar os produtos de origem animal em todo o Estado. Os estabelecimentos que passaram por melhorias ou adequações contaram com o apoio da Cidasc para ajustar na rotulagem e no processo de inspeção, treinamento de Responsável Técnico e inspetor, entre outros. Em SC, existem ainda outros 612 estabelecimentos com registro suspenso.

Os investimentos do SC Rural nas áreas de defesa sanitária vegetal e animal, capacitação de beneficiários e técnicos, vigilância sanitária agropecuária e fortalecimento da Cidasc passa de R$ 43,6 milhões.

Inspeção de Produtos de Origem Animal

Em Santa Catarina, a Cidasc acompanha bovinos, aves e suínos desde seu nascimento, com a devida supervisão profissional, até o abate e a comercialização da carne ao consumidor final. No caso dos bovinos, todos os animais nascidos no Estado recebem um brinco que permite a identificação e garante a rastreabilidade do rebanho.

Após um rigoroso processo de inspeção, antes e depois do abate, os produtos partem para os pontos de vendas, onde a Vigilância Sanitária analisa as condições de armazenagem, embalagem, carimbo de procedência e rotulagem dos produtos.

Todo esse sistema visa garantir a qualidade dos produtos comercializados em Santa Catarina e faz do Estado um modelo também em inspeção de produtos de origem animal.Fonte: www.agricultura.sc.gov.br

Mais informações: www.cidasc.sc.gov.br

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