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Secretaria da Agricultura investe em programas para aumentar a renda dos produtores rurais

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Secretaria da Agricultura e da Pesca investe R$ 291,3 mil no fortalecimento do agronegócio catarinense.

Em três meses, os programas de fomento já apoiaram 211 agricultores com a subvenção de juros e indenização pelo abate sanitário de animais doentes.

Os resultados positivos vêm acompanhados de uma economia de mais de R$17,6 mil nos gastos com diárias, combustível, correio e telefonia.

A Secretaria da Agricultura trabalha ao lado dos produtores rurais para aumentar a competitividade do agronegócio catarinense e a renda das famílias. De janeiro a março, a Secretaria beneficiou 192 agricultores com financiamentos para cobertura de pomares, irrigação, investimentos em infraestrutura e melhoramento genético.

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 Governador Carlos Moisés, secretário de Agricultura Ricardo de Gouvêa e Daniela Reinehr, vice-governadora

“Os programas de fomento são uma oportunidade para que os agricultores invistam na melhoria do processo produtivo, agregação de valor e infraestrutura, contando com o apoio da Secretaria da Agricultura no pagamento dos juros. Nós estamos estudando cada programa e queremos reformular algumas ações para que possamos atender melhor os produtores rurais e pescadores de Santa Catarina”, ressalta o secretário Ricardo de Gouvêa.

O Programa Terra-Boa também está disponível. As primeiras cotas dos Kits Forrageira e Apicultura já foram disponibilizadas, serão cerca de R$ 4 milhões investidos para melhorar a qualidade das pastagens e incentivar a produção de abelhas em Santa Catarina. Além disso, o Programa segue com o apoio para a aquisição de sementes de milho e de calcário. O orçamento total para a execução do Terra-Boa este ano é de R$ 47 milhões.

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Saúde Animal

A sanidade animal é a marca registrada do agronegócio catarinense. O estado, único do país reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação, trabalha agora para erradicar a brucelose e a tuberculose. Para atingir esse objetivo, os animais acometidos dessas doenças são abatidos sanitariamente e seus proprietários indenizados pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). De janeiro a março deste ano, já foram investidos R$ 148 mil, com 19 criadores beneficiados.

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Trabalho Integrado

“Aumentar a competitividade do agronegócio e a renda do agricultor e pescador de Santa Catarina, essas são as nossas grandes diretrizes de trabalho. É esse o foco das ações da Secretaria da Agricultura, Epagri, Cidasc e Ceasa a partir de agora”, destaca o secretário da Agricultura.

Para alinhar os trabalhos e discutir os projetos em andamento, toda semana são realizadas reuniões entre o secretário da Agricultura e os presidentes de suas empresas vinculadas. Durante os encontros, as demandas e ações são debatidas pela equipe, a solução é encontrada em conjunto e os esforços são integrados para melhor atender aos produtores rurais e pescadores.

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Infoagro

O Infoagro está no ar. A partir de agora, os produtores rurais de Santa Catarina têm acesso a uma ampla quantidade de informação para a tomada de decisões, como monitoramento de safras, preços, políticas públicas, importações e exportações.

O aplicativo InfoAgro reúne dados anuais de produção vegetal, animal e leiteira, importações e exportações do setor agropecuário, além de apresentar as ações em políticas públicas e Valor Bruto de Produção (VBP). A aba de preços de produtos é atualizada mensalmente. Em cada aba, um botão “saiba mais” remete a um painel web com informações detalhadas, ilustradas por gráficos que permitem comparações entre valores.

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Regularização Fundiária

A Secretaria da Agricultura trabalha para regularizar 1.740 imóveis rurais nos municípios de Irani, Jaborá, Catanduvas e Vargem Bonita. A expectativa é concluir os processos até junho de 2019. Além disso, está em andamento a licitação para regularização de mais 7.400 imóveis rurais em Ponte Serrada, Passos Maia, Abelardo Luz, Fraiburgo e Irineópolis.

Com o Programa de Regularização Fundiária, a Secretaria da Agricultura busca legalizar as áreas rurais e trazer mais segurança jurídica para os agricultores. O Programa atende os produtores que possuem imóveis em situação de irregularidade, devido a posses, partilhas ou contratos de compra e venda antigos, que recebem o levantamento topográfico georreferenciado, planta georreferenciada do imóvel, Memorial Descritivo, certificado no SIGEF/INCRA, e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Em posse dos documentos, os agricultores podem instituir a Ação de Usucapião e escriturar o terreno.

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SC Rural

Santa Catarina vai em busca da renovação do Programa SC Rural. O Governo do Estado está em negociação com o Banco Mundial para a recuperação da capacidade de investimento – requisito básico para a busca de uma nova operação e continuidade do Programa.

As Secretarias de Estado da Agricultura e da Fazenda estão trabalhando em estreita colaboração, identificando as áreas estratégicas do setor agrícola e pesqueiro que necessitam de apoio do Banco Mundial. Neste momento, as ações visam preparar o ambiente e melhorar o desempenho das políticas e programas voltados ao meio rural e pesqueiro de Santa Catarina, é uma fase preparatória para uma operação de investimento.

O SC Rural tem investimento previsto de US$180 milhões e será focado no desenvolvimento e inovação para o meio rural e pesqueiro.

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Parcerias

A Secretaria da Agricultura busca unir esforços com outros órgãos do Governo do Estado e do Governo Federal para fortalecer o meio rural e a pesca de Santa Catarina. No âmbito estadual, a intenção é garantir a participação da Polícia Militar nas ações de defesa agropecuária.

A parceria entre Polícia Militar e Secretaria da Agricultura possibilitaria, por exemplo, a utilização das câmeras de identificação de placas (câmeras OCR) e a abordagem de veículos suspeitos para cobrança da Guia de Trânsito Animal (GTA). As áreas de inteligência da Polícia Militar e técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) dão sequência às tratativas para operacionalizar a ação conjunta.

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A Secretaria da Agricultura e a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA) podem trabalhar juntas para retomar as exportações de pescado para a União Europeia. A intenção é construir um termo de cooperação técnica para que a Cidasc faça a inspeção dos barcos de pesca industrial aptos a exportar para a Europa. O trabalho será realizado seguindo um checklist enviado pela Secretaria Nacional de Pesca e a partir disso, o Governo Federal poderá certificar as embarcações – requisito básico para a habilitação das exportações.

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Equipamentos

As estiagens não são raras em Santa Catarina e afetam, principalmente, o meio rural. Para minimizar os efeitos da falta de chuvas, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca fez a cessão de uso de 168 distribuidores de água para 153 municípios catarinenses.

O Governo do Estado, através do Pacto por Santa Catarina, investiu mais de R$ 3,5 milhões na aquisição dos equipamentos, que serão acoplados a tratores agrícolas e poderão transportar água até as comunidades rurais mais distantes. A ação deve beneficiar mais de duas mil famílias catarinenses. 

Economia

A economia com diárias, passagem aérea, telefonia e combustível já passa de R$ 17,6 mil na Secretaria da Agricultura. Em janeiro e fevereiro, os funcionários gastaram 53,8% a menos do que no mesmo período do ano passado.

Enquanto em 2018, a Secretaria gastou R$ 32,7 mil com viagens, ligações e correio, este ano o valor passou para R$ 15,1 mil. A redução maior aconteceu no combustível (68,3%) e no pagamento de correio (80,4%).


Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Didio Silva um exemplo no Turismo Rural na Agricultura Familiar na Serra Catarinense

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Tudo começou quando a família do Senhor Luiz Carlos da Silva tinham como principal atividade um pomar de maças desde 1986 porém,com a instabilidade comercial e intempéries climáticas, acabaram passando por muitas dificuldades financeiras foi quando em 2008 desistiram da atividade, venderam parte da propriedade para saldarem dividas e saíram da propriedade em busca de trabalho. Surgiu uma oportunidade de trabalhar em uma pousada rural.

E foi ai nesta experiencia que perceberam a oportunidade no turismo de retornar a sua propriedade e começar seu próprio negocio. O sonho se tornou real em 2013 onde em 2013 através de uma reunião na Epagri o qual apresentaram o programa SC Rural, uma politica publica de incentivo a agricultura familiar. Após 2 anos de reuniões e trabalhosa fundaram  a Associação Bonjardinense de Turismo Rural, possibilitando-os a acessar os recursos para consolidar o seu tão sonhado espaço para hospedagem, enfim o sonho deles se tornou real.

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Os turistas chegam em sua propriedade se organizam tomam um café enquanto seu Didio prepara os cavalos, as famílias principalmente se sentem super bem acolhidas pela energia do casal, a  maioria busca ,paz e tranquilidade e poder passar por esta experiencia incrível que é o contato com a natureza através da trilha com cavalgada de 14 km ida e volta até os cânions, passando por muitos lugares de natureza única preservada e obstáculos bons digamos, perguntei a uma turista que vive na correria do dia a dia na grande  São Paulo, como ela estava se sentindo ali já que nunca havia andou a cavalo e como estava sendo esta experiencia ela respondeu que estava muito realizada e se sentindo em outro mundo aquele que se sente a leveza na alma, alivio na mente e esperança no coração sem os agito onde mora, que ali sentiu-se completamente com a alma livre e leve em plena felicidade e principalmente os cavalos são tão doceis que se sentiu segura para realizar o passeio relata a turista.

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Lugar de belezas únicas, contemplar a exuberância intacta da natureza e com toda segurança do mais experiente Senhor, Didio Silva e sua família que proporcionam momentos inesquecíveis aos turistas .

Passeio maravilhoso em meio as serras e araucárias. A atenção e simpatia do guia Didio deixaram o passeio ainda mais encantador! Sem contar o almoço delicioso preparado pela Dona Dalva, ao chegarmos de volta após a cavalgada, este dia foi inesquecível e realmente a serra Catarinense é rica em belezas naturais e principalmente de pessoas que sabem ser hospitaleiras, espero que outras pessoas o vejam como inspiração para pensar em um projeto uma fonte de renda assim com base no potencial da agricultura familiar para o turismo, seja em Bom Jardim ou São  Joaquim que muitos turistas com certeza sonham em viver a experiencia de estar em contato direto com eles até nos pomares de maça, pois os turistas que veem de fora buscam viver experiencias que sintam realmente uma essência pura para seus filhos sentir,viver com isto vamos estar valorizando as pessoas como um todo as pessoas que vivem através do meio rural e os turistas que almejam encontrar pessoas como seu  Didio dona Dalva que superaram suas dificuldades enxergando o potencial que tinham.

https://saojoaquimonline.com.br/della-rosa/2019/02/15/didio-silva-um-exemplo-no-turismo-rural-na-agricultura-familiar-na-serra-catarinense/

Mais informações: emsaojoaquim@epagri.sc.gov.br

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Pesquisa do NITA e Epagri identifica desafios tecnológicos da piscicultura catarinense

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Uma das importantes atividades para o Estado e que possui grande crescimento nos últimos anos em Santa Catarina é a piscicultura. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), em 2016, os cinco estados maiores produtores de peixes cultivados foram Paraná, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina, nesta ordem. Paraná, São Paulo e Santa Catarina produzem como espécie principal a tilápia, o Mato Grosso os peixes híbridos e Rondônia principalmente Tambaqui.

A piscicultura catarinense tem características que a distinguem de outros estados. É desenvolvida majoritariamente em pequenas propriedades rurais, com média de 2 hectares de lâmina de água por propriedade, e mão de obra familiar.

Na safra de 2016, a piscicultura de água doce catarinense produziu 43.300 toneladas de peixes de diferentes espécies, sendo os produtores comerciais responsáveis por 29.637 toneladas (mais de 68%) dessa produção. A espécie mais produzida no Estado é destacadamente a tilápia, mas a produção de carpas também é relativamente significativa em relação às demais espécies.

Figura 1 – Distribuição percentual das espécies de peixes produzidos em Santa Catarina 2016

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Fonte: Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2016 -2017, Epagri/Cepa

Tendo por base a área de abrangência das Gerências Regionais da Epagri, se destacam as regiões de: Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau, como as maiores produtoras de pescado comercial (Figura 2).

Figura 2 – Produção comercial de piscicultura comercial de água doce de Santa Catarina 2016 (kg)

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Fonte: Síntese Anual da Agropecuária de Santa Catarina 2016-2017.

Na figura 3 são apresentados os municípios de maior destaque na produção comercial de pescado, com destaque a região de Tubarão que concentra cinco dos dez maiores produtores: Grão Pará, Braço do Norte, São Martinho, Armazém e Rio Fortuna. O destaque fica para o município de Massaranduba que produz 1,77 mil toneladas, sendo o maior produtor do estado (Figura 3).

Figura 3 – Produção comercial dos dez maiores municípios produtores de Santa Catarina em 2016 (kg)

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Fonte: Síntese Anual da Agropecuária de Santa Catarina 2016-2017.

Devido à grande importância da atividade da piscicultura e a tendência de expansão no Estado, o NITA realizou uma pesquisa, que foi deflagrada de forma “on line” no período de maio a junho de 2018, dirigida a técnicos do setor que atuam nas diversas regiões do Estado.

A pesquisa buscou conhecer um pouco mais sobre a cadeia da piscicultura e captar a percepção técnica sobre deficiências e problemas que podem ser aprimoradas com tecnologias inovadoras.

O questionário foi encaminhado em formato eletrônico às coordenações das empresas que fornecem assistência técnica aos produtores, que por sua vez encaminharam aos seus técnicos com maior atuação na cadeia produtiva, resultando na opinião de profissionais com grande experiência na área. Como resultado obteve-se a participação de 19 técnicos, distribuídos entre a Epagri (90%), Cooperativas (5%) e Cidasc (5%).

Figura 4 – Frequência das respostas por região em relação a área de atuação do Programa SC Rural

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Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

As respostas obtidas estão localizadas em sua maioria na região oeste e no litoral sul, seguida do planalto norte.

Aos participantes da pesquisa foi solicitado que apontassem mediante a pontuação em uma escala de 1 a 5 (onde 5 é o de maior importância), quais as áreas em que mais necessitam de inovação. Na figura 4 são apresentadas as áreas em que o maior número de técnicos que atribuíram pontuação 4 e 5.

Figura 4 – Área de maior pontuação total para a inovação (número de técnicos)

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Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

Na figura 5, é apontada a área em que, na percepção dos participantes da pesquisa, há maior necessidade de inovação, aspecto este que corrobora com o questionamento sobre a área de maior importância. O controle de qualidade da água se destaca com 42%, seguido da alimentação (nutrição) com 16%. (Figura 5).

Figura 5 – Área considerada imprescindível para inovações

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Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

Dentre as principais áreas apontadas como prioritárias para investimento em processos de inovação, passamos a destacar os principais comentários apresentados pelos participantes na pesquisa, relacionados a duas delas: o controle de qualidade de água e a alimentação e nutrição.

Controle de qualidade da água

  • Controle de qualidade de água é fundamental para produção acima da capacidade de suporte natural dos viveiros aquáticos. O produtor precisa de ferramentas de fácil uso para que avaliar a qualidade dá água numa frequência diária, para que em cima disso possa tomar decisões mais precisas, como horário de alimentação, manejo de aeradores, tratamentos, etc..
  • Manejo de água buscando alta produtividade de fito e zooplancton, e redução de custos de produção.
  • É na água que o peixe se desenvolve. É neste meio onde come e defeca, sendo fundamental o controle da qualidade do ambiente para uma melhor conversão alimentar e consequentemente viabilidade econômica da piscicultura.
  • Muitas vezes o piscicultor falha em alguma etapa no decorrer do ciclo produtivo por falta de acompanhamento técnico e fica sem marcação de dados importantes, que podem apresentar parâmetros para corrigir algum problema apresentado que poderá comprometer o processo produtivo.
  • Qualidade da água é fundamental e uma das mais importantes na piscicultura. Existem aparelhos e kits de monitoramento de qualidade, mas são poucos os piscicultores que adquirem e fazem o monitoramento. Um dos grandes complicadores da qualidade da água quanto ao consumo de oxigênio e liberação de amônia é a matéria orgânica proveniente de ração não consumida e das fezes geradas pelos peixes

Alimentação e nutrição

A alimentação dos peixes possui estreita correlação com a qualidade da água, já que a mesma irá influenciar na quantidade, tipo e frequência do fornecimento da alimentação.

A seguir alguns comentários adicionais obtidos na pesquisa com relação a esta questão:

  • Um dos principais problemas encontrados hoje é o arraçoamento seguindo somente a tabela de alimentação de acordo com a biomassa, ou fornecimento de ração de acordo com a comportamento do peixe (o peixe está comendo joga ração). Se faz necessário que se observe principalmente parâmetros de oxigênio, pH e temperatura, para fornecer a quantidade adequada com o objetivo de se obter a melhor conversão alimentar possível otimizando o uso da ração que hoje corresponde a 70% do custeio da atividade.

Conclusão

Em análise preliminar, ficou evidente que a principal preocupação da área técnica consultada, está direcionada para o correto controle da qualidade da água do cultivo, mediante o acompanhamento de indicadores e marcadores, os quais influenciam diretamente as demais práticas do sistema de produção, com destaque ao manejo da alimentação.

Como a ração se constitui no principal item de custo da atividade, ações com vistas a melhoria da conversão alimentar são aspectos críticos para o sucesso econômico da atividade.  Assim, o desenvolvimento de equipamentos e/ou softwares que produzam a informação necessária para a tomada de decisão e ajude responder questões como: qual o momento adequado para alimentar, qual a quantidade de ração a oferecer, quais os melhores horários para fornecimento da alimentação, quando devo ligar o sistema de aeração, entre outros, contribuirá para ganhos no desempenho dos indicadores técnicos e econômicos da atividade.

Também o desenvolvimento de equipamentos que possam trazer melhorias na qualidade do trabalho e segurança para o sistema de produção são fundamentais, como: automação de processos, emissão de alertas, redução do esforço físico no desempenho das práticas de manejo, são fundamentais para atrair novos adeptos a produção comercial de peixes.

Outro desafio está na acessibilidade das inovações ao produtor. Dado a isso, processos de difusão de inovações existentes e desenvolvimento de novas soluções são fundamentais, desde que as mesmas sejam ofertadas a um custo compatível com a produção em pequenas áreas, viabilizando a sua incorporação ao processo de produção. Fonte:NITA

Autor: Ditmar Alfonso Zimath, Engenheiro Agrônomo, Especialista em Administração Rural, Diretor de Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e Coordenador Técnico do Programa SC Rural e do NITA- Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar

Bibliografia consultada:Sintese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2016-2017. In: http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_cepa/publicacoes/Sintese_2016_17_site.pdf

 

Mais informações: http://nita.org.br/desafios-tecnologicos-da-piscicultura-catarinense/
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Com uma mãozinha da tecnologia

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A apicultura vai muito além do cuidado com as abelhas. Quando os favos de mel chegam à casa de extração, são necessárias várias operações, muitas delas manuais e repetitivas, até que o produto esteja devidamente envasado. Mas os membros da Associação de Apicultores de Orleans (Aapicor) conseguiram dar um upgradeque tornou essas tarefas muito mais eficientes.

Com ajuda da Epagri, eles aprovaram um projeto no Programa SC Rural para ampliar uma casa de extração e adquirir 18 equipamentos capazes de mecanizar as atividades. O projeto totalizou R$522 mil, dos quais R$260 mil vieram do SC Rural. Em 2017, com tudo instalado, a mão de obra para extração de mel e manuseio de material apícola caiu cerca de 80%.

Hoje são duas casas equipadas com o que há de mais moderno para extração e embalagem de mel. Algumas máquinas foram desenvolvidas pelos próprios apicultores em parceria com os fabricantes. Essa estrutura beneficia 12 famílias das comunidades de Taipa, em Orleans, e Mar Grosso, em São Ludgero, que agora podem aumentar a produção.

Uma das casas de extração fica na propriedade de Fabrícia Wernke, vice-presidente da Aapicor. “A apicultura é uma atividade muito difícil de encontrar mão de obra. Com os equipamentos, essa necessidade reduziu muito. O trabalho de desoperculação, que era manual, foi totalmente automatizado”, conta.

Fabrícia virou apicultora há 23 anos e enfrentou até preconceito para chegar onde está. “Desde pequena me interessei pela atividade, mas na época se dizia que mulher não podia trabalhar nisso”, lembra. Hoje, ela produz mel orgânico em parceria com o irmão e tem mil colmeias na região das encostas da Serra Geral. O objetivo é chegar a 1,5 mil colmeias. “Nossa produção varia porque depende da natureza, mas já chegamos a 70 quilos por caixa/ano”, diz. Nada mal para quem integra uma associação que responde por 25% do mel colhido na região e 15% da produção de Santa Catarina. Fonte: Balanço Social da Epagri

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Técnicos de oito estados visitam agroindústrias de Xanxerê com bons resultados no SC Rural

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Uma missão de intercâmbio do Banco Mundial esteve em Xanxerê, na quarta-feira (21) e visitou duas empresas que apresentam bons resultados após a adesão ao programa SC Rural: a agroindústria familiar de doces Natuvida, da família Scanagatta, e a Embutidos Rebelatto, da família Rebelatto, ambas no interior do município. A intenção foi mostrar aos participantes o cenário antes e depois do SC Rural, e como o programa ajudou na estabilidade, qualidade e crescimento do negócio.

Técnicos executores de projetos apoiados pelo Banco Mundial em oito estados estiveram no município. Entre eles estava a Renata Kosminsky, gestora governamental do Governo de Pernambuco e que trabalha no Pró Rural, projeto do Banco Mundial parecido com o SC Rural. Segundo ela, o que chamou a atenção na visita a Santa Catarina é a força do associativismo e do cooperativismo no estado.

- Lá a gente está do meio para o final do programa Pró Rural e temos tido experiências muito positivas de agricultores familiares que receberam o financiamento e conseguiram aproveitar bastante. É uma realidade diferente, aqui no Sul a parte de associativismo e cooperativismo está mais madura do que lá, então a gente aprende muito como foi essa história, como chegaram até esse momento, porque lá ainda não chegamos nesse nível, mas que queremos chegar, e a melhor forma de aprender é com quem já fez – afirma Renata.

A secretária executiva da regional da Epagri de Chapecó do SC Rural, Elisiane Casaril Friederich, acompanhou a comitiva, que também passou por Chapecó e Seara. Segundo ela, o SC Rural tem adesão de mais de 500 famílias entre as regionais de Xanxerê, Chapecó e São Lourenço do Oeste, sendo 14 empreendimentos apoiados em Xanxerê e que tiveram contato com o programa por meio da Cooperativa de Agricultura Familiar do município.

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- Esse intercâmbio de troca de experiências é para ver como é que foi o SC Rural em SC, como a gente trabalhou, o legado que o SC Rural deixou, os avanços. Em Xanxerê viemos visitar duas unidades, a do Scanagatta, que trabalha com vegetais, e a do seu Rebelatto, com produtos de origem animal, para ver quais foram as dificuldades, como a família conseguiu legalizar, como a Epagri ajudou no processo e como a família está, o que passaram e onde estão hoje, poder ver o todo. E daqui esses técnicos levam esses relatos para disseminar nos outros estados – explica.

Conforme Elisiane, o SC Rural iniciou em 2010 e finalizou em 2017 e é visto como um grande projeto dentro do Banco Mundial, uma vez que contempla ações que não visam somente o aumento da renda do produtor, mas também a área social, melhoria dos produtos e também da qualidade de vida da família, inclusive contribuindo para a diminuição do êxodo rural.

- Aqui na família do seu Rebelatto tivemos um exemplo, porque o filho dele voltou para o campo para assumir o negócio dele. Então é muito importante ver e mostrar o quanto nossa região tem se desenvolvido nas agroindústrias familiares, o quanto esse trabalho tem aparecido para todo o estado, tanto que está sendo visitada por outros estados. É a quantidade que temos de empreendimentos legalizados, de produção, diversidade de produtos e hoje é uma referência nas agriculturas familiares de Santa Catarina – finaliza a secretária executiva. Fonte: : Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê

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A união que multiplicou as laranjas

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Organizados em cooperativa, agricultores de Celso Ramos comemoram o sucesso na produção de frutas cítricas O crescimento dos pomares de laranja é um fenômeno cada vez mais forte em Celso Ramos.

Tudo começou em 2004, quando as famílias se organizaram e fundaram a Cooperativa dos Citricultores do município (Cocicer). No início, eram 21 associados e 21 hectares de citros. Hoje são 41 cooperados que colhem 400 toneladas por ano em 40 hectares. E não para por aí: em 2018, o quadro deve atingir 50 sócios e os pomares se estenderão por 65 hectares – o que renderá, nos anos seguintes, 2 mil toneladas de laranja e uma receita anual estimada em R$1,5 milhão.

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Tamanho sucesso é fruto da união dos agricultores em parceria com a Epagri, a Cidasc e a Secretaria Municipal da Agricultura, que têm trabalhado forte para reestruturar essa cadeia produtiva. O esforço envolve organização dos produtores, assistência técnica, realização de eventos e apoio em projetos para buscar recursos.

Uma das conquistas dessa parceria foi a construção de uma unidade de classificação e armazenamento de laranja, em 2014, com investimento de R$540 mil, dos quais R$237 vieram do Programa SC Rural.

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Na packing house da Cocicer, as frutas são lavadas, enceradas e classificadas para ganharem mais valor de venda. A negociação da colheita é feita em conjunto – organizados em cooperativa, os fruticultores têm mais força no mercado. E com os resultados, incentivam outras famílias a entrarem no time.

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Vilson Ferri, vice-presidente da Cocicer, apostou para valer na laranja há oito anos. “É uma cultura que dá pouca mão de obra, produz bem em pouco espaço e até em terreno difícil. Para o pequeno agricultor, é uma boa opção de renda”, explica. Na propriedade de 25 hectares, ele cultiva 4 hectares de laranja folha murcha, uma variedade que produz de outubro a fevereiro e tem boa qualidade para suco e consumo in natura.

Na propriedade de 25 hectares, ele cultiva 4 hectares de laranja folha murcha, uma variedade que produz de outubro a fevereiro e tem boa qualidade para suco e consumo in natura. Na última safra, Vilson colheu 40t/ha e vendeu a uma média de R$0,80 o quilo, o que dá cerca de R$32 mil por hectare. Mas assim como os outros associados, ele quer multiplicar as laranjas: “Em dois ou três anos, vou ter 6 a 7 hectares plantados.”Fonte: Balanço Social da Epagri

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Olericultura transformou comunidade rural de Luiz Alves

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O Programa SC Rural apoiou financeiramente o projeto estruturante “Melhorias na Infraestrutura Produtiva dos Olericultores de Luiz Alves”, apresentado por um grupo de famílias olericultoras do município de Luiz Alves, localizado no Médio Vale do Itajaí.

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Esse apoio beneficiou 12 famílias com melhorias nas suas propriedades e uma estrutura com benefício coletivo. Das melhorias individuais três famílias melhoraram ou construíram novas unidades de beneficiamento das hortaliças e nove famílias construíram abrigos de cultivo.

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Do benefício coletivo foi construído uma unidade de compostagem para produção de composto a partir das sobras das indústrias de palmito de palmeira real do município. O composto é utilizado pelos produtores em suas lavouras.

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“Esse projeto, procura dar um passo a mais na consolidação do grupo, bem como servir de estratégia para a competitividade das demais famílias agricultoras de Luiz Alves”, ressalta o extensionista rural da Epagri local, Jerônimo Veppo.

Mas essa história não começou com o SC Rural. Teve início na década de 1970, quando foi iniciado o cultivo de hortaliças, incentivado pela extensão rural da então ACARESC, objetivando a diminuição do êxodo rural, incentivado pela valorização das industrias. 

Até essa época, a comunidade do Ribeirão Máximo era uma das mais carentes do município, tendo na cultura da cana-de-açúcar e do fumo o sustento das famílias. Hoje, segundo o extensionista Jerônimo Veppo, a olericultura é a principal atividade agrícola da comunidade, que se tornou uma das mais prósperas do município.

De 2004 a 2010, com o apoio do Programa Microbacias 2, as famílias da comunidade se organizaram mais ativamente e constituíram a Associação de Desenvolvimento da Microbacia Ribeirão Máximo.

Com apoio técnico da Epagri, foram desenvolvidas diversas ações como: sistemas de captação e armazenamento de água, tratamento de efluentes domésticos, unidade de coleta seletiva de lixo, capacitações técnicas diversas, conscientizações ambientais dentre outras. 

Localizado no Vale do Itajaí, distante 132 km de Florianópolis, o município de Luiz Alves tem atualmente cerca de 75% de sua população vivendo no meio rural e é nas atividades agrícolas, com mão de obra famioliar, que se concentra a principal fonte de renda e de sustento.

Representando aproximadamente 8,5% da extensão territorial do município a região onde localiza a comunidade apresenta condições climáticas diferenciada, que por se tratar de um planalto com aproximadamente 220 m de altitude em média, fornece um microclima mais ameno com grande potencial para a produção de olerícolas.

“O principal sistema de produção de olerícolas utilizado era o cultivo convencional a céu aberto, com uso intensivo do solo e de mão de obra. Este sistema apresentava alta vulnerabilidade, principalmente o excesso de chuvas que ocasionam perdas significativas na produção e no solo devido a erosão”, explica Jerônimo.

A falta de infraestrutura de produção e de manipulação de alimentos e a baixa fertilidade natural dos solos eram os principais problemas desses produtores.

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A ideia do projeto estruturante “Melhorias na infraestrutura produtiva dos olericultores de Luiz Alves”, nasceu no dia 30 de julho de 2015, durante uma capacitação, em cultivo protegido, promovida pela Epagri.

Na ocasião, os olericultores tomaram conhecimento do apoio financeiro do Programa SC Rural para melhorias de sistemas produtivos.

A partir desta data foram realizadas reuniões para discutir as melhorias que seriam necessárias para o desenvolvimento e fortalecimento da olericultura e do grupo e a elaboração do projeto.

O extensionista da Epagri conta que a comunidade se caracteriza por ser uma região tipicamente agrícola, com pequenas propriedades, de mão de obra familiar, a presença dos jovens na sucessão familiar da agricultura vem sendo incentivada, pelo sucesso da olericultura.

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“Com a infraestrutura criada, com o apoio financeiro do SC Rural, contrapartida das famílias e o fundamental apoio dos parceiros Epagri e Prefeitura Municipal de Luiz Alves, a atividade está possibilitando a obtenção de elevada produção e alto rendimento por área cultivada. E isso, está atraindo os jovens”, ressalta o extensionista da Epagri, Jerônimo Veppo.

“Através do depoimento de Jerônimo Veppo, podemos comprovar a influência do Programa SC Rural em seu trabalho e também verificar o investimento coletivo, realizado pelos produtores”, diz o engenheiro agrônomo André Poletto, gerente técnico do SC Rural.

Assista o depoimento acessando: https://www.facebook.com/scrural/videos/2217466564949652/

 

Mais informações: emluizalves@epagri.sc.gov.br 

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Segurança para quem vive do mar

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Treinados e com os barcos equipados, 41 pescadores de Balneário Barra do Sul, Bombinhas e Porto Belo podem navegar mais tranquilos Ir para o mar e passar horas ou até dias embarcado é a rotina de muitos pescadores artesanais do Estado. Muitos deles, porém, não têm a bordo os equipamentos de segurança obrigatórios, de acordo com as normas marítimas.

Por esse e outros motivos, a Organização Internacional do Trabalho classifica a pesca como um dos trabalhos mais perigosos do mundo. Grande parte dos acidentes acontece em pequenas e médias embarcações, as mais comuns na pesca artesanal catarinense. As mudanças nas condições do tempo, que podem pegar os pescadores de surpresa, tornam a atividade ainda mais perigosa.

Para reduzir esses riscos, em 2017 a Epagri desenvolveu dois projetos beneficiando 27 pescadores artesanais de Balneário Barra do Sul e 14 em Bombinhas e Porto Belo. Inicialmente, os participantes que não tinham habilitação para conduzir barcos foram orientados a obtê-la. Na sequência, dois cursos capacitaram os pescadores em navegação, segurança no mar e uso de equipamentos eletrônicos.

E para equipar as embarcações, a Epagri aplicou recursos do Programa SC Rural. No total, foram investidos R$299 mil em equipamentos como bússola invertida, boia salva-vidas, rádio VHF náutico, antena VHF, buzina marítima, GPS com sonda e carta náutica, colete salva-vidas, refletor de radar, luzes de navegação e extintor de incêndio.

Os pescadores entraram com 20% do valor e, hoje, todos têm as embarcações regularizadas. Um dos beneficiados é Jailson de Souza, que tem 46 anos e há 31 vive do mar. Para pescar camarão sete barbas, ele sai de barco todos os dias às 3 da manhã e retorna por volta do meio-dia. O pescador de Balneário Barra do Sul conhece bem os perigos de alto-mar – em 2012, quase perdeu a vida em um acidente. “O barco equipado facilitou a navegação e agora tenho mais segurança a bordo. Meu GPS era bem simples e o novo tem tela maior, colorida, com sonda de profundidade e carta náutica. Se chegar perto de uma ilha, por exemplo, a tela muda de cor, então mesmo com neblina eu tenho mais segurança para navegar”, conta. Fonte: Balanço Social da Epagri/

 http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Visita técnica avalia aplicação de recursos do SC Rural em Xanxerê

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Equipe do Programa SC Rural, acompanhada por técnicos da Epagri de Xanxerê, visitou propriedades beneficiadas pelo programa no município. Com os recursos, financiados através do Banco Mundial, foi possível construir unidades de produção, onde as famílias podem aumentar a produção e a renda.

As unidades precisam respeitar as normas e, para tanto, a visita dos técnicos é necessária e faz parte de uma exigência do órgão fiscalizar, a fim de verificar se os valores foram devidamente aplicados e feitos conformes o solicitado.

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A família Batistella, que reside na Linha São Lourenço, interior de Xanxerê, foi uma das propriedades visitadas. Mãe e filha trabalham com panificados, geleias e grãos e estão há seis meses fabricando na unidade de produção construída.

- Estamos indo em todas as regiões verificando se é necessário complementar alguma coisa nas unidades. O Banco Mundial se surpreendeu com Santa Catarina, o programa não tem o resultado tão bom como tem em Santa Catarina, onde os índices de problemas são muito baixos. Estamos satisfeitos e sorteamos algumas propriedades para fazer essa visita, para verificar o que pode ser incluído em um novo programa – disse o gerente técnico do SC Rural, André Ricardo Poleto.

Além da família Batistella, a propriedade da família Rebelatto também recebeu a visita. Para o gerente do SC Rural, a avaliação da propriedade dos Batistella é muito positiva e ele saiu de lá satisfeito.

- É um empreendimento bem interessante que vai ter sucesso. A agricultura familiar em Santa Catarina é quase 90% e necessita de investimentos para que permaneça e cresça, por isso que é importante a gente ver uma jovem tomando as rédeas do negócio como aqui – frisou.

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A jovem em questão é Indiamara Batistella, 17 anos, clara e o objetiva no que quer: permanecer no campo produzindo. Ela e a mãe, Neiva Cecatto Batistella, contam até com um cronograma semanal de produção para dar conta do trabalho.

Além dos panificados como pães, bolachas e massas que, inclusive, são destinados à merenda escolar do município, elas investiram em outro produto, a fabricação de geleias. São rigorosas quanto a qualidade do produto oferecido e, assim, a produção é feita com frutas plantadas na propriedade. Também buscam sempre oferecer uma novidade. Além das sempre pedidas geleias de figo e uva, elas inovam, indo do figo com nozes, pimenta com abacaxi, até o último lançamento, a geleia de jamelão, uma fruta com cheiro de melão e formato de melancia.

Para Indiamara, a construção da unidade de produção auxiliou a família e fez com que pudessem produzir mais e, posteriormente, vender os produtos na Feira da Agricultura Familiar.

- A ideia de nós termos uma unidade própria de produção surgiu através da Epagri. Fomos conhecer o programa SC Rural, que facilitou a construção da unidade para nós. Isso serviu como uma iniciativa maior, porque já fazia muito tempo que nós estávamos correndo atrás, mas se consegue tudo aos poucos. Com o programa, vários produtores também conseguiram a própria unidade e assim damos andamento a produção – disse. Fonte: http://tudosobrexanxere.com.br

Assista o vídeo :https://www.facebook.com/scrural/videos/506908153118148/

 

Mais informações: emxanxere@epagri.sc.gov.br

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“Alles Blau Cuca e Café” – é a história de Juliana, Rafael, Família Kersten, Epagri e SC Rural

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Jovens investindo na agricultura e criando oportunidades de emprego e renda no meio rural de Joinville.

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Juliana Kersten Tromm é casada com o Rafael Tromm e trabalhava com o pai, Ango Kersten, na propriedade focada em turismo rural, onde a família desenvolve o trabalho voltado para o turismo pedagógico, promovendo um resgate da agricultura e o incentivo às práticas conservacionistas e ao lazer. 

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Juliana participou do curso de formação em liderança, gestão e empreendedorismo para jovens rurais e do mar, apoiado pelo SC Rural e coordenado pela Epagri.Durante o curso, inicialmente, ela decidiu que seu projeto de vida seria investir em um empreendimento de panificação. 

Com o apoio financeiro do Programa SC Rural, o projeto evoluiu, e ela construiu o seu próprio negócio – o café colonial, que foi inaugurado no dia 12-10-2017, com a denominação de “Alles Blau Cuca e Café”. O negócio possibilitou que o marido, que trabalhava na cidade, voltasse a trabalhar com ela no meio rural.

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Com o apoio financeiro do Programa SC Rural, o projeto evoluiu, e ela construiu o seu próprio negócio – o café colonial, que foi inaugurado no dia 12-10-17, com a denominação de “Alles Blau Cuca e Café”. O negócio possibilitou que o marido, que trabalhava na cidade, voltasse a trabalhar com ela no meio rural e com o apoio familiar o sucesso aconteceu.

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Nesse dia Juliana postou essa mensagem:

A todos que de alguma forma, nos incentivaram, ou nos prestigiaram o nosso infinitivo agradecimento. Com muita alegria que se dá o início das atividades do Alles Blau Cuca e Café. Aos colaboradores, mestres de obra, família, amigos, vizinhos, entidades, órgãos, empresas e demais pilares, o nosso profundo agradecimento.Com a bênção do Senhor, continuaremos a caminhada estaremos dispostos a novos aprendizados, e nossa intenção é melhorar sempre. Muito obrigada”.

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Com a linda Serra do Mar ao fundo, no Alles Blau Cuca e Café você encontrará um lugar aconchegante e familiar, com opção de pães, cucas, café rural, artesanato, uma comida caseira que preserva a simplicidade.


Esse é mais um caso em que o “Curso de Gestão, Liderança e Empreendedorismo para Jovens do Meio Rural” fez a diferença.

O curso, que a Juliana participou aconteceu no Centro de treinamento da Epagri de Joinville – Cetreville, entre março e setembro de 2016, quando 20 jovens com idade entre 18 e 29 anos, oriundos de municípios das regiões de Joinville, Itajaí e Blumenau foram capacitados sobre: liderança, empreendedorismo e inclusão digital; oportunidades econômicas e ambientais voltadas ao emprego e renda em atividades agrícolas e não agrícolas;  gestão de negócios, da propriedade e do meio ambiente.

Durante dez meses, utilizando a pedagogia da alternância, os jovens tiveram aulas presenciais durante três dias a cada quinze dias. Ao final do curso cada jovem apresentou o um projeto que poderia receber apoio financeiro não reembolsável para o aluno investir e iniciar a administração de um negócio próprio como complementação do curso.

Um dos objetivos deste curso é discutir com as famílias o tema sucessão familiar e desta forma dar condições para que os jovens fiquem no campo. Ações como esta, garantem longevidade das propriedades rurais e a produção de alimentos a longo prazo, uma vez que segundo a FAO, 70% dos alimentos que chegam à mesa da população são produzidos pela agricultura familiar.

O curso foi oferecido pela Epagri, com apoio financeiro do Programa SC Rural, através de recursos do Governo do Estado e do Banco Mundial.

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No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento do jovem casal Juliana e Rafael, sobre como o SC Rural mudou suas vidas para melhor!!!

 

Mais informações: grj@epagri.sc.gov.br 

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