Arquivos da categoria: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

Semana dos Orgânicos terá programação em seis municípios catarinenses

mapasemanaoriganicos2

Santa Catarina é o quarto maior produtor de orgânicos do Brasil e o cultivo de alimentos sem agrotóxicos cresce em ritmo acelerado no estado. Com o tema “Qualidade e saúde: do plantio ao prato”, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lança a Semana dos Orgânicos, que terá uma programação especial em vários municípios catarinenses entre os dias 26 de maio e 01 de junho.

Com início no domingo (26), a Semana dos Orgânicos pretende informar os consumidores sobre como reconhecer o produto orgânico e estimular a participação no controle de qualidade dos alimentos, melhorando a relação de confiança com os produtores. Este ano a campanha terá como tema “Qualidade e saúde: do plantio ao prato” e estão previstas ações em Chapecó, Florianópolis, Criciúma, Gaspar, Tubarão e Blumenau.

“Cada vez mais, os consumidores estão voltando os olhos para os produtos orgânicos e esta se tornou uma importante atividade para os agricultores catarinenses. É uma alternativa de produção que pode agregar valor e trazer mais renda para os produtores rurais. Essa aproximação com os consumidores é fundamental para estabelecer uma relação de confiança e também para valorizar a produção de alimentos orgânicos por seu benefício à saúde e meio ambiente”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Em Santa Catarina, os produtores contam com uma Política Estadual de Incentivo às Feiras de Produtos Orgânicos para fomentar o consumo de alimentos orgânicos e estimular o empreendedorismo e cooperativismo.

A nova lei prevê a organização da cadeia produtiva, simplificação de licenças concedidas aos feirantes e para realização de feiras, programas e projetos voltados para organização de feiras e a possibilidade de convênios entre o Poder Público e a iniciativa privada para o apoio da comercialização de produtos orgânicos.  

mapasemanaorganicos

Semana dos Orgânicos
Ao longo da Semana, serão repassadas informações sobre os cuidados, direitos e obrigações que os produtores, consumidores, processadores e comerciantes devem ter para garantir que, ao comprar ou consumir produtos orgânicos em feiras, lojas, hotéis e restaurantes as pessoas estejam, de fato, levando e consumindo produtos verdadeiramente orgânicos.

O Ministério da Agricultura pretende ainda estimular gestores municipais e estaduais a ampliarem a compra de alimentos da agricultura familiar e orgânicos para a merenda escolar, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Produção de alimentos orgânicos em Santa Catarina
Com 1.275 unidades de produção cadastradas, Santa Catarina está entre os cinco maiores produtores de orgânicos do país. Segundo o Cadastro Nacional de Produtos Orgânicos do Ministério da Agricultura, o número de agricultores catarinenses que se dedicam ao cultivo de alimentos orgânicos aumentou 12,9% entre 2017 e 2018. O município de Santa Rosa de Lima, na região Sul, é o principal produtor do estado.

O que é agricultura orgânica?
A Agricultura Orgânica é um processo de produção agropecuária em que técnicas específicas são adotadas visando preservar a saúde humana e do meio ambiente.

A produção orgânica não utiliza agrotóxicos e fertilizantes solúveis ou sintéticos, organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização.

Acesse a programação completa da Semana dos Orgânicos em Santa Catarina.

http://www.agricultura.sc.gov.br/images/Fotos_Noticias/PROGRAMAO-FINAL-SEMANA-DE-ALIMENTO-ORGANICO-EM–SANTA-CATARINA.pdf

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Santa Catarina 12 anos como área livre de febre aftosa sem vacinação – confira a linha do tempo de uma história de 67 anos

 cidascaftosa 

Desde 1991 não existe registro de foco de febre aftosa no rebanho proveniente de Santa Catarina e no dia 25 de maio completamos 12 anos como único Estado do país com zona livre de febre aftosa sem vacinação, certificado obtido em maio de 2007, pela Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. Desde então, nosso estado se consolidou como referência em sanidade e defesa agropecuária.

Status que só foi obtido graças aos esforços conjuntos do Governo do Estado de Santa Catarina, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, agroindústrias e produtores rurais, que se uniram para combater a febre aftosa no território catarinense, e mantido até hoje através do trabalho desenvolvido pela Cidasc, por meio do Programa Estadual de Vigilância para Febre Aftosa e doenças vesiculares, coordenado pelo Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal da Companhia.

Tal programa tem como objetivo manter o Estado de Santa Catarina livre da febre aftosa sem vacinação, reunindo as garantias sanitárias necessárias para certificar a ausência da infecção nos rebanhos catarinenses por meio de um sistema de vigilância oficial e da participação comunitária. Para isso, a Cidasc mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com a Argentina, Paraná e Rio Grande do Sul, realiza, continuamente, inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão.

O status sanitário diferenciado de Santa Catarina teve impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Após o reconhecimento internacional, o estado se tornou o maior exportador de carne suína e o segundo maior exportador carne de frango do país, alcançando os mercados mais competitivos do mundo. 

Em 2006, um ano antes da certificação internacional, Santa Catarina exportava 184 mil toneladas de carne suína, faturando US$ 310 milhões. Em 2018, esse número saltou para 326,3 mil toneladas e trouxe US$ 608,4 milhões para o estado, um aumento de 77,4% na quantidade e 96,2% na arrecadação.

O cenário é o mesmo para a carne de frango, que se tornou o primeiro produto das exportações catarinenses, faturando mais de US$ 1,8 bilhão no último ano, com 1,08 milhão de toneladas embarcadas. Com o reconhecimento da OIE, Santa Catarina teve acesso a grandes compradores de carnes como China, Hong Kong, Estados Unidos e Coreia do Sul. Hoje, as carnes suína e de frango produzidas no estado são vendidas em mais de 140 países.

cidascaftosasite

“Há 19 anos, Santa Catarina fez uma escolha: se tornar referência internacional em saúde animal e defesa agropecuária. Foi uma decisão ousada e que exigiu muito trabalho e um cuidado muito grande, um comprometimento dos produtores rurais, iniciativa privada e Governo do Estado. Nós aumentamos o controle sanitário e passamos a cumprir as exigências da Organização Mundial de Saúde Animal, comprovando a origem registrando e rastreando todos os bovinos e bubalinos do estado. Hoje, os produtos catarinenses são reconhecidos em todo o mundo, inclusive nos mercados mais exigentes, como sinônimos de qualidade. A certificação internacional da OIE é um patrimônio de todos os catarinenses”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

“Foram dias de muita luta, mas a conquista veio em função de um trabalho conjunto entre governo, Cidasc, produtores rurais e agroindústria. Santa Catarina é pioneira na certificação internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, nossos produtos são valorizados nacional e internacionalmente, temos um diferencial, e toda essa valorização é prova da excelência dos nossos produtos agropecuários e da excelência dos serviços de defesa agropecuária executados pela Cidasc. Queremos avançar muito nas questões sanitárias e melhorar ainda mais a renda do nosso produtor rural que tanto se dedica na produção de alimentos no nosso estado”, ressalta a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a médica veterinária Luciane de Cássia Surdi.

cidasc5

E para saber mais sobre a história do trabalho que já é desenvolvido há 67 anos aqui no Estado e que levou Santa Catarina a conquistar um status sanitário diferenciado de todo o país, confira a linha do tempo completa referente ao combate à febre aftosa:

 

1952 – Criação da Secretaria da Agricultura em Santa Catarina e implantação do Serviço de Defesa Sanitária Animal. Início do combate a Febre Aftosa

1965 – Publicação da Lei 3783, estabelecendo a obrigatoriedade do combate à Febre Aftosa.

1966 – Publicação do Decreto nº 4920, regulamentando a Lei 3783 e estabelecendo prazo para início da campanha, sob a denominação de Cafasc – Campanha Contra a Febre Aftosa em Santa Catarina.

1966 – Lançamento oficial da campanha no município de Lages.

1967 – Vacinação de 258.836 bovinos, em 8.401 propriedades, nos municípios de Lages, São Joaquim, Bom Jardim da Serra e Urubici.

1970 – A partir de 31 de dezembro deste ano, a execução das ações passou para a Coordenação de Defesa Sanitária Animal – CODESA.

1971 – A Campanha atinge todos os municípios catarinenses.

1971 – Criação do Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa – Gecofa, composto por veterinários do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura. Incremento das ações de combate à Febre Aftosa através da profissionalização dos serviços, com capacitação de profissionais e disponibilidade de recursos para aquisição de materiais e serviços. O Gecofa manteve a sua atuação até o início da década de 80, quando foi incorporado pelo Grupo Executivo da Produção Animal – Gepa.

1979 – Incorporação da Codesa pela Cidasc.

1984 – Até 1983, eram realizadas três vacinações anuais do rebanho bovino. Após a elaboração dos estudos da “Caracterização Epidemiológica da Febre Aftosa no Espaço Catarinense” (Martins, 1984) e com a produção de vacinas de longa duração de imunidade, reduziu-se para duas vacinações estratégicas anuais.

1986 – Em função de um decréscimo no número de focos no Estado, chegando-se ao ano de 1986 com a ocorrência de apenas dois focos, houve uma desestimulação e até um questionamento por parte dos produtores em continuar a vacinação do rebanho. Devido a isso, observou-se a queda dos índices de vacinação e, como consequência, os focos de Febre Aftosa começaram a ser frequentes.

1988 – Após a visita de uma Missão da União Européia e a constatação dos baixos índices de vacinação e da sua situação epidemiológica, o Estado foi retirado lista de exportadores para aquele mercado. De imediato, retomou-se o processo de vacinação com venda direta da vacina aos criadores.

1989 – Continuava o surgimento de focos de Febre Aftosa. Os resultados obtidos por meio do Diagnóstico de Situação Educativo Sanitário para Doenças de Bovinos e Aves (Improta & Martins, 1990) demostraram que apesar de os criadores conhecerem a serventia de uma vacina, de acreditarem em sua capacidade de evitar a doença e apresentarem uma atitude positiva quanto ao seu uso, eles só vacinavam os seus animais mediante o risco próximo de um foco da doença. Esses dados vieram explicar o porquê, apesar de a venda de vacina atingir mais de 90% das propriedades, de ainda surgirem focos de Febre Aftosa. Eles foram de suma importância para, posteriormente, a Cidasc sustentar junto à Secretaria e ao Ministério da Agricultura a necessidade de se adotar a vacinação por intermédio de vacinadores comunitários.

1991 – A partir deste ano, com base na realidade levantada pelo cruzamento das informações obtidas no Diagnóstico Educativo e os dados epidemiológicos da enfermidade, no campo, a Secretaria da Agricultura determinou através de Portaria nº 04/91, a execução da vacinação casa a casa ou sua fiscalização direta por técnicos ou vacinadores credenciados pela Cidasc. Para realizar esse trabalho, contou-se com o apoio de toda a sociedade catarinense, notadamente dos setores econômicos ligados à Agropecuária, como as agroindústrias, as cooperativas, as federações, os municípios, os clubes de serviços, os órgãos de imprensa, dentre outros. Foram contratados cerca de 2.500 vacinadores comunitários, que, após o treinamento, capacitação e credenciamento, se lançaram em campo vacinando cerca de três milhões de cabeças.

1993 – Na quinta etapa de vacinação, realizada em outubro de 1993, a Cidasc se fez presente em todos os municípios do Estado e nas 186.432 propriedades registradas, vacinando 2.358.651 bovinos através do trabalho direto de 222 médicos veterinários e 2.494 vacinadores. Neste ano também foi registrado o último foco no Estado, detectado em um frigorífico no município de São Miguel do Oeste, envolvendo animais provenientes do município de Santa Helena, Estado do Paraná.

1996 – Publicação da Portaria Ministerial nº 107/96, pelo Ministério da Agricultura, criando uma Zona Livre de Febre Aftosa com vacinação, abrangendo os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

2000 – O Ministério da Agricultura e do Abastecimento, pela Portaria nº 153, declara a área formada pelos Estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, como Zona Livre de Febre Aftosa, sem vacinação. A Secretaria de Defesa Agropecuária, visando à proteção dessa zona recém criada, baixa a Instrução Normativa nº 13, de 19 de maio de 2000, que estabelece as normas, para o cumprimento da referida portaria. No dia primeiro de maio de 2000, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura, pela Portaria nº O15/GABS/SDA, declarou a suspensão da vacinação contra a Febre Aftosa e estabeleceu a proibição da entrada de animais vacinados no Estado de Santa Catarina.

2001 – Reocorrência da doença no Rio Grande do Sul e países vizinhos. Esse fato fez com que Santa Catarina aumentasse número de suas barreiras sanitárias com o Rio Grande do Sul e com a Argentina, com ajuda das Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Estadual e Rodoviária Federal, do Exército, da Marinha e das Comunidades.

2001 – O Estado do Rio Grande do Sul retoma a vacinação de seus animais, acatando a determinação da Instrução Normativa nº 11, de 9 de maio de 2001. Apesar de pressões advindas de alguns setores da sociedade, o Estado de Santa Catarina mantém a decisão de não vacinar seus animais, objetivando a obtenção da Certificação Internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação.

2005 – Ocorrência de novos focos de Febre Aftosa nos municípios de Japorã, Mundo Novo e Eldorado no Mato Grosso do Sul e no norte do Paraná.

2006 – Ano de criação do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária – Icasa com a finalidade de apoiar a Defesa Sanitária Agropecuária junto a órgãos e entidades públicas e privadas. Trata-se de uma instituição de capital privado, mantida por um fundo de contribuição aberto e com recursos, sobretudo, das agroindústrias, credenciada pela Secretaria de Agricultura e Pesca.

2006 – Em março deste ano, atendendo a sua função de suprimento de recursos humanos, o Icasa abre um processo seletivo para contratação 119 médicos veterinários, através de convênios com Cooperativa dos Médicos Veterinários – Unimev-SC, 119 auxiliares administrativos e 119 auxiliares de campo.

2006 – Em maio de 2006, a Cidasc realiza concurso público para 41 médicos veterinários, que vieram reforçar o quadro de funcionários da empresa. Acrescentou assim, neste ano, mais 160 novos profissionais ao sistema de Defesa Sanitária Animal do Estado.

2006 – Em outubro, encaminha ao Mapa documento solicitando à OIE o reconhecimento do zona livre de Febre Aftosa sem vacinação. Para tanto, em dezembro do mesmo ano realizou-se o inquérito soro-epidemiológico para comprovar a ausência de circulação viral a campo, bem como a inexistência de anticorpos vacinais no rebanho.

2007 – Obtenção do Certificado de Reconhecimento Internacional de Zona Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação pela OIE, em ato da 75ª Assembléia Geral, realizada no período de 20 a 25 de maio de 2007.

2008 – Início do Projeto de Identificação Individual dos bovinos e bubalinos – PIB-SC.

2010 – Contratação de 120 médicos veterinários para incremento do quadro de profissionais dedicados à DSA.

2011 –  Recorrência de Febre Aftosa no Paraguai, desencadeando um estado de Alerta Sanitário e incremento das atividades de vigilância veterinária, com objetivo de proteger o status sanitário do Estado.

2016 –  Elaboração do Plano Estratégico para o decênio 2017-2026, com o objetivo de revisar as estratégias voltadas para a erradicação da febre aftosa no país, buscando a condição de zona livre sem vacinação. Neste cenário, Santa Catarina investe no reforço do seu sistema de vigilância e em seus diferenciais, que mantêm a atividade agropecuária atrativa para o setor produtivo.

2018 – Contratação de 25 médicos veterinários e 45 auxiliares para os postos fixos de controle de trânsito, buscando reforçar o quadro de profissionais.

2012 à 2019 – Aprimoramento continuado do sistema de vigilância em defesa sanitária animal, de modo a reforçar as garantias sanitárias aos parceiros comerciais, preparar o serviço para detectar, precocemente, qualquer suspeita que deva ser atendida e capacitar os profissionais quanto aos mecanismos de investigação de suspeitas.

cidasc4

Manutenção do status sanitário

Para manter o status sanitário diferenciado, os esforços são imensos. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém 63 barreiras sanitárias fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras, em Santa Catarina todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados.

Já que é proibido o uso de vacina contra febre aftosa em todo o território catarinense, não é permitida a entrada de bovinos provenientes de outros estados. Para que os produtores tragam ovinos, caprinos e suínos criados fora de Santa Catarina é necessário que os animais passem por quarentena tanto na origem quanto no destino e que façam testes para a febre aftosa, exceto quando destinados a abatedouros sob inspeção para abate imediato.

O Governo do Estado mantém ainda um sistema permanente de vigilância para demonstrar a ausência do vírus de febre aftosa em Santa Catarina. Continuamente, a Cidasc realiza inspeções clínicas e estudos sorológicos nos rebanhos, além de dispor de uma estrutura de alerta para a investigação de qualquer suspeita que venha a ser notificada pelos produtores ou por qualquer cidadão. A iniciativa privada também é uma grande parceira nesse processo, por meio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Hoje, Santa Catarina se prepara para a retirada gradativa da vacina contra a febre aftosa no Brasil. Para o gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal da Cidasc, Rosemberg Tartari, a retirada da vacinação em outros estados irá demandar uma atenção ainda maior da defesa agropecuária catarinense. “O status sanitário diferenciado de Santa Catarina tem impactos diretos e indiretos no aumento das exportações de carne suína e de aves. Precisamos estar atentos e com uma estrutura preparada para vencer esse momento delicado que é a retirada da vacinação nos estados vizinhos”, afirma Tartari. Fonte:Cidasc

 

Mais informações: www.cidasc.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Santa Catarina quer estimular a produção de cereais de inverno para alimentação animal

sarembrapa

Santa Catarina trabalha na criação de um plano para estimular a produção de cereais de inverno voltado para ração animal, como forma de diminuir a demanda por milho. Esta pode ser uma alternativa importante para abastecer o setor produtivo de carnes em constante expansão no Estado.

Governo estadual, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), iniciativa privada e representantes dos produtores rurais querem incluir o trigo, a aveia e a cevada na alimentação de suínos e aves. O assunto foi debatido durante reunião na quinta-feira, 16, em Florianópolis.

“Santa Catarina tem um déficit de 4 milhões de toneladas de milho por ano, que são importados de outros estados e países. Acreditamos que a produção de outros cereais para complementar a ração animal pode ser um passo importante para garantir a competitividade do agronegócio catarinense a longo prazo. Além de trazer uma alternativa de renda para os produtores rurais de Santa Catarina, que poderão aproveitar as lavouras também no período de inverno” ressalta o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

O uso de cereais de inverno, como trigo, cevada e aveia, para alimentação animal não é novidade, essa já é uma prática comum em outros países e que pode ser aplicada também por aqui. Embora no Brasil não existam cultivares desenvolvidas especificamente para produção de ração, os agricultores poderão utilizar algumas sementes já disponibilizadas pela Embrapa. “Os cultivares que não têm um perfil tão estável para a panificação podem ser utilizados na ração sem problema nenhum. Inclusive com uma boa produtividade por hectare. Além disso, outros cereais como acevada, aveia e triticale também são alternativas que podem compor a ração animal”, explica o pesquisador da Embrapa Trigo, Eduardo Caierao.

A intenção é dar condições para que os produtores rurais ocupem suas lavouras no inverno para a plantação desses cereais, que traz mais uma alternativa de renda, dilui os custos do produtor e não interfere na safra de verão. “O trigo pode ser utilizado como um ingrediente normal nas rações. Para viabilizar a produção em Santa Catarina devemos pensar em um fator fundamental: o custo dos cereais deve ser competitivo tanto para os produtores quanto para as agroindústrias. Toda cadeia produtiva deve estar comprometida para que o projeto tenha sucesso”, afirma Gouvêa.

O secretário lembra ainda que o incentivo para produção de cereais de inverno vem complementar as outras ações desenvolvidas pelo Estado para aumentar o fornecimento de insumos. Santa Catarina trabalha para viabilizar a Rota do Milho, trazendo o grão do Paraguai diretamente para o Oeste, além de executar o Programa Terra-Boa, que apoia a produção de milho de alta qualidade.

Milho em Santa Catarina

O milho é fundamental para abastecer as cadeias produtivas de proteína animal instaladas em Santa Catarina. O Estado é o maior produtor nacional de suínos, segundo maior produtor de aves e se destaca também na produção de leite. Isso levou o agronegócio catarinense a um consumo de 7 milhões de toneladas de milho por ano, com uma produção média de 3 milhões de toneladas. Fonte:Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Santa Catarina amplia cobertura de mata nativa no meio rural

   sarmata4

Santa Catarina alia produção agrícola e preservação ambiental. Um estudo realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), comparando os números do Censo Agropecuário de 1980 e 2017, demonstrou as mudanças que ocorreram na área agrícola do estado em quase 40 anos.

Santa Catarina conseguiu se tornar um gigante do agronegócio brasileiro, aumentando a produtividade, reduzindo a área de lavouras e cuidando das florestas nativas. Hoje, a mata nativa ocupa 26,2% da área das propriedades rurais catarinenses, o maior índice desde 1970, início da série histórica e quando começou a expansão agrícola no estado.

Atualmente, as propriedades rurais ocupam 67,3% do território catarinense, são 6,4 milhões de hectares destinados à produção agropecuária. Dessa área, 40,4% estão cobertas de florestas nativas ou plantadas (2,6 milhões de hectares); 28,4% são utilizadas para pastagem (1,8 milhões de hectares) e 22,9% para lavouras (1,5 milhão de hectares).

sarmata1

Arte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

“Santa Catarina mostra que é possível produzir mais alimentos e diminuir a pressão sobre os recursos ambientais. A nossa intenção é fazer com que a produção agropecuária ande de mãos dadas com a preservação ambiental. Essa transformação observada no meio rural catarinense tende a ser cada vez maior. A expectativa é de que a produção de alimentos aumente ainda mais nos próximos anos, em áreas menores e com florestas nativas mais extensas”, explica o Secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Segundo análise da Epagri/Cepa, houve uma redução na área total de lavouras e pastagens nas últimas décadas em Santa Catarina. Ao mesmo passo que as terras ocupadas com matas nativas e plantadas vêm aumentando ao longo do tempo. Hoje, Santa Catarina tem uma cobertura 20% maior de mata nativa do que nos anos 80, com 278,8 mil hectares a mais de vegetação natural. Sem contar a área destinada às florestas plantadas, que também aumentou 145,4% no mesmo período.

sarmata2

Arte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

De acordo com o analista da Epagri/Cepa, Luiz Toresan, a tendência é de que as áreas de floresta nativa aumentem ainda mais ao longo dos anos devido à regeneração de novas áreas e também à legislação que impede o desmatamento em áreas maiores.

Produção e preservação
Com matas preservadas e uma área menor destinada às culturas anuais, os produtores catarinenses investiram em tecnologias para aumentar a produtividade. Um bom exemplo é a queda de 27,8% na área plantada de grãos, entre 1980 e 2017, e o aumento de 106% na quantidade produzida.

sarmata3

Arte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

Essa relação acontece também com o milho, um dos grãos mais importantes para o agronegócio catarinense, a produção aumentou 46,3% nesse período mesmo com uma área 54,8% menor. A explicação é o aumento na produtividade das lavouras pelo uso de mais tecnologia. Os produtores, que colhiam 2,3 toneladas de milho por hectare em 1980, passaram a ter uma das maiores produtividades do Brasil com 7,5 toneladas por hectare.

No caso da soja, os produtores ampliaram a área plantada em 24,8% e o crescimento na produção foi de 261,5%, com uma produtividade três vezes maior. As estimativas da Epagri/Cepa apontam para uma produtividade média cada vez maior nas lavouras catarinenses, já que muitos produtores ainda podem obter um rendimento melhor por hectare.

De 1980 a 2017, a área ocupada com pastagens também perdeu espaço, com diminuição de 39,4% nas pastagens nativas. Contudo, as pastagens plantadas, destinadas à produção de carne e leite, aumentaram 15,5% no mesmo período.

sarmata6

Postos de trabalho
A diminuição na área plantada, as economias de escala, o crescente uso de tecnologias tiveram impacto direto também no número de postos de trabalho gerados pela agropecuária catarinense. Em 1980, eram 858,7 mil pessoas ocupadas. Esse número passou para 497,8 mil pessoas em 2017 – redução de 42%.

“A tendência é de termos um meio rural cada vez mais profissionalizado, com uso de tecnologias que permitam produzir mais alimentos em áreas menores e utilizando menos mão de obra. Essa é uma tendência mundial e não será diferente em Santa Catarina. O que queremos construir é um meio rural competitivo, que gere renda e qualidade de vida para quem permanecer no campo. Queremos continuar sendo uma referência na produção de alimentos de qualidade e na preservação dos recursos naturais”, destaca o secretário Ricardo de Gouvêa. Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.vr

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Agronegócio responde por 67% das exportações catarinenses em 2019

agronegocio

Agronegócio amplia sua presença internacional e responde por 67% das exportações catarinenses no primeiro trimestre de 2019. O setor gerou receitas que passam de US$ 1,28 bilhão para Santa Catarina, um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do último ano.

“O agronegócio catarinense vem mostrando a sua força e crescendo anos após ano. Santa Catarina é hoje referência internacional pela qualidade de seus produtos, pela alta qualificação de seus produtores rurais e pelo cuidado constante com a saúde de seus rebanhos e suas lavouras. Iniciamos o ano com ótimas notícias para o agronegócio catarinense, crescemos em uma taxa maior do que o Brasil nesse primeiro trimestre e a nossa expectativa é de ampliarmos ainda mais nossa presença internacional”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Nos três primeiros meses de 2019, Santa Catarina exportou US$ 1,92 bilhão, uma queda de 2,1% em comparação ao primeiro trimestre de 2018. Na contramão, o agronegócio aumentou suas vendas, com resultados positivos em todos os setores – produtos de origem animal, vegetal e florestal. A agropecuária Catarinense inicia o ano com uma alta de 7,7% nos embarques, desempenho superior ao agronegócio brasileiro que teve um crescimento de 3%.

Exportações de carnes
O setor produtivo de carnes é o carro chefe das exportações catarinenses. Os embarques de proteína animal respondem por 35,5% das vendas internacionais de Santa Catarina e por 53% das exportações do agro. Ao todo, as carnes, leite, ovos e peixes trouxeram ao estado um faturamento de US$ 682,7 milhões – aumento de 8,8% em comparação com o primeiro trimestre de 2018.

O resultado catarinense chama atenção no cenário nacional. Enquanto o estado comemora os bons números, as exportações brasileiras de proteína animal tiveram uma queda de 6,9% no primeiro trimestre de 2019.

O principal produto exportado por Santa Catarina é a carne de frango, que sozinha responde por 22,4% do faturamento estadual. Outro destaque é a carne suína, com 8,2% das exportações catarinenses nesse primeiro trimestre – com a perspectiva de crescimento devido à crise na suinocultura chinesa.

A produção de carnes de qualidade é a marca registrada de Santa Catarina no mercado internacional. O estado é reconhecido pela excelência sanitária de seus rebanhos e pela eficiência de sua defesa agropecuária. Hoje, Santa Catarina têm acesso aos mercados mais exigentes e competitivos do mundo.

Produtos de origem vegetal
A produção vegetal gerou um faturamento total de US$ 257 milhões, um aumento de 12% no primeiro trimestre de 2019.

O complexo soja traz o maior faturamento da produção vegetal, foram mais de US$ 147,4 milhões com 396,3 mil toneladas embarcadas.

Produtos florestais
A produção de madeira e obras de madeira também vem ganhando o mercado internacional. As exportações do setor geraram receitas de US$ 348 milhões para Santa Catarina – incremento de 2,9% nos três primeiros meses desse ano.

Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Fonte:Assessoria de Imprensa/Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

 

Mais informações: cepa@epagri.sc.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Secretário da Agricultura trata com o Ministério da Agricultura questões da pesca industrial

sarmapa

O secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa tratou, em sua visita à Brasília, na semana que passou, tratou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa questões ligadas ao setor pesqueiro.

Em especial, o convênio que será firmado entre a Secretaria Nacional da Aquicultura e Pesca e a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina para a inspeção dos barcos de pesca industrial. A intenção é retomar as exportações de pescado para a União Europeia.

Foram tratados ainda da permissão para o cultivo comercial da Macroalga Kappaphycus Alvarezzi no litoral de Santa Catarina como alternativa econômica para os maricultores; o monitoramento ambiental da maricultura; regularização das carteiras de pescadores e licenças de pesca e as normas do programa de controle sanitário de moluscos.

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Governo do Estado apoia regularização de imóveis rurais

sarregfundiaria1

Governo do Estado de Santa Catarina lança força tarefa para regularizar propriedades rurais. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, em parceria com o Governo Federal, irá investir R$4,6 milhões na regularização fundiária de 10.480 imóveis rurais. Os primeiros processos devem ser concluídos já no primeiro semestre de 2019.

As medições e levantamentos topográficos já iniciaram nos municípios de Irani, Jaborá, Catanduvas e Vargem Bonita. Nessa etapa serão 1.740 imóveis regularizados. Além disso, está em andamento a licitação para regularização de mais 7.040 propriedades em Ponte Serrada, Passos Maia, Abelardo Luz, Fraiburgo e Irineópolis.

Está prevista para o segundo semestre uma nova etapa de regularizações, que irá contemplar mais 1.700 propriedades rurais em Santa Catarina. “O Programa de Regularização Fundiária traz segurança jurídica para os agricultores catarinenses e possibilita maiores investimentos e melhoria de renda no meio rural”, explica o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

O Programa atende os produtores que possuem imóveis não regularizados, decorrentes de posses, partilhas não realizadas ou contratos de compra e venda antigos, que recebem o levantamento topográfico georreferenciado, planta georreferenciada do imóvel, Memorial Descritivo, certificado no SIGEF/INCRA, e Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. De posse dos documentos, os agricultores podem impetrar Ação de Usucapião, escriturar o terreno ou re-ratificar a escritura existente, de acordo com as normas vigentes.Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Secretaria da Agricultura investe em programas para aumentar a renda dos produtores rurais

sarprogramas

Secretaria da Agricultura e da Pesca investe R$ 291,3 mil no fortalecimento do agronegócio catarinense.

Em três meses, os programas de fomento já apoiaram 211 agricultores com a subvenção de juros e indenização pelo abate sanitário de animais doentes.

Os resultados positivos vêm acompanhados de uma economia de mais de R$17,6 mil nos gastos com diárias, combustível, correio e telefonia.

A Secretaria da Agricultura trabalha ao lado dos produtores rurais para aumentar a competitividade do agronegócio catarinense e a renda das famílias. De janeiro a março, a Secretaria beneficiou 192 agricultores com financiamentos para cobertura de pomares, irrigação, investimentos em infraestrutura e melhoramento genético.

sarprogramas2

 Governador Carlos Moisés, secretário de Agricultura Ricardo de Gouvêa e Daniela Reinehr, vice-governadora

“Os programas de fomento são uma oportunidade para que os agricultores invistam na melhoria do processo produtivo, agregação de valor e infraestrutura, contando com o apoio da Secretaria da Agricultura no pagamento dos juros. Nós estamos estudando cada programa e queremos reformular algumas ações para que possamos atender melhor os produtores rurais e pescadores de Santa Catarina”, ressalta o secretário Ricardo de Gouvêa.

O Programa Terra-Boa também está disponível. As primeiras cotas dos Kits Forrageira e Apicultura já foram disponibilizadas, serão cerca de R$ 4 milhões investidos para melhorar a qualidade das pastagens e incentivar a produção de abelhas em Santa Catarina. Além disso, o Programa segue com o apoio para a aquisição de sementes de milho e de calcário. O orçamento total para a execução do Terra-Boa este ano é de R$ 47 milhões.

sarprogramas3

Saúde Animal

A sanidade animal é a marca registrada do agronegócio catarinense. O estado, único do país reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação, trabalha agora para erradicar a brucelose e a tuberculose. Para atingir esse objetivo, os animais acometidos dessas doenças são abatidos sanitariamente e seus proprietários indenizados pelo Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa). De janeiro a março deste ano, já foram investidos R$ 148 mil, com 19 criadores beneficiados.

sarprogramas4

Trabalho Integrado

“Aumentar a competitividade do agronegócio e a renda do agricultor e pescador de Santa Catarina, essas são as nossas grandes diretrizes de trabalho. É esse o foco das ações da Secretaria da Agricultura, Epagri, Cidasc e Ceasa a partir de agora”, destaca o secretário da Agricultura.

Para alinhar os trabalhos e discutir os projetos em andamento, toda semana são realizadas reuniões entre o secretário da Agricultura e os presidentes de suas empresas vinculadas. Durante os encontros, as demandas e ações são debatidas pela equipe, a solução é encontrada em conjunto e os esforços são integrados para melhor atender aos produtores rurais e pescadores.

epagriinfosite

Infoagro

O Infoagro está no ar. A partir de agora, os produtores rurais de Santa Catarina têm acesso a uma ampla quantidade de informação para a tomada de decisões, como monitoramento de safras, preços, políticas públicas, importações e exportações.

O aplicativo InfoAgro reúne dados anuais de produção vegetal, animal e leiteira, importações e exportações do setor agropecuário, além de apresentar as ações em políticas públicas e Valor Bruto de Produção (VBP). A aba de preços de produtos é atualizada mensalmente. Em cada aba, um botão “saiba mais” remete a um painel web com informações detalhadas, ilustradas por gráficos que permitem comparações entre valores.

sarprogramas5

Regularização Fundiária

A Secretaria da Agricultura trabalha para regularizar 1.740 imóveis rurais nos municípios de Irani, Jaborá, Catanduvas e Vargem Bonita. A expectativa é concluir os processos até junho de 2019. Além disso, está em andamento a licitação para regularização de mais 7.400 imóveis rurais em Ponte Serrada, Passos Maia, Abelardo Luz, Fraiburgo e Irineópolis.

Com o Programa de Regularização Fundiária, a Secretaria da Agricultura busca legalizar as áreas rurais e trazer mais segurança jurídica para os agricultores. O Programa atende os produtores que possuem imóveis em situação de irregularidade, devido a posses, partilhas ou contratos de compra e venda antigos, que recebem o levantamento topográfico georreferenciado, planta georreferenciada do imóvel, Memorial Descritivo, certificado no SIGEF/INCRA, e Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Em posse dos documentos, os agricultores podem instituir a Ação de Usucapião e escriturar o terreno.

LOGO SC RURAL bm

SC Rural

Santa Catarina vai em busca da renovação do Programa SC Rural. O Governo do Estado está em negociação com o Banco Mundial para a recuperação da capacidade de investimento – requisito básico para a busca de uma nova operação e continuidade do Programa.

As Secretarias de Estado da Agricultura e da Fazenda estão trabalhando em estreita colaboração, identificando as áreas estratégicas do setor agrícola e pesqueiro que necessitam de apoio do Banco Mundial. Neste momento, as ações visam preparar o ambiente e melhorar o desempenho das políticas e programas voltados ao meio rural e pesqueiro de Santa Catarina, é uma fase preparatória para uma operação de investimento.

O SC Rural tem investimento previsto de US$180 milhões e será focado no desenvolvimento e inovação para o meio rural e pesqueiro.

sarprogramas7

Parcerias

A Secretaria da Agricultura busca unir esforços com outros órgãos do Governo do Estado e do Governo Federal para fortalecer o meio rural e a pesca de Santa Catarina. No âmbito estadual, a intenção é garantir a participação da Polícia Militar nas ações de defesa agropecuária.

A parceria entre Polícia Militar e Secretaria da Agricultura possibilitaria, por exemplo, a utilização das câmeras de identificação de placas (câmeras OCR) e a abordagem de veículos suspeitos para cobrança da Guia de Trânsito Animal (GTA). As áreas de inteligência da Polícia Militar e técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) dão sequência às tratativas para operacionalizar a ação conjunta.

sarprogramas8

A Secretaria da Agricultura e a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca (SAP/MAPA) podem trabalhar juntas para retomar as exportações de pescado para a União Europeia. A intenção é construir um termo de cooperação técnica para que a Cidasc faça a inspeção dos barcos de pesca industrial aptos a exportar para a Europa. O trabalho será realizado seguindo um checklist enviado pela Secretaria Nacional de Pesca e a partir disso, o Governo Federal poderá certificar as embarcações – requisito básico para a habilitação das exportações.

sarprogramas6

Equipamentos

As estiagens não são raras em Santa Catarina e afetam, principalmente, o meio rural. Para minimizar os efeitos da falta de chuvas, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca fez a cessão de uso de 168 distribuidores de água para 153 municípios catarinenses.

O Governo do Estado, através do Pacto por Santa Catarina, investiu mais de R$ 3,5 milhões na aquisição dos equipamentos, que serão acoplados a tratores agrícolas e poderão transportar água até as comunidades rurais mais distantes. A ação deve beneficiar mais de duas mil famílias catarinenses. 

Economia

A economia com diárias, passagem aérea, telefonia e combustível já passa de R$ 17,6 mil na Secretaria da Agricultura. Em janeiro e fevereiro, os funcionários gastaram 53,8% a menos do que no mesmo período do ano passado.

Enquanto em 2018, a Secretaria gastou R$ 32,7 mil com viagens, ligações e correio, este ano o valor passou para R$ 15,1 mil. A redução maior aconteceu no combustível (68,3%) e no pagamento de correio (80,4%).


Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Secretaria da Agricultura inicia distribuição do Kit Forrageira e do Kit Apicultura

sarterraboa1

O Programa Terra-Boa está em pleno funcionamento e nesta semana, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca inicia a distribuição dos Kits Forrageira e Apicultura. Serão cerca de R$ 4 milhões investidos para melhorar a qualidade das pastagens e incentivar a apicultura em Santa Catarina. Além disso, o Programa segue com o apoio para a aquisição de sementes de milho e de calcário.

Os produtores rurais interessados em participar do Programa Terra-Boa já podem procurar a Epagri de seu município. Serão 1.400 Kits Forrageira e 500 Kits Apicultura, que devem beneficiar cerca de dois mil agricultores catarinenses. Ao longo do ano, mais 1.600 cotas do Kit Forrageira devem ser liberadas.

O Kit Forrageira é fornecido a partir de um projeto técnico elaborado pela Epagri e destinado às propriedades consideradas como Unidades de Referência, que podem ser difusoras de tecnologia e servir de exemplo para outros produtores catarinenses.

Formado por mais de 80 produtos para melhoria de pastagens, o Kit custa R$ 6 mil e pode ser pago em três (3) parcelas anuais, sem juros. O produtor pode optar por adiantar o pagamento da segunda e terceira parcela para a mesma data de vencimento da primeira, assim terá um desconto de 30% sobre o valor da segunda e de 60% sobre o valor da terceira parcela.

O Kit Apicultura é voltado para os agricultores que pretendem diversificar a produção ou aprimorar o cultivo de abelhas. O Kit é composto por seis colmeias, com ninho e duas melgueiras; cera alveolada para seis colmeias; formão; dois macacões completos com máscara; dois pares de luvas e um fumegador, cobertura ecológica, arames, esticador de arame, rainha, núcleo Langstoth, alimentador de cobertura, luvas e jaleco.

O preço médio do Kit é de R$ 2,4 mil e o produtor terá dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual em juros. Se o produtor adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela. O kit apicultura está disponível para os produtores que participaram dos cursos de capacitação da Epagri ou das entidades ligadas ao setor.

Programa Terra-Boa
O Programa Terra Boa terá investimentos de R$ 47 milhões em 2019Este ano, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca irá apoiar a aquisição de 300 mil toneladas de calcário, 200 mil sacas de semente de milho, kits forrageira, kits apicultura e abelhas-rainhas.

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Auxílio da Polícia Militar na defesa agropecuária de Santa Catarina é debatida

PMsegurançaagropecuaria

Uma parceria entre as secretarias de Estado da Agricultura e da Segurança Pública pode garantir a participação da Polícia Militar nas ações de defesa agropecuária em Santa Catarina. A intenção é unir esforços para garantir a sanidade animal e vegetal no Estado.

O secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa, e o presidente do Colegiado de Segurança Pública, coronel Araújo Gomes, deram início à construção do projeto.

“Nós temos muito interesse em trabalhar junto com a Polícia Militar para reforçar a defesa agropecuária em Santa Catarina. A principal linha de ação seria na fiscalização de estradas e fronteiras”, explica Ricardo de Gouvêa.

O auxílio da Polícia Militar virá em um momento estratégico. Santa Catarina se mantém há 19 anos como único Estado brasileiro que não vacina seus rebanhos contra a febre aftosa, situação que deve mudar a partir deste ano, quando outros estados também suspenderão a vacinação. Os riscos de uma contaminação preocupam o governo catarinense e demandam uma atenção ainda maior da defesa agropecuária.

A parceria entre Polícia Militar e Secretaria da Agricultura possibilitaria, por exemplo, a utilização das câmeras de identificação de placas e a abordagem de veículos suspeitos para cobrança da Guia de Trânsito Animal (GTA). Segundo o coronel Araújo Gomes, os policiais devem receber um treinamento para que possam intervir e reforçar os trabalhos de defesa agropecuária, utilizando principalmente a tecnologia.

Ainda este mês um novo encontro entre as áreas de inteligência da Polícia Militar e técnicos da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) dará sequência às tratativas para operacionalizar a ação conjunta. Fonte: https://notiserrasc.com.br

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br