Arquivos da categoria: Produção de leite

Famílias produtoras de leite do Planalto Norte participam de encontro

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O 6º Encontro Regional de Famílias do Programa Planorte Leite, reuniu mais de 400 produtores rurais da região do Planalto Norte de Santa Catarina e foi sediado nas dependências da Associação de Moradores de Santa Cruz do Timbó, em Porto União.

Os produtores de leite conheceram as novidades em equipamentos e produtos para a atividade leiteira e apesar da chuva, também visitaram canteiros com espécies de pastagem de inverno. Tiveram momento artístico, cultural e sorteio de brindes. Apresentação dos resultados do 3° Concurso de produção de sólidos e exposição de terneiras e novilhas produzidas na região das raças jersey, holandês e kiwicross

Segundo o secretário executivo da Amplanorte, Helio Daniel da Costa, o programa Planorte Leite é um dos principais programas regionais voltados à agricultura familiar da região. “O programa visa o desenvolvimento integrado e sustentável do Planalto Norte de Santa Catarina por meio do fomento da cadeia produtiva do leite, propiciando a organização das instituições, das entidades e produtores, com base na produção diferenciada, gerando renda e estabilidade econômica, social e ambiental”, diz.

O evento foi uma realização da Amplanorte, Epagri, Prefeitura Municipal de Porto União, IFSC, FAESC, SENAR, Cidasc e SEAPLAN.

 

Mais informações: https://www.amplanorte.org.br/

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Produtores do Sul Catarinense discutem melhorias no setor leiteiro

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Na última semana, na propriedade do criador Nelci Giassi, às margens da SC-447, em Meleiro, aconteceu mais um Dia de Campo promovido pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), em parceria com o Sindicato Rural de Meleiro e as prefeituras de Morro Grande e Meleiro.

Na ocasião, aproximadamente 70 produtores estiveram presentes para ficar por dentro das novidades na criação de gado leiteiro. 

Desde o preparo do solo, passando para o cultivo de pastagens, o trato com os animais e o armazenamento do leite produzido nas propriedades, cada etapa da cadeia produtiva foi abordada no encontro. Criadores do próprio município, também de Turvo, Morro Grande, Forquilhinha e Braço do Norte, marcaram presença e percorreram cada estação do Dia de Campo.

Produtor de gado leiteiro desde 2003, Nelci Giassi é homem do campo orgulhoso de sua propriedade localizada ao lado do Rio Manoel Alves. Ali, pelo capricho com que cuida de cada detalhe, sua área é referência na criação de bovinos, tendo, inclusive, recebido prêmios pelo esmero com que desempenha sua atividade. "Trabalhamos aqui com a ajuda de técnicos e sempre procuramos nos aperfeiçoar naquilo que fazemos. Sempre acompanhando reuniões e palestras que são oferecidas para nós, produtores", coloca ele.

Segundo o produtor, a ideia principal do Dia de Campo foi oferecer suporte aos demais criadores para que permaneçam na atividade e desenvolvam melhorias. "Dentre outras orientações, estamos aqui incentivando o pessoal a cultivar novas pastagens em suas propriedades", diz Nelci. Em sua área de oito hectares, o rebanho hoje já alcança 50 animais, sendo que destes, a metade se encontra em lactação, produzindo aproximadamente 12 mil litros por mês.

De acordo com ele, o preço praticado no mercado deveria ser melhor nesta época do ano, onde as pastagens, em virtude do frio, são de pior qualidade, o que diminui a produção de leite e, consequentemente sua oferta. "Mas não é isso que está acontecendo. Hoje, recebemos em média R$ 1,32 pelo litro do produto. Se tirar nossas despesas, sobra muito pouco. Mas não podemos desistir. Quem mora na roça sabe que tem os anos ruins, mas que logo depois também chegam os anos bons", persevera o produtor.

Nelci é sócio-fundador da Coopercolmeia, cooperativa que integra produtores de leite da região e que é sediada em Meleiro, no Bairro Zanette. Ali, são 45 associados que, através do caminhão da própria Coopercolmeia, destinam seu produto para o Laticínios Veneza.

O engenheiro agrônomo e que é colaborador do Senar, Antônio Simoni, foi um dos organizadores do Dia de Campo. Ele trabalha com assistência técnica gerencial pelo órgão, e informa que comente no município de Meleiro, hoje já são em torno de 60 produtores de gado leiteiro. "A média mensal é de 220 mil litros de leite produzidos nestas propriedades. Trata-se de uma grande alternativa para estas famílias aumentarem sua renda e permanecerem no meio rural", finaliza Antônio. Fonte: Alaor Alexandre / Jornal do Sul

 

Mais informações: www.meleiro.sc.gov.br

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No extremo oeste ações objetivam melhorias na bovinocultura de leite

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Duas iniciativas da área do leite foram lançadas pelo Sebrae/SC e parceiros, no Extremo Oeste catarinense. Um deles é o Projeto de Desenvolvimento de Produtores da Bovinocultura Leiteira, no município de Itapiranga. O outro é o Projeto de Desenvolvimento da Bacia Leiteira, no município de Caibi.

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O projeto de Itapiranga é realizado com recursos Sebraetec em parceria com Prefeitura através da Secretaria de Agricultura e Instituto de Desenvolvimento Regional (FAI). O evento marcou a apresentação das ações já desenvolvidas pelo Sebraetec no ano passado, no qual foram atendidos 80 produtores em parceria com a Piracanjuba com atuação na parte de manejo reprodutivo e desenvolvimento da qualidade do leite com melhoria da eficácia econômica das propriedades com as ações de reprodução e qualidade do leite.

Em outra etapa também foi realizada em conjunto com a Prefeitura a certificação de tuberculose e brucelose para 48 produtores.

O secretário da Agricultura de Itapiranga, Herwald Trebien informa que, nos programas desenvolvidos em 2018 e 2019, aproximadamente sete mil bovinos passaram por exames de brucelose e tuberculose neste programa. Em um total de plantel de 40 mil animais no município, Trebien diz ainda que está ocorrendo um avanço significativo na certificação.

As ações com certificação de brucelose e tuberculose já desenvolvidas pelo Sebraetec envolveram mais de 100 propriedades agrícolas. Segundo Trebien, as ações contemplam saneamento para esse grupo conforme normativa de certificação no Mapa. Conforme o secretário, a bovinocultura de leite segue como a maior base social, com 600 propriedades em Itapiranga. Lembra que 74% da produção de leite do Estado de Santa Catarina está na região Oeste de Santa Catarina.

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Em Caibi, o Projeto de Desenvolvimento da Bacia Leiteira, também será realizado pelo Sebrae com recursos do Sebraetec, Secretaria Municipal de Agricultura, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Laticínios locais. Nesse grupo serão desenvolvidas medidas de qualidade do leite e certificação de brucelose e tuberculose conforme legislação vigente.

O gerente regional Oeste do Sebrae/SC, Udo Trennepohl, explica que nos dois municípios foram utilizados recursos do Sebraetec, visando desenvolver a cadeia leiteira com foco na melhoria da rentabilidade das propriedades. “Tudo isso para que o empresário rural gere mais lucratividade no seu negócio vinculado à bovinocultura de leite. Aliado a isso, temos as ações do Programa Cidade Empreendedora, realizado pela Prefeitura e Sebrae/SC, que vêm obtendo expressivos resultados no que se refere ao desenvolvimento econômico e social nos dois municípios”.

O consultor credenciado ao Sebrae/SC, Lazie De Col, complementa que nos dois projetos haverá o desenvolvimento da cadeia leiteira com certificação de brucelose e tuberculose nas propriedades para dois grupos – um contendo 41 produtores e outro mais 63 produtores.  As ações contemplam saneamento para esse grupo através da normativa de certificação no Mapa. Fonte: Portal Peperi

 

Mais informações: www.itapiranga.sc.gov.br

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Número de produtores de leite reduziu 50% na última década em Otacílio Costa

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Esse índice, preocupante, põe em risco o fim da linha para a produção de leite no município. A queda no preço pago ao produtor, de acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri, Murilo Nunes, é umas das principais causas para a redução no quadro da atividade leiteira no município. 

Ainda segundo Murilo Nunes, atualmente no máximo 20 famílias tem o leite como carro chefe ou incremento nas atividades de sua propriedade. "Pelos nossos registros, há alguns anos eram, em média, 50 famílias abastecendo a linha do leite", informa Nunes.

Além da queda no preço pago ao produtor, as exigências dos órgãos de inspeção para aumentar ainda mais a qualidade do produto aumentou nos últimos anos, e isso pode ter sido uma das causas para que vários agricultores deixassem de investir na referida atividade, de acordo com a agricultora Sonara Oliveira. "Hoje o laticínio cobra muito a qualidade do leite. Nós entendemos que a cobrança para eles também é muito mais, e por isso cobram bastante dos produtores também. A bactéria e a célula mastite têm que ser muito baixa para atingir a normativa que uma Lei Estadual pede", disse.

Um dos fatores para a baixa no número de produtores, segundo ela, são as exigências e adaptações. Outro fator, conforme Sonara, é que os produtores estão envelhecendo e os filhos não querem dar continuidade, até pela dificuldade de se manter na atividade. "Muitas vezes é mais fácil buscar fora do que ter que produzir para conseguir uma renda, necessitando contar com o clima, saúde do animal, entre outros vários fatores", anota ela, dizendo que as dificuldades são tantas que ela mesma já pensou em parar. "Mas se mais um de nós parar realmente acaba a linha. Isso tem ficado muito claro pelo leiteiro. Eles não vão fazer vários quilômetros para buscar uma quantidade considerada baixa de leite", lamenta.

"Amamos o que fazemos. Mas a realidade é que pagamos para trabalhar", diz produtora

Na contra-mão da baixa no número de agricultores que deixaram a atividade do leite, Sonara segue os passos dos pais. Desde criança ela acompanha seus pais, Aloisio Oliveira, in memorian, e Maria Maurelina Oliveira, 69 anos, na atividade do leite. Depois de três anos que casou, Sonara voltou com a família para a casa da mãe e assumiu a atividade do leite, juntamente ela. O filho Vinicius, 13 anos, também ajuda nas tarefas, e o marido, André, que trabalha em uma empresa na sede do município, ajuda nos finais de semana e nas folgas. O negócio é típico da agricultura familiar. "Eu fico muito feliz que ela segue os nossos ensinamentos, pois desde pequeninha estava ao nosso lado aprendendo. Eu ainda ajudo no que peço", conta sorridente, dona Maria.

 Atualmente a propriedade da família possui 13 vacas de raça holandesa, que juntas produzem em média 200 litros de leite. O produto é entregue a uma empresa do Alto Vale.

A produção praticamente duplicou na última década. E, o mais interessante, com o mesmo número de animais. "É um número bem satisfatório, não temos quatro alqueires de terra. Mas sabemos que ainda dá para melhorar. Para isso precisamos buscar conhecimentos e parcerias", falou a filha Sonara, dizendo que o investimento em melhoramento genético e na qualidade de pastagens contribuiu para o acréscimo significativo na produção.

"É uma atividade que requer muitos cuidados. São várias situações que é preciso estar atento para que a produção não venha a cair. É por isso que ninguém quer mais entrar na atividade. Pra investir como nós em novas tecnologias sejam em silagem, pastagens, instalações ou mesmo animais", observa ela.

Sonara anota que o preço ao produtor, atualmente R$1,08 por litro, não acompanha o custo da produção. "A tendência é baixar para os próximos meses infelizmente. O laticínio já está informando, que talvez não seja nada alarmante, mas vai baixar. A justificativa é que a produção é muito grande, tem muito leite no mercado. Nós amamos o que fazemos, mas praticamente pagamos para trabalhar", lamenta.

Ela observa, ainda, que a produção está crescendo somente entre os grandes produtores, com isso a agricultura familiar vem perdendo espaço na produção de leite. "Atualmente existe até confinamento para gado de leite, isso triplica a produção. A agricultura familiar também precisa estar acompanhando as tecnologias para produzir mais também", avalia.

Políticas públicas servem de incentivo

As políticas públicas e programas dos Governo, em todas as esferas, motivam produtores, a exemplo de Sonara. A propriedade dela foi uma das primeiras contempladas com o 'Programa Porteira adentro', aprovado recentemente por Lei na Câmara do Município. "Ainda falta arrumar um espaço onde trabalhamos com as vacas, mas é fundamental esse programa, nos ajuda muito. Lodo e vaca de leite não combinam, pois podem surgir algumas complicações que venham causar até a perda do animal. Acredito que é uma esperança que o produtor vai ter, uma assistência daqui para frente, que por Lei agora pode ser atendido dentro de sua propriedade", celebra.

Além disso, Sonara anota que o acompanhamento técnico da Epagri, e também da secretaria de agricultura do município, que disponibiliza médico veterinário e inseminador, além de implementos e trator, são essenciais para o aumento da produção. "Para produzir precisamos estar atentos a novas tecnologias. Graças a Deus nós temos esse incentivo. É o que nos motiva a não desistir e seguir firmes", conclui. Fonte: http://www.correiootaciliense.com.br

 

Mais informações: emotaciliocosta@epagri.sc.gov.br

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Produção de leite e manejo do rebanho foi o foco no 9° Seminário Auriverde de Bovinocultura do Leite

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A produção de leite é a atividade agropecuária que mais cresce em Santa Catarina e envolve 45 mil produtores em diversos municípios do estado. A grande bacia leiteira catarinense é a região oeste, que responde por 75% de todo leite produzido – quase 2,4 bilhões de litros.

Desta forma, a 9ª edição do Seminário Auriverde de Bovinocultura do Leite. promovida pela Cooperativa Regional Auriverde, no município de Cunha Porã, oeste do Estado foi uma oportunidade para ampliar os conhecimentos e informações sobre a produção de leite e manejo do rebanho.

A Cooperativa Regional Auriverde realizou, no município de Cunha Porã, oeste do Estado, a 9ª edição do Seminário Auriverde de Bovinocultura do Leite.

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Um público superior à 400 pessoas acompanhou a programação que contou com a presença de lideranças da Cooperativa Auriverde, lideranças políticas, representantes da Aurora Alimentos, Cidasc, Epagri, Secretarias da agricultura dos municípios de Flor do Sertão e São Carlos e representantes das empresas parceiras do evento.

Na abertura oficial, o vice-prefeito de Cunha Porã, Alencar Post parabenizou a Cooperativa pelo importante evento, ressaltando o quando as palestras estavam trazendo temas significantes para os associados.

Arceli Nicolodi, gestor das lojas agropecuárias da Auriverde e Diogo José Cembranel, médico veterinário, gestor do setor leiteiro da cooperativa e coordenador do evento, também enfatizaram o quanto é importante a presença dos associados na busca por conhecimento, fortalecendo assim, o vínculo com a Cooperativa e consequentemente buscando aprender cada vez mais para melhorar sua produtividade e enxergar sim, um bom futuro através da produção leiteira. Ressaltaram ainda, o quanto a Auriverde investe em projetos e programas que beneficiam os associados e, o quanto se sentem felizes em poder observar o empenho e dedicação de todos para fortalecerem ainda mais à sua atividade nas propriedades.

O presidente da Auriverde, Claudio Post enalteceu a importante presença dos associados em mais um evento da Auriverde, disse: “ Toda parceria e trabalho que faz uma cooperativa forte. Muito obrigado a todos que aqui vieram, é muito bom tê-los aqui conosco”.

Andréia Dall Agnol, filha de agricultores, técnica em enfermagem atuante há mais de 10 anos na área da saúde no município de Flor do Sertão foi a primeira palestrante do evento e trouxe sua experiência com a brucelose, trazendo o tema “ Como a brucelose impactou minha vida”.

 Após, Marlene Kaiut, produtora rural, formada em administração de empresas, foi eleita em 2014 a “mulher de negócios” do Estado do Paraná, na categoria rural, vice-campeã nacional do mesmo concurso em 2015, promovido pelo Sebrae. Foi destaque na revista e no programa Globo Rural, Mundo Leite, Revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, na matérias “70 mulheres empreendedoras bem-sucedidas”.

Em 2011, assumiu a frente do rebanho leiteiro na chácara São João, em Carambeí (PR). Naquele ano, dispunha de 60 vacas das quais, 30 em lactação com produção média diária de 16 litros, o que considerada baixa para a raça Jersey, a base de seu rebanho.

Em abril de 2016, eram 90 vacas em lactação de um total de 180 vacas, produzindo ao torno de 22 litros/dia cada ou 1.980 litros/dia. Ou seja, com o triplo de animais em lactação a produção aumentou mais de quatro vezes. O salto foi obtido graças à adequação na alimentação dos animais, ao manejo aprimorado e à melhoria genética. Tanto que às 120 vacas que chegaram ao rebanho nos últimos cinco anos são nascidas na propriedade.

Atualmente com 145 vacas, produzindo 3.600 litros/dia. Sendo assim, Marlene realizou a segunda palestra do dia, contando sua trajetória e experiência e vida, com sua palestra intitulada “ Do salto 15 à bota de borracha- o leite mudou minha vida”. Ao meio dia foi servido o almoço e a partir das 13:30 o evento deu continuidade com a terceira palestra do dia.

Nas últimas décadas, uma série de importantes descobertas e avanços na área de análise do DNA propiciou o surgimento da genômica, ciência esta que trata do estudo do genoma completo dos diferentes organismos. Além do sequenciamento completo do DNA de várias espécies, incluindo os bovinos, o mapeamento dos SNPS (single nucleotide polymorphism) em conjunto com plataformas modernas de genotipagem capazes de processar muitas amostras para muitos marcadores numa única análise, tem propiciado a inclusão da informação genômica em esquemas de melhoramento genético.

E para falar do assunto, a terceira palestra foi apresentada pelo geneticista, Celso Alves Barbiero, intitulada “ A ciência da genômica como ferramenta para melhoramento genético”.

 

Mais informações: http://cooperauriverde.com.br/

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Epagri de Mondaí incentiva produção de leite

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A Epagri de Mondaí está prosseguindo nesse ano de 2019 com as atividades de incentivo a produção de leite e derivados.

Em entrevista concedida a Rádio Porto Feliz o engenheiro agrônomo, Paulo Roberto Kuhn, disse que a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural já possui um planejamento estratégico para os próximos anos e que a meta é dar maior atenção aos projetos que estão tendo uma maior aceitação pelos produtores rurais.

O profissional destacou que entre os principais programas desenvolvidos pela Epagri está o de produção leiteira, que hoje se faz presente na maioria das propriedades de Mondaí.

Ele citou que a atividade possui uma importância econômica e social muito grande em Mondaí, por ser um dos principais meios de subsistência dos pequenos agricultores familiares.

Para a produção de leite, os técnicos da Epagri orientam a implantação do Sistema de Piqueteamento em Pastagens.  Esse sistema é fundamentado no Sistema Racional Voisin, que visa a produção de leite, com baixo custo, utilizando de pastagens perenes nutritivas, e conforto animal através de sombra e água nos piquetes.

Os piquetes são planejados de acordo com a área de terra disponível e número de animais, este planejamento objetiva a rotação do gado em dois ou três piquetes por dia, para que em 20 dias aproximadamente os animais retornem ao primeiro piquete de pastejo. Este intervalo de tempo, permite o reestabelecimento da pastagem, proporcionando pasto de qualidade praticamente o ano todo. 

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De acordo com o Engenheiro Agrônomo da EPAGRI, Paulo Roberto Kunh, esse trabalho é desenvolvido visando o aproveitamento das áreas de terra dos produtores com baixo custo de produção, proporcionando maior rentabilidade na atividade.

O Engenheiro Agrônomo, também disse que para esse ano também está planejada a execução de vários cursos sobre produção de alimentos, culinária em geral, produtos de limpeza e outros.

Além da produção de leite, em Mondaí, a Epagri também tem dado atenção especial a projetos de piscicultura, fruticultura e apicultura. Fonte: Rádio Porto Feliz

 

Mais informações: emmondai@epagri.sc.gov.br

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Qualidade do leite é assunto de tarde de campo em São Ludgero

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Está em vigor desde 30 de maio uma nova normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que fixa regras para a produção de leite no país, especificando os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

Para esclarecer sobre o novo regramento aos produtores de São Ludgero, no Sul do Estado, a Epagri promoveu uma tarde de campo no dia 28 de maio, na propriedade de Jonas Soethe, abordando o tema “Qualidade de Leite”. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Segundo o extensionista rural da Epagri de São Ludgero, engenheiro-agrônomo Igor Franz Dittert, a estimativa sinaliza que 90% das propriedades de São Ludgero atendem a qualidade exigida e que 10% devem passar por ajustes. No evento ele fez uma apresentação detalhada sobre a qualidade do leite exigida, pontuando as responsabilidades dos produtores, dos laticínios e das assistências técnicas. O extensionista esclareceu que será realizado um diagnóstico individual de cada propriedade, que os produtores precisam ficar atentos já no mês de junho sobre os números apresentados referentes à Contagem Bacteriana Total (CBT) permitida (que é até 300 mil UFC/ml), sobre o controle da temperatura do leite no resfriador (que em três horas deve baixar a 4ºC) e sobre a coleta do leite sendo feita até no máximo em 48 horas.

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“Tentamos esclarecer aos participantes que a nova normativa trará benefícios aos próprios produtores, a exemplo do aditivo no preço pago pelos laticínios se eles entregarem leite de boa qualidade”, enfatizou Igor. Ele esclareceu que os meses de junho, julho e agosto servirão de base para a média mínima estabelecida de bactérias e os produtores que não estiverem dentro do estabelecido terão mais dois meses para as adequações. “A coleta de leite será interrompida somente a partir do quinto mês”, explica.

Durante o evento, o engenheiro-agrônomo do Senar, Elder Bloemer Brand, falou sobre o manejo prático das ordenhas para garantir a qualidade do leite. Ele alertou sobre os pequenos cuidados que podem fazer a grande diferença na qualidade, a exemplo da manutenção dos equipamentos, da higiene no manejo, do cuidado das instalações físicas e da sanidade dos animais.

Para Igor a tarde de campo foi uma ótima oportunidade para as famílias sanarem inúmeras dúvidas. “Nosso trabalho é orientar com o objetivo de todos os produtores de leite de São Ludgero produzirem dentro da qualidade estabelecida pelo ministério, bem como terem uma valorização maior na comercialização do produto”.

O extensionista da Epagri lembra a importância da iniciativa da administração de São Ludgero em ações conjuntas desenvolvidas ao longo dos últimos anos. Ele destaca principalmente aquelas envolvendo a sanidade animal, com foco em trabalhos direcionados à prevenção da brucelose e da tuberculose

 

Mais informações: emsaoludgero@epagri.sc.gov.br

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Novas regras para produção de leite no Brasil já estão em vigor

 

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Produtores rurais e indústrias do setor lácteo devem estar atentos às novas regras para produção e padrão de qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

As Instruções Normativas 76 e 77 publicadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabelecem os regulamentos técnicos e procedimentos para a produção, acondicionamento, coleta e conservação do leite cru. As novas regras foram publicadas em 26 de novembro de 2018 e entraram em vigor na última quinta-feira (30).

 

A IN 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Já na IN 77 são definidos os critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro ao consumidor e que englobam desde a organização da propriedade, suas instalações e equipamentos, até a formação e capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas, o controle sistemático de mastites, da brucelose e da tuberculose.

A intenção das medidas do Ministério da Agricultura é que o leite produzido no país siga alguns parâmetros mínimos para que a cadeia do leite seja mais competitiva. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, Santa Catarina já tem uma produção de leite com uma qualidade diferenciada e as novas regras trazem avanços importantes para reduzir as perdas nas propriedades rurais e laticínios, além de melhorar o rendimento das indústrias, a diversidade de produtos e a durabilidade do leite nas prateleiras. “A cadeia produtiva do leite tem grandes oportunidades, principalmente se pensarmos em ampliar os nossos mercados. Santa Catarina tem uma produção em crescimento e esse pode ser mais um item da nossa pauta de exportações, principalmente pelo nosso status sanitário que agrega valor ao leite produzido no estado. Nossa preocupação é sempre aumentar a rentabilidade do produtor rural, a qualidade e segurança dos produtos”, ressalta.

O diretor de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Vagner Miranda Portes, explica que Santa Catarina já é reconhecido por ter um leite de excelente qualidade, exportando boa parte da sua produção. “Nós consumimos um terço da nossa produção, o restante abastece outros estados. Muitas das exigências da nova legislação passam pela profissionalização da produção, podendo ser atendidas com melhoria na assistência técnica e outras serão mais trabalhosas. Porém, esta é uma medida importante para que a qualidade seja um diferencial do leite produzido no Brasil”, destaca.

Contagem bacteriana
As IN 76 e 77 mantêm o padrão de contagem bacteriana para o leite cru refrigerado na propriedade rural de 300 mil unidades formadoras de colônias por ml (UFC/ml) vigente desde julho de 2014. Para as indústrias, o padrão de contagem bacteriana foi estabelecido em 900 mil UFC/ml para que o leite, após o transporte, mantenha a qualidade obtida na origem.

Saúde animal
As propriedades rurais devem comprovar a ausência de brucelose e tuberculose, introduzindo animais na propriedade apenas com exames negativos para estas doenças e respeitando demais normas e procedimentos estabelecidos no Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal e legislação sanitária estadual.

É importante lembrar que a vacinação contra brucelose com a amostra B19 é proibida em Santa Catarina devido à baixa incidência da doença no estado. A prevenção pode ser feita utilizando a vacina RB51, aplicada em fêmeas bovinas acima de 3 meses de idade. Para mais informações, o produtor deve entrar em contato com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) do seu município.

Melhoria da qualidade
Para acompanhar a evolução da aplicação das novas normas, o Ministério da Agricultura criou a Comissão Técnica Consultiva do Leite (CTC/Leite), que irá analisar e propor medidas melhorar a qualidade do leite produzido e consumido pelos brasileiros. Vai também assegurar a clareza no cumprimento e na fiscalização das instruções normativas.

Além disso, os produtores contarão com um Guia Orientativo para Elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite e os laticínios devem elaborar um Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL).

Leite em Santa Catarina
Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do Brasil. Esta é a atividade agropecuária com o maior crescimento no estado. Em 2017, a produção catarinense girou em torno de 3,4 bilhões de litros, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.

Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. As expectativas são de que até 2020 a região produza mais da metade de todo leite brasileiro.

Entenda quais os principais itens das Instruções Normativas:

● O tanque de refrigeração de sua propriedade deve apresentar temperatura de refrigeração igual ou inferior a 4°C no tempo máximo de três horas após a colocação do leite no tanque;
● No momento da coleta, o leite fornecido de sua propriedade deverá atender às exigências quanto ao teste do Álcool/Alizarol 72 (% v/v) previsto em regulamento técnico de identidade e qualidade específico e ao critério da temperatura de conservação do leite (4°C) estabelecido no programa de autocontrole do estabelecimento. Caso contrário o agente de coleta deixará de coletar o leite;
● O leite cru fornecido pela sua propriedade rural deve apresentar médias geométricas trimestrais de Contagem de Bactéria Totais – CBT ou Contagem Padrão em Placa – CPP inferiores a 300 mil UFC/mL e de Contagem de Células Somáticas – CCS abaixo de 500 mil CS/mL;
● Os estabelecimentos processadores deverão interromper a coleta do leite na propriedade que apresentar, por três meses consecutivos, resultado de média geométrica fora do padrão para CBT ou CPP (atualmente como descrito anterior 300 mil UFC/ml);
● Caso sua propriedade rural esteja com a coleta interrompida, para que o estabelecimento retorne a coletar seu leite, deverão ser adotadas as ações corretivas e sua propriedade rural apresentar um resultado de análise de CBT dentro do padrão, a ser emitido pelos laboratórios da Rede Brasileira de Qualidade do Leite – RBQL;
● Para que sua propriedade rural inicie o fornecimento de leite a algum estabelecimento, deverão ser atendidas as boas práticas agropecuárias e o leite deverá estar de acordo com o definido no regulamento técnico específico quanto a CBT. O estabelecimento deverá verificar e registrar estas informações no plano de qualificação de fornecedores ou similar; 
● As propriedades rurais devem participar de um plano de qualificação de fornecedores de leite, o qual será integrante do programa de autocontrole do estabelecimento recebedor. Este plano de qualificação deverá contemplar: assistência técnica e gerencial e capacitação com foco em gestão da propriedade e implementação das boas práticas agropecuárias; 
● Os estabelecimentos são obrigados a realizar e manter atualizado o cadastramento de seus fornecedores de leite em sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e incluir no seu programa de autocontrole; 
● A qualquer momento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pode colher amostras de leite cru em sua propriedade rural para realização de análises fiscais;
● O tanque de refrigeração e armazenagem do seu leite, de uso individual ou comunitário, deve: ser instalado na propriedade rural em local adequado, provido de paredes, cobertura, pavimentação, iluminação, ventilação e ponto de água corrente; apresentar condição de acesso apropriado ao veículo coletor; ser mantido sob condições de limpeza e higiene; e ter capacidade mínima de armazenar a produção de acordo com a estratégia de coleta, que propicie a chegada do leite no estabelecimento processador em no máximo 48 horas após sua obtenção.Fonte:SAR

Perguntas e respostas sobre a IN 76 e IN 77

(http://www.agricultura.gov.br/assuntos/inspecao/produtos-animal/arquivos-publicacoes-dipoa/perguntas-e-respostas-in76-e-7718-2013-qualidade-do-leite.pdf/view

 

Guia orientativo para elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite – PQFL(http://www.agricultura.gov.br/assuntos/boas-praticas-e-bem-estar-animal/bovinocultura)
 

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

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Agricultura familiar obtendo resultados de excelência na produção de leite

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Os pais da produtora de leite Mariele Stockler, proprietária do Sítio São Sebastião, iniciaram a atividade no ano de 1987 com apenas três animais em uma estrutura precária, localizada no município de Castro, no Paraná.

“A área inicial era um antigo chiqueiro. A ordenha era manual e o leite era colocado em latões e depois, levado para a beira da estrada para ser recolhido por um caminhão. Na época a silagem era puxada por um carrinho de mão porque não tínhamos trator”, conta Mariele, que fez questão de ressaltar que sua maior motivação vem da paixão pelas vacas. “Elas são fantásticas e sempre nos surpreendem”.

 

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Sítio São Sebastião

Com o tempo o número de animais foi crescendo e em 1990 a família Stocker investiu em uma ordenha mecânica balde ao pé. Em 1992 foi construído um estábulo com 18 lugares e adicionada mais uma máquina para ordenha. Na sequência, um trator e uma pequena carreta vieram para agregar. “Somos em três irmãos e desde bem pequenos nós tínhamos o desejo de ajudar nos serviços do campo. Sempre encontrávamos um jeito de contribuir, pois adoramos as vacas. Em 1999 adicionamos uma nova sala de ordenha dupla com 4 conjuntos e em 2006 foi construído um barracão de 92 lugares para a alimentação das vacas e novilhas. Vale destacar que todas as construções aqui do sítio foram realizadas pelo meu pai sempre com o auxílio da minha mãe, meu e dos meus irmãos”, relata.

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A área do sítio é de 11 hectares e devido ao aumento no número de animais e falta de sombra, começaram a surgir problemas com barro, mastites e cascos. Então, em um determinado momento, ou eles partiam para um free stall ou teriam que vender quase metade das cabeças. Querendo crescer com o negócio, eles optaram pela construção do confinamento. E, após todo o percurso e dedicação, hoje eles contabilizam 92 vacas em lactação, aproximadamente 30 vacas secas e uma média/animal/dia de 35,5 a 38 litros, com duas ordenhas diárias.

O que também chama a atenção são os bons índices de CCS (Contagem de Células Somáticas) e CBT (Contagem Bacteriana Total) e segundo Mariele, muitos querem saber qual é o segredo do sítio. Para ela, a resposta é simples: uma ordenha bem-feita e com muita higiene. “Não fazemos nada de extraordinário”, frisa.

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Sistema de produção

Antes, com o sistema de semiconfinamento, as vacas se alimentavam de silagem e concentrado no cocho e – depois – partiam para o pasto. No final de 2017, com a transição para o free stall, as adaptações passaram a ser feitas. Os animais são predominantemente da raça Holandesa, porém, em torno de 10% é Pardo Suíço e 3% Jersey. No total, são 230 cabeças entre bezerras, novilhas e vacas.

“Trabalhamos hoje com silagem de milho e silagem de sorgo (esta, apenas para novilhas e bezerras). As silagens são produzidas em áreas próprias e em terras arrendadas e – nos últimos anos- passamos a comprar milho em pé para confeccionar silagem”.

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Produção de leite em família

De acordo com Mariele, trabalhar em família nem sempre é fácil. Ela explica que está nas suas mãos e nas do seu irmão toda a gestão dos animais do rebanho. Além deles, a propriedade também conta com um funcionário, sua irmã com o marido, seu pai e a sua mãe.


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“Nós temos uma divisão de serviços, mas, quando é preciso exercer a função do outro, fazemos isso tranquilamente. Por exemplo, eu e a minha irmã fazemos as duas ordenhas, mas, quando alguma de nós não está, o meu irmão ou o funcionário se responsabilizam. A principal função do meu irmão é o aleitamento das bezerras, a limpeza do free stall e o trato das vacas e quando ele se ausenta, realizo as funções para ele. Já a principal atividade do funcionário é a limpeza do bezerreiro, o trato das novilhas, a limpeza do free stall, entre outros. O meu cunhado ajuda na limpeza dos pisos, meu pai sempre está envolvido com alguma construção com a ajuda da minha mãe e quando eles precisam de uma ‘mão’, sempre recebem. É difícil alguém ficar parado por aqui, sempre tem alguma coisinha para fazer”, explica Mariele, que ainda acrescentou:

“Quanto à sucessão familiar, a minha irmã casou e mora em uma casa do lado da nossa e o casal trabalha no sítio. Eu e meu irmão somos apaixonados pelas vacas, então, a sucessão vem ocorrendo desde que éramos crianças, o que torna esse processo mais fácil. Claro que sempre há um conflito visto que um quer fazer de um jeito e o outro, de outra maneira, mas, a gente vai se virando. O leite é a nossa única fonte de renda e isso nos motiva. Eu preciso fazer o meu melhor porque dependo disso para viver e quanto mais eu cuidar e zelar pelas coisas, melhor será o resultado. Por mais que o leite passe por altos e baixos ao longo do ano, é uma atividade que conseguimos manter. Quando o preço está mais baixo, a gente paga os custos, mas não consegue investir muito. Já quando o preço está melhor, conseguimos pensar em investimentos”.

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Desafios

Para Mariele, um dos maiores desafios é a falta de reconhecimento que muitos têm em relação a produção familiar. “Acordamos às 4h50 da manhã, trabalhamos o dia inteiro e às vezes vamos até a noite, sem contar os sábados, domingos e feriados. Também, um dos desafios é fazer uma boa gestão na propriedade. Em uma leiteria tudo tem que estar na ponta do lápis com relação aos custos, pois se não, a conta não fecha no final do mês. Os custos também são grandes desafios, porque se você oferece um tipo de ração para a vaca, ela tem que dar retorno e isso deve ser mensurado. Todo investimento tem que dar retorno em algum momento dentro de uma propriedade”.

No final da conversa, Mariele convidou todos a participarem do Interleite Sul 2019 e conhecer um pouco da sua história e da sua família de perto. “Também falarei sobre qualidade de leite, que de um jeito simples, é possível o produtor ter excelência. Quero destacar toda a dedicação que temos aos animais, em querer sempre melhorar o conforto a eles e o cuidado desde pequenos até a fase adulta. Tenho certeza que será uma ótima troca de experiências”.

Mariele será uma das palestrantes do Interleite Sul 2019, que ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio em Chapecó/SC. A sua palestra ‘Obtendo resultados de excelência na produção familiar’ faz parte do painel ‘Especialização com tecnologia, gestão e terceirização’. Fonte: MilkPoint

 

Mais informações: http://www.interleite.com.br/sul/

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Aplicativo de celular facilita acesso a informações tecnológicas da Embrapa para produtores de leite

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A Empresa de Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá comemorar seus 46 anos de fundação com o lançamento de tecnologias votadas para o agronegócio. Entre os lançamentos está o APPLeite, desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, uma das unidades de pesquisa da instituição. O aplicativo tem o obtivo de tornar mais simples a busca por informações tecnológicas relativas à pecuária de leite para o pequeno e o médio produtor com acesso à internet, via smartphone ou tablet.

A analista da Embrapa Gado de leite, Vanessa Maia, que desenvolveu o AppLeite, diz que o aplicativo promove a convergência para os dispositivos móveis de várias tecnologias desenvolvidas para usuários com baixo nível de letramento. “Já há algum tempo, a Embrapa Gado de Leite tem se preocupado em tornar acessíveis as informações tecnológicas produzidas por seus pesquisadores. Um exemplo é a criação de cartilhas no formato de e-books utilizando uma linguagem mais adequada aos produtores que tiveram pouco acesso à educação formal”, explica Vanessa.

O próprio APPLeite foi desenvolvido para que mesmo usuários com pouca experiência no uso da internet possam navegar de forma descomplicada. “Para garantir uma navegabilidade simples e objetiva, que atenda o público alvo, tanto os ícones quanto o layout das páginas de navegação foram pensados juntamente com os produtores”, diz a analista. Segundo Vanessa, o aplicativo também é voltado para técnicos da extensão rural, que trabalham diretamente com os produtores, além de estudantes de cursos relacionados às ciências agrárias.

Os analistas da Embrapa esperam uma boa repercussão do aplicativo, já em sua fase de testes, sem nenhuma divulgação, foram registrados mais de 100 downloads. O APPLeite estará disponível na Play Store, após o lançamento, de forma gratuita para smartphones que utilizam o sistema Androide. A equipe da Embrapa já trabalha para disponibilizá-lo também em IOS.

Está programada uma segunda versão do aplicativo que deverá ser lançado no segundo semestre de 2019. Nela, haverá sistema de recomendação de conteúdo baseado no perfil do usuário, no histórico de navegação e nas preferências de outros usuários com perfil semelhante. Outra novidade será um canal de comunicação via WhatsApp.

Tecnologias na palma da mão – O aplicativo possui sistema de busca por ‘palavra-chave’ ou comando de voz, além de compartilhamento em redes sociais e e-mail. Confira o conteúdo que pode ser acessado:

- E-books: cartilhas em formato e-book, comunicados técnicos em PDF e outras publicações de interesse do público alvo, selecionadas para aprimorar as atividades do dia a dia no campo.

- Vídeos: orientações técnicas dadas por analistas e pesquisadores da Embrapa em vídeos curtos, voltados para a prática da pecuária de leite.

- Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) – por mensagem de e-mail, é possível resolver dúvidas relacionadas à pecuária de leite com a equipe técnica da Embrapa.

- RepiLeite – rede social temática dedicada à cadeia do leite, permite ao participante debater uma série de temas em fóruns online. Também oferece uma programação de palestras com transmissão ao vivo e acesso gratuito.

- Soluções Tecnológicas – o aplicativo permite localizar facilmente informações sobre práticas agropecuárias, cultivares de forrageiras, análises laboratoriais, softwares e outras soluções tecnológicas da Embrapa.

- E@D Leite – o usuário também pode visualizar as opções de cursos a distância de curta duração e se inscrever no tema de seu interesse.Fonte:Embrapa Gado de Leite 
 

Mais informações: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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