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Qualidade do leite é assunto de tarde de campo em São Ludgero

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Está em vigor desde 30 de maio uma nova normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que fixa regras para a produção de leite no país, especificando os padrões de identidade e qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

Para esclarecer sobre o novo regramento aos produtores de São Ludgero, no Sul do Estado, a Epagri promoveu uma tarde de campo no dia 28 de maio, na propriedade de Jonas Soethe, abordando o tema “Qualidade de Leite”. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria de Agricultura, Comércio, Indústria e Turismo e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Segundo o extensionista rural da Epagri de São Ludgero, engenheiro-agrônomo Igor Franz Dittert, a estimativa sinaliza que 90% das propriedades de São Ludgero atendem a qualidade exigida e que 10% devem passar por ajustes. No evento ele fez uma apresentação detalhada sobre a qualidade do leite exigida, pontuando as responsabilidades dos produtores, dos laticínios e das assistências técnicas. O extensionista esclareceu que será realizado um diagnóstico individual de cada propriedade, que os produtores precisam ficar atentos já no mês de junho sobre os números apresentados referentes à Contagem Bacteriana Total (CBT) permitida (que é até 300 mil UFC/ml), sobre o controle da temperatura do leite no resfriador (que em três horas deve baixar a 4ºC) e sobre a coleta do leite sendo feita até no máximo em 48 horas.

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“Tentamos esclarecer aos participantes que a nova normativa trará benefícios aos próprios produtores, a exemplo do aditivo no preço pago pelos laticínios se eles entregarem leite de boa qualidade”, enfatizou Igor. Ele esclareceu que os meses de junho, julho e agosto servirão de base para a média mínima estabelecida de bactérias e os produtores que não estiverem dentro do estabelecido terão mais dois meses para as adequações. “A coleta de leite será interrompida somente a partir do quinto mês”, explica.

Durante o evento, o engenheiro-agrônomo do Senar, Elder Bloemer Brand, falou sobre o manejo prático das ordenhas para garantir a qualidade do leite. Ele alertou sobre os pequenos cuidados que podem fazer a grande diferença na qualidade, a exemplo da manutenção dos equipamentos, da higiene no manejo, do cuidado das instalações físicas e da sanidade dos animais.

Para Igor a tarde de campo foi uma ótima oportunidade para as famílias sanarem inúmeras dúvidas. “Nosso trabalho é orientar com o objetivo de todos os produtores de leite de São Ludgero produzirem dentro da qualidade estabelecida pelo ministério, bem como terem uma valorização maior na comercialização do produto”.

O extensionista da Epagri lembra a importância da iniciativa da administração de São Ludgero em ações conjuntas desenvolvidas ao longo dos últimos anos. Ele destaca principalmente aquelas envolvendo a sanidade animal, com foco em trabalhos direcionados à prevenção da brucelose e da tuberculose

 

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Novas regras para produção de leite no Brasil já estão em vigor

 

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Produtores rurais e indústrias do setor lácteo devem estar atentos às novas regras para produção e padrão de qualidade do leite cru refrigerado, do pasteurizado e do tipo A.

As Instruções Normativas 76 e 77 publicadas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estabelecem os regulamentos técnicos e procedimentos para a produção, acondicionamento, coleta e conservação do leite cru. As novas regras foram publicadas em 26 de novembro de 2018 e entraram em vigor na última quinta-feira (30).

 

A IN 76 trata das características e da qualidade do produto na indústria. Já na IN 77 são definidos os critérios para obtenção de leite de qualidade e seguro ao consumidor e que englobam desde a organização da propriedade, suas instalações e equipamentos, até a formação e capacitação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas, o controle sistemático de mastites, da brucelose e da tuberculose.

A intenção das medidas do Ministério da Agricultura é que o leite produzido no país siga alguns parâmetros mínimos para que a cadeia do leite seja mais competitiva. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, Santa Catarina já tem uma produção de leite com uma qualidade diferenciada e as novas regras trazem avanços importantes para reduzir as perdas nas propriedades rurais e laticínios, além de melhorar o rendimento das indústrias, a diversidade de produtos e a durabilidade do leite nas prateleiras. “A cadeia produtiva do leite tem grandes oportunidades, principalmente se pensarmos em ampliar os nossos mercados. Santa Catarina tem uma produção em crescimento e esse pode ser mais um item da nossa pauta de exportações, principalmente pelo nosso status sanitário que agrega valor ao leite produzido no estado. Nossa preocupação é sempre aumentar a rentabilidade do produtor rural, a qualidade e segurança dos produtos”, ressalta.

O diretor de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Vagner Miranda Portes, explica que Santa Catarina já é reconhecido por ter um leite de excelente qualidade, exportando boa parte da sua produção. “Nós consumimos um terço da nossa produção, o restante abastece outros estados. Muitas das exigências da nova legislação passam pela profissionalização da produção, podendo ser atendidas com melhoria na assistência técnica e outras serão mais trabalhosas. Porém, esta é uma medida importante para que a qualidade seja um diferencial do leite produzido no Brasil”, destaca.

Contagem bacteriana
As IN 76 e 77 mantêm o padrão de contagem bacteriana para o leite cru refrigerado na propriedade rural de 300 mil unidades formadoras de colônias por ml (UFC/ml) vigente desde julho de 2014. Para as indústrias, o padrão de contagem bacteriana foi estabelecido em 900 mil UFC/ml para que o leite, após o transporte, mantenha a qualidade obtida na origem.

Saúde animal
As propriedades rurais devem comprovar a ausência de brucelose e tuberculose, introduzindo animais na propriedade apenas com exames negativos para estas doenças e respeitando demais normas e procedimentos estabelecidos no Regulamento Técnico do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal e legislação sanitária estadual.

É importante lembrar que a vacinação contra brucelose com a amostra B19 é proibida em Santa Catarina devido à baixa incidência da doença no estado. A prevenção pode ser feita utilizando a vacina RB51, aplicada em fêmeas bovinas acima de 3 meses de idade. Para mais informações, o produtor deve entrar em contato com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) do seu município.

Melhoria da qualidade
Para acompanhar a evolução da aplicação das novas normas, o Ministério da Agricultura criou a Comissão Técnica Consultiva do Leite (CTC/Leite), que irá analisar e propor medidas melhorar a qualidade do leite produzido e consumido pelos brasileiros. Vai também assegurar a clareza no cumprimento e na fiscalização das instruções normativas.

Além disso, os produtores contarão com um Guia Orientativo para Elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite e os laticínios devem elaborar um Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite (PQFL).

Leite em Santa Catarina
Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite do Brasil. Esta é a atividade agropecuária com o maior crescimento no estado. Em 2017, a produção catarinense girou em torno de 3,4 bilhões de litros, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.

Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. As expectativas são de que até 2020 a região produza mais da metade de todo leite brasileiro.

Entenda quais os principais itens das Instruções Normativas:

● O tanque de refrigeração de sua propriedade deve apresentar temperatura de refrigeração igual ou inferior a 4°C no tempo máximo de três horas após a colocação do leite no tanque;
● No momento da coleta, o leite fornecido de sua propriedade deverá atender às exigências quanto ao teste do Álcool/Alizarol 72 (% v/v) previsto em regulamento técnico de identidade e qualidade específico e ao critério da temperatura de conservação do leite (4°C) estabelecido no programa de autocontrole do estabelecimento. Caso contrário o agente de coleta deixará de coletar o leite;
● O leite cru fornecido pela sua propriedade rural deve apresentar médias geométricas trimestrais de Contagem de Bactéria Totais – CBT ou Contagem Padrão em Placa – CPP inferiores a 300 mil UFC/mL e de Contagem de Células Somáticas – CCS abaixo de 500 mil CS/mL;
● Os estabelecimentos processadores deverão interromper a coleta do leite na propriedade que apresentar, por três meses consecutivos, resultado de média geométrica fora do padrão para CBT ou CPP (atualmente como descrito anterior 300 mil UFC/ml);
● Caso sua propriedade rural esteja com a coleta interrompida, para que o estabelecimento retorne a coletar seu leite, deverão ser adotadas as ações corretivas e sua propriedade rural apresentar um resultado de análise de CBT dentro do padrão, a ser emitido pelos laboratórios da Rede Brasileira de Qualidade do Leite – RBQL;
● Para que sua propriedade rural inicie o fornecimento de leite a algum estabelecimento, deverão ser atendidas as boas práticas agropecuárias e o leite deverá estar de acordo com o definido no regulamento técnico específico quanto a CBT. O estabelecimento deverá verificar e registrar estas informações no plano de qualificação de fornecedores ou similar; 
● As propriedades rurais devem participar de um plano de qualificação de fornecedores de leite, o qual será integrante do programa de autocontrole do estabelecimento recebedor. Este plano de qualificação deverá contemplar: assistência técnica e gerencial e capacitação com foco em gestão da propriedade e implementação das boas práticas agropecuárias; 
● Os estabelecimentos são obrigados a realizar e manter atualizado o cadastramento de seus fornecedores de leite em sistema do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e incluir no seu programa de autocontrole; 
● A qualquer momento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pode colher amostras de leite cru em sua propriedade rural para realização de análises fiscais;
● O tanque de refrigeração e armazenagem do seu leite, de uso individual ou comunitário, deve: ser instalado na propriedade rural em local adequado, provido de paredes, cobertura, pavimentação, iluminação, ventilação e ponto de água corrente; apresentar condição de acesso apropriado ao veículo coletor; ser mantido sob condições de limpeza e higiene; e ter capacidade mínima de armazenar a produção de acordo com a estratégia de coleta, que propicie a chegada do leite no estabelecimento processador em no máximo 48 horas após sua obtenção.Fonte:SAR

Perguntas e respostas sobre a IN 76 e IN 77

(http://www.agricultura.gov.br/assuntos/inspecao/produtos-animal/arquivos-publicacoes-dipoa/perguntas-e-respostas-in76-e-7718-2013-qualidade-do-leite.pdf/view

 

Guia orientativo para elaboração do Plano de Qualificação de Fornecedores de Leite – PQFL(http://www.agricultura.gov.br/assuntos/boas-praticas-e-bem-estar-animal/bovinocultura)
 

 

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Agricultura familiar obtendo resultados de excelência na produção de leite

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Os pais da produtora de leite Mariele Stockler, proprietária do Sítio São Sebastião, iniciaram a atividade no ano de 1987 com apenas três animais em uma estrutura precária, localizada no município de Castro, no Paraná.

“A área inicial era um antigo chiqueiro. A ordenha era manual e o leite era colocado em latões e depois, levado para a beira da estrada para ser recolhido por um caminhão. Na época a silagem era puxada por um carrinho de mão porque não tínhamos trator”, conta Mariele, que fez questão de ressaltar que sua maior motivação vem da paixão pelas vacas. “Elas são fantásticas e sempre nos surpreendem”.

 

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Sítio São Sebastião

Com o tempo o número de animais foi crescendo e em 1990 a família Stocker investiu em uma ordenha mecânica balde ao pé. Em 1992 foi construído um estábulo com 18 lugares e adicionada mais uma máquina para ordenha. Na sequência, um trator e uma pequena carreta vieram para agregar. “Somos em três irmãos e desde bem pequenos nós tínhamos o desejo de ajudar nos serviços do campo. Sempre encontrávamos um jeito de contribuir, pois adoramos as vacas. Em 1999 adicionamos uma nova sala de ordenha dupla com 4 conjuntos e em 2006 foi construído um barracão de 92 lugares para a alimentação das vacas e novilhas. Vale destacar que todas as construções aqui do sítio foram realizadas pelo meu pai sempre com o auxílio da minha mãe, meu e dos meus irmãos”, relata.

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A área do sítio é de 11 hectares e devido ao aumento no número de animais e falta de sombra, começaram a surgir problemas com barro, mastites e cascos. Então, em um determinado momento, ou eles partiam para um free stall ou teriam que vender quase metade das cabeças. Querendo crescer com o negócio, eles optaram pela construção do confinamento. E, após todo o percurso e dedicação, hoje eles contabilizam 92 vacas em lactação, aproximadamente 30 vacas secas e uma média/animal/dia de 35,5 a 38 litros, com duas ordenhas diárias.

O que também chama a atenção são os bons índices de CCS (Contagem de Células Somáticas) e CBT (Contagem Bacteriana Total) e segundo Mariele, muitos querem saber qual é o segredo do sítio. Para ela, a resposta é simples: uma ordenha bem-feita e com muita higiene. “Não fazemos nada de extraordinário”, frisa.

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Sistema de produção

Antes, com o sistema de semiconfinamento, as vacas se alimentavam de silagem e concentrado no cocho e – depois – partiam para o pasto. No final de 2017, com a transição para o free stall, as adaptações passaram a ser feitas. Os animais são predominantemente da raça Holandesa, porém, em torno de 10% é Pardo Suíço e 3% Jersey. No total, são 230 cabeças entre bezerras, novilhas e vacas.

“Trabalhamos hoje com silagem de milho e silagem de sorgo (esta, apenas para novilhas e bezerras). As silagens são produzidas em áreas próprias e em terras arrendadas e – nos últimos anos- passamos a comprar milho em pé para confeccionar silagem”.

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Produção de leite em família

De acordo com Mariele, trabalhar em família nem sempre é fácil. Ela explica que está nas suas mãos e nas do seu irmão toda a gestão dos animais do rebanho. Além deles, a propriedade também conta com um funcionário, sua irmã com o marido, seu pai e a sua mãe.


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“Nós temos uma divisão de serviços, mas, quando é preciso exercer a função do outro, fazemos isso tranquilamente. Por exemplo, eu e a minha irmã fazemos as duas ordenhas, mas, quando alguma de nós não está, o meu irmão ou o funcionário se responsabilizam. A principal função do meu irmão é o aleitamento das bezerras, a limpeza do free stall e o trato das vacas e quando ele se ausenta, realizo as funções para ele. Já a principal atividade do funcionário é a limpeza do bezerreiro, o trato das novilhas, a limpeza do free stall, entre outros. O meu cunhado ajuda na limpeza dos pisos, meu pai sempre está envolvido com alguma construção com a ajuda da minha mãe e quando eles precisam de uma ‘mão’, sempre recebem. É difícil alguém ficar parado por aqui, sempre tem alguma coisinha para fazer”, explica Mariele, que ainda acrescentou:

“Quanto à sucessão familiar, a minha irmã casou e mora em uma casa do lado da nossa e o casal trabalha no sítio. Eu e meu irmão somos apaixonados pelas vacas, então, a sucessão vem ocorrendo desde que éramos crianças, o que torna esse processo mais fácil. Claro que sempre há um conflito visto que um quer fazer de um jeito e o outro, de outra maneira, mas, a gente vai se virando. O leite é a nossa única fonte de renda e isso nos motiva. Eu preciso fazer o meu melhor porque dependo disso para viver e quanto mais eu cuidar e zelar pelas coisas, melhor será o resultado. Por mais que o leite passe por altos e baixos ao longo do ano, é uma atividade que conseguimos manter. Quando o preço está mais baixo, a gente paga os custos, mas não consegue investir muito. Já quando o preço está melhor, conseguimos pensar em investimentos”.

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Desafios

Para Mariele, um dos maiores desafios é a falta de reconhecimento que muitos têm em relação a produção familiar. “Acordamos às 4h50 da manhã, trabalhamos o dia inteiro e às vezes vamos até a noite, sem contar os sábados, domingos e feriados. Também, um dos desafios é fazer uma boa gestão na propriedade. Em uma leiteria tudo tem que estar na ponta do lápis com relação aos custos, pois se não, a conta não fecha no final do mês. Os custos também são grandes desafios, porque se você oferece um tipo de ração para a vaca, ela tem que dar retorno e isso deve ser mensurado. Todo investimento tem que dar retorno em algum momento dentro de uma propriedade”.

No final da conversa, Mariele convidou todos a participarem do Interleite Sul 2019 e conhecer um pouco da sua história e da sua família de perto. “Também falarei sobre qualidade de leite, que de um jeito simples, é possível o produtor ter excelência. Quero destacar toda a dedicação que temos aos animais, em querer sempre melhorar o conforto a eles e o cuidado desde pequenos até a fase adulta. Tenho certeza que será uma ótima troca de experiências”.

Mariele será uma das palestrantes do Interleite Sul 2019, que ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio em Chapecó/SC. A sua palestra ‘Obtendo resultados de excelência na produção familiar’ faz parte do painel ‘Especialização com tecnologia, gestão e terceirização’. Fonte: MilkPoint

 

Mais informações: http://www.interleite.com.br/sul/

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Aplicativo de celular facilita acesso a informações tecnológicas da Embrapa para produtores de leite

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A Empresa de Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá comemorar seus 46 anos de fundação com o lançamento de tecnologias votadas para o agronegócio. Entre os lançamentos está o APPLeite, desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, uma das unidades de pesquisa da instituição. O aplicativo tem o obtivo de tornar mais simples a busca por informações tecnológicas relativas à pecuária de leite para o pequeno e o médio produtor com acesso à internet, via smartphone ou tablet.

A analista da Embrapa Gado de leite, Vanessa Maia, que desenvolveu o AppLeite, diz que o aplicativo promove a convergência para os dispositivos móveis de várias tecnologias desenvolvidas para usuários com baixo nível de letramento. “Já há algum tempo, a Embrapa Gado de Leite tem se preocupado em tornar acessíveis as informações tecnológicas produzidas por seus pesquisadores. Um exemplo é a criação de cartilhas no formato de e-books utilizando uma linguagem mais adequada aos produtores que tiveram pouco acesso à educação formal”, explica Vanessa.

O próprio APPLeite foi desenvolvido para que mesmo usuários com pouca experiência no uso da internet possam navegar de forma descomplicada. “Para garantir uma navegabilidade simples e objetiva, que atenda o público alvo, tanto os ícones quanto o layout das páginas de navegação foram pensados juntamente com os produtores”, diz a analista. Segundo Vanessa, o aplicativo também é voltado para técnicos da extensão rural, que trabalham diretamente com os produtores, além de estudantes de cursos relacionados às ciências agrárias.

Os analistas da Embrapa esperam uma boa repercussão do aplicativo, já em sua fase de testes, sem nenhuma divulgação, foram registrados mais de 100 downloads. O APPLeite estará disponível na Play Store, após o lançamento, de forma gratuita para smartphones que utilizam o sistema Androide. A equipe da Embrapa já trabalha para disponibilizá-lo também em IOS.

Está programada uma segunda versão do aplicativo que deverá ser lançado no segundo semestre de 2019. Nela, haverá sistema de recomendação de conteúdo baseado no perfil do usuário, no histórico de navegação e nas preferências de outros usuários com perfil semelhante. Outra novidade será um canal de comunicação via WhatsApp.

Tecnologias na palma da mão – O aplicativo possui sistema de busca por ‘palavra-chave’ ou comando de voz, além de compartilhamento em redes sociais e e-mail. Confira o conteúdo que pode ser acessado:

- E-books: cartilhas em formato e-book, comunicados técnicos em PDF e outras publicações de interesse do público alvo, selecionadas para aprimorar as atividades do dia a dia no campo.

- Vídeos: orientações técnicas dadas por analistas e pesquisadores da Embrapa em vídeos curtos, voltados para a prática da pecuária de leite.

- Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) – por mensagem de e-mail, é possível resolver dúvidas relacionadas à pecuária de leite com a equipe técnica da Embrapa.

- RepiLeite – rede social temática dedicada à cadeia do leite, permite ao participante debater uma série de temas em fóruns online. Também oferece uma programação de palestras com transmissão ao vivo e acesso gratuito.

- Soluções Tecnológicas – o aplicativo permite localizar facilmente informações sobre práticas agropecuárias, cultivares de forrageiras, análises laboratoriais, softwares e outras soluções tecnológicas da Embrapa.

- E@D Leite – o usuário também pode visualizar as opções de cursos a distância de curta duração e se inscrever no tema de seu interesse.Fonte:Embrapa Gado de Leite 
 

Mais informações: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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Audiência com produtores de leite e Epagri discute instalação de uma cooperativa de laticínio em Canoinhas

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Um grupo de produtores de leite e técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) participaram de uma audiência com o Prefeito de Canoinhas, Beto Passos (PSD), que apresentou com mais detalhes os benefícios que serão concedidos, pelo município, para a implantação de um laticínio em Canoinhas.

A proposta para que o município possa receber o empreendimento foi apresentada em fevereiro durante reunião da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte). “Hoje eles estiveram aqui para obter mais detalhes e também para conhecer o terreno oferecido pelo Município”, comenta o prefeito Beto Passos.

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A atividade leiteira se constitui segmento estratégico para a vida de um significativo contingente de produtores rurais e familiares, e é responsável por boa parte do movimento econômico de Canoinhas. “É por isso que manifestamos o nosso interesse para que o empreendimento seja instalado em nosso município, uma vez que Canoinhas possui localização geográfica estratégica entre todos os municípios do Planalto Norte. Estamos fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance e em conformidade com a lei para que Canoinhas seja o município escolhido”, comenta o prefeito Beto Passos. Papanduva e Monte Castelo também fizeram propostas aos pecuaristas.

A viabilidade do empreendimento é garantida por estudo da Epagri. Produtores de toda a região estão unidos e acompanhando o projeto.  O laticínio funcionaria como cooperativa. O município de Canoinhas se comprometeu a disponibilizar diversos incentivos, entre eles um imóvel.

Os secretários, Paulo Machado e Edison Kuroli também participaram do encontro esclarecendo dúvidas sobre as propostas.  Os vereadores Célio Galeski (PSD), Wilmar Sudoski (PSD), Mario Renato Erzinger (PR) e Nilson Cochask (PR) também participaram do encontro. Fonte:http://www.diariodoplanalto.com.br/

 

Mais informações: emcanoinhas@epagri.sc.gov.br

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Bela Vista do Toldo se destaca na produção de leite

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A pecuária leiteira é uma das atividades que mais tem crescido e ganhado expressão nos últimos anos no Planalto Norte Catarinense. Duas propriedades do interior de Bela Vista do Toldo, dos produtores Gerson e Graciano, têm mostrado um desempenho expressivo nessa atividade.

Esses produtores podem dizer que são bem-sucedidos na atividade leiteira. Eles são vizinhos na comunidade da Lagoa do Sul. Suas famílias são pequenas e a atividade leiteira desenvolvida é baseada em pastagens anuais de inverno (aveia e azevém), e no verão as áreas de leite concorrem com a cultura do fumo, soja e milho.

Gerson investiu no melhoramento da atividade com pastagens perenes de verão e o resultado após quatro anos foi o aumento de 125% na renda da atividade. Graciano manteve a base da atividade nas pastagens anuais (azevém no inverno e milheto no verão) e, com a melhoria de algumas técnicas na propriedade, aumentou a produtividade de 12 mil litros de leite por hectare para 20 mil.

Segundo engenheiro-agrônomo da Epagri em Bela Vista do Toldo, Marlon Dutra, um dos pontos fundamentais é a organização. “Eles são produtores que participam de grupos e acessam políticas públicas. Ambos foram contemplados com recursos do projeto SC Rural por participar de um grupo de produtores de leite, e com isso conseguiram acessar várias políticas públicas estaduais para melhorar a atividade leiteira. O Programa Planorte Leite também vem incentivando produtores a se organizar e melhorar a atividade leiteira. Gerson e Graciano participam dos encontros desde o início e são grandes apoiadores do programa”, explica.

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Além dos programas governamentais, outro fator importante é assistência técnica oferecida pela Epagri, que auxilia o produtor a investir melhor e a superar gargalos na atividade. O diferencial da assistência recebida pela Empresa foi o acompanhamento contábil. Outra ação de destaque é o trabalho realizado com toda a família com o objetivo de facilitar o trabalho na atividade, principalmente para a mulher, que na maioria dos casos é responsável pela ordenha dos animais e precisa de um local limpo, organizado, de fácil acesso, ergonômico e que possibilite uma ordenha rápida, higiênica e funcional dos animais.

Marlon explica que dentro das propriedades foram aprimoradas técnicas conhecidas, mas que muitas vezes não estão adequadas á realidade de cada um. Foram feitas melhorias no sistema de piqueteamento, colocação de água para os animais e lotação e produtividade animal adequadas para um sistema à base de pastagens.

“Devemos ressaltar também que muitas propriedades não têm o hábito de realizar análise de solo das áreas de pastagem e nem de adubar. Para esse aumento de renda no leite, tudo começa com o cuidado com o pasto. Hoje temos cultivares de pastagem de verão que produzem tanta matéria seca quanto uma lavoura de milho. Isso sem falar nas novas cultivares de azevém, que têm alto potencial de produção e ainda são adubadas sem recomendação. Adubar com recomendação técnica faz muita diferença”, ressalta o extensionista.

Esses produtores são dois casos de sucesso que, com muito trabalho, apoio e perseverança, atingiram resultados expressivos em pouco tempo. Hoje eles abrem suas propriedades para as visitas de outros produtores e mostram o que estão fazendo, apoiando o crescimento de mais pessoas. Sentem orgulho da atividade e são referência na região como produtores de leite.

Mais informações: embelavista@epagri.sc.gov.br 

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Acordo de exportar leite para a China deve sair até o final do ano

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O acordo sanitário para que o Brasil possa exportar leite para a China deve sair até o final do ano, segundo o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, que na semana passada participou de uma missão da Agência de Promoção das Exportações (Apex) e Confederação Nacional de Agricultura (CNA), ao país oriental. Spies disse que durante a missão foram acordadas as bases do acordo sanitário.

– Foram acertadas as condições sanitárias e o padrão exigido e agora será feita a tradução da documentação. Concluindo essa etapa poderemos dar início ao processo de habilitação das plantas – destacou Spies.

A intenção é iniciar as vendas de produtos com maior valor agregado, como queijos e manteiga. Outro mercado que está sendo buscado é o México, que também está na fase de tradução da documentação para posterior habilitação. 

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Queda no preço do leite  

Depois de uma alta no período do inverno o preço do leite começou a cair, tanto para o produtor, como para o consumidor. De acordo com o levantamento do cesto básico da Unochapecó/Sicom, o leite longa vida caiu 7,9% nos supermercados de Chapecó em novembro, em comparação com outubro. Mesmo assim no ano a alta ainda é de 31%.

No campo o preço pago ao produtor caiu em média oito centavos no mês passado e deve ter nova queda neste mês, segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Santa Catarina (Sindileite-SC), Valter Brandalise. Ele afirmou que a queda é resultado de um aumento da oferta de produção no Sudeste aliado a uma redução de consumo no período de verão, o que é normal para a época. Fonte: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/darci-debona / Foto: Cristiano Estrela/Diário Catarinense

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Santa Catarina quer exportar leite para China

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Com uma produção de leite em crescimento acelerado, Santa Catarina busca novos mercados para exportação. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, embarcou na quinta-feira (01) para China, onde participa de uma missão empresarial de análise de mercado para venda de leite e frutas.

O leite é a atividade agropecuária que mais cresce em Santa Catarina, com uma produção de 3,4 bilhões de litros em 2017. O estado se prepara agora para exportar. Do outro lado está a China, o maior importador mundial de lácteos.

A missão empresarial coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) contempla a participação na China Internacional Import Expo (CIIE), além de seminários e reuniões com o governo chinês. “Nós vamos aprender o caminho para exportação de lácteos para a China. Vamos conhecer as preferências dos consumidores e de que forma os supermercados vendem os produtos. Esse aprendizado poderá ser aplicado também a outros países asiáticos, para onde futuramente podemos exportar lácteos”, explica o secretário.

Os conhecimentos adquiridos irão orientar os trabalhos da Aliança Láctea Sul Brasileira, assim como as políticas de pesquisa agropecuária, extensão rural e defesa sanitária em Santa Catarina. Segundo o secretário, o estado terá grandes desafios para se tornar competitivo no mercado internacional de láctecos, disputando mercados com grandes fornecedores como a Nova Zelândia, Austrália, Argentina e Uruguai.

“Nosso produto precisa melhorar a qualidade e reduzir os custos de produção. Temos um dever de casa a ser feito na área de tecnologia de produção para produzir mais e com menos custos. Mas nós já fizemos isso com a suinocultura na década de 70 e a atividade se transformou para ser mais eficiente, produtiva e competitiva no mercado internacional. O setor lácteo irá passar pela mesma revolução”.

O secretário acredita que o Brasil pode produzir o leite mais competitivo do mundo. “Com isso nós vamos criar empregos, renda e oportunidades para o desenvolvimento de Santa Catarina. Essa missão empresarial vai nos mostrar o que temos fazer para transformar o leite em mais uma estrela do nosso agronegócio”, destaca Spies.

Leite na Região Sul 
Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. E as expectativas são de que até 2025 a região produza mais da metade de todo leite brasileiro.

A região formada pelo Sudoeste do Paraná, Oeste Catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul pode ser chamada de a “Nova Meca” do leite no Brasil já que apresenta o maior crescimento na produção e é também onde as indústrias de lacticínios têm feito os maiores investimentos nos últimos 10 anos.

Em Santa Catarina, o leite já é a atividade agropecuária com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3,4 bilhões de litros em 2017 – um incremento de 8% em relação a ano anterior. Os números consolidaram o estado como o quarto maior produtor de leite do país.

 

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Produtores do extremo Oeste discutem Cadeia Produtiva do Leite

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Foi realizado na segunda-feira, 18, no salão Paroquial da Igreja Matriz em São Miguel do Oeste, o Seminário Regional sobre a Cadeia Produtiva do Leite. A ação é uma realização de diversas entidades ligadas à agricultura familiar.

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O seminário busca construção de propostas para a cadeia produtiva do leite, principalmente frente as mudanças propostas pelo Ministério da Agricultura na legislação.

 

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As mudanças propostas pelo MAPA vão trazer prejuízos e vai tornar a atividade leiteira inviável. A afirmação é do Deputado estadual do PT Dirceu Dresch. Segundo ele as medidas vão custar muito caro para os produtores. Dresch salienta que estas normativas tratam do manejo com o gado leiteiro, transporte e refrigeração, situações que são diferentes em cada região do país e que se confirmar será inviável. Ele comenta também que o leite produzido em nossa região é um dos melhores do Brasil e pode ser considerado um dos melhores do mundo.

Dresch comenta também que a pauta elaborada no dia de hoje será encaminhada ao Ministério da Agricultura e Pecuária a fim de ajustar as normativas. Segundo ele, o setor vem perdendo o valor ao longo do tempo e se casos sejam efetivadas essas medidas o agricultor familiar e também as agroindústrias vão perder ainda mais. Fonte: portal Peperi

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Aplicativo monitora e emite alertas sobre saúde de gado leiteiro

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O aplicativo analisa dados de nutrição, saúde, reprodução das vacas leiteiras e alerta o criador sobre alguma ocorrência ou emergência

A história que levou Leonardo Guedes a investir no próprio negócio começou quando ele ainda cursava engenharia elétrica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Ele conta que, no grupo de pesquisa do qual participava, havia projetos de desenvolvimento de produtos em diversos segmentos. A agropecuária era um deles.

“Quando começamos, vimos que a pecuária ainda tinha pouca automação, pouco ferramental. Isso vai mudar. Mas o que muita gente viu como barreira, vimos como oportunidade”, conta o empresário.

O trabalho acabou mostrando potencial para virar negócio. Hoje é a Cow Med, startup da qual Leonardo Guedes é um dos fundadores. A proposta da empresa é analisar dados de nutrição, saúde e reprodução de vacas leiteiras e alertar o criador sobre alguma ocorrência ou emergência.

As informações são coletadas por um dispositivo eletrônico instalado em uma coleira colocada em cada animal do rebanho. De início, a estratégia da empresa foi produzir e vender as coleiras. Mas o modelo de negócio não teve sucesso, relembra Guedes. Um produto novo, desconhecido, não recebeu a confiança esperada do pecuarista.

A saída era mudar o formato, o que foi possível com a ajuda de um cliente que resolveu experimentar a coleira eletrônica em seu rebanho, como um projeto piloto, no Uruguai. Uma das vacas gerou um dado que justificava um alerta sobre seu estado de saúde. E o sistema avisou o criador.

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CowMed Assistant (Foto: Divulgação)

“Ele me disse ‘o produto está funcionando, mas o mais interessante foi você me avisar que minha vaca está doente’. Foi o estalo que eu precisava. Percebi que não tinha que vender um produto, mas um serviço associado a ele”, conta.

A produção da coleira eletrônica hoje é terceirizada, de acordo com os padrões estabelecidos pela Cow Med. E a empresa se concentrou no desenvolvimento da plataforma online de coleta e análise de dados e na prestação do serviço de informações, treinamento e suporte ao cliente que adotar o sistema no seu rebanho.

Fechado o negócio, explica Guedes, uma equipe vai até a fazenda instalar os receptores e as coleiras, uma em cada animal. Por esse serviço é cobrada uma taxa única de adesão, em torno de R$ 3 mil. Depois, são feitos pagamentos mensais de R$ 14,90 por cabeça equipada com o dispositivo. Suporte técnico e trocas de equipamentos com defeito são inclusos no pacote.

Instalada, a coleira coleta os dados, monta uma série histórica sobre o animal e envia para uma plataforma em nuvem. Essa plataforma, acessível via internet, permite a visualização das informações sobre cada mês. O sistema processa as informações e identifica sinais que possam indicar, por exemplo, se a vaca está no cio, no momento de parir ou de algum comportamento que possa indicar algum problema de saúde.

Qualquer ponto fora da curva é informado automaticamente ao usuário. E uma equipe de analistas, técnicos, veterinários e zootecnistas orienta sobre o uso mais eficiente da tecnologia. A promessa, segundo Leonardo Guedes, é de 98% de precisão. Ou seja, de cada 100 vezes que o sistema indicar que uma vaca tem um problema de saúde, por exemplo, em 98 é possível que, de fato, esteja.

“Terceirizamos a coleira, mas a tecnologia associada a ela é nossa. Quando instalamos, o dispositivo fica uma semana analisando o animal e é feito um plano de monitoramento”, explica o empresário, um dos expositores da Digital Agro, feira de tecnologia para a agropecuária realizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, em Carambeí (PR).

A estrutura da startup é mantida por 33 pessoas e já rendeu um aporte de R$ 2 milhões, recebido em 2017 através do fundo Criatec 3. De acordo com Guedes, já são mais de 10 mil animais com as coleiras eletrônicas no Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Até o final desse ano, ele espera ter uma base de 20 mil animais, e de até 100 mil até 2021. No Brasil e em outros países da América Latina.

Até agora, o sistema está apto apenas para rebanhos leiteiros. Mas já a partir de 2019, a ideia é ter uma versão também para gado de corte. “Temos esse interesse e a pesquisa já está em andamento”, diz Guedes, reforçando sua aposta no que vem sendo chamado de pecuária de precisão. Fonte: Raphael Salomão*, de Carambeí (PR) Revista Globo Rural/ (Foto: Marcelo Curia/Ed. Globo) *O repórter viajou a convite da Frísia Cooperativa Agroindustrial

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