Arquivos da categoria: Mulheres Rurais

Agricultora, empreendedora e lider

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Agricultora, no município de Sangão, Nilziane Ricardo Rodrigues da Silva é o exemplo da mulher que quer melhorar a qualidade de vida não apenas da família, mas também de toda a comunidade onde vive.
 

Presidente da Associação dos Agricultores de Sangão (Agrisan) desde que a entidade foi criada, em 2015, ela vem desenvolvendo um trabalho incansável para que os produtores se organizem em grupo. “Esse é o caminho para conseguir mais recursos e melhorar a produção. O agricultor tem seus direitos, tem que se unir pra buscá-los”. Hoje a entidade conta com 26 famílias associadas.

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A agregação de valor é o foco da atuação de Nilziane na Agrisan, que foi criada por estímulo da Epagri para que os agricultores tivessem acesso aos recursos do Programa SC Rural. Ela usa a própria experiência para motivar os associados: a propriedade da família se dedica ao processamento de aipim ao invés de entregá-lo in natura para outras agroindústrias, pois a renda do produto processado é bem mais significativa. 

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“O jovem urbano quer celular, tênis bom. O rural também! Na agricultura a gente tem que inovar pro filho não sair”, diz ela, que tem três filhos pequenos e está montando toda essa estrutura para que os herdeiros tenham onde trabalhar no futuro.
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Hoje eles processam 2,5 toneladas de aipim por mês e comercializam em restaurantes e mercados, além de entregar para alimentação de escolas de Laguna e vender na feira de Jaguaruna. A intenção é aumentar a produção e investir em novos produtos, como aipim frito e caldo de aipim.
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Segundo o extensionista rural de Sangão, Natalício Nandi, Nilziane à frente da Agrisan e com assistência técnica da Epagri, está mudando a realidade da agricultura do município.

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Para Nilziane, o local para realizar a feira é um objetivo alcançado. "Realizamos um sonho e o nosso consumidor vai perceber que vai ser bastante compensatório comprar os produtos aqui da feira, pela qualidade oferecida e a aquisição direto dos produtores", ressalta.

Para os técnicos da Epagri, a qualidade de vida, hoje, está voltada para agricultura e o agricultor, mesmo com pouca produção, pode agregar valores no seu produto, produzindo um alimento diferenciado e na feira, o consumidor tem informações sobre o histórico do produto, desde o plantio, o manuseio, até a venda final, obtendo segurança numa produção de forma diferenciada.Fonte:Epagri / foto: @airescarmenmariga/Epagri

 

Mais informações: emsangao@epagri.sc.gov.br

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br
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Produtoras rurais são estimuladas a empreender em suas propriedades

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Elaine Fatima Bircheuer deixou a vida na cidade para viver no campo. Há 11 anos foi trabalhar na propriedade rural junto com o esposo e passou a viver uma nova realidade.

“No começo não tinha nenhuma noção do trabalho na agricultura, mas hoje vejo o quanto valeu a pena”, relembra. Para ampliar os conhecimentos e empreender, a empresária rural está participando do Programa Mulheres em Campo, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em Nova Itaberaba, no oeste catarinense.

A turma de 15 mulheres foi mobilizada por meio da Souza Cruz, empresa parceira do Senar/SC em diversos treinamentos, e o Sindicato Rural de Chapecó. Durante cinco encontros as mulheres trabalharão com foco no empreendedorismo feminino no campo. “O programa tem me feito enxergar o meu valor na propriedade. Mudei minha maneira de ver e tenho conseguido desenvolver um melhor planejamento e gestão na nossa atividade. O conhecimento enriquece e transforma nossas vidas”, destaca Elaine que tem produção de leite e fumo em propriedade localizada na Linha São Paulo, interior de Nova Itaberaba.

De acordo com a prestadora de serviço em instrutora do Senar/SC, Rosa Marina Segheto, o programa tem como foco principal despertar nas mulheres do meio rural o olhar empreendedor e o protagonismo feminino, desenvolvendo competências para a gestão de suas propriedades planejando e transformando a atividade produtiva em um negócio. “Elas são peças chave no dia a dia das propriedades e precisam reconhecer o seu valor. O Mulheres em Campo também contribui para a valorização feminina”.

Leonir Antônio Conferre, orientador agrícola da Souza Cruz, mobilizou as produtoras rurais para a participação no programa. “Somos uma empresa que se preocupa com o bem-estar e qualidade de vida dos produtores rurais. Sempre investimos em cursos, programas e palestras que venham a contribuir com o crescimento das propriedades e dessa vez o nosso foco são as mulheres que diariamente se dedicam ao lado de seus esposos”. Para Conferre, a parceria entre Senar/SC e Souza Cruz é um sucesso e tem dado muitos resultados positivos. “Trabalhamos em prol de um mesmo propósito: melhorar a vida dos produtores rurais”.

O supervisor do Senar/SC na região Oeste Helder Jorge Barbosa destaca que o Senar/SC atua em todo o Estado levando acesso à qualificação ao meio rural a fim de oportunizar melhoria na produção, na produtividade, na rentabilidade e, principalmente, na qualidade de vida dos empresários rurais.

Conforme explica o superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi, o programa desenvolve competências de empreendedorismo e gestão, orienta na descoberta do potencial de cada participante e na gestão da propriedade. Ensina a planejar e a transformar uma atividade produtiva em negócio. 

“As aulas são divididas em cinco módulos e iniciaram com diagnóstico de propriedade, planejamento, levantamento de custos, comercialização e desenvolvimento pessoal e humano. No decorrer de cada encontro as mulheres passam a visualizar suas propriedades como verdadeiras empresas rurais e a identificar mudanças que contribuirão para o crescimento e desenvolvimento da produção”, observa a coordenadora estadual do programa, Nayana Setubal Bittencourt.

O presidente do Sistema Faesc/Senar José Zeferino Pedrozo, ressalta que a iniciativa possibilita reforçar o espírito empreendedor e, também, aprofundar questões voltadas à comercialização dos produtos demonstrando o potencial comercial das propriedades. “Elas são o alicerce não somente das famílias, mas também no trabalho no campo. Organizadas, disciplinadas e visionárias, elas desempenham um papel fundamental no sucesso do agronegócio familiar em Santa Catarina. Merecem todo nosso reconhecimento”, complementa.

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NOVO OLHAR

Marli Barionuevo Felipe Chiella possui propriedade rural na Linha Cairu, interior de Coronel Freitas. Ao lado do esposo, os dois filhos e os pais, Marli produz frango e fumo e optou em participar do programa em busca de novos conhecimentos. Com frequência, a produtora rural participa de cursos oferecidos pelo Senar/SC e afirma que o olhar muda a cada novo aprendizado. “O programa Mulheres em Campo me fez sentir ainda mais valorizada e reconhecer o meu papel dentro da propriedade. Além disso, os ensinamentos repassados estão auxiliando no planejamento e gestão diária da produção. A cada dia implementamos mudanças e temos acompanhado a melhoria em nossa empresa rural”.

A produtora rural Marizete Bonetti também possui produção de fumo e soja em propriedade localizada na Linha Cairu. Com o auxílio do esposo, do filho e da nora, tem batalhado para o crescimento da produção. “O programa tem sido excelente e contribuído muito para o desenvolvimento. Conseguimos identificar possíveis investimentos e melhorias e, aos poucos, vamos crescendo. Além disso, com o Mulheres em Campo ficou ainda mais claro o meu papel de empresária rural e a importância da minha atuação para o sucesso de toda a família”, complementa. Fonte: MB Comunicação

 

Mais informações: http://www2.senar.com.br/

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A força das mulheres do Agronegócio Catarinense

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No ano de 2018, em Santa Catarina, elas representaram 56,40% de participantes nos cursos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

Isso confirma pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAG), a qual apontou que no agronegócio a mulher vem ocupando espaços em diversos segmentos: 55,5% das entrevistadas disseram sentirem-se totalmente preparadas para gerirem seus negócios, 40,9% sentem-se parcialmente preparadas e apenas 3,60% não se sentem preparadas.

Em vista desse cenário, com o objetivo de formar uma comissão de mulheres capazes de propor ações que contribuam para o agronegócio no Estado, o Sistema Faesc/Senar promove o programa “Mulheres do Agro Catarinense”. O primeiro encontro aconteceu em Gravatal, no Sul do Estado com grupo de produtoras da região. O evento contou com palestras que envolvem o empoderamento feminino no meio rural.

A programação contou com pronunciamento do presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo; apresentação do Sistema CNA/Faesc/Senar/Sindicato Rural com a responsável do Departamento Sindical da Faesc, Dra. Andreia Barbieri Zanluchi.

A pela técnica em atividade de formação profissional, Nayana Setubal Bittencourt, apresentou a Comissão Mulheres do Agro Catarinense da região Sul e os demais programas do Senar/SC voltados para as mulheres. Após o almoço, aconteceu a palestra “O Empoderamento Feminino no Agronegócio Familiar Catarinense” com o doutor Renato Vieira de Ávila. 

“A intenção é de que os Sindicatos Rurais tenham representantes na comissão estadual de mulheres. Buscar meios de tornar mais presentes as mulheres, não apenas nas capacitações, mas também nas reuniões e demais ocupações que interferem nas ações voltadas para o agronegócio catarinense é uma das preocupações do Sistema Faesc/Senar”, explica o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

PESQUISA

Na pesquisa intitulada “Todas as Mulheres do Agronegócio” coordenada pela ABAG e pelo IEAG foram entrevistadas 862 mulheres vinculadas ao agronegócio de todas as regiões do Brasil. O levantamento demonstra que a mulher tem maior facilidade para transitar entre o campo e a cidade, é resiliente e consegue conciliar a carreira profissional e a família.

O empoderamento da mulher no agronegócio mundial tem impactos extremamente positivos. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) essa mudança de postura pode representar um aumento de 30% na produção agrícola e garantir a segurança alimentar do planeta.

O superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi ressalta que “As mulheres são pilares não somente na família, mas também no sucesso das propriedades rurais catarinenses e precisam reconhecer o seu papel de destaque e valor para o agronegócio de nosso Estado. Para isso, incentivamos que elas participem ativamente das decisões que envolvem o agro”. Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

 

Mais informações: http://www.sistemafaesc.com.br

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Agroindústria em São José do Cerrito é inaugurada pelas próprias agricultoras

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De feirante em praça pública para a Agroindústria Familiar Santo Antônio – Agrosanto. Assim se resume o sonho da agricultora Neiva Aparecida Mota Muniz, que junto com as amigas Sandra Maria Muniz Oliveira Borges e Lorena Aparecida de Jesus Oliveira inauguraram na tarde da terça-feira (28), a unidade de processamento de panificados, frutas, hortigranjeiros, leite e derivados.

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A solenidade na localidade de Santo Antônio dos Pinhos em São José do Cerrito, marca um novo momento na vida das agricultoras que afirmaram “agricultor também tem visão empreendedora”.

E foi com a venda do que produziam em casa, que as três mulheres conseguiram investir cerca de R$ 110 mil e com uma contrapartida de R$ 54.5 mil do programa SC Rural do governo do Estado, construíram a agroindústria Agrosanto. “Mais que um sonho é um legado que estamos deixando às futuras gerações”, declarou Neiva Muniz.

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Na lista de produção da Agrosanto estão doces de leite, rosca de polvilho, queijo, feijão, compotas, conservas, geleias, doces de corte, olerículas e frutas. O projeto da Agrosanto vai beneficiar 25 famílias divididas em quatro núcleos exclusivamente com produção de olerícolas orgânicas.

A Agrosanto faz parte da Associação de Apoio para Projetos de Redução de Impactos de São José do Cerrito, que envolve cerca de 70 hectares de produção certificada pela rede Ecovida. Produzem cerca de 30 variedades de produtos entre folhosas, leguminosas, cereais e frutas.

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A inauguração da Agrosanto foi prestigiada pelo vice-prefeito Moacir Ortiz, gerente regional da Epagri Mario Lehmanne, coordenador do SC Rural Aziz Hatem, assessora de turismo da Amures Ana Vieira, vereadores e convidados. Fonte: Assessoria de imprensa da Amures.

 

Mais informações: https://www.amures.org.br

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Mulheres rurais se destacam em diferentes atividades e buscam acesso a direitos

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Agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, poetisas, artesãs, embaixadoras, extrativistas. O protagonismo das mulheres rurais reflete a diversidade da atuação feminina em campo. Antes vistas meramente como ajudantes, as trabalhadoras rurais têm se destacado em diferentes etapas do processo produtivo de alimentos e outras atividades relacionadas à geração de renda e desenvolvimento econômico social no campo.

Dar visibilidade ao trabalho promovido por estas mulheres é o principal objetivo da 4 ª edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, lançado na terça-feira (16) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A campanha deste ano tem como tema “Pensar em igualdade, construir com inteligência, inovar para mudar”. O eixo condutor da iniciativa é a importância de valorizar os direitos das mulheres rurais em todos os níveis, desde as garantias individuais até coletivas, e promover condições para o cumprimento das metas de igualdade de gênero e fim da pobreza rural estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A mobilização ocorrerá até o mês de dezembro com atividades que priorizam o papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos, principalmente no contexto de crescimento dos níveis de insegurança alimentar na região da América Latina e Caribe.

A campanha também visa estimular a adoção de medidas que facilitem o acesso delas a recursos e sistemas produtivos de inovação, de forma a aumentar a representação das mulheres no campo da ciência e do uso de novas tecnologias.

Perfil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de mulheres vivem na área rural, o que representa 47,5% da população residente no campo no Brasil.

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Considerando a cor e raça das mulheres habitantes da área rural, mais de 56% delas se declaram como pardas, 35% brancas e 7% pretas. As indígenas compõem 1,1% da população rural feminina, de acordo com o IBGE.

Entre as mais de 11 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade que viviam na área rural em 2015, pouco mais da metade (50,3%) eram economicamente ativas. Considerando o rendimento médio, cerca de 30% ganhavam entre meio e um salário mínimo e quase 30% não tinham rendimento.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, quase 20% dos empreendimentos rurais do país são dirigidos por mulheres. Em 2006, o percentual de mulheres rurais empreendedoras era de 12%. “É um salto significativo, mas ainda é muito pouco, quando sabemos que de 70% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mulheres rurais, principalmente os alimentos para autoconsumo”, comenta Geise Mascarenhas, consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa e uma das coordenadoras da campanha.

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A consultora destaca que, apesar da participação significativa no desenvolvimento das comunidades locais, a identidade e o trabalho exercido pelas mulheres rurais ainda não são reconhecidos pela sociedade. A falta de dados atualizados ou mais detalhados sobre o perfil e as demandas das mulheres desafia agentes responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

“A primeira campanha foi lançada com o objetivo de envolver as mulheres, exatamente para conhecê-las. Quem são as mulheres rurais, onde elas estão, o que elas fazem? As histórias são belíssimas e nos ajudaram a delinear as outras campanhas”.

A especialista ressalta que o Brasil está avançando na coleta dessas informações. O Mapa firmou um acordo com o IBGE, que está criando um banco de dados e aprimorando o levantamento de informações agropecuárias com a perspectiva de gênero.

Em âmbito regional, estudos da FAO mostram que a pobreza atinge o que representa quase metade ou 59 milhões das pessoas que vivem nas áreas rurais dos países da América Latina. A extrema pobreza chega a 22,5% da população rural da região. E a maioria dos pobres na área rural do continente é formada por mulheres.


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Histórico

A campanha #Mulheres Rurais começou em 2015 no Brasil como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

“Percebemos que a campanha teve uma aceitação tão grande e começamos a trabalhar com os direitos das mulheres: direito à educação, direito à saúde, direito a uma vida digna, à alimentação e direito ao lazer, ao descanso. Isso nos deixava muito impactada, porque muitas mulheres nos perguntavam: “mas, isso é um direito? ”, relata Geise.

O desconhecimento das mulheres rurais acerca dos próprios direitos incentivou a campanha a ampliar o tempo de mobilização de 16 dias para 9 meses e de adaptação dos temas à realidade das mulheres dos países alcançados. Segundo Geise, a campanha tem ampliado sua capilaridade por diferentes territórios e gerado resultados expressivos, principalmente para empoderamento e autonomia das mulheres.

“Estamos ampliando os trabalhos, incorporando mais o público alvo, de mulheres rurais, com públicos mais diferenciados, como mulheres indígenas, mulheres quilombolas, que tem especificidades. Sabemos que a agricultura familiar é muito diversificada e as mulheres tem suas diferenças que precisam ser reconhecidas”, comenta Geise.

A campanha deste ano foi organizada pela FAO em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.


Mais informações: mulheresrurais.saf@agricultura.gov.br 

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Cooperativas são importantes para mulheres do campo, mas poucas têm poder de decisão

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Tripla jornada, preconceito e lacunas na formação diminuem envolvimento das mulheres nos postos de liderança

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Andrea Zimermann, produtora do Lago Oeste no Distrito Federal

A experiência de mulheres trabalhadoras do campo mostra que é por meio do cooperativismo ou por associativismo que elas conseguem acessar recursos para produzir, serviços, oportunidades de emprego e de representação em conselhos com voz para decidir.

O potencial existente em cooperativas para a autonomia das mulheres rurais é destacado pela Comissão da ONU sobre a Situação da Mulher e pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). “A riqueza gerada pelas cooperativas permanece na comunidade, criando postos de trabalho e atividades sustentáveis. As cooperativas são baseadas em valores que representam um modelo adequado para as mulheres construírem seu próprio futuro”, declarou Rodrigo Gouveia, diretor de Políticas da ACI.

No entanto, o papel das mulheres rurais na proteção e gerenciamento de recursos naturais, no desenvolvimento econômico da comunidade local e na participação mais efetiva nas cooperativas esbarra na dificuldade de conciliar as diferentes atividades que estão culturalmente sob responsabilidade feminina.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em todas as faixas etárias, de 14 a 60 anos, as mulheres de todas as regiões do país do campo e da cidade se dedicam mais diariamente aos afazeres domésticos do que os homens. Em média, as brasileiras trabalham mais de 11 horas em atividades relacionadas aos cuidados de outras pessoas ou da casa, enquanto que os homens dedicam menos da metade desse tempo (5,1 horas).

Levantamento no Paraná

A sobrecarga de trabalho é um dos problemas citados pelas mulheres rurais como empecilho para participar de forma mais efetiva do trabalho das cooperativas, principalmente em cargos de liderança. O resultado foi encontrado em levantamento feito durante o 1º Encontro de Mulheres Rurais do Mercosul, realizado no final do ano passado no Paraná para debater o tema do cooperativismo e a questão de gênero.

O encontro reuniu em Medianeira (PR) mais de mil mulheres, das quais 173 foram entrevistadas por pesquisadores da Universidade da Integração Latino Americana (Unila), com apoio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf) e da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

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Norma Siqueira, produtora de frutas no Paranoá, Distrito Federal (Foto: Aquivo MDA)

Quase 80% das entrevistadas tinha mais de 40 anos e eram aposentadas. A pesquisa revela que, na percepção das mulheres, as tarefas domésticas e a falta de formação são fatores determinantes na participação. Elas também mencionam a falta de motivação, insegurança e autoafirmação.

De acordo com o levantamento, quase metade (48%) das mulheres tem uma carga horária de mais de 10 horas de trabalho doméstico, sendo que 13% delas disseram ter 15 horas de trabalho doméstico. Em sua maioria (72%) as mulheres dedicam de uma a cincor horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa.

“Como que mulheres com uma carga de trabalho tão grande em casa, cuidando da família e dos filhos, têm condição de estar na cooperativa? Isso revelou que as políticas precisam ser direcionadas para questões que são muito mais complexas do que aquelas que estão evidenciadas”, comentou Maíra Lima Figueira, assessora da Unicafes.

A maioria das entrevistadas atuam em cooperativas ligadas a empreendimentos de poupança e crédito, seguidas de estabelecimentos de agropecuária, social, trabalho e consumo. Elas também participam de forma significativa em cooperativas de catadores.

A principal atividade exercida por elas nas cooperativas é na área de crédito e financiamento. As associações em que trabalham comercializam, principalmente, soja, milho, trigo, feijão e o sorgo, seguido de carne de gado, caprinos, ovinos, suínos, mel, arroz, batata e mandioca. Apenas 4% das mulheres relataram que as cooperativas em que trabalhavam forneciam produtos para merenda escolar.

Mais de 70% delas disseram que dedicam entre uma e cinco horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa. Cerca de 35% relataram que participam de alguma forma de comissão dentro da cooperativa, a maioria delas tem mais de 55 anos, e 20% atuam na direção da cooperativa e apenas 9% estão na diretoria financeira das associações.

As comissões com maior participação feminina tratam de terceira idade, informação, ajuda geral, clube de mães, gênero, juventude, gerenciamento, produção, comércio, financiamento, entre outros. Os pesquisadores constataram que a maioria das mulheres tem contato com a cooperativa por meio do marido.

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Mulheres acumulam atividades fora do lar com cuidados de outras pessoas e da casa (Foto: Arquivo MDA)

De modo geral, a maior parte afirma que opina nas decisões da cooperativa, mas que sua opinião não é levada em conta, além de serem questionadas sobre sua formação. Em 35% das respostas, elas destacaram a falta de apoio, oportunidade, formação e informação como fatores que afetam essa participação.

O levantamento apontou a necessidade de atividades motivacionais, que valorizem a autoestima e que promovam a igualdade de direitos nas cooperativas. Outra sugestão é promover eventos que envolvem a participação das famílias, dos homens e jovens para discutir questões de gênero, saúde da mulher e paridade no trabalho.

O questionário foi semelhante ao realizado pela Confederação Uruguaia de Entidades Cooperativas (Cudecoop). O país vizinho tem cerca de 3 milhões de habitantes e 1,2 milhão de pessoas ligadas às cooperativas.

No Uruguai, apenas 16% das titulares da direção das classes cooperativas são mulheres. Aparece como central na dificuldade para participação feminina nos espaços de decisão a imposição cultural às mulheres das tarefas de cuidado dos filhos e de outros dependentes, além do trabalho doméstico.

O levantamento no país vizinho cita ainda que mais da metade da carga global de trabalho do país (que envolve atividades remuneradas e não remuneradas) é assumida por mulheres, que se dedicam mais que o dobro de horas ao trabalho não remunerado em comparação com os homens.

Esses dados foram apresentados no lançamento da 4ª edição da Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, realizado terça-feira (16), na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O objetivo das entidades é estender esse tipo de levantamento a todas as regiões do Brasil.  A expectativa é que os resultados contribuam para promover ações mais efetivas de estímulo à participação das mulheres no dia a dia das cooperativas.

A consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e da campanha, Geise Mascarenhas, destaca que quantificar o tempo dedicado pelas mulheres ao trabalho não remunerado e o que isso representa no orçamento doméstico, pode contribuir avaliar essa contribuição no desenvolvimento da região. “Se não tivermos informação, deixamos na invisibilidade uma participação muito importante que as mulheres têm para a economia dos países”, comentou Geise. Fonte: Ministério da Agricultura

Mais informações: http://www.agricultura.gov.br/noticias/reportagens-especiais

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Epagri desenvolve ações com jovens e mulheres do oeste catarinense

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O Programa Capital Humano e Social e o Serviço Social da Epagri no Oeste Catarinense têm trabalhado fortemente para fortalecer as relações de gênero e das gerações na área rural como uma forma de estimular o protagonismo das mulheres e dos jovens nos diferentes espaços de atuação.

Com esse objetivo, foram realizadas ações com os dois públicos em março. O primeiro deles foi o III Encontro das Mulheres Epagrianas, nominado “Beleza de dentro para fora”, com objetivo de comemorar o dia internacional da mulher, construir vínculos afetivos entre as colaboradoras da Epagri da região, bem como buscar a reflexão sobre o papel da mulher na sociedade.

O evento aconteceu no dia 15 de março no Centro de Treinamento de Chapecó (Cetrec), envolvendo 60 mulheres das regiões de Chapecó, São Lourenço do Oeste e Xanxerê. Segundo a extensionista social Cianarita Caron Figueiró, foram promovidas oficinas de construção do coração afetivo e momentos de reflexões sobre o valor da mulher, culminando em um dia de capacitação, de fortalecimento da autoestima e dos vínculos entre as colaboradoras da região, que refletem também nas ações desenvolvidas com as mulheres rurais.

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Foto: Jô Carvalho

O outro evento foi a 1ª alternância com jovens rurais do Oeste, realizada entre os dias 19 a 21 de março, também no Cetrec. A aula inaugural do curso foi realizada no dia 19 de março com a presença dos jovens, familiares, técnicos da Epagri e lideranças municipais.  Os participantes tiveram a oportunidade de participar no diálogo sobre a permanência do jovem rural e apresentar sugestões que possam fortalecer o processo da sucessão familiar. Participaram de 22 jovens rurais de diversos municípios pertencentes às regionais de Chapecó, São Lourenço do Oeste e Xanxerê.

Os participantes também tiveram momentos de reflexões sobre os desafios e perspectivas das juventudes rurais do Oeste de Santa Catarina, promovidos pela palestra do professor Rodrigo Kumer, de São Miguel do Oeste.

 

Mais informações: cetrec@epagri.sc.gov.br

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Agricultoras da região serrana participaram de evento em Lages

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O Whokshop da Mulher Empreendedora Rural da Serra Catarinense, realizado no município de Lages, reuniu mulheres agricultoras da região Serrana. Dentre elas participaram mulheres de Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Cerro Negro e Capão Alto.


O evento foi promovido pela Epagri das regiões de Lages e São Joaquim, cujo objetivo foi o de avaliar os avanços e os desafios encontrados pelas mulheres a frente de organizações comunitárias, agroindústrias, empresas, cargos públicos e famílias. 
 

A programação contou com palestras relacionadas ao tema proposto, e explanações de agricultoras a respeito das experiências no meio rural. Elas, ainda, levantaram problemas e sugestões para ajudar no desenvolvimento do empreendedorismo e empoderamento da mulher no meio rural.

A pecuarista da comunidade de Vigia, em Capão Alto, Jesabel Machado, relatou durante o evento sua experiência na pecuária de leite: “Hoje temos uma boa produção de leite de ótima qualidade, mas o preço que recebemos da empresa ainda não é o ideal, então a solução está sendo buscada através da transformação do leite em queijo artesanal serrano”, contou Jesabel. 
 

De Capão Alto estiveram presentes 11 agricultoras pertencentes às comunidades de Reassentamento Laranjeira, Varelas, Vigia, KM 14, e Sede, além da vice-prefeita Rita Silvânia Alexandre Costa, da vereadora eleita Sadiana A. Melo Coelho Lopes e da extensionista social Lilian Maria Sbecker Rodrigues, que trabalha na Epagri do município. Representaram Capão Alto, mulheres que têm atuação na agricultura, pecuária de corte e leite, turismo rural e agroindústria.

A vice-prefeita Rita Silvânia avaliou a participação no evento como muito positiva. “Elas representam o potencial de desenvolvimento do município. São mulheres que fazem a diferença nas suas comunidades”, destacou. 
Para a extensionista social da Epagri, Lilian Sbecker, o evento contribui para valorizar o trabalho e participação das mulheres na sociedade. “O que motiva mulheres a serem empreendedoras são atividades que vão além da melhoria de renda, mas que trazem também realização pessoal e algo de novo e positivo para a comunidade”, concluiu.Fonte:Correio dos Lagos

 

Mais informações: emanitagaribaldi@epagri.sc.gov.br

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A tecnologia pode ser fundamental para capacitar as mulheres rurais

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Enquanto a revolução digital está atingindo as áreas rurais em muitos países em desenvolvimento, a divisão digital rural continua a apresentar desafios consideráveis. O problema é ainda mais agudo para as mulheres, que enfrentam uma divisão tripla: digital, rural e gênero.

Uma nova publicação da FAO sobre o aumento do gênero no uso de tecnologias de informação e comunicação , disponível em inglês, analisa como homens e mulheres nas áreas rurais podem aproveitar os benefícios dessas novas tecnologias. “Apesar das promessas da revolução digital, as mulheres rurais ainda não têm o mesmo acesso e controle das tecnologias de informação e comunicação que os homens”, disse Sophie Treinen, oficial de gestão de informação e conhecimento da FAO.

As razões para isso incluem fatores culturais e sociais, limitações de tempo e mobilidade, cargas de trabalho pesadas, recursos financeiros inadequados e baixo nível de educação. No entanto, em muitos casos, a tecnologia pode dar uma contribuição significativa para superar esses obstáculos, ressaltando a importância de garantir as oportunidades das mulheres para desbloquear os benefícios dessas tecnologias.

“Para não deixar ninguém para trás e não exacerbar essas divisões, a FAO propõe o desenvolvimento de estratégias digitais nacionais para a agricultura e o desenvolvimento rural, onde as questões de gênero são integradas”, acrescentou Treinen.

Com uma abordagem sensível ao gênero, essas estratégias podem promover a igualdade de gênero nas áreas rurais e causar um impacto subsequente no alívio da pobreza por meio do aumento da produção agrícola, marketing melhorado e desenvolvimento de outras atividades geradoras de renda, especialmente aquelas gerenciadas por mulheres.

É fundamental que tais iniciativas que buscam melhorar a igualdade de gênero tenham como alvo não apenas mulheres, mas também homens, juntamente com a unidade familiar maior e a comunidade. Uma abordagem centrada na família ou mesmo na comunidade para iniciativas de tecnologia da informação e comunicação ajudará a solidificar a noção de que é importante que as mulheres possam usá-las.

A publicação, intitulada “Gênero e TICs – Integração do gênero no uso de tecnologias de informação e comunicação (TICs) para agricultura e desenvolvimento rural ” está disponível on-line.

 

Mais informações: www.fao.org

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7 fatores de sucesso para capacitar as mulheres rurais através das Tecnologias de Informação e Comunicação

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As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) melhoram a vida dos pequenos agricultores de muitas maneiras, desde o monitoramento de safras até o acompanhamento dos preços de mercado. Enquanto as mulheres desempenham um papel fundamental na produção agrícola, elas tendem a ter menos acesso às TIC, deixando-as e suas famílias em desvantagem. © FAO

A revolução digital mudou a forma como trabalhamos, acessamos informações e nos conectamos uns com os outros. Oferece oportunidades para aqueles que podem usar as novas tecnologias, mas também apresenta novos desafios para aqueles que são deixados para trás.

Frequentemente referidas coletivamente como Tecnologias de Informação e Comunicação ou TIC, essas tecnologias são qualquer método de compartilhar ou armazenar dados eletronicamente: telefones, banda larga móvel, internet, transmissão, redes de sensores, armazenamento e análise de dados e muito mais. As TICs melhoram a vida dos pequenos agricultores em uma infinidade de formas, desde o monitoramento de safras até o acompanhamento dos preços de mercado e da disseminação de boas práticas para facilitar o acesso a serviços bancários. A lista continua.

No entanto, muito desse potencial permanece inexplorado, particularmente no caso das mulheres, que desempenham um papel fundamental na produção agrícola, mas também enfrentam uma divisão tripla: digital, rural e de gênero. Muitas vezes, elas tendem a ter menos acesso às TIC, deixando-as e suas famílias em desvantagem. Aqui estão sete fatores críticos para o sucesso ao disponibilizar as TICs e acessá-las para as comunidades rurais, especialmente as mulheres.

 

1. Adapte o conteúdo para que seja significativo para eles.

Embora as TICs possam fornecer grandes quantidades de informações, isso não implica o uso efetivo delas. A adaptação do conteúdo às necessidades locais, idiomas e contextos continua sendo um desafio. Assim, o conteúdo deve ser adaptado para idiomas locais e reempacotado para se adequar a formatos que atendam às diferentes necessidades de informação.

2. Crie um ambiente seguro para eles compartilharem e aprenderem.

O analfabetismo e as habilidades limitadas no uso de dispositivos complexos para buscar informações e questões culturais permanecem barreiras para efetivamente receber e usar as informações fornecidas via TICs. Por exemplo, fazendeiros analfabetos e mais velhos geralmente têm habilidades digitais menos desenvolvidas e, portanto, geralmente são menos propensos a adotar TICs.

A alfabetização digital em instituições e comunidades rurais deve ser desenvolvida e aprimorada, levando em consideração as necessidades e limitações locais, oferecendo oportunidades de aprendizado adequadas para homens, mulheres, jovens e pessoas com deficiência, o que aumentará as habilidades de tomada de decisões individuais e coletivas.

 

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Normas sociais, falta de conectividade e pobreza são algumas das razões pelas quais as mulheres rurais têm menos acesso às TICs. As políticas de inclusão digital devem levar em conta o gênero para permitir que homens e mulheres acessem as TICs de maneira igualitária. 
À esquerda: © FAO / Direita: © Shutterstock

3. Seja sensível ao gênero.

As desigualdades de gênero continuam sendo uma questão séria na economia digital, assim como a lacuna entre as populações urbanas e rurais. O acesso e as oportunidades para mulheres, jovens, agricultores mais velhos e pessoas que vivem nas áreas mais remotas são prejudicados pelo preço do acesso às TICs e por desigualdades persistentes.

Muitos dos fatores que constrangem os agricultores do sexo masculino a adotarem práticas mais sustentáveis ​​e produtivas restringem ainda mais as mulheres. Barreiras específicas de gênero limitam ainda mais a capacidade das mulheres agricultoras de inovar e se tornar mais produtivas. Gênero, juventude e diversidade devem ser tratados sistematicamente na fase de planejamento da elaboração do projeto e durante todo o ciclo do projeto.

4. Fornecer acesso e ferramentas para compartilhamento.

As mulheres rurais têm menos acesso às TICs – os telefones, os laptops, o Wi-Fi – porque são confrontadas com normas sociais, porque estão vivendo em áreas desconectadas e porque geralmente são pobres. O preço do acesso às TICs pode ser muito alto em alguns países. O preço dos serviços móveis ou de banda larga é uma barreira significativa para a maioria dos grupos vulneráveis, como mulheres, jovens, agricultores mais velhos e pessoas que vivem nas áreas mais remotas. Políticas de inclusão digital com perspectiva de gênero devem ser promovidas para permitir que homens e mulheres acessem e utilizem as TICs de forma igualitária.

5. Construa parcerias.

Pequenas empresas privadas locais, organizações de produtores locais e organizações não-governamentais (ONGs) baseadas na comunidade geralmente têm o capital social para fornecer informações confiáveis ​​e serviços de boa qualidade. Diversos serviços de assessoria e extensão oferecidos por diferentes tipos de provedores têm maior probabilidade de atender às diversas necessidades dos agricultores, já que não há um único tipo de serviço que possa atender a todas as circunstâncias.

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As desigualdades de gênero continuam sendo uma questão séria na economia digital, assim como a lacuna entre as populações urbanas e rurais. Identificar a combinação certa de tecnologias e estratégias sensíveis ao gênero e adequadas às necessidades locais é fundamental para aumentar a eficiência e as receitas da fazenda. © Chris Steele-Perkins / Magnum Fotos para FAO

6. Forneça a combinação certa de tecnologias

Identificar a combinação certa de tecnologias que são adequadas às necessidades e contextos locais é muitas vezes um desafio, apesar do – ou devido a – o rápido aumento da penetração de telefones móveis nas áreas rurais. Abordagens combinadas, como uma combinação de rádio e telefone, e tecnologias localmente relevantes selecionadas com base na análise profunda das necessidades locais e sistemas de informação existentes, devem ser adotadas para aumentar a eficiência das iniciativas de TIC na agricultura, e melhor servir diferentes usuários e contextos.

7. Garantir sustentabilidade.

O fosso digital não se preocupa apenas com infraestrutura tecnológica e conectividade. É fundamental que as iniciativas de TIC tenham como alvo homens e mulheres, bem como a unidade familiar maior e a comunidade, para garantir a sustentabilidade a longo prazo. Uma abordagem inclusiva para as iniciativas de TIC ajudará a gerar reconhecimento generalizado de que é importante que as mulheres possam usar as TICs.

As TICs oferecem oportunidades valiosas para o desenvolvimento agrícola e rural, aumentando a produção sustentável, a eficiência agrícola e agropecuária e as receitas para uma ampla gama de atores. O acesso das mulheres à informação e à educação também pode aumentar a aceitação do envio de filhas e filhos para a escola, o que terá um impacto maior e aumentará as chances de reduzir a pobreza e alcançar um mundo sem fome.

Mais informações: www.fao.org

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