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Agricultoras de Camboriú finalizam livro de receitas

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Está em fase final a redação de um livro que vai conter 18 receitas do interior de Camboriú, como bolos, doces, salgados e outras delícias, além da biografia das agricultoras e a história de cada receita.

As mulheres envolvidas com a obra se reuniram no dia 21 de agosto para o encontro mensal e a última etapa da publicação. A obra é uma iniciativa da Secretaria de Agricultura de Camboriú, em parceria com a Epagri e com a Associação das Mulheres Agricultoras de Camboriú (Amac).

O encontro foi realizado no sítio de Lenir Luiz Pereira. Durante a confraternização elas acertaram os últimos detalhes do livro e a agricultora Ida dos Santos fez uma polenta no fogão à lenha – um prato tradicional de sua família – exatamente como sua mãe fazia. “Essa é uma receita que marcou minha infância. Eu fiz, inicialmente, outro prato, mas achei que esse tinha mais a ver com o propósito do livro”, comenta.

“Essa é a fase final do livro.  Estamos muito felizes. Todas gostaram muito desse projeto, se envolveram, se empenharam e a previsão para a publicação é em novembro, logo depois da nossa viagem de encerramento do ano”, ressalta a supervisora da Secretaria da Agricultura, Samara Stella Soares.

 

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1º Dia de Campo da Mulher: Capacitação e empoderamento das mulheres agro

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Para fortalecer ainda mais sua atuação na gestão e operacionalização das atividades em suas propriedades rurais, a Cooper A1 vai promover, no dia 18 de setembro, o 1º Dia de Campo da Mulher. 

A ação, promovida pelo setor social da cooperativa, será voltada a cerca de 150 cooperadas, esposas ou filhas de cooperados.  O dia de campo será na propriedade de Elaine e Elói Theisen, na Linha Beato Roque, São João do Oeste.

Na programação palestra e oficinas com foco na gestão e inovação de negócios e para promover qualidade de vida no campo. Os assuntos darão ênfase a fruticultura (pomar caseiro), ajardinamento, plantas medicinais e o uso correto dos EPIs. “A intenção é valorizar o protagonismo da mulher na propriedade rural, repassando informações e técnicas inovadoras para que elas tenham ferramentas para melhorar ainda mais o local onde vivem, criando um ambiente harmônico, organizado e bonito para toda família”, afirmam as organizadoras.


Dia de Campo da Mulher

Segundo o setor social, os dias de campo são eventos que tradicionalmente reúnem público masculino. O nome “dia de campo” é justamente para enaltecer os novos tempos, onde a mulher do campo pode estar presente e participar de atividades que potencializam sua atuação nas propriedades rurais, diversificando o perfil e impulsionando o agronegócio.

Programação 1º Dia de Campo da Mulher Cooper A1

As oficinas serão simultâneas com rodada de grupos.

9h – Recepção (café da manhã)

9h30min – Abertura

10 horas – Palestra “Mulheres Rurais Cultivando a energia que rege o mundo” – Edilene Steinwandter – presidente da Epagri Florianópolis

12 horas – Almoço

13 horas – Oficina – Prevenção dos agrotóxicos – Celiomar Crestani, engenheiro agrônomo Cooper A1

13 horas – Oficina podas e enxertia – Álvaro Roberto Poletto – engenheiro agrônomo Epagri

13 horas – Oficina Mulher viva sua magia – Cidiane Petkovicz Pozza, instrutora Senar

13 horas – Oficina de plantas medicinais – Gilda Valente – Cooper Itaipu

16h30min – Encerramento

Fonte: Assessoria de Imprensa Cooper A1

 

Mais informações: https://www.coopera1.com.br/

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300 mulheres representam Santa Catarina na Marcha das Margaridas em Brasilia

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Cerca de 300 mulheres agricultoras de Santa Catarina pegaram a estrada e embarcaram na segunda-feira (12) para participar da 6ª Marcha das Margaridas, que termina hoje, no Parque da Cidade, em Brasília.

A delegação catarinense conta com dirigentes sindicais, assessoras, colaboradas, diretoras e presidentes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais filiados à Fetaesc e trabalhadoras rurais dos municípios de Criciúma, Erval Velho, Curitibanos, São João do Sul e das microrregiões Florianópolis Norte, Litoral Norte, Cebola, Astramate, Vale do Araranguá, Três Fronteiras, Centro-Oeste, Vale do Rio do Peixe e Baixo Vale do Itajaí.

A Marcha das Margaridas é uma ampla ação estratégica das mulheres do campo, da floresta e das águas para conquistar visibilidade, reconhecimento social, político e cidadania plena. Criada em 2000, a Marcha das Margaridas vem se tornando a maior e mais efetiva ação de luta das mulheres contra a exploração, a dominação e todas as formas de violência e em favor da igualdade, autonomia e liberdade para as mulheres. A voz de milhares de trabalhadoras do campo, da floresta, das águas e da cidade lutam por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência.

Milhares de agricultoras familiares, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, pescadoras, marisqueiras, geraizeiras, quebradeiras de coco babaçu e extrativistas que vêm de todas as regiões do Brasil e da América Latina estarão em Brasília para apresentar uma plataforma política em defesa da classe trabalhadora, principalmente, das mulheres.    

A coordenadora de Mulheres da Fetaesc, Agnes Schipanski Weiwanko, ressalta que, depois de meses de organização e formação das agricultoras catarinenses, é gratificante ver o ânimo e o empenho das mulheres durante o embarque para chegarem a Brasília. “A Marcha das Margaridas é um momento importantíssimo para reafirmar a luta das mulheres e apresentar as reivindicações para garantir direitos e melhorias de vida e de trabalho no campo”, salienta a coordenadora de Mulheres de Santa Catarina.

Agnes Weiwanko destaca ainda que a luta das mulheres é reconhecida, respeitada e ganhou visibilidade graças às marchas anteriores. “Precisamos dar continuidade ao projeto, que ganha ainda mais força este ano, e mostrar à sociedade a importância dessa ação que envolve milhares de mulheres do Brasil e representantes de outros 26 países”, complementa.

A Marcha se constrói a partir de amplo processo formativo, de debate, ação política e mobilização, desenvolvido pelas mulheres desde as comunidades, municípios e estados até chegar às ruas da Capital do País.

Coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais filiados, a Marcha das Margaridas se constrói em parceria com 16 movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.

A Marcha tem como força inspiradora a luta de Margarida Maria Alves, uma mulher trabalhadora rural nordestina, que rompeu os padrões tradicionais de gênero e ocupou, por 12 anos, a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande, na Paraíba.

MARGARIDA ALVES

Margarida Alves foi uma líder sindical bastante influente, construiu uma trajetória sindical de luta pelo direito à terra, pela reforma agrária, por melhores condições de trabalho e contra as injustiças sociais e o analfabetismo, além de fundar, enquanto esteve à frente do sindicato, o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural.

No dia 12 de agosto de 1983, aos 40 anos, a grande lutadora do povo foi brutalmente assassinada na porta da sua casa. Seu nome se tornou um símbolo nacional de força e coragem cultivado pelas mulheres e homens do campo, da floresta e das águas. É em nome dessa luta que a cada quatro anos, no mês de agosto, milhares de Margaridas de todos os cantos do País marcham em Brasília, num clamor por justiça, igualdade e paz no campo e na cidade.

Conheça os 10 eixos políticos da Marcha das Margaridas 2019:

Por Terra, Água e Agroecologia

Pela autodeterminação dos povos, com soberania alimentar e energética

Pela proteção e conservação da sociobiodiversidade e acesso aos bens comuns

Por autonomia econômica, trabalho e renda

Por Previdência e à Assistência Social pública, universal e solidária

Por Saúde pública e em defesa do SUS

Por uma educação não-sexista e antirracista e pelo direito à educação do campo

Pela autonomia e liberdade das mulheres sobre o seu corpo e a sua sexualidade

Por uma vida livre de todas as formas de violência, sem racismo e sem sexismo

Por democracia com igualdade e fortalecimento da participação política das mulheres

 

Mais informações: www.fetaesc.com

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Mulheres Empreendedoras: Fetaesc inicia curso em Tijucas e Luiz Alves

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A Fetaesc iniciou, no mês de julho, mais dois Cursos Mulheres Empreendedoras: a arte da inovação na Microrregião Florianópolis Norte e no município de Luiz Alves.  

Em cinco módulos e com carga horária de 60 horas, o curso aborda gestão, planejamento, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal, contribuindo para o investimento de negócios próprios em produções e propriedades rurais de Santa Catarina.

O 1º módulo do curso Mulheres Empreendedoras da Microrregião Florianópolis Norte, que abrange os municípios de Tijucas, Porto Belo, Bombinhas, Itapema, Antônio Carlos, Biguaçu, Major Gercino, Canelinha e Nova Trento, ocorreu nos dias 16 e 17 de julho, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tijucas.

No município de Luiz Alves, o 1º módulo ocorreu no dia 31, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ambos os cursos iniciaram as atividades sobre autonomia econômica e empoderamento da mulher e sobre a Marcha das Margaridas, que ocorrerá nos dias 13 e 14 de agosto, em Brasília.

A coordenadora Estadual de Mulheres, Agnes Schipanski Weiwanko, ressalta a importância de inserir a mulher do campo nos negócios da propriedade rural. “Queremos motivá-las a investirem em seus potenciais, valorizando a criatividade, agregando valor na produção e gerando renda extra para a família”, destaca Agnes. Fonte:Fetaesc

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Agricultora, empreendedora e lider

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Agricultora, no município de Sangão, Nilziane Ricardo Rodrigues da Silva é o exemplo da mulher que quer melhorar a qualidade de vida não apenas da família, mas também de toda a comunidade onde vive.
 

Presidente da Associação dos Agricultores de Sangão (Agrisan) desde que a entidade foi criada, em 2015, ela vem desenvolvendo um trabalho incansável para que os produtores se organizem em grupo. “Esse é o caminho para conseguir mais recursos e melhorar a produção. O agricultor tem seus direitos, tem que se unir pra buscá-los”. Hoje a entidade conta com 26 famílias associadas.

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A agregação de valor é o foco da atuação de Nilziane na Agrisan, que foi criada por estímulo da Epagri para que os agricultores tivessem acesso aos recursos do Programa SC Rural. Ela usa a própria experiência para motivar os associados: a propriedade da família se dedica ao processamento de aipim ao invés de entregá-lo in natura para outras agroindústrias, pois a renda do produto processado é bem mais significativa. 

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“O jovem urbano quer celular, tênis bom. O rural também! Na agricultura a gente tem que inovar pro filho não sair”, diz ela, que tem três filhos pequenos e está montando toda essa estrutura para que os herdeiros tenham onde trabalhar no futuro.
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Hoje eles processam 2,5 toneladas de aipim por mês e comercializam em restaurantes e mercados, além de entregar para alimentação de escolas de Laguna e vender na feira de Jaguaruna. A intenção é aumentar a produção e investir em novos produtos, como aipim frito e caldo de aipim.
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Segundo o extensionista rural de Sangão, Natalício Nandi, Nilziane à frente da Agrisan e com assistência técnica da Epagri, está mudando a realidade da agricultura do município.

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Para Nilziane, o local para realizar a feira é um objetivo alcançado. "Realizamos um sonho e o nosso consumidor vai perceber que vai ser bastante compensatório comprar os produtos aqui da feira, pela qualidade oferecida e a aquisição direto dos produtores", ressalta.

Para os técnicos da Epagri, a qualidade de vida, hoje, está voltada para agricultura e o agricultor, mesmo com pouca produção, pode agregar valores no seu produto, produzindo um alimento diferenciado e na feira, o consumidor tem informações sobre o histórico do produto, desde o plantio, o manuseio, até a venda final, obtendo segurança numa produção de forma diferenciada.Fonte:Epagri / foto: @airescarmenmariga/Epagri

 

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Produtoras rurais são estimuladas a empreender em suas propriedades

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Elaine Fatima Bircheuer deixou a vida na cidade para viver no campo. Há 11 anos foi trabalhar na propriedade rural junto com o esposo e passou a viver uma nova realidade.

“No começo não tinha nenhuma noção do trabalho na agricultura, mas hoje vejo o quanto valeu a pena”, relembra. Para ampliar os conhecimentos e empreender, a empresária rural está participando do Programa Mulheres em Campo, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em Nova Itaberaba, no oeste catarinense.

A turma de 15 mulheres foi mobilizada por meio da Souza Cruz, empresa parceira do Senar/SC em diversos treinamentos, e o Sindicato Rural de Chapecó. Durante cinco encontros as mulheres trabalharão com foco no empreendedorismo feminino no campo. “O programa tem me feito enxergar o meu valor na propriedade. Mudei minha maneira de ver e tenho conseguido desenvolver um melhor planejamento e gestão na nossa atividade. O conhecimento enriquece e transforma nossas vidas”, destaca Elaine que tem produção de leite e fumo em propriedade localizada na Linha São Paulo, interior de Nova Itaberaba.

De acordo com a prestadora de serviço em instrutora do Senar/SC, Rosa Marina Segheto, o programa tem como foco principal despertar nas mulheres do meio rural o olhar empreendedor e o protagonismo feminino, desenvolvendo competências para a gestão de suas propriedades planejando e transformando a atividade produtiva em um negócio. “Elas são peças chave no dia a dia das propriedades e precisam reconhecer o seu valor. O Mulheres em Campo também contribui para a valorização feminina”.

Leonir Antônio Conferre, orientador agrícola da Souza Cruz, mobilizou as produtoras rurais para a participação no programa. “Somos uma empresa que se preocupa com o bem-estar e qualidade de vida dos produtores rurais. Sempre investimos em cursos, programas e palestras que venham a contribuir com o crescimento das propriedades e dessa vez o nosso foco são as mulheres que diariamente se dedicam ao lado de seus esposos”. Para Conferre, a parceria entre Senar/SC e Souza Cruz é um sucesso e tem dado muitos resultados positivos. “Trabalhamos em prol de um mesmo propósito: melhorar a vida dos produtores rurais”.

O supervisor do Senar/SC na região Oeste Helder Jorge Barbosa destaca que o Senar/SC atua em todo o Estado levando acesso à qualificação ao meio rural a fim de oportunizar melhoria na produção, na produtividade, na rentabilidade e, principalmente, na qualidade de vida dos empresários rurais.

Conforme explica o superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi, o programa desenvolve competências de empreendedorismo e gestão, orienta na descoberta do potencial de cada participante e na gestão da propriedade. Ensina a planejar e a transformar uma atividade produtiva em negócio. 

“As aulas são divididas em cinco módulos e iniciaram com diagnóstico de propriedade, planejamento, levantamento de custos, comercialização e desenvolvimento pessoal e humano. No decorrer de cada encontro as mulheres passam a visualizar suas propriedades como verdadeiras empresas rurais e a identificar mudanças que contribuirão para o crescimento e desenvolvimento da produção”, observa a coordenadora estadual do programa, Nayana Setubal Bittencourt.

O presidente do Sistema Faesc/Senar José Zeferino Pedrozo, ressalta que a iniciativa possibilita reforçar o espírito empreendedor e, também, aprofundar questões voltadas à comercialização dos produtos demonstrando o potencial comercial das propriedades. “Elas são o alicerce não somente das famílias, mas também no trabalho no campo. Organizadas, disciplinadas e visionárias, elas desempenham um papel fundamental no sucesso do agronegócio familiar em Santa Catarina. Merecem todo nosso reconhecimento”, complementa.

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NOVO OLHAR

Marli Barionuevo Felipe Chiella possui propriedade rural na Linha Cairu, interior de Coronel Freitas. Ao lado do esposo, os dois filhos e os pais, Marli produz frango e fumo e optou em participar do programa em busca de novos conhecimentos. Com frequência, a produtora rural participa de cursos oferecidos pelo Senar/SC e afirma que o olhar muda a cada novo aprendizado. “O programa Mulheres em Campo me fez sentir ainda mais valorizada e reconhecer o meu papel dentro da propriedade. Além disso, os ensinamentos repassados estão auxiliando no planejamento e gestão diária da produção. A cada dia implementamos mudanças e temos acompanhado a melhoria em nossa empresa rural”.

A produtora rural Marizete Bonetti também possui produção de fumo e soja em propriedade localizada na Linha Cairu. Com o auxílio do esposo, do filho e da nora, tem batalhado para o crescimento da produção. “O programa tem sido excelente e contribuído muito para o desenvolvimento. Conseguimos identificar possíveis investimentos e melhorias e, aos poucos, vamos crescendo. Além disso, com o Mulheres em Campo ficou ainda mais claro o meu papel de empresária rural e a importância da minha atuação para o sucesso de toda a família”, complementa. Fonte: MB Comunicação

 

Mais informações: http://www2.senar.com.br/

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A força das mulheres do Agronegócio Catarinense

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No ano de 2018, em Santa Catarina, elas representaram 56,40% de participantes nos cursos ofertados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

Isso confirma pesquisa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAG), a qual apontou que no agronegócio a mulher vem ocupando espaços em diversos segmentos: 55,5% das entrevistadas disseram sentirem-se totalmente preparadas para gerirem seus negócios, 40,9% sentem-se parcialmente preparadas e apenas 3,60% não se sentem preparadas.

Em vista desse cenário, com o objetivo de formar uma comissão de mulheres capazes de propor ações que contribuam para o agronegócio no Estado, o Sistema Faesc/Senar promove o programa “Mulheres do Agro Catarinense”. O primeiro encontro aconteceu em Gravatal, no Sul do Estado com grupo de produtoras da região. O evento contou com palestras que envolvem o empoderamento feminino no meio rural.

A programação contou com pronunciamento do presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo; apresentação do Sistema CNA/Faesc/Senar/Sindicato Rural com a responsável do Departamento Sindical da Faesc, Dra. Andreia Barbieri Zanluchi.

A pela técnica em atividade de formação profissional, Nayana Setubal Bittencourt, apresentou a Comissão Mulheres do Agro Catarinense da região Sul e os demais programas do Senar/SC voltados para as mulheres. Após o almoço, aconteceu a palestra “O Empoderamento Feminino no Agronegócio Familiar Catarinense” com o doutor Renato Vieira de Ávila. 

“A intenção é de que os Sindicatos Rurais tenham representantes na comissão estadual de mulheres. Buscar meios de tornar mais presentes as mulheres, não apenas nas capacitações, mas também nas reuniões e demais ocupações que interferem nas ações voltadas para o agronegócio catarinense é uma das preocupações do Sistema Faesc/Senar”, explica o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

PESQUISA

Na pesquisa intitulada “Todas as Mulheres do Agronegócio” coordenada pela ABAG e pelo IEAG foram entrevistadas 862 mulheres vinculadas ao agronegócio de todas as regiões do Brasil. O levantamento demonstra que a mulher tem maior facilidade para transitar entre o campo e a cidade, é resiliente e consegue conciliar a carreira profissional e a família.

O empoderamento da mulher no agronegócio mundial tem impactos extremamente positivos. Segundo estudos da Organização das Nações Unidas (ONU) essa mudança de postura pode representar um aumento de 30% na produção agrícola e garantir a segurança alimentar do planeta.

O superintendente do Senar/SC Gilmar Antônio Zanluchi ressalta que “As mulheres são pilares não somente na família, mas também no sucesso das propriedades rurais catarinenses e precisam reconhecer o seu papel de destaque e valor para o agronegócio de nosso Estado. Para isso, incentivamos que elas participem ativamente das decisões que envolvem o agro”. Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

 

Mais informações: http://www.sistemafaesc.com.br

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Agroindústria em São José do Cerrito é inaugurada pelas próprias agricultoras

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De feirante em praça pública para a Agroindústria Familiar Santo Antônio – Agrosanto. Assim se resume o sonho da agricultora Neiva Aparecida Mota Muniz, que junto com as amigas Sandra Maria Muniz Oliveira Borges e Lorena Aparecida de Jesus Oliveira inauguraram na tarde da terça-feira (28), a unidade de processamento de panificados, frutas, hortigranjeiros, leite e derivados.

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A solenidade na localidade de Santo Antônio dos Pinhos em São José do Cerrito, marca um novo momento na vida das agricultoras que afirmaram “agricultor também tem visão empreendedora”.

E foi com a venda do que produziam em casa, que as três mulheres conseguiram investir cerca de R$ 110 mil e com uma contrapartida de R$ 54.5 mil do programa SC Rural do governo do Estado, construíram a agroindústria Agrosanto. “Mais que um sonho é um legado que estamos deixando às futuras gerações”, declarou Neiva Muniz.

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Na lista de produção da Agrosanto estão doces de leite, rosca de polvilho, queijo, feijão, compotas, conservas, geleias, doces de corte, olerículas e frutas. O projeto da Agrosanto vai beneficiar 25 famílias divididas em quatro núcleos exclusivamente com produção de olerícolas orgânicas.

A Agrosanto faz parte da Associação de Apoio para Projetos de Redução de Impactos de São José do Cerrito, que envolve cerca de 70 hectares de produção certificada pela rede Ecovida. Produzem cerca de 30 variedades de produtos entre folhosas, leguminosas, cereais e frutas.

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A inauguração da Agrosanto foi prestigiada pelo vice-prefeito Moacir Ortiz, gerente regional da Epagri Mario Lehmanne, coordenador do SC Rural Aziz Hatem, assessora de turismo da Amures Ana Vieira, vereadores e convidados. Fonte: Assessoria de imprensa da Amures.

 

Mais informações: https://www.amures.org.br

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Mulheres rurais se destacam em diferentes atividades e buscam acesso a direitos

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Agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, poetisas, artesãs, embaixadoras, extrativistas. O protagonismo das mulheres rurais reflete a diversidade da atuação feminina em campo. Antes vistas meramente como ajudantes, as trabalhadoras rurais têm se destacado em diferentes etapas do processo produtivo de alimentos e outras atividades relacionadas à geração de renda e desenvolvimento econômico social no campo.

Dar visibilidade ao trabalho promovido por estas mulheres é o principal objetivo da 4 ª edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, lançado na terça-feira (16) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A campanha deste ano tem como tema “Pensar em igualdade, construir com inteligência, inovar para mudar”. O eixo condutor da iniciativa é a importância de valorizar os direitos das mulheres rurais em todos os níveis, desde as garantias individuais até coletivas, e promover condições para o cumprimento das metas de igualdade de gênero e fim da pobreza rural estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A mobilização ocorrerá até o mês de dezembro com atividades que priorizam o papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos, principalmente no contexto de crescimento dos níveis de insegurança alimentar na região da América Latina e Caribe.

A campanha também visa estimular a adoção de medidas que facilitem o acesso delas a recursos e sistemas produtivos de inovação, de forma a aumentar a representação das mulheres no campo da ciência e do uso de novas tecnologias.

Perfil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de mulheres vivem na área rural, o que representa 47,5% da população residente no campo no Brasil.

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Considerando a cor e raça das mulheres habitantes da área rural, mais de 56% delas se declaram como pardas, 35% brancas e 7% pretas. As indígenas compõem 1,1% da população rural feminina, de acordo com o IBGE.

Entre as mais de 11 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade que viviam na área rural em 2015, pouco mais da metade (50,3%) eram economicamente ativas. Considerando o rendimento médio, cerca de 30% ganhavam entre meio e um salário mínimo e quase 30% não tinham rendimento.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, quase 20% dos empreendimentos rurais do país são dirigidos por mulheres. Em 2006, o percentual de mulheres rurais empreendedoras era de 12%. “É um salto significativo, mas ainda é muito pouco, quando sabemos que de 70% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mulheres rurais, principalmente os alimentos para autoconsumo”, comenta Geise Mascarenhas, consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa e uma das coordenadoras da campanha.

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A consultora destaca que, apesar da participação significativa no desenvolvimento das comunidades locais, a identidade e o trabalho exercido pelas mulheres rurais ainda não são reconhecidos pela sociedade. A falta de dados atualizados ou mais detalhados sobre o perfil e as demandas das mulheres desafia agentes responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

“A primeira campanha foi lançada com o objetivo de envolver as mulheres, exatamente para conhecê-las. Quem são as mulheres rurais, onde elas estão, o que elas fazem? As histórias são belíssimas e nos ajudaram a delinear as outras campanhas”.

A especialista ressalta que o Brasil está avançando na coleta dessas informações. O Mapa firmou um acordo com o IBGE, que está criando um banco de dados e aprimorando o levantamento de informações agropecuárias com a perspectiva de gênero.

Em âmbito regional, estudos da FAO mostram que a pobreza atinge o que representa quase metade ou 59 milhões das pessoas que vivem nas áreas rurais dos países da América Latina. A extrema pobreza chega a 22,5% da população rural da região. E a maioria dos pobres na área rural do continente é formada por mulheres.


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Histórico

A campanha #Mulheres Rurais começou em 2015 no Brasil como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

“Percebemos que a campanha teve uma aceitação tão grande e começamos a trabalhar com os direitos das mulheres: direito à educação, direito à saúde, direito a uma vida digna, à alimentação e direito ao lazer, ao descanso. Isso nos deixava muito impactada, porque muitas mulheres nos perguntavam: “mas, isso é um direito? ”, relata Geise.

O desconhecimento das mulheres rurais acerca dos próprios direitos incentivou a campanha a ampliar o tempo de mobilização de 16 dias para 9 meses e de adaptação dos temas à realidade das mulheres dos países alcançados. Segundo Geise, a campanha tem ampliado sua capilaridade por diferentes territórios e gerado resultados expressivos, principalmente para empoderamento e autonomia das mulheres.

“Estamos ampliando os trabalhos, incorporando mais o público alvo, de mulheres rurais, com públicos mais diferenciados, como mulheres indígenas, mulheres quilombolas, que tem especificidades. Sabemos que a agricultura familiar é muito diversificada e as mulheres tem suas diferenças que precisam ser reconhecidas”, comenta Geise.

A campanha deste ano foi organizada pela FAO em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.


Mais informações: mulheresrurais.saf@agricultura.gov.br 

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Cooperativas são importantes para mulheres do campo, mas poucas têm poder de decisão

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Tripla jornada, preconceito e lacunas na formação diminuem envolvimento das mulheres nos postos de liderança

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Andrea Zimermann, produtora do Lago Oeste no Distrito Federal

A experiência de mulheres trabalhadoras do campo mostra que é por meio do cooperativismo ou por associativismo que elas conseguem acessar recursos para produzir, serviços, oportunidades de emprego e de representação em conselhos com voz para decidir.

O potencial existente em cooperativas para a autonomia das mulheres rurais é destacado pela Comissão da ONU sobre a Situação da Mulher e pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). “A riqueza gerada pelas cooperativas permanece na comunidade, criando postos de trabalho e atividades sustentáveis. As cooperativas são baseadas em valores que representam um modelo adequado para as mulheres construírem seu próprio futuro”, declarou Rodrigo Gouveia, diretor de Políticas da ACI.

No entanto, o papel das mulheres rurais na proteção e gerenciamento de recursos naturais, no desenvolvimento econômico da comunidade local e na participação mais efetiva nas cooperativas esbarra na dificuldade de conciliar as diferentes atividades que estão culturalmente sob responsabilidade feminina.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em todas as faixas etárias, de 14 a 60 anos, as mulheres de todas as regiões do país do campo e da cidade se dedicam mais diariamente aos afazeres domésticos do que os homens. Em média, as brasileiras trabalham mais de 11 horas em atividades relacionadas aos cuidados de outras pessoas ou da casa, enquanto que os homens dedicam menos da metade desse tempo (5,1 horas).

Levantamento no Paraná

A sobrecarga de trabalho é um dos problemas citados pelas mulheres rurais como empecilho para participar de forma mais efetiva do trabalho das cooperativas, principalmente em cargos de liderança. O resultado foi encontrado em levantamento feito durante o 1º Encontro de Mulheres Rurais do Mercosul, realizado no final do ano passado no Paraná para debater o tema do cooperativismo e a questão de gênero.

O encontro reuniu em Medianeira (PR) mais de mil mulheres, das quais 173 foram entrevistadas por pesquisadores da Universidade da Integração Latino Americana (Unila), com apoio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf) e da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

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Norma Siqueira, produtora de frutas no Paranoá, Distrito Federal (Foto: Aquivo MDA)

Quase 80% das entrevistadas tinha mais de 40 anos e eram aposentadas. A pesquisa revela que, na percepção das mulheres, as tarefas domésticas e a falta de formação são fatores determinantes na participação. Elas também mencionam a falta de motivação, insegurança e autoafirmação.

De acordo com o levantamento, quase metade (48%) das mulheres tem uma carga horária de mais de 10 horas de trabalho doméstico, sendo que 13% delas disseram ter 15 horas de trabalho doméstico. Em sua maioria (72%) as mulheres dedicam de uma a cincor horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa.

“Como que mulheres com uma carga de trabalho tão grande em casa, cuidando da família e dos filhos, têm condição de estar na cooperativa? Isso revelou que as políticas precisam ser direcionadas para questões que são muito mais complexas do que aquelas que estão evidenciadas”, comentou Maíra Lima Figueira, assessora da Unicafes.

A maioria das entrevistadas atuam em cooperativas ligadas a empreendimentos de poupança e crédito, seguidas de estabelecimentos de agropecuária, social, trabalho e consumo. Elas também participam de forma significativa em cooperativas de catadores.

A principal atividade exercida por elas nas cooperativas é na área de crédito e financiamento. As associações em que trabalham comercializam, principalmente, soja, milho, trigo, feijão e o sorgo, seguido de carne de gado, caprinos, ovinos, suínos, mel, arroz, batata e mandioca. Apenas 4% das mulheres relataram que as cooperativas em que trabalhavam forneciam produtos para merenda escolar.

Mais de 70% delas disseram que dedicam entre uma e cinco horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa. Cerca de 35% relataram que participam de alguma forma de comissão dentro da cooperativa, a maioria delas tem mais de 55 anos, e 20% atuam na direção da cooperativa e apenas 9% estão na diretoria financeira das associações.

As comissões com maior participação feminina tratam de terceira idade, informação, ajuda geral, clube de mães, gênero, juventude, gerenciamento, produção, comércio, financiamento, entre outros. Os pesquisadores constataram que a maioria das mulheres tem contato com a cooperativa por meio do marido.

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Mulheres acumulam atividades fora do lar com cuidados de outras pessoas e da casa (Foto: Arquivo MDA)

De modo geral, a maior parte afirma que opina nas decisões da cooperativa, mas que sua opinião não é levada em conta, além de serem questionadas sobre sua formação. Em 35% das respostas, elas destacaram a falta de apoio, oportunidade, formação e informação como fatores que afetam essa participação.

O levantamento apontou a necessidade de atividades motivacionais, que valorizem a autoestima e que promovam a igualdade de direitos nas cooperativas. Outra sugestão é promover eventos que envolvem a participação das famílias, dos homens e jovens para discutir questões de gênero, saúde da mulher e paridade no trabalho.

O questionário foi semelhante ao realizado pela Confederação Uruguaia de Entidades Cooperativas (Cudecoop). O país vizinho tem cerca de 3 milhões de habitantes e 1,2 milhão de pessoas ligadas às cooperativas.

No Uruguai, apenas 16% das titulares da direção das classes cooperativas são mulheres. Aparece como central na dificuldade para participação feminina nos espaços de decisão a imposição cultural às mulheres das tarefas de cuidado dos filhos e de outros dependentes, além do trabalho doméstico.

O levantamento no país vizinho cita ainda que mais da metade da carga global de trabalho do país (que envolve atividades remuneradas e não remuneradas) é assumida por mulheres, que se dedicam mais que o dobro de horas ao trabalho não remunerado em comparação com os homens.

Esses dados foram apresentados no lançamento da 4ª edição da Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, realizado terça-feira (16), na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O objetivo das entidades é estender esse tipo de levantamento a todas as regiões do Brasil.  A expectativa é que os resultados contribuam para promover ações mais efetivas de estímulo à participação das mulheres no dia a dia das cooperativas.

A consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e da campanha, Geise Mascarenhas, destaca que quantificar o tempo dedicado pelas mulheres ao trabalho não remunerado e o que isso representa no orçamento doméstico, pode contribuir avaliar essa contribuição no desenvolvimento da região. “Se não tivermos informação, deixamos na invisibilidade uma participação muito importante que as mulheres têm para a economia dos países”, comentou Geise. Fonte: Ministério da Agricultura

Mais informações: http://www.agricultura.gov.br/noticias/reportagens-especiais

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