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Seis maneiras de valorizar o que você come e de onde vem

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Quase todos nós dizemos que amamos comida, mas realmente gostamos? Nós respeitamos isso? Globalmente, desperdiçamos cerca de um terço de todos os alimentos produzidos. 

Em um vasto mundo de 7 bilhões de pessoas, onde tudo o que você ouve são nossas diferenças, há algumas coisas importantes que nos conectam, e uma delas é a comida. A comida nos conecta a todos. Todos nós precisamos disso, dependemos disso, sobrevivemos e obtemos felicidade com isso.

De fato, a comida é parte de quem somos. Faz parte dos nossos hábitos e culturas. Centenas de programas de TV, filmes e podcasts giram em torno do tema da comida, e os livros de culinária sempre estão entre os mais vendidos. A comida é até parte de como interagimos com os outros. Foodies prontamente e amplamente compartilhar receitas e experiências de refeições. E quem não postou uma foto do seu prato favorito em seus canais de mídia social? A conversa de comida está ao nosso redor.

Então, se nós amamos tanto a comida, por que deixamos tanto dela apodrecer em nossas geladeiras, sermos deixados para trás em nossas festas, sermos jogados fora em nossas lojas ou largados de nossos pratos? Um terço de todos os alimentos produzidos globalmente é perdido ou desperdiçado. Nós amamos comida, mas não cuidamos disso. Nós não respeitamos isso. Todos nós queremos o respeito que Aretha Franklin cantou e para obtê-lo devemos dar.

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Aqui estão 6 maneiras de nos ajudar a amar melhor nossa comida e crescer o respeito pelo mundo por trás do que comemos:

1. Reduza o desperdício de alimentos - Compre apenas os alimentos de que você precisa, aprenda a amar frutas e verduras feias , mantenha suas porções realistas, tenha em mente as datas de validade, armazene alimentos com sabedoria, doe o excesso e transforme as sobras de alimentos nas refeições do dia seguinte. Quando desperdiçamos comida, todos os recursos utilizados para o cultivo, processamento, transporte e comercialização desses alimentos também são desperdiçados. A comida é muito mais do que aquilo que está em nossos pratos. Encontre mais dicas sobre como parar o desperdício de alimentos .

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A história da comida começa com um agricultor. Por que damos aos nossos chefs estrelas e prêmios, mas nos esquecemos da parte que nossos produtores de alimentos desempenham? 

2. Apoie seus produtores locais de alimentos: Chefs recebem prêmios, estrelas e reconhecimento por suas criações. Mas e os nossos agricultores? Sem eles, não teríamos a comida fresca que precisamos diariamente e a comida para fazer qualquer um dos nossos pratos mais apreciados. Os agricultores não são os verdadeiros heróis? Faça compras em seus mercados locais e conheça seus agricultores. Dar-lhes o seu negócio é dar-lhes o seu reconhecimento e respeito.

3. Aprecie a obra em produzi-lo: a agricultura não é apenas trabalho, é arte. Há tanta coisa que entra em fazer nossa comida. Leva sementes e solo, água e trabalho, proteção e paciência. Você sabia que são necessários 50 litros de água para produzir uma laranja? Nossas escolhas alimentares afetam a saúde do nosso planeta e nosso futuro de alimentos. Quando você come, você está absorvendo os recursos naturais e o trabalho duro dos fazendeiros, abelhas, colheitadeiras e outros que colocaram a comida no seu prato. Aprecie a comida como se fosse uma obra de arte.

4. Adoptar uma dieta mais saudável e mais sustentável - Os nossos corpos ficam sem calorias e nutrientes. Nós obtemos nossa energia e mantemos nossa saúde com boa comida. Nós normalmente não prestamos atenção ao poder que a comida e a nutrição têm sobre nossos corpos. Precisamos respeitar que comida é combustível. Muito disso, ou muito de apenas um tipo, pode levar à obesidade, deficiências ou doenças relacionadas à dieta.

5. Aprenda de onde vem a comida: Os kiwis vêm de árvores ou arbustos? Os tomates são uma fruta ou vegetal? Ao aprender mais sobre nossa comida, de onde vem, quando está na estação e o que é preciso para produzi-la, crescemos em nosso conhecimento e respeito pelo que estamos comendo. Siga nossa conta no Instagram para testar seus conhecimentos sobre diferentes frutas e vegetais cultivados em todo o mundo!

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Você sabe de onde vêm seus alimentos? E não diga o mercado! Crescer em nosso conhecimento de alimentos significa crescer em nosso respeito por isso. Aprenda por si mesmo e depois ensine as futuras gerações. 

6. Ter uma conversa - Ao tratar cada refeição com orgulho, nós respeitamos os agricultores que a produziram, os recursos que entraram nela e as pessoas que ficaram sem. Respeito pode ser passado adiante. Fale com as pessoas ao seu redor e com a próxima geração sobre como fazer escolhas alimentares informadas, saudáveis ​​e sustentáveis.

Para muitas pessoas no planeta, a comida é um dado. Está lá em uma casa ou em uma loja se precisarmos e geralmente temos meios para comprá-lo. Mas para muitos, a comida é escassa ou indescritível. Para os impressionantes 821 milhões de pessoas que passam fome, a comida não é uma garantia. É um desafio diário.

Respeitar os alimentos significa apreciar a história dos alimentos. Quando sabemos o panorama completo, é mais fácil ver o que nossa comida realmente representa e quão preciosa ela realmente é. Fonte:http://www.fao.org/fao-stories/article/en/c/1157986/

 

Mais informações: http://www.fao.org 

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Programa Carne 4.0 – iniciativa de dois Zootecnistas

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Inteligência na formação do novo profissional da cadeia da carne

Definitivamente o jeito de consumir carne bovina mudou ainda que para uma pequena parcela da população mundial. No Brasil fala-se em menos de 2% os que já topam pagar consideravelmente mais por um bifão macio, marmorizado, suculento, recheado de sabor, produzido com sustentabilidade e carregados de história.

O que parece ainda bem pouco perto do total da população, serve de alerta aos especialistas da área que observam o crescente aumento da demanda dos consumidores – 112% nos últimos 5 anos – desproporcional ao número de profissionais que se formam nos cursos de ciências agrárias e desejam se especializar para atender a estes mercados especiais.

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Preocupados com o futuro da cadeia da carne na nova economia, os zootecnistas Andréa Mesquita (Território da Carne) e Danilo Millen (Ph.D em nutrição de ruminantes, Docente na Unesp – Dracena), estruturam um programa cujo objetivo principal é embasar de forma teórico-prática os processos que envolvem a nutrição do bovino de corte e sua influência na qualidade da carne. Visam dar diretrizes e ensinar conceitos dinâmicos para que os participantes criem, assistam ou conduzam negócios na cadeia com foco em melhorar a qualidade do produto final, utilizando suas habilidades e aprimorando as características com base no cenário previsto pela Quarta Revolução Industrial.

Aparentando ser uma espécie de resgate da nossa relevância em meio a tanta tecnologia, esta Revolução tem revelado a importância das competências humanas para a gestão e a transformação do mercado de trabalho.

“Vamos precisar de uma nova geração de trabalhadores que tem fome de aprender e quer se manter no ritmo das mudanças. Eles serão pioneiros e terão que encontrar novas maneiras de combinar negócios e tecnologia para aumentar sua produtividade. Vão atualizar os velhos modelos de trabalho. Organizações de todo tipo de indústria vão procurar mentes curiosas, flexíveis e orientadas a dados. Vão querer pessoas que têm a habilidade comprovada de aprender continuamente e continuar relevantes em seus campos de expertise. São pessoas que vão buscar ativamente oportunidades em que suas habilidades transferíveis podem ser aplicadas”, Jonas Prising, CEO da ManpowerGroup. Nesta linha, a dupla desenhou um programa focado no aprimoramento dos futuros profissionais da cadeia da carne.

Diante do cenário de novidades incessantes, cotidianos transformados e trocas de emprego, traçados por esta revolução, a ideia de que a educação deve ocorrer apenas durante as primeiras décadas de vida perde o sentido. É nesse aspecto que entra em cena a noção de lifelong learning ou aprendizado contínuo, que representa uma nova maneira de encaixar a educação na vida das pessoas.

O PC4.0 tem propósito de complementar a formação profissional de alunos matriculados no último ano até três anos após a graduação, trazendo temas específicos e relevantes que permeiam a cadeia da carne e o novo método de trabalho.

Essa nova fase da educação é vista como uma das melhores soluções para os problemas associados à automação, e algo em que governos e empresas interessadas em ter tanto tecnologia quanto os talentos certos devem investir seus esforços. Desta forma, as habilidades profissionais ganharão nova expansão e precisarão ser constantemente atualizadas (reskilling) e aprimoradas (upskilling).

Ao mesmo tempo, a tecnologia e a globalização dos talentos, juntas, garantem que a busca por profissionais será cada vez mais valiosa e estratégica para empresas. Isso tem o potencial de ampliar enormemente as possibilidades individuais de carreira. Neste cenário, indivíduos bem capacitados poderão ser muito disputados entre diferentes países e indústrias.

Em suma, a Quarta Revolução Industrial traz todos os ingredientes necessários para criar oportunidades ilimitadas e uma sociedade global mais criativa, produtiva e eficaz. Assim, o objetivo do projeto-piloto em 2019 é envolver 150 jovens de maneira direta e até 10 mil pessoas, considerando o alcance de marketing digital e outras mídias. “O momento exige um novo profissional, cujas habilidades são constantemente atualizadas. Esses talentos são cada vez mais valiosos para a estratégia das empresas da cadeia da carne bovina. Melhor capacitados eles serão, consequentemente, mais disputados”, explica Danilo Millen.Fonte: http://agromulher.com.br

Mais informações: https://www.oterritoriodacarne.com.br/

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A inovação digital revoluciona a agricultura

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Um dos temas mais discutidos hoje em fóruns internacionais é como alimentar a crescente população mundial, que deve chegar a 9,6 bilhões de pessoas em 2050. Especialistas avaliam que, para isso, e para eliminar a fome no mundo, será necessário dobrar ou até triplicar a produção de alimentos.

O número de pessoas que atualmente passam fome assusta: a ONU estima que uma em cada oito pessoas não têm o que comer. O Relatório Global sobre as Crises Alimentares (Global Report on Food Crises, disponível em inglês), elaborado por diversas agências humanitárias e de desenvolvimento, analisou dados de 53 países que sofreram crises alimentares em 2018, atingindo centenas de milhões de pessoas. O estudo aponta que os principais fatores que contribuíram com as situações de fome foram os conflitos e a insegurança, a mudança climática e as turbulências econômicas. O mapa da fome construído pelo estudo mostra que a África concentrou 58% das pessoas atingias, seguida pelo Oriente Médio, que foi responsável por 24%, e pelo Sul e Sudeste da Ásia, com 13%. A Venezuela e a Coreia do Norte não foram estudadas por falta de acesso a dados confiáveis.

A crescente urbanização agrava a situação de acesso a alimentos. Especialistas estimam que hoje, cerca de 50% das 7,6 bilhões de pessoas do Planeta moram em cidades. Em 2050, esse número deve chegar a 70%. Na América Latina, esse percentual hoje já é maior, de cerca de 80%.

A escassez de terras agricultáveis na maioria dos grandes países populosos (o que felizmente não é o caso do Brasil) e as restrições ao uso de água e de energia estão levando a uma grande transformação da agricultura global. Essa transformação é impulsionada pelas novas tecnologias e pela transferência de uma parte da produção de alimentos para áreas urbanas e próximas a perímetros urbanos, conforme mostra um recente estudo, publicado pela Global Federation of Competitiveness Councils – GFCC (Federação Global de Conselhos de Competitividade), sediada aqui em Washington.

O relatório “Conectando Fazenda, Cidade e Tecnologia” (“Connecting Farm, City and Technology“, disponível em inglês) foi elaborado pelos pesquisadores americanos Fred Davis e Banning Garret e mostra como a tecnologia poderia ajudar os países em desenvolvimento, onde será concentrado o maior crescimento populacional nas próximas décadas.

A tecnologia de produção agrícola permite produzir alguns alimentos, como verduras e legumes, em grande escala em áreas urbanas: em “fazendas verticais” e “aero-fazendas”, com o uso de luz de LED e gotejamento. Ao mesmo tempo, plataformas digitais democratizam o acesso ao conhecimento e à tecnologia agropecuária.

Estima-se que hoje cerca de 70% das pessoas do planeta têm o seu próprio telefone celular ou possuem um acesso barato a um aparelho. O Facebook estima que cerca de um bilhão de pessoas que moram em países em desenvolvimento usam a plataforma. Apenas na Índia, são 300 milhões de pessoas.

Esse grande acesso a internet e a plataformas digitais através de aparelhos de celular possibilitou o ingresso na economia de muitas pessoas antes deixadas de escanteio. Por meio de celulares, até as pessoas analfabetas ou semianalfabetas podem acessar um amplo volume de informações através de áudios e vídeos. Vários aplicativos possibilitam a aprendizagem sobre as melhores práticas e as tecnologias modernas de produção agropecuária, ensinando os agricultores e pecuaristas, de maneira bem fácil, a produzir alimentos com eficiência.

Muitos além de drones e tablets

O sistema de pagamentos móveis, através dos aparelhos celulares, juntamente com as plataformas digitais, possibilitou o compartilhamento de máquinas, implementos e insumos agropecuários. Ainda em 2014, na Nigéria, foi desenvolvido um aplicativo que se assemelha a um “Uber” de tratores, chamado “Hello Tractor”, que depois se espalhou por outros países da África.

O Hello Tractor usa “tratores inteligentes”, conectados à nuvem, com GPS e chip de telefonia móvel, para um monitoramento remoto. No Brasil (em Minas Gerais), foi implementado um aplicativo semelhante − o Alluagro − que oferece o serviço de aluguel de máquinas e implementos agrícolas através de geolocalização.

Além de possibilitar o acesso a máquinas agrícolas em propriedades pequenas e por um custo bem reduzido, permitindo aumentar a produtividade e a escala de produção, a tecnologia blockchain viabilizou o ingresso na economia de pessoas sem documentos ou sem acesso a crédito e serviços bancários. Por meio de um celular que colhe impressões digitais, essas pessoas conseguem solicitar serviços, efetuar pagamentos e obter microcrédito.

Há outros aplicativos de celular, como por exemplo o Plantix (muito comum na Índia), que usam a inteligência artificial e algoritmos de machine learning  para identificar doenças e pragas e recomendar tratamentos biológicos ou químicos adequados. O agricultor tira uma foto de planta danificada e manda com a localização de GPS através do aplicativo. O sistema processa as imagens, comparando-as com o banco de dados de informações, e dando uma solução, que evita o excesso ou o uso indevido de defensivos agrícolas e otimizando os custos de produção.

As tecnologias de geolocalização, a Internet das Coisas, a inteligência artificial e as tecnologias sensoriais fomentam a agricultura de precisão com um custo bastante reduzido, contribuindo com a sustentabilidade, proteção ambiental e combate a desperdícios.

Com relação aos desperdícios, há ainda muito a ser feito. Hoje, cerca de um terço de todos os alimentos são jogados no lixo (saiba mais neste meu artigo sobre o tema). Estima-se que esse volume desperdiçado poderia alimentar um adicional de 2 bilhões de pessoas por ano. Complementando as políticas públicas e o esforço do setor privado para combater os desperdícios de alimentos, está avançando a implementação de tecnologia de impressão em 3D para a produção de comida.

As frutas e legumes “feios”, que normalmente são jogados fora, e os ingredientes alternativos (como, por exemplo, as algas marinhas) podem ser usados na customização de alimentos, através da impressão em 3D, de forma a atender a restrições alimentares ou preferências individuais. Além de maior e melhor aproveitamento dos alimentos, essa tecnologia permite agregar valor na produção.

Cresce a produção de alimentos à base de proteínas e nutrientes de plantas, que visam a substituir a carne e os produtos lácteos (para conhecer melhor esse mercado, sugiro essa minha coluna Alimentos à base de plantas são os “novos orgânicos”). Os especialistas da GFCC estimam que esses alimentos usam 95% menos de terra, 74% menos de água e reduzem consideravelmente a emissão de gases de efeito estufa, se comparado com a atividade pecuária.

A nanotecnologia e os materiais avançados permitem prolongar o tempo de transporte e de venda de alimentos, mantendo o sabor e a qualidade nutricional e também evitando os desperdícios. A Embrapa, por exemplo, desenvolveu uma película biodegradável e comestível que é capaz de prolongar a vida útil dos alimentos frescos e suas características naturais por 40 dias.

As energias renováveis, como a solar e a eólica, são também cada vez mais acessíveis e têm um extenso uso na agricultura. Por último, mas não menos importante, vale mencionar a ampla utilização da biotecnologia e do melhoramento genético de sementes e de animais, contribuindo para uma maior produtividade agropecuária e para a redução de uso de insumos e defensivos. O Brasil se destaca nessa área pelo excelente trabalho desenvolvido pela Embrapa.

Os pesquisadores da GFCC enfatizaram a importância de ver a agricultura como indústria, uma atividade com sustentabilidade econômica e não apenas de caráter social. Isso ainda é mais importante no contexto da produção em áreas urbanas.

O que o Brasil tem a oferecer para matar a fome do mundo

O Brasil tem uma posição privilegiada no cenário da expansão da agropecuária global. Há uma grande reserva de terras agricultáveis, há possibilidade de aumentar a irrigação, há condições de clima e sol. O país conta, também, com a avançada tecnologia agropecuária e com a grande conectividade.

Só que para deslanchar todo nosso potencial, precisamos facilitar o acesso dos pequenos e médios produtores a modernas tecnologias. Para isso, é necessário perder o preconceito contra a importação de produtos e equipamentos que possam disseminar as novas invenções no campo.

Enquanto vários países pensam em distribuir smartphones gratuitamente para a população, para estimular a inserção econômica, o Brasil continua tributando pesadamente os equipamentos eletrônicos em geral. Isso coloca nosso agricultor – principalmente o pequeno e médio – em grande desvantagem em reação ao agricultor indiano, por exemplo. É preciso seriamente pensar em reduzir a carga tributária para esse segmento e para os produtos tecnológicos, não só em relação aos equipamentos – como as impressoras 3D para uso na indústria alimentícia – mas também em relação à contratação de serviços.

No Brasil, tudo ainda é muito difícil! Se um produtor descobre na internet um novo equipamento inventado na Austrália e que seria muito útil no Brasil, não tem como importar: a burocracia é tão grande, e os custos tão altos, que tornam a operação inviável para os pequenos e médios. Da mesma forma, se aparece um serviço inovador, prestado por uma start-up estrangeira, a burocracia para fazer um contrato de câmbio, recolher o imposto de renda retido na fonte (e outros que incidem sobre a operação) e etc. é tão grande que desestimula – isso para não mencionar o próprio custo do câmbio e dos tributos.

Há estimativas de que o Brasil poderia contribuir com 40% do aumento da produção mundial de alimentos até 2050. Isso representa grandes oportunidades para a expansão das exportações agropecuárias do País, principalmente se conseguirmos diversificar os cultivares e as fontes de proteínas. Ao mesmo tempo, à medida que a produção fica mais localizada, próxima a áreas urbanas e aos consumidores, há cada vez mais possibilidades de se inserir na exportação de serviços e de tecnologia agropecuária. Nesse contexto, o Brasil tem muito a oferecer, fazendo o mundo melhor. Fonte: Gazeta do Povo/Agronegócio

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/blogs/tatiana-palermo

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Páscoa é a festa da vida

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O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha chama a atenção, em artigo, para os verdadeiros símbolos da Páscoa: o cordeiro e o círio pascal, que representam o próprio Cristo morto e ressuscitado.

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Embora tenham adquirido uma conotação mais comercial, ovos e coelhos também, na avaliação do presidente da CNBB, também remetem ao sentido final da celebração a Páscoa: a festa da vida. Veja, abaixo, a íntegra do artigo.

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Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha

 

Os símbolos Pascais

O sentido da Páscoa tem sido manifestado através de diversos símbolos. Alguns deles, como coelhos e ovos de chocolate, acabaram reduzidos a artigos de consumo cada vez mais refinados, tornando-se difícil reconhecer o seu sentido pascal. Muitos se perguntam: O que o coelho tem a ver com o ovo? Ou o que ambos têm a ver com a Páscoa?

Embora possam ofuscar o verdadeiro sentido pascal, para entendê-los, é preciso recordar a razão de ser da Páscoa: a ressurreição de Jesus! Jesus ressuscitou! A vida venceu a morte! Páscoa é a festa da vida. À luz deste significado maior, podemos compreender o sentido que se quer atribuir a ovos e coelhos como símbolos pascais. Os ovos são símbolos da vida que nasce; os coelhos, conhecidos pela fertilidade, também estão associados à vida abundante.  Contudo, por mais que se possa atribuir significado pascal a eles, nada se compara aos dois maiores e mais genuínos símbolos pascais: o cordeiro e o círio pascal, que representam o próprio Cristo morto e ressuscitado.

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O Círio Pascal é a grande vela acesa na Vigília Pascal, a partir do fogo novo, no qual se encontram gravados: as letras A e Z ou suas correspondentes Alfa e Ômega, no alfabeto grego, lembrando que Cristo é o princípio e o fim de tudo; os algarismos representando o ano em que se celebra a Páscoa, 2.0.1.9, portanto, a sua atualidade; uma grande cruz, na qual são inseridos cinco cravos, recordando as marcas da Paixão trazidas pelo Ressuscitado. O Cristo glorioso é o mesmo Jesus que doa sua vida na cruz, conforme o célebre episódio do encontro de Tomé com Jesus.

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 O Cordeiro é um símbolo pascal de origem bíblica, utilizado na celebração da Páscoa judaica. Jesus é o novo cordeiro pascal, cujo sacrifício traz a vida e a salvação; sua morte coincide com o sacrifício dos cordeiros no templo de Jerusalém, segundo a narrativa joanina da Paixão.

Na iconografia cristã, Jesus é representado por um Cordeiro, como nas imagens de São João Batista, que apresentou Jesus aos primeiros discípulos, como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Toda essa riqueza dos símbolos pascais quer ajudar-nos a compreender e a viver o verdadeiro sentido da Páscoa, levando-nos a entoar com a voz e a vida o “aleluia” pascal, expressão alegre e solene de louvor, verdadeiro símbolo sonoro da Páscoa da Ressurreição de Jesus. Fonte:Cardeal Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília, Presidente da CNBB

 

Mais informações: www.cnbb.org.br

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Conheça a startup de SC que dá consultoria virtual para agricultores

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Além da conexão entre técnicos e agricultores, a startup criou uma rede social, que alguns chamam de “LinkedIn da agricultura”

Foi num projeto de pesquisas que três mulheres catarinenses perceberam uma importante necessidade da agricultura nacional: informação. Então a engenheira agrônoma Caroline Luiz Pimenta e as sócias biólogas Juliana Mattana e Juliane Blainski criaram uma rede social para trocas de experiências entre técnicos e agricultores.

— Fizemos saídas de campo, contatamos agricultores do Brasil todo e validamos o problema de falta de informação e assistência técnica no campo. Acabamos criamos um grupo do WhatsApp com agricultores e técnicos, que foi crescendo, rico de trocas de experiências e conhecimento. Foi neste momento que surgiu a ManejeBem — relembra Caroline.

Hoje, a rede social possui mais de 150 mil visitantes, e todo o conteúdo está organizado e compartilhado em uma plataforma online. Além do acesso gratuito da rede, que alguns chamam de “LinkedIn da agricultura”, as três especialistas oferecem consultoria técnica virtual.

—Nós três em torno de 180 atendimentos por dia, resolvendo os problemas dos agricultores, fazendo diagnósticos, tudo remotamente. Um dos nossos cases mais emblemáticos é do Claudionei Lock, um agricultor que passou por perdas consecutivas na lavoura de tomate, estava desestimulado e, com o nosso apoio e consultoria, deixou a produção de tomate convencional – que usava agrotóxicos – e começou a fazer produção 100% orgânica. Nós fazemos esse acompanhamento com ele há um ano e ajudamos em tudo, desde a criação da logo da empresa, o nome, o e-mail, auxiliamos a transformar, mesmo, essa produção em um negócio — conta a engenheira.

Somando à mídia social, as empresárias catarinenses estão desenvolvendo um aplicativo que permite a conexão entre técnicos e agricultores, e que passa a possibilitar o atendimento técnico online e off-line (presencial), compatível com a realidade do pequeno agricultor.

— O intuito do app é reduzir os custos da assistência técnica, eliminar a complexidade de contatar profissionais, ampliar o trabalho do técnico e criar conexões que antes não existiam no campo. A tecnologia, que está em desenvolvimento, tem também a intenção de coletar informações advindas do campo e beneficiar os agricultores nessa importante missão de alimentar o mundo — completa Caroline.

Destaque internacional

Com a promessa desses avanços, a startup foi escolhida como a vencedora da aceleradora de soluções socioambientais da Cervejaria Ambev no Demo Day realizado no último dia 27 pela companhia. Como prêmio, além de R$ 25 mil para acelerar o projeto, o grupo das empreendedoras terá a oportunidade de apresentar o Maneje Bem no “SDGs in Brazil”, evento do Pacto Global da ONU, que acontece na sede da organização, em Nova York.

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Juliane Blainski recebendo o prêmio Demo Day(Foto: Divulgação)

— Nós não esperávamos por isso pois era um grupo de 11 startups, todas com soluções fantásticas. Desde o processo de aceleração essa turma mostrou determinação e muita vontade de fazer algo diferente. Nós encaramos todas as provocações e desafios e nos dedicamos ao máximo para concluir esse processo com êxito. O resultado do DemoDay mostrou que nosso sonho, de impactar positivamente a vida dos agricultores familiares, não está tão longe de ser realizado e sem sombra de dúvidas, será uma honra poder representar as demais startups em Nova York! — comemora a sócia.

A viagem será em julho, quando vão se reunir com especialistas mundiais para discutir como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU podem ser implementados no Brasil.

— Um mundo melhor certamente dependerá de soluções que contribuem para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, com alternativas e informações para a redução da aplicação de agrotóxicos, redução de custos de produção, aumento de renda, incentivo a resiliência e redução do êxodo rural — finaliza Caroline.

Fonte: www.nsctotal.com.br/ Por Beatriz Baffa/beatriz.baffa@somosnsc.com.br(Foto: Pixabay)

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Campo catarinense tem mudança de perfil em uma década

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Relatório da Epagri mostra que SC perdeu unidades produtivas e força de trabalho no campo, mas atividades estão mais diversificadas  

A agricultura catarinense perdeu unidades produtivas e força de trabalho em uma década. Por outro lado, os estabelecimentos rurais do Estado passaram a contar com mais fontes de renda além das atividades agrícolas. Hoje, o perfil de quem produz no campo em Santa Catarina pode ser retratado na imagem de um agricultor experiente, cada vez mais voltado à produção para o consumo familiar.

É que o aponta a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2017-2018, publicação apresentada na última semana pela Epagri com dados comparativos do Censo Agropecuário do IBGE. O estudo mostra que praticamente nove em cada 10 produtores rurais de SC são homens e que um terço dos estabelecimentos agropecuários são administrados por pessoas com 60 anos ou mais.

Houve uma redução gradativa no número de estabelecimentos produtivos nas últimas três décadas, movimento que também coincide com a queda na força de trabalho. A redução de pessoas ocupadas foi de cerca de 400 mil nos últimos 30 anos. O cenário atual contrasta com a década de 1980, quando o volume de estabelecimentos e da força de trabalho foi impulsionado por um processo de crescimento da população rural, da expansão da fronteira agrícola e da partilha por herança. Era um período marcado por atividades produtivas de intensa utilização da mão de obra, principalmente nas lavouras de feijão, milho, soja e trigo. A modernização tecnológica e o processo de êxodo rural são apontados na pesquisa como motivos por trás das transformações no campo.

As mudanças também ampliaram as fontes de receitas dos estabelecimentos agrícolas, que na última década passaram a contar com mais aportes financeiros além da produção no campo.

—A partir do momento em que se tem uma redução das famílias e o envelhecimento dos chefes dos estabelecimentos, muito provavelmente teremos pessoas que permanecem no campo, mas não necessariamente em atividades agrícolas — analisa Tabajara Marcondes, coordenador da publicação.

Além de contar com receitas alternativas, diz Marcondes, a produção rural nos últimos anos também passou a ser menos diversificada nos estabelecimentos, com uma tendência de concentração em produções específicas.

—Se percebe uma mudança de perfil. Há menos atividades nas propriedades, mas são escolhidas atividades que gerem mais renda — aponta.

Capacitação para os jovens do campo é fundamental

A pesquisa apresentada pela Epagri revela que o espaço rural catarinense não tem mais vocação exclusivamente agrícola. São 82,3 mil estabelecimentos com rendas acrescidas de aposentadorias e pensões, enquanto outros 37,2 mil tem a produção voltada para o consumo familiar. Uma tendência apresentada pelos números é de que as funções abrigadas no meio rural, como a produção agrícola, pecuária e aquícola, passe a dividir espaço com atividades econômicas não ligadas à agricultura, como indústria, construção civil e prestação de serviços.

Embora a falta de sucessão do trabalho no campo desperte atenção, a diversificação das atividades é vista com certo otimismo.

—Há outras oportunidades no meio rural, que não precisa ser necessariamente agrícola, como na atividade industrial, nos serviços. Quando são oportunizadas outras atividades, o jovem pode continuar vivendo naquele espaço, o que é salutar — observa Dilvan Ferrari, um dos autores da pesquisa.

Nesse cenário, destaca Ferrari, é fundamental a implementação de políticas públicas de capacitação para que os jovens tenham perspectivas permanência e atuação profissional no campo.

Produtores rurais – Homens 89.66%Mulheres 10.34%

Força de trabalho – Homens 65.79%Mulheres 34.21%

*Produtor é a pessoa física ou jurídica responsável pelo controle das operações. Já a força de trabalho é formada pelas pessoas ocupadas nos estabelecimentos.

Faixa etária

Entre 30 e 60 anos 62.64%

Menos de 30 anos 3.85%

60 anos ou mais 33.51%

Menos de 30 anos 3.85%Entre 30 e 60 anos 62.64%60 anos ou mais 33.51%

Número de estabelecimentos agrícolas caiu de 193,6 mil para 183 mil

1970 -  207218

1975 – 206505

1980 -  216159

1985 -  234973

1995 -  203347

2006 -  193663

2017 -  183065

Fonte:Portal nsctotal/Por Roelton Maciel/roelton.maciel@somosnsc.com.br/ (Foto: Tarla Wolski/Diário Catarinense, especial)

 

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“É preciso reinventar a educação e as relações antes que o campo se torne um grande deserto”

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Em 2017, quando apurava para a reportagem “Sozinhas – a história de mulheres que sofrem violência no campo”, ouvi de uma entrevistada:

— No campo, a mulher trabalha tanto ou mais quanto o homem: a gente sabe tudo da propriedade, o que plantar, tempo de colheita, tira leite das vacas, roça a terra, dirige trator, faz comida, lava roupas, acompanha a educação dos filhos. Mas na hora que o pessoal vem aqui fazer pesquisa, eles perguntam pelo marido ou pai, o ‘dono’ da terra. Tem uns até que vão embora dizendo que voltam, outro dia. Sem a gente, sem o nosso trabalho, não tem como o campo existir.

Lembrei-me desta história, hoje, lendo a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina (2017-2018) da Epagri. Acredito que os profissionais da empresa de Pesquisa e Agropecuária e Extensão Rural fizeram o trabalho com esmero e com isso traçaram uma realidade muito significativa. A cada ano, 13 mil catarinenses deixam o campo no Estado.

É como se a população de municípios como Nova Veneza e Governador Celso Ramos desaparecessem a cada 365 dias. Outro dado do diagnóstico aponta que apenas 3.85% dos produtores rurais têm menos de 30 anos no Estado. Ou seja, menos que 4%. Tem mais: o estudo revela que nove em cada 10 produtores rurais de SC são homens, embora a força de trabalho seja 65% masculina e 35% feminina.

O envelhecimento do campo não é nada novo. O diagnóstico é conhecido de todos os últimos governos estaduais. Assim como é sabido que, ao contrário das avós e mães que cresceram, casaram e formaram suas famílias; as meninas estão rompendo o que anos atrás era uma tradição e hoje buscam outros destinos. Muitas jovens saem de casa para estudar, formam-se nas universidades ou conseguem um emprego com salário garantido – o que não é possível no campo – e ficam nas cidades.

Relatos como o da minha entrevistada podem ajudar a entender um pouco a realidade dos campos catarinenses. Inclusive ela me contou outra mudança de comportamento: anos atrás, algumas famílias de agricultores já deixavam seus filhos homens estudarem na cidade. Com algumas exceções pais liberavam a filha para fazer magistério.

Terminado o curso ela retornava para ser a professora da comunidade. A situação mudou. Hoje, a preocupação e saudade podem ser minimizadas com o uso das redes sociais. Além do fato de que as universidades também se espalharam pelas cidades do interior, o que facilita o acesso a um curso.

Com mais estudo, as jovens buscam por profissões mais modernas e atrativas, como a tecnologia, e tendem a não querer repetir a história de suas avós ou mesmo mães que trabalham muito, convivem com dificuldades numa agricultura toxicante que cada vez mais se afasta do modelo familiar. Além de sofrer com tratamento desigual e machista.

O campo é um lugar onde a violência contra a mulher também continua a esperar por políticas públicas. Discutir o assunto na escola é um passo importante. Lá estão crianças que podem aprender uma lição mais respeitosa sobre os direitos das pessoas. É preciso reinventar a educação, o uso de tecnologias, as relações entre os que vivem no campo. Antes que se torne um grande deserto. Fonte:https://www.nsctotal.com.br/ angela.bastos@somosnsc.com.br/(Foto: Felipe Carneiro/ Diário Catarinense)

 

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Conheça a banana azul que tem textura de sorvete e sabor de baunilha

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Uma banana com textura parecida com sorvete, sabor de baunilha e cor azulada? Pode parecer curioso, mas a banana Blue Java existe e causa curiosidade onde aparece. Afinal, ela é completamente diferente de tudo o que vemos em terras tupiniquins, mas muito comum no Havaí, na Oceania e até mesmo entre alguns vizinhos nossos das Américas Central e do Sul.

A banana azul, também conhecida como Ney Mannan ou Krie, só existe em alguns países de clima tropical. Foto: Sociedade Internacional da Banana/reprodução.

Essa variedade de banana chama a atenção pela aparência, com a planta em si alcançando até seis metros de altura, os frutos um pouco maiores que o habitual, e a forma de consumo – quanto menos madura, melhor. É ainda nova que ela mantém a cor azul, depois a banana fica com uma tonalidade mais pálida, com a polpa cremosa branca.

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Não se sabe exatamente como essa variedade surgiu, mas, segundo a Sociedade Internacional da Banana, a Musa acuminata × balbisiana, Blue Java teve seus primeiros registros de cultivo na Índia, e curiosamente foi levada para outros países. Menos para o Brasil, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

À reportagem, a Embrapa afirmou que não tem registros de pesquisa da banana azul em território nacional. E a fruta realmente pode ser um pouco difícil de ser encontrada por aqui.

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A consultora e chef curitibana Taissa Schuartz conheceu a banana azul há quatro anos, quando viajou à Argentina visitar a filha que fazia faculdade lá. No alojamento da jovem em Buenos Aires, ela conheceu duas estudantes do Equador que tinham alguns frutos – importados em malas de viagem.

Taissa conta que achou a banana azul muito curiosa, mas com um sabor característico e uma textura que lembra muito a massa usada para o preparo de salgados fritos.

“Achei bem interessante que essa banana só é azul enquanto ainda está nova, depois vai perdendo a coloração. Aí elas me ensinaram uma receita em que a gente cozinha a banana e vai amassando e batendo até virar uma massa. Ao fim, essa pasta fica com uma consistência que parece a massa da coxinha, e recheia com queijo, carne, o que quiser, empana e frita”, explica a chef.

Ela diz que a banana tem um sabor que realmente remete à baunilha, mas que, dependendo do preparo, pode perder um pouco do dulçor. Registros da Sociedade Internacional da Banana apontam que ela pode ser consumida tanto ainda nova, na tonalidade azul, como mais madura.

Rissole de banana azul

A chef Taissa aprendeu a fazer o rissole de banana azul a partir de uma receita muito popular no Equador, ensinada pelas colegas da filha. As garotas afirmaram que o petisco é vendido em qualquer esquina por ambulantes, e não leva absolutamente nenhuma farinha – apenas a massa da fruta.

“Você pega a banana ainda azulada, mas não tanto, corta as duas pontinhas dela e coloca para cozinhar na água com sal durante uns 15 a 20 minutos. Com muito cuidado, você pega e vê se ela está macia, tira a casca e coloca para abrir na mesa. Com uma garrafa limpa (pode ser de vinho) você pressiona e vai abrindo a massa. Ela esfria aos poucos e fica na consistência do nosso rissole. Aí é só rechear, empanar e colocar para fritar”, explica a chef.

Ela finaliza contando que o salgado fica com um leve aroma de baunilha e pouco gosto de banana. Depois disso, Taissa nunca mais encontrou a banana azul para repetir o preparo, mas a lembrança ficou na memória. “Aquilo ficou tão bom”, completa." Fonte: Gazeta do Povo

 

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Uso de água no país deve crescer 24% até 2030

 

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Na próxima década, o aumento do consumo de água tratada no Brasil é um dos fatores que deverá amplificar os problemas causados pelas estiagens prolongadas e a precária infraestrutura nacional de distribuição.

Até 2030, o uso da água terá um crescimento de 24% sobre o volume atual, resultado do processo de urbanização, expansão da indústria, agronegócio e economia.

A informação faz parte do estudo Conjuntura dos Recursos Hídricos – 2018. O Jornal Estado de SP teve acesso aos principais dados do levantamento elaborado anualmente pela Agência Nacional de Águas (ANA). O material deve ser divulgado nesta semana.

A retirada total de água no País para consumo foi de 2.083 metros cúbicos por segundo (m³/s) em 2017. O principal destino dessa água foi o agronegócio. A irrigação respondeu por 52% do volume total, além de outros 8% serem utilizados para a criação de animais.

O abastecimento humano nas cidades representou 23,8% do consumo, seguido pela indústria (9,1%), usinas termoelétricas (3,8%), abastecimento rural (1,7%) e mineração (1,6%).

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As regiões hidrográficas que apresentam a maior retirada são as da bacia do Rio Paraná (496 m³/s), seguida pela bacia do Atlântico Sul (305 m³/s) e pela bacia do São Francisco (282 m³/s). Juntas, essas regiões são responsáveis por aproximadamente 52% da retirada total de água no Brasil.

Marcelo Cruz, diretor da ANA, afirma que a projeção de crescimento é preocupante, apesar de o País ter registrado um avanço de 80% no total de água nas últimas duas décadas. “A perspectiva de crescimento é elevada e inspira um sinal de alerta, para que tenhamos uma gestão compatível. Não significa que estejamos em um cenário fora do controle, porque nossos números de oferta de água são confortáveis”, diz Cruz. “Por outro, há muito a ser feito. Mais da metade das águas que retiramos dos nossos mananciais e produzimos não chega ao consumidor, por problemas de infraestrutura.”

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Reservatórios

As chuvas de 2018 têm colaborado para a recuperação de alguns dos maiores reservatórios de água do País, como Sobradinho (BA) e Furnas (MG), apesar dessas barragens necessitarem de mais algumas temporadas com grande precipitação para recuperarem seus níveis regulares.

Há exatamente um ano, o lago de Sobradinho, principal reservatório da Região Nordeste, localizado no Rio São Francisco, estava com apenas 4% de sua capacidade total de água. Hoje esse volume está em 29%.

O reservatório de Furnas, o “mar de Minas” que banha 34 municípios mineiros, estava com 10% de seu volume máximo de água um ano atrás. Hoje acumula 24% em sua barragem.

Neste ano, as precipitações também têm sido favoráveis ao reservatório do Rio Descoberto, lago localizado a 50 quilômetros de Brasília, que abastece mais de 60% do consumo do Distrito Federal. Um ano atrás, o Descoberto agonizava com só 5,3% de seu potencial.

Conforme dados da Agência Reguladora das Águas (Adasa) do DF, chegou a 97% de sua capacidade. A melhora levou a agência a anunciar que, a partir da próxima sexta-feira será declarado o fim da “situação crítica de escassez hídrica” no Distrito Federal.

O governo do DF havia oficializado a situação crítica do abastecimento dois anos e três meses atrás, em 16 de setembro de 2016.

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O pequeno agricultor Shedeon de Souza Nascimento viu sua lavoura secar um ano atrás, às margens da represa do Descoberto, a 50 quilômetros de Brasília.A estiagem prolongada, que castigou a maior parte das regiões Centro-Oeste e Nordeste do País nos últimos cinco anos, fez sumir o lago que margeava a sua plantação de verduras.

Um ano atrás, a barragem do Descoberto encarou seu pior índice desde o início da série histórica, iniciada 31 anos atrás, atingindo apenas 5,3% do seu volume útil.

“Perdi quase tudo. Normalmente, a gente consegue plantar quatro hectares de verduras. No ano passado não chegou a dois hectares. Tinha de usar só metade da água que a gente precisava. Foi uma tristeza. Estou aqui há 14 anos. Nunca vi nada igual”, conta Nascimento, que utiliza um poço artesiano próximo à barragem para regar a plantação.

A irrigação deverá ampliar ainda mais a sua fatia no consumo nacional de água, pressionando a busca por “novas fronteiras hídricas”, afirma Sergio Ayrimoraes, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA). “Sabemos que as áreas com água mais acessível já foram ocupadas e o agronegócio começa a avançar para regiões onde, naturalmente, haverá mais conflitos. Daí a fiscalização ser essencial”, diz.

“Por outro lado, vemos grandes produtores buscando tecnologias para o consumo mais eficiente de água, o que deve ser ampliado”, acrescenta ele.

Na avaliação de Ayrimoraes, o próximo ano deverá apresentar uma situação, em geral, mais amena do que a vivida nos últimos cinco anos quanto à disponibilidade de água. “No ano de 2018 já houve sinais de melhora, tivemos algumas ações de infraestrutura. Devemos passar um 2019 sem sustos, mas o alerta deve ser constante.” Fonte: Portal do Saneamento Básico, publicado originalmente em Estadão.

 

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Nova forma de cultivar ostra faz com que ela abra sozinha, sem precisar de faca

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Quem já tentou enfiar uma faca afiada para abrir uma ostra e, ao invés disso, perfurou a própria mão, pode se identificar com o fundador da No Shuck Oysters — algo como “Ostras sem casca” em português.

Muitos anos atrás, W. Tolar Nolley deu uma festa de Natal e estava tentando abrir uma ostra. “Eu olhei para cima e tinha uma moça bonita. Estava conversando com ela e me perfurei”, conta ele. A faca afiada entrou direto na sua mão direita, não no fruto do mar. Ele tem uma cicatriz como um lembrete permanente que pode acontecer quando você tenta abrir uma ostra.

O produto que ele criou elimina esse risco, e promete uma ostra limpa e gostosa sem precisar dar o seu sangue por isso. Também elimina a necessidade de abri-la com a mão. “Nós temos a tecnologia para acelerar o cultivo de ostras, e não vamos precisar de alguém que as abra”, afirma Nolley sobre sua fazenda de ostras, que fica ao longo da Baía de Chesapeake, se extendendo por cerca de 320 km entre Maryland e Virgínia, nos Estados Unidos.

Mas a No Shuck Oyster não é a mesma coisa que aquelas ostras já abertas, vendidas com metade da concha. O processo da empresa solta a ostra completamente das conchas. É feito com uma máquina cara – a menor unidade custa cerca de US$ 650 mil, cerca de R$ 2,4 milhões – que processa 600 ostras em poucos minutos. A máquina mergulha as ostras e água fria e purificada, pressurizada a 4,8 toneladas por cm². A título de comparação, a pressurização da Fossa das Marianas no Oceano Pacífico, que contém o ponto mais profundo da Terra, tem cerca de 1,2 toneladas por cm² — força que pode matar um humano instantaneamente. Ou seja, a máquina de ostras tem quatro vezes ainda mais força.

Esse método de pasteurização fria é conhecido como processo de alta pressão, ou HPP. Uma ostra que vem de um HPP tem diversas especificidades: o processo destrói qualquer potencial patogenia sem alterar a textura e o gosto da ostra; e estende a vida da ostra em alguns preciosos dias, ou até mais, comparado a uma ostra que não passe por esse processo. Esse processo também vem com um benefício extra, que Nolley tornou um slogan de venda: sob pressão, a ostra se desprende da sua concha. Ela é mantida junta com um elástico.

Com a ostra HPP, tudo que você precisa fazer é cortar o elástico, e ela vai se abrir sozinha. É o adeus para as facas afiadas e para as cicatrizes, e também para a quebra das conchas, um problema comum na aquacultura, com ostras que tendem a ter cascas mais finas e mais frágeis do que as selvagens. Mas muitos donos de restaurantes não ligam para isso segundo o diretor de vendas das HPP em Virgínia. “O dono só vai querer saber se elas são seguras para consumo e se ninguém vai ir atrás deles por ter passado mal após comê-las”, diz Burgess.

Desvantagens do novo processo

Mas também existem pontos negativos nessa cultura de ostras. Mesmo com um elástico apertado ao redor das conchas, elas podem abrir levemente durante o processo, permitindo que a água limpa e pressurizada entre na concha e dilua seu licor salgado natural.

Os jornalistas do jornal americano The Washington Post compraram, recentemente, diversas ostras da No Shuck Oysters, que estão disponíveis para distribuidores, restaurantes e até clientes que queiram preparar em casa. Ninguém achou que as ostras pareciam frescas, mesmo que o licor natural continuasse lá mesmo sem as conchas. “O licor parece mais fino do que o habitual”, notou um dos degustadores.

Talvez esse seja devido a outro efeito das ostras HPP: elas morrem sob pressão, diferente das ostras comuns, que permanecem vivas até você comê-las. “Não mata elas como se você as estivesse pisando, por exemplo”, afirma Steven Voisin, chef executivo e proprietário da Motivatit Seafoods, uma pioneira nas ostras HPP. “Elas se soltam da concha, então não conseguem se manter vivas. Você precisa mantê-las imersas em gelo para que pareçam frescas, assim como os peixes. Se você tirá-los da água, vão morrer, mas se ficarem no gelo de forma correta, continuam gostosos por um longo período.”

Pioneira no cultivo

A Motivatit começou a procurar por equipamentos de alta pressão no fim dos anos 1990. O maquinário já era usado para preservar e esterilizar alimentos, mas a empresa queria testar se ele poderia reduzir o risco das ostras cruas durante os meses mais quentes, quando as águas salobras ao longo do Golfo ficam suscetíveis a bactérias do vibrião, incluindo uma potencialmente letal chamada Vibrio vulnificus. Os Centros de Prevenção e Controle estimam que 80 mil pessoas passam mal e outras 100 morrem anualmente de doenças relacionadas a essa bactéria. Frequentemente, depois de comer frutos do mar crus como as ostras.

O fundador da Motivatit, Ernerst Voisin, mandou uma remessa de ostras vivas para um laboratório em Chicago para abrir uma unidade de HPP lá. As ostras precisaram ser infectadas com a bactéria para que a empresa pudesse determinar se o processo tinha algum efeito nela. Voisin e seus filhos gêmeos, Mike e Steven, esperaram uma semana pelos resultados. “Foram melhores do que esperávamos, com essa liberação do músculo da concha. Porque descascar as ostras não é um trabalho fácil e, quando elas se desprendem, é uma verdadeira benção”, contou Steven.

Desde a descoberta da Motivatit’s, outros produtores recorreram ao equipamento HPP para tratar suas ostras. As companhias ficam, em geral, ao longo da Costa do Golfo. Além dessas, há produtores no Texas e no Alabama.

A decisão do fundador da No Shuck Oysters quebrou a tradição da Costa do Golfo. Na Virgínia, os negócios abrem no outono, e a presença no Oceano Atlântico coloca em dúvida como ela vai durar em uma região que, tipicamente, não precisa se preocupar com esse tipo de bactérias. “É uma nova tecnologia para nós da região da Baía de Chesapeake. Vai ser interessante ver como isso vai acontecer”, afirma Chris Moore, um cientista da fundação da baía.

Mas Laura McKay, do Departamento de Qualidade Ambiental da Virgínia, diz que Nolley e a No Shuck Oysters pode estar à frente da curva da bactéria na região. “Acho que a Virgínia tem que se atentar a mudanças climáticas. Estamos em boa forma agora, mas vamos precisar redobrar a atenção enquanto as temperaturas não param de subir”, aconselha ela." Fontes:Ostras da No Shuck Oysters. Foto: Tom McCorkle/ The Washington Post / Gazeta do Povo

 

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