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Mulheres rurais se destacam em diferentes atividades e buscam acesso a direitos

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Agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, poetisas, artesãs, embaixadoras, extrativistas. O protagonismo das mulheres rurais reflete a diversidade da atuação feminina em campo. Antes vistas meramente como ajudantes, as trabalhadoras rurais têm se destacado em diferentes etapas do processo produtivo de alimentos e outras atividades relacionadas à geração de renda e desenvolvimento econômico social no campo.

Dar visibilidade ao trabalho promovido por estas mulheres é o principal objetivo da 4 ª edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, lançado na terça-feira (16) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A campanha deste ano tem como tema “Pensar em igualdade, construir com inteligência, inovar para mudar”. O eixo condutor da iniciativa é a importância de valorizar os direitos das mulheres rurais em todos os níveis, desde as garantias individuais até coletivas, e promover condições para o cumprimento das metas de igualdade de gênero e fim da pobreza rural estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A mobilização ocorrerá até o mês de dezembro com atividades que priorizam o papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos, principalmente no contexto de crescimento dos níveis de insegurança alimentar na região da América Latina e Caribe.

A campanha também visa estimular a adoção de medidas que facilitem o acesso delas a recursos e sistemas produtivos de inovação, de forma a aumentar a representação das mulheres no campo da ciência e do uso de novas tecnologias.

Perfil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de mulheres vivem na área rural, o que representa 47,5% da população residente no campo no Brasil.

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Considerando a cor e raça das mulheres habitantes da área rural, mais de 56% delas se declaram como pardas, 35% brancas e 7% pretas. As indígenas compõem 1,1% da população rural feminina, de acordo com o IBGE.

Entre as mais de 11 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade que viviam na área rural em 2015, pouco mais da metade (50,3%) eram economicamente ativas. Considerando o rendimento médio, cerca de 30% ganhavam entre meio e um salário mínimo e quase 30% não tinham rendimento.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, quase 20% dos empreendimentos rurais do país são dirigidos por mulheres. Em 2006, o percentual de mulheres rurais empreendedoras era de 12%. “É um salto significativo, mas ainda é muito pouco, quando sabemos que de 70% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mulheres rurais, principalmente os alimentos para autoconsumo”, comenta Geise Mascarenhas, consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa e uma das coordenadoras da campanha.

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A consultora destaca que, apesar da participação significativa no desenvolvimento das comunidades locais, a identidade e o trabalho exercido pelas mulheres rurais ainda não são reconhecidos pela sociedade. A falta de dados atualizados ou mais detalhados sobre o perfil e as demandas das mulheres desafia agentes responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

“A primeira campanha foi lançada com o objetivo de envolver as mulheres, exatamente para conhecê-las. Quem são as mulheres rurais, onde elas estão, o que elas fazem? As histórias são belíssimas e nos ajudaram a delinear as outras campanhas”.

A especialista ressalta que o Brasil está avançando na coleta dessas informações. O Mapa firmou um acordo com o IBGE, que está criando um banco de dados e aprimorando o levantamento de informações agropecuárias com a perspectiva de gênero.

Em âmbito regional, estudos da FAO mostram que a pobreza atinge o que representa quase metade ou 59 milhões das pessoas que vivem nas áreas rurais dos países da América Latina. A extrema pobreza chega a 22,5% da população rural da região. E a maioria dos pobres na área rural do continente é formada por mulheres.


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Histórico

A campanha #Mulheres Rurais começou em 2015 no Brasil como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

“Percebemos que a campanha teve uma aceitação tão grande e começamos a trabalhar com os direitos das mulheres: direito à educação, direito à saúde, direito a uma vida digna, à alimentação e direito ao lazer, ao descanso. Isso nos deixava muito impactada, porque muitas mulheres nos perguntavam: “mas, isso é um direito? ”, relata Geise.

O desconhecimento das mulheres rurais acerca dos próprios direitos incentivou a campanha a ampliar o tempo de mobilização de 16 dias para 9 meses e de adaptação dos temas à realidade das mulheres dos países alcançados. Segundo Geise, a campanha tem ampliado sua capilaridade por diferentes territórios e gerado resultados expressivos, principalmente para empoderamento e autonomia das mulheres.

“Estamos ampliando os trabalhos, incorporando mais o público alvo, de mulheres rurais, com públicos mais diferenciados, como mulheres indígenas, mulheres quilombolas, que tem especificidades. Sabemos que a agricultura familiar é muito diversificada e as mulheres tem suas diferenças que precisam ser reconhecidas”, comenta Geise.

A campanha deste ano foi organizada pela FAO em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.


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Cooperativas são importantes para mulheres do campo, mas poucas têm poder de decisão

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Tripla jornada, preconceito e lacunas na formação diminuem envolvimento das mulheres nos postos de liderança

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Andrea Zimermann, produtora do Lago Oeste no Distrito Federal

A experiência de mulheres trabalhadoras do campo mostra que é por meio do cooperativismo ou por associativismo que elas conseguem acessar recursos para produzir, serviços, oportunidades de emprego e de representação em conselhos com voz para decidir.

O potencial existente em cooperativas para a autonomia das mulheres rurais é destacado pela Comissão da ONU sobre a Situação da Mulher e pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). “A riqueza gerada pelas cooperativas permanece na comunidade, criando postos de trabalho e atividades sustentáveis. As cooperativas são baseadas em valores que representam um modelo adequado para as mulheres construírem seu próprio futuro”, declarou Rodrigo Gouveia, diretor de Políticas da ACI.

No entanto, o papel das mulheres rurais na proteção e gerenciamento de recursos naturais, no desenvolvimento econômico da comunidade local e na participação mais efetiva nas cooperativas esbarra na dificuldade de conciliar as diferentes atividades que estão culturalmente sob responsabilidade feminina.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em todas as faixas etárias, de 14 a 60 anos, as mulheres de todas as regiões do país do campo e da cidade se dedicam mais diariamente aos afazeres domésticos do que os homens. Em média, as brasileiras trabalham mais de 11 horas em atividades relacionadas aos cuidados de outras pessoas ou da casa, enquanto que os homens dedicam menos da metade desse tempo (5,1 horas).

Levantamento no Paraná

A sobrecarga de trabalho é um dos problemas citados pelas mulheres rurais como empecilho para participar de forma mais efetiva do trabalho das cooperativas, principalmente em cargos de liderança. O resultado foi encontrado em levantamento feito durante o 1º Encontro de Mulheres Rurais do Mercosul, realizado no final do ano passado no Paraná para debater o tema do cooperativismo e a questão de gênero.

O encontro reuniu em Medianeira (PR) mais de mil mulheres, das quais 173 foram entrevistadas por pesquisadores da Universidade da Integração Latino Americana (Unila), com apoio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf) e da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

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Norma Siqueira, produtora de frutas no Paranoá, Distrito Federal (Foto: Aquivo MDA)

Quase 80% das entrevistadas tinha mais de 40 anos e eram aposentadas. A pesquisa revela que, na percepção das mulheres, as tarefas domésticas e a falta de formação são fatores determinantes na participação. Elas também mencionam a falta de motivação, insegurança e autoafirmação.

De acordo com o levantamento, quase metade (48%) das mulheres tem uma carga horária de mais de 10 horas de trabalho doméstico, sendo que 13% delas disseram ter 15 horas de trabalho doméstico. Em sua maioria (72%) as mulheres dedicam de uma a cincor horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa.

“Como que mulheres com uma carga de trabalho tão grande em casa, cuidando da família e dos filhos, têm condição de estar na cooperativa? Isso revelou que as políticas precisam ser direcionadas para questões que são muito mais complexas do que aquelas que estão evidenciadas”, comentou Maíra Lima Figueira, assessora da Unicafes.

A maioria das entrevistadas atuam em cooperativas ligadas a empreendimentos de poupança e crédito, seguidas de estabelecimentos de agropecuária, social, trabalho e consumo. Elas também participam de forma significativa em cooperativas de catadores.

A principal atividade exercida por elas nas cooperativas é na área de crédito e financiamento. As associações em que trabalham comercializam, principalmente, soja, milho, trigo, feijão e o sorgo, seguido de carne de gado, caprinos, ovinos, suínos, mel, arroz, batata e mandioca. Apenas 4% das mulheres relataram que as cooperativas em que trabalhavam forneciam produtos para merenda escolar.

Mais de 70% delas disseram que dedicam entre uma e cinco horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa. Cerca de 35% relataram que participam de alguma forma de comissão dentro da cooperativa, a maioria delas tem mais de 55 anos, e 20% atuam na direção da cooperativa e apenas 9% estão na diretoria financeira das associações.

As comissões com maior participação feminina tratam de terceira idade, informação, ajuda geral, clube de mães, gênero, juventude, gerenciamento, produção, comércio, financiamento, entre outros. Os pesquisadores constataram que a maioria das mulheres tem contato com a cooperativa por meio do marido.

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Mulheres acumulam atividades fora do lar com cuidados de outras pessoas e da casa (Foto: Arquivo MDA)

De modo geral, a maior parte afirma que opina nas decisões da cooperativa, mas que sua opinião não é levada em conta, além de serem questionadas sobre sua formação. Em 35% das respostas, elas destacaram a falta de apoio, oportunidade, formação e informação como fatores que afetam essa participação.

O levantamento apontou a necessidade de atividades motivacionais, que valorizem a autoestima e que promovam a igualdade de direitos nas cooperativas. Outra sugestão é promover eventos que envolvem a participação das famílias, dos homens e jovens para discutir questões de gênero, saúde da mulher e paridade no trabalho.

O questionário foi semelhante ao realizado pela Confederação Uruguaia de Entidades Cooperativas (Cudecoop). O país vizinho tem cerca de 3 milhões de habitantes e 1,2 milhão de pessoas ligadas às cooperativas.

No Uruguai, apenas 16% das titulares da direção das classes cooperativas são mulheres. Aparece como central na dificuldade para participação feminina nos espaços de decisão a imposição cultural às mulheres das tarefas de cuidado dos filhos e de outros dependentes, além do trabalho doméstico.

O levantamento no país vizinho cita ainda que mais da metade da carga global de trabalho do país (que envolve atividades remuneradas e não remuneradas) é assumida por mulheres, que se dedicam mais que o dobro de horas ao trabalho não remunerado em comparação com os homens.

Esses dados foram apresentados no lançamento da 4ª edição da Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, realizado terça-feira (16), na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O objetivo das entidades é estender esse tipo de levantamento a todas as regiões do Brasil.  A expectativa é que os resultados contribuam para promover ações mais efetivas de estímulo à participação das mulheres no dia a dia das cooperativas.

A consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e da campanha, Geise Mascarenhas, destaca que quantificar o tempo dedicado pelas mulheres ao trabalho não remunerado e o que isso representa no orçamento doméstico, pode contribuir avaliar essa contribuição no desenvolvimento da região. “Se não tivermos informação, deixamos na invisibilidade uma participação muito importante que as mulheres têm para a economia dos países”, comentou Geise. Fonte: Ministério da Agricultura

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Ministério decide inserir todos os agricultores familiares no Selo Combustível Social

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) decidiu inserir todos os agricultores familiares brasileiros no programa do Selo Combustível Social, concedido aos produtores de biodiesel.

O selo permite ao produtor ter acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, além de obter incentivos comerciais e de financiamento. Para acabar com a atual segmentação do programa e incluir nele agricultores que hoje estão impedidos de fazer parte do processo, será necessário alterar o Decreto nº 5.297, de 2004, que instituiu o selo. A ideia é encaminhar nos próximos dias proposta de novo texto à assinatura do presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quarta-feira (24), o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, anunciou que uma das alterações visa facilitar a participação das cooperativas no programa. Para isso, será criado o conceito da “cooperativa agropecuária habilitada”, permitindo a participação de qualquer cooperativa que tenha em seus quadros agricultores familiares possuidores da DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), e que esteja habilitada como fornecedora de matéria-prima para produtores de biodiesel.

Não será mais necessário que a cooperativa tenha a DAP Jurídica, o que, de acordo com Schwanke, permitirá a imediata inclusão no programa de 40 mil agricultores familiares. Além disso, haverá uma desburocratização do programa, para facilitar a ampliação da base de oferta. Será desnecessário, por exemplo, comprovar a anterioridade do contrato no sistema no biodiesel, evitando autenticações em cartório. A iniciativa atende demanda dos setores da cadeia do biodiesel no sentido de desburocratizar o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Como Tereza Cristina informou que também deverão ser inseridos no programa agricultores familiares que não estão ligados às cooperativas, atendendo a pleito dos produtores. Como será necessário alterar o decreto, isso levará mais alguns dias. A ministra afirmou que as mudanças serão rápidas e darão mais segurança ao programa. Ela disse achar que em dez dias o texto estará pronto para levar ao presidente Bolsonaro.

“A intenção é colocar (no programa) todos que a gente puder, podendo vender para quem quiser e obtendo o benefício do selo”, disse a ministra. “Nós temos uma oportunidade única, pois o presidente gosta do nosso setor, é um apoiador do setor, e tudo que a gente leva do nosso setor ele recebe com um olhar diferente, especial. Podem ter certeza de que o decreto será feito o mais rapidamente possível, pois a gente precisa pôr o produtor para vender melhor e com mais liberdade. Espero que mais do que 40 mil pequenos produtores sejam inseridos nessa política”.

Frente Parlamentar

A ministra participou nesta quarta-feira (24) do lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que será presidida pelo deputado federal Evair de Melo (PP-ES). Em solenidade na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ela fez elogios ao cooperativismo na agricultura.

“O cooperativismo só tem trazido coisas boas para a organização das pessoas em todo o país. É o sistema mais fraterno que eu conheço. É um sistema mais fraterno porque olha para as pessoas, e o resultado acaba sendo muito eficiente e eficaz”, disse ela.

Segundo a ministra, o sistema cooperativo brasileiro é um exemplo para o país, pois está sólido, é eficaz e tem ética, valores e princípios dos quais o país está precisando muito: “Precisamos no Brasil hoje muito desse espírito da ética, da fraternidade, as pessoas precisam ter valores”.

Ela citou produtores do Nordeste como os que mais precisam da ajuda do cooperativismo. Está sendo criado na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo um projeto para que as cooperativas mais estabelecidas do país adotem novas cooperativas em formação no interior do Nordeste, para ajudá-las a se consolidar e transformar a vida dos pequenos produtores. A ministra elogiou os bons exemplos de cooperativas que conheceu no Nordeste, e disse achar que esse sistema é fundamental para dar dignidade e renda aos agricultores familiares.

Evair de Melo disse que o cooperativismo está preparado para ajudar na recuperação da economia do país. Segundo ele, a eficiência do sistema de cooperativas de crédito é reconhecida publicamente pelo Banco Central. Também discursaram no evento o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Fonte: Mapa

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Secretário da Agricultura trata com o Ministério da Agricultura questões da pesca industrial

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O secretário de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa tratou, em sua visita à Brasília, na semana que passou, tratou no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa questões ligadas ao setor pesqueiro.

Em especial, o convênio que será firmado entre a Secretaria Nacional da Aquicultura e Pesca e a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina para a inspeção dos barcos de pesca industrial. A intenção é retomar as exportações de pescado para a União Europeia.

Foram tratados ainda da permissão para o cultivo comercial da Macroalga Kappaphycus Alvarezzi no litoral de Santa Catarina como alternativa econômica para os maricultores; o monitoramento ambiental da maricultura; regularização das carteiras de pescadores e licenças de pesca e as normas do programa de controle sanitário de moluscos.

 

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Missão americana para inspeção de carnes carnes bovinas e suínas virá ao Brasil em 10 de junho

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) comunicou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que está apto a realizar, no período de 10 a 28 de junho próximo, auditoria no sistema de inspeção de estabelecimentos de carnes bovinas e suínas do Brasil. 

“Este é um passo importante para que possamos a voltar a exportar, num futuro próximo, carne in natura para os EUA”, afirmou a ministra Tereza Cristina.

Na semana passada, durante visita oficial do governo brasileiro a Washington, o secretário de Agricultura americano, Sonny Perdue, havia informado que marcaria a data para a missão vir ao Brasil.
“Tudo ocorreu conforme o acordado com o senhor Perdue. Houve boa vontade dos Estados Unidos e alcançamos o objetivo de nossa viagem”, avaliou Tereza Cristina.

O serviço de inspeção americano pretende verificar se os produtos brasileiros continuam a atender os requisitos sanitários daquele país. Após a visita, será divulgado, em data ainda não definida, o relatório de auditoria.

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Mudanças no zoneamento agrícola e no direcionamento do serviço meteorológico vão reforçar seguro rural

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Mudanças em curso, como o aprimoramento do zoneamento agrícola e o direcionamento dos serviços de meteorologia para a atividade agrícola, fazem parte da reestruturação do seguro rural, que deverá ter seu valor aumentado no Plano Safra deste ano para atender a um maior número de produtores.

“Estamos focando nossa energia na política agrícola, em modernizar o zoneamento e inserir novos modelos de produção. Hoje, as pessoas fazem rotação de culturas diferenciadas para tentar se adaptar ou ficar mais resilientes à mudança climática. E isso tem que ser incorporado ao zoneamento, porque impacta diretamente no seguro. E isso tudo bebe da fonte da meteorologia”, declarou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eduardo Sampaio.

O secretário participou nesta segunda-feira (25) no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de seminário, que marcou o Dia Meteorológico Mundial, ocorrido sábado (23). Sampaio destacou a importância de intensificar o uso de informações climáticas do Inmet para facilitar o trabalho dos agricultores e para a definição de políticas do setor.
“Há um consenso entre nós todos, no nível técnico e político, de que temos que reforçar o seguro rural e isso não pode ser feito sem reforçar a base que é o zoneamento agrícola de risco climático”, avaliou.

O zoneamento agrícola permite ao produtor rural identificar o melhor período de plantio de culturas nos diferentes tipos de solo para evitar riscos de perdas relacionadas a fenômenos climáticos adversos. “Em um cenário de mudanças do clima, o governo precisa tomar decisões com base em informações científicas fidedignas, que impactam no desenho das políticas públicas”, afirmou o secretário.

Equilíbrio entre produção e proteção

O secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Pedro Correa Neto, que participou do evento no Inmet, lembrou da responsabilidade humana no monitoramento e adaptação às mudanças do clima. “O nosso combate é diário para que a produção brasileira seja reconhecida como sustentável, adotando as melhores práticas agropecuárias que contemplam o equilíbrio entre a produção e a proteção”.

O diretor do Inmet, Francisco Diniz, que representa a Organização Meteorológica Mundial (OMM) no Brasil, alertou para o aumento da frequência de situações climáticas extremas no mundo. “Se a gente pegar os últimos 30 anos, houve aumento de eventos extremos na Terra, saindo de algo de 300 por ano para 600 por ano. Um aumento muito significativo”.

Participaram do seminário representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), dos serviços de monitoramento climático da Aeronáutica, da Marinha, da Agência Nacional de Águas (Ana), além da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

O Dia Mundial da Meteorologia, celebrado em 23 de março, foi instituído pela OMM para destacar os serviços diários de previsão do tempo e monitoramento do clima. O tema deste ano é “O Sol, a Terra e o Tempo”, com o objetivo de ressaltar a fonte solar de energia para a vida na terra e sua influência no tempo, nas correntes oceânicas e no ciclo hidrológico.

 

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Secretário de Agricultura Familiar reafirma apoio do Ministério da Agricultura às pequenas e médias propriedades rurais

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O secretário de Agricultura Familiar do Mapa, Fernando Schwanke, enfatizou a disposição da ministra Tereza Cristina de implementar ações de fortalecimento da agricultura brasileira e de apoio às pequenas e médias propriedades rurais, ao participar da abertura da 19ª Expoagro Afubra, em Vale do Rio Pardo (RS),

Schwanke destacou que a região possui 40% da população na área rural, enquanto a média do País é de 20%, e avaliou que isso ocorre devido à cultura do tabaco e suas etapas de produção.

O evento tem como destaque temas de interesse do agricultor familiar como diversificação no campo, gestão da propriedade rural e sustentabilidade. Com o propósito de fortalecer o trabalho das agroindústrias familiares, a feira reúne opções em tecnologias para o campo e busca incentivar a diversificação dos produtores rurais. As atividades devem atrair um público de cerca de 100 mil pessoas, além dos mais de 400 expositores presentes.

“No Ministério da Agricultura, queremos deixar que os grupos envolvidos nas cadeias produtivas trabalhem e produzam, não queremos atrapalhar. Hoje, o setor do tabaco exporta 89% da sua produção e nós estamos atuando no sentido de desburocratizar procedimentos e deixar realmente os produtores empreenderem”, explicou o secretário. “No ano que vem, nos 20 anos da Expoagro Afubra, a tendência é que a ministra esteja presente para conhecer a região e ver de perto a importância do tabaco”.

Sobre o tema central da feira “Tecnologias para o Campo: Gestão”, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, ressaltou o papel da gestão técnica e financeira na direção das propriedades rurais. “No Brasil, administrar uma propriedade tem o tamanho do desafio de pilotar um carro numa estrada esburacada e sinuosa”, comparou. “Tenho certeza de que todos gostariam de ser bem-sucedidos em seus empreendimentos e negócios e, por isso, esta edição é voltada à gestão”.

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Governo federal e Cidasc vão retomar parceria para driblar embargo da Europa ao pescado brasileiro

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A Cidasc vai firmar um termo de cooperação técnica com a Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca, e a Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária, para retomar as certificações das embarcações catarinenses. O objetivo é suspender o embargo da União Europeia ao pescado brasileiro, que já dura um ano e dois meses.

Na segunda-feira o secretário Nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, reuniu-se com o secretário de Estado de Agricultura, Ricardo Gouvêa, para alinhar o processo. É a segunda reunião entre o Estado e o governo federal sobre o assunto, e a intenção é que o termo de cooperação técnica seja assinado o mais rápido possível.

A Cidasc foi o primeiro órgão estadual no país a firmar cooperação com o Ministério da Agricultura para a certificação das embarcações, ainda no ano passado. Mas o processo esbarrou na resistência dos armadores a alguns dos parâmetros estabelecidos, como o material exigido para o revestimento de pisos e porões dos barcos.

Seif diz que a certificação será oferecida apenas aos armadores que desejam retomar as exportações à União Europeia, e comentou que a submissão aos termos é condição para voltar a vender aos europeus: “não temos opção”, ressaltou.

A suspensão das exportações para a União Europeia já rendeu a Santa Catarina um prejuízo de mais de US$ 11 milhões. São produtos que têm a Europa como principal consumidor, e que não encontram preço atrativo em outros mercados – é o caso das ovas de tainha e do peixe-sapo, conhecido no exterior como tamboril.

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Frustrada

A suspensão das exportações foi uma decisão tomada pelo Ministério da Agricultura brasileiro, em janeiro de 2018, como resposta a um relatório da União Europeia que alertava para inadequação do Brasil às regras impostas para o envio de pescado aos países que integram o bloco. O governo procurava evitar um embargo unilateral, mas a tentativa foi frustrada porque, em meio a um impasse que envolvia a exportação de frangos, os europeus decidiram barrar também o pescado – o que tornou a retomada de mercado mais complicada.

Treinamento

Os servidores da Cidasc já estão treinados para aplicar o check list nas embarcações, o que deve facilitar o processo. O secretário nacional de Aquicultura e Pesca diz que Santa Catarina poderá servir de modelo a outros estados no país, que também têm intenção de retomar das exportações.

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Apenas um

No ano passado, apenas um barco industrial, de Itajaí, passou pelo processo de certificação. No entanto, como o processo não caminhou, o armador não conseguiu retomar as exportações. Depois de feita a análise dos barcos, o governo terá que apresentar os resultados para que passem pelo crivo da União Europeia, que decidirá se libera a compra do pescado nacional. Fonte:https://www.nsctotal.com.br/colunistas/dagmara-spautz

 

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Ministério da Agricultura cria Comitê Técnico de Pescado

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Uma Portaria conjunta das Secretarias de Aquicultura e Pesca e de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, instituiu o Comitê Técnico de Pescados, na última quarta-feira (20). Representantes da iniciativa privada e especialistas receberam bem a iniciativa e vão tratar com o governo prioridades para aumentar a produção e agregar valor aos produtos

“O comitê permanente permitirá o debate entre os agentes envolvidos, focando sempre no processo regulatório do setor pesqueiro. E permitirá harmonizar a legislação, assegurando a inocuidade e a segurança alimentar para o consumidor brasileiro e do exterior”, declarou o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Cristiano Lobo.

Integrado por representantes dos departamentos de inspeção de produtos de origem animal, saúde animal e insumos pecuários, da Câmara Setorial de Produção de Indústria de Pescados, além de especialistas, o comitê deve propor atos normativos, promover a inovação, facilitar a comunicação de iniciativas implementadas pela defesa agropecuária e setor privado, e promover ações conjuntas, capacitação e troca de experiências.

O diretor afirmou, ainda, que o comitê vai facilitar a construção de processos produtivos, permitindo a oferta de novos produtos no mercado. Como exemplos, citou carpaccio de salmão, camarões ao molho de tomate e outras opções já industrializadas, com qualidade e menor custo, num futuro próximo.

O presidente da Câmara Setorial de Produção da Indústria de Pescados, Eduardo Lobo observou que assinatura do ato foi o maior passo dado até o momento voltado para o setor pesqueiro brasileiro. “Hoje, há normas editadas pelo governo que não se aplicam aos processos da iniciativa privada. Portanto, a discussão com todos os envolvidos irá gerar maior segurança regulatória”.

O secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, lembrou que as decisões eram tomadas unilateralmente e que, “a partir de agora, com o assento do setor produtivo no comitê, todos passam a ter voz sobre os assuntos do setor”.
O secretário de Defesa Agropecuária, José Leal, espera que se estabeleça uma discussão técnica e acadêmica entre os participantes do comitê, favorecendo o crescimento da atividade pesqueira no país.

“O setor privado poderá apresentar sua agenda de prioridades, facilitando a comunicação, promovendo ações conjuntas, o que não acontecia antes. Estamos inovando e nos modernizando como nos solicitou a ministra Tereza Cristina”, disse Leal. Fonte:Coordenação geral de Comunicação Social

 

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Jovens se qualificam para atuar em novos ramos da agropecuária

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Um novo movimento é percebido no mercado de agronegócio e tem atenuado o desafio de manter o jovem na área rural em determinadas regiões do país. Da cidade para o campo, eles buscam oportunidades com a introdução das novas tecnologias no processo de produção agropecuária.

Seja nas fazendas ou nos escritórios da cidade, os jovens vêm marcando presença, em startups ou empresas que fazem o controle informatizado da qualidade de pasto, do solo, da alimentação dos animais, da aplicação de herbicidas na lavoura, entre outras atividades da produção agrícola e pecuária.

“Está havendo um movimento um pouco inverso e não necessariamente de jovens que têm parentesco com produtor. São criados na cidade com vontade de ajudar o setor. E, muitas vezes, eles nem vão para o campo, mas ajudam empresas de software da cidade para ajudar a gestão”, explica Rafael Gratão, pecuarista de 35 anos.

Segundo Rafael, que preside o Movimento Nacional dos Produtores – MNP no Mato Grosso do Sul, o campo tem oferecido novas oportunidades de formação e trabalho para a nova geração de profissionais, fator que tem contribuído para atrair o jovem seja no campo ou em atividades relacionadas ao agronegócio a partir das cidades.

“A principal oportunidade é a tecnologia que está sendo introduzida. E o jovem, que mexe desde novo com smartphone, computador, jogos, tem mais facilidade. Ele só precisa se alinhar com a experiência do trabalhador rural”, comenta Rafael.

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Essa modernização dos processos produtivos pode estar favorecendo a atração de pessoas mais jovens pela atividade agropecuária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE mostram que o percentual de jovens que vivem no campo se manteve relativamente estável de 2001 a 2015.

Segundo o Instituto, o meio rural tinha em 2015 cerca de 7,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, o que correspondia a 14,7% da população total de jovens do país. Nas cidades, os jovens de 15 a 29 anos somaram cerca de 41,2 milhões, em 2015.

Em 2001, o percentual de jovens domiciliados no campo era pouco mais de 15%. Em 2005, a taxa subiu para quase 17%. Nos anos seguintes, o percentual oscilou entre 16% a pouco menos de 15%.

Outro levantamento do IBGE constata que a maior parte dos residentes e trabalhadores do campo ainda são pessoas com mais idade. O censo agropecuário de 2017 revela que entre os mais de 15 milhões de produtores ocupados, apenas 5% têm menos de 30 anos. O levantamento também aponta que 73% do pessoal ocupado no campo tem relação de parentesco com o produtor.

Mas, a percepção é que a maior permanência dos jovens na área rural pode ser explicada pelo aumento da conectividade da internet e o desenvolvimento da chamada agricultura de precisão, que vem sendo implementada nas propriedades rurais do país a partir do uso de novas tecnologias, com a finalidade de aumentar a produtividade, reduzir os custos e tornar os processos mais sustentáveis.

“Está havendo uma mudança muito grande e os produtores que não estão enxergando isso vão sair do mercado. Hoje, a gente consegue medir tudo na fazenda a partir de um escritório. Com a internet, via satélite, a gente consegue comunicar 24 horas com o funcionário na propriedade. Coletando informações, processando com software e tendo resultado, você consegue parar aquela ação que não está tendo resposta e começar uma nova”, explica Rafael.

 

Mobilização jovem

Integrante da quarta geração de uma família de pecuaristas, Rafael se dedica desde os 20 anos, quando ainda cursava a faculdade de Administração, à análise dos rendimentos da fazenda para encontrar uma forma de aumentar o valor investido em tecnologia e garantir maior produção. Foi nessa época que Rafael começou a formar um movimento de jovens. Atualmente, participa da promoção de encontros da juventude da agropecuária de Mato Grosso do Sul.

Só no ano passado, o movimento conseguiu mobilizar cerca de 2 mil participantes em todo o estado. E muitas lideranças da juventude têm ganhado espaço em entidades do setor, além de aumentarem sua participação nas decisões das propriedades rurais.

“Existem jovens que saíram desse movimento nosso e hoje estão na diretoria de sindicatos. A gente tem conseguido também melhorar a gestão nas fazendas. Os jovens vêm, interagem com a gente e levam a experiência para a família, melhorando o resultado das suas atividades”, relata Rafael.

Foi assim que aconteceu com Roberta Maia, de 26 anos. Filha e neta de pecuaristas, a jovem fez graduação e mestrado em administração de empresas e, desde o período de estudos, se envolveu com o movimento jovem pela dinamização do setor.

“Eu não tinha interesse em atuar nos negócios da família, o agronegócio em si eu não queria. Mas, durante a faculdade eu fiz a disciplina “gestão de sistemas agroindustriais”, que me abriu a mente para o agronegócio. Até então eu entendia que para atuar no setor eu teria que ser veterinária, zootecnista, agrônoma”, conta.

No mestrado, Roberta se aproximou da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), para desenvolver um trabalho de empreendedorismo. Depois de algumas atividades, a então estudante foi convidada a criar um grupo de jovens dentro da federação.

Hoje, ela preside o grupo como voluntária e trabalha na empresa da família, uma indústria que produz alimentos para animais de grande porte. A sucessão do negócio agrário já não é mais um peso ou uma obrigação.

Roberta lembra que, no início, percebeu um certo “conflito de gerações”. Mas, aos poucos, o pai, veterinário, com mais de 40 anos no mercado, foi se adaptando às novas sugestões. “É importante ter a presença do pai na família. Quem estava lá, há 30 anos fazendo negócio, era ele. Eu tenho que estudar o máximo, a experiência ele tem”.

Hoje, a indústria tem software de gestão, marca registrada e departamento de marketing mais desenvolvidos. “Os clientes começaram a dar retorno positivo sobre as mudanças na forma de gestão e nos processos externos, além do relacionamento com eles”, comemora Roberta.

Desafios

Segundo o IBGE, entre os jovens presentes no campo em 2015, 96% eram alfabetizados e cerca de 54% ocupados. Mas, apenas 4% têm mais de 11 anos de estudo. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, de 2015.

Este cenário do campo ainda muito preso a áreas técnicas e a laços familiares dificulta a qualificação do setor. Além de conciliar as tendências com a cultura tradicional ainda vigente no campo, os jovens relatam que o maior desafio é encontrar mão de obra qualificada para atender de forma ainda mais direcionada às novas necessidades do agronegócio em diferentes áreas de gestão.

Roberta acrescenta que o agronegócio precisa de profissionais de todos os setores, como advocacia, administração, publicidade, jornalismo e, não somente, agrônomos e médicos veterinários.

“O agronegócio precisa de profissionais da área das agrárias, mas outras também, só que muitos ainda não enxergam isso. Eu acredito que essa multidisciplinaridade seria propícia para o setor evoluir”, avalia Roberta.

“É preciso maior evolução no processo de ensino. Há uma grande distância entre o que é passado na faculdade e a necessidade no campo. A gente precisa aprimorar melhor essa ligação”, sugere Rafael.

Uma das principais estratégias do movimento da juventude agropecuário é mobilizar jovens de várias regiões do estado para trocar experiências e encontrar soluções para problemas do campo.

“O mais importante é que os jovens têm habilidade e facilidade com as novas tecnologias, que o campo necessita urgentemente para aumentar a eficiência. É a coleta de dados que gera informações e faz com que o produtor mude seu processo de produção. Então, o jovem precisa do serviço e o campo precisa da mão de obra. E a gente fazer esse meio de caminho para que as duas partes conversem e o agronegócio continue evoluindo”.

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Encontro

Temas como essa profissionalização estão sendo debatidos no 15º Encontro de Jovens da Agropecuária, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Jovem, durante a feira tecnológica Dinâmica Agropecuária – Soluções para o agro sustentável – Dinapec. O debate acontece na sexta-feira (22) com participação da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

No encontro são discutidos planejamento da carreira profissional, ferramentas de comunicação profissional e os desafios no contexto de transformação e revolução digital.

A Dinapec, organizada pela Embrapa Gado de Corte e o Sistema Famasul, é realizada anualmente em Campo Grande e recebe centenas de produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes que participam de roteiros, oficinas tecnológicas e painéis de debates.

De acordo com informações da Embrapa Gado de Corte, o objetivo é compartilhar conhecimento sobre soluções tecnológicas sustentáveis e boas práticas agropecuárias, além de tratar temas como nutrição, genética, sanidade e manejo de forma integrada às estratégias de redução das emissões de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa. Fonte: Fontes: IBGE -Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Mais informações: www.agricultura.gov.br

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