Arquivos da categoria: FAO

No dia da juventude, chefe da ONU defende educação para estimular pensamento crítico

  onujuventude1

Em mensagem para o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alerta para a crise de aprendizado nas escolas, onde meninos e meninas nem sempre recebem o apoio necessário para desenvolver pensamento crítico e aprimorar competências tecnológicas.

O chefe das Nações Unidas defende uma educação que seja inclusiva, acessível e que conecte os jovens com o mundo de hoje, abordando temas como as mudanças climáticas, direitos humanos e igualdade de gênero.

Assista o vídeo acessando link abaixo;

https://nacoesunidas.org/no-dia-da-juventude-chefe-da-onu-defende-educacao-para-estimular-pensamento-critico/

onujovens1

O Dia Internacional da Juventude foi criado, originalmente, através da resolução 54/120, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, como consequência da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Lisboa, Portugal.

Atualmente, por meio do Programa Mundial de Ação para a Juventude, a ONU incentiva ações políticas e diretrizes que ajudam a apoiar a melhoria na qualidade de vida dos jovens de todo o mundo.

Dia da Juventude do Brasil

A juventude brasileira tem um histórico de grandes lutas e percursoras de importantes mudanças políticas no cenário nacional. O Dia da Juventude do Brasil visa justamente homenagear toda essa história. No Brasil, a Proposta de Emenda à Constituição 42/08 (PEC da Juventude) estabeleceu que todo indivíduo entre os 15 e 29 anos é considerado jovem.

No Brasil, o Dia da Juventude foi oficialmente decretado com Lei nº10.515, de 11 de julho de 2002, instituindo o dia 12 de agosto como o Dia Nacional da Juventude.

Esta data serve para homenagear e conscientizar as pessoas sobre a importância desta classe, que deve ser educada com responsabilidade, pois representa o futuro da nação.

onujovens2

FAO – Juventude como agentes de mudança

Existem atualmente 1,8 bilhão de pessoas entre 10 e 24 anos no mundo, a maior população jovem de todos os tempos.

Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, dê uma olhada na seleção de publicações da FAO relacionadas à juventude e seu papel como agentes de mudança. Para ler mais, consulte o catálogo de publicações - fao.org

Juventude e agricultura: principais desafios e soluções concretas
Esta publicação mostra como os programas educacionais feitos sob medida podem fornecer aos jovens rurais as habilidades e os conhecimentos necessários para se engajar na agricultura e adotar métodos de produção ecologicamente corretos.

Juventude rural com idade entre 15 e 17 anos: o período certo para semear o futuro
Considerando os desafios enfrentados pela juventude rural, este relatório propõe políticas para aumentar o capital humano e canalizar recursos para jovens de 15 a 17 anos para garantir acesso igual à educação e a empregos decentes.

Júnior Fazendeiro Campo e Vida Escolas – Manuais para treinadores
Esta série inclui 16 módulos práticos que fornecem orientação passo a passo para os treinadores que estão dispostos a iniciar um campo de agricultor júnior e Life School.

 

Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Mulheres rurais se destacam em diferentes atividades e buscam acesso a direitos

 mapadireitos1  

Agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, poetisas, artesãs, embaixadoras, extrativistas. O protagonismo das mulheres rurais reflete a diversidade da atuação feminina em campo. Antes vistas meramente como ajudantes, as trabalhadoras rurais têm se destacado em diferentes etapas do processo produtivo de alimentos e outras atividades relacionadas à geração de renda e desenvolvimento econômico social no campo.

Dar visibilidade ao trabalho promovido por estas mulheres é o principal objetivo da 4 ª edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, lançado na terça-feira (16) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A campanha deste ano tem como tema “Pensar em igualdade, construir com inteligência, inovar para mudar”. O eixo condutor da iniciativa é a importância de valorizar os direitos das mulheres rurais em todos os níveis, desde as garantias individuais até coletivas, e promover condições para o cumprimento das metas de igualdade de gênero e fim da pobreza rural estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A mobilização ocorrerá até o mês de dezembro com atividades que priorizam o papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos, principalmente no contexto de crescimento dos níveis de insegurança alimentar na região da América Latina e Caribe.

A campanha também visa estimular a adoção de medidas que facilitem o acesso delas a recursos e sistemas produtivos de inovação, de forma a aumentar a representação das mulheres no campo da ciência e do uso de novas tecnologias.

Perfil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de mulheres vivem na área rural, o que representa 47,5% da população residente no campo no Brasil.

mapadireitos2

Considerando a cor e raça das mulheres habitantes da área rural, mais de 56% delas se declaram como pardas, 35% brancas e 7% pretas. As indígenas compõem 1,1% da população rural feminina, de acordo com o IBGE.

Entre as mais de 11 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade que viviam na área rural em 2015, pouco mais da metade (50,3%) eram economicamente ativas. Considerando o rendimento médio, cerca de 30% ganhavam entre meio e um salário mínimo e quase 30% não tinham rendimento.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, quase 20% dos empreendimentos rurais do país são dirigidos por mulheres. Em 2006, o percentual de mulheres rurais empreendedoras era de 12%. “É um salto significativo, mas ainda é muito pouco, quando sabemos que de 70% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mulheres rurais, principalmente os alimentos para autoconsumo”, comenta Geise Mascarenhas, consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa e uma das coordenadoras da campanha.

mapadireitos3
 

A consultora destaca que, apesar da participação significativa no desenvolvimento das comunidades locais, a identidade e o trabalho exercido pelas mulheres rurais ainda não são reconhecidos pela sociedade. A falta de dados atualizados ou mais detalhados sobre o perfil e as demandas das mulheres desafia agentes responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

“A primeira campanha foi lançada com o objetivo de envolver as mulheres, exatamente para conhecê-las. Quem são as mulheres rurais, onde elas estão, o que elas fazem? As histórias são belíssimas e nos ajudaram a delinear as outras campanhas”.

A especialista ressalta que o Brasil está avançando na coleta dessas informações. O Mapa firmou um acordo com o IBGE, que está criando um banco de dados e aprimorando o levantamento de informações agropecuárias com a perspectiva de gênero.

Em âmbito regional, estudos da FAO mostram que a pobreza atinge o que representa quase metade ou 59 milhões das pessoas que vivem nas áreas rurais dos países da América Latina. A extrema pobreza chega a 22,5% da população rural da região. E a maioria dos pobres na área rural do continente é formada por mulheres.


mapadireitos4

 


Histórico

A campanha #Mulheres Rurais começou em 2015 no Brasil como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

“Percebemos que a campanha teve uma aceitação tão grande e começamos a trabalhar com os direitos das mulheres: direito à educação, direito à saúde, direito a uma vida digna, à alimentação e direito ao lazer, ao descanso. Isso nos deixava muito impactada, porque muitas mulheres nos perguntavam: “mas, isso é um direito? ”, relata Geise.

O desconhecimento das mulheres rurais acerca dos próprios direitos incentivou a campanha a ampliar o tempo de mobilização de 16 dias para 9 meses e de adaptação dos temas à realidade das mulheres dos países alcançados. Segundo Geise, a campanha tem ampliado sua capilaridade por diferentes territórios e gerado resultados expressivos, principalmente para empoderamento e autonomia das mulheres.

“Estamos ampliando os trabalhos, incorporando mais o público alvo, de mulheres rurais, com públicos mais diferenciados, como mulheres indígenas, mulheres quilombolas, que tem especificidades. Sabemos que a agricultura familiar é muito diversificada e as mulheres tem suas diferenças que precisam ser reconhecidas”, comenta Geise.

A campanha deste ano foi organizada pela FAO em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.


Mais informações: mulheresrurais.saf@agricultura.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Inovações digitais estão trazendo a juventude de volta à agricultura

faojovem1 

Uma população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero; A introdução de inovações digitais na alimentação e na agricultura tem o potencial de oferecer novos serviços aos jovens e aos pequenos agricultores. © FAO / Alioune Ndiaye

Juventude em todo o mundo está cada vez mais se afastando da agricultura. Tradicionalmente exigindo trabalho manual pesado e oferecendo baixos salários, a agricultura não costuma apelar para as novas gerações que geralmente preferem tentar a sorte em encontrar emprego nas cidades.

No entanto, a agricultura tem o maior potencial de todos os setores para reduzir a pobreza, por exemplo, na África Subsaariana, onde mais de sessenta por cento de sua população de 1,2 bilhão tem menos de 25 anos. Essa população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero e alimentos e agricultura. talvez reconceituado, tem o potencial de oferecer isso aos jovens.

faojovem2

A chave é a inovação.

Já existem novas formas de trabalhar na agricultura que aproveitam as inovações digitais e tecnológicas, tornando-as mais eficientes e, não como um pequeno subproduto, proporcionando novas oportunidades e serviços para jovens empreendedores.

Aqui estão 5 exemplos de como aproveitar o poder da tecnologia digital pode revolucionar a agricultura.

1. Drones - Algumas estimativas sugerem que o setor de alimentos e agricultura será o segundo maior usuário de drones do mundo nos próximos cinco anos. A FAO já utilizou drones em muitos países para coletar dados em tempo real e detalhados sobre os desafios alimentares e agrícolas, como o risco de desastres naturais e a avaliação de danos após eles.

À esquerda: a FAO tem usado drones para avaliar o risco de desastres naturais ou para pesquisar danos causados ​​depois deles. © Veejay Villafranca / NOOR para a FAO 
Certo: Um novo aplicativo de fala ajuda os fazendeiros a detectar se suas safras foram infectadas pelo Fall Armyworm. © FAO / Tamiru Legesse

2. Sistema de Monitoramento e Alerta Antecipado de Queda do Exército (FAMEWS) App - Queda A minhoca é uma praga devastadora que destrói o milho e outras culturas importantes em partes das Américas, África e Ásia. Somente agricultores em seus campos podem administrar com êxito o FAW. É por isso que a FAO desenvolveu uma ferramenta para capturar dados carregados pelos agricultores em seus campos. As informações adicionadas ao aplicativo são transferidas para uma plataforma global baseada na web e analisadas para fornecer relatórios de situação em tempo real, calcular níveis de infestação e sugerir medidas para reduzir o impacto.

3. Nuru App - Juntamente com a FAMEWS, a FAO e a Pennsylvania State University desenvolveram um aplicativo falante complementar chamado Nuru que, quando mantido próximo a uma planta danificada, pode confirmar imediatamente se o Fallworm causou o dano. Nuru combina aprendizado de máquina e inteligência artificial. Ele é executado dentro de um telefone Android padrão e também pode funcionar off-line. Além do inglês, Nuru também poderá falar em francês, swahili e twi e aprender novas línguas o tempo todo para alcançar melhor os agricultores em suas próprias línguas. O Nuru estará em breve ligado ao FAMEWS, onde todos os dados serão validados pelos pontos focais nacionais do Fall Armyworm e armazenados em uma plataforma global baseada na web.

4. Abalobi App - Abalobu, que é Xhosa para “fisherfolk”, é uma aplicação móvel para pescadores de pequena escala para registrar o que capturaram, quando, onde, usando qual método e quanto o venderam. Toda essa informação é armazenada no aplicativo e disponibilizada para outros pescadores de pequena escala. Existem atualmente 30.000 pescadores artesanais ao longo da costa da África do Sul que vivem fora do mar, em uma linha fina entre a pesca comercial e de subsistência. Ao produzir seus próprios conhecimentos sobre a pesca, eles estão ajudando a construir comunidades resilientes, especialmente diante das mudanças climáticas.

A FAO desenvolveu quatro novos aplicativos para fornecer aos agricultores informações em tempo real sobre clima, manejo de gado, mercados e nutrição. © FAO / Alioune Ndiaye

5. Serviços Agrícolas A pps - Quatro novos aplicativos estão fornecendo aos agricultores serviços em tempo real através de informações sobre clima, cuidados com animais, mercados e nutrição. O aplicativo de calendário de clima e safra combina informações sobre previsões do tempo e cronogramas de safra, fornecendo um aviso antecipado de possíveis riscos. A cura e alimentar o seu aplicativo de gado ajuda a reduzir as perdas, fornecendo informações sobre controle de doenças animais e estratégias de alimentação animal. A AgriMarketplace permite que os agricultores obtenham melhores informações sobre fornecedores para compras de matérias-primas, mercados para vender seus produtos e preços de mercado. e-Nutrifood dá recomendações às populações rurais sobre a produção, conservação e consumo de alimentos nutritivos.

faojovem3

Os jovens são apenas aqueles que oferecem novas idéias. Durante o evento #HackagainstHunger em Kigali, Ruanda, FAO e seus parceiros estão atraindo jovens de diferentes países da África para encontrar soluções inovadoras que abordem os desafios da alimentação e da agricultura. Esses Hackathons visam desenvolver idéias em soluções tecnológicas para produzir oportunidades de emprego voltadas para jovens e jovens, oferecendo orientação de especialistas do setor privado e público.

As tecnologias digitais já são nosso presente e a inovação é imperativa para o futuro. Novas ideias de nossa juventude e de organizações, universidades e empresas em todo o mundo estão ajudando a liberar o potencial da agricultura e alimentos para reduzir a pobreza, reduzir a divisão rural, empregar e capacitar jovens e dar acesso igual à informação, tecnologia e mercados.

A FAO está criando e promovendo essas soluções inovadoras para enfrentar os desafios sempre terríveis que nosso futuro da alimentação e da agricultura enfrenta. Fonte:FAO

 

Mais informações: http://www.fao.org/fao-stories/article/en/c/1149534/

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Sistema da Epagri vira modelo de agricultura sustentável em plataforma da FAO/ONU

epagrifao

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), desenvolvido e difundido pela Epagri para promover uma agricultura mais limpa e sustentável, já pode ser reproduzido com facilidade no Brasil e no mundo. Isso porque a experiência passou a integrar a Plataforma de Boas Práticas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), um espaço de disseminação e compartilhamento de boas iniciativas replicáveis desenvolvidas na Região Sul do Brasil.

O SPDH é a oitava tecnologia da Epagri incluída na plataforma da FAO/ONU. O sistema se baseia na redução nos custos sociais, econômicos e ambientais das lavouras e no estímulo ao protagonismo dos agricultores. Tem como objetivo central a transição da agricultura convencional para a agricultura agroecológica respeitando três elementos básicos: o revolvimento localizado do solo, a diversificação de espécies pela rotação de culturas e a cobertura permanente do solo.

As primeiras experiências em SPDH foram realizadas em 1998, na Estação Experimental da Epagri em Caçador. Atualmente o sistema é utilizado em mais de 3 mil hectares espalhados por todas as regiões do território catarinense. São mais de 1,2 mil agricultores que utilizam o plantio direto para produzir principalmente tomate, cebola, chuchu, brássicas (couve, repolho e brócolis), melancia e moranga.

A rápida disseminação e aceitação da tecnologia deve-se sobretudo aos bons resultados alcançados. O SPDH proporciona melhoria na qualidade e na uniformidade das plantas, com diminuição média de 35% nas perdas por questões de padrão de qualidade e produção.  Reduz, ou até pode zerar, o uso de insumos e, consequentemente, o custo das hortas.

Outra grande vantagem do SPDH é a sua sustentabilidade. O uso da palhada protege e enriquece a terra cultivada. As taxas de infiltração de água no solo cultivado em SPDH chegam a ser três vezes maiores que no sistema convencional, eliminando problemas com erosão e melhorando a disponibilidade de água para as plantas, o que leva, entre outros resultados, à redução média de 80% no uso de água para irrigação.

Quem também ganha com o SPDH são os consumidores. Os alimentos produzidos no sistema são mais limpos, pois podem ser cultivados com pouco ou até nenhum agrotóxico. Assim, também chegam ao consumidor com maior valor biológico, impactando positivamente na segurança alimentar das comunidades catarinenses.

“É uma proposta de transição para toda a agricultura familiar dependente de insumos externos à propriedade, para sistemas mais limpos, equilibrados e autônomos”, descreve Marcelo Zanella, extensionista da Epagri em Florianópolis e o responsável por submeter a tecnologia à avaliação da FAO. Ele explica que o SPDH tem a preocupação de construir um caminho de transição do modelo de agricultura convencional para uma que produza alimentos limpos de agroquímicos, dentro do enfoque pedagógico de inclusão social.

Depois da boa experiência com hortaliças, a Epagri veio expandido o uso do Sistema de Plantio Direto no Estado. Suas bases técnicas, fundamentos e perspectivas têm produzido e adaptado conhecimentos para a fruticultura e a produção de grãos, além do manejo com animais de forma integrada e sistêmica nas propriedades, proporcionando também a produção limpa de carne, leite e derivados.

O material sobre o SPDH que já está disponível em português na plataforma da FAO/ONU será em breve traduzido para inglês e espanhol.Fonte:Marcelo Zanella, extensionista da Epagri

 

Mais informações: Epagri – Florianópolis – 48) 3665-5111

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Técnicos do Banco Mundial e da FAO conhecem empreendimentos do Alto Vale do Itajaí apoiados pelo SC Rural

   riodosulbm3

Para conhecer e avaliar os resultados dos projetos estruturantes apoiados pelo Programa SC Rural, nos dias 10 e 11 de abril, nos municípios de Taió e Mirim Doce receberam a visita de Diego Arias, economista e Gerente do SC Rural junto ao Banco Mundial e Dino Francescutti, economista da FAO, que mantém parceria com o Banco Mundial.

Acompanharam, o Secretário Executivo Estadual do SC Rural, Julio Bodanese, o Diretor de Projetos Especiais da SAR/SC Rural, Ditmar Alfonso Zimath, o Secretário Executivo Regional do SC Rural, Mauro N. Teixeira, o Gerente Regional da Epagri Rio do Sul, Daniel R. Schmitt e os técnicos responsável pela elaboração e execução dos projetos nos municípios.

No dia 10 de abril, o grupo esteve em Taió visitando a propriedade da família Klehm, beneficiada através do projeto estruturante da Coopertaió. A família investiu na construção de nova unidade e aquisição de equipamentos para a produção de produtos panificados, sendo o principal deles o pão de milho produzido em forno à lenha, produto tradicional dos descendentes de alemães da região. A produção dos pães iniciou com a mãe da Sra. Margot Klehm e mais tarde passou para filha, que formalizou a produção para comercialização.

Segundo o agricultor  Vilmar Klehm, “o projeto abriu a visão para investir e ampliar o mercado, e agora, além do espaço físico estar mais adequado ao trabalho, aumentamos a produção utilizando a mesma mão de obra familiar”. A filha do casal, Kiria Klehm, buscou capacitação na área de gastronomia e atualmente trabalha com a família na agroindústria, o que para ela foi determinante para continuar no meio rural. 

No período da noite, o grupo participou de uma confraternização entre as famílias e autoridades do município, quando os extensionistas rurais da Epagri de Taió, Edemar Eichstad e Gilmar Ramos Dallamaria, fizeram as apresentações dos projetos. No município foram executados dois projetos estruturantes, um deles, da Cooperativa de Pequenos Agricultores de Taió – Coopertaió, envolvendo nove empreendimentos, no valor total de R$ 399.027,39 e apoiados pelo programa SC Rural, R$ 196.669,54. Entre os investimentos, estão a construção de novas estruturas físicas e aquisição de equipamentos.

O outro projeto foi desenvolvido na área de pecuária de leite, para a Associação de Produtores de Leite Unidos do Ribeirão do Salto – APLURIS, abrangendo 12 propriedades com projetos individuais e quatro  projetos grupais. O valor investido total foi de R$ 560.535,89 com apoio de R$ 265.186,50 do SC Rural.

riodosulbm2 riodosulbm1

No dia 11 de abril, a visita foi na Cooperativa e Sociedade Armazenadora de Cereais Voltapinho, no município de Mirim Doce que atende 87 agricultores, avaliando investimentos realizados na estrutura na ordem de mais de R$ 500.000,00, deste valor R$ 137.410,00 foram oriundos do programa SC Rural.

Esses recursos permitiram a reestruturação do empreendimento com vistas a adequar as áreas de recebimento, secagem e armazenagem de arroz através da aquisição de uma máquina de pré-limpeza, um silo pulmão, um elevador de carga e um sistema de monitoramento de temperatura, bem como modernizar e revitalizar os equipamentos destinados ao atendimento de associados e clientes através da aquisição de um novo software gerencial, computador, impressora e móveis para escritório, além de reformas e manutenção das estruturas.

Segundo o Secretário Executivo Municipal do SC Rural e técnico da Epagri Dirceu Schwarz, “com esses novos equipamentos, será possível  diminuir  o custo de produção e aumentar a agilidade na hora da descarga do arroz vindo das lavouras, diminuindo as filas”. Fonte: maurot@epagri.sc.gov.br

 

Mais informações: Epagri – Gerencia Regional de Rio do Sul – (47) 35263070 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

SC Rural e Banco Mundial realizam vista técnica na Cooperativa dos Citricultores de Celso Ramos

celso ramos-visita bm

No início de abril, a coordenação do Programa SC Rural juntamente com a equipe de supervisão do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), realizaram uma missão técnica de campo na Cooperativa dos Citricultores de Celso Ramos (COCICER).


Estiveram presentes na visitação Diego Arias (gerente do projeto do Programa SC Rural junto ao BIRD sediado em Brasília), Dino Francescutti (consultor da FAO, sediada em Roma que auxilia o BIRD na supervisão dos projetos), Ditmar Alfonso Zimath (diretor de Projetos Especiais do SC Rural), Julio Bodanese (coordenador Estadual do Programa SC Rural), Vitor Hugo Poletto ( secretário executivo regional do Programa SC Rural), Marcia Surdi (secretária municipal de Agricultura), Mauro Ros (extensionista rural da EPAGRI de Celso Ramos), Rubens Cesar Varela (Engenheiro agrônomo da COCICER) e representantes do Conselho de Administração da COCICER.
Durante a visitação a equipe de supervisão do BIRD conversou com os representantes da COCICER acerca do projeto desenvolvido pela cooperativa em parceria com o Programa SC Rural.
O diretor de Projetos Especiais do SC Rural – Ditmar Alfonso Zimath relatou que a equipe de supervisão do BIRD está no estado para acompanhar a execução do SC Rural em Santa Catarina.  Já as visitas que estão sendo realizadas na região, tem o intuito de permitir a Diego Arias e a Dino Francescutti, compreender o que está acontecendo nas propriedades, conversando diretamente com os agricultores para entender como o projeto pode fazer a diferença na vida de cada agricultor, e, ao mesmo tempo em ajudar o Programa SC Rural em estratégias futuras, seja no atual programa ou mesmo na negociação de novos projetos que o governo estadual venha a realizar junto ao BIRD. 
Ditmar enfatizou que as visitas são muito interessantes, porque a equipe de supervisão do BIRD tem a oportunidade de conversar com os agricultores e sua família, e, entender que Santa Catarina apesar de ser visto no Brasil como um estado rico, tem muitos desafios, muitas atividades que precisam tanto do apoio de organismos internacionais, como o BIRD e também de uma atenção especial do governo do estado por meio de programas como o SC Rural.

Sobre a COCICER

A Cooperativa dos Citricultores de Celso Ramos foi fundada no ano de 2004 por 21 agricultores associados. As atividades de cultivo da laranja iniciaram no ano de 2005 com uma área de 21 hectares, através do PRONAF Investimento e Prefeitura Municipal de Celso Ramos. Já em meados de 2008 a 2009, iniciou-se a efetiva comercialização no mercado local e regional. 
Mauro Ros, extensionista rural da EPAGRI, relatou que a partir de 2010 a 2011, a COCICER iniciou a comercialização de laranja para a merenda escolar através do Programa Nacional de Alimentação Escolar- PNAE aos municípios de Celso Ramos, Monte Carlo, Campos Novos e Lages. “Esta atividade foi um grande passo para a cooperativa na área comercial, porque tudo depende de ter um bom comércio para a fruta e o sucesso do projeto”, comentou.
Em 2012 foi iniciado o projeto da Unidade de classificação e armazenamento de laranja (Packing House). 
Contando com o apoio da EPAGRI, Prefeitura Municipal, Programa SC Rural e através da Secretaria de Estado da Agricultura, por meio do governo estadual, o projeto contou com o valor de R$237.000,00 para a construção da estrutura (barracão) e mais a contrapartida de R$ 237.000,00 financiados através do PRONAF pelos agricultores associados para a compra dos equipamentos da unidade de classificação de frutas da COCICER.
A cooperativa também possui a área própria e sede, comprada através de recursos providos da venda da fruta. Atualmente a unidade conta com 41 associados, uma área de 50 hectares de plantio, 500 toneladas de produção anual e um patrimônio de R$ 800.000,00. Fonte:Correio dos Lagos


Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Missão do Banco Mundial e do Programa SC Rural visitam cooperativa e estradas no meio rural do município de Frei Rogério

missãofre2   

No último dia 11 de abril, agricultores,agricultoras, jovens rurais e técnicos da Epagri do município de Frei Rogério, região de Curitibanos, receberam a visita de uma missão do Banco Mundial e do Programa SC Rural.

Integraram a missão: Fernando Melo Silva e Diego Arias do Banco Mundial, Dino Francescutti da FAO  – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, Júlio Bodanese, Ditmar Alfonso Zimath, Osmar Luiz Trombetta e João Vinícius Ehara do Programa SC Rural e Sônia Raquel Medeiros Amorim da SIE (Secretaria de Infraestrutura) do Governo do Estado de Santa Catarina.

missãofrei4

Acompanhados dos técnicos da Epagri de Frei Rogério, Adriana Francisco e Elcio Pedrão e do Secretário de Municipal da Agricultura, Itamir Gasparini, o grupo se dividiu em dois. Enquanto um visitou a cooperativa, o outro esteve reunido com o Prefeito Municipal Jair da Silva Ribeiro, com o Secretário Municipal de Administração Gilmar Carlos Fertig e de Agricultura Itamir Gasparini. Depois vistoriaram algumas estradas que receberam recursos do SC Rural no valor de R$732. 528,89.Existiam dúvidas a respeito da obra das estradas, mas segundo a administração municipal foram sanadas e esclarecidas e mais detalhes serão resolvidos no dia 25 de abril em reunião agendada na Secretaria de Infraestrutura em Florianópolis.

missãofre3

missãofrei1

O segundo grupo foi até a propriedade do agricultor Altair Alberton onde estavam reunidos um grupo de jovens (Everton, Jackson e Natiele) que participaram do Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo Rural em 2014 no CETREVI em Videira,beneficiados com equipamentos para humanização do trabalho na atividade de bovinocultura de leite. Em seguida foram até a sede da Cooperativa Regional Agropecuária do Meio-Oeste Catarinense (COPAR), situada na comunidade do Núcleo Tritícola, que surgiu da necessidade de organizar os agricultores familiares e comercializar a produção dos associados na região do Meio-Oeste Catarinense. Entre estas culturas, a que se destaca é o alho, produto cujo cultivo hoje, a nível nacional, teve sua origem neste município.

A cooperativa foi fundada em 2008 e era composta por 36 famílias, situadas nos municípios de Frei Rogério e Curitibanos. Atualmente, tem 102 famílias associadas em sete municípios da região.

Através do Programa SC Rural, em 2011 começou uma série de reuniões e conversas junto à diretoria da cooperativa, para melhorar a classificação do alho comercializado e fortalecer a organização.

No primeiro projeto liberado em 2013, foi elaborado no valor de R$ 300.000,00, sendo 50%¨recurso do SC Rural programa do Governo do Estado de Santa Catarina e o restante contrapartida da cooperativa. Para aquisição da máquina de classificar alho o recurso foi de R$ 150.000,00 e o restante do recurso da cooperativa foi adquirido um veículo utilitário, caixas plásticas, uma mesa de seleção (banca) e uma empilhadeira. O objetivo da padronização do alho comercializado é a agregação de valor.

Com o desenvolvimento do projeto e parceria com a Epagri, observou-se a necessidade de mais investimento. Foi elaborado outro projeto no valor de R$ 632.000,00, onde já foi aprovado e adquiridas três máquinas de colher alho, com recurso do SC Rural, no valor de R$ 300.000,00 e a contrapartida de 50% da Cooperativa na melhoria da infraestrutura produtiva, com ampliação de 500 metros quadrados dos barracões já existentes.

"O objetivo da cooperativa é melhorar as condições dos produtores associados. A classificadora e as máquinas de colher alho são ferramentas para melhorar a colheita e padronização do alho do município de Frei Rogério e região.Verificamos o resultado da organização da Cooperativa nos vários eventos que foram realizados na Comunidade do Núcleo Tritícola, com participação massiva dos sócios, desde as reuniões técnicas sobre produção e comercialização e dos eventos sociais como a tradicional “Codornada” da Copar que em 2016 teve a participação de 300 pessoas entre sócios e familiares. A cooperativa hoje é força da agricultura familiar de Frei Rogério", destacou, na ocasião, o presidente da COPAR Silvio Novacoski.

Para Adriana Francisco, engenheira agrônoma da Epagri Local, a Copar representa bem o objetivo do SC Rural: “aumentar a competitividade das organizações dos agricultores familiares”. Atualmente houve aumento dos associados e no último ano de venda o preço de comercialização foi muito satisfatório para as famílias, mesmo com os problemas de produção devido ao clima. Além das ações na comercialização e organização de produtores a cooperativa recebe alunos da UFSC – Campus de Curitibanos, IFSC – Rio do Sul, jovens empreendedores do Curso da Epagri e agricultores familiares do Estado de Santa Catarina, que vem conhecer o Núcleo Tritícola e a Cooperativa. Ainda segundo Adriana “a cooperativa evoluiu muito, e que em 2017 contratou a assessoria contábil da COOPERA de Concórdia, empresa essa especializada em contabilidade de cooperativas”.

 

Mais informações:  Epagri – Frei Rogério – (49) 3257-0045

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Sistema de filtragem de água da Epagri vira modelo mundial em plataforma da FAO

epagrifao1

Na primeira metade dos anos 2000, boa parte dos moradores de Imaruí, no Sul do Estado, consumia água de má qualidade. A quantidade disponível também era preocupação. Eram 1,9 mil famílias, de 23 comunidades, que usavam água sem nenhum tipo de tratamento, captada de córregos que estavam sujeitos a contaminação por dejetos e outros tipos de matéria orgânica.

Foi preocupa com isso a Epagri desenvolveu o sistema de filtragem lenta que levou o nome da cidade e gerou efeitos positivos na saúde, economia e meio ambiente da região. Agora a tecnologia foi incluída na Plataforma de Boas Práticas da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), um espaço de disseminação e compartilhamento de boas iniciativas replicáveis desenvolvidas na Região Sul do Brasil. Essa é a sexta tecnologia da Epagri incluída na plataforma.

O modelo, concebido pela Epagri, é totalmente original, sem iniciativas similares identificadas na região. A filtragem é realizada em três etapas, sendo um pré-filtro e dois filtros. O sistema é feito de tubos de concreto, totalmente impermeabilizados. Os filtros são compostos de seixo, brita e areia. Existe ainda um dispositivo de limpeza na parte inferior, uma vez que a filtragem é realizada em fluxo ascendente.

A prática iniciou em 2005 e hoje é adotada em vários municípios catarinenses, especialmente os que compõem a Associação dos Municípios Região de Laguna (Amurel). Sua replicação é amplamente viável, pois, por ser um sistema de concepção e operação simples, exige pouco investimento para implantação e manutenção.

A instalação dos filtros lentos foi precedida pela formação de “grupos de água”, com regulamentos próprios, constituídos durante as reuniões de planejamento. Os beneficiários foram treinados para captação dos recursos necessários para a construção dos equipamentos e também para implantação das redes de distribuição da água filtrada. Os sistemas necessitam de manutenção periódica, que é determinada pela análise da potabilidade da água captada. Recomenda-se que a cada 15 dias, e após períodos chuvosos, seja feita uma limpeza geral do pré-filtro e filtros.

Na região de Tubarão, onde o sistema foi divulgado e instalado inicialmente, a melhoria na qualidade e quantidade de água observada através de laudos técnicos possibilitou a diminuição no número de pessoas nos postos de saúde. O aumento dos cuidados com o meio ambiente, a organização comunitária e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida no meio rural, foram outros efeitos diretos verificados após a aplicação da tecnologia.

A construção dos filtros lentos modelo Imaruí permite a conservação ambiental dos locais de captação da água. Possibilita ainda maior integração comunitária por meio da formação dos grupos de água, além de melhoria da qualidade de vida das famílias. Outro efeito é a valorização imobiliária, por meio da garantia de abastecimento de água para consumo e utilização doméstica. O sistema público de saúde também é impactado com a redução de casos de intoxicação alimentar por consumo da água. Tudo isso graças a uma solução simples, porém criativa, que agora se torna exemplo para o mundo.
Para conhecer a tecnologia Filtro Lento Modelo Imaruí na Plataforma da FAO clique: aqui: http://www.boaspraticas.org.br/index.php/pt/areas-tematicas/alimentacao/663-imarui.

Para conhecer a Plataforma de Boas Práticas da FAO é só clicar: http://www.boaspraticas.org.br/index.php/pt/.

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Banco Mundial acompanha trabalhos de avaliação de resultados das ações do Programa SC Rural

seefao

Diretor de Ditmar Alfonso Zimath, Economista da FAO Dino Francescutti e Secretário executivo do SC Rural, Julio Bodanese

Durante a primeira semana de maio a Secretaria Executiva do Programa SC Rural recebeu a visita dos consultores do Banco Mundial, Nestor Bragagnolo e Dino Francescutti, para acompanhar a implementação das avaliações de resultados das ações desenvolvidas pelo programa, em seu foco de promover a competitividade da agricultura familiar catarinense. Segundo Dino Francescutti os estudos (em elaboração) já permitem visualizar “muitas coisas boas que merecem ser comunicadas e levadas ao conhecimento público, em vários fronts”. Confira entrevista.

 

P – Qual sua participação nesta fase de avaliação de resultados do Programa SC Rural?

 Dino Francescutti – “Sou economista e funcionário da FAO, órgão das Nações Unidas de promoção da Agricultura e Alimentação. A FAO mantém parceria com o Banco Mundial e apóia com muita freqüência as operações do banco em todo o ciclo dos investimentos públicos. Desde o processo de identificação dos projetos de desenvolvimento, a preparação dos mesmos, o acompanhamento e a avaliação. A FAO é um importante parceiro do Banco Mundial e nós somos esses funcionários da FAO que acompanhamos esses trabalhos do Banco. Fazemos tarefas específicas, atuando como consultores, mas não somos contratados pelo banco, a FAO apóia os projetos do Banco com pessoal para tarefas específicas de assessoria técnica. É isso que executamos”.

O SC Rural está chegando ao seu final e iniciou a avaliação dos resultados. Esse é o motivo desta sua visita…

“Sim. É um momento importante na vida dos projetos em desenvolvimento, gerar toda a informação possível, todas as dinâmicas, que permitam deixar claro os resultados dos investimentos feitos. É muito importante não esquecer esse momento, de fazer um exercício bem planejado de avaliação de resultados. Porque só assim a Secretaria da Agricultura, a Secretaria Executiva do Programa SC Rural, os parceiros Epagri, Fatma, Cidasc e os demais, podem informar à população catarinense os benefícios de ter investido no trabalho através deles. O investimento através dessas instituições é dirigido a agricultores familiares e maricultores. Para avaliar o resultado desse esforço  começamos a coordenar  várias atividades há um mês atrás, e agora todas elas estão em andamento. O cronograma de avaliação das várias atividades está avançando bem e vamos esperar os resultados finais”.

Já é possível visualizar resultados dessas avaliações?

“A percepção é que temos muitas coisas boas que merecem ser comunicadas e levadas ao conhecimento público, em vários fronts. Desde os investimentos, dos projetos estruturantes e dos planos de negócios – o eixo central do Programa SC Rural – muitas coisas foram feitas, os resultados já são conhecidos informalmente e agora estamos fazendo o esforço de pesquisar e registrar de diferentes formas estes resultados. Temos uma avaliação de impacto dos empreendimentos apoiados – que neste momento está em análise, as informações já foram capturadas e os colegas do Epagri/Cepa estão fazendo a análise. Podemos falar do trabalho de avaliação participativa dos resultados financeiros dos planos de negócios apoiados. Esta é outra atividade que está em andamento, a Epagri está realizando oficinas de avaliação e isso já permite saber resultados delas. É uma oficina formativa,pois deixa um aprendizado para o agricultor familiar, mas também gera informações interessantes. Temos alguns planos de negócios que estão gerando um retorno até às vezes difíceis de acreditar, porque são muito altos. Porém pelo fato de trabalharmos muito próximos aos produtores sabemos que esses resultados são possíveis. Nem todos conseguem um resultado assim, dessa magnitude, mas na média temos retornos interessantes. Na média dos projetos sem dúvida podemos dizer que a agricultura familiar é um setor que gera receitas suficientes para que a população viva dignamente, propiciando que as famílias tenham uma situação econômica confortável. E isso podemos dizer olhando os resultados de muitos planos de negócios que foram gerados”.

Qual é o prazo para a conclusão dessas avaliações?

“Assim como na avaliação de planos de negócios e projetos estruturantes, também estão em andamento avaliações das atividades das executoras, por exemplo, das ações de regularização fundiária, da inclusão digital, do curso de formação de jovens, etc…todas essas atividades geram benefícios que são avaliados de formas diferentes. Nós esperamos que todas essas avaliações em curso estejam prontas em julho ou agosto, no mais tardar. Essas informações serão utilizadas para preparação de um relatório de avaliação e encerramento do Programa SC Rural.Nessa fase, com o objetivo de dar base para que o Estado avalie a conveniência de continuar com esse programa, ou, de qualquer forma, para dar continuidade às atividades iniciadas com o SC Rural”.

Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

FAO e Google querem criar nova era de informações sobre o ambiente

 fao2

A empresa Google firmou uma parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação(FAO), para que dados de satélites de alta resolução sejam ferramenta diária para o manejo dos recursos naturais.

A iniciativa em prol do desenvolvimento sustentável foi firmada pelo diretor da FAO, José Graziano da Silva e a gerente de engenharia do Google Earth, Rebecca Moore. A colaboração permite a administradores de recursos e a investigadores avaliar mudanças no solo. O método oferece um salto de qualidade para melhorar a capacidade de armazenamento de carbono de uma floresta ou para uma nação planejar estratégias ligadas à emissão de gases de efeito estufa.

FAO explica que dados de satélite que são facilmente acessíveis e atualizados rapidamente permitem mudanças na gestão florestal, que poderá ser feita praticamente em tempo real. Graziano da Silva declarou que a FAO e o Google estão criando um nível sem precedentes de informações ambientais. O foco inicial é o setor de florestas. Após treinamento, especialistas poderão utilizar o software da FAO e os dados de arquivo do Google Earth para conduzir, em poucas horas, o mapeamento ou classificação de floresta — trabalho que antes, poderia durar semanas ou meses.

fao1

O diretor da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) explica que “entender os efeitos da mudança climática, planejar melhorias na produção e distribuição de comida e medir progressos requer dados frequentes e precisos sobre o meio ambiente e possíveis mudanças”.

Google disponibiliza os dados e a FAO orienta sobre a melhor maneira de extrair informações úteis. Uma pesquisa sobre desertificação já está em andamento e os resultados serão publicados no final do ano. Já a unidade de controle de pragas daFAO utiliza os dados de satélite para melhorar as previsões e controlar surtos.Fonte:Rádio ONU

 

Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br