Arquivos da categoria: Juventude Rural

No dia da juventude, chefe da ONU defende educação para estimular pensamento crítico

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Em mensagem para o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alerta para a crise de aprendizado nas escolas, onde meninos e meninas nem sempre recebem o apoio necessário para desenvolver pensamento crítico e aprimorar competências tecnológicas.

O chefe das Nações Unidas defende uma educação que seja inclusiva, acessível e que conecte os jovens com o mundo de hoje, abordando temas como as mudanças climáticas, direitos humanos e igualdade de gênero.

Assista o vídeo acessando link abaixo;

https://nacoesunidas.org/no-dia-da-juventude-chefe-da-onu-defende-educacao-para-estimular-pensamento-critico/

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O Dia Internacional da Juventude foi criado, originalmente, através da resolução 54/120, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, como consequência da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Lisboa, Portugal.

Atualmente, por meio do Programa Mundial de Ação para a Juventude, a ONU incentiva ações políticas e diretrizes que ajudam a apoiar a melhoria na qualidade de vida dos jovens de todo o mundo.

Dia da Juventude do Brasil

A juventude brasileira tem um histórico de grandes lutas e percursoras de importantes mudanças políticas no cenário nacional. O Dia da Juventude do Brasil visa justamente homenagear toda essa história. No Brasil, a Proposta de Emenda à Constituição 42/08 (PEC da Juventude) estabeleceu que todo indivíduo entre os 15 e 29 anos é considerado jovem.

No Brasil, o Dia da Juventude foi oficialmente decretado com Lei nº10.515, de 11 de julho de 2002, instituindo o dia 12 de agosto como o Dia Nacional da Juventude.

Esta data serve para homenagear e conscientizar as pessoas sobre a importância desta classe, que deve ser educada com responsabilidade, pois representa o futuro da nação.

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FAO – Juventude como agentes de mudança

Existem atualmente 1,8 bilhão de pessoas entre 10 e 24 anos no mundo, a maior população jovem de todos os tempos.

Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, dê uma olhada na seleção de publicações da FAO relacionadas à juventude e seu papel como agentes de mudança. Para ler mais, consulte o catálogo de publicações - fao.org

Juventude e agricultura: principais desafios e soluções concretas
Esta publicação mostra como os programas educacionais feitos sob medida podem fornecer aos jovens rurais as habilidades e os conhecimentos necessários para se engajar na agricultura e adotar métodos de produção ecologicamente corretos.

Juventude rural com idade entre 15 e 17 anos: o período certo para semear o futuro
Considerando os desafios enfrentados pela juventude rural, este relatório propõe políticas para aumentar o capital humano e canalizar recursos para jovens de 15 a 17 anos para garantir acesso igual à educação e a empregos decentes.

Júnior Fazendeiro Campo e Vida Escolas – Manuais para treinadores
Esta série inclui 16 módulos práticos que fornecem orientação passo a passo para os treinadores que estão dispostos a iniciar um campo de agricultor júnior e Life School.

 

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De pai para filho: a cada palavra um ensinamento, a cada abraço um sentimento

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Confira uma reportagem especial contando a história de pai e filho que moram no município de Ituporanga, trabalham juntos no campo: nessa relação, não falta cumplicidade para superar as dificuldades.

Acesse: http://rbatv.com.br/noticia/de-pai-para-filho-27766

 

Mais informações: emituporanga@epagri.sc.gov.br

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Seminário em São João do Sul discute sustentabilidade e futuro dos jovens no campo

 

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Qualidade de vida, desenvolvimento rural sustentável e sucessão familiar no campo foram os temas do 1º Seminário Regional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Sucessão Familiar Rural realizado no município de São João do Sul, nos dias 30 e 31 de maio.

O evento, realizado pela Epagri e pela prefeitura, contou com apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, durante a XII Festa do Colono e a I Feira Agropecuária de São João do Sul.

No primeiro dia, o destaque foi a participação de jovens rurais do município, que apresentaram suas histórias de sucesso na agricultura familiar. “Com suas histórias de vida, os jovens demonstraram o valor que dão ao meio rural, por sentirem que ainda é o melhor ambiente para formarem suas famílias, criarem seus filhos e viverem com qualidade”, conta Doris de Oliveira, extensionista da Epagri em São João do Sul.

Os participantes puderam refletir sobre aspectos importantes da sucessão familiar, como a importância dos pais nesse processo, a busca de conhecimento, a orientação técnica e os recursos para desenvolver projetos de vida. Palestras abordaram temas como qualidade de vida, desenvolvimento sustentável e a força do jovem na agricultura familiar.

A Tarde Integrativa envolveu os participantes em atividades de resgate de tradições e valorização da cultura local. O público participou de brincadeiras como competição de serra de dupla (topiador, traçador ou aparador), debulha de milho e corrida do saco.

Temas técnicos predominaram nas palestras do segundo dia. Os participantes puderam aprender mais sobre fruticultura no Sul do Estado e produção de carne e leite. Uma palestra sobre a importância das tecnologias adaptadas para a agricultura familiar abriu a Exposição dos Agricultores Inventores. O evento foi uma oportunidade para divulgar inventos como a despolpadeira de maracujá, o trator caseiro, o cata-vento para captar água e o distribuidor de sementes e adubos.

 

Mais informações: emsaojoaosul@epagri.sc.gov.br 

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Prefeitura de Ipuaçú e Udesc vão promover projeto de incentivo a permanência do jovem no campo

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O Governo Municipal de Ipuaçu, em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), realizará nos próximos meses, atividades com os jovens do meio rural do município. O projeto, que tem apoio de entidades do município ligadas a agricultura, tem como objetivo incentivar o jovem a permanecer na agricultura.

“Nós entendemos que a juventude rural é um ponto importante na agricultura”, salienta o professor da Udesc, Antonio Waldimir da Silva, doutor em gestão de ensino. Ele esteve no município conversando com representantes do Governo e das entidades, para alinhar as atividades e explicar como será todo o trabalho.

“Um trabalho bastante amplo, com campanhas educativas envolvendo toda a população”, ressalta o professor, explicando que algumas famílias serão selecionadas para o projeto, mas que será trabalhado com toda a população.

 A ação inicia já na Exposição Feira Agropecuária, Industrial, Comercial e Cultura de Ipuaçu (Efacipu) 2019. “Uma das tantas ações que serão realizadas”, completa o professor.

A prefeita de Ipuaçu, Clori Peroza, explica que o objetivo do Governo é de mostrar aos jovens os benefícios que eles têm em permanecer no meio rural, além de mostrar os incentivos e as possibilidades de empreender na propriedade.

“A agricultura familiar movimenta o setor de alimentos do país. Pensando nisso e pensando em manter o município com um bom número de moradores, pois muitos jovens agricultores saem e vão para cidades maiores, propomos esse trabalho. Pensando no jovem, na sucessão familiar, vamos buscar a entender a possibilidade do jovem se manter na agricultura. Tirar rótulos em relação ao agricultor. Apresentar ações, benefícios e possibilidades que empreender na propriedade”, finaliza a prefeita. Fonte: https://www.amaisc.org.br


Mais informações: www.ipuacu.sc.gov.br

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Inovações digitais estão trazendo a juventude de volta à agricultura

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Uma população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero; A introdução de inovações digitais na alimentação e na agricultura tem o potencial de oferecer novos serviços aos jovens e aos pequenos agricultores. © FAO / Alioune Ndiaye

Juventude em todo o mundo está cada vez mais se afastando da agricultura. Tradicionalmente exigindo trabalho manual pesado e oferecendo baixos salários, a agricultura não costuma apelar para as novas gerações que geralmente preferem tentar a sorte em encontrar emprego nas cidades.

No entanto, a agricultura tem o maior potencial de todos os setores para reduzir a pobreza, por exemplo, na África Subsaariana, onde mais de sessenta por cento de sua população de 1,2 bilhão tem menos de 25 anos. Essa população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero e alimentos e agricultura. talvez reconceituado, tem o potencial de oferecer isso aos jovens.

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A chave é a inovação.

Já existem novas formas de trabalhar na agricultura que aproveitam as inovações digitais e tecnológicas, tornando-as mais eficientes e, não como um pequeno subproduto, proporcionando novas oportunidades e serviços para jovens empreendedores.

Aqui estão 5 exemplos de como aproveitar o poder da tecnologia digital pode revolucionar a agricultura.

1. Drones - Algumas estimativas sugerem que o setor de alimentos e agricultura será o segundo maior usuário de drones do mundo nos próximos cinco anos. A FAO já utilizou drones em muitos países para coletar dados em tempo real e detalhados sobre os desafios alimentares e agrícolas, como o risco de desastres naturais e a avaliação de danos após eles.

À esquerda: a FAO tem usado drones para avaliar o risco de desastres naturais ou para pesquisar danos causados ​​depois deles. © Veejay Villafranca / NOOR para a FAO 
Certo: Um novo aplicativo de fala ajuda os fazendeiros a detectar se suas safras foram infectadas pelo Fall Armyworm. © FAO / Tamiru Legesse

2. Sistema de Monitoramento e Alerta Antecipado de Queda do Exército (FAMEWS) App - Queda A minhoca é uma praga devastadora que destrói o milho e outras culturas importantes em partes das Américas, África e Ásia. Somente agricultores em seus campos podem administrar com êxito o FAW. É por isso que a FAO desenvolveu uma ferramenta para capturar dados carregados pelos agricultores em seus campos. As informações adicionadas ao aplicativo são transferidas para uma plataforma global baseada na web e analisadas para fornecer relatórios de situação em tempo real, calcular níveis de infestação e sugerir medidas para reduzir o impacto.

3. Nuru App - Juntamente com a FAMEWS, a FAO e a Pennsylvania State University desenvolveram um aplicativo falante complementar chamado Nuru que, quando mantido próximo a uma planta danificada, pode confirmar imediatamente se o Fallworm causou o dano. Nuru combina aprendizado de máquina e inteligência artificial. Ele é executado dentro de um telefone Android padrão e também pode funcionar off-line. Além do inglês, Nuru também poderá falar em francês, swahili e twi e aprender novas línguas o tempo todo para alcançar melhor os agricultores em suas próprias línguas. O Nuru estará em breve ligado ao FAMEWS, onde todos os dados serão validados pelos pontos focais nacionais do Fall Armyworm e armazenados em uma plataforma global baseada na web.

4. Abalobi App - Abalobu, que é Xhosa para “fisherfolk”, é uma aplicação móvel para pescadores de pequena escala para registrar o que capturaram, quando, onde, usando qual método e quanto o venderam. Toda essa informação é armazenada no aplicativo e disponibilizada para outros pescadores de pequena escala. Existem atualmente 30.000 pescadores artesanais ao longo da costa da África do Sul que vivem fora do mar, em uma linha fina entre a pesca comercial e de subsistência. Ao produzir seus próprios conhecimentos sobre a pesca, eles estão ajudando a construir comunidades resilientes, especialmente diante das mudanças climáticas.

A FAO desenvolveu quatro novos aplicativos para fornecer aos agricultores informações em tempo real sobre clima, manejo de gado, mercados e nutrição. © FAO / Alioune Ndiaye

5. Serviços Agrícolas A pps - Quatro novos aplicativos estão fornecendo aos agricultores serviços em tempo real através de informações sobre clima, cuidados com animais, mercados e nutrição. O aplicativo de calendário de clima e safra combina informações sobre previsões do tempo e cronogramas de safra, fornecendo um aviso antecipado de possíveis riscos. A cura e alimentar o seu aplicativo de gado ajuda a reduzir as perdas, fornecendo informações sobre controle de doenças animais e estratégias de alimentação animal. A AgriMarketplace permite que os agricultores obtenham melhores informações sobre fornecedores para compras de matérias-primas, mercados para vender seus produtos e preços de mercado. e-Nutrifood dá recomendações às populações rurais sobre a produção, conservação e consumo de alimentos nutritivos.

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Os jovens são apenas aqueles que oferecem novas idéias. Durante o evento #HackagainstHunger em Kigali, Ruanda, FAO e seus parceiros estão atraindo jovens de diferentes países da África para encontrar soluções inovadoras que abordem os desafios da alimentação e da agricultura. Esses Hackathons visam desenvolver idéias em soluções tecnológicas para produzir oportunidades de emprego voltadas para jovens e jovens, oferecendo orientação de especialistas do setor privado e público.

As tecnologias digitais já são nosso presente e a inovação é imperativa para o futuro. Novas ideias de nossa juventude e de organizações, universidades e empresas em todo o mundo estão ajudando a liberar o potencial da agricultura e alimentos para reduzir a pobreza, reduzir a divisão rural, empregar e capacitar jovens e dar acesso igual à informação, tecnologia e mercados.

A FAO está criando e promovendo essas soluções inovadoras para enfrentar os desafios sempre terríveis que nosso futuro da alimentação e da agricultura enfrenta. Fonte:FAO

 

Mais informações: http://www.fao.org/fao-stories/article/en/c/1149534/

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Campo catarinense tem mudança de perfil em uma década

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Relatório da Epagri mostra que SC perdeu unidades produtivas e força de trabalho no campo, mas atividades estão mais diversificadas  

A agricultura catarinense perdeu unidades produtivas e força de trabalho em uma década. Por outro lado, os estabelecimentos rurais do Estado passaram a contar com mais fontes de renda além das atividades agrícolas. Hoje, o perfil de quem produz no campo em Santa Catarina pode ser retratado na imagem de um agricultor experiente, cada vez mais voltado à produção para o consumo familiar.

É que o aponta a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2017-2018, publicação apresentada na última semana pela Epagri com dados comparativos do Censo Agropecuário do IBGE. O estudo mostra que praticamente nove em cada 10 produtores rurais de SC são homens e que um terço dos estabelecimentos agropecuários são administrados por pessoas com 60 anos ou mais.

Houve uma redução gradativa no número de estabelecimentos produtivos nas últimas três décadas, movimento que também coincide com a queda na força de trabalho. A redução de pessoas ocupadas foi de cerca de 400 mil nos últimos 30 anos. O cenário atual contrasta com a década de 1980, quando o volume de estabelecimentos e da força de trabalho foi impulsionado por um processo de crescimento da população rural, da expansão da fronteira agrícola e da partilha por herança. Era um período marcado por atividades produtivas de intensa utilização da mão de obra, principalmente nas lavouras de feijão, milho, soja e trigo. A modernização tecnológica e o processo de êxodo rural são apontados na pesquisa como motivos por trás das transformações no campo.

As mudanças também ampliaram as fontes de receitas dos estabelecimentos agrícolas, que na última década passaram a contar com mais aportes financeiros além da produção no campo.

—A partir do momento em que se tem uma redução das famílias e o envelhecimento dos chefes dos estabelecimentos, muito provavelmente teremos pessoas que permanecem no campo, mas não necessariamente em atividades agrícolas — analisa Tabajara Marcondes, coordenador da publicação.

Além de contar com receitas alternativas, diz Marcondes, a produção rural nos últimos anos também passou a ser menos diversificada nos estabelecimentos, com uma tendência de concentração em produções específicas.

—Se percebe uma mudança de perfil. Há menos atividades nas propriedades, mas são escolhidas atividades que gerem mais renda — aponta.

Capacitação para os jovens do campo é fundamental

A pesquisa apresentada pela Epagri revela que o espaço rural catarinense não tem mais vocação exclusivamente agrícola. São 82,3 mil estabelecimentos com rendas acrescidas de aposentadorias e pensões, enquanto outros 37,2 mil tem a produção voltada para o consumo familiar. Uma tendência apresentada pelos números é de que as funções abrigadas no meio rural, como a produção agrícola, pecuária e aquícola, passe a dividir espaço com atividades econômicas não ligadas à agricultura, como indústria, construção civil e prestação de serviços.

Embora a falta de sucessão do trabalho no campo desperte atenção, a diversificação das atividades é vista com certo otimismo.

—Há outras oportunidades no meio rural, que não precisa ser necessariamente agrícola, como na atividade industrial, nos serviços. Quando são oportunizadas outras atividades, o jovem pode continuar vivendo naquele espaço, o que é salutar — observa Dilvan Ferrari, um dos autores da pesquisa.

Nesse cenário, destaca Ferrari, é fundamental a implementação de políticas públicas de capacitação para que os jovens tenham perspectivas permanência e atuação profissional no campo.

Produtores rurais – Homens 89.66%Mulheres 10.34%

Força de trabalho – Homens 65.79%Mulheres 34.21%

*Produtor é a pessoa física ou jurídica responsável pelo controle das operações. Já a força de trabalho é formada pelas pessoas ocupadas nos estabelecimentos.

Faixa etária

Entre 30 e 60 anos 62.64%

Menos de 30 anos 3.85%

60 anos ou mais 33.51%

Menos de 30 anos 3.85%Entre 30 e 60 anos 62.64%60 anos ou mais 33.51%

Número de estabelecimentos agrícolas caiu de 193,6 mil para 183 mil

1970 -  207218

1975 – 206505

1980 -  216159

1985 -  234973

1995 -  203347

2006 -  193663

2017 -  183065

Fonte:Portal nsctotal/Por Roelton Maciel/roelton.maciel@somosnsc.com.br/ (Foto: Tarla Wolski/Diário Catarinense, especial)

 

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Jovens se qualificam para atuar em novos ramos da agropecuária

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Um novo movimento é percebido no mercado de agronegócio e tem atenuado o desafio de manter o jovem na área rural em determinadas regiões do país. Da cidade para o campo, eles buscam oportunidades com a introdução das novas tecnologias no processo de produção agropecuária.

Seja nas fazendas ou nos escritórios da cidade, os jovens vêm marcando presença, em startups ou empresas que fazem o controle informatizado da qualidade de pasto, do solo, da alimentação dos animais, da aplicação de herbicidas na lavoura, entre outras atividades da produção agrícola e pecuária.

“Está havendo um movimento um pouco inverso e não necessariamente de jovens que têm parentesco com produtor. São criados na cidade com vontade de ajudar o setor. E, muitas vezes, eles nem vão para o campo, mas ajudam empresas de software da cidade para ajudar a gestão”, explica Rafael Gratão, pecuarista de 35 anos.

Segundo Rafael, que preside o Movimento Nacional dos Produtores – MNP no Mato Grosso do Sul, o campo tem oferecido novas oportunidades de formação e trabalho para a nova geração de profissionais, fator que tem contribuído para atrair o jovem seja no campo ou em atividades relacionadas ao agronegócio a partir das cidades.

“A principal oportunidade é a tecnologia que está sendo introduzida. E o jovem, que mexe desde novo com smartphone, computador, jogos, tem mais facilidade. Ele só precisa se alinhar com a experiência do trabalhador rural”, comenta Rafael.

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Essa modernização dos processos produtivos pode estar favorecendo a atração de pessoas mais jovens pela atividade agropecuária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE mostram que o percentual de jovens que vivem no campo se manteve relativamente estável de 2001 a 2015.

Segundo o Instituto, o meio rural tinha em 2015 cerca de 7,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, o que correspondia a 14,7% da população total de jovens do país. Nas cidades, os jovens de 15 a 29 anos somaram cerca de 41,2 milhões, em 2015.

Em 2001, o percentual de jovens domiciliados no campo era pouco mais de 15%. Em 2005, a taxa subiu para quase 17%. Nos anos seguintes, o percentual oscilou entre 16% a pouco menos de 15%.

Outro levantamento do IBGE constata que a maior parte dos residentes e trabalhadores do campo ainda são pessoas com mais idade. O censo agropecuário de 2017 revela que entre os mais de 15 milhões de produtores ocupados, apenas 5% têm menos de 30 anos. O levantamento também aponta que 73% do pessoal ocupado no campo tem relação de parentesco com o produtor.

Mas, a percepção é que a maior permanência dos jovens na área rural pode ser explicada pelo aumento da conectividade da internet e o desenvolvimento da chamada agricultura de precisão, que vem sendo implementada nas propriedades rurais do país a partir do uso de novas tecnologias, com a finalidade de aumentar a produtividade, reduzir os custos e tornar os processos mais sustentáveis.

“Está havendo uma mudança muito grande e os produtores que não estão enxergando isso vão sair do mercado. Hoje, a gente consegue medir tudo na fazenda a partir de um escritório. Com a internet, via satélite, a gente consegue comunicar 24 horas com o funcionário na propriedade. Coletando informações, processando com software e tendo resultado, você consegue parar aquela ação que não está tendo resposta e começar uma nova”, explica Rafael.

 

Mobilização jovem

Integrante da quarta geração de uma família de pecuaristas, Rafael se dedica desde os 20 anos, quando ainda cursava a faculdade de Administração, à análise dos rendimentos da fazenda para encontrar uma forma de aumentar o valor investido em tecnologia e garantir maior produção. Foi nessa época que Rafael começou a formar um movimento de jovens. Atualmente, participa da promoção de encontros da juventude da agropecuária de Mato Grosso do Sul.

Só no ano passado, o movimento conseguiu mobilizar cerca de 2 mil participantes em todo o estado. E muitas lideranças da juventude têm ganhado espaço em entidades do setor, além de aumentarem sua participação nas decisões das propriedades rurais.

“Existem jovens que saíram desse movimento nosso e hoje estão na diretoria de sindicatos. A gente tem conseguido também melhorar a gestão nas fazendas. Os jovens vêm, interagem com a gente e levam a experiência para a família, melhorando o resultado das suas atividades”, relata Rafael.

Foi assim que aconteceu com Roberta Maia, de 26 anos. Filha e neta de pecuaristas, a jovem fez graduação e mestrado em administração de empresas e, desde o período de estudos, se envolveu com o movimento jovem pela dinamização do setor.

“Eu não tinha interesse em atuar nos negócios da família, o agronegócio em si eu não queria. Mas, durante a faculdade eu fiz a disciplina “gestão de sistemas agroindustriais”, que me abriu a mente para o agronegócio. Até então eu entendia que para atuar no setor eu teria que ser veterinária, zootecnista, agrônoma”, conta.

No mestrado, Roberta se aproximou da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), para desenvolver um trabalho de empreendedorismo. Depois de algumas atividades, a então estudante foi convidada a criar um grupo de jovens dentro da federação.

Hoje, ela preside o grupo como voluntária e trabalha na empresa da família, uma indústria que produz alimentos para animais de grande porte. A sucessão do negócio agrário já não é mais um peso ou uma obrigação.

Roberta lembra que, no início, percebeu um certo “conflito de gerações”. Mas, aos poucos, o pai, veterinário, com mais de 40 anos no mercado, foi se adaptando às novas sugestões. “É importante ter a presença do pai na família. Quem estava lá, há 30 anos fazendo negócio, era ele. Eu tenho que estudar o máximo, a experiência ele tem”.

Hoje, a indústria tem software de gestão, marca registrada e departamento de marketing mais desenvolvidos. “Os clientes começaram a dar retorno positivo sobre as mudanças na forma de gestão e nos processos externos, além do relacionamento com eles”, comemora Roberta.

Desafios

Segundo o IBGE, entre os jovens presentes no campo em 2015, 96% eram alfabetizados e cerca de 54% ocupados. Mas, apenas 4% têm mais de 11 anos de estudo. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, de 2015.

Este cenário do campo ainda muito preso a áreas técnicas e a laços familiares dificulta a qualificação do setor. Além de conciliar as tendências com a cultura tradicional ainda vigente no campo, os jovens relatam que o maior desafio é encontrar mão de obra qualificada para atender de forma ainda mais direcionada às novas necessidades do agronegócio em diferentes áreas de gestão.

Roberta acrescenta que o agronegócio precisa de profissionais de todos os setores, como advocacia, administração, publicidade, jornalismo e, não somente, agrônomos e médicos veterinários.

“O agronegócio precisa de profissionais da área das agrárias, mas outras também, só que muitos ainda não enxergam isso. Eu acredito que essa multidisciplinaridade seria propícia para o setor evoluir”, avalia Roberta.

“É preciso maior evolução no processo de ensino. Há uma grande distância entre o que é passado na faculdade e a necessidade no campo. A gente precisa aprimorar melhor essa ligação”, sugere Rafael.

Uma das principais estratégias do movimento da juventude agropecuário é mobilizar jovens de várias regiões do estado para trocar experiências e encontrar soluções para problemas do campo.

“O mais importante é que os jovens têm habilidade e facilidade com as novas tecnologias, que o campo necessita urgentemente para aumentar a eficiência. É a coleta de dados que gera informações e faz com que o produtor mude seu processo de produção. Então, o jovem precisa do serviço e o campo precisa da mão de obra. E a gente fazer esse meio de caminho para que as duas partes conversem e o agronegócio continue evoluindo”.

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Encontro

Temas como essa profissionalização estão sendo debatidos no 15º Encontro de Jovens da Agropecuária, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Jovem, durante a feira tecnológica Dinâmica Agropecuária – Soluções para o agro sustentável – Dinapec. O debate acontece na sexta-feira (22) com participação da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

No encontro são discutidos planejamento da carreira profissional, ferramentas de comunicação profissional e os desafios no contexto de transformação e revolução digital.

A Dinapec, organizada pela Embrapa Gado de Corte e o Sistema Famasul, é realizada anualmente em Campo Grande e recebe centenas de produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes que participam de roteiros, oficinas tecnológicas e painéis de debates.

De acordo com informações da Embrapa Gado de Corte, o objetivo é compartilhar conhecimento sobre soluções tecnológicas sustentáveis e boas práticas agropecuárias, além de tratar temas como nutrição, genética, sanidade e manejo de forma integrada às estratégias de redução das emissões de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa. Fonte: Fontes: IBGE -Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Mais informações: www.agricultura.gov.br

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Armazenamento de água traz segurança para jovem produtor de arroz

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Uma reserva que vale ouro para quem trabalha com arroz irrigado. A cultura é muito exigente em água pois o sistema de produção utilizado pelos agricultores catarinenses é o pré-germinado e a água entra na lavoura antes da semeadura.

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Também depois da aplicação dos herbicidas é necessária a reposição de água para que não ocorra reinfestação das plantas daninhas. Assim explica o extensionista rural da Epagri Donato Lucietti sobre a importância da disponibilidade de água na cadeia produtiva de arroz em Santa Catarina.

Para não ficar dependente das condições do tempo, o jovem rural Marcos Augusto Mondardo Dal Molin, do município de Nova Veneza, decidiu que antes de aplicar recursos na compra de maquinário agrícola era preciso investir em armazenamento de água. Marcos mora na comunidade São Bonifácio que era chamada Vila Seca porque é um local que apresenta escassez de água. As famílias dependem unicamente de um córrego e uma semana sem chuva é problema certo.

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Como tem épocas que chove muito na região, o jovem produtor está armazenando água em açudes construídos em vários pontos da propriedade. Até o momento são 10 açudes com uma lâmina de água de 4,5 hectares. A meta de Marcos é chegar a oito hectares. Ele diz que para cada 15 hectares de lavoura de arroz, o ideal é ter um hectare de lâmina de água armazenada, uma reserva correspondente entre 30 e 40 metros cúbicos de água.

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Marcos conta como tudo começou. “Meu pai trabalha com produção de arroz há 30 anos e eu comecei há 10 anos. Em 2016 participei do curso da Epagri para juventude rural e comecei a ver a propriedade com outros olhos”, relata o jovem. Assim que retornou do curso Marcos falou com o seu pai João Valcir Dal Molin sobre o que era prioridade na produção de arroz. E, em conjunto, decidiram que o mais importante era investir em armazenamento de água, dando-lhes autonomia e segurança no processo produtivo.

O irmão de Marcos, Juliano Mondardo Dal Molin, que é presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente, em Nova Veneza, recomenda que antes de fazer um reservatório de água o produtor busque orientação junto aos órgãos ambientais do município porque é preciso fazer de acordo com a legislação ambiental.

Tecnologia, qualificação profissional e visão de futuro! Marcos é o perfil do novo agricultor catarinense que tem a Epagri como parceira no desafio de produzir com sustentabilidade. São jovens como ele que assumem a agricultura com competência e a responsabilidade de pensar no amanhã.

Veja a reportagem completa sobre armazenamento de água na produção de arroz no Canal da Epagri no YouTube.

Mais informações: emnovaveneza@epagri.sc.gov.br

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Jovem rural de Zortéa inova com projeto de engorda de terneiros

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A criação de gado de corte é uma atividade importante na economia do país. O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo. O rebanho brasileiro é formado por mais de 220 milhões de cabeças. Algumas delas estão numa pequena propriedade da região do Meio Oeste catarinense. Lá, o jovem produtor Hiran Luis dos Santos investe na terminação de terneiros para produção de carne.

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Hiran tem 25 anos de idade e muita disposição para o trabalho. Ele mora na comunidade Volta Grande, do município de Zortéa. A propriedade da família é de 20 hectares, a metade está dividida em piquetes, cultivados com pasto de qualidade.  Nestes piquetes os terneiros crescem e engordam para depois serem vendidos para o frigorífico com peso entre 450 e 500 quilos.

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O sistema de engorda de terneiros tem como base alimentação a pasto. Para isso, a área está dividida em 10 piquetes com pasto fresco e sempre à vontade para os animais. Hiran diz que aproveitou uma área nobre da propriedade e investiu em pastagem. “Como é um terreno bom nós plantamos o pasto Jiggs e no inverno fazemos sobressemeadura com aveia e azevém, além do plantio de trevo branco e vermelho”.

Profissionalismo, persistência e inovação movem esse jovem produtor. Sempre com a orientação técnica do extensionista rural da Epagri,  Maykol Ouriques, Hiran já se destaca no ramo da pecuária de corte. Em 2015, ele fez o curso da Epagri em Gestão, Liderança e Empreendedorismo. A partir do curso, a vida mudou e Hiran percebeu que para ficar no campo era preciso apostar em qualificação profissional. Hiran conta que teve todo o apoio dos pais para iniciar seu projeto de vida. “Depois de fazer o curso da Epagri, eu percebi que meu futuro estava aqui no campo. Conversei com meus pais e eles disponibilizaram uma área da propriedade para implantar as pastagens e colocar os terneiros para engorda. Agora tenho minha própria renda”.

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O extensionista Maykol acompanha de perto todo o trabalho realizado na propriedade. A assistência técnica melhora o desempenho da atividade e por meio de planilhas on-line,  produtor e extensionista compartilham informações sobre o desenvolvimento dos animais. É a internet fazendo a diferença no campo, também no interior do município de Zortéa. Maykol explica que toda a pesagem dos animais é anotada em uma planilha que fica disponível no celular e ele faz todo o acompanhamento do ganho de peso à distância. “É uma ferramenta que facilita muito a comunicação, a assistência técnica e a gestão da atividade, já que o ganho de peso é a base para a lucratividade do empreendimento”, conclui o extensionista.

Veja a reportagem completa sobre o projeto de engorda de terneiros do jovem rural Hiran Luis dos Santos, no Canal da Epagri no YouTube.

 

Mais informações: emzortea@epagri.sc.gov.br

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Jovens do meio rural de Iporã do Oeste desenvolvem projetos em parceria

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O jovem Aguinaldo Portalupi implantou na propriedade da família a atividade de apicultura, ao participar do programa Novos Rurais, em 2018. Já Darlei Preuss participou do programa em 2015 e desenvolveu o projeto de artesanato em madeira.

Os dois são vizinhos e moradores de linha São Luis, Iporã do Oeste. Hoje, Darlei fornece as caixas de abelhas para Aguinaldo.

Conforme Aguinaldo, o programa Novos Rurais, da Souza Cruz, consiste na elaboração de um projeto pelos alunos da Casa Familiar Rural.

São os próprios jovens que vão atrás de orçamento e materiais para implantar o projeto na sua propriedade. Os melhores projetos são selecionados e os alunos vencedores recebem um valor em dinheiro para investimento na propriedade.

O projeto do jovem Aguinaldo Portalupi consiste no investimento na atividade de apicultura, para produção de mel. Ele ainda não fez a colheita porque se dedica a atividade há cerca de dois meses.

Como necessitava de caixas, ele fez uma parceria com o vizinho Darlei Preuss, que trabalha com artesanato em madeira. Darlei explica que se dedica a atividade há cerca de três anos e as caixas para avicultura são tanto para abelhas com ferrão como para abelhas sem ferrão.

Os jovens ressaltam que a parceria entre os dois agiliza o trabalho, além de reduzir custos. Os dois agricultores, ex-alunos da Casa Familiar Rural, afirmam que o objetivo é continuar investindo na atividade de apicultura, considerando que o mercado de mel é promissor.

Ainda na mesma comunidade e também na família Preuss, o jovem Volnei está desenvolvendo um projeto de galo índio gigante. Ele também é ex-aluno da Casa Familiar Rural e foi contemplado com recursos do programa Novos Rurais.

Volnei explica que esta é uma espécie de galo que resultou da cruza de três raças e possui mais de um metro, podendo chegar a nove quilos.

Ele comenta que a ideia surgiu por meio de uma reportagem divulgada no programa Globo Rural, da Rede Globo.

O jovem adquiriu os ovos para iniciar a produção na cidade de Rio do Sul. A alimentação do galo é a base de ração, concentrado, milho e pastagem. Fonte:www.peperi.com.br

 

 

 

 

Mais informações: https://www.facebook.com/pages/Casa-Familiar-Rural-Esperanca/219620645094139

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