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Jovem deixa a cidade grande para plantar orgânicos no interior

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Na contramão do êxodo rural, Pahola voltou para o campo e aposta na produção de alimentos para salvar o meio ambiente

"Eu tinha vontade de empreender na área ambiental de forma inovadora, em um negócio que comprovasse como é possível ser próspero sem causar impactos negativos no meio ambiente", Pahola Cassol. 

Em menos de 60 anos, a população rural em Santa Catarina caiu de 77% para menos de 20%. Sem oportunidade no campo, ou atraídos pela modernidade existente nas cidades, jovens incham os grandes centros e provocam o êxodo rural no estado que, por muito tempo, foi reconhecido pela agricultura familiar.

É na contramão deste movimento que a catarinense Pahola Cassol se destaca. Num primeiro momento, ela seguiu a tendência, saiu de Planalto Alegre, no Oeste do Estado, e foi morar em Chapecó, onde se formou em Engenharia Ambiental. Entretanto, aos 25 anos saiu de Chapecó e voltou para a cidade em que nasceu, decidida a empreender.

— Encontrei na minha mãe, que já produzia alimentos agroecológicos no espaço para o nosso consumo, uma parceira para expandir a produção e testar a ideia de negócio, a partir da agricultura familiar. O desejo de valorizar a história da minha família materna e tornar a propriedade onde eu, minha mãe e meus tios crescemos em um lugar produtivo também me motivou a buscar me tornar uma referência em produção de alimentos de forma sustentável.

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Pahola (D) ao lado da mãe, que a inspirou a voltar para o campo.

Ainda que com o apoio da mãe, a nova produtora rural sentiu resistência de amigos e familiares quando decidiu morar no município vizinho da maior cidade do Oeste catarinense.

— Muitas pessoas apontaram o fato de sermos duas mulheres, nos dispondo a empreender, e ainda por cima a realizar algo que viria a necessitar de esforço e força física e horas de trabalho no sol. Além do fato de eu ter um diploma de Engenharia embaixo do braço que poderia me abrir diversos outros caminhos mais “fáceis” para algumas interpretações.

Produção pequena, mas sustentável

A plantação de Pahola ainda é pequena. Há oito meses da primeira colheita, a empresa está em fase de implantação e certificação da produção como orgânica pela Rede Ecovida.
Atualmente são atendidas cerca de 20 famílias chapecoenses por semana, com cestas contendo verduras, legumes, temperos, ervas medicinais e frutas da estação.

— A intenção é permanecer aumentando esse número conforme o manejo da produção for se estabilizando, levando cada vez mais saúde e bem-estar para a população, além de deixar impactos positivos no meio ambiente onde atuamos.

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As cestas são entregues semanalmente em Chapecó

O desejo de “salvar o planeta” é o que move Pahola, que lamenta os processos tecnológicos agressivos e poluentes que são utilizados nas grandes produções.

— Me tornar produtora agroecológica e agrofloresteira está sendo uma jornada louca e profunda, pois estou tendo que encarar a falta de recursos, tecnologias e políticas que apoiem o pequeno produtor rural sustentável da mesma forma que apoiam os grandes ruralistas. Além disso tem a falta de consciência da sociedade sobre como uma simples escolha na hora do almoço pode afetar os nossos recursos naturais, equilíbrio e saúde.

Sendo assim, ela encara o novo papel profissional com uma responsabilidade gigante.

— Eu e todos os produtores agroecológicos somos influenciadores de diversos processos sociais, ambientais e políticos, e indispensável para manter-se a vida no planeta. Fonte>Por Beatriz Cerino https://www.revistaversar.com.br/jovem-catarinense-planta-organicos/

 

Mais informações: https://www.facebook.com/solarorganicos/ ou https://www.facebook.com/pahola.cassol

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Epagri incentiva produção de banana orgânica no sul do Estado

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A Epagri vem realizando diversas ações para incentivar a produção de banana livre de agrotóxicos na região sul

No sentido de incentivar a produção orgânica na bananicultura, uma série de ações da Epagri vem acontecendo em Sombrio. Dentre estas ações estão oficina sobre Certificação Participativa e Auditada, reuniões sobre cooperativismo e rastreabilidade, além de orientações sobre a produção mais sustentável na bananicultura. Atualmente, a área produtora de banana orgânica com certificação, em Sombrio, é de apenas 3 hectares.  

No município de Ermo, a área de bananais com certificação auditada é de 15,5 hectares. Contando com o acompanhamento técnico da Extensionista da Epagri local Glaura Mendes Perufo, os frutos dessa área são de excelente qualidade e ótima produtividade.

Visando otimizar as ações de capacitação e o fortalecimento do grupo, assim como troca de experiências, as extensionistas da Epagri dos dois municípios propuseram a união dos agricultores.

Apesar de pequena área produtora de banana certificada, Sombrio conta com 80 ha de bananais em estágio de transição, do sistema de produção convencional para o sistema orgânico.

Em 2019, essas áreas de produção receberão a certificação de produto orgânico por meio da certificação participativa. "Este período de mudança é um momento muito difícil para os agricultores, mas a fruta produzida em Sombrio também está mantendo uma ótima qualidade." disse Mirielle de Oliveira Almeida, extensionista do escritório municipal de Sombrio.

No último dia 6 de novembro, os escritórios da Epagri de Ermo e Sombrio, com o apoio da prefeitura municipal de Ermo realizaram uma viagem técnica para o Ceasa de São José/SC. A viagem teve como objetivo articular a comercialização da banana orgânica produzida pelo grupo.

A instituição foi apresentada aos agricultores pelo engenheiro-agrônomo André de Medeiros, que na ocasião conversou sobre o volume de comercialização anual de banana, épocas de maiores ofertas e demandas, regras de comercialização no Ceasa e rastreabilidade dos produtos agrícolas. Fonte:jornalamorim

Mais informações: emsombrio@epagri.sc.gov.br

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Epagri com apoio do SC Rural recebe prêmio Fritz Muller pela produção de banana orgânica

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A Epagri recebeu o 20º Prêmio Fritz Müller. A Empresa foi premiada na categoria Agricultura Sustentável pelo projeto “Organização e melhoria no sistema de produção orgânica de banana prata no extremo sul catarinense”. A entrega aconteceu na sede da Fiesc, em Florianópolis.

O projeto premiado foi desenvolvido pela Gerência Regional da Epagri em Araranguá. Os técnicos da Empresa prestam assistência técnica que fomenta a produção de banana prata orgânica em três associações de agricultores familiares de seis municípios do extremo sul: Jacinto Machado, Praia Grande, Timbé do Sul, Ermo, Turvo e Santa Rosa do Sul. O Sul do Estado concentra 49% da produção catarinense de banana do grupo Prata.

Graças ao esforço conjunto da Epagri e produtores, as famílias atendidas deixaram de depositar nos 450 hectares de suas propriedades cerca de 337 toneladas de fertilizantes químicos e 45 mil litros de calda de agrotóxicos por ano. O resultado é uma banana produzida de forma limpa e sustentável.

Também se destacam no projeto a humanização e otimização da mão de obra, a adequação das casas de embalagens às normas sanitárias, a diminuição das perdas pós-colheita, melhorias na tecnologia de adubação e aplicação de óleo mineral, aumento na eficiência de transporte. Além disso, houve maior aproximação entre as associações e entidades, aumento do envolvimento da Epagri e melhor divulgação da cadeia produtiva.

O projeto elaborado pela Epagri permitiu investimentos superiores a R$ 1 milhão. Os recursos são provenientes do Programa SC Rural, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca com apoio financeiro do Banco Mundial e do Governo de Santa Catarina.

Na ocasião, Paulo Arruda, diretor de extensão da Epagri, destacou que a banana orgânica produzida no extremo sul de Santa Catarina já é uma grande referência para o Brasil. “A própria região busca essa diferenciação de produtos, tanto na banana como no arroz orgânico”, descreve ele, lembrando ainda que o Fritz Muller é um dos mais importantes prêmios de sustentabilidade do Estado.

Para Reginaldo Ghellere, gerente regional da Epagri em Araranguá, o prêmio reforça entre técnicos e agricultores que a sustentabilidade é o caminho correto a seguir. “Receber um prêmio desse nos deixa gratificados, porque é o reconhecimento do trabalho realizado por muitas mãos: os agricultores, os responsáveis pelas associações, e os colegas da Epagri que atuaram diretamente para que as coisas realmente acontecessem”, avalia.

O Prêmio Fritz Müller é concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) para empresas e instituições públicas que possuem trabalhos e projetos na área ambiental desenvolvidos em Santa Catarina. O projeto da produção de banana orgânica no Sul do Estado já foi premiado neste ano pela Editora Expressão com o troféu Onda Verde, uma das mais importantes condecorações na área de ecologia no Sul do Brasil.

 

Mais informações: grar@epagri.sc.gov.br 

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Alesc aprova projeto de Lei que institui a Semana Estadual da Horta Orgânica

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A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o projeto de Lei nº 532/2017, que institui a Semana Estadual da Horta Orgânica. A data será comemorada anualmente a partir do dia 21 de julho, que é o Dia Estadual da Agricultura Orgânica.

Conforme o autor do projeto de Lei, o deputado Mauro De Nadal, a ideia pretende promover atividades educativas voluntárias destinadas à orientação prática aos estudantes de ensino médio e fundamental para estimular a produção, comercialização e consumo de produtos orgânicos. O projeto também prevê a realização de feiras, exposições, palestras e ações didáticas.
 

O incentivo à agroecologia, o respeito à sustentabilidade e o estímulo ao consumo de produtos orgânicos estão entre os principais objetivos do projeto, afirma o deputado Mauro De Nadal.

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A proposta encampada pelo deputado foi uma sugestão feita pelos alunos da Escola Básica Zelindo Carbonera, do município de Marema, quando participaram da 23ª Edição do Programa Parlamento Jovem Catarinense. Os alunos são: Camila Paz Flores Enck, Dieny Matiasso Boin, Diego Henrique Barbiero, Emily Roberta Xavier e Welinton Biasi. 

“Nosso país ocupa o primeiro lugar no ranking de consumo de agrotóxicos e mais da metade desses agrotóxicos foram banidos da União Europeia e dos EUA. O objetivo é a conscientização de crianças e adolescentes, que podem começar  nas próprias residências uma horta orgânica para consumo próprio”, defendeu Dieyni Matiasso Boin. Fonte: Agência AL

 

Mais informações: Alesc –  (48) 3321-2702

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Agricultores desenvolvem ‘fubá da paixão’ artesanal, feito de milho orgânico e resistente à seca

 

milhofubaUm novo tipo de fubá foi lançado, durante a 13ª Feira Regional de Produtos Agroecológicos, que aconteceu na última semana, durante feira Agroecológica, na cidade de Campina Grande. O ‘Fubá da Paixão’ é feito, artesanalmente, a partir de um tipo de milho orgânico mais resistente à seca e sem agrotóxicos.

Segundo Emanoel Dias, assessor dos agricultores da Paraíba através da Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (AS-PTA), o nome ‘Fubá da Paixão’ surgiu porque as famílias agricultoras da Borborema vêm, ao longo dos anos, conservando e multiplicando uma diversidade de sementes crioulas (ou 'sementes paixão', como são localmente chamadas).

As sementes crioulas recebem esse nome de 'sementes da paixão' pelos agricultores da Borborema em forma de carinho à tradição mantida pelas famílias ao longo dos anos. São sementes de todo tipo: feijão, fava, jerimum, milho, macaxeira, "que resgatam e valorizam a cultura nordestina", diz Emanoel.

O assessor técnico dos agricultores da Paraíba explica que a diferença das 'sementes da paixão' para as outras é que os grãos são selecionados naturalmente, sem nenhuma modificação genética, e que elas são adaptadas às condições de chuvas e seca, por isso são mais resistentes.

Uma unidade de produção e beneficiamento do 'Fubá da Paixão' foi montada no Banco Mãe de Sementes, no município de Lagoa Seca, na Paraíba. Todo milho para a produção do novo tipo de fubá foi adquirido das famílias agricultoras guardiãs das sementes na região e, antes de armazenamentos, foram feitos testes de transgenia para que pudesse ser garantido um produto de qualidade, livre de transgênicos e agrotóxicos, afirmou Emanoel Dias.

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Anilda Batista é agricultora da cidade de Remígio, no Agreste paraibano, e uma das guardiãs das ‘sementes da paixão’ na região (Foto: Érica Ribeiro/G1)

Anilda Batista, 48 anos, é agricultora da cidade de Remígio, no Agreste paraibano, e uma das guardiãs das ‘sementes da paixão’ que foi escolhida para fazer o lançamento do produto na barraca dela, durante a 13ª Feira Feira Regional de Produtos Agroecológicos em Campina Grande. Ela, que possibilitou ao público a degustação do ‘Fubá da Paixão’, afirma que é feirante agroecológica há 12 anos e que o novo alimento é uma conquista para os agricultores.

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Anilda Batista contou ao G1 como preparar o cuscuz a partir do ‘Fubá da Paixão’, confira abaixo:

Ingredientes: 2 xícaras de chá de fubá da paixão e 2 xícaras de cafezinho de água morna e sal a gosto.

Modo de preparo:

Em um recipiente, misture o 'Fubá da Paixão', adicione gradativamente pequenas quantidades de água morna e continue misturando a massa sem parar, por 7 min, quebrando os grumos que porventura apareçam. Deixe a massa em repouso por 3 min. Coloque em uma cuscuzeira com água (fria, em temperatura ambiente) e deixe cozinhar no fogo por cerca de 6 min.

A agricultora diz que, após o cozimento, é preciso utilizar a criatividade. Ela afirma ainda que o cuscuz feito do ‘Fubá da Paixão’ combina com manteiga da terra ou com ovos da capoeira; e com carne de sol na nata ou queijo de coalho – produtos também produzidos pela agricultura familiar da região da Borborema.

 

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Outros alimentos das 'sementes da paixão'

Atualmente, além do 'Fubá da Paixão', estão sendo produzidos também outros alimentos provenientes das 'sementes da paixão' como o xerém, o munguzá e o farelo. Os produtos estão sendo vendidos em todas as Feiras Agroecológicas organizadas pela Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos do Compartimento da Borborema, a EcoBorborema.

A produção desses produtos derivados das 'sementes da paixão' começou em janeiro deste ano, depois de vários testes em cursos de tecnologia de alimentos de universidades da região, afirmou o assessor técnico da AS-PTA.

Para as pessoas que desejam adquirir os produtos, mas não sabem como e onde encontrar, a EcoBorborema disponibiliza os telefones 3361-9009 e 99692-0118 para encomendas e também para informar onde estão localizadas as 12 feiras agroecológicas espalhadas pelas cidades da região.

Em Campina Grande, há uma feira localizada no Museu do Algodão, próximo ao Açude Velho, no centro da cidade, onde todas as quartas-feiras há venda desses produtos.

‘Por um São João livre de transgênicos e agrotóxicos’

Com o tema ‘Por um São João livre de transgênicos e agrotóxicos’, a 13ª Feira Regional de Produtos Agroecológicos comemorou, a semana nacional dos orgânicos e a semana do meio ambiente.

 

Além do lançamento do 'Fubá da Paixão', a feira fez distribuição de 300 mudas e contou com uma estrutura de mais de 20 barracas, com cerca de 30 agricultores da Paraíba, que estavam oferecendo ao público uma diversidade de hortaliças, frutas, ovos, leite e derivados, grãos e produtos beneficiados como doces, bolos, polpas de frutas, beijus, tapiocas e artesanato.

Ao todo, a feira contou com representantes da Rede de 12 Feiras Agroecológicas da EcoBorborema; da Tenda Agroecológica do Cariri Oriental; da Bodega Agroecológica do Cariri, Seridó e Curimataú e das Feiras Agroecológicas de Picuí, Cuité, Aroeiras, Ingá, Monteiro, Sumé, entre outros municípios.

A Feira Regional na Praça da Bandeira teve ainda uma programação cultural com apresentações de teatro com alunos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e apresentação do trio de forró Puxando o Fole. Durante toda a manhã, estudantes e professores estavam no local distribuindo materiais e dialogando com o público sobre alimentação saudável e as diferenças entre os produtos agroecológicos e orgânicos; e os riscos dos transgênicos e agrotóxicos.

Mais informações: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/

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Epagri promove dia de campo sobre hortaliças orgânicas nesta quinta-feira, em Itajaí

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Nessa quinta-feira, 21, a Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) recebe agricultores, técnicos, estudantes e outros profissionais para o Dia de Campo de Tecnologias para Produção Orgânica e Sustentável de Hortaliças.

É a chance de os produtores rurais da região conhecerem as novidades desenvolvidas ou adaptadas pelos pesquisadores da Epagri que permitem a produção de alimentos limpos. Mais de 200 pessoas são esperadas no evento.

Nas sete estações distribuídas pela Estação Experimental os visitantes conhecerão as tecnologias da Epagri para cultivo orgânico, em abrigo e a céu aberto, de alface, rúcula, tomate, repolho e pimentão. Uma das estações vai apresentar o sistema de cultivo hidropônico, que apesar de não ser orgânico, é considerado sustentável pelos pesquisadores. As visitas às estações acontecem durante todo o dia.

 

Troca de sementes e homenagens

Às 11h30min da manhã a EEI homenageia cinco agricultores da região que cedem espaços em suas propriedades para realização dos experimentos da unidade, uma colaboração valiosa para o desenvolvimento das pesquisas.

Às 13h tem início o encontro de troca de sementes e mudas crioulas levadas pelos agricultores que vão participar do Dia de Campo. Esses materiais propagativos guardam importante valor científico, uma vez que muitas destas plantas cultivadas nos quintais das casas resistem à doenças e condições climáticas extremas e ainda não foram estudadas pelos pesquisadores. As semente e mudas crioulas serão avaliadas pelos pesquisadores da EEI e as de interesse científico serão armazenas no banco de germoplasma da unidade para estudos.

Os agricultores também poderão levar para casa, gratuitamente, sementes e mudas de aipim, batata-doce, maracujá, milho e feijão melhoradas pela Epagri.

“A hortaliça representa uma importante cadeia produtiva na região do Vale do Itajaí. O uso de tecnologias para produção orgânica ou sustentável agrega valor aos alimentos, além de preservar a saúde de quem produz e de quem consome”, explica Euclides Schallenberger, pesquisador da EEI.

Os interessados em participar do Dia de Campo não precisam se inscrever antes, bastar ir até a EEI no dia 21, entre às 8h e às 16h30min. Não há custos para participar do evento.Fonte: Gisele Dias/Assessoria de imprensa Epagri/Foto Nilson Teixeira – Epagri

Informações: Euclides Schallenberger, pesquisador da EEI, pelos fones (47) 99918-8663 / 3398-6341

 

Mais informações: Estação Experimental Epagri – Itajaí – (47) 3398-6341

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Primeiro certificado de produção orgânica é entregue em Lajeado Grande

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No início de março, representante do Saga –  Instituto de Desenvolvimento Regional esteve no município de Lajeado Grande para entregar o primeiro certificado de conformidade orgânica do município ao agricultor Rafael Fochezatto.

Por meio desse certificado, o Instituto Chão Vivo, do Espírito Santo, atesta que as atividades de produção de frutas e hortaliças da propriedade são realizadas no sistema orgânico. “Significa que os alimentos são produzidos com uso de adubos orgânicos e verdes, com métodos de controle alternativos, sem uso de agrotóxicos, e utilizando práticas que conservam e preservam o solo, a água e a biodiversidade local”, detalha Thiago Marchi, extensionista da Epagi do município.

A propriedade passou por auditorias para garantir que as normas e a legislação de produção orgânica estão sendo seguidas nos cultivos. As frutas e hortaliças produzidas pela família são fornecidas diretamente a consumidores, dos municípios de Lajeado Grande, Xaxim e Chapecó. A prefeitura de Lajeado Grande também adquire os produtos para a merenda escolar, garantindo qualidade e segurança alimentar para as crianças, ao mesmo tempo em que valoriza a economia do município, localizado na microrregião do Alto Irani.

Desde 2016, Rafael recebe assessoria técnica da Epagri. Ele está ampliando a produção de frutas e hortaliças e, para os próximos anos, pretende investir na fabricação de sucos, doces, geleias e compotas, agregando mais valor à produção.Fonte:Prefeitura Municipal

 

Mais informações:emlageadogrande@epagri.sc.gov.br

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Estudo cita Coopernatural como uma das marcas de orgânicos mais lembradas do país

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Além das cervejas, a cooperativa produz geleias, sucos, vinho, melado, entre outros produtos

Pesquisa lançada pelo Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) sobre o consumo de produtos orgânicos no Brasil revela que a Cooperativa Vida Natural (Coopernatural) está entre as marcas mais lembradas pelo consumidor brasileiro quando o assunto são produtos orgânicos. O empreendimento é um dos 10 selecionados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) para participar do estande coletivo da pasta na Bio Brazil Fair | Biofach América Latina. A cooperativa foi a única marca da agricultura familiar citada pelos entrevistados.

A análise é a primeira feita no Brasil e foi lançada em São Paulo, durante a feira. O evento é considerado o maior no segmento de orgânicos da América Latina e está montado, até este sábado (10), na Bienal. A pesquisa foi feita com 905 pessoas, de 18 a 69 anos, em nove cidades de quatro regiões do país. Para todos, foi feita a pergunta: “quando você pensa em produtos orgânicos, qual é a primeira marca que lhe vêm à mente?”. A Coopernatural foi apontada ao lado de outras 15 marcas de produtos orgânicos.

Segundo presidente da cooperativa, Ricardo Fritsch, a pesquisa é importante para referenciar o setor. “É muito bom não só para a Coopernatural, mas para todo o segmento. É a única empresa da agricultura familiar que foi indicada, ao lado de marcas grandes que estão no mercado. É importante para nos posicionar e, além disso, mostra o resultado de muito trabalho e luta, de muitos anos”, comemora o agricultor. A produção da família Fritsch existe desde 2001, na Rota Romântica, na Serra Gaúcha. No início, o grupo era de apenas 11 famílias. Em 2004, com mais de 20, formaram a cooperativa. Hoje, são 32 famílias.

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Eles produzem cervejas, a primeira orgânica certificada no país. Mas não para por ai. São mais de 30 tipos de geleia, com e sem açúcar; nove variedades de sucos; quatro tipos de vinho; quatro de feijão; quatro de arroz; farinhas feitas de arroz e milho; melado; açúcar mascavo e cinco variedades de doces em calda. 

Para a consultora de Promoção Comercial da Sead, Mônica Batista, ter uma marca da agricultura familiar na lista das mais lembradas pelo consumidor reforça a tendência da população em priorizar o que é mais saudável e com qualidade certificada, além de valorizar o trabalho dos produtores rurais. “A agricultura familiar tem conquistado um mercado diferenciado ao longo dos anos, principalmente, o de orgânicos, que está crescendo no país”, observa a consultora. Leia mais sobre a participação da Sead na feira aqui.

Orgânicos

A produção de alimentos orgânicos no Brasil tem tudo para colher ótimos resultados em 2017. Segundo levantamento feito pela Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a área de produção orgânica no país pode ultrapassar os 750 mil hectares registrados em 2016, impulsionada, principalmente, pela agricultura familiar.

Segundo a Coagre, houve um salto de 6.700 mil unidades (2013) para aproximadamente 15.700 (2016). Ou seja, em apenas três anos, foi registrado mais do que o dobro de crescimento deste tipo de plantio em solo brasileiro. No ranking das regiões que mais produzem alimentos orgânicos, o Sudeste fica em primeiro lugar, totalizando 333 mil hectares e 2.729 registros de produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Na sequência, as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil). Hoje, cerca de 75% dos produtores cadastrados no CNPO são agricultores familiares.Fonte:Camila Costa-Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário-Assessoria de Comunicação-Fotos:Dinho Souto / Ascom Sead

 

Mais informações: imprensa@mda.gov.br

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Encontro destaca hortaliças não convencionais

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Profissionais apresentam uso e novas possibilidades para plantas alimentícias no Brasil. 

“Precisamos levar para as nossas casas novos sabores, novos aromas! Temos a maior biodiversidade do planeta, mas a nossa produção de alimentos é de espécies importadas.” Assim, o consultor do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Lidio Coradin, incitou os presentes a conhecer as plantas nativas do Brasil, durante o I Encontro Nacional de Hortaliças não Convencionais (HortPanc), em Brasília.

O encontro fez parte da XII Semana dos Alimentos Orgânicos, que vai até 4 de junho, no Distrito Federal. O evento reuniu profissionais interessados no tema, também conhecido como “hortaliças tradicionais”, com o objetivo de estimular a produção e o consumo e promover a construção de laços entre produtores, profissionais de gastronomia, pesquisadores e professores.

Segundo o consultor do MMA, Lidio Coradin, o estímulo ao consumo da variedade de PANCs existente no Brasil ajudaria a substituir produtos ultra processados oferecidos pela indústria alimentícia. “Três cereais – arroz, milho e trigo – são responsáveis por 50% da nossa energia. Daí, vemos a fragilidade do sistema alimentar mundial, com impactos muito negativos na saúde, gerando obesidade e carência nutritiva”, ressaltou. 

“Temos a maior biodiversidade do planeta, mas a base da nossa agricultura são espécies exóticas. Isso é um paradoxo”, questionou o consultor. “O grande desafio é criar um mercado consumidor de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Se a população soubesse que o buriti e o tucumã, nativos do Cerrado, têm muito mais vitamina A do que a cenoura; ou que o camu camu e a mangaba ganham, de longe, da laranja em vitamina C, quem sabe mudaria de hábitos”.

LIVRO

Ainda neste mês, o MMA lançará o livro, de mais de mil páginas, Espécies Nativas da Flora Brasileira, Plantas para o Futuro, em que estão mapeadas 173 espécies da região Centro-Oeste, com as principais características de cada espécie do ponto de vista alimentar e terapêutico. Trata-se do segundo volume de uma coleção das regiões brasileiras. O primeiro volume, lançado em 2011, abordou a região Sul. 

O Ministério do Meio Ambiente também coordena o projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN), por meio da Secretaria de Biodiversidade, que tem como agências implementadoras o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). 

PANCs

Estão entre as Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) as seguintes espécies: beldroega, azedinha, anredera, vinagreira, muricato, amaranto, caruru, taioba, serralha, peixinho, jambu, capuchinha, fisális, maxixe-do-reino, mangarito, major-gomes, cará-do-ar, ora-pro-nóbis, almeirão-de-árvore e bertalha.

O evento em Brasília foi organizado pela Embrapa Hortaliças, com a parceria dos Ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Distrito Federal e de Minas Gerais e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae).Fonte: Letícia Verdi-Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA)

 

Mais informações: www.meioambiente.gov.br

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Cidasc realiza Seminário sobre qualidade dos Produtos Orgânicos em SC – meta do SC Rural

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O Seminário apresentou os resultados do Programa de Monitoramento dos Resíduos de Agrotóxicos em Produtos Orgânicos – MPOrg-SC. Esse monitoramento é uma das atividades desenvolvidas pela Cidasc, por meio do Programa Santa Catarina Rural (Projeto 127), da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca – SAR, que foi realizado com êxito desde 2012 e concluído em 2017.

Estiveram presentes no evento o Presidente da Cidasc, Enori Barbieri, o Secretário Adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, o Superintendente Substituto do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa, Osmarino Ghisone, o Assessor Jurídico do CCO do Ministério Público, Roberto Mattus Abrahão, o Representante do CPorg, Francisco A. Powell Van de Casteele, a Diretora de Defesa Agropecuária da Cidasc, Priscila Beleza Maciel, o Diretor Institucional da Cidasc, Rodrigo da Silva Conceição, o Gestor da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Cidasc, Matheus Mazon Fraga, o Representante do Comitê de Defesa do Consumidor, Paulo Tagliari, e o engenheiro agrônomo e coordenador do Programa SC Rural, Marcelo Alexandre de Sá. 

Spies ressaltou a importância do Programa de Monitoramento para garantir a qualidade dos produtos orgânicos no estado. Para ele, essas ações deixarão uma herança para a geração futura. O Secretário Adjunto comentou que o Governo do Estado está apoiando o setor agrícola, mediante investimentos nas áreas de pesquisa, extensão, qualidade e sanidade, além da manutenção de programas que incentivam os produtores rurais.

Em seguida, Barbieri destacou o auxílio do Programa SC Rural na realização de projetos que trouxeram benefícios a sociedade. “Através da Defesa Agropecuária o estado mantém a qualidade do que é produzido, oportunizando aos produtores e a sociedade catarinense a abertura de mercados importantes. Se cada um fizer a sua parte vamos avançar e manter Santa Catarina como uma ilha de sanidade”, declarou.

Programação 

Ao longo da manhã, o evento contou com a palestra “Resultados do MPOrg-SC”, ministrada pelo Gestor da Cidasc Matheus Mazon Fraga. Depois o engenheiro agrônomo Eduardo Amaral exibiu os “Resultados das atividades do Mapa”. Por fim, o engenheiro agrônomo da Cidasc Mario Verissimo comentou sobre a pesquisa realizada pela Companhia, que recolheu informações sobre a produção de orgânicos em Santa Catarina.

Na parte da tarde, a professora e nutricionista da Universidade Federal do Espírito Santo Elaine de Azevedo, irá palestrar sobre a “Qualidade do alimento orgânico e segurança alimentar”. Logo após, o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Santa Catarina Oscar Hover explanará a respeito dos “Mercados de alimentos orgânicos e os desafios de aproximar produtores e consumidores”. No final do evento, serão apresentadas experiências dos agricultores da Rede Ecovida.

Programa SC Rural

O Programa SC Rural nasceu em 2011 e termina em junho de 2017, é executado pelo Governo do Estado em parceria com o Banco Mundial e destina recursos não reembolsáveis a empreendimentos da agricultura familiar, mediante contrapartida dos beneficiários. Os empreendimentos apoiados abrangem atividades agrícolas ou não agrícolas (como o turismo rural) por meio de projetos de caráter estruturante, de melhorias de sistemas produtivos ou planos de negócios, além de outras ações implementadas por cooperativas e associações de agricultores familiares.

O SC Rural é coordenado pela Secretaria da Agricultura e da Pesca e, por envolver atividades multissetoriais, é executado por diversas instituições: Epagri, Cidasc, Fatma, Polícia Militar Ambiental, Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes, Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável e Secretaria de Infraestrutura.

 

Mais informações: www.cidasc.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br