Arquivos da categoria: Produtos orgânicos

Sítio dos Irmãos Rosa recebe certificação orgânica e garante permanência de jovem no campo

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Pensar na saúde da família e de quem vai consumir seus produtos, além de agregar valor as frutas produzidas são alguns dos objetivos da família Rosa, moradores da comunidade de Bom Jesus, no município de Abdon Batista.

As terras privilegiadas dos irmãos Rogério e Manoel Rosa, que há pouco mais de cinco anos decidiram deixar a produção convencional para se dedicar a produção orgânica, chamam a atenção não só pela qualidade e beleza das laranjas e tangerinas produzidas, mas pelo cuidado e amor dedicados ao cultivo com a terra.

Do feijão, milho, fumo, passando pela produção de melancia e morangos cultivados de forma convencional, até chegar a produção de citros de forma totalmente orgânica, sem a aplicação de nenhum tipo de agrotóxico, foram alguns anos de tentativas, estudos e espera.

As propriedades que juntas somam cerca de 30 hectares de terras receberam a Certificação de Propriedades Orgânicas e o Selo Orgânico disponibilizados pelo Ministério da Agricultura – MAPA, através da Certificadora Tecpar Cert, credenciada junto ao Ministério da Agricultura e que esteve nas duas propriedades certificando, o que era aguardado há quase dois anos.

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A partir de agora, tudo o que é produzido nas duas propriedades necessariamente deve ser orgânico. A produção dos citros iniciou em 2014, e há dois anos eles já colhem os frutos. Cada irmão tem 10 hectares de terras com as frutas e dizem que, se tivessem mais, investiriam nesta produção.

"Ricos não é fácil de ficarmos, mas encontramos uma maneira de viver bem, com saúde. Aqui é uma riqueza, tudo vivo, a beleza de ver esses pés de frutas, você trabalha de segunda a segunda e não cansa", comentam os irmãos que já projetam algo para o futuro. "Não dá para se acomodar, temos que continuar investindo", destacam.

Falando em investimentos, eles frisam que não é algo barato. Para a implantação investiram cerca de 15 mil por hectare e depois a média de 10 mil para manutenção. "A propriedade hoje está praticamente implantada com citros, mas se tivéssemos mais área, com certeza investiríamos. A gente investiria mais, pois depois de implantado não tem muito risco, mas tem que saber que deve ter um comprador certo, garantir a venda da produção".

A expectativa dos irmãos é de que neste ano colham cerca de 120 toneladas da fruta e daqui dois anos, quando as laranjeiras irão atingir o pico de produção e com a expectativa de durabilidade da planta de 15 a 20 anos, produzam a média de 20 a 30 toneladas da fruta por hectare. A expectativa dos irmãos é que em 2022 as duas lavouras passem das 500 toneladas de fruta.

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Além das laranjas e tangerinas, eles também produzem a noz pecã em uma área de 1 hectare de terra, e igualmente orgânica e com a certificação. "Todos os nossos defensivos são biológicos ou naturais, além de utilizar de técnicas de manejo orgânico. Nessa hora sentimos a falta dos agrotóxicos, mas sabemos que estamos produzindo alimentos de qualidade e preocupados com a nossa saúde e de quem irá consumir. Temos mais trabalho, precisamos de mais manejo, mas tudo compensa", comentam.

"Todos os nossos produtos têm a rastreabilidade e seguimos a normativa da IN 46/2011 que estabelece os parâmetros dos produtos orgânicos", comenta Odair Rosa, filho de Rogério.

Toda a produção cultivada no Sítio dos Rosa é entregue para a empresa Orgânicos Pilatti, da cidade de Lages.

Basicamente todo o investimento foi privado, contando com apoio da Enercan, Epagri e Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Agricultura, que disponibiliza a assistência técnica. A mão de obra é familiar, os filhos ajudam e na época da colheita contratam diaristas.

Rogério comenta que desde quando iniciou no projeto, sua intenção é de que em 5 a 7 anos veja os filhos todos morando e trabalhando na propriedade. "Daqui 2 anos vamos colher mais e vender a um preço atrativo, e espero ter os meus três filhos, genro e nora trabalhando comigo."

O filho Odair acredita na sequência familiar dos investimentos na produção orgânica. "Quando for para renovar a plantação, com certeza daremos sequência. O mercado está mudando para o orgânico e já estamos nessa área para colher os bons frutos", destaca.

O irmão Manoel, com sorriso no rosto, demonstra a satisfação em produzir citros de forma totalmente orgânica. "Eu não sei como eu aceitei essas mudanças, nós tínhamos na mente que tinha que plantar feijão e milho, perdia tudo, mas todo ano plantava. Os mais novos eram mais fáceis de mudar, mas quando começamos a plantar morangos já mudamos. Eu achava ruim, era todo dia morango e não terminava nunca, e quando surgiu os citros, tudo mudou e eu me sinto feliz."

Numa conta simples eles fazem um comparativo entre a produção de citros e de soja neste ano: "Em 1 hectare de terra plantado com citros equivale entre 20 a 25 hectares de terra em retorno financeiro, isso demonstra a nossa satisfação em produzir citros", finalizam.

 

Mais informações: emabdonbatista@epagri.sc.gov.br

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Prefeitura de Rio do Sul estimula cultura de selo orgânico para produtores

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A Diretoria Executiva de Agropecuária realizou nesta quinta-feira (6), o quarto encontro do programa para certificação de Selo Orgânico.

Esta é uma atividade voltada para pessoas interessadas em produzir de forma alternativa com foco nos preceitos de sustentabilidade e vida saudável. Sendo que para esta modalidade de produção é necessária certificação. Houve a visitação para conferir a vistoria no sítio Heiber, no bairro Fundo Canoas. 

O encontro possibilita que os interessados conheçam os procedimentos adequados do sistema agroecológico. 

“Os produtores poderão ver o que está certo ou não para se adequar à legislação. Estamos falando de uma prática que não utiliza produtos químicos, fertilizantes e agrotóxico, visto que há o compromisso e valorização da fauna e flora”, explica a agrônoma Vandreia Teixeira. 

Os agricultores terão a oportunidade de saber como funciona o processo de vistoria de certificação, que deve ser feita com regularidade anual. 

“A produção orgânica é um estilo de vida, tem muita gente que planta e vende. Mas essa prática vai além do viés econômico e financeiro, pois estamos falando de um estilo de vida que suscita a mudança de hábitos”, ressalta a servidora. 

O sítio Heiber está localizado na estrada do Redentor, em Rio do Sul. As atividades do selo orgânico começaram em fevereiro e os encontros são mensais. Para obtenção do selo orgânico o prazo é variável e depende do estilo de produção dos agricultores. Fonte: Prefeitura Municipal

 

Mais informações: emriodosusl@epagri.sc.gov.br

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Agricultoras de Cerro Negro oferecem produtos de qualidade em feira agroecológica

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Há quase quatro anos, no município de Cerro Negro, na Serra Catarinense, todas as quartas-feiras, o período matutino é destinado à venda dos produtos na Feira Agroecológica, realizada em um espaço cedido pela Paróquia São Francisco de Paula.

Dona Soeli Alves de Melo, moradora da comunidade de São Jorge, é a única que está desde o início e continua produzindo e comercializando. Ela organiza seus produtos orgânicos e traz par a cidade, são verduras, frutas, compotas, conservas, queijo, leite e até frango caipira é possível encontrar. Ela comenta que apesar da falta de estrutura e apoio por parte do poder público, estão conseguindo se manter. "A procura pelos produtos é boa e sempre tem os fregueses certos", comenta dona Soeli.

Kelly Adriane Costa Rodrigues e a sogra Roseli de Moraes Nunes, ambas moradoras da comunidade do Sagrado, também realizam a venda dos produtos na feira. Os produtos caseiros como pães, bolachas, biscoitos, pães integrais, doce de leite e queijo fazem sucesso e, segundo Kelly, é um dinheiro extra que ajuda nas despesas da casa e nos gastos com a filha de 5 anos.

O que as mulheres agricultoras buscam há quase quatro anos é um espaço adequado para comercializarem seus produtos. "Já pedimos para o poder público um local adequado, uma sala fechada, que tenha ao menos um banheiro e uma cozinha para que possamos acomodar melhor nossos produtos e acolher os compradores, mas até o momento não tivemos nenhum retorno. Nós agradecemos os padres e a paróquia que nos cedem esse local todos esses anos sem pedir nada em troca", comenta Kelly.

Além dos produtos agroecológicos e produtos caseiros, também é comercializado o artesanato como crochê, bordados entre outras peças.

 

Mais informações: emcerronegro@epagri.sc.gov.br

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Semana dos Orgânicos terá programação em seis municípios catarinenses

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Santa Catarina é o quarto maior produtor de orgânicos do Brasil e o cultivo de alimentos sem agrotóxicos cresce em ritmo acelerado no estado. Com o tema “Qualidade e saúde: do plantio ao prato”, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lança a Semana dos Orgânicos, que terá uma programação especial em vários municípios catarinenses entre os dias 26 de maio e 01 de junho.

Com início no domingo (26), a Semana dos Orgânicos pretende informar os consumidores sobre como reconhecer o produto orgânico e estimular a participação no controle de qualidade dos alimentos, melhorando a relação de confiança com os produtores. Este ano a campanha terá como tema “Qualidade e saúde: do plantio ao prato” e estão previstas ações em Chapecó, Florianópolis, Criciúma, Gaspar, Tubarão e Blumenau.

“Cada vez mais, os consumidores estão voltando os olhos para os produtos orgânicos e esta se tornou uma importante atividade para os agricultores catarinenses. É uma alternativa de produção que pode agregar valor e trazer mais renda para os produtores rurais. Essa aproximação com os consumidores é fundamental para estabelecer uma relação de confiança e também para valorizar a produção de alimentos orgânicos por seu benefício à saúde e meio ambiente”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.

Em Santa Catarina, os produtores contam com uma Política Estadual de Incentivo às Feiras de Produtos Orgânicos para fomentar o consumo de alimentos orgânicos e estimular o empreendedorismo e cooperativismo.

A nova lei prevê a organização da cadeia produtiva, simplificação de licenças concedidas aos feirantes e para realização de feiras, programas e projetos voltados para organização de feiras e a possibilidade de convênios entre o Poder Público e a iniciativa privada para o apoio da comercialização de produtos orgânicos.  

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Semana dos Orgânicos
Ao longo da Semana, serão repassadas informações sobre os cuidados, direitos e obrigações que os produtores, consumidores, processadores e comerciantes devem ter para garantir que, ao comprar ou consumir produtos orgânicos em feiras, lojas, hotéis e restaurantes as pessoas estejam, de fato, levando e consumindo produtos verdadeiramente orgânicos.

O Ministério da Agricultura pretende ainda estimular gestores municipais e estaduais a ampliarem a compra de alimentos da agricultura familiar e orgânicos para a merenda escolar, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Produção de alimentos orgânicos em Santa Catarina
Com 1.275 unidades de produção cadastradas, Santa Catarina está entre os cinco maiores produtores de orgânicos do país. Segundo o Cadastro Nacional de Produtos Orgânicos do Ministério da Agricultura, o número de agricultores catarinenses que se dedicam ao cultivo de alimentos orgânicos aumentou 12,9% entre 2017 e 2018. O município de Santa Rosa de Lima, na região Sul, é o principal produtor do estado.

O que é agricultura orgânica?
A Agricultura Orgânica é um processo de produção agropecuária em que técnicas específicas são adotadas visando preservar a saúde humana e do meio ambiente.

A produção orgânica não utiliza agrotóxicos e fertilizantes solúveis ou sintéticos, organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização.

Acesse a programação completa da Semana dos Orgânicos em Santa Catarina.

http://www.agricultura.sc.gov.br/images/Fotos_Noticias/PROGRAMAO-FINAL-SEMANA-DE-ALIMENTO-ORGANICO-EM–SANTA-CATARINA.pdf

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

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Roça Cechet: família que planta unida e que cuida do meio ambiente

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Pai, mãe e filha plantam, colhem e comercializam produtos que não utilizam agrotóxicos durante a produção

Há aproximadamente 15 quilômetros do centro de Camboriú, uma família vive do que a terra dá, literalmente. Ou do que a família planta nela. Pai, mãe e filha plantam, colhem e comercializam os produtos diretamente ao consumidor final, sem atravessador. Mas o principal atrativo dos produtos é a forma de cultivo: totalmente sem o uso de agrotóxicos. É a Roça Cechet, localizada no Braço, área rural de Camboriú.

A rotina começa cedo: Felix Cechet acorda antes e já começa os preparativos para mais um dia no campo. A filha, Maria Joana e a esposa, Eliete, logo chegam para ajudar. Todos pegam junto, mas a coordenação do plantio fica a cargo de Felix; Maria Joana comercializa e cuida da entrega dos produtos. Cabe a Eliete a produção de produtos em conserva como pepino, brócolis, couve-flor e outras delícias como doce de banana e geléia de morango.

Em busca da certificação de Roça Orgânica

Faz um ano que a família Cechet adotou esse novo método de plantio, totalmente sem uso de agrotóxicos. Com isso, o processo de certificação de produtor orgânico está no período de transição. Após esse período, o órgão certificador analisa e se tudo estiver dentro dos parâmetros, a certificação de Roça Orgânica é concedida. Felix Cechet, que é técnico em agropecuária e agricultor, explica a diferença entre a agricultura convencional e a orgânica: " A grande diferença é que não podemos mais lançar mão de agroquímicos, tanto para controle de pragas e fungos tanto para uso de adubos minerais.O grande pilar de sustentação da plantação orgânica é o equilíbrio entre a produção, as pragas e tudo que envolve o meio ambiente", declara. 

Isso significa que o capim, flores, insetos e a produção convivem em harmonia. Um canteiro não pode estar limpo como na plantação convencional. Felix explica: "quando houver um ataque de uma praga, tem que ter algo para alimentá-la, algo para ela comer: flores e capim são alternativas que mantém esse equilíbrio", explica. Os insetos também fazem parte importante desse processo. Insetos maiores comem os menores que se alimentam das plantas, por isso os bichinhos são bem vindos na plantação. 

Variedade de produtos 

A variedade de produtos produzidos na Roça Cechet é grande: desde morango e banana, passando por salsa, cebolinha, coentro, vagem, feijão preto e vermelho, pimentão, rúcula, alface, repolho roxo, tomate, entre vários outros. Quem cuida da comercialização é a engenheira ambiental Maria Joana. Ela explica que a venda é feita direta ao consumidor, que recebe uma lista de produtos pelo WhatsApp. A entrega é feita duas vezes por semana, às segundas e quintas, em Camboriú; nas terças e sextas, é a vez de Balneário Camboriú receber os produtos. A entrega é feita diretamente na casa do consumidor. "Nossa prioridade é a variedade dos produtos, e não a quantidade.Além disso, priorizamos vender o que produzimos, com exceção de três produtos obtidos em fornecedores de confiança: farinha de mandioca, melado de cana de açúcar e mel", comenta. 

Desperdício é uma palavra proibida na Roça Cechet: todo o material excedente, por ser perecível, é aproveitado em compotas, conservas, pães e doces. A responsável por esse processo é Eliete Cechet, que produz as delícias em uma cozinha especialmente montada para essa finalidade. Além dos produtos já citados, ainda é produzido extrato de tomate comum e também temperado com pimentão e outras ervas, bolo de banana e bolo de aipim. 

 

Mais informações: WhatsApp para pedidos: 47 99241-0683

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Alimentos orgânicos renderam R$ 4 bilhões a produtores brasileiros em 2018

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O mercado brasileiro de orgânicos faturou no ano passado R$ 4 bilhões, resultado 20% maior do que o registrado em 2017, segundo o Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis), que reúne cerca de 60 empresas do setor.

Já o mercado global de orgânicos, sob a liderança dos Estados Unidos, Alemanha, França e China, movimentou o volume recorde de US$ 97 bilhões, em 2017. O balanço foi feito pela Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam) e divulgado em fevereiro.

De acordo com a federação internacional estão identificados cerca de 3 milhões de produtores orgânicos em um universo de 181 países. E a agricultura orgânica cresceu em todos os continentes atingindo área recorde de 70 milhões de hectares, aproximadamente.

O Brasil é apontado na pesquisa como líder do mercado de orgânicos da América Latina. Contudo, quando se leva em consideração a extensão de terra destinada à agricultura orgânica, o país fica em terceiro lugar na região, depois da Argentina e do Uruguai, e em 12º no mundo.

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Fonte:  Federação Internacional de Movimentos da Agricultura Orgânica (Ifoam)

Na América Latina, a produção se estende por oito milhões de hectares, o que corresponde a 11% da área mundial destinada aos orgânicos. Em extensão de terra, o Brasil cresceu mais de 204 mil hectares em dez anos, atingindo, em 2017, de 1,1 milhão de hectares.

Crescimento

A empresária Clevane Pereira, uma das proprietárias da Fazenda Malunga, empreendimento pioneiro em Brasília na produção e comercialização de orgânicos, destaca as mudanças ocorridas no setor nas últimas décadas.

“Começamos em 1998. No início, era bem difícil porque as pessoas não sabiam o que era orgânico. Hoje, melhorou a divulgação, inclusive com apoio do Ministério da Agricultura que foi muito bom nas campanhas. Nas Semanas dos Orgânicos (realizada anualmente), a gente conseguiu mostrar para o cliente o que era o produto”, comenta Clevane.

Com o desenvolvimento do setor na capital, incluindo o ingresso de indústrias no processo, o grupo conseguiu montar lojas que vendem praticamente 100% de produtos orgânicos, principalmente na parte vegetal de legumes e verduras, além dos laticínios produzidos na fazenda Malunga.

O desafio agora, segundo Clevane, é melhorar o abastecimento de frutas orgânicas e desenvolver os produtos de origem animal. “Eu acho que precisa mais pesquisa e há dificuldade no que diz respeito à parte animal. A parte vegetal já tem muitos produtos disponíveis no mercado e fazem com que o produtor tenha mais acesso à tecnologia”.

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Perfil do consumidor

A escolha dos brasileiros pelos orgânicos é justificada com mais força pela questão da saúde, principalmente por pessoas com 55 anos ou mais. É o caso de Sara Agra, bacharel em Turismo de Brasília, que compra orgânicos desde 2012, depois que foi diagnosticada com um câncer.

“Para ter um melhor tratamento, eu busquei produtos orgânicos. Folhagens, frutas, ovos, sementes, todos orgânicos. Meus exames melhoraram bastante e noto também que tenho mais força, mais ânimo”, relata.

Sara afirma que percebeu melhora no acesso aos produtos orgânicos nos últimos anos, e a ampliação da oferta de carnes orgânicas, como frango e peixe. Mas, ela ainda enfrenta dificuldades para encontrar as frutas.

“Um vasto número de frutas, realmente, não se encontra. Quando é uma fruta com casca, eu arrisco a comer, como melancia, melão. Mas, os outros eu prefiro comer o orgânico”.

Segundo a Organis, o percentual de consumo de produtos orgânicos no Brasil é de 15%. O Sul e o Centro Oeste foram as regiões apontadas como maiores consumidoras de orgânicos no país e o Sudeste apresentou o menor percentual de consumo, 10%. Os dados são de 2017, quando foi divulgada a única pesquisa feita sobre a percepção do consumo de orgânicos no Brasil.

De acordo com o estudo, as verduras lideram entre os alimentos orgânicos mais consumidos no país, com destaque para alface, rúcula e brócolis. Em seguida, os consumidores também preferem opções orgânicas de legumes, frutas (como banana e maçã) e cereais, como o arroz.

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Mais de 60% compram os produtos orgânicos em supermercados, 26% preferem ir às feiras, 4% buscam em lojas de produtos naturais e 3% compram diretamente do produtor rural. Cerca de 40% apontaram que os preços representam a principal barreira para o baixo acesso aos orgânicos e 84% manifestaram intenção de aumentar o consumo de orgânicos.

A pesquisa da Organis também mostra que a população de menor renda e com pouca escolaridade é a que menos consome orgânicos. Apenas 9% dos que pertencem às classes de menor poder aquisitivo e 8% dos que possuem ensino fundamental incompleto tendem a consumir os produtos orgânicos, enquanto que a média nacional é de 15%.

Sobre a procedência dos produtos, apenas 8% dos consumidores baseiam sua decisão de escolha a partir da identificação no rótulos do selo orgânico federal, concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) aos produtores que atendem os requisitos da legislação.

“Eu acho que a pesquisa da Organis trouxe um olhar muito interessante sobre a relação do consumidor com o produto. É uma percepção que ainda cabe para avaliarmos nossas políticas e a nossa abordagem”, comenta Virgínia Lira, coordenadora de Produção Orgânica do Mapa.

Em outra pesquisa feita há quatro anos pelo Data Popular sobre as principais demandas dos brasileiros ao Ministério da Agricultura, os consumidores relatam que enfrentam dificuldades para encontrar orgânicos e ter acesso a esses alimentos a um preço mais em baixo.

Apesar da demonstração de interesse unânime pelos alimentos, na pesquisa os consumidores também destacaram que querem mais informações sobre a procedência dos produtos e garantias de que são, de fato, orgânicos. E defendem que deveria haver mais ações de promoção aos orgânicos.

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Sara Agra, opção pelos orgânicos no supermercado. (Foto: Guilherme Martimon/Mapa) 

“Acho que deve haver mais incentivo do governo nesse sentido com a agricultura familiar, porque a gente tem que ter uma vida saudável e com qualidade”, avalia Sara.

O Mapa, em parceria com outros ministérios, está preparando uma série de atividades de fomento à produção de orgânicos. Na última semana de maio, será realizada a 15ª edição da Semana Nacional dos Orgânicos. O tema da campanha deste ano é “Qualidade e Saúde: do Plantio ao Prato”. Fonte: imprensa@agricultura.gov.br

 

 

Mais informações: www.agricultura.gov.br

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Muito mais sabor

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Produtores orgânicos oferecem frutas e verduras fresquinhas ao consumidor do município de Timbó

Como é gostoso poder comer uma fruta fresquinha, doce e principalmente cultivada dentro das normas da produção orgânica. Pensa num figo saboroso e nutritivo. Só pelo tamanho da fruta você já fica com vontade de experimentar e então nem vou te contar como ele é por dentro: delícia.

O figo e muitas outras frutas e verduras você encontra na Feira de Produtos Orgânicos da Associação de Produtores Orgânicos de Timbó (ProOrg). A Feira acontece nas terças e sextas-feiras junto a Praça das Bandeiras, no Centro de Timbó e está oferecendo neste início de ano frutas da estação, como lichia, figo, banana, physalis e morango, além de tomate, cenoura, rúcula, cebola repolho e tempero verde.

Segundo informações do produtor, Jair Dallabona além desses produtos, a pitaya também será oferecida, e em fevereiro a graviola.

Questionado se o calor prejudicou a produção de frutas e verduras, tanto Dallabona como Alinor Krieser afirmam que sim. "O calor forte e a falta de chuva prejudicou bastante a produção".

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Já os produtores Rodrigo e Vanusa Kertischka que também fazem parte do ProOrg, mas residem em Doutor Pedrinho, afirmam que para eles o calor foi menos intenso, o que lhes possibilita oferecer produtos como morango, tomate, cenoura, rúcula, cebola de cabeça, batatinha e alface. "O calor influência bastante a produção, no nosso caso, Doutor Pedrinho é uma região que tem uma temperatura mais amena, não sendo tão quente como em Timbó".

Apesar da questão do clima, os integrantes do ProOrg estão satisfeitos, com os produtos que tem para oferecer no início do ano e também com a procura dos mesmos pelos consumidores, chamados de "fiéis" pelos produtores de orgânicos.

Os produtores gostam de ressaltar da importância de estarem oferecendo frutas e verduras produzidas de forma orgânica. De acordo com Dallabona, ao contrário dos alimentos convencionais, os produtos orgânicos utilizam técnicas específicas, que respeitam o meio ambiente durante todo o seu processo de produção. Além do mais, eles também visam a qualidade do alimento, já que não são usados agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto – como adubos químicos que possam acarretar algum dano à saúde de quem consumir o alimento. "Ou seja, eles são obtidos de maneira mais natural, por isso são mais saudáveis e até mais saborosos e nutritivos", explica o produtor.

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Dallabona comenta ainda que pela técnica convencional de produção de alimentos, utiliza-se maquinário pesado e insumos químicos. Como consequência há desgaste do solo, contaminação de alimentos por agrotóxicos e diminuição da qualidade dos alimentos. "Por outro lado, a técnica utilizada na produção de alimentos orgânicos dispensa o uso de qualquer tipo de contaminantes que ponham em risco a saúde do agricultor, do meio ambiente e do consumidor, preservando, portanto, a saúde humana e ambiental. Existe um cuidado especial com a água e com o solo, que é preservado, sendo utilizada matéria vegetal e animal para a adubação (húmus de minhoca, esterco curtido, adubação com leguminosas). O controle biológico de pragas de forma limpa é outra preocupação dos produtores de alimentos orgânicos. Ou seja, para ser produtor de orgânicos você não pode usar nada de químico, nem de adubo e nem veneno e precisa estar cadastrado no Ministério da Agricultura e ter alguém que diga que você é orgânico".

Novidades

No início de janeiro, os integrantes do ProOrg estiveram reunidos com o prefeito Jorge Krüger para discutir o remanejamento dos produtores do atual espaço junto a Praça das Bandeiras para a região central.

De acordo com informações o prefeito acenou como positivo o remanejamento da Feira de Produtos Orgânicos para o espaço denominado de "Tertúlia" que fica ao lado da antiga Sociedade Cultural.

A ideia do prefeito é de futuramente transformar o espaço da antiga Sociedade Cultural em um grande "Mercado Público".

O produtor Jair Dallabona, em nome do presidente da ProOrg, Alinor Krieser relata que de acordo com o entendimento firmado no decorrer da reunião, ficou para o mês de março a mudança para o novo local.

Dallabona observa ainda que atualmente seis produtores são integrantes da ProOrg e com a mudança de local da Feira serão agregados mais três produtores. "Em março seremos nove integrantes da ProOrg e assim aumentará a quantidade de produtos oferecidos aos nossos consumidores". Fonte: Jornal Medio Vale

Mais informações:emtimbo@epagri.sc.gov.br

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Jovem rural de Meleiro aposta na produção orgânica de pitaia, abacaxi e tomate

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Fomos ao Sul de Santa Catarina conhecer uma propriedade que está em fase de mudança. É a transição do cultivo convencional para produção orgânica. Uma etapa de investimentos, de muito trabalho, onde as recomendações técnicas fazem toda a diferença para viabilizar a produção.

São três culturas agrícolas que renovaram as esperanças do jovem agricultor Erick Sartor, do município de Meleiro. Depois de sair do campo e trabalhar no comércio da cidade, ele descobriu que o que queria mesmo era investir em agroecologia. Há 2 anos Erick segue uma série de exigências para obter o selo oficial de propriedade 100% orgânica. A expectativa é obter a certificação até o mês de março.

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“Tenho cerca de 600 pés de pitaia plantados, 630 pés de tomate e 10 mil pés de abacaxi. Para nós, a certificação é um atestado de que todos os nossos produtos são limpos. Isso valoriza nossa produção. É isso que eu quero e acho que estou no caminho certo”, conta Erick.

O agricultor está certo quando fala em agregação de valor. No caso do tomate, que é a principal renda da propriedade, a caixa de 20kg do produto orgânico chega a ser vendida por R$ 80,00 enquanto o convencional fica em torno de R$ 30,00. É essa valorização que o agricultor espera ao se dedicar tanto à agroecologia.

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Nesse contexto de produção orgânica, o cultivo protegido tem um papel fundamental para viabilizar as plantações livres de agroquímicos. Quem explica mais sobre o método é Darlan Rodrigo Marchesi, coordenador estadual do Projeto Olericultura da Epagri. “A tecnologia do cultivo em abrigo tem se difundido em todo Estado e tem se adaptado bem às condições locais e regionais, tendo em vista diferentes características de clima e solo para o cultivo de produtos agrícolas, principalmente hortaliças”, afirma Darlan.

Esta reportagem completa está disponível no  (canal de vídeos da Epagri) Acesse e confira muitos outros assuntos. 

Mais informações: emmeleiro@epagri.sc.gov.br

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Santa Catarina cria Política Estadual de Incentivo às Feiras de Produtos Orgânicos

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Santa Catarina é o quarto maior produtor de orgânicos do Brasil e a produção ganha cada vez mais espaço no estado. Os produtores catarinenses contam agora com uma Política Estadual de Incentivo às Feiras de Produtos Orgânicos. A nova lei, sancionada pelo governador Carlos Moisés da Silva, quer incentivar o consumo de alimentos orgânicos, além de estimular o empreendedorismo e cooperativismo.

“Cada vez mais, os consumidores estão voltando os olhos para os produtos orgânicos e esta se tornou uma importante atividade para os agricultores catarinenses. É uma alternativa de produção que pode agregar valor e trazer mais renda para os produtores rurais”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa

Entre os objetivos da Política de Incentivo às Feiras de Produtos Orgânicos estão promover a segurança alimentar, estimular o empreendedorismo e o cooperativismo, contribuir com a economia solidária e conscientizar a população a respeito dos benefícios da alimentação saudável.

A nova lei prevê a organização da cadeia produtiva, simplificação de licenças concedidas aos feirantes e para realização de feiras, programas e projetos voltados para organização de feiras e a possibilidade de convênios entre o Poder Público e a iniciativa privada para o apoio da comercialização de produtos orgânicos. 

As feiras de produtos orgânicos serão fiscalizadas pelas autoridades competentes da vigilância sanitária e da defesa do consumidor.

Produção de orgânicos em Santa Catarina
Segundo o Cadastro Nacional de Produtos Orgânicos do Ministério da Agricultura, Santa Catarina é o quarto maior produtor de produtos orgânicos do país. O estado tem 1.275 unidades de produção cadastradas – um aumento de 12,9% em relação a 2017. O município de Santa Rosa de Lima, na região Sul, é o principal produtor do estado. 

O que é agricultura orgânica?
A Agricultura Orgânica é um processo de produção agropecuária em que técnicas específicas são adotadas visando preservar a saúde humana e do meio ambiente.

A produção orgânica não utiliza agrotóxicos e fertilizantes solúveis ou sintéticos, organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização.
 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

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Jovem deixa a cidade grande para plantar orgânicos no interior

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Na contramão do êxodo rural, Pahola voltou para o campo e aposta na produção de alimentos para salvar o meio ambiente

"Eu tinha vontade de empreender na área ambiental de forma inovadora, em um negócio que comprovasse como é possível ser próspero sem causar impactos negativos no meio ambiente", Pahola Cassol. 

Em menos de 60 anos, a população rural em Santa Catarina caiu de 77% para menos de 20%. Sem oportunidade no campo, ou atraídos pela modernidade existente nas cidades, jovens incham os grandes centros e provocam o êxodo rural no estado que, por muito tempo, foi reconhecido pela agricultura familiar.

É na contramão deste movimento que a catarinense Pahola Cassol se destaca. Num primeiro momento, ela seguiu a tendência, saiu de Planalto Alegre, no Oeste do Estado, e foi morar em Chapecó, onde se formou em Engenharia Ambiental. Entretanto, aos 25 anos saiu de Chapecó e voltou para a cidade em que nasceu, decidida a empreender.

— Encontrei na minha mãe, que já produzia alimentos agroecológicos no espaço para o nosso consumo, uma parceira para expandir a produção e testar a ideia de negócio, a partir da agricultura familiar. O desejo de valorizar a história da minha família materna e tornar a propriedade onde eu, minha mãe e meus tios crescemos em um lugar produtivo também me motivou a buscar me tornar uma referência em produção de alimentos de forma sustentável.

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Pahola (D) ao lado da mãe, que a inspirou a voltar para o campo.

Ainda que com o apoio da mãe, a nova produtora rural sentiu resistência de amigos e familiares quando decidiu morar no município vizinho da maior cidade do Oeste catarinense.

— Muitas pessoas apontaram o fato de sermos duas mulheres, nos dispondo a empreender, e ainda por cima a realizar algo que viria a necessitar de esforço e força física e horas de trabalho no sol. Além do fato de eu ter um diploma de Engenharia embaixo do braço que poderia me abrir diversos outros caminhos mais “fáceis” para algumas interpretações.

Produção pequena, mas sustentável

A plantação de Pahola ainda é pequena. Há oito meses da primeira colheita, a empresa está em fase de implantação e certificação da produção como orgânica pela Rede Ecovida.
Atualmente são atendidas cerca de 20 famílias chapecoenses por semana, com cestas contendo verduras, legumes, temperos, ervas medicinais e frutas da estação.

— A intenção é permanecer aumentando esse número conforme o manejo da produção for se estabilizando, levando cada vez mais saúde e bem-estar para a população, além de deixar impactos positivos no meio ambiente onde atuamos.

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As cestas são entregues semanalmente em Chapecó

O desejo de “salvar o planeta” é o que move Pahola, que lamenta os processos tecnológicos agressivos e poluentes que são utilizados nas grandes produções.

— Me tornar produtora agroecológica e agrofloresteira está sendo uma jornada louca e profunda, pois estou tendo que encarar a falta de recursos, tecnologias e políticas que apoiem o pequeno produtor rural sustentável da mesma forma que apoiam os grandes ruralistas. Além disso tem a falta de consciência da sociedade sobre como uma simples escolha na hora do almoço pode afetar os nossos recursos naturais, equilíbrio e saúde.

Sendo assim, ela encara o novo papel profissional com uma responsabilidade gigante.

— Eu e todos os produtores agroecológicos somos influenciadores de diversos processos sociais, ambientais e políticos, e indispensável para manter-se a vida no planeta. Fonte>Por Beatriz Cerino https://www.revistaversar.com.br/jovem-catarinense-planta-organicos/

 

Mais informações: https://www.facebook.com/solarorganicos/ ou https://www.facebook.com/pahola.cassol

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