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E onde virão os sucessores?

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Em algumas regiões é comum palestras com o tema “de onde virão os terneiros”. Nesses eventos são discutidas as formas de melhorar a produtividade e a competitividade da carne. Em analogia ao tema, pergunto: De onde virão os sucessores?

No livro, “Pais inteligentes criam sucessores e não herdeiros” do psicanalista Augusto Cury, fica clara a necessidade de repensarmos nos valores repassados aos nossos filhos, pois apenas sucessores sabem transformar o que lhes foi transmitido e pensam a médio e longo prazo. Enquanto, os herdeiros vivem à sombra dos outros, os sucessores constroem seu próprio legado.

Muitas vezes somente quando nossos pais adoecem ou morrem é que tomarmos ciência do que se passa dentro das nossas fazendas e lavouras. Estamos arrumando desculpas de “não sou da área”, “eu não me meto para não criar conflito” ou “eu não sei nem por onde começar”. Se estamos de acordo com o dito acima, estamos nos contentando em ser apenas “herdeiros”. Esses acontecimentos são muito mais comuns, quando estamos falando de esposas e filhas.

Sucessores(as) estão participando e construindo sua história. Por isso, é tão importante É que eles(as) participem ativamente dos órgãos representativos de classe da sua cidade, que compartilhem as suas experiências na gestão e na área que atuam, que criem parcerias, que fomentem o agronegócio como forma de motivar outros jovens, alavancando novos líderes do setor.

Além da força jovem, é preciso que os pais estejam atentos para a criação dos filhos, através de entendimento, incentivo e abertura para o novo olhar das gerações futuras, pois só assim estarão formando sucessores. Diz-se mais, que este olhar envolva as filhas mulheres e esposas que estão interessadas na participação. Por fim, a brilhante frase de Sarita Rodas: “É preciso olhar não apenas da porteira para fora, mas também para dentro de casa”. E você, está construindo seu legado? Fonte:Mapa/agromulher

 

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Tecnologia que passa de pai para filhas

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Não é fábula nem conto de fadas: a saga das irmãs Grimm, mostra que trabalhar em família, com foco, formação profissional e vocação para a lavoura costuma dar ótimos resultados. E não há vilão que prevaleça no médio-longo prazo quando o conhecimento passa de pais para filhas

Era uma vez a história de um mar verde. Por lá, sequer tem praia. Mas entre outubro e janeiro, existe um oceano de soja. E dentro desse mar fica uma ilha. Nela estão algumas das últimas mudas de milho plantadas para a temporada de verão, um alimento raro nessa época e que pode virar comida, ração e até mesmo etanol.

Quem cuida dessa ilha é a família Grimm. Ou melhor, as herdeiras da propriedade do Sr. Valdir Grimm, um ‘agricultor raiz’ que ajudou a despertar em Letícia e Luana o interesse pela agricultura. Hoje Valdir está tranquilo. Com ambas formadas em agronomia, elas são a terceira geração a tocar esse barco.

Mas é claro elas não fazem isso sozinhas, já que a ilha é grande. São 300 hectares de milho verão e outros 1.800 hectares que engrandecem o mar de soja de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul. Com a ajuda de 11 escudeiros, Letícia explica o porquê ainda aposta no milho, já que no município são raras as ilhas com o grão:

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“É importante para fazer rotação de cultura”, destaca. Na safra seguinte, os 15% a 20% da área da propriedade utilizados para o milho no verão trazem nutrientes melhores para o solo que receberá o plantio da soja. Ou seja, essa ilha de milho auxilia na produtividade. “Muitos [produtores] hoje só plantam soja [no verão], mas até três anos atrás, um terço da área era de milho”, afirma.

Faz sentido: em 2016, o preço do milho batia a casa de R$ 31 na região. No ano seguinte, despencou para menos de R$ 20. “Mas é importante [manter o plantio variado] até para não colocar todos os ovos na mesma cesta”, diz Letícia. Durante o inverno, elas variam o plantio, com palhada, milho e, nabo e aveia. A técnica se chama cobertura de solo, adequando o terreno para quando vier a soja, o carro chefe de 100 entre 100 produtores da região.

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Tais pais, tais filhas

A família Grimm é um dos exemplos de sucessão no campo em São Gabriel do Oeste. Outro é a família de Sérgio Marcon, agricultor e pai de duas filhas: uma segue a carreira de medicina e a outra de administração. O curso do pai? Administração. “As mulheres estão cada vez mais presentes no campo”, afirma Sérgio. Ele garante: o gosto pelo empreendedorismo agrícola foi natural e ele torce para que a filha toque as terras da família.

Com os Grimm, o sonho de Sérgio já é realidade. As filhas de Valdir dizem que também não foram forçadas pelo pai e se encantaram pelo campo naturalmente. Mas apoio não faltou. Nunca.

“Meu pai tem a cabeça muito aberta e aceita muito bem as novas ideias. Fizermos até cursos [de sucessão no campo] juntos. Um deles foi em gestão”, diz Letícia. Já Luana, caçula da família, tem duas inspirações: além do pai, a irmã mais velha.

“A gente vem planejado tudo juntas, eu e a Letícia. Meu pai entendeu muito bem a questão da sucessão. Mas eu entrei por amor aos negócios, nunca ele nos induziu. Para ele, foi uma surpresa”, garante Luana.

Sérgio Marcon tem uma explicação para a continuidade: “Aqui nós vamos seguindo o trabalho das gerações anteriores, de nossos pais. Tanto o meu sobrinho quanto a minha filha começam a gerir as nossas propriedades. Nós estamos acompanhando, mas as tomadas de decisões já são por nossos sucessores”. O sobrinho dele é agrônomo de formação.

Entre as inovações trazidas pelas novas gerações estão as novas tecnologias. Letícia mostra no campo um iPad, em que monitora e faz anotações sobre as condições das lavouras e calcula as necessidades dos terrenos. Além disso, os equipamentos agrícolas são equipados. Tem GPS e outros recursos que atendem e melhoram a produção. Resultado: mais produtividade, maior rentabilidade e duas ou mais gerações aprendendo juntas." Fonte:Gazeta do Povo

 

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O que falta para os jovens ficarem no campo e seguirem o caminho dos pais?

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Para especialista da Embrapa, é preciso deixar de enxergar a juventude como fase transitória e passar a investir nos jovens

Família do produtor Ivaldo Oliveira, de Diamantino, no Médio Norte do Mato Grosso. Por enquanto, dos cinco filhos (três adultos), apenas o mais velho, Aelton, seguiu a profissão.

Embora muitos jovens queiram continuar trabalhando nas áreas rurais em que nasceram, próximos de suas famílias e das propriedades onde foram criados, em grande parte dos casos eles não recebem incentivos suficientes para permanecer e trabalhar no campo.

Para que esses jovens sejam atraídos a ficar na região, é preciso que haja boas oportunidades de renda, políticas públicas voltadas ao seu desenvolvimento, acesso à saúde e educação e também uma boa relação com os pais, de quem devem herdar a propriedade no futuro.

Destacados pelos participantes de debate sobre jovens no campo, esses fatores devem também ser complementados pelo uso extensivo da tecnologia, que, além de atrair a atenção dos jovens, facilita a comunicação e o trabalho no campo.

“Minha mãe sempre atuou com serviço braçal e tinha receio de que eu ficasse no campo trabalhando com força física. Mostrei a ela que a tecnologia veio para ajuda nisso. Se sou uma jovem mulher e não tenho força para carregar um carrinho de silagem [forragem usada para alimentar os animais] para dar às minhas vacas leiteiras, posso comprar uma desensiladeira, acoplar no trator e fazer o mesmo serviço sem tanto esforço”, contou Isabela Albuquerque, coordenadora do comitê de jovens da Lar Cooperativa, do Paraná.

A jovem de 25 anos afirmou que a boa relação com os pais é também essencial para que os mais novos ganhem espaço desde cedo na propriedade rural, sendo capazes de dar sugestões e auxiliar no planejamento das atividades do local.

Para Christiane Amâncio, coordenadora do Portfólio Inovação Social da Embrapa, é preciso deixar de enxergar a juventude como fase transitória e passar a investir nos jovens justamente por sua importância para a inovação e transformação dos processos de gestão.

Ela defendeu a criação de políticas públicas que ofereçam recursos financeiros e estruturais para aqueles que tenham interesse em permanecer no campo mesmo após sua formação educacional.

Segundo Christiane, a Embrapa tem buscado ouvir os produtores de pequenas comunidades e entender os principais desafios que eles enfrentam, para só então projetar iniciativas que incentivem o desenvolvimento econômico dessas regiões.

Filho de agricultores e natural do município de Pentecoste, no interior do Ceará, Adriano Batista é cofundador e diretor-executivo de uma agência que atua no desenvolvimento social e econômico de municípios rurais na região norte do estado. Segundo ele, a Adel (Agência de Desenvolvimento Econômico Local) já atendeu cerca de 2.800 jovens da região, dos quais 90% continuam trabalhando no campo.

A instituição atua principalmente em quatro eixos: promoção de educação e conhecimento entre os jovens por meio de oficinas sobre temas rurais, oferta de crédito por meio de um fundo próprio de incentivo, criação de redes cooperativas e investimento em tecnologia e comunicação.

”Esses jovens ouvem desde cedo dos pais que lugar de desenvolvimento é a cidade, são incentivados desde cedo a ir embora. Toda vez que um jovem deixa a comunidade, ela perde um potencial enorme de empreendedorismo. Antes atendíamos pessoas a partir de 18 anos, agora estamos indo até os 14 anos, porque queremos desmistificar essa ideia. O jovem precisa perceber que no campo ele também tem oportunidades”, disse Batista." Fonte> Folha Press/Gazeta do Povo/Fotos:Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

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Sucessão hereditária familiar é tema de debate em Videira

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Jovens rurais, pais, lideranças e extensionistas se reuniram no Centro de Treinamento de Videira (Cetrevi) no dia 7 de junho para conversar sobre sucessão familiar.

O encontro, que reuniu 82 participantes, foi organizado para acolher os pais e jovens que estão participando do Curso de Produção, Organização e Protagonismo da Epagri.

No evento, os participantes puderam conhecer melhor a estrutura do local que acolhe os filhos, a alimentação servida e a proposta do curso, além de refletir sobre sucessão familiar. O assunto foi abordado pela professora Vera Lúcia Schiochet e pelo doutorando Rodrigo Kummer.

Quatro jovens participantes da turma de 2016 apresentaram suas histórias e falaram sobre a opção de ficar no meio rural. “A presença de prefeitos e outras lideranças mostrou a importância desse assunto e o apoio que o poder público deve dar para incentivar os jovens a permanecer no espaço rural como protagonistas de sua história”, avalia a extensionista da Epagri Cirlei Werlang da Silva.

 

Mais informações: cetrevi@epagri.sc.gov.br 

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Epagri incentiva sucessão na agricultura familiar em Ponte Serrada

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Para contribuir com o processo de sucessão no campo e a continuidade da agricultura baseada na mão de obra familiar, a Epagri de Ponte Serrada está desenvolvendo atividades com um grupo de jovens rurais do município pelo segundo ano consecutivo.

Os participantes, todos filhos de agricultores familiares, estão recebendo formação técnica, humana, social e ambiental que poderá contribuir com a decisão de permanecer na agricultura.

Os encontros acontecem mensalmente e, em cada etapa, um tema é trabalhado com o grupo. As atividades deste ano iniciaram no dia 21 de março com um seminário de sensibilização e motivação para famílias, lideranças, estudantes e jovens rurais. O palestrante foi o doutorando Rodrigo Kummer, que abordou o tema “Juventudes rurais do Oeste Catarinense”.

A segunda etapa foi realizada no dia 4 de maio. Os jovens assistiram a uma aula teórica sobre bovinocultura de leite à base de pastagens perenes na comunidade de Baia Baixa. Na sequência, fizeram uma visita técnica à Unidade de Referência Técnica (URT) de bovinocultura de leite e erva-mate da família Kohl, na comunidade de Linha Fátima.

“Os participantes puderam ver na prática como um casal de jovens rurais, beneficiários do Programa de Crédito Fundiário, está garantindo a permanência na agricultura com renda e qualidade de vida, além de alcançar excelentes índices técnicos e econômicos na atividade leiteira, seguindo a proposta da Epagri para a produção de leite”, conta a engenheira-agrônoma da Epagri Leila Tirelli da Motta.

Os próximos encontros do grupo vão tratar sobre turismo rural, produção de alimentos, agroindústrias familiares e gestão ambiental.

Mais informações: emponteserrada@epagri.sc.gov.br

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Inclusão, sucessão e muito amor pelo campo

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Criada ajudando o pai na lida da pequena propriedade da família Rossatto, Suzana sonhava em ampliar a área para que pudesse viver da terra e junto da família. Sonho que se tornou realidade quando, por meio de uma capacitação no Sindicato da Agricultura Familiar de Pinhalzinho (SC), conheceu o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Em 2009, a jovem agricultora, na época com 21 anos, adquiriu 9,25 hectares no município de Saudades (SC), ao lado das terras da família. 

“Sempre amei a roça e nunca me vi fora dela. Teve até um momento em que tentei trabalhar na cidade, mas minha cabeça ficava lá, na lida com a terra e nas coisas que realmente eu gostava de fazer. Quase adoeci. Fiquei bem angustiada. Daí veio a oportunidade de comprar a terra vizinha a do meu pai e com isso ampliar a produção familiar. Nem hesitei, agarrei com toda a força”, conta entusiasmada Suzana.

Além da terra, o financiamento para Subprojeto de Investimento Básico (SIB) do PNCF possibilitou a compra de 10 vacas, permitindo que a jovem iniciasse a atividade leiteira em sua propriedade. Suzana possui hoje, um rebanho de 60 cabeças, dentre essas, 30 vacas leiteiras que lhe rendem 11 mil litros de leite/mês, comercializados integralmente para uma cooperativa de renome da região. A venda do leite lhe garante uma renda de cerca de R$ 5 mil reais/mês, mais de oito vezes o valor que tirava como empregada no pouco tempo em que trabalhou na fábrica de fogões.

“Foi boa demais essa oportunidade. Eu queria muito comprar uma terra, mas não tínhamos recurso para isso, pois só com a produção de suínos do pai o retorno era pequeno. Se não fosse o Crédito Fundiário nunca teria conseguido.”, completa.

Com o olhar no futuro

Buscando aprimorar o conhecimento e potencializar a atividade leiteira, Suzana fez cursos de inseminação de bovinos e empreendedorismo rural. A jovem agricultora passou também a integrar a Comissão de Juventude do Sintraf de Saudades, levando sua experiência exitosa a outros jovens da região.

Atenta às oportunidades, a jovem beneficiária do PNCF, buscou nas políticas públicas como: Pronaf, Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), entre outras, recursos para desenvolver sua produção e estruturar sua propriedade. Suzana afirma que ainda neste ano pretende iniciar a produção de hortaliças e verduras, diversificando a fonte de ganho.

Casada há quatro anos, a jovem espera o segundo filho e se orgulha de não ter abandonado a lida mesmo grávida. “Meu amor pela terra conquistou até meu marido, que deixou o trabalho na cidade para se juntar a nós, completando a minha felicidade”, contou.

Numa sociedade familiar, pai, filha e genro dividem o trabalho, os gastos e ganhos, reafirmando o programa como uma importante ferramenta de inclusão, sucessão e consolidação da agricultura familiar. 

Crédito fundiário

O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) oferece condições para que os trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra possam comprar um imóvel rural por meio de um financiamento. O recurso é usado na estruturação da infraestrutura necessária para a produção e assistência técnica e extensão rural. Além da terra, o agricultor pode construir sua casa, preparar o solo, comprar implementos, ter acompanhamento técnico e o que mais for necessário para se desenvolver de forma independente e autônoma.Fonte:Assessoria de Comunicação/Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

 

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Família de Palma Sola conquista bons resultados com a sucessão familiar

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Rodrigo Mantelli, de 20 anos, tem mantido a propriedade da família na Linha São João, desde o começo do ano, quando o pai, Cleomar Mantelli, foi eleito prefeito, e precisou deixar o trabalho que era feito até então por ele e pela esposa.

Kiko afirma que se tornou impossível conciliar as atividades já que a gestão do município exige muito tempo e dedicação. Ele admite que não esperava que o filho e a nora assumissem os negócios na propriedade, mas, foi essa a única opção encontrada.

O prefeito afirma que hoje em dia está difícil manter os filhos na agricultura devido a situação atual, principalmente em relação ao leite. Ele percebe que na maioria dos jovens tem indo para cidade em busca de estudo, e acaba ficando, devido às oportunidades. Cleomar, que foi vereador na gestão passada, explica que o filho já estava ajudando nos trabalhos no campo, mas, agora o rapaz é responsável por todo o negócio, desde o manejo com animais, compras e vendas.

Rodrigo estava trabalhando como mecânico em Palma Sola, devido a um curso de qualificação que realizou há pouco tempo em São Miguel do Oeste. Ele destaca que quando surgiu o convite dos pais para “tocar” a propriedade, teve receio, mas, com planejamento e ajuda da esposa Bruna, e da mãe Marinês, tem dado conta de tudo. Ele considera também uma oportunidade de ter a renda própria, apesar do trabalho puxado no interior.

O jovem também garante que a confiança dos familiares em aceitar as suas próprias decisões tem sido determinante para o bom andamento da atividade agrícola. Ele comenta ainda que os primos que são mais novos, e moram na mesma comunidade, já estão mudando o pensamento de irem para cidade, e deverão também apostar na sucesso dos pais na sequência do trabalho da família. Para o rapaz, a tecnologia é uma forte aliada para que as crianças já tomem gosto pela agricultura, já que hoje em dia tudo se tornou mais fácil com equipamentos e implementos.Fonte:http://www.peperi.com.br/noticias/13-12-2017-familia-de-palma-sola-conquista-bons-resultados-com-a-sucessao-familiar/

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Jovens se tornam exemplo na sucessão rural

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Túlio Madureira (esq.) junto com o irmão, Fabrício Madureira, e o pai, Bento José: parceria na produção familiar de queijos

Uma das razões para a diminuição do êxodo rural é o novo pensamento do jovem sobre o campo. Muitos encontram a chance de crescer profissionalmente, onde foram criados pelos seus pais e se tornam exemplo na comunidade, região ou país. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a taxa de permanência das pessoas no campo aumentou significativamente na última década. Alguns casos de rapazes e moças que enxergam a oportunidade e investem no meio rural explicam o porquê. Vamos conhecer um pouco da história do mineiro Túlio Madureira e da goiana Verônica Gomes.


Jovem assume o trabalho do pai e vira referência 

Foi a partir da união do desejo de reinventar a produção tradicional queijeira, em Minas Gerais, e expandir o comércio para além das fronteiras do estado, que o Queijo do Gir, da Fazenda Pedra do Queijo, virou sucesso de comercialização. A receita foi resgatar a antiga técnica de maturação, que leva mais de uma ou duas semanas para o preparo do queijo fresco de casca lisa e massa branca, vendido na época a R$ 7. São cerca de 60 dias para produzir peças que são vendidas por até R$ 200.

“Redescobri como fazer o processo depois de várias conversas com pessoas idosas e muita leitura. Cada produto é único, artesanal, mais saboroso, de acordo com o gosto do produtor. Aqui na fazenda eu deixo a natureza agir e a realidade passou a ser outra. Estou muito feliz”, explica Túlio Madureira, de 30 anos, que está à frente desse trabalho na famosa região queijeira do Serro, em Minas Gerais.

A propriedade chega a produzir 20 peças por dia e o preço mínimo é de R$ 50. A mercadoria é enviada para outras cidades mineiras e já atingiu os comércios de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Hoje, o jovem é vice-presidente da Associação dos Produtores de Queijos Artesanais do Serro (Apaqs), mas o início não fácil. Aos 17 anos, Túlio foi para Belo Horizonte fazer faculdade de veterinária, mas não conseguiu adaptar-se à realidade urbana. Depois de oito meses, preferiu retornar para a vida na fazenda. Mas ele tinha um grande desafio pela frente: a propriedade estava abandonada, devido à desvalorização do queijo e falência da família que já foi referência na pecuária da região. 

Muitos duvidaram e até seus pais tiveram receio da empreitada, que há três anos passou a surpreender a todos. “Eu quis abrir mão da minha juventude e investir. Comprei um gado com o dinheiro que tinha e depois consegui trocar alguns pela raça Gir, que sempre fui apaixonado e tem um leite diferenciado. Plantei os pastos e eu mesmo tirava o leite e fazia o queijo. Tudo com a experiência que adquiri desde pequeninho acompanhando meu pai e depois em alguns cursos. Sempre gostei do trabalho na roça”, conta o empreendedor ao lembrar que foram quase dez anos de esforço até conseguir o reconhecimento que sonhava.

Como pequeno produtor rural, Túlio acessou duas vezes o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), que financia projetos para gerar renda no campo. No caso do Queijo do Gir, o Pronaf foi necessário para financiar a compra de pastagens e também a construção da queijaria: “A facilidade desse crédito, principalmente com juros baixos, ajuda a pagar, porque a rentabilidade da propriedade é muito pequena e é a longo prazo. Na propriedade tudo é demorado, por exemplo, uma vaca para parir. É impossível iniciar a atividade se não tiver recurso próprio. Isso melhora demais a nossa vida e também a economia da região”, afirma.


Jovem assume cargo na diretoria de cooperativa e se torna exemplo 

Verônica Gomes, de 19 anos, trabalha na Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Luziânia (Cooperluz) há dois anos e desde o ano passado integra a diretoria, o que gerou mais vontade de crescer profissionalmente.
Auxiliar na produção de projetos, Verônica ajuda em todas as áreas de atuação da cooperativa e agora quer fazer uma faculdade à distância. A jovem acredita que um curso na área de gestão de pessoas vai fazer diferença no dia a dia da produção, que vem crescendo e agora vai atender o Distrito Federal.

Para ela, não haveria oportunidade melhor de emprego que não fosse ao lado da família. “A gente vê que na cidade a vida não é muito fácil. Aqui eu tenho mais estabilidade para crescer. O campo representa a certeza de um futuro melhor. Vejo a cooperativa se desenvolvendo e as pessoas reconhecendo nosso trabalho. Até meus primos mais velhos estão voltando”, explica Verônica.

Ela ainda reforça como a comunidade deve preservar o trabalho dos pais e o papel das políticas públicas para o fortalecimento da agricultura familiar. “É muito importante o jovem continuar o trabalho da família. Tenho orgulho de ver tudo ao redor e conquistar coisas boas pra gente. Tudo isso é possível com nosso esforço e os programas do governo. É um estímulo crescer e poder ajudar famílias que precisam ainda mais”.

A trajetória da Cooperluz soma mais de 25 anos. Nasceu de uma associação de agricultores familiares no interior de Goiás e com o sonho de comercializar a produção para fora do estado. Neste ano, foi alcançada a maior conquista: atender a capital do Brasil. Ao longo de 2017, seus produtos vão ser comercializados por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), já que a cooperativa foi uma das selecionadas na chamada pública, realizada em dezembro pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal para a aquisição direta de gêneros alimentícios hortifrutigranjeiros da agricultura familiar.Fonte: Fernanda Lisboa-Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

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Projeto é referência de sucessão familiar

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Com espírito empreendedor e desejo de ampliar o que foi iniciado pelos pais com o manuseio da terra, um grupo de 23 jovens de Andradas, que fica no interior do Sul de Minas, investiu na produção de café.

Com o apoio do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) no município, eles se integraram no projeto “Sucessão Familiar no Bairro Serra dos Lima”, que virou referência no estado. “A gente queria algo que não nos tirasse daqui para ir tentar oportunidade na cidade. Desenvolver o que já tínhamos, trabalhar pra si e gerar lucro era um sonho. Isso se tornou realidade com a ajuda Emater e a vida mudou”, conta a coordenadora Micheli Crochiquio Valin, de 22 anos.

Um dos grandes desafios atuais da agricultura, a permanência dos filhos no campo, foi identificado no assentamento no início do trabalho de Ater. A cafeicultura já era realidade na Associação Moradores do Bairro Serra dos Lima, onde moram 45 famílias. Micheli Valin explica que os colegas agora estão gostando de ficar no meio rural, graças às visitas de extensionistas que foram fundamentais ao longo do processo.  

A união do trabalho da Emater-Andradas e dos jovens da associação resultou em conquistas importantes. Eles venceram uma chamada pública da Fundação Banco do Brasil (FBB), direcionada para beneficiar assentamentos que tivessem jovens rurais atuantes. Propuseram um projeto que foi selecionado pela FBB, que investiu R$ 195.278 para a compra do material. Sala de provas de café (mesa para classificação, medidor de umidade e jogo de peneiras), máquina beneficiadora de café ambulante, trator, balança, e máquina de café expresso, torrador metálico e caminhão usado foram adquiridos.

Em contrapartida, os agricultores rurais tiveram que dar no mínimo 2% do valor total do projeto e também arcar com o restante de despesas. Foram rateados R$ 10.000 entre os associados interessados no trabalho, oferecida a associação como empréstimo, e estão sendo realizadas festas para arrecadar ainda mais verbas.

Além do material, o grupo também ganhou um dia de campo sobre crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com exposição de equipamentos agrícolas na comunidade e a participação de dois jovens do projeto na oficina de Diagnóstico da Juventude Rural do Sul do estado de Minas Gerais, realizado em Alfenas, pela Emater-MG.
 
Premiação 
 
Além de melhor a perspectiva destes jovens e de suas famílias, esse trabalho ganhou o Destaque MelhorAção, uma iniciativa da Emater-MG, que tem o intuito de valorizar a atuação dos funcionários em projetos que alcançaram resultados significativos na rotina da comunidade. Com objetivo de disseminar conhecimento e promover a troca de experiências, os extensionistas vencedores recebem uma viagem para conhecer um trabalho parecido com o que desenvolvem.

 Na opinião das responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, o prêmio é estimulador para todos os envolvidos. As extensionistas explicaram que o resultado do sucesso na propriedade foi a maior integração de todos com o empoderamento dos mais novos e, consequentemente das famílias. “Ficamos muito felizes com o reconhecimento do nosso trabalho e surpresos com o primeiro lugar, porque temos outros colegas que realizam um ótimo trabalho de extensão rural pelo estado. Mas o principal foi que essa premiação reforçou para os jovens e todos da associação a importância e abrangência do projeto no qual estão inseridos”, disse Maria Neuza de Carvalho, uma das integrantes da equipe premiada. Berenice de Queiroz, colega de Maria Neuza, ressaltou que esse fortalecimento possibilita maior visibilidade da comunidade, acesso ao mercado e novas parcerias: “Além disso, elevou a renda daquelas famílias.”Fonte:Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

 

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Sucessão familiar na atividade agropecuária: questão vital para a economia do país

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A sucessão familiar na propriedade rural é um tema que tem demandado muito da atenção de todos os componentes do setor produtivo brasileiro. Por isso, o Sistema OCB, a Embrapa Gado de Leite e a Federação Pan-Americana de Produtores de Leite (Fepale) têm unido forças para trabalhar a questão e assegurar o futuro da agropecuária.
 

Uma das ações desenvolvidas é o Encontro Pan-Americano de Jovens Produtores de Leite, que discute com os próprios jovens sua permanência na propriedade. São apresentadas, aos participantes, questões como novas tecnologias disponíveis, financiamentos, pesquisas, vantagens e possibilidades e estímulos à continuidade da produtividade agropecuária.

O evento já teve duas edições: a primeira, no Uruguai e, a outra, na semana passada, no Brasil. A sucessão familiar foi o tema de um dos painéis do Encontro realizado na cidade de Juiz de Fora (MG), que contou com a participação de mais de 200 jovens de diversos países da América Latina.

 Um dos palestrantes foi o pesquisador e consultor na área de gestão empresarial, com foco na sucessão na agricultura familiar, Lucildo Ahlert. Para ele, os pais precisam tomar conhecimento da intenção dos filhos, incentivando-os desde cedo à continuarem a produção agropecuária. Confira.
  

Quais os desafios para a sucessão familiar na propriedade rural?

Lucildo Ahlert – Inicialmente, a questão passa pelo entendimento dos pais em preparar um sucessor. Eles não se dão conta, pelas atividades intensas que têm, da urgente necessidade que isso demanda, e aí a questão passa batida. Geralmente, essa preocupação só ocorria quando os filhos se casavam, por volta dos 18 anos. Aí os pais sabiam que precisam ajuda-los a terem uma propriedade.

Hoje em dia, isso é muito diferente, pois os filhos – se se casam, casam mais tarde – têm outro caminho: vão à escola, buscam formação profissional, etc. Então, os pais se preocupam basicamente em ajudar os jovens a buscar essa educação na cidade e, assim, continuam na atividade rural. 

Falta inserir os filhos no negócio. Os pais não estão habituados a isso. Consideram-nos dependentes até que se casam e partem. 

Por sua vez, os filhos querem sua independência financeira e têm um projeto de vida e os pais precisam dialogar e tentar entender esse desejo de vida futura. Eles necessitam conhecer esses projetos e trabalhar para que os filhos que têm a vontade de dar continuidade às atividades rurais, comecem desde cedo a ser estimulados a lidar com a realidade do campo. 

E uma porta de entrada é a participação do filho na gestão da propriedade, até porque os jovens de hoje em dia têm muito mais habilidade em utilizar as novas tecnologias em seu favor. Eles podem, por exemplo, inserir os dados da realidade da fazenda em programas específicos e, assim, obter informações de qualidade e que podem ajudar na tomada de decisões, a melhorar a produtividade e ampliar o acesso a mercados.

 
O senhor acredita que as famílias, por falta de informação ou até preconceito, estimulando pouco a permanência do jovem na atividade rural?

Lucildo Ahlert – Os pais por não terem informações de qualidade sobre o quanto sua atividade rural significa realmente, têm muito mais uma visão das incertezas do negócio do que das possibilidades viáveis. Neste caso, por não enxergar o que faz, os pais empurram os filhos para as cidades. Mas a grande questão é que os pais também desconhecem as dificuldades da cidade e isso é muito sério.

Quando o filho começa a utilizar as novas tecnologias para obter informações sobre a propriedade, é possível ver o quanto a atividade rural familiar é rentável. Isso é visão de negócio. Até porque a propriedade já está formada, a cadeia de clientes já existe e até há, de certa forma, uma sustentabilidade do negócio. Ao passo que, na cidade, o filho deverá começar do início a sua vida profissional, o que também não é fácil, sem mencionar todos os aspectos que envolvem a zona urbana.

O jovem precisa se sentir parte da engrenagem que sustenta o país. E a agropecuária Tem movido a economia brasileira, especialmente em momentos de crise, como este pelo qual passamos no momento.

Qual a importância da sucessão na propriedade rural para o país?

Lucildo Ahlert – Eu diria que a sucessão precisa ocorrer mais e mais cedo, porque hoje existe uma necessidade de investimentos pesados a cada momento, em função das demandas do mercado e do surgimento de novas tecnologias. Quando uma propriedade não tem sucessão, pode continuar até certo ponto, enquanto os pais conseguem trabalhar, mas com o tempo, o investimento diminui e isso que causa uma redução na capacidade produtiva. 

Tenho visto alguns casos em que os avós passam a propriedade para os netos, ocorre que o custo disso é alto demais, até que o neto torne-a produtiva novamente. No Brasil, o cidadão pode comprar uma casa, financiando-a em 30 anos, mas na hora de contratar um investimento para organizar a propriedade, o tempo máximo é de 10 anos. Na Alemanha os bancos já perceberam que isso é uma realidade e, por isso, concedem empréstimos de até 25 anos.

Há bons exemplos de como inserir os jovens na propriedade rural?

Lucildo Ahlert – Sim. Estamos trabalhando com duas cooperativas, onde focamos na formação de jovens. Alguns deles até fazem curso superior, mas as faculdades são muito genéricas e seus cursos não são tão aplicáveis à propriedade rural. Então, atuamos neste gap, assim o jovem tem um ensino baseado na teoria e na prática. 

A primeira coisa que fazemos é um balanço da propriedade. Isso gera uma novidade, tanto para os filhos quanto para os pais, quando eles percebem o valor de capital da propriedade, muitas vezes maior do que o de empresas na cidade. 

Então os filhos começam a mudar os conceitos e a controlar os custos. Por exemplo, na produção de leite, ele passa a saber quanto custa produzir um litro e qual o lucro que ele pode obter com isso. Aprendem a fazer projetos, buscando soluções práticas para cada situação. Estes projetos podem prever, inclusive, a participação nos lucros. É uma forma de, aos poucos, inserir o jovem no negócio. Assim, o filho vai obtendo conhecimento e começa a falar de igual pra igual com o pai, participando cada vez mais da gestão da propriedade.Fonte:OCB

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