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7º Fórum de Agricultura da América do Sul – Do mercado global às inovações para o campo

 

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Mais de 600 pessoas, de 16 países, acompanharam os 12 painéis, com cerca de 40 palestrantes ao longo do evento

As principais tendências do agronegócio moderno, global e sustentável, foram debatidas durantes os dois dias do Fórum de Agricultura da América do Sul, que ocorreu nesta quinta e sexta-feira (6) no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR).

“Tenho certeza que ajudamos com esse fórum a promover um agronegócio moderno e sustentável”, disse Giovani Ferreira, coordenador do Fórum, na cerimônia de encerramento do evento.

A sexta-feira começou com os debates sobre o acordo Mercosul-União Europeia. Para a economista franco-britânica Emily Rees, fundadora da Trade Strategies, o acordo comercial entre os blocos, que ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Europeu e pelos parlamentos dos países envolvidos, dará aos países do bloco do Sul, em especial ao Brasil, uma espécie de “passaporte” para outros mercados globais. Segundo a economista, os dois blocos juntos representam 25% do PIB mundial e movimentaram, em 2018, US$ 400 bilhões – somente entre Brasil e Europa.

“A UE é um mercado qualificador, quando você exporta para lá quer dizer que o seu produto tem um ‘selo’ de qualidade e pode ser exportado para o mundo inteiro. É um mercado que abre outros mercados”, sintetizou a economista. Além dela, o painel contou com a participação de Gustavo Cupertino, do Ministério da Agricultura, que mostrou nos últimos anos a participação da Europa na pauta de exportações brasileira vinha sendo reduzida. Por outro lado, reconheceu que as importações do Brasil também devem crescer com o acordo comercial.

Já Maria Noel Ackerman, representante uruguaia do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), explicou o papel do Conselho em articular o sistema agropecuário regional e coordenar ações em políticas públicas para o setor. Segundo ela, os países do CAS representam 13% das exportações de base agrária mundial. “Somos importante provedor desses produtos para o mundo”, avaliou. O crescimento das exportações de produtos de base agrária dos países do bloco nos últimos anos se deve principalmente ao crescimento da soja no Brasil. A oleaginosa representa 40% do total exportado pelos membros do CAS.

 

Agricultura familiar

O mercado exportador de frutas brasileiras deve se ampliar nos próximos anos e o principal beneficiado será o setor de agricultura familiar, segundo Rafael Zavala, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). “O mercado exigirá menos suco de laranja e mais diversidade, o que vai incluir sucos detox e açaí. Se beneficiam pequenos agricultores e cooperativas”, disse durante sua palestra no 7º Fórum de Agricultura. Zavala ainda ressaltou que a produção de frutas é alta geradora de emprego e que seu desenvolvimento implicará no desenvolvimento do setor no país.

A discussão sobre produção familiar promovida pelo Fórum pautou também o desenvolvimento sustentável. “Segurança e soberania alimentar estão cada vez menos antagônicos, entendeu-se que é preciso aceitar todos os atores dentro do sistema”, reiterou Zavala. Segundo ele, a FAO pretende ampliar o incentivo a alimentos saudáveis em sistemas alimentares sustentáveis para os próximos anos. “Alinhar o comportamento dos consumidores pelas políticas públicas é fundamental. Ainda há muito o que fazer para gerar alimentos sustentáveis em todos os setores”, garantiu.

Também palestrante no painel, o secretário de agricultura e abastecimento de Curitiba, Luiz Gusi, destacou desafios particulares do município e de sua região metropolitana no âmbito da agricultura familiar. O secretário destacou para os próximos anos a construção de polos de produtos regionais, que agreguem valor a produtos que possam promover acesso ao mercado. O principal caso curitibano é a tangerina ponkan, produto que tem apresentado crescimento e vem se firmando como um polo para a pequena produção.

Em tempos em que o uso de tecnologia 4.0 é tido como um dos principais potencializadores para o agronegócio, estima-se que apenas 6% a 9% da agricultura brasileira tenha algum tipo de conectividade. A necessidade de investimento no setor de inovação foi o principal ponto trazido por Silvana Kumura, coordenadora de serviços tecnológicos do Senai, durante sua palestra. “O Brasil pode chegar a um crescimento de 20% na produção agropecuária nos próximos 10 anos somente pela inovação”, garantiu.

Silvana explicou que o uso de tecnologia 4.0, visa ganhos em produtividade, eficiência, retorno financeiro e competitividade. “Precisamos adotar o que nos torna mais inteligentes. O que traz maior produtividade por meio de decisões mais ágeis e assertivas, dados em tempo real, conexões em todas as dimensões, um ambiente mais fértil para inovar”, sugeriu. A coordenadora do Senai disse, ainda, que o país conta com 90 mil torres de conexão na área urbana. O número é muito menor do que o apresentado em países como os Estados Unidos, com 500 mil, e China, com 2 milhões.

Durante o Fórum, a agricultura digital também foi pauta da fala de Débora Marcondes Pereira, da Embrapa Instrumentação, que destacou a importância das startups no ambiente de inserção tecnológica no campo. “É uma nova revolução verde, mas não está vindo por meio de grandes corporações, ela está acontecendo pelas startups”. Débora ainda chamou atenção para a relevância de se valorizar a pesquisa no Brasil: “A ciência é a base de todo o desenvolvimento. É preciso incentivar isso no país. Inovação não é moda, é questão de sobrevivência.”

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Integração eleva produtividade de propriedades

Marize Porto Costa fala da integração lavoura-pecuária-floresta na Fazenda Santa Brígida, de Goiás, que elevou sua produtividade após a implantação do sistema.

Outro tópico importante abordado durante o fórum foi a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Além dos 70 milhões de hectares ocupados pela agricultura no Brasil, o país tem outros 165 milhões de hectares que são usados pela pecuária, que na média brasileira é pouco eficiente, conforme explicou Luiz Lourenço, representante da Cocamar. Muitas dessas áreas, segundo ele, podem ser usados para uma agricultura mais eficiente e produtiva, um dos pilares da ILPF. “A ILPF é basicamente o uso intensivo do solo coberto, fazendo várias safras. Isso começou com experiências da Embrapa em estudos de recuperação de áreas de pastagens, com a consolidação dessas tecnologias por volta de 2005”, diz Lourenço.

Uma integração bem conduzida, segundo ele, pode multiplicar o faturamento por hectare em até 10 vezes. A pecuária tradicional, que produz 4 arrobas por hectare/ano (cerca de 15 kg), que é próximo à média brasileira, no modo ILPF pode chegar a até 40 arrobas por hectare/ano, conforme explicou João Pontes, representante da John Deere, empresa participante da Rede ILPF, que envolve inclusive a Embrapa no objetivo de incentivar formas de tornar a propriedade rural mais produtiva, com aumento do sequestro de carbono, melhora da qualidade do solo e multiplicando a receita das fazendas. Atualmente, cerca de 15 milhões de hectares no Brasil funcionam em sistema de integração.

Um case de sucesso apresentado durante o fórum foi o da Fazenda Santa Brígida, de Ipameri (GO), que adotou a ILPF em 2006, passando de -R$ 200 por hectare de faturamento mensal para R$ 3 mil por hectare hoje, com aumento da qualidade dos pastos, da produtividade, do volume de água no lago da propriedade e reduzindo a erosão e a necessidade de desmatamento, de acordo com a proprietária, Marize Porto Costa. “A grande vantagem é a diluição de risco de clima e de mercado: só isso já vale o sistema”, afirma Marize, que além disso elenca a redução de custos com a integração.

Desafio de startups

Durante o evento, também ocorreu o Desafio das Startups, que apresentaram soluções inovadoras para o campo. A vencedora, escolhida pelo público do evento através de um aplicativo, foi a Metha, que ganhou com 92% dos votos. A startup criou um microgerador de energia elétrica, que pode ser instalada em qualquer curso d´água, inclusive pequenos córregos e fornece energia para abastecer propriedades rurais. A Microcentral Hidrelétrica (MCH) aposta num futuro onde a demanda por energia será alta, e a geração dela será distribuída. Ao todo, 6 empresas competiram. Fonte: Gazeta do Povo

Sobre o Fórum de Agricultura da América do Sul 

O projeto piloto do Fórum foi realizado em 2013 e levou para Foz do Iguaçu (PR) mais de 500 inscritos para discutir os desafios e oportunidades do agronegócio global a partir da realidade sul-americana. Desde então, o evento reúne anualmente especialistas e participantes de todo o mundo, trazendo à pauta assuntos como inovação e sustentabilidade, desenvolvimento urbano pela economia rural e sucessão no campo.

Em 2019, o evento teve como tema “Da Produção ao Mercado – Global e Sustentável”. Realizado pelo Núcleo de Agronegócio da Gazeta do Povo (AgroGP), o evento tem parceria/apoio dos Sistema Ocepar e OCB, Prefeitura de Curitiba, Sistema Confea-Crea, Sistema Fiep, CME Group, Sanepar, Copel e Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

Mais informações: www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

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Vice-governadora destaca força do agronegócio catarinense na 42ª Expointer no RS

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A vice-governadora Daniela Reinehr visitou nesta sexta-feira, 30, em Esteio, no Rio Grande do Sul, a 42ª Expointer, considerada a maior feira do agronegócio a céu aberto da América Latina. Ainda pela manhã, acompanhou com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e demais autoridades a cerimônia de abertura e desfile dos Grandes Campeões.

Daniela destacou a importância do evento e da representação catarinense na feira. “Nosso país é visto como um grande produtor de alimentos. E temos um potencial para crescer ainda mais. A Expointer é uma das grandes feiras em que o produtor catarinense participa, troca experiências, mostra o seu potencial e tecnologias, além de fazer novos negócios e seguir incrementando cada vez mais neste setor, tão importante para o país".

Em seguida, esteve na Casa do Produtor Catarinense, instalada há 40 anos, dentro da Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil. Mantida pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a casa funciona como ponto de encontro para produtores rurais e pesquisadores do setor do agronegócio.

"A Casa do Produtor do Catarinense apresenta as nossas tecnologias e expertises disponíveis neste importante setor do agronegócio, que representa 30% da economia do nosso Estado. Nós tivemos, inclusive, premiações para Santa Catarina no desfile dos campeões hoje (sexta) pela manhã", salientou.

Daniela ainda conheceu alguns estandes de produtores catarinenses que trouxeram animais da melhor genética para exposição. Além disso, passou por pavilhões que reúnem os mais modernos equipamentos e máquinas agrícolas, que garantem cada vez mais qualidade e inovação e tecnologias à cadeia produtiva do agronegócio.

Também participou da feira o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa. “A Expointer é a maior feira de agronegócio da América Latina, nela os produtores catarinenses têm oportunidade de ter acesso a novas tecnologias, novas metodologias a serem aplicadas no plantio, sem dúvidas é muito importante a presença do nosso estado”, afirmou.

Destacou que neste ano várias startups estiveram presentes, promovendo o debate sobre a inovação no agronegócio. “Nesse sentido é fundamental a participação para levar o que há de melhor para o Estado de Santa Catarina”, complementou.

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Agronegócio em SC

Santa Catarina é o Estado brasileiro considerado o maior produtor de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões. Além disso, é o segundo maior produtor de tabaco, aves, alho e arroz. Os números demonstram a diversidade da produção catarinense. O agronegócio é responsável por gerar 60 mil empregos diretos em frigoríficos e indústrias da carne do Estado. São 18 mil produtores integrados de suínos e aves. Para garantir a sanidade animal e vegetal, Santa Catarina conta com 63 barreiras fixas nas divisas com Paraná, Rio Grande do Sul e Argentina, que controlam a entrada e saída de animais e produtos agropecuários. Fonte: sc.gov.br / Fotos: Elisabety Borghelotti / GVG

Mais informações: comunicacao@gvg.sc.gov.br

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Governo do Estado e produtores agrícolas entram em acordo para nova regra de tributação de agrotóxicos

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Após reunião na Casa d’Agronômica, nesta quinta-feira, 21, com entidades ligadas ao agronegócio catarinense, o governador Carlos Moisés propôs uma nova regra de transição para a tributação de agrotóxicos no estado.

Os produtos seguem isentos de ICMS até 31 de dezembro e, a partir de janeiro de 2020, o imposto passará a ser por grau de toxicidade. O objetivo é promover o uso consciente dos produtos na agricultura, em função do seu potencial tóxico para o meio ambiente e a saúde pública.

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“Ouvimos as reivindicações e construímos uma alternativa que atende o setor produtivo e à sociedade, que apoia a produção de alimentos mais saudáveis. Entendemos que o prazo é necessário para que os agricultores possam ter o período de safra para a adaptação com as novas regras”, disse o governador.

A proposta é que os agrotóxicos sejam classificados em seis categorias, com variação na carga tributária de acordo com o grau de toxicidade. Os produtos alta e extremamente tóxicos não teriam redução na base de cálculo e permanecerão na faixa vermelha, com 17% de ICMS; já os que são moderadamente tóxicos, inseridos na faixa amarela, terão 12%; na faixa azul, há os produtos pouco tóxicos, cuja carga tributária será de 7%, e os improváveis de causar dano agudo, com carga de 4,8%; por fim, isentos de ICMS estarão os produtos biológicos e os bioinsumos, incluídos na faixa verde.

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“Acreditamos que a proposta deve ser vista como um bem coletivo. Este novo modelo de aplicação de tributos considera não apenas custos econômicos e de produção, mas também os custos para o meio ambiente e para a sociedade”, salientou o secretário de Estado da Fazenda (SEF), Paulo Eli.

O chefe da Casa Civil, Douglas Borba, destacou a importância do diálogo para construir a alternativa: “A prova foi esse gesto praticado pelo governador a pedido da base governista na Assembleia, que fez o apelo. O governador prontamente atendeu. Então, o diálogo é contínuo, não só para o agrotóxico e também para outras políticas públicas do Estado.”

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A classificação proposta pelo Governo do Estado se baseia na Resolução 2080 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 31 de julho de 2019, que dispõe a rotulagem de produtos químicos usados na agricultura. O texto será editado como uma Medida Provisória (MP), que será assinada digitalmente pelo governador nos próximos dias e terá validade retroativa a 1º de agosto.

O secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Gouvêa, destacou que o acordo preserva o período de plantio da safra em Santa Catarina: “O produtor catarinense pode ficar tranquilo. Até o fim do ano teremos um período de transição. Este acordo mostra a maturidade de todos.”

As lideranças do agronegócio comemoraram a nova regra proposta pelo governo. “Nós conversamos entre nós, que representamos o setor primário de Santa Catarina, e concordamos com as ponderações que o governo colocou, porque nessa safra não vamos sentir nenhum revés. Será plantada nas mesmas condiçãos anteriores. Por isso estamos saindo daqui satisfeitos, agradecendo essa compreensão do governo”, comentou José Zerefino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc).

Também acompanharam o encontro os presidentes da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Luiz V. Suzin, da Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), Cláudio Post, e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetaesc), José W. Dresch. Fonte:www.sc.gov.br 

 

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Governo do Estado e Fórum Parlamentar Catarinense discutem demandas da região Oeste

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A vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa, participaram em Chapecó, nesta sexta-feira, 5, da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense. Os temas centrais debatidos foram as demandas na área de infraestrutura e também do agronegócio na região Oeste.

Em sua fala para os deputados e senadores catarinenses, a vice-governadora destacou a importância do trabalho integrado do poder público, iniciativa privada e lideranças para buscar o desenvolvimento da região Oeste. “Temos falado muito em união de esforços para tudo o que for bom e viável para o desenvolvimento do nosso Estado. E eu acredito que isso é uma prática que tem sido feita por todos que estão aqui. Temos agora um grande desafio: um plano estadual de desenvolvimento econômico e logístico. Devemos focar os nossos esforços para que isso aconteça e saia do papel”, disse Daniela.

A vice-governadora falou ainda sobre a necessidade de aproximar o Oeste do restante do estado através da melhoria na infraestrutura, utilizando, inclusive, outros modais de transporte para trazer mais competitividade à produção agropecuária. “Temos um modelo de agronegócio reconhecido em todo o país, com resultados muito expressivos em nível nacional. Mas para mantermos essa importância, precisamos da ajuda do Governo Federal. Santa Catarina tem que estar no plano de logística nacional”.

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Agronegócio

Com um agronegócio forte e baseado na agricultura familiar, Santa Catarina se tornou referência na produção agropecuária. O secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa apresentou à bancada catarinense os maiores gargalos do setor produtivo, principalmente em relação ao abastecimento de milho e questões ligadas à defesa agropecuária.

“Precisamos do apoio em Brasília. Mostramos aos deputados algumas questões que são fundamentais para o desenvolvimento da região, como por exemplo, a Rota do Milho e as demandas para aduana em Dionísio Cerqueira”, ressaltou.

O secretário pediu apoio às lideranças para que atuem junto ao Governo Federal e busquem atender as demandas de Santa Catarina. “Pensamos em um Governo de resultados e para isso todas as esferas devem estar unidas. Trabalhamos para a sociedade e buscamos o que é o melhor para todos”.

No encontro, também estiveram presentes o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ronaldo Carioni Barbosa, e o superintendente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Túlio Tavares. Fonte: comunicacao@gvg.sc.gov.br / Foto: Foto: Elisabety Borghelotti

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Governo quer incentivar startups para acelerar a terceira revolução do agro

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A agricultura brasileira é extremamente inovadora e produtiva, sem deixar nada a desejar para outros países. O problema é que isso ocorre em apenas algumas culturas de larga escala, como soja, milho, algodão e na pecuária, maquiando os maus resultados de outros setores.

A opinião é do secretário de Inovação do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Camargo, que participou na terça-feira (11) do 1º Fórum Regional de Inovação Agropecuária, promovido pelo Mapa, que ocorreu em Carambeí, na região dos Campos Gerais do Paraná. O fórum antecedeu a abertura da Digital Agro 2019, uma das principais feiras de tecnologia digital voltadas ao agronegócio que vai até 13 de junho.

Uma das ferramentas que o Brasil precisa desenvolver para acelerar o que Camargo chama de terceira revolução do agronegócio é um ambiente adequado para fomentar o desenvolvimento de tecnologias e ideias inovadoras, hoje basicamente concentradas em universidades, centros de pesquisas e startups que podem promover a melhoria das produtividades em todos os setores do agro brasileiro e tornar o país um exportador de tecnologias, e não apenas um exportador de commodities agrícolas.

“Estamos pessimamente colocados nos rankings de países com maior facilidade para se fazer negócios. Primeiramente, o governo tem que desregulamentar, desburocratizar. A primeira ajuda que ele pode fazer é deixar de atrapalhar”

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Fernando Camargo, secretário de Inovação do Ministério da Agricultura

A segunda maneira é incentivando o fomento da inovação, com o favorecimento de ambientes para a criação de startups, fornecer linhas de crédito para empresas inovadoaes e promover eventos em que os atores do setor se encontrem e pensem juntos sobre o tema inovação, afirma Camargo.

Ao todo, o Mapa planeja realizar cerca de 40 fóruns regionais para depois, em 2020, juntar as ideias e conhecimentos apreendidos no Fórum Nacional de Inovação Agropecuária.

Outro projeto que o ministério guarda na manga é a criação de polos regionais de inovação, que serão formados em cidades com infraestrutura voltada para o agro, com a presença de universidades públicas, centros de pesquisa, grandes empresas do setor e com a participação as estruturas municipais e estaduais, o que deve incluir espaços de co-working com foco nas startups ou agritechs. O objetivo é fomentar a vocação que já existe em cada região.

O primeiro polo anunciado pela ministra Tereza Cristina foi Londrina (PR), que segundo o ministério reúne condições para inovação do agronegócio brasileiro. O Paraná deve ter ainda uma segunda cidade-polo.

É preciso desburocratizar e facilitar a inovação

“A gente faz o nosso papel desburocratizando as normas do Ministério da Agricultura, mas quando a gente fala nacionalmente de ambiência de negócios a gente fala de Ministério da Economia. Existem uma série de ações que estão sendo desenvolvidas que provavelmente vão ser anunciadas após a aprovação da reforma da Previdência. Hoje a gente precisa primeiramente superar esse desafio, que é uma condição necessária para fazermos a retomada do crescimento econômico”, afirma Fernando Camargo.

Um desses desafios seria aprofundar o marco legal de inovação, ferramenta que destravaria iniciativas no setor. Camargo diz que o Brasil precisa correr atrás para recuperar o campo perdido em setor como o de cacau, onde o país era o maior produtor mundial e hoje caiu para sexto.

“Para fazer isso primeiro precisamos mapear a ineficiência e depois aportar recursos e expertise. Existem dois tipos de ineficiência, a da porteira para dentro e a da porteira para fora. A primeira é que demanda assistência técnica, extensão rural, novos cultivares, agricultura digital, conectividade no campo. A outra é a necessidade de portos, estradas, ferrovias e aí o Brasil também tem um grande desafio”, observa.

As criações e ideias que surgirão a partir das startups – e com soluções tecnológicas que podem aumentar a produtividade ou melhorar a eficiência no campo, reduzindo custos – são imprevisíveis, conforme explica o secretário de Inovação do Mapa.

“Quando a gente fala em inovação, se a caracterizarmos já estamos perdendo, porque inovação é, por si só, disruptiva. Então, a startup que virá amanhã, o unicórnio que irá se viabilizar, é justamente aquela que a gente nem tem noção do que pode acontecer. Se soubermos caracterizar, ela deixará de ser inovadora. A função da startup é pensar algo que nunca tínhamos imaginado”, define Camargo.

Segundo o secretário, o Brasil precisa acelerar a terceira revolução do campo. A primeira ocorreu ainda nos anos 1970, com o surgimento do plantio direto na região de Carambeí, que modificou completamente a forma de fazer agricultura. A segunda, nas décadas de 1980 e 1990, surgiu com o advento da segunda e terceira safra.

“A grande revolução de agora é a agricultura digital. Estamos falando de drones, de biotecnologia, de modificação genética sofisticada. O trigo, por exemplo, sempre foi uma cultura de clima temperado, frio. Hoje existe um forte indicativo de que o cereal vai chegar no Cerrado e que o Brasil vai se tornar autossuficiente em trigo daqui a alguns anos”, observa. Para ele, a revolução da agricultura tecnológica mostra que o país está no limiar de uma mudança de paradigma no campo.

Um exemplo disso é a Holanda, país 245 vezes menor em termos de território que os EUA e que consegue obter produtividades de alto nível. Então temos tudo para fazer essa revolução.

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Bert Rikken, conselheiro agrícola da Embaixada dos Países Baixos

Bert Rikken, conselheiro agrícola da Embaixada do Reino dos Países Baixos e que foi um dos painelistas do fórum, apresentou um esboço de como o país revolucionou a sua produção agropecuária após a década de 1970.

"O sucesso está em implementar o pacote completo. A Holanda é bem-sucedida porque somos inovadores, desenvolvemos tecnologias apropriadas e criamos infraestrutura. Mas não é só isso, tem que ver o que fazemos com isso, como uma boa prestação de serviços, sem burocracia, com competitividade e um ambiente propício para negócios".

Já o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini, mostrou um estudo de um projeto de ecossistema de inovação que está sendo implantado em Ponta Grossa e região que engloba 50 startups e 250 empresas consideradas inovadoras.

O estudo, uma parceria do Sebrae/PR e Prefeitura de Ponta Grossa, foi concluído no final e 2017 e identificou o perfil e o potencial de inovação presentes na região, desde empresas até universidades que poderiam gerar ações nesse sentido. Identificou que um dos setores com maior capacidade de alavancar o desenvolvimento territorial pela inovação foi o agronegócio.

Setores foram mapeados, estudados e diagnosticados, tanto dos talentos, do nível de governança e dos clusters industriais quanto o nível das políticas públicas, do empreendedorismo, do aporte de capital e as empresas de tecnologia do setor privado.

Posteriormente foi criado um plano de ação com metas de curto, médio e longo prazo. Além disso, foi criado um conselho de inovação em nível municipal e há um projeto concluído para um centro de inovação que irá abrigar desde os projetos de ideação, geração de empreendimentos, até educação e treinamento e administração.

Emerson Moura, CEO da Frísia Cooperativa Agroindustrial, lembra que é preciso aos agentes de inovação conhecer de perto os problemas dos agricultores no campo e perceber que a solução que ele está imaginando seja aplicável ao campo. “Se não, nada serve uma nova ideia. Ela ter que ser aplicável, simples e barata, caso contrário não será assimilada pelo produtor rural”.

Ele diz que as principais demandas dos produtores hoje são: ter acesso a informação; fazer a gestão financeira e de pessoas das propriedades; lidar com a sucessão familiar na era digital; incrementar o aumento de produtividade sem expansão de área; e ajuda para lidar com o excesso de informação sobre novas tecnologias, que acaba confundindo o produtor.

Fugindo do “vale da morte”

O pró-reitor de Relações Empresariais e Comunitárias da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Douglas Renaux, por sua vez, explicou os motivos de o Brasil não avançar na criação de ambientes competitivos. Ele mostrou uma escala de nível de maturidade tecnológica dos países, que consiste em 9 níveis, desde a etapa de pesquisa básica (níveis 1 e 2) até a etapa em que o produto está pronto para ganhar o mercado (9).

“Quem trabalha com os níveis iniciais, de invenção, são as universidades com apoio de instituições governamentais. Quem trabalha com os níveis 7, 8 e 9 é o setor privado. E no meio do caminho existe um buraco, chamado de ‘vale da morte’. Se a gente não conseguir passar por esse vale não adianta ter ideias maravilhosas porque elas não vão chegar ao mercado. E as nossas invenções não se transformam em inovações.”

Para transpor o tal “vale da morte”, segundo Renaux, é preciso ter programas específicos para isso, como os da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que apoia atividades inovadoras com recursos para que as atividades dos níveis 3, 4 e 5 (intermediários) sejam executadas.

“A Embrapii tem laboratórios, com o apoio da Fiep, em que consegue dar apoio às startups para conseguirem passar pelo ‘vale da morte’. Precisamos de muito mais exemplos como esse. As startups são o caminho para cobrir esse vale, apoiadas por um processo de pré-incubação, incubação e aceleração, desde que tenhamos um ambiente propício para isso e fomento apropriado”, afirma.

Nos primeiros níveis, o poder público geralmente é o responsável pelos recursos, diz o pró-reitor da UTFPR. No segundo, a Embrapii e outros mecanismos como o BNDES fazem o aporte financeiro. Na etapa final do processo o dinheiro vem de investidores anjo e dos bancos.

E por falar em recursos públicos, o fomento à inovação por enquanto vai ter de se contentar apenas com o apoio moral. “O Brasil quebrou. Temos que primeiro fazer a reforma da Previdência. Precisamos ter engenho e arte para fazer as coisas nesse momento. Não temos dinheiro para isso”, declarou Fernando Camargo.

Bert Rikken enxerga outros problemas no país, com o mercado extremamente fechado para se fazer negócios por aqui. “Muitas empresas internacionais que têm sede na Holanda e que estão também no Brasil estão funcionando aqui em um nível muito baixo. Estão esperando o momento em que o Brasil abrirá o seu mercado. Como se quer importar máquinas e inovação com altas taxas e burocracia? É muito difícil”, queixa-se. Fonte:Gazeta do Povo

 

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Trator adaptado leva agricultor cadeirante de volta à lavoura em Descanso

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Entender as necessidades dos agricultores é uma das premissas de atuação da Massey Ferguson, compartilhada por seus concessionários em todo o país. Um bom exemplo dessa dedicação ao cliente é o trabalho desenvolvido pela MM Sperandio, autorizada da marca em São Miguel do Oeste (SC), para adaptar um trator especialmente para Nedis Márcio Soethe.

O produtor rural é cliente da concessionária há mais de 15 anos e já teve diversos equipamentos Massey Ferguson. Há cinco anos, um acidente o deixou paraplégico, impedindo seu trabalho na propriedade em Descanso (SC), onde planta fumo, milho e soja.

Assim que a nova linha de tratores MF 4700 chegou, a MM Sperandio entrou em contato com Soethe para oferecer o modelo MF 4707, com transmissão Power Shuttle, que foi adaptado para permitir que a frenagem seja feita nas mãos. “Agora, posso ajudar meu filho na lavoura e estar em ação. É bom para mim mesmo, pois melhorou minha autoestima poder voltar à ativa”, afirma o produtor.

A modificação do sistema de freios, que agora é acionado por meio de uma alavanca, foi realizada na oficina da MM Sperandio, que há 50 anos é concessionária Massey Ferguson. “Estamos sempre em contato com nossos clientes e identificamos uma oportunidade de contribuir para que o senhor Soethe pudesse voltar a fazer o que gosta. É extremamente gratificante ajudar o agricultor com soluções para que não só possa produzir mais e melhor, como lhe proporcionar satisfação e bem-estar”, afirma Marcos Henrique Schakofski, gerente de Vendas da autorizada.

O trator MF 4707 (79 cv) cabinado foi adquirido por meio do Mais Alimentos, programa de financiamento a agricultores e produtores rurais para investimentos em sua estrutura de produção e de serviços. Evolução da prestigiada família de tratores MF 4200, a série MF 4700 tem a maior capacidade de levante e vazão da categoria, além de maior escalonamento de marchas de trabalho do mercado (24 marchas de frente e ré) com a opção de contar com um supercreeper, garantindo mais versatilidade no trabalho.

“Os novos tratores foram desenvolvidos especialmente para oferecer maior versatilidade no trabalho do campo, contribuindo para a produtividade do agricultor em seus desafios diários. São modelos com tecnologia, fáceis de manejar e que oferecem ótimo rendimento nas operações”, afirma Eder Pinheiro, coordenador de Marketing do Produto Tratores da Massey Ferguson. Fonte:Jornal O Tempo

 

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Celesc Rural vai beneficiar áreas rurais de Santa Catarina

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Dia 29 de maio foi um dia histórico, especialmente para o agricultor catarinense, com o lançamento, do programa Celesc Rural, que vai alavancar o desenvolvimento do agronegócio.

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O lançamento contou com a presença de mais de 200 pessoas e aconreceu no salão da Comunidade Evangélica da Ilha Grande, município de Ituporanga. Muitas autoridades, incluindo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, acompanharam o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, responsável por lançar o Celesc Rural. "Essa reivindicação era muito antiga e, hoje, avançamos fortemente para promover a qualidade do agronegócio. Queremos aqui firmar um compromisso: queremos que vocês sejam nossos parceiros e contem conosco", ratificou Martins, sobre o importante passo Celesc.

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O Programa

O programa inédito da empresa soma investimentos, só em 2019, de R$ 65 milhões, que serão aplicados em 1,2 mil quilômetros de rede, em duas modalidades: substituição de redes monofásicas por trifásicas e troca de cabos por novos cabos protegidos, evitando que ocorram muitas das ocorrências de queda de energia porque a vegetação encostou e derrubou a rede elétrica.  Esse trabalho será realizado em milhares de quilômetros dos municípios catarinenses, na área de concessão da Celesc, e vai atender a um apelo antigo dos pequenos agricultores e produtores rurais do Estado.Os investimentos alcançam R$ 65,7 milhões, aplicados em 1,2 mil quilômetros de rede, ainda em 2019.  

 

Primeira Modalidade - (cabo protegido)

No Alto Vale, numa primeira etapa, serão substituídos 230 quilômetros de rede de cabos nus por cabos protegidos, na região de Ituporanga, com investimento de R$ 5,5 milhões. A implantação deve ocorrer até a safra de fumo, em novembro deste ano. "A fumicultura é uma atividade especialmente delicada na região do Alto Vale catarinense pela necessidade de secar as folhas em estufas que dependem do fornecimento contínuo de energia. Qualquer oscilação ou interrupção mais prolongada já afeta a qualidade da produção, gerando prejuízos e ameaçando a viabilidade dos negócios", afirma o gerente da Celesc, Manoel Arisoli, que acompanha de perto as demandas dos agricultores locais.

Na segunda etapa, o projeto prevê outros 590 quilômetros de cabos protegidos nas regiões de Rio do Sul e Mafra, onde estão concentrados os maiores problemas relativos a ocorrências provocadas por choque de vegetação com a rede elétrica. Para essa segunda etapa das obras, os investimentos chegam a R$ 24,5 milhões. "Vegetação na rede é hoje a principal causa de falta de energia nessas regiões onde há grandes extensões com plantios de pinus e eucaliptos", destaca Arisoli. "Essas espécies de árvores alcançam mais de 30 metros de altura e, com a força dos ventos, muitas vezes são lançadas sobre a rede. A recuperação do sistema pode ser demorada, se o ponto da ocorrência estiver em uma área de difícil acesso para as nossas equipes, por exemplo", explica o gerente, ao lembrar que a proteção dos cabos irá torná-los mais resistentes ao impacto com a vegetação. “A expectativa é reduzir em 90% a falta de energia elétrica nas comunidades rurais destes municípios”, completa.

Além da troca dos cabos nus por protegidos, a rede vai receber também manutenção completa nessas regiões, com troca de postes de madeira por concreto, nos primeiros 400 quilômetros. “O projeto piloto dos cabos protegidos nas áreas rurais foi desenvolvido no Alto Vale do Itajaí, no município de Rio do Campo, na localidade de Varaneira, colocando Santa Catarina como pioneira no Brasil , em 2015”, relembra Manoel.

A implantação dos cabos protegidos vai beneficiar diretamente o agronegócio, que é responsável por cerca de 30% do PIB (Produto Interno Bruto) catarinense. O maior objetivo é promover melhoria no desempenho das redes de distribuição nas áreas rurais, especialmente onde estão localizados os produtores de fumo da região de Ituporanga.

Segunda Modalidade – Rede Monofásica para Trifásica

A segunda modalidade do programa, que será lançada pela Celesc no Oeste do Estado, ainda no mês de junho, prevê a substituição de redes monofásicas por trifásicas para ampliar a capacidade de fornecimento de energia das áreas rurais. Para essa modalidade, serão investidos R$29,2 milhões, em 300 quilômetros de rede em todo o Estado e R$ 6,5 milhões, na substituição 86 quilômetros, nas unidades de Rio do Sul e Mafra.

Essas redes são necessárias em localidades rurais onde necessitam de potências maiores, principalmente nas regiões com desenvolvimento econômico mais rápido que outras.

Regiões

Núcleo Grande Capital: 27,5 km/ Investimento de R$ 2,5 milhões 

Núcleo Alto Vale: 20,9 km/ Investimento de R$ 1,9 milhão

Núcleo Norte: 94,9 km/ Investimento de R$ 9,1 milhões 

Núcleo Planalto: 19,3km / Investimento de R$ 1,7 milhão

Núcleo Meio Oeste: 28,5 km/ Investimento de R$ 2,8 milhões

Núcleo Sul: 8,2 km/ Investimento de R$ 1 milhão

Núcleo Oeste: 100,7 km/ Investimento de R$ 10,2 milhões

“No passado os agricultores necessitavam de luz, mas hoje, os agricultores necessitam de energia, para fazer funcionar suas propriedades rurais como por exemplo, motores de estufas para fumo, aeradores para oxigenar águas nos tanques de peixes, ordenhadeiras entre outros”, finalizou Arisoli.Fonte:Com informações da CELESC

 

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Vinte e dois técnicos em agronegócio são formados pelo Senar/SC em São Joaquim

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Desde que tinha seis anos de idade Everson Suzin acompanhou o trabalho de sua família no meio rural, de São Joaquim, com a plantação de batata, maçã e uva. E foi incentivado pelos pais que cursou o ensino técnico agrícola, graduação em administração e pós em gestão em vitivinicultura e em vitivinicultura em enologia.

Em busca de novos conhecimentos, Suzin ingressou também, há dois anos, no Curso Técnico em Agronegócio da rede e-Tec no polo de São Joaquim, desenvolvido em Santa Catarina pela Administração Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

Suzin é um dos 22 alunos do polo presencial de São Joaquim que no último sábado (23) formou a sua quarta turma. A solenidade de colação de grau aconteceu na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) do município

“Conhecimento nunca é demais e o curso técnico me oportunizou uma imensa troca de experiências, além de networking. Revivi muitos conteúdos que aprendi na graduação, mas a convivência com colegas e professores me acrescentou mais bagagem de informações que, com certeza, contribuirão muito no meu trabalho”, afirma Suzin que atua na parte de vendas e marketing dos vinhos produzidos pela família, além de desenvolver a parte técnica de seus pomares e prestar assessoria para duas vinícolas de São Joaquim.

O presidente do Sindicato Rural de São Joaquim, um dos parceiros na realização do curso, e vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, fala com orgulho da conclusão de mais uma turma.

“Fomos um dos primeiros polos de apoio presencial a inaugurar em Santa Catarina, ainda em 2016, e ver o fruto desse trabalho é algo que muito nos alegra. O nível técnico desses profissionais contribuirá exponencialmente com o agronegócio da região”, destaca o presidente.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, salienta que os novos técnicos em agronegócio serão agentes de transformação rural e responsáveis por levar ao campo muito mais do que conhecimentos e informações, mas estímulo principalmente aos jovens para que permaneçam no meio rural e invistam em suas formações. “O agronegócio é um dos setores mais promissores da economia e é vital para a sobrevivência humana. Afinal, são os produtores rurais os responsáveis por levar o alimento ao mundo. Por isso, incentivamos a formação de qualidade”.

O curso teve 80% da carga horária a distância e 20% em encontros presenciais realizados. Um dos grandes diferenciais são as visitas técnicas realizadas em propriedades rurais a fim de aproximar os alunos da realidade vivenciada e dos desafios e oportunidades que eles terão pela frente.

De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, os profissionais tornam-se aptos a identificar as principais potencialidades, limitações e desafios futuros do agronegócio e das principais cadeias produtivas da agropecuária brasileira. “Além disso, analisarão problemas em sistemas e processos de gestão e de produção, reconhecerão os processos e sistemas agroindustriais e de melhoria da qualidade de produtos e serviços e poderão aplicar técnicas de empreendedorismo com capacidade crítica, criativa e inovadora”, complementa.

A coordenadora estadual do curso, Katia Zanela, observa que os técnicos recém-formados poderão trabalhar tanto em propriedades rurais, indústrias, federações e associações, como em empresas de pesquisa e fomento. “É um mercado de oportunidades”, afirma.Fonte:MB Comunicação

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Programa Terra Boa foi lançado na maior feira do agronegócio de Santa Catarina

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O Programa Terra Boa foi lançado pela vice-governadora Daniela Reinehr e pelo secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa durante a abertura do Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, na quarta-feira, 30.

Em sua nova edição, o Programa Terra Boa terá investimentos de R$ 47 milhões para ampliar a produtividade e a renda no meio rural catarinense. Este ano, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca irá apoiar a aquisição de 300 mil toneladas de calcário, 200 mil sacas de semente de milho, mil kits forrageira, 500 kits apicultura e 5 mil abelhas-rainhas. 

“Esta é uma oportunidade de destacar como o agronegócio é fundamental para o desenvolvimento de Santa Catarina. Nós temos a possibilidade de fazermos grandes parcerias e fortalecer ainda mais o agronegócio Catarinense”, destacou a vice-governadora Daniela Reinehr.

O Programa Terra Boa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) e busca aumentar a produção de milho e a produtividade das lavouras catarinenses, além de incentivar os investimentos na melhoria de pastagens e na apicultura.

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“O Programa Terra Boa dá aos produtores uma oportunidade de acessar sementes de milho de alta tecnologia, investir na melhoria do solo, além de trabalhar com a diversificação da produção. É um investimento importante que faz a diferença para o setor produtivo Catarinense”, ressaltou o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

Na última safra, as sementes de milho fornecidas pela Secretaria da Agricultura, através do Programa Terra-Boa, responderam por 33% da área plantada do grão em Santa Catarina – aproximadamente 186,3 mil hectares.  Lembrando que 90% das sementes oferecidas são de alta tecnologia e trazem uma grande produtividade por hectare.

A expectativa do Programa é atender mais de 80 mil agricultores catarinenses em 2019. Nos últimos seis anos, o Terra Boa já investiu mais de R$ 235,7 milhões e beneficiou mais de 500 mil agricultores de todo o estado.

A distribuição do Terra Boa

Calcário: a distribuição de calcário é feita em duas modalidades: via cooperativa ou direto das minas. Com o calcário direto das minas, o produtor fica responsável pelo transporte. No caso do calcário via cooperativa o produtor paga o equivalente em sacos de milho consumo tipo II (60 kg), pelo preço de referência fixado no início de cada ano –  o produto é disponibilizado para ser retirado próximo à propriedade rural. Cada família rural tem direito a uma cota de até 30 toneladas de calcário que serão pagas no próximo ano com o produto da colheita.

Sementes de milho: as sementes que podem ser adquiridas pelo produtor incluem sementes de médio até altíssimo valor genético, seguindo as relações de troca.

Para cada saca de 20kg de sementes, classificadas nos determinados grupos, o produtor deverá ressarcir a diferença entre o preço de venda menos os respectivos valores dos subsídios, cujo montante será convertido em quantidade de sacas de produto de 60kg de milho consumo tipo II, utilizando como base o preço unitário de referência fixado em R$ 25.

Kit Forrageira: o kit forrageira é formado por mais de 80 produtos fornecidos a partir de um projeto técnico elaborado pela Epagri. O valor do kit é R$ 6 mil, e pode ser pago em três (3) parcelas anuais, sem juros, ou caso o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda e terceira parcela para a mesma data de vencimento da primeira, este terá um desconto de 30% sobre o valor da segunda e  de 60% sobre o valor da terceira parcela.

Kit Apicultura: cada kit é composto por seis colmeias, com ninho e duas melgueiras; cera alveolada para seis colmeias; formão; dois macacões completos com máscara; dois pares de luvas e um fumegador, cobertura ecológica, arames, esticador de arame, rainha, núcleo Langstoth, alimentador de cobertura, luvas e jaleco. O kit custa cerca de R$ 2.4 mil, e o produtor terá dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual em juros, ou caso o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, este terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Abelhas-rainhas: fornecimento de no máximo 150 rainhas por produtor. A subvenção do Governo é limitada a R$ 18,00 reais por rainha. 

Milho em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior importador de milho do Brasil. Com um consumo anual de 7 milhões de toneladas do grão, o estado traz cerca de 4 milhões de toneladas do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer suas cadeias produtivas de suínos, aves e leite.  

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Itaipu Rural Show

O Itaipu Rural Show é o maior evento do Agronegócio do estado de Santa Catarina. A feira está em sua 21ª edição e tem como objetivo mostrar aos participantes as tecnologias e tendências do setor agropecuário. Trata-se de um evento direcionado aos agricultores, agropecuaristas, pesquisadores, empresários e técnicos de todos os estados. A expectativa da Comissão Central Organizadora é receber mais de 60 mil visitantes nos quatro dias de feira.

O Itaipu Rural Show acontece de 30 de janeiro a 02 de fevereiro de 2019, no centro de difusão de tecnologias da Cooperitaipu, localizado no quilômetro 580 da rodovia federal BR-282, a um quilômetro do trevo Oeste da cidade de Pinhalzinho/SC.

Segundo o presidente da cooperativa, Arno Pandolfo, o público que visitar a feira nestes quatro dias vai se surpreender com a inovação e tecnologia que a cada edição o Itaipu busca trazer para apresentar. O presidente frisa que em 20 anos de história da feira foram mais de 540 mil visitantes que passaram pelo parque.

O Itaipu Rural Show já está consolidado como a maior feira do agronegócio de Santa Catarina e uma das maiores do setor no país. Esse reconhecimento, diz o presidente, é muito bom, pois mostra a força que a cooperativa foi desenvolvendo ano após ano. Fonte:Ciom informações da  Fonte:SECOM /Foto: James Tavares/Secom e Portal Peperi

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Secretaria da Agricultura e da Pesca terá foco no fortalecimento da agricultura familiar

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A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca tem uma nova diretriz de trabalho: melhorar a produtividade e a renda do agricultor familiar. O agronegócio terá um papel ainda maior na recuperação econômica de Santa Catarina.

“Nosso grande objetivo é melhorar a renda do produtor rural, com isso melhoramos a economia regional e, conseqüentemente, incrementamos a economia catarinense”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo Gouvêa.

Ações voltadas à adoção de tecnologias e inovações terão destaque na nova gestão.

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Empresas vinculadas
A Secretaria da Agricultura conta com três empresas vinculadas – Epagri, Cidasc e Ceasa – com papel fundamental para o fortalecimento do agronegócio catarinense. O secretário esclarece ainda que não haverá fusão ou extinção dessas empresas.

“São empresas com papéis distintos e eu sou um grande defensor de que não aconteçam mudanças na Epagri, Cidasc e Ceasa. Um dos destaques de Santa Catarina é justamente o cuidado com a defesa agropecuária, tendo um órgão que cuida especificamente desse trabalho. A Cidasc consta, inclusive, em nossos certificados internacionais e traz segurança para o mercado”, ressalta Gouvêa.

Segundo o secretário, para otimizar recursos e reduzir gastos, há possibilidade de compartilhamento de estruturas no interior. “A intenção é fazer economia e reverter isso para a sociedade”.

Maricultura e pesca
O trabalho de fortalecimento da agricultura familiar se estende também para os pescadores, maricultores e piscicultores de Santa Catarina. A Secretaria da Agricultura deve intensificar os esforços para estruturar o setor pesqueiro e a maricultura no estado. “Para se tornar uma atividade econômica importante e fortalecida, a cadeia produtiva deve estar organizada e formalizada. A nossa diretriz será a organização das cadeias produtivas”.

Milho
Grande produtor de proteína animal, o abastecimento de milho é uma preocupação constante do agronegócio catarinense. Santa Catarina é o maior importador nacional do grão – são quatro milhões de toneladas vindas de outros estados e países todos os anos.

O setor produtivo de carne e leite de Santa Catarina consome aproximadamente sete milhões de toneladas de milho por ano. De acordo com Ricardo Gouvêa a intenção é trabalhar junto ao Governo Federal uma ação imediata de subsidio ao frete. “Precisamos trabalhar com uma política nacional. O Brasil tem regiões com uma grande produção de milho e em Santa Catarina nós sofremos com a falta do grão”, afirma. As medidas para aumentar o abastecimento de milho no estado passam também pela melhora da infraestrutura de rodovias e ferrovias.

Agronegócio em Santa Catarina 
Com um setor produtivo forte e focado no mercado externo, Santa Catarina tem no agronegócio o carro-chefe de sua economia. Com apenas 1,12% do território brasileiro, o estado é referência internacional em sanidade e qualidade agropecuária – status que leva os produtos catarinenses aos mercados mais competitivos do mundo.

O estado é o maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, aves, alho e arroz e quarto maior produtor de leite. De janeiro a novembro de 2018, o agronegócio foi responsável por 66% do total das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,4 bilhões.

O bom desempenho é resultado de ações e investimentos do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores rurais em busca da excelência na produção.

 

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