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Governo quer incentivar startups para acelerar a terceira revolução do agro

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A agricultura brasileira é extremamente inovadora e produtiva, sem deixar nada a desejar para outros países. O problema é que isso ocorre em apenas algumas culturas de larga escala, como soja, milho, algodão e na pecuária, maquiando os maus resultados de outros setores.

A opinião é do secretário de Inovação do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Camargo, que participou na terça-feira (11) do 1º Fórum Regional de Inovação Agropecuária, promovido pelo Mapa, que ocorreu em Carambeí, na região dos Campos Gerais do Paraná. O fórum antecedeu a abertura da Digital Agro 2019, uma das principais feiras de tecnologia digital voltadas ao agronegócio que vai até 13 de junho.

Uma das ferramentas que o Brasil precisa desenvolver para acelerar o que Camargo chama de terceira revolução do agronegócio é um ambiente adequado para fomentar o desenvolvimento de tecnologias e ideias inovadoras, hoje basicamente concentradas em universidades, centros de pesquisas e startups que podem promover a melhoria das produtividades em todos os setores do agro brasileiro e tornar o país um exportador de tecnologias, e não apenas um exportador de commodities agrícolas.

“Estamos pessimamente colocados nos rankings de países com maior facilidade para se fazer negócios. Primeiramente, o governo tem que desregulamentar, desburocratizar. A primeira ajuda que ele pode fazer é deixar de atrapalhar”

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Fernando Camargo, secretário de Inovação do Ministério da Agricultura

A segunda maneira é incentivando o fomento da inovação, com o favorecimento de ambientes para a criação de startups, fornecer linhas de crédito para empresas inovadoaes e promover eventos em que os atores do setor se encontrem e pensem juntos sobre o tema inovação, afirma Camargo.

Ao todo, o Mapa planeja realizar cerca de 40 fóruns regionais para depois, em 2020, juntar as ideias e conhecimentos apreendidos no Fórum Nacional de Inovação Agropecuária.

Outro projeto que o ministério guarda na manga é a criação de polos regionais de inovação, que serão formados em cidades com infraestrutura voltada para o agro, com a presença de universidades públicas, centros de pesquisa, grandes empresas do setor e com a participação as estruturas municipais e estaduais, o que deve incluir espaços de co-working com foco nas startups ou agritechs. O objetivo é fomentar a vocação que já existe em cada região.

O primeiro polo anunciado pela ministra Tereza Cristina foi Londrina (PR), que segundo o ministério reúne condições para inovação do agronegócio brasileiro. O Paraná deve ter ainda uma segunda cidade-polo.

É preciso desburocratizar e facilitar a inovação

“A gente faz o nosso papel desburocratizando as normas do Ministério da Agricultura, mas quando a gente fala nacionalmente de ambiência de negócios a gente fala de Ministério da Economia. Existem uma série de ações que estão sendo desenvolvidas que provavelmente vão ser anunciadas após a aprovação da reforma da Previdência. Hoje a gente precisa primeiramente superar esse desafio, que é uma condição necessária para fazermos a retomada do crescimento econômico”, afirma Fernando Camargo.

Um desses desafios seria aprofundar o marco legal de inovação, ferramenta que destravaria iniciativas no setor. Camargo diz que o Brasil precisa correr atrás para recuperar o campo perdido em setor como o de cacau, onde o país era o maior produtor mundial e hoje caiu para sexto.

“Para fazer isso primeiro precisamos mapear a ineficiência e depois aportar recursos e expertise. Existem dois tipos de ineficiência, a da porteira para dentro e a da porteira para fora. A primeira é que demanda assistência técnica, extensão rural, novos cultivares, agricultura digital, conectividade no campo. A outra é a necessidade de portos, estradas, ferrovias e aí o Brasil também tem um grande desafio”, observa.

As criações e ideias que surgirão a partir das startups – e com soluções tecnológicas que podem aumentar a produtividade ou melhorar a eficiência no campo, reduzindo custos – são imprevisíveis, conforme explica o secretário de Inovação do Mapa.

“Quando a gente fala em inovação, se a caracterizarmos já estamos perdendo, porque inovação é, por si só, disruptiva. Então, a startup que virá amanhã, o unicórnio que irá se viabilizar, é justamente aquela que a gente nem tem noção do que pode acontecer. Se soubermos caracterizar, ela deixará de ser inovadora. A função da startup é pensar algo que nunca tínhamos imaginado”, define Camargo.

Segundo o secretário, o Brasil precisa acelerar a terceira revolução do campo. A primeira ocorreu ainda nos anos 1970, com o surgimento do plantio direto na região de Carambeí, que modificou completamente a forma de fazer agricultura. A segunda, nas décadas de 1980 e 1990, surgiu com o advento da segunda e terceira safra.

“A grande revolução de agora é a agricultura digital. Estamos falando de drones, de biotecnologia, de modificação genética sofisticada. O trigo, por exemplo, sempre foi uma cultura de clima temperado, frio. Hoje existe um forte indicativo de que o cereal vai chegar no Cerrado e que o Brasil vai se tornar autossuficiente em trigo daqui a alguns anos”, observa. Para ele, a revolução da agricultura tecnológica mostra que o país está no limiar de uma mudança de paradigma no campo.

Um exemplo disso é a Holanda, país 245 vezes menor em termos de território que os EUA e que consegue obter produtividades de alto nível. Então temos tudo para fazer essa revolução.

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Bert Rikken, conselheiro agrícola da Embaixada dos Países Baixos

Bert Rikken, conselheiro agrícola da Embaixada do Reino dos Países Baixos e que foi um dos painelistas do fórum, apresentou um esboço de como o país revolucionou a sua produção agropecuária após a década de 1970.

"O sucesso está em implementar o pacote completo. A Holanda é bem-sucedida porque somos inovadores, desenvolvemos tecnologias apropriadas e criamos infraestrutura. Mas não é só isso, tem que ver o que fazemos com isso, como uma boa prestação de serviços, sem burocracia, com competitividade e um ambiente propício para negócios".

Já o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini, mostrou um estudo de um projeto de ecossistema de inovação que está sendo implantado em Ponta Grossa e região que engloba 50 startups e 250 empresas consideradas inovadoras.

O estudo, uma parceria do Sebrae/PR e Prefeitura de Ponta Grossa, foi concluído no final e 2017 e identificou o perfil e o potencial de inovação presentes na região, desde empresas até universidades que poderiam gerar ações nesse sentido. Identificou que um dos setores com maior capacidade de alavancar o desenvolvimento territorial pela inovação foi o agronegócio.

Setores foram mapeados, estudados e diagnosticados, tanto dos talentos, do nível de governança e dos clusters industriais quanto o nível das políticas públicas, do empreendedorismo, do aporte de capital e as empresas de tecnologia do setor privado.

Posteriormente foi criado um plano de ação com metas de curto, médio e longo prazo. Além disso, foi criado um conselho de inovação em nível municipal e há um projeto concluído para um centro de inovação que irá abrigar desde os projetos de ideação, geração de empreendimentos, até educação e treinamento e administração.

Emerson Moura, CEO da Frísia Cooperativa Agroindustrial, lembra que é preciso aos agentes de inovação conhecer de perto os problemas dos agricultores no campo e perceber que a solução que ele está imaginando seja aplicável ao campo. “Se não, nada serve uma nova ideia. Ela ter que ser aplicável, simples e barata, caso contrário não será assimilada pelo produtor rural”.

Ele diz que as principais demandas dos produtores hoje são: ter acesso a informação; fazer a gestão financeira e de pessoas das propriedades; lidar com a sucessão familiar na era digital; incrementar o aumento de produtividade sem expansão de área; e ajuda para lidar com o excesso de informação sobre novas tecnologias, que acaba confundindo o produtor.

Fugindo do “vale da morte”

O pró-reitor de Relações Empresariais e Comunitárias da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Douglas Renaux, por sua vez, explicou os motivos de o Brasil não avançar na criação de ambientes competitivos. Ele mostrou uma escala de nível de maturidade tecnológica dos países, que consiste em 9 níveis, desde a etapa de pesquisa básica (níveis 1 e 2) até a etapa em que o produto está pronto para ganhar o mercado (9).

“Quem trabalha com os níveis iniciais, de invenção, são as universidades com apoio de instituições governamentais. Quem trabalha com os níveis 7, 8 e 9 é o setor privado. E no meio do caminho existe um buraco, chamado de ‘vale da morte’. Se a gente não conseguir passar por esse vale não adianta ter ideias maravilhosas porque elas não vão chegar ao mercado. E as nossas invenções não se transformam em inovações.”

Para transpor o tal “vale da morte”, segundo Renaux, é preciso ter programas específicos para isso, como os da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que apoia atividades inovadoras com recursos para que as atividades dos níveis 3, 4 e 5 (intermediários) sejam executadas.

“A Embrapii tem laboratórios, com o apoio da Fiep, em que consegue dar apoio às startups para conseguirem passar pelo ‘vale da morte’. Precisamos de muito mais exemplos como esse. As startups são o caminho para cobrir esse vale, apoiadas por um processo de pré-incubação, incubação e aceleração, desde que tenhamos um ambiente propício para isso e fomento apropriado”, afirma.

Nos primeiros níveis, o poder público geralmente é o responsável pelos recursos, diz o pró-reitor da UTFPR. No segundo, a Embrapii e outros mecanismos como o BNDES fazem o aporte financeiro. Na etapa final do processo o dinheiro vem de investidores anjo e dos bancos.

E por falar em recursos públicos, o fomento à inovação por enquanto vai ter de se contentar apenas com o apoio moral. “O Brasil quebrou. Temos que primeiro fazer a reforma da Previdência. Precisamos ter engenho e arte para fazer as coisas nesse momento. Não temos dinheiro para isso”, declarou Fernando Camargo.

Bert Rikken enxerga outros problemas no país, com o mercado extremamente fechado para se fazer negócios por aqui. “Muitas empresas internacionais que têm sede na Holanda e que estão também no Brasil estão funcionando aqui em um nível muito baixo. Estão esperando o momento em que o Brasil abrirá o seu mercado. Como se quer importar máquinas e inovação com altas taxas e burocracia? É muito difícil”, queixa-se. Fonte:Gazeta do Povo

 

Mais informações: www.gazetadopovo/agronegocio

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Trator adaptado leva agricultor cadeirante de volta à lavoura em Descanso

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Entender as necessidades dos agricultores é uma das premissas de atuação da Massey Ferguson, compartilhada por seus concessionários em todo o país. Um bom exemplo dessa dedicação ao cliente é o trabalho desenvolvido pela MM Sperandio, autorizada da marca em São Miguel do Oeste (SC), para adaptar um trator especialmente para Nedis Márcio Soethe.

O produtor rural é cliente da concessionária há mais de 15 anos e já teve diversos equipamentos Massey Ferguson. Há cinco anos, um acidente o deixou paraplégico, impedindo seu trabalho na propriedade em Descanso (SC), onde planta fumo, milho e soja.

Assim que a nova linha de tratores MF 4700 chegou, a MM Sperandio entrou em contato com Soethe para oferecer o modelo MF 4707, com transmissão Power Shuttle, que foi adaptado para permitir que a frenagem seja feita nas mãos. “Agora, posso ajudar meu filho na lavoura e estar em ação. É bom para mim mesmo, pois melhorou minha autoestima poder voltar à ativa”, afirma o produtor.

A modificação do sistema de freios, que agora é acionado por meio de uma alavanca, foi realizada na oficina da MM Sperandio, que há 50 anos é concessionária Massey Ferguson. “Estamos sempre em contato com nossos clientes e identificamos uma oportunidade de contribuir para que o senhor Soethe pudesse voltar a fazer o que gosta. É extremamente gratificante ajudar o agricultor com soluções para que não só possa produzir mais e melhor, como lhe proporcionar satisfação e bem-estar”, afirma Marcos Henrique Schakofski, gerente de Vendas da autorizada.

O trator MF 4707 (79 cv) cabinado foi adquirido por meio do Mais Alimentos, programa de financiamento a agricultores e produtores rurais para investimentos em sua estrutura de produção e de serviços. Evolução da prestigiada família de tratores MF 4200, a série MF 4700 tem a maior capacidade de levante e vazão da categoria, além de maior escalonamento de marchas de trabalho do mercado (24 marchas de frente e ré) com a opção de contar com um supercreeper, garantindo mais versatilidade no trabalho.

“Os novos tratores foram desenvolvidos especialmente para oferecer maior versatilidade no trabalho do campo, contribuindo para a produtividade do agricultor em seus desafios diários. São modelos com tecnologia, fáceis de manejar e que oferecem ótimo rendimento nas operações”, afirma Eder Pinheiro, coordenador de Marketing do Produto Tratores da Massey Ferguson. Fonte:Jornal O Tempo

 

Mais informações: https://www.otempo.com.br/

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Celesc Rural vai beneficiar áreas rurais de Santa Catarina

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Dia 29 de maio foi um dia histórico, especialmente para o agricultor catarinense, com o lançamento, do programa Celesc Rural, que vai alavancar o desenvolvimento do agronegócio.

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O lançamento contou com a presença de mais de 200 pessoas e aconreceu no salão da Comunidade Evangélica da Ilha Grande, município de Ituporanga. Muitas autoridades, incluindo o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, acompanharam o presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, responsável por lançar o Celesc Rural. "Essa reivindicação era muito antiga e, hoje, avançamos fortemente para promover a qualidade do agronegócio. Queremos aqui firmar um compromisso: queremos que vocês sejam nossos parceiros e contem conosco", ratificou Martins, sobre o importante passo Celesc.

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O Programa

O programa inédito da empresa soma investimentos, só em 2019, de R$ 65 milhões, que serão aplicados em 1,2 mil quilômetros de rede, em duas modalidades: substituição de redes monofásicas por trifásicas e troca de cabos por novos cabos protegidos, evitando que ocorram muitas das ocorrências de queda de energia porque a vegetação encostou e derrubou a rede elétrica.  Esse trabalho será realizado em milhares de quilômetros dos municípios catarinenses, na área de concessão da Celesc, e vai atender a um apelo antigo dos pequenos agricultores e produtores rurais do Estado.Os investimentos alcançam R$ 65,7 milhões, aplicados em 1,2 mil quilômetros de rede, ainda em 2019.  

 

Primeira Modalidade - (cabo protegido)

No Alto Vale, numa primeira etapa, serão substituídos 230 quilômetros de rede de cabos nus por cabos protegidos, na região de Ituporanga, com investimento de R$ 5,5 milhões. A implantação deve ocorrer até a safra de fumo, em novembro deste ano. "A fumicultura é uma atividade especialmente delicada na região do Alto Vale catarinense pela necessidade de secar as folhas em estufas que dependem do fornecimento contínuo de energia. Qualquer oscilação ou interrupção mais prolongada já afeta a qualidade da produção, gerando prejuízos e ameaçando a viabilidade dos negócios", afirma o gerente da Celesc, Manoel Arisoli, que acompanha de perto as demandas dos agricultores locais.

Na segunda etapa, o projeto prevê outros 590 quilômetros de cabos protegidos nas regiões de Rio do Sul e Mafra, onde estão concentrados os maiores problemas relativos a ocorrências provocadas por choque de vegetação com a rede elétrica. Para essa segunda etapa das obras, os investimentos chegam a R$ 24,5 milhões. "Vegetação na rede é hoje a principal causa de falta de energia nessas regiões onde há grandes extensões com plantios de pinus e eucaliptos", destaca Arisoli. "Essas espécies de árvores alcançam mais de 30 metros de altura e, com a força dos ventos, muitas vezes são lançadas sobre a rede. A recuperação do sistema pode ser demorada, se o ponto da ocorrência estiver em uma área de difícil acesso para as nossas equipes, por exemplo", explica o gerente, ao lembrar que a proteção dos cabos irá torná-los mais resistentes ao impacto com a vegetação. “A expectativa é reduzir em 90% a falta de energia elétrica nas comunidades rurais destes municípios”, completa.

Além da troca dos cabos nus por protegidos, a rede vai receber também manutenção completa nessas regiões, com troca de postes de madeira por concreto, nos primeiros 400 quilômetros. “O projeto piloto dos cabos protegidos nas áreas rurais foi desenvolvido no Alto Vale do Itajaí, no município de Rio do Campo, na localidade de Varaneira, colocando Santa Catarina como pioneira no Brasil , em 2015”, relembra Manoel.

A implantação dos cabos protegidos vai beneficiar diretamente o agronegócio, que é responsável por cerca de 30% do PIB (Produto Interno Bruto) catarinense. O maior objetivo é promover melhoria no desempenho das redes de distribuição nas áreas rurais, especialmente onde estão localizados os produtores de fumo da região de Ituporanga.

Segunda Modalidade – Rede Monofásica para Trifásica

A segunda modalidade do programa, que será lançada pela Celesc no Oeste do Estado, ainda no mês de junho, prevê a substituição de redes monofásicas por trifásicas para ampliar a capacidade de fornecimento de energia das áreas rurais. Para essa modalidade, serão investidos R$29,2 milhões, em 300 quilômetros de rede em todo o Estado e R$ 6,5 milhões, na substituição 86 quilômetros, nas unidades de Rio do Sul e Mafra.

Essas redes são necessárias em localidades rurais onde necessitam de potências maiores, principalmente nas regiões com desenvolvimento econômico mais rápido que outras.

Regiões

Núcleo Grande Capital: 27,5 km/ Investimento de R$ 2,5 milhões 

Núcleo Alto Vale: 20,9 km/ Investimento de R$ 1,9 milhão

Núcleo Norte: 94,9 km/ Investimento de R$ 9,1 milhões 

Núcleo Planalto: 19,3km / Investimento de R$ 1,7 milhão

Núcleo Meio Oeste: 28,5 km/ Investimento de R$ 2,8 milhões

Núcleo Sul: 8,2 km/ Investimento de R$ 1 milhão

Núcleo Oeste: 100,7 km/ Investimento de R$ 10,2 milhões

“No passado os agricultores necessitavam de luz, mas hoje, os agricultores necessitam de energia, para fazer funcionar suas propriedades rurais como por exemplo, motores de estufas para fumo, aeradores para oxigenar águas nos tanques de peixes, ordenhadeiras entre outros”, finalizou Arisoli.Fonte:Com informações da CELESC

 

Mais informações: www.celesc.sc.gov.br

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Vinte e dois técnicos em agronegócio são formados pelo Senar/SC em São Joaquim

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Desde que tinha seis anos de idade Everson Suzin acompanhou o trabalho de sua família no meio rural, de São Joaquim, com a plantação de batata, maçã e uva. E foi incentivado pelos pais que cursou o ensino técnico agrícola, graduação em administração e pós em gestão em vitivinicultura e em vitivinicultura em enologia.

Em busca de novos conhecimentos, Suzin ingressou também, há dois anos, no Curso Técnico em Agronegócio da rede e-Tec no polo de São Joaquim, desenvolvido em Santa Catarina pela Administração Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).

Suzin é um dos 22 alunos do polo presencial de São Joaquim que no último sábado (23) formou a sua quarta turma. A solenidade de colação de grau aconteceu na sede da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) do município

“Conhecimento nunca é demais e o curso técnico me oportunizou uma imensa troca de experiências, além de networking. Revivi muitos conteúdos que aprendi na graduação, mas a convivência com colegas e professores me acrescentou mais bagagem de informações que, com certeza, contribuirão muito no meu trabalho”, afirma Suzin que atua na parte de vendas e marketing dos vinhos produzidos pela família, além de desenvolver a parte técnica de seus pomares e prestar assessoria para duas vinícolas de São Joaquim.

O presidente do Sindicato Rural de São Joaquim, um dos parceiros na realização do curso, e vice-presidente de finanças da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, fala com orgulho da conclusão de mais uma turma.

“Fomos um dos primeiros polos de apoio presencial a inaugurar em Santa Catarina, ainda em 2016, e ver o fruto desse trabalho é algo que muito nos alegra. O nível técnico desses profissionais contribuirá exponencialmente com o agronegócio da região”, destaca o presidente.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, salienta que os novos técnicos em agronegócio serão agentes de transformação rural e responsáveis por levar ao campo muito mais do que conhecimentos e informações, mas estímulo principalmente aos jovens para que permaneçam no meio rural e invistam em suas formações. “O agronegócio é um dos setores mais promissores da economia e é vital para a sobrevivência humana. Afinal, são os produtores rurais os responsáveis por levar o alimento ao mundo. Por isso, incentivamos a formação de qualidade”.

O curso teve 80% da carga horária a distância e 20% em encontros presenciais realizados. Um dos grandes diferenciais são as visitas técnicas realizadas em propriedades rurais a fim de aproximar os alunos da realidade vivenciada e dos desafios e oportunidades que eles terão pela frente.

De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi, os profissionais tornam-se aptos a identificar as principais potencialidades, limitações e desafios futuros do agronegócio e das principais cadeias produtivas da agropecuária brasileira. “Além disso, analisarão problemas em sistemas e processos de gestão e de produção, reconhecerão os processos e sistemas agroindustriais e de melhoria da qualidade de produtos e serviços e poderão aplicar técnicas de empreendedorismo com capacidade crítica, criativa e inovadora”, complementa.

A coordenadora estadual do curso, Katia Zanela, observa que os técnicos recém-formados poderão trabalhar tanto em propriedades rurais, indústrias, federações e associações, como em empresas de pesquisa e fomento. “É um mercado de oportunidades”, afirma.Fonte:MB Comunicação

Mais informações: www.faesc.com.br

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Programa Terra Boa foi lançado na maior feira do agronegócio de Santa Catarina

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O Programa Terra Boa foi lançado pela vice-governadora Daniela Reinehr e pelo secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa durante a abertura do Itaipu Rural Show, em Pinhalzinho, na quarta-feira, 30.

Em sua nova edição, o Programa Terra Boa terá investimentos de R$ 47 milhões para ampliar a produtividade e a renda no meio rural catarinense. Este ano, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca irá apoiar a aquisição de 300 mil toneladas de calcário, 200 mil sacas de semente de milho, mil kits forrageira, 500 kits apicultura e 5 mil abelhas-rainhas. 

“Esta é uma oportunidade de destacar como o agronegócio é fundamental para o desenvolvimento de Santa Catarina. Nós temos a possibilidade de fazermos grandes parcerias e fortalecer ainda mais o agronegócio Catarinense”, destacou a vice-governadora Daniela Reinehr.

O Programa Terra Boa é resultado de um convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro) e busca aumentar a produção de milho e a produtividade das lavouras catarinenses, além de incentivar os investimentos na melhoria de pastagens e na apicultura.

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“O Programa Terra Boa dá aos produtores uma oportunidade de acessar sementes de milho de alta tecnologia, investir na melhoria do solo, além de trabalhar com a diversificação da produção. É um investimento importante que faz a diferença para o setor produtivo Catarinense”, ressaltou o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

Na última safra, as sementes de milho fornecidas pela Secretaria da Agricultura, através do Programa Terra-Boa, responderam por 33% da área plantada do grão em Santa Catarina – aproximadamente 186,3 mil hectares.  Lembrando que 90% das sementes oferecidas são de alta tecnologia e trazem uma grande produtividade por hectare.

A expectativa do Programa é atender mais de 80 mil agricultores catarinenses em 2019. Nos últimos seis anos, o Terra Boa já investiu mais de R$ 235,7 milhões e beneficiou mais de 500 mil agricultores de todo o estado.

A distribuição do Terra Boa

Calcário: a distribuição de calcário é feita em duas modalidades: via cooperativa ou direto das minas. Com o calcário direto das minas, o produtor fica responsável pelo transporte. No caso do calcário via cooperativa o produtor paga o equivalente em sacos de milho consumo tipo II (60 kg), pelo preço de referência fixado no início de cada ano –  o produto é disponibilizado para ser retirado próximo à propriedade rural. Cada família rural tem direito a uma cota de até 30 toneladas de calcário que serão pagas no próximo ano com o produto da colheita.

Sementes de milho: as sementes que podem ser adquiridas pelo produtor incluem sementes de médio até altíssimo valor genético, seguindo as relações de troca.

Para cada saca de 20kg de sementes, classificadas nos determinados grupos, o produtor deverá ressarcir a diferença entre o preço de venda menos os respectivos valores dos subsídios, cujo montante será convertido em quantidade de sacas de produto de 60kg de milho consumo tipo II, utilizando como base o preço unitário de referência fixado em R$ 25.

Kit Forrageira: o kit forrageira é formado por mais de 80 produtos fornecidos a partir de um projeto técnico elaborado pela Epagri. O valor do kit é R$ 6 mil, e pode ser pago em três (3) parcelas anuais, sem juros, ou caso o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda e terceira parcela para a mesma data de vencimento da primeira, este terá um desconto de 30% sobre o valor da segunda e  de 60% sobre o valor da terceira parcela.

Kit Apicultura: cada kit é composto por seis colmeias, com ninho e duas melgueiras; cera alveolada para seis colmeias; formão; dois macacões completos com máscara; dois pares de luvas e um fumegador, cobertura ecológica, arames, esticador de arame, rainha, núcleo Langstoth, alimentador de cobertura, luvas e jaleco. O kit custa cerca de R$ 2.4 mil, e o produtor terá dois anos de prazo para pagamento, com parcela anual em juros, ou caso o produtor optar em adiantar o pagamento da segunda parcela para a mesma data de vencimento da primeira, este terá um desconto de 60% sobre o valor da segunda parcela.

Abelhas-rainhas: fornecimento de no máximo 150 rainhas por produtor. A subvenção do Governo é limitada a R$ 18,00 reais por rainha. 

Milho em Santa Catarina

Santa Catarina é o maior importador de milho do Brasil. Com um consumo anual de 7 milhões de toneladas do grão, o estado traz cerca de 4 milhões de toneladas do Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul para abastecer suas cadeias produtivas de suínos, aves e leite.  

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Itaipu Rural Show

O Itaipu Rural Show é o maior evento do Agronegócio do estado de Santa Catarina. A feira está em sua 21ª edição e tem como objetivo mostrar aos participantes as tecnologias e tendências do setor agropecuário. Trata-se de um evento direcionado aos agricultores, agropecuaristas, pesquisadores, empresários e técnicos de todos os estados. A expectativa da Comissão Central Organizadora é receber mais de 60 mil visitantes nos quatro dias de feira.

O Itaipu Rural Show acontece de 30 de janeiro a 02 de fevereiro de 2019, no centro de difusão de tecnologias da Cooperitaipu, localizado no quilômetro 580 da rodovia federal BR-282, a um quilômetro do trevo Oeste da cidade de Pinhalzinho/SC.

Segundo o presidente da cooperativa, Arno Pandolfo, o público que visitar a feira nestes quatro dias vai se surpreender com a inovação e tecnologia que a cada edição o Itaipu busca trazer para apresentar. O presidente frisa que em 20 anos de história da feira foram mais de 540 mil visitantes que passaram pelo parque.

O Itaipu Rural Show já está consolidado como a maior feira do agronegócio de Santa Catarina e uma das maiores do setor no país. Esse reconhecimento, diz o presidente, é muito bom, pois mostra a força que a cooperativa foi desenvolvendo ano após ano. Fonte:Ciom informações da  Fonte:SECOM /Foto: James Tavares/Secom e Portal Peperi

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Secretaria da Agricultura e da Pesca terá foco no fortalecimento da agricultura familiar

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A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca tem uma nova diretriz de trabalho: melhorar a produtividade e a renda do agricultor familiar. O agronegócio terá um papel ainda maior na recuperação econômica de Santa Catarina.

“Nosso grande objetivo é melhorar a renda do produtor rural, com isso melhoramos a economia regional e, conseqüentemente, incrementamos a economia catarinense”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo Gouvêa.

Ações voltadas à adoção de tecnologias e inovações terão destaque na nova gestão.

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Empresas vinculadas
A Secretaria da Agricultura conta com três empresas vinculadas – Epagri, Cidasc e Ceasa – com papel fundamental para o fortalecimento do agronegócio catarinense. O secretário esclarece ainda que não haverá fusão ou extinção dessas empresas.

“São empresas com papéis distintos e eu sou um grande defensor de que não aconteçam mudanças na Epagri, Cidasc e Ceasa. Um dos destaques de Santa Catarina é justamente o cuidado com a defesa agropecuária, tendo um órgão que cuida especificamente desse trabalho. A Cidasc consta, inclusive, em nossos certificados internacionais e traz segurança para o mercado”, ressalta Gouvêa.

Segundo o secretário, para otimizar recursos e reduzir gastos, há possibilidade de compartilhamento de estruturas no interior. “A intenção é fazer economia e reverter isso para a sociedade”.

Maricultura e pesca
O trabalho de fortalecimento da agricultura familiar se estende também para os pescadores, maricultores e piscicultores de Santa Catarina. A Secretaria da Agricultura deve intensificar os esforços para estruturar o setor pesqueiro e a maricultura no estado. “Para se tornar uma atividade econômica importante e fortalecida, a cadeia produtiva deve estar organizada e formalizada. A nossa diretriz será a organização das cadeias produtivas”.

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Grande produtor de proteína animal, o abastecimento de milho é uma preocupação constante do agronegócio catarinense. Santa Catarina é o maior importador nacional do grão – são quatro milhões de toneladas vindas de outros estados e países todos os anos.

O setor produtivo de carne e leite de Santa Catarina consome aproximadamente sete milhões de toneladas de milho por ano. De acordo com Ricardo Gouvêa a intenção é trabalhar junto ao Governo Federal uma ação imediata de subsidio ao frete. “Precisamos trabalhar com uma política nacional. O Brasil tem regiões com uma grande produção de milho e em Santa Catarina nós sofremos com a falta do grão”, afirma. As medidas para aumentar o abastecimento de milho no estado passam também pela melhora da infraestrutura de rodovias e ferrovias.

Agronegócio em Santa Catarina 
Com um setor produtivo forte e focado no mercado externo, Santa Catarina tem no agronegócio o carro-chefe de sua economia. Com apenas 1,12% do território brasileiro, o estado é referência internacional em sanidade e qualidade agropecuária – status que leva os produtos catarinenses aos mercados mais competitivos do mundo.

O estado é o maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, aves, alho e arroz e quarto maior produtor de leite. De janeiro a novembro de 2018, o agronegócio foi responsável por 66% do total das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,4 bilhões.

O bom desempenho é resultado de ações e investimentos do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores rurais em busca da excelência na produção.

 

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Brasil conseguirá equilibrar agronegócio e sustentabilidade?

 

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Diante das mudanças climáticas, país terá um desafio que também é uma oportunidade: adaptar seu modelo de agropecuária e, de quebra, cuidar do meio ambiente

Brasil, temos uma excelente oportunidade de negócios pela frente. Poderemos multiplicar a produtividade de nossa principal fonte de renda e ainda proteger a natureza. É a chance de lucrar mais enquanto regeneramos florestas, cuidamos da água, melhoramos a fertilidade do solo e, de quebra, ajudamos a salvar milhares de vidas. E acredite: tal perspectiva não é um mero golpe de publicidade. Porém, para entender essa oferta imperdível é preciso voltar um pouco no tempo.

Muito antes de a Floresta Amazônica ter esse nome, ela não era um bioma intocado. Havia muita gente na região, milhões de pessoas que viviam em comunidades permeadas pela mata. Para não precisar caminhar quilômetros em busca de alimento, elas começaram a plantar perto das aldeias. Terminaram cercadas por florestas cheias de cacau, batata-doce, abacaxi, mandioca, açaí, cupuaçu, castanha. Bateu a fome, era só dar um pulo ao supermercado orgânico pré-histórico mais próximo.

Por meio de tentativa e erro, os indígenas que habitavam o que seria o Brasil desenvolveram a agricultura utilizando as plantas e o ambiente ao redor.

Com os portugueses veio outra agricultura, de outra região, com outros vegetais. Quando boa parte do pau-brasil tinha virado tinta para tecido na Europa, foi a vez de a cana-de-açúcar dominar a paisagem da Mata Atlântica, com gigantescos monocultivos movidos a mãos escravizadas para adoçar os países mais desenvolvidos. Café, algodão, milho e muita soja depois, esse modelo tornou-se convencional em todo canto.

Trocar floresta por plantas exóticas tem suas consequências. O solo perde fertilidade, as plantas ficam doentes, as pragas são cada vez mais frequentes e a produção cai. Por séculos, o problema foi resolvido com a abertura de novas áreas. Até que, no final da década de 1960, a ciência pôs fim à questão com o pacote de fertilizantes químicos, pesticidas e maquinários pesados.

Com a chamada Revolução Verde, a produtividade explodiu. E o Brasil se deu bem nesse processo. Com terra e clima bons, o país virou uma potência mundial do agronegócio, com a pecuária também entrando em cena.

Da América do Sul para o mundo, o Brasil é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas — vendas que representaram 23,5% do PIB nacional em 2017. Temos 158 milhões de hectares de pastos, segundo o mais recente Censo Agropecuário do IBGE. São três territórios que compreendem a Espanha dedicados para os bois. Outros 63 milhões de hectares para plantações, pouco menos de uma França, sendo mais da metade (36 milhões de hectares) para grãos. Uma Suíça de milho e soja. Um processo que levou 20% da Amazônia brasileira e 50% do Cerrado, trocados por capim e grãos de outros cantos do mundo.

Saldo negativo
Cedo ou tarde, a conta chega. A vegetação retém água no solo, auxilia o líquido a infiltrar-se no lençol freático para o abastecimento de nascentes e rios. As plantas ainda bombeiam a água de volta para a atmosfera, ciclo essencial para que o ambiente fique fresco e úmido. “Uma parte bastante desmatada no setor sul do Cerrado mostrou redução de 10% nas chuvas. A vegetação nativa é importante para manter o clima mais estável, aumentar as chuvas e reduzir as temperaturas”, afirma Carlos Nobre, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e especialista em mudanças climáticas.

A influência, porém, vai além dos limites de cada bioma. “A chuva que cai no inverno ao sul da Bacia do Prata tem muita relação com o fluxo de vapor d’água que sai da Amazônia e abastece o sistema de chuvas na região. “É a floresta que envia chuva ao Sul do Brasil e a boa parte do Sudeste, da Argentina e do Uruguai.

O resto do mundo também sente. “Não existe melhor tecnologia para remoção de carbono na atmosfera do que a fotossíntese. Ela absorve esse carbono da atmosfera e conserva na biomassa”, explica Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e membro do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Enquanto a queima de carvão mineral — principalmente por China e Estados Unidos — para produzir energia elétrica é a principal responsável pelo aquecimento global, por aqui, com mais de 80% de energia renovável, a maior parte dos gases de efeito estufa (GEE) vem da troca de florestas por pastos ou lavouras.

Devido ao desmatamento, cada morador de Rondônia emitiu em 2016 uma média de 74 toneladas de CO2 equivalente (o cálculo de CO2 equivalente converte o potencial de aquecimento de todos os GEE). É 3,7 vezes mais do que um norte-americano, 2,5 vezes mais do que um australiano e 7,4 vezes mais do que um japonês. No Pará, a emissão foi o dobro da verificada no estado de São Paulo. Tudo pelas árvores cortadas ou incendiadas, que representam dois terços de todos os GEE liberados pelo país desde 1990.

Isso ocorre enquanto o mundo precisa tomar medidas drásticas para reduzir a emissão de carbono na atmosfera. Com a colaboração de milhares de cientistas, inclusive Nobre e Artaxo, um relatório lançado em outubro pelo IPCC alertou sobre os riscos que a humanidade corre se a temperatura subir além de 1,5°C em comparação com o início da Era Industrial. O Acordo de Paris já é pouco: mesmo se todos os países cumprirem-no, segundo as novas projeções, a temperatura aumentará 3°C até o ano de 2100. Nós e o resto do mundo precisamos então reduzir drasticamente a emissão de CO2 e de outros gases, como o metano, até zerá-las por volta de 2050. Assim, talvez consigamos impedir que a temperatura ultrapasse 1,5°C. Para isso, calculam os cientistas, pelo menos 45% desse corte deve ser feito já em 2030.

O aquecimento atual, de pouco mais de 1°C, serve como amostra grátis do que está por vir. “Tempestades severas estão aumentando em todo o Brasil, mas também a seca. Tivemos essa seca histórica no Nordeste, de 2012 até 2017, que continua em algumas partes, e a seca no Sudeste em 2014 e 2015”, lembra Carlos Nobre.

“O impacto foi muito maior do que o de uma seca semelhante 50 anos atrás. O Sudeste já está 1,5°C mais quente. A evaporação é muito maior, assim como a perda de água no solo. É menos água no reservatório, na agricultura, no abastecimento humano”, destaca.

Fonte: Este é um trecho da reportagem de capa da edição de novembro da Revista GALILEU

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Tecnologia que passa de pai para filhas

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Não é fábula nem conto de fadas: a saga das irmãs Grimm, mostra que trabalhar em família, com foco, formação profissional e vocação para a lavoura costuma dar ótimos resultados. E não há vilão que prevaleça no médio-longo prazo quando o conhecimento passa de pais para filhas

Era uma vez a história de um mar verde. Por lá, sequer tem praia. Mas entre outubro e janeiro, existe um oceano de soja. E dentro desse mar fica uma ilha. Nela estão algumas das últimas mudas de milho plantadas para a temporada de verão, um alimento raro nessa época e que pode virar comida, ração e até mesmo etanol.

Quem cuida dessa ilha é a família Grimm. Ou melhor, as herdeiras da propriedade do Sr. Valdir Grimm, um ‘agricultor raiz’ que ajudou a despertar em Letícia e Luana o interesse pela agricultura. Hoje Valdir está tranquilo. Com ambas formadas em agronomia, elas são a terceira geração a tocar esse barco.

Mas é claro elas não fazem isso sozinhas, já que a ilha é grande. São 300 hectares de milho verão e outros 1.800 hectares que engrandecem o mar de soja de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul. Com a ajuda de 11 escudeiros, Letícia explica o porquê ainda aposta no milho, já que no município são raras as ilhas com o grão:

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“É importante para fazer rotação de cultura”, destaca. Na safra seguinte, os 15% a 20% da área da propriedade utilizados para o milho no verão trazem nutrientes melhores para o solo que receberá o plantio da soja. Ou seja, essa ilha de milho auxilia na produtividade. “Muitos [produtores] hoje só plantam soja [no verão], mas até três anos atrás, um terço da área era de milho”, afirma.

Faz sentido: em 2016, o preço do milho batia a casa de R$ 31 na região. No ano seguinte, despencou para menos de R$ 20. “Mas é importante [manter o plantio variado] até para não colocar todos os ovos na mesma cesta”, diz Letícia. Durante o inverno, elas variam o plantio, com palhada, milho e, nabo e aveia. A técnica se chama cobertura de solo, adequando o terreno para quando vier a soja, o carro chefe de 100 entre 100 produtores da região.

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Tais pais, tais filhas

A família Grimm é um dos exemplos de sucessão no campo em São Gabriel do Oeste. Outro é a família de Sérgio Marcon, agricultor e pai de duas filhas: uma segue a carreira de medicina e a outra de administração. O curso do pai? Administração. “As mulheres estão cada vez mais presentes no campo”, afirma Sérgio. Ele garante: o gosto pelo empreendedorismo agrícola foi natural e ele torce para que a filha toque as terras da família.

Com os Grimm, o sonho de Sérgio já é realidade. As filhas de Valdir dizem que também não foram forçadas pelo pai e se encantaram pelo campo naturalmente. Mas apoio não faltou. Nunca.

“Meu pai tem a cabeça muito aberta e aceita muito bem as novas ideias. Fizermos até cursos [de sucessão no campo] juntos. Um deles foi em gestão”, diz Letícia. Já Luana, caçula da família, tem duas inspirações: além do pai, a irmã mais velha.

“A gente vem planejado tudo juntas, eu e a Letícia. Meu pai entendeu muito bem a questão da sucessão. Mas eu entrei por amor aos negócios, nunca ele nos induziu. Para ele, foi uma surpresa”, garante Luana.

Sérgio Marcon tem uma explicação para a continuidade: “Aqui nós vamos seguindo o trabalho das gerações anteriores, de nossos pais. Tanto o meu sobrinho quanto a minha filha começam a gerir as nossas propriedades. Nós estamos acompanhando, mas as tomadas de decisões já são por nossos sucessores”. O sobrinho dele é agrônomo de formação.

Entre as inovações trazidas pelas novas gerações estão as novas tecnologias. Letícia mostra no campo um iPad, em que monitora e faz anotações sobre as condições das lavouras e calcula as necessidades dos terrenos. Além disso, os equipamentos agrícolas são equipados. Tem GPS e outros recursos que atendem e melhoram a produção. Resultado: mais produtividade, maior rentabilidade e duas ou mais gerações aprendendo juntas." Fonte:Gazeta do Povo

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

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Agronegócio precisa de comunicação estratégica da porteira para fora

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Entender como os diversos públicos-alvo buscam informação nos dias de hoje é tarefa complexa para as empresas de todas as áreas. Essa realidade ganha contornos especiais no agronegócio que, além da necessidade de se comunicar internamente, precisa atingir positivamente a sociedade urbana e, por consequência, os consumidores finais.

Seja sobre temas diversos como produtos transgênicos, responsabilidade ambiental ou variações climáticas, o mundo do campo ainda carece de uma comunicação estratégica efetiva em um universo onde mitos são criados todos os dias.

Esse complexo mundo da comunicação exige que as plataformas on-line e off-line se completem. Se, antes, jornais, revistas, televisão e rádio cumpriam com eficácia a missão de transitar informação, agora, estão aí as mídias digitais, acrescentando ingredientes essenciais ao dinamismo e à atualização das mensagens.

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Artigo escrito por Jorge Espanha, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio

Nesse cenário, a agilidade da troca de informações ganha cada vez mais relevância. Para citar um exemplo: a mais recente pesquisa Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio e Informa/FNP, que consultou 2.835 produtores rurais de 15 diferentes estados, mostra que perto de 70% deles têm perfis no Facebook. Além disso, 76,8% usam o WhatsApp para a troca de informações. Esses dados são fundamentais para as empresas que desejam levar suas mensagens de maneira assertiva para os produtores rurais. Cada vez mais é preciso direcionar os conteúdos para as plataformas ideais. Com isso, atrai-se o interesse do produtor e, ainda mais rico, obtém-se feedbacks, que vão contribuir com o aperfeiçoamento dos produtos e serviços oferecidos.

Afinal, quando falamos de comunicação não podemos nos esquecer que se trata de uma via de mão dupla. Os novos meios digitais incorporam um componente novo em termos de aproximação com os públicos-alvo (primários ou secundários). As empresas precisam estar preparadas para responder de forma rápida e eficaz às dúvidas e sugestões dos seus interlocutores.

Outro ponto de discussão em termos de comunicação do agro é o trânsito dos diversos públicos – inclusive os produtores rurais – entre os veículos impressos e digitais. A pesquisa da ABMRA/Informa joga luz sobre o tema e reforça que a comunicação é extremamente dinâmica e complexa. Isso significa que o conceito de impresso/digital muda de acordo com a atividade produtiva e a região. A comunicação não deve estar atrelada a apenas um meio e, sim, deve ser aberta, considerando tanto os canais existentes como as novas ferramentas. É o conceito de Multi Plataforma.

Com isso, é possível levar as mensagens para mais pessoas de diferentes perfis. Afinal, esse é o objetivo da comunicação: impactar os diversos públicos-alvo, incluindo clientes, parceiros, formadores de opinião e consumidores finais.

Numa outra ponta, a comunicação do campo para a sociedade urbana é um desafio sob vários aspectos. O processo está em andamento, porém ainda carecemos de uma agenda positiva, que valorize o tema que é nossa maior responsabilidade: alimentar o mundo, gerando empregos e competitividade no mercado.

A ABMRA iniciou esse processo há alguns anos com a criação da campanha SOU AGRO, que depois evoluiu para várias campanhas que aproximam o urbano do campo, como o Campo é POP ou mesmo o Campo é TECH. Esse movimento continua com empresas cada vez mais dedicadas a cuidar da imagem de 23% do PIB nacional.

Devido a isso, a pesquisa Hábitos do Produtor Rural traz uma visão bem completa sobre a transformação no campo, onde 27% dos produtores são jovens abaixo de 35 anos – crescimento de 50% em relação à pesquisa anterior, de quatro anos atrás.

Mais do que nunca, a comunicação Multi Plataforma é essencial. Os formatos e os conteúdos precisam estar conectados com esse novo público, contribuindo para aproximar o campo das cidades. Apesar de avanços nessa área, ainda há muito o que intensificar. Mas esse é um caminho que não permite retrocesso. Fonte: Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio

Mais informações: www.abmra.org.br

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Projeto de lei quer proibir uso da palavra “leite” para produtos à base de vegetais

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Uso indiscriminado de expressões como leite, queijo, manteiga e iogurte para produtos de origem vegetal estaria induzindo o consumidor a erro na avaliação nutricional dos alimentos. Indústria terá de encontrar outros nomes para produtos derivados de vegetais que imitam lácteos

Leite de soja, queijo vegano, iogurte de amêndoas, manteiga de coco. O uso de expressões como essas deve ser proibido nas embalagens, rótulos e publicidade de alimentos no Brasil, segundo um projeto de lei apresentado pela deputada federal Tereza Cristina, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

O Projeto de Lei 10556/2018, elaborado a pedido da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), pretende “evitar a grande confusão que permeia o mercado no que se refere à palavra ‘leite’, que vem sendo utilizada, não apenas quando se trata do líquido branco alimentício que é segregado pelas mamas de fêmeas de mamíferos, mas em qualquer suco vegetal branco ou esbranquiçado”.

Segundo a parlamentar, o uso indiscriminado dessas expressões cria uma concorrência entre os produtos de origem vegetal com os de origem animal e induz o consumidor a acreditar que está ingerindo alimento similar ao leite de mamíferos, quando, na verdade, tratam-se de “extratos, sucos e farinhas que não possuem o mesmo caráter nutricional do leite e dos seus derivados”. “O que vem acontecendo no caso de produtos de origem vegetal, como o ‘leite de soja’, o ‘leite de amêndoas’”, o ‘leite de arroz’, é o uso indevido da palavra ‘leite’, que deve ser expressamente utilizada pelos produtos de origem animal, aqueles advindos da produção de mamíferas, como a vaca, por exemplo. Isso implica em mudanças nas características nutricionais e podem vir a confundir o consumidor”, afirmou a deputada.

A proposta se inspira no Regulamento Europeu nº 1.308, de 2013, que restringe as denominações “leite”, “soro de leite”, “manteiga”, “nata”, “queijo”, “leitelho” e “iogurte” exclusivamente a produtos lácteos, opondo-se a que “sejam utilizadas para designar, na comercialização ou na publicidade, um produto puramente vegetal, mesmo que essas denominações sejam completadas por menções explicativas ou descritivas que indiquem a origem vegetal do produto em causa”.

Na justificativa do projeto, a parlamentar cita estudo da Agência Francesa para Alimentos, Meio Ambiente, Saúde Ocupacional e Segurança (ANSES) que mostrou que crianças de até um ano alimentadas com “leite” vegetal como alternativa ao leite materno têm maior risco de ficarem subnutridas.

Outra pesquisa invocada para dar suporte ao projeto foi divulgada no ano passado pelo Instituto de Pesquisas Médicas e pelo St. Michael’s Hospital, do Canadá. O estudo, com 5.034 crianças com idades entre 2 e 7 anos, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, apontou que para cada copo consumido diariamente de bebidas de origem vegetal, em substituição ao leite, as crianças são 0,4 centímetro mais baixas que a média correspondente de sua idade. A hipótese sustentada pelo chefe da pesquisa, Dr. Jonathon Maguire, é de que as crianças que bebem “leite” vegetal acabam por ter um déficit de proteínas e gorduras essenciais para o processo de crescimento.

Para o médico veterinário Altair Valotto, superintendente da Associação Paranaense dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), o projeto atende uma aspiração antiga do setor. “Em nossa visão, é um absurdo utilizar esses termos, principalmente o leite, para produtos que não são de origem animal. Queira-se ou não, quando alguém fala que é leite de soja ou de aveia, está induzindo o consumidor a consumir um produto com características totalmente diferentes da nomenclatura utilizada”.

Contatada para comentar o projeto de lei, a Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação (ABIA) respondeu que “está avaliando o texto apresentado pela parlamentar”. Para virar lei, o projeto terá ainda de ser aprovado nas comissões de Defesa do Consumidor; Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Gazeta do Povo

Mais informações: http://abraleite.org.br/

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