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Secretaria da Agricultura e da Pesca terá foco no fortalecimento da agricultura familiar

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A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca tem uma nova diretriz de trabalho: melhorar a produtividade e a renda do agricultor familiar. O agronegócio terá um papel ainda maior na recuperação econômica de Santa Catarina.

“Nosso grande objetivo é melhorar a renda do produtor rural, com isso melhoramos a economia regional e, conseqüentemente, incrementamos a economia catarinense”, destaca o secretário da Agricultura, Ricardo Gouvêa.

Ações voltadas à adoção de tecnologias e inovações terão destaque na nova gestão.

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Empresas vinculadas
A Secretaria da Agricultura conta com três empresas vinculadas – Epagri, Cidasc e Ceasa – com papel fundamental para o fortalecimento do agronegócio catarinense. O secretário esclarece ainda que não haverá fusão ou extinção dessas empresas.

“São empresas com papéis distintos e eu sou um grande defensor de que não aconteçam mudanças na Epagri, Cidasc e Ceasa. Um dos destaques de Santa Catarina é justamente o cuidado com a defesa agropecuária, tendo um órgão que cuida especificamente desse trabalho. A Cidasc consta, inclusive, em nossos certificados internacionais e traz segurança para o mercado”, ressalta Gouvêa.

Segundo o secretário, para otimizar recursos e reduzir gastos, há possibilidade de compartilhamento de estruturas no interior. “A intenção é fazer economia e reverter isso para a sociedade”.

Maricultura e pesca
O trabalho de fortalecimento da agricultura familiar se estende também para os pescadores, maricultores e piscicultores de Santa Catarina. A Secretaria da Agricultura deve intensificar os esforços para estruturar o setor pesqueiro e a maricultura no estado. “Para se tornar uma atividade econômica importante e fortalecida, a cadeia produtiva deve estar organizada e formalizada. A nossa diretriz será a organização das cadeias produtivas”.

Milho
Grande produtor de proteína animal, o abastecimento de milho é uma preocupação constante do agronegócio catarinense. Santa Catarina é o maior importador nacional do grão – são quatro milhões de toneladas vindas de outros estados e países todos os anos.

O setor produtivo de carne e leite de Santa Catarina consome aproximadamente sete milhões de toneladas de milho por ano. De acordo com Ricardo Gouvêa a intenção é trabalhar junto ao Governo Federal uma ação imediata de subsidio ao frete. “Precisamos trabalhar com uma política nacional. O Brasil tem regiões com uma grande produção de milho e em Santa Catarina nós sofremos com a falta do grão”, afirma. As medidas para aumentar o abastecimento de milho no estado passam também pela melhora da infraestrutura de rodovias e ferrovias.

Agronegócio em Santa Catarina 
Com um setor produtivo forte e focado no mercado externo, Santa Catarina tem no agronegócio o carro-chefe de sua economia. Com apenas 1,12% do território brasileiro, o estado é referência internacional em sanidade e qualidade agropecuária – status que leva os produtos catarinenses aos mercados mais competitivos do mundo.

O estado é o maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, aves, alho e arroz e quarto maior produtor de leite. De janeiro a novembro de 2018, o agronegócio foi responsável por 66% do total das exportações de Santa Catarina, com um faturamento que passa de US$ 5,4 bilhões.

O bom desempenho é resultado de ações e investimentos do Governo do Estado, iniciativa privada e produtores rurais em busca da excelência na produção.

 

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Brasil conseguirá equilibrar agronegócio e sustentabilidade?

 

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Diante das mudanças climáticas, país terá um desafio que também é uma oportunidade: adaptar seu modelo de agropecuária e, de quebra, cuidar do meio ambiente

Brasil, temos uma excelente oportunidade de negócios pela frente. Poderemos multiplicar a produtividade de nossa principal fonte de renda e ainda proteger a natureza. É a chance de lucrar mais enquanto regeneramos florestas, cuidamos da água, melhoramos a fertilidade do solo e, de quebra, ajudamos a salvar milhares de vidas. E acredite: tal perspectiva não é um mero golpe de publicidade. Porém, para entender essa oferta imperdível é preciso voltar um pouco no tempo.

Muito antes de a Floresta Amazônica ter esse nome, ela não era um bioma intocado. Havia muita gente na região, milhões de pessoas que viviam em comunidades permeadas pela mata. Para não precisar caminhar quilômetros em busca de alimento, elas começaram a plantar perto das aldeias. Terminaram cercadas por florestas cheias de cacau, batata-doce, abacaxi, mandioca, açaí, cupuaçu, castanha. Bateu a fome, era só dar um pulo ao supermercado orgânico pré-histórico mais próximo.

Por meio de tentativa e erro, os indígenas que habitavam o que seria o Brasil desenvolveram a agricultura utilizando as plantas e o ambiente ao redor.

Com os portugueses veio outra agricultura, de outra região, com outros vegetais. Quando boa parte do pau-brasil tinha virado tinta para tecido na Europa, foi a vez de a cana-de-açúcar dominar a paisagem da Mata Atlântica, com gigantescos monocultivos movidos a mãos escravizadas para adoçar os países mais desenvolvidos. Café, algodão, milho e muita soja depois, esse modelo tornou-se convencional em todo canto.

Trocar floresta por plantas exóticas tem suas consequências. O solo perde fertilidade, as plantas ficam doentes, as pragas são cada vez mais frequentes e a produção cai. Por séculos, o problema foi resolvido com a abertura de novas áreas. Até que, no final da década de 1960, a ciência pôs fim à questão com o pacote de fertilizantes químicos, pesticidas e maquinários pesados.

Com a chamada Revolução Verde, a produtividade explodiu. E o Brasil se deu bem nesse processo. Com terra e clima bons, o país virou uma potência mundial do agronegócio, com a pecuária também entrando em cena.

Da América do Sul para o mundo, o Brasil é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas — vendas que representaram 23,5% do PIB nacional em 2017. Temos 158 milhões de hectares de pastos, segundo o mais recente Censo Agropecuário do IBGE. São três territórios que compreendem a Espanha dedicados para os bois. Outros 63 milhões de hectares para plantações, pouco menos de uma França, sendo mais da metade (36 milhões de hectares) para grãos. Uma Suíça de milho e soja. Um processo que levou 20% da Amazônia brasileira e 50% do Cerrado, trocados por capim e grãos de outros cantos do mundo.

Saldo negativo
Cedo ou tarde, a conta chega. A vegetação retém água no solo, auxilia o líquido a infiltrar-se no lençol freático para o abastecimento de nascentes e rios. As plantas ainda bombeiam a água de volta para a atmosfera, ciclo essencial para que o ambiente fique fresco e úmido. “Uma parte bastante desmatada no setor sul do Cerrado mostrou redução de 10% nas chuvas. A vegetação nativa é importante para manter o clima mais estável, aumentar as chuvas e reduzir as temperaturas”, afirma Carlos Nobre, meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e especialista em mudanças climáticas.

A influência, porém, vai além dos limites de cada bioma. “A chuva que cai no inverno ao sul da Bacia do Prata tem muita relação com o fluxo de vapor d’água que sai da Amazônia e abastece o sistema de chuvas na região. “É a floresta que envia chuva ao Sul do Brasil e a boa parte do Sudeste, da Argentina e do Uruguai.

O resto do mundo também sente. “Não existe melhor tecnologia para remoção de carbono na atmosfera do que a fotossíntese. Ela absorve esse carbono da atmosfera e conserva na biomassa”, explica Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo e membro do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Enquanto a queima de carvão mineral — principalmente por China e Estados Unidos — para produzir energia elétrica é a principal responsável pelo aquecimento global, por aqui, com mais de 80% de energia renovável, a maior parte dos gases de efeito estufa (GEE) vem da troca de florestas por pastos ou lavouras.

Devido ao desmatamento, cada morador de Rondônia emitiu em 2016 uma média de 74 toneladas de CO2 equivalente (o cálculo de CO2 equivalente converte o potencial de aquecimento de todos os GEE). É 3,7 vezes mais do que um norte-americano, 2,5 vezes mais do que um australiano e 7,4 vezes mais do que um japonês. No Pará, a emissão foi o dobro da verificada no estado de São Paulo. Tudo pelas árvores cortadas ou incendiadas, que representam dois terços de todos os GEE liberados pelo país desde 1990.

Isso ocorre enquanto o mundo precisa tomar medidas drásticas para reduzir a emissão de carbono na atmosfera. Com a colaboração de milhares de cientistas, inclusive Nobre e Artaxo, um relatório lançado em outubro pelo IPCC alertou sobre os riscos que a humanidade corre se a temperatura subir além de 1,5°C em comparação com o início da Era Industrial. O Acordo de Paris já é pouco: mesmo se todos os países cumprirem-no, segundo as novas projeções, a temperatura aumentará 3°C até o ano de 2100. Nós e o resto do mundo precisamos então reduzir drasticamente a emissão de CO2 e de outros gases, como o metano, até zerá-las por volta de 2050. Assim, talvez consigamos impedir que a temperatura ultrapasse 1,5°C. Para isso, calculam os cientistas, pelo menos 45% desse corte deve ser feito já em 2030.

O aquecimento atual, de pouco mais de 1°C, serve como amostra grátis do que está por vir. “Tempestades severas estão aumentando em todo o Brasil, mas também a seca. Tivemos essa seca histórica no Nordeste, de 2012 até 2017, que continua em algumas partes, e a seca no Sudeste em 2014 e 2015”, lembra Carlos Nobre.

“O impacto foi muito maior do que o de uma seca semelhante 50 anos atrás. O Sudeste já está 1,5°C mais quente. A evaporação é muito maior, assim como a perda de água no solo. É menos água no reservatório, na agricultura, no abastecimento humano”, destaca.

Fonte: Este é um trecho da reportagem de capa da edição de novembro da Revista GALILEU

Mais informações: https://revistagalileu.globo.com

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Tecnologia que passa de pai para filhas

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Não é fábula nem conto de fadas: a saga das irmãs Grimm, mostra que trabalhar em família, com foco, formação profissional e vocação para a lavoura costuma dar ótimos resultados. E não há vilão que prevaleça no médio-longo prazo quando o conhecimento passa de pais para filhas

Era uma vez a história de um mar verde. Por lá, sequer tem praia. Mas entre outubro e janeiro, existe um oceano de soja. E dentro desse mar fica uma ilha. Nela estão algumas das últimas mudas de milho plantadas para a temporada de verão, um alimento raro nessa época e que pode virar comida, ração e até mesmo etanol.

Quem cuida dessa ilha é a família Grimm. Ou melhor, as herdeiras da propriedade do Sr. Valdir Grimm, um ‘agricultor raiz’ que ajudou a despertar em Letícia e Luana o interesse pela agricultura. Hoje Valdir está tranquilo. Com ambas formadas em agronomia, elas são a terceira geração a tocar esse barco.

Mas é claro elas não fazem isso sozinhas, já que a ilha é grande. São 300 hectares de milho verão e outros 1.800 hectares que engrandecem o mar de soja de São Gabriel do Oeste, no Mato Grosso do Sul. Com a ajuda de 11 escudeiros, Letícia explica o porquê ainda aposta no milho, já que no município são raras as ilhas com o grão:

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“É importante para fazer rotação de cultura”, destaca. Na safra seguinte, os 15% a 20% da área da propriedade utilizados para o milho no verão trazem nutrientes melhores para o solo que receberá o plantio da soja. Ou seja, essa ilha de milho auxilia na produtividade. “Muitos [produtores] hoje só plantam soja [no verão], mas até três anos atrás, um terço da área era de milho”, afirma.

Faz sentido: em 2016, o preço do milho batia a casa de R$ 31 na região. No ano seguinte, despencou para menos de R$ 20. “Mas é importante [manter o plantio variado] até para não colocar todos os ovos na mesma cesta”, diz Letícia. Durante o inverno, elas variam o plantio, com palhada, milho e, nabo e aveia. A técnica se chama cobertura de solo, adequando o terreno para quando vier a soja, o carro chefe de 100 entre 100 produtores da região.

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Tais pais, tais filhas

A família Grimm é um dos exemplos de sucessão no campo em São Gabriel do Oeste. Outro é a família de Sérgio Marcon, agricultor e pai de duas filhas: uma segue a carreira de medicina e a outra de administração. O curso do pai? Administração. “As mulheres estão cada vez mais presentes no campo”, afirma Sérgio. Ele garante: o gosto pelo empreendedorismo agrícola foi natural e ele torce para que a filha toque as terras da família.

Com os Grimm, o sonho de Sérgio já é realidade. As filhas de Valdir dizem que também não foram forçadas pelo pai e se encantaram pelo campo naturalmente. Mas apoio não faltou. Nunca.

“Meu pai tem a cabeça muito aberta e aceita muito bem as novas ideias. Fizermos até cursos [de sucessão no campo] juntos. Um deles foi em gestão”, diz Letícia. Já Luana, caçula da família, tem duas inspirações: além do pai, a irmã mais velha.

“A gente vem planejado tudo juntas, eu e a Letícia. Meu pai entendeu muito bem a questão da sucessão. Mas eu entrei por amor aos negócios, nunca ele nos induziu. Para ele, foi uma surpresa”, garante Luana.

Sérgio Marcon tem uma explicação para a continuidade: “Aqui nós vamos seguindo o trabalho das gerações anteriores, de nossos pais. Tanto o meu sobrinho quanto a minha filha começam a gerir as nossas propriedades. Nós estamos acompanhando, mas as tomadas de decisões já são por nossos sucessores”. O sobrinho dele é agrônomo de formação.

Entre as inovações trazidas pelas novas gerações estão as novas tecnologias. Letícia mostra no campo um iPad, em que monitora e faz anotações sobre as condições das lavouras e calcula as necessidades dos terrenos. Além disso, os equipamentos agrícolas são equipados. Tem GPS e outros recursos que atendem e melhoram a produção. Resultado: mais produtividade, maior rentabilidade e duas ou mais gerações aprendendo juntas." Fonte:Gazeta do Povo

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

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Agronegócio precisa de comunicação estratégica da porteira para fora

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Entender como os diversos públicos-alvo buscam informação nos dias de hoje é tarefa complexa para as empresas de todas as áreas. Essa realidade ganha contornos especiais no agronegócio que, além da necessidade de se comunicar internamente, precisa atingir positivamente a sociedade urbana e, por consequência, os consumidores finais.

Seja sobre temas diversos como produtos transgênicos, responsabilidade ambiental ou variações climáticas, o mundo do campo ainda carece de uma comunicação estratégica efetiva em um universo onde mitos são criados todos os dias.

Esse complexo mundo da comunicação exige que as plataformas on-line e off-line se completem. Se, antes, jornais, revistas, televisão e rádio cumpriam com eficácia a missão de transitar informação, agora, estão aí as mídias digitais, acrescentando ingredientes essenciais ao dinamismo e à atualização das mensagens.

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Artigo escrito por Jorge Espanha, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio

Nesse cenário, a agilidade da troca de informações ganha cada vez mais relevância. Para citar um exemplo: a mais recente pesquisa Hábitos do Produtor Rural, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio e Informa/FNP, que consultou 2.835 produtores rurais de 15 diferentes estados, mostra que perto de 70% deles têm perfis no Facebook. Além disso, 76,8% usam o WhatsApp para a troca de informações. Esses dados são fundamentais para as empresas que desejam levar suas mensagens de maneira assertiva para os produtores rurais. Cada vez mais é preciso direcionar os conteúdos para as plataformas ideais. Com isso, atrai-se o interesse do produtor e, ainda mais rico, obtém-se feedbacks, que vão contribuir com o aperfeiçoamento dos produtos e serviços oferecidos.

Afinal, quando falamos de comunicação não podemos nos esquecer que se trata de uma via de mão dupla. Os novos meios digitais incorporam um componente novo em termos de aproximação com os públicos-alvo (primários ou secundários). As empresas precisam estar preparadas para responder de forma rápida e eficaz às dúvidas e sugestões dos seus interlocutores.

Outro ponto de discussão em termos de comunicação do agro é o trânsito dos diversos públicos – inclusive os produtores rurais – entre os veículos impressos e digitais. A pesquisa da ABMRA/Informa joga luz sobre o tema e reforça que a comunicação é extremamente dinâmica e complexa. Isso significa que o conceito de impresso/digital muda de acordo com a atividade produtiva e a região. A comunicação não deve estar atrelada a apenas um meio e, sim, deve ser aberta, considerando tanto os canais existentes como as novas ferramentas. É o conceito de Multi Plataforma.

Com isso, é possível levar as mensagens para mais pessoas de diferentes perfis. Afinal, esse é o objetivo da comunicação: impactar os diversos públicos-alvo, incluindo clientes, parceiros, formadores de opinião e consumidores finais.

Numa outra ponta, a comunicação do campo para a sociedade urbana é um desafio sob vários aspectos. O processo está em andamento, porém ainda carecemos de uma agenda positiva, que valorize o tema que é nossa maior responsabilidade: alimentar o mundo, gerando empregos e competitividade no mercado.

A ABMRA iniciou esse processo há alguns anos com a criação da campanha SOU AGRO, que depois evoluiu para várias campanhas que aproximam o urbano do campo, como o Campo é POP ou mesmo o Campo é TECH. Esse movimento continua com empresas cada vez mais dedicadas a cuidar da imagem de 23% do PIB nacional.

Devido a isso, a pesquisa Hábitos do Produtor Rural traz uma visão bem completa sobre a transformação no campo, onde 27% dos produtores são jovens abaixo de 35 anos – crescimento de 50% em relação à pesquisa anterior, de quatro anos atrás.

Mais do que nunca, a comunicação Multi Plataforma é essencial. Os formatos e os conteúdos precisam estar conectados com esse novo público, contribuindo para aproximar o campo das cidades. Apesar de avanços nessa área, ainda há muito o que intensificar. Mas esse é um caminho que não permite retrocesso. Fonte: Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio

Mais informações: www.abmra.org.br

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Projeto de lei quer proibir uso da palavra “leite” para produtos à base de vegetais

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Uso indiscriminado de expressões como leite, queijo, manteiga e iogurte para produtos de origem vegetal estaria induzindo o consumidor a erro na avaliação nutricional dos alimentos. Indústria terá de encontrar outros nomes para produtos derivados de vegetais que imitam lácteos

Leite de soja, queijo vegano, iogurte de amêndoas, manteiga de coco. O uso de expressões como essas deve ser proibido nas embalagens, rótulos e publicidade de alimentos no Brasil, segundo um projeto de lei apresentado pela deputada federal Tereza Cristina, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária.

O Projeto de Lei 10556/2018, elaborado a pedido da Associação Brasileira de Produtores de Leite (Abraleite), pretende “evitar a grande confusão que permeia o mercado no que se refere à palavra ‘leite’, que vem sendo utilizada, não apenas quando se trata do líquido branco alimentício que é segregado pelas mamas de fêmeas de mamíferos, mas em qualquer suco vegetal branco ou esbranquiçado”.

Segundo a parlamentar, o uso indiscriminado dessas expressões cria uma concorrência entre os produtos de origem vegetal com os de origem animal e induz o consumidor a acreditar que está ingerindo alimento similar ao leite de mamíferos, quando, na verdade, tratam-se de “extratos, sucos e farinhas que não possuem o mesmo caráter nutricional do leite e dos seus derivados”. “O que vem acontecendo no caso de produtos de origem vegetal, como o ‘leite de soja’, o ‘leite de amêndoas’”, o ‘leite de arroz’, é o uso indevido da palavra ‘leite’, que deve ser expressamente utilizada pelos produtos de origem animal, aqueles advindos da produção de mamíferas, como a vaca, por exemplo. Isso implica em mudanças nas características nutricionais e podem vir a confundir o consumidor”, afirmou a deputada.

A proposta se inspira no Regulamento Europeu nº 1.308, de 2013, que restringe as denominações “leite”, “soro de leite”, “manteiga”, “nata”, “queijo”, “leitelho” e “iogurte” exclusivamente a produtos lácteos, opondo-se a que “sejam utilizadas para designar, na comercialização ou na publicidade, um produto puramente vegetal, mesmo que essas denominações sejam completadas por menções explicativas ou descritivas que indiquem a origem vegetal do produto em causa”.

Na justificativa do projeto, a parlamentar cita estudo da Agência Francesa para Alimentos, Meio Ambiente, Saúde Ocupacional e Segurança (ANSES) que mostrou que crianças de até um ano alimentadas com “leite” vegetal como alternativa ao leite materno têm maior risco de ficarem subnutridas.

Outra pesquisa invocada para dar suporte ao projeto foi divulgada no ano passado pelo Instituto de Pesquisas Médicas e pelo St. Michael’s Hospital, do Canadá. O estudo, com 5.034 crianças com idades entre 2 e 7 anos, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, apontou que para cada copo consumido diariamente de bebidas de origem vegetal, em substituição ao leite, as crianças são 0,4 centímetro mais baixas que a média correspondente de sua idade. A hipótese sustentada pelo chefe da pesquisa, Dr. Jonathon Maguire, é de que as crianças que bebem “leite” vegetal acabam por ter um déficit de proteínas e gorduras essenciais para o processo de crescimento.

Para o médico veterinário Altair Valotto, superintendente da Associação Paranaense dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), o projeto atende uma aspiração antiga do setor. “Em nossa visão, é um absurdo utilizar esses termos, principalmente o leite, para produtos que não são de origem animal. Queira-se ou não, quando alguém fala que é leite de soja ou de aveia, está induzindo o consumidor a consumir um produto com características totalmente diferentes da nomenclatura utilizada”.

Contatada para comentar o projeto de lei, a Associação Brasileira de Indústrias de Alimentação (ABIA) respondeu que “está avaliando o texto apresentado pela parlamentar”. Para virar lei, o projeto terá ainda de ser aprovado nas comissões de Defesa do Consumidor; Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Fonte: Gazeta do Povo

Mais informações: http://abraleite.org.br/

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Desdenhada por americanos, picanha ‘Made in USA’ encontra espaço no Brasil

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Segundo cônsul dos Estados Unidos no Brasil, comércio entre os dois países tem potencial de crescimento com o agronegócio, principalmente no setor de carnes

 

EUA exportam para o país principalmente cortes que não têm tanta saída, como picanha, maminha e fígado. E acabam importando outros que são mais consumidos por lá. 

Nos dois últimos anos, a presença de produtos americanos importados tem aumentado nas gôndolas de supermercados e nos cardápios de restaurantes brasileiros, garante o cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Ricardo Zuniga.

Ainda assim, a demanda pelo consumo é muito maior e há cada vez mais interesse de empresas americanas em começarem a fazer negócios no Brasil. 

“Vemos oportunidades em vários segmentos do agronegócio, especialmente no setor de carnes”, diz Zuniga, durante evento na maior feira de supermercado do mundo, a Apas, que aconteceu na capital paulista. 

De acordo com o cônsul, há cinco anos companhias de processamento de carnes se preparavam para começar as importações para o Brasil. As primeiras vendas, no entanto, começaram há 18 meses, pela operação americana da JBS.

Hoje, além da JBS EUA, seis empresas já fornecem ao mercado brasileiro, entre elas a Creekstone, Tysons e Quirch. 

Elas exportam para o país principalmente partes dos animais que não têm tanta saída no mercado americano, como picanha, maminha e fígado. E acabam importando outros cortes que são mais consumidos por lá. 

“Mas é importante lembrar que a maneira como o gado é alimentado nos Estados Unidos, com milho, concede mais maciez e menos gordura à carne, que tem um sabor diferente”, afirma Clay Hamilton, ministro conselheiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.  

A alta da moeda americana frente à moeda brasileira e o otimismo com a retomada da economia do país estão entre os motivos que têm atraído investidores americanos para o Brasil. 

Picanha é um dos cortes bovinos mais apreciados no País

Em 2017, os Estados Unidos exportaram cerca de R$ 5,1 bilhões em produtos agroindustriais para o Brasil, desde commodities a produtos para o consumidor final. Bebidas e alimentos vindos do mercado americano representaram R$ 870 milhões em vendas, com itens que incluem vinhos, chocolates, cervejas e produtos lácteos. Fonte:Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

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Liderança, empreendedorismo e cooperativismo no agronegócio do futuro

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O Brasil em 2030 poderá ser a plataforma mundial de segurança alimentar e da sustentabilidade, um agente fundamental para a obtenção com êxito dos dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

A Organização das Nações Unidas – ONU traçou dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável, mas para que possam ser realizados existe algo acima de todas elas: a liderança.

Esses objetivos formam uma corrente com elos que precisam ser alinhados e liderados. Portanto, nesta arena complexa da liderança em um planeta fragmentado, carente e ardorosamente ansioso por líderes, visões, valores e missões que nos conduzam ao futuro, e não distante, 2030.

Numa conferência com líderes executivos do mundo todo realizada no Insead, em Fontainebleau/França, concluiu-se que as mudanças contemporâneas são gigantescas, como por exemplo, as demandas por sustentabilidade e valores em uma era “disruption” com a ciência, além da progressão exponencial, criativa e inovadora. Consumidores com empowerment por redes sociais, competitivos e impactados pela transversalidade( mudanças vindas de onde não se imaginaria e nem se esperaria) e com algo que chamou a atenção de todos: foco naquilo que ainda não se sabe.

O desconhecido e invisível hoje, irá nos impactar de maneira muito mais poderosa do que aquilo que já se sabe, e isso vale para todos os agentes de uma cadeia produtiva, tanto na ciência e tecnologia dos fornecedores, quanto na produção agropecuária propriamente dita, além do pós porteira das fazendas, no processamento, distribuição e serviços dos derivados das matérias-primas vegetais e animais, das entidades de defesa dos consumidores, a mídia, política, e nas mais diversas manifestações da Sociedade Civil Organizada.

Com certeza o novo sinônimo para o agronegócio em 2030 passará a ser saúde em todos os aspectos. Saúde animal, vegetal, do planeta, a de quem produz, e a saúde humana. Iremos ingressar em algo mais amplo e maior do que a visão econômica, financeira ou tecnológica do agronegócio. Será o caminho para uma agrossociedade.

Dentre os dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, o primeiro é a erradicação da pobreza, isso demanda liderança empreendedora e cooperativista. Incomoda observar que onde tem miséria não existe cooperativismo. E onde tem desenvolvimento, IDH elevado, ali tem uma cooperativa bem liderada. Boas cooperativas não existem sem liderança exemplar.

Os demais objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU pedem e exigem competências de liderança. Os três últimos deles, talvez os mais sofisticados, sutis e vitais são os que clamam por um poderoso refinamento de talentos, de compreensão, do fazer pela causa e de colocar a mesma num patamar extraordinariamente mais evoluído do que interesses menores, de grupos, facções, ou mesmo de países, continentes e de nações.

Dentre os objetivos, o 15º cita a vida sobre a terra, o proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres; gerir de forma sustentável florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade.

Paz, justiça e instituições fortes é o tema do 16º objetivo. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionando o acesso à justiça para todos e construindo instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

O 17º fala sobre a parceria em prol de metas – fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Estes três últimos ODS,s resumem e reúnem os mais elevados desejos e consequentemente sacrifícios de seres humanos, para elevar a ordem da humanidade a patamares muito superiores aos que temos hoje. Isso só será feito com renovação dos espíritos , a educação para a autêntica liderança.

Grandes líderes são empreendedores. Criam e transformam lixo em luxo. Onde não havia nada conseguem ver riqueza, evolução e qualidade de vida. No agronegócio brasileiro, casos de líderes visionários , como Cirne Lima, que viu uma Embrapa e seus potenciais efeitos, e a fez nascer no inicio dos anos 70.

Em seguida abria uma trilha que atraia mais autênticas lideranças, com o forte poder gravitacional que somente as poderosas causas possuem. Enxergavam e tocavam antes e traziam o futuro ao valor presente. A liderança que nos levará ao futuro tem competências educadoras e pedagógicas. Paulo Freire resumiu : “ o que pode ser feito agora para que se faça amanhã o que hoje não pode ser feito “

O empreendedorismo significa o poder de condução humana através da arte do indivíduo. Conheci, trabalhei e convivi com três espetaculares líderes empreendedores : Shunji Nishimura, fundador da Jacto. Antonio Secundino de São José, fundador da Agroceres. E Ney Bittencourt de Araujo, foi Presidente da Agroceres, e da ABAG, líder e pioneiro no Brasil do conceito de “ agribusiness “.

O mundo mudou. O futuro não será mais o resultado do presente. Velocidade é o nome do jogo que muda a todas as mutações. Para irmos à 2030 não podemos esperar por ele. Agora o presente vira o resultado do futuro.

Qual o desafio do futuro ? A liderança empreendedora não é suficiente. O mundo cresce a cerca de 4 nascimentos por segundo. Não teremos mais empregos, e vamos para a era das start ups, do empreendedorismo. Mas, a dignidade precisa ser para todos. Não apenas para 1% ou 10% da humanidade. Precisa ser “4all “, para todos.

Os bebês já nascerão empoderados com as redes sociais, midiáticos e imediáticos. Uma nova geração instantânea, precoce e que inunda e irriga os seus neurônios para a busca de qualidade de vida, não importa onde nasça ou onde esteja. Uma geração do “Eu quero, eu posso, eu pego“. Ninguem quer ser pobre, deseja sucesso. Como entregar isso para a imensa maioria da população que caminha inexoravelmente para os 10 bilhoes ? A ciência conectada com a sensorialidade explodindo no agronegocio.

É possível imaginar o Chef Erick Jacquin, do programa Master Chef, conversando através de “weareables“ (tipo google glasses já usados numa linha de produção de uma montadora de maquinas agrícolas – que viram robots.), ou algo instalado sob a pele, com o Master Genetic chef, que editou os genes da última abóbora gourmet do planeta. Imagine esse dialogo sincronizado ainda com o super agricultor que a cultivou. As pontas da neurosensorialidade com a genialidade genética, e o food design fascinando o futuro.

Isto é lindo, ao brincarmos de Julio Verne,s do século XXI. Mas o desafio das lideranças para o agronegócio do futuro, de 2030, será romper a barreira do “ para poucos “ e criar potencialidades “ para muitos “. Ou idealmente “ para todos “. Isso vale em todos os cantos de cada elo de cada cadeia produtiva de todo agronegocio. Vamos ter mais produtores e não menos. Vamos ter mais pesquisadores e não menos. Vamos ter mais processadores e não menos. Vamos ter mais distribuidores e não menos. O mundo não suportará conviver com a impossibilidade da criação e da distribuição da riqueza. Produção e consumo serão criados pelo mesmo fio da interdependência.

Vamos demandar lideranças cooperativistas sólidas na jornada ao futuro. Sucessores, e jovens educados para a missão. Hoje são cerca de 3 milhões de cooperativas no mundo. Representam US$ 3 trilhões de resultados econômicos, e a líder da Aliança Internacional do Cooperativismo , que já teve o brasileiro Roberto Rodrigues no seu comando, diz : “ não podemos mais ficar silenciosos “. No Brasil, Marcio Lopes, Presidente da OCB , organização das cooperativas brasileiras registra : “ representamos 50% de tudo o que é produzido, mais de 1 milhão de cooperados . Uma receita de R$ 180 bilhões, e 13,5% de todo PIB do agro . “

As lideranças com firme filosofia cooperativista são suportadas e suportam suas organizações através da educação persistente e permanente, rigor administrativo financeiro, e uma legitima democracia.

No lado da liderança empreendedora em organizações não cooperativas, basta prestar atenção nos novos critérios de Harvard, para se chegar à lista dos 1000 maiores Ceo’s do planeta. Valores como responsabilidade social corporativa, sustentabilidade, lucros de longo prazo e longevidade no posto passaram a contar a partir de 2016 , incluindo métricas até então desejadas, mas que não eram contabilizadas.

Quem lidera o líder ? – a sua compreensão da missão. A causa superior que determina a cada instante suas decisões e escolhas.

2030 será aquilo que nossas lideranças conseguirem realizar conscientes da vital liderança de cadeias produtivas, acima de cada um dos seus elos. Isso é agronegócio . São os responsáveis pela

educação da sociedade, tanto na sua nutrição e saúde, como nas lutas anti-desperdicio, ao lado da capacitação exponencial dos novos produtores e produtoras rurais. Ou que ainda estejam eles, nas agriculturas verticais dos centros urbanos, e sejam eles de quaisquer tendências de forma de produção, que desejem ser, em função de nichos e de multi segmentações de mercados finais.

2030 : o agronegócio será uma montadora agrotecnólogica de sustentabilidade intensiva. O líder para essa viagem ao futuro será exigido como um ser humano que reúna 8 dimensões interligadas : coragem, confiança, cooperação, criação, consciência, conquista, correção e caráter.

Quem constrói um caráter, constrói o destino. A liderança terá ainda como força motora e desafiadora a luta pelas percepções humanas. Realidades são aquelas que percebemos. Uma liderança empreendedora e cooperativista não existe para fazer o que os liderados desejam, e sim para juntos fazerem o que precisa ser feito. E será mandatório para liderar, obter autorização moral e interpretar a ética . Isso será o fator “ sine qua non “, nas decisões entre “ poder fazer “ x “ dever fazer “.

O Brasil em 2030 poderá ser a plataforma mundial de segurança alimentar e da sustentabilidade, um agente fundamental para a obtenção com êxito dos dezessete objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Como? Através de sua liderança, O fator crítico sagrado para seu sucesso.

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As inovações na indústria de cachaça em Paraíso

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Em Santa Catarina, a tradição de produção da cachaça chegou com imigrantes açorianos e depois se expandiu para o interior com a chegada de novas levas de europeus, principalmente alemães e italianos.

No município de Paraíso, extremo oeste do Estado,0 empresário Vilmar Lima de Souza, que também atua no setor imobiliário, decidiu investir na produção de cachaça. De acordo com ele, muitas pesquisas e estudos foram realizados até a decisão de implantação da fábrica. "Percebemos que a cachaça é um produto agrícola e que está em ascendência não só no Brasil, mas também em outros países e isso despertou certo interesse já que a região é uma grande produtora de cana de açúcar", completa Vilmar.

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O empresário comenta que o processo de fabricação é bem complexo. "O que vai sair na ponta do alambique é o que você tem plantado na terra. Não existe milagre no processo e sim uma transformação", salienta ao dizer que, no momento, a matéria prima é plantada pela empresa.

Vilmar explica que quando a ideia surgiu, o primeiro passo foi buscar informações em Minas Gerais e, a partir disso, a realização de visitas em fábricas de cachaça no Brasil. "Buscamos melhorar todos os processos já existentes aplicando tecnologias na nossa empresa", salienta o empresário.

Quando o assunto é inovação, o empresário explica sobre o novo projeto da empresa. "O controle rigoroso de umidade e temperatura traz mais qualidade do produto, por isso estamos desenvolvendo uma escavação, construindo uma cápsula, que terá acesso por túnel, onde todos os nossos produtos serão envelhecidos de forma subterrânea. Não tenho conhecimento de outra indústria que trabalhe dessa forma, é inédito no Brasil", destaca Vilmar.

PRODUÇÃO

Os modos de produção diferentes resultam em bebidas diferentes. Há entre os especialistas aqueles que afirmam que não há diferença entre a bebida nacional feita de maneira artesanal e a industrial, e aqueles (a maioria) que dizem existir sim, diferenças cruciais entre umas e outras. Também há os que indicam o uso da cachaça de menor qualidade no preparo de sua caipirinha, e aqueles que dizem que cachaça, de verdade, não pode ser envelhecida. Vamos aos mitos, à realidade e, principalmente, aos fatos.

Além de ser feita de maneira artesanal, a Cachaça de Alambique não Contínuo, tem outro grande "ingrediente" em sua composição: o alambique de cobre. Feita por um bom alambiqueiro, a Cachaça Artesanal feita neste equipamento é, segundo vários estudos, capaz de resultar em uma bebida mais fina e mais rica em sabores, aromas e cores.

As cachaças destiladas em alambiques de cobre apresentaram teores de aldeídos e metanol superiores às cachaças destiladas em aço inox. Estudos acadêmicos comprovaram que os teores de dimetilsulfeto, álcoois superiores e ésteres são maiores quando a destilação é feita em alambiques de aço inox. A utilização de aço inoxidável na construção de alambiques afeta as características sensoriais da aguardente, reduzindo a qualidade sensorial e produzindo um odor de enxofre desagradável no produto final. As reações químicas catalisadas pelo cobre nos alambiques, são capazes de reduzir significativamente os teores de dimetilsulfeto, o principal composto responsável pelo defeito sensorial das aguardentes de cana destiladas no inox.

CORAÇÃO DA CACHAÇA

O importante, já que aqui não há o rigor de um processo industrial, é que nem tudo que sai do alambique é cachaça de qualidade: o grande segredo é saber fazer a separação entre o que os entendidos chamam de Cabeça, Coração e Cauda da destilação.

A cachaça artesanal de qualidade deve ser composta 100% pelo produto do meio do processo: o coração da cachaça. Na cauda e especialmente na cabeça (os líquidos que saem ao fim e ao início da destilação, respectivamente) pode haver elementos bastante perfumados, mas perigosos à saúde. Portanto, a correta separação deles é fundamental para resultar num produto de qualidade. No processo industrial, essa separação é feita na própria coluna de destilação _ o equipamento usado pela indústria. Aqui, diferentemente do alambique artesanal, a separação ocorre através dos "pratos" da coluna de uma forma contínua: não há "início", "meio" e "fim". Pode-se dizer que os produtos saem todos ao mesmo tempo, mas já separados. Desta forma, garante-se a separação do álcool etílico dos demais componentes de uma forma bastante eficiente.

Além da Heats Brasil, a indústria também produz a Seiva da Cana. De acordo com Vilmar, a única diferenciação é o teor alcoólico. Fonte:Folha do Oeste

Mais informações: http://heatsbrazil.com

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Participantes do Startup Weekend Agro em Chapecó buscaram soluções e inovação para o agronegócio

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A cidade de Chapecó foi palco da primeira edição do Startup Weekend Agro (SW Agro) em Santa Catarina. O evento global estimula a criação de projetos inovadores, servindo de incentivo a empreendedores, desenvolvedores, designers e entusiastas da área de tecnologia e inovação que desejam compartilhar ideias, discutir projetos e criar protótipos.

O Startup Weekend Agro é promovido pela Techstars e Google Entrepeneurs, e a realização é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) e o Sebrae-SC.

Para o secretário de Estado Desenvolvimento Econômico Sustentável, Adenilso Biasus, o evento é mais do que propor ideias inovadoras. “Esta metodologia transforma os participantes em futuros empreendedores, no período de 54 horas do Startup Weekend. Daqui eles saem com a possibilidade real de competir, buscar clientes e fazer acontecer com um negócio focado na vocação regional. O objetivo do Governo é fortalecer esta rede de empreendedores inovadores e gerar novas oportunidades de negócios, emprego renda e riquezas para nossa gente”, enfatiza Biasus.

Alexandre Souza, gestor do projeto Startup SC pelo Sebrae-SC, afirma que o foco principal do Startup Weenkend é a educação empreendedora, ou seja, capacitar para a criação de um negócio digital, como aplicativo, site, entre outros. “No entanto, se nascer algum case, ótimo”, enfatizou, destacando que existem vários cases bem-sucedidos que iniciaram a partir da participação no Startup Weekend. Os projetos vencedores desta edição foram: 1º Skeyes, 2º Uai Fruit e 3º Plante Certo.

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Soluções e inovação

Na edição de Chapecó, os desenvolvedores buscaram soluções e inovação para o agronegócio. Eles apresentaram soluções para os problemas do agronegócio, melhorando a produtividade, oferecendo sustentabilidade e qualidade de vida. O time de mentores da edição contou com: Allan Panossian Kajimoto, cofundador da Kekanto e Delivery Direto; Giovani Zamboni, CTO e cofundador da JetBov; e Marcelo Cazado, líder regional RIA-SC/Anjos do Brasil e diretor executivo da Floripa Angels.

O evento criado e mantido pela aceleradora americana TechStars tem como parceiros em Santa Catarina o Sebrae/SC e a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS).

 

Mais informações:  www.sds.sc.gov.br

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Mil famílias de produtores rurais iniciam projeto Encadeamento Produtivo em 2018

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Encadeamento Produtivo tem por objetivo contribuir com a melhoria dos índices de produtividade e competitividade por meio de relacionamentos cooperativos de longo prazo e mutuamente atraentes

O maior programa de estímulo ao desenvolvimento das pequenas e médias empresas ligadas ao agronegócio do sul do Brasil inicia uma nova etapa a partir de fevereiro de 2018. O “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite” terá, nos próximos dois anos, mais de mil propriedades rurais. Para alinhar as ações, representantes da Cooperativa Central Aurora Alimentos, das cooperativas filiadas e do Sebrae/SC, participaram de reuniões, na última semana, no Frigorífico Aurora Chapecó II (FACH II).

“A intenção é ampliar o número de Propriedades Rurais Sustentáveis certificadas. Em 2017 foram 54 e em 2018 já temos 423 que solicitaram certificação, as quais, no decorrer do programa, serão avaliadas de acordo com os critérios exigidos por uma equipe técnica profissional”, esclarecem o coordenador do programa pela Aurora Alimentos, Joel Pinto, e o vice-presidente NeivorCanton.

Segundo ele, o Encadeamento Produtivo é a base para a certificação das propriedades rurais. É a extensão do Programa de Desenvolvimento de Empreendedores Rurais Cooperativistas. “A empresa rural passa por melhoria na gestão, tecnologia de produção, processos de inovação e de menor impacto ambiental. Com o apoio do Sebrae, cada fornecedor aperfeiçoa seus serviços, cumpre exigências, condições e critérios demandados pelo mercado”, complementa.

O coordenador do Programa Propriedade Rural Sustentável Aurora (PRSA), Sandro Treméa, destacou a evolução da iniciativa que iniciou em 2016 com a certificação de 16 empreendimentos.  “Hoje o programa está consolidado e a melhoria da cadeia de produção está na mente de todo o sistema. O produtor é certificado porque participa dos treinamentos, coloca em prática os conhecimentos e, com isso, obtém bons indicadores nos processos de gestão e meio ambiente”.

Além das melhorias, as famílias que se destacam têm a oportunidade de receber uma bonificação financeira. “Somente no ano passado a Aurora entregou, como forma de incentivo, bonificações que totalizaram R$ 143 mil reais entre os produtores com propriedades certificadas”. 

O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, EnioAlbértoParmeggiani, explica que o objetivo é qualificar as pequenas empresas rurais. “Os rigorosos padrões de qualidade e eficiência adotados pela Aurora Alimentos devem ser compartilhados com todos os elos da cadeia produtiva. Essa é a essência do programa e é a garantia de produtos e serviços de qualidade ao consumidor final. É uma referência no setor do agronegócio, uma longa história de parceria com foco para o desenvolvimento das propriedades rurais e para o aperfeiçoamento dos fornecedores da cadeia produtiva do agronegócio”.

As reuniões de alinhamento seguem com todos os parceiros do Encadeamento Produtivo.

Programa Encadeamento Produtivo

O Encadeamento Produtivo tem por objetivo contribuir com a melhoria dos índices de produtividade e competitividade, promovendo a inserção de pequenos negócios em cadeias de valor de grandes empresas, por meio de relacionamentos cooperativos de longo prazo e mutuamente atraentes.

Na parceria entre Sebrae e Aurora, o projeto é destinado às micro e pequenas empresas da cadeia produtiva do agronegócio – rurais e urbanas. Trata-se da extensão do Programa de Desenvolvimento de Empreendedores Rurais Cooperativistas, desenvolvido desde 1998 e que beneficiou mais de 35 mil produtores rurais.

A iniciativa é desenvolvida pelo Sebrae/SC, Aurora Alimentos, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Sicoob, Fundação Aury Luiz Bodanese e oito cooperativas agropecuárias – Cooperalfa, Itaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1 e Coopervil.

Mais informações:https://atendimento.sebrae-sc.com.br/

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