Arquivos da categoria: Capacitação Jovens Rurais

Jovens rurais de São Carlos e Águas de Chapecó iniciam capacitação em bovinocultura de leite

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A abertura oficial do curso para Jovens Rurais, em Bovinocultura de Leite, dos Municípios de São Carlos e Águas de Chapeco, aconteceu no auditório da Secretaria de Educação de São Carlos, no dia 07 de março.

No primeiro dia do curso, os 38 jovens participantes ouviram a palestra, “Proposta da Epagri para a produção de leite em Santa Catarina”, proferida pelo engenheiro agrônomo Jean Pierre Pilger, responsável pelo Programa de Pecuária, na região.

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No período da tarde, a turma deslocou-se ao município de Cunha Porã, onde conheceram a Unidade de Referência Técnica em bovinocultura de leite, da família Kutner.

A extensionista social da Epagri, no município de São Carlos, Lilian Mortari Castelani, relata que desde meados de 2012, a Epagri dedicou-se à capacitação de jovens do meio rural em Gestão, Liderança e empreendedorismo, com cursos em regimes de alternâncias realizados nos Centros de Treinamento.

“Como fruto deste trabalho existem jovens investindo em seus projetos de vida, alavancando a economia das propriedades, trabalhando com qualidade de vida e renda digna.  Inerente a estes resultados, a ação Jovem Rural, proposta pela Epagri vem se expandindo nos municípios, onde através de uma construção com entidades parceiras, que compreendem a importância da juventude rural, torna-se possível investir na capacitação técnica local”, conta.

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No município de São Carlos, as entidades envolvidas neste processo são: Epagri, Secretarias Municipais de Agricultura de São Carlos e Águas de Chapecó, Cooperativa Regional Auriverde, Cootrafar, Cooperalfa, Sintraf, Banco do Brasil, Cresol, Sicredi, Sicoob Maxi Crédito, Movimento de Mulheres Camponesas, Clubes 4s e Carlitos Alimentos.

Valendo-se do princípio da cooperação, o curso será executado com as entidades financiando o almoço dos participantes, as secretarias de agricultura oferecendo o transporte até as aulas práticas e a Epagri cedendo os instrutores para ministrar o conteúdo técnico.

A extensionista conta que após diversas reuniões de organização, onde todas as entidades participantes concordaram que a área de bovinocultura de leite atualmente move a economia da região, foi definido por investir num trabalho de capacitação e união de forças com vistas à sucessão familiar. Além disso, a maioria entidades representadas também possuem ações com a juventude rural, seja na área de cooperativismo, gestão financeira, apoio técnico, entre outros.

“Esta ação compreende a relevância da propriedade rural, pois além de um núcleo de produção é um misto de empresa e família, onde ao longo do tempo, deve-se permitir, favorecer ou incentivar a sucessão familiar, para garantir a prosperidade da propriedade. Para isso, é necessário discutir a sucessão com as famílias ao mesmo tempo em que investimos no jovem rural”, destaca Lilian.

Neste sentido, o curso de bovinocultura de leite lança o desafio da capacitação dos 38 jovens rurais de São Carlos e Águas de Chapecó, indicados pelas entidades parceiras. Serão nove meses, com um encontro mensal com palestras e visitas técnicas, criando um espaço de aprimoramento e de ganho pessoal.

O curso pretende também representar um espaço de encontro para a juventude, estudando princípios da área técnica, gerencial, ambiental, humana e social. Para que eles tenham embasamento para discutir o futuro e construir propostas para o desenvolvimento da agricultura familiar.

O cronograma de encontros mensais segue até novembro e será alternado entre os municípios de São Carlos e Águas de Chapecó, além de visitas a diversas propriedades da região.

 

Mais informações: www.saocarlos@epagri.sc.gov.br

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Turcos compram gado de jovem empreendedor rural catarinense

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O jovem rural Andrigo da Luz de Souza, mora com sua família numa propriedade na Localidade de Erva Doce, município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense, onde trabalha no desenvolvimento da pecuária de corte.

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Em 2017, ele participou do curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo Rural, oferecido pela Epagri (Empresa de Pesquisa e Extensão Rural), com apoio do SC Rural e ministrado no Centro de Treinamento de São Joaquim. O curso tem como objetivo garantir que as melhorias nas propriedades continuem sendo implantadas, mudando a história das famílias e das comunidades rurais dos municípios.

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Ao final do curso, Andrigo, com os conhecimentos adquiridos e a experiência da família, elaborou um projeto para tornar a propriedade em uma empresa rural, projeto este aprovado e passando a contar com apoio técnico da equipe da Epagri de São José do Cerrito. Investiu em tecnologia, melhoramento genético bovino e na pastagem. Além de adquirir equipamentos agrícolas.

O extensionista de São José do Cerrito, Severiano Pereira Neto, disse que normalmente os jovens que frequentam os cursos oferecidos pela Epagri são filhos de agricultores e conhecem bem a lida. “O curso é um incentivo para aqueles jovens que ainda estão na propriedade e ajudam a melhorar o que eles já vinham fazendo e gostam de fazer” explica.

Denizete Mota, que é extensionista social da Epagri no município, também faz visitas técnicas sistemáticas à propriedade, incluindo acompanhamento aos familiares. Hoje, a propriedade se tornou referência em planejamento, tecnologia e gestão. Além da atividade agropecuária a propriedade realiza todos os anos, evento turístico (rodeio), atraindo tradicionalistas de toda a região.

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Desde o ano passado, o empreendedor rural Andrigo, está exportando para a Turquia. São terneiros (cruzamento das raças, Devon, Red Angus e Hereford) e deve fazer novo embarque entre fevereiro e abril, melhor período para o transporte, uma vez que a Turquia fica entre os continentes Europeu e Asiático.

No mesmo embarque, os turcos levam cerca de cinco mil cabeças oriundas de outras propriedades, também da Serra Catarinense. As compras acontecem no período de desmame, entre março e abril. Os bezerros têm até 10 meses e pesam entre 180 e 240 quilos.

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Para Andrigo que, na sua lida diária, trabalha com oito familiares numa área de quase 50 hectares, a intenção é expandir e aumentar a produção. “Caprichando mais na linhagem dos touros, das próprias fêmeas, e das matrizes para dar mais cria de forma que se encaixe no gosto do comprador e amplie, assim, a nossa renda e melhore a vida no campo”, diz.

Segundo extensionista social da Epagri, Denizete Mota, o mais importante do que a geração de trabalho e renda no meio rural. "Isso faz com que o jovem do meio rural, tenha as mesmas oportunidades do jovem da cidade. Acesso à internet, telefone, informação, comunicação. “Ele tem dinheiro para lazer, o jovem também faz viagens. Melhor qualidade de vida no meio rural, o que antes não tinha, isso faz com que o jovem permaneça no campo, mas não por capricho, ou para evitar que vá para a cidade em busca de oportunidade, mas sem formação, se submete a trabalhos pesados, remuneração baixa, dificuldade de formar e sustentar uma família com qualidade, aglomerando-se nos bairros sem estrutura e agravando os índices sociais e, consequentemente, a qualidade de vida”, afirma.

Para a extensisonista, o agricultor tem que entender que sua propriedade é uma empresa, que produz, tem que dar lucro, atender às necessidades da família, com as mesmas oportunidades do jovem urbano. “Isso considero importante. Existem aqui no município outros valorosos exemplos de jovens empreendedores rurais, Thiago Lopes e Pedro Lopes ambos da localidade de Lajeado da Taipa e Márcio Camargo de São Geraldo, que investiram na produção de frango caipira, produção de orgânicos, com comercialização em toda a serra catarinense.

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As inscrições para a 4ª edição dos cursos estão abertas. As aulas estão programadas para começarem em abril e podem participar para todos os jovens de famílias de produtores da Serra Catarinense. Fonte: Correio Lageano

 

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Jovens comandam propriedades rurais em São José do Cerrito

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A equipe Epagri de São José do Cerrito iniciou o ano com orgulho das transformações que os jovens estão operando no meio rural.

Ao longo de 2018, jovens egressos do Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo Rural, realizado com apoio do Programa SC Rural, participaram de atividades de capacitação continuada. O objetivo foi garantir que as melhorias nas propriedades continuem sendo implantadas, mudando a história das famílias e das comunidades rurais do município.

Durante o Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo, os jovens adquiram conhecimento técnico e executaram projetos de melhoria das propriedades rurais. Esses projetos, que receberam recursos do SC Rural, contribuíram para despertar o empreendedorismo e o protagonismo dos agricultores em suas comunidades.

Para que o trabalho tivesse continuidade, cinco egressos da turma de 2016 – Daniel Ludwig, Márcio de Camargo, Andrigo de Souza, Welyton dos Anjos e Brayan Coelho – passaram a receber capacitação continuada da Epagri. A equipe da Empresa articulou a formação do grupo para promover a troca de experiências e a qualificação em encontros mensais. A capacitação abrange temas técnicos e também aborda gestão da propriedade, liderança na unidade familiar e na sociedade e protagonismo dos jovens como agentes de mudança no meio rural.

Colocando em prática o que aprenderam e inovando o modo de produzir com tecnologias, aquisição de materiais e equipamentos, os jovens agricultores conseguiram elevar a renda de suas famílias. “Em pesquisa realizada no município com jovens egressos dos cursos, percebe-se que aqueles velhos obstáculos, desmotivadores da permanência no campo, estão com os dias contados. Nessas propriedades não se fala mais em falta de renda, área de terras insuficiente, autoritarismo e falta de protagonismo dos membros familiares”, comemora 

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Morango de qualidade longe do solo motiva jovem a permanecer no campo

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Produção em sistema semi-hidropônico suspenso motiva jovem a permanecer no campo no município de Alto Bela Vista

A produção de morango não é o forte de Alto Bela Vista, um município com cerca de 2 mil habitantes no Meio Oeste do Estado. Mas um agricultor já deu o primeiro passo com essa cultura por lá. Daniel Junior Engel, um jovem de 21 anos, plantou as primeiras mudas em 2016 e hoje já tem 6 mil pés produzindo em duas estufas.

A atividade entrou na propriedade depois que Daniel fez o Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo para jovens rurais no Centro de Treinamento da Epagri de Concórdia. No fim da capacitação, assim como todos os participantes, ele buscava um tema para seu projeto.A família já trabalhava com gado de leite e apicultura, mas com ajuda da Epagri, o jovem agricultor iniciou a produção de morango. Foram feitas diversas visitas a produtores com diferentes sistemas de produção pelo Estado até que Daniel optou pelo sistema de cultivo semi-hidropônico suspenso.

Para implantar as estufas e as mudas, ele recebeu R$10 mil do Programa SC Rural. “Escolhi o sistema suspenso porque traz mais qualidade de vida. Assim não preciso me abaixar todos os dias para colher, fazer podas e outros manejos”, conta. Em canteiros elevados, os pés de morango são plantados em bolsas com substrato, conhecidos como slabs, e recebem água e nutrientes pela fertirrigação por gotejamento. Esse cultivo utiliza racionalmente os insumos e exige menor uso de agroquímicos em relação ao cultivo no solo e, portanto, não tem risco de dano ambiental. Com maior controle dos fatores de produção, a garantia de bom resultado é maior.

Hoje, além de manter o jovem na propriedade, a atividade já se tornou a principal fonte de renda da família. Os morangos geram renda quase o ano inteiro e a produção varia de acordo com o mês. Daniel colhe por ano 700g de morango por pé, mas a meta é aperfeiçoar o manejo para alcançar 1kg. A produção é vendida diretamente para os consumidores em Alto Bela Vista, Concórdia e Peritiba. “Os clientes gostam. Quando o produto tem qualidade, a venda é boa”, diz.F onte: Balanço Social da Epagri

 

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

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Jovens rurais de Cunha Porã são capacitados em bovinocultura de leite

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Ao longo deste semestre, 29 jovens de Cunha Porã, no Oeste Catarinense, foram capacitados para atuar em bovinocultura de leite. O conteúdo faz parte do curso de Gestão, Liderança e Empreendedorismo para Jovens Rurais, promovido pela Epagri.

Em outubro o tema foi adubação e sua importância retorno leite, abordado em palestra pelo engenheiro-agrônomo José Gilmar Naibo. O assunto foi visto na prática na propriedade rural de Edio Magrin, em Serra Alta, onde os jovens foram acompanhados pela engenheira-agrônoma Elisabete Schlatter. Lá todos acompanharam o manejo de mais de 100 vacas em um sistema de produção de leite à base de pasto (a dieta dos animais é de até 70% de pastagens perenes com sobressemeadura de sementes anuais em piquetes com água e sombra). Os jovens visualizaram técnicas, equipamentos, serviços, estratégias e práticas que, quando integradas, permitem diminuir os problemas encontrados na atividade.

Em setembro o assunto foi manejo de pastagens e sobressemeadura, abordado pelo engenheiro-agrônomo Ruan Matheus Benvenutti. Para melhor compreensão do assunto, o grupo visitou a propriedade da família Zatt em Saudades, onde realizou diversas práticas como construção de cerca elétrica para bovinos leiteiros, aferição de kit para-raio e instalação de água em piquetes. Essas ações foram coordenadas pelos técnicos Altair Gralow e Sidinei Wolnei Weirich.

Em agosto o presidente da Epagri, Luiz Hessmann, se reuniu com os jovens e destacou a difusão de novas tecnologias, a organização do produtor, o trabalho com o jovem rural e o compromisso com a inovação. O grupo também participou de uma palestra sobre necessidades nutricionais dos bovinos leiteiros, silagem, fenação e uso de cana-de-açúcar, preferida pelo engenheiro-agrônomo Jean Pilger. Para fixação do conteúdo, os agricultores visitaram a propriedade da família Kirsten, em Palmitos, onde conheceram o método de criação de terneiras e novilhas, bem como as formas de controle alimentar e controle leiteiro do rebanho.

 

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Na região de Tubarão Epagri forma 28 jovens agricultores em empreendedorismo

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Jovens dos municípios de São Martinho, Rio Fortuna, Braço do Norte, Santa Rosa de Lima, Treze de Maio, Grão Pará, Armazém, Treze de Maio estavam entre os formandos.

Depois de oito meses de estudos, com o aprofundamento nas áreas de liderança, gestão e empreendedorismo, 28 jovens agricultores das Regiões da ADR Tubarão concluíram sua capacitação com a formatura no Centro de Treinamento – CETUBA – da Epagri em Tubarão.

O evento contou também com a presença de autoridades, secretário executivo da ADR Tubarão, Samuel Silva, colaboradores da Epagri e familiares dos formandos.

O curso denominado de Formação em Qualificar Jovens do Meio Rural e Pesqueiro Catarinense com foco na Liderança, Gestão e Empreendedorismo promovido pela Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, com recursos do SC Rural, esta é a sétima turma de jovens, que neste ano ao invés de ter enfoque em uma área produtiva, como nos anos anteriores, desta vez, foi aberto a diversas cadeias produtivas como pecuária de corte e de leite, olericultura, piscicultura, fruticultura e produção orgânica, entre outros. 

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Os jovens passaram por mais de 200 horas de capacitação com diversos instrutores da Epagri e convidados externos. "Depois desse treinamento intensivo, entendemos que esses jovens estão preparados para colaborarem com seus pais mais intensivamente em todas as decisões, ou mesmo assumirem suas propriedades, realizando a sucessão familiar como alguns já estão fazendo", conta o presidente da Epagri, Ademir Hessmann. 

O gerente regional da Epagri de Tubarão, Gustavo Claudino afirma que estes jovens passam por um período no Centro de Treinamento com aulas teóricas e práticas, excursões, e períodos em casa. "Este é um projeto que transforma a vida do jovem agricultor e a sua valorização fortalece toda a cadeia produtiva". 

O curso teve como objetivo formar lideranças rurais, desenvolver o espírito empreendedor dos jovens agricultores e incentivar a discussão sobre sucessão familiar nas propriedades agrícolas da região. Temas como liderança, empreendedorismo, inclusão digital, práticas integradoras de lazer e autoconhecimento; novas oportunidades econômicas e ambientais, voltadas ao emprego, à renda e a produção agrícola e ainda a gestão de negócios, da propriedade e do ambiente, considerando as potencialidades regionais foram alguns dos pontos discutidos. Fonte: s&s comunicação estratégica/ jornalista mylene salgado http://www.engeplus.com.br / Foto: Divulgação/ Epagri

 

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Jovens rurais de Cunha Porã são capacitados em bovinocultura de leite

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Ao longo deste semestre, 29 jovens de Cunha Porã, no Oeste Catarinense, foram capacitados para atuar em bovinocultura de leite. O conteúdo faz parte do curso de Gestão, Liderança e Empreendedorismo para Jovens Rurais, promovido pela Epagri.

Em outubro o tema foi adubação e sua importância retorno leite, abordado em palestra pelo engenheiro-agrônomo José Gilmar Naibo. O assunto foi visto na prática na propriedade rural de Edio Magrin, em Serra Alta, onde os jovens foram acompanhados pela engenheira-agrônoma Elisabete Schlatter. Lá todos acompanharam o manejo de mais de 100 vacas em um sistema de produção de leite à base de pasto (a dieta dos animais é de até 70% de pastagens perenes com sobressemeadura de sementes anuais em piquetes com água e sombra). Os jovens visualizaram técnicas, equipamentos, serviços, estratégias e práticas que, quando integradas, permitem diminuir os problemas encontrados na atividade.

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Em setembro o assunto foi manejo de pastagens e sobressemeadura, abordado pelo engenheiro-agrônomo Ruan Matheus Benvenutti. Para melhor compreensão do assunto, o grupo visitou a propriedade da família Zatt em Saudades, onde realizou diversas práticas como construção de cerca elétrica para bovinos leiteiros, aferição de kit para-raio e instalação de água em piquetes. Essas ações foram coordenadas pelos técnicos Altair Gralow e Sidinei Wolnei Weirich.

Em agosto o presidente da Epagri, Luiz Hessmann, se reuniu com os jovens e destacou a difusão de novas tecnologias, a organização do produtor, o trabalho com o jovem rural e o compromisso com a inovação. O grupo também participou de uma palestra sobre necessidades nutricionais dos bovinos leiteiros, silagem, fenação e uso de cana-de-açúcar, preferida pelo engenheiro-agrônomo Jean Pilger. Para fixação do conteúdo, os agricultores visitaram a propriedade da família Kirsten, em Palmitos, onde conheceram o método de criação de terneiras e novilhas, bem como as formas de controle alimentar e controle leiteiro do rebanho.

 

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Para não depender só da chuva

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Construção de açudes para armazenar água reduz o impacto ambiental da rizicultura e dá mais segurança à produção Para quem produz arroz irrigado, a água é o recurso mais importante.

E na propriedade de João e Tânia Dal Molin, em Nova Veneza, era justamente esse o principal problema. Não à toa a comunidade de São Bonifácio, onde eles vivem, é conhecida como Vila Seca. Produzindo arroz há 30 anos, a família dependia de um pequeno córrego que tem baixa vazão e seca em períodos de estiagem.

Depois de fazer o Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo para jovens oferecido pela Epagri, Marcos Augusto, filho do casal, voltou com ideias inovadoras e interesse em investir no armazenamento de água. “Foi possível ver com mais dimensão a importância da água. Em um ano chove mais de 1.500 milímetros em nossa região e, com açudes, é possível guardar boa parte dessa água para gerar sustentabilidade na propriedade”, diz o jovem administrador.

Em 2017, com assistência técnica e apoio da Epagri, uma área menos produtiva da propriedade foi usada para construir um açude com capacidade para 25.000m3 de água. Outro açude foi redimensionado, com 10.000m3 . Ambos são abastecidos pelo córrego em épocas de cheia. Os resultados já apareceram na primeira safra, conduzida com sementes pré-germinadas. Com água disponível, a semeadura pôde ser feita na época certa. A lavoura foi conduzida com lâmina d’água permanente no início, reduzindo a incidência de plantas daninhas e garantindo o bom estabelecimento das plantas.

A disponibilidade de água também permitiu aplicar corretamente os herbicidas para o manejo de plantas daninhas, com o retorno da lâmina d’água dois dias após a aplicação – isso aumenta a eficiência no controle porque reduz a reinfestação, evitando novas aplicações. Em 2 hectares, a colheita foi de 338 sacas de arroz. Só não foi melhor por conta do frio, mas água não faltou, mesmo com 30 dias de estiagem.

A propriedade se tornou Unidade de Referência para mostrar às famílias da região como esse investimento dá sustentabilidade às lavouras de arroz. Alguns produtores já se animaram a seguir o exemplo.Fonte: Balanço Social da Epagri

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

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Sangue novo à frente dos negócios

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Sucesso dos jovens na gestão de propriedades em São Martinho garante desenvolvimento econômico e sustentável no campo

Um grupo de 40 jovens está tomando a frente nas propriedades rurais em São Martinho e dando gás ao agronegócio. Eles são formados no Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo oferecido desde 2012 na região pela Epagri com apoio do Programa SC Rural. As propriedades, que tinham baixos índices técnicos e econômicos, hoje atraem visitantes pelos seus resultados. A renda anual das famílias cresce em média 20% ao ano – desse jeito, a sucessão familiar só pode dar certo.

Ademar Sehnem Junior é um dos maiores exemplos disso. Em apenas três anos, elevou a produção de leite da propriedade de 300 para 523 litros por dia sem aumentar a área de pastagem, que tem 15 hectares, e a área de lavoura (3,6 hectares), usada para milho e forragem de inverno. O número de vacas em lactação foi de 25 para 39.

As mudanças começaram em 2013, no curso da Epagri. “Encarei isso como uma oportunidade de aprofundar meu conhecimento. Foi um curso importante, bem dirigido para a propriedade leiteira e com muito conhecimento técnico. O enfoque em gestão foi significativo. Sempre coloquei em prática tudo o que captei de interessante e fui fazendo isso na propriedade”, conta o pecuarista de 25 anos, hoje engenheiroagrônomo.

Depois dos cursos, os participantes receberam apoio financeiro do Programa SC Rural para melhorar os sistemas produtivos nas propriedades e passaram a ter acompanhamento técnico e gerencial da Epagri. Ademar usou o aporte de R$30 mil em irrigação de pastagens, captação de dejetos, resfriador para o leite e uma roçadeira. “Melhoramos vários itens, mas o destaque foi o manejo de pastagem, com adubação e irrigação”, diz. Ele também investiu em melhoria genética do rebanho, criação de bezerras, sistema de ordenha e sombreamento no pasto. Ademar já assumiu a gestão da propriedade de 40 hectares onde mora com a esposa e os pais e quer ir mais longe: “Vamos investir ainda mais em irrigação, manejo de pastagem, genética e nutrição para alcançar 80 matrizes em lactação sem ampliar a área.” Fonte:Balanço Social da Epagri

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

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Um curso para mudar de vida

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Capacitações realizadas pela Epagri com o Programa SC Rural vêm transformando jovens rurais em líderes e disseminadores de tecnologias

Willian Bitencourt e Vitor Raupp vivem no meio rural de Santa Rosa do Sul e são amigos desde a infância. Em 2016, eles foram colegas, em Araranguá, no Curso de Formação em Liderança e Empreendedorismo para jovens rurais oferecido pela Epagri com recursos do Programa SC Rural.

Muito além de reforçar a amizade, essa experiência mudou o destino deles nas propriedades. A produção de fumo da família incomodava Willian, que não aceitava bem o fato de não produzir alimentos. Já Vitor procurava uma alternativa depois que o aviário de corte da família foi fechado pela empresa integradora.

No fim do curso, eles chamaram o irmão de Willian, Murilo, também produtor de fumo, e elaboraram um projeto que redirecionou o sistema produtivo nas propriedades. O total de R$45 mil aplicado pelo SC Rural contemplou, para Willian e Murilo, a instalação de um pomar de maracujá, a reforma de um galpão para o manejo das frutas e a aquisição de uma roçadeira. Na propriedade de Vitor, o pomar de maracujá foi ampliado e ganhou sistema de irrigação.

O projeto coletivo ainda garantiu a instalação de viveiros com capacidade para 20 mil mudas de maracujá. O investimento agregou cerca de R$72 mil à renda anual dos jovens com a venda dos frutos e das mudas. Com o conhecimento adquirido no curso, hoje os jovens cultivam maracujá sob o sistema de plantio direto, que prevê redução do uso de insumos químicos, manejo de cobertura de solo e manutenção da saúde das plantas.

“No curso eu estudei questões técnicas, como o plantio direto, e também aprendi muito interagindo com os colegas, pois conheci outras realidades. A tecnologia muda muito e o jovem precisa estar por dentro das novidades. Além disso, hoje em dia a gente tem que ser empreendedor”, diz Willian.

Também fruto desse trabalho foi a transformação do aviário abandonado na propriedade de Vitor em uma estufa com 12 mil pés de morango no sistema semihidropônico. “Começamos em 2017 e já estamos ampliando a produção para 24 mil pés para suprir o mercado”, orgulha-se o jovem. Fonte:Balanço Social da Epagri

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