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No dia da juventude, chefe da ONU defende educação para estimular pensamento crítico

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Em mensagem para o Dia Internacional da Juventude, 12 de agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alerta para a crise de aprendizado nas escolas, onde meninos e meninas nem sempre recebem o apoio necessário para desenvolver pensamento crítico e aprimorar competências tecnológicas.

O chefe das Nações Unidas defende uma educação que seja inclusiva, acessível e que conecte os jovens com o mundo de hoje, abordando temas como as mudanças climáticas, direitos humanos e igualdade de gênero.

Assista o vídeo acessando link abaixo;

https://nacoesunidas.org/no-dia-da-juventude-chefe-da-onu-defende-educacao-para-estimular-pensamento-critico/

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O Dia Internacional da Juventude foi criado, originalmente, através da resolução 54/120, por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1999, como consequência da Conferência Mundial dos Ministros Responsáveis pelos Jovens, em Lisboa, Portugal.

Atualmente, por meio do Programa Mundial de Ação para a Juventude, a ONU incentiva ações políticas e diretrizes que ajudam a apoiar a melhoria na qualidade de vida dos jovens de todo o mundo.

Dia da Juventude do Brasil

A juventude brasileira tem um histórico de grandes lutas e percursoras de importantes mudanças políticas no cenário nacional. O Dia da Juventude do Brasil visa justamente homenagear toda essa história. No Brasil, a Proposta de Emenda à Constituição 42/08 (PEC da Juventude) estabeleceu que todo indivíduo entre os 15 e 29 anos é considerado jovem.

No Brasil, o Dia da Juventude foi oficialmente decretado com Lei nº10.515, de 11 de julho de 2002, instituindo o dia 12 de agosto como o Dia Nacional da Juventude.

Esta data serve para homenagear e conscientizar as pessoas sobre a importância desta classe, que deve ser educada com responsabilidade, pois representa o futuro da nação.

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FAO – Juventude como agentes de mudança

Existem atualmente 1,8 bilhão de pessoas entre 10 e 24 anos no mundo, a maior população jovem de todos os tempos.

Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, dê uma olhada na seleção de publicações da FAO relacionadas à juventude e seu papel como agentes de mudança. Para ler mais, consulte o catálogo de publicações - fao.org

Juventude e agricultura: principais desafios e soluções concretas
Esta publicação mostra como os programas educacionais feitos sob medida podem fornecer aos jovens rurais as habilidades e os conhecimentos necessários para se engajar na agricultura e adotar métodos de produção ecologicamente corretos.

Juventude rural com idade entre 15 e 17 anos: o período certo para semear o futuro
Considerando os desafios enfrentados pela juventude rural, este relatório propõe políticas para aumentar o capital humano e canalizar recursos para jovens de 15 a 17 anos para garantir acesso igual à educação e a empregos decentes.

Júnior Fazendeiro Campo e Vida Escolas – Manuais para treinadores
Esta série inclui 16 módulos práticos que fornecem orientação passo a passo para os treinadores que estão dispostos a iniciar um campo de agricultor júnior e Life School.

 

Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Mulheres rurais se destacam em diferentes atividades e buscam acesso a direitos

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Agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, poetisas, artesãs, embaixadoras, extrativistas. O protagonismo das mulheres rurais reflete a diversidade da atuação feminina em campo. Antes vistas meramente como ajudantes, as trabalhadoras rurais têm se destacado em diferentes etapas do processo produtivo de alimentos e outras atividades relacionadas à geração de renda e desenvolvimento econômico social no campo.

Dar visibilidade ao trabalho promovido por estas mulheres é o principal objetivo da 4 ª edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, lançado na terça-feira (16) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A campanha deste ano tem como tema “Pensar em igualdade, construir com inteligência, inovar para mudar”. O eixo condutor da iniciativa é a importância de valorizar os direitos das mulheres rurais em todos os níveis, desde as garantias individuais até coletivas, e promover condições para o cumprimento das metas de igualdade de gênero e fim da pobreza rural estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A mobilização ocorrerá até o mês de dezembro com atividades que priorizam o papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos, principalmente no contexto de crescimento dos níveis de insegurança alimentar na região da América Latina e Caribe.

A campanha também visa estimular a adoção de medidas que facilitem o acesso delas a recursos e sistemas produtivos de inovação, de forma a aumentar a representação das mulheres no campo da ciência e do uso de novas tecnologias.

Perfil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de mulheres vivem na área rural, o que representa 47,5% da população residente no campo no Brasil.

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Considerando a cor e raça das mulheres habitantes da área rural, mais de 56% delas se declaram como pardas, 35% brancas e 7% pretas. As indígenas compõem 1,1% da população rural feminina, de acordo com o IBGE.

Entre as mais de 11 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade que viviam na área rural em 2015, pouco mais da metade (50,3%) eram economicamente ativas. Considerando o rendimento médio, cerca de 30% ganhavam entre meio e um salário mínimo e quase 30% não tinham rendimento.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, quase 20% dos empreendimentos rurais do país são dirigidos por mulheres. Em 2006, o percentual de mulheres rurais empreendedoras era de 12%. “É um salto significativo, mas ainda é muito pouco, quando sabemos que de 70% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mulheres rurais, principalmente os alimentos para autoconsumo”, comenta Geise Mascarenhas, consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa e uma das coordenadoras da campanha.

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A consultora destaca que, apesar da participação significativa no desenvolvimento das comunidades locais, a identidade e o trabalho exercido pelas mulheres rurais ainda não são reconhecidos pela sociedade. A falta de dados atualizados ou mais detalhados sobre o perfil e as demandas das mulheres desafia agentes responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

“A primeira campanha foi lançada com o objetivo de envolver as mulheres, exatamente para conhecê-las. Quem são as mulheres rurais, onde elas estão, o que elas fazem? As histórias são belíssimas e nos ajudaram a delinear as outras campanhas”.

A especialista ressalta que o Brasil está avançando na coleta dessas informações. O Mapa firmou um acordo com o IBGE, que está criando um banco de dados e aprimorando o levantamento de informações agropecuárias com a perspectiva de gênero.

Em âmbito regional, estudos da FAO mostram que a pobreza atinge o que representa quase metade ou 59 milhões das pessoas que vivem nas áreas rurais dos países da América Latina. A extrema pobreza chega a 22,5% da população rural da região. E a maioria dos pobres na área rural do continente é formada por mulheres.


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Histórico

A campanha #Mulheres Rurais começou em 2015 no Brasil como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

“Percebemos que a campanha teve uma aceitação tão grande e começamos a trabalhar com os direitos das mulheres: direito à educação, direito à saúde, direito a uma vida digna, à alimentação e direito ao lazer, ao descanso. Isso nos deixava muito impactada, porque muitas mulheres nos perguntavam: “mas, isso é um direito? ”, relata Geise.

O desconhecimento das mulheres rurais acerca dos próprios direitos incentivou a campanha a ampliar o tempo de mobilização de 16 dias para 9 meses e de adaptação dos temas à realidade das mulheres dos países alcançados. Segundo Geise, a campanha tem ampliado sua capilaridade por diferentes territórios e gerado resultados expressivos, principalmente para empoderamento e autonomia das mulheres.

“Estamos ampliando os trabalhos, incorporando mais o público alvo, de mulheres rurais, com públicos mais diferenciados, como mulheres indígenas, mulheres quilombolas, que tem especificidades. Sabemos que a agricultura familiar é muito diversificada e as mulheres tem suas diferenças que precisam ser reconhecidas”, comenta Geise.

A campanha deste ano foi organizada pela FAO em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.


Mais informações: mulheresrurais.saf@agricultura.gov.br 

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“Faça tudo ao seu alcance para combater a mudança climática”, conclama o chefe da ONU no Dia da Mãe Terra

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Em comemoração ao Dia Internacional da Mãe Terra , as Nações Unidas debateram na segunda-feira a melhor maneira de construir “um futuro eqüitativo e sustentável” para todos, através de educação aprimorada e ação climática , rumo a uma importante cúpula internacional sobre a questão.

Considerado oficialmente como um Diálogo Interativo sobre Harmonia com a Natureza, a Assembleia Geral da ONU envolveu Estados Membros e altos funcionários discutindo a necessidade de tomar medidas urgentes contra o ritmo do aquecimento global, em linha com o Acordo de Paris de 2015 , para manter as emissões de dióxido de carbono, bem abaixo de dois graus Celsius.

Em um tweet para celebrar o Dia da Terra, o chefe da ONU, António Guterres, disse ser vital "todos os dias" se comprometer a cuidar melhor do nosso planeta. Por favor, faça tudo o que estiver ao seu alcance para enfrentar a mudança climática – a questão que define nosso tempo ”, disse ele.

“A mudança climática é uma das maiores ameaças ao desenvolvimento sustentável globalmente”, disse a nota conceitual preparada para a reunião da Assembleia Geral, “e é apenas um dos muitos desequilíbrios causados ​​pelas ações insustentáveis ​​da humanidade, com implicações diretas para as futuras gerações”.

Só podemos evitar "danos irreparáveis"

A presidente da Assembleia Geral, Maria Fernanda Espinosa, disse que cuidar da natureza era, em essência, “cuidar das pessoas”. Ela também observou a importância de respeitar os ciclos de vida do mundo natural e contribuir para a diversidade biológica, para que o mundo possa “continuar e prosperar”.

“Somos a última geração que pode prevenir danos irreparáveis ​​ao planeta e aos seus habitantes”, ela twittou. "Nós estamos num cruzamento; este é o momento em que decidimos o caminho que queremos seguir para evitar um ponto sem retorno no aquecimento global. Nós já conhecemos os resultados da inação. ”

Dia honra a vida e sustento 'terra fornece

O dia internacional reconhece uma responsabilidade coletiva, como preconizado na Declaração do Rio de 1992, para promover a harmonia com a natureza e a Terra para alcançar um equilíbrio justo entre as necessidades econômicas, sociais e ambientais das gerações atuais e futuras da humanidade.

Ele também oferece uma oportunidade para aumentar a conscientização pública em todo o mundo para os desafios relacionados ao bem-estar do planeta e toda a vida que ele suporta.

Para impulsionar a ambição e acelerar as ações para implementar o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas, o Secretário-Geral da ONU sediará a Cúpula da Ação Climática de 2019, em 23 de setembro, para enfrentar o desafio climático. Fonte:Notícias da ONU / Laura Quiñones

https://news.un.org/en/story/2019/04/1037061 : assista o vídeo, que é um lembrete da necessidade urgente de proteger o planeta.

 

Mais informações: https://news.un.org

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Mais da metade da população mundial não tem acesso à água potável, diz ONU

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Na semana em que se comemora o Dia da Água, celebrado hoje, (22), o trabalho da ONU detalha as múltiplas faces da disparidade ao acesso aos recursos hídricos

Considerado um direito humano pela Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à água potável e ao saneamento básico está longe de ser uma realidade para mais da metade da população mundial. Segundo o Relatório Mundial da ONU sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2019, lançado hoje em Genebra, falta água limpa e segura para 2,1 bilhões de pessoas, enquanto 4,5 bilhões carecem de serviços sanitários. Com o alerta de que a expectativa é de que a situação se agrave, devido às mudanças climáticas, o documento, intitulado Não deixar ninguém para trás, destaca a necessidade de políticas públicas comprometidas a mudar essa situação.

 

“Os números falam por eles mesmos. Como o relatório mostra, se a degradação do ambiente natural e a pressão insustentável sobre os recursos hídricos globais continuarem nas taxas atuais, 45% do Produto Interno Bruto global e 40% da produção global de grãos estarão em risco em 2050”, disse, em comunicado de imprensa, Gilbert F. Houngbo, presidente da ONU Água e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). “Os pobres e as populações marginalizadas serão afetados desproporcionalmente, exacerbando mais as desigualdades já crescentes. O relatório de 2019 fornece evidências da necessidade de adaptar abordagens, tanto nas políticas quanto na prática, e de adereçar às causas da exclusão e da desigualdade.”

 

Quando se comemora o Dia da Água, celebrado hoje, o trabalho da ONU detalha as múltiplas faces da disparidade ao acesso aos recursos hídricos. Por exemplo, em países mais pobres, as mulheres estão em desvantagem dentro do grupo dos mais desfavorecidos — nesses locais, geralmente cabe a elas andar quilômetros para coletar água. O relatório mostra que, em uma escala global, metade das pessoas que toma água de fontes não seguras vive na África. Na região subsaariana do continente, somente 24% da população têm água potável e apenas 28% contam com saneamento não compartilhado com outras pessoas.

 

Dentro das cidades, a desigualdade também está presente. “Na África subsaariana, a maioria da população tem acesso nas cidades, mas, na periferia urbana, não acessam nem água nem saneamento”, exemplifica Massimo Lombardo, oficial de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil. Ele esclarece que o relatório não traz informações destacadas por países, mas diz que alguns dos problemas descritos, como desigualdades regionais, territoriais e socioeconômicas associadas ao acesso à água de qualidade, também são realidade brasileira.

 

Contra o tempo 

Os países-membros da ONU — mais de 190 — têm relativamente pouco tempo para ampliar a cobertura de água potável e saneamento básico. Em 2015, eles se comprometeram com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável, que tem como metas, entre outras, acabar com a pobreza e a fome em todos os lugares, combater a desigualdade e proteger os recursos naturais até 2030. O objetivo 6 diz que os signatários devem “Garantir a disponibilidade e o manejo sustentável da água e do saneamento para todos”.

 

Massimo Lombardo afirma que, nos últimos quatro anos, foram feitos alguns avanços, mas insuficientes ante o desafio que o mundo tem pela frente. Perguntados pela ONU sobre políticas voltadas ao acesso à água e ao saneamento, 74% dos 74 países que responderam disseram ter algum plano com ações para levar os recursos hídricos aos mais pobres. Porém, somente 47% monitoram o progresso (33%, no caso dos de baixa renda) e apenas 19% aplicam os recursos previstos. De acordo com o relatório, os níveis atuais de financiamento dos serviços estão abaixo do necessário para se alcançar as metas de 2030. Para tanto, a ONU destaca a necessidade de se chegar, globalmente, a US$ 114 bilhões, três vezes mais do que o investido hoje.

 

Mesmo os países mais ricos não lidam com os recursos hídricos como deveriam. Por exemplo, 80% das águas residuais não são tratadas, poluindo rios e colocando em risco a vida das pessoas. Enquanto nas zonas industrializadas a água costuma ser contaminada por poluentes, nas áreas rurais a maior parte da sujeira advém da atividade agrícola. “Precisamos de atitudes responsáveis, de perceber que a água não é ilimitada”, diz Massimo Lombardo. Embora o recado seja para governos, o oficial da Unesco ressalta que, individualmente, também é preciso respeitar a finitude desse recurso natural. Além de adotar medidas de economia da água, ele diz que os cidadãos devem cobrar, sempre, ações que garantam o acesso universal aos serviços hídricos. Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

PO Paloma Oliveto

 

(foto: Nehil Hamilton/CB/D.A Press 2002)

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ONU Brasil defende atenção especializada a mulheres indígenas

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No Dia Laranja pelo fim da violência contra as mulheres, lembrado a cada dia 25, a ONU Brasil chama a atenção para a situação das mulheres indígenas, e pede que elas sejam atendidas por serviços especializados que levem em conta suas especificidades.

As Nações Unidas alertam para a ausência de dados estatísticos sobre violência contra as mulheres indígenas, a discriminação nos serviços especializados e a inexistência de uma abordagem específica para elas.

Em março, a ONU Mulheres realizou campanha digital para homenagear mulheres ativistas rurais e urbanas que transformam a vida das brasileiras, paralelamente a outra ação digital focada nas mulheres negras em alusão ao Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.

O Dia Laranja com foco nas mulheres indígenas é a primeira de uma série de atividades programadas, de 27 a 29 de março, em Brasília (DF), que mobilizará ativistas, ONU e parceiros.

Entre as ações, destacam-se um encontro para troca de experiências entre mulheres indígenas brasileiras e canadenses; reuniões com agências da ONU e o lançamento do documentário “Mulheres Indígenas: Vozes por Direitos e Justiça”, produzido pelo Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil e pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio), com apoio da embaixada do Canadá.

“A ONU tem recebido denúncias sistemáticas de violação dos direitos humanos dos povos indígenas, em que a situação das mulheres se agrava pelas discriminações de gênero e etnia”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil e coordenadora do Grupo Temático de Gênero, Raça e Etnia da ONU Brasil.

“Este é o ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 70 anos e estamos buscando estratégias para fazer avançar a resposta mais efetiva de direitos para as mulheres indígenas”, completou.

Por meio do projeto “Voz das Mulheres Indígenas”, desenvolvido pela ONU Mulheres com apoio da embaixada da Noruega, foi elaborada pauta comum elaborada após a realização de entrevistas e trabalho de campo com mulheres de 104 povos indígenas dos 305 existentes no país.

A pauta reúne dez demandas: 1. Violação dos Direitos das mulheres indígenas, incluindo o enfrentamento à violência contra as mulheres; 2. Direito à terra e processos de retomada; 3. Direito à saúde, educação e segurança; 4. Direitos econômicos; 5. Empoderamento político das mulheres indígenas; 6. Formulação de uma estratégia de incidência política; 7. Tradições e diálogos intergeracionais; 8. Comunicação e processos de conhecimento; 9. Processos de resistência; e 10. Sustentabilidade e financiamento.

Durante o #DiaLaranja deste mês, são resgatados dois momentos importantes de articulação política das mulheres indígenas – o Acampamento Terra Livre e o Kuñague Aty Guassu (Grande Assembleia das Mulheres Indígenas Guarani-Kaiowás), em que o debate sobre as necessidades das mulheres indígenas para prevenir e enfrentar a violência de gênero foram abordadas.

Dia Laranja

Celebrado no dia 25 de cada mês, o Dia Laranja pelo fim da violência contra as mulheres e meninas alerta para a importância da prevenção e da resposta à violência de gênero. Sendo uma cor vibrante e otimista, o laranja representa um futuro livre de violência, convocando à mobilização todos os meses do ano, culminando no 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres.

O Dia Laranja integra a campanha do secretário-geral da ONU “UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, lançada em 2008 com o objetivo de dar visibilidade e aumentar a vontade política e os recursos designados a prevenir e responder à violência de gênero. Fonte: Organizações das Nações Unidas no Brasil/Ubirajara Machado

 

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Cooperativas querem contribuir com estratégias de desenvolvimento da ONU

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'Se analisarmos o cooperativismo com profundidade, veremos que seus valores e princípios podem ser traduzidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável', defende presidente da OCB.

O diretor social da Organização das Nações Unidas, Maxwell Haywood, reuniu-se, no último 6 de março, em São Paulo, com líderes do cooperativismo mundial e autoridades brasileiras no Seminário Internacional "O Cooperativismo e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – Combinando Impacto Econômico e Social por um Futuro Melhor".

O objetivo do evento – promovido pelo Sistema OCB/Ocesp e pela Unimed do Brasil, com participação da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) – era discutir um plano de ações para os próximos anos, a fim de contribuir para a realização dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas em 2015.

A Agenda 2030 da ONU é formada, exatamente, por esses 17 objetivos. Um documento que é fruto do trabalho de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global de conduta, capaz de acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o meio-ambiente e combater as alterações climáticas.

Conheça detalhadamente: Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU

1 – Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares;

2 – Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável;

3 – Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades;

4 – Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos;

5 – Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas;

6 – Assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos;

7 – Assegurar o acesso confiável, sustentável, moderno e a preço acessível à energia para todos;

8 – Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos;

9 – Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação;

10 – Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles;

11 – Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis;

12 – Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis;

13 – Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos;

14 – Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável;

15 – Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade;

16 – Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis;

17 – Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Contribuições do cooperativismo brasileiro

Durante o Seminário Internacional, Márcio Lopes de Freitas, comentou que: "Se analisarmos o cooperativismo com profundidade, veremos que seus valores e princípios podem ser traduzidos nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas".

Essa afirmação do presidente da OCB pode ser confirmada por diversos fatores. Para começar, os sete princípios básicos do cooperativismo, que servem de diretrizes para o funcionamento das instituições cooperativas, condizem perfeitamente com as metas da ONU. Veja:

1 – Adesão livre e voluntária, sem discriminação social, racial, política, religiosa ou de gênero;

2 – Gestão democrática por todos os membros;

3 – Participação econômica;

4 – Autonomia e independência;

5 – Educação, formação e informação;

6 – Intercooperação; e

7 – Interesse pela comunidade.

Assim, muito mais do que um simples modelo de negócios, o cooperativismo propõe uma nova forma de pensar coletivamente. Cooperando, a gente cresce, consegue atingir resultados melhores e ir mais longe.

E o modelo cooperativista não é interessante apenas em seus preceitos. Na prática, os números demonstram que o cooperativismo funciona e, mais que isso, excede expectativas.

 

Mais informações: www.ocesc.org.br

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ONU declara 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento

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A data reconhecerá “a importância do turismo internacional e, em particular, a designação de um ano internacional de turismo sustentável para o desenvolvimento, para promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo, levando a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio das diversas civilizações”. A Organização Mundial do Turismo, OMT, liderará a iniciativa no Sistema ONU; saiba mais aqui.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou ao final do ano passado a adoção de 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento.

A resolução reconhece “a importância do turismo internacional e, em particular, a designação de um ano internacional de turismo sustentável para o desenvolvimento, para promover uma melhor compreensão entre os povos em todo o mundo, levando a uma maior conscientização sobre o rico patrimônio das diversas civilizações”.

A data também busca promover uma “melhor apreciação dos valores inerentes às diferentes culturas, contribuindo assim para o fortalecimento da paz no mundo”.

“A declaração pela ONU de 2017 como Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento é uma oportunidade única para fazer avançar a contribuição do setor do turismo para os três pilares da sustentabilidade – econômica, social e ambiental – aumentando a consciência sobre um setor que é frequentemente subestimado”, disse o secretário-geral da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas (OMT), Taleb Rifai.

A OMT é a agência das Nações Unidas que lidera a iniciativa. “Temos grande expectativa de prosseguir com a organização e implementação do Ano Internacional, em colaboração com governos, organizações relevantes do Sistema das Nações Unidas, outras organizações internacionais e regionais e todas as outras partes interessadas relevantes”, acrescentou Rifai.

A decisão segue o reconhecimento dos líderes globais na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) de que “um turismo bem concebido e bem gerido” pode contribuir para as três dimensões do desenvolvimento sustentável, para a criação de empregos e para o comércio.

A decisão de adotar 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento ocorreu em um momento particularmente importante,quando a comunidade internacional adotou a nova Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), aprovado pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 2015. O turismo aparece como meta em três dos novos objetivos globais da ONU: no 8, 12 e 14. Fonte: https://nacoesunidas.org/onu-declara-2017-o-ano-internacional-do-turismo-sustentavel-para-o-desenvolvimento/ – Pescador em Costa Rica, tradicional destino de turistas nas Américas. Foto: Danicho/Flickr/CC

 

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Ações de governos podem reverter a degeneração acelerada do meio ambiente, diz ONU

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Meio ambiente está se deteriorando mais rapidamente do que se esperava, tornando-se imperativo que os governos ajam o quanto antes para reverter danos piores. Documento do PNUMA é o maior já publicado até então sobre o estado de saúde do planeta e inclui recomendações do caminho a tomar.

Degradação do meio ambiente e poluição estão associadas a um número cada vez maior de problemas de saúde, segundo o PNUMA. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

O meio ambiente está se deteriorando mais rapidamente do que se esperava, tornando-se imperativo que os governos ajam o quanto antes para reverter os piores danos, advertiu o estudo “Perspectivas do Meio Ambiente Mundial: Avaliações Regionais”. O documento é o maior já publicado até então sobre o estado de saúde do planeta.

O estudo, uma compilação de seis relatórios, permite análises altamente detalhadas das questões ambientais que afetam cada uma das seis regiões do mundo, informou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) durante o lançamento, em maio deste ano.

“Agora, graças a este relatório, conhecemos o estado global do meio ambiente mais do que nunca. E é essencial que compreendamos o ritmo da mudança ambiental que está sobre nós”, disse o diretor-executivo do PNUMA, Achim Steiner.

De acordo com o estudo, embora questões como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, a degradação do solo e a escassez da água estejam se intensificando, ainda há tempo para se resolver muitos dos piores impactos das mudanças ambientais.

No entanto, para o mundo atingir as metas estabelecidas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, é necessário mudança.

As recomendações do relatório incluem, entre outras coisas, o aumento da produção e do consumo sustentável; o investimento em planejamento urbano, através de uma melhor utilização da infraestrutura ambientalmente saudável e da implementação de transportes não poluentes; e a redução da dependência de combustíveis fósseis e a diversificação das fontes de energia, entre outros.

O estudo foi publicado pouco antes da segunda Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA-2), que ocorreu na semana passada em Nairóbi, no Quênia, e envolveu a participação de mais de 1,2 mil cientistas, centenas de instituições científicas e mais de 160 governos.

Áreas afetadas

Como uma das primeiras áreas do mundo a experimentar os impactos da mudança climática, a região do Ártico serve como um indicativo para a mudança no resto do mundo. O aquecimento por lá tem aumentado em duas vezes a média global desde 1980.

As geleiras no Alasca, do Ártico canadense, e a camada de gelo da Groenlândia, bem como a região dos Andes do sul e as montanhas da Ásia representam juntas mais de 80% da perda total do gelo global.

Para o mundo atingir as metas estabelecidas na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, é necessário mudança.

A região Ásia-Pacífico, por sua vez, se configura como a área mais propensa a desastres no mundo. Cerca de 41% de todos os desastres naturais relatados ao longo das últimas duas décadas ocorreram na região, que também foi responsável por 91% das mortes do mundo atribuídas a desastres naturais no século passado.

Na África, o continente mais precioso para a produção de alimentos, saúde nutricional e para o desenvolvimento econômico, 500 mil metros quadrados de terra estão se degradando devido à erosão do solo, salinização, poluição e desmatamento.

Essa degradação prejudica a produtividade agrícola, bem como a nutrição e saúde humana.

Aumento da população e a crise dos refugiados afetam o meio ambiente

A expansão da população em todo o mundo, assim como a rápida urbanização e o aumento do nível do consumo, são alguns dos principais fatores para o crescimento dos danos ambientais.

Calcula-se que o tamanho da classe média global aumente de 1,8 bilhão em 2009 para 4,9 bilhões em 2030, com a maior parte desse crescimento vindo da Ásia.

Na região da América Latina e do Caribe, a população urbana da região aumentou em mais de 35 milhões entre 2010 e 2015. Espera-se que esse número suba para um total de 567 milhões de pessoas em 2025.

O conflito contínuo e o deslocamento em massa de pessoas em toda a região da Ásia Ocidental também estão provocando impactos ambientais graves, que põem em perigo a saúde das pessoas.

Os 2,97 milhões de refugiados no Líbano, Jordânia, Iêmen e Iraque, por exemplo, estão colocando uma sobrecarga ambiental imensa para a região. Em 2015, eles foram responsáveis por produzir cerca de 1.440 toneladas de resíduos por dia em 2015, aumentando o risco de surtos de doenças.

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Levantamento da FAO apresenta números preocupantes sobre a degradação do solo

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Quando o solo perde suas qualidades físicas, químicas e biológicas ele é considerado degradado. Em um levantamento da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), aponta que 33% dos solos do mundo estão degradados em decorrência de diversos fatores, um deles a erosão.

A constatação é ainda mais preocupante se analisarmos que, segundo outro estudo da FAO, até 2050 a produção de alimentos deverá aumentar cerca de 60% para atender a demanda de toda a população global, que deve ultrapassar a casa dos nove bilhões de habitantes, produção esta que depende do solo.

O coordenador dos projetos do Programa SOS Sustentar, o engenheiro agrônomo Sérgio Bento, destaca que as orientações repassadas aos produtores possibilitam a realização de práticas que minimizam a erosão e auxiliam na conservação do solo, através do planejamento das áreas de pastagens perenes e anuais, preferindo as perenes nas áreas mais sujeitas a erosão.

“Outras práticas também são incentivadas como a cobertura do solo com palhada, manejo para aumentar o teor de matéria orgânica no solo, práticas para minimizar a compactação do solo favorecendo a infiltração da água entre outras”, frisa o engenheiro agrônomo. E, complementa que essas ações são realizadas a partir de processos educacionais para que o agricultor compreenda a importância de preservar o solo.

Um bom solo é aquele que mantém sua capacidade produtiva ao longo dos anos, observando a qualidade e a concentração de cada nutriente, procurando um equilíbrio e evitando a falta ou excesso de algum elemento nutritivo às plantas. Além disso, o solo com boa atividade biológica favorece toda a estrutura e minimiza problemas com estiagem, pragas e doenças. “Um dos diferenciais, que compõem os projetos do Programa SOS Sustentar, são que 100% das propriedades atendidas têm área de preservação permanente, contribuindo com a conservação dos solos, água, fauna e flora”, salienta Bento.Fonte: SOS Sustentar

 

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