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Agricultores de Ibirama conhecem o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças – SPDH em Ituporanga

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Um grupo de 30 agricultores de Ibirama visitaram nesta quinta-feira, dia 10, a Estação Experimental da Epagri de Ituporanga para conhecer um novo sistema de plantio de hortaliças o SPDH, que tem trazido ótimos resultados para os produtores e pode ser adaptado para qualquer região do Estado.

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Na oportunidade os agricultores também conheceram uma nova experiência de comercialização de hortaliças de um grupo organizado chamado “Sabor do Campo”, que foi criado com o apoio da Epagri para promover mais do que a produção de simples produtos comerciais, mas sim a produção de alimentos seguros com foco na responsabilidade e no respeito aos consumidores. O principal objetivo do grupo é produzir bem, e com sustentabilidade prezando pela qualidade dos produtos, uso consciente e até eliminação de agroquímicos onde os agricultores sempre oferecem produtos saudáveis para seus consumidores.

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Na opinião do Diretor da Agricultura de Ibirama Edson Luis Bittencourt, essa forma de produzir é muito interessante pois os agricultores respeitam o uso e a vida do solo, promovendo a produção sustentável e assim divulgam mais os seus produtos alcançando dessa forma mercados maiores, e assim aumento da renda das famílias envolvidas.

Atualmente esse grupo organizado de agricultores vendem seus produtos na Merenda escolar, Feira Livre, mercados do município e também a rede Angeloni.

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A programação do dia se iniciou com uma palestra técnica sobre o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) e visita a três propriedades que já adotaram o novo sistema. Depois, os agricultores também conheceram outros produtores que adaptaram máquinas agrícolas para essa forma de cultivo.

A viagem foi organizada pelo Técnico da Epagri de Ibirama Marcelo Steiner em parceria com a Prefeitura Municipal onde a mesma cedeu o ônibus para transporte dos agricultores.

 

Mais informações: emibirama@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Sistema Plantio Direto de Hortaliças – o cultivo que protege a terra

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O Sistema Plantio Direto de Hortaliças – SPDH é uma atividade que está pleno crescimento, tanto entre os produtores como no envolvimento e comprometimento dos técnicos da região do extremo oeste.

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No dia 28 de setembro, aconteceu um dia de campo de Sistema Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). O evento foi uma realização conjunta da Epagri e Unoesc e aconteceu na propriedade do senhor Adenilson Turcatto, localizada na Linha Chinelo Queimado, município de Maravilha.

A difusão do SPDH é uma ferramenta para melhorar a produção das principais hortaliças cultivadas em Santa Catarina, a partir da racionalização dos fatores de produção. Busca melhoria na renda dos produtores e redução nos impactos ambientais negativos, especialmente quanto à contaminação dos alimentos, dos recursos naturais e a degradação do solo.

O evento foi uma ação do Programa Horticultura da Epagri e contou com a participação de mais de 60 pessoas, entre agricultores e técnicos da região, que puderam ter acesso aos conhecimentos e práticas adequadas ao SPDH.

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Em duas estações temas montadas na propriedade, foi apresentado o manejo de hortaliças em sistema de plantio direto e as condições de conforto e desenvolvimento de planta.

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Segundo o extensionista da Epagri, Sidinei Egon Simon, entre os benefícios do SPDH, se destacam a redução nas enxurradas, em torno de 90% e nas perdas de solo em torno de 70%, a economia de água em culturas irrigadas em até 30%, a redução da mecanização do solo em até 75%, a regulação térmica proporcionada pela palhada com redução de  extremos de temperatura em até 10ºC na superfície do solo, o incremento nos teores de matéria orgânica e maior ação biológica, a menor dispersão de doenças e a redução das capinas. “Tem-se observado que em função da preservação ou recuperação da qualidade do solo, a necessidade de adubação tem diminuído, sem prejuízo na produtividade de lavouras em longo prazo”, comenta.

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“A consequência prática que se espera é a difusão dessa forma de manejo do solo, com maior produção e resultado econômico aos produtores de hortaliças, além da conservação dos recursos naturais, em especial solo e água. Se deseja produzir alimentos seguros com menor uso de insumos”, ressalta o extensionista Richard W Junglaus. Fontes: sidineisimon@epagri.sc.gov.br e junglaus@epagri.sc.gov.br

 

Mais informações:Epagri – Gerência Regional de Palmitos- (49) 3462 4081 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307 
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

SC Rural é parceiro na disseminação do Sistema de Plantio Direto em Hortaliças – SPDH

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Modernizar a agricultura familiar com sistemas e métodos para obter produtos de qualidade a custos menores e que reduzam o impacto ambiental é um dos desafios do Programa SC Rural, na busca de competitividade para os empreendimentos.

Com esse enfoque a implantação e disseminação do Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) – desenvolvido pela Epagri em parceria como SC Rural em municípios da grande Florianópolis – conta com unidades de pesquisa participativa implantadas em propriedades de agricultores. São as chamadas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), utilizadas como “salas de aula” para visitação de agricultores vindos de todas as regiões do estado em busca de novos métodos, ancorados em práticas que aliam produtividade com redução de custos e,principalmente,com menor movimentação do solo e menor utilização de agroquímicos nas lavouras, em relação ao plantio convencional. ”Nos últimos três anos essas propriedades receberam mais de cem excursões de agricultores e a partir delas os colegas da Epagri, juntamente com professores das universidades estadual e federal, produziram material didático para disseminar essa tecnologia. Hoje temos cinco publicações do SPDH, um boletim técnico que orienta sobre manejo e adubação para dezoito culturas”, informa o Engenheiro agrônomo Marcelo Zanella, extensionista da Epagri e responsável pelo Programa de apoio aos projetos de SPDH na região.

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                                        Boa aceitação e disseminação rápida

“A tecnologia do SPDH se disseminou muito rápido e ainda não temos números totais de sua adoção no estado, mas segundo relatos de colegas que trouxeram os agricultores, todas as excursões que nos visitaram montaram unidades de referência em suas respectivas regiões. Nas regiões Sul e no Planalto Serrano, por exemplo, temos dezenas de propriedades com plantio direto de hortaliças, algumas há dois anos produzindo e comercializando com as tecnologias que aprenderam aqui na grande Florianópolis. E aqui na região já temos cerca de 200 propriedades utilizando o SPDH, cerca de cinqüenta delas no município de Antônio Carlos, mas também em Anitápolis, Angelina e demais municípios do entorno da capital”, informa Marcelo. O Sistema de Plantio Direto em Hortaliças segue três princípios básicos:Revolvimento do solo restrito às covas ou sulcos de plantio; a diversificação de espécies cultivadas através da rotação de culturas, com inclusão de plantas de cobertura para a produção da palhada, e a cobertura permanente do solo.

Além do menor emprego de agroquímicos, outros benefícios do sistema são observados: a redução de enxurradas (90%) e das perdas de solo (70%), a economia de água em sistemas irrigados(até 30%), diminuição da mecanização(até 75%), aumento de teores de matéria orgânica, menor dispersão de doenças, e a redução dos níveis de adubação pela recuperação da qualidade do solo, sem prejuízo da produtividade das lavouras(dados da Embrapa).

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                             ”A única coisa que não diminuiu foi a produtividade”

Na primeira semana de maio cerca de 30 agricultores de municípios da região Oeste, acompanhados por Marcelo Zanella e pelo Extensionista Luis Henrique Coelho visitaram duas lavouras no município de Anitápolis para conhecer a produção de chuchu e brócolis pelo Sistema de Plantio Direto em Hortaliças. As propriedades de Edson Germano Back (chuchu) e de Leonilo Schüelter (brócolis) são pioneiras na adoção do sistema na região e já receberam, cada uma, a visita de aproximadamente 1.500 agricultores nos últimos três anos, em excursões custeadas pelo SC Rural. Nas duas lavouras os visitantes oestinos relataram surpresa com vários resultados positivos que conferiram in loco. Mas o maior espanto veio da constatação da camada de solo fértil formada em cerca de seis anos de SPDH, com 15 a 20 centímetros de espessura, formada em cima do solo arenoso da região, prática que pretendem implantar em suas propriedades. Para Edson Back, com o plantio direto sua lavoura de chuchu teve redução de todos os custos, ”a única coisa que não diminuiu foi a produtividade”, salientou sua esposa, Solange. Segundo Edson seu faturamento – em seis meses de produção nos quatro hectares é praticamente o dobro, em relação à época do plantio convencional, com um diferencial que não tem preço: ”O SPDH dá muita coisa boa, mas principalmente qualidade de vida. O ganho da gente é durante seis meses. Mas antes passavam esses seis meses e a gente ficava meio apertado o resto do ano; hoje a gente passa os outros seis meses tranquilos, só fazendo manutenção. Desde o primeiro momento que vieram oferecer essa experiência a gente abraçou, mas muitos nos chamaram de maluco ‘semeando mato debaixo da parreira de chuchu’ (para fazer cobertura verde); Hoje pelo menos 90% dos vizinhos copiaram, pelo menos a cobertura do solo durante o inverno”.

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Redução de 70% a 80% dos custos

Na propriedade de Leonilo Schüelter são cultivados no total 26 hectares de brócolis, em sistema de rodízio e com plantio direto em todas as áreas, a maioria com alta declividade. Mesmo assim, nem as intensas chuvas do início deste ano conseguiram causar erosão em suas lavouras, devido à consistente palhada formada graças à permanente cobertura verde,principalmente com capim doce(ou papuã ). No momento do plantio do brócolis o capim é amassado e cortado apenas com rolo faca para receber as mudas. Leonilo e os filhos Marcelo e Jacson usam adubo químico ou esterco de galinha apenas a lanço e, dependendo do estado nutricional das plantas às vezes dispensam a adubação orgânica. ”Hoje Leonilo e seus filhos são referência na produção de brócolis na grande Florianópolis, os mercados usam eles como exemplo de qualidade. Ele é um produtor que fez a transição do sistema convencional e ainda continua em transição, porque o SPDH não é um sistema fechado, está sempre em processo de aperfeiçoamento. Por isso o produtor precisa amadurecer alguns assuntos na cabeça dele; a parte teórica e técnica precisa ser conhecida a fundo”, destaca Marcelo Zanella. E acrescenta: “Não conheço nenhum produtor que adotou o SPDH que tenha regredido em produção ou em qualidade; acompanho mais de 200 produtores da região e mais ou menos uns 500 no estado que usam o sistema. O SPDH reduz de 70% a 80% os custos de produção”, garante.

 

 

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