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AgroPonte incentiva e auxilia jovens a permanecerem no campo

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Durante muito tempo os filhos de agricultores tinham como planejamento principal cursar uma faculdade e encontrar uma colocação profissional na cidade, deixando a propriedade da família.

Esse cenário, porém, vem mudando aos poucos, pois é cada vez mais claro que as oportunidades proporcionadas pelo agronegócio são atrativas e podem ser passadas de geração em geração, sempre levando em consideração a evolução do setor. Para mostrar ao jovem tudo o que ele pode conquistar dentro do meio rural, a Feira AgroPonte traz atividades e ferramentas de valorização da agricultura.

“Tão importante quanto comercializar os produtos e serviços, a juventude que participa da feira tem a chance de ver e de ser vista. Os jovens percebem que não estão sozinhos, tanto nas suas conquistas quanto nas suas dificuldades, porque eles conhecem outros jovens que também passam pelas mesmas situações”, comenta a engenheira agrônoma da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de Criciúma, Lidiane Camargo.

“E mais do que isso, os jovens notam que o meio urbano está olhando para o meio rural. Porque muitas vezes eles pensam que isso não acontece, que cidades mais urbanizadas, como Criciúma, não têm uma agricultura forte, mas tem muita agricultura, sim”, complementa Lidiane.

No primeiro dia de AgroPonte, o seminário “Encontro dos Jovens Rurais do Sul Catarinense: a Inserção dos Jovens da Agricultura Familiar através das Mídias Digitais” vai tratar especialmente sobre esse tema, reunindo filhos de agricultores, além de outros participantes interessados no assunto. Será uma troca de experiências e de contatos. O seminário é gratuito e será realizado no Teatro Elias Angeloni, das 10h às 16h. Ele contará com duas palestras: “#euconectadoaomundo: o rural e as mídias digitais”, apresentada por Bruna Maia, e “Epagri e Juventude Rural: páginas de um livro bom”, com a presidente da Epagri, engenheira agrônoma, Edilene Steinwandter.

O evento é apenas uma das oportunidades que a feira cria no sentido de promover a sucessão familiar no campo, evitando o êxodo rural. “Eu ouvi um jovem dizer que antigamente quem não estudava ficava na roça, já hoje em dia, para ficar na roça é preciso estudar. Atualmente, com o avanço imobiliário, é preciso aprender a produzir em áreas pequenas, e tudo isso necessita de muito estudo e tecnologia. Todo esse conhecimento é proporcionado durante a feira e, especialmente para os jovens, é uma troca de experiências fabulosa”, declara Lidiane.

A 9ª edição da AgroPonte, Feira do Agronegócio e Agricultura Familiar, será realizada de 14 a 18 de agosto, no Pavilhão de Exposições José Ijair Conti, em Criciúma. A programação também conta com a 7ª Feira Exposição Estadual de Animais, a 4ª Feira Bovinos Comerciais Venda Direta e a 2ª Exposição Oficial Cavalos Crioulos. Mais de 250 expositores estarão presentes oferecendo produtos e serviços tanto para agricultores quanto para o público em geral.

“A AgroPonte agrega em um mesmo espaço e durante cinco dias o que há de melhor no mundo da agricultura, oportunizando a realização de negócios, mas também a troca de conhecimento entre os participantes para potenciais negócios futuros. O jovem que vem para a feira certamente encontra caminhos para ter sucesso ao prosseguir com as atividades da propriedade familiar ou mesmo para iniciar o seu próprio negócio rural”, afirma Willi Backes, diretor da NossaCasa Feiras e Eventos, organizadora da AgroPonte.Fonte: Redação EngeplusColaboração: Stephanie Barbosa / Ápice Comunicação

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Mulheres e jovens desejam maior atuação

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Quarenta jovens e mulheres embaixadores, vindos de diferentes regiões do país, tiveram um momento de destaque no primeiro dia do 14º Congresso Brasileiro de Cooperativismo (CBC), que foi realizado de 8 a 10 de maio, em Brasília. São os vencedores da seleção Jovens Embaixadores Coop e Embaixadoras Coop, realizado pelo Sistema OCB.


Abraçar as oportunidades e "alçar vôos mais altos com a diversidade e a presença feminina em todas suas instâncias" é um desejo revelado pelo grupo de 20 mulheres embaixadoras na Carta Manifesto lida em plenária, durante a solenidade de abertura do 14º CBC.

No documento, estava expressa a sede por mudanças que essas mulheres dedicadas ao crescimento do cooperativismo no Brasil cultivam a cada dia. As alterações têm sido discutidas e sentidas, pois "cargos antes de posições exclusivamente masculinas passaram a ser desempenhados também por mulheres", diz trecho da Carta.

Embora as mulheres tenham assumido maior protagonismo no cooperativismo ao longo dos últimos anos, para as embaixadoras, o setor ainda é majoritariamente masculino, e segue apresentando desafios diários para as mulheres. “Para diminuir a disparidade de gênero dentro do cooperativismo, é necessário respeitar as diferenças biológicas, mas que estas não sirvam de pretexto para subordinar, mas sim valorizar as qualidades das mulheres”, reforça a carta ao propor maior incentivo da participação feminina no cooperativismo.

As mulheres cooperativistas buscam reconhecimento. Para isso, foram sugeridas ações como a criação de lideranças cooperativistas, comitês e projetos envolvendo mulheres, assim como investimento em formação e capacitação de lideranças femininas, com equiparação salarial, entre outros.

Mais de 170 jovens, com idades entre 18 e 20 anos, participaram do concurso para jovens embaixadores do Sistema OCB. Os anseios mais sensíveis desse grupo para o setor, também foi traduzido por meio de Carta Manifesto.

A paranaense Pamella Fernandes Lopes fez a leitura do documento, convidando aos presentes para que se lembrassem de sua juventude e dos desafios inerentes a esta época da vida, quando eram "cheios de sonhos, ambições, com garra para lutar pelo que é justo, pela igualdade social, por respeito".

Uma preocupação do grupo é com a qualificação do jovem para o cooperativismo. “Todos nós nascemos com espírito cooperativista, que é perdido com o tempo, em um mundo cada vez mais individualista”, afirmou ao defender a importância de se trazer a juventude para o cooperativismo do futuro, criando oportunidades. “Inserindo a educação cooperativista desde o início da formação seria uma boa alternativa para a inclusão da cultura do cooperativismo”, afirmou.


Carta manifesto Embaixadoras Coop


Prezadas lideranças cooperativistas,

As melhores oportunidades surgem na vida daqueles que lutam por elas. Eis que nós, Embaixadoras Coop 2019, vinte mulheres de todos os cantos do Brasil, inseridas no cooperativismo direta e indiretamente, ensejamos que através deste manifesto construído em conjunto, o sistema cooperativista possa perceber que pode alçar voos mais altos com a diversidade e a presença feminina em todas suas instâncias.

Nunca se falou tanto em igualdade de gênero e equidade entre homens e mulheres dentro da sociedade como ultimamente. A mudança vem ocorrendo, cargos antes de posições exclusivamente masculinas passaram a ser desempenhados também por mulheres, porém esse avanço está a passos lentos. Apesar de exemplos de sucesso, a porcentagem de liderança feminina ainda é muito menor em comparação aos homens e apesar dos resultados positivos e das conquistas, ainda há muito preconceito contra a mulher, e muitas dúvidas sobre sua capacidade de se entregar ao trabalho.

Nesse dilema cultural, homens e mulheres questionam a autoridade dela, que permanentemente tem de provar sua competência. Ver é acreditar, e ver mais mulheres em posições de liderança faz as demais acreditarem que é possível, para isso é preciso oportunizar espaço para elas. E é fundamental que mulheres líderes abram caminho para outras, praticando mais a sororidade.

Para diminuir essa disparidade de gênero dentro do cooperativismo é necessário respeitar as diferenças biológicas, mas que estas não sirvam de pretexto para subordinar, mas sim valorizar as qualidades das mulheres. Fazer uma gestão de pessoas justa, torna as relações de trabalho mais transparentes com oportunidades iguais para o crescimento de todos.

Mais do que homenagens mulheres merecem reconhecimento! A partir dessa percepção, para influenciar a participação das mulheres no cooperativismo, desafiamos e propomos às lideranças cooperativistas a criação de mais comitês e projetos envolvendo as mulheres; formação e capacitação das lideranças femininas; equiparação salarial e de quantidade das mulheres em suas instâncias de governança; campanhas e eventos de reconhecimento.

Todas essas ações promovem o empoderamento feminino e por consequência, trazem mais sucesso ao cooperativismo, que pode ser adotado como filosofia de vida, e através da intercooperação será possível ter maior representatividade feminina, garantindo a equidade dentro do cooperativismo brasileiro.


Carta Manifesto Jovens Embaixadores Coop


Reconhecendo a minha cota de responsabilidade com o futuro, em primeiro lugar solicito a todos os participantes do Congresso Brasileiro do Cooperativismo, que recordem inicialmente de quando eram jovens, cheios de sonhos, ambições, com garra para lutar pelo que é justo, pela igualdade social, por respeito. Este, que traz na veia a força e o espírito da revolução com uma energia inesgotável capaz de provocar as maiores mudanças. São nas pequenas coisas que sei que dentro de você existe um jovem adormecido.

Aposto que você canta no chuveiro, dança em frente ao espelho, sente o frio na barriga quando é desafiado e possui a capacidade de doar-se em prol daquilo que acredita. Você pode contar muitos anos de vida e ainda ser jovem. A idade cronológica não é mais importante. É essencial lembrar que a juventude não é uma época da vida, e sim um estado de espírito.

Todos nós nascemos com o espírito cooperativista, que é perdido com o tempo, em um mundo cada vez mais individualista. Já dizia Antoine de Saint-Exupéry, “todo homem traz dentro de si, o menino que foi”. Talvez o futuro esteja no resgate da essência infantil que coopera com o outro, sem esperar nada em troca, uma alma pura e genuína. É notório o envelhecimento do quadro social das cooperativas de todos os segmentos no cenário atual, logo, percebe-se a necessidade de trazer a jovialidade para o interior delas para atrair cada vez mais público.

Temos que nos perguntar quais as pessoas que estamos deixando para o mundo. Nossos jovens estão se preparando para o futuro? Formaremos seres individualistas, racionais, inteligentes e sem empatia? Inserindo a educação cooperativista desde o início da formação seria uma boa alternativa para a inclusão da cultura do cooperativismo, acompanhando até o final através de cursos de treinamentos, workshops dentro das faculdades, incentivando programas de trainees.

Dessa forma, o jovem começa a ser moldado desde seu início dentro das cooperativas criando um banco de oportunidades a nível nacional, com a possibilidade de alavancar a carreira profissional do mesmo. Eu quero fazer a diferença, prova disso, é que estou decidindo lutar pelo que é certo. Sei que já dei o primeiro passo e gostaria de continuar caminhando, despertando a essência de cada um, sendo um instrumento para as pessoas conhecerem e viverem o Cooperativismo.

Como diz Pietro Ubaldi, o próximo grande salto evolutivo da humanidade será a descoberta de que cooperar é melhor que competir. Que sejamos exemplos. Vamos aliar as habilidades individuais, extrair o melhor de todos, traçar objetivos que buscam o bem comum, afinal a união faz a força e juntos somos mais fortes.

Me deem espaço, mostrem o caminho, quero aprender com vocês, mas preciso de incentivo, oportunidade e de notoriedade. Peço que invistam em mim, não serei um custo e sim lucro para o futuro, desejo ser um líder como vocês para promover a perpetuidade do cooperativismo. Mas afinal, deves estar se perguntando quem sou eu.

Eu lhe respondo, eu sou a Pamella, a Daniele, sou o Cristofer, Victor, sou a Agatha, a Elida e a Jessyca, sou o Bruno, o Giordano e o Kaio, sou a Larissa, a Mariana e a Luana, sou o Neuryson, o Diego e o João, sou o Deivid e o Elias, enfim, eu sou a voz da Juventude.Fonte: Assessoria de Imprensa OCB

 

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Jovens da região serrana discutem seu papel transformador no meio rural

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O Encontro de Jovens Empreendedores do Meio Rural da Serra Catarinense realizado no último dia 14, em Lages, teve a participação da vice-governadora Daniela Reinehr, que falou a uma plateia de cerca de 250 pessoas, no auditório da Uniplac.

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O evento objetivou integrar, socializar e trocar experiências entre alunos dos cursos de Liderança, Gestão e Empreendedorismo, promovidos pela Epagri. Também teve como proposta contribuir, no processo de formação de jovens rurais, como protagonistas do desenvolvimento solidário e iniciativas inovadoras que agregam valores a produtos, serviços e espaços numa perspectiva ecocultural.

A vice-governadora Daniela Cristina Reinehr palestrou no evento enfocando a visão do governo do Estado e as políticas públicas para os jovens rurais que representam uma oportunidade para permanência no meio rural, com empreendedorismo e protagonismo.

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“A Epagri é um elo entre o produtor rural e o governo e nosso objetivo é fomentar esse potencial humano rural para que se desenvolva plenamente”, destacou Daniela Reinehr. Ela afirmou que o governador Carlos Moisés é sensível às demandas do meio rural e contou que ele, cultiva abelhas e tem atividade de pecuária. “Um dos grandes desafios hoje é como fazer com que o jovem permaneça no campo, produzindo com eficiência e condições técnicas. É importante associar o meio rural ao turismo, respeitando as características de cada região”, citou a vice-governadora, se referindo como uma das metas do governo.

Os jovens Dener e Sérgio Kuhnen, de Urubici, foram capacitados em 2015. Após o curso, os dois se destacaram na produção de olerícolas, como cebola, tomate e pimentão dentre outras. A perspectivas destes jovens é permanecer na propriedade rural, com mais investimentos em tecnologia e infraestrutura, viabilizando economicamente as atividades desenvolvidas por eles. “O curso nos deu uma nova visão da nossa propriedade. Toda família trabalha junto. Hoje dobramos a produção”, contaram os jovens que têm como extensionistas da Epagri, Paulo Soldi e Cláudia Schmitz.

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O Encontro contou ainda com a palestra da Dra. Rose Gerber, extensionista da Epagri, que falou sobre a Ação Jovem Rural em SC: resultados e desafios. O Prof. Msc. Humberto Aloísio Oliveira abordou “História, identidade e sucessão familiar na Serra Catarinense”. Na parte da tarde aconteceu uma mesa redonda, onde jovens da região apresentaram seus casos de sucesso em cultivo de morango consorciado com alface em sistema semi-hidropônico, pecuária de leite e de corte. 

Além de permitir socialização entre os participantes das diversas turmas na região, o Encontro buscou a valorização dos projetos empreendedores e a visibilidade do protagonismo dos jovens rurais, conforme explicou Andréia Meira, extensionista social da Epagri na região e uma das responsáveis pelo evento, sucessão familiar, organização e protagonismo foram temas discutidos no evento não só por jovens, como também por pais, familiares, técnicos e lideranças locais. “Foi fomentada ainda a criação de uma rede de cooperação entre jovens rurais da região para troca de informações, serviços e produtos”, acrescentou Andréia Meira.

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A Epagri promove há dez anos cursos de Liderança, Gestão e Empreendedorismo para jovens rurais de todo o Estado. Neste período foram capacitados mais de 2 mil catarinenses, em 72 turmas. Ao final de cada curso, os alunos elaboram projetos de melhorias em suas propriedades rurais e a Epagri seleciona os melhores, que recebem financiamento do Estado para serem implementados. Nos 10 anos de vigência do curso, foram 902 projetos financiados, pelo Programa SC Rural, no valor de R$ 7,8 milhões. Só na Serra catarinense a Epagri já formou mais de 150 jovens. Nesse ano, o curso na região acontece entre abril e novembro e já está com as inscrições abertas.

O encontro foi uma parceria prevista em convênio firmado entre a Epagri e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e coordenado pelo gerente regional da Epagri Olmar Neuwald e pela extensionista e coordenadora do projeto Jovem Empreendedor Rural na Serra, Andreia Meira. O secretário executivo da Amures, Walter Manfroi representou a associação de municípios e destacou que a Epagri tem uma forte parceria com os 18 municípios da Serra Catarinense. Fontes: Gabinete da vice-governadora e Epagri

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Jovens se qualificam para atuar em novos ramos da agropecuária

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Um novo movimento é percebido no mercado de agronegócio e tem atenuado o desafio de manter o jovem na área rural em determinadas regiões do país. Da cidade para o campo, eles buscam oportunidades com a introdução das novas tecnologias no processo de produção agropecuária.

Seja nas fazendas ou nos escritórios da cidade, os jovens vêm marcando presença, em startups ou empresas que fazem o controle informatizado da qualidade de pasto, do solo, da alimentação dos animais, da aplicação de herbicidas na lavoura, entre outras atividades da produção agrícola e pecuária.

“Está havendo um movimento um pouco inverso e não necessariamente de jovens que têm parentesco com produtor. São criados na cidade com vontade de ajudar o setor. E, muitas vezes, eles nem vão para o campo, mas ajudam empresas de software da cidade para ajudar a gestão”, explica Rafael Gratão, pecuarista de 35 anos.

Segundo Rafael, que preside o Movimento Nacional dos Produtores – MNP no Mato Grosso do Sul, o campo tem oferecido novas oportunidades de formação e trabalho para a nova geração de profissionais, fator que tem contribuído para atrair o jovem seja no campo ou em atividades relacionadas ao agronegócio a partir das cidades.

“A principal oportunidade é a tecnologia que está sendo introduzida. E o jovem, que mexe desde novo com smartphone, computador, jogos, tem mais facilidade. Ele só precisa se alinhar com a experiência do trabalhador rural”, comenta Rafael.

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Essa modernização dos processos produtivos pode estar favorecendo a atração de pessoas mais jovens pela atividade agropecuária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE mostram que o percentual de jovens que vivem no campo se manteve relativamente estável de 2001 a 2015.

Segundo o Instituto, o meio rural tinha em 2015 cerca de 7,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, o que correspondia a 14,7% da população total de jovens do país. Nas cidades, os jovens de 15 a 29 anos somaram cerca de 41,2 milhões, em 2015.

Em 2001, o percentual de jovens domiciliados no campo era pouco mais de 15%. Em 2005, a taxa subiu para quase 17%. Nos anos seguintes, o percentual oscilou entre 16% a pouco menos de 15%.

Outro levantamento do IBGE constata que a maior parte dos residentes e trabalhadores do campo ainda são pessoas com mais idade. O censo agropecuário de 2017 revela que entre os mais de 15 milhões de produtores ocupados, apenas 5% têm menos de 30 anos. O levantamento também aponta que 73% do pessoal ocupado no campo tem relação de parentesco com o produtor.

Mas, a percepção é que a maior permanência dos jovens na área rural pode ser explicada pelo aumento da conectividade da internet e o desenvolvimento da chamada agricultura de precisão, que vem sendo implementada nas propriedades rurais do país a partir do uso de novas tecnologias, com a finalidade de aumentar a produtividade, reduzir os custos e tornar os processos mais sustentáveis.

“Está havendo uma mudança muito grande e os produtores que não estão enxergando isso vão sair do mercado. Hoje, a gente consegue medir tudo na fazenda a partir de um escritório. Com a internet, via satélite, a gente consegue comunicar 24 horas com o funcionário na propriedade. Coletando informações, processando com software e tendo resultado, você consegue parar aquela ação que não está tendo resposta e começar uma nova”, explica Rafael.

 

Mobilização jovem

Integrante da quarta geração de uma família de pecuaristas, Rafael se dedica desde os 20 anos, quando ainda cursava a faculdade de Administração, à análise dos rendimentos da fazenda para encontrar uma forma de aumentar o valor investido em tecnologia e garantir maior produção. Foi nessa época que Rafael começou a formar um movimento de jovens. Atualmente, participa da promoção de encontros da juventude da agropecuária de Mato Grosso do Sul.

Só no ano passado, o movimento conseguiu mobilizar cerca de 2 mil participantes em todo o estado. E muitas lideranças da juventude têm ganhado espaço em entidades do setor, além de aumentarem sua participação nas decisões das propriedades rurais.

“Existem jovens que saíram desse movimento nosso e hoje estão na diretoria de sindicatos. A gente tem conseguido também melhorar a gestão nas fazendas. Os jovens vêm, interagem com a gente e levam a experiência para a família, melhorando o resultado das suas atividades”, relata Rafael.

Foi assim que aconteceu com Roberta Maia, de 26 anos. Filha e neta de pecuaristas, a jovem fez graduação e mestrado em administração de empresas e, desde o período de estudos, se envolveu com o movimento jovem pela dinamização do setor.

“Eu não tinha interesse em atuar nos negócios da família, o agronegócio em si eu não queria. Mas, durante a faculdade eu fiz a disciplina “gestão de sistemas agroindustriais”, que me abriu a mente para o agronegócio. Até então eu entendia que para atuar no setor eu teria que ser veterinária, zootecnista, agrônoma”, conta.

No mestrado, Roberta se aproximou da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), para desenvolver um trabalho de empreendedorismo. Depois de algumas atividades, a então estudante foi convidada a criar um grupo de jovens dentro da federação.

Hoje, ela preside o grupo como voluntária e trabalha na empresa da família, uma indústria que produz alimentos para animais de grande porte. A sucessão do negócio agrário já não é mais um peso ou uma obrigação.

Roberta lembra que, no início, percebeu um certo “conflito de gerações”. Mas, aos poucos, o pai, veterinário, com mais de 40 anos no mercado, foi se adaptando às novas sugestões. “É importante ter a presença do pai na família. Quem estava lá, há 30 anos fazendo negócio, era ele. Eu tenho que estudar o máximo, a experiência ele tem”.

Hoje, a indústria tem software de gestão, marca registrada e departamento de marketing mais desenvolvidos. “Os clientes começaram a dar retorno positivo sobre as mudanças na forma de gestão e nos processos externos, além do relacionamento com eles”, comemora Roberta.

Desafios

Segundo o IBGE, entre os jovens presentes no campo em 2015, 96% eram alfabetizados e cerca de 54% ocupados. Mas, apenas 4% têm mais de 11 anos de estudo. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, de 2015.

Este cenário do campo ainda muito preso a áreas técnicas e a laços familiares dificulta a qualificação do setor. Além de conciliar as tendências com a cultura tradicional ainda vigente no campo, os jovens relatam que o maior desafio é encontrar mão de obra qualificada para atender de forma ainda mais direcionada às novas necessidades do agronegócio em diferentes áreas de gestão.

Roberta acrescenta que o agronegócio precisa de profissionais de todos os setores, como advocacia, administração, publicidade, jornalismo e, não somente, agrônomos e médicos veterinários.

“O agronegócio precisa de profissionais da área das agrárias, mas outras também, só que muitos ainda não enxergam isso. Eu acredito que essa multidisciplinaridade seria propícia para o setor evoluir”, avalia Roberta.

“É preciso maior evolução no processo de ensino. Há uma grande distância entre o que é passado na faculdade e a necessidade no campo. A gente precisa aprimorar melhor essa ligação”, sugere Rafael.

Uma das principais estratégias do movimento da juventude agropecuário é mobilizar jovens de várias regiões do estado para trocar experiências e encontrar soluções para problemas do campo.

“O mais importante é que os jovens têm habilidade e facilidade com as novas tecnologias, que o campo necessita urgentemente para aumentar a eficiência. É a coleta de dados que gera informações e faz com que o produtor mude seu processo de produção. Então, o jovem precisa do serviço e o campo precisa da mão de obra. E a gente fazer esse meio de caminho para que as duas partes conversem e o agronegócio continue evoluindo”.

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Encontro

Temas como essa profissionalização estão sendo debatidos no 15º Encontro de Jovens da Agropecuária, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA Jovem, durante a feira tecnológica Dinâmica Agropecuária – Soluções para o agro sustentável – Dinapec. O debate acontece na sexta-feira (22) com participação da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

No encontro são discutidos planejamento da carreira profissional, ferramentas de comunicação profissional e os desafios no contexto de transformação e revolução digital.

A Dinapec, organizada pela Embrapa Gado de Corte e o Sistema Famasul, é realizada anualmente em Campo Grande e recebe centenas de produtores, técnicos, pesquisadores e estudantes que participam de roteiros, oficinas tecnológicas e painéis de debates.

De acordo com informações da Embrapa Gado de Corte, o objetivo é compartilhar conhecimento sobre soluções tecnológicas sustentáveis e boas práticas agropecuárias, além de tratar temas como nutrição, genética, sanidade e manejo de forma integrada às estratégias de redução das emissões de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa. Fonte: Fontes: IBGE -Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Mais informações: www.agricultura.gov.br

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Jovem rural de Zortéa inova com projeto de engorda de terneiros

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A criação de gado de corte é uma atividade importante na economia do país. O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo. O rebanho brasileiro é formado por mais de 220 milhões de cabeças. Algumas delas estão numa pequena propriedade da região do Meio Oeste catarinense. Lá, o jovem produtor Hiran Luis dos Santos investe na terminação de terneiros para produção de carne.

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Hiran tem 25 anos de idade e muita disposição para o trabalho. Ele mora na comunidade Volta Grande, do município de Zortéa. A propriedade da família é de 20 hectares, a metade está dividida em piquetes, cultivados com pasto de qualidade.  Nestes piquetes os terneiros crescem e engordam para depois serem vendidos para o frigorífico com peso entre 450 e 500 quilos.

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O sistema de engorda de terneiros tem como base alimentação a pasto. Para isso, a área está dividida em 10 piquetes com pasto fresco e sempre à vontade para os animais. Hiran diz que aproveitou uma área nobre da propriedade e investiu em pastagem. “Como é um terreno bom nós plantamos o pasto Jiggs e no inverno fazemos sobressemeadura com aveia e azevém, além do plantio de trevo branco e vermelho”.

Profissionalismo, persistência e inovação movem esse jovem produtor. Sempre com a orientação técnica do extensionista rural da Epagri,  Maykol Ouriques, Hiran já se destaca no ramo da pecuária de corte. Em 2015, ele fez o curso da Epagri em Gestão, Liderança e Empreendedorismo. A partir do curso, a vida mudou e Hiran percebeu que para ficar no campo era preciso apostar em qualificação profissional. Hiran conta que teve todo o apoio dos pais para iniciar seu projeto de vida. “Depois de fazer o curso da Epagri, eu percebi que meu futuro estava aqui no campo. Conversei com meus pais e eles disponibilizaram uma área da propriedade para implantar as pastagens e colocar os terneiros para engorda. Agora tenho minha própria renda”.

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O extensionista Maykol acompanha de perto todo o trabalho realizado na propriedade. A assistência técnica melhora o desempenho da atividade e por meio de planilhas on-line,  produtor e extensionista compartilham informações sobre o desenvolvimento dos animais. É a internet fazendo a diferença no campo, também no interior do município de Zortéa. Maykol explica que toda a pesagem dos animais é anotada em uma planilha que fica disponível no celular e ele faz todo o acompanhamento do ganho de peso à distância. “É uma ferramenta que facilita muito a comunicação, a assistência técnica e a gestão da atividade, já que o ganho de peso é a base para a lucratividade do empreendimento”, conclui o extensionista.

Veja a reportagem completa sobre o projeto de engorda de terneiros do jovem rural Hiran Luis dos Santos, no Canal da Epagri no YouTube.

 

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Turcos compram gado de jovem empreendedor rural catarinense

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O jovem rural Andrigo da Luz de Souza, mora com sua família numa propriedade na Localidade de Erva Doce, município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense, onde trabalha no desenvolvimento da pecuária de corte.

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Em 2017, ele participou do curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo Rural, oferecido pela Epagri (Empresa de Pesquisa e Extensão Rural), com apoio do SC Rural e ministrado no Centro de Treinamento de São Joaquim. O curso tem como objetivo garantir que as melhorias nas propriedades continuem sendo implantadas, mudando a história das famílias e das comunidades rurais dos municípios.

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Ao final do curso, Andrigo, com os conhecimentos adquiridos e a experiência da família, elaborou um projeto para tornar a propriedade em uma empresa rural, projeto este aprovado e passando a contar com apoio técnico da equipe da Epagri de São José do Cerrito. Investiu em tecnologia, melhoramento genético bovino e na pastagem. Além de adquirir equipamentos agrícolas.

O extensionista de São José do Cerrito, Severiano Pereira Neto, disse que normalmente os jovens que frequentam os cursos oferecidos pela Epagri são filhos de agricultores e conhecem bem a lida. “O curso é um incentivo para aqueles jovens que ainda estão na propriedade e ajudam a melhorar o que eles já vinham fazendo e gostam de fazer” explica.

Denizete Mota, que é extensionista social da Epagri no município, também faz visitas técnicas sistemáticas à propriedade, incluindo acompanhamento aos familiares. Hoje, a propriedade se tornou referência em planejamento, tecnologia e gestão. Além da atividade agropecuária a propriedade realiza todos os anos, evento turístico (rodeio), atraindo tradicionalistas de toda a região.

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Desde o ano passado, o empreendedor rural Andrigo, está exportando para a Turquia. São terneiros (cruzamento das raças, Devon, Red Angus e Hereford) e deve fazer novo embarque entre fevereiro e abril, melhor período para o transporte, uma vez que a Turquia fica entre os continentes Europeu e Asiático.

No mesmo embarque, os turcos levam cerca de cinco mil cabeças oriundas de outras propriedades, também da Serra Catarinense. As compras acontecem no período de desmame, entre março e abril. Os bezerros têm até 10 meses e pesam entre 180 e 240 quilos.

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Para Andrigo que, na sua lida diária, trabalha com oito familiares numa área de quase 50 hectares, a intenção é expandir e aumentar a produção. “Caprichando mais na linhagem dos touros, das próprias fêmeas, e das matrizes para dar mais cria de forma que se encaixe no gosto do comprador e amplie, assim, a nossa renda e melhore a vida no campo”, diz.

Segundo extensionista social da Epagri, Denizete Mota, o mais importante do que a geração de trabalho e renda no meio rural. "Isso faz com que o jovem do meio rural, tenha as mesmas oportunidades do jovem da cidade. Acesso à internet, telefone, informação, comunicação. “Ele tem dinheiro para lazer, o jovem também faz viagens. Melhor qualidade de vida no meio rural, o que antes não tinha, isso faz com que o jovem permaneça no campo, mas não por capricho, ou para evitar que vá para a cidade em busca de oportunidade, mas sem formação, se submete a trabalhos pesados, remuneração baixa, dificuldade de formar e sustentar uma família com qualidade, aglomerando-se nos bairros sem estrutura e agravando os índices sociais e, consequentemente, a qualidade de vida”, afirma.

Para a extensisonista, o agricultor tem que entender que sua propriedade é uma empresa, que produz, tem que dar lucro, atender às necessidades da família, com as mesmas oportunidades do jovem urbano. “Isso considero importante. Existem aqui no município outros valorosos exemplos de jovens empreendedores rurais, Thiago Lopes e Pedro Lopes ambos da localidade de Lajeado da Taipa e Márcio Camargo de São Geraldo, que investiram na produção de frango caipira, produção de orgânicos, com comercialização em toda a serra catarinense.

Os cursos

As inscrições para a 4ª edição dos cursos estão abertas. As aulas estão programadas para começarem em abril e podem participar para todos os jovens de famílias de produtores da Serra Catarinense. Fonte: Correio Lageano

 

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Jovem rural de Meleiro aposta na produção orgânica de pitaia, abacaxi e tomate

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Fomos ao Sul de Santa Catarina conhecer uma propriedade que está em fase de mudança. É a transição do cultivo convencional para produção orgânica. Uma etapa de investimentos, de muito trabalho, onde as recomendações técnicas fazem toda a diferença para viabilizar a produção.

São três culturas agrícolas que renovaram as esperanças do jovem agricultor Erick Sartor, do município de Meleiro. Depois de sair do campo e trabalhar no comércio da cidade, ele descobriu que o que queria mesmo era investir em agroecologia. Há 2 anos Erick segue uma série de exigências para obter o selo oficial de propriedade 100% orgânica. A expectativa é obter a certificação até o mês de março.

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“Tenho cerca de 600 pés de pitaia plantados, 630 pés de tomate e 10 mil pés de abacaxi. Para nós, a certificação é um atestado de que todos os nossos produtos são limpos. Isso valoriza nossa produção. É isso que eu quero e acho que estou no caminho certo”, conta Erick.

O agricultor está certo quando fala em agregação de valor. No caso do tomate, que é a principal renda da propriedade, a caixa de 20kg do produto orgânico chega a ser vendida por R$ 80,00 enquanto o convencional fica em torno de R$ 30,00. É essa valorização que o agricultor espera ao se dedicar tanto à agroecologia.

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Nesse contexto de produção orgânica, o cultivo protegido tem um papel fundamental para viabilizar as plantações livres de agroquímicos. Quem explica mais sobre o método é Darlan Rodrigo Marchesi, coordenador estadual do Projeto Olericultura da Epagri. “A tecnologia do cultivo em abrigo tem se difundido em todo Estado e tem se adaptado bem às condições locais e regionais, tendo em vista diferentes características de clima e solo para o cultivo de produtos agrícolas, principalmente hortaliças”, afirma Darlan.

Esta reportagem completa está disponível no  (canal de vídeos da Epagri) Acesse e confira muitos outros assuntos. 

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Jovens do meio rural de Iporã do Oeste desenvolvem projetos em parceria

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O jovem Aguinaldo Portalupi implantou na propriedade da família a atividade de apicultura, ao participar do programa Novos Rurais, em 2018. Já Darlei Preuss participou do programa em 2015 e desenvolveu o projeto de artesanato em madeira.

Os dois são vizinhos e moradores de linha São Luis, Iporã do Oeste. Hoje, Darlei fornece as caixas de abelhas para Aguinaldo.

Conforme Aguinaldo, o programa Novos Rurais, da Souza Cruz, consiste na elaboração de um projeto pelos alunos da Casa Familiar Rural.

São os próprios jovens que vão atrás de orçamento e materiais para implantar o projeto na sua propriedade. Os melhores projetos são selecionados e os alunos vencedores recebem um valor em dinheiro para investimento na propriedade.

O projeto do jovem Aguinaldo Portalupi consiste no investimento na atividade de apicultura, para produção de mel. Ele ainda não fez a colheita porque se dedica a atividade há cerca de dois meses.

Como necessitava de caixas, ele fez uma parceria com o vizinho Darlei Preuss, que trabalha com artesanato em madeira. Darlei explica que se dedica a atividade há cerca de três anos e as caixas para avicultura são tanto para abelhas com ferrão como para abelhas sem ferrão.

Os jovens ressaltam que a parceria entre os dois agiliza o trabalho, além de reduzir custos. Os dois agricultores, ex-alunos da Casa Familiar Rural, afirmam que o objetivo é continuar investindo na atividade de apicultura, considerando que o mercado de mel é promissor.

Ainda na mesma comunidade e também na família Preuss, o jovem Volnei está desenvolvendo um projeto de galo índio gigante. Ele também é ex-aluno da Casa Familiar Rural e foi contemplado com recursos do programa Novos Rurais.

Volnei explica que esta é uma espécie de galo que resultou da cruza de três raças e possui mais de um metro, podendo chegar a nove quilos.

Ele comenta que a ideia surgiu por meio de uma reportagem divulgada no programa Globo Rural, da Rede Globo.

O jovem adquiriu os ovos para iniciar a produção na cidade de Rio do Sul. A alimentação do galo é a base de ração, concentrado, milho e pastagem. Fonte:www.peperi.com.br

 

 

 

 

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Sabor e renda garantem permanência de jovem na propriedade da família em Atalanta

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O jovem Cleiton Antônio Goulart, sempre demonstrou interesse pela atividade agrícola e acompanhava seu pai nas reuniões da Associação de Agricultores da sua comunidade. Em setembro de 2015 foi convidado pelos técnicos da Epagri, a participar do Curso Gestão, Liderança e Empreendedorismo para Jovens Rurais.

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Cleiton mora na Comunidade de Vila Gropp, município de Atalanta, um dos menores da região do Alto Vale do Itajaí, com os pais e um irmão, numa propriedade de 21 hectares, onde a produção de fumo sempre foi a principal renda da família.

Em 2016, iniciou o curso promovido pela Epagri com apoio do Programa SC Rural e realizado no Centro de Treinamento da Epagri de Agronômica.

Segundo Leonir Claudino Lanznaster, extensionista rural da Epagri e coordenadora geral do trabalho com jovens na região do Alto Vale do Itajaí, durante as várias etapas do curso foi discutido, com os jovens sobre as atividades já realizadas na propriedade e sobre atividades alternativas.

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Num dos intervalos das etapas do curso, Cleiton e o pai participaram de uma excursão, realizada pela Cresol da região, para o município de Antônio Carlos, onde tiveram seu primeiro contato com a cultura do morango conduzida em Sistema Semi Hidropônico. De imediato houve a identificação do jovem com a atividade.

Ao longo do curso o jovem apenas foi amadurecendo os detalhes para implantar essa cultura em sua propriedade. Em setembro de 2016, com aproximação da fase final do curso, decidiu e com apoio dos técnicos da Epagri, foi elaborado um projeto para obtenção de apoio financeiro do Programa SC Rural, sendo aprovado.

Com esse apoio ele implantou o sistema semi-hidropônico com custo de cerca de R$40 mil, dos quais R$10 mil foram do Programa SC Rural e o restante das despesas conseguiu financiamento e custeio, com instituições parceiras: Prefeitura Municipal de Atalanta, Cresol e Banco do Brasil.

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Segundo explica Silvia Mara Zimmermann, Engenheira Agrônoma e Lider do Projeto Olericultura na regional da Epagri de Rio do Sul, além de ser uma alternativa de renda para o jovem agricultor, é também uma atividade na qual o jovem vai trabalhar com um alimento, que tem um forte apelo pelos consumidores, num sistema que visa diminuir ao máximo o risco ambiental de produção, pois trabalha com a proteção da plasticultura, fertirrigação por gotejamento, com redução drástica do uso de agrotóxicos e em condições de ergonometria, que favorecem o trabalho de manejo e colheita.

“Outro fator importante é ser uma alternativa a cultura do tabaco, que ainda hoje é a atividade responsável pela maior parte da renda dos pais e a implantação de uma nova atividade economicamente viável, com entrada de renda praticamente ao longo de todo o ano, tornou-se uma ferramenta motivacional, não só para o jovem, como para os demais membros da família”, destaca.

Silvia também destaca outros fatores como: maior garantia de produção, pois existe um maior controle dos fatores de produção; diminuição no uso de agrotóxicos e, menor risco de contaminação, melhorando a qualidade do alimento; valorização do saber do agricultor, mudança de atitude do agricultor e especialmente pensar para depois fazer e não apenas executar. “Este projeto é extremamente importante para o jovem e sua família, mas também para o município de Atalanta, pois é a primeira experiência de Cultivo de Morango em Sistema Semi Hidropônico do município e que com certeza servirá de referência para trabalhos com as demais famílias do município”, conclui.

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Cleiton (esq) e sua família

O jovem Cleiton já prospera na atividade. Em menos de um ano, já colheu cerca de 1 quilo de morango por pé. São 4 mil pés em duas estufas e, em breve, serão 6 mil.

Mas como qualquer pessoa que se lança em uma nova atividade, Cleiton enfrentou e continua enfrentrando desafios. É preciso tirar dúvidas sobre o manejo, verificar a calibração dos aparelhos, controlar pragas e doenças e até resolver questões mais formais, como elaborar projetos para conseguir recursos. Para isso, ele continua contando com ajuda dos técnicos da Epagri e também de outras instituições, como cooperativas e agropecuárias. “Queria começar com 6 mil pés, mas ainda bem que comecei com 4 mil, porque não estava muito preparado. Passei por alguns problemas, mas hoje dou conta de 12 mil pés, se quiser”, diz Cleiton.

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O maior desafio continua sendo a comercialização. Cleiton vende o quilo da fruta a uma média de R$10 para mercados e padarias da região e também de porta em porta, o que consome bastante tempo. Mas mesmo precisando buscar uma clientela fixa para escoar a produção, ele tem certeza de que fez a escolha certa. “Eu buscava algo para diminuir o fumo porque o pai está com problema na coluna e a mãe não pode mais trabalhar tão pesado. Meu irmão quer sair da propriedade, mas eu quero continuar. O morango é fácil de trabalhar e dá um retorno financeiro que nenhuma outra cultura dá”, conta.

Para Lauro Krunwald, extensionista da Epagri em Atalanta, a história do jovem Cleiton se virá de inspiração para outros agricultores. “Pela estrutura fundiária do município, esse tipo de experiência é muito importante, pois precisamos de atividades agropecuárias que agreguem valor aos escassos recursos de terra, capital e a mão de obra disponíveis, o que não se alcança com commodities”, avalia.

Ainda segundo o extensionista Lauro, as próximas etapas do Cleiton e sua família são: melhorar a forma de comercialização, buscando os diversos mercados existentes, como os institucionais; aproveitar uma agroindústria construída no Projeto Microbacias 2 para agregar mais valor na produção e evitar perdas; buscar outras formas de consumo; aumentar de 4000 pés de morango para 6000 pés, caso a produção e a comercialização nesta safra corram conforme o planejado; continuar diminuindo o uso de agrotóxicos; diversificar as atividades da propriedade pois já está havendo solicitação de outros produtos produzidos neste sistema, sem esquecer de melhorar as atividades que já estão implantadas como a bovinocultura de leite. Fonte: com informações da Epagri

Ouça o depoimento do jovem acessando:

https://www.facebook.com/scrural/videos/340651366500715/

 

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Jovens rurais à frente das propriedades em São Martinho

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Um grupo de 40 jovens está tomando a frente nas propriedades rurais no município de São Martinho e dando gás ao agronegócio. Eles são formados no Curso de Liderança, Gestão e Empreendedorismo oferecido desde 2012 na região pela Epagri com apoio do Programa SC Rural.

As propriedades, que tinham baixos índices técnicos e econômicos, hoje atraem visitantes pelos seus resultados. A renda anual das famílias cresce em média 20% ao ano – desse jeito, a sucessão familiar só pode dar certo.

Ademar Sehnem Junior é um dos maiores exemplos disso. Em apenas três anos, elevou a produção de leite da propriedade de 300 para 523 litros por dia sem aumentar a área de pastagem, que tem 15 hectares, e a área de lavoura (3,6 hectares), usada para milho e forragem de inverno. O número de vacas em lactação foi de 25 para 39.

As mudanças começaram em 2013, no curso da Epagri. “Encarei isso como uma oportunidade de aprofundar meu conhecimento. Foi um curso importante, bem dirigido para a propriedade leiteira e com muito conhecimento técnico. O enfoque em gestão foi significativo. Sempre coloquei em prática tudo o que captei de interessante e fui fazendo isso na propriedade”, conta o pecuarista de 25 anos, hoje engenheiro-agrônomo.

Depois dos cursos, os participantes receberam apoio financeiro do Programa SC Rural para melhorar os sistemas produtivos nas propriedades e passaram a ter acompanhamento técnico e gerencial da Epagri. Ademar usou o aporte de R$30 mil em irrigação de pastagens, captação de dejetos, resfriador para o leite e uma roçadeira. “Melhoramos vários itens, mas o destaque foi o manejo de pastagem, com adubação e irrigação”, diz. Ele também investiu em melhoria genética do rebanho, criação de bezerras, sistema de ordenha e sombreamento no pasto.

Ademar já assumiu a gestão da propriedade de 40 hectares onde mora com a esposa e os pais e quer ir mais longe: “Vamos investir ainda mais em irrigação, manejo de pastagem, genética e nutrição para alcançar 80 matrizes em lactação sem ampliar a área.”

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