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Pesquisa da Epagri pode redefinir ponto de colheita da pitaia em Santa Catarina

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Um estudo desenvolvido pelos pesquisadores Andrey Martinez Rebelo e Alessandro Borini Lone, da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI), identificou que a colheita da pitaia vem sendo feita quando a fruta ainda não está completamente madura. 

A descoberta foi feita por meio de uma técnica inovadora desenvolvida pelos dois pesquisadores, mais simples e rápida, que rendeu à pesquisa uma premiação da Associação Brasileira de Química. O trabalho será apresentado na próxima edição do Congresso Brasileiro de Química, em João Pessoa (PB).

Andrey, que é responsável pela Unidade de Ensaios Químicos e Cromatográficos da EEI, explica que a pitaia é um fruto não climatério, ou seja, não amadurece depois de colhido, ao contrário da banana, por exemplo. Isso significa que se a colheita for feita quando a pitaia não estiver madura, ela não vai contar com inúmeros compostos químicos que darão à fruta um sabor mais adocicado, atrativo ao paladar do brasileiro.

“A próxima etapa da pesquisa, que será realizada em 2020, é determinar quando, de fato, o fruto está pronto para ser colhido, a partir da identificação da presença desses compostos. Hoje a orientação técnica é fazer a colheita quando o fruto muda de cor, mas isso pode mudar”, explica Alessandro.

Pela segunda vez consecutiva a Associação Brasileira de Química premia trabalho da Epagri desenvolvido na Estação Experimental em Itajaí. Os melhores são selecionados para apresentação oral no Congresso Brasileiro de Química.

Na edição de 2018 o trabalho selecionado visava estabelecer método para análise de feromônios liberados pelo percevejo-do-grão, de autoria também de Andrey, juntamente com o pesquisador Marcelo Mendes de Haro.

Este ano, o trabalho de Andrey e de Alessandro se destacou como um dos 43 melhores entre os 1277 inscritos. “Os trabalhos desenvolvidos pela Epagri têm se destacado principalmente pelo seu caráter aplicado e que sempre se baseiam na busca por soluções demandadas pelas cadeias produtivas assistidas pela Empresa”, ressalta o pesquisador Andrey. Foto:Aires Mariga / Epagri

Fontes: Andrey Martinez Rebelo, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) pelo fone (47) 33986334 e Alessandro Borini Lone, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) pelo fone (47) 33986340

 

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Capacitação de agricultores abriu comemorações dos 30 anos as Estação Experimental da Epagri em Canoinhas

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A Estação Experimental da Epagri em Canoinhas (EECan) realizou um Dia de Campo para demonstrar seu trabalho e abrir as comemorações dos 30 anos de atuação da unidade de pesquisa. A atividade aconteceu no dia 09/10 no Campo Experimental Salto Canoinhas, no município de Papanduva.

Participaram no Dia de Campo agricultores, técnicos e estudantes de toda região do Planalto Norte Catarinense. Eles conheceram as pesquisas realizadas pela EECan com erva-mate, pastagens perenes de verão, plantas de cobertura do solo e também ações desenvolvidas pelo IFSC Campus Canoinhas e Embrapa Canoinhas.

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Na unidade com erva-mate foram apresentados os trabalhos em andamento relacionados à promoção da Indicação Geográfica (IG), como seleção de plantas matrizes e manejo. Em pastagens, foram apresentados os resultados preliminares da avaliação de genótipos de Missioneira Gigante. Também foram demonstradas práticas de conservação e uso dos solos, como plantas de cobertura, plantio em nível, uso de terraços e rotação de culturas.

O Dia de Campo trouxe trabalhos desenvolvidos em parcerias com a Estação Experimental da Epagri em Lages e com a Gerência Regional da Epagri em Canoinhas. Também foram expostas pesquisas feitas pelo IFSC e pela Embrapa.

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30 anos da EECan

A Estação Experimental da Epagri em Canoinhas foi em fundada em 9 de novembro de 1989 para atuar em pesquisas que promovessem o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar do Planalto Norte Catarinense, através da geração de conhecimentos e de tecnologias apropriadas para as cadeias produtivas da região.

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Desenvolve pesquisas nas áreas de produtos alternativos para o solo, melhoramento de áreas de caíva, avaliação de gramíneas e avaliação de pastagens de inverno. Também está envolvida com estudos em milho, feijão, trigo e erva-mate. Em 2017 lançou o cultivar de pastagem SCS315 Catarina Gigante. Conta com uma equipe de 18 profissionais, entre pesquisadores, assistentes de pesquisa, operários de campo e administrativos.

O Dia de Campo abriu as atividades comemorativas dos 30 anos da unidade de pesquisa. Até o final de 2019 serão realizadas outras ações, com destaque para uma sessão solene na Câmara Municipal de Canoinhas agendada para o dia 12 de novembro, às 19h. Fonte: Gilcimar Adriano Vogt, Gerente da EECan

 

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A maçã ‘Fuji’ da região de São Joaquim tem potencial para uma indicação geográfica?

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A indicação geográfica (IG) é um instrumento que tem por objetivo proteger e valorizar um produto cujas características e reputação estão diretamente relacionadas a sua região de origem. Existem diversos exemplos de IG de sucesso no mundo.

No Brasil, alguns dos exemplos mais famosos englobam os vinhos do Vale dos Vinhedos, o queijo da Serra da Canastra e o café do Cerrado Mineiro. Já em outros países do mundo, existem exemplos ainda mais conhecidos, como os vinhos espumantes da região de Champagne, o vinho do Porto, o presunto de Parma e a pera Rocha do Oeste. Esses produtos são conhecidos internacionalmente por apresentarem uma qualidade diferenciada que é determinada por características da região de origem do produto, sejam elas climáticas, geográficas (solo, vegetação) ou humanas (cultivo, tratamento, manufatura).

O termo “indicação geográfica” é firmado quando produtores, comerciantes e consumidores identificam que alguns produtos de determinados lugares apresentam qualidades particulares, atribuíveis à sua origem geográfica, e começam a denominá-los com o nome geográfico que indica sua procedência.

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Nesse sentido, pode-se afirmar que a maçã de São Joaquim já é conhecida por sua qualidade há bastante tempo. A região de São Joaquim tem tradição no cultivo da macieira, principalmente devido às condições climáticas favoráveis à cultura. A produção no município ganhou força a partir da década de 70, com a criação do Projeto de Fruticultura (Profit) e o estabelecimento da colônia japonesa, havendo um aumento crescente desde então.

A região de São Joaquim não é apenas a maior produtora nacional de maçãs, mas também a que detém o maior número de pequenos e médios produtores. Atualmente, mais de 2 mil produtores vivem da pomicultura no município, que produz anualmente cerca de 400 mil toneladas da fruta, o que representa mais de 30% da produção nacional. A economia do município depende direta ou indiretamente da cultura da macieira. Aliada ao clima frio e à produção de vinhos finos, a maçã fortalece também o turismo na região, não apenas pela comercialização de frutos e produtos derivados, mas também pela realização de eventos como a Festa Nacional da Maçã.

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Recentemente, São Joaquim recebeu o título de Capital Nacional da Maçã, quando o presidente da república sancionou a lei nº 13.790, em 3 de janeiro de 2019. Contudo, apesar de já ser reconhecida internacionalmente pela produção de maçãs de qualidade diferenciada, São Joaquim ainda não conta com uma certificação atestando a origem dos frutos. Nesse sentido, a utilização do selo da IG é uma das melhores alternativas para valorizar a qualidade dos frutos produzidos na região. Existem dois tipos de IG: a Indicação de Procedência (IP) e a Denominação de Origem (DO). Enquanto a IP se refere a um nome geográfico que se tornou conhecido como centro de produção ou fabricação, a DO já é mais restritiva, pois designa um produto cujas qualidades ou características se devam essencialmente aos fatores humanos ou naturais de uma determinada região. Entre os produtores e consumidores, a maçã joaquinense é conhecida por apresentar melhor sabor, sobretudo devido à textura mais crocante, bem como melhor aparência, com maior tamanho e com coloração e formato mais atrativos ao mercado consumidor.

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Contudo, quando nos referimos a um processo de DO para a maçã na região de São Joaquim, é importante comprovar aquilo que já tem sido observado há bastante tempo: que a maçã de São Joaquim apresenta uma qualidade diferenciada. O cultivo da macieira em São Joaquim tem diversas particularidades no que diz respeito ao aspecto produtivo. Dentre elas, destaca-se o fato de a produção ocorrer predominantemente em pomares pequenos, envolvendo, em sua maioria, a agricultura familiar e pequenos produtores. Além dessa peculiaridade, a região de São Joaquim ainda apresenta outro fator responsável por proporcionar uma qualidade diferenciada aos frutos: o clima. Em comparação às demais regiões produtoras do país, normalmente a região de São Joaquim apresenta temperaturas mais baixas, tanto durante o inverno quanto na précolheita dos frutos.

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No Brasil, as maçãs ‘Gala’ e ‘Fuji’ representam em torno de 60% e 30%. Porém, no município de São Joaquim, ocorre o contrário, sendo que as maçãs do grupo ‘Fuji’ respondem pela maior parcela da produção. De fato, isso não ocorre por acaso, por ser naturalmente mais exigente em frio hibernal, a ‘Fuji’ apresenta melhor adaptação em regiões com maior acúmulo de frio durante o inverno. Por outro lado, em regiões com invernos mais amenos, macieiras do cultivar Fuji podem apresentar menor produtividade ou frutos de menor tamanho, cor menos intensa e forma achatada, o que interfere na qualidade. O frio em quantidade e qualidade adequadas ao cultivar é fundamental para promover uma boa brotação, uma boa florada e um crescimento vegetativo equilibrado. Esses fatores, por sua vez, irão determinar não apenas a produtividade, mas diversos aspectos relacionados às características dos frutos.

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Para maçãs ‘Fuji’, dentre os aspectos de qualidade que são favorecidos pelos invernos tipicamente mais frios da região de São Joaquim, podemos destacar o calibre, o formato e a coloração dos frutos. O formato arredondado é o mais desejado e é característico de maçãs ‘Fuji’. Contudo, invernos menos rigorosos (menor acúmulo de frio) tendem a ocasionar frutos de menor tamanho, bem como um maior percentual de frutos achatados ou deformados, que são menos atrativos ao mercado consumidor. As temperaturas mais baixas durante o inverno também beneficiam a fisiologia da planta, proporcionando um ciclo mais longo em comparação a regiões mais quentes e favorecendo o crescimento dos frutos. O maior acúmulo de frio hibernal também é benéfico à floração e à morfologia das flores, aspecto esse que também influencia o crescimento e o desenvolvimento dos frutos.

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Por esse mesmo motivo, o cultivo de maçãs ‘Fuji’ em condições de inverno mais rigoroso proporciona aos frutos um pedúnculo melhor formado, reduzindo o percentual de maçãs com o pedúnculo curto ou deformado, característica que também valoriza a aparência. Condições de baixo frio hibernal podem ainda aumentar a severidade de “russeting” nos frutos, prejudicando o aspecto visual e consequentemente a classificação. Além do frio hibernal, as temperaturas pré-colheita da região de São Joaquim também privilegiam um dos atributos mais valorizados pelo mercado da maçã atualmente: a coloração. O prolongamento do ciclo (colheita mais tardia), a amplitude térmica e principalmente as temperaturas noturnas mais frias nas semanas que antecedem a colheita melhoram a coloração vermelha dos frutos. Por promover a síntese de antocianinas, principal pigmento associado à coloração vermelha da casca de maçãs, as baixas temperaturas noturnas na pré-colheita melhoram a intensidade e aumentam o percentual de coloração vermelha dos frutos, principal aspecto que possibilita a classificação dos frutos em categorias mais altas, melhorando o preço de comercialização.

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Nos últimos anos, a maçã pingo de mel tem ganhado espaço no mercado nacional. Pesquisas conduzidas em outros países também indicam que maçãs ‘Fuji’ submetidas a temperaturas mais baixas nas semanas que antecedem a colheita proporcionam o desenvolvimento de pingo de mel nos frutos, o que os torna mais doces. Nesse sentido, as condições climáticas são aliadas da colheita tardia na indução de pingo de mel, caso se deseje esse nicho de mercado específico. Além dos atributos visuais, a capacidade de armazenamento e o sabor dos frutos, de acordo com o que os produtores da região e segundo o que os comercializadores das frutas descrevem, também é diferenciado na região de São Joaquim. Já para os consumidores, as maçãs joaquinenses são conhecidas por serem mais saborosas, principalmente devido a uma textura mais crocante e suculenta. Além do clima, muitos são os fatores que afetam a qualidade organoléptica de maçãs, como manejo, safra, ponto de colheita, condições de armazenamento, entre outros.

Porém, existem estudos científicos que indicam que as condições climáticas e até mesmo as características de solo da região de São Joaquim podem favorecer processos fisiológicos que resultam em uma composição mineral mais adequada à conservação dos frutos durante a armazenagem. Esses mesmos estudos demonstram ainda que maçãs produzidas em São Joaquim tendem a apresentar, entre outras características, teores de Ca mais elevados e menor relação N/ Ca, atributos minerais que estão associados à melhor manutenção da firmeza de polpa durante a armazenagem, bem como à menor suscetibilidade a distúrbios fisiológicos.

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Atualmente, o selo da IG já é uma realidade próxima para os produtores de São Joaquim. Ao longo dos últimos anos, a Epagri e o Sebrae têm trabalhado em parceria com o setor produtivo e com diversas instituições para obtenção da DO da maçã ‘Fuji’ de São Joaquim. Vários trabalhos e reuniões já foram conduzidos, permitindo muitos avanços na pesquisa e na compilação de informações para solicitar o registro da IG no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O processo da IG para maçã ‘Fuji’ na região de São Joaquim é uma maneira não apenas de valorizar a qualidade do produto, mas também de protegê-la. Nesse sentido, o selo da IG ajuda a assegurar que esse padrão de qualidade que é reconhecido pelo mercado consumidor seja mantido ao longo dos anos.

Para os produtores, a IG caracteriza uma forma de diferenciar seu produto frente ao mercado extremamente competitivo da maçã no Brasil, constituindo uma importante ferramenta para a cadeia produtiva por permitir a agregação de valor e representar um importante mecanismo de competitividade em diferentes nichos de mercado. Para região de São Joaquim, a utilização da denominação de origem irá contribuir para valorização do território e para o desenvolvimento nos âmbitos econômico, social, ambiental, além de favorecer o turismo na região.

Fonte: Agropecuária Catarinense, Florianópolis, v.32, n.3, set./dez. Artido de Mariuccia Schlichting De Martin¹, José Luiz Petri² e Alberto Fontanella Brighenti³

1; Engenheira-agrônoma, Dra., Pesquisadora da Epagri/Estação Experimental de São Joaquim.e-mail: mariucciamartin@epagri. sc.gov.br. 2; Engenheiro-agrônomo, M.Sc., Pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Caçador,  e-mail: petri@epagri.sc.gov.br. 3; Engenheiro-agrônomo, Dr., Professor do Centro Ciências Agrárias da Universidade Federal de Santa Catarina, e-mail: alberto.brighenti@ufsc.br. 

 

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Epagri promove Dia de Campo em Caçador para discutir polinização de macieiras com drone

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A Estação Experimental da Epagri em Caçador realizou Dia de Campo com palestra sobre de uso de drone para polinização de macieiras.

O evento, realizado na quarta-feira, 9 de outubro foi uma parceria com a Kolecti recursos florestais e a empresa americana Dopcopter e teve demonstração prática de voo nos pomares de pesquisa da Estação.

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A polinização é um serviço feito naturalmente pelas abelhas, mas às vezes é preciso dar uma forcinha para a natureza. “É bem comum o aluguel de colmeias para polinização. Os fruticultores utilizam normalmente entre duas e quatro colmeias por hectare, pagando cerca de R$ 80,00 por colmeia”, explica André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador.

Há também pomares com problemas de polinização que utilizam produtos reguladores de crescimento para induzir a formação de frutos sem que haja polinização. “Mas o efeito é muito variável entre safras e a qualidade dos frutos formados normalmente é inferior a de frutos bem polinizados”, descreve o pesquisador. A polinização manual também não é uma alternativa viável comercialmente, sendo empregada somente em cruzamentos para melhoramento genético.

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Em períodos de escassez de abelhas ou de baixa atividade, a polinização por drones poderia ser um importante complemento ao processo natural. Ao contrário das abelhas, a tecnologia pode operar no frio e à noite, além de compensar influências climáticas, como uma chuva que venha a lavar o pólen sendo produzido e dispersado.

A Dropcopter tem sede nos Estados Unidos e é a primeira empresa do mundo a oferecer serviço de polinização automatizada para fins comerciais. Fonte: André Sezerino, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Caçador

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Cerveja de arroz faz sucesso com cultivar da Epagri

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Cultivar de arroz lançado pela Epagri é usado na produção de cerveja artesanal em Itajaí, litoral do Estado. Aprovada em inúmeras degustações técnicas, a cerveja de arroz ganha um sabor leve e suave, já que o malte é substituído 100% pelo cereal desenvolvido pela Epagri.

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Santa Catarina é o 2º maior produtor nacional de arroz. São mais de 146 mil hectares plantados que rendem mais de 1 milhão de toneladas ao ano. Com a produção já consolidada, a Epagri quer agora estimular usos alternativos para o cereal. Reconhecida nacionalmente pelas pesquisas e lançamentos de cultivares, a Estação Experimental da Epagri de Itajaí mostra que este alimento pode ser muito mais versátil do que se imagina.

“Além do consumo convencional, o arroz pode ser processado e utilizado na produção de macarrão, pão, óleo e bebidas de alta qualidade. O objetivo é criar novas opções de cultivo aos agricultores familiares em função do mercado da alta gastronomia bastante promissor”, explica Alexander de Andrade, pesquisador da Epagri e Coordenador do Projeto Arroz.

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A Epagri atuou com o suporte técnico para encontrar o melhor arroz para essa finalidade, analisando as principais caraterísticas do grão, como genética, estrutura, cor, sabor e aroma. A variedade SCS122 Miura foi a escolhida.

Luciano Teixeira é um dos sócios da Cervejaria Faroeste. Ele conta que a ideia é aproveitar a proximidade com o litoral e com os turistas e ganhar espaço entre os apreciadores de cervejas especiais. “Nosso produto é feito com ingredientes frescos, orgânicos, uma bebida não pasteurizada e concebida de forma artesanal, de curta validade. Isso tudo agrega valor, mas também exige mais conhecimento técnico e cuidados na linha de produção”, explica Luciano.

Vitor Antoniazzi é o mestre cervejeiro e gerente de produção. Segundo ele, hoje as pessoas buscam mais qualidade do que quantidade. “Nossa cerveja não tem glúten nem conservantes, por exemplo. Buscamos um público preocupado com a reeducação alimentar e hábitos de consumo mais saudáveis”, conta Vitor.

Confira reportagem completa em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=e2GkRTUEBik

 

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Dia de Campo mostra o desempenho das variedades de aipim da Epagri

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Eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o alimento do século 21, a mandioca de mesa, também chamada de aipim, já foi apelidada de “rainha do Brasil”.

É considerada uma das culturas mais antigas do nosso território, pois era cultivada e consumida pelos povos indígenas, e ganhou a aceitação e os paladares dos europeus que vieram habitar o Brasil pela facilidade de cultivo, rusticidade, capacidade de regeneração e de adaptação ecológica.

A Epagri, pensando em valorizar a cultura e fomentar a troca de experiências entre produtores, realizou no dia 12 de junho o 5º Dia de Campo sobre a cultura do aipim, no município de Agronômica, com participação de produtores de municípios vizinhos.

O evento foi realizado na propriedade de Raulino e Sandra Batels, família que trocou a cultura do fumo pela do aipim há nove anos. Hoje, eles plantam por ano cerca de 28 mil pés de aipim e comercializam descascado, embalado e congelado.

O dia de campo contou com uma visita à unidade com plantio das variedades desenvolvidas pela pesquisa da Epagri: SCS260 Uirapuru, SCS261 Ajubá, SCS262 Sempre Pronto e SCS263 Guapo, e a um experimento com testes de adubações.

Os pesquisadores da Estação Experimental de Urussanga e colaboradores do evento, Eduardo da Costa Nunes e Mauro Ferreira Bonfim Junior, além de trabalharem no evento a parte técnica de manejo e fitopatologia da cultura, realizaram a demonstração de um arrancador de aipim.

Os experimentos na propriedade demonstraram que as variedades têm boa produtividade, com destaque para a Uirapuru, que registrou 36,5 t/ha, e a Guapo, com 34,9 t/ha. No teste de cozimento o destaque foi a variedade Sempre Pronto (17 minutos).

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Os agricultores também trouxeram pratos à base de aipim para serem degustados. Cada família apresentou a preparação e contou um pouco sobre a receita e sua história com a cultura do aipim.  “Nessa gostosa roda de conversa, muito da história do cultivo nos municípios foi resgatada. Essa história, juntamente com as receitas, muitas delas de criação dos próprios participantes, farão parte de um livro”, diz a extensionista rural de Rio do Sul, Juliane Garcia Knapik Justen.

Neste quinto encontro, os produtores também decidiram continuar as trocas de experiências e conversaram sobre como será o encontro para o próximo ano. Eles querem conhecer o desenvolvimento da cultura em sistema plantio direto e tirar dúvidas em relação à legislação nas agroindústrias.

 

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Exótica, rentável e cheia de charme

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Fruta originária das Américas, a pitaia é nova oportunidade de negócio para os agricultores familiares catarinenses, que registram alta lucratividade com a cultura

No pé ou na gôndola do mercado, ela não passa despercebida. A pitaia – palavra de origem indígena que significa fruta de escama – chama atenção dos brasileiros não apenas pelo visual: rica em antioxidantes, está na lista de preferência dos consumidores de alimentos funcionais, aqueles que oferecem benefícios à saúde. Atentos a essa demanda, produtores rurais catarinenses estão investindo no cultivo e se surpreendendo com o rendimento que a cultura vem gerando.

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A pitaia é um cacto perene com polpa delicadarica em vitamina C (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Segundo o coordenador de fruticultura da Epagri no sul do Estado, engenheiro-agrônomo Reginaldo Ghellere, o produtor consegue vender o quilo por até R$8. Levando em conta os gastos com a produção, o rendimento é significante, como relata Sérgio Cibien, do município de Turvo, no Sul de Santa Catarina. De cada mil reais obtidos com a venda da fruta, R$700 ficam com a família. Há sete anos ele cultiva pitaia com a esposa Sônia e com o filho Ronaldo. “Com as vendas da primeira safra já paguei todo o investimento inicial”, diz.

O cultivo comercial da pitaia em Santa Catarina começou em 2010 e o Estado já é o segundo maior produtor brasileiro, perdendo apenas para São Paulo. Segundo dados do IBGE, em 2017 o Estado produziu 328,4 toneladas, 270 delas somente em municípios do Sul Catarinense, onde Turvo lidera a produção. Naquele ano havia 120 propriedades rurais em Santa Catarina produzindo a fruta – 80 somente no Sul do Estado. Os números são expressivos, embora fruta ainda seja desconhecida por muita gente.

Ghellere destaca que a Epagri atua na organização dos produtores de pitaia desde que eles se interessaram pela cultura, seja para troca de experiências, capacitação, orientação técnica ou para melhorar a comercialização. “A Copervalesul, cooperativa com sede em Turvo, por exemplo, tem a pitaia como um dos produtos principais e sempre conseguiu novos mercados para a fruta, produzida por 24 associados. A cooperativa, por incentivo da Epagri, recebeu recursos para aquisição de câmaras frias e com isso consegue fazer todo o processo de pós-colheita: seleção e padronização das frutas, armazenamento e comercialização”, relata Reginaldo.

A nutricionista Cristina Ramos, extensionista da Epagri de Florianópolis, acredita que a procura pela pitaia se deve muito por conta das diferentes substâncias com atividade antioxidante que a fruta possui: vitamina C na polpa, betalaína na casca e polifenóis na antecasca. “Substâncias antioxidantes são usadas na prevenção e no tratamento de algumas doenças, como câncer, doenças cardiovasculares e Alzheimer”, explica a extensionista.

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As frutas com casca vermelha e polpa branca ou vermelha são as mais produzidas no País (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Características

A Colômbia e o México são os principais produtores mundiais, mas países asiáticos como Indonésia e Vietnã também possuem grandes produções de pitaia. A planta é um cacto e a fruta tem a polpa delicada, leve e refrescante, lembrando um pouco o kiwi.  Sua produção vai de dezembro a abril.

Segundo o pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí, engenheiro-agrônomo e biólogo Alessandro Borini Lone, as espécies mais comuns são as Hylocereus undatus (frutos com casca vermelha e polpa branca), Hylocereus polyrhizus (frutos com casca e polpa vermelhas) e Hylocereus megalanthus (frutos com casca amarela e polpa branca). No Brasil há uma espécie nativa, a Selenicereus setaceus (pitaia do cerrado), que se diferencia por ser bem menor, de 40 a 70g, enquanto as espécies do gênero Hylocereus podem ultrapassar um quilo.

A pitaia é uma planta perene. A maioria das espécies é originária de florestas úmidas, adaptando-se bem a ambientes quentes e úmidos. “A única precaução quanto a fatores climáticos é a incidência de geada, que pode matar a planta. Por conta disso, no Rio Grande do Sul existem produtores que cultivam a pitaia amarela em estufa”, conta Alessandro.

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As flores duram apenas uma noite: abrem por volta das 22h e fecham em torno das 9h do dia seguinte (Foto: Lidiane Camargo/Epagri)

Por ser uma planta rústica, a pitaia demanda poucos tratos culturais e se dá muito bem em sistema orgânico. Esse é um dos motivos que têm levado os produtores catarinenses a trocar outras culturas pela fruta, como aconteceu com a agricultora Teresinha Picolo, 63 anos, de Criciúma, que plantava maracujá. “O maracujá tinha um excelente mercado, mas precisava de muito veneno pra produzir”, diz ela, que cultiva mil pés de pitaia em sociedade com a irmã Maria, 61, há sete anos.

Os principais problemas que o cultivo da pitaia enfrenta são os ataques da formiga cortadeira – que ataca flor, fruto e broto – e da abelha nativa, que consome o pólen e não poliniza. Uma das soluções indicadas por Alessandro é usar repelente natural.

Ao demandar poucos tratos culturais, o cultivo da pitaia é considerado leve pelos agricultores familiares. As irmãs de Criciúma confirmam. “Trabalhamos com a cultura de segunda a quinta-feira. O serviço é leve e tranquilo. Corrido mesmo é só na colheita, pois tem dia certo para que a fruta esteja no ponto”. Corrido ou não, elas não deixam de tratar a pitaia com delicadeza: assim que colhidas, as frutas são acomodadas em um carrinho de mão com todo o cuidado para não bater.

Cultivo

De acordo com Alessandro, o primeiro passo para quem deseja produzir pitaia é fazer a análise do solo. Com o resultado em mãos, avalia-se a necessidade de calagem, pois o pH deve ser próximo de 6. O plantio é realizado na primavera ou no verão e deve ser feito junto a um palanque onde a planta possa se fixar, já que é uma trepadeira. A recomendação do pesquisador é que seja de concreto. “Tem muito produtor que usa palanque de madeira, mas a durabilidade é pequena e a substituição é muito trabalhosa, pois a copa chega a pesar 300kg depois de formada”.

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O cultivo da pitaia é considerado leve pelas irmãs Teresinha e Maria (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Ele também orienta deixar o palanque entre 1,5m e 1,8m para fora do solo, para facilitar a colheita, e uns 50cm aterrado. “No entorno desse palanque o solo deve ficar mais alto para que a base da planta fique mais elevada, de forma a não acumular água em volta. O encharcamento pode causar podridão na base da pitaia”, alerta o pesquisador.

O plantio pode ser feito por semente ou por muda, com estacas de 20 a 50cm. Alessandro explica que comercialmente o segundo método é o mais comum, pois o tempo para produção varia de dois a quatro anos, a metade do que levaria se o plantio fosse pela semente.

Ele recomenda a produção das mudas através da utilização de estacas em embalagens contendo substrato comercial para a produção de mudas ou terra adubada. As mudas devem ser mantidas em viveiro ou casa de vegetação de 60 a 90 dias e só depois plantadas no campo. “Alguns produtores utilizam o plantio das estacas direto no campo, mas pode ocorrer alguma mortalidade por condições climáticas ou ataque de pragas”, explica o pesquisador.

O espaçamento recomendado para o plantio das mudas é de três metros entre linhas e de dois a três metros entre palanques na fila, e no máximo quatro estacas por palanque. Na parte de cima do palanque a orientação é ter uma estrutura para suportar o peso da copa, que pode ser feita de arame, vergalhão ou pneu de moto.

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Lindomar está tão animado com o negócio que em 2018 plantou mais 500 mudas (Foto: Aires Mariga/Epagri)

O pesquisador lembra que, ao se optar por uma planta de cobertura, não se pode preparar o solo, pois a pitaia tem raízes superficiais. As irmãs Teresinha e Maria têm usado a aveia e o azevém. A extensionista de Criciúma que presta assistência às agricultoras, engenheira-agrônoma Lidiane Camargo, orienta o uso da cobertura vegetal para aumentar a fertilidade do solo, evitar erosão e promover a saúde da lavoura. “Todos esses benefícios vão resultar em plantas mais produtivas”, diz.

Alessandro comenta que ainda não existe recomendação para a adubação da pitaia em condições brasileiras. “O que a gente indica é a aplicação de cama de aves, entre 20 a 40kg por palanque ao ano, dividida em duas a três vezes no ano”, diz. Outra orientação é fazer a poda dos ramos (chamados de cladódios) que ficam por baixo, pois ficam sombreados e são improdutivos. A sugestão é deixar de 50 a 55 cladódios em cada palanque.

Atualmente Lindomar comercializa a produção por meio da Copervalesul a um preço de até R$8 o quilo. O investimento inicial foi de R$30 mil com a estrutura e com as mudas. Na segunda safra já pagou todo o investimento. Ele trabalha com a esposa Rosana e o filho Luan, que também cultiva milho e maracujá.

Já o produtor Sérgio Cibien usa cerca de 7 mil m² para cultivo de 2,5 mil pés de pitaia. O investimento inicial foi de R$35 mil. Ele calcula uma produtividade anual de 25 toneladas por hectare e diz que não aumenta a produção porque quer manter a atividade somente com a família, sem contratar funcionários.

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Sérgio e Sônia produzem vinho de pitaia, que a cada ano vem sendo melhorado (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Ghellere ressalta que as plantas de pitaia estabilizam sua produção a partir do terceiro ano após o plantio e que muitas áreas na região têm menos de três anos. “Portanto, os preços pagos aos produtores devem reduzir com o aumento da oferta da fruta”, diz. Antes de iniciar a atividade, ele orienta o agricultor a planejar muito bem qual será o mercado que pretende alcançar para diminuir os riscos de se frustrar no futuro.

O pesquisador Alessandro acredita que o mercado da pitaia pode melhorar a partir da oferta de materiais genéticos melhorados. “Temos muitas variedades com baixos teores de açúcares, o que não agrada muito o paladar do brasileiro. Pesquisas em melhoramento podem beneficiar muito os agricultores familiares, que vão poder oferecer frutos mais doces”, diz. Ele lembra que Israel é o centro de pesquisa sobre a pitaia e que no Brasil a Embrapa também vem trabalhando no desenvolvimento de novas variedades.

Se para o consumo in natura a preferência do consumidor é de frutas mais doces, para a indústria isso parece não ter importância. A polpa da pitaia tem se mostrado muito versátil, principalmente a vermelha: vem sendo usada em corante de alimento e transformada em cosmético, sorvete, bebidas destiladas e fermentadas, refrigerante, geleias e iogurte.

O agricultor Sérgio já está de olho nesse mercado. “Penso que a cooperativa pode estimular os agricultores familiares a investir no processamento da fruta, buscando parcerias com instituições como a Epagri para capacitação e abertura de agroindústrias, pois a fruta já mostrou que tem muito potencial para industrialização”, afirma. Ele já se adiantou e construiu uma cantina para produção de vinho de pitaia, que a cada ano vem sendo melhorado. A Epagri permanece ao lado do produtor e com ele espera brindar os resultados do produto inovador. Fonte: Revista Agropecuária Catarinense (Publicado em Vol. 32, nº2, mai./ago. 2019) Reportagem: Isabela Schwengber isabelas@epagri.sc.gov.br / Fotos: Aires Mariga/Epagri

 

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Armadilhas para insetos: fácil de fazer e de baixo custo, mostra pesquisadora da Epagri de Caçador

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Armadilhas feitas com garrafas PET pintadas de amarelo ou azul são mais uma opção que agricultores da região de Caçador, têm para o combate a insetos nas lavouras.

O projeto, objetivava uma solução barata e de fácil acesso aos agricultores familiares. Os objetos foram feitos no Laboratório de Entomologia, na Estação Experimental da Epagri de Caçador. A responsável pelo projeto é a pesquisadora e engenheira agrônoma Janaína Pereira dos Santos, que começou a fazer estudos sobre as armadilhas há oito anos.

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"Em 2016, quando eu vi que poderia ter algum potencial, fiz um experimento a campo para validar a pesquisa", contou a pesquisadora. São cinco pessoas na equipe. 

Elas ganharam o Prêmio Expressão de Ecologia, categoria Reciclagem. Os vencedores foram anunciados em 2 de maio e haverá uma cerimônia em setembro em Florianópolis para a entrega dos troféus. 

As armadilhas utilizadas no projeto são feitas com garrafas PET de 500 ml. Por dentro, elas são pintadas de amarelo, para atrair moscas, pulgões e besouros, ou azul, para insetos conhecidos como tripes, que se alimentam da seiva das plantas. 

Por fora, a garrafa é coberta por uma cola. Dessa forma, os animais ficam grudados. As armadilhas são feitas de forma artesanal e a confecção delas é explicada em vídeo pela pesquisadora. 

"Tem já armadilhas comerciais, que são plaquinhas adesivas. Pensamos, o que poderia substituir as comerciais porque são muito caras ? disse ela. Após testar outros materiais, como papel-cartão, a equipe chegou na garrafa PET. 

"Tem maior durabilidade no campo do que o papel, dura bastante. Você pode reutilizar o material [garrafas] e consegue encontrar facilmente", afirmou a pesquisadora. 

O objetivo da equipe também é a reutilização de garrafas PET e a diminuição do uso de agrotóxicos nas lavouras. 

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No começo, a equipe fez uma parceria com um restaurante da região para conseguir as garrafas. Depois que moradores ouviram falar do projeto, também fizeram doações. 

Sobre a pintura, a pesquisadora explica que "os insetos enxergam determinadas cores nos comprimentos de ondas nos olhos deles. Algumas são mais atrativas para eles, como amarelo e azul. Azul para pragas de várias culturas e amarelo para a maioria dos outros insetos, que confundem [a cor] com flores". 

Em relação às garrafas, foram testados outros tamanhos também, como de 220 ml e dois litros. Porém, as de 500 ml são mais fáceis de fazer do que as maiores e as menores têm pouca área de contato e precisariam ser substituídas mais rapidamente. 

A cola usada por fora das garrafas é feita com uma mistura de óleo de soja e breu, material encontrado em casas agropecuárias. O objetivo da equipe é que as armadilhas sejam mais baratas do que as comerciais. Segundo a pesquisadora, o preço delas costuma ser 5,8 vezes menor. 

Além disso, as armadilhas comerciais podem ser compradas apenas pela internet e nem todos os agricultores têm acesso à rede. 

Depois de prontas, as garrafas podem ser colocadas em qualquer ambiente nas lavouras, geralmente presa pela tampa por um arame e pendurada. As amarelas também podem ficar dentro de casa, contra as moscas. Elas duram entre cinco e sete dias, dependendo da quantidade de insetos capturada. 
Fonte: com informações do G1 Santa Catarina/ Foto: Janaína Pereira dos Santos/Arquivo pessoal

Acesse o link para ver passo a passo https://www.youtube.com/watch?v=my_9UzPPTUg

 

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Epagri de Lages é referência em homeopatia na agricultura e na pecuária no Brasil

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Há mais de dez anos desenvolvendo ações de pesquisa e extensão com o uso da homeopatia na agropecuária catarinense, técnicos da Epagri fazem parte do grupo que está constituindo a Associação Brasileira de Homeopatia na Agricultura, Pecuária e Ambiente.

O pesquisador da Estação Experimental de Lages (EEL), Pedro Boff, e o extensionista de Criciúma, Marcelo Pedroso, representam a Empresa na entidade que tem a missão de congregar pesquisadores, professores, agricultores, estudantes e demais interessados de promover, apoiar e abrir o debate sobre a ciência da homeopatia aplicada aos sistemas produtivos de alimentos, fibras e bioenergia no Brasil.

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“Por se tratar de uma terapêutica não residual aos alimentos e ao ambiente, é de amplo aceite na sociedade que clama por alimentos sadios e saudáveis”, afirma Boff, que está na coordenação técnica do próximo Congresso Nacional de Homeopatia nas Ciências Agrárias e do Ambiente, previsto para 30 de outubro a 1º novembro de 2020, em Ribeirão Preto (SP).

No último evento nacional, Boff abordou em mesa-redonda o estado de arte da homeopatia e sua implementação na agropecuária catarinense. Ele participou do evento com representantes de universidades catarinenses, que juntos apresentaram 24 trabalhos técnico-científicos em assuntos relacionados ao uso de altas diluições dinamizadas em plantas.

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A homeopatia surgiu nos trabalhos da Epagri no início dos anos 2000 como proposta inovadora em apoio ao cumprimento de sua missão: conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural, em benefício da sociedade. Segundo estudos desenvolvidos pela Empresa, o tratamento homeopático promove uma agricultura limpa, com bons índices de produtividade e baixo custo.

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A Estação Experimental de Lages conta, desde 2011, com o Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal que dá apoio às atividades de pesquisa e extensão em Santa Catarina. A pesquisa com uso de homeopatia no tratamento de plantas e animais vem sendo desenvolvida na Estação Experimental de Lages, e com plantas na Estação Experimental de Ituporanga. Além disso, vários municípios de diferentes regiões trabalham com serviço de extensão na implementação da homeopatia nas propriedades rurais e com capacitação para formar multiplicadores da terapêutica. Fonte: lagesnarede.com.br

 

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Jovem rural de Jaraguá do Sul mostra o uso do biofertilizante em cultivo de palmáceas

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O jovem empreendedor de Jaraguá do Sul, Jonas Matias, mostrou a 72 agricultores da região como usar o biofertilizante em cultivo de palmáceas. A tecnologia foi repassada em um dia de campo realizado no dia 27 de março, na propriedade de sua família, localizada na comunidade do Rio Cerro, que é Unidade de Referência Técnica.

O agricultor, ao frequentar o curso de jovens na Epagri, fez o projeto para a implantação de unidade de produção de biofertilizante, que está em operação na sua propriedade e é usado como condicionador do solo e acelerador da microvida. Para isso ele investiu R$ 15 mil, dos quais R$ 10 mil vieram do Programa SC Rural. O biofertilizante é feito de matéria orgânica de origem animal ou vegetal em meio liquido (o principal é cama de aviário), enriquecido com nutrientes e micro-organismos. A capacidade de produção é de duas toneladas a cada 60 dias.

Essa tecnologia foi desenvolvida pela Estação Experimental de Itajaí. No dia de campo o pesquisador Alexandre Visconti falou sobre a importância do biofertilizante, bem como a preparação dentro de parâmetros técnicos. George Livramento, coordenador de Ater das regiões de Itajaí, Blumenau e Joinville (UGT 6), considera o uso do biofertilizante como uma tecnologia inovadora, pois pode ser utilizada em outras culturas como banana e hortaliças, entre outras.

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