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Armadilhas para insetos: fácil de fazer e de baixo custo, mostra pesquisadora da Epagri de Caçador

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Armadilhas feitas com garrafas PET pintadas de amarelo ou azul são mais uma opção que agricultores da região de Caçador, têm para o combate a insetos nas lavouras.

O projeto, objetivava uma solução barata e de fácil acesso aos agricultores familiares. Os objetos foram feitos no Laboratório de Entomologia, na Estação Experimental da Epagri de Caçador. A responsável pelo projeto é a pesquisadora e engenheira agrônoma Janaína Pereira dos Santos, que começou a fazer estudos sobre as armadilhas há oito anos.

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"Em 2016, quando eu vi que poderia ter algum potencial, fiz um experimento a campo para validar a pesquisa", contou a pesquisadora. São cinco pessoas na equipe. 

Elas ganharam o Prêmio Expressão de Ecologia, categoria Reciclagem. Os vencedores foram anunciados em 2 de maio e haverá uma cerimônia em setembro em Florianópolis para a entrega dos troféus. 

As armadilhas utilizadas no projeto são feitas com garrafas PET de 500 ml. Por dentro, elas são pintadas de amarelo, para atrair moscas, pulgões e besouros, ou azul, para insetos conhecidos como tripes, que se alimentam da seiva das plantas. 

Por fora, a garrafa é coberta por uma cola. Dessa forma, os animais ficam grudados. As armadilhas são feitas de forma artesanal e a confecção delas é explicada em vídeo pela pesquisadora. 

"Tem já armadilhas comerciais, que são plaquinhas adesivas. Pensamos, o que poderia substituir as comerciais porque são muito caras ? disse ela. Após testar outros materiais, como papel-cartão, a equipe chegou na garrafa PET. 

"Tem maior durabilidade no campo do que o papel, dura bastante. Você pode reutilizar o material [garrafas] e consegue encontrar facilmente", afirmou a pesquisadora. 

O objetivo da equipe também é a reutilização de garrafas PET e a diminuição do uso de agrotóxicos nas lavouras. 

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No começo, a equipe fez uma parceria com um restaurante da região para conseguir as garrafas. Depois que moradores ouviram falar do projeto, também fizeram doações. 

Sobre a pintura, a pesquisadora explica que "os insetos enxergam determinadas cores nos comprimentos de ondas nos olhos deles. Algumas são mais atrativas para eles, como amarelo e azul. Azul para pragas de várias culturas e amarelo para a maioria dos outros insetos, que confundem [a cor] com flores". 

Em relação às garrafas, foram testados outros tamanhos também, como de 220 ml e dois litros. Porém, as de 500 ml são mais fáceis de fazer do que as maiores e as menores têm pouca área de contato e precisariam ser substituídas mais rapidamente. 

A cola usada por fora das garrafas é feita com uma mistura de óleo de soja e breu, material encontrado em casas agropecuárias. O objetivo da equipe é que as armadilhas sejam mais baratas do que as comerciais. Segundo a pesquisadora, o preço delas costuma ser 5,8 vezes menor. 

Além disso, as armadilhas comerciais podem ser compradas apenas pela internet e nem todos os agricultores têm acesso à rede. 

Depois de prontas, as garrafas podem ser colocadas em qualquer ambiente nas lavouras, geralmente presa pela tampa por um arame e pendurada. As amarelas também podem ficar dentro de casa, contra as moscas. Elas duram entre cinco e sete dias, dependendo da quantidade de insetos capturada. 
Fonte: com informações do G1 Santa Catarina/ Foto: Janaína Pereira dos Santos/Arquivo pessoal

Acesse o link para ver passo a passo https://www.youtube.com/watch?v=my_9UzPPTUg

 

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Epagri de Lages é referência em homeopatia na agricultura e na pecuária no Brasil

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Há mais de dez anos desenvolvendo ações de pesquisa e extensão com o uso da homeopatia na agropecuária catarinense, técnicos da Epagri fazem parte do grupo que está constituindo a Associação Brasileira de Homeopatia na Agricultura, Pecuária e Ambiente.

O pesquisador da Estação Experimental de Lages (EEL), Pedro Boff, e o extensionista de Criciúma, Marcelo Pedroso, representam a Empresa na entidade que tem a missão de congregar pesquisadores, professores, agricultores, estudantes e demais interessados de promover, apoiar e abrir o debate sobre a ciência da homeopatia aplicada aos sistemas produtivos de alimentos, fibras e bioenergia no Brasil.

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“Por se tratar de uma terapêutica não residual aos alimentos e ao ambiente, é de amplo aceite na sociedade que clama por alimentos sadios e saudáveis”, afirma Boff, que está na coordenação técnica do próximo Congresso Nacional de Homeopatia nas Ciências Agrárias e do Ambiente, previsto para 30 de outubro a 1º novembro de 2020, em Ribeirão Preto (SP).

No último evento nacional, Boff abordou em mesa-redonda o estado de arte da homeopatia e sua implementação na agropecuária catarinense. Ele participou do evento com representantes de universidades catarinenses, que juntos apresentaram 24 trabalhos técnico-científicos em assuntos relacionados ao uso de altas diluições dinamizadas em plantas.

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A homeopatia surgiu nos trabalhos da Epagri no início dos anos 2000 como proposta inovadora em apoio ao cumprimento de sua missão: conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural, em benefício da sociedade. Segundo estudos desenvolvidos pela Empresa, o tratamento homeopático promove uma agricultura limpa, com bons índices de produtividade e baixo custo.

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A Estação Experimental de Lages conta, desde 2011, com o Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal que dá apoio às atividades de pesquisa e extensão em Santa Catarina. A pesquisa com uso de homeopatia no tratamento de plantas e animais vem sendo desenvolvida na Estação Experimental de Lages, e com plantas na Estação Experimental de Ituporanga. Além disso, vários municípios de diferentes regiões trabalham com serviço de extensão na implementação da homeopatia nas propriedades rurais e com capacitação para formar multiplicadores da terapêutica. Fonte: lagesnarede.com.br

 

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Jovem rural de Jaraguá do Sul mostra o uso do biofertilizante em cultivo de palmáceas

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O jovem empreendedor de Jaraguá do Sul, Jonas Matias, mostrou a 72 agricultores da região como usar o biofertilizante em cultivo de palmáceas. A tecnologia foi repassada em um dia de campo realizado no dia 27 de março, na propriedade de sua família, localizada na comunidade do Rio Cerro, que é Unidade de Referência Técnica.

O agricultor, ao frequentar o curso de jovens na Epagri, fez o projeto para a implantação de unidade de produção de biofertilizante, que está em operação na sua propriedade e é usado como condicionador do solo e acelerador da microvida. Para isso ele investiu R$ 15 mil, dos quais R$ 10 mil vieram do Programa SC Rural. O biofertilizante é feito de matéria orgânica de origem animal ou vegetal em meio liquido (o principal é cama de aviário), enriquecido com nutrientes e micro-organismos. A capacidade de produção é de duas toneladas a cada 60 dias.

Essa tecnologia foi desenvolvida pela Estação Experimental de Itajaí. No dia de campo o pesquisador Alexandre Visconti falou sobre a importância do biofertilizante, bem como a preparação dentro de parâmetros técnicos. George Livramento, coordenador de Ater das regiões de Itajaí, Blumenau e Joinville (UGT 6), considera o uso do biofertilizante como uma tecnologia inovadora, pois pode ser utilizada em outras culturas como banana e hortaliças, entre outras.

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Epagri de Itajaí promove tarde de campo sobre controle biológico em diversas culturas

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Produtores de diferentes regiões catarinenses se reuniram em Itajaí, no dia 19 de março, para conhecer os trabalhos conduzidos no município em 2018 que oferecem alternativas de diminuição do uso de agroquímicos nas culturas de aipim, cana-de-açúcar e hortaliças diversas.

A tarde de campo foi realizada na propriedade de Osmar Marqui, comunidade de São Roque, com 50 pessoas. O evento foi promovido pela equipe local e por pesquisadores das Estações Experimentais de Itajaí e de Urussanga.

Antônio Henrique dos Santos, extensionista de Itajaí, apresentou várias alternativas testadas que obtiveram bons resultados como: o policultivo de aipim com melancia, feijão e milho verde; o controle de pulgões em brássicas através de áreas-refúgio deixadas com capim, onde as predadoras de pulgões – as joaninhas, estavam presentes; a aplicação de baculovirus para controle do mandarová do aipim; a utilização de trichogramas contra a broca da cana-de-açúcar, e a aplicação de trichoderma para o controle do fusarium do aipim.

A pesquisadora Erica Frazon Pereira apresentou vários trabalhos de monitoramento da mosca do broto do aipim, que são realizados há três anos em Itajaí e outros municípios do Estado, confirmando os bons resultados do policultivo. O pesquisador Alexandre Visconti apresentou a opção de uso de caldas, biofertilizantes e produtos biológicos para controle de doenças.

O pesquisador Ildebrando Nora mostrou as diferentes fases do mandarová do aipim, assim como os principais inimigos naturais importantes para equilibrar o ambiente. Ele ressaltou, ainda, os efeitos da aplicação de inseticidas indiscriminadamente sobre esses bons insetos. A agrônoma Dione Benevenutti de Joinville colaborou com a presença de 16 agricultores do referido município.

“Esses trabalhos terão continuidade nos anos seguintes e mostram-se promissores”, afirma o extensionista Antônio Henrique. Ao final, os participantes degustaram pratos confeccionados com alimentos produzidos em Itajaí, elaborados pela extensionista Geisebel Patrício.

 

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Lançamento do livro ‘A cultura da goiabeira-serrana’ foi um sucesso

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Na última quarta-feira, 3 de abril de 2019, a Epagri lançou o primeiro livro sobre ‘A cultura da goiabeira-serrana’, na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ). Participaram do evento aproximadamente 150 pessoas, entre fruticultores, técnicos, estudantes, professores e interessados na cultura.

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O evento de lançamento iniciou às 14h com a palestra ‘Livro a cultura da goiabeira-serrana’ da pesquisadora Marlise Nara Ciotta da Epagri, seguida da professora Karine Louise dos Santos da UFSC que proferiu sobre ‘Um pouco da história da pesquisa em goiabeira-serrana e perspectivas futuras’.

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Após as duas palestras, os participantes se dirigiram ao campo, para degustar in loco os quatro cultivares desenvolvidos pela Epagri: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante. No campo também foram respondidas várias dúvidas dos participantes relacionadas a cultura como: aquisição de mudas, manejo de pragas e doenças, nutrição, condução e questões mercadológicas.

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Por último foi servido um café, preparado pelo IFSC de Urupema e Cetrejo-Epagri com cardápio diversificado de produtos oriundos da goiabeira-serrana, tais como: mousse de goiaba, pão de goiaba com patê de coalhada, chutney de goiaba e maçã com queijo serrano, compota de goiaba, torta Romeu e Julieta com geleia de goiaba, rocambole com mousse de goiaba, doce de corte de goiaba com queijo, sonho com recheio de goiaba, geleias com torrada e pão de milho.

Durante o evento foram vendidos mais de 50 exemplares do livro, demonstrando o grande interesse da sociedade por esta obra, devido a demanda de informações detalhadas sobre a cultura da goiabeira-serrana concentrada em um único material. No evento estavam presentes quatro dos organizados do livro: Marlise Nara Ciota, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto, Leonardo Araujo e Karine Louise dos Santos que extravasaram a alegria pelo reconhecimento do trabalho realizado.

Os organizadores agradeceram a todos que puderam comparecer ao evento, aos apoiadores do café (sistema Faesc/Senar, Sanjo, IFSC, Cetrejo, Antônio Vieira da Rosa, Ana de Fátima Paiano, André da Silva Rissi, Tuiza Padilha de Lima Rissi), a FAPESC, a UFSC e a todos funcionários da Epagri que se disponibilizaram em ajudar na organização do lançamento do livro.

O livro continuará a ser vendido por R$40,00 na Epagri / Estação Experimental de São Joaquim, ou ainda pode ser solicitado pelo email juliano@epagri.sc.gov.br. Portalsjonline

 

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Governador conhece trabalho da Estação Experimental da Epagri em São Joaquim

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O governador Carlos Moisés conheceu na manhã da terça-feira, 2, os trabalhos realizados pela Epagri na Estação Experimental de São Joaquim. A empresa desenvolve pesquisas para melhorar a produtividade e a renda de produtores de maçã, uva, goiaba-serrana, pera e ameixa, além de enologia. O município é conhecido, principalmente, pela qualidade da maçã Fuji que abastece o mercado brasileiro e internacional.

"É extremamente importante acompanhar esse trabalho, para conhecermos melhor o apoio que o Estado oferece aos produtores. Considerando toda a estrutura à disposição do produtor, temos mais de R$ 100 milhões de investimentos. É essa parceria que permite atingirmos o grau de excelência, e o Estado quer ser ainda mais parceiro", destacou Moisés. Ele afirmou que o Governo deve intensificar os trabalhos também para fomentar o turismo na região, com investimentos e pesquisas para agregar valor aos atrativos serranos.

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O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, e a diretora-presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, acompanharam o governador na visita a São Joaquim. Moisés foi recebido pelo prefeito da cidade, Giovani Nunes, secretários municipais e técnicos. Os profissionais da Epagri apresentaram os trabalhos realizados e os resultados já alcançados. "Estamos conseguindo otimizar a produção nas pequenas áreas. Isso é resultado de todo um processo de assistência aos produtores e um grande diferencial do nosso estado", comentou a diretora-presidente da empresa.

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Qualidade internacional

Proprietário de 350 hectares dedicados ao cultivo da maçã, o fruticultor Fumio Hiragami fez questão de receber o governador para apresentar o trabalho que realiza há mais de quatro décadas. "São 45 anos acreditando no potencial desta terra. Sou o japonês com a maior produção de maçã no mundo", afirmou. Foram imigrantes japoneses como Hiragami que trouxeram a variedade Fuji para Santa Catarina. Hoje, a qualidade da fruta produzida em São Joaquim é considerada a melhor do mundo.

De acordo com o prefeito de São Joaquim, a importância do agronegócio para a Serra Catarinense é crescente. "Temos 2.300 produtores cadastrados no IBGE. A maioria deles tem pequenas propriedades de, em média, três a cinco hectares. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna São Joaquim a Capital Nacional da Maçã. Essa excelência é mérito dos produtores", reconheceu o prefeito da cidade, Giovani Nunes, que apresentou os pleitos do município ao governador, quase todos relacionados à infraestrutura.

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Moisés se comprometeu a levar os temas para discussão nos grupos de trabalho montados no Governo do Estado. Para as obras viárias, o governador antecipou que está elaborando um consórcio com os municípios para agilizar os trabalhos, com investimento do Estado. Fonte:www.sc.gov.br/ Por Renan Medeiros/renan@secom.sc.gov.br/Secretaria de Estado de Comunicação – Secom/Fotos: Dóia Cercal/Secom

 

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Estação Experimental da Epagri de São Joaquim lança livro sobre a cultura da goiabeira-serrana

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Na próxima quarta-feira, 3, a Epagri lança o livro A cultura da goiabeira-serrana na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ).

A obra é resultado do trabalho de pesquisadores da EESJ, que de forma pioneira iniciaram na década de 1980 trabalhos de melhoramento genético com a fruta. Nesse período foram desenvolvidas quatro cultivares: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante, com características próprias e adaptadas às condições de clima e relevo da região.

Leonardo Araujo, pesquisador e um dos organizadores da obra, relata que esse primeiro livro da goiabeira-serrana vai subsidiar professores, técnicos, estudantes, fruticultores e outros interessados no assunto, com informações detalhadas da cultura, desde a implantação dos pomares, até manejo fitotécnico e fitossanitário.

Os organizadores do livro foram cinco pesquisadores da Epagri - Marlise Nara Ciota, Cristiano João Arioli, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto,Leonardo Araujo e Mateus da Silveira Pasa – e a professora da UFSC Karine Louise dos Santos.

O evento de lançamento inicia às 14h com palestras técnicas, degustação de frutos a campo e café da tarde com produtos oriundos da goiaba-serrana. O livro será vendido por R$40,00 e, depois do lançamento, ele pode ser solicitado pelo e-mail juliano@epagri.sc.gov.br.

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Características da cultura

A goiabeira-serrana é nativa do Sul do Brasil e de parte do Uruguai, muito difundida na Colômbia e na Nova Zelândia, além de outros países do mundo. “A cada safra, a cultura vem apresentando boas condições de produção, além de apresentar frutos de boa qualidade com características organolépticas como sabor, aroma e açúcares inigualáveis”, explica Araujo.

Segundo a Estação Experimental de São Joaquim, atualmente cerca de 20 agricultores familiares se dedicam à produção da fruta no Planalto Serrano, em uma área aproximada de 12 hectares. A produtividade registrada é de 15 a 20 toneladas/ha. Os produtores recebem de R$4 a R$5 pelo quilo da fruta in natura, enquanto no mercado ela é vendida no valor de R$7 a R$10 o quilo.

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Rica em antioxidantes, a goiaba-serrana é considerada uma superfruta. “Ela é altamente aromática, rica em nutrientes, fonte de compostos fenólicos, vitamina C e do complexo B, além de minerais”, explica o pesquisador. Ele ressalta que a cultura tem um grande potencial de expansão de plantio, pelo fato de ser uma fruta com alto valor nutricional e com apelo mais ecológico. A produção pode tanto ser destinada para comércioin natura como em subprodutos como geleias, sucos, licores, drinks e sorvetes.

Nos últimos anos a goiaba-serrana tem sido muito procurada pelos consumidores. No Planalto Serrano, a fruta é encontrada em supermercados ou diretamente com os produtores. Apesar de ainda ser pouco conhecida no Brasil, há um vasto campo para desenvolvimento da cultura e um bom nicho no mercado brasileiro.

 

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Furtos da Goiaba Serrana prejudicam pesquisa na estação experimental de São Joaquim

O fato vem se tornando um problema para os pesquisadores e agrônomos da instituição em virtude destes pés de goiaba não se tratarem de um simples fruto, mas sim de toda uma base de pesquisa genética que busca a melhor qualidade possível para os fruticultores da nossa região.

 

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A Polícia Militar de São Joaquim vai intensificar as rondas na cidade e na Epagri para tentar localizar os responsáveis por furtar frutas dos pomares da Estação Experimental. O principal alvo, a Goiaba Serrana.

 Só neste ano já foram levados dos pomares da Epagri de São Joaquim, pelo menos, cinco toneladas da fruta, isso representa um terço da produção. São frutas que estão passando por melhoramento genético para resistir a doenças e aumentar a produção no campo, um trabalho fundamental para os produtores da Serra.

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Segundo o gerente de pesquisa, Cristiano Arioli, todo o trabalho de 30 anos está sendo prejudicado. Ele conta que essa prática está cada vez mais comum, e a suspeita é que as frutas furtadas estejam sendo comercializadas. Como as áreas da Epagri são muito grandes, fica difícil para um segurança monitorar tudo.

“São frutas que estão em experimento, em fase de pesquisa para o melhoramento da produção da goiaba, nem estão boas para comercialização. E toda a informação está sendo levada. Um prejuízo incalculável”, explica o gerente.

A goiaba Serrana está passando por uma série de pesquisas, por ser uma fruta que possui propriedades anti-inflamatórias, antidepressivas e antioxidantes, os pesquisadores estão de olho nessas qualidades. Está na lista, inclusive, do Ministério do Meio Ambiente, como um alimento do futuro. Fonte: Eduarda Demeneck/Porta nsctotal/Foto: Vani Boza / Agência RBS

 

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Colheita de maçã atrai 5.000 trabalhadores a São Joaquim

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Doces, suculentas e crocantes. Assim são as maçãs produzidas em São Joaquim (SC). Neste ano, a colheita, feita manualmente, deve atrair 5.000 trabalhadores de diversas partes do país para a cidade de 26.763 habitantes, a 156 km de Florianópolis.

Tirar as frutas das macieiras é trabalhoso. Os empregados usam escadas para alcançar o topo das macieiras, que podem chegar a quatro metros de altura.

A safra da serra catarinense deve variar de 350 mil a 400 mil toneladas, o que equivale a um terço da produção brasileira, segundo Rogerio Pereira, presidente da Associação de Maçã e Pera de Santa Catarina (Amap).

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A colheita ocorre de fevereiro a maio, mas as maçãs duram muito mais. É provável que as frutas colhidas agora sejam as consumidas na ceia do Réveillon de 2020. Isso porque elas são armazenadas em câmaras refrigeradas com uso de tecnologia específica.

“Praticamente retiramos o oxigênio e deixamos a maçã lá. Ela está viva, tem umidade, mas respira o mínimo possível”, diz Marcelo Cruz de Liz, gerente da Estação Experimental da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural).

Segundo Liz, o que torna a maçã da região tão saborosa são as horas de exposição ao frio, clima exclusivo de áreas com altitude como a de São Joaquim, acima de 1.100 m, onde não é raro nevar no inverno.

Produzida em vários países, a maçã é originária das áreas gélidas do Cazaquistão e da China, de acordo com ele. Por isso, no Brasil, ela se adapta melhor à serra de Santa Catarina, mais fria.

A excelência da maçã é alcançada com 700 a 900 horas com temperatura abaixo de 7,2ºC, que “quebram a dormência” da gema da fruta e resultam em uma florada adequada. Uma safra é influenciada não pelo inverno passado, mas pelo retrasado. Por isso, a expectativa para a próxima safra é melhor do que a atual.

São Joaquim e as sete pequenas cidades de sua região têm 2.400 fruticultores que cultivam 12 mil hectares de pomares das variedades gala e fuji –elas respondem por 40% e 60% do total, respectivamente. É importante plantar as duas variedades porque elas têm polinização cruzada.

Como o pólen não chega sozinho às flores, cada hectare tem de quatro a seis colmeias –cada uma pode ter 60 mil abelhas. Normalmente, fruticultores alugam colmeias para que os pomares sejam ainda mais produtivos.

Para evitar perdas financeiras por problemas climáticos, como granizo, a Epagri auxilia os produtores com tecnologias como acesso a telas, que protegem os pomares.

“Em uma safra passada, caiu granizo dez dias antes de colher. Sem as telas, a perda teria sido acima de 80% do pomar”, diz Carlos Alberto Demeciano, 39, que há 18 anos trabalha com maçãs.

Outra tecnologia disponibilizada pela Epagri é o Agroconnect. Um sistema online gratuito pelo qual os produtores são avisados em tempo real sobre doenças da macieira.

“O sistema nos auxilia a tomar decisões para controle fitossanitário e diminui nossos custos de produção”, afirma. Fonte: Folha de São Paulo/Foto: Wagner Urbano

 

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Sucesso da cebola Valessul, desenvolvida pela Epagri fez surgir um problema – a biopirataria

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Produtores de cebola e pesquisadores da Epagri estão comemorando os bons resultados da primeira safra comercial do cultivar Valessul. Lançado em 2017, ele reúne as melhores características de outras variedades lançadas pela Estação Experimental de Ituporanga.


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O agricultor Valdir Klaumann, de Ituporanga colheu mais de 250 toneladas de cebola que cultivou em 7 hectares. Uma produtividade que variou de 35 a 40 toneladas por hectare. “É uma variedade muito boa desenvolvida pela Epagri, gostei muito porque tem boa casca, é resistente ao míldio, coloração impecável. Tenho hoje uma safra excelente e ainda consigo colher 15 dias antes de outras variedades”, explica S. Valdir. Ele decidiu apostar sem medo na Valessul, já que ocupou praticamente toda a área produtiva com a nova semente. Cuidou bem da terra, caprichou no manejo e confiou no que diziam os técnicos da Epagri.

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Para desenvolver a cebola Valessul, os pesquisadores ouviram quem produz e buscaram atender necessidades específicas dos agricultores. De acordo com o pesquisador da Epagri, Daniel Pedrosa Alves, tanto empresas quanto os consumidores e os próprios agricultores preferem cebola com casca mais avermelhada, com bulbos de maior qualidade. “Até então, a cebola que reunia essas características era a Crioula, mas com a colheita em dezembro. Essa época traz juntos os problemas climáticos, como excesso de chuva e calor. A Valessul então consegue unir as melhores características e ainda com ciclo curto, podendo ser colhida em novembro”, conta Pedrosa.

Com o sucesso da Valessul, surge um problema. A biopirataria. Empresas não autorizadas que comercializam sementes de baixa qualidade, como sendo, as originais da Epagri. No caso da Valessul, apenas uma empresa foi credenciada para a multiplicação do material, conforme explica Gerson Henrique Wamser, pesquisador da Epagri. “A Agritu Sementes é a empresa certificada, com exclusividade, para comercializar a Valessul. A escolha seguiu critérios como o maior valor de royalties e melhor plano de produção das sementes que atendesse as necessidades da Epagri e dos agricultores”, detalha Gerson.

Líder na produção nacional de cebola, Santa Catarina deve, em pouco tempo, ter a Valessul dominando as lavouras do Estado, depois de uma primeira safra que superou as expectativas.

Quer conferir a matéria completa em vídeo? Acesse e veja essa e outras reportagens produzidas pela Epagri no: https://www.youtube.com/user/epagritv.

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Epagri apresentou variedades de uvas resistentes em dia de campo

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A Estação Experimental da EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina em Videira recebeu cerca de 50 pessoas, entre viticultores e técnicos, para um dia de campo sobre variedades de uvas viníferas resistentes a doenças (PIWI).

O evento foi no dia 23 de janeiro e mostrou as plantas com frutas maduras, além de oferecer para degustação três vinhos brancos no vinhedo para que o público pudesse conhecer o potencial produtivo, a resistência a doenças e a qualidade enológica das uvas.

Segundo o pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, o grande diferencial desse grupo de variedades é que elas produzem uvas com alta qualidade enológica e com alta resistência a doenças, especialmente o míldio da videira. O termo PIWI vem do alemão e significa variedades resistentes a doenças. O plantio dessas variedades ocorre em todo mundo e estará disponível ao viticultor brasileiro em breve.

O trabalho é conduzido pela Epagri e pela UFSC em parceria com dois institutos de pesquisa europeus:  um da Itália (Fondazione Edmund Mach) e outro da Alemanha (Julius Kuhn Institut). O estudo está sendo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de SC (Fapesc), sendo parte do recurso oriundo do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura de Santa Catarina (Fundovitis).

“Esse estudo é pioneiro no Brasil e pretende disponibilizar aos viticultores catarinenses variedades produtivas e com resistência a doenças, para com isso reduzir o custo de produção e viabilizar a produção de uvas viníferas no estado. Além de reduzir de forma significativa o uso de agrotóxicos e com isso melhorar as condições da saúde dos viticultores, consumidores e ambiente”, explica o pesquisador André. Ele relata que existem três variedades brancas e duas tintas com grande potencial para plantio nos próximos anos. “E o trabalho não para. Pretendemos testar mais variedades que ainda não entraram em produção”.

Os pesquisadores italianos Marco Stefanini e Duilio Porro estavam presentes e puderam dar sua contribuição explicando porque a comunidade europeia está plantando essas variedades e quais os resultados delas em outros locais do mundo. Além de participarem do dia de campo, esses pesquisadores visitaram outras quatro unidades experimentais do projeto, localizadas nos municípios de Água Doce, Curitibanos, São Joaquim e Urussanga. Já é a terceira safra colhida com sucesso dessas variedades que em breve estarão disponíveis aos viticultores.Fonte: Diário Rio do Peixe

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