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Cerveja de arroz faz sucesso com cultivar da Epagri

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Cultivar de arroz lançado pela Epagri é usado na produção de cerveja artesanal em Itajaí, litoral do Estado. Aprovada em inúmeras degustações técnicas, a cerveja de arroz ganha um sabor leve e suave, já que o malte é substituído 100% pelo cereal desenvolvido pela Epagri.

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Santa Catarina é o 2º maior produtor nacional de arroz. São mais de 146 mil hectares plantados que rendem mais de 1 milhão de toneladas ao ano. Com a produção já consolidada, a Epagri quer agora estimular usos alternativos para o cereal. Reconhecida nacionalmente pelas pesquisas e lançamentos de cultivares, a Estação Experimental da Epagri de Itajaí mostra que este alimento pode ser muito mais versátil do que se imagina.

“Além do consumo convencional, o arroz pode ser processado e utilizado na produção de macarrão, pão, óleo e bebidas de alta qualidade. O objetivo é criar novas opções de cultivo aos agricultores familiares em função do mercado da alta gastronomia bastante promissor”, explica Alexander de Andrade, pesquisador da Epagri e Coordenador do Projeto Arroz.

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A Epagri atuou com o suporte técnico para encontrar o melhor arroz para essa finalidade, analisando as principais caraterísticas do grão, como genética, estrutura, cor, sabor e aroma. A variedade SCS122 Miura foi a escolhida.

Luciano Teixeira é um dos sócios da Cervejaria Faroeste. Ele conta que a ideia é aproveitar a proximidade com o litoral e com os turistas e ganhar espaço entre os apreciadores de cervejas especiais. “Nosso produto é feito com ingredientes frescos, orgânicos, uma bebida não pasteurizada e concebida de forma artesanal, de curta validade. Isso tudo agrega valor, mas também exige mais conhecimento técnico e cuidados na linha de produção”, explica Luciano.

Vitor Antoniazzi é o mestre cervejeiro e gerente de produção. Segundo ele, hoje as pessoas buscam mais qualidade do que quantidade. “Nossa cerveja não tem glúten nem conservantes, por exemplo. Buscamos um público preocupado com a reeducação alimentar e hábitos de consumo mais saudáveis”, conta Vitor.

Confira reportagem completa em vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=e2GkRTUEBik

 

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Dia de Campo mostra o desempenho das variedades de aipim da Epagri

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Eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o alimento do século 21, a mandioca de mesa, também chamada de aipim, já foi apelidada de “rainha do Brasil”.

É considerada uma das culturas mais antigas do nosso território, pois era cultivada e consumida pelos povos indígenas, e ganhou a aceitação e os paladares dos europeus que vieram habitar o Brasil pela facilidade de cultivo, rusticidade, capacidade de regeneração e de adaptação ecológica.

A Epagri, pensando em valorizar a cultura e fomentar a troca de experiências entre produtores, realizou no dia 12 de junho o 5º Dia de Campo sobre a cultura do aipim, no município de Agronômica, com participação de produtores de municípios vizinhos.

O evento foi realizado na propriedade de Raulino e Sandra Batels, família que trocou a cultura do fumo pela do aipim há nove anos. Hoje, eles plantam por ano cerca de 28 mil pés de aipim e comercializam descascado, embalado e congelado.

O dia de campo contou com uma visita à unidade com plantio das variedades desenvolvidas pela pesquisa da Epagri: SCS260 Uirapuru, SCS261 Ajubá, SCS262 Sempre Pronto e SCS263 Guapo, e a um experimento com testes de adubações.

Os pesquisadores da Estação Experimental de Urussanga e colaboradores do evento, Eduardo da Costa Nunes e Mauro Ferreira Bonfim Junior, além de trabalharem no evento a parte técnica de manejo e fitopatologia da cultura, realizaram a demonstração de um arrancador de aipim.

Os experimentos na propriedade demonstraram que as variedades têm boa produtividade, com destaque para a Uirapuru, que registrou 36,5 t/ha, e a Guapo, com 34,9 t/ha. No teste de cozimento o destaque foi a variedade Sempre Pronto (17 minutos).

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Os agricultores também trouxeram pratos à base de aipim para serem degustados. Cada família apresentou a preparação e contou um pouco sobre a receita e sua história com a cultura do aipim.  “Nessa gostosa roda de conversa, muito da história do cultivo nos municípios foi resgatada. Essa história, juntamente com as receitas, muitas delas de criação dos próprios participantes, farão parte de um livro”, diz a extensionista rural de Rio do Sul, Juliane Garcia Knapik Justen.

Neste quinto encontro, os produtores também decidiram continuar as trocas de experiências e conversaram sobre como será o encontro para o próximo ano. Eles querem conhecer o desenvolvimento da cultura em sistema plantio direto e tirar dúvidas em relação à legislação nas agroindústrias.

 

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Exótica, rentável e cheia de charme

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Fruta originária das Américas, a pitaia é nova oportunidade de negócio para os agricultores familiares catarinenses, que registram alta lucratividade com a cultura

No pé ou na gôndola do mercado, ela não passa despercebida. A pitaia – palavra de origem indígena que significa fruta de escama – chama atenção dos brasileiros não apenas pelo visual: rica em antioxidantes, está na lista de preferência dos consumidores de alimentos funcionais, aqueles que oferecem benefícios à saúde. Atentos a essa demanda, produtores rurais catarinenses estão investindo no cultivo e se surpreendendo com o rendimento que a cultura vem gerando.

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A pitaia é um cacto perene com polpa delicadarica em vitamina C (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Segundo o coordenador de fruticultura da Epagri no sul do Estado, engenheiro-agrônomo Reginaldo Ghellere, o produtor consegue vender o quilo por até R$8. Levando em conta os gastos com a produção, o rendimento é significante, como relata Sérgio Cibien, do município de Turvo, no Sul de Santa Catarina. De cada mil reais obtidos com a venda da fruta, R$700 ficam com a família. Há sete anos ele cultiva pitaia com a esposa Sônia e com o filho Ronaldo. “Com as vendas da primeira safra já paguei todo o investimento inicial”, diz.

O cultivo comercial da pitaia em Santa Catarina começou em 2010 e o Estado já é o segundo maior produtor brasileiro, perdendo apenas para São Paulo. Segundo dados do IBGE, em 2017 o Estado produziu 328,4 toneladas, 270 delas somente em municípios do Sul Catarinense, onde Turvo lidera a produção. Naquele ano havia 120 propriedades rurais em Santa Catarina produzindo a fruta – 80 somente no Sul do Estado. Os números são expressivos, embora fruta ainda seja desconhecida por muita gente.

Ghellere destaca que a Epagri atua na organização dos produtores de pitaia desde que eles se interessaram pela cultura, seja para troca de experiências, capacitação, orientação técnica ou para melhorar a comercialização. “A Copervalesul, cooperativa com sede em Turvo, por exemplo, tem a pitaia como um dos produtos principais e sempre conseguiu novos mercados para a fruta, produzida por 24 associados. A cooperativa, por incentivo da Epagri, recebeu recursos para aquisição de câmaras frias e com isso consegue fazer todo o processo de pós-colheita: seleção e padronização das frutas, armazenamento e comercialização”, relata Reginaldo.

A nutricionista Cristina Ramos, extensionista da Epagri de Florianópolis, acredita que a procura pela pitaia se deve muito por conta das diferentes substâncias com atividade antioxidante que a fruta possui: vitamina C na polpa, betalaína na casca e polifenóis na antecasca. “Substâncias antioxidantes são usadas na prevenção e no tratamento de algumas doenças, como câncer, doenças cardiovasculares e Alzheimer”, explica a extensionista.

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As frutas com casca vermelha e polpa branca ou vermelha são as mais produzidas no País (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Características

A Colômbia e o México são os principais produtores mundiais, mas países asiáticos como Indonésia e Vietnã também possuem grandes produções de pitaia. A planta é um cacto e a fruta tem a polpa delicada, leve e refrescante, lembrando um pouco o kiwi.  Sua produção vai de dezembro a abril.

Segundo o pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Itajaí, engenheiro-agrônomo e biólogo Alessandro Borini Lone, as espécies mais comuns são as Hylocereus undatus (frutos com casca vermelha e polpa branca), Hylocereus polyrhizus (frutos com casca e polpa vermelhas) e Hylocereus megalanthus (frutos com casca amarela e polpa branca). No Brasil há uma espécie nativa, a Selenicereus setaceus (pitaia do cerrado), que se diferencia por ser bem menor, de 40 a 70g, enquanto as espécies do gênero Hylocereus podem ultrapassar um quilo.

A pitaia é uma planta perene. A maioria das espécies é originária de florestas úmidas, adaptando-se bem a ambientes quentes e úmidos. “A única precaução quanto a fatores climáticos é a incidência de geada, que pode matar a planta. Por conta disso, no Rio Grande do Sul existem produtores que cultivam a pitaia amarela em estufa”, conta Alessandro.

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As flores duram apenas uma noite: abrem por volta das 22h e fecham em torno das 9h do dia seguinte (Foto: Lidiane Camargo/Epagri)

Por ser uma planta rústica, a pitaia demanda poucos tratos culturais e se dá muito bem em sistema orgânico. Esse é um dos motivos que têm levado os produtores catarinenses a trocar outras culturas pela fruta, como aconteceu com a agricultora Teresinha Picolo, 63 anos, de Criciúma, que plantava maracujá. “O maracujá tinha um excelente mercado, mas precisava de muito veneno pra produzir”, diz ela, que cultiva mil pés de pitaia em sociedade com a irmã Maria, 61, há sete anos.

Os principais problemas que o cultivo da pitaia enfrenta são os ataques da formiga cortadeira – que ataca flor, fruto e broto – e da abelha nativa, que consome o pólen e não poliniza. Uma das soluções indicadas por Alessandro é usar repelente natural.

Ao demandar poucos tratos culturais, o cultivo da pitaia é considerado leve pelos agricultores familiares. As irmãs de Criciúma confirmam. “Trabalhamos com a cultura de segunda a quinta-feira. O serviço é leve e tranquilo. Corrido mesmo é só na colheita, pois tem dia certo para que a fruta esteja no ponto”. Corrido ou não, elas não deixam de tratar a pitaia com delicadeza: assim que colhidas, as frutas são acomodadas em um carrinho de mão com todo o cuidado para não bater.

Cultivo

De acordo com Alessandro, o primeiro passo para quem deseja produzir pitaia é fazer a análise do solo. Com o resultado em mãos, avalia-se a necessidade de calagem, pois o pH deve ser próximo de 6. O plantio é realizado na primavera ou no verão e deve ser feito junto a um palanque onde a planta possa se fixar, já que é uma trepadeira. A recomendação do pesquisador é que seja de concreto. “Tem muito produtor que usa palanque de madeira, mas a durabilidade é pequena e a substituição é muito trabalhosa, pois a copa chega a pesar 300kg depois de formada”.

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O cultivo da pitaia é considerado leve pelas irmãs Teresinha e Maria (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Ele também orienta deixar o palanque entre 1,5m e 1,8m para fora do solo, para facilitar a colheita, e uns 50cm aterrado. “No entorno desse palanque o solo deve ficar mais alto para que a base da planta fique mais elevada, de forma a não acumular água em volta. O encharcamento pode causar podridão na base da pitaia”, alerta o pesquisador.

O plantio pode ser feito por semente ou por muda, com estacas de 20 a 50cm. Alessandro explica que comercialmente o segundo método é o mais comum, pois o tempo para produção varia de dois a quatro anos, a metade do que levaria se o plantio fosse pela semente.

Ele recomenda a produção das mudas através da utilização de estacas em embalagens contendo substrato comercial para a produção de mudas ou terra adubada. As mudas devem ser mantidas em viveiro ou casa de vegetação de 60 a 90 dias e só depois plantadas no campo. “Alguns produtores utilizam o plantio das estacas direto no campo, mas pode ocorrer alguma mortalidade por condições climáticas ou ataque de pragas”, explica o pesquisador.

O espaçamento recomendado para o plantio das mudas é de três metros entre linhas e de dois a três metros entre palanques na fila, e no máximo quatro estacas por palanque. Na parte de cima do palanque a orientação é ter uma estrutura para suportar o peso da copa, que pode ser feita de arame, vergalhão ou pneu de moto.

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Lindomar está tão animado com o negócio que em 2018 plantou mais 500 mudas (Foto: Aires Mariga/Epagri)

O pesquisador lembra que, ao se optar por uma planta de cobertura, não se pode preparar o solo, pois a pitaia tem raízes superficiais. As irmãs Teresinha e Maria têm usado a aveia e o azevém. A extensionista de Criciúma que presta assistência às agricultoras, engenheira-agrônoma Lidiane Camargo, orienta o uso da cobertura vegetal para aumentar a fertilidade do solo, evitar erosão e promover a saúde da lavoura. “Todos esses benefícios vão resultar em plantas mais produtivas”, diz.

Alessandro comenta que ainda não existe recomendação para a adubação da pitaia em condições brasileiras. “O que a gente indica é a aplicação de cama de aves, entre 20 a 40kg por palanque ao ano, dividida em duas a três vezes no ano”, diz. Outra orientação é fazer a poda dos ramos (chamados de cladódios) que ficam por baixo, pois ficam sombreados e são improdutivos. A sugestão é deixar de 50 a 55 cladódios em cada palanque.

Atualmente Lindomar comercializa a produção por meio da Copervalesul a um preço de até R$8 o quilo. O investimento inicial foi de R$30 mil com a estrutura e com as mudas. Na segunda safra já pagou todo o investimento. Ele trabalha com a esposa Rosana e o filho Luan, que também cultiva milho e maracujá.

Já o produtor Sérgio Cibien usa cerca de 7 mil m² para cultivo de 2,5 mil pés de pitaia. O investimento inicial foi de R$35 mil. Ele calcula uma produtividade anual de 25 toneladas por hectare e diz que não aumenta a produção porque quer manter a atividade somente com a família, sem contratar funcionários.

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Sérgio e Sônia produzem vinho de pitaia, que a cada ano vem sendo melhorado (Foto: Aires Mariga/Epagri)

Ghellere ressalta que as plantas de pitaia estabilizam sua produção a partir do terceiro ano após o plantio e que muitas áreas na região têm menos de três anos. “Portanto, os preços pagos aos produtores devem reduzir com o aumento da oferta da fruta”, diz. Antes de iniciar a atividade, ele orienta o agricultor a planejar muito bem qual será o mercado que pretende alcançar para diminuir os riscos de se frustrar no futuro.

O pesquisador Alessandro acredita que o mercado da pitaia pode melhorar a partir da oferta de materiais genéticos melhorados. “Temos muitas variedades com baixos teores de açúcares, o que não agrada muito o paladar do brasileiro. Pesquisas em melhoramento podem beneficiar muito os agricultores familiares, que vão poder oferecer frutos mais doces”, diz. Ele lembra que Israel é o centro de pesquisa sobre a pitaia e que no Brasil a Embrapa também vem trabalhando no desenvolvimento de novas variedades.

Se para o consumo in natura a preferência do consumidor é de frutas mais doces, para a indústria isso parece não ter importância. A polpa da pitaia tem se mostrado muito versátil, principalmente a vermelha: vem sendo usada em corante de alimento e transformada em cosmético, sorvete, bebidas destiladas e fermentadas, refrigerante, geleias e iogurte.

O agricultor Sérgio já está de olho nesse mercado. “Penso que a cooperativa pode estimular os agricultores familiares a investir no processamento da fruta, buscando parcerias com instituições como a Epagri para capacitação e abertura de agroindústrias, pois a fruta já mostrou que tem muito potencial para industrialização”, afirma. Ele já se adiantou e construiu uma cantina para produção de vinho de pitaia, que a cada ano vem sendo melhorado. A Epagri permanece ao lado do produtor e com ele espera brindar os resultados do produto inovador. Fonte: Revista Agropecuária Catarinense (Publicado em Vol. 32, nº2, mai./ago. 2019) Reportagem: Isabela Schwengber isabelas@epagri.sc.gov.br / Fotos: Aires Mariga/Epagri

 

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Armadilhas para insetos: fácil de fazer e de baixo custo, mostra pesquisadora da Epagri de Caçador

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Armadilhas feitas com garrafas PET pintadas de amarelo ou azul são mais uma opção que agricultores da região de Caçador, têm para o combate a insetos nas lavouras.

O projeto, objetivava uma solução barata e de fácil acesso aos agricultores familiares. Os objetos foram feitos no Laboratório de Entomologia, na Estação Experimental da Epagri de Caçador. A responsável pelo projeto é a pesquisadora e engenheira agrônoma Janaína Pereira dos Santos, que começou a fazer estudos sobre as armadilhas há oito anos.

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"Em 2016, quando eu vi que poderia ter algum potencial, fiz um experimento a campo para validar a pesquisa", contou a pesquisadora. São cinco pessoas na equipe. 

Elas ganharam o Prêmio Expressão de Ecologia, categoria Reciclagem. Os vencedores foram anunciados em 2 de maio e haverá uma cerimônia em setembro em Florianópolis para a entrega dos troféus. 

As armadilhas utilizadas no projeto são feitas com garrafas PET de 500 ml. Por dentro, elas são pintadas de amarelo, para atrair moscas, pulgões e besouros, ou azul, para insetos conhecidos como tripes, que se alimentam da seiva das plantas. 

Por fora, a garrafa é coberta por uma cola. Dessa forma, os animais ficam grudados. As armadilhas são feitas de forma artesanal e a confecção delas é explicada em vídeo pela pesquisadora. 

"Tem já armadilhas comerciais, que são plaquinhas adesivas. Pensamos, o que poderia substituir as comerciais porque são muito caras ? disse ela. Após testar outros materiais, como papel-cartão, a equipe chegou na garrafa PET. 

"Tem maior durabilidade no campo do que o papel, dura bastante. Você pode reutilizar o material [garrafas] e consegue encontrar facilmente", afirmou a pesquisadora. 

O objetivo da equipe também é a reutilização de garrafas PET e a diminuição do uso de agrotóxicos nas lavouras. 

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No começo, a equipe fez uma parceria com um restaurante da região para conseguir as garrafas. Depois que moradores ouviram falar do projeto, também fizeram doações. 

Sobre a pintura, a pesquisadora explica que "os insetos enxergam determinadas cores nos comprimentos de ondas nos olhos deles. Algumas são mais atrativas para eles, como amarelo e azul. Azul para pragas de várias culturas e amarelo para a maioria dos outros insetos, que confundem [a cor] com flores". 

Em relação às garrafas, foram testados outros tamanhos também, como de 220 ml e dois litros. Porém, as de 500 ml são mais fáceis de fazer do que as maiores e as menores têm pouca área de contato e precisariam ser substituídas mais rapidamente. 

A cola usada por fora das garrafas é feita com uma mistura de óleo de soja e breu, material encontrado em casas agropecuárias. O objetivo da equipe é que as armadilhas sejam mais baratas do que as comerciais. Segundo a pesquisadora, o preço delas costuma ser 5,8 vezes menor. 

Além disso, as armadilhas comerciais podem ser compradas apenas pela internet e nem todos os agricultores têm acesso à rede. 

Depois de prontas, as garrafas podem ser colocadas em qualquer ambiente nas lavouras, geralmente presa pela tampa por um arame e pendurada. As amarelas também podem ficar dentro de casa, contra as moscas. Elas duram entre cinco e sete dias, dependendo da quantidade de insetos capturada. 
Fonte: com informações do G1 Santa Catarina/ Foto: Janaína Pereira dos Santos/Arquivo pessoal

Acesse o link para ver passo a passo https://www.youtube.com/watch?v=my_9UzPPTUg

 

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Epagri de Lages é referência em homeopatia na agricultura e na pecuária no Brasil

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Há mais de dez anos desenvolvendo ações de pesquisa e extensão com o uso da homeopatia na agropecuária catarinense, técnicos da Epagri fazem parte do grupo que está constituindo a Associação Brasileira de Homeopatia na Agricultura, Pecuária e Ambiente.

O pesquisador da Estação Experimental de Lages (EEL), Pedro Boff, e o extensionista de Criciúma, Marcelo Pedroso, representam a Empresa na entidade que tem a missão de congregar pesquisadores, professores, agricultores, estudantes e demais interessados de promover, apoiar e abrir o debate sobre a ciência da homeopatia aplicada aos sistemas produtivos de alimentos, fibras e bioenergia no Brasil.

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“Por se tratar de uma terapêutica não residual aos alimentos e ao ambiente, é de amplo aceite na sociedade que clama por alimentos sadios e saudáveis”, afirma Boff, que está na coordenação técnica do próximo Congresso Nacional de Homeopatia nas Ciências Agrárias e do Ambiente, previsto para 30 de outubro a 1º novembro de 2020, em Ribeirão Preto (SP).

No último evento nacional, Boff abordou em mesa-redonda o estado de arte da homeopatia e sua implementação na agropecuária catarinense. Ele participou do evento com representantes de universidades catarinenses, que juntos apresentaram 24 trabalhos técnico-científicos em assuntos relacionados ao uso de altas diluições dinamizadas em plantas.

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A homeopatia surgiu nos trabalhos da Epagri no início dos anos 2000 como proposta inovadora em apoio ao cumprimento de sua missão: conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural, em benefício da sociedade. Segundo estudos desenvolvidos pela Empresa, o tratamento homeopático promove uma agricultura limpa, com bons índices de produtividade e baixo custo.

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A Estação Experimental de Lages conta, desde 2011, com o Laboratório de Homeopatia e Saúde Vegetal que dá apoio às atividades de pesquisa e extensão em Santa Catarina. A pesquisa com uso de homeopatia no tratamento de plantas e animais vem sendo desenvolvida na Estação Experimental de Lages, e com plantas na Estação Experimental de Ituporanga. Além disso, vários municípios de diferentes regiões trabalham com serviço de extensão na implementação da homeopatia nas propriedades rurais e com capacitação para formar multiplicadores da terapêutica. Fonte: lagesnarede.com.br

 

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Jovem rural de Jaraguá do Sul mostra o uso do biofertilizante em cultivo de palmáceas

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O jovem empreendedor de Jaraguá do Sul, Jonas Matias, mostrou a 72 agricultores da região como usar o biofertilizante em cultivo de palmáceas. A tecnologia foi repassada em um dia de campo realizado no dia 27 de março, na propriedade de sua família, localizada na comunidade do Rio Cerro, que é Unidade de Referência Técnica.

O agricultor, ao frequentar o curso de jovens na Epagri, fez o projeto para a implantação de unidade de produção de biofertilizante, que está em operação na sua propriedade e é usado como condicionador do solo e acelerador da microvida. Para isso ele investiu R$ 15 mil, dos quais R$ 10 mil vieram do Programa SC Rural. O biofertilizante é feito de matéria orgânica de origem animal ou vegetal em meio liquido (o principal é cama de aviário), enriquecido com nutrientes e micro-organismos. A capacidade de produção é de duas toneladas a cada 60 dias.

Essa tecnologia foi desenvolvida pela Estação Experimental de Itajaí. No dia de campo o pesquisador Alexandre Visconti falou sobre a importância do biofertilizante, bem como a preparação dentro de parâmetros técnicos. George Livramento, coordenador de Ater das regiões de Itajaí, Blumenau e Joinville (UGT 6), considera o uso do biofertilizante como uma tecnologia inovadora, pois pode ser utilizada em outras culturas como banana e hortaliças, entre outras.

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Epagri de Itajaí promove tarde de campo sobre controle biológico em diversas culturas

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Produtores de diferentes regiões catarinenses se reuniram em Itajaí, no dia 19 de março, para conhecer os trabalhos conduzidos no município em 2018 que oferecem alternativas de diminuição do uso de agroquímicos nas culturas de aipim, cana-de-açúcar e hortaliças diversas.

A tarde de campo foi realizada na propriedade de Osmar Marqui, comunidade de São Roque, com 50 pessoas. O evento foi promovido pela equipe local e por pesquisadores das Estações Experimentais de Itajaí e de Urussanga.

Antônio Henrique dos Santos, extensionista de Itajaí, apresentou várias alternativas testadas que obtiveram bons resultados como: o policultivo de aipim com melancia, feijão e milho verde; o controle de pulgões em brássicas através de áreas-refúgio deixadas com capim, onde as predadoras de pulgões – as joaninhas, estavam presentes; a aplicação de baculovirus para controle do mandarová do aipim; a utilização de trichogramas contra a broca da cana-de-açúcar, e a aplicação de trichoderma para o controle do fusarium do aipim.

A pesquisadora Erica Frazon Pereira apresentou vários trabalhos de monitoramento da mosca do broto do aipim, que são realizados há três anos em Itajaí e outros municípios do Estado, confirmando os bons resultados do policultivo. O pesquisador Alexandre Visconti apresentou a opção de uso de caldas, biofertilizantes e produtos biológicos para controle de doenças.

O pesquisador Ildebrando Nora mostrou as diferentes fases do mandarová do aipim, assim como os principais inimigos naturais importantes para equilibrar o ambiente. Ele ressaltou, ainda, os efeitos da aplicação de inseticidas indiscriminadamente sobre esses bons insetos. A agrônoma Dione Benevenutti de Joinville colaborou com a presença de 16 agricultores do referido município.

“Esses trabalhos terão continuidade nos anos seguintes e mostram-se promissores”, afirma o extensionista Antônio Henrique. Ao final, os participantes degustaram pratos confeccionados com alimentos produzidos em Itajaí, elaborados pela extensionista Geisebel Patrício.

 

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Lançamento do livro ‘A cultura da goiabeira-serrana’ foi um sucesso

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Na última quarta-feira, 3 de abril de 2019, a Epagri lançou o primeiro livro sobre ‘A cultura da goiabeira-serrana’, na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ). Participaram do evento aproximadamente 150 pessoas, entre fruticultores, técnicos, estudantes, professores e interessados na cultura.

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O evento de lançamento iniciou às 14h com a palestra ‘Livro a cultura da goiabeira-serrana’ da pesquisadora Marlise Nara Ciotta da Epagri, seguida da professora Karine Louise dos Santos da UFSC que proferiu sobre ‘Um pouco da história da pesquisa em goiabeira-serrana e perspectivas futuras’.

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Após as duas palestras, os participantes se dirigiram ao campo, para degustar in loco os quatro cultivares desenvolvidos pela Epagri: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante. No campo também foram respondidas várias dúvidas dos participantes relacionadas a cultura como: aquisição de mudas, manejo de pragas e doenças, nutrição, condução e questões mercadológicas.

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Por último foi servido um café, preparado pelo IFSC de Urupema e Cetrejo-Epagri com cardápio diversificado de produtos oriundos da goiabeira-serrana, tais como: mousse de goiaba, pão de goiaba com patê de coalhada, chutney de goiaba e maçã com queijo serrano, compota de goiaba, torta Romeu e Julieta com geleia de goiaba, rocambole com mousse de goiaba, doce de corte de goiaba com queijo, sonho com recheio de goiaba, geleias com torrada e pão de milho.

Durante o evento foram vendidos mais de 50 exemplares do livro, demonstrando o grande interesse da sociedade por esta obra, devido a demanda de informações detalhadas sobre a cultura da goiabeira-serrana concentrada em um único material. No evento estavam presentes quatro dos organizados do livro: Marlise Nara Ciota, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto, Leonardo Araujo e Karine Louise dos Santos que extravasaram a alegria pelo reconhecimento do trabalho realizado.

Os organizadores agradeceram a todos que puderam comparecer ao evento, aos apoiadores do café (sistema Faesc/Senar, Sanjo, IFSC, Cetrejo, Antônio Vieira da Rosa, Ana de Fátima Paiano, André da Silva Rissi, Tuiza Padilha de Lima Rissi), a FAPESC, a UFSC e a todos funcionários da Epagri que se disponibilizaram em ajudar na organização do lançamento do livro.

O livro continuará a ser vendido por R$40,00 na Epagri / Estação Experimental de São Joaquim, ou ainda pode ser solicitado pelo email juliano@epagri.sc.gov.br. Portalsjonline

 

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Governador conhece trabalho da Estação Experimental da Epagri em São Joaquim

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O governador Carlos Moisés conheceu na manhã da terça-feira, 2, os trabalhos realizados pela Epagri na Estação Experimental de São Joaquim. A empresa desenvolve pesquisas para melhorar a produtividade e a renda de produtores de maçã, uva, goiaba-serrana, pera e ameixa, além de enologia. O município é conhecido, principalmente, pela qualidade da maçã Fuji que abastece o mercado brasileiro e internacional.

"É extremamente importante acompanhar esse trabalho, para conhecermos melhor o apoio que o Estado oferece aos produtores. Considerando toda a estrutura à disposição do produtor, temos mais de R$ 100 milhões de investimentos. É essa parceria que permite atingirmos o grau de excelência, e o Estado quer ser ainda mais parceiro", destacou Moisés. Ele afirmou que o Governo deve intensificar os trabalhos também para fomentar o turismo na região, com investimentos e pesquisas para agregar valor aos atrativos serranos.

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O secretário de Estado da Agricultura e Pesca, Ricardo de Gouvêa, e a diretora-presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, acompanharam o governador na visita a São Joaquim. Moisés foi recebido pelo prefeito da cidade, Giovani Nunes, secretários municipais e técnicos. Os profissionais da Epagri apresentaram os trabalhos realizados e os resultados já alcançados. "Estamos conseguindo otimizar a produção nas pequenas áreas. Isso é resultado de todo um processo de assistência aos produtores e um grande diferencial do nosso estado", comentou a diretora-presidente da empresa.

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Qualidade internacional

Proprietário de 350 hectares dedicados ao cultivo da maçã, o fruticultor Fumio Hiragami fez questão de receber o governador para apresentar o trabalho que realiza há mais de quatro décadas. "São 45 anos acreditando no potencial desta terra. Sou o japonês com a maior produção de maçã no mundo", afirmou. Foram imigrantes japoneses como Hiragami que trouxeram a variedade Fuji para Santa Catarina. Hoje, a qualidade da fruta produzida em São Joaquim é considerada a melhor do mundo.

De acordo com o prefeito de São Joaquim, a importância do agronegócio para a Serra Catarinense é crescente. "Temos 2.300 produtores cadastrados no IBGE. A maioria deles tem pequenas propriedades de, em média, três a cinco hectares. O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que torna São Joaquim a Capital Nacional da Maçã. Essa excelência é mérito dos produtores", reconheceu o prefeito da cidade, Giovani Nunes, que apresentou os pleitos do município ao governador, quase todos relacionados à infraestrutura.

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Moisés se comprometeu a levar os temas para discussão nos grupos de trabalho montados no Governo do Estado. Para as obras viárias, o governador antecipou que está elaborando um consórcio com os municípios para agilizar os trabalhos, com investimento do Estado. Fonte:www.sc.gov.br/ Por Renan Medeiros/renan@secom.sc.gov.br/Secretaria de Estado de Comunicação – Secom/Fotos: Dóia Cercal/Secom

 

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Estação Experimental da Epagri de São Joaquim lança livro sobre a cultura da goiabeira-serrana

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Na próxima quarta-feira, 3, a Epagri lança o livro A cultura da goiabeira-serrana na Estação Experimental de São Joaquim (EESJ).

A obra é resultado do trabalho de pesquisadores da EESJ, que de forma pioneira iniciaram na década de 1980 trabalhos de melhoramento genético com a fruta. Nesse período foram desenvolvidas quatro cultivares: Alcantâra, Helena, Matos e Nonante, com características próprias e adaptadas às condições de clima e relevo da região.

Leonardo Araujo, pesquisador e um dos organizadores da obra, relata que esse primeiro livro da goiabeira-serrana vai subsidiar professores, técnicos, estudantes, fruticultores e outros interessados no assunto, com informações detalhadas da cultura, desde a implantação dos pomares, até manejo fitotécnico e fitossanitário.

Os organizadores do livro foram cinco pesquisadores da Epagri - Marlise Nara Ciota, Cristiano João Arioli, Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto,Leonardo Araujo e Mateus da Silveira Pasa – e a professora da UFSC Karine Louise dos Santos.

O evento de lançamento inicia às 14h com palestras técnicas, degustação de frutos a campo e café da tarde com produtos oriundos da goiaba-serrana. O livro será vendido por R$40,00 e, depois do lançamento, ele pode ser solicitado pelo e-mail juliano@epagri.sc.gov.br.

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Características da cultura

A goiabeira-serrana é nativa do Sul do Brasil e de parte do Uruguai, muito difundida na Colômbia e na Nova Zelândia, além de outros países do mundo. “A cada safra, a cultura vem apresentando boas condições de produção, além de apresentar frutos de boa qualidade com características organolépticas como sabor, aroma e açúcares inigualáveis”, explica Araujo.

Segundo a Estação Experimental de São Joaquim, atualmente cerca de 20 agricultores familiares se dedicam à produção da fruta no Planalto Serrano, em uma área aproximada de 12 hectares. A produtividade registrada é de 15 a 20 toneladas/ha. Os produtores recebem de R$4 a R$5 pelo quilo da fruta in natura, enquanto no mercado ela é vendida no valor de R$7 a R$10 o quilo.

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Rica em antioxidantes, a goiaba-serrana é considerada uma superfruta. “Ela é altamente aromática, rica em nutrientes, fonte de compostos fenólicos, vitamina C e do complexo B, além de minerais”, explica o pesquisador. Ele ressalta que a cultura tem um grande potencial de expansão de plantio, pelo fato de ser uma fruta com alto valor nutricional e com apelo mais ecológico. A produção pode tanto ser destinada para comércioin natura como em subprodutos como geleias, sucos, licores, drinks e sorvetes.

Nos últimos anos a goiaba-serrana tem sido muito procurada pelos consumidores. No Planalto Serrano, a fruta é encontrada em supermercados ou diretamente com os produtores. Apesar de ainda ser pouco conhecida no Brasil, há um vasto campo para desenvolvimento da cultura e um bom nicho no mercado brasileiro.

 

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Furtos da Goiaba Serrana prejudicam pesquisa na estação experimental de São Joaquim

O fato vem se tornando um problema para os pesquisadores e agrônomos da instituição em virtude destes pés de goiaba não se tratarem de um simples fruto, mas sim de toda uma base de pesquisa genética que busca a melhor qualidade possível para os fruticultores da nossa região.

 

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A Polícia Militar de São Joaquim vai intensificar as rondas na cidade e na Epagri para tentar localizar os responsáveis por furtar frutas dos pomares da Estação Experimental. O principal alvo, a Goiaba Serrana.

 Só neste ano já foram levados dos pomares da Epagri de São Joaquim, pelo menos, cinco toneladas da fruta, isso representa um terço da produção. São frutas que estão passando por melhoramento genético para resistir a doenças e aumentar a produção no campo, um trabalho fundamental para os produtores da Serra.

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Segundo o gerente de pesquisa, Cristiano Arioli, todo o trabalho de 30 anos está sendo prejudicado. Ele conta que essa prática está cada vez mais comum, e a suspeita é que as frutas furtadas estejam sendo comercializadas. Como as áreas da Epagri são muito grandes, fica difícil para um segurança monitorar tudo.

“São frutas que estão em experimento, em fase de pesquisa para o melhoramento da produção da goiaba, nem estão boas para comercialização. E toda a informação está sendo levada. Um prejuízo incalculável”, explica o gerente.

A goiaba Serrana está passando por uma série de pesquisas, por ser uma fruta que possui propriedades anti-inflamatórias, antidepressivas e antioxidantes, os pesquisadores estão de olho nessas qualidades. Está na lista, inclusive, do Ministério do Meio Ambiente, como um alimento do futuro. Fonte: Eduarda Demeneck/Porta nsctotal/Foto: Vani Boza / Agência RBS

 

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