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Agricultor e Homem do Tempo lança livro sobre 83 anos de clima no oeste catarinense

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O agricultor Wolfgang Johannes Lengert, também conhecido como Homem do Tempo, mora na comunidade de Linha Becker, município de Itapiranga, extremo oeste de Santa Catarina, acaba de lançar o livro que  traz dados meteorológicos dos últimos 83 anos, desde o ano de 1935 até o ano de 2017. O trabalho iniciou com seu pai Bruno Lengert e hoje ele dá continuidade com anotações diárias. A confecção do livro contou com o apoio da Prefeitura de Itapiranga.

O trabalho impressiona, afinal são mais de 30 mil dias de anotações. Iniciado em 1935, pelo pai, o alemão Bruno Lengert que chegou ao Brasil, mais precisamente em Itapiranga, em 1934. Geólogo e engenheiro de mineração, Bruno Lengert trouxe na bagagem um simples termômetro, que seria usado na região para medir a temperatura. Ao longo dos dias, o alemão iniciou uma saga que mais tarde passou a ser realizada pelo filho, Wolfgang Lengert. “Isso veio do interesse, parece que ele era um observador das coisas, e logo sentiu a diferença do clima de lá para esse. Talvez incentivado pelos comentários, pois se falava que aqui chovia bem mais”, diz Wolfgang.

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Depois que o pai morreu, Wolfgang continuou o trabalho e hoje tem nada mais, nada menos, que 83 anos de relatos de como se comportou o clima na região. As anotações apresentam inúmeros dados e são de causar inveja a muitos meteorologistas. “Isso se torna interessante na hora em que já temos anotações e variações que podemos perceber fazendo os comparativos”, comenta. 

VARIAÇÕES 
Questionado, Wolfgang fez um apanhado de como se apresentaram as variações do clima ao longo destes anos. “Acontece muita coisa em 83anos, a variação e oscilação do tempo são muito grandes”, diz. 
Ele conta que teve épocas maiores e menores de calor e também de muita chuva ou falta dela. “Para definir alguma coisa exata temos que pegar um nível de tudo. Parece que as vezes tem um aquecimento, mas eu acho que esse aquecimento está dentro do normal, por que depois de épocas de muito calor, a temperatura volta para a normalidade”, avalia. 

Wolfgang estudou apenas até a quinta série, mas se mostra um homem profundamente conhecedor das ações do clima. Com uma caligrafia invejável e com anotações e comparativos, todos desenhados em gráficos ele menciona que a última primavera foi uma das mais frias dos últimos anos. “A primavera que terminou no final de dezembro, foi dentre as últimas 16 primaveras, a mais fria que nós tivemos. Enquanto todos falam do calor, nós tivemos uma primavera bastante fria que simplesmente não aqueceu e só agora que começa a entrar o calor, que também não é anormal e se comporta dentro da média do que temos anotado”, destaca. 

Ao longo de quase oito décadas de anotações ele expõe ainda que houve períodos em que o calor se sobressaiu, já por outros períodos permaneceu na média ou abaixo dela. “As diferenças só são percebidas por meio das análises dos dados que temos”. 

DÉCADA DE 1950 A 1960 
Em meados dos anos de 1950, até metade da década de 1960, foram anos extremamente quentes, principalmente pela temperatura máxima, e isso segundo Wolfgang, ocorreu por causa da chuva abaixo da média. “Quando as chuvas diminuem as temperaturas oscilam mais. De noite esfria mais e de dia esquenta”, explica. 

DÉCADA DE 1960 A 1970 
Da metade de 1960, até aproximadamente 1975, a mínima passou longe da média enquanto a máxima se manteve, mas essa, de acordo com o agricultor, foi uma época de muita chuva. “Foi uma das épocas de maior intensidade de chuva, nesses anos não houve grande estiagem, o que foi vantajoso para a agricultura da época”. 

DÉCADA DE 1980 A 1990 
“Passando para os anos de 1980 a 1990, tivemos uma década bem mais fria, abaixo da média, com muita chuva que se estendeu até o final de 1998. E a partir de lá nós estamos em uma época mais quente, com menos chuva, com relação às médias registradas”. Conforme as anotações na década de 1990, o volume de chuvas ficou em torno de 500 milímetros por ano, mais do que choveu de 1999 até 2010. “Desses quase dez anos (1999 a 2010) a média de chuva anual ficou em torno de 2 mil milímetros, enquanto a média total é de 2.165 milímetros. Já a década de 1990 passou de 2.500 milímetros ao ano”, destaca. 
Wolfgang também lembra que o mesmo ocorreu em 1965 até meados 1975, onde a média também ultrapassou 2.500 milímetros por ano. Enquanto que em todas as outras épocas choveu bem menos. 

ENGENHO 
Atualmente Wolfgang faz a medição da temperatura máxima, da mínima, do volume de chuvas, da umidade e da direção do vento. Ele faz isso com um termômetro digital adquirido na Alemanha. O aparelho é munido de um sensor que é colocado em um lugar externo, e por meio de bateria, manda o sinal para o termômetro instalado na varanda da casa. “Por longos anos eu media com um termômetro convencional, hoje temos um que mede a mínima da madruga e a máxima do dia”. Para a medição da chuva ele usa um vasilhame específico e uma régua. “Eu não confio nos medidores atuais, pois eles apresentam muita variação, todos os que eu tive medem a mais. Eu fiz o teste e comprovei”. 

ASTÚCIA 
Os anos de anotações e comparações renderam a Wolfgang muita propriedade quando o assunto é o clima. “Nunca se pode definir alguma coisa com exatidão, na própria meteorologia, quem observa percebe que os meteorologistas vivem se repetindo e se corrigindo, mas não pode ser diferente, não existe a certeza, pode dar certo como não”, diz ele quando o assunto é a previsão do tempo. 
Para concluir ele diz que as anotações viraram hobby e as faz por diversão. Há alguns anos os dados recolhidos por Wolfgang são encaminhados ao meteorologista Ronaldo Coutinho, em São Joaquim (SC) e também para a prefeitura municipal que toma nota. 
Conforme Lengert, houve um interesse por parte de instituições em formar um livro com as anotações, mas os contatos estabelecidos, infelizmente não resultaram em nada. Quanto ao futuro ele se mostra consciente: “Não sei quem vai continuar com essa atividade, filhos ou netos, mas enquanto eu puder vou continuar”. Fonte:com informações:Folha do Oeste e www.peperi.com.br

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Casal de Joinville cria embalagem com materiais naturais para substituir plástico filme

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Carla e Lucas foram convidados para apresentar a iniciativa em um debate sobre lixo zero no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo.

Quatro anos atrás, quando faziam intercâmbio na Austrália, Carla Ereno Viero e Lucas Bastos da Costa, de 30 anos, conheceram um produto muito comum por lá, mas nunca visto no Brasil.

É uma embalagem feita com produtos naturais, que substitui o plástico filme ou papel alumínio na cozinha e funciona para armazenar comida.

De volta a Joinville, onde moram, começaram a fazer testes para trazer a novidade pra cá. Deu certo. A empresa do casal existe há um ano e, Carla e Lucas foram convidados para o programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo, (https://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/episodio/2018/07/12/videos-de-encontro-com-fatima-bernardes-de-quinta-feira-12-de-julho.ghtml) para apresentar a iniciativa dentro de um debate sobre lixo zero.

As embalagens criadas pelos dois são feitas artesanalmente. Eles começaram fazendo testes com cera de abelha que o pai de Carla, que era apicultor, tinha.

— Foram muitos meses de testes, a gente até já estava cansando quando conseguimos aplicar — brinca Carla.

Como funciona

O produto é feito em tecido 100% algodão e uma liga com cera de abelhas e outras matérias-primas naturais, que serve para manter os alimentos frescos dentro ou fora da geladeira. Ele pode ser utilizado como substituto do plástico filme ou papel alumínio na embalagem de pratos, pedaços de frutas ou metades de vegetais , assim como para envolver sanduíches ou lanches para levar à escola ou ao trabalho, embalar pães frescos, nas compras a granel.

A película permite que o alimento não perca hidratação e troque ar com o ambiente externo, o que favorece a conservação. A cera de abelhas tem propriedades antibacterianas, o que ajuda a preservar por mais tempo os alimentos.

O material é reutilizável, pode ser lavado em água fria, e, depois de cerca de um ano, ao ser descartado, se decompõe rapidamente. Se for colocado em uma composteira, por exemplo, em três meses estará decomposto.

Resultado do estilo de vida

Carla é engenheira agrônoma e paisagista, e Lucas engenheiro mecânico. Mas hoje, a fabricação das embalagens, além da comercialização e marketing — toda a cadeia que envolve o negócio — são tocados pelos dois.

— A gente vende na loja virtual (https://keepeco.com.br/) e tem algumas revendas em torno do Brasil. As pessoas têm demonstrado muita preocupação com a questão do lixo, é um movimento crescente. Por isso, existe a procura — avalia a empreendedora.

A intenção de Carla e Lucas, juntos há dez anos, é expandir o negócio. E a visibilidade conquistada com a divulgação do trabalho em rede nacional, junto com outras iniciativas sustentáveis, no Encontro, os motiva.

— Chamaram pelas redes sociais e a gente foi. Fomos com medo, mas com muita felicidade — comenta Carla no retorno a Santa Catarina.

Ela ressalta que a criação do produto é resultado do estilo de vida do casal.

— A gente já fazia compostagem, se preocupa em não usar plástico, com transporte limpo, em produzir menos lixo — exemplifica.

Mas ela ressalta que o negócio não é só uma ideologia: “o produto é muito prático”.

Fonte:https://www.revistaversar.com.br

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Pesquisa revela que 91% não percebem que sistema alimentar ameaça natureza

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Nove em cada dez pessoas (91%) não reconhecem que a produção e o consumo de alimentos –incluindo o desperdício é a maior ameaça ao estado da vida no planeta. Essa é a conclusão de uma pesquisa divulgada pelo WWF no Dia Mundial da Alimentação.

A pesquisa encontrou uma desconexão preocupante entre os jovens: 11% dos entrevistados com idades entre 18 e 24 anos não consideram o sistema alimentar uma ameaça à natureza. Somando todas as faixas etárias, 40% das pessoas acreditam que a ameaça é "menos que significativa". Cerca de 60% das pessoas com mais de 55 anos têm mais consciência sobre o assunto.

O sistema alimentar, que inclui a produção, o consumo e o desperdício, é o maior consumidor de recursos naturais e o maior emissor de gás de efeito estufa: usa 34% do solo e 69% da água dos rios disponíveis, além de ser a principal causa de desmatamento e de perda de habitat. Ao mesmo tempo, um terço de todos os alimentos produzidos nunca é consumido. O sistema alimentar é também responsável por cerca de um quarto de todas as emissões de gases de efeito de estufa, sendo que um terço disso vem apenas dos alimentos desperdiçados.

“A boa notícia é que podemos fazer esse sistema alimentar funcionar sem prejudicar as pessoas e a natureza. Se a comida for produzida de maneira mais sustentável, distribuída de forma justa e consumida de maneira mais responsável, podemos alimentar todos sem destruir mais florestas, rios e oceanos. Precisamos aumentar a conscientização das pessoas sobre de onde a comida vem e mudar nossos comportamentos para garantir o funcionamento adequado de todo o sistema”, afirma o brasileiro João Campari, líder global da prática de Alimentos do WWF.

Encomendada pelo WWF e realizada pela YouGov, a pesquisa entrevistou 11.000 pessoas na Austrália, Brasil, Colômbia, Índia, Indonésia, Malásia, Holanda, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. A escolha dos países se deveu ao fato de que eles têm a segurança alimentar ameaçada por danos à natureza, além de oferecer contribuições significativas nesses danos por meio da produção, consumo ou desperdício de alimentos.

“Na semana passada, um importante relatório da ONU destacou as ameaças causadas pelo sistema de alimentos às mudanças climáticas e o curto prazo que temos para agir. Embora haja muito sendo feito para melhorar o sistema alimentar, devemos trabalhar em todos os setores em maior escala e com maior urgência”, complementa Campari.

Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados sentem que pode ser feito mais para resolver o problema: 66% querem especificamente que os governos tenham mais ações e 60% querem que as empresas aumentem seus esforços .

“Trabalhando juntos para realizar a Alimentação 2.0, um sistema alimentar evoluído, todos nós temos o poder de levar a comida ao topo da agenda de conservação e ajudar a proteger nossa segurança alimentar global”, continuou Campari.

Para trabalhar em prol da Alimentação 2.0, o WWF já possui cerca de 100 programas relacionados a alimentos em todo o mundo, em parcerias com governos, produtores de alimentos, empresas e outras organizações não-governamentais, e introduzirá vários programas globais nos próximos meses. O WWF está adotando uma abordagem sistêmica para alcançar mudanças transformadoras no setor de alimentos, concentrando-se em três áreas principais: Produção Sustentável, Dietas Sustentáveis e Perda de Alimentos e Resíduos.Fonte: WWF- Fundo Mundial para a natureza /  

Mais informações: https://www.wwf.org.br

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Jovem deixa a cidade grande para plantar orgânicos no interior

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Na contramão do êxodo rural, Pahola voltou para o campo e aposta na produção de alimentos para salvar o meio ambiente

"Eu tinha vontade de empreender na área ambiental de forma inovadora, em um negócio que comprovasse como é possível ser próspero sem causar impactos negativos no meio ambiente", Pahola Cassol. 

Em menos de 60 anos, a população rural em Santa Catarina caiu de 77% para menos de 20%. Sem oportunidade no campo, ou atraídos pela modernidade existente nas cidades, jovens incham os grandes centros e provocam o êxodo rural no estado que, por muito tempo, foi reconhecido pela agricultura familiar.

É na contramão deste movimento que a catarinense Pahola Cassol se destaca. Num primeiro momento, ela seguiu a tendência, saiu de Planalto Alegre, no Oeste do Estado, e foi morar em Chapecó, onde se formou em Engenharia Ambiental. Entretanto, aos 25 anos saiu de Chapecó e voltou para a cidade em que nasceu, decidida a empreender.

— Encontrei na minha mãe, que já produzia alimentos agroecológicos no espaço para o nosso consumo, uma parceira para expandir a produção e testar a ideia de negócio, a partir da agricultura familiar. O desejo de valorizar a história da minha família materna e tornar a propriedade onde eu, minha mãe e meus tios crescemos em um lugar produtivo também me motivou a buscar me tornar uma referência em produção de alimentos de forma sustentável.

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Pahola (D) ao lado da mãe, que a inspirou a voltar para o campo.

Ainda que com o apoio da mãe, a nova produtora rural sentiu resistência de amigos e familiares quando decidiu morar no município vizinho da maior cidade do Oeste catarinense.

— Muitas pessoas apontaram o fato de sermos duas mulheres, nos dispondo a empreender, e ainda por cima a realizar algo que viria a necessitar de esforço e força física e horas de trabalho no sol. Além do fato de eu ter um diploma de Engenharia embaixo do braço que poderia me abrir diversos outros caminhos mais “fáceis” para algumas interpretações.

Produção pequena, mas sustentável

A plantação de Pahola ainda é pequena. Há oito meses da primeira colheita, a empresa está em fase de implantação e certificação da produção como orgânica pela Rede Ecovida.
Atualmente são atendidas cerca de 20 famílias chapecoenses por semana, com cestas contendo verduras, legumes, temperos, ervas medicinais e frutas da estação.

— A intenção é permanecer aumentando esse número conforme o manejo da produção for se estabilizando, levando cada vez mais saúde e bem-estar para a população, além de deixar impactos positivos no meio ambiente onde atuamos.

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As cestas são entregues semanalmente em Chapecó

O desejo de “salvar o planeta” é o que move Pahola, que lamenta os processos tecnológicos agressivos e poluentes que são utilizados nas grandes produções.

— Me tornar produtora agroecológica e agrofloresteira está sendo uma jornada louca e profunda, pois estou tendo que encarar a falta de recursos, tecnologias e políticas que apoiem o pequeno produtor rural sustentável da mesma forma que apoiam os grandes ruralistas. Além disso tem a falta de consciência da sociedade sobre como uma simples escolha na hora do almoço pode afetar os nossos recursos naturais, equilíbrio e saúde.

Sendo assim, ela encara o novo papel profissional com uma responsabilidade gigante.

— Eu e todos os produtores agroecológicos somos influenciadores de diversos processos sociais, ambientais e políticos, e indispensável para manter-se a vida no planeta. Fonte>Por Beatriz Cerino https://www.revistaversar.com.br/jovem-catarinense-planta-organicos/

 

Mais informações: https://www.facebook.com/solarorganicos/ ou https://www.facebook.com/pahola.cassol

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Todos unidos pela preservação

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Com ajuda da Epagri, famílias de 12 municípios da região da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó preservaram 351 hectares de mata nativa

As turbinas da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó entraram em operação em 2010, gerando energia capaz de abastecer 5 milhões de lares. Mas o empreendimento instalado no Rio Uruguai, entre Águas de Chapecó (SC) e Alpestre (RS), não se resumiu a megawatts. Uma série de ações ambientais iniciou bem antes da construção da usina e se estende até hoje.

Esse trabalho tem a mão da Epagri, que promoveu o encontro entre a Foz do Chapecó, que buscava áreas para preservar e fazer a compensação ambiental do impacto do empreendimento, com os agricultores, que dispunham desses espaços. A partir de 2010, técnicos da Epagri desenvolveram propostas de conservação e restauração da mata nativa em conjunto com 486 famílias de 12 municípios. Os planos incluíam o plantio de mudas em áreas de mata ciliar e a proteção de fontes de água. Em cada propriedade, os técnicos calcularam a quantidade de palanques, arame, tramas, mudas e outros materiais necessários. Até 2017, esse esforço recuperou cerca de 351 hectares de mata no Estado. A Foz do Chapecó aplicou R$1,46 milhão no projeto, além de custear 85 mil mudas e os materiais usados na restauração.

Foi graças a esse trabalho que a propriedade de Rafael Schuster, em São Carlos, virou mais do que uma Unidade de Referência Técnica em produção de leite – hoje ela também é exemplo de preservação ambiental. “Percebemos que a natureza estava se degradando e precisava de uma atenção maior. Então apareceu essa oportunidade que veio somar. Sabemos que precisamos ser mais sustentáveis para deixar algo para as próximas gerações”, diz o jovem de 28 anos.

Em 2014, duas nascentes foram protegidas e um córrego que cruza a propriedade foi cercado. Mudas de espécies nativas foram plantadas e, dos 15 hectares da propriedade, 3 estão preservados. “A área protegida se regenerou. A gente vê que o volume e a qualidade da água melhoraram. Também usamos pastos perenes e percebemos que o solo está se recuperando. Quando a gente dá as condições ideais, a natureza faz o seu papel”, diz o produtor. Também usamos pastos perenes e percebemos que o solo está se recuperando. Quando a gente dá as condições ideais, a natureza faz o seu papel”, diz o produtor. Fonte: Balanço Social da Epagri

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Qualidade do ar será monitorada em Santa Catarina

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O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) assinou convênio com a Unisul para a realização de programa de monitoramento em tempo real da qualidade do ar em Santa Catarina, um dos maiores projetos já apresentados no país na área de controle atmosférico.

A princípio, serão instalados 20 sensores divididos nas regiões de Florianópolis, Blumenau, Joinville, Chapecó e Criciúma. Na sequência, todas as 16 regionais do IMA também vão receber, no mínimo, uma estação de coleta, totalizando mais de 40 módulos em todo o estado.

O projeto consiste em um Sistema de Monitoramento da Qualidade do Ar no Estado de Santa Catarina, composto de hardware e software para coleta de dados em tempo real, com a leitura, transmissão e armazenamento de dados de estações remotas, permitindo a emissão de relatórios e indicadores de Qualidade do Ar em ambiente web.

Os parâmetros coletados nos diversos pontos serão processados e apresentados em forma de relatórios e gráficos na internet. Os dados serão arquivados em banco de dados, possibilitando que as informações sejam comparadas e analisadas por período de tempo.

A utilização dos dados obtidos vai subsidiar a tomada de decisões em diferentes situações como controle de emissões, verificação da qualidade de vida, controles sanitários, monitoramento de tráfego, zoneamento ecológico e econômico, desenvolvimento da indústria e da agricultura, segurança ambiental, entre outros.

A instalação dos equipamentos e a obtenção dos primeiros resultados estão previstas para ocorrer ainda este ano. Fonte: FATMA

Mais informações: http://www.fatma.sc.gov.br

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Colheita de energia

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Essencial para a agricultura, o sol agora é fonte de energia limpa no campo. Em Santa Catarina, muitas famílias já não produzem apenas alimentos: também geram a própria eletricidade

Antes de o sol nascer, Antônio Barea toma seu chimarrão e se prepara para enfrentar o dia de trabalho sabendo que não precisa mais se preocupar com a conta de energia elétrica. Desde setembro do ano passado, 114 painéis solares com capacidade instalada de 36 quilowatts-pico fornecem energia para a propriedade rural localizada em Planalto Alegre, no Oeste do Estado.

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Família Barea está economizando R$3 mil por mês com energia elétrica

Quando ainda não “colhia” a própria energia, a família Barea gastava cerca de R$3,5 mil por mês para manter na propriedade duas residências, dois aviários com 40 mil frangos e a produção de leite de 25 vacas. A maior despesa vinha dos aviários, onde equipamentos elétricos trabalham sem pausa para manter a temperatura ideal para os animais, iluminar o ambiente, renovar o ar e distribuir ração. Na produção leiteira, a energia é usada no boiler que aquece a água para limpar os equipamentos de ordenha, na bomba de vácuo e no tanque de resfriamento de leite. Além disso, toda a água usada na propriedade é puxada por uma bomba elétrica. Hoje, a conta de energia da família Barea varia entre R$200 e R$600. “Estou economizando R$3 mil por mês. A partir do momento em que soube da possibilidade de produzir energia solar, eu fui atrás. Se pudesse, teria investido antes”, conta o agricultor.

Para instalar o sistema de geração na propriedade, Antônio investiu R$200 mil. A Epagri elaborou o plano de crédito e ele conseguiu financiamento de R$165 mil pelo Pronaf Eco. O agricultor calcula que em seis anos o investimento esteja quitado apenas com a economia na conta de energia. “Assim que o sistema se pagar, eu vou ter um gasto a menos na propriedade porque vou produzir energia sem custo. É um dinheiro a mais que dá para investir em melhoria da propriedade ou no conforto da família”, diz. As placas fotovoltaicas estão instaladas no chão, ocupando cerca de 200 metros quadrados de área, e foram posicionadas de modo a aproveitar ao máximo a luz solar. O sistema é dimensionado para gerar energia suficiente para abastecer a propriedade durante o ano. Nos períodos em que a produção é maior que o consumo, o excedente de energia é injetado na rede elétrica da distribuidora e gera créditos que a família pode usar quando há maior demanda.

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Evento sobre energias renováveis em Planalto Alegre atraiu 140 participantes

Alternativa para o campo

A experiência da família Barea ficou famosa na região e já motivou outros produtores do município a investir na energia fotovoltaica. Tanto que Planalto Alegre sediou em junho o 1º Seminário Regional de Energias Renováveis para a Agricultura, realizado em parceria entre a Epagri e a prefeitura. Os 140 participantes de 21 municípios puderam se informar sobre o funcionamento do sistema, além de conhecer os benefícios econômicos, ambientais e sociais do uso da energia solar. “O objetivo foi aproveitar que tínhamos experiência na área para divulgar essa possibilidade como alternativa para o campo. Foi um evento motivacional e de capacitação”, resume Paulo Ricardo Ficagna, extensionista da Epagri no município.

Com cerca de 2,8 mil habitantes, Planalto Alegre tem na avicultura sua principal fonte econômica. “Temos aqui um grande potencial de uso da energia solar para tornar essa atividade mais rentável e sustentável. Os aviários gastam muita energia com climatizadores, e a vantagem é que, no verão, momento de maior demanda, a produção de energia solar também é maior”, diz o extensionista. Regionalmente, os painéis solares se disseminam em ritmo acelerado pelas propriedades rurais. De dezembro de 2017 até maio deste ano, a Epagri encaminhou 48 projetos de crédito para sistemas de energia fotovoltaica apenas nas regiões de Chapecó e São Lourenço do Oeste.

A tecnologia tem sido bastante demandada também entre produtores de suínos e bovinos. “Essa atividade está mais acessível; isso demonstra a preocupação dos agricultores em investir em sistemas de energia limpa e tecnologia”, diz Ivan Tormem, gerente regional da Epagri. Mas o movimento é recente. Célio Haverroth, coordenador estadual de políticas públicas da Empresa, informa que de julho de 2017 a junho de 2018 a Epagri elaborou 111 projetos para sistemas de energia fotovoltaica em todo o Estado. “No ano anterior, só três projetos foram elaborados e não temos registro antes disso, o que mostra que o investimento nessa área, pelos agricultores, iniciou há pouco tempo”, conta. Para atender essa demanda, em abril deste ano a Epagri capacitou seus profissionais em um curso sobre energia fotovoltaica. Edilene Steinwandter, gerente estadual de extensão rural e pesqueira, esclarece que a Empresa não atua no setor elétrico e nem dá orientação técnica sobre o assunto. “Apenas profissionais habilitados podem tratar sobre projetos de geração de energia elétrica, dimensionar e instalar os sistemas. Mas nossos extensionistas estão capacitados para conversar com os agricultores sobre as vantagens de gerar a própria energia, orientá-los sobre o acesso a essas tecnologias e elaborar projetos de crédito para acessar financiamento”, explica.

Incentivo para o bolso

O investimento em energia solar não é baixo, mas algumas políticas públicas deixam as modernas placas fotovoltaicas bem mais acessíveis às famílias rurais. No caso dos agricultores aptos a participar do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), como Antônio Barea, a linha de crédito disponível para sistemas de energia solar é o Pronaf Eco. Com limite de R$165 mil e juros de 2,5% ao ano, ela oferece prazo de até dez anos para pagar, com até cinco de carência. Para os demais agricultores, há o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com limite de R$1,3 milhão, juros de 6% ao ano e prazo de dez anos, com até três de carência.

Os agricultores registrados no Pronaf ainda podem acessar o programa Menos Juros, do Governo do Estado, que paga os juros de financiamentos de até R$100 mil num limite de 2,5% ao ano. “O custo da energia pesa muito para o produtor e a tendência é que o preço suba acima da inflação. Este é o momento de investir: o cenário está favorável, há incentivos governamentais e a Epagri está capacitada para atender”, diz o extensionista Paulo José Mendonça Padilha, da Epagri de Tubarão.

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 Na propriedade de Roberto Stiegler, em São Bento do Sul, a energia solar alimenta os aviários

Foi graças à combinação do Pronaf Eco com o programa Menos Juros que o avicultor Roberto Stiegler conseguiu instalar o sistema de energia solar em sua propriedade, no interior de São Bento do Sul. “Há vários anos eu pensava nessa tecnologia, mas sempre estava muito caro. O preço baixou um pouco e surgiu o incentivo do Menos Juros, então encaminhamos o projeto com a Epagri e deu tudo certo”, conta. Com R$85 mil financiados sem juros, Roberto terá que pagar apenas o capital investido. Ele instalou o sistema com 60 placas solares no telhado dos aviários em março deste ano. Foram poucos meses de funcionamento, mas o resultado apareceu imediatamente. O gasto com energia elétrica, que alcançava R$12 mil por ano, variou de R$25 a R$450 nos primeiros quatro meses de funcionamento. “Estou satisfeito e, futuramente, quero instalar na minha residência também”, diz.

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Projetos de menor porte são comuns no Norte do Estado

Para grandes e pequenos

Embora chame mais a atenção em propriedades onde o consumo de energia é alto, o sistema pode ser dimensionado para qualquer faixa de consumo. Hector Haverroth, gerente regional da Epagri de Joinville, conta que no Norte do Estado há muitos projetos de menor porte, suficientes para abastecer a residência e o galpão onde se lava e embala a produção de banana. “Há muita demanda por projetos de energia fotovoltaica na região. Esse é o item de investimento sobre o qual as pessoas mais têm procurado informação”, acrescenta.

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Célio Jaroczinski reduziu a conta em quase 80% e espera zerar os custos com energia

É o caso de Célio Jaroczinski, de Massaranduba, que financiou R$56 mil para instalar 30 placas solares no telhado de casa. A energia gerada, de 9,6 quilowatts-pico, é suficiente para abastecer a residência da família, a casa de embalagem de banana e um galpão com algumas máquinas. “Em pouco mais de um mês de funcionamento, já senti uma redução brusca na conta de energia. Era de R$650, e no mês passado (junho), mesmo com poucos dias de sol, paguei R$145”, conta. Ainda falta trocar o medidor para que a energia excedente injetada na rede de distribuição gere créditos. “Quando começar a fornecer os créditos, acredito que vou zerar a conta”, diz.

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Energia solar abastece aeradores nos açudes de Nair e Marcelo Luchetta

A alguns quilômetros dali, também em Massaranduba, Marcelo Luchetta lida com contas bem mais altas do que Célio. Ele trabalha com piscicultura e, para produzir 65 a 70 toneladas de peixes por ano, precisa manter oito viveiros que somam 1,7ha de lâmina d’água. “O aerador é o equipamento que mais consome energia na minha propriedade. Ele é necessário para colocar oxigênio na água. Como a gente trabalha com seis peixes por metro quadrado, tem que usar um aerador a cada mil metros quadrados, mais ou menos”, explica.

Assim como muitos piscicultores, ele sente o peso da energia elétrica no custo de produção. Dos R$4,70 gastos para produzir um quilo de tilápia, R$0,30 correspondem à energia elétrica. Para reduzir a conta que alcançava cerca de R$2,5 mil por mês, Marcelo instalou placas solares nos telhados da propriedade. Foram 85 painéis a um custo de R$132 mil, mas como houve problemas no dimensionamento do sistema, outros 25 foram instalados mais tarde por conta da empresa responsável. “Também tivemos surpresa porque meu consumo médio era de 4.500 quilowatts por mês, mas depois descobrimos uma bobina do medidor antigo queimada e, na verdade, o consumo era maior”, lembra o piscicultor. Feitas as adequações, com o sistema a pleno vapor, a estimativa é que Marcelo economize cerca de R$16 mil por ano gerando energia solar. Com financiamento do Pronaf Eco e subsídio do Menos Juros, o piscicultor terá um custo anual de cerca de R$13 mil por dez anos, que é inferior à economia gerada. “Depois de pagar o financiamento, é só lucro”, comemora.

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Estudar é preciso

Mas antes de correr para contratar um projeto de energia solar, o agricultor deve ficar atento a uma série de questões. É importante se informar sobre as vantagens do sistema, os custos e a viabilidade de instalação. Também é preciso verificar com a empresa distribuidora se a rede suporta a energia que vai ser produzida e, em casos de instalação das placas no solo, obter licenciamento ambiental junto ao Instituto de Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Ivan Chiapinotto, coordenador de políticas públicas da Epagri na região de Chapecó, diz que o projeto precisa ser bem feito para evitar surpresas. “É importante que tudo seja bem calculado pelo engenheiro responsável pelo projeto técnico de dimensionamento do sistema. É preciso, por exemplo, saber a radiação incidente na propriedade durante o ano para dimensionar o número de placas que serão necessárias para suprir a demanda energética. Como a placa é fixa, ela tem que ser posicionada para o melhor aproveitamento durante todo o ano”, cita. Por isso é fundamental escolher bem a empresa que será contratada: buscar fornecedores idôneos, pesquisar o tempo de mercado, comparar diferentes orçamentos, verificar a cobertura dos contratos, a garantia e a assistência técnica são alguns cuidados a tomar. Outra dica é visitar as empresas e conhecer projetos que elas já instalaram. “É como comprar um carro: você tem que visitar vários vendedores, estudar o produto, comparar a qualidade e ver qual dá mais vantagens. O agricultor está criando um novo negócio na propriedade e ele tem que ser lucrativo”, resume.

Pelo planeta

Embora o principal impulso para os agricultores investirem na energia solar seja econômico, ao aproveitar o sol para produzir energia limpa em casa, eles estão fazendo muito mais para o planeta do que para si. Isso porque o aumento da geração de energias alternativas alivia a carga do sistema elétrico e reduz a pressão pela construção de usinas hidrelétricas e termoelétricas, por exemplo, que trazem grandes impactos sociais e ambientais. É com essa tranquilidade que Antônio Barea, o agricultor de Planalto Alegre, vai dormir depois de cada dia de trabalho. “A gente fica satisfeito em produzir uma energia limpa, que não causa nenhum tipo de impacto. Tenho uma filha de 13 anos e sei que o que eu fizer de bom para a natureza vai ser bom para o futuro dela também”.FIM

Tempo bom para gerar

A popularização da energia solar no meio rural catarinense segue uma tendência que ocorre em todo o País. Esse movimento começou a se desenhar em 2012, quando a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) publicou a Resolução Normativa nº 482, que regula a micro e a mini geração distribuída e cria o sistema de compensação de energia elétrica. Essas regras foram atualizadas em 2015 com a RN nº 687. Hoje, o consumidor brasileiro pode gerar a própria energia elétrica a partir de fontes renováveis – como solar, eólica, ou biomassa – e fornecer o excedente para a rede de distribuição. Essa energia injetada no sistema elétrico se transforma em créditos que podem ser utilizados em até cinco anos. Embora a regra seja de 2012, foi a partir de 2016 que a difusão de micro e mini geradores distribuídos começou a acelerar. Hoje o Brasil tem 33 mil unidades consumidoras que geram energia fotovoltaica, somando 316 megawatts de potência instalada. Elas representam 99% das conexões de micro e mini geração distribuída do País. A estimativa é que até 2024 o número de conexões ultrapasse 880 mil. Santa Catarina é o quarto estado em número de consumidores que possuem sistema de compensação. “Na área de concessão da Celesc, contamos com mais de 3 mil unidades consumidoras cadastradas como mini e micro geradoras de energia”, diz Thiago Jeremias, gerente de eficiência energética da Celesc. Elas somam 25 megawatts de potência instalada, dos quais 22,8 megawatts são provenientes de energia solar. “Desde 2015, a concessionária vem registrando o duplicar anual do número de unidades consumidoras aderentes ao sistema de geração de energia por fontes renováveis”, revela. Produzir energia em regiões mais afastadas, como as propriedades rurais, também faz bem para o sistema elétrico. Isso porque a geração distribuída melhora a qualidade da energia naquelas áreas e reduz as perdas técnicas relacionadas ao transporte da energia. Outra vantagem é que, com mais energia disponível no mercado, o preço tende a ser menor, impactando a tarifa paga pelo consumidor. Energia solar abastece aeradores nos açudes de Nair e Marcelo Luchetta.

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Energia limpa sem esforço

 Basta fazer sol para ter energia elétrica garantida nas propriedades onde há sistemas fotovoltaicos. Quando a radiação incide sobre os painéis, ela se converte em corrente elétrica. Essa corrente gerada é contínua e passa, então, por um equipamento chamado inversor para se transformar em corrente alternada, que é a utilizada nas residências. Além das placas e do inversor, o sistema contempla um relógio medidor bidirecional, que contabiliza a energia consumida e também a energia injetada na rede elétrica. Não é necessária nenhuma operação para que a geração aconteça. A instalação das placas é rápida e, depois de pronto, o sistema automaticamente começa a produzir energia. Além disso, a manutenção é simples, os equipamentos são duráveis e têm garantia de cerca de seis anos para os inversores e 20 anos para as placas fotovoltaicas. Fonte: Agropecuária Catarinense, Florianópolis, v.31, n.3, set./dez. 2018/Fotos  Jonatan Jumes e Aires Carmen Mariga/Epagri/reportagem Cinthia Andruchak Freitas – cinthiafreitas@epagri.sc.gov.br

 

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O cenário dos girassóis

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Os joinvilenses e turistas tiveram a experiência de assistir à efemeridade da vida enquanto observam um campo de mil metros quadrados de girassóis.

As flores, semeadas em maio, abriram em agosto e cumprem, diariamente, sua viagem em torno de si mesmas enquanto buscam pela luz do sol. Em duas semanas, no entanto, eles começaram a morrer e a imensidão amarela do jardim deixará de existir para dar lugar a um novo cenário.

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Essa é uma iniciativa inédita na cidade, produzida pelo pesquisador e empresário Dario Bergemann, na Agrícola da Ilha, zona Norte da cidade. A empresa, que abre seus 10 hectares para visitação do público, reuniu uma necessidade técnica ao desejo antigo dos clientes de caminharem em um campo das populares flores amarelas que ultrapassam 1,50 metro de altura. 

Os girassóis foram plantados, ironicamente, em um espaço chamado de Jardim do Sol. É um dos mais famosos da empresa transformada em ponto turístico de Joinville, onde há uma capela usada em casamentos e no qual, até pouco tempo, havia um campo de Sunpatients. 

– Há quem diga que somos loucos de plantar girassóis, que tem um ciclo tão curto, mas ele foi escolhido, justamente, por isso. São 60 dias de crescimento, 15 dias de floração e acabou. Depois, vai virar matéria orgânica em outro jardim – conta Bergemann, revelando que foram 7,2 mil sementes.

As Sunpatients, conhecidas popularmente por “beijinho”, haviam sido semeadas há pouco mais de um ano e, agora, era hora de realizar a rotação de culturas. Esta é uma técnica agroecológica na qual as espécies cultivadas são alternadas a cada ano, em uma mesma área. Isso ocorre porque se houver o cultivo de uma única variedade na mesma área ela explora do solo apenas os nutrientes essenciais à espécie e pode desequilibrar as reservas minerais ao longo do tempo.

– Havia nitrogênio em excesso no solo, e o girassol é exigente no consumo do nitrogênio, mas o mesmo não é interessante para a Sunpatient – explica ele. 

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Passeio entre flores e lagos

Além da visitação do campo de girassóis, também é possível adquirir flores, sejam elas cortadas para arranjos ou plantadas em vasos. Mas o pesquisador avisa que o tempo de vida não mudará. 

Apesar da rapidez com que abrem e murcham, o girassol é o tipo de planta que sobrevive em praticamente todos os ambientes. Originário da América do Norte, ele foi “domesticado” há séculos e pode ser plantado em qualquer jardim, em qualquer clima, desde que tenha acesso fácil ao sol.

A Agrícola da Ilha foi aberta nos anos 1990, mas foi na última década que se tornou uma espécie de parque de Joinville. Além de campos de cultivo para hemerocallis – gênero botânico para o qual a empresa criou o Festival Brasileiro em 2002 – e de outros jardins, o local também apresenta lagos ornamentais, que é outra de suas especialidades. Em um deles, é possível alimentar carpas-japonesas.

Além de visitar os espaços e adquirir plantas e produtos para jardinagem, os visitantes poderão aproveitar os gramados para piqueniques, com opção de café colonial no Hemerocallis Café. Fonte: claudia.morriesen@somosnsc.com.br / A Noticia / Foto: Salmo Duarte / A Notícia

 

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No dia 10/11 (sábado) você poderá apreciar nossos jardins floridos ao som do Coral Luterano de Rio Negro (PR), que se apresentará a partir das 15h.Com 42 coralistas, o coral está comemorando 75 anos de música e celebração cristã.

 

Mais informações: https://www.facebook.com/hemerocallis.joinville/

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Previsão de neve no Sul afasta o risco de geada nas principais áreas produtoras

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Depois de uma semana que tivemos geada, temporal e ventania no Sul, agora é a vez de a neve atingir parte dos pontos mais altos de Santa Catarina e do Paraná. No começo de domingo, dia 8, o sistema de baixa pressão atmosférica, finalmente, deu origem a uma frente fria que causa chuva em quase toda a região Sul.

As pancadas se espalham pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade sul do Paraná. A chuva mais forte se concentra entre o norte do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná, onde os acumulados de chuva são maiores.

Pela manhã, as temperaturas pouco variam em relação ao dia anterior. Entretanto, à tarde elas são mais baixas se comparadas aos dias anteriores.

“Ainda existe a possibilidade para rajadas de vento de mais de 60 km/h pela costa do Rio Grande do Sul e municípios próximos de Santa Catarina. E são justamente esses ventos e instabilidades que vão impedir a formação de geada no início da semana que vem”, explica Desirée Brandt, meteorologista da Somar.

A partir da segunda-feira, dia 9, as instabilidades diminuem, e uma massa de ar polar avança pelo sul do país, aumentando a sensação de frio em todo o estado, com risco para geada no interior do Rio Grande do Sul.

“Será mais o oeste do estado que pode ter esta geada. Para as lavouras de milho deste trecho, que estão em fase inicial de desenvolvimento, esse frio acaba sendo mais benéfico do que prejudicial. O frio acaba combatendo as pragas e ajuda a planta”, afirma Brandt.

Segundo ela, apenas mínimas inferiores a 0 grau é que podem afetar o desenvolvimento vegetativo. Dados da Embrapa Trigo afirmam que, quando ocorre baixa temperatura na fase inicial da lavoura, sem formação de geadas, haverá prolongamento do período vegetativo, e o trigo desenvolverá mais afilhos, resultando também em sistema radicular mais abundante, possibilitando maior exploração dos nutrientes do solo.

De um modo geral, esse frio previsto para a semana que vem só deve prejudicar as pastagens, já que para o trigo ele não trará grandes problemas porque a temperatura não deve despencar tanto.

Para as lavouras de milho segunda safra de Santa Catarina e do Paraná, as nuvens vão acabar segurando a temperatura e as mínimas previstas ficam em torno dos 8 graus, valor bem longe da formação de geada.

Para termos geadas precisamos de condições de tempo aberto, sem ventos e com mínimas iguais ou inferiores a 3 graus. Para as pastagens, por se tratar de uma vegetação mais rasteira, até mínimas de 4 graus podem trazer geadas e prejudicar os pastos.

O café, neste outono e inverno também anda escapando das ondas de frio intenso. O norte do Paraná e o Sudeste do Brasil estão sob a influência de um bloqueio atmosférico que impede o avanço dos sistemas meteorológicos como frentes frias e massas de ar de origem polar.

“É justamente por isso que não tem feito tanto frio. Mas até o Sudeste vai sentir essa mudança na temperatura na semana que vem. As máximas durante as tardes serão bem mais baixas quando comparadas com as desta semana”, diz Desirée.

Já as mínimas não vão ficar tão baixas, e os cafeicultores podem ficar tranquilos porque não há previsão de formação de geada. Em Guaxupé, sul de Minas Gerais, a menor mínima prevista para a semana que vem é 8 graus na próxima quarta-feira, dia 11 de julho.

A próxima onda de frio está prevista para o fim de julho, início de agosto com mínima em torno dos 6 graus. “Ainda não é risco de geada, mas precisamos monitorar esse frio de agosto”, finaliza Brandt. Fonte: Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

Mais informações: https://tempo.canalrural.uol.com.br

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Projeto visa o resgate da cultura do butiá em Jaguaruna

jaguarunabutia1O projeto denominado de 'Uma Vida Rega Outra', visa o resgate da cultura do butiá no município de Jaguaruna. Sessenta mudas foram plantadas neste primeiro momento.O projeto desenvolvido pela empresa Atlantis Saneamento, do município de Jaguaruna, tem a meta de plantar uma muda em cada ligação de água feita ao consumidor.

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O lançamento do projeto ocorrido no dia 21 de junho, contou com a participação de alunos das Escolas Antônio João Mendes, do Balneário Camacho; Cecília Ávila Schmitz, de Garopaba; Escola Campos Verdes, de Campo Bom e Escola Especial Novo Mundo – Apae, além da Polícia Militar Ambiental, vereadores e lideranças comunitárias.

As mudas selecionadas vieram do Rio Grande Sul e foram plantadas próximas à sede da empresa pelos alunos, com a orientação de professores e colaboradores da Jaguaruna Saneamento. 

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Para o biólogo e professor de Ciências da Escola Antônio João Mendes, Diego Corrêa, a iniciativa é de grande valia para a comunidade. "O butiá é uma planta nativa aqui de nossa região, onde muitos animais dependem dela para se alimentar. Há duas espécies que são nativas aqui do litoral, uma delas, o butiá catarinense, muito embora poucas pessoas sabem disso, está numa lista oficial de espécie ameaçada de extinção", observa o professor, que ressalta ainda que a referida planta faz parte também do consumo humano. "Tradicionalmente temos a cachaça do butiá, sorvetes e sucos, e a cada dia que vamos estudando surgem novos produtos oriundos do butiá, que são saudáveis para o consumo humano, por isso trata-se de uma grande relevância este projeto, que visa a preservação da espécie".

O evento contou com homenagens, poesias e até um rap de autoria dos alunos da escola Antônio João Mendes. O superintende da Águas de Jaguaruna, Eduardo Silvano Batista, reforçou a importância do resgate à cultura do plantio do butiá. "O butiá é uma planta típica aqui da região, principalmente nas proximidades de nossa estação de tratamento e o índice de plantio tem diminuído de forma muito expressiva, nos preocupando muito com isto", observa. Para ele, o cultivo pode trazer uma renda complementar para muitas famílias da região. "É algo interessante aqui na comunidade, pois através do butiá, muitas pessoas podem até ter uma renda extra com os sucos, picolés, cachaça e com a venda do próprio butiá", ressalta. Eduardo adianta que, de momento, a empresa ainda não está conseguindo disponibilizar mudas para os consumidores que queiram fazer o plantio dentro de suas respectivas propriedades, mas que podem estar orientando como cultivá-las. Fonte: Folha Regional/Foto: Jorge Pereira/ FR

 

Mais informações: www.atlantissaneamento.com.br

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