Arquivos da categoria: Bovinocultura de Leite

Resfriamento de vacas leiteiras amplia eficiência e renda do produtor rural

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Aumento da produção, melhoria na eficiência alimentar, ampliação da fertilidade, avanço na resposta imune do animal, redução de problemas clínicos e despesas com medicamentos são alguns dos benefícios proporcionados, pelo resfriamento de vacas leiteiras.

Esse tema foi abordado, na última semana, para 29 técnicos durante o curso promovido pelo Santafé Agroinstituto, com apoio do Sebrae/SC, em Chapecó. A qualificação integra as ações do projeto “Encadeamento Produtivo Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”, desenvolvido em parceria com cooperativas e entidades.

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O curso teve como objetivo proporcionar conhecimento prático, principalmente aos técnicos que atuam no campo, a fim de levar novas informações e tecnologias aos produtores rurais. O assunto foi abordado pelo especialista em estresse térmico em vacas leiteiras, Israel Flamenbaum, que possui PhD pela Hebrew University of Jesuralém e foi diretor por 16 anos da área da bovinocultura leiteira do Ministério da Agricultura de Israel.

A tradução simultânea foi do médico veterinário, especialista em gestão de fazenda de leite Adriano Siqueira Seddon, que introduziu no Brasil o sistema compost barn. Esse sistema visa reduzir custos de implantação e manutenção, melhorar índices produtivos e sanitários dos rebanhos e possibilitar o uso correto de dejetos orgânicos provenientes da atividade leiteira.

O sistema de resfriamento de vacas leiteiras pode ser implantado em pequenas propriedades rurais ou em fazendas de grande porte. O intuito é melhorar o bem-estar dos animais, ampliar a eficiência e aumentar o padrão e qualidade de vida do empresário rural.

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Acordo com Flamenbaum, ao adotar esse sistema em Santa Catarina a produção expandiria em 1.500 litros por vaca/ano, os custos alimentares diminuiriam em 10% em função da melhoria da eficiência alimentar e haveria avanço na fertilidade das vacas pela redução no intervalo entre os partos, fazendo com que cada animal tenha incremento da rentabilidade.

“Nossos cálculos comprovam que podemos melhorar o retorno de cada vaca em Santa Catarina em aproximadamente R$ 1,2 mil. Então, se considerarmos a introdução do sistema de resfriamento e sua utilização correta, a produção catarinense de leite poderia ampliar em até 300 milhões de litros/ano, com incremento da renda do produtor em até R$ 230 milhões/ano”, ressaltou o especialista.

Para o resfriamento adequado de uma vaca é necessário investir o valor aproximado de R$ 1,5 mil para aquisição de equipamentos. Além disso, o custo operacional em energia, água e mão de obra será de R$ 150 por animal. “O retorno desse investimento se dá em até dois anos, por isso ao considerar o custo-benefício conclui-se que não há outra tecnologia que possa ser utilizada nesse setor que agregue tanto valor e que tenha retorno tão rápido quanto o resfriamento de vacas”, analisou Flamenbaum.

O desafiou, segundo o especialista, está relacionado a falta de conhecimento sobre a maneira adequada em utilizar o sistema e nas vantagens proporcionadas, principalmente, na eficiência e rentabilidade. “O objetivo do curso foi transmitir conhecimentos e treinar os profissionais para que possam usar essa tecnologia para obter bons frutos, afinal é necessário resfriar as vacas durante todo o ano e em todas as fases de lactação tanto para vacas secas quanto em vacas em lactação”, comentou. Fonte: https://revistabusiness.com.br

Mais informações: http://www.auroraalimentos.com.br/

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Produtores de São João do Oeste investem no gado Inra 95

sjoaogado1No município de São João do Oeste, a raça Inra 95 tem apresentado bons resultados, segundo relata o Secretário Municipal de Agricultura, Genésio Anton.

Em 2017, o foco, segundo o secretário era o melhoramento genético no gado de leite, ficando para um segundo plano o gado de corte E a raça Red Angus era conhecida dos agricultores, mas sofria rejeição devido à lentidão no desenvolvimento inicial e também por apresentar excesso de gordura quando do abate.

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Para oferecer novas oportunidades aos produtores rurais do município, a Secretaria de Agricultura viabilizou em 2018, a aquisição de algumas doses de sêmen da raça INRA 95, voltado ao gado de corte. “O empenho junto às empresas foi importante para conseguir uma nova raça mais adaptada à região, surgindo, então a raça Inra 95, com melhor conversão porque seu crescimento é mais rápido e tem uma procura maior pelo consumidor, principalmente por ser uma carne com menos gordura”, conta o secretário.

De acordo com Genésio Anton, a raça foi desenvolvida na França, por uma Cooperativa de Genética, tendo por base as raças Charolês, Blonde d’aquitaine e Azul Belga, preconizando, porém, a preservação da vaca leiteira.

"O principal objetivo da Secretaria foi buscar uma raça que pudesse ser cruzada com as raças leiteiras que há no município, sem que ocorressem problemas de parto, na hora do nascimento dos bezerros e possua uma significativa diminuição de gordura nas carcaças para abate", diz o Secretário de Agricultura.  

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Os primeiros animais do INRA 95 nasceram no final de 2018, em algumas propriedades do município. 

Na Linha Ervalzinho, o produtor Inácio Deters, mantém alguns terneiros da raça. Ele atua na engorda de gado e enfatiza o bom desenvolvimento dos animais, nos primeiros meses de vida. Apesar do baixo peso de nascimento, o bezerro atinge um alto peso na hora do desmame, tendo um desenvolvimento rápido. Anton explica que esta raça pode ser inseminada tranquilamente no plantel de vacas leiteiras que há no município. “Esta raça dá bezerros bem pequenos, ocorrendo facilidade de parto e nascimento. Os bezerros nascem na faixa de 37 a 41 kg de peso, permitindo que o parto ocorra de forma natural”, comenta Anton.

Na propriedade de Eduardo Rauch, situada às margens da SC-496, um bezerro INRA 95 já está em pleno desenvolvimento. O produtor comenta que o nascimento do bezerro ocorreu em parto normal, não oferecendo risco a vaca leiteira.

Da mesma forma ocorreu na propriedade de Marino Knorst em La. Alto Macuco. Com cerca de 4 meses e meio, a novilha INRA 95 surpreende pelo rápido desenvolvimento. A família Knorst tem uma propriedade voltada a produção de leite e aprova o desenvolvimento da raça de gado de corte.

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Anton explica que a raça tem um alto peso na hora do abate, superior em cerca de 40 kg comparado ao Red Angus cruzado com raças leiteiras. “O INRA 95 possui ótima conversão alimentar, gera uma carne com menos gordura na carcaça. É uma raça desenvolvida especialmente para cruzar com raças leiteiras, com o objetivo de produzir carne”, explica. Outro ponto destacado é de que a raça se adapta tanto para o sistema de confinamento quanto para criação em pastagem

Anton destaca também que o projeto apresenta 98% de sucesso em facilidade de parto das vacas em comparação as outras raças. Desta forma, o produtor tem mais facilidade com o aproveitamento das vacas. Salienta que foram realizadas mais de 1700 inseminações desde o ano de 2018. Anton menciona que os primeiros terneiros criados no município serão abatidos em janeiro de 2020. Ele pontua que serão coletadas opiniões dos frigoríficos que farão o abate para melhoria do processo. Fonte: Portal Peperi e PM SJOeste

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Bovinocultura de leite e gestão de propriedades: novos olhares da juventude rural

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Um grupo de jovens rurais do estremo oeste de Santa Catarina que participam do curso de qualificação com foco em bovinocultura de leite e gestão de propriedades, participaram no início de agosto de mais uma etapa da formação.

Segundo a extensionista da Epagri, Simone Bianchini, o curso acontece desde o mês de abril, no Centro de Treinamento da Epagri, em São Miguel do Oeste – Cetresmo, com aulas teóricas, práticas e excursões técnicas. “Percebemos uma evolução positiva do grupo que está muito comprometido com a formação. Temos relatos de famílias sobre o impacto positivo nas relações de trabalho nas unidades familiares. Este público trouxe novas demandas de trabalho e está acessando importantes políticas públicas estaduais e municipais”.

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No período da manhã, os jovens receberam orientações do extensionista da Epagri, Clístenes Guadagnin, sobre Manejo de Solo e Água nas Propriedades Rurais, e do analista financeiro do Sicoob, Cristian Ludwig, sobre Gestão de Recursos Pessoais.

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À tarde, eles foram até a propriedade da família Orso, na Linha Aparecida, onde acompanharam explanações do médico veterinário da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc, Ody Gonzalves, sobre Brucelose e Tuberculose e do médico veterinário da Epagri, Jaime Prestes, acerca de Doenças Reprodutivas em Rebanhos Leiteiros. Também puderam conhecer as instalações e o funcionamento das atividades da propriedade.

A extensionista Simone ressalta que o Estado, o Município e demais parceiros do projeto, têm sentido a importância de trabalhar com os jovens rurais e já oportunizam ferramentas para fomento e incentivo à atuação nas propriedades. Exemplo disso, é o Governo do Estado que disponibiliza para este público, kit forrageiro, kit informática e recursos para a implantação e desenvolvimento de projetos de vida, por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR).

O secretário Antônio Orso afirmou que a Administração Municipal é parceira neste projeto que vem formando jovens do interior, os quais pretendem dar continuidade às atividades de seus pais e avós, preservando a produtividade nas propriedades rurais. “Queremos contribuir com o fortalecimento do homem do campo e aumento de sua produtividade e renda. Temos muitos jovens aqui com grande potencial, precisamos incentivá-los a ficar na propriedade e melhorar a cada dia”.

Além da Prefeitura de São Miguel do Oeste e da Epagri, estão juntos neste projeto, Sicoob, Cooper Alfa, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato dos Produtores Rurais, Associação 25 de Maio, Sulcredi, Sicredi e Acismo. Fonte: portal peperi/Foto: Prefeitura de São Miguel do Oeste

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Agricultores de Riqueza participam de Dia de Campo sobre gado de leite

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A Epagri de Riqueza, em parceria com a Secretaria de Agricultura do município, promoveu um dia de campo sobre gado de leite.

O encontro contou com a participação de 25 agricultores e foi realizado em Linha Progresso, na propriedade da família de José Portes da Silva.

O conteúdo apresentado pelos profissionais foi dividido em três etapas didáticas.

A primeira abordou a sobressemeadura de sementes de gramíneas de inverno em áreas de pastagens perenes de verão. A segunda trabalhou, de maneira teórica e prática, a qualidade do leite e o controle de Contagem de Células Somáticas e Padrão de Placas. Já a terceira tratou sobre a importância da água e sombra nos piquetes.

Na sobressemeadura de pastagem foi tratado com relação ao fornecimento de alimento de qualidade no período de outono/inverno.

Também foram abordados os temas de manejo dos animais em piquetes, divisão em lotes conforme a exigência nutricional, visando um melhor aproveitamento da pastagem.

Os engenheiros agrônomos da Epagri, que ministraram a capacitação, também abordaram sobre a importância de disponibilizar sombra e água nos piquetes, com o objetivo de melhorias tanto em relação ao bem-estar animal, quanto à qualidade e quantidade de leite produzido, acarretando em avanços nos índices reprodutivos.  Ainda no local, realizou-se a prática de identificação dos animais com mastite subclínica. Fonte:Fonte: Rádio Porto Feliz 

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Jovens rurais da região de Palmitos capacitados em produção leiteira

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Jovens rurais de seis municípios da região de Palmitos, no Extremo Oeste do Estado, terão um ano de muito aprendizado sobre pecuária leiteira.

Eles fazem parte de um projeto da Epagri com entidades parceiras que vai capacitar, ao longo deste ano, 152 jovens de Flor do Sertão, Cunhataí, Riqueza, São Carlos, Águas de Chapecó e Cunha Porã. O “Curso Juventudes Rurais – Semeando no presente para colher no futuro” é a ampliação de um projeto de sucesso realizado em Cunha Porã no ano passado.

Os cursos terão nove encontros mensais em cinco municípios. Cada módulo é composto por uma manhã de estudos conduzida por profissionais da área e uma tarde de visita a propriedades que trabalham a produção de leite. Ao longo do mês de março, todas as turmas realizaram a primeira etapa do curso. Em Cunha Porã, 27 participantes de 2018 estão iniciando o segundo ano de estudos para aprofundar ainda mais o conhecimento na área.

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Nos intervalos entre as etapas do curso, serão realizadas visita às famílias dos participantes que demandem ações de assistência técnica e extensão rural. “Ao longo da capacitação, os alunos também poderão buscar acesso a políticas públicas relacionadas ao jovem rural empreendedor”, acrescenta Richard Willian Junglaus, engenheiro-agrônomo da Gerência Regional da Epagri de Palmitos e coordenador do curso.

Todos os municípios envolvidos no projeto têm a produção leiteira em sua base econômica. No entanto, grande parte das propriedades é gerida pelos pais, a maioria acima de 50 anos, enquanto os jovens buscam empregos na cidade ou fora do município. “Considerando essa realidade, a Epagri buscou formar parcerias na região e em cada município com instituições movidas pelo interesse de ajudar os jovens a permanecer no campo, vislumbrando na produção leiteira uma oportunidade de negócio e desenvolvimento”, explica Richard. Além de colaborar com recursos, as entidades parceiras indicam os participantes.

Entre os parceiros do projeto estão: prefeituras, Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Cidasc, Icasa, Instituto do Meio Ambiente de SC (IMA), Cooperativa Regional Auriverde, Cooperativa A1, Cootrafar, CooperAlfa, Banco do Brasil, Cresol, Sicoob, Sicredi, Sulcredi, Movimento de Mulheres Camponesas, Clube 4s, Carlitos Alimentos, Casa Familiar Rural, além de sindicatos em cada município vinculados à Fetraf, ao Sintraf, à Fetaesc e à Faesc.

 

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Epagri de Celso Ramos capacita agricultores sobre Bovinocultura de Leite

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O escritório local da Epagri, no município de Celso Ramos e a Secretaria Municipal de Agricultura, promoveram reunião prática sobre Bovinocultura Leiteira. A capacitação foi realizada na propriedade do produtor Osni Suppi, na Comunidade Linha Fabris, no dia 21 de março.

Durante a reunião prática foram abordados os seguintes temas:

- Germinação das Sementes das Pastagens de Inverno – Teste para analisar a germinação das sementes de aveia, azevém e trevos brancos e vermelhos – Palestrante: Pesquisadora da Estação Experimental da Epagri Campos Novos – Cristiane Lima Wesp;

- Recomendação e prática de adubação para melhoria da fertilidade do solo e aumento da produtividade de pastagens de inverno e sucesso da sobressemeadura – Palestrante: Pesquisadora da Estação Experimental da Epagri Campos Novos – Fabiana Schimidt;

- Melhoramento de pastagens – Prática de sobressemeadura das pastagens perenes de verão – Palestrante: Maria do Socorro Fernandes, do Escritório local da Epagri de Celso Ramos.

 

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Curso de qualificação para jovens rurais teve início em São Miguel do Oeste

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O lançamento do curso “Qualificação de Jovens Rurais com foco em bovinocultura de leite e gestão de propriedades”, aconteceu no dia 29 de março,no Centro de Treinamento de São Miguel do Oeste.

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Além dos jovens que participarão da formação, prestigiaram a solenidade autoridades e representantes de instituições parceiras do projeto, entre elas a Prefeitura de São Miguel do Oeste, Epagri, Sicoob, Cooper Alfa, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Sindicato dos Produtores Rurais, Associação 25 de Maio, Sulcredi, Sicredi e Acismo.

Conforme a extensionista da Epagri, Simone Bianchini, este curso vem sendo pensado há quase um ano, com debates acerca de sua relevância, conteúdos, instrutores, locais para visitas, entre outros assuntos pertinentes. “Teremos nove encontros na segunda terça-feira de cada mês. No período da manhã, será estudada a parte teórica, no Cetresmo; e à tarde, os jovens farão visitas a diferentes propriedades rurais, onde terão aulas práticas”.

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Durante o lançamento, o público acompanhou a palestra do engenheiro agrônomo Jonas Ramon, que explanou acerca do tema “Pecuária Leiteira de Resultados”.

No dia 09 de abril inicia oficialmente o curso que terá sempre a instrução de profissionais da Epagri e, em todos os encontros um dos parceiros do projeto estará apresentando o seu portfólio. Este primeiro encontro terá a participação do engenheiro agrônomo Jean Pilguer, coordenador do Programa de Pecuária, E no período da tarde, visita a uma propriedade em Itapiranga, que é uma unidade de referência tecnológica em produção de leite a base de pastagens perenes. Fonte:Portal Peperi

 

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Jovens rurais de São Carlos e Águas de Chapecó iniciam capacitação em bovinocultura de leite

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A abertura oficial do curso para Jovens Rurais, em Bovinocultura de Leite, dos Municípios de São Carlos e Águas de Chapeco, aconteceu no auditório da Secretaria de Educação de São Carlos, no dia 07 de março.

No primeiro dia do curso, os 38 jovens participantes ouviram a palestra, “Proposta da Epagri para a produção de leite em Santa Catarina”, proferida pelo engenheiro agrônomo Jean Pierre Pilger, responsável pelo Programa de Pecuária, na região.

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No período da tarde, a turma deslocou-se ao município de Cunha Porã, onde conheceram a Unidade de Referência Técnica em bovinocultura de leite, da família Kutner.

A extensionista social da Epagri, no município de São Carlos, Lilian Mortari Castelani, relata que desde meados de 2012, a Epagri dedicou-se à capacitação de jovens do meio rural em Gestão, Liderança e empreendedorismo, com cursos em regimes de alternâncias realizados nos Centros de Treinamento.

“Como fruto deste trabalho existem jovens investindo em seus projetos de vida, alavancando a economia das propriedades, trabalhando com qualidade de vida e renda digna.  Inerente a estes resultados, a ação Jovem Rural, proposta pela Epagri vem se expandindo nos municípios, onde através de uma construção com entidades parceiras, que compreendem a importância da juventude rural, torna-se possível investir na capacitação técnica local”, conta.

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No município de São Carlos, as entidades envolvidas neste processo são: Epagri, Secretarias Municipais de Agricultura de São Carlos e Águas de Chapecó, Cooperativa Regional Auriverde, Cootrafar, Cooperalfa, Sintraf, Banco do Brasil, Cresol, Sicredi, Sicoob Maxi Crédito, Movimento de Mulheres Camponesas, Clubes 4s e Carlitos Alimentos.

Valendo-se do princípio da cooperação, o curso será executado com as entidades financiando o almoço dos participantes, as secretarias de agricultura oferecendo o transporte até as aulas práticas e a Epagri cedendo os instrutores para ministrar o conteúdo técnico.

A extensionista conta que após diversas reuniões de organização, onde todas as entidades participantes concordaram que a área de bovinocultura de leite atualmente move a economia da região, foi definido por investir num trabalho de capacitação e união de forças com vistas à sucessão familiar. Além disso, a maioria entidades representadas também possuem ações com a juventude rural, seja na área de cooperativismo, gestão financeira, apoio técnico, entre outros.

“Esta ação compreende a relevância da propriedade rural, pois além de um núcleo de produção é um misto de empresa e família, onde ao longo do tempo, deve-se permitir, favorecer ou incentivar a sucessão familiar, para garantir a prosperidade da propriedade. Para isso, é necessário discutir a sucessão com as famílias ao mesmo tempo em que investimos no jovem rural”, destaca Lilian.

Neste sentido, o curso de bovinocultura de leite lança o desafio da capacitação dos 38 jovens rurais de São Carlos e Águas de Chapecó, indicados pelas entidades parceiras. Serão nove meses, com um encontro mensal com palestras e visitas técnicas, criando um espaço de aprimoramento e de ganho pessoal.

O curso pretende também representar um espaço de encontro para a juventude, estudando princípios da área técnica, gerencial, ambiental, humana e social. Para que eles tenham embasamento para discutir o futuro e construir propostas para o desenvolvimento da agricultura familiar.

O cronograma de encontros mensais segue até novembro e será alternado entre os municípios de São Carlos e Águas de Chapecó, além de visitas a diversas propriedades da região.

 

Mais informações: www.saocarlos@epagri.sc.gov.br

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Propriedades de Tunápolis são certificadas livres de brucelose e tuberculose

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No município de Tunápolis, extremo oeste catarinense, 40 produtores rurais ganharam como certificadas suas propriedades, estando livres de brucelose e tuberculose. A entrega foi feita através da empresa Agrotunas e o médico veterinário responsável, Audrei Delazeri.

Conforme o prefeito Renato Paulata, o programa funciona muito bem em Tunápolis, porque foi feito com profissionalismo pelo médico veterinário e aceito pelos produtores rurais: “Ficamos felizes em poder participar de um momento em que vocês recebem o certificado, não em si pelo certificado, mas porque vocês estão se tornando livres dessas doenças na propriedade de vocês, e isso para nós é uma questão de saúde humana, portanto, os investimentos que o poder público fez, desde o início, lá na metade de 2017, até o momento, que somam em torno de R$ 150 mil, não consideramos um gasto, mas sim um investimento que tem um retorno garantido na propriedade”.

Paulata salientou: “São mais de 10 mil exames feitos já nesse período por três profissionais, ou seja, estamos chegando nos 50% dos animais do município que já serão certificados. Em média, o investimento do poder público chega a R$ 12,00 por exame, dentro da escala que define os valores de ajuda. Produzir leite é uma coisa, agora produzir leite com qualidade é outra coisa, que resulta em um ganho muito maior. Por isso, de nossa parte, parabéns a cada um de vocês por terem acreditado no programa, e ele continua, na esperança de que todos os produtores do município façam a sua certificação. Esperamos também que o Governo do Estado incentive para os demais municípios também fazerem sua certificação, afinal, aqui não somos uma ilha, por isso precisamos que os outros municípios também façam, para daqui a pouco de fato nos tornamos livres da Brucelose e Tuberculose em nosso Estado”.

O secretário da Agricultura, Pedro Baumgratz, afirmou: “Graças a vocês Tunápolis ingressou no estado de SC como um dos municípios que se destaca no Programa de Certificação de Propriedades, por tonar livre as propriedades da Brucelose e Tuberculose. Eu recebo quase diariamente ligações de outros municípios, onde agricultores cobram de seu prefeito porque em Tunápolis ocorre um programa tão importante e no seu município não é implantado. Tivemos problemas com falta de tuberculina, mas o programa está andando e hoje já temos excelentes números. Cobrei dos laticínios que o produtor certificado deve ganhar mais pelo litro de leite, inclusive para ter um incentivo a mais, porque o programa traz segurança não somente às famílias, mas a toda a população”.Fonte: http://jexpressao.com/2017

Mais informações: www.tunapolis.sc.gov.br

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Jovens rurais de Cunha Porã são capacitados em bovinocultura de leite

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Ao longo deste semestre, 29 jovens de Cunha Porã, no Oeste Catarinense, foram capacitados para atuar em bovinocultura de leite. O conteúdo faz parte do curso de Gestão, Liderança e Empreendedorismo para Jovens Rurais, promovido pela Epagri.

Em outubro o tema foi adubação e sua importância retorno leite, abordado em palestra pelo engenheiro-agrônomo José Gilmar Naibo. O assunto foi visto na prática na propriedade rural de Edio Magrin, em Serra Alta, onde os jovens foram acompanhados pela engenheira-agrônoma Elisabete Schlatter. Lá todos acompanharam o manejo de mais de 100 vacas em um sistema de produção de leite à base de pasto (a dieta dos animais é de até 70% de pastagens perenes com sobressemeadura de sementes anuais em piquetes com água e sombra). Os jovens visualizaram técnicas, equipamentos, serviços, estratégias e práticas que, quando integradas, permitem diminuir os problemas encontrados na atividade.

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Em setembro o assunto foi manejo de pastagens e sobressemeadura, abordado pelo engenheiro-agrônomo Ruan Matheus Benvenutti. Para melhor compreensão do assunto, o grupo visitou a propriedade da família Zatt em Saudades, onde realizou diversas práticas como construção de cerca elétrica para bovinos leiteiros, aferição de kit para-raio e instalação de água em piquetes. Essas ações foram coordenadas pelos técnicos Altair Gralow e Sidinei Wolnei Weirich.

Em agosto o presidente da Epagri, Luiz Hessmann, se reuniu com os jovens e destacou a difusão de novas tecnologias, a organização do produtor, o trabalho com o jovem rural e o compromisso com a inovação. O grupo também participou de uma palestra sobre necessidades nutricionais dos bovinos leiteiros, silagem, fenação e uso de cana-de-açúcar, preferida pelo engenheiro-agrônomo Jean Pilger. Para fixação do conteúdo, os agricultores visitaram a propriedade da família Kirsten, em Palmitos, onde conheceram o método de criação de terneiras e novilhas, bem como as formas de controle alimentar e controle leiteiro do rebanho.

 

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