Arquivos da categoria: Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar

1ºFórum Tecpar de tecnologia para pequenos agricultores tem participação do NITA

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Para debater como as inovações tecnológicas podem ajudar o agricultor familiar, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) promoveu o I Fórum de Tecnologia para a Agricultura. O evento, que aconteceu no último dia 6, no Auditório do Tecpar, Campus CIC, em Curitiba, foi voltado para conectar agricultores familiares com as empresas e suas tecnologias.

O Estado de Santa Catarina foi convidado a apresentar o NITA, o seu enfoque de trabalho e como a organização está ajudando aos agricultores familiares a buscar as inovações, e também, incentivando as empresas a ofertar tecnologias adaptadas aos pequenos agricultores. Esteve no evento o engenheiro agrônomo André Ricardo Poletto, da Secretaria Executiva do NITA, que apresentou a forma de funcionamento, serviços oferecidos e alguns resultados obtidos com a organização.

O diretor de Indústria e Inovação do Tecpar, Rafael Rodrigues, explicou que o fórum buscou promover o acesso de novas tecnologias aos pequenos produtores e, assim, contribuir para agregar valor, diminuir custos e ampliar participação deles no mercado.

“Vamos conectar agricultores familiares com as empresas e suas tecnologias e também ouvir quais as necessidades destes produtores para identificar como a tecnologia pode ajudá-los nos problemas do dia a dia, tanto em relação à produção quanto à qualidade de vida”, destaca Rodrigues.

A coordenação do evento considerou de grande importância as apresentações e o debate ocorrido, que pelas participações e questionamentos demonstrados, há a necessidade de aprofundamento nas questões apresentadas. Encerrou, definindo que serão organizados outros eventos em continuidade a este. Fonte: http://portal.tecpar.br/

 

Mais informações: http://nita.org.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309 
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Agronegócio no radar das startups catarinenses

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Em Santa Catarina as empresas desenvolvedoras de tecnologia estão migrando para o meio rural desenvolvendo soluções para aumentar a competitividade da agricultura familiar. A aproximação desses dois setores tão diferentes é missão Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA), que passa a ser coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

No último ano, o NITA estava sob a gestão da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e ganhou três embaixadores regionais em Chapecó, Florianópolis e Joinville. O Núcleo de Inovação faz parte de um grupo seleto de iniciativas para aproximar tecnologia e agricultores. O Banco Mundial apoia apenas oito projetos como esse no mundo e o estado é o único representante da América Latina nessa lista.

A Secretaria da Agricultura assume a coordenação do projeto já com planos para 2019. A intenção é aproximar ainda mais o NITA das universidades e dos pólos de inovação locais.  O Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar conta com 44 empresas cadastradas, que já fazem negócios com agricultores e empresas catarinenses, além de algumas parcerias internacionais.

Parceiros

Sob coordenação da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, o NITA reúne diversas entidades de Santa Catarina, entre elas Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae),  Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), Associação Catarinense de Fundações Educacionais(Acafe), Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), Universidade Católica de Santa Catarina, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado de Santa Catarina (Fetaesc),  Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). Créditos: Agrotechlink

 

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NITA recebe comitiva de Blumenau

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O Secretário de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Empreendedorismo do município de Blumenau, Moris Kohl, o Eng° Agrônomo Luiz Carlos Moreira da Maia e o Diretor da Cidasc, Rodrigo Conceição, visitaram a Secretaria Executiva Estadual do Nita - Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar, para conhecer a organização e buscar alinhamentos futuros, visando a inovação tecnológica da agropecuária do município.

O diretor Ditmar apresentou a formatação dessa iniciativa pioneira no Brasil e mostrou os serviços que já são oferecidos aos participantes. Esclareceu que o objetivo principal é buscar a conectividade dos diversos atores do setor, aproximando as demandas tecnológicas dos agricultores familiares dos demais elos da cadeia. Comentou, que estas necessidades tecnológicas devem chegar aos inventores e aos empreendedores que criam e produzem as tecnologias, para que sejam supridas, beneficiando a todos.

Segundo o Secretário Moris, está é uma área que ninguém quer ficar de fora e que representa o futuro de qualquer atividade e pretende buscar uma maior aproximação ao Nita. Encerrou dizendo, que em breve fará um evento para apresentar o Nita às lideranças do município e assim, aproveitar dessa iniciativa promissora.Fonte:Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

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NITA – Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar – avanços e oportunidades

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O relatório de atividades em 2018 do NITA – Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar aponta para o fato de que, pesquisa realizada junto a empresas participantes, 72% apontam aumento de faturamento decorrente da adesão à iniciativa. Temos casos que superam 35% de aumento no faturamento.
 

Avanços e oportunidades

O que já temos

A primeira ação do núcleo foi buscar informações e conhecer as empresas que atuam no estado de Santa Catarina com enfoque de produção/oferta de tecnologias verdes. Assim, com o apoio do Banco Mundial, foi idealizado e consolidado um portal para que se pudesse conhecer e dar visibilidade a essas empresas. O portal é acessado por meio do endereço www.nita.org.br e já está em sua versão 2.0, o qual oferece um número significativo de informações e serviços ao ecossistema.

Serviços disponibilizados no portal

  1. Empresas – Uma base de empresas que atuam no território catarinense e que desenvolvem e ofertam tecnologias verdes. Aqui também é possível que inventores possam realizar seu cadastro, de modo a apresentar também as soluções desenvolvidas, bem como grupos de pesquisa.
  2. Tecnologias – A apresentação de tecnologias oferecidas, seu estágio de desenvolvimento, cadeia produtiva alvo, área de aplicação. Além de informações sobre a tecnologia em si, é possível verificar os endereços em que se pode adquirir e/ou buscar informações adicionais.
  3. Demandas – O portal oferece a possibilidade de um agricultor, técnico, organização possa apresentar problemas relacionados a produção agropecuária e pesqueira. Com base no cadastramento, empresas que atuam na área acessam essa informação de modo a tomar conhecimento da problemática apresentada. Assim estamos melhorando a conexão entre demanda e oferta.
  4. Calendário – Um calendário com os principais eventos relacionados ao tema agricultura familiar e inovação está disponível.
  5. Blog – Espaço para publicação de artigos, notícias e opinião sobre a temática da inovação e agricultura familiar

O portal tem demonstrado ser uma importante ferramenta para concentrar em um local informações sobre a inovação voltada a agricultura familiar.

Depoimentos de empresas participantes do NITA tem demonstrado que o portal tem proporcionado visibilidade para o Brasil e outros países, chamando a atenção de investidores estrangeiros que buscam parceiros para realização de projetos de interesse comum.

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Em pesquisa realizada em 2018 junto as empresas participantes do NITA, alguns resultados demonstram o impacto da iniciativa junto ao ecossistema de inovação para a agricultura familiar. Para as empresas que responderam já ter receita anterior a sua adesão ao NITA foi indagado, se a participação no portal resultou no aumento do faturamento das empresas. No gráfico a seguir é possível verificar que 28% não tiveram aumento de renda, sendo 17% devido a não comercializarem a tecnologia cadastrada no portal e 11 % que afirmam não terem tido reflexo no volume de negócios.

No entanto se verifica que 72% afirmam terem obtido aumento de faturamento, sendo que 33%   tiveram acréscimo de até dez por cento, 22% de 10 a 20%, 6 de 20 a 35% por cento e 11% aumento de mais de 35.

Acesse o documento na íntegra: http://nita.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Relat%C3%B3rio-NITA-2018.pdf

Mais informações: http://nita.org.br

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Pesquisa do NITA e Epagri identifica desafios tecnológicos da piscicultura catarinense

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Uma das importantes atividades para o Estado e que possui grande crescimento nos últimos anos em Santa Catarina é a piscicultura. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), em 2016, os cinco estados maiores produtores de peixes cultivados foram Paraná, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina, nesta ordem. Paraná, São Paulo e Santa Catarina produzem como espécie principal a tilápia, o Mato Grosso os peixes híbridos e Rondônia principalmente Tambaqui.

A piscicultura catarinense tem características que a distinguem de outros estados. É desenvolvida majoritariamente em pequenas propriedades rurais, com média de 2 hectares de lâmina de água por propriedade, e mão de obra familiar.

Na safra de 2016, a piscicultura de água doce catarinense produziu 43.300 toneladas de peixes de diferentes espécies, sendo os produtores comerciais responsáveis por 29.637 toneladas (mais de 68%) dessa produção. A espécie mais produzida no Estado é destacadamente a tilápia, mas a produção de carpas também é relativamente significativa em relação às demais espécies.

Figura 1 – Distribuição percentual das espécies de peixes produzidos em Santa Catarina 2016

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Fonte: Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2016 -2017, Epagri/Cepa

Tendo por base a área de abrangência das Gerências Regionais da Epagri, se destacam as regiões de: Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau, como as maiores produtoras de pescado comercial (Figura 2).

Figura 2 – Produção comercial de piscicultura comercial de água doce de Santa Catarina 2016 (kg)

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Fonte: Síntese Anual da Agropecuária de Santa Catarina 2016-2017.

Na figura 3 são apresentados os municípios de maior destaque na produção comercial de pescado, com destaque a região de Tubarão que concentra cinco dos dez maiores produtores: Grão Pará, Braço do Norte, São Martinho, Armazém e Rio Fortuna. O destaque fica para o município de Massaranduba que produz 1,77 mil toneladas, sendo o maior produtor do estado (Figura 3).

Figura 3 – Produção comercial dos dez maiores municípios produtores de Santa Catarina em 2016 (kg)

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Fonte: Síntese Anual da Agropecuária de Santa Catarina 2016-2017.

Devido à grande importância da atividade da piscicultura e a tendência de expansão no Estado, o NITA realizou uma pesquisa, que foi deflagrada de forma “on line” no período de maio a junho de 2018, dirigida a técnicos do setor que atuam nas diversas regiões do Estado.

A pesquisa buscou conhecer um pouco mais sobre a cadeia da piscicultura e captar a percepção técnica sobre deficiências e problemas que podem ser aprimoradas com tecnologias inovadoras.

O questionário foi encaminhado em formato eletrônico às coordenações das empresas que fornecem assistência técnica aos produtores, que por sua vez encaminharam aos seus técnicos com maior atuação na cadeia produtiva, resultando na opinião de profissionais com grande experiência na área. Como resultado obteve-se a participação de 19 técnicos, distribuídos entre a Epagri (90%), Cooperativas (5%) e Cidasc (5%).

Figura 4 – Frequência das respostas por região em relação a área de atuação do Programa SC Rural

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Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

As respostas obtidas estão localizadas em sua maioria na região oeste e no litoral sul, seguida do planalto norte.

Aos participantes da pesquisa foi solicitado que apontassem mediante a pontuação em uma escala de 1 a 5 (onde 5 é o de maior importância), quais as áreas em que mais necessitam de inovação. Na figura 4 são apresentadas as áreas em que o maior número de técnicos que atribuíram pontuação 4 e 5.

Figura 4 – Área de maior pontuação total para a inovação (número de técnicos)

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Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

Na figura 5, é apontada a área em que, na percepção dos participantes da pesquisa, há maior necessidade de inovação, aspecto este que corrobora com o questionamento sobre a área de maior importância. O controle de qualidade da água se destaca com 42%, seguido da alimentação (nutrição) com 16%. (Figura 5).

Figura 5 – Área considerada imprescindível para inovações

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Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

Dentre as principais áreas apontadas como prioritárias para investimento em processos de inovação, passamos a destacar os principais comentários apresentados pelos participantes na pesquisa, relacionados a duas delas: o controle de qualidade de água e a alimentação e nutrição.

Controle de qualidade da água

  • Controle de qualidade de água é fundamental para produção acima da capacidade de suporte natural dos viveiros aquáticos. O produtor precisa de ferramentas de fácil uso para que avaliar a qualidade dá água numa frequência diária, para que em cima disso possa tomar decisões mais precisas, como horário de alimentação, manejo de aeradores, tratamentos, etc..
  • Manejo de água buscando alta produtividade de fito e zooplancton, e redução de custos de produção.
  • É na água que o peixe se desenvolve. É neste meio onde come e defeca, sendo fundamental o controle da qualidade do ambiente para uma melhor conversão alimentar e consequentemente viabilidade econômica da piscicultura.
  • Muitas vezes o piscicultor falha em alguma etapa no decorrer do ciclo produtivo por falta de acompanhamento técnico e fica sem marcação de dados importantes, que podem apresentar parâmetros para corrigir algum problema apresentado que poderá comprometer o processo produtivo.
  • Qualidade da água é fundamental e uma das mais importantes na piscicultura. Existem aparelhos e kits de monitoramento de qualidade, mas são poucos os piscicultores que adquirem e fazem o monitoramento. Um dos grandes complicadores da qualidade da água quanto ao consumo de oxigênio e liberação de amônia é a matéria orgânica proveniente de ração não consumida e das fezes geradas pelos peixes

Alimentação e nutrição

A alimentação dos peixes possui estreita correlação com a qualidade da água, já que a mesma irá influenciar na quantidade, tipo e frequência do fornecimento da alimentação.

A seguir alguns comentários adicionais obtidos na pesquisa com relação a esta questão:

  • Um dos principais problemas encontrados hoje é o arraçoamento seguindo somente a tabela de alimentação de acordo com a biomassa, ou fornecimento de ração de acordo com a comportamento do peixe (o peixe está comendo joga ração). Se faz necessário que se observe principalmente parâmetros de oxigênio, pH e temperatura, para fornecer a quantidade adequada com o objetivo de se obter a melhor conversão alimentar possível otimizando o uso da ração que hoje corresponde a 70% do custeio da atividade.

Conclusão

Em análise preliminar, ficou evidente que a principal preocupação da área técnica consultada, está direcionada para o correto controle da qualidade da água do cultivo, mediante o acompanhamento de indicadores e marcadores, os quais influenciam diretamente as demais práticas do sistema de produção, com destaque ao manejo da alimentação.

Como a ração se constitui no principal item de custo da atividade, ações com vistas a melhoria da conversão alimentar são aspectos críticos para o sucesso econômico da atividade.  Assim, o desenvolvimento de equipamentos e/ou softwares que produzam a informação necessária para a tomada de decisão e ajude responder questões como: qual o momento adequado para alimentar, qual a quantidade de ração a oferecer, quais os melhores horários para fornecimento da alimentação, quando devo ligar o sistema de aeração, entre outros, contribuirá para ganhos no desempenho dos indicadores técnicos e econômicos da atividade.

Também o desenvolvimento de equipamentos que possam trazer melhorias na qualidade do trabalho e segurança para o sistema de produção são fundamentais, como: automação de processos, emissão de alertas, redução do esforço físico no desempenho das práticas de manejo, são fundamentais para atrair novos adeptos a produção comercial de peixes.

Outro desafio está na acessibilidade das inovações ao produtor. Dado a isso, processos de difusão de inovações existentes e desenvolvimento de novas soluções são fundamentais, desde que as mesmas sejam ofertadas a um custo compatível com a produção em pequenas áreas, viabilizando a sua incorporação ao processo de produção. Fonte:NITA

Autor: Ditmar Alfonso Zimath, Engenheiro Agrônomo, Especialista em Administração Rural, Diretor de Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e Coordenador Técnico do Programa SC Rural e do NITA- Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar

Bibliografia consultada:Sintese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2016-2017. In: http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_cepa/publicacoes/Sintese_2016_17_site.pdf

 

Mais informações: http://nita.org.br/desafios-tecnologicos-da-piscicultura-catarinense/
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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Por que devemos investir em tecnologia para a Agricultura Familiar?

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Já pensou se o investimento em empresas em fase inicial que desenvolvem tecnologia para o
agronegócio, as chamadas AgTechs, tivesse foco em desenvolver serviços e tecnologias para o
pequeno produtor?

Nem só de grandes produtores vive o agro! Um levantamento realizado pelo portal Governo do Brasil
mostra que a agricultura familiar tem um papel importante para a economia brasileira. Um mercado
que é responsável por movimentar US$ 55,2 bilhões ao ano não pode ser esquecido. Além disso, a
importância da agricultura familiar para alimentação no Brasil e no mundo é refletida por 70% da
produção nacional de feijão, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do
trigo.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) calcula que em 2050, o
mundo terá 9,3 bilhões de habitantes. Para alimentar esse contingente, será necessário aumentar a
produção de alimentos em 70%. Hoje apenas 15% da população vive no campo. A tendência é esse
número diminuir ainda mais nos próximos anos. Por isso, é preciso investir serviços inovadores com
foco no pequeno produtor para que as novas gerações percebam o seu futuro no agronegócio.

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Fonte imagem: http://www.sebraemercados.com.br/agricultura-familiar-no-mercado-institucional-e-nos-programas-governamentais/

Crescer em qualidade e não apenas em quantidade
A demanda crescente do mercado consumidor também é por uma maior sustentabilidade na
agricultura. É preciso crescer com respeito ao meio ambiente e aos recursos naturais. A tecnologia e a
inovação são as aliadas para vencer este desafio. As possibilidades de diferenciação e segmentação de
mercados que surgem a partir dessas novas demandas do consumidor tem possibilitado a inclusão de
pequenos produtores familiares, excluídos do avanço tecnológico da agricultura convencional e
produção de commodities agrícolas.

Como acelerar ainda mais o crescimento da agricultura familiar
O serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural, além de levar informação e orientação técnica,
representa incremento de renda e inclusão produtiva para a agricultura familiar ao viabilizar mais
possibilidades de comercialização da produção. Contribui para a elevação da produção e produtividade
dos agricultores familiares. Promove a melhoria da renda e da qualidade de vida no campo. Estima-se
que a sua atuação eleva em até 362% o valor da produção por hectare (R$/ha) na agricultura familiar.

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Fonte imagem: http://www.mda.gov.br/sitemda/sites/sitemda/files/user_img_1684/3Baixa_Cartilha_Plano_Safr
a_2017.pdf

Como uma empresa iniciante, sem recursos, com pouca experiência e desbravando um grande
mercado que é o Agronegócio,nós da ManejeBem decidimos focar o desenvolvimento de soluções na
escala da agricultura familiar. O motivo é simples, hoje são mais de 84% dos estabelecimentos rurais
e de acordo com o censo agropecuário que está sendo feito, a tendência é esse número crescer cada vez
mais, principalmente com a procura por produtos agroecológicos. Pretendemos levar ao produtor rural
uma série de serviços que há pouco tempo seriam impensáveis e assim contribuir para o
desenvolvimento rural sustentável! Fonte:
Autoria: Juliana Mattana – empresa Maneje Bem

Versão Original: http://www.manejebem.com.br/publicacao/novidades/por-que-devemos-investir-em-tecnologia-para-a-agricultura-familiar

Referências:

https://www.agron.com.br/publicacoes/noticias/noticia/2010/04/26/009904/agricultura-familiar—nichos-de–mercado-.html

http://www.startupsc.com.br/revolucao-das-agtechs/

http://www.sebraemercados.com.br/agricultura-familiar-no-mercado-institucional-e-nos-programas-governamentais/

http://www.brasil.gov.br/noticias/economia-e-financas/2018/06/agricultura-familiar-brasileira-e-a-8a-maior-produtora-de-alimentos-do-mundo

https://www.agron.com.br/publicacoes/noticias/noticia/2010/04/26/009904/agricultura-familiar—nichos-de–mercado-.html

https://www.istoedinheiro.com.br/8-bons-motivos-para-investir-em-startups-agtech-no-brasil-em-2018/

http://www.mda.gov.br/sitemda/sites/sitemda/files/user_img_1684/3Baixa_Cartilha_Plano_Safra_2017.pdf

 

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ACATE é a nova coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar

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Criado para aproximar agricultores familiares e empresas desenvolvedoras de tecnologias, o Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA) vem transformando o meio rural catarinense.

Para dar continuidade ao projeto e fortalecer ainda mais as ações, a coordenação do NITA passa para a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). O secretário executivo do Programa SC Rural, Júlio Bodanese, passou a coordenação do Núcleo para o diretor da Vertical Agronegócios da ACATE, Clóvis Rossi.

O Núcleo de Inovação faz parte de um grupo seleto de iniciativas para aproximar tecnologia e agricultores. O Banco Mundial apoia apenas oito projetos como esse no mundo e o Estado é o único representante da América Latina nessa lista, tornando-se referência para outros estados e países.

O NITA funciona como um elo entre startups, pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações e as cadeias produtivas organizadas dos agricultores, acelerando o processo de desenvolvimento e oferta de tecnologias.

Hoje são 42 empresas cadastradas, que já fazem negócios com agricultores e empresas catarinenses, além de algumas parcerias internacionais.Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca

 

Mais informações:  www.agricultura.sc.gov.br

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Mensagem do SC Rural

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A todos que trabalharam e contribuíram para promover a inclusão social e econômica de milhares de famílias de agricultores, pescadores e indígenas catarinenses, em especial, crianças, jovens e idosos.

 

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A todos que trabalharam e contribuíram para tornar a Agricultura Familiar Catarinense um símbolo de esperança, e prosperidade e a Preservação Ambiental de nosso Estado, através da sustentabilidade, desejamos FELIZ NATAL!

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Desejamos que, no ano de 2019 possamos renovar nossas esperanças, ampliar o trabalho, as parcerias, os laços de amizade e que a união de esforços resulte na conquista de metas que permitam o bem estar de todos, com muita saúde, paz e solidariedade para a realização dos sonhos de todos.

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Experimente todas as emoções desse Natal e do Ano Novo , 
Deixe levar-se…sonhe…deseje…ame…sorria…fique feliz!

 

São os votos da equipe

Programa SC Rural e do NITA – Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar

 

Reunião para construção de diretrizes públicas e empresariais para a inclusão da agricultura familiar será realizada em Florianópolis

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Em 2018, a Fundação Getúlio Vargas – Centro de Estudos em Sustentabilidade – FGVces conduziu um grupo diverso de representantes da cadeia de alimentos no Brasil para a construção de diretrizes públicas e empresariais para a inclusão da agricultura familiar.

Ao longo de 6 oficinas presenciais realizadas em São Paulo, 1 dia de campo e uma série de conversas e reuniões com especialistas, mais de 120 pessoas de 80 organizações diferentes foram mobilizadas.

Essas diretrizes contemplam ações que empresas e governos devem implementar para que a cadeia de alimentos seja mais inclusiva para a agricultura familiar, a partir de discussões realizadas em cada um dos eixos temáticos: relações de consumo, infraestrutura e tecnologia e juventude na agricultura.

A estrutura das diretrizes contempla três elementos essenciais identificados em cada um dos temas, com base no que o grupo vinha construindo desde o início do ano. São eles:

Relações de Consumo

  • Acesso a alimento saudável a toda a população
  • Relações transparentes e disponibilidade de informações
  • Valorização das especificidades da agricultura familiar

Juventude na Agricultura

  • Estratégias para a sucessão rural e para a atuação de jovens ao campo
  • Empreendedorismo e diversificação de renda
  • Protagonismo para a inovação tecnológicas e a conservação ambiental

Infraestrutura e tecnologia

  • Inovações adaptadas às especificidades da agricultura familiar
  • Demanda e oferta qualificadas de recursos financeiros
  • Apoio técnico para a adoção de novas tecnologias

Entre setembro e outubro de 2018, cada um dos GTs se reuniu pela última vez a fim de validar a proposta preliminar das diretrizes. Os participantes avaliaram as ações específicas atribuídas a governos e a empresas em termos de sua aplicabilidade e relevância. Nos três grupos, as discussões contribuíram para alterar a redação, confrontar opiniões diversas e até mesmo sugerir novas ações, garantindo que as diretrizes reflitam a complexidade da cadeia de alimentos e possam ser implementadas por cada vez mais atores.

Dando sequência à validação nos encontros presenciais, as diretrizes seguirão para uma consulta com especialistas e parceiros estratégicos e devem ser divulgadas ao público em geral em dezembro de 2018.

A etapa de Santa Catarina, acontece no dia 17 de zembro das 14 às 17 horas, no auditório da Epagri/Cepa, em Florianópolis. Fonte:Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações: secretaria@nita.org.br ou 48 3664 4309

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Em parceria com o NITA Epagri e Agrotechlink realizam tarde de campo em Araquari

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A Epagri, por meio do Escritório Municipal de Araquari e a empresa Agrotechlink realizaram em conjunto uma tarde de campo na propriedade do agricultor Jocélio Burger para discutir a importância do abrigo no cultivo de hortaliças e a apresentação da tecnologia que auxilia no processo de irrigação e diminui a mão de obra.

O técnico extensionista Rodrigo Simões comentou sobre a melhora na qualidade das hortaliças quando cultivadas em abrigos, pois diminui a ocorrência de doenças e pragas, além de protegê-las da ação direta do tempo. Resultado de uma parceria da agrotechlink com o NITA – o Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar -, o agricultor Jocélio foi o primeiro a receber o kit de automação com sensores no início do ano para o seu cultivo de alface.

Acompanhado pelo técnico extensionista da Epagri, Evandro Gonçalves, o agricultor Jocélio vem melhorando a cada dia a sua produção e agora planeja expandir o cultivo de hortaliças também para o sistema hidropônico. Demonstrando a ação que a Epagri vem realizando no campo em conjunto com empresas de tecnologia e agricultores.

Desde a instalação, a tecnologia tem permitido ao Jocélio maior controle sobre a sua irrigação e diminuição do tempo envolvido em todo o processo. Tendo hoje mais tempo livre e melhor controle do seu cultivo, até mesmo estando fora da sua propriedade. Neste dia a agrotechlink também instalou na propriedade o seu novo sensor de umidade do solo, que logo será distribuído a todas as outras unidades em parceria com o NITA.

Neste dia estavam presentes o Gerente Regional da Epagri em Joinville Hector Haverroth, os Técnicos Evandro e Rodrigo, agricultores da região, Gilmar Germano e Alexsandro Olivo e Luciano Bueno da empresa agrotechlink. Fontes: agrotechlink.com e nita.org.br

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