Arquivos da categoria: Agricultura Familiar

Agricultores de Paraíso apostam na produção de vassouras

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Utensílio presente em todas as residências e também estabelecimentos comerciais, as vassouras se tornaram um importante complemento de renda para a família do agricultor Leonir Chaves dos Santos, de 56 anos, mais conhecido como "Manuel", residente na comunidade de linha Limeira, interior do município de Paraíso.

Manuel e sua esposa Arnélia, já produziram mais de 300 vassouras neste ano de 2018, onde a meta é produzir pelo menos duas mil. O casal tem três filhos, porém somente a caçula Jociane, de 16 anos, reside com os pais.

Com uma propriedade de 12 hectares, o casal sempre trabalhou com gado leiteiro e produção de tabaco. Em 2014 eles tomaram a decisão de encerrar a atividade de fumicultura e apostar na fabricação de vassouras para complementar a renda na propriedade.

Manuel destaca que a renda das vassouras ajuda muito e até agora ninguém reclamou que elas não varem bem. "Quero continuar produzindo até quando Deus me der forças nos braços. O pior momento é o da colheita, pois quando a planta está madura, não interessa à época, precisa ser colhida com urgência para ter uma melhor qualidade", finaliza.

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Quando a união frutifica no bolso

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Em 2013, 31 famílias produtoras de maçã da comunidade de Boava, em São Joaquim, viviam as dificuldades de trabalhar e vender a colheita individualmente. Era cada um por si. Tinham pouco dinheiro para investir em melhorias, pouco conhecimento técnico, manejavam as embalagens de agrotóxicos de forma inadequada e, para piorar, a cada chuva de granizo, viam o trabalho se perder. Foi nessa época que eles buscaram ajuda da Epagri e começaram a mudar seu destino.

Em parceria com os extensionistas, as famílias construíram projetos para melhorar o sistema de produção. Os projetos aproveitavam recursos de políticas públicas como o Programa SC Rural e o Programa Juro Zero, da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca.

Com o apoio, foram implantados 16 hectares de sistema de cobertura antigranizo em pomares de 12 famílias, que se somaram a 3,5 hectares que já estavam cobertos. Esses 19,5 hectares protegidos garantem safras de cerca de 780 toneladas de maçã sem danos de granizo, o que equivale a R$1,56 milhão para os produtores. Além disso, 3,5 hectares de pomares foram modernizados com variedades de macieira mais rentáveis.

Na área ambiental, a contaminação do solo e da água diminuiu. Sete propriedades construíram pisos de abastecimento de pulverizadores e depósitos de embalagens de agrotóxicos e fertilizantes. Máquinas foram adquiridas para melhorar estradas nas propriedades, diminuindo os danos no transporte das frutas e a depreciação dos equipamentos.

O dinheiro também foi investido em conhecimento. Reuniões, visitas e cursos capacitaram o grupo em temas como manejo de plantas, empreendedorismo, gestão de propriedades, associativismo e produção integrada de maçãs. Capacitadas, as famílias conseguiram reduzir custos, melhorar a produção e a gestão financeira das propriedades. O Grupo Boava virou referência no município e seus membros sabem que, juntos, podem ir cada vez mais longe.

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Pomar protegido, produtor mais tranquilo 

Depois de 25 anos trabalhando com maçã, José Vilmar Pereira está começando a ver uma solução para as temidas chuvas de granizo. Morador da comunidade de Boava, em São Joaquim, ele faz parte do grupo organizado pela Epagri e conseguiu recursos do Programa SC Rural para cobrir com tela 2 hectares de seu pomar. Na propriedade de 20 hectares, a metade da área é destinada à produção de maçã – única fonte de renda da família.

A colheita anual varia entre 400 e 500 toneladas das variedades Fuji e Gala. Mas cerca de 70% da produção já chegou a ser perdida por conta do granizo. “Quando isso acontece, deixamos de ganhar cerca de R$1 pelo quilo da fruta e recebemos apenas R$0,08”, conta José. O seguro também é caro: “Para segurar esses 2 hectares que estão cobertos, eu gastaria entre R$8 e R$9 mil, fora as taxas”, calcula o fruticultor, que já planeja ampliar a área coberta.

Com as máquinas adquiridas pelo Grupo Boava, ficou mais fácil e barato arrumar as estradas do pomar. “Antes de sermos um grupo, tínhamos bastante dificuldade. Estar organizado é bom para todos. A gente se conhece melhor, o pessoal expõe as dificuldades e discutimos soluções em conjunto. Agora queremos comprar insumos de forma coletiva para conseguir um preço melhor”, conta.

Os cursos e dias de campo oferecidos pela Epagri também têm ajudado a melhorar a condução do pomar e a organização da propriedade. “Fizemos um curso de gestão financeira que ajudou bastante na administração.”

Leia esta e outras histórias de sucesso no Balanço Social da Epagri. http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco-Social-2016.pdf

 

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Melancia: a doçura da fruta

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No interior do município de São Miguel do Oeste, a família de Celso Gasperin produz a fruta há 20 anos.Conforme ele, no início a intenção era produzir para consumo próprio. "Com o tempo, passamos a procurar sementes híbridas, com melhor qualidade e mais produtivas", explica o agricultor.

Gasperin comenta que a melancia pode ser cultivada em diferentes tipos de solos, e que a fruta pode ser dividida em dois grupos: as de origem japonesa, com frutos redondos; e a americana, com frutos alongados.

De acordo com a família, é importante que a melancia seja colhida no ponto exato de maturação. Se colhidas ainda verdes ou maduras demais, interfere na qualidade do produto.

"Há diversas maneiras de conhecer a maturação da fruta. O indício mais prático é a mudança de cor", analisa o agricultor.

Alguns cuidados devem ser tomados para que a produção seja boa. "É fundamental que a semente tenha uma genética boa. Na plantação, o cuidado maior é com as pragas e animais que comem a planta. Uso produtos orgânicos para que o fruto seja natural e mais saboroso", informa.

A observação deve ser uma das qualidades do produtor, é preciso estar atento ao ciclo da fruta.

Quando as flores abrirem, elas indicam que aproximadamente 40 a 45 dias os frutos estarão no ponto para serem colhidos. A família conta que o plantio começa em setembro e a colheita acontece em janeiro.

O agricultor ainda salienta sobre a variação do clima para a produção. "O clima, muita chuva ou sol, também influencia bastante. Mas de modo geral, estamos felizes com a produção", finaliza Celso, que no ano de 2016/2017 colheu mais de quatro mil kg da fruta.

A melancia pode ser consumida in natura, transformada em doces, sorvetes, sucos, entre outros alimentos. Além de ser muito saborosa, esta fruta também pode tornar a sua vida financeira mais "doce", visto que a diversidade comercial da melancia a torna uma excelente oportunidade de negócio, sendo possível obter rendimentos altíssimos neste ramo de cultivo.

Para um bom desenvolvimento das plantas, é necessária a execução de diversas práticas culturais, independentemente de qual seja o cultivo, convencional de melancia com polinização aberta, de melancia sem sementes, ou o cultivo de melancia orgânica. Deve ser observada a época adequada de cada trato cultural do plantio até a colheita, principalmente do desbaste de plantas, controle de plantas invasoras, adubações, condução das ramas ou penteamento, desbaste de frutos, polinização, proteção dos frutos e rotação de cultura. Todas as operações devem ser executadas cuidadosamente, sendo necessária uma visita diária a plantação para o efetivo controle das necessidades do cultivo.

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SAIBA ESCOLHER A MELHOR!

- Descubra o "sexo" da melancia

Na verdade, esta fruta não tem um órgão reprodutor. Contudo, os agricultores classificam as melancias por gênero. Isto explica-se assim: as melancias mais redondas são femininas e têm mais doçura; as melancias maiores e mais alongadas são masculinas e são mais sumarentas.

- Preste atenção à cauda

A cauda verde significa que colheram a melancia muito precocemente. Outro lado, a cauda seca traduz-se em melancia madura.

- Encontre a "teia"

Sabia que as marcas acastanhadas das melancias que se assemelham a teias de aranha são feitas pelas abelhas? Isto por que elas passam por essas áreas, com frequência, para polinizarem. Deste modo, quantas mais manchas, mais hipóteses desta fruta ser doce.

- Repare no tamanho

Muitas pessoas gostam de adquirir melancias grandes, com dimensão ampla. Mas, é preferível comprar uma melancia mediana – não precisa ser muito pequena, nem muito grande.Fonte:Folha do Oeste

 

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Agricultura familiar, desafios e oportunidades rumo à inovação

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Estima-se que cerca de 70% da comida que chega às mesas das nossas casas é proveniente da agricultura familiar. Essa modalidade de agricultura tem relação direta com a segurança alimentar e nutricional da população brasileira. Além disso, impulsiona economias locais e contribui para o desenvolvimento rural sustentável ao estabelecer uma relação íntima e vínculos duradouros da família com seu ambiente de moradia e produção.

No Brasil, de acordo com o último Censo Agropecuário do IBGE, de 2006, 84,4% dos estabelecimentos rurais são de base familiar e ocupam 74,4% da mão de obra que está no campo. Apesar disso, propriedades familiares compreendem apenas 24,3% de toda a área rural do país.

O tamanho limitado compromete a viabilidade financeira desses estabelecimentos, uma vez que a escala de produção se torna um problema estrutural para esse agricultor. Estudos indicam que, em média, o valor bruto de produção mensal por propriedade familiar é de 0,46 salário mínimo, o que coloca grande parte dos produtores em situação de extrema pobreza.

No Nordeste, por exemplo, 72% dos produtores não geram lucro suficiente no estabelecimento para elevar a mão de obra familiar acima da linha de pobreza. Inevitavelmente, essa realidade tem reflexo danoso na sustentabilidade dos estabelecimentos rurais familiares.

A inovação pode criar condições para a manutenção da viabilidade econômica das propriedades familiares e sua capacidade de se reproduzir como unidade social familiar, além de poder contribuir para a modernização do setor. Essa modernização passa pela capacitação, pelo uso de insumos adequados, de máquinas e equipamentos apropriados ao segmento e às condições dos agricultores familiares, como forma de permitir sustentabilidade e ganhos significativos de produtividade.

É necessário desmistificar a crença de que o agricultor familiar busca, basicamente, a subsistência e, além disso, quebrar as barreiras que impactam sua transformação em empreendedor rural. Agricultores devem estar atentos ao modo como tomam suas decisões e devem identificar estratégias para organizar seu processo produtivo, com o intuito de agregar valor a seus produtos e maximizar a inserção nos mercados. Sob essa ótica, torna-se também importante criar estratégias que viabilizem diferentes formas de associação dos pequenos produtores, a fim de melhorar sua capacidade de negociar compras de insumos, bem como encontrar mercados mais estáveis para seus produtos.

Na região sul do país, por exemplo, onde existe uma agricultura familiar mais organizada, o setor gasta muito mais em insumos comprados, dispõe de mais capital e produz mais. Nessa região, de acordo com dados do último Censo (IBGE, 2006), a agricultura familiar consegue obter valor bruto da produção agrícola superior ao da agricultura não familiar, R$ 1.613,94/ha contra R$792,78/ha, respectivamente.

O agricultor encontra, cada vez mais, um consumidor mais exigente sobre a decisão de compra. Agora, em sua avaliação, esse consumidor considera um conjunto de fatores como preço e qualidade, origem, procedência, sustentabilidade, relação com o meio ambiente, com os colaboradores e comunidades participantes do processo. Assim, diferentes oportunidades se apresentam para o pequeno produtor. Uma delas é a exploração da biodiversidade em associação com indústrias.

Biodiversidade

A biodiversidade é matéria-prima essencial para a bioindústria, e o Brasil conta com a maior diversidade biológica no planeta, com produtos e ativos potenciais que despertam interesse do mercado global, podendo-se citar a borracha, o cacau, a castanha-do-brasil, e inúmeros outros. Por isso, o país concentra possibilidades concretas para os agricultores familiares que, ao mesmo tempo em que são produtores de alimentos e outros produtos agrícolas, desempenham a função de conservadores da biodiversidade.

Outras possibilidades de acesso dos agricultores familiares a diferentes mercados abrangem nichos alternativos de comercialização, que demandam produtos com maior valor agregado. Dentre elas estão os produtos tradicionais, que atendem crescente demanda por produtos artesanais (slow food) ou pelos aspectos éticos (fair trade), étnicos ou mesmo relacionados apenas com a sustentabilidade.

A ampliação da presença da agricultura familiar fortalece movimentos vinculados à qualificação de produtos com indicação geográfica — aqueles com denominação de origem ou indicação de procedência —, contribuindo para o desenvolvimento do turismo rural relacionado à gastronomia. Muito comum na União Europeia, produtos com denominação de origem são alternativa para dinamizar atividades agrícolas tradicionais, principalmente as desenvolvidas em minifúndios ou regiões rurais fragilizadas economicamente.

Para viabilizar o aproveitamento dessas e de outras oportunidades, é necessário estimular a profissionalização e o empreendedorismo do agricultor familiar. Além disso, é importante garantir uma rede de suporte e de estímulo aos agricultores para que possam se sentir confortáveis e seguros no tocante à adoção de novas tecnologias, bem como na adoção de processos de gerenciamento de sua propriedade.

Agricultores familiares bem-sucedidos contribuem não apenas para o fortalecimento do desenvolvimento regional, mas também para a fixação do homem no campo, conferindo maior segurança, qualidade e oferta de alimentos, medidas que, em síntese, ampliam a sustentabilidade agrícola.Fonte: Agrolink.

 

Mais informações: https://www.agrolink.com.br

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Governo muda regras para empréstimo a agricultores familiares

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O governo federal editou, nesta semana, decreto mudando as regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário- PNCF. As alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para acesso às linhas de financiamento.

Para agricultores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais, a exigência de renda máxima saiu de R$ 9 mil para R$ 20 mil, enquanto a de patrimônio foi de R$ 30 mil para R$ 40 mil.

Na faixa intermediária, os ganhos máximos permitidos passaram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Para esses produtores, o patrimônio deixou de ser R$ 60 mil e passou para R$ 80 mil. Foi criada uma nova linha para famílias com renda de até R$ 216 mil e patrimônio de até R$ 500 mil. Para todos os casos, o valor máximo a ser financiado é R$ 140 mil. O produtor deve comprovar experiência de pelo menos cinco anos no campo para ter acesso ao financiamento.

Segundo a subsecretária de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura e Familiar e do Desenvolvimento Agrário- Sead, Raquel Santori, a atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, uma vez que estes haviam sido reajustados pela última vez há cinco anos.

Como não houve recomposição, os financiamentos do programa se tornaram insuficientes para a aquisição de imóveis. Em razão disso, o PNCF beneficiou apenas 985 famílias em 2016, segundo dados da Sead. No ano passado, o número foi mais reduzido: 289. Essa baixa deveu-se ao encerramento dos acordos com bancos que oferecem os empréstimos. Com as novas regras, a secretaria espera chegar em 2018 a 2 mil famílias.

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O Programa Nacional de Crédito Fundiário envolve a gestão de empréstimos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. As verbas podem ser utilizadas para a compra de imóveis rurais ou de infraestrutura voltada à produção agrícola. As taxas de juros variam de 0,5% a 2% ao ano.

Ao longo da existência do PNCF, foram beneficiadas agricultores de 2.300 municípios de 21 estados. Já foram disponibilizados R$ 3,4 bilhões para aquisição de terras e R$ 600 milhões para investimentos. O saldo disponível do Fundo está em R$ 730 milhões.

Mais recursos

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura- Contag, as novas regras representam um avanço por ampliar o escopo do financiamento, mas ainda há problemas. Um deles é o fato de o valor máximo do empréstimo ainda ser baixo para algumas regiões, como Sul e Sudeste.

Outra questão é o montante aportado pelo Executivo no Fundo de Terras. “O governo não está colocando recurso dentro do programa, e isso é preocupante. O fundo [de Terras] tem hoje mais de R$ 700 milhões, sendo apenas R$ 8 milhões de verba federal. É muito pouco. E ainda não há nada para infraestrutura ou habitação”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag, Elias Borges.

O dirigente sindical considera um desafio o trâmite dos processos, que em alguns casos chega a levar até dois anos até a liberação do empréstimo. Isso dificulta a efetivação das negociações, como a compra de imóveis. “O que se promete na nova modalidade é agilizar o trâmite do processo. A gente entende que isso é importante”, acrescenta Borges.

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Para pequenos produtores de Curitibanos, produção de uvas gera expectativa para incremento na renda familiar

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A viticultura está gerando expectativa para pequenos produtores curitibanenses. Isso porque, nesta safra, chegando ao quarto ano de implantação do projeto com incentivo da Prefeitura de Curitibanos e suporte técnico da Epagri do município, os agricultores estão otimistas com a cultura.

Um exemplo disso pode ser visto em algumas propriedades do Reassentamento Santo Expedito, no interior do município, uma das localidades com maior número de produtores que aderiram ao projeto e têm colhido bons resultados. Somente no ano passado, conforme o diretor de agricultura Dorneli Serena e o engenheiro agrônomo da Epagri de Curitibanos, Fábio Granemann, responsáveis pelo suporte técnico aos produtores, foram colhidas, em média, 50 toneladas de uva resultantes do projeto de viticultura. "Temos projetos em diversas etapas, mas os parreirais que já tem pelo menos quatro anos estão rendendo bons frutos. Agora, estudamos a inserção de outras variedades para produção vinícola", afirmou Dorneli. Atualmente, conforme ele, o projeto conta com 52 perreirais com mudas em desenvolvimento; desses, 27 parreiras estão com a estrutura pronta e 23 começam a produzir este ano.

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Nas parreiras, o aroma das variedades Niágara e Bordô é sentido de longe pelos visitantes. O cheiro inconfundível da fruta só perde para o sabor, doce na medida certa. A porcentagem de açúcar nas videiras é analisada e regulada pela equipe técnica, que realiza visitas regulares a fim de orientar os produtores sobre o destino dos cachos de uva. Sela para sucos, sucos orgânicos, vinhos artesanais ou consumo in natura, a matéria-prima produzida no município é utilizada em diversos produtos derivados dos cachos de uva.

Iniciante no cultivo de uvas, Bruno Cesar Alberton aproveita a experiência dos vizinhos e está na expectativa para melhorar a renda da família com o cultivo das videiras. São mil pés com mudas fornecidas pelo projeto e que devem começar a dar frutos em 18 meses. Ele acredita que o incentivo pode mudar a realidade dos agricultores locais e motivar os produtores.

Quem tem dado suporte é o vizinho, também produtor de uvas e presidente da Associação de Produtores de Uva de Curitibanos (Apruvac), Vilmar de Pauli. Os 1.090 pés de uva de sua propriedade chegam ao quarto ano de produção e resultaram em 2.150 quilos da fruta em 2017, boa parte dela para produção de suco. "A uva representa uma renda bem significante para o produtor rural. Não dá mais para viver só de uma cultura, é preciso criatividade, dedicação e muito trabalho", afirmou Vilmar, acrescentando que, além da uva, também planta feijão e milho e cria gado de corte.

Rotina parecida tem o agricultor Mateus Velho Ravadelli, que aderiu ao projeto há três anos e cultiva 1.057 pés do fruto. No entanto, mesmo com o incentivo à produção de uvas, ele acredita que ainda há a necessidade de dar suporte aos produtores para o escoamento da produção, não apenas a viticultura, mas a leiteira também. "A uva é uma vez por ano, mas a produção leiteira, por exemplo, é toda semana. Estamos investindo, mas esperamos uma atenção com a questão das estradas", salientou Mateus.

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"Videira quer dizer vida, viver. É isso que a produção de uvas representa para mim", afirmou o agricultor Adir Chaves Motta, que cultiva uvas há três anos na localidade do Butiá e já tem mil pés do fruto, sendo 400 da variedade Niágara e 600 da Bordô. Sua produção, que resultou em 600 quilos de uva em 2017, deve chegar aos 2.500 quilos este ano, e a projeção é de colher pelo menos cinco mil quilos para o ano que vem.

A inspiração para os parreirais ele herdou de família, pois o avô era viticultor. Com o surgimento do projeto de viticultura, Adir incrementou a renda, uma vez que já produzia feijão e soja para venda, milho para subsistência e a piscicultura com criadouro de carpa capim e jundiá. "Estou vendo retorno com a produção de uvas. Para o ano que vem, o projeto é, além de vender para consumo in natura, também começar a comercializar o suco, que atualmente é apenas para consumo", adiantou Adir.


EM NÚMEROS

Conforme relatório sobre a fruticultura catarinense, sobre a safra 2014/2015, em Curitibanos, eram 39 produtores de uva comum, totalizando uma produção de 90 toneladas, e 39 produtores de uva de mesa, totalizando 13,5 toneladas. Segundo Dorneli, a intenção do projeto para este ano é distribuir novas mudas e viabilizar um estudo para construção de um viveiro, a fim de continuar expandindo o projeto no município.Fonte:http://asemanacuritibanos.com.br

 

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Reaf elabora Manual de Boas Práticas de Implementação dos Registros da Agricultura Familiar

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Criar mecanismos efetivos para a identificação do agricultor familiar traz qualificação e desenvolvimento para o meio rural. Pensando nisso, a Comissão dos Registros da Agricultura Familiar (CRAF), da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf), vai elaborar um Manual de Boas Práticas de Implementação dos Registros da Agricultura Familiar, como instrumento para Cooperação-Sul-Sul. 

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Durante a XXVII Reaf, realizada em Florianópolis (SC), a comissão informou que pretende apresentar uma primeira versão do documento, aos Coordenadores Nacionais, já no início do segundo semestre de 2018. 

Segundo o coordenador no Brasil, Régis Borges de Oliveira, o principal desafio sobre os registros diz respeito à adoção de mecanismos que possam garantir maior segurança, controle e transparência a essa identificação. “É crescente a demanda de outros países por auxílio na implementação de sistemas de reconhecimento da agricultura familiar e o grupo tem trabalhado intensamente na elaboração do manual, pois sabemos que o tema dos registros é central na agenda de políticas públicas", comentou Régis. Ele também ressaltou que o manual vai considerar as especificidades relativas aos temas de gênero, juventude e povos originários. 

O Brasil foi pioneiro entre os países do Mercosul na criação de um documento que ajudasse na identificação da agricultura familiar, conhecido como Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). O documento é gratuito e pode ser obtido tanto pelo agricultor ou agricultora familiar (pessoa física), identificados por meio de unidades familiares de produção rural, quanto por empreendimentos familiares rurais, como associações, cooperativas e agroindústrias familiares (pessoa jurídica). Para obter a declaração, é necessário ir até a sede de uma entidade emissora de DAP, em funcionamento no município ou nas proximidades. Saiba mais aqui.

Outras novidades 

Além do manual, a Comissão dos Registros da Agricultura Familiar informou que apresentará, na próxima reunião ordinária da Reaf, uma proposta de modificação da Decisão CMC Nº 20/14, com vistas a aprimorar os procedimentos de controle de qualidade dos registros nacionais. 

O grupo também acordou reestruturar o papel da comissão incorporando atribuições de monitoramento e avaliação de políticas públicas destinadas ao fortalecimento da agricultura familiar na região. 

Além disso, a CRAF também avançou, junto com a Comissão de Facilitação de Comércio, na elaboração de uma proposta de resolução para tratar da identificação e caracterização das organizações econômicas de associativismo e cooperativismo. Leia mais aqui. 

Sobre a CRAF

A Comissão dos Registros da Agricultura Familiar, então Grupo Técnico de Registros, foi criada inicialmente, em 2007, como um grupo assessor ao Grupo Temático de Facilitação do Comércio da Reaf. Devido à relevância do tema dos registros, gerou-se uma agenda de trabalho própria e os coordenadores nacionais decidiram conceder maior autonomia ao grupo a partir de 2011, elevando-o a Grupo Técnico. 

A comissão trata do tema relacionado aos instrumentos que cada país dispõe para identificação e qualificação da agricultura familiar. Há um processo de constante construção que envolve desde aspectos legais/normativos até procedimentos operacionais. Ademais, a CRAF interage com as outras comissões, como, por exemplo, Gênero, Juventude e Comércio, como forma de auxiliar e fornecer informações de interesse e relevância destes.Fonte:Rafaella Feliciano e  Carolina Gama/Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário/Assessoria de Comunicação

 

Mais informações: imprensa@mda.gov.br

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Diagnóstico aponta perfil da agricultura de São Miguel do Oeste

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A prefeitura concluiu, no final do ano passado, o diagnóstico das propriedades rurais de São Miguel do Oeste. O levantamento começou em março e terminou em dezembro e passou pelos mil imóveis cadastrados no município. O perfil aponta dados como principais atividades agropecuárias, produtividade, área plantada por cultura e informações sobre os moradores do campo. De acordo com o secretário de agricultura, Renato Romancini, o material já está sendo usado para direcionar as ações e programas para o meio rural.

A produção de leite é a principal atividade agropecuária do município. De acordo com o diagnóstico das propriedade rurais, São Miguel do Oeste conta com quase cinco mil animais, o que dá uma média de sete por propriedade. A produção chega a 48 mil litros por dia ou 1,5 milhão de litros de leite por mês. O secretário de agricultura, Renato Romancini citou que a produção por animal-dia é boa e está em 10 litros. Ele disse que o número é entre 10 e 20% do que a média regional.

O diagnóstico das propriedades rurais feito pela secretaria de Agricultura também revela que 42% das áreas são destinadas para lavouras e 18% são de pastagens permanentes. A região da Barra do Guamirim é a principal produtora de peixe e soja. As linhas Perola e Campos Salles são as que mais produzem milho, com quase cinco mil hectares de milho grão e mil e 300 hectares para silagem. Já a maior área de fumo está na Linha 8 de março.

Outro aspecto apurado pelo diagnóstico das propriedades rurais é o envelhecimento da população rural e a pouca presença de jovens no campo. De acordo com a pesquisa, 45% dos moradores tem idade entre 36 e 60 anos e 21% são idosos. O secretário Renato Romancini disse que essa informação reforça a importância de políticas voltadas a juventude, como por exemplo, os cursos de qualificação rural. Ele disse que a formação profissional e a melhoria do acesso a tecnologias vai ajudar a manter os jovens nas propriedades. Atualmente, 62% das propriedades tem acesso à internet.Fonte:www.peperi.com.br

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Engenheiro Agrônomo da Epagri publica livro sobre a transformação do campo

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O engenheiro agrônomo da Epagri, Onévio Zabot, apresentou aos amigos do Governo do Estado a sua nova obra literária intitulada “Redescobrindo o Campo”. O ato aconteceu na Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Joinville. Organizado pela secretária executiva do órgão, Simone Schramm, como forma de reconhecer e destacar o trabalho do servidor de carreira também frente aos seus convidados e irmãos de jornada.

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Com 376 páginas, o livro teve revisão do professor Vital Poffo, diagramação do ilustrador Fábio Abreu e fotografia da jornalista Aires Carmem Mariga. A obra que permeia a transformação do campo e da agricultura como espaço de lazer, de fomento da economia, da produção de alimentos, da preservação da natureza e da revelação de empreendedores rurais e perpassa as atividades das mulheres no campo pode ser adquirida na Casa da Revista e na A Página Livrarias. “No livro apresento ao público artigos e textos do período entre 1980 e o primeiro semestre de 2017. Como filho de agricultores presenciei bons e maus momentos, momentos, sobretudo, de muita fé e esperança”, conta. Natural de Herval do Oeste, fez do campo uma experiência de trabalho árduo e continuado onde vivenciou a descontração, com os banhos de rios. Depois, em Iporã, Oeste do Paraná, teve contato com os cafezais e a erosão do solo. Como técnico passou pela vivência dos arrozais e bananais quando chegou às hortaliças, em Joinville.

“A carreira de engenheiro agrônomo surgiu como um desafio de entender o campo, o porquê das dificuldades. Formado eu fiz concurso na antiga Acaresc, hoje conhecida Epagri”, recorda o servidor. Foi com o perfil de liderança política que desempenhou outras funções públicas sempre vinculadas à agricultura. No período de recorte da obra, vivenciou a revolução no campo: menos agricultores e mais produção devido à mecanização e automação das atividades. Os números reforçam, em 1980 eram 50 milhões de toneladas de grãos e em 2017 supera as 240 milhões. Fonte:Ana Paula Keller/Assessoria de imprensa/Agência de Desenvolvimento Regional de Joinville

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Diretor da Embrapa celebra setor catarinense

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Esteve na cidade de Turvo, o diretor geral da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, João Mendonça Naime, palestrando em um evento sobre tecnologia e agricultura.

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Na oportunidade ele concedeu ao Correio do Sul uma entrevista exclusiva falando sobre o tema e também sobre a agricultura no Brasil atualmente. Segundo ele, nosso país está emergindo para se tornar o maior exportador de alimentos do mundo, e que outros países estão longe de nos alcançar. “Somos uma ameaça para outros países”, comentou. Sobre a região sul do país, João defendeu os produtores que não se acomodam e revolucionam os modos de produção. Acompanhe os tópicos da entrevista a seguir.

 

Modernização

A tecnologia é fundamental. Dados recentes apontam que a tecnologia é o fator responsável por 70% do crescimento da produtividade nacional, mais do que a disponibilidade de terra e mão-de-obra. É imprescindível para a manutenção da competitividade nacional no mercado globalizado. Não podemos exportar apenas commodities e a tecnologia é importantíssima para isso.

Brasil

Até 2050 a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas, e a disponibilidade de alimentos terá que crescer 70%. Só o Brasil irá contribuir com 40% desses índices. Se não for o Brasil, é impossível conter os problemas com segurança alimentar. É mais um desafio para o Brasil, e combustível para que ele se imponha e se mantenha como o segundo maior exportador de alimentos.

Desafios

Os desafios para a agropecuária são cada vez mais complexos. É preciso pensar na segurança alimentar, em manter a qualidade do solo, na distribuição de água, a rotação de culturas. É preciso buscar alternativas e integração entre lavoura-pecuária-floresta, assunto que tem sido cada vez mais discutido por conta do cuidado com o meio ambiente.

Região Sul

É uma agricultura diferente, bastante tecnificada e muito rentável. Aqui se vê um nível de pobreza e desemprego muito baixo. A agricultura aqui encontrou seu nicho de mercado, forma parcerias e movimenta a economia. A colonização também é diferente, é um povo muito trabalhador. Muito do que acontece no centro-oeste do país é por conta de pessoas do sul que foram para lá. O produtor daqui se capacita, estuda e trabalha muito.Fonte:Correio do Sul

 

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