Arquivos da categoria: Agricultura Familiar

Agricultores familiares de Santa Catarina podem vender mais de R$ 438 mil em alimentos ao Exército

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Agricultores familiares de Santa Catarina e região têm, agora, uma nova oportunidade para vender seus produtos aos órgãos do Governo Federal. O 23ª Batalhão de Infantaria do Exército em Blumenau está investindo mais de R$ 438 mil em alimentos.

A Compra Institucional é possível por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). As propostas devem ser entregues por agricultores e cooperativas na unidade até 24 de junho.

Ao todo, 120 itens compõem a lista de demandas do Exército na região. O edital chamou a atenção de produtores da Cooperativa de Organização, Produção e Comercialização Solidária do Planalto Norte de Santa Catarina. Eles vendem macarrão, pão, frutas e verduras e já participam do PAA. O presidente Antônio Sobrinho fala da importância da compra governamental para incentivar quem vive do campo. “É uma chamada interessante pela variedade de produtos e pelo preço. Entre as vantagens do PAA estão o reforço na renda do produtor, a divulgação da cooperativa e o valor pago”.

A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério da Cidadania, Hetel Santos, destaca que o Exército na região busca atender à legislação que determina que 30% dos artigos adquiridos para alimentação nas instituições públicas federais venham da agricultura familiar, o que beneficia os produtores. “Isso sinaliza que o Exército tem interesse em comprar produtos do trabalhador rural nessa região de Santa Catarina. Com isso, a agricultura familiar pode olhar o que o edital está demandando, ver o que consegue entregar neste momento e buscar se qualificar”, explica.

Saiba mais
O agricultor pode vender até o limite de R$ 20 mil, por ano, para cada órgão comprador. Já para as cooperativas ou associações, o teto é de R$ 6 milhões por ano. O PAA Compra Institucional permite que a administração pública federal, estadual e municipal possa obter, com recursos próprios, produtos da agricultura familiar com dispensa de licitação. Os editais para compras institucionais estão disponíveis no site.www.comprasagriculturafamiliar.gov.br
*Por Diego Queijo

Informações sobre os programas do Ministério da Cidadania:


Central de Relacionamento – 121

 

Mais informações: http://www.mds.gov.br

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Prefeitura de Rio do Sul estimula cultura de selo orgânico para produtores

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A Diretoria Executiva de Agropecuária realizou nesta quinta-feira (6), o quarto encontro do programa para certificação de Selo Orgânico.

Esta é uma atividade voltada para pessoas interessadas em produzir de forma alternativa com foco nos preceitos de sustentabilidade e vida saudável. Sendo que para esta modalidade de produção é necessária certificação. Houve a visitação para conferir a vistoria no sítio Heiber, no bairro Fundo Canoas. 

O encontro possibilita que os interessados conheçam os procedimentos adequados do sistema agroecológico. 

“Os produtores poderão ver o que está certo ou não para se adequar à legislação. Estamos falando de uma prática que não utiliza produtos químicos, fertilizantes e agrotóxico, visto que há o compromisso e valorização da fauna e flora”, explica a agrônoma Vandreia Teixeira. 

Os agricultores terão a oportunidade de saber como funciona o processo de vistoria de certificação, que deve ser feita com regularidade anual. 

“A produção orgânica é um estilo de vida, tem muita gente que planta e vende. Mas essa prática vai além do viés econômico e financeiro, pois estamos falando de um estilo de vida que suscita a mudança de hábitos”, ressalta a servidora. 

O sítio Heiber está localizado na estrada do Redentor, em Rio do Sul. As atividades do selo orgânico começaram em fevereiro e os encontros são mensais. Para obtenção do selo orgânico o prazo é variável e depende do estilo de produção dos agricultores. Fonte: Prefeitura Municipal

 

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Grupo “Sabor do Campo” de Ituporanga é exemplo de cooperativismo

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Unir o que cada família produz de melhor, obter volume de produção e ganhar o mercado com alimentos de alta qualidade. O grupo “Sabor do Campo”, do município de Ituporanga é um daqueles exemplos de pequenos grupos de trabalho que começaram devagar, sem grandes pretensões, e tornaram-se um modelo de sucesso em empreendedorismo. A proposta coletiva neste caso é ofertar alimentos seguros e diferenciados. Produtos que tenham, realmente, aquele gostinho colonial do campo.

Historicamente, a Epagri do município de Ituporanga, região do Alto Vale, trabalha com sistemas de produção. Mas, além do cultivo de alimentos de qualidade, os extensionistas viram a necessidade de acompanhar essa produção pós-porteira. Ou seja, pensar no mercado. Assim, em 2013, algumas famílias se uniram para discutir comercialização, iniciando então as vendas para programas institucionais, como alimentação escolar e feira municipal.

“Essas parcerias com os municípios são fundamentais. Também há o resgate da participação da família, da tomada de decisão entre familiares, do empoderamento do produtor. Pensar coletivamente fez também com que muitos agricultores voltassem a estudar. Os resultados são muito bons”, explica Katiucia Visentainer, extensionista rural da Epagri.

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Como diferencial, produtos coloniais, massas caseiras, sistema de rastreabilidade, manejo impecável de lavouras. O Grupo Sabor do Campo tem hoje 22 famílias associadas. “Nós produzimos tudo artesanalmente, por isso o sabor diferenciado. O que eu quero para minha família, eu também quero oferecer ao meu cliente”, conta a agricultora Solange Lichtenfelz, que produz pães, bolachas e tortas.

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Alimento seguro é um dos lemas desse grupo. Por isso, o Sistema de Plantio Direto é amplamente divulgado pela Epagri e utilizado pelos agricultores. Segundo o extensionista rural da Epagri, Édio Zunino, a família começa testando em áreas menores e, em seguida, adota a técnica na propriedade inteira. “Em alguns casos, o agricultor consegue reduzir em 50% seu custo de produção, com produtividade igual ou maior que no sistema convencional”, lembra Édio.

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Completar o caminho desses produtos, sem intermediários, até o supermercado ou na merenda escolar é a grande vantagem desse projeto. É mais renda que chega aos agricultores, com segurança e qualidade para quem consome os alimentos produzidos de forma responsável no campo.

Quer ver essa matéria completa em vídeo? Acesse nosso canal no YouTube e confira muitas outras reportagens. (https://www.youtube.com/user/epagritv/videos)

 

 

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Agricultoras de Cerro Negro oferecem produtos de qualidade em feira agroecológica

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Há quase quatro anos, no município de Cerro Negro, na Serra Catarinense, todas as quartas-feiras, o período matutino é destinado à venda dos produtos na Feira Agroecológica, realizada em um espaço cedido pela Paróquia São Francisco de Paula.

Dona Soeli Alves de Melo, moradora da comunidade de São Jorge, é a única que está desde o início e continua produzindo e comercializando. Ela organiza seus produtos orgânicos e traz par a cidade, são verduras, frutas, compotas, conservas, queijo, leite e até frango caipira é possível encontrar. Ela comenta que apesar da falta de estrutura e apoio por parte do poder público, estão conseguindo se manter. "A procura pelos produtos é boa e sempre tem os fregueses certos", comenta dona Soeli.

Kelly Adriane Costa Rodrigues e a sogra Roseli de Moraes Nunes, ambas moradoras da comunidade do Sagrado, também realizam a venda dos produtos na feira. Os produtos caseiros como pães, bolachas, biscoitos, pães integrais, doce de leite e queijo fazem sucesso e, segundo Kelly, é um dinheiro extra que ajuda nas despesas da casa e nos gastos com a filha de 5 anos.

O que as mulheres agricultoras buscam há quase quatro anos é um espaço adequado para comercializarem seus produtos. "Já pedimos para o poder público um local adequado, uma sala fechada, que tenha ao menos um banheiro e uma cozinha para que possamos acomodar melhor nossos produtos e acolher os compradores, mas até o momento não tivemos nenhum retorno. Nós agradecemos os padres e a paróquia que nos cedem esse local todos esses anos sem pedir nada em troca", comenta Kelly.

Além dos produtos agroecológicos e produtos caseiros, também é comercializado o artesanato como crochê, bordados entre outras peças.

 

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Produtores rurais de Canoinhas contribuem para a alimentação das crianças nas escolas do município

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A agricultura Familiar está cada vez mais presente no dia a dia de que vive na área urbana. Nas Escolas e Centros de Educação Infantil (Ceis) da Rede Municipal de Ensino (RME) de Canoinhas isto também é realidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação os produtores rurais entregam verduras e legumes que são selecionados para ser utilizados na Merenda Escolar. 

Cristiane Herbst Mota atua há 16 anos como nutricionista da alimentação escolar, é atualmente é nutricionista da Secretaria de Educação da Prefeitura de Canoinhas, ela comenta que os agricultores desenvolvem um trabalho muito bonito, mas com muitas dificuldades, inclusive climáticas. "É um trabalho em parceria para dar tudo certo. Aprendemos com o tempo trabalhar com os agricultores familiares e eles a trabalhar conosco tudo é uma conquista, sobretudo quando se trata de hábitos de alimentação saudável na vida das nossas crianças". disse.

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Cristiane comenta que o Setor de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação atende diariamente com alimentação escolar 38 Unidades Escolares e 4 extensões (6.036 alunos), totalizando no ano, aproximadamente 4 milhões de refeições.

Para garantir a quantidade e qualidade da refeição oferecida aos alunos são investidos na compra de alimentos mais de 2,5 milhões ao ano, dos quais 1,5 milhões são de recursos próprios da Prefeitura. "Mais de 50% dos recursos federais são investidos na compra de alimentos dos agricultores da região, como a maioria dos legumes e verduras. Muitas frutas e verduras fornecidas para a alimentação escolar já possuem o certificado de orgânico" destaca a nutricionista.

Para adquirir os produtos da agricultura familiar as nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação fazem uma análise dos alimentos que fazem parte do hábito alimentar; quais os alimentos que são produzidos na nossa região e quais deles os agricultores realmente podem oferecer. A partir dessa pesquisa dos alimentos, o Setor de Licitações realiza uma ou mais chamadas públicas ao ano para adquiri-los por meio dos agricultores da região.

Os alimentos da agricultura familiar são utilizados com muito cuidado e carinho pelas cozinheiras das unidades escolares em preparações como saladas, sucos, vitaminas, sanduíches, pães, ensopados, bolos, grelhados e estão em todos os horários, desde o café da manhã até o jantar.

"Além de beneficiar a saúde das crianças e melhorar o desempenho escolar, a alimentação oferecida hoje nas Escolas e Centros de Educação Infantil do nosso município contempla a participação de pequenos agricultores da região, colaborando para que permaneçam em suas localidades e se sintam mais motivados", finaliza Cristiane. Fonte: Correio do Norte

 

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‘Se quebrar proteção social no campo vai sobrar para os municípios’, alerta Contag

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A Comissão Especial da Reforma da Previdência debateu no último dia 22, as mudanças na aposentadoria rural propostas pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) por meio da PEC 06/2019. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Veras dos Santos, chamou a atenção da comissão para a importância da aposentadoria rural nas economias regionais e dos municípios.

Com a reforma, o governo impõe que mulheres e homens que trabalham no meio rural passam a se aposentar aos 60 anos. Pelas regras em vigor, as mulheres podem se aposentar aos 55 anos e os homens, aos 60. O tempo de contribuição passa de 15 para 20 anos.

“Deputados, levantem a realidade dos municípios brasileiros para ver se, depois do advento da Previdência rural, pela Constituição de 1988, a realidade não mudou”, pediu o presidente da Contag. Ele sugeriu que se pergunte a vereadores e prefeitos se estão cientes do impacto da reforma. “Porque, quando estouram os problemas, isso vai parar primeiro na casa do vereador, da vereadora, do prefeito e da prefeita. Se quebrar esse sistema de proteção social no campo, vai sobrar para os municípios e para as economias locais.”

Ele lembrou o fato de que, com a crise econômica e a recessão dos últimos anos, muitos pontos de comércio foram fechados e várias cidades estão em dificuldades. “Essa reforma vai deixar isso pior.” O raciocínio é básico em economia. Quem recebe benefícios da Previdência rural investe no município. “É um dinheiro que vai e uma boa parte volta para a economia. Isso é desenvolvimento e distribuição de renda.”

Segundo Santos, em 71% dos municípios brasileiros o repasse da Previdência Rural ultrapassa o repasse do Fundo de Participação dos Municípios. “A Previdência potencializa o processo produtivo da agricultura familiar. Com um salário mínimo, o agricultor potencializa a agricultura, cuida das crianças que estão perto dele e da família inteira.”

Outro ponto destacado por Santos diz respeito à insensibilidade e desconhecimento da realidade vivida por homens e mulheres do campo. Ele cita o senso agropecuário de 2006 (o último disponível), segundo o qual a renda líquida de um agricultor familiar não chega a R$ 1.500. “Imagina ele tirar R$ 600 para bancar a previdência!”, enfatizou. A contribuição mínima desse trabalhador será de R$ 600 por ano, segundo a PEC.

Aumentar o tempo de contribuição da mulher do campo é outro ponto perverso da reforma de Bolsonaro, já que a mulher muitas vezes começa a trabalhar muito cedo e ter várias atividades, além do trabalho na lavoura. Como a Previdência Rural tem papel fundamental na distribuição de renda, com o endurecimento das regras a pobreza vai aumentar no meio rural. Nas idades mais avançadas, se não fosse a Previdência Rural, a pobreza atingiria hoje de 60% a 70% dos idosos no Brasil, calcula o dirigente da Contag.

Para Marina Brito Battilani – procuradora federal nomeada presidente da Fundacentro pelo atual governo – a Previdência “é um conjunto de políticas públicas que visa à mitigação de riscos sociais”. “Não é um programa de distribuição de renda ou assistencialista. Para distribuição de renda, a gente já tem o Bolsa Família e assistencialista a gente já tem o BPC.”

A deputada Luiza Erundina (Psol-SP) disse na comissão que “o governo sonha o que pode fazer de mal contra os pobres”. “Eles passam o pente fino que começou no governo Temer, contra o pobre, o trabalhador rural e do campo. Esse governo tem ódio do pobre.” A parlamentar destacou que a Medida Provisória 871/2019 já antecipa a reforma da Previdência para o trabalhador.  “Os pente finos estão aí e não passam pelos fraudadores. Está aí o Refis.”

A deputada Gleisi Hoffmann salientou que a pobreza urbana, em grande parte, é resultado da migração rural. Ela também ressaltou o desconhecimento da realidade rural pelo governo. “O trabalhador rural não tem férias, não tem final de semana. É preciso que os membros do governo conheçam a realidade.”

Mesmo deputados do campo conservador têm criticado as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. O deputado Alex Manente (Cidadania-SP) foi um deles, na sessão desta quarta. “Precisamos diferenciar e combater os privilégios para valer, combater os que geram o déficit da Previdência. O Cidadania é a favor da reforma da Previdência, mas é contra retirar os benefícios de assistência social e não mensurar que os privilégios dos que ganham mais precisam ser combatidos.”

Segundo Manente, os critérios de aposentadoria rural e do BPC devem ser mantidos. “Como dizer a uma pessoa que ela não terá mais esses benefícios?” Fonte: RBA

 

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Agricultor de Mondaí agrega renda com produção de quatro variedades de banana

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A propriedade, onde o agricultor Leo Gruhlke cultiva banana está localizada na linha Capivara, a cerca de 1,5 km do rio Uruguai, no município de Mondaí.

Conforme o engenheiro agrônomo da prefeitura municipal, Paulo de Anhaia, o produtor fornece cerca de 100 quilos de banana toda semana para a merenda escolar. O agricultor também faz a venda para mercados e clientes particulares do município.

Paulo de Anhaia comenta que no ano passado a família entregou cerca de cinco mil quilos da fruta para as escolas. Ele lembra que no inverno a produção diminui, mas a propriedade garante frutas durante todo o ano.

A localização da propriedade, em um morro, e a interferência do clima pela proximidade com o rio favorecem o desenvolvimento da banana, que não é prejudicada pela geada.

O agrônomo ressalta que não cabe mais o ditado comum de “preço de banana” como referência a algo que é barato porque o valor da fruta valorizou bastante.

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Paulo de Anhaia comenta que o preço da banana foi valorizado devido ao aumento no consumo e às doenças que atacam a planta e às frutas.

O agrônomo enfatiza que a produção da família Gruhlke é feita de forma orgânica, mas ainda não possui selo de certificação.

Atualmente são dois hectares e entre as variedades estão banana prata, nanica, BRS platina e BRS conquista, uma variedade desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Epagri.

Esta variedade produzida por uma empresa de Minas Gerais é resistente ao mal do Panamá e a sigatoka negra.

A BRS conquista teve uma boa adaptação no município, com cachos que chegam a 40 quilos. O produtor está fazendo testes com outras quatro variedades novas, inclusive cruzamentos entre cultivares.

Mais informações: emmondai@epagri.sc.gov.br

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Roça Cechet: família que planta unida e que cuida do meio ambiente

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Pai, mãe e filha plantam, colhem e comercializam produtos que não utilizam agrotóxicos durante a produção

Há aproximadamente 15 quilômetros do centro de Camboriú, uma família vive do que a terra dá, literalmente. Ou do que a família planta nela. Pai, mãe e filha plantam, colhem e comercializam os produtos diretamente ao consumidor final, sem atravessador. Mas o principal atrativo dos produtos é a forma de cultivo: totalmente sem o uso de agrotóxicos. É a Roça Cechet, localizada no Braço, área rural de Camboriú.

A rotina começa cedo: Felix Cechet acorda antes e já começa os preparativos para mais um dia no campo. A filha, Maria Joana e a esposa, Eliete, logo chegam para ajudar. Todos pegam junto, mas a coordenação do plantio fica a cargo de Felix; Maria Joana comercializa e cuida da entrega dos produtos. Cabe a Eliete a produção de produtos em conserva como pepino, brócolis, couve-flor e outras delícias como doce de banana e geléia de morango.

Em busca da certificação de Roça Orgânica

Faz um ano que a família Cechet adotou esse novo método de plantio, totalmente sem uso de agrotóxicos. Com isso, o processo de certificação de produtor orgânico está no período de transição. Após esse período, o órgão certificador analisa e se tudo estiver dentro dos parâmetros, a certificação de Roça Orgânica é concedida. Felix Cechet, que é técnico em agropecuária e agricultor, explica a diferença entre a agricultura convencional e a orgânica: " A grande diferença é que não podemos mais lançar mão de agroquímicos, tanto para controle de pragas e fungos tanto para uso de adubos minerais.O grande pilar de sustentação da plantação orgânica é o equilíbrio entre a produção, as pragas e tudo que envolve o meio ambiente", declara. 

Isso significa que o capim, flores, insetos e a produção convivem em harmonia. Um canteiro não pode estar limpo como na plantação convencional. Felix explica: "quando houver um ataque de uma praga, tem que ter algo para alimentá-la, algo para ela comer: flores e capim são alternativas que mantém esse equilíbrio", explica. Os insetos também fazem parte importante desse processo. Insetos maiores comem os menores que se alimentam das plantas, por isso os bichinhos são bem vindos na plantação. 

Variedade de produtos 

A variedade de produtos produzidos na Roça Cechet é grande: desde morango e banana, passando por salsa, cebolinha, coentro, vagem, feijão preto e vermelho, pimentão, rúcula, alface, repolho roxo, tomate, entre vários outros. Quem cuida da comercialização é a engenheira ambiental Maria Joana. Ela explica que a venda é feita direta ao consumidor, que recebe uma lista de produtos pelo WhatsApp. A entrega é feita duas vezes por semana, às segundas e quintas, em Camboriú; nas terças e sextas, é a vez de Balneário Camboriú receber os produtos. A entrega é feita diretamente na casa do consumidor. "Nossa prioridade é a variedade dos produtos, e não a quantidade.Além disso, priorizamos vender o que produzimos, com exceção de três produtos obtidos em fornecedores de confiança: farinha de mandioca, melado de cana de açúcar e mel", comenta. 

Desperdício é uma palavra proibida na Roça Cechet: todo o material excedente, por ser perecível, é aproveitado em compotas, conservas, pães e doces. A responsável por esse processo é Eliete Cechet, que produz as delícias em uma cozinha especialmente montada para essa finalidade. Além dos produtos já citados, ainda é produzido extrato de tomate comum e também temperado com pimentão e outras ervas, bolo de banana e bolo de aipim. 

 

Mais informações: WhatsApp para pedidos: 47 99241-0683

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Conheça os produtos “de carteirinha” e saiba por que eles valem mais

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Com pouco menos de 15 mil habitantes, a cidade de Carlópolis, no Norte do Paraná, se prepara para ter seu nome na boca de europeus e norte-americanos. Produtores de goiaba do município, que já é reconhecido no Brasil pelo cultivo da fruta, deram, no mês passado, mais um passo em seu estruturado plano de exportação. Um grupo de agricultores locais conquistou a certificação internacional, Global G.A.P., um selo que atesta a segurança alimentar, boas práticas de manejo e sustentabilidade de produtos agrícolas.

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Obviamente, nenhum produtor precisa de um selo para enviar suas goiabas para Holanda, Espanha ou Alemanha. Mas que estas certificações têm peso na hora da venda, isso têm – ou alguém questiona o impacto dos champagnes, produto francês altamente certificado, na mente de um comprador, ainda que existam bons espumantes produzidos em quase todo o globo? “Já fizemos vários contatos, desde redes de supermercados internacionais, até compradores de pequeno e médio portes”, disse Paulo Ricardo Teixeira Peres, especialista em comércio exterior e envolvido nas negociações, à época do recebimento do selo.

 

A conquista da certificação é o ápice, até o momento, de um movimento no qual o Paraná vem se destacando. O potencial de exportação da goiaba de Carlópolis cresceu na última década, quando os produtores locais passaram a se organizar em busca de um outro selo, este totalmente focado no mercado nacional, o registro de Indicação Geográfica (IG). De forma geral, a IG é um selo que aponta que um local se tornou referência na produção de um item ou que um produto só é possível graças a características de uma região (terroir, no jargão técnico) em que ele é elaborado.

É o equivalente ao que acontece fora do Brasil, onde produtos como champagnes, vinhos do Porto, presunto Parma ou mármores Carrara são protegidos por lei – uma vinícola de Lisboa, por exemplo, não pode chamar de “do Porto” os vinhos fortificados que produz.

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No Brasil, o registro é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e protegido pelas leis de propriedade e direitos industriais. Mas, assim como no resto do mundo, é muito mais do que um processo burocrático. As IGs agregam valor ao produto (pelo controle de qualidade), rendem mais dinheiro aos produtores (pelo preço mais alto), estimulam o associativismo (porque são frutos de esforço coletivo) e, sobretudo, fortalecem as boas práticas de produção.

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) indicam que são mais de 40 mil IGs no mundo, movimentando um mercado anual bilionário. Três mil delas estão na Europa, onde o mercado parece ter melhor se consolidado. Um estudo da Comissão Europeia de Comércio apontou que 43% dos europeus se dispõem a pagar 10% a mais por produtos com procedência e 11% destes aceitam pagar entre 20% e 30% a mais por eles.

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ENTRAR NO GRUPO

Mesmo em um mercado que entrou há muito menos tempo no jogo, há benefícios. O Brasil tem 51 IGs reconhecidas e mais de 300 em análise. No Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, as propriedades rurais valorizaram até 500% nos cinco anos seguintes à região ter sido a primeira do país a ser reconhecida como produtora com Indicação Geográfica, segundo números do Sebrae. Além disso, a região se consolidou como um polo tecnológico e turístico de 2004 para cá, ano da concessão.

O Paraná viu sua primeira IG chegar somente em 2012, para os cafés especiais do norte pioneiro. Com ela, o produto incrementou seu valor em 30%, de acordo com Adhemar Augusto Martins, cafeicultor e consultor credenciado do Sebrae, um dos responsáveis por pleitear a certificação. “O valor faz parte de uma remodelação do nosso café especial. O selo é um item que se somou à melhora na qualidade de produção e às buscas por certificações”, diz. Mas foi um vértice forte.

“Depois [da IG para o café especial], o Sebrae abraçou essa questão e estendeu para outras regiões e outros produtos com potencial de selo. E é ótimo, pois remete a boas práticas na lavoura e preocupações ambiental e social”, defende Martins.

Por aqui, a goiaba de Carlópolis ganhou o selo de Indicação Geográfica em 2016 e, de lá para cá, segundo os produtores, a fruta triplicou sua venda no mercado nacional.

No Paraná, além da goiaba e do café, também recebem o atestado de qualidade a erva-mate de São Mateus do Sul, o mel do oeste do Paraná, a uva de Marialva, o mel de Ortigueira e o queijo de Witmarsum – este último o caçula da lista, cuja IG foi concedida em agosto do ano passado. Mas existe pedido para concessão de outras cinco IGs no cadastro do Inpi: o melado de Capanema, a cachaça de Morretes, a bala de banana de Antonina e o barreado e a farinha de mandioca do Litoral.

Associativismo

Esse número substancial coloca o Paraná atrás apenas de dois outros estados, Minas Gerais e Rio Grande do Sul – com 9, cada. Mas com grande expectativa de que assuma a ponta. Isso porque há, por aqui, um projeto articulado entre poder público e iniciativa privada, e que envolve importantes aceleradores: o Fórum de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas do Paraná, o Origens Paraná.

A organização é regida por associações de produtores que detêm Indicação Geográfica em seus produtos e o Sebrae do Paraná. Mas o próprio Inpi, assim como o Ministério da Agricultura (Mapa), a Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab), a Secretaria Municipal de Abastecimento de Curitiba (SMAB) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) participam das reuniões bimestrais.

“Eu viajei pelo Brasil pesquisando este tema no ano passado. Nós hoje somos o terceiro estado em número de Indicações. Mas temos tanto potencial quanto os estados que estão em nossa frente. Com a mobilização desse fórum, que reúne órgãos do estado e produtores, e com os potenciais naturais do Paraná, acredito que conseguiremos agilizar os processos de registro e, em um curto espaço de tempo, poderemos ser os líderes no Brasil. E com louvor”, diz o coordenador do projeto, o produtor de erva-mate Helinton Himerio Lugarini.

O papel, de acordo com o executivo, é fazer a interlocução dos produtores com os órgãos oficiais. “Uma IG sozinha não tem tanta força quanto várias IGs juntas. Tem muitos produtos do Paraná com potencial, como a uva de casca grossa de Bituruna. A nossa intenção é juntar todas as associações que já têm IG para poder orientar novas organizações a obter o selo. [Com o fórum]Elas têm acesso direto às instituições que podem ajudar, como Sebrae, Emater, Seab, Mapa”, explica Lugarini. “A gente percebe que os órgãos públicos têm vontade de ajudar esses projetos e aportar recursos, porque isso vai de encontro à tendência de mercado. O próprio Mapa tinha muitas ações que queria desenvolver com os produtores, mas não conseguia acessá-los. E os produtores não tinham como chegar no Ministério”.

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Com uma boa perspectiva de união, os produtores esperam a conquista da última trincheira: tornar o produto com Indicação Geográfica usual para os brasileiros. “Para grande parte dos associados, o maior problema está no aspecto de o consumidor brasileiro ter pouca informação sobre o que significa um selo de IG e como são controlados os produtos que irão receber este selo”, concluiu um estudo sobre o assunto, elaborado por Giovane Maiorki e Valdir Dallabrida, da Universidade do Contestado (SC), com vinícolas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A prática valida a teoria. “Se você analisa Curitiba, muita cafeteria usa cafés de Minas, da Bahia… E quando você explica que o café daqui tem tanta qualidade quanto o desses estados, tudo muda. Com o selo de qualidade, fica mais fácil vender”, indica Martins.

“O que pode ser feito pelos governos são as ações de marketing e branding evidenciando esses produtos. Uma ação conjunta terá mais mídia e penetração”, concorda o coordenador do Origens. “Isso no mercado interno. Para o externo, é preciso um acordo entre Mercosul e União Europeia para o reconhecimento dos selos nacionais. As negociações foram interrompidas no ano passado”, diz. Hoje, o reconhecimento é informal.

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/agricultura-economia-igs/

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Agricultura familiar obtendo resultados de excelência na produção de leite

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Os pais da produtora de leite Mariele Stockler, proprietária do Sítio São Sebastião, iniciaram a atividade no ano de 1987 com apenas três animais em uma estrutura precária, localizada no município de Castro, no Paraná.

“A área inicial era um antigo chiqueiro. A ordenha era manual e o leite era colocado em latões e depois, levado para a beira da estrada para ser recolhido por um caminhão. Na época a silagem era puxada por um carrinho de mão porque não tínhamos trator”, conta Mariele, que fez questão de ressaltar que sua maior motivação vem da paixão pelas vacas. “Elas são fantásticas e sempre nos surpreendem”.

 

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Sítio São Sebastião

Com o tempo o número de animais foi crescendo e em 1990 a família Stocker investiu em uma ordenha mecânica balde ao pé. Em 1992 foi construído um estábulo com 18 lugares e adicionada mais uma máquina para ordenha. Na sequência, um trator e uma pequena carreta vieram para agregar. “Somos em três irmãos e desde bem pequenos nós tínhamos o desejo de ajudar nos serviços do campo. Sempre encontrávamos um jeito de contribuir, pois adoramos as vacas. Em 1999 adicionamos uma nova sala de ordenha dupla com 4 conjuntos e em 2006 foi construído um barracão de 92 lugares para a alimentação das vacas e novilhas. Vale destacar que todas as construções aqui do sítio foram realizadas pelo meu pai sempre com o auxílio da minha mãe, meu e dos meus irmãos”, relata.

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A área do sítio é de 11 hectares e devido ao aumento no número de animais e falta de sombra, começaram a surgir problemas com barro, mastites e cascos. Então, em um determinado momento, ou eles partiam para um free stall ou teriam que vender quase metade das cabeças. Querendo crescer com o negócio, eles optaram pela construção do confinamento. E, após todo o percurso e dedicação, hoje eles contabilizam 92 vacas em lactação, aproximadamente 30 vacas secas e uma média/animal/dia de 35,5 a 38 litros, com duas ordenhas diárias.

O que também chama a atenção são os bons índices de CCS (Contagem de Células Somáticas) e CBT (Contagem Bacteriana Total) e segundo Mariele, muitos querem saber qual é o segredo do sítio. Para ela, a resposta é simples: uma ordenha bem-feita e com muita higiene. “Não fazemos nada de extraordinário”, frisa.

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Sistema de produção

Antes, com o sistema de semiconfinamento, as vacas se alimentavam de silagem e concentrado no cocho e – depois – partiam para o pasto. No final de 2017, com a transição para o free stall, as adaptações passaram a ser feitas. Os animais são predominantemente da raça Holandesa, porém, em torno de 10% é Pardo Suíço e 3% Jersey. No total, são 230 cabeças entre bezerras, novilhas e vacas.

“Trabalhamos hoje com silagem de milho e silagem de sorgo (esta, apenas para novilhas e bezerras). As silagens são produzidas em áreas próprias e em terras arrendadas e – nos últimos anos- passamos a comprar milho em pé para confeccionar silagem”.

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Produção de leite em família

De acordo com Mariele, trabalhar em família nem sempre é fácil. Ela explica que está nas suas mãos e nas do seu irmão toda a gestão dos animais do rebanho. Além deles, a propriedade também conta com um funcionário, sua irmã com o marido, seu pai e a sua mãe.


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“Nós temos uma divisão de serviços, mas, quando é preciso exercer a função do outro, fazemos isso tranquilamente. Por exemplo, eu e a minha irmã fazemos as duas ordenhas, mas, quando alguma de nós não está, o meu irmão ou o funcionário se responsabilizam. A principal função do meu irmão é o aleitamento das bezerras, a limpeza do free stall e o trato das vacas e quando ele se ausenta, realizo as funções para ele. Já a principal atividade do funcionário é a limpeza do bezerreiro, o trato das novilhas, a limpeza do free stall, entre outros. O meu cunhado ajuda na limpeza dos pisos, meu pai sempre está envolvido com alguma construção com a ajuda da minha mãe e quando eles precisam de uma ‘mão’, sempre recebem. É difícil alguém ficar parado por aqui, sempre tem alguma coisinha para fazer”, explica Mariele, que ainda acrescentou:

“Quanto à sucessão familiar, a minha irmã casou e mora em uma casa do lado da nossa e o casal trabalha no sítio. Eu e meu irmão somos apaixonados pelas vacas, então, a sucessão vem ocorrendo desde que éramos crianças, o que torna esse processo mais fácil. Claro que sempre há um conflito visto que um quer fazer de um jeito e o outro, de outra maneira, mas, a gente vai se virando. O leite é a nossa única fonte de renda e isso nos motiva. Eu preciso fazer o meu melhor porque dependo disso para viver e quanto mais eu cuidar e zelar pelas coisas, melhor será o resultado. Por mais que o leite passe por altos e baixos ao longo do ano, é uma atividade que conseguimos manter. Quando o preço está mais baixo, a gente paga os custos, mas não consegue investir muito. Já quando o preço está melhor, conseguimos pensar em investimentos”.

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Desafios

Para Mariele, um dos maiores desafios é a falta de reconhecimento que muitos têm em relação a produção familiar. “Acordamos às 4h50 da manhã, trabalhamos o dia inteiro e às vezes vamos até a noite, sem contar os sábados, domingos e feriados. Também, um dos desafios é fazer uma boa gestão na propriedade. Em uma leiteria tudo tem que estar na ponta do lápis com relação aos custos, pois se não, a conta não fecha no final do mês. Os custos também são grandes desafios, porque se você oferece um tipo de ração para a vaca, ela tem que dar retorno e isso deve ser mensurado. Todo investimento tem que dar retorno em algum momento dentro de uma propriedade”.

No final da conversa, Mariele convidou todos a participarem do Interleite Sul 2019 e conhecer um pouco da sua história e da sua família de perto. “Também falarei sobre qualidade de leite, que de um jeito simples, é possível o produtor ter excelência. Quero destacar toda a dedicação que temos aos animais, em querer sempre melhorar o conforto a eles e o cuidado desde pequenos até a fase adulta. Tenho certeza que será uma ótima troca de experiências”.

Mariele será uma das palestrantes do Interleite Sul 2019, que ocorrerá nos dias 08 e 09 de maio em Chapecó/SC. A sua palestra ‘Obtendo resultados de excelência na produção familiar’ faz parte do painel ‘Especialização com tecnologia, gestão e terceirização’. Fonte: MilkPoint

 

Mais informações: http://www.interleite.com.br/sul/

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