Arquivos da categoria: Piscicultura

Ministério da Agricultura cria Comitê Técnico de Pescado

peixe

Uma Portaria conjunta das Secretarias de Aquicultura e Pesca e de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, instituiu o Comitê Técnico de Pescados, na última quarta-feira (20). Representantes da iniciativa privada e especialistas receberam bem a iniciativa e vão tratar com o governo prioridades para aumentar a produção e agregar valor aos produtos

“O comitê permanente permitirá o debate entre os agentes envolvidos, focando sempre no processo regulatório do setor pesqueiro. E permitirá harmonizar a legislação, assegurando a inocuidade e a segurança alimentar para o consumidor brasileiro e do exterior”, declarou o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca), Cristiano Lobo.

Integrado por representantes dos departamentos de inspeção de produtos de origem animal, saúde animal e insumos pecuários, da Câmara Setorial de Produção de Indústria de Pescados, além de especialistas, o comitê deve propor atos normativos, promover a inovação, facilitar a comunicação de iniciativas implementadas pela defesa agropecuária e setor privado, e promover ações conjuntas, capacitação e troca de experiências.

O diretor afirmou, ainda, que o comitê vai facilitar a construção de processos produtivos, permitindo a oferta de novos produtos no mercado. Como exemplos, citou carpaccio de salmão, camarões ao molho de tomate e outras opções já industrializadas, com qualidade e menor custo, num futuro próximo.

O presidente da Câmara Setorial de Produção da Indústria de Pescados, Eduardo Lobo observou que assinatura do ato foi o maior passo dado até o momento voltado para o setor pesqueiro brasileiro. “Hoje, há normas editadas pelo governo que não se aplicam aos processos da iniciativa privada. Portanto, a discussão com todos os envolvidos irá gerar maior segurança regulatória”.

O secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif, lembrou que as decisões eram tomadas unilateralmente e que, “a partir de agora, com o assento do setor produtivo no comitê, todos passam a ter voz sobre os assuntos do setor”.
O secretário de Defesa Agropecuária, José Leal, espera que se estabeleça uma discussão técnica e acadêmica entre os participantes do comitê, favorecendo o crescimento da atividade pesqueira no país.

“O setor privado poderá apresentar sua agenda de prioridades, facilitando a comunicação, promovendo ações conjuntas, o que não acontecia antes. Estamos inovando e nos modernizando como nos solicitou a ministra Tereza Cristina”, disse Leal. Fonte:Coordenação geral de Comunicação Social

 

Mais informações: www.agricultura.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Município de Armazém é reconhecido como Capital Catarinense da Tilápia

 armazemtilapia2

O título foi concedido ao Município de Armazém, localizado no sul do Estado, pelo Governador do Estado, Carlos Moisés da Silva, através da Lei nº 17.673, de 8 de janeiro de 2019, pelo projeto de lei do Deputado Ricardo Guidi à Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

De Armazém, a Indicação partiu do Vereador Guilherme José Heerdt Corrêa, na Câmara Municipal dos Vereadores de Armazém ao Deputado Guidi.

“É uma conquista significativa na caminhada para desenvolver Armazém. A piscicultura vem somar e se fortalecer junto com as demais atividades do agronegócio de nossa cidade. Os maiores merecedores deste título são os piscicultores, que têm investido na atividade e começam a colher resultados importantes”, expressa Guilherme.

armazemtilapia1

Em sua justificativa o vereador enalteceu, a produção de 1,2 mil toneladas produzidas na última safra com 26 produtores e o apoio dos profissionais da Epagri, da associação de piscicultores e da Administração Municipal.

Para um município, cuja população estimada em 2018 foi de 8.587 pessoas, Armazém tem grande chance de alavancar sua economia fortalecendo as culturas que já estão consolidadas como a piscicultura e que vem ganhando adeptos a cada ano.

Como a cidade tem grande extensão rural, a maior arrecadação acaba sendo do setor do agronegócio cerca de 60% a 70% do total arrecadado.

O Prefeito Municipal, José Benjamim Arent, apoiou a ação e acredita que será um divisor de água na economia do município. “Os piscicultores e a cidade com certeza têm muito para festejar, pois a conquista irá impulsionar certamente a atividade e muito em breve estaremos colhendo mais frutos”, afirma o prefeito.

A produção – De acordo com dados fornecidos pela Epagri e, que fazem parte da justificativa do vereador, a região produziu, na última safra, aproximadamente 4,7 mil toneladas, concentrando quatro municípios dentre os oito com a maior produção: Armazém, Grão-Pará, Rio Fortuna e Braço do Norte. A atividade, que movimenta cerca de R$ 25 milhões ao ano, já conta com 1.375 piscicultores rurais.

Segundo consta também na justificativa, a principal espécie produzida na região é a Tilápia, cultivada principalmente para a produção de filé. A produção local é destinada para a indústria (35%) especialmente para a filetagem, mercado local (feiras de peixes-vivo, supermercados, peixarias, restaurantes, na propriedade) e 45% para pesque-pague (municipal, regional e interestadual).

No entanto, na região de Tubarão, quase a totalidade destina-se a frigoríficos com inspeção estadual e municipal.

Agora, segundo o vereador, é preciso definir metas para fazer por merecer o título concedido. “É preciso focar na venda e no escoamento da produção, sendo hoje as principais dificuldades da atividade. Além disso, pensar que ideias deverão ser trabalhadas como, por exemplo: o incentivo do consumo de peixe no município e região, o fortalecimento da atividade através da organização de feiras, festas e investimento em treinamentos e capacitações para a ampliação dos conhecimentos na área. Também é necessário atualizar o projeto de anos atrás para a instalação de uma cooperativa de filetagem de filé de Tilápia no município ou na região como forma de impulsionar a produção, gerar empregos e renda para a região.Fpnte:https://oregionalsul.com

Mais informações: emarmazem@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Pesquisa do NITA e Epagri identifica desafios tecnológicos da piscicultura catarinense

nitapeixe1

Uma das importantes atividades para o Estado e que possui grande crescimento nos últimos anos em Santa Catarina é a piscicultura. 

Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), em 2016, os cinco estados maiores produtores de peixes cultivados foram Paraná, Mato Grosso, Rondônia, São Paulo e Santa Catarina, nesta ordem. Paraná, São Paulo e Santa Catarina produzem como espécie principal a tilápia, o Mato Grosso os peixes híbridos e Rondônia principalmente Tambaqui.

A piscicultura catarinense tem características que a distinguem de outros estados. É desenvolvida majoritariamente em pequenas propriedades rurais, com média de 2 hectares de lâmina de água por propriedade, e mão de obra familiar.

Na safra de 2016, a piscicultura de água doce catarinense produziu 43.300 toneladas de peixes de diferentes espécies, sendo os produtores comerciais responsáveis por 29.637 toneladas (mais de 68%) dessa produção. A espécie mais produzida no Estado é destacadamente a tilápia, mas a produção de carpas também é relativamente significativa em relação às demais espécies.

Figura 1 – Distribuição percentual das espécies de peixes produzidos em Santa Catarina 2016

nitapeixe2

Fonte: Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2016 -2017, Epagri/Cepa

Tendo por base a área de abrangência das Gerências Regionais da Epagri, se destacam as regiões de: Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau, como as maiores produtoras de pescado comercial (Figura 2).

Figura 2 – Produção comercial de piscicultura comercial de água doce de Santa Catarina 2016 (kg)

nitapeixe8

Fonte: Síntese Anual da Agropecuária de Santa Catarina 2016-2017.

Na figura 3 são apresentados os municípios de maior destaque na produção comercial de pescado, com destaque a região de Tubarão que concentra cinco dos dez maiores produtores: Grão Pará, Braço do Norte, São Martinho, Armazém e Rio Fortuna. O destaque fica para o município de Massaranduba que produz 1,77 mil toneladas, sendo o maior produtor do estado (Figura 3).

Figura 3 – Produção comercial dos dez maiores municípios produtores de Santa Catarina em 2016 (kg)

nitapeixe4

Fonte: Síntese Anual da Agropecuária de Santa Catarina 2016-2017.

Devido à grande importância da atividade da piscicultura e a tendência de expansão no Estado, o NITA realizou uma pesquisa, que foi deflagrada de forma “on line” no período de maio a junho de 2018, dirigida a técnicos do setor que atuam nas diversas regiões do Estado.

A pesquisa buscou conhecer um pouco mais sobre a cadeia da piscicultura e captar a percepção técnica sobre deficiências e problemas que podem ser aprimoradas com tecnologias inovadoras.

O questionário foi encaminhado em formato eletrônico às coordenações das empresas que fornecem assistência técnica aos produtores, que por sua vez encaminharam aos seus técnicos com maior atuação na cadeia produtiva, resultando na opinião de profissionais com grande experiência na área. Como resultado obteve-se a participação de 19 técnicos, distribuídos entre a Epagri (90%), Cooperativas (5%) e Cidasc (5%).

Figura 4 – Frequência das respostas por região em relação a área de atuação do Programa SC Rural

nitapeixe5

Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

As respostas obtidas estão localizadas em sua maioria na região oeste e no litoral sul, seguida do planalto norte.

Aos participantes da pesquisa foi solicitado que apontassem mediante a pontuação em uma escala de 1 a 5 (onde 5 é o de maior importância), quais as áreas em que mais necessitam de inovação. Na figura 4 são apresentadas as áreas em que o maior número de técnicos que atribuíram pontuação 4 e 5.

Figura 4 – Área de maior pontuação total para a inovação (número de técnicos)

nitapeixe6

Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

Na figura 5, é apontada a área em que, na percepção dos participantes da pesquisa, há maior necessidade de inovação, aspecto este que corrobora com o questionamento sobre a área de maior importância. O controle de qualidade da água se destaca com 42%, seguido da alimentação (nutrição) com 16%. (Figura 5).

Figura 5 – Área considerada imprescindível para inovações

nitapeixe7

Fonte: Nita – Pesquisa realizada junto aos técnicos que atuam com bovinocultura de leite em Santa Catarina – maio de 2.018.

Dentre as principais áreas apontadas como prioritárias para investimento em processos de inovação, passamos a destacar os principais comentários apresentados pelos participantes na pesquisa, relacionados a duas delas: o controle de qualidade de água e a alimentação e nutrição.

Controle de qualidade da água

  • Controle de qualidade de água é fundamental para produção acima da capacidade de suporte natural dos viveiros aquáticos. O produtor precisa de ferramentas de fácil uso para que avaliar a qualidade dá água numa frequência diária, para que em cima disso possa tomar decisões mais precisas, como horário de alimentação, manejo de aeradores, tratamentos, etc..
  • Manejo de água buscando alta produtividade de fito e zooplancton, e redução de custos de produção.
  • É na água que o peixe se desenvolve. É neste meio onde come e defeca, sendo fundamental o controle da qualidade do ambiente para uma melhor conversão alimentar e consequentemente viabilidade econômica da piscicultura.
  • Muitas vezes o piscicultor falha em alguma etapa no decorrer do ciclo produtivo por falta de acompanhamento técnico e fica sem marcação de dados importantes, que podem apresentar parâmetros para corrigir algum problema apresentado que poderá comprometer o processo produtivo.
  • Qualidade da água é fundamental e uma das mais importantes na piscicultura. Existem aparelhos e kits de monitoramento de qualidade, mas são poucos os piscicultores que adquirem e fazem o monitoramento. Um dos grandes complicadores da qualidade da água quanto ao consumo de oxigênio e liberação de amônia é a matéria orgânica proveniente de ração não consumida e das fezes geradas pelos peixes

Alimentação e nutrição

A alimentação dos peixes possui estreita correlação com a qualidade da água, já que a mesma irá influenciar na quantidade, tipo e frequência do fornecimento da alimentação.

A seguir alguns comentários adicionais obtidos na pesquisa com relação a esta questão:

  • Um dos principais problemas encontrados hoje é o arraçoamento seguindo somente a tabela de alimentação de acordo com a biomassa, ou fornecimento de ração de acordo com a comportamento do peixe (o peixe está comendo joga ração). Se faz necessário que se observe principalmente parâmetros de oxigênio, pH e temperatura, para fornecer a quantidade adequada com o objetivo de se obter a melhor conversão alimentar possível otimizando o uso da ração que hoje corresponde a 70% do custeio da atividade.

Conclusão

Em análise preliminar, ficou evidente que a principal preocupação da área técnica consultada, está direcionada para o correto controle da qualidade da água do cultivo, mediante o acompanhamento de indicadores e marcadores, os quais influenciam diretamente as demais práticas do sistema de produção, com destaque ao manejo da alimentação.

Como a ração se constitui no principal item de custo da atividade, ações com vistas a melhoria da conversão alimentar são aspectos críticos para o sucesso econômico da atividade.  Assim, o desenvolvimento de equipamentos e/ou softwares que produzam a informação necessária para a tomada de decisão e ajude responder questões como: qual o momento adequado para alimentar, qual a quantidade de ração a oferecer, quais os melhores horários para fornecimento da alimentação, quando devo ligar o sistema de aeração, entre outros, contribuirá para ganhos no desempenho dos indicadores técnicos e econômicos da atividade.

Também o desenvolvimento de equipamentos que possam trazer melhorias na qualidade do trabalho e segurança para o sistema de produção são fundamentais, como: automação de processos, emissão de alertas, redução do esforço físico no desempenho das práticas de manejo, são fundamentais para atrair novos adeptos a produção comercial de peixes.

Outro desafio está na acessibilidade das inovações ao produtor. Dado a isso, processos de difusão de inovações existentes e desenvolvimento de novas soluções são fundamentais, desde que as mesmas sejam ofertadas a um custo compatível com a produção em pequenas áreas, viabilizando a sua incorporação ao processo de produção. Fonte:NITA

Autor: Ditmar Alfonso Zimath, Engenheiro Agrônomo, Especialista em Administração Rural, Diretor de Projetos Especiais da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e Coordenador Técnico do Programa SC Rural e do NITA- Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar

Bibliografia consultada:Sintese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2016-2017. In: http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_cepa/publicacoes/Sintese_2016_17_site.pdf

 

Mais informações: http://nita.org.br/desafios-tecnologicos-da-piscicultura-catarinense/
Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309 
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Santa Catarina tem nova Lei Estadual da Piscicultura

sarpeixelei

Os piscicultores catarinenses terão novas regras para licenciamento ambiental. Nesta terça-feira (4) a Assembleia Legislativa aprovou a Lei Estadual da Piscicultura – encaminhado pelo Governo do Estado em abril deste ano.

A nova Lei é uma atualização da Lei nº 15.736/2012, que disciplina a piscicultura de águas continentais no estado, e busca adequá-la ao Código Florestal Brasileiro e ao Código Estadual do Meio Ambiente. A principal mudança será nos critérios para o licenciamento ambiental. A proposta permite o uso de áreas de preservação permanente para a atividade da piscicultura – seguindo critérios que liberem a produção, sem comprometer a preservação da vegetação nativa.

“A nova Lei é um instrumento importante para incentivar a piscicultura em Santa Catarina, gerando mais renda e empregos no meio rural. Além da produção de alimentos saudáveis, de qualidade e a custos acessíveis para os consumidores catarinenses”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

A piscicultura catarinense tem características diferentes de outros estados. Em Santa Catarina, a grande maioria das propriedades tem menos de 50 hectares e conta com mão de obra familiar. Com o espaço reduzido, 95% dos açudes e viveiros para cultivo de peixes de água doce estão em áreas de preservação permanente. E, por isso, os produtores não possuem licença ambiental, ficando impossibilitados de acessar o crédito rural, os programas de fomento do Governo Federal e Estadual e, até mesmo, as medidas de recuperação ambiental.

Segundo o gerente de Pesca da Secretaria da Agricultura, Sergio Winckler, a partir de agora 90% dos piscicultores sairão da ilegalidade. “Os produtores terão mais segurança com a legalização das unidades produtivas, podendo inclusive acessar crédito para investimento. Este é um marco importante para a piscicultura catarinense. A intenção agora é trabalhar junto aos órgãos ambientais para regularização dessas propriedades”.

A verdade é que tanto o Código Florestal quanto o Código Estadual do Meio Ambiente já autorizam a piscicultura em áreas de preservação permanente. Então a Lei Estadual da Piscicultura foi adequada para regulamentar o licenciamento ambiental e dar mais segurança jurídica aos piscicultores, que em sua maioria são agricultores familiares.

A nova Lei da Piscicultura foi elaborada em conjunto pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Epagri e Polícia Militar Ambiental.

Piscicultura em Santa Catarina
Santa Catarina conta com mais de 30 mil piscicultores, entre amadores e comerciais. O estado está entre os principais produtores de peixes de água doce do país, com uma produção de 43,3 mil toneladas em 2016.

Em termos financeiros, os piscicultores geraram mais de R$ 200 milhões em 2016. A produção está concentrada nas regiões de Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau. E a espécie mais produzida no estado é a tilápia. Fonte:SAR

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Piscicultores de Três Barras recebem kit para controle da qualidade da água

tresbarraspeixe

Os piscicultores do município de Três Barras receberam, uma importante ferramenta de controle da qualidade da água em tanques e viveiros situados em propriedades do interior do município.

O kit adquirido ao valor de R$ 3,7 mil pelo Governo do Município, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, permite o monitoramento e evita falta ou excesso de alguma substância que possa causar a morte de peixes. 

Secretário João Francisco Canani Júnior disse que com a chegada dos itens, as avaliações da qualidade da água (turbidez, PH, nível de nitrito e amônia, oxigênio dissolvido e temperatura) poderá ser realizada de maneira constante e contínua. "O nosso município é o único da região a contar com equipamentos para este fim", afirmou.  

Treinado pela empresa fornecedora do kit, o médico veterinário da Secretaria de Agricultura, Adrian Costenaro, será o responsável por fazer o controle da qualidade da água e o acompanhamento da produção durante visitas mensais às propriedades rurais.

Inicialmente serão atendidos os piscicultores participantes das reuniões promovidas pela Secretaria, em parceria com a Epagri, órgão parceiro da Prefeitura no fortalecimento da atividade no município.

Estima-se que hoje 30 produtores rurais se dedicam à criação de peixes no município. Desse total, 10 a 12 criadores participam regularmente das capacitações, treinamentos e cursos oferecidos pelos parceiros do projeto. Empreendimentos de pesque-pague são explorados em cinco propriedades rurais.

Ao destacar a piscicultura como sendo uma oportunidade para a geração de emprego e renda no campo, o engenheiro agrônomo Danilo Sagaz, da regional da Epagri de Canoinhas, enalteceu os resultados e a parceria com o poder público municipal. "É importante frisar a seriedade com que o Governo de Três Barras trata este projeto", acrescentou.

Quem também elogiou a forma pela qual o projeto é trabalhado foi Fabiano Vital da Silva Alexandre, representante da empresa fornecedora do kit. Segundo ele, após avançar nos aspectos relacionados ao manejo, o município tem tudo para também se destacar na comercialização da produção, seja na própria cidade ou na região.

O extensionista rural Alexandre Agarie e a auxiliar administrativa do escritório local da Epagri, Roseli Paiter Jentara, além de servidores pasta de Agricultura e piscicultores do município, acompanharam a entrega do kit durante solenidade na sede da Secretaria. Fonte: Correio do Norte

 

Mais informações: emtresbarras@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

A tecnologia e o apoio do SC Rural renderam mais peixes nas redes da Família Stolf de Timbó

timbopeixeFACE2

A metodologia de extensão rural denominada: Unidade de Referência Tecnológica (URT) tem sido um método muito eficiente de disseminação de tecnologia. É o que demonstra o jovem Fernando Stolf, em sua unidade de piscicultura no município de Timbó.

timbopeixeFACE1

Faz parte da rotina de trabalho do jovem agricultor Fernando Stolf, o monitoramento constante dos viveiros de tilápia, que agora, ocupam boa parte da propriedade.

Ele e o pai, o seu Osmar, há 4 anos dedicam-se à piscicultura em Timbó, região do Vale do Itajaí. São os cuidados com a água, com a alimentação, sempre na medida certa, com todos os nutrientes necessários aos peixes. Hoje eles estão satisfeitos com o segmento, aprenderam os segredos da criação. Mas essa história, nem sempre foi assim.

timbopeixeFACE3

Ter iniciado uma nova atividade, sem experiência alguma, não foi fácil. Seu Osmar lembra que no início, as perdas eram grandes. “A gente não se preocupava com temperatura da água, oxigênio, acidez. Todos os dias eram cerca de 10 peixes mortos por lagoa”.

Foi aí que a Epagri, através do extensionista rural Valdomiro Biz, fez a diferença ao trazer informação, orientação técnica, acompanhar de perto um novo projeto familiar.

“Trouxemos a tecnologia que a Epagri oferece, com povoamento adequado para a quantidade de água existente. Com apoio do SC Rural implantamos uma unidade de referência técnica na propriedade e tivemos grande interesse do jovem em atuar no segmento”.

Na propriedade são 9 viveiros, com 2 a 3 alevinos por m², que rendem duas safras por ano totalizando uma produção de 20 toneladas”.

“Depois das orientações, nunca mais perdemos peixe e ainda conseguimos economizar muito com a ração”, conclui seu Osmar. E a satisfação do pai não é só por ver essas melhorias e a maior produtividade dos viveiros. A alegria dele é também ver o filho seguindo a vocação agropecuária. Saber que tudo que eles têm hoje, vai continuar pelas mãos das próximas gerações da família.

A propriedade conseguiu apoio do Programa SC Rural. Recursos que ajudaram a implementar a nova atividade, possibilitando volume de produção e alta qualidade para ganhar mercado. Adquiriu equipamentos para melhorar a qualidade da água (oxímetro e peagâmetro). Com o equipamento ele conseguiu melhorar os índices zootécnicos (aumentar a conversão alimentar dos animais e a população nos açudes), aumentando muito a renda líquida da atividade.

Hoje, a produção está dentro do período adequado, com peso e carcaça ideal, o que é bom para o produtor e também para quem compra os pescados para revenda. Agora a propriedade está servindo de exemplo para as demais, disseminando a tecnologia.

No endereço: https://www.facebook.com/scrural você pode acompanhar o depoimento de Fernando Stolf

 

Mais informações:emtimbo@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307 
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Visitas técnicas orientam produtores de Três Barras

tresbarraspeixe

Constantes ações junto aos pequenos produtores vêm aprimorando e fortalecendo do ramo da piscicultura no município de Três Barras, graças a uma iniciativa conjunta entre a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e a Epagri.  

Mais uma etapa do projeto, visando o repasse de orientações e a motivação aos criadores de peixe, que em outubro do ano passado fizeram a aquisição de alevinos de oito espécies, a preços acessíveis.

Aspectos relacionados ao manejo e alimentação utilizada na criação dos alevinos, além de avaliações da qualidade da água (turbidez, PH e oxigênio dissolvido) dos viveiros, também foram analisados pelos técnicos.

Participaram das visitas o secretário de Agricultura, João Francisco Canani Júnior; e o servidor da pasta, Élson Roberto Harschel; o extensionista rural Alexandre Agarie e o servidor Danilo Sagaz, da Epagri.

Novas fases do programa estão previstas para a sequência dos meses, tais como reuniões técnicas, seminários e capacitações para a melhoria da produção. "São ferramentas de conhecimento importantes aos criadores, por isso contamos com a presença e participação de todos também nas demais etapas", frisou o secretário.

Ainda de acordo com Canani Júnior, a intenção do Governo do Município é ampliar o número de criadores, já que a comercialização do peixe pode se transformar em renda extra para muitos agricultores familiares. "E é uma atividade com grande potencial de crescimento", assegurou.

Alevinos

O Governo de Três Barras, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com a Epagri, realizou a entrega de 15 mil alevinos a pequenos produtores rurais do município em outubro do ano passado.

Na época, 15 criadores de peixe foram beneficiados pelo programa. Os produtores receberam alevinos das espécies tilápia, carpa capim, carpa húngara, carpa cabeça grande, carpa prateada, carpa colorida, jundiá e cascudo.

Antes de ser feita a entrega, o servidor da Epagri, Danilo Paiva Sagaz, repassou informações acerca de como fazer o transporte e soltura dos alevinos, como também a maneira de realizar o controle de predadores e a pré-engorda. Material explicativo foi distribuído a cada um dos produtores, a fim de orientá-los no manejo.Fonte:http://www.jornalcorreiodonorte.com.br

Mais informações: emtresbarras@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Lei Estadual da Piscicultura é encaminhada para Assembleia Legislativa

leipiscicultura

Nova Lei Estadual da Piscicultura atende uma demanda antiga dos pescadores catarinenses, que terão uma norma condizente com a realidade de Santa Catarina. O Governo do Estado encaminhou o Projeto de Lei para Assembleia Legislativa na última semana e aguarda o resultado da votação em plenário.

O Projeto é uma atualização da Lei nº 15.736/2012, que disciplina a piscicultura de águas continentais no estado, e busca adequá-la ao Código Florestal Brasileiro e ao Código Estadual do Meio Ambiente. A principal mudança será nos critérios para o licenciamento ambiental. A proposta é de que a piscicultura seja permitida em áreas de preservação permanente – seguindo critérios que liberem a produção, sem comprometer a preservação da vegetação nativa.

A piscicultura catarinense tem características diferentes de outros estados. Em Santa Catarina, a grande maioria das propriedades tem menos de 50 hectares e conta com mão de obra familiar. Com o espaço reduzido, 95% dos açudes e viveiros para cultivo de peixes de água doce estão em áreas de preservação permanente. E, por isso, os produtores não possuem licença ambiental, ficando impossibilitados de acessar o crédito rural, os programas de fomento do Governo Federal e Estadual e, até mesmo, as medidas de recuperação ambiental.

A verdade é que tanto o Código Florestal quanto o Código Estadual do Meio Ambiente já autorizam a piscicultura em áreas de preservação permanente. Então a Lei Estadual da Piscicultura irá apenas regulamentar o licenciamento ambiental e dar mais segurança jurídica aos piscicultores, que em sua maioria são agricultores familiares.

A nova Lei da Piscicultura foi elaborada em conjunto pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Epagri e Polícia Militar Ambiental.

Piscicultura em Santa Catarina
Santa Catarina conta com mais de 30 mil piscicultores, entre amadores e comerciais. O estado está entre os principais produtores de peixes de água doce do país, com uma produção de 43,3 mil toneladas em 2016.

Em termos financeiros, os piscicultores profissionais produziram 29.637 toneladas de peixes e geraram mais de R$ 133 milhões em 2016. A produção está concentrada nas regiões de Tubarão, Joinville, Rio do Sul e Blumenau. E a espécie mais produzida no estado é a tilápia.


Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Epagri de Caçador realiza soltura experimental de peixes

 caçadorpeixe1 caçadorpeixe2

Como parte do Programa Experimental de Estocagem de Peixes das Usinas Hidrelétrica de Itá e de Machadinho, foi realizada a soltura de 9,5 mil peixes, juvenis e adultos. O Programa faz parte de uma parceria entre Epagri – Estação Experimental de Caçador e Universidade Federal de Santa Catarina, através do Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (UFSC/LAPAD).

A soltura foi realizada no Balneário de Marcelino Ramos (reservatório da Usina Hidrelétrica de Itá) e no Centro de Referência em desenvolvimento Sustentável (CRDS), em Piratuba (reservatório da Usina Hidrelétrica de Machadinho).

Além dos pesquisadores da Epagri e da UFSC envolvidos no programa, estavam presentes no local os Gerentes das Usinas de Itá e de Machadinho, bombeiro local, entidades ligadas ao meio ambiente, alunos de escolas públicas da região, professores e extensionistas locais.

Foram soltos seis mil juvenis de piavas e três mil juvenis de grumatãos nos lagos de Machadinho e Itá e 50 peixes adultos de suruvi no lago de Itá.

caçadorpeixe

A espécie piava foi produzida na Unidade de Piscicultura da Estação Experimental de Caçador, sob a coordenação dos pesquisadores, biólogo Raphael de Leão Serafini e do médico veterinário Álvaro Graeff, a partir da reprodução de indivíduos da primeira geração de matrizes selvagens capturados no alto rio Uruguai.

As demais espécies foram produzidas também a partir de matrizes selvagens no Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (LAPAD/UFSC) sobre a coordenação dos professores Evoy Zaniboni Filho e Alex Pires de Oliveira Nuñer.

Segundo o pesquisador Raphael, todos os indivíduos soltos receberam uma marcação química que produz uma marca fluorescente nas estruturas ósseas (raios das nadadeiras, etc) visível sob microscópio, permitindo o acompanhamento dos resultados dessa soltura através da recaptura dos indivíduos soltos.

“Os peixes recapturados podem ser consumidos, porém para o acompanhamento da pesquisa é importante que algumas estruturas desses peixes sejam guardadas, juntamente com os dados da data e local da captura”, afirma Raphael. “Pode ser apenas um pedaço de nadadeira, que deve ser armazenado no freezer ou congelador para que posteriormente seja recolhido pela equipe de pesquisa e analisado”, conclui.

Para o gerente da Epagri, Renato Vieira, além do programa ter um apelo educativo-ambiental, garantirá também a sobrevivência de espécies em processo de extinção, como o suruvi.  “Além disso, deve contribuir para garantir, a médio e longo prazo, a recomposição das populações dessas espécies nativas na bacia do rio Uruguai”.Fonte: comunicacao@cdr.adr.sc.gov.br

 

Mais informações: eecd@epagri.sc.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

1° Seminário de Produção de Tilápia em São Carlos

saocarlosseminario

A Prefeitura do Município de São Carlos, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente estará realizando no dia 10 de novembro o 1° Seminário de Produção de Tilápia. O evento acontecerá no Auditório Waldir Vicente Loeblein.

A programação consta de abertura as 09h30min;

10h: Depoimento de Produtor; 10h10min: Apresentação pelo SENAR sobre Comércio do Peixe: Tipos de peixes exigidos pelo mercado; 10h30min: Debate. Convidados – Pessoas envolvidas no setor; 10h50min: Depoimento de produtor; 11h: Apresentação por Richilheu Casa Grande – Engenheiro em Aqüicultura sobre Manejo e Diferentes Sistemas de Produção de Tilápia; 11h30min: Debate com Profissionais da área Técnica de Órgãos Públicos e Comerciais;

12h30min: Intervalo para Almoço – A base de Peixes;

13h30min: Depoimento de Produtor; 13h40min: Apresentação por Gilmar Casagrande e Eduardo Luiz Tavares Gonçalves sobre Custos e formas de custear produção; 14h:Debate com Representantes dos Bancos locais e Comércio; 14h20min: Depoimento de produtor; 14h30min: Apresentação por Fabiano Muller Silva – Engenheiro Agrônomo da Epagri-CEDAP sobre Possibilidades e participação do poder público no avanço da atividade; 15h: Debate com Deputados Valdir Collato, João Rodrigues, Pe. Pedro Baldissera, Altair Silva e convidado do IBAMA e às 16h Encerramento.

 

Mais informações: www.saocarlos.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br