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Estudo da Epagri redefine a altura das marés em Santa Catarina

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Análise das marés em Laranjeiras, Balneário Camboriú (foto: Matias Boll, Divulgação)

A Epagri/Ciram usou dados dos últimos dois anos para redefinir a previsão de altura das marés em 10 pontos do Litoral catarinense. O monitoramento vai desde a Ilha da Paz, no Norte do Estado, até Passos de Torres, no Sul.

O pesquisador Matias Boll diz que as novas leituras permitirão avaliações mais precisas nos portos, que usam os dados para definir o horário de entrada e saída dos navios, e também para prever alagamentos na região costeira, causados ou agravados pelas marés.

Foram compilados dados de maré medidos entre 2017 e 2018, com frequência de amostragem de 15 minutos _ o que chegou a mais de 70 mil leituras para cada estação maregráfica. Um software extraiu os padrões, e foi possível recalcular a maré astronômica para cada um dos 10 pontos, por um período de 19 anos.

O resultado do trabalho pode ser visto no link Litoral On-line, do site da Epagri/Ciram. A previsão de maré astronômica tornou-se bastante precisa, exceto pela eventual presença de vento ou outras variáveis meteorológicas que influenciam a maré.

Uma das observações do pesquisador é que, nos últimos anos, os eventos “extremos”, isto é, com alagamentos e prejuízos, têm ocorrido de forma mais rápida e intensa. Fonte: Por Dagmara Spautz

 https://www.nsctotal.com.br/colunistas/dagmara-spautz/estudo-da-epagri-redefine-a-altura-das-mares-em-santa-catarina

 

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Estação maregráfica da Epagri integra rede mundial de monitoramento do nível do mar

estação maregráfica Imbituba Crédito Epagri Divulgação (2)

A estação maregráfica do Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, agora faz parte da rede mundial de Monitoramento do Nível do Mar por Estações Maregráficas (Sea Level Station Monitoring Facility) da Comissão Intergovernamental de Oceanografia da Unesco (Intergovernamental Oceanografic Comission – IOC). O equipamento, que passou a integrar a rede mundial em setembro, faz parte da rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram.

O site do IOC permite a visualização rápida das principais estações maregráficas no globo terrestre, especialmente no caso da ocorrência de um evento extremo. Quase 900 equipamentos desta natureza, administrados por mais de 160 instituições em todo mundo, aparecem listados no site, explica Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram.  

Para fazer parte desta renomada rede é preciso atender a uma série de requisitos técnicos, entre os quais dispor de um equipamento completo em duplicidade para garantir a redundância das leituras e o fluxo ininterrupto das informações. O pesquisador da Epagri/Ciram Luís Garbossa explica que outra recomendação do IOC é a realização de uma medição do nível do mar a cada minuto. São 1.440 medições por dia, registradas e armazenadas em duplicidade, capazes de detectar pequenas alterações do nível do mar. Além disso, nessa estação a Epagri utiliza equipamentos importados, com precisão milimétrica, garantindo qualidade nos dados compartilhados com o IOC.

O número de estações maregráficas por país no sítio mundial do IOC é variável e depende da pré-disposição do local para ocorrência de eventos extremos, como terremotos, tsunamis e furacões. O Chile tem 54 estações em operação. O Brasil, com 7.491km de costa, possuía até o mês de agosto apenas quatro estações operando via IOC. Com exceção de uma estação no Rio de Janeiro, as demais estão nas Regiões Norte e Nordeste do País. Considerando que o Uruguai não tem nenhuma estação no IOC, existia uma faixa de aproximadamente 3.000km da costa, entre Rio de Janeiro e Mar del Plata (Argentina), que não apresentava nenhuma estação maregráfica em operação nesse importante site mundial, explica o Carlos Eduardo S. de Araújo, pesquisador da Epagri/Ciram.

Segundo o Oceanólogo Argeu Vanz, da Epagri/Ciram, a costa brasileira não tem um histórico de eventos extremos comparável com a costa do Oceano Pacífico na América do Sul. Contudo, o monitoramento contínuo do mar é de extrema importância para os diversos setores que movimentam a economia na região costeira. São beneficiados a navegação comercial, a pesca, o turismo, a maricultura, a realização de obras civis e também de estudos ambientais, entre outros.

A estação maregráfica de Imbituba tem importância histórica, pois é o local onde foi definido o Datum Altimétrico do Sistema Geodésico Brasileiro, comumente denominada de “Datum de Imbituba”, ou marco zero do Brasil. “Aliando a estes fatos, as mudanças climáticas globais estão aí e é recomendado a existência de pelo menos um equipamento instalado e operando adequadamente para qualquer eventualidade”, comenta Argeu.

A estação maregráfica da Epagri em Imbituba está em operação desde janeiro de 2016, em parceria com a SC Par Porto de Imbituba. O equipamento tem uma eficiência de registros lidos e transmitidos de 99,6% nos 40 meses de operação. O Litoral Online, da Epagri/Ciram, apresenta em tempo real a previsão e o nível do mar para Imbituba e mais 10 localidades distribuídas ao longo da costa de Santa Catarina, desde o porto de Itapoá, no Norte, até Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul, dando a Santa Catarina o status de Estado com a rede maregráfica mais completa do país, finaliza Eduardo Nathan, analista de sistemas da Epagri/Ciram. Fonte: Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram, pelos fones (48) 3665-5174 

Confira também reportagem sobre novo modelo de previsão da qualidade da água:

https://www.youtube.com/user/epagritv

 

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Produtores de Santa Catarina usam meteorologia para prever ocorrência de doenças nas lavouras

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Os produtores rurais catarinenses contam com um serviço gratuito de informações agrometeorológicas que auxilia no controle de pragas e doenças nas lavouras.

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O Agroconnect correlaciona os dados coletados por 282 estações meteorológicas automáticas distribuídas em todo o estado e emite alertas quando as condições ambientais são favoráveis ao surgimento de doenças em alguns cultivos. O Sistema é desenvolvido pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) e gera avisos para sete tipos de plantas.

O Agroconnect é uma experiência única no país, desenvolvido pela Epagri/Ciram com a contribuição de agricultores, técnicos e pesquisadores, que orientaram a equipe sobre suas reais necessidades. Além da rede de monitoramento instalada no estado de Santa Catarina, o sistema integra também estações instaladas nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Os avisos de condições favoráveis ao aparecimento de doenças são gerados diariamente a partir do processamento dessas informações e da correlação com modelos matemáticos que descrevem a evolução de cada enfermidade.

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Com base nos avisos e informações disponibilizadas pelo Agroconnect, o agricultor pode tomar decisões mais certeiras, principalmente no controle químico das lavouras e na atuação preventiva. Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de pesquisa do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri/Ciram, Éverton Blainski, o produtor pode consultar o histórico dos dados para definir a melhor época de plantio, as condições favoráveis à ocorrência de doenças e ainda comparar o rendimento das culturas com as condições agrometeorológicas registrada em determinado ano.

“Nossos principais diferenciais são a gratuidade dos serviços, a ampla rede de monitoramento integrada ao sistema e a forma de construção colaborativa entre pesquisadores, extensionistas e produtores que garantem ao sistema uma identidade visual adequada para a realidade do agricultor catarinense”, ressalta.

A plataforma apresenta o monitoramento climático para 42 culturas e gera avisos para sete: alface, banana, cebola, maçã, soja, tomate e videira. Já está em fase de teste o sistema de alerta para ocorrência de Giberela nas plantações de trigo. “Além de ampliar o número de culturas, estamos trabalhando para desenvolver sistemas de avisos para outras doenças que atingem as culturas já contempladas”, destaca Éverton.

No sistema, os produtores têm acesso também à previsão tempo e monitoramento ambiental: temperatura e umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, precipitação, radiação solar, molhamento foliar e pressão atmosférica.Foto: Aires Mariga/Epagri

 

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Estudo da Epagri/Ciram deixa previsão de maré mais precisa em Santa Catarina

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Com o objetivo de uniformizar e refinar a previsão da altura das marés para Santa Catarina, a equipe de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram recalculou a tábuas de marés para dez pontos do litoral Catarinense. Agora, cada um dos dez pontos monitorados pela Epagri/Ciram tem sua própria tábua de maré, com informações mais detalhadas do que as oferecidas pela tábua da Marinha.

Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram, explica que em janeiro de 2019 foram compilados dados de maré medidos entre 2017 e 2018, com frequência de amostragem de 15 minutos, totalizando 70.080 leituras por estação maregráfica. Com auxílio do software Pacmare 2003, foram extraídas para cada ponto as constantes harmônicas que caracterizam a influência astronômica sobre o nível do mar. Finalmente, a maré astronômica (previsão) foi recalculada para cada ponto para um período de 19 anos, com frequência amostral de 15 minutos, o que representa cerca de 666.240 valores por estação.

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O resultado de todo esse trabalho pode ser visto no link LitoralOn-line, do site da Epagri/Ciram. Clicando em qualquer uma das estações maregráficas que aparecem no site, o usuário vai poder ver a maré prevista segundo os novos cálculos da Epagri/Ciram (linha azul) e a maré observada de fato (linha vermelha). A previsão de maré astronômica tornou-se bastante precisa, o que deve fazer com que, em condições ideais de tempo, a linha vermelha no gráfico acompanhe quase que fielmente o previsto na linha azul. Só a presença de vento ou outras variáveis meteorológicas que influenciam a maré pode fazer a condição observada se afastar da prevista, esclarece Matias

“O recalculo vai permitir uma melhor previsibilidade do comportamento das marés, aumentando a segurança para usuários envolvidos em operações de navegação, pesca artesanal, maricultura, e previsão de alagamentos nos centros urbanos do litoral, entre outras utilidades”, informa o pesquisador da Epagri/Ciram. Ele destaca que as atividades de praticagem (entrada e saída de navios) dos portos catarinenses serão especialmente beneficiadas pelo trabalho desenvolvido.Fonte:Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram

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SC tem a maior rede de monitoramento do nível do mar do Brasil

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O verão dos banhistas das praias de Santa Catarina será ainda mais seguro, graças à rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram. A instituição implantou, em menos de dez anos, a maior e melhor rede de monitoramento de mar do Brasil. São dez equipamentos instalados ao longo de toda a linha litorânea, que fornecem informações fundamentais para as atividades marítimas.

A rede da Epagri/Ciram conta com estações maregráficas instaladas em Florianópolis, Itapoá, Laguna, Porto de São Francisco, Balneário Camboriú, Imbituba, Balneário Rincão, Ilha da Paz, Passo de Tores e Barra Velha. Os equipamentos medem maré, precipitação e temperatura da água. Os dados medidos podem ser conferidos em tempo real no link Litoral On-line, do site da Epagri/Ciram.

As variáveis são medidas em intervalos de cinco minutos e enviadas a cada 15 minutos para o banco de dados da Epagri/Ciram, em Florianópolis. Lá a qualidade dos dados é testada e, caso não sejam identificados erros, eles são publicados a cada hora no Litoral On-line. Tudo é feito de forma automática, sem a interferência humana.

Das dez estações maregráficas da rede da Epagri/Ciram, sete medem o nível do mar (ou seja, a variação da maré) com sensor do tipo radar, um equipamento moderno e preciso, importado da Alemanha. Esse sensor, que fica acima do mar, emite uma onda eletromagnética que bate na superfície da água e retorna ao aparelho, onde são feitos os cálculos necessários para medir o nível. Como está fora da água, dá menos problemas e, no caso de ser necessária uma manutenção, o acesso a ele é bem mais simples. Nos outros três marégrafos da rede, os sensores de nível são de pressão, o que significa que estão instaladas dentro de água.

Outro equipamento de ponta da rede é o correntômetro instalado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. A tecnologia foi importada dos Estados Unidos a um custo de R$ 100 mil, bancado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Mede a correnteza a uma profundidade de cinco metros e fornece informações fundamentais para navegação, especialmente de grandes embarcações.

Temperatura

A mais recente inovação da rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram é a medição da temperatura da água nas praias de Santa Catarina. No final de 2018 a rede passou a medir essa variável em seis pontos da costa: porto de Itapoá; praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis; porto de Imbituba; porto de Laguna; e barra do rio Mampituba, em Passo de Torres.

A temperatura do mar varia muito no litoral de Santa Catarina. É que o Estado está numa zona de transição, com influência de correntes marinhas tropicais e subtropicais. Assim, recebe uma corrente mais fria ao Sul, vinda da região polar (ramo costeiro da corrente das Malvinas). Já o litoral Norte é influenciado por correntes marinhas mais quentes. No dia 14 de novembro de 2018, por exemplo, véspera de feriadão, o Litoral On-line exibia ao mesmo tempo temperaturas da água de 26,59°C em Balneário Camboriú e de 19,45°C em Imbituba.

Caro e difícil

“O monitoramento de mar é mais caro e difícil de fazer”, explica Matias Boll, pesquisador do setor de Oceanografia e Monitoramento Costeiro da Epagri/Ciram. Ele conta que o ambiente mais agressivo, o alto valor dos equipamentos e o custo elevado da manutenção são empecilhos para que redes desta natureza se espalhem pelo litoral brasileiro. “A manutenção tem que ser mais efetiva, porque os equipamentos estão expostos à corrosão e podem até afundar. A logística para chegar até os pontos de monitoramento pode ser mais complicada também”, relata Matias, ressaltando que a instituição se empenha em fazer manutenção preventiva na rede catarinense.

A instalação da rede de monitoramento costeiro de Santa Catarina foi motivada pela importância que o litoral tem para o Estado. Quase 40% dos catarinenses moram na região litorânea, que ocupa apenas 10% do território do Estado. A zona costeira concentra cinco dos dez municípios mais populosos de Santa Catarina. Os 38 municípios localizados no litoral respondem por 39% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Atividades portuárias, pesca e turismo contribuem para essa força econômica.

A Epagri/Ciram também mantém contrato de serviço com dois portos catarinenses: São Francisco do Sul e Imbituba. Os portos têm exigências muito altas de monitoramento ambiental e de segurança e o serviço realizado pela Epagri atende a essas necessidades com custo competitivo. Fonte:Matias Boll, pesquisador do setor de Oceanografia e Monitoramento Costeiro da Epagri/Ciram

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Indicação Geográfica da Erva Mate é tema de Simpósio no Planalto Norte

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Aconteceu no município de Canoinhas, o II Simpósio da Indicação Geográfica do Planalto Norte Catarinense – Erva Mate.

Com uma programação variada, o evento, realizado no início de novembro, teve como pontos de destaque a apresentação dos resultados do projeto IG da Erva Mate que esta em finalização com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a apresentação dos vencedores dos concursos fotográfico, da mascote e gastronômico.

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O Simpósio contou com um bom público, formado por lideranças municipais e regionais, representantes da cadeia produtiva da erva mate, extensionistas e pesquisadores da Epagri e CIRAM, escolas participantes dos concursos, seus familiares e professores. 

Concurso

O Concurso de Fotografia, Gastronomia e Mascote intitulado "IG Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense" teve suas inscrições até o dia 30 de setembro, e teve como objetivo trabalhar o território do Planalto Norte Catarinense como tema central, além de outros subtemas como a erva-mate, para sensibilizar os participantes da riqueza do território onde vivem.

A comunidade escolar da região abrangida pelo projeto do IG da Erva Mate respondeu positivamente ao desafio e houve um grande número de inscrições.

Confira os vencedores de cada categoria:

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Na categoria fotos históricas a vencedora foi Suelin Slabisk, da EEB São João Batista, de Itaiópolis.

Fotos do território do IG teve como vencedora Emilin Socreppa, da EMB Adélia Lutz, de São Bento do Sul

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Já a foto primeira colocada da categoria erva mate foi de Domini Rian Fuck, da Escola Municipal Terezinha Correa Agostinho, de Bela Vista do Toldo.

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Para a escolha da mascote do IG da Erva Mate foi selecionado o trabalho de Bianca Navoski, do Núcleo Escolar Presidente Adolfo Konder, de Irineópolis.

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Já no concurso gastronômico, subdividido nas categorias comida e bebida com erva mate como um dos ingredientes, o primeiro lugar na categoria comida foi para Poliana E. W. Machado, da EBM Professora Aracy Hansen, de São Bento do Sul e o primeiro lugar na categoria bebida foi conquistado por Letícia Schimmanoski, da EEB Hercilio Buch, de Mafra.

Segundo Gilberto Neppel, coordenador do Projeto do IG, o evento faz parte das ações de sensibilização dos atores para a Indicação Geográfica, dar visibilidade à atividade e também a prestação de contas com a comunidade, com relação ao trabalho que foi desenvolvido e os quais serão daqui em diante, claro, além de despertar nos escolares o senso de pertencimento a uma região com tradição e história na atividade ervateira, objetivos que considera alcançados.

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O diretor de extensão da Epagri Paulo Roberto Arruda Lisboa, os representantes do MAPA Ricardo Martins Bernardes e Diogo Carvalho, o gerente do CIRAM Hamilton Justino Vieira e os Gerentes Regionais da Epagri de Canoinhas e Mafra – Donato João Noernberg e Bernadete Grein, prestigiaram o evento, que teve como organizadores EPAGRI, CIRAM, MAPA, ASPROMATE e SINDIMATE. Fonte:http://www.opovojornal.com.br

 

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Epagri inicia trabalho para buscar a Indicação Geográfica do mel de melato de bracatinga

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No Planalto Sul e no Planalto Norte de Santa Catarina, a associação entre a bracatinga, um inseto chamado cochonilha e as abelhas resulta num produto único: o mel de melato. Ele é fabricado pelas abelhas a partir do líquido açucarado que a cochonilha produz ao se alimentar da seiva da bracatinga.

Ainda pouco conhecido fora dessa região, o mel de melato é escuro, levemente menos adocicado que o de origem floral e possui maior quantidade de minerais, além de propriedades medicinais.

Mas a pouca fama desse produto tão singular está com os dias contados. A Epagri, em parceria com o Sebrae, a Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina (Faasc) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), está iniciando o trabalho para buscar a Indicação Geográfica (IG) do mel de melato de bracatinga.

A primeira reunião de sensibilização da cadeia produtiva foi realizada neste mês, em Lages, quando produtores e entidades discutiram a construção conjunta de uma IG para o mel de melato. Os participantes conheceram as etapas do trabalho, que implicam, por exemplo, no reconhecimento da notoriedade do produto no território e na realização de estudos técnico-científicos.

A Epagri e a UFSC serão responsáveis por esses estudos, que vão subsidiar o dossiê de submissão do pedido para a IG. “Estamos fazendo o reconhecimento das áreas onde ocorre o fenômeno de associação entre a cochonilha e a bracatinga para fazer o recorte espacial da área de estudos. A partir daí serão realizados estudos agroclimáticos, de solos e geologia, uso e cobertura da terra, fisiografia e toda a caracterização física e ambiental do território que determina a qualidade e tipicidade do produto”, explica Everton Vieira, geógrafo do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Ciram/Epagri), responsável pela equipe técnica que fará os estudos.

Quando estiver pronto, o dossiê será entregue ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), instituição que concede o registro da IG. O pedido do registro é feito por uma instituição representativa dos produtores, que fica responsável pela gestão da Indicação Geográfica e pelas normas de uso da identidade visual.

Everton explica que a IG traz vantagens como aumento da relação de confiança entre produtores e consumidores, desenvolvimento do território, valorização da cultura regional e do saber-fazer, agregação de valor ao produto, abertura de novos mercados e preservação do meio ambiente. “A produção de mel de melato pode representar uma estratégia importante de preservação e uso sustentável das matas de bracatingais, conciliando geração de renda com a conservação ambiental. Além disso, a bracatinga pode ser explorada como recurso madeireiro, haja vista seu crescimento rápido e ciclo de vida curto”, acrescenta.

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Fenômeno da natureza

O mel de melato é um produto único cujas características são determinadas pela condição geográfica. “Não existe outro produto igual no mundo, e isso, por si só, justifica o pedido de uma Indicação Geográfica, embasada na notoriedade e tipicidade de um produto vinculado a um território”, diz Everton. Em 2017, esse mel foi reconhecido como o melhor do mundo no 45º Congresso Internacional de Apicultura, em Istambul, na Turquia.

Estudos preliminares indicam que a área de produção do mel de melato abrange cerca de um terço do território catarinense. Ela se estende do Planalto Sul ao Planalto Norte, seguindo por uma faixa central do Estado em regiões com altitudes acima de 700 metros. Há pequenas áreas de ocorrência no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas aproximadamente 90% da produção está em Santa Catarina.

Ainda não se sabe quantos dos 6,1 mil apicultores catarinenses produzem o mel de melato. “Os estudos técnicos realizados pelos pesquisadores e a atualização do cadastro apícola, que está a cargo das equipes de extensão rural, vão nos dar uma noção de quantos desses apicultores produzem esse mel”, diz Everton.

 

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Pesquisa da Epagri sobre uvas viníferas resistentes a doenças promete revolucionar mercado

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Os produtores de uva do Sul do País acabam de ganhar um grande aliado no controle do míldio da videira, a principal doença que ataca os parreirais no Brasil.

A Epagri implantou o sistema de previsão para a doença na plataforma Agroconnect, um serviço gratuito de informações meteorológicas que avisa o agricultor sobre condições favoráveis ao surgimento de pragas e doenças nas lavouras.

A ferramenta atende produtores, técnicos e extensionistas, servindo de suporte para o tratamento fitossanitário de mais de 4,7 mil hectares de videira em Santa Catarina e parte dos 48 mil hectares do Rio Grande do Sul e dos 4,2 mil hectares do Paraná.

O Agroconect está disponível na internet na página da Epagri: http://www.epagri.sc.gov.br/

“O serviço fornece informações para o produtor fazer um controle de doenças mais eficiente na lavoura e evitar aplicações desnecessárias”, explica o engenheiro-agrônomo Éverton Blainski, pesquisador do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de SC (Epagri/Ciram).

O usuário tem acesso a um mapa com os dados de estações meteorológicas dos três estados do Sul. O ícone laranja significa risco leve para a doença, o amarelo indica risco moderado e o vermelho aponta risco severo para a região.

 

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Pesadelo dos viticultores

Principal problema fitossanitário da videira no País, o míldio é causado pelo fungo Plasmopara viticola e causa sérios prejuízos ao setor, especialmente nas regiões mais quentes e úmidas. “O sintoma mais comum ocorre nas folhas, mas dependendo do momento da infecção, pode atingir os cachos, destruindo os frutos e resultando em perda de até 100% da produção”, explica André Kulkamp de Souza, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Videira.

A doença afeta principalmente as uvas europeias ou viníferas, como Cabernet Sauvignon, Malbec e Chardonnay. As americanas, ou uvas de mesa, como Isabel, Bordô e Niágara, são mais resistentes ao fungo. “Nas variedades mais sensíveis, ele é bastante agressivo. Por isso, o produtor precisa fazer tratamentos fitossanitários preventivos”, destaca o pesquisador.

O controle da doença pode ser feito tanto no sistema convencional quanto no agroecológico. “Com o monitoramento, a viticultura pode reduzir o uso de agrotóxicos, melhorando a sustentabilidade dos vinhedos e reduzindo o custo de produção”, diz André.

 

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