Arquivos da categoria: Epagri-Ciram

Primeira mulher presidente da Sociedade Latino-Americana de Ciência do Solo é da Epagri

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A pesquisadora da Epagri/Ciram, Elisângela Benedet da Silva, (à esq.) foi indicada pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) para ser a presidente da Sociedade Latino-Americana de Ciência do Solo (SLCS) no período 2019-2021.

Sua indicação foi aceita na Assembleia de presidentes e homologada por unanimidade pela Assembleia Geral da SLCS, realizada durante o XXII CLACS em Montevideo, Uruguai, no dia 10 de outubro de 2019.

Elisângela espera contribuir para uma maior aproximação entre as sociedades nacionais, universidades, centros de pesquisa e extensão e tomadores de decisão nos países membros da entidade, atuando também em conjunto com a União Internacional de Ciência do Solo (IUSS). “Consideramos que com uma pesquisadora da Epagri na função, teremos maiores oportunidades de conhecer os trabalhos que estão sendo desenvolvidos nas comunidades científicas da América Latina e de dar maior visibilidade aos nossos trabalhos”, diz a nova presidente da SLCS.

A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, reconhece a importância dessa indicação para a história da Empresa. “Ter uma pesquisadora jovem e mulher nesse cargo põe em prática a política da Epagri de inserir as novas gerações em cargos diretivos e reduzir as diferenças entre os gêneros”, diz ela.

A SLCS é uma associação de sociedades científicas nacionais de toda a América Latina, mas reúne também Espanha e Portugal, devido aos laços históricos e culturais com a América Latina. É constituída por um comitê executivo, formado pela presidência e secretaria geral e por um comitê diretivo, formado pelas sociedades científicas nacionais. A SLCS foi criada em 1954 e essa é a primeira vez que a sociedade tem uma presidente mulher.

Foto: Presidente da SLCS Elisângela (à esq.) com as pesquisadoras Fátima de Souza Moreira (SBCS), Laura Reyes Sanches (presidente da IUSS) e Mari Selva Vieira (Secretária Geral da SLCS)

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Celso Ramos passa a contar com Estação Agrometeorológica da Epagri/Ciram

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O Prefeito Municipal de Celso Ramos, Ondino Ribeiro de Medeiros, assinou com a Epagri, termo de permissão de instalação, em área de propriedade do município, para funcionamento da Plataforma de Coleta de Dados (PCD) da empresa. A área está localizada na Comunidade Sede/Imaculada Conceição.

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A permissão de instalação da PCD Celso Ramos (Estação Agrometeorológica), é feita gratuitamente pelo prazo de 5 anos, podendo ser prorrogado. A Estação Agrometeorológica já está em funcionamento desde 11 de outubro, resultado de convênio assinado com a Embrapa. Além da área, a Prefeitura entrou com o cercado e mão de obra.

Conforme Thays Mayara Camassola, técnica em Meteorologia da EPAGRI/CIRAM, a estação mede as variáveis do clima de precipitação (chuvas), temperatura e umidade relativa do ar, além do molhamento (tempo em que o orvalho ficou sobre a planta).

A técnica explica que a Estação é alimentada por energia solar, utilizando chip de celular para a transmissão dos dados (GRPS), enviados de hora em hora ao banco de dados do Ciram/Epagri. Os dados são públicos, podendo ser acessados por qualquer pessoa no site do Ciram.

Thays destaca que a ferramenta é importante aliada na tomada de decisões da agricultura, já que a previsão do tempo em Celso Ramos passa a ter base em dados reais, não mais estimados.

Em 16 de outubro, o prefeito Ondino, juntamente com o gerente da regional da Epagri de Campos Novos, Maykol Ouriques, Mauro Ros e Maria do Socorro Fernandes, extensionistas rurais da Epagri de Celso Ramos, visitaram a Estação. Na oportunidade, foi devolvido ao prefeito o termo de instalação assinado, em reunião no gabinete.

A implantação da Estação Agrometeorológica também representa apoio primordial para as atividades agropecuárias em Celso Ramos, como, por exemplo, a citricultura, com crescimento expressivo no município. Fonte: http://www.jornalcorreiodoslagos.com.b

 

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Secretaria da Agricultura e Epagri avaliam impactos da estiagem na safra catarinense

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A falta de chuvas ainda não traz prejuízos para as lavouras de Santa Catarina, porém o setor se mantém em alerta.

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Na manhã da sexta-feira, 11, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) reuniram lideranças do setor produtivo e técnico para discutir os impactos da estiagem no meio rural.

Até o momento, as lavouras de Santa Catarina se desenvolvem normalmente, com atrasos no plantio de algumas culturas, mas não há previsão de queda na produção ou perda de qualidade na safra de verão.

“A Epagri vem monitorando a situação meteorológica, hidrológica e também as safras em Santa Catarina. E nós queremos criar um ambiente para discutirmos essas informações, auxiliando o produtor na tomada de decisões. Nossa intenção é minimizar os impactos da estiagem no meio rural catarinense e tranquilizar a população”, destaca o secretário da Agricultura Ricardo de Gouvêa.

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Segundo relatório do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram), este é o período de estiagem mais severo dos últimos 10 anos no estado. A maior preocupação são as baixas reservas de água no solo e mananciais.

“Nós estamos com chuva abaixo da média histórica desde junho. A boa notícia é a previsão de chuva a partir de segunda-feira (14). A tendência é de uma semana mais chuvosa, com até 50 milímetros de precipitação”, afirma o meteorologista da Epagri/Ciram, Clovis Correa.

Impactos na agricultura

As chuvas abaixo da média histórica causam um atraso no plantio de algumas culturas, como tomate, batata, milho silagem, fumo e soja, segundo informações do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“Estamos em plena janela de plantio para as culturas da safra de verão e a situação ainda está normal para a agricultura, porém a estiagem prolongada já traz preocupações ao setor. Até o momento não existem registros de prejuízos ou perdas, caso as chuvas voltem, ainda há tempo para a situação no campo se normalizar”, explica o analista da Epagri/Cepa, João Rogério Alves.

A maior preocupação é o abastecimento de água para o consumo animal, principalmente nas granjas de suínos e aves.

Boas práticas de produção

Em tempos de pouca chuva, o produtor rural pode adotar algumas práticas para minimizar os impactos e garantir uma boa safra. A recomendação é de que os agricultores não deixem de fazer um bom seguro agrícola e que procurem fazer o escalonamento de plantio de sua safra, a fim de minimizar possíveis prejuízos caso a estiagem persista.

O investimento na construção de cisternas ou sistemas de irrigação também traz mais segurança para os produtores nos tempos de estiagem.

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br  – ciram@epagri.sc.gov.br

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Sul Catarinense ganha mais duas estações agrometeorológicas

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Com início das operações das estações meteorológicas automáticas telemétricas em Gravatal e Rio Fortuna, o Sul Catarinense passa a contar com 19 pontos de monitoramento das variáveis de chuva, temperatura, umidade relativa do ar e molhamento foliar.

Os locais fazem parte da rede de monitoramento da Epagri/Ciram, que possui também estações hidrológicas e meteorológicas, totalizando mais de 192 unidades automáticas instaladas no estado.

Em Gravatal a unidade está localizada junto à Epagri e entrou em funcionamento no final de setembro. Em Rio Fortuna a estação será instalada ainda em outubro.  Os dados coletados por elas são transmitidos de forma automática diariamente, de hora em hora, para um banco de dados localizado em Florianópolis, cujas informações estão disponíveis para a população através dos sistemas de visualização gratuitos como o Agroconnect e Monitoramento On-Line.

As duas estações funcionam independente de energia elétrica, pois são alimentadas por energia solar. A pesquisadora da Epagri/Ciram Iria Sartor Araújo Iria explica que os dados obtidos através delas geram informações para a previsão do tempo, ajudam na tomada de decisões dos agricultores e são essenciais para pautar ações da Defesa Civil. Os dados também auxiliam na emissão de laudos quando ocorrem eventos extremos como ventanias ou chuva intensa, por exemplo.

As duas estações agrometeorológicas foram adquiridas com recursos do projeto Fortalecimento da Infraestrutura de Pesquisa da Epagri – SC (PAC Embrapa 2012), que aportou R$260 mil para a compra de 10 estações. Fonte: Iria Sartor Araújo, pesquisadora da Epagri/Ciram

 

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Sistema de alerta de doenças para a cultura da cebola ganha mais quatro estações agrometeorológicas

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Quatro municípios do Alto Vale do Itajaí e Grande Florianópolis passaram a contar com estações agrometeorológicas automáticas telemétricas: Ituporanga, Chapadão do Lageado, Atalanta e Alfredo Wagner.

As quatro plataformas compõem a rede de 70 estações que subsidiam as informações ambientais necessárias para gerar alertas fitossanitários para a cultura da cebola. Nelas são registrados dados referentes a clima e condições de tempo, disponibilizados de forma pública e gratuita no site da Epagri/Ciram através dos sistemas de visualização como o Agroconnect e CebolaNET.

Todas as estações monitoram, de hora em hora, as variáveis de chuva, temperatura, umidade relativa do ar e molhamento foliar. O técnico da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, Rafael Sizani, destaca que os dados gerados por elas agilizam a tomada de decisão em casos de ocorrência de eventos naturais extremos, como chuvas intensas e estiagem, por exemplo. Já o Agroconnect é um sistema que interpola esses dados e acusa as condições ambientais que favorecem a ocorrência das doenças, gerando avisos para os produtores.

Segundo a pesquisadora da Epagri-Ciram Iria Sartor Araujo, as estações possuem sistema de energia autônomo com painel solar e bateria, sem depender de energia elétrica. “Mesmo em períodos nublados ou chuvosos seu funcionamento é garantido 24 horas por dia”, ressalta.

As quatro estações agrometeorológicas foram adquiridas com recursos do projeto Fortalecimento da Infraestrutura de Pesquisa da Epagri – SC (PAC Embrapa 2012), que aportou R$260 mil para a compra de 10 estações. Com elas a Epagri passará a contar com 190 estações próprias, o que faz de Santa Catarina o estado com maior cobertura de monitoramento de dados ambientais.


Cebola em Santa Catarina

Em Santa Catarina a cebola é a hortaliça que apresenta o maior valor bruto de produção, movimentando um valor aproximado de 370 milhões de reais anualmente. Santa Catarina é o maior produtor nacional, responsável por aproximadamente um terço da área total plantada no país – em torno de 20 mil hectares – e 1/3 da produção nacional (aproximadamente  500 mil toneladas/ano). Além do aspecto econômico, a cultura desempenha um importante papel social, uma vez que é cultivada, em sua quase totalidade, pelos agricultores familiares, com mais de oito mil famílias envolvidas diretamente na atividade. Segundo a Epagri/Cepa, ao final da safra 2019/20, o estado deve colher 529.210t de cebola. Fonte: Iria Sartor Araújo, pesquisadora da Epagri/Ciram

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Estudo da Epagri redefine a altura das marés em Santa Catarina

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Análise das marés em Laranjeiras, Balneário Camboriú (foto: Matias Boll, Divulgação)

A Epagri/Ciram usou dados dos últimos dois anos para redefinir a previsão de altura das marés em 10 pontos do Litoral catarinense. O monitoramento vai desde a Ilha da Paz, no Norte do Estado, até Passos de Torres, no Sul.

O pesquisador Matias Boll diz que as novas leituras permitirão avaliações mais precisas nos portos, que usam os dados para definir o horário de entrada e saída dos navios, e também para prever alagamentos na região costeira, causados ou agravados pelas marés.

Foram compilados dados de maré medidos entre 2017 e 2018, com frequência de amostragem de 15 minutos _ o que chegou a mais de 70 mil leituras para cada estação maregráfica. Um software extraiu os padrões, e foi possível recalcular a maré astronômica para cada um dos 10 pontos, por um período de 19 anos.

O resultado do trabalho pode ser visto no link Litoral On-line, do site da Epagri/Ciram. A previsão de maré astronômica tornou-se bastante precisa, exceto pela eventual presença de vento ou outras variáveis meteorológicas que influenciam a maré.

Uma das observações do pesquisador é que, nos últimos anos, os eventos “extremos”, isto é, com alagamentos e prejuízos, têm ocorrido de forma mais rápida e intensa. Fonte: Por Dagmara Spautz

 https://www.nsctotal.com.br/colunistas/dagmara-spautz/estudo-da-epagri-redefine-a-altura-das-mares-em-santa-catarina

 

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Estação maregráfica da Epagri integra rede mundial de monitoramento do nível do mar

estação maregráfica Imbituba Crédito Epagri Divulgação (2)

A estação maregráfica do Porto de Imbituba, no Sul de Santa Catarina, agora faz parte da rede mundial de Monitoramento do Nível do Mar por Estações Maregráficas (Sea Level Station Monitoring Facility) da Comissão Intergovernamental de Oceanografia da Unesco (Intergovernamental Oceanografic Comission – IOC). O equipamento, que passou a integrar a rede mundial em setembro, faz parte da rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram.

O site do IOC permite a visualização rápida das principais estações maregráficas no globo terrestre, especialmente no caso da ocorrência de um evento extremo. Quase 900 equipamentos desta natureza, administrados por mais de 160 instituições em todo mundo, aparecem listados no site, explica Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram.  

Para fazer parte desta renomada rede é preciso atender a uma série de requisitos técnicos, entre os quais dispor de um equipamento completo em duplicidade para garantir a redundância das leituras e o fluxo ininterrupto das informações. O pesquisador da Epagri/Ciram Luís Garbossa explica que outra recomendação do IOC é a realização de uma medição do nível do mar a cada minuto. São 1.440 medições por dia, registradas e armazenadas em duplicidade, capazes de detectar pequenas alterações do nível do mar. Além disso, nessa estação a Epagri utiliza equipamentos importados, com precisão milimétrica, garantindo qualidade nos dados compartilhados com o IOC.

O número de estações maregráficas por país no sítio mundial do IOC é variável e depende da pré-disposição do local para ocorrência de eventos extremos, como terremotos, tsunamis e furacões. O Chile tem 54 estações em operação. O Brasil, com 7.491km de costa, possuía até o mês de agosto apenas quatro estações operando via IOC. Com exceção de uma estação no Rio de Janeiro, as demais estão nas Regiões Norte e Nordeste do País. Considerando que o Uruguai não tem nenhuma estação no IOC, existia uma faixa de aproximadamente 3.000km da costa, entre Rio de Janeiro e Mar del Plata (Argentina), que não apresentava nenhuma estação maregráfica em operação nesse importante site mundial, explica o Carlos Eduardo S. de Araújo, pesquisador da Epagri/Ciram.

Segundo o Oceanólogo Argeu Vanz, da Epagri/Ciram, a costa brasileira não tem um histórico de eventos extremos comparável com a costa do Oceano Pacífico na América do Sul. Contudo, o monitoramento contínuo do mar é de extrema importância para os diversos setores que movimentam a economia na região costeira. São beneficiados a navegação comercial, a pesca, o turismo, a maricultura, a realização de obras civis e também de estudos ambientais, entre outros.

A estação maregráfica de Imbituba tem importância histórica, pois é o local onde foi definido o Datum Altimétrico do Sistema Geodésico Brasileiro, comumente denominada de “Datum de Imbituba”, ou marco zero do Brasil. “Aliando a estes fatos, as mudanças climáticas globais estão aí e é recomendado a existência de pelo menos um equipamento instalado e operando adequadamente para qualquer eventualidade”, comenta Argeu.

A estação maregráfica da Epagri em Imbituba está em operação desde janeiro de 2016, em parceria com a SC Par Porto de Imbituba. O equipamento tem uma eficiência de registros lidos e transmitidos de 99,6% nos 40 meses de operação. O Litoral Online, da Epagri/Ciram, apresenta em tempo real a previsão e o nível do mar para Imbituba e mais 10 localidades distribuídas ao longo da costa de Santa Catarina, desde o porto de Itapoá, no Norte, até Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul, dando a Santa Catarina o status de Estado com a rede maregráfica mais completa do país, finaliza Eduardo Nathan, analista de sistemas da Epagri/Ciram. Fonte: Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram, pelos fones (48) 3665-5174 

Confira também reportagem sobre novo modelo de previsão da qualidade da água:

https://www.youtube.com/user/epagritv

 

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Produtores de Santa Catarina usam meteorologia para prever ocorrência de doenças nas lavouras

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Os produtores rurais catarinenses contam com um serviço gratuito de informações agrometeorológicas que auxilia no controle de pragas e doenças nas lavouras.

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O Agroconnect correlaciona os dados coletados por 282 estações meteorológicas automáticas distribuídas em todo o estado e emite alertas quando as condições ambientais são favoráveis ao surgimento de doenças em alguns cultivos. O Sistema é desenvolvido pelo Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) e gera avisos para sete tipos de plantas.

O Agroconnect é uma experiência única no país, desenvolvido pela Epagri/Ciram com a contribuição de agricultores, técnicos e pesquisadores, que orientaram a equipe sobre suas reais necessidades. Além da rede de monitoramento instalada no estado de Santa Catarina, o sistema integra também estações instaladas nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Os avisos de condições favoráveis ao aparecimento de doenças são gerados diariamente a partir do processamento dessas informações e da correlação com modelos matemáticos que descrevem a evolução de cada enfermidade.

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Com base nos avisos e informações disponibilizadas pelo Agroconnect, o agricultor pode tomar decisões mais certeiras, principalmente no controle químico das lavouras e na atuação preventiva. Segundo o engenheiro agrônomo e coordenador de pesquisa do Programa Desenvolvimento e Sustentabilidade Ambiental da Epagri/Ciram, Éverton Blainski, o produtor pode consultar o histórico dos dados para definir a melhor época de plantio, as condições favoráveis à ocorrência de doenças e ainda comparar o rendimento das culturas com as condições agrometeorológicas registrada em determinado ano.

“Nossos principais diferenciais são a gratuidade dos serviços, a ampla rede de monitoramento integrada ao sistema e a forma de construção colaborativa entre pesquisadores, extensionistas e produtores que garantem ao sistema uma identidade visual adequada para a realidade do agricultor catarinense”, ressalta.

A plataforma apresenta o monitoramento climático para 42 culturas e gera avisos para sete: alface, banana, cebola, maçã, soja, tomate e videira. Já está em fase de teste o sistema de alerta para ocorrência de Giberela nas plantações de trigo. “Além de ampliar o número de culturas, estamos trabalhando para desenvolver sistemas de avisos para outras doenças que atingem as culturas já contempladas”, destaca Éverton.

No sistema, os produtores têm acesso também à previsão tempo e monitoramento ambiental: temperatura e umidade relativa do ar, velocidade e direção do vento, precipitação, radiação solar, molhamento foliar e pressão atmosférica.Foto: Aires Mariga/Epagri

 

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Estudo da Epagri/Ciram deixa previsão de maré mais precisa em Santa Catarina

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Com o objetivo de uniformizar e refinar a previsão da altura das marés para Santa Catarina, a equipe de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram recalculou a tábuas de marés para dez pontos do litoral Catarinense. Agora, cada um dos dez pontos monitorados pela Epagri/Ciram tem sua própria tábua de maré, com informações mais detalhadas do que as oferecidas pela tábua da Marinha.

Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram, explica que em janeiro de 2019 foram compilados dados de maré medidos entre 2017 e 2018, com frequência de amostragem de 15 minutos, totalizando 70.080 leituras por estação maregráfica. Com auxílio do software Pacmare 2003, foram extraídas para cada ponto as constantes harmônicas que caracterizam a influência astronômica sobre o nível do mar. Finalmente, a maré astronômica (previsão) foi recalculada para cada ponto para um período de 19 anos, com frequência amostral de 15 minutos, o que representa cerca de 666.240 valores por estação.

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O resultado de todo esse trabalho pode ser visto no link LitoralOn-line, do site da Epagri/Ciram. Clicando em qualquer uma das estações maregráficas que aparecem no site, o usuário vai poder ver a maré prevista segundo os novos cálculos da Epagri/Ciram (linha azul) e a maré observada de fato (linha vermelha). A previsão de maré astronômica tornou-se bastante precisa, o que deve fazer com que, em condições ideais de tempo, a linha vermelha no gráfico acompanhe quase que fielmente o previsto na linha azul. Só a presença de vento ou outras variáveis meteorológicas que influenciam a maré pode fazer a condição observada se afastar da prevista, esclarece Matias

“O recalculo vai permitir uma melhor previsibilidade do comportamento das marés, aumentando a segurança para usuários envolvidos em operações de navegação, pesca artesanal, maricultura, e previsão de alagamentos nos centros urbanos do litoral, entre outras utilidades”, informa o pesquisador da Epagri/Ciram. Ele destaca que as atividades de praticagem (entrada e saída de navios) dos portos catarinenses serão especialmente beneficiadas pelo trabalho desenvolvido.Fonte:Matias Boll, pesquisador da Epagri/Ciram

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SC tem a maior rede de monitoramento do nível do mar do Brasil

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O verão dos banhistas das praias de Santa Catarina será ainda mais seguro, graças à rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram. A instituição implantou, em menos de dez anos, a maior e melhor rede de monitoramento de mar do Brasil. São dez equipamentos instalados ao longo de toda a linha litorânea, que fornecem informações fundamentais para as atividades marítimas.

A rede da Epagri/Ciram conta com estações maregráficas instaladas em Florianópolis, Itapoá, Laguna, Porto de São Francisco, Balneário Camboriú, Imbituba, Balneário Rincão, Ilha da Paz, Passo de Tores e Barra Velha. Os equipamentos medem maré, precipitação e temperatura da água. Os dados medidos podem ser conferidos em tempo real no link Litoral On-line, do site da Epagri/Ciram.

As variáveis são medidas em intervalos de cinco minutos e enviadas a cada 15 minutos para o banco de dados da Epagri/Ciram, em Florianópolis. Lá a qualidade dos dados é testada e, caso não sejam identificados erros, eles são publicados a cada hora no Litoral On-line. Tudo é feito de forma automática, sem a interferência humana.

Das dez estações maregráficas da rede da Epagri/Ciram, sete medem o nível do mar (ou seja, a variação da maré) com sensor do tipo radar, um equipamento moderno e preciso, importado da Alemanha. Esse sensor, que fica acima do mar, emite uma onda eletromagnética que bate na superfície da água e retorna ao aparelho, onde são feitos os cálculos necessários para medir o nível. Como está fora da água, dá menos problemas e, no caso de ser necessária uma manutenção, o acesso a ele é bem mais simples. Nos outros três marégrafos da rede, os sensores de nível são de pressão, o que significa que estão instaladas dentro de água.

Outro equipamento de ponta da rede é o correntômetro instalado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. A tecnologia foi importada dos Estados Unidos a um custo de R$ 100 mil, bancado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Mede a correnteza a uma profundidade de cinco metros e fornece informações fundamentais para navegação, especialmente de grandes embarcações.

Temperatura

A mais recente inovação da rede de monitoramento costeiro da Epagri/Ciram é a medição da temperatura da água nas praias de Santa Catarina. No final de 2018 a rede passou a medir essa variável em seis pontos da costa: porto de Itapoá; praia de Laranjeiras, em Balneário Camboriú; Caieira da Barra do Sul, em Florianópolis; porto de Imbituba; porto de Laguna; e barra do rio Mampituba, em Passo de Torres.

A temperatura do mar varia muito no litoral de Santa Catarina. É que o Estado está numa zona de transição, com influência de correntes marinhas tropicais e subtropicais. Assim, recebe uma corrente mais fria ao Sul, vinda da região polar (ramo costeiro da corrente das Malvinas). Já o litoral Norte é influenciado por correntes marinhas mais quentes. No dia 14 de novembro de 2018, por exemplo, véspera de feriadão, o Litoral On-line exibia ao mesmo tempo temperaturas da água de 26,59°C em Balneário Camboriú e de 19,45°C em Imbituba.

Caro e difícil

“O monitoramento de mar é mais caro e difícil de fazer”, explica Matias Boll, pesquisador do setor de Oceanografia e Monitoramento Costeiro da Epagri/Ciram. Ele conta que o ambiente mais agressivo, o alto valor dos equipamentos e o custo elevado da manutenção são empecilhos para que redes desta natureza se espalhem pelo litoral brasileiro. “A manutenção tem que ser mais efetiva, porque os equipamentos estão expostos à corrosão e podem até afundar. A logística para chegar até os pontos de monitoramento pode ser mais complicada também”, relata Matias, ressaltando que a instituição se empenha em fazer manutenção preventiva na rede catarinense.

A instalação da rede de monitoramento costeiro de Santa Catarina foi motivada pela importância que o litoral tem para o Estado. Quase 40% dos catarinenses moram na região litorânea, que ocupa apenas 10% do território do Estado. A zona costeira concentra cinco dos dez municípios mais populosos de Santa Catarina. Os 38 municípios localizados no litoral respondem por 39% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Atividades portuárias, pesca e turismo contribuem para essa força econômica.

A Epagri/Ciram também mantém contrato de serviço com dois portos catarinenses: São Francisco do Sul e Imbituba. Os portos têm exigências muito altas de monitoramento ambiental e de segurança e o serviço realizado pela Epagri atende a essas necessidades com custo competitivo. Fonte:Matias Boll, pesquisador do setor de Oceanografia e Monitoramento Costeiro da Epagri/Ciram

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