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FAO destaca necessidade de inovação digital inclusiva para agricultura familiar no mundo

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Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), realizado em Berlim.

Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

“A FAO trabalha com as inovações digitais, com novas contribuições para os agricultores nas áreas rurais. Precisamos de uma boa governança e políticas adequadas que sirvam de apoio. Para isso, a FAO também ajuda os países a acessar essas novas tecnologias para promover a digitalização na agricultura”, disse Graziano a ministros da Agricultura de mais de 70 países e representantes de instituições como Banco Mundial, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Africano de Desenvolvimento, reunidos para um encontro de alto nível em Berlim.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), centrado este ano no potencial da contribuição da tecnologia digital para o futuro da agricultura.

As tecnologias digitais permitem um amplo alcance com poucos investimentos ou recursos, o que pode melhorar o acesso dos pequenos agricultores aos mercados, o que é fundamental.

A FAO tem promovido o desenvolvimento de soluções digitais que podem ser encontradas localmente de maneira fácil, barata e sustentável, e que focam particularmente em áreas como serviços de extensão, informação meteorológica, controle de pragas e enfermidades, informação sobre mercados, seguros, gestão de recursos naturais e programas de proteção social.

Também são essenciais os investimentos que envolvem jovens — como atores comprometidos e não apenas beneficiários —, em especial na África subsahariana, onde a população e as necessidades alimentares crescem rapidamente, disse Graziano.

O diretor-geral anunciou também que a FAO — junto ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Banco Mundial — começará a preparar uma avaliação de impacto técnico sobre o que os países fazem no campo da digitalização, para informar os responsáveis pelas políticas sobre a tarefa que está adiante, assegurando que “o trabalho começará imediatamente”.

Trabalho da FAO

A FAO conta com diversas iniciativas que buscam aproveitar as tecnologias emergentes para fazer frente aos desafios que afetam os pequenos agricultores, os jovens e as metas associadas às questões de gênero no mundo em desenvolvimento.

Por exemplo, a FAO foi pioneira no uso de drones aéreos não tripulados para mitigar os riscos para a agricultura nas Filipinas, controlar a ameaça de pragas de gafanhotos e contribuir para cartografar e vigiar de forma avançada as florestas, o que foi possível graças a plataformas geoespaciais como OpenForis.

Outro exemplo é a iniciativa “Um milhão de cisternas para o Sahel”, que busca promover os sistemas de coleta e armazenamento de água da chuva para melhorar a segurança alimentar e nutricional local, assim como o acesso a água potável. A iniciativa também melhora as oportunidades locais de emprego e renda, seguindo o exemplo de sucesso do Brasil nessa área.

A agência da ONU destaca também os quatro aplicativos para celulares lançados pela organização em Ruanda e Senegal, que oferecem aos usuários informação em tempo real sobre controle de enfermidades e estratégias para a alimentação do gado, nutrição, previsões meteorológicas e calendários de cultivo, e permite aos agricultores obter diretamente dados sobre preços de mercado para seus produtos e insumos agrícolas. Os aplicativos foram desenhados levando em conta condições locais, como os níveis de alfabetização, a conectividade e os idiomas falados na região.

Em resposta à chegada à África do verme arame do milho — espécie invasora capaz de arrasar cultivos alimentares essenciais como o milho — a FAO introduziu rapidamente um aplicativo que permite aos agricultores publicar informações sobre suas fazendas para reforçar os sistemas e estratégias de alerta precoce, e outro que, por meio da tecnologia de voz e capaz de funcionar inclusive offline, pode confirmar rapidamente se o inseto é responsável pelo dano aos cultivos.

Outras iniciativas utilizam a tecnologia digital de forma inovadora para melhorar os meios de vida sustentáveis das comunidades de pescadores em pequena escala. A FAO trabalha de forma direta com empresas do setor privado para compartilhar os frutos da revolução digital, particularmente com o Google, para tornar mais acessível a cartografia geoespacial, e com a Telefónica, para otimizar o uso eficiente da água e os conhecimentos sobre nutrição na América Central.

A FAO realizou também uma importante conferência e um hackathon em Ruanda para incentivar jovens talentos locais a participar e influenciar positivamente nas mudanças em um mundo em crise. Mais de 100 propostas de 22 países da África foram recebidas.Fonte:FAO/Foto: FAO

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Aumento da pobreza rural reverte avanços na América Latina, diz FAO

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Pobreza rural vinha recuando desde 1990, mas o declínio do crescimento econômico entre 2014 e 2016 fez com que o indicador voltasse a crescer.

 

Moradora prepara refeição em sua casa em Palmeira Dos Reis, em Barreirinha (MA) — Foto: Nacho Doce/Reuters

A pobreza rural aumentou pela primeira vez em uma década na América Latina e no Caribe, revertendo avanços anteriores, alertou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Dois milhões de pessoas se somaram ao contingente de pobres rurais da região entre 2014 e 2016 e elevaram o total para quase metade da população rural, muitas delas dedicadas à agricultura de subsistência e operários sem terras próprias, segundo um novo relatório da FAO.

"Não podemos tolerar que um de cada dois habitantes rurais seja pobre", disse Julio Berdegué, representante regional da FAO, em um comunicado.

"Pior ainda, sofremos uma reversão histórica, um rompimento da tendência que torna claro que estamos deixando nossas áreas rurais para trás".

A pobreza rural recuou na região entre 1990 e 2014 graças ao crescimento econômico e a um boom de commodities que permitiu aos governos investirem mais no combate ao problema. Mas o declínio do crescimento entre 2014 e 2016 provocou um aumento ligeiro tanto da pobreza quanto da pobreza extrema, disse a FAO.

Os níveis de pobreza são definidos e medidos de forma diferente em cada país da região. O Banco Mundial fala em pobreza extrema quando uma pessoa vive com menos de US$ 1,90 por dia.

A pobreza está levando um número crescente de pessoas, principalmente na América Central, a trocar o interior pelas cidades – às vezes de outro país, segundo a FAO.

"A migração irregular e insegura do campo é uma prioridade social e política", afirmou Berdegué. "Sua solução inclui transformar territórios rurais em locais prósperos e socialmente coesos".

Eliminar a pobreza rural é crucial no combate ao tráfico de drogas e pessoas, além do desmatamento e da mineração ilegais, que vêm avançando em áreas rurais, informou o FAO.

A entidade disse que, apesar de países como Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru terem diminuído os índices de pobreza rural nas últimas décadas, um grande fosso separando o campo e a cidade persiste.

Quase 20% dos habitantes da América Latina vivem em áreas rurais, sendo que mulheres e comunidades indígenas e negras são particularmente afetadas.

A solução é aumentar o acesso às terras, aumentar a resistência das comunidades rurais a choques ambientais e econômicos e investir mais em infraestrutura, o que inclui estradas e suprimentos de água, disse a FAO.Fonte: Por Reuters

 

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Agricultura familiar produz 80% da comida do mundo, diz FAO

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Os agricultores familiares são responsáveis pela produção de mais de 80% de toda a comida do planeta. Mais de 90% das 570 milhões de propriedades agrícolas no mundo são administradas por um indivíduo ou por uma família e dependem principalmente da mão de obra familiar.

Os números são da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ainda de acordo com a agência da ONU, os pescadores artesanais representam 90% da força de trabalho empregada pelo setor pesqueiro.

Segundo a FAO, os pequenos produtores são fundamentais para garantir a alimentação global. Contudo, assinala, contraditoriamente eles também estão entre os grupos mais vulneráveis à pobreza e à fome no meio rural.

A FAO divulgou os dados ao destacar resoluções da Assembleia Geral da ONU, adotadas em 2017, para promover a segurança alimentar. Entre elas, o estabelecimento da Década Internacional da Agricultura Familiar, que será observada de 2019 até 2028.

Comunidades indígenas e pesqueiras

A ONU prevê que os países consigam dobrar, até 2030, a produtividade agrícola e os salários da agricultura familiar, em particular das mulheres. Para a agência da ONU, comunidades indígenas, pastoris e pesqueiras também devem ser incluídas nesses esforços.

Outra decisão celebrada pela FAO foi a determinação de que 5 de junho seja o Dia Internacional contra a Pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. A data servirá para buscar apoio contra a super exploração da vida marinha.

A agência das Nações Unidas elogiou ainda a resolução sobre o uso de recursos pesqueiros — a entidade declarou 2022 como Ano Internacional da Pesca e da Aquicultura Artesanais. Na avaliação da FAO, a iniciativa chamará atenção para os desafios enfrentados pelos pescadores de pequena escala.

 

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Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas

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O Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais é uma iniciativa do BNDES em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/MAPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).

O objeto da premiação é o reconhecimento de boas práticas ligadas à salvaguarda e conservação dinâmica de bens culturais e imateriais associados à agrobiodiversidade e à sociobiodiversidade presentes nos Sistemas Agrícolas Tradicionais no Brasil. Serão consideradas boas práticas as ações que tenham sido bem-sucedidas, tanto na sua execução quanto em seus resultados, e que mereçam divulgação e reconhecimento público.

Os sistemas agrícolas de povos indígenas e de comunidades tradicionais são parte importante da dinâmica econômica de diversas regiões sociopolíticas do país e sua manutenção está vinculada aos saberes ancestrais dessas populações, patrimônios culturais que guardam modos únicos de preservação da agrobiodiversidade.

Sobre a seleção

Quem pode se candidatar

Poderão ser entidades proponentes para concorrer ao Prêmio BNDES SAT instituições de direito privado, sem fins lucrativos, com existência mínima de 02 (dois) anos, contados na data de publicação do Edital (13/09/2017), a ser comprovada por meio do registro dos seus atos constitutivos no órgão competente.

Valor previsto

Serão premiadas até 15 ações de salvaguarda e conservação dinâmica de SAT no Brasil. Os 05 primeiros colocados receberão o valor bruto de R$ 70.000,00 e os demais colocados receberão o valor bruto de R$ 50.000,00.

Para a divulgação do resultado, será realizado um Evento de Premiação e Capacitação, promovido pelos organizadores do Edital. Os grupos sociais/comunidades detentoras do SAT premiados que enviarem um ou mais representantes ao Evento de Premiação e Capacitação receberão o valor bruto adicional de R$ 5.000,00 para viabilizar essa participação.

Prazo para inscrição

Até 12 de dezembro de 2017

Edital e anexos:

Edital  - (DOCX – 282 KB)

Anexo I – Formulário de inscrição (DOCX – 624 KB)

Anexo II – Termo de anuência do(s) grupo(s) social(ais)/comunidade(s) detentora(s) do SAT (DOCX - 587 KB

Anexo III – Material comprobatório da ação de salvaguarda e conservação dinâmica do SAT (DOCX – 569 KB)

Anexo IV – Informações sobre a entidade proponente (DOCX – 576 KB

Anexo V – Termo de compromisso para premiados (DOCX - 580 KB)

Anexo VI – Lista de verificação (check list de documentos) (DOCX - 573 KB)

Anexo VII – Formulário para a fase de recursos (DOCX - 569 KB)

Realização 

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Parceiros

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Créditos das fotos:Os autores das fotos, da esquerda para a direita respectivamente, são: Sandra Alves, João Roberto Correia e Álvaro César de Araújo

 

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