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Aumento da pobreza rural reverte avanços na América Latina, diz FAO

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Pobreza rural vinha recuando desde 1990, mas o declínio do crescimento econômico entre 2014 e 2016 fez com que o indicador voltasse a crescer.

 

Moradora prepara refeição em sua casa em Palmeira Dos Reis, em Barreirinha (MA) — Foto: Nacho Doce/Reuters

A pobreza rural aumentou pela primeira vez em uma década na América Latina e no Caribe, revertendo avanços anteriores, alertou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

Dois milhões de pessoas se somaram ao contingente de pobres rurais da região entre 2014 e 2016 e elevaram o total para quase metade da população rural, muitas delas dedicadas à agricultura de subsistência e operários sem terras próprias, segundo um novo relatório da FAO.

"Não podemos tolerar que um de cada dois habitantes rurais seja pobre", disse Julio Berdegué, representante regional da FAO, em um comunicado.

"Pior ainda, sofremos uma reversão histórica, um rompimento da tendência que torna claro que estamos deixando nossas áreas rurais para trás".

A pobreza rural recuou na região entre 1990 e 2014 graças ao crescimento econômico e a um boom de commodities que permitiu aos governos investirem mais no combate ao problema. Mas o declínio do crescimento entre 2014 e 2016 provocou um aumento ligeiro tanto da pobreza quanto da pobreza extrema, disse a FAO.

Os níveis de pobreza são definidos e medidos de forma diferente em cada país da região. O Banco Mundial fala em pobreza extrema quando uma pessoa vive com menos de US$ 1,90 por dia.

A pobreza está levando um número crescente de pessoas, principalmente na América Central, a trocar o interior pelas cidades – às vezes de outro país, segundo a FAO.

"A migração irregular e insegura do campo é uma prioridade social e política", afirmou Berdegué. "Sua solução inclui transformar territórios rurais em locais prósperos e socialmente coesos".

Eliminar a pobreza rural é crucial no combate ao tráfico de drogas e pessoas, além do desmatamento e da mineração ilegais, que vêm avançando em áreas rurais, informou o FAO.

A entidade disse que, apesar de países como Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru terem diminuído os índices de pobreza rural nas últimas décadas, um grande fosso separando o campo e a cidade persiste.

Quase 20% dos habitantes da América Latina vivem em áreas rurais, sendo que mulheres e comunidades indígenas e negras são particularmente afetadas.

A solução é aumentar o acesso às terras, aumentar a resistência das comunidades rurais a choques ambientais e econômicos e investir mais em infraestrutura, o que inclui estradas e suprimentos de água, disse a FAO.Fonte: Por Reuters

 

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Agricultura familiar produz 80% da comida do mundo, diz FAO

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Os agricultores familiares são responsáveis pela produção de mais de 80% de toda a comida do planeta. Mais de 90% das 570 milhões de propriedades agrícolas no mundo são administradas por um indivíduo ou por uma família e dependem principalmente da mão de obra familiar.

Os números são da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ainda de acordo com a agência da ONU, os pescadores artesanais representam 90% da força de trabalho empregada pelo setor pesqueiro.

Segundo a FAO, os pequenos produtores são fundamentais para garantir a alimentação global. Contudo, assinala, contraditoriamente eles também estão entre os grupos mais vulneráveis à pobreza e à fome no meio rural.

A FAO divulgou os dados ao destacar resoluções da Assembleia Geral da ONU, adotadas em 2017, para promover a segurança alimentar. Entre elas, o estabelecimento da Década Internacional da Agricultura Familiar, que será observada de 2019 até 2028.

Comunidades indígenas e pesqueiras

A ONU prevê que os países consigam dobrar, até 2030, a produtividade agrícola e os salários da agricultura familiar, em particular das mulheres. Para a agência da ONU, comunidades indígenas, pastoris e pesqueiras também devem ser incluídas nesses esforços.

Outra decisão celebrada pela FAO foi a determinação de que 5 de junho seja o Dia Internacional contra a Pesca ilegal, não declarada e não regulamentada. A data servirá para buscar apoio contra a super exploração da vida marinha.

A agência das Nações Unidas elogiou ainda a resolução sobre o uso de recursos pesqueiros — a entidade declarou 2022 como Ano Internacional da Pesca e da Aquicultura Artesanais. Na avaliação da FAO, a iniciativa chamará atenção para os desafios enfrentados pelos pescadores de pequena escala.

 

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Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas

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O Prêmio BNDES de Boas Práticas para Sistemas Agrícolas Tradicionais é uma iniciativa do BNDES em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/MAPA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO/ONU).

O objeto da premiação é o reconhecimento de boas práticas ligadas à salvaguarda e conservação dinâmica de bens culturais e imateriais associados à agrobiodiversidade e à sociobiodiversidade presentes nos Sistemas Agrícolas Tradicionais no Brasil. Serão consideradas boas práticas as ações que tenham sido bem-sucedidas, tanto na sua execução quanto em seus resultados, e que mereçam divulgação e reconhecimento público.

Os sistemas agrícolas de povos indígenas e de comunidades tradicionais são parte importante da dinâmica econômica de diversas regiões sociopolíticas do país e sua manutenção está vinculada aos saberes ancestrais dessas populações, patrimônios culturais que guardam modos únicos de preservação da agrobiodiversidade.

Sobre a seleção

Quem pode se candidatar

Poderão ser entidades proponentes para concorrer ao Prêmio BNDES SAT instituições de direito privado, sem fins lucrativos, com existência mínima de 02 (dois) anos, contados na data de publicação do Edital (13/09/2017), a ser comprovada por meio do registro dos seus atos constitutivos no órgão competente.

Valor previsto

Serão premiadas até 15 ações de salvaguarda e conservação dinâmica de SAT no Brasil. Os 05 primeiros colocados receberão o valor bruto de R$ 70.000,00 e os demais colocados receberão o valor bruto de R$ 50.000,00.

Para a divulgação do resultado, será realizado um Evento de Premiação e Capacitação, promovido pelos organizadores do Edital. Os grupos sociais/comunidades detentoras do SAT premiados que enviarem um ou mais representantes ao Evento de Premiação e Capacitação receberão o valor bruto adicional de R$ 5.000,00 para viabilizar essa participação.

Prazo para inscrição

Até 12 de dezembro de 2017

Edital e anexos:

Edital  - (DOCX – 282 KB)

Anexo I – Formulário de inscrição (DOCX – 624 KB)

Anexo II – Termo de anuência do(s) grupo(s) social(ais)/comunidade(s) detentora(s) do SAT (DOCX - 587 KB

Anexo III – Material comprobatório da ação de salvaguarda e conservação dinâmica do SAT (DOCX – 569 KB)

Anexo IV – Informações sobre a entidade proponente (DOCX – 576 KB

Anexo V – Termo de compromisso para premiados (DOCX - 580 KB)

Anexo VI – Lista de verificação (check list de documentos) (DOCX - 573 KB)

Anexo VII – Formulário para a fase de recursos (DOCX - 569 KB)

Realização 

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Parceiros

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Créditos das fotos:Os autores das fotos, da esquerda para a direita respectivamente, são: Sandra Alves, João Roberto Correia e Álvaro César de Araújo

 

Mais informações:

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