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Trocas de sementes crioulas e mudas foi sucesso em São Carlos

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O Movimento de Mulheres Camponesas – MMC, em parceria com a Epagri e a Administração Municipal de São Carlos através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente realizou, no último dia 13, o 8° Encontro de troca de sementes e mudas.

O evento aconteceu na propriedade da Família Kern em Linha Alto São Pedro, e contou com a presença de 40 pessoas, entre agricultoras, agentes de saúde, grupo de mulheres da cidade e também de Palmitos.

Os participantes foram recepcionados pela família Kern e na abertura do evento contaram com mensagens da representante do MMC Nelci Endler, do extensionista rural Paulo Menoncini e das técnicas da Secretaria de Agricultura Angela Stockmann e Tamires Konzen.

Pela manhã, o grupo participou da oficina de Cosméticos Naturais ministrada pela extensionista social da Epagri Lilian Castelani, onde elaboraram produtos caseiros para higiene e saúde com boa qualidade e baixo custo, usando óleos essências e plantas medicinais, com receitas de repelente, desodorante, sabonete e pomada labial.

Após um saboroso almoço preparado pelas parceiras Irica e Leda com produtos coloniais, os participantes visitaram o horto medicinal e horta agroecológica mantidos na propriedade.

À tarde, o diretor da Epagri Humberto Bicca Neto, ex-extensionista do município, destacou a importância do trabalho de resgate e troca de sementes e da produção de alimentos para as famílias.

A enfermeira Ana Paula Baretta da Unidade de Saúde de Balneário Pratas trouxe importante conhecimento sobre Alimentos funcionais, ressaltando o trabalho de prevenção que a equipe de saúde da família busca realizar na comunidade e onde a alimentação saudável tem papel fundamental.

Ao final, cada participante falou sobre as sementes e mudas que trouxe para troca, onde cerca de 60 espécies foram apresentadas, cada uma com sua história e modo de cultivar.

Espécies como o cará roxo, abóbora estrela, quiabo de metro, batata crem, moringa e a batata yacon foram muito disputadas por seus benefícios. Plantas tradicionais como a cebola família, vassoura e dente de burro; sementes crioulas de salsa, pepino, alface, milho e pipoca, além de diversas espécies de plantas medicinais, também tiveram seu espaço.

“Este resgate e multiplicação entre as famílias tem um papel importante na biodiversidade e na manutenção de espécies, favorecendo o meio ambiente. Além disso, incentiva a produção de alimentos para o consumo da família resultando em mais saúde e economia”, destacou Lilian.

A integrante do MMC, Nelsi Endler fez um agradecimento especial à administração Rudi e Kelen; à Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente na pessoa do Secretário José Cléo Kunst e colaboradoras Ângela e Tamires pelo apoio e auxílio no transporte. “É através das parcerias que as atividades se transformam em sucesso. Com certeza no ano que vem esse número de participantes será ampliado, como acontece todos os anos”, concluiu Nelsi. Fonte: https://nossaradio.net.br

 

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Epagri de Videira promove encontro para troca de sementes crioulas, flores e mudas de ervas medicinais

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A Epagri Videira promoveu o segundo encontro de sementes crioulas, ervas medicinais e flores.

As atividades iniciaram no período da manhã e seguiram até a tarde com a presença de mais de 100 pessoas vindas de várias cidades da região. Durante o evento, foram realizadas palestras com profissionais da área e o relato de pessoas que atuam como produtores e disseminadores de sementes crioulas.

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Para o agricultor do município de Frei Rogério, Gérson Mauro Fertig, que é um dos guardiões de sementes, a qualidade de vida para quem consome alimentos produzidos com as sementes que não recebem nenhum tipo de tratamento com agrotóxicos é muito melhor. “Tudo o que se planta na terra da nossa região consegue uma boa produtividade”, destaca. Fonte: Rádio Videira

 

Mais informações: cetrevi@epagri.sc.gov.br

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Pirataria chega com força ao campo: 90% do feijão é ‘falsificado’

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Sementes piratas trazem prejuízo de R$ 2,5 bilhões no Brasil. Especialistas alertam para os riscos legais e ambientais do uso não autorizado de sementes

A pirataria não é uma exclusividade de calçados, roupas, CDs e DVDs. Há anos ela está presente na agricultura e, recentemente, vem se intensificado, mostra estudo da Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (APASEM) e da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM).

O uso de sementes não certificadas nas lavouras traz prejuízo estimado de R$ 2,5 bilhões no país, e de R$ 464,1 milhões no Paraná, segundo as entidades.

Diretor executivo da Apasem, Clenio Debastiani afirma que quatro dos principais cultivos do Paraná enfrentam o desafio de reduzir a pirataria. A estimativa é de que, no Paraná, a semente de soja ilegal represente 38% do total do cultivo. No trigo, o índice é de quase 30%. Para o feijão, as sementes piratas são 90%. “A estatística oficial para o milho é de 5%, mas no último ano esse dado explodiu. Podemos falar de 15% para mais. É a bola da vez”, afirma.

Problema cultural

A explicação para esse aumento envolve diversos fatores, constata o diretor-executivo: “O preço do milho está muito baixo, e como tem gente especializada em produzir semente pirata, criou uma comercialização paralela, fomentada pelo alto custo de produção e baixa rentabilidade [para o produtor]”.

Para Debastiani, há acima de tudo um problema cultural, especialmente no cultivo do feijão, que possui uma semente mais cara. “O produto ilegal é idêntico, com a mesma carga genética. Como o preço varia muito de ano a ano, os produtores escolhem a semente pirata”, diz. Entre os riscos de não usar uma semente certificada está o fato de não ter a quem recorrer no caso de problemas.

“O comerciante pirata é oportunista e parasita de algum agricultor desinformado ou que não tenha a percepção do efeito negativo que isso possa causar ao seu próprio negócio. O pirata foca no que é mais demandado, porém, não entrega garantia alguma aos seus potenciais compradores, focando em indivíduos ingênuos ou imprudentes”, alerta o engenheiro agrônomo e presidente da Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov), Ivo Marcos Carraro.

Semente pirata não germina

O diretor executivo da Apasem comenta outros riscos: “Em um primeiro momento, não é possível dizer que a semente é de pior qualidade, mas ela corre o risco de não germinar, e o produtor de não ter a quem recorrer. Após plantar, fertilizar e perder horas de trabalho, precisa replantar. E se houver algum problema, o seguro rural não cobre esse custo. Esses são os problemas imediatos, alem do risco de disseminar doenças e pragas na lavoura”.

Um exemplo disso aconteceu na região de Cascavel, no plantio da soja deste ano. Secretário de Agricultura do município, Agassiz Linhares afirma que pelo menos três produtores fizeram o plantio e as sementes não nasceram. “Por terem que fazer o replantio, pode perder o tempo da safrinha (plantio de milho em segunda safra)”, afirma.

Além dos produtores, os pesquisadores também saem perdendo com a pirataria. “Os responsáveis pela pesquisa que originou a semente têm direito intelectual, e recebem um percentual da venda na forma de royalties. Ao não receber, ele deixa de produzir. Já tiveram casos extremos, na Argentina, de a Monsanto deixar de realizar pesquisas no país”, comenta Clenio Debastiani. Naquele país, apenas 15% das sementes de soja são certificadas, segundo o Instituto Nacional de Sementes da Argentina.

Campanha

Para tentar reduzir o cenário de pirataria agrícola, a Apasem lançou oficialmente na terça-feira (6), no Show Rural, em Cascavel, a campanha ‘Tenha uma atitude legal: use sementes certificadas’. A iniciativa acontece em todo o Paraná, com ações de conscientização, e reflete ainda sobre a necessidade de ajustes de legislação e fiscalização.

“Sempre que o produtor se deparar com sementes piratas, ele deve denunciar para o Ministério da Agricultura pela ouvidoria ou pelo site da Abrasem, de forma anônima. Quando o agricultor ou comerciante é pego, a multa é alta”, alerta Clenio Debastiani.

O secretário de agricultura de Cascavel afirma que a fiscalização não é complexa. “Basta o órgão fiscalizador, no caso, o Ministério da Agricultura questionar e solicitar cópias de nota fiscal. Se o produtor não tiver a nota, de onde vem a semente?”, questiona Agassiz Linhares.Fonte:Jonathan Campos/Gazeta do Povo

 

Mais informações :https://apasem.com.b

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