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Desafio de startups da Embrapa apresenta novas tecnologias para a pecuária de leite

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Um kit de tecnológico para identificar as principais bactérias causadoras da mastite, na própria fazenda, com diagnóstico em 24 horas, foi a solução vencedora do Desafio de Startups, promovido pela Embrapa Gado de Leite.

O kit é composto por material de consumo para a realização do teste de mastite, uma cabine de trabalho portátil (minilaboratório) e um app (aplicativo) que faz a gestão do controle da mastite, permitindo o monitoramento remoto e gerando indicadores de performance do controle da doença. A mastite é um problema grave na pecuária de leite. A incidência mensal média da fase crítica da doença é de 10% das vacas do rebanho. Deste índice, de 30% a 50% das vacas necessitam de tratamento com antibióticos.

Para Cristian Martins, diretor de operações da startup vencedora, que leva o nome de OnFarm, o diagnóstico da doença em 24 horas gera benefícios não somente para o produtor. “Além de reduzir a resistência bacteriana causada pelo uso indiscriminado de antibióticos, a solução possibilita melhores estratégias de controle da mastite subclínica, como segregação, interrupção da lactação e orientação de descarte do leite. Isso significa um alimento mais seguro”.

Como é comum entre as startups, a OnFarm é uma empresa jovem. Foi fundada há três meses em Uberlândia, durante o Interleite Brasil (congresso que discute os problemas da cadeia produtiva do leite). Segundo Cristian Martins, em apenas dois meses, a startup colocou mais de 30 unidades em operação, permitindo o monitoramento de 12 mil vacas. “Cerca de dois mil casos de mastite clinica foram avaliados. Desses, 540 casos que recebiam antibiótico no procedimento convencional puderam ficar sem tratamento, o que resultou no aproveitamento de 47 mil litros de leite e na economia de mil bisnagas de antibióticos”.

OnFarm foi uma das 70 startups que participaram o desafio, evento que faz parte do Ideas for Milk, encerrado na última sexta-feira, no Cubo Itaú, em São Paulo. Participaram da finalíssima, sete startups. Entre as três primeiras colocadas, estão:

- 2º Colocado – CowMed. Solução: coleira capaz de mensurar os principais parâmetros comportamentais das vacas, como tempo de ruminação, atividade e ócio.  Os dados são coletados por antenas e enviados para a “nuvem”, onde uma ferramenta de inteligência artificial analisa os animais e alerta os produtores sobre eventos de cio, melhor momento para inseminar, doenças em estágios inicial e alterações nos lotes de vacas.

- 3º Colocado – Z2S. Solução: conjunto automático para a limpeza de ordenhadeiras canalizadas. Compreende três sistemas que podem ser integrados ou utilizados separadamente. O processo de limpeza automático inclui o controle de temperatura do leite, dosagem precisa de produtos químicos e acionamento dos motores do equipamento. Segundo os idealizadores da solução, os sistemas proporcionam a melhoria da qualidade do leite, com redução de 87% da Contagem Bacteriana Total (CBT).

Revolução digital – O Ideas for Milk é parte de uma revolução silenciosa que está mudando os paradigmas no campo. Aos poucos, expressões como “inteligência artificial”, “cloud computing”, “API” e “IoT” começam a competir com “cocho”, “brete”, “curral” e “ordenhadeira” no vocabulário do produtor de leite. O setor rural brasileiro, que há pouco tempo convivia com problemas estruturais básicos (ainda convive, em muitos locais) está, cada vez mais, inserido no mundo da informática. “As empresas de Internet estão entrando no campo de forma absoluta”, diz Jaqueline Capeli, gerente do laboratório agrícola da Bovcontrol, empresa de “agtech”, cujo “app” faz a gestão econômica e zootécnica de uma unidade de produção pecuária. Aliás, “agtech” e “app” são, também, duas novas expressões desse universo digital.

Para que o leitor, que ainda não está completamente inserido na revolução digital, não tenha que recorrer ao “Google” para se informar sobre essas expressões e interrompa a leitura desta reportagem, vamos esclarecer alguns termos: “agtech” é o ambiente de empresas que promovem inovações no agronegócio por meio das novas tecnologias. Tais inovações costumam se apoiar em “IoT”, Internet of things (Internet das Coisas, em português), conectando pessoas com as coisas da vida cotidiana. A IoT utiliza as “API” como interface na programação dos “apps”, os aplicativos (softwares) que irão promover a conexão entre o mundo real e o virtual. Esses apps podem utilizar a cloud computing(ou computação em nuvem), servidores remotos com grande capacidade de armazenamento e processamento, que darão funcionalidade aos aplicativos.

Confuso? Uma revolução não se faz de forma simples, mas seus resultados podem, sim, simplificar a vida do produtor rural de forma tão intensa como está simplificando a vida da humanidade em todas as áreas. O problema é que os desenvolvedores dessas tecnologias, muitas vezes não estão no campo. São estudantes, professores e pesquisadores de universidades, distantes dos problemas do produtor rural.

Ideas for Milk, que em 2018 realizou a sua terceira edição, é uma tentativa de se promover essa aproximação“Nosso objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins.

Além do “Desafio de Startups”, fez parte do Ideas for Milk o Vacathon, um hackathon que acrescentou a “vaca” para ter a cara da pecuária de leite. Aliás, “hackathon” é outro termo surgido com a revolução digital, que cabe explicar aqui: trata-se de uma maratona de programação computacional na qual especialistas em ferramentas digitais se reúnem (por horas, dias ou semanas) no intuito de discutir novas ideias e desenvolver projetos de softwares ou de hardwares. O analista de IoT da Microsoft, Alexandre Vasques Gonçalves diz que “coisas muito bacanas nascem em hackathons como esse”.

O Vacathon durou cinco dias (de seis a dez de novembro), nos quais cerca de 90 estudantes ficaram acampados na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora – MG. Nesse período, Gonçalves, Jaqueline, e outros representantes de empresas de Tecnologia da Informação, juntamente com pesquisadores e analistas da Embrapa foram os mentores dos estudantes, que também visitaram o campo experimental da empresa, em Coronel Pacheco – MG e conheceram o laticínio da Epamig, no Instituto de Laticínios Candido Tostes, também em Juiz de Fora.

Os estudantes viraram noites estudando os problemas da cadeia produtiva do leite atrás de soluções. Mas o trabalho foi recompensado. O arquiteto de soluções da Cisco Innovation Center no Brasil, Edson Barbosa, que participa do Ideas for Milk desde o primeiro momento, diz que houve uma grande evolução nas ideias do Vacathon comparado ao ano passado. “As ideias vieram pré-formatadas e cresceram durante o evento com as mentorias”, afirma Barbosa. O especialista em inovação da TIM, Fabiano de Souza compartilha a impressão de Barbosa: “O Vacathon deste ano foi mais maduro, evoluindo das ideias para o protótipo”.

Resultado do Vacathon – Participaram do evento 16 instituições de ensino do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Os alunos se dividiram em 15 times.  As propostas foram avaliadas por 52 julgadores, entre pesquisadores e analistas da Embrapa, profissionais de TI, empresas ligadas ao agronegócio do leite e produtores. O projeto de aplicativo que os estudantes da PUC Minas, em Betim-MG, chamaram informalmente de Tinder Bovis, foi o primeiro colocado. A ferramenta leva o nome oficial de “I2A CONECT”. É um software de convergência de dados que pretende reunir, num único aplicativo, informações sobre as características dos touros cadastrados nas diferentes centrais de inseminação e nas associações de produtores. Por meio do app, voltado para dispositivos móveis (celular e tablet), o produtor insere informações sobre as fêmeas e identifica o sêmen ideal para as necessidades do seu empreendimento, ou seja, com melhor custo benefício para o padrão genético de seu rebanho.

O professor da PUC Minas, Ilo Rivero, que acompanhou os alunos na formulação da ideia, diz que a solução surgiu durante o próprio evento, a partir dos problemas que eles identificaram na visita ao campo experimental da Embrapa e ao laticínio da Epamig. O estudante Bruno Guimarães, que integra a equipe vencedora, disse que, atualmente, as informações sobre os touros estão dispersas nos catálogos das centrais de inseminação e nos sumários dos programas de melhoramento genético das raças leiteiras, desenvolvidos pela Embrapa junto com as associações de criadores. “O I2A CONECT irá promover uma integração desses dados, ‘conectando touro e vaca’, auxiliando o produtor nas estratégias de reprodução do seu rebanho”. Segundo Guimarães, a ideia chamou a atenção de representantes da Microsoft, da Alta Genetics e de um grande produtor de leite presente no evento.

Além da equipe da PUC Minas, completam as cinco primeiras colocações:

- 2º colocado: Universidade Federal de Pernambuco – Solução apresentada: MOOVS – Identifica os movimentos da vaca por meio de câmeras, auxiliando na detecção de cio e na identificação de problemas de saúde no rebanho.

- 3º colocado: Universidade Federal de Lavras – MILKTHING – Por meio de imagens 3D, o aplicativo estima o consumo de alimento no cocho pelos animais, auxiliando no manejo alimentar do rebanho.

- 4º colocado: Universidade Federal de Viçosa – VOLUTECH – Sensor para medir com precisão o volume do leite nos tanques de resfriamento. A solução também medirá a temperatura do leite no tanque e enviará o dado para um aplicativo.

- 5º colocado: Instituto Metodista Granbery – Solução apresentada: -  MUUVOICE – Aplicativo de voz que auxilia no manejo do rebanho, permitindo o registro de dados sobre mastite clínica e outros problemas de saúde animal.

Martins comemora o sucesso do evento: “Estamos conseguindo criar um ecossistema que envolve empresas de TI, universidades e produtores de leite. Essa é a maior vitória do Ideas for Milk”. É certo que o setor rural ainda enfrenta muitos problemas de infraestrutura. Mauro Carrusca, CEO da Carrusca Innovation, diz que o Brasil chegou ao século XXI, convivendo com modelos do século passado. “Estamos no ponto de inflexão entre o modelo digital e o analógico”.  Mas é preciso enfrentar os desafios. Como diz o Barbosa, “o Brasil sempre terá grandes distâncias, mas as tecnologias estão se expandindo e o alcance da internet está aumentando, contribuindo para encurtar, virtualmente, essas distâncias”.

Como a máquina a vapor, grande propulsora da primeira revolução industrial, há 250 anos, a Internet surge transformando o mundo, tornando mais fácil a existência humana. “A primeira revolução industrial aumentou nossa força física. A quarta revolução industrial, pela qual estamos passando, está aumentando a nossa capacidade cognitiva”, diz Cézar Taurion, CEO da Litteris Consulting. O campo não está alheio a essa revolução.Fonte:Embrapa

 

 

 

 

 

Mais informações: https://www.embrapa.br/gado-de-leite

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Em parceria com o NITA Epagri e Agrotechlink realizam tarde de campo em Araquari

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A Epagri, por meio do Escritório Municipal de Araquari e a empresa Agrotechlink realizaram em conjunto uma tarde de campo na propriedade do agricultor Jocélio Burger para discutir a importância do abrigo no cultivo de hortaliças e a apresentação da tecnologia que auxilia no processo de irrigação e diminui a mão de obra.

O técnico extensionista Rodrigo Simões comentou sobre a melhora na qualidade das hortaliças quando cultivadas em abrigos, pois diminui a ocorrência de doenças e pragas, além de protegê-las da ação direta do tempo. Resultado de uma parceria da agrotechlink com o NITA – o Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar -, o agricultor Jocélio foi o primeiro a receber o kit de automação com sensores no início do ano para o seu cultivo de alface.

Acompanhado pelo técnico extensionista da Epagri, Evandro Gonçalves, o agricultor Jocélio vem melhorando a cada dia a sua produção e agora planeja expandir o cultivo de hortaliças também para o sistema hidropônico. Demonstrando a ação que a Epagri vem realizando no campo em conjunto com empresas de tecnologia e agricultores.

Desde a instalação, a tecnologia tem permitido ao Jocélio maior controle sobre a sua irrigação e diminuição do tempo envolvido em todo o processo. Tendo hoje mais tempo livre e melhor controle do seu cultivo, até mesmo estando fora da sua propriedade. Neste dia a agrotechlink também instalou na propriedade o seu novo sensor de umidade do solo, que logo será distribuído a todas as outras unidades em parceria com o NITA.

Neste dia estavam presentes o Gerente Regional da Epagri em Joinville Hector Haverroth, os Técnicos Evandro e Rodrigo, agricultores da região, Gilmar Germano e Alexsandro Olivo e Luciano Bueno da empresa agrotechlink. Fontes: agrotechlink.com e nita.org.br

Mais informações: emaraquari@epagri.sc.gov.br

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Jovens e a Inovação Tecnológica

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A atual geração de jovens (com menos que 30 anos) está muito ligada às inovações e à tecnologia. Não se permite imaginar a permanência do jovem no meio rural sem a presença do mundo digital, suas conexões e resultados. Por isso, quando tratamos de inovações voltadas para agricultura familiar, não pensamos só na melhoria da produtividade, mas sim na manutenção do agronegócio catarinense.

O êxodo rural de jovens é um grande problema na manutenção do modelo agropecuário, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do setor em Santa Catarina. A saída dos jovens da área rural está ligada a diversos fatores como a penosidade do trabalho, pouca autonomia, falta de perspectivas, renda, autoestima, dificuldade no acesso à informação e ao conhecimento, entre outras.

Entre os números apresentados pelo Censo Agropecuário, chama a atenção a diminuição das pessoas ocupadas no campo e o baixo número de estabelecimentos dirigido por pessoas com menos de 30 anos.

Censo agropecuário de Santa Catarina

Dados estruturais

Censos

1975

1980

1985

1995-1996

2006

2017 (1)

Pessoal ocupado

858 734

836 755

887 287

718 694

571 522

497 823

Fonte: IBGE, Censos Agropecuários 1975/2017.

 

Número de estabelecimentos agropecuários dirigido, por sexo e  idade do produtor em SC

Sexo – homem

162.580,00

Sexo – mulher

18.757,00

Idade – menor que 30 anos

6.986,00

Fonte: IBGE – Censo Agropecuário 2017.

 

O que motiva a saída dos jovens

Quando perguntados sobre o porquê da não permanência dos jovens nas atividades rurais, alguns fatores são mais lembrados que outros. Para as mulheres, por exemplo, um dos maiores problemas da vida no campo é a penosidade do trabalho, sem contar a renda deficiente e a falta de perspectivas de melhoras.

Quando falamos em renda deficiente, apesar dos avanços identificados na área, ainda há um significativo contingente de negócios no meio rural que necessitam melhorar a produtividade. Atualmente os principais desafios para o setor são:

  • Baixa capacidade gerencial dos empreendedores na condução de seus negócios, especialmente frente a um mercado consumidor cada vez mais exigente e uma sociedade cada vez mais “reguladora”;
  • Produtos e serviços pouco diferenciados. Existem produtos e serviços ofertados ao mercado com base no apelo “colonial”, “artesanal”, “caseiro” e que nem sempre são produzidos por estabelecimentos com esse perfil;
  • Embalagens inadequadas e com identidade visual que acabam por desqualificar um bom produto e dificultar sua consolidação no mercado;
  • Empreendimentos sem legalização por falta de adequação das unidades de produção;
  • Pouca oferta de novas oportunidades rentáveis de ocupação de mão-de-obra no meio rural;
  • Problemas de oferta de matéria prima com a qualidade exigida pelo mercado
  • Dependência de cadeias produtivas tradicionais, existindo a necessidade de desenvolvimento para novas alternativas de produção e mercado;
  • Deficiência na identificação e na disponibilização de novas tecnologias para atividades produtivas na agricultura familiar. Incluindo os processos de classificação, beneficiamento e transformação de produtos agropecuários, além do desenvolvimento da agricultura orgânica;
  • Faltam tecnologias que aumentem o rendimento do trabalho, diminuam o esforço físico e a penosidade do trabalho;
  • Deficiências de comunicação e informatização no meio rural, dificultando a modernização do setor.

 

Qual o papel da inovação tecnológica?

O desafio de viabilizar o meio rural de Santa Catarina passa obrigatoriamente pela necessidade de tornar a agricultura familiar competitiva, pois ela representa uma parcela significativa das propriedades rurais (em torno de 86%). A inovação tecnológica no campo, mais especificamente para o pequeno agricultor familiar, deverá ser incentivada, pois o novo jovem necessita e exige que isso seja realizado. Sob pena de perdermos essa geração para os centros urbanos e, com isso, a oportunidade de termos a continuidade de um modelo agrícola exitoso.

Novas áreas do conhecimento estão sendo exigidas para compor o processo de inovação no meio rural. Começam a surgir demandas em mecatrônica, engenharia naval, programadores, designers gráficos, engenharia elétrica e eletrônica, entre muitas outras ainda nem pensadas.

Santa Catarina iniciou um movimento interessante nesse sentido. O Núcleo de Inovação Tecnológica Para a Agricultura Familiar (NITA) busca aproximar as startups e as micro e pequenas empresas desenvolvedoras de tecnologias aos problemas do meio rural, em especial dos pequenos produtores rurais.

O NITA congrega várias instituições público/privadas que trabalham para construir essas conexões. O Núcleo possui um portal onde são cadastradas as demandas dos agricultores e as tecnologias já existentes, além de realizar missões técnicas, levantamentos de problemas e provocações na busca de soluções tecnológicas.

Nesse sentido, há necessidade de criar infraestrutura adequada ao movimento tecnológico de inovação para o meio rural. São iniciativas como essa que trarão vantagens competitivas ao agronegócio catarinense e ajudarão a diminuir o êxodo rural. Fonte: por André Ricardo Poletto – Engenheiro Agrônomo, Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca / Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações: http://nita.org.br/jovens-e-a-inovacao-tecnologica/

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ManejeBem – Conheça esta novidade

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A ManejeBem é uma rede social para agricultores familiares que auxilia na adoção de práticas agrícolas sustentáveis.

Tudo começou com um grupo do WhatsApp… Acreditem se puderem! O grupo foi criado para conectar técnicos e agricultores de todos os cantos do País e ao contrário do que muita gente pensa, o agricultor está sim conectado! No começo de 2016 éramos três estudantes de pós-graduação fazendo pesquisa na Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, estudando o controle ecológico de doenças e pragas agrícolas no mesmo Laboratório de Fitopatologia. Eu e minhas duas sócias estávamos cheias de inquietações. Algumas das nossas inquietações: Como levar informação para o campo? Como viabilizar a troca de conhecimento sobre manejo sustentável? Como impactar positivamente na vida de agricultores familiares?

Foi aí que surgiu a iniciativa ManejeBem com o objetivo de criar uma rede de conexão entre produtores, técnicos e pesquisadores em prol de uma agricultura mais sustentável! E como fazer isso? Bom…não foi fácil! Criamos um grupo no WhatsApp, aos poucos as pessoas que convidamos iam aderindo e timidamente trocando conhecimento. Eram perguntas diárias e acabávamos respondendo com o pouco conhecimento que tínhamos que somava com a experiência prática de outros. As informações compartilhadas se complementavam e o grupo foi crescendo!

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Tanta informação, tantas dúvidas e tanta troca! Foi aí que diversos agricultores do grupo entraram em contato conosco e pediram: Existe alguma forma de organizar a informação trocada aqui no grupo? É tão interessante! E se tivesse uma forma de deixar registrado essa troca de conhecimentos para que todo mundo pudesse usar?

Ouvimos nossos amigos agricultores! Hoje em dia todo o conhecimento está organizado e é compartilhado através de uma plataforma de livre acesso para produtores e técnicos cadastrados. Mais do que conectar pessoas, a plataforma está se tornando uma referência e levando informação de qualidade ao pequeno produtor. Em 1 ano de website já conectamos mais de 85.000 usuários. São mais de 1.500 artigos dentro da plataforma, sobre 150 cultivos diferentes. Em apenas 4 meses de divulgação conseguimos mais de 3.500 cadastros na plataforma e esses usuários vêm interagindo desde então com demandas diárias que já chegam a 2.000 interações dentro do site. O potencial de transformação desta rede é enorme e a capilaridade das redes sociais nos possibilita atingir cada vez mais agricultores. E não é só o Brasil que estamos atingindo! Agricultores de países como Angola, Moçambique, Peru e Paraguai já estão acessando nosso site. A ManejeBem é uma rede social que valoriza as experiências dos agricultores, técnicos e pesquisadores, permite a divulgação das suas ideias e os integram na construção e divulgação do conhecimento. Fonte:Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações: http://nita.org.br/manejebem-rede-social-para-agricultores/

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Agricultura familiar com inteligência de dados

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Batizado com o nome da deusa tupi-guarani da agricultura, o Sumá é uma plataforma que conecta agricultores familiares com compradores recorrentes de alimentos, como hotéis, restaurantes e cozinhas industriais.

De acordo com a ÉPOCA Negócios, o Sumá é hoje uma das 100 startups mais significativas no país. Ao mesmo tempo de ser um modelo de negócio atraente para investidores e aceleradoras, a empresa impacta de forma positiva a vida de agricultores familiares e contribui para melhorar a alimentação da sociedade.

A equipe fundadora do Sumá trabalhava anteriormente em projetos em campo com agricultura familiar. A tecnologia surgiu como uma alternativa de conseguir fazer um acompanhamento permanente de agricultores e cooperativas na produção. De acordo com Daiana Lerípio, cofundadora da startup, a plataforma permitiu uma assertividade proporcionada por informações sistematizadas de mercado, que orientam o planejamento da produção agrícola em um determinado território, além de atingir um aumento exponencial da base de agricultores, compradores e de valores comercializados.

A plataforma

A tecnologia utilizada pelo Sumá chama a atenção dos agricultores, não somente por fazer o intermédio entre potenciais clientes, mas também por usar uma inteligência que qualifica e otimiza o trabalho de campo. Criado no modelo MobileFirst (em que o foco inicial da arquitetura é direcionado a dispositivos móveis e em seguida para desktop), a plataforma também pode ser acessada offline, considerando que o público agricultor muitas vezes sofre com dificuldades na qualidade de rede em suas regiões ou até não possuem sinal de internet.

Para os agricultores familiares é oferecido o modelo freemium de acesso à plataforma. O aplicativo é acessado por meio de mensalidades (fee). Os compradores de alimentos pagam uma taxa de corretagem por compra efetuada via plataforma, alinhada com a redução de custos promovida pela compra direta. O Sumá, nesse processo, coleta dados dos fornecedores e compradores. As informações obtidas são cruzadas para:

  • Seleção de fornecedores com base na distância do ponto de entrega, com fim de reduzir custo com transporte;
  • Curadoria sistematizada para avaliar se o fornecedor atende todos os requisitos estabelecidos pelo comprador;
  • Atuação com base em saturação geográfica e volume das demandas locais; e
  • Compartilhamento de rotas entre fornecedores para fim de redução de custos.

Atualmente, a base de usuários do Sumá é constituída por 10 cooperativas com 1595 famílias e outras 90 famílias não cooperativadas. Além disso, eles contam com 103 compradores, sendo 78 prospectados pela equipe e 25 cadastros espontâneos de diversos estados brasileiros.

A tecnologia não como fim, mas como meio

“O Sumá usa tecnologia de forma intensiva, porém igualmente somos intensivo em capital humano, que permita a construção de relacionamentos duradouros baseados em confiança. Isso demanda tempo e requer acompanhamento constante”, explica Daiana.  Além disso, o Sumá segue os propósitos de movimentos como o Slow Food e o projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos. “Incentivamos por parte dos compradores o consumo de alimentos produzidos localmente, respeitando sazonalidade e conhecendo a história do agricultor e do alimento”, completa.

Horizontes do Sumá

Por trabalharem com uma grande quantidade de dados dos usuários, o Sumá estuda fazer o uso da Inteligência Artificial. “O uso de Inteligência Artificial, embora não apliquemos ainda, está em nosso roadmap para um horizonte breve. Com uso de Machine Learning e experiências compartilhadas visamos auxiliar tecnicamente os produtores na adoção das melhores práticas para rotatividade de plantio”, explica Daiana.

A organização enxerga nas tecnologias exponenciais um potencial para o empreendedorismo de impacto social no Brasil. De acordo com Daiana, “o uso adequado dessas tecnologias, respeitando a integridade física e moral das pessoas, bem como de toda natureza, elevará a humanidade a um novo nível de consciência”. Fonte:Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações:http://nita.org.br/empresas/suma/

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Startup com apoio do NITA instala sistema de automação em cultivo protegido em Ituporanga

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O meio rural catarinense vem cada vez mais buscando modernizar seus processos, aumentando a produtividade no campo. Neste sentido, uma solução inovadora na área é a irrigação totalmente automatizada, que funciona com sensores que indicam o momento certo de ligar a irrigação, baseado na umidade, temperatura e pressão do ambiente.

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O elo entre os agricultores e as empresas que desenvolvem essas tecnologias é realizada através do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA), que através de uma parceria com a Startup catarinense Agrotechlink instalou o sistema na plantação de morangos do agricultor Joel Eger de Ituporanga. "Através da experiência dessas Unidades de Referência Tecnológicas (URT), que é onde são instalados esses sistemas, pode-se analisar o impacto da tecnologia na vida dos agricultores"comenta o engenheiro agrônomo Gilmar G. Jacobowski, Consultor Sênior do Banco Mundial.

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De acordo com Alexsandro Olivo, desenvolvedor da Agrotechlink o dispositivo de irrigação possibilitará ao agricultor automatizar todo o sistema de irrigação de morangos que ele tem “Hoje ele possui uma estufa de 400metros quadrados e nós viemos instalar o painel, juntamente com três sensores que possibilitarão a ele irrigar sua plantação de onde ele estiver de maneira totalmente automatizada” comenta Alexsandro.


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O dispositivo de irrigação pode ser acionado sozinho ou pelos produtores rurais que acionam o sistema após receberem alertas via celular, além disso, as informações sobre a propriedade rural podem ser levadas diretamente para os técnicos que fazem a assistência técnica no município, garantindo decisões muito mais técnicas, facilitando a tomada de decisão durante o processo pelo produtor. . “A Agrotecklink está desenvolvendo esse projeto através de uma parceria de longa data com o NITA, com a SC Rural e com a Epagri, que possibilita com que as empresas desenvolvam e tragam tecnologia para o campo” enfatiza o desenvolvedor Alexsandro Olivo.
"O projeto de irrigação automatizada leva uma visão empreendedora ao meio rural, agregando praticidade e facilitando a execução das tarefas, trazendo qualidade de vida para o produtor", ressalta o agrônomo Jacobowski.


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OBJETIVOS DO NITA

Ofertar um conjunto de serviços em apoio a pequenas e médias empresas, para o aprimoramento do processo de geração e oferta de inovações a produção de pequena escala;

Melhorar o ecossistema de desenvolvimento de tecnologias e inovações acessíveis para a agricultura familiar;

Conectar e articular oferta e demanda de inovações na cadeia do agronegócio da agricultura familiar;

Aumentar a resiliência das atividades desenvolvidas pela agricultura familiar frente as mudanças climáticas;

Aumentar a competitividade da agricultura familiar através da introdução, preferencialmente, de tecnologias verdes.

 

 

 

 

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Startups e instituições parceiras do NITA participaram de missão técnica em São Paulo

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Em sua agenda de eventos, o Conselho Gestor do Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar – NITA, com apoio do Banco Mundial, organizou uma missão técnica para conhecer organizações do ecossistema de inovação no Estado de São Paulo e a 23ª Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas – Hortitec, realizada de 20 a 22 de junho, no município de Holambra/SP.

A missão do NITA é articular ações para o desenvolvimento, oferta e adoção de tecnologias sustentáveis voltadas à melhoria da competitividade das atividades da agricultura familiar de Santa Catarina.

"Essa missão teve como principal objetivo conhecer e trocar experiências com o que existe de mais moderno em desenvolvimento de inovações e do ambiente necessário para criação de novas tecnologias voltadas para a agricultura familiar”, destaca Julio Cesar Bodanese, secretário executivo do SC Rural.

Participaram da missão técnica:

Representantes de instituições parceiras do NITA:

Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca – SAR; Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Sustentável – SDS; Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri; Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia – Acate; Católica de Santa Catarina.

Representantes de Startups participantes do NITA:

Q Prime Engenharia; YAK 348; ManejeBem;  Agrotechlink;  Azo Clima Ltda; i4Agro; Comando Solutions; Fornari Industria e Bauer Aerosystems

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Na programação, o grupo visitou a Cooperativa dos Produtores de Flores e Plantas Ornamentais, em Holambra-SP. Ali, foram recebidos pelo senhor Kees Schoenmaker presidente do Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura – uma sociedade civil sem fins lucrativos, que representa, assiste, orienta e une todos os agentes ligados à Cadeia Produtiva de Flores e Plantas Ornamentais do Brasil; Presente em 11 Estados da União, em 2017 o Ibraflor conta com 530 associados, incluindo as principais cooperativas e associações de produtores,  sendo que algumas representam juridicamente mais de 300 produtores, o que confere ao Ibraflor uma abrangência de mais de 5 mil floricultores em todo o País;

Kees Schoenmaker, também é Presidente Conselho de Administração do Grupo Terra Viva e um dos pioneiros na produção de flores e plantas ornamentais em Holambra, atuando em mais duas frentes de negócios – agricultura (frutas, cereais e batatas, tomates e hortifruti) e produção de bulbos e mudas, considerados insumos básicos. 

“A cooperativa é um exemplo de organização da cadeia produtiva e de inserção dos produtores no mercado”, destaca o engenheiro agrônomo André Ricardo Poletto, da equipe técnica do SC Rural.

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Os participantes da missão visitaram a ACE Startup, uma empresa de investimentos em startups, fundamentada no tripé de aceleração: pessoas, capital e metodologia que conquistou 9 exits, sendo eleita por 3 vezes como a Melhor Aceleradora da América Latina.

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Também foram conhecer a organização Cubo Itaú – um dos maiores e mais relevante centro de empreendedorismo tecnológico da América Latina – foi fundado pelo Itaú Unibanco, em parceria com a Redpoint eventures e o Sebrae de São Paulo. Para o engenheiro agrônomo Gilmar Germano Jacobowski, consultor do Banco Mundial, foi um momento importante de contatos e possibilidades de parcerias com o NITA.

A programação técnica da 23ª Hortitec ofereceu aos participantes do grupo do Nita, inovação, atualização e aprimoramento de seus conhecimentos, através do contato com novas tecnologias a serem utilizadas no agronegócio.

A Hortitec surgiu do ideal de um grupo de empresários, que sentia a necessidade de ter no Brasil um evento nos moldes das principais exposições no exterior. Com o passar dos anos, a Hortitec ampliou a sua atuação, passando a contar com expositores dos setores de horticultura e fruticultura.

O objetivo do Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar é aproximar startups, pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações aos agricultores familiares, suas organizações e técnicos do setor. “A missão técnica atingiu seus objetivos, bem como os do NITA e temos que difundir tecnologias e criar um ambiente em que novas ideias sejam geradas e atendam as reais necessidades da produção agrícola familiar catarinense”, afirma Ditmar Alfonso Zimath, Diretor de Projetos Especiais do SC Rural

Acesse o site www.nita.org.br e acompanhe o que acontece na área de inovação tecnológica em Santa Catarina, voltada para a agricultura familiar.

 

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Aplicativo monitora e emite alertas sobre saúde de gado leiteiro

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O aplicativo analisa dados de nutrição, saúde, reprodução das vacas leiteiras e alerta o criador sobre alguma ocorrência ou emergência

A história que levou Leonardo Guedes a investir no próprio negócio começou quando ele ainda cursava engenharia elétrica na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul. Ele conta que, no grupo de pesquisa do qual participava, havia projetos de desenvolvimento de produtos em diversos segmentos. A agropecuária era um deles.

“Quando começamos, vimos que a pecuária ainda tinha pouca automação, pouco ferramental. Isso vai mudar. Mas o que muita gente viu como barreira, vimos como oportunidade”, conta o empresário.

O trabalho acabou mostrando potencial para virar negócio. Hoje é a Cow Med, startup da qual Leonardo Guedes é um dos fundadores. A proposta da empresa é analisar dados de nutrição, saúde e reprodução de vacas leiteiras e alertar o criador sobre alguma ocorrência ou emergência.

As informações são coletadas por um dispositivo eletrônico instalado em uma coleira colocada em cada animal do rebanho. De início, a estratégia da empresa foi produzir e vender as coleiras. Mas o modelo de negócio não teve sucesso, relembra Guedes. Um produto novo, desconhecido, não recebeu a confiança esperada do pecuarista.

A saída era mudar o formato, o que foi possível com a ajuda de um cliente que resolveu experimentar a coleira eletrônica em seu rebanho, como um projeto piloto, no Uruguai. Uma das vacas gerou um dado que justificava um alerta sobre seu estado de saúde. E o sistema avisou o criador.

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CowMed Assistant (Foto: Divulgação)

“Ele me disse ‘o produto está funcionando, mas o mais interessante foi você me avisar que minha vaca está doente’. Foi o estalo que eu precisava. Percebi que não tinha que vender um produto, mas um serviço associado a ele”, conta.

A produção da coleira eletrônica hoje é terceirizada, de acordo com os padrões estabelecidos pela Cow Med. E a empresa se concentrou no desenvolvimento da plataforma online de coleta e análise de dados e na prestação do serviço de informações, treinamento e suporte ao cliente que adotar o sistema no seu rebanho.

Fechado o negócio, explica Guedes, uma equipe vai até a fazenda instalar os receptores e as coleiras, uma em cada animal. Por esse serviço é cobrada uma taxa única de adesão, em torno de R$ 3 mil. Depois, são feitos pagamentos mensais de R$ 14,90 por cabeça equipada com o dispositivo. Suporte técnico e trocas de equipamentos com defeito são inclusos no pacote.

Instalada, a coleira coleta os dados, monta uma série histórica sobre o animal e envia para uma plataforma em nuvem. Essa plataforma, acessível via internet, permite a visualização das informações sobre cada mês. O sistema processa as informações e identifica sinais que possam indicar, por exemplo, se a vaca está no cio, no momento de parir ou de algum comportamento que possa indicar algum problema de saúde.

Qualquer ponto fora da curva é informado automaticamente ao usuário. E uma equipe de analistas, técnicos, veterinários e zootecnistas orienta sobre o uso mais eficiente da tecnologia. A promessa, segundo Leonardo Guedes, é de 98% de precisão. Ou seja, de cada 100 vezes que o sistema indicar que uma vaca tem um problema de saúde, por exemplo, em 98 é possível que, de fato, esteja.

“Terceirizamos a coleira, mas a tecnologia associada a ela é nossa. Quando instalamos, o dispositivo fica uma semana analisando o animal e é feito um plano de monitoramento”, explica o empresário, um dos expositores da Digital Agro, feira de tecnologia para a agropecuária realizada pela Frísia Cooperativa Agroindustrial, em Carambeí (PR).

A estrutura da startup é mantida por 33 pessoas e já rendeu um aporte de R$ 2 milhões, recebido em 2017 através do fundo Criatec 3. De acordo com Guedes, já são mais de 10 mil animais com as coleiras eletrônicas no Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Até o final desse ano, ele espera ter uma base de 20 mil animais, e de até 100 mil até 2021. No Brasil e em outros países da América Latina.

Até agora, o sistema está apto apenas para rebanhos leiteiros. Mas já a partir de 2019, a ideia é ter uma versão também para gado de corte. “Temos esse interesse e a pesquisa já está em andamento”, diz Guedes, reforçando sua aposta no que vem sendo chamado de pecuária de precisão. Fonte: Raphael Salomão*, de Carambeí (PR) Revista Globo Rural/ (Foto: Marcelo Curia/Ed. Globo) *O repórter viajou a convite da Frísia Cooperativa Agroindustrial

Mais informações: https://revistagloborural.globo.com/

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Soluções tecnológicas inovam a produção agrícola

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Com aplicativos, pecuaristas monitoram o rebanho em tempo real e otimizam a produtividade

Soluções tecnológicas estão inovando a produção agrícola nos Campos Gerais do Paraná. Com aplicativos, por exemplo, pecuaristas monitoram o rebanho em tempo real e otimizam a produtividade.

Na última semana, a 2ª edição da Digital Agro atraiu mais de 8 mil pessoas para a região e mostrou soluções tecnológicas para a atividade agropecuária. Fonte:G1 PR

Assista ao vídeo https://g1.globo.com/pr/parana/caminhos-do-campo/noticia/solucoes-tecnologicas-inovam-a-producao-agricola-nos-campos-gerais-do-parana.ghtml

 

Mais informações: https://g1.globo.com/pr

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Invenção de catarinense para lavouras de arroz se populariza

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A pedido dos produtores do Sul catarinense, engenheiro desenvolveu modelo de rodas que tornaram possível deslocamento de trator sem danificar o plantio

O engenheiro mecânico Max Hélio Hemmer trabalhava na empresa do pai, que fazia peças para tratores, quando decidiu aceitar o desafio de diversos produtores de arroz: eles queriam um equipamento que permitisse que entrassem nas lavouras sem precisar descer do trator. Foi assim que nasceu o ‘chupa cabra’, como ficou conhecida invenção que projetou a empresa de Massaranduba para todo Brasil.

De acordo com o engenheiro, até 1995 o trabalho de preparação do solo e colheita de arroz era manual, mas por causa do lodo característico das lavouras, havia o risco de doenças, como infecções causadas por pequenos animais, além de problemas pulmonares. Por isso, os produtores que conheciam Max e a família constantemente sugeriam que eles desenvolvessem uma solução.

O empresário teve a ideia em 1995 e no ano seguinte ele desenvolveu um protótipo: rodas de grande diâmetro, mas espessura fina, para serem acopladas ao mini trator que a maioria dos produtores já tinha na propriedade. Elas permitiam que o produtor se deslocasse pela lavoura sem danificar o plantio.

“O protótipo foi circulando entre vários produtores para que eles pudessem testar. E eles foram dando sugestões para melhorar o produto. Foi um sucesso! E assim surgiu a Brasélio Tratores”, explica o empresário.

Conforme Hemmer, uma peculiaridade foi que os próprios produtores financiaram a ideia: “na época não existiam tantos financiamentos agrícolas, mas existia uma necessidade e os agricultores acreditaram nessa parceria de desenvolvimento”, comenta. A venda estava feita antes mesmo de existir um produto, segundo Hemmer.

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Por causar estranheza, máquina ficou conhecida como 'chupa cabra' (Foto: Divulgação)

A empresa foi fundada oficialmente em 1997 e ao criar o negócio Max também convidou a esposa, Aracy, que era professora de um colégio, para trabalhar com ele. “Convidei para trabalhar na parte administrativa e ela aceitou ser sócia e começar esse desafio”, conta.

De acordo com o empresário, os primeiros produtos foram as rodas, como implementos para serem acoplados ao mini trator.“Pensamos em um equipamento que pudesse ter baixo custo e que tivesse um bom retorno ao cliente”, comenta o engenheiro.

A empresa começou terceirizando a produção das peças, fazendo apenas a montagem. Logo surgiu a ideia de desenvolver também o trator, e que fosse específico para a cultura do arroz.

“Precisávamos de um equipamento que mantivesse a máquina alta, para que o arroz passasse por baixo, e ao mesmo tempo o operador ficasse sobre o equipamento. Surgiu assim o trator com rodas estruturadas, de grandes diâmetros, que já nasceu ‘4 x 4’, operando em uma das piores situações dentro do setor agrícola, que é o lodo, e sem atolar”, afirma o engenheiro.

Assim que começaram a divulgar o produto, a máquina causou estranheza, mas logo se popularizou com um apelido que até hoje é conhecida: "chupa cabra".

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Empresa de Massaranduba começou com 7 colaboradores e atualmente possui mais de 90 (Foto: Divulgação)

"Chupa cabra"

De acordo com Hemmer, na época em que o trator foi desenvolvido, os meios de comunicação anunciavam o caso do "ET de Varginha", em que os moradores da cidade de Varginha, em Minas Gerais, relataram terem visto um "bicho estranho", que popularmente começou a ser chamado de "chupa-cabra".

“Nós começamos a divulgar o novo equipamento e as pessoas o chamavam de estranho, de grilo, sapo, e depois começaram a chamar de ‘chupa cabra’. Isso ajudou a popularizar a máquina em todo Brasil”, explica o empresário.

Após o sucesso do "chupa cabra", a empresa começou também a desenvolver outros produtos, para diversos tamanhos de propriedade, e se especializou em desenvolver soluções personalizadas. Conforme explica Hemmer, a partir do trator, o produtor pode adquirir implementos para acoplar nas diferentes etapas da produção.

Isso fez com que a empresa expandisse para todo Brasil, especialmente onde há plantações de arroz. Em novembro de 2007, a empresa montou ainda um setor de exportação e atualmente envia produtos para diversos países da América Latina, como Chile, Paraguai e Colômbia, e também para o continente Africano.

Ainda conforme Hemmer, depois de 21 anos, atualmente há outras empresas que desenvolvem produtos semelhantes, mas a inovação segue sendo característica da Brasélio. “Costumo dizer que não temos concorrentes, temos seguidores, ou seja, empresas que hoje desenvolvem nossa ideia”, comenta o empresário.

Duas décadas depois da primeira invenção, Hemmer também comemora os resultados para os produtores de arroz, que ganharam mais qualidade de vida com sua invenção:

“Os produtores tinham vários tipos de complicações quando o trabalho era apenas manual. Gripes, feridas nas pernas e problemas na coluna por causa do deslocamento com equipamentos pesados dentro do logo. É comum hoje ouvir depoimentos como ‘se não tivesse essa máquina, hoje eu não plantaria mais arroz”, comemora o empresário, que já acompanha satisfeito a terceira geração, ou seja, os netos dos produtores que o financiaram, buscando novas tecnologias para o plantio. Fonte: https://g1.globo.com/sc

 

Mais informações: http://www.braselio.com.br

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