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O futuro dos alimentos: aproveite as tecnologias digitais para melhorar os resultados do sistema alimentar

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Atualmente, o mundo enfrenta o desafio urgente das práticas insustentáveis ​​de produção e consumo de alimentos. O atual sistema alimentar é o principal fator causador do desmatamento e da perda de biodiversidade, e gera um quarto da poluição global por gases de efeito estufa.

Além disso, os cerca de 500 milhões de pequenos agricultores em todo o mundo que contribuem com 80% dos alimentos estão entre os grupos mais pobres e desnutridos. De fato, em 2030, a mudança climática poderia levar mais de 100 milhões de pessoas à pobreza extrema, principalmente devido aos impactos na agricultura e na segurança alimentar.

Como resultado, é essencial melhorar o desempenho do sistema alimentar para alimentar de forma sustentável cerca de 10 bilhões de pessoas até 2050, ao mesmo tempo em que aumenta a renda dos agricultores, protegendo-os da mudança climática e ajudando-os a prosperar.

Tecnologias digitais inovadoras têm o potencial de gerar impactos positivos significativos nas cadeias de valor dos alimentos. Elas vão desde inovações que podem tornar o uso de recursos mais eficiente em sistemas de alimentos e torná-los mais resilientes ao clima (como agricultura de precisão, edição genética e proteção biológica de culturas) a tecnologias que melhoram a rastreabilidade. de comida da fazenda para a mesa.

No documento intitulado domínio das tecnologias digitais para melhorar a alimentação do sistema Outcomes (i) (uso de tecnologias digitais para melhorar o desempenho do sistema alimentar) oportunidades oferecidas pelas tecnologias digitais, incluindo o aumento cadeias de transparência são analisados valor agrícola, fazendas inteligentes e a melhoria dos serviços públicos. Alguns dos riscos também são examinados, como concentração excessiva de prestadores de serviços, gerenciamento inadequado de dados e exclusão. O relatório descreve uma série de possíveis pontos de partida para a implementação de medidas públicas destinadas a aproveitar as oportunidades que podem ser geradas pela expansão da cobertura da rede em áreas rurais.

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As tecnologias digitais podem reduzir significativamente os custos envolvidos na vinculação de vendedores e compradores; reduzir as desigualdades no acesso à informação, conhecimento, tecnologias e mercados; ajudar os agricultores a tomar decisões mais precisas sobre a gestão de recursos, fornecendo, processando e analisando uma quantidade crescente de dados mais rapidamente, e possivelmente reduzindo as economias de escala na agricultura, para que os pequenos produtores se tornem mais competitivos.

Uma série de tecnologias digitais aplicadas no sistema alimentar já estão resultando em consumidores e produtores mais bem informados e mais participativos, estabelecimentos agrícolas mais inteligentes e melhores serviços públicos. Essas tecnologias vão desde simples vídeos digitais (sem conexão à rede), nos quais são dados conselhos aos produtores para sistemas complexos, como tecnologias de registro distribuído, para garantir a rastreabilidade na cadeia de valor e algumas formas de agricultura de precisão.

As taxas de adoção de tecnologias digitais variam significativamente de um país para outro: atualmente, o menor corresponde a países de baixa renda. Para alcançar um maior grau de aplicação no sistema alimentar, será necessário abordar fatores ligados tanto à oferta (bem como à escassa cobertura da rede em áreas rurais e à baixa disponibilidade de aplicações digitais) quanto à demanda (por exemplo, a necessidade de para melhorar habilidades e conhecimento, confiança, acessibilidade e a ausência de investimentos complementares).

Embora as tecnologias digitais tenham um potencial significativo, elas também envolvem vários riscos, como concentração excessiva de provedores de serviços, falta de privacidade de dados, exclusão e possível perda de empregos em algumas atividades, e falhas segurança informática. Para lidar com esses riscos, é necessário garantir que as barreiras à entrada de novos prestadores de serviços sejam mínimas, garantam o gerenciamento adequado dos dados, forneçam assistência especificamente aos pequenos agricultores, jovens, mulheres e outros grupos vulneráveis, e apóiem desenvolvimento de habilidades.

As tecnologias digitais não devem ser consideradas uma panacéia, mesmo que ofereçam oportunidades valiosas. Outros tipos de investimentos são igualmente importantes, por exemplo, aqueles que permitem melhores estradas, fornecimento ininterrupto de eletricidade, instalações para armazenamento de safras e melhor logística que vincula os agricultores aos mercados. Um clima mais propício para investimentos e políticas governamentais apropriadas, por sua vez, aumentará a demanda por tecnologias digitais.Fonte:Banco Mundial

 

Mais informações: https://www.bancomundial.org

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Inovações digitais estão trazendo a juventude de volta à agricultura

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Uma população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero; A introdução de inovações digitais na alimentação e na agricultura tem o potencial de oferecer novos serviços aos jovens e aos pequenos agricultores. © FAO / Alioune Ndiaye

Juventude em todo o mundo está cada vez mais se afastando da agricultura. Tradicionalmente exigindo trabalho manual pesado e oferecendo baixos salários, a agricultura não costuma apelar para as novas gerações que geralmente preferem tentar a sorte em encontrar emprego nas cidades.

No entanto, a agricultura tem o maior potencial de todos os setores para reduzir a pobreza, por exemplo, na África Subsaariana, onde mais de sessenta por cento de sua população de 1,2 bilhão tem menos de 25 anos. Essa população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero e alimentos e agricultura. talvez reconceituado, tem o potencial de oferecer isso aos jovens.

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A chave é a inovação.

Já existem novas formas de trabalhar na agricultura que aproveitam as inovações digitais e tecnológicas, tornando-as mais eficientes e, não como um pequeno subproduto, proporcionando novas oportunidades e serviços para jovens empreendedores.

Aqui estão 5 exemplos de como aproveitar o poder da tecnologia digital pode revolucionar a agricultura.

1. Drones - Algumas estimativas sugerem que o setor de alimentos e agricultura será o segundo maior usuário de drones do mundo nos próximos cinco anos. A FAO já utilizou drones em muitos países para coletar dados em tempo real e detalhados sobre os desafios alimentares e agrícolas, como o risco de desastres naturais e a avaliação de danos após eles.

À esquerda: a FAO tem usado drones para avaliar o risco de desastres naturais ou para pesquisar danos causados ​​depois deles. © Veejay Villafranca / NOOR para a FAO 
Certo: Um novo aplicativo de fala ajuda os fazendeiros a detectar se suas safras foram infectadas pelo Fall Armyworm. © FAO / Tamiru Legesse

2. Sistema de Monitoramento e Alerta Antecipado de Queda do Exército (FAMEWS) App - Queda A minhoca é uma praga devastadora que destrói o milho e outras culturas importantes em partes das Américas, África e Ásia. Somente agricultores em seus campos podem administrar com êxito o FAW. É por isso que a FAO desenvolveu uma ferramenta para capturar dados carregados pelos agricultores em seus campos. As informações adicionadas ao aplicativo são transferidas para uma plataforma global baseada na web e analisadas para fornecer relatórios de situação em tempo real, calcular níveis de infestação e sugerir medidas para reduzir o impacto.

3. Nuru App - Juntamente com a FAMEWS, a FAO e a Pennsylvania State University desenvolveram um aplicativo falante complementar chamado Nuru que, quando mantido próximo a uma planta danificada, pode confirmar imediatamente se o Fallworm causou o dano. Nuru combina aprendizado de máquina e inteligência artificial. Ele é executado dentro de um telefone Android padrão e também pode funcionar off-line. Além do inglês, Nuru também poderá falar em francês, swahili e twi e aprender novas línguas o tempo todo para alcançar melhor os agricultores em suas próprias línguas. O Nuru estará em breve ligado ao FAMEWS, onde todos os dados serão validados pelos pontos focais nacionais do Fall Armyworm e armazenados em uma plataforma global baseada na web.

4. Abalobi App - Abalobu, que é Xhosa para “fisherfolk”, é uma aplicação móvel para pescadores de pequena escala para registrar o que capturaram, quando, onde, usando qual método e quanto o venderam. Toda essa informação é armazenada no aplicativo e disponibilizada para outros pescadores de pequena escala. Existem atualmente 30.000 pescadores artesanais ao longo da costa da África do Sul que vivem fora do mar, em uma linha fina entre a pesca comercial e de subsistência. Ao produzir seus próprios conhecimentos sobre a pesca, eles estão ajudando a construir comunidades resilientes, especialmente diante das mudanças climáticas.

A FAO desenvolveu quatro novos aplicativos para fornecer aos agricultores informações em tempo real sobre clima, manejo de gado, mercados e nutrição. © FAO / Alioune Ndiaye

5. Serviços Agrícolas A pps - Quatro novos aplicativos estão fornecendo aos agricultores serviços em tempo real através de informações sobre clima, cuidados com animais, mercados e nutrição. O aplicativo de calendário de clima e safra combina informações sobre previsões do tempo e cronogramas de safra, fornecendo um aviso antecipado de possíveis riscos. A cura e alimentar o seu aplicativo de gado ajuda a reduzir as perdas, fornecendo informações sobre controle de doenças animais e estratégias de alimentação animal. A AgriMarketplace permite que os agricultores obtenham melhores informações sobre fornecedores para compras de matérias-primas, mercados para vender seus produtos e preços de mercado. e-Nutrifood dá recomendações às populações rurais sobre a produção, conservação e consumo de alimentos nutritivos.

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Os jovens são apenas aqueles que oferecem novas idéias. Durante o evento #HackagainstHunger em Kigali, Ruanda, FAO e seus parceiros estão atraindo jovens de diferentes países da África para encontrar soluções inovadoras que abordem os desafios da alimentação e da agricultura. Esses Hackathons visam desenvolver idéias em soluções tecnológicas para produzir oportunidades de emprego voltadas para jovens e jovens, oferecendo orientação de especialistas do setor privado e público.

As tecnologias digitais já são nosso presente e a inovação é imperativa para o futuro. Novas ideias de nossa juventude e de organizações, universidades e empresas em todo o mundo estão ajudando a liberar o potencial da agricultura e alimentos para reduzir a pobreza, reduzir a divisão rural, empregar e capacitar jovens e dar acesso igual à informação, tecnologia e mercados.

A FAO está criando e promovendo essas soluções inovadoras para enfrentar os desafios sempre terríveis que nosso futuro da alimentação e da agricultura enfrenta. Fonte:FAO

 

Mais informações: http://www.fao.org/fao-stories/article/en/c/1149534/

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Com quase 200 startups, Brasil podem brigar por protagonismo na agricultura 4.0

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Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digitalAGRITECHS

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Rastreador bovino pode monitorar se o animal se desenvolveu normalmente e se houve contato com animais com doença| Foto: Divulgação/Grupo GVQ/Carolina Rossi Alvarenga

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa. Mas o desafio agora é acompanhar a nova revolução tecnológica. Hoje é possível monitorar a umidade do solo, temperatura e umidade relativa do ar por meio de sensores instalados no campo. Com fotos de drones e imagens de satélite de alta resolução, pode-se estimar a produtividade.

Máquinas agrícolas enviam informação em tempo real para um servidor na nuvem e para o smartphone. Combinando essas informações com mão de obra qualificada para interpretar os dados, é possível adiar a adubação de uma plantação antes de uma forte chuva, para evitar o desperdício do adubo que seria levado pelas águas.

A agricultura tem potencial para posicionar o Brasil como protagonista mundial, avaliam especialista do ecossistema de inovação. O país conta com, pelo menos, cinco startups consideradas “unicórnios”, avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Nenhuma delas é da área de agricultura.

“Esse é o movimento mais importante do mundo. Há iniciativas em Israel, Canadá, EUA e União Europeia, mas nenhuma delas está situada num ambiente agrícola complexo como o do Brasil”, analisa Sérgio Marcus Barbosa, gerente executivo da EsalqTec.

Incubadora vinculada à Universidades como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba, a EsalqTecjá apoiou 111 empresas em três categorias: pré-incubadas (fase da ideia), empresas residentes, e associadas, desde 2006. Dessas, 14 já foram graduadas. A Unesp, de Botucatu; e a USP, de Pirassununga também mantêm programas de apoio às startups agrícolas.

“Temos dois objetivos: colaborar para que o conhecimento gerado na universidade retorne como inovação e apoiar as iniciativas de empreendedorismo da comunidade”, ressalta Barbosa. Ele diz que, no início, o foco era a biotecnologia. A partir de 2013, começou o movimento da agricultura digital, baseado na conectividade dos processos e no uso de plataformas tecnológicas. Das 111 empresas apoiadas, pelo menos 30% são de agricultura digital. Entre as empresas estão @Tech, SmartSensing Brasil, Promip, Agronow, Smartbreeder, Abribela, SmartAgri.

 

Mapeamento das agtechs

Mapeamento recente da Abstartups encontrou 182 startups especializadas em tecnologia para o agronegócio — chamadas agtechs, agrotechs ou agritechs.A maior parte (81 empresas, ou 44%) oferece soluções de sistemas para otimização da produção agrícola nos processos e utilização de hardware (drones e sensores) para gestão. Em seguida vêm as plataformas de comercialização (40 startups, ou 22%).

As demais são gestão de dados agrícolas e analytics (15%); plataformas de rastreabilidade e segurança alimentar 9%; ferramentas de comunicação e interação 7%; biomateriais, bioenergia e biotecnologia 3%. A maioria, 76%, atua na modalidade de software como serviços (SaaS); 11% fornecem hardware; 10% atuam como marketplace; e as modalidades de consumer, advertising, e relacionamento representam 1%, cada.

Mas o Brasil ainda precisa evoluir, destaca Tânia Gomes Luz, vice-presidente da Abstartups. Israel é a maior potência em agtechs do mundo, com cerca de 400 startups de tecnologia agrícola, tendo movimentado US$ 97 milhões em 2016. Não por acaso, o país investe 4,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, ante 1,2% investido pelo Brasil.

O mapeamento mostra que 37% dos estados brasileiros têm mais de três agtechs, mas 30% não possuem nenhuma. Três dos cinco estados com maior representatividade (Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul) são da região Sul. Seis estados têm apenas uma agtech. E não foram encontradas startups agrícolas em oito estados Brasileiros.

Brasil: um protagonista em potencial – Grandes empresas envolvidas na inovação

Grandes empresas também focam na inovação do segmento. A Raízen, a Ericsson, a EsalqTec e a Wayra – aceleradora de startups da Vivo – se uniram para desenvolvimento de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) no campo. Em janeiro, foram selecionados seis projetos de startups. Elas terão acesso ao espaço compartilhado do Pulse – hub de empreendedorismo da Raízen, em Piracicaba – e a mentoria, workshops, networking, treinamentos.

Também poderão participar do ecossistema da Wayra e receber investimentos no futuro. A EsalqTec auxiliará os selecionados na facilitação acadêmica das tecnologias.

“Criamos o Pulse em agosto de 2017 para posicionar a Raízen – líder na produção de cana-de-açúcar – também na liderança da tecnologia agrícola”, diz Guilherme Lago, coordenador de inovação da Raízen. O Pulse já apoiou 23 startups, das quais 15 fizeram projetos com empresa e cinco foram graduadas.

Internet das coisas

No projeto de parceria, a Raízen atua como a cliente da solução para o desenvolvimento do caso de uso. O teste contará com uma antena em Piracicaba cobrindo uma área de 10 km de extensão. “Se der certo, vamos expandir para todas as áreas agrícolas e até para o Brasil todo, já que não haverá exclusividade”, sinaliza Lago

A Ericsson vai fornecer a rede de telecomunicações 4G nas frequências de 400 MHz e 700 MHz – com tecnologia LTE Narrow Band IoT –, mais propícias para cobertura no campo. “A ideia é unificar as expertises do setor de TI e Telecom com as da cadeia do agro, para que a nossa capacitação possa ser aproveitada por essas empresas, e que elas possam nos passar conhecimento do setor agrícola”, diz Vinícius Dalben, vice-presidente de estratégia da Ericsson.

Uma das startups selecionadas é a IoTag, de Curitiba, que vai desenvolver um gateway de telemetria para colhedoras e tratores da CNH Industrial, grupo italiano e grande fabricante mundial de equipamentos agrícolas do Grupo Fiat. Esse gateway está coletando mais de mil indicadores do maquinário a uma taxa de leitura de dez vezes por segundo.

A empresa foi criada, em novembro de 2017, por Jorge Leal, Eleandro Gaiski e Ronaldo Rissado, e o Pulse será sua primeira aceleradora. “Já comercializamos vários equipamentos, e nosso objetivo é reduzir o consumo do diesel das máquinas em pelo menos 10%, diz Jorge Leal, CEO da IoTag.

Bayer lança programa próprio

No início de 2018, a Bayer criou o Programa Agrotech. Junto com a Câmara Alemã de Comércio e o Sebrae, realizou algumas iniciativas até optar por um projeto com marca própria. Jean Soares, diretor de TI para o agronegócio da Bayer, diz que a empresa criou conexões com 50 startups e trabalhou, de alguma forma, com 15.

“Realizamos dois eventos reunindo empresas que já fazem inovação aberta, como Samsung, Itaú e Raízen. Nesses eventos, identificamos as empresas com as quais queremos trabalhar com mentoria e provas de conceito nos nossos clientes. Temos o portal de fidelização Bayer Agroservices, e a ideia é colocarmos as startups no portfólio de serviços”, explica Soares

 

Investidores de olho no agro

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Mariana Vasconcelos, fundadora da Agrosmart, que monitora o clima nas plantaçõesDivulgação/Agrosmart

As agtechs também atraem a atenção de fundos de venture capital, que investem em startups. Francisco Jardim, sócio de fundador do SP Ventures, informa que o fundo tem R$ 100 milhões e é o que mais investe no segmento na América Latina com 80% da carteira compostos por agtechs, num total de 13 empresas. “Somos também co-fundadores de uma incubadora em Piracicaba em parceria com a Raízen”, diz Jardim.

Entre as empresas apoiadas pelo fundo, está a Agrosmart, plataforma de agricultura digital criada em 2014, que trabalha com o monitoramento de lavoura, por meio de pluviômetros digitais, previsão do tempo e dados obtidos a partir sensores de clima, solo e plantação instalados no campo e de fotos de satélite. Mariana Vasconcelos, fundadora da empresa ao lado de Raphael Pizzi e Thales Nicoleti, informa que a Agrosmart passou por diversas aceleradoras, como Baita por meio do Startup Brasil, e Google Launchpad. E opera em nove países.

“Além do aporte financeiro e da imersão no Vale do Silício, participamos do programa de aceleração da Thrive, um dos principais no mundo no segmento de Agtech, e do Climate Ventures, programa do governo Barak Obama que visava a fomentar soluções voltadas às mudanças climáticas. Em 2015, recebemos o primeiro investimento por meio do programa Startup Brasil, e, em 2016, o aporte da SPVentures”, Mariana.

Já o Inseed iniciou atividade em 2009 como gestor do Createc I, fundo de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulo Tomazela, general partner do Inseed, diz que o fundo era multissetorial e apoiou 36 empresas, das quais oito eram agrícolas.

“Já o Createc III conta com R$ 300 milhões, já tendo aplicado um terço em 12 empresas, sendo duas agtechs. Nosso pipeline tem em análise ainda muitas startups agrícolas. Temos ainda o FIMA, focado em meio ambiente e sustentabilidade, que apoia uma startup agrícola, a Smartbreeder”, diz Tomazela.

Alessandro Machado, sócio da Cedro Capital, informa que a empresa é uma asset de Brasília que opera um fundo FIP regional. O fundo Venture Brasil Central conta com R$ 55 milhões para investimento em empresas de tecnologia nos estados do Centro-Oeste, Tocantins e Minas Gerais. “No ano passado, o Sebrae fez uma chamada para selecionar fundos e fomos selecionados. Investimos em oito empresas, sendo uma agritech, a Gira”, explica Machado.

Big data e bebedouro inteligente

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Igor Chalfoun, da TBIT: inteligência em agroDivulgação/TBIT

A Smartbreeder,foi criada em 2009 e passou a operar em 2015. A empesa usa é focada em inteligência agronômica digital e usa inteligência artificial, big data, computação cognitiva e dados em nuvem para automatizar a gestão e a tomada de decisão no manejo de culturas agrícolas. “Através de milhões de dados e algoritmos proprietários apontamos onde, quando e como utilizar cada insumo agrícola, definindo a estratégia mais racional, econômica e ambientalmente correta”, diz Eder Antônio, CEO da Smartbreeder.

A Intergado, outra apoiada pelo Inseed, desenvolve soluções de pecuária de precisão. Marcelo Ribas, CEO da Intergado, diz que a empresa oferece dois serviços: monitoração de engorda intensiva para avaliar desempenho; e cochos (dispositivo de alimentação) eletrônicos para avaliação de eficiência alimentar, com a data a hora e o que o animal comeu.

“Os animais contam com boton auricular e nosso equipamento, com antena leitora que identifica o animal. A pesagem é feita por uma plataforma instalada em frente ao bebedouro. O animal é monitorado se bebeu água e se alimentou e qual o mais eficiente para converter o alimento em carne”, explica Ribas.

Também operando com dados, a TBIT surgiu em 2008 para aplicar a visão computacional e inteligência artificial para reconhecer padrões substituir análise de qualidade no agronegócio feita por humanos. “Pegamos testes de qualidade de negociação de grãos e sementes e fazemos as análises por software. Isso traz transparência nas negociações”, diz Igor Chalfoun, CEO.

Riscos na produção agrícola

A Gira (Gestão Integrada de Recebíveis do Agronegócio) é uma startup focada na análise de riscos da produção agrícola. Gianpaolo Zambiazi, CEO da empresa, diz que a solução permite o acompanhamento da produção por meio de análises jurídicas e agronômicas. O objetivo é auxiliar a gestão de recebíveis para agroindústrias, distribuidores de insumos, cooperativas e tradings. A empresa recebeu investimento do Venture Brasil Central, selecionada pelo programa Pontes para Inovação, da Embrapa.

“Temos mil engenheiros agrônomos e 50 advogados que fazem a vistoria in loco. Por meio de um aplicativo celular, as informações são coletadas no campo, de acordo com os indicadores econômicos de cada lavoura. Já temos R$ 1 bilhão de crédito na plataforma”, diz Zambiazi. A empresa desenvolve, atualmente, um método de gestão baseado em blockchain.

Rastreador bovino

A Ecoboi é outra empresa de tecnologia pecuária, fornecendo um rastreador de bovinos em formato de colar que utiliza dados transmitidos via satélite e registrando os locais por que o animal passou durante todo o período de engorda. A tecnologia foi criada por meio de uma parceria entre a startup e a Tracking System e a Globalstar, operadora de satélites.

“Essa é a terceira versão do equipamento, que é homologado pela Anatel e tem bateria para atender todo o ciclo de vida do animal. Normalmente, coloca-se o colar no animal aos dez meses. O período mínimo de engorda é de 18 meses. Depois do abate, o produtor recolhe o colar, que pode ser usado por até três ciclos”; explica Marcos Moraes, diretor da Tracking System.

Por meio da georreferência, é possível monitorar se o animal alimentou-se, hidratou-se, se esteve em áreas de preservação ambiental ou se teve contato com outros rebanhos com casos de contaminação.

Agro e cidades inteligentes

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Pluvion desenvolveu estação meteorológica de baixo custoDivulgação/CPqD

O CPqD, um dos mais antigos centros de inovação brasileiros, teve aprovado pelo BNDES três projetos-pilotos – nas áreas de agronegócio e de cidades inteligentes -, dentro da chamada pública lançada pelo banco em junho do ano passado com recursos de R$ 30 milhões, revela Fabrício Lira Figueiredo, gerente de desenvolvimento de negócios em agronegócio Inteligente do centro.

O “Piloto IoT Grãos e Fibra” para culturas de milho, soja e algodão cujas soluções IoT serão avaliadas nas fazendas localizadas em Diamantino (MT), e em Correntina (BA) da SLC Agrícola. Já o “Piloto IoT Cana-de-Açúcar” vai validar soluções nas usinas do Grupo São Martinho, em Pradópolis, no interior de São Paulo. O terceiro piloto é o” IoT Grãos e Pecuária”, que tem como produtor parceiro a Boa Esperança Agropecuária e será implantado em Lucas do Rio Verde (MT).

Entre as startups do projeto, está a Pluvion criada em 2016. A empresa desenvolveu uma estação meteorológica de baixo custo e conectividade IoT, em parceria com o CPqD, para melhor a assertividade das previsões meteorológicas do local. Segundo Diogo Tolezano, fundador e CEO da Pluvion, a empresa participa de dois projetos de agro: uma plantação de cana-de-açúcar, no interior de São Paulo, e uma fazenda de soja em Mato Grosso.

“Capitamos recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) junto com o Sebrae para aplicar no P&D da estação meteorológica. A solução usa conectividade IoT nos padrões ZigFox, nas cidades, e Lora, no campo, pois são mais baratos que a rede celular. A empresa já passou por acelerações programas da Red Bull, do Google Campus e do Facebook. E foi a primeira startup convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para uma plataforma de cidades”, diz Tolezano.

O uso de drones e aeronaves também se disseminou. Fabrício Hertz, CEO Hórus Aeronaves, diz que a empresa usa drones e tecnologias de inteligência artificial para gerar diagnósticos agronômicos para melhorar a produtividade e reduzir o consumo de insumos. “A solução permite 20% de aumento de produtividade e 50% de economia”, conclui, Hertz." Fonte:Carmen Nery, especial para a Gazeta do Povo

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/economia

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Aplicativo de celular facilita acesso a informações tecnológicas da Embrapa para produtores de leite

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A Empresa de Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá comemorar seus 46 anos de fundação com o lançamento de tecnologias votadas para o agronegócio. Entre os lançamentos está o APPLeite, desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, uma das unidades de pesquisa da instituição. O aplicativo tem o obtivo de tornar mais simples a busca por informações tecnológicas relativas à pecuária de leite para o pequeno e o médio produtor com acesso à internet, via smartphone ou tablet.

A analista da Embrapa Gado de leite, Vanessa Maia, que desenvolveu o AppLeite, diz que o aplicativo promove a convergência para os dispositivos móveis de várias tecnologias desenvolvidas para usuários com baixo nível de letramento. “Já há algum tempo, a Embrapa Gado de Leite tem se preocupado em tornar acessíveis as informações tecnológicas produzidas por seus pesquisadores. Um exemplo é a criação de cartilhas no formato de e-books utilizando uma linguagem mais adequada aos produtores que tiveram pouco acesso à educação formal”, explica Vanessa.

O próprio APPLeite foi desenvolvido para que mesmo usuários com pouca experiência no uso da internet possam navegar de forma descomplicada. “Para garantir uma navegabilidade simples e objetiva, que atenda o público alvo, tanto os ícones quanto o layout das páginas de navegação foram pensados juntamente com os produtores”, diz a analista. Segundo Vanessa, o aplicativo também é voltado para técnicos da extensão rural, que trabalham diretamente com os produtores, além de estudantes de cursos relacionados às ciências agrárias.

Os analistas da Embrapa esperam uma boa repercussão do aplicativo, já em sua fase de testes, sem nenhuma divulgação, foram registrados mais de 100 downloads. O APPLeite estará disponível na Play Store, após o lançamento, de forma gratuita para smartphones que utilizam o sistema Androide. A equipe da Embrapa já trabalha para disponibilizá-lo também em IOS.

Está programada uma segunda versão do aplicativo que deverá ser lançado no segundo semestre de 2019. Nela, haverá sistema de recomendação de conteúdo baseado no perfil do usuário, no histórico de navegação e nas preferências de outros usuários com perfil semelhante. Outra novidade será um canal de comunicação via WhatsApp.

Tecnologias na palma da mão – O aplicativo possui sistema de busca por ‘palavra-chave’ ou comando de voz, além de compartilhamento em redes sociais e e-mail. Confira o conteúdo que pode ser acessado:

- E-books: cartilhas em formato e-book, comunicados técnicos em PDF e outras publicações de interesse do público alvo, selecionadas para aprimorar as atividades do dia a dia no campo.

- Vídeos: orientações técnicas dadas por analistas e pesquisadores da Embrapa em vídeos curtos, voltados para a prática da pecuária de leite.

- Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) – por mensagem de e-mail, é possível resolver dúvidas relacionadas à pecuária de leite com a equipe técnica da Embrapa.

- RepiLeite – rede social temática dedicada à cadeia do leite, permite ao participante debater uma série de temas em fóruns online. Também oferece uma programação de palestras com transmissão ao vivo e acesso gratuito.

- Soluções Tecnológicas – o aplicativo permite localizar facilmente informações sobre práticas agropecuárias, cultivares de forrageiras, análises laboratoriais, softwares e outras soluções tecnológicas da Embrapa.

- E@D Leite – o usuário também pode visualizar as opções de cursos a distância de curta duração e se inscrever no tema de seu interesse.Fonte:Embrapa Gado de Leite 
 

Mais informações: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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Conheça a startup de SC que dá consultoria virtual para agricultores

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Além da conexão entre técnicos e agricultores, a startup criou uma rede social, que alguns chamam de “LinkedIn da agricultura”

Foi num projeto de pesquisas que três mulheres catarinenses perceberam uma importante necessidade da agricultura nacional: informação. Então a engenheira agrônoma Caroline Luiz Pimenta e as sócias biólogas Juliana Mattana e Juliane Blainski criaram uma rede social para trocas de experiências entre técnicos e agricultores.

— Fizemos saídas de campo, contatamos agricultores do Brasil todo e validamos o problema de falta de informação e assistência técnica no campo. Acabamos criamos um grupo do WhatsApp com agricultores e técnicos, que foi crescendo, rico de trocas de experiências e conhecimento. Foi neste momento que surgiu a ManejeBem — relembra Caroline.

Hoje, a rede social possui mais de 150 mil visitantes, e todo o conteúdo está organizado e compartilhado em uma plataforma online. Além do acesso gratuito da rede, que alguns chamam de “LinkedIn da agricultura”, as três especialistas oferecem consultoria técnica virtual.

—Nós três em torno de 180 atendimentos por dia, resolvendo os problemas dos agricultores, fazendo diagnósticos, tudo remotamente. Um dos nossos cases mais emblemáticos é do Claudionei Lock, um agricultor que passou por perdas consecutivas na lavoura de tomate, estava desestimulado e, com o nosso apoio e consultoria, deixou a produção de tomate convencional – que usava agrotóxicos – e começou a fazer produção 100% orgânica. Nós fazemos esse acompanhamento com ele há um ano e ajudamos em tudo, desde a criação da logo da empresa, o nome, o e-mail, auxiliamos a transformar, mesmo, essa produção em um negócio — conta a engenheira.

Somando à mídia social, as empresárias catarinenses estão desenvolvendo um aplicativo que permite a conexão entre técnicos e agricultores, e que passa a possibilitar o atendimento técnico online e off-line (presencial), compatível com a realidade do pequeno agricultor.

— O intuito do app é reduzir os custos da assistência técnica, eliminar a complexidade de contatar profissionais, ampliar o trabalho do técnico e criar conexões que antes não existiam no campo. A tecnologia, que está em desenvolvimento, tem também a intenção de coletar informações advindas do campo e beneficiar os agricultores nessa importante missão de alimentar o mundo — completa Caroline.

Destaque internacional

Com a promessa desses avanços, a startup foi escolhida como a vencedora da aceleradora de soluções socioambientais da Cervejaria Ambev no Demo Day realizado no último dia 27 pela companhia. Como prêmio, além de R$ 25 mil para acelerar o projeto, o grupo das empreendedoras terá a oportunidade de apresentar o Maneje Bem no “SDGs in Brazil”, evento do Pacto Global da ONU, que acontece na sede da organização, em Nova York.

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Juliane Blainski recebendo o prêmio Demo Day(Foto: Divulgação)

— Nós não esperávamos por isso pois era um grupo de 11 startups, todas com soluções fantásticas. Desde o processo de aceleração essa turma mostrou determinação e muita vontade de fazer algo diferente. Nós encaramos todas as provocações e desafios e nos dedicamos ao máximo para concluir esse processo com êxito. O resultado do DemoDay mostrou que nosso sonho, de impactar positivamente a vida dos agricultores familiares, não está tão longe de ser realizado e sem sombra de dúvidas, será uma honra poder representar as demais startups em Nova York! — comemora a sócia.

A viagem será em julho, quando vão se reunir com especialistas mundiais para discutir como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU podem ser implementados no Brasil.

— Um mundo melhor certamente dependerá de soluções que contribuem para o desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável, com alternativas e informações para a redução da aplicação de agrotóxicos, redução de custos de produção, aumento de renda, incentivo a resiliência e redução do êxodo rural — finaliza Caroline.

Fonte: www.nsctotal.com.br/ Por Beatriz Baffa/beatriz.baffa@somosnsc.com.br(Foto: Pixabay)

 

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Epagri lança nesta sexta, 29, aplicativo com informações estratégicas sobre agronegócio

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A Epagri lança nesta sexta-feira, 29 de março, em Florianópolis, o aplicativo InfoAgro para smartphones e tabletes. O produto coloca na palma da mão de agricultores, tomadores de decisão, jornalistas e cidadãos, informações estratégicas sobre o agronegócio catarinense.

É uma revolução na forma de acessar números que antes estavam organizadas em planilhas, tabelas, textos e outros documentos arquivados em computadores de técnicos de instituições estaduais e federais. Foi delineado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Epagri/Cepa) com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e suporte tecnológico do Ciasc.

O aplicativo InfoAgro reúne dados anuais de produção vegetal, animal e leiteira, importações e exportações do setor agropecuário, além de apresentar as ações em políticas públicas e Valor Bruto de Produção (VBP). A aba de preços de produtos é atualizada mensalmente. Em cada aba, um botão “saiba mais” remete a um painel web com informações detalhadas, ilustradas por gráficos que permitem comparações entre valores.

Para desenvolver o novo produto, foi preciso antes integrar as bases de dados de órgãos estaduais como Epagri, Cidasc, Ceasa e Secretaria da Agricultura e da Pesca. Também foram adicionados dados de fontes externas, como os de crédito fundiário, gerados pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Tudo é reunido na plataforma Boa Vista, tecnologia Big Data desenvolvida pelo Ciasc, que disponibiliza de forma inteligente e rápida grandes volumes de dados.

“Com o lançamento do InfoAgro a Epagri mostra que está alinhada com o programa Governo sem Papel, que prioriza geração de informações digitais em substituição às impressas”, argumenta Edilene Steinwandter, presidente da Empresa. O aplicativo customiza para dispositivos móveis as informações disponibilizadas desde o ano passado no Sistema Integrado de Informações da Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina (http://www.infoagro.sc.gov.br). “O aplicativo é mais uma plataforma de governo para comunicação com o cidadão, que desenvolvemos para dar a maior visibilidade possível aos dados que geramos”, esclarece Reney Dorow, gerente da Epagri/Cepa.

O aplicativo InfoAgro já está disponível para download grátis em celulares Android. Na primeira semana de abril ele será disponibilizado, também de forma gratuita, para iOS.

 Síntese da agricultura

Paralelamente ao InfoAgro o Epagri/Cepa lança no evento do dia 29 a Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2017-2018. O documento, publicado anualmente, está em sua 39ª edição e traz informações dos setores agrícola, pecuário, florestal e aquícola de Santa Catarina. Apresenta análises do desempenho produtivo e mercadológico das principais cadeias produtivas da agricultura estadual: alho, arroz, banana, cebola, feijão, maçã, milho, soja, tabaco, tomate, trigo, uva e vinho, carne bovina, carne de frango, carne suína, leite, mel, aquicultura e setor florestal.

Na Síntese 2017-2018 os analistas da Epagri/Cepa assinam artigo que faz uma análise dos números de censo agropecuário 2017, destacando as mudanças estruturais da agricultura catarinense num comparativo com levantamentos mais antigos. Entre as principais mudanças observadas, destaque para o envelhecimento e a masculinização dos produtores rurais e uma consistente diminuição da mão de obra ocupada nos estabelecimentos agropecuários catarinenses. Há também um gradativo decréscimo no número de estabelecimentos agropecuários no Estado. O estudo contatou ainda em Santa Catarina um movimento de modernização tecnológica contínuo e acelerado, tanto nas principais culturas vegetais quanto na produção de animais e de produtos derivados.

Na edição 2017-2018, a Síntese será publicada somente digitalmente, com link e QR Code para acesso.

 

Mais informações: cepa@epagri.sc.gov.br 

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iPad vira a nova “enxada” das lavouras

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Entre uma cuia e outra de chimarrão, o engenheiro agrônomo Maurício De Bortoli puxa o iPad do suporte na parede para mostrar dados dos 8.520 hectares de lavouras sob sua responsabilidade.

O aparelho, mais do que uma simples comodidade, virou ferramenta essencial para monitorar os índices de produtividade da sementeira da família, cujas áreas se localizam em Cruz Alta, Boa Vista do Cadeado e Tupanciretã, municípios do centro-oeste do Rio Grande do Sul.

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Em busca da melhor semente possível, recorre-se a uma intrincada rede de softwares, sensores no solo, máquinas e imagens de satélite. De toda a produção – são 7.480 hectares de soja – metade é transformada em semente e o restante é comercializado no mercado de grãos. O grupo Aurora planta outros 1.040 ha de milho, além de trigo e cevada, só para rotação de cultura.

O grau de tecnificação das 9 fazendas da família é altíssimo e inclui quase 3 mil ha de plantações irrigadas e 27 tipos diferentes de cultivares de soja, com ciclos que variam de 120 a 155 dias, a maior parte destinada a outros estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e sul de São Paulo. “Só mesmo desse jeito, com muita tecnologia, para conseguirmos dar conta de acompanhar tudo isso e manter o foco na qualidade fisiológica da semente”, afirma De Bortoli.

O investimento pesado na produção de sementes, que inclui aplicações de calcário com taxa variável, plantio de precisão e análises constantes de amostragem de solo, fez com que os talhões da sementeira passassem sem muitos problemas pela estiagem que atingiu a região norte do RS em dezembro, quando ficou sem chover por quase 20 dias, além de outros 23 dias em janeiro.

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Mapas de fertilidade mostram onde é preciso melhorar a adubação do solo, por exemplo.

A “colheita” de dados, por assim dizer, começa nas próprias máquinas no campo, que enviam as informações sobre a produtividade em tempo real para um sistema on-line (nuvem). As fazendas possuem redes wi-fi que auxiliam na rapidez da transmissão de dados e permitem acompanhar o que está acontecendo no campo com dispositivos móveis à mão. “Daí a gente consegue pegar esses dados, interpretá-los e avaliar a nossa produtividade. Conseguimos ver onde colhemos melhor, por que colhemos melhor e onde estão os defeitos na lavoura, podendo fazer as intervenções de forma pontual”, explica De Bortoli.

A avalanche de informações é interpretada através de um software que cruza dados das colheitadeiras com mapas de satélite e material enviado por sensores enterrados na lavoura. Desse modo é possível saber quais áreas tem maior potencial produtivo, aquelas que necessitam de melhor adubação, de mais umidade e como anda a saúde das plantas, entre outras informações.

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“Os solos aqui na região variam de argilosos para arenosos em uma questão de quilômetros”, explica Eduardo De Bortoli, irmão de Maurício, justificando a necessidade de implantar ferramentas de agricultura de precisão nas áreas cultivadas pelo grupo, que aposta em fertilidade, manejo e genética para manter as altas produtividades.

Nesse sentido, as fazendas utilizam também tecnologias de melhoramento genético de sementes e de biotecnologia, como bactérias e vírus inoculados, para combater pragas na lavoura. Na questão do manejo, são feitas de 5 a 6 aplicações de fungicidas, enquanto a maioria das propriedades na região fazem normalmente 3 aplicações. Essa tecnologia empilhada acaba rendendo uma média de 65,3 sacas/ha – com picos de mais de 100 sc/ha –, mesmo colhendo cultivares preparados para render melhor em áreas fora do Rio Grande do Sul. Mesmo assim, os índices ficam acima das 55 sc/ha que é a média de produtividade gaúcha.

Safra gaúcha

De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), a safra gaúcha de soja este ano deve chegar a 34 milhões de toneladas de soja – 1,5% a mais que no ciclo anterior, que foi de 33,5 milhões de t. Em 2017/2018, o estado sofreu com a estiagem. Na safra atual, o problema maior foram as fortes chuvas, que atingiram principalmente a região Sudoeste do estado. A expectativa de momento é de uma produtividade média de 53,4 sacas por hectare, ante 51,7 sc/ha do ano anterior." Fonte: João Rodrigo Maroni, especial para a Gazeta do Povo. Fotos: Michel Willian

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

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FAO destaca necessidade de inovação digital inclusiva para agricultura familiar no mundo

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Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), realizado em Berlim.

Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

“A FAO trabalha com as inovações digitais, com novas contribuições para os agricultores nas áreas rurais. Precisamos de uma boa governança e políticas adequadas que sirvam de apoio. Para isso, a FAO também ajuda os países a acessar essas novas tecnologias para promover a digitalização na agricultura”, disse Graziano a ministros da Agricultura de mais de 70 países e representantes de instituições como Banco Mundial, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Africano de Desenvolvimento, reunidos para um encontro de alto nível em Berlim.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), centrado este ano no potencial da contribuição da tecnologia digital para o futuro da agricultura.

As tecnologias digitais permitem um amplo alcance com poucos investimentos ou recursos, o que pode melhorar o acesso dos pequenos agricultores aos mercados, o que é fundamental.

A FAO tem promovido o desenvolvimento de soluções digitais que podem ser encontradas localmente de maneira fácil, barata e sustentável, e que focam particularmente em áreas como serviços de extensão, informação meteorológica, controle de pragas e enfermidades, informação sobre mercados, seguros, gestão de recursos naturais e programas de proteção social.

Também são essenciais os investimentos que envolvem jovens — como atores comprometidos e não apenas beneficiários —, em especial na África subsahariana, onde a população e as necessidades alimentares crescem rapidamente, disse Graziano.

O diretor-geral anunciou também que a FAO — junto ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Banco Mundial — começará a preparar uma avaliação de impacto técnico sobre o que os países fazem no campo da digitalização, para informar os responsáveis pelas políticas sobre a tarefa que está adiante, assegurando que “o trabalho começará imediatamente”.

Trabalho da FAO

A FAO conta com diversas iniciativas que buscam aproveitar as tecnologias emergentes para fazer frente aos desafios que afetam os pequenos agricultores, os jovens e as metas associadas às questões de gênero no mundo em desenvolvimento.

Por exemplo, a FAO foi pioneira no uso de drones aéreos não tripulados para mitigar os riscos para a agricultura nas Filipinas, controlar a ameaça de pragas de gafanhotos e contribuir para cartografar e vigiar de forma avançada as florestas, o que foi possível graças a plataformas geoespaciais como OpenForis.

Outro exemplo é a iniciativa “Um milhão de cisternas para o Sahel”, que busca promover os sistemas de coleta e armazenamento de água da chuva para melhorar a segurança alimentar e nutricional local, assim como o acesso a água potável. A iniciativa também melhora as oportunidades locais de emprego e renda, seguindo o exemplo de sucesso do Brasil nessa área.

A agência da ONU destaca também os quatro aplicativos para celulares lançados pela organização em Ruanda e Senegal, que oferecem aos usuários informação em tempo real sobre controle de enfermidades e estratégias para a alimentação do gado, nutrição, previsões meteorológicas e calendários de cultivo, e permite aos agricultores obter diretamente dados sobre preços de mercado para seus produtos e insumos agrícolas. Os aplicativos foram desenhados levando em conta condições locais, como os níveis de alfabetização, a conectividade e os idiomas falados na região.

Em resposta à chegada à África do verme arame do milho — espécie invasora capaz de arrasar cultivos alimentares essenciais como o milho — a FAO introduziu rapidamente um aplicativo que permite aos agricultores publicar informações sobre suas fazendas para reforçar os sistemas e estratégias de alerta precoce, e outro que, por meio da tecnologia de voz e capaz de funcionar inclusive offline, pode confirmar rapidamente se o inseto é responsável pelo dano aos cultivos.

Outras iniciativas utilizam a tecnologia digital de forma inovadora para melhorar os meios de vida sustentáveis das comunidades de pescadores em pequena escala. A FAO trabalha de forma direta com empresas do setor privado para compartilhar os frutos da revolução digital, particularmente com o Google, para tornar mais acessível a cartografia geoespacial, e com a Telefónica, para otimizar o uso eficiente da água e os conhecimentos sobre nutrição na América Central.

A FAO realizou também uma importante conferência e um hackathon em Ruanda para incentivar jovens talentos locais a participar e influenciar positivamente nas mudanças em um mundo em crise. Mais de 100 propostas de 22 países da África foram recebidas.Fonte:FAO/Foto: FAO

Mais informações: www.fao.org

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Aplicativo oferece assistência técnica da Epagri para agricultor, pecuarista, pescador ou maricultor de Santa Catarina

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Ao encontrar um problema na lavoura, o agricultor, pecuarista, pescador ou maricultor catarinense não precisa mais sair de casa para buscar ajuda. Basta tirar uma foto com o celular e encaminhar uma mensagem ao técnico do escritório da Epagri mais próximo pelo sistema Minha Epagri, disponível gratuitamente no site da Empresae no aplicativo Epagri Mob.

O Minha Epagri coloca o agricultor, pecuarista, pescador ou maricultor residente em Santa Catarina em contato direto com um técnico do escritório mais próximo. As equipes de extensão rural da Empresa respondem as mensagens via sistema, podendo solucionar o problema à distância, enviar documentos com informações que ajudem o agricultor ou agendar uma visita à propriedade, por exemplo.

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No Minha Epagri, o produtor também tem acesso ao seu prontuário junto à Epagri, ou seja, todo o histórico de seu relacionamento com a Empresa. O sistema reúne eventos dos quais o usuário participou, dias de campo, excursões, atendimentos que recebeu, visitas, entre outros dados. Nessa área é possível, ainda, baixar a segunda via de documentos como recomendação de insumos, laudo de prorrogação de dívidas, relatório de vistoria fitossanitário e fisiológico, proposta simplificada ao Pronaf Custeio, laudos Opinião de Valor, entre outros.

O serviço está disponível para produtores residentes em Santa Catarina que têm cadastro junto à Epagri. Nesse caso, basta entrar no site da Empresa ou no aplicativo Epagri Mob, clicar em Minha Epagri e digitar o CPF para receber uma senha de acesso por e-mail. Se o cadastro não estiver atualizado, o sistema avisa e é preciso entrar em contato com a Epagri do município. Quem não tem cadastro na Epagri também pode procurar a unidade mais próxima para fazê-lo.

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Epagri Mob 
Além do acesso ao Minha Epagri, o aplicativo da Empresa permite conferir a previsão do tempo, o calendário de eventos, serviços, tecnologias, publicações, localização das unidades da Epagri, programas de rádio e outros serviços.

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Com quase 200 startups, Brasil pode brigar por protagonismo na agricultura 4.0

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Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digital

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa. Mas o desafio agora é acompanhar a nova revolução tecnológica. Hoje é possível monitorar a umidade do solo, temperatura e umidade relativa do ar por meio de sensores instalados no campo. Com fotos de drones e imagens de satélite de alta resolução, pode-se estimar a produtividade.

Máquinas agrícolas enviam informação em tempo real para um servidor na nuvem e para o smartphone. Combinando essas informações com mão de obra qualificada para interpretar os dados, é possível adiar a adubação de uma plantação antes de uma forte chuva, para evitar o desperdício do adubo que seria levado pelas águas.

A agricultura tem potencial para posicionar o Brasil como protagonista mundial, avaliam especialista do ecossistema de inovação. O país conta com, pelo menos, cinco startups consideradas “unicórnios”, avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Nenhuma delas é da área de agricultura.

“Esse é o movimento mais importante do mundo. Há iniciativas em Israel, Canadá, EUA e União Europeia, mas nenhuma delas está situada num ambiente agrícola complexo como o do Brasil”, analisa Sérgio Marcus Barbosa, gerente executivo da EsalqTec.

Incubadora vinculada à Universidades como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba, a EsalqTecjá apoiou 111 empresas em três categorias: pré-incubadas (fase da ideia), empresas residentes, e associadas, desde 2006. Dessas, 14 já foram graduadas. A Unesp, de Botucatu; e a USP, de Pirassununga também mantêm programas de apoio às startups agrícolas.

“Temos dois objetivos: colaborar para que o conhecimento gerado na universidade retorne como inovação e apoiar as iniciativas de empreendedorismo da comunidade”, ressalta Barbosa. Ele diz que, no início, o foco era a biotecnologia. A partir de 2013, começou o movimento da agricultura digital, baseado na conectividade dos processos e no uso de plataformas tecnológicas. Das 111 empresas apoiadas, pelo menos 30% são de agricultura digital. Entre as empresas estão @Tech, SmartSensing Brasil, Promip, Agronow, Smartbreeder, Abribela, SmartAgri.

 

Mapeamento das agtechs

Mapeamento recente da Abstartups encontrou 182 startups especializadas em tecnologia para o agronegócio — chamadas agtechs, agrotechs ou agritechs.A maior parte (81 empresas, ou 44%) oferece soluções de sistemas para otimização da produção agrícola nos processos e utilização de hardware (drones e sensores) para gestão. Em seguida vêm as plataformas de comercialização (40 startups, ou 22%).

As demais são gestão de dados agrícolas e analytics (15%); plataformas de rastreabilidade e segurança alimentar 9%; ferramentas de comunicação e interação 7%; biomateriais, bioenergia e biotecnologia 3%. A maioria, 76%, atua na modalidade de software como serviços (SaaS); 11% fornecem hardware; 10% atuam como marketplace; e as modalidades de consumer, advertising, e relacionamento representam 1%, cada.

Mas o Brasil ainda precisa evoluir, destaca Tânia Gomes Luz, vice-presidente da Abstartups. Israel é a maior potência em agtechs do mundo, com cerca de 400 startups de tecnologia agrícola, tendo movimentado US$ 97 milhões em 2016. Não por acaso, o país investe 4,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, ante 1,2% investido pelo Brasil.

O mapeamento mostra que 37% dos estados brasileiros têm mais de três agtechs, mas 30% não possuem nenhuma. Três dos cinco estados com maior representatividade (Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul) são da região Sul. Seis estados têm apenas uma agtech. E não foram encontradas startups agrícolas em oito estados Brasileiros.

 

Brasil: um protagonista em potencial / Grandes empresas envolvidas na inovação

Grandes empresas também focam na inovação do segmento. A Raízen, a Ericsson, a EsalqTec e a Wayra – aceleradora de startups da Vivo – se uniram para desenvolvimento de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) no campo. Em janeiro, foram selecionados seis projetos de startups. Elas terão acesso ao espaço compartilhado do Pulse – hub de empreendedorismo da Raízen, em Piracicaba – e a mentoria, workshops, networking, treinamentos.

Também poderão participar do ecossistema da Wayra e receber investimentos no futuro. A EsalqTec auxiliará os selecionados na facilitação acadêmica das tecnologias.

“Criamos o Pulse em agosto de 2017 para posicionar a Raízen – líder na produção de cana-de-açúcar – também na liderança da tecnologia agrícola”, diz Guilherme Lago, coordenador de inovação da Raízen. O Pulse já apoiou 23 startups, das quais 15 fizeram projetos com empresa e cinco foram graduadas.

 

Internet das coisas

No projeto de parceria, a Raízen atua como a cliente da solução para o desenvolvimento do caso de uso. O teste contará com uma antena em Piracicaba cobrindo uma área de 10 km de extensão. “Se der certo, vamos expandir para todas as áreas agrícolas e até para o Brasil todo, já que não haverá exclusividade”, sinaliza Lago

A Ericsson vai fornecer a rede de telecomunicações 4G nas frequências de 400 MHz e 700 MHz – com tecnologia LTE Narrow Band IoT –, mais propícias para cobertura no campo. “A ideia é unificar as expertises do setor de TI e Telecom com as da cadeia do agro, para que a nossa capacitação possa ser aproveitada por essas empresas, e que elas possam nos passar conhecimento do setor agrícola”, diz Vinícius Dalben, vice-presidente de estratégia da Ericsson.

Uma das startups selecionadas é a IoTag, de Curitiba, que vai desenvolver um gateway de telemetria para colhedoras e tratores da CNH Industrial, grupo italiano e grande fabricante mundial de equipamentos agrícolas do Grupo Fiat. Esse gateway está coletando mais de mil indicadores do maquinário a uma taxa de leitura de dez vezes por segundo.

A empresa foi criada, em novembro de 2017, por Jorge Leal, Eleandro Gaiski e Ronaldo Rissado, e o Pulse será sua primeira aceleradora. “Já comercializamos vários equipamentos, e nosso objetivo é reduzir o consumo do diesel das máquinas em pelo menos 10%, diz Jorge Leal, CEO da IoTag.

Bayer lança programa próprio

No início de 2018, a Bayer criou o Programa Agrotech. Junto com a Câmara Alemã de Comércio e o Sebrae, realizou algumas iniciativas até optar por um projeto com marca própria. Jean Soares, diretor de TI para o agronegócio da Bayer, diz que a empresa criou conexões com 50 startups e trabalhou, de alguma forma, com 15.

“Realizamos dois eventos reunindo empresas que já fazem inovação aberta, como Samsung, Itaú e Raízen. Nesses eventos, identificamos as empresas com as quais queremos trabalhar com mentoria e provas de conceito nos nossos clientes. Temos o portal de fidelização Bayer Agroservices, e a ideia é colocarmos as startups no portfólio de serviços”, explica Soares.

 

Investidores de olho no agro

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Mariana Vasconcelos, fundadora da Agrosmart, que monitora o clima nas plantações/Divulgação/Agrosmart

As agtechs também atraem a atenção de fundos de venture capital, que investem em startups. Francisco Jardim, sócio de fundador do SP Ventures, informa que o fundo tem R$ 100 milhões e é o que mais investe no segmento na América Latina com 80% da carteira compostos por agtechs, num total de 13 empresas. “Somos também co-fundadores de uma incubadora em Piracicaba em parceria com a Raízen”, diz Jardim.

Entre as empresas apoiadas pelo fundo, está a Agrosmart, plataforma de agricultura digital criada em 2014, que trabalha com o monitoramento de lavoura, por meio de pluviômetros digitais, previsão do tempo e dados obtidos a partir sensores de clima, solo e plantação instalados no campo e de fotos de satélite. Mariana Vasconcelos, fundadora da empresa ao lado de Raphael Pizzi e Thales Nicoleti, informa que a Agrosmart passou por diversas aceleradoras, como Baita por meio do Startup Brasil, e Google Launchpad. E opera em nove países.

“Além do aporte financeiro e da imersão no Vale do Silício, participamos do programa de aceleração da Thrive, um dos principais no mundo no segmento de Agtech, e do Climate Ventures, programa do governo Barak Obama que visava a fomentar soluções voltadas às mudanças climáticas. Em 2015, recebemos o primeiro investimento por meio do programa Startup Brasil, e, em 2016, o aporte da SPVentures”, Mariana.

Já o Inseed iniciou atividade em 2009 como gestor do Createc I, fundo de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulo Tomazela, general partner do Inseed, diz que o fundo era multissetorial e apoiou 36 empresas, das quais oito eram agrícolas.

“Já o Createc III conta com R$ 300 milhões, já tendo aplicado um terço em 12 empresas, sendo duas agtechs. Nosso pipeline tem em análise ainda muitas startups agrícolas. Temos ainda o FIMA, focado em meio ambiente e sustentabilidade, que apoia uma startup agrícola, a Smartbreeder”, diz Tomazela.

Alessandro Machado, sócio da Cedro Capital, informa que a empresa é uma asset de Brasília que opera um fundo FIP regional. O fundo Venture Brasil Central conta com R$ 55 milhões para investimento em empresas de tecnologia nos estados do Centro-Oeste, Tocantins e Minas Gerais. “No ano passado, o Sebrae fez uma chamada para selecionar fundos e fomos selecionados. Investimos em oito empresas, sendo uma agritech, a Gira”, explica Machado.

 

Big data e bebedouro inteligente

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Igor Chalfoun, da TBIT: inteligência em agro/Divulgação/TBIT

A Smartbreeder,foi criada em 2009 e passou a operar em 2015. A empesa usa é focada em inteligência agronômica digital e usa inteligência artificial, big data, computação cognitiva e dados em nuvem para automatizar a gestão e a tomada de decisão no manejo de culturas agrícolas. “Através de milhões de dados e algoritmos proprietários apontamos onde, quando e como utilizar cada insumo agrícola, definindo a estratégia mais racional, econômica e ambientalmente correta”, diz Eder Antônio, CEO da Smartbreeder.

A Intergado, outra apoiada pelo Inseed, desenvolve soluções de pecuária de precisão. Marcelo Ribas, CEO da Intergado, diz que a empresa oferece dois serviços: monitoração de engorda intensiva para avaliar desempenho; e cochos (dispositivo de alimentação) eletrônicos para avaliação de eficiência alimentar, com a data a hora e o que o animal comeu.

 

“Os animais contam com boton auricular e nosso equipamento, com antena leitora que identifica o animal. A pesagem é feita por uma plataforma instalada em frente ao bebedouro. O animal é monitorado se bebeu água e se alimentou e qual o mais eficiente para converter o alimento em carne”, explica Ribas.

Também operando com dados, a TBIT surgiu em 2008 para aplicar a visão computacional e inteligência artificial para reconhecer padrões substituir análise de qualidade no agronegócio feita por humanos. “Pegamos testes de qualidade de negociação de grãos e sementes e fazemos as análises por software. Isso traz transparência nas negociações”, diz Igor Chalfoun, CEO.

 

Riscos na produção agrícola

A Gira (Gestão Integrada de Recebíveis do Agronegócio) é uma startup focada na análise de riscos da produção agrícola. Gianpaolo Zambiazi, CEO da empresa, diz que a solução permite o acompanhamento da produção por meio de análises jurídicas e agronômicas. O objetivo é auxiliar a gestão de recebíveis para agroindústrias, distribuidores de insumos, cooperativas e tradings. A empresa recebeu investimento do Venture Brasil Central, selecionada pelo programa Pontes para Inovação, da Embrapa.

“Temos mil engenheiros agrônomos e 50 advogados que fazem a vistoria in loco. Por meio de um aplicativo celular, as informações são coletadas no campo, de acordo com os indicadores econômicos de cada lavoura. Já temos R$ 1 bilhão de crédito na plataforma”, diz Zambiazi. A empresa desenvolve, atualmente, um método de gestão baseado em blockchain.

 

Rastreador bovino

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Rastreador bovino da Ecoboi pode indicar se o animal se alimentou ou hidratou normalmente/Divulgação/Ecoboi

A Ecoboi é outra empresa de tecnologia pecuária, fornecendo um rastreador de bovinos em formato de colar que utiliza dados transmitidos via satélite e registrando os locais por que o animal passou durante todo o período de engorda. A tecnologia foi criada por meio de uma parceria entre a startup e a Tracking System e a Globalstar, operadora de satélites.

“Essa é a terceira versão do equipamento, que é homologado pela Anatel e tem bateria para atender todo o ciclo de vida do animal. Normalmente, coloca-se o colar no animal aos dez meses. O período mínimo de engorda é de 18 meses. Depois do abate, o produtor recolhe o colar, que pode ser usado por até três ciclos”; explica Marcos Moraes, diretor da Tracking System.

Por meio da georreferência, é possível monitorar se o animal alimentou-se, hidratou-se, se esteve em áreas de preservação ambiental ou se teve contato com outros rebanhos com casos de contaminação.

 

Agro e cidades inteligentes

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Pluvion desenvolveu estação meteorológica de baixo custo/Divulgação/CPqD

O CPqD, um dos mais antigos centros de inovação brasileiros, teve aprovado pelo BNDES três projetos-pilotos – nas áreas de agronegócio e de cidades inteligentes -, dentro da chamada pública lançada pelo banco em junho do ano passado com recursos de R$ 30 milhões, revela Fabrício Lira Figueiredo, gerente de desenvolvimento de negócios em agronegócio Inteligente do centro.

O “Piloto IoT Grãos e Fibra” para culturas de milho, soja e algodão cujas soluções IoT serão avaliadas nas fazendas localizadas em Diamantino (MT), e em Correntina (BA) da SLC Agrícola. Já o “Piloto IoT Cana-de-Açúcar” vai validar soluções nas usinas do Grupo São Martinho, em Pradópolis, no interior de São Paulo. O terceiro piloto é o” IoT Grãos e Pecuária”, que tem como produtor parceiro a Boa Esperança Agropecuária e será implantado em Lucas do Rio Verde (MT).

Entre as startups do projeto, está a Pluvion criada em 2016. A empresa desenvolveu uma estação meteorológica de baixo custo e conectividade IoT, em parceria com o CPqD, para melhor a assertividade das previsões meteorológicas do local. Segundo Diogo Tolezano, fundador e CEO da Pluvion, a empresa participa de dois projetos de agro: uma plantação de cana-de-açúcar, no interior de São Paulo, e uma fazenda de soja em Mato Grosso.

“Capitamos recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) junto com o Sebrae para aplicar no P&D da estação meteorológica. A solução usa conectividade IoT nos padrões ZigFox, nas cidades, e Lora, no campo, pois são mais baratos que a rede celular. A empresa já passou por acelerações programas da Red Bull, do Google Campus e do Facebook. E foi a primeira startup convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para uma plataforma de cidades”, diz Tolezano.

O uso de drones e aeronaves também se disseminou. Fabrício Hertz, CEO Hórus Aeronaves, diz que a empresa usa drones e tecnologias de inteligência artificial para gerar diagnósticos agronômicos para melhorar a produtividade e reduzir o consumo de insumos. “A solução permite 20% de aumento de produtividade e 50% de economia”, conclui, Hertz. Fonte:"Carmen Nery, especial para a Gazeta do Povo 

 

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