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FAO destaca necessidade de inovação digital inclusiva para agricultura familiar no mundo

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Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), realizado em Berlim.

Chegou a hora de acelerar a inovação na agricultura, e fazer isso de forma a promover melhoras para as centenas de milhões de pessoas que produzem a maior parte dos alimentos do mundo na agricultura familiar, disse no sábado (19) o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

“A FAO trabalha com as inovações digitais, com novas contribuições para os agricultores nas áreas rurais. Precisamos de uma boa governança e políticas adequadas que sirvam de apoio. Para isso, a FAO também ajuda os países a acessar essas novas tecnologias para promover a digitalização na agricultura”, disse Graziano a ministros da Agricultura de mais de 70 países e representantes de instituições como Banco Mundial, Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Banco Africano de Desenvolvimento, reunidos para um encontro de alto nível em Berlim.

Garantir que as tecnologias digitais transformadoras não deixem ninguém para trás significa encontrar formas de permitir que os pequenos produtores rurais — incluindo os jovens — possam aproveitar seu uso, aumentar sua produtividade e melhorar seu acesso aos mercados, disse o responsável da FAO aos participantes do Fórum Mundial sobre Alimentação e Agricultura (GFFA, na sigla em inglês), centrado este ano no potencial da contribuição da tecnologia digital para o futuro da agricultura.

As tecnologias digitais permitem um amplo alcance com poucos investimentos ou recursos, o que pode melhorar o acesso dos pequenos agricultores aos mercados, o que é fundamental.

A FAO tem promovido o desenvolvimento de soluções digitais que podem ser encontradas localmente de maneira fácil, barata e sustentável, e que focam particularmente em áreas como serviços de extensão, informação meteorológica, controle de pragas e enfermidades, informação sobre mercados, seguros, gestão de recursos naturais e programas de proteção social.

Também são essenciais os investimentos que envolvem jovens — como atores comprometidos e não apenas beneficiários —, em especial na África subsahariana, onde a população e as necessidades alimentares crescem rapidamente, disse Graziano.

O diretor-geral anunciou também que a FAO — junto ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Banco Mundial — começará a preparar uma avaliação de impacto técnico sobre o que os países fazem no campo da digitalização, para informar os responsáveis pelas políticas sobre a tarefa que está adiante, assegurando que “o trabalho começará imediatamente”.

Trabalho da FAO

A FAO conta com diversas iniciativas que buscam aproveitar as tecnologias emergentes para fazer frente aos desafios que afetam os pequenos agricultores, os jovens e as metas associadas às questões de gênero no mundo em desenvolvimento.

Por exemplo, a FAO foi pioneira no uso de drones aéreos não tripulados para mitigar os riscos para a agricultura nas Filipinas, controlar a ameaça de pragas de gafanhotos e contribuir para cartografar e vigiar de forma avançada as florestas, o que foi possível graças a plataformas geoespaciais como OpenForis.

Outro exemplo é a iniciativa “Um milhão de cisternas para o Sahel”, que busca promover os sistemas de coleta e armazenamento de água da chuva para melhorar a segurança alimentar e nutricional local, assim como o acesso a água potável. A iniciativa também melhora as oportunidades locais de emprego e renda, seguindo o exemplo de sucesso do Brasil nessa área.

A agência da ONU destaca também os quatro aplicativos para celulares lançados pela organização em Ruanda e Senegal, que oferecem aos usuários informação em tempo real sobre controle de enfermidades e estratégias para a alimentação do gado, nutrição, previsões meteorológicas e calendários de cultivo, e permite aos agricultores obter diretamente dados sobre preços de mercado para seus produtos e insumos agrícolas. Os aplicativos foram desenhados levando em conta condições locais, como os níveis de alfabetização, a conectividade e os idiomas falados na região.

Em resposta à chegada à África do verme arame do milho — espécie invasora capaz de arrasar cultivos alimentares essenciais como o milho — a FAO introduziu rapidamente um aplicativo que permite aos agricultores publicar informações sobre suas fazendas para reforçar os sistemas e estratégias de alerta precoce, e outro que, por meio da tecnologia de voz e capaz de funcionar inclusive offline, pode confirmar rapidamente se o inseto é responsável pelo dano aos cultivos.

Outras iniciativas utilizam a tecnologia digital de forma inovadora para melhorar os meios de vida sustentáveis das comunidades de pescadores em pequena escala. A FAO trabalha de forma direta com empresas do setor privado para compartilhar os frutos da revolução digital, particularmente com o Google, para tornar mais acessível a cartografia geoespacial, e com a Telefónica, para otimizar o uso eficiente da água e os conhecimentos sobre nutrição na América Central.

A FAO realizou também uma importante conferência e um hackathon em Ruanda para incentivar jovens talentos locais a participar e influenciar positivamente nas mudanças em um mundo em crise. Mais de 100 propostas de 22 países da África foram recebidas.Fonte:FAO/Foto: FAO

Mais informações: www.fao.org

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Aplicativo oferece assistência técnica da Epagri para agricultor, pecuarista, pescador ou maricultor de Santa Catarina

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Ao encontrar um problema na lavoura, o agricultor, pecuarista, pescador ou maricultor catarinense não precisa mais sair de casa para buscar ajuda. Basta tirar uma foto com o celular e encaminhar uma mensagem ao técnico do escritório da Epagri mais próximo pelo sistema Minha Epagri, disponível gratuitamente no site da Empresae no aplicativo Epagri Mob.

O Minha Epagri coloca o agricultor, pecuarista, pescador ou maricultor residente em Santa Catarina em contato direto com um técnico do escritório mais próximo. As equipes de extensão rural da Empresa respondem as mensagens via sistema, podendo solucionar o problema à distância, enviar documentos com informações que ajudem o agricultor ou agendar uma visita à propriedade, por exemplo.

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No Minha Epagri, o produtor também tem acesso ao seu prontuário junto à Epagri, ou seja, todo o histórico de seu relacionamento com a Empresa. O sistema reúne eventos dos quais o usuário participou, dias de campo, excursões, atendimentos que recebeu, visitas, entre outros dados. Nessa área é possível, ainda, baixar a segunda via de documentos como recomendação de insumos, laudo de prorrogação de dívidas, relatório de vistoria fitossanitário e fisiológico, proposta simplificada ao Pronaf Custeio, laudos Opinião de Valor, entre outros.

O serviço está disponível para produtores residentes em Santa Catarina que têm cadastro junto à Epagri. Nesse caso, basta entrar no site da Empresa ou no aplicativo Epagri Mob, clicar em Minha Epagri e digitar o CPF para receber uma senha de acesso por e-mail. Se o cadastro não estiver atualizado, o sistema avisa e é preciso entrar em contato com a Epagri do município. Quem não tem cadastro na Epagri também pode procurar a unidade mais próxima para fazê-lo.

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Epagri Mob 
Além do acesso ao Minha Epagri, o aplicativo da Empresa permite conferir a previsão do tempo, o calendário de eventos, serviços, tecnologias, publicações, localização das unidades da Epagri, programas de rádio e outros serviços.

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Com quase 200 startups, Brasil pode brigar por protagonismo na agricultura 4.0

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Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digital

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa. Mas o desafio agora é acompanhar a nova revolução tecnológica. Hoje é possível monitorar a umidade do solo, temperatura e umidade relativa do ar por meio de sensores instalados no campo. Com fotos de drones e imagens de satélite de alta resolução, pode-se estimar a produtividade.

Máquinas agrícolas enviam informação em tempo real para um servidor na nuvem e para o smartphone. Combinando essas informações com mão de obra qualificada para interpretar os dados, é possível adiar a adubação de uma plantação antes de uma forte chuva, para evitar o desperdício do adubo que seria levado pelas águas.

A agricultura tem potencial para posicionar o Brasil como protagonista mundial, avaliam especialista do ecossistema de inovação. O país conta com, pelo menos, cinco startups consideradas “unicórnios”, avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Nenhuma delas é da área de agricultura.

“Esse é o movimento mais importante do mundo. Há iniciativas em Israel, Canadá, EUA e União Europeia, mas nenhuma delas está situada num ambiente agrícola complexo como o do Brasil”, analisa Sérgio Marcus Barbosa, gerente executivo da EsalqTec.

Incubadora vinculada à Universidades como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba, a EsalqTecjá apoiou 111 empresas em três categorias: pré-incubadas (fase da ideia), empresas residentes, e associadas, desde 2006. Dessas, 14 já foram graduadas. A Unesp, de Botucatu; e a USP, de Pirassununga também mantêm programas de apoio às startups agrícolas.

“Temos dois objetivos: colaborar para que o conhecimento gerado na universidade retorne como inovação e apoiar as iniciativas de empreendedorismo da comunidade”, ressalta Barbosa. Ele diz que, no início, o foco era a biotecnologia. A partir de 2013, começou o movimento da agricultura digital, baseado na conectividade dos processos e no uso de plataformas tecnológicas. Das 111 empresas apoiadas, pelo menos 30% são de agricultura digital. Entre as empresas estão @Tech, SmartSensing Brasil, Promip, Agronow, Smartbreeder, Abribela, SmartAgri.

 

Mapeamento das agtechs

Mapeamento recente da Abstartups encontrou 182 startups especializadas em tecnologia para o agronegócio — chamadas agtechs, agrotechs ou agritechs.A maior parte (81 empresas, ou 44%) oferece soluções de sistemas para otimização da produção agrícola nos processos e utilização de hardware (drones e sensores) para gestão. Em seguida vêm as plataformas de comercialização (40 startups, ou 22%).

As demais são gestão de dados agrícolas e analytics (15%); plataformas de rastreabilidade e segurança alimentar 9%; ferramentas de comunicação e interação 7%; biomateriais, bioenergia e biotecnologia 3%. A maioria, 76%, atua na modalidade de software como serviços (SaaS); 11% fornecem hardware; 10% atuam como marketplace; e as modalidades de consumer, advertising, e relacionamento representam 1%, cada.

Mas o Brasil ainda precisa evoluir, destaca Tânia Gomes Luz, vice-presidente da Abstartups. Israel é a maior potência em agtechs do mundo, com cerca de 400 startups de tecnologia agrícola, tendo movimentado US$ 97 milhões em 2016. Não por acaso, o país investe 4,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, ante 1,2% investido pelo Brasil.

O mapeamento mostra que 37% dos estados brasileiros têm mais de três agtechs, mas 30% não possuem nenhuma. Três dos cinco estados com maior representatividade (Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul) são da região Sul. Seis estados têm apenas uma agtech. E não foram encontradas startups agrícolas em oito estados Brasileiros.

 

Brasil: um protagonista em potencial / Grandes empresas envolvidas na inovação

Grandes empresas também focam na inovação do segmento. A Raízen, a Ericsson, a EsalqTec e a Wayra – aceleradora de startups da Vivo – se uniram para desenvolvimento de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) no campo. Em janeiro, foram selecionados seis projetos de startups. Elas terão acesso ao espaço compartilhado do Pulse – hub de empreendedorismo da Raízen, em Piracicaba – e a mentoria, workshops, networking, treinamentos.

Também poderão participar do ecossistema da Wayra e receber investimentos no futuro. A EsalqTec auxiliará os selecionados na facilitação acadêmica das tecnologias.

“Criamos o Pulse em agosto de 2017 para posicionar a Raízen – líder na produção de cana-de-açúcar – também na liderança da tecnologia agrícola”, diz Guilherme Lago, coordenador de inovação da Raízen. O Pulse já apoiou 23 startups, das quais 15 fizeram projetos com empresa e cinco foram graduadas.

 

Internet das coisas

No projeto de parceria, a Raízen atua como a cliente da solução para o desenvolvimento do caso de uso. O teste contará com uma antena em Piracicaba cobrindo uma área de 10 km de extensão. “Se der certo, vamos expandir para todas as áreas agrícolas e até para o Brasil todo, já que não haverá exclusividade”, sinaliza Lago

A Ericsson vai fornecer a rede de telecomunicações 4G nas frequências de 400 MHz e 700 MHz – com tecnologia LTE Narrow Band IoT –, mais propícias para cobertura no campo. “A ideia é unificar as expertises do setor de TI e Telecom com as da cadeia do agro, para que a nossa capacitação possa ser aproveitada por essas empresas, e que elas possam nos passar conhecimento do setor agrícola”, diz Vinícius Dalben, vice-presidente de estratégia da Ericsson.

Uma das startups selecionadas é a IoTag, de Curitiba, que vai desenvolver um gateway de telemetria para colhedoras e tratores da CNH Industrial, grupo italiano e grande fabricante mundial de equipamentos agrícolas do Grupo Fiat. Esse gateway está coletando mais de mil indicadores do maquinário a uma taxa de leitura de dez vezes por segundo.

A empresa foi criada, em novembro de 2017, por Jorge Leal, Eleandro Gaiski e Ronaldo Rissado, e o Pulse será sua primeira aceleradora. “Já comercializamos vários equipamentos, e nosso objetivo é reduzir o consumo do diesel das máquinas em pelo menos 10%, diz Jorge Leal, CEO da IoTag.

Bayer lança programa próprio

No início de 2018, a Bayer criou o Programa Agrotech. Junto com a Câmara Alemã de Comércio e o Sebrae, realizou algumas iniciativas até optar por um projeto com marca própria. Jean Soares, diretor de TI para o agronegócio da Bayer, diz que a empresa criou conexões com 50 startups e trabalhou, de alguma forma, com 15.

“Realizamos dois eventos reunindo empresas que já fazem inovação aberta, como Samsung, Itaú e Raízen. Nesses eventos, identificamos as empresas com as quais queremos trabalhar com mentoria e provas de conceito nos nossos clientes. Temos o portal de fidelização Bayer Agroservices, e a ideia é colocarmos as startups no portfólio de serviços”, explica Soares.

 

Investidores de olho no agro

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Mariana Vasconcelos, fundadora da Agrosmart, que monitora o clima nas plantações/Divulgação/Agrosmart

As agtechs também atraem a atenção de fundos de venture capital, que investem em startups. Francisco Jardim, sócio de fundador do SP Ventures, informa que o fundo tem R$ 100 milhões e é o que mais investe no segmento na América Latina com 80% da carteira compostos por agtechs, num total de 13 empresas. “Somos também co-fundadores de uma incubadora em Piracicaba em parceria com a Raízen”, diz Jardim.

Entre as empresas apoiadas pelo fundo, está a Agrosmart, plataforma de agricultura digital criada em 2014, que trabalha com o monitoramento de lavoura, por meio de pluviômetros digitais, previsão do tempo e dados obtidos a partir sensores de clima, solo e plantação instalados no campo e de fotos de satélite. Mariana Vasconcelos, fundadora da empresa ao lado de Raphael Pizzi e Thales Nicoleti, informa que a Agrosmart passou por diversas aceleradoras, como Baita por meio do Startup Brasil, e Google Launchpad. E opera em nove países.

“Além do aporte financeiro e da imersão no Vale do Silício, participamos do programa de aceleração da Thrive, um dos principais no mundo no segmento de Agtech, e do Climate Ventures, programa do governo Barak Obama que visava a fomentar soluções voltadas às mudanças climáticas. Em 2015, recebemos o primeiro investimento por meio do programa Startup Brasil, e, em 2016, o aporte da SPVentures”, Mariana.

Já o Inseed iniciou atividade em 2009 como gestor do Createc I, fundo de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulo Tomazela, general partner do Inseed, diz que o fundo era multissetorial e apoiou 36 empresas, das quais oito eram agrícolas.

“Já o Createc III conta com R$ 300 milhões, já tendo aplicado um terço em 12 empresas, sendo duas agtechs. Nosso pipeline tem em análise ainda muitas startups agrícolas. Temos ainda o FIMA, focado em meio ambiente e sustentabilidade, que apoia uma startup agrícola, a Smartbreeder”, diz Tomazela.

Alessandro Machado, sócio da Cedro Capital, informa que a empresa é uma asset de Brasília que opera um fundo FIP regional. O fundo Venture Brasil Central conta com R$ 55 milhões para investimento em empresas de tecnologia nos estados do Centro-Oeste, Tocantins e Minas Gerais. “No ano passado, o Sebrae fez uma chamada para selecionar fundos e fomos selecionados. Investimos em oito empresas, sendo uma agritech, a Gira”, explica Machado.

 

Big data e bebedouro inteligente

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Igor Chalfoun, da TBIT: inteligência em agro/Divulgação/TBIT

A Smartbreeder,foi criada em 2009 e passou a operar em 2015. A empesa usa é focada em inteligência agronômica digital e usa inteligência artificial, big data, computação cognitiva e dados em nuvem para automatizar a gestão e a tomada de decisão no manejo de culturas agrícolas. “Através de milhões de dados e algoritmos proprietários apontamos onde, quando e como utilizar cada insumo agrícola, definindo a estratégia mais racional, econômica e ambientalmente correta”, diz Eder Antônio, CEO da Smartbreeder.

A Intergado, outra apoiada pelo Inseed, desenvolve soluções de pecuária de precisão. Marcelo Ribas, CEO da Intergado, diz que a empresa oferece dois serviços: monitoração de engorda intensiva para avaliar desempenho; e cochos (dispositivo de alimentação) eletrônicos para avaliação de eficiência alimentar, com a data a hora e o que o animal comeu.

 

“Os animais contam com boton auricular e nosso equipamento, com antena leitora que identifica o animal. A pesagem é feita por uma plataforma instalada em frente ao bebedouro. O animal é monitorado se bebeu água e se alimentou e qual o mais eficiente para converter o alimento em carne”, explica Ribas.

Também operando com dados, a TBIT surgiu em 2008 para aplicar a visão computacional e inteligência artificial para reconhecer padrões substituir análise de qualidade no agronegócio feita por humanos. “Pegamos testes de qualidade de negociação de grãos e sementes e fazemos as análises por software. Isso traz transparência nas negociações”, diz Igor Chalfoun, CEO.

 

Riscos na produção agrícola

A Gira (Gestão Integrada de Recebíveis do Agronegócio) é uma startup focada na análise de riscos da produção agrícola. Gianpaolo Zambiazi, CEO da empresa, diz que a solução permite o acompanhamento da produção por meio de análises jurídicas e agronômicas. O objetivo é auxiliar a gestão de recebíveis para agroindústrias, distribuidores de insumos, cooperativas e tradings. A empresa recebeu investimento do Venture Brasil Central, selecionada pelo programa Pontes para Inovação, da Embrapa.

“Temos mil engenheiros agrônomos e 50 advogados que fazem a vistoria in loco. Por meio de um aplicativo celular, as informações são coletadas no campo, de acordo com os indicadores econômicos de cada lavoura. Já temos R$ 1 bilhão de crédito na plataforma”, diz Zambiazi. A empresa desenvolve, atualmente, um método de gestão baseado em blockchain.

 

Rastreador bovino

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Rastreador bovino da Ecoboi pode indicar se o animal se alimentou ou hidratou normalmente/Divulgação/Ecoboi

A Ecoboi é outra empresa de tecnologia pecuária, fornecendo um rastreador de bovinos em formato de colar que utiliza dados transmitidos via satélite e registrando os locais por que o animal passou durante todo o período de engorda. A tecnologia foi criada por meio de uma parceria entre a startup e a Tracking System e a Globalstar, operadora de satélites.

“Essa é a terceira versão do equipamento, que é homologado pela Anatel e tem bateria para atender todo o ciclo de vida do animal. Normalmente, coloca-se o colar no animal aos dez meses. O período mínimo de engorda é de 18 meses. Depois do abate, o produtor recolhe o colar, que pode ser usado por até três ciclos”; explica Marcos Moraes, diretor da Tracking System.

Por meio da georreferência, é possível monitorar se o animal alimentou-se, hidratou-se, se esteve em áreas de preservação ambiental ou se teve contato com outros rebanhos com casos de contaminação.

 

Agro e cidades inteligentes

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Pluvion desenvolveu estação meteorológica de baixo custo/Divulgação/CPqD

O CPqD, um dos mais antigos centros de inovação brasileiros, teve aprovado pelo BNDES três projetos-pilotos – nas áreas de agronegócio e de cidades inteligentes -, dentro da chamada pública lançada pelo banco em junho do ano passado com recursos de R$ 30 milhões, revela Fabrício Lira Figueiredo, gerente de desenvolvimento de negócios em agronegócio Inteligente do centro.

O “Piloto IoT Grãos e Fibra” para culturas de milho, soja e algodão cujas soluções IoT serão avaliadas nas fazendas localizadas em Diamantino (MT), e em Correntina (BA) da SLC Agrícola. Já o “Piloto IoT Cana-de-Açúcar” vai validar soluções nas usinas do Grupo São Martinho, em Pradópolis, no interior de São Paulo. O terceiro piloto é o” IoT Grãos e Pecuária”, que tem como produtor parceiro a Boa Esperança Agropecuária e será implantado em Lucas do Rio Verde (MT).

Entre as startups do projeto, está a Pluvion criada em 2016. A empresa desenvolveu uma estação meteorológica de baixo custo e conectividade IoT, em parceria com o CPqD, para melhor a assertividade das previsões meteorológicas do local. Segundo Diogo Tolezano, fundador e CEO da Pluvion, a empresa participa de dois projetos de agro: uma plantação de cana-de-açúcar, no interior de São Paulo, e uma fazenda de soja em Mato Grosso.

“Capitamos recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) junto com o Sebrae para aplicar no P&D da estação meteorológica. A solução usa conectividade IoT nos padrões ZigFox, nas cidades, e Lora, no campo, pois são mais baratos que a rede celular. A empresa já passou por acelerações programas da Red Bull, do Google Campus e do Facebook. E foi a primeira startup convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para uma plataforma de cidades”, diz Tolezano.

O uso de drones e aeronaves também se disseminou. Fabrício Hertz, CEO Hórus Aeronaves, diz que a empresa usa drones e tecnologias de inteligência artificial para gerar diagnósticos agronômicos para melhorar a produtividade e reduzir o consumo de insumos. “A solução permite 20% de aumento de produtividade e 50% de economia”, conclui, Hertz. Fonte:"Carmen Nery, especial para a Gazeta do Povo 

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/economia

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Por que devemos investir em tecnologia para a Agricultura Familiar?

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Já pensou se o investimento em empresas em fase inicial que desenvolvem tecnologia para o
agronegócio, as chamadas AgTechs, tivesse foco em desenvolver serviços e tecnologias para o
pequeno produtor?

Nem só de grandes produtores vive o agro! Um levantamento realizado pelo portal Governo do Brasil
mostra que a agricultura familiar tem um papel importante para a economia brasileira. Um mercado
que é responsável por movimentar US$ 55,2 bilhões ao ano não pode ser esquecido. Além disso, a
importância da agricultura familiar para alimentação no Brasil e no mundo é refletida por 70% da
produção nacional de feijão, 34% do arroz, 87% da mandioca, 46% do milho, 38% do café e 21% do
trigo.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) calcula que em 2050, o
mundo terá 9,3 bilhões de habitantes. Para alimentar esse contingente, será necessário aumentar a
produção de alimentos em 70%. Hoje apenas 15% da população vive no campo. A tendência é esse
número diminuir ainda mais nos próximos anos. Por isso, é preciso investir serviços inovadores com
foco no pequeno produtor para que as novas gerações percebam o seu futuro no agronegócio.

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Fonte imagem: http://www.sebraemercados.com.br/agricultura-familiar-no-mercado-institucional-e-nos-programas-governamentais/

Crescer em qualidade e não apenas em quantidade
A demanda crescente do mercado consumidor também é por uma maior sustentabilidade na
agricultura. É preciso crescer com respeito ao meio ambiente e aos recursos naturais. A tecnologia e a
inovação são as aliadas para vencer este desafio. As possibilidades de diferenciação e segmentação de
mercados que surgem a partir dessas novas demandas do consumidor tem possibilitado a inclusão de
pequenos produtores familiares, excluídos do avanço tecnológico da agricultura convencional e
produção de commodities agrícolas.

Como acelerar ainda mais o crescimento da agricultura familiar
O serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural, além de levar informação e orientação técnica,
representa incremento de renda e inclusão produtiva para a agricultura familiar ao viabilizar mais
possibilidades de comercialização da produção. Contribui para a elevação da produção e produtividade
dos agricultores familiares. Promove a melhoria da renda e da qualidade de vida no campo. Estima-se
que a sua atuação eleva em até 362% o valor da produção por hectare (R$/ha) na agricultura familiar.

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Fonte imagem: http://www.mda.gov.br/sitemda/sites/sitemda/files/user_img_1684/3Baixa_Cartilha_Plano_Safr
a_2017.pdf

Como uma empresa iniciante, sem recursos, com pouca experiência e desbravando um grande
mercado que é o Agronegócio,nós da ManejeBem decidimos focar o desenvolvimento de soluções na
escala da agricultura familiar. O motivo é simples, hoje são mais de 84% dos estabelecimentos rurais
e de acordo com o censo agropecuário que está sendo feito, a tendência é esse número crescer cada vez
mais, principalmente com a procura por produtos agroecológicos. Pretendemos levar ao produtor rural
uma série de serviços que há pouco tempo seriam impensáveis e assim contribuir para o
desenvolvimento rural sustentável! Fonte:
Autoria: Juliana Mattana – empresa Maneje Bem

Versão Original: http://www.manejebem.com.br/publicacao/novidades/por-que-devemos-investir-em-tecnologia-para-a-agricultura-familiar

Referências:

https://www.agron.com.br/publicacoes/noticias/noticia/2010/04/26/009904/agricultura-familiar—nichos-de–mercado-.html

http://www.startupsc.com.br/revolucao-das-agtechs/

http://www.sebraemercados.com.br/agricultura-familiar-no-mercado-institucional-e-nos-programas-governamentais/

http://www.brasil.gov.br/noticias/economia-e-financas/2018/06/agricultura-familiar-brasileira-e-a-8a-maior-produtora-de-alimentos-do-mundo

https://www.agron.com.br/publicacoes/noticias/noticia/2010/04/26/009904/agricultura-familiar—nichos-de–mercado-.html

https://www.istoedinheiro.com.br/8-bons-motivos-para-investir-em-startups-agtech-no-brasil-em-2018/

http://www.mda.gov.br/sitemda/sites/sitemda/files/user_img_1684/3Baixa_Cartilha_Plano_Safra_2017.pdf

 

Mais informações: www.nita.org.br

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Epagri inaugura Centro de Referência Tecnológica para produção de leite

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A Epagri inaugurou um Centro de Referência Tecnológica (CRT) para produção de leite. A unidade foi instalada no complexo da Epagri em Campos Novos, com objetivo de capacitar agricultores, técnicos e estudantes de todo o Estado no sistema de produção à base de pasto, recomendado pela Empresa por ser mais adequado à realidade das propriedades catarinenses, proporcionando aumento de produtividade com baixo investimento.

O CRT Leite foi instalado graças a um convênio entre a Epagri e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Conta com animais, sala de ordenha, pastagens perenes, cerca elétrica, piquetes com água e sombra e sobressemeadura. “A nova unidade já está em pleno funcionamento, mas continuará sendo ampliada até dezembro de 2019”, revela Humberto Bicca Neto, Gerente da Estação Experimental da Epagri em Campo Novos. No dia do lançamento, 28 de novembro o CRT sediou um Dia de Campo para cerca de 140 pessoas.

“O Cento de Referência é fundamental para Santa Catarina”, avalia Airton Spies, Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, que compareceu à cerimônia de inauguração. Ele lembra que o Estado tem 48 mil famílias que se dedicam à atividade leiteira e podem se beneficiar com a iniciativa. Segundo Spies, a unidade vai servir de referência para nivelar para cima o padrão tecnológico da produção catarinense de leite. “O leite tem um gigantesco espaço para crescer. Produzindo com alta qualidade a custo competitivo, podemos vender para qualquer lugar do mundo, assim como já se faz com suínos e frangos”, prevê o Secretário.

Apesar de ocupar apenas 1,13% do território brasileiro, Santa Catarina se firmou nos últimos anos como o quarto maior produtor de leite do país. Grande parte desse resultado está relacionado ao trabalho de pesquisa e extensão da Epagri. “Essa é uma resposta muito forte da Epagri à cadeia produtiva do leite”, relata Luiz Hessmann, presidente da Empresa. Ele conta que todas as experimentações que os técnicos da Empresa fazem no campo serão melhor traduzidas do ponto de vista técnico-científico com a criação do CRT. Hessmann revela ainda que a Epagri está instalando outros CRTs em seus diversos Centros de Treinamentos espalhados pelo Estado, cada um deles focado numa cadeia produtiva agrícola diferente.

Há alguns anos a Epagri vem recomendando a produção de leite à base de pasto, em substituição à alimentação dos animais por grãos. Esse sistema atende melhor às necessidades dos pecuaristas, reduzindo custos e aumento rentabilidade. “Santa Catarina tem plenas condições de dobrar a produção de leite nos próximos dez anos e ser altamente competitiva nos mercados nacional e internacional”, avalia Carlos Mader, coordenador de pecuária da Epagri.

Um bom exemplo do sucesso da produção de leite à base de pasto é a experiência de Ronaldo Sebastião de Moraes, pecuarista em Ibicaré que estava no lançamento do CRT. Há sete anos a propriedade dele se tornou uma Unidade de Referência Técnica (URT) da Epagri e passou a adotar as tecnologias recomendadas pelos técnicos. Com baixo investimento para criação de piquetes com sombra e água e melhorias nas pastagens ele alcançou uma alta produtividade: média de 22 litros de leite produzidos por vaca a cada dia. “Hoje estou muito feliz, estando na produção familiar consigo uma renda boa, que dá para viver bem”, descreve o agricultor. Foto: Eduardo Briese Neujahr / Epagri

 

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Desafio de startups da Embrapa apresenta novas tecnologias para a pecuária de leite

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Um kit de tecnológico para identificar as principais bactérias causadoras da mastite, na própria fazenda, com diagnóstico em 24 horas, foi a solução vencedora do Desafio de Startups, promovido pela Embrapa Gado de Leite.

O kit é composto por material de consumo para a realização do teste de mastite, uma cabine de trabalho portátil (minilaboratório) e um app (aplicativo) que faz a gestão do controle da mastite, permitindo o monitoramento remoto e gerando indicadores de performance do controle da doença. A mastite é um problema grave na pecuária de leite. A incidência mensal média da fase crítica da doença é de 10% das vacas do rebanho. Deste índice, de 30% a 50% das vacas necessitam de tratamento com antibióticos.

Para Cristian Martins, diretor de operações da startup vencedora, que leva o nome de OnFarm, o diagnóstico da doença em 24 horas gera benefícios não somente para o produtor. “Além de reduzir a resistência bacteriana causada pelo uso indiscriminado de antibióticos, a solução possibilita melhores estratégias de controle da mastite subclínica, como segregação, interrupção da lactação e orientação de descarte do leite. Isso significa um alimento mais seguro”.

Como é comum entre as startups, a OnFarm é uma empresa jovem. Foi fundada há três meses em Uberlândia, durante o Interleite Brasil (congresso que discute os problemas da cadeia produtiva do leite). Segundo Cristian Martins, em apenas dois meses, a startup colocou mais de 30 unidades em operação, permitindo o monitoramento de 12 mil vacas. “Cerca de dois mil casos de mastite clinica foram avaliados. Desses, 540 casos que recebiam antibiótico no procedimento convencional puderam ficar sem tratamento, o que resultou no aproveitamento de 47 mil litros de leite e na economia de mil bisnagas de antibióticos”.

OnFarm foi uma das 70 startups que participaram o desafio, evento que faz parte do Ideas for Milk, encerrado na última sexta-feira, no Cubo Itaú, em São Paulo. Participaram da finalíssima, sete startups. Entre as três primeiras colocadas, estão:

- 2º Colocado – CowMed. Solução: coleira capaz de mensurar os principais parâmetros comportamentais das vacas, como tempo de ruminação, atividade e ócio.  Os dados são coletados por antenas e enviados para a “nuvem”, onde uma ferramenta de inteligência artificial analisa os animais e alerta os produtores sobre eventos de cio, melhor momento para inseminar, doenças em estágios inicial e alterações nos lotes de vacas.

- 3º Colocado – Z2S. Solução: conjunto automático para a limpeza de ordenhadeiras canalizadas. Compreende três sistemas que podem ser integrados ou utilizados separadamente. O processo de limpeza automático inclui o controle de temperatura do leite, dosagem precisa de produtos químicos e acionamento dos motores do equipamento. Segundo os idealizadores da solução, os sistemas proporcionam a melhoria da qualidade do leite, com redução de 87% da Contagem Bacteriana Total (CBT).

Revolução digital – O Ideas for Milk é parte de uma revolução silenciosa que está mudando os paradigmas no campo. Aos poucos, expressões como “inteligência artificial”, “cloud computing”, “API” e “IoT” começam a competir com “cocho”, “brete”, “curral” e “ordenhadeira” no vocabulário do produtor de leite. O setor rural brasileiro, que há pouco tempo convivia com problemas estruturais básicos (ainda convive, em muitos locais) está, cada vez mais, inserido no mundo da informática. “As empresas de Internet estão entrando no campo de forma absoluta”, diz Jaqueline Capeli, gerente do laboratório agrícola da Bovcontrol, empresa de “agtech”, cujo “app” faz a gestão econômica e zootécnica de uma unidade de produção pecuária. Aliás, “agtech” e “app” são, também, duas novas expressões desse universo digital.

Para que o leitor, que ainda não está completamente inserido na revolução digital, não tenha que recorrer ao “Google” para se informar sobre essas expressões e interrompa a leitura desta reportagem, vamos esclarecer alguns termos: “agtech” é o ambiente de empresas que promovem inovações no agronegócio por meio das novas tecnologias. Tais inovações costumam se apoiar em “IoT”, Internet of things (Internet das Coisas, em português), conectando pessoas com as coisas da vida cotidiana. A IoT utiliza as “API” como interface na programação dos “apps”, os aplicativos (softwares) que irão promover a conexão entre o mundo real e o virtual. Esses apps podem utilizar a cloud computing(ou computação em nuvem), servidores remotos com grande capacidade de armazenamento e processamento, que darão funcionalidade aos aplicativos.

Confuso? Uma revolução não se faz de forma simples, mas seus resultados podem, sim, simplificar a vida do produtor rural de forma tão intensa como está simplificando a vida da humanidade em todas as áreas. O problema é que os desenvolvedores dessas tecnologias, muitas vezes não estão no campo. São estudantes, professores e pesquisadores de universidades, distantes dos problemas do produtor rural.

Ideas for Milk, que em 2018 realizou a sua terceira edição, é uma tentativa de se promover essa aproximação“Nosso objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins.

Além do “Desafio de Startups”, fez parte do Ideas for Milk o Vacathon, um hackathon que acrescentou a “vaca” para ter a cara da pecuária de leite. Aliás, “hackathon” é outro termo surgido com a revolução digital, que cabe explicar aqui: trata-se de uma maratona de programação computacional na qual especialistas em ferramentas digitais se reúnem (por horas, dias ou semanas) no intuito de discutir novas ideias e desenvolver projetos de softwares ou de hardwares. O analista de IoT da Microsoft, Alexandre Vasques Gonçalves diz que “coisas muito bacanas nascem em hackathons como esse”.

O Vacathon durou cinco dias (de seis a dez de novembro), nos quais cerca de 90 estudantes ficaram acampados na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora – MG. Nesse período, Gonçalves, Jaqueline, e outros representantes de empresas de Tecnologia da Informação, juntamente com pesquisadores e analistas da Embrapa foram os mentores dos estudantes, que também visitaram o campo experimental da empresa, em Coronel Pacheco – MG e conheceram o laticínio da Epamig, no Instituto de Laticínios Candido Tostes, também em Juiz de Fora.

Os estudantes viraram noites estudando os problemas da cadeia produtiva do leite atrás de soluções. Mas o trabalho foi recompensado. O arquiteto de soluções da Cisco Innovation Center no Brasil, Edson Barbosa, que participa do Ideas for Milk desde o primeiro momento, diz que houve uma grande evolução nas ideias do Vacathon comparado ao ano passado. “As ideias vieram pré-formatadas e cresceram durante o evento com as mentorias”, afirma Barbosa. O especialista em inovação da TIM, Fabiano de Souza compartilha a impressão de Barbosa: “O Vacathon deste ano foi mais maduro, evoluindo das ideias para o protótipo”.

Resultado do Vacathon – Participaram do evento 16 instituições de ensino do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Os alunos se dividiram em 15 times.  As propostas foram avaliadas por 52 julgadores, entre pesquisadores e analistas da Embrapa, profissionais de TI, empresas ligadas ao agronegócio do leite e produtores. O projeto de aplicativo que os estudantes da PUC Minas, em Betim-MG, chamaram informalmente de Tinder Bovis, foi o primeiro colocado. A ferramenta leva o nome oficial de “I2A CONECT”. É um software de convergência de dados que pretende reunir, num único aplicativo, informações sobre as características dos touros cadastrados nas diferentes centrais de inseminação e nas associações de produtores. Por meio do app, voltado para dispositivos móveis (celular e tablet), o produtor insere informações sobre as fêmeas e identifica o sêmen ideal para as necessidades do seu empreendimento, ou seja, com melhor custo benefício para o padrão genético de seu rebanho.

O professor da PUC Minas, Ilo Rivero, que acompanhou os alunos na formulação da ideia, diz que a solução surgiu durante o próprio evento, a partir dos problemas que eles identificaram na visita ao campo experimental da Embrapa e ao laticínio da Epamig. O estudante Bruno Guimarães, que integra a equipe vencedora, disse que, atualmente, as informações sobre os touros estão dispersas nos catálogos das centrais de inseminação e nos sumários dos programas de melhoramento genético das raças leiteiras, desenvolvidos pela Embrapa junto com as associações de criadores. “O I2A CONECT irá promover uma integração desses dados, ‘conectando touro e vaca’, auxiliando o produtor nas estratégias de reprodução do seu rebanho”. Segundo Guimarães, a ideia chamou a atenção de representantes da Microsoft, da Alta Genetics e de um grande produtor de leite presente no evento.

Além da equipe da PUC Minas, completam as cinco primeiras colocações:

- 2º colocado: Universidade Federal de Pernambuco – Solução apresentada: MOOVS – Identifica os movimentos da vaca por meio de câmeras, auxiliando na detecção de cio e na identificação de problemas de saúde no rebanho.

- 3º colocado: Universidade Federal de Lavras – MILKTHING – Por meio de imagens 3D, o aplicativo estima o consumo de alimento no cocho pelos animais, auxiliando no manejo alimentar do rebanho.

- 4º colocado: Universidade Federal de Viçosa – VOLUTECH – Sensor para medir com precisão o volume do leite nos tanques de resfriamento. A solução também medirá a temperatura do leite no tanque e enviará o dado para um aplicativo.

- 5º colocado: Instituto Metodista Granbery – Solução apresentada: -  MUUVOICE – Aplicativo de voz que auxilia no manejo do rebanho, permitindo o registro de dados sobre mastite clínica e outros problemas de saúde animal.

Martins comemora o sucesso do evento: “Estamos conseguindo criar um ecossistema que envolve empresas de TI, universidades e produtores de leite. Essa é a maior vitória do Ideas for Milk”. É certo que o setor rural ainda enfrenta muitos problemas de infraestrutura. Mauro Carrusca, CEO da Carrusca Innovation, diz que o Brasil chegou ao século XXI, convivendo com modelos do século passado. “Estamos no ponto de inflexão entre o modelo digital e o analógico”.  Mas é preciso enfrentar os desafios. Como diz o Barbosa, “o Brasil sempre terá grandes distâncias, mas as tecnologias estão se expandindo e o alcance da internet está aumentando, contribuindo para encurtar, virtualmente, essas distâncias”.

Como a máquina a vapor, grande propulsora da primeira revolução industrial, há 250 anos, a Internet surge transformando o mundo, tornando mais fácil a existência humana. “A primeira revolução industrial aumentou nossa força física. A quarta revolução industrial, pela qual estamos passando, está aumentando a nossa capacidade cognitiva”, diz Cézar Taurion, CEO da Litteris Consulting. O campo não está alheio a essa revolução.Fonte:Embrapa

 

 

 

 

 

Mais informações: https://www.embrapa.br/gado-de-leite

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Em parceria com o NITA Epagri e Agrotechlink realizam tarde de campo em Araquari

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A Epagri, por meio do Escritório Municipal de Araquari e a empresa Agrotechlink realizaram em conjunto uma tarde de campo na propriedade do agricultor Jocélio Burger para discutir a importância do abrigo no cultivo de hortaliças e a apresentação da tecnologia que auxilia no processo de irrigação e diminui a mão de obra.

O técnico extensionista Rodrigo Simões comentou sobre a melhora na qualidade das hortaliças quando cultivadas em abrigos, pois diminui a ocorrência de doenças e pragas, além de protegê-las da ação direta do tempo. Resultado de uma parceria da agrotechlink com o NITA – o Núcleo de Inovação Tecnológica para a Agricultura Familiar -, o agricultor Jocélio foi o primeiro a receber o kit de automação com sensores no início do ano para o seu cultivo de alface.

Acompanhado pelo técnico extensionista da Epagri, Evandro Gonçalves, o agricultor Jocélio vem melhorando a cada dia a sua produção e agora planeja expandir o cultivo de hortaliças também para o sistema hidropônico. Demonstrando a ação que a Epagri vem realizando no campo em conjunto com empresas de tecnologia e agricultores.

Desde a instalação, a tecnologia tem permitido ao Jocélio maior controle sobre a sua irrigação e diminuição do tempo envolvido em todo o processo. Tendo hoje mais tempo livre e melhor controle do seu cultivo, até mesmo estando fora da sua propriedade. Neste dia a agrotechlink também instalou na propriedade o seu novo sensor de umidade do solo, que logo será distribuído a todas as outras unidades em parceria com o NITA.

Neste dia estavam presentes o Gerente Regional da Epagri em Joinville Hector Haverroth, os Técnicos Evandro e Rodrigo, agricultores da região, Gilmar Germano e Alexsandro Olivo e Luciano Bueno da empresa agrotechlink. Fontes: agrotechlink.com e nita.org.br

Mais informações: emaraquari@epagri.sc.gov.br

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Jovens e a Inovação Tecnológica

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A atual geração de jovens (com menos que 30 anos) está muito ligada às inovações e à tecnologia. Não se permite imaginar a permanência do jovem no meio rural sem a presença do mundo digital, suas conexões e resultados. Por isso, quando tratamos de inovações voltadas para agricultura familiar, não pensamos só na melhoria da produtividade, mas sim na manutenção do agronegócio catarinense.

O êxodo rural de jovens é um grande problema na manutenção do modelo agropecuário, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do setor em Santa Catarina. A saída dos jovens da área rural está ligada a diversos fatores como a penosidade do trabalho, pouca autonomia, falta de perspectivas, renda, autoestima, dificuldade no acesso à informação e ao conhecimento, entre outras.

Entre os números apresentados pelo Censo Agropecuário, chama a atenção a diminuição das pessoas ocupadas no campo e o baixo número de estabelecimentos dirigido por pessoas com menos de 30 anos.

Censo agropecuário de Santa Catarina

Dados estruturais

Censos

1975

1980

1985

1995-1996

2006

2017 (1)

Pessoal ocupado

858 734

836 755

887 287

718 694

571 522

497 823

Fonte: IBGE, Censos Agropecuários 1975/2017.

 

Número de estabelecimentos agropecuários dirigido, por sexo e  idade do produtor em SC

Sexo – homem

162.580,00

Sexo – mulher

18.757,00

Idade – menor que 30 anos

6.986,00

Fonte: IBGE – Censo Agropecuário 2017.

 

O que motiva a saída dos jovens

Quando perguntados sobre o porquê da não permanência dos jovens nas atividades rurais, alguns fatores são mais lembrados que outros. Para as mulheres, por exemplo, um dos maiores problemas da vida no campo é a penosidade do trabalho, sem contar a renda deficiente e a falta de perspectivas de melhoras.

Quando falamos em renda deficiente, apesar dos avanços identificados na área, ainda há um significativo contingente de negócios no meio rural que necessitam melhorar a produtividade. Atualmente os principais desafios para o setor são:

  • Baixa capacidade gerencial dos empreendedores na condução de seus negócios, especialmente frente a um mercado consumidor cada vez mais exigente e uma sociedade cada vez mais “reguladora”;
  • Produtos e serviços pouco diferenciados. Existem produtos e serviços ofertados ao mercado com base no apelo “colonial”, “artesanal”, “caseiro” e que nem sempre são produzidos por estabelecimentos com esse perfil;
  • Embalagens inadequadas e com identidade visual que acabam por desqualificar um bom produto e dificultar sua consolidação no mercado;
  • Empreendimentos sem legalização por falta de adequação das unidades de produção;
  • Pouca oferta de novas oportunidades rentáveis de ocupação de mão-de-obra no meio rural;
  • Problemas de oferta de matéria prima com a qualidade exigida pelo mercado
  • Dependência de cadeias produtivas tradicionais, existindo a necessidade de desenvolvimento para novas alternativas de produção e mercado;
  • Deficiência na identificação e na disponibilização de novas tecnologias para atividades produtivas na agricultura familiar. Incluindo os processos de classificação, beneficiamento e transformação de produtos agropecuários, além do desenvolvimento da agricultura orgânica;
  • Faltam tecnologias que aumentem o rendimento do trabalho, diminuam o esforço físico e a penosidade do trabalho;
  • Deficiências de comunicação e informatização no meio rural, dificultando a modernização do setor.

 

Qual o papel da inovação tecnológica?

O desafio de viabilizar o meio rural de Santa Catarina passa obrigatoriamente pela necessidade de tornar a agricultura familiar competitiva, pois ela representa uma parcela significativa das propriedades rurais (em torno de 86%). A inovação tecnológica no campo, mais especificamente para o pequeno agricultor familiar, deverá ser incentivada, pois o novo jovem necessita e exige que isso seja realizado. Sob pena de perdermos essa geração para os centros urbanos e, com isso, a oportunidade de termos a continuidade de um modelo agrícola exitoso.

Novas áreas do conhecimento estão sendo exigidas para compor o processo de inovação no meio rural. Começam a surgir demandas em mecatrônica, engenharia naval, programadores, designers gráficos, engenharia elétrica e eletrônica, entre muitas outras ainda nem pensadas.

Santa Catarina iniciou um movimento interessante nesse sentido. O Núcleo de Inovação Tecnológica Para a Agricultura Familiar (NITA) busca aproximar as startups e as micro e pequenas empresas desenvolvedoras de tecnologias aos problemas do meio rural, em especial dos pequenos produtores rurais.

O NITA congrega várias instituições público/privadas que trabalham para construir essas conexões. O Núcleo possui um portal onde são cadastradas as demandas dos agricultores e as tecnologias já existentes, além de realizar missões técnicas, levantamentos de problemas e provocações na busca de soluções tecnológicas.

Nesse sentido, há necessidade de criar infraestrutura adequada ao movimento tecnológico de inovação para o meio rural. São iniciativas como essa que trarão vantagens competitivas ao agronegócio catarinense e ajudarão a diminuir o êxodo rural. Fonte: por André Ricardo Poletto – Engenheiro Agrônomo, Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca / Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações: http://nita.org.br/jovens-e-a-inovacao-tecnologica/

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ManejeBem – Conheça esta novidade

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A ManejeBem é uma rede social para agricultores familiares que auxilia na adoção de práticas agrícolas sustentáveis.

Tudo começou com um grupo do WhatsApp… Acreditem se puderem! O grupo foi criado para conectar técnicos e agricultores de todos os cantos do País e ao contrário do que muita gente pensa, o agricultor está sim conectado! No começo de 2016 éramos três estudantes de pós-graduação fazendo pesquisa na Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, estudando o controle ecológico de doenças e pragas agrícolas no mesmo Laboratório de Fitopatologia. Eu e minhas duas sócias estávamos cheias de inquietações. Algumas das nossas inquietações: Como levar informação para o campo? Como viabilizar a troca de conhecimento sobre manejo sustentável? Como impactar positivamente na vida de agricultores familiares?

Foi aí que surgiu a iniciativa ManejeBem com o objetivo de criar uma rede de conexão entre produtores, técnicos e pesquisadores em prol de uma agricultura mais sustentável! E como fazer isso? Bom…não foi fácil! Criamos um grupo no WhatsApp, aos poucos as pessoas que convidamos iam aderindo e timidamente trocando conhecimento. Eram perguntas diárias e acabávamos respondendo com o pouco conhecimento que tínhamos que somava com a experiência prática de outros. As informações compartilhadas se complementavam e o grupo foi crescendo!

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Tanta informação, tantas dúvidas e tanta troca! Foi aí que diversos agricultores do grupo entraram em contato conosco e pediram: Existe alguma forma de organizar a informação trocada aqui no grupo? É tão interessante! E se tivesse uma forma de deixar registrado essa troca de conhecimentos para que todo mundo pudesse usar?

Ouvimos nossos amigos agricultores! Hoje em dia todo o conhecimento está organizado e é compartilhado através de uma plataforma de livre acesso para produtores e técnicos cadastrados. Mais do que conectar pessoas, a plataforma está se tornando uma referência e levando informação de qualidade ao pequeno produtor. Em 1 ano de website já conectamos mais de 85.000 usuários. São mais de 1.500 artigos dentro da plataforma, sobre 150 cultivos diferentes. Em apenas 4 meses de divulgação conseguimos mais de 3.500 cadastros na plataforma e esses usuários vêm interagindo desde então com demandas diárias que já chegam a 2.000 interações dentro do site. O potencial de transformação desta rede é enorme e a capilaridade das redes sociais nos possibilita atingir cada vez mais agricultores. E não é só o Brasil que estamos atingindo! Agricultores de países como Angola, Moçambique, Peru e Paraguai já estão acessando nosso site. A ManejeBem é uma rede social que valoriza as experiências dos agricultores, técnicos e pesquisadores, permite a divulgação das suas ideias e os integram na construção e divulgação do conhecimento. Fonte:Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações: http://nita.org.br/manejebem-rede-social-para-agricultores/

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Agricultura familiar com inteligência de dados

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Batizado com o nome da deusa tupi-guarani da agricultura, o Sumá é uma plataforma que conecta agricultores familiares com compradores recorrentes de alimentos, como hotéis, restaurantes e cozinhas industriais.

De acordo com a ÉPOCA Negócios, o Sumá é hoje uma das 100 startups mais significativas no país. Ao mesmo tempo de ser um modelo de negócio atraente para investidores e aceleradoras, a empresa impacta de forma positiva a vida de agricultores familiares e contribui para melhorar a alimentação da sociedade.

A equipe fundadora do Sumá trabalhava anteriormente em projetos em campo com agricultura familiar. A tecnologia surgiu como uma alternativa de conseguir fazer um acompanhamento permanente de agricultores e cooperativas na produção. De acordo com Daiana Lerípio, cofundadora da startup, a plataforma permitiu uma assertividade proporcionada por informações sistematizadas de mercado, que orientam o planejamento da produção agrícola em um determinado território, além de atingir um aumento exponencial da base de agricultores, compradores e de valores comercializados.

A plataforma

A tecnologia utilizada pelo Sumá chama a atenção dos agricultores, não somente por fazer o intermédio entre potenciais clientes, mas também por usar uma inteligência que qualifica e otimiza o trabalho de campo. Criado no modelo MobileFirst (em que o foco inicial da arquitetura é direcionado a dispositivos móveis e em seguida para desktop), a plataforma também pode ser acessada offline, considerando que o público agricultor muitas vezes sofre com dificuldades na qualidade de rede em suas regiões ou até não possuem sinal de internet.

Para os agricultores familiares é oferecido o modelo freemium de acesso à plataforma. O aplicativo é acessado por meio de mensalidades (fee). Os compradores de alimentos pagam uma taxa de corretagem por compra efetuada via plataforma, alinhada com a redução de custos promovida pela compra direta. O Sumá, nesse processo, coleta dados dos fornecedores e compradores. As informações obtidas são cruzadas para:

  • Seleção de fornecedores com base na distância do ponto de entrega, com fim de reduzir custo com transporte;
  • Curadoria sistematizada para avaliar se o fornecedor atende todos os requisitos estabelecidos pelo comprador;
  • Atuação com base em saturação geográfica e volume das demandas locais; e
  • Compartilhamento de rotas entre fornecedores para fim de redução de custos.

Atualmente, a base de usuários do Sumá é constituída por 10 cooperativas com 1595 famílias e outras 90 famílias não cooperativadas. Além disso, eles contam com 103 compradores, sendo 78 prospectados pela equipe e 25 cadastros espontâneos de diversos estados brasileiros.

A tecnologia não como fim, mas como meio

“O Sumá usa tecnologia de forma intensiva, porém igualmente somos intensivo em capital humano, que permita a construção de relacionamentos duradouros baseados em confiança. Isso demanda tempo e requer acompanhamento constante”, explica Daiana.  Além disso, o Sumá segue os propósitos de movimentos como o Slow Food e o projeto Alimentos Bons, Limpos e Justos. “Incentivamos por parte dos compradores o consumo de alimentos produzidos localmente, respeitando sazonalidade e conhecendo a história do agricultor e do alimento”, completa.

Horizontes do Sumá

Por trabalharem com uma grande quantidade de dados dos usuários, o Sumá estuda fazer o uso da Inteligência Artificial. “O uso de Inteligência Artificial, embora não apliquemos ainda, está em nosso roadmap para um horizonte breve. Com uso de Machine Learning e experiências compartilhadas visamos auxiliar tecnicamente os produtores na adoção das melhores práticas para rotatividade de plantio”, explica Daiana.

A organização enxerga nas tecnologias exponenciais um potencial para o empreendedorismo de impacto social no Brasil. De acordo com Daiana, “o uso adequado dessas tecnologias, respeitando a integridade física e moral das pessoas, bem como de toda natureza, elevará a humanidade a um novo nível de consciência”. Fonte:Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar - NITA 

 

Mais informações:http://nita.org.br/empresas/suma/

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