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Agora é Oficial – São Joaquim se torna a Capital Nacional da Maçã

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O Presidente Jair Messias Bolsonaro, sancionou no dia 03 de janeiro, a lei LEI Nº 13.790, que torna São Joaquim a Capital Nacional da Maçã.

O Projeto de Lei foi relatado pelo senador Dário Berger, que elege o município de São Joaquim, em Santa Catarina, como a Capital Nacional da Maçã. A cidade catarinense é referência nacional no cultivo da fruta e atualmente o maior produtor de maçãs do Brasil, responsável por cerca de 20% da produção no país.

São Joaquim é um município brasileiro do estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma altitude de 1.360 metros. Sua população estimada é de 26.045 habitantes. Situada no Planalto Serrano, está localizada a 227 km de Florianópolis. A cidade conta com uma grande diversidade étnica, composta principalmente por descendentes de portugueses, alemães, italianos e japoneses. Fonte: https://notiserrasc.com.br

 

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Escola japonesa que criou maçã Fuji vai fechar; antes, dará outro presente ao mundo

 

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"A escola técnica Fujisaki, sede do único Departamento de Maçãs no sistema de ensino japonês, vai fechar as portas ao final deste ano letivo.Mas antes de a cortina cair sobre 71 anos de história, os estudantes secundaristas querem desenvolver e registrar uma nova variedade de maçã.

A escola de Fujisaki foi inaugurada em 1948 e seu Departamento da Maçã surgiu em 1972. Já passaram pela instituição 2.300 alunos que seguiram suas carreiras para desempenhar importantes papeis na agricultura regional. Atualmente, só resta o Departamento de Maçãs. A última turma do terceiro ano do Ensino Médio tem apenas 12 estudantes, que estão decididos a deixar sua marca na história.

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Foi em Fujisaki que nasceu a variedade de maçã Fuji. O município se destaca na produção de maçãs na região de Aomori, onde estão os maiores pomares do Japão.

A escola técnica Fujisaki é um braço do Colégio de Hirosaki. Os professores do Departamento de Maçãs utilizam apostilas feitas por eles mesmos e dão aulas práticas num pomar de 3 hectares, onde os estudantes tomam conta das árvores.

Desde 2008, o Departamento de Maçãs é o único da escola. Em 2012, por causa da baixa taxa de natalidade, foi decidido que a instituição fecharia as portas ao final do ano letivo de 2018. Nesse ínterim, o produtor de maçã Masafumi Ota, de 63 anos, percebeu que algumas de suas macieiras estavam produzindo frutos com um brilho mais intenso, resultado de uma mutação genética. Pensando em dar um presente ao Departamento de Maçãs, Ota procurou a escola em abril do ano passado e sugeriu aos estudantes o desenvolvimento desta nova variedade.

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As maçãs colhidas por Oda são de um vermelho profundo e contam com um bom balanço entre doçura e acidez. Para homenagear a habilidade (kosha) dos produtores locais, eles decidiram batizar a variedade de Fujikosha. Em janeiro deste ano, foi pedido o registro da variedade junto ao Ministério da Agricultura.

Enquanto se preparam para fazer a última colheita dos pomares do Departamento de Maçãs, os estudantes coletam informações sobre peso da fruta, índice de açúcar, nível de acidez e outros indicadores exigidos para registro pela legislação japonesa. Pelo fato de a Fujikosha ser considerada uma variação da maçã Fuji, ainda não se sabe se eles conseguirão registrá-la como uma nova variedade.

A expectativa é de que o reconhecimento oficial da variedade aconteça em três anos. Mesmo depois de a escola ser fechada, Ota e alguns estudantes planejam continuar com o processo de registro.

“Como últimos alunos da escola, queremos fazer a nossa parte para garantir que a maçã Fujikosha alcance sucesso em todo o Japão”, diz o terceiranista Hiroki Fujita, de 17 anos.

“As maçãs são cultivadas com carinho. Queremos celebrar a história de uma escola que foi fruto das esperanças e do trabalho de pessoas dedicadas à fruticultura”, afirma Ota."  Fonte:https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura/fruticultura/

 

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Jeitinho russo: em vez de maçãs, eles importam pomares inteiros

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Diante de sanções econômicas, aposta do presidente Putin é despejar bilhões de rublos para tecnificar a agricultura local; nem que tenha de trazer tudo pronto de fora

Para entender como o presidente Vladimir Putin está diminuindo a dependência dos russos de alimentos importados, não é preciso olhar para além das macieiras que crescem na região de Krasnodar, perto do Mar Negro. A maioria das árvores veio transplantada da Itália.

A Rússia é o maior importador de maçã do mundo porque as variedades locais estragam mais rápido do que as cultivadas na Europa ou na China. E porque os consumidores preferem o sabor das frutas importadas.

Quando a empresa AFG decidiu aumentar a oferta de frutas, em 2015, em vez de utilizar variedades domésticas decidiu logo transplantar 143.000 árvores de pomares a 3 mil quilômetros de distância.

Neste ano, o novo pomar próximo das montanhas do Cáucaso produzirá cerca de 8.000 toneladas de maçãs Gala, Red Delicious e Granny Smith.

“Quando decidimos usar tecnologia de ponta para formar nossos pomares, percebemos que, infelizmente, a pesquisa nacional nesta área está muito aquém do que já se tem na Europa e em outras partes do mundo”, revela Oleg Ryanov, responsável pela unidade de pomares da AFG que, antes de assumir a função, dedicava-se ao cultivo de arroz em 70.000 hectares no sul da Rússia.“Desde o início, seguimos o rastro dos países europeus”, revela Ryanov.

Cada vez mais, a Rússia está adquirindo equipamentos e know-how de fora para expandir sua produção agrícola. Durante a última década, a estratégia ajudou a criar uma potência exportadora em grandes culturas, como trigo e cevada. Mas os consumidores ainda dependem de lácteos, frutas e vegetais vindos do exterior. A saída, para os agricultores, tem sido importar sementes, estufas e até vacas leiteiras para dar um “upgrade” no produto doméstico.

Diante de sanções internacionais, governo russo vem aumentando subsídios à agricultura local

O investimento da Rússia em agricultura alcançou 374,7 bilhões de rublos (US $ 6,6 bilhões) em 2017, um aumento de 3,1% em relação ao ano anterior, segundo dados do governo. Embora não haja estimativas do percentual destinado à aquisição de tecnologia estrangeira, segundo a consultoria Agriconsult, de São Petersburco, essas importações podem representar de 20% a 90% do custo dos produtores para iniciar uma nova operação.

“Há muitos equipamentos importados. Eles são caros, mas confiáveis. Alguns substitutos nacionais não são igualmente eficientes”, avalia Andrey Golokhvastov, diretor geral da Agriconsult.

O senso de urgência para refazer a agricultura local aumentou desde 2014, quando Putin baniu a importação de vários alimentos em retaliação às sanções impostas pela União Européia e EUA após incursões russas na Crimeia. E o governo entrou em cena para subsidiar os investimentos, num cenário em que o rublo fraco encarece ainda mais as importações.

Mas o investimento em tecnologia está valendo a pena. As importações de alimentos da Rússia em 2016 totalizaram US$ 23,6 bilhões, cerca de 5% abaixo de 2010, segundo dados da Organização Mundial do Comércio. Com enorme impulso à produção de grãos, as exportações totais do país aumentaram 16 vezes desde 2000. Uma década atrás, a Rússia era o maior importador mundial de aves. Desde então, cortou os pedidos em 80%.

Ainda serão necessários novos investimentos para tornar a Rússia mais auto-suficiente, afirmou Putin a agricultores recenemente, num fórum em Krasnodar. Além de importar mais maçãs do que qualquer outro país, a Rússia continua sendo o terceiro maior comprador de tomates e o segundo maior cliente de queijos no mercado internacional.

A disposição de aumentar os gastos na importação de tecnologia e equipamentos incrementou os negócios dos russos com empresas europeias como a DeLaval, da Suécia, o Gea Group e o Big Dutchman International, da Alemanha, e os construtores holandeses de estufas Certhon e Kubo Group.

A Kubo está expandindo sua capacidade de produção depois de triplicar as vendas para a Rússia no ano passado, que assumiu 25% de participação em seus negócios globais, segundo Henk van Tuijl, gerente de exportação da empresa. Os itens exportados incluem estruturas metálicas, monitores climáticos e equipamentos para montar 65 hectares de estufas. Os embarques vão aumentar neste ano, visto que já foram assinados contratos para mais 70 hectares.

“É um crescimento explosivo”, afirma van Tuijl. “Há uma grande demanda por uma produção eficiente de vegetais. Os russos estão sempre atrás do mais alto nível de tecnologia “.

O TH Group, fabricante de laticínios com sede no Vietnã, planeja investir US $ 2,7 bilhões para atender os russos. Contratou uma empresa norte-americana para fornecer 1.100 vacas leiteiras a uma fazenda inaugurada em janeiro. Na mesma linha, no ano passado a fabricante de iogurte francesa Danone fretou 5.000 vacas da Holanda e da Alemanha para uma fazenda na Sibéria, para garantir o suprimento de leite.

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Com ajuda de tecnologia estrangeira, a produção doméstica de maçãs aumentou cerca de 8% no ano passado, enquanto a colheita de tomates cresceu 11%, segundo a União Nacional dos Produtores de Frutas e Vegetais, com sede em Moscou. Mas mesmo com esses avanços, a Rússia ainda compra do exterior metade das maçãs que consome e 60% dos tomates.

A empresa AFG diz que está fazendo sua parte para incrementar o suprimento doméstico de maçãs. Já investiu 4,3 trilhões de rublos desde 2015 para plantar 700 hectares com árvores italianas, de um ou dois anos de idade e 1,8m de altura, entregues em caminhões refrigerados. Alguns pomares também são cultivados com variedades locais.

Outros preferem adotar estratégias de longo prazo. Segundo Sergey Korolev, presidente da União Nacional dos Produtores de Frutas e Vegetais, alguns produtores planejam comprar empresas de sementes de tomate e pepino em outros países, para então nacionalizar os produtos.

E ainda há aquelas empresas russas, como a Ros Agro Plc, que fazem investimentos para competir de frente com gigantes como a Monsanto. “Se não tivermos nossas próprias sementes, todos os outros investimentos ficam numa perigosa zona de risco”, alerta Korolev. Fonte: Agronegócio Gazeta do Povo/ The Washington Post

 

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