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Sistema de produção limpa de alimentos da Epagri é premiado pela Fundação Getúlio Vargas

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A Epagri será premiada pela Fundação Getúlio Vargas por ter desenvolvido um sistema de produção limpa de alimentos. O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) foi um dos 12 casos selecionados no Brasil, na área de inovação para a inclusão da agricultura familiar em cadeias de alimentos.

A entrega do prêmio acontece nesta quinta-feira, 12 de setembro, em São Paulo, no Centro de Estudos em Sustentabilidade (FGVces) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP.

A premiação é realizada por meio do Projeto Bota na Mesa, da FGVces, com o tema Mudança do Clima e Transição Agroecológica. O caso da Epagri foi selecionado entre outros 80 inscritos por instituições públicas e privadas do País.

O objetivo da premiação é inspirar a construção de referências de atuação para empresas e governos em relação à cadeia produtiva de alimentos. Para selecionar os casos, pesquisadores do FGVces levaram em consideração o grau de inovação, a conexão com os temas de transição agroecológica e mudança do clima, a contribuição para a inclusão da agricultura familiar e o potencial de escala e replicabilidade de cada iniciativa.

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SPDH

O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças vem sendo desenvolvido há 25 anos em Santa Catarina. Ele consiste em alguns princípios fundamentais que, se forem aplicados corretamente, levam a reduzir ou até eliminar o uso de produtos químicos nas propriedades, no curto ou médio prazo, explica Marcelo Zanella, extensionista rural da Epagri na Grande Florianópolis e especialista no assunto. Entre esses princípios estão o uso plantas de cobertura para proteger o solo, a rotação de culturas, a nutrição adequada da planta segundo suas taxas diárias de absorção, o não revolvimento do solo e o manejo mecânico das plantas espontâneas sem produtos químicos.

Existem atualmente em Santa Catarina entre 1,2 mil e 1,3 mil propriedades trabalhando em SPDH, que abrangem uma área de 3,5 mil a 4 mil hectares. As principais lavouras de SPDH no Estado são maracujá, couve, repolho e brócolis. Na Grande Florianópolis, praticante todo o chuchu é cultivado no sistema. A área cultivada com alface e tomate também vem crescendo muito no Estado.

“A gente chama de plantio direto propriedades que estão em transição para o sistema de produção limpa. Algumas estão mais adiantadas, outras mais atrasadas, mas todas estão num processo de adequação“, descreve o extensionista da Epagri. Santa Catarina é pioneira nesse sistema no país, que surgiu da necessidade de diminuir custos e elevar a competitividade da agricultura familiar. “A ideia é reduzir o trabalho do produtor e aumentar a qualidade dos alimentos”, explica Marcelo.

 

Mais informações:  http://gvces.com.br/projeto-bota-na-mesa

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

Agricultores de Curitibanos visitam a Capital Catarinense da Hortaliça

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Organizada pela Epagri, agricultores e técnicos de Curitibanos, Frei Rogério e Santa Cecília participaram de uma excursão técnics para conhecer a produção de hortaliças, no munícipio de Antônio Carlos. A visita à Capital Catarinense da Hortaliça foi realizada no início de julho e contou com 37 participantes.

O grupo visitou três propriedades: duas de produção de hortaliças orgânicas, entre elas a Chácara Beija-flor, muito conhecida no mercado de hortaliças processadas, e uma que produz chuchu e maracujá em Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH). O objetivo foi aprender sobre o manejo e ver a importância do uso de adubação verde e cobertura de solo.

O roteiro incluiu a visita a uma agroindústria de produção de hortaliças minimamente processadas que já tem vendas estabelecidas nos supermercados da região. “Esse tipo de produto vem dominando o mercado consumidor nos grandes centros, pela busca por produtos frescos, práticos, vendidos em pequenas embalagens e prontos para o consumo. É, sem dúvida, a tendência de mercado na produção de hortaliças”, destaca Juliana Golin Krammes, engenheira-agrônoma da Epagri de Curitibanos.

Os visitantes levaram mudas de mandioquinha-salsa da variedade Gigante Angelina para distribuir entre os agricultores da sua região e avaliar o desenvolvimento. Mudas de gengibre e açafrão serão implantadas em uma unidade de observação para analisar o potencial de cultivo e a viabilidade para produção comercial.

A excursão foi realizada com recursos do Programa Ater mais Gestão com a Coper Planalto Sul e buscou motivar e levar conhecimento para os agricultores familiares aplicarem em suas propriedades.

 

Mais informações: emcuritibanos@epagri.sc.gov.br

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O segredo está no chão

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Com apoio da Epagri, agricultores têm acesso ao calcário do programa Terra Boa e dão o primeiro passo para o manejo adequado do solo.

O Terra Boa é um dos programas mais tradicionais da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e, há mais de 20 anos, beneficia os produtores catarinenses com subvenção para aquisição de calcário, sementes de milho, kit forrageiras e kit apicultura.

A Epagri é quem executa o programa nos municípios: no caso do calcário, os extensionistas orientam a coleta de amostra de solo e encaminham o material para o laboratório. Depois fazem a recomendação de correção e adubação. O trabalho de extensão rural vai além e contempla uma série de práticas para o manejo adequado do solo.

Em 2017, 16,5 mil famílias foram beneficiadas com o calcário. Uma dessas foi a de Alírio e Zenaide Bennert, de Ituporanga. Eles começaram a fazer análise de solo há quatro anos, quando buscaram ajuda da Epagri e mudaram o rumo na propriedade. Depois de desistir da produção de cebola e de fumo, o casal entrou para o grupo Sabor do Campo, organizado pela Epagri e voltado para a produção de alimentos seguros. Com a participação em reuniões, excursões e outros eventos, a família passou a praticar o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH).

Foi numa visita à propriedade que o técnico da Epagri suspeitou que haveria necessidade de corrigir a acidez do solo. Depois das análises, o calcário foi aplicado de acordo com a recomendação técnica. Alírio também seguiu as orientações para adubação, manejo do solo e uso racional de insumos e agrotóxicos. “A gente trabalhava usando muito produto químico. Depois que mudamos o estilo de produzir, tivemos uma melhora grande. Fazemos análise todo ano e, quando é preciso, corrigimos o solo. Com o SPDH, reduzimos o custo de produção e o uso de fertilizantes, fungicidas, inseticidas e herbicidas”, conta Alírio. 

Hoje o solo está fértil e ajuda a manter a produtividade. Em 6 hectares, eles colhem, por mês, cerca de 4 toneladas de chuchu, 20 mil unidades de couve-flor e brócolis e 0,5 tonelada de pimentão. O casal ainda produz cenoura, berinjela, repolho, abobrinha, batata-doce e milho e também voltou a plantar cebola. Fone: Balanço Social da Epagri

http://docweb.epagri.sc.gov.br/website_epagri/Balanco_Social-2017.pdf

 

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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