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Técnicos da Cidasc esclarecem sobre padronização e critérios para produtos da merenda escolar

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Os classificadores da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Cataria – Cidasc, Ezequiel Pelentir e Herno Márcio Godel, participaram de encontro Campos Novos, com o grupo de produtores da agricultura familiar que fornecem alimentos para a merenda escolar e com merendeiras das escolas municipais, mais de 70 pessoas participaram do encontro.

Os técnicos abordaram as legislações obrigatórias na compra e venda de produtos vegetais pelo poder público, sua padronização e alguns critérios que devem ser adotados pela Prefeitura para receber, e pelos produtores para produzir e vender para a merenda escolar.
 

A Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009, determina que no mínimo 30% do valor repassado a estados, municípios e Distrito Federal pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) deve ser utilizado na compra de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações.

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Os técnicos destacaram que a obrigatoriedade do poder público de comprar 30% de gêneros alimentícios da agricultura familiar não isenta o produtor rural do cumprimento de todas as legislações sanitárias e de classificação dos produtos. É necessário que o município adote alguns critérios para que todos os produtores possam se inscrever para participar, mas que também possam ser dispensados se caso não cumpram estas obrigatoriedades.

“A alimentação escolar é um instrumento eficaz para a implantação de novos hábitos alimentares. O objetivo do encontro além de orientar produtores e comunidade escolar, estamos promovendo a segurança alimentar nas escolas”, destaca Ezequiel Pelentir.

Santa Catarina é um dos estados com maior número de agricultores familiares do país, e a agricultura familiar oferecendo refeições preparadas adequadamente, saborosas, variadas, balanceadas, visualmente atrativas e sem apresentar riscos à saúde dos alunos.

Saber manusear, higienizar e acondicionar corretamente os alimentos e os utensílios de cozinha é um fator importante para o combate às intoxicações alimentares e outras enfermidades. Assim, a capacitação das cozinheiras é um ponto importante no cuidado que a escola deve ter para com as crianças.

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O apoio dos profissionais da Cidasc em orientar as merendeiras para as Boas Práticas de Manipulação de Alimentos e os produtores rurais no cumprimento das legislações sanitárias na hora de produzir e vender promove melhorias em todo o processo. “O poder público, a comunidade escolar e os produtores rurais precisam entender que as nossas crianças necessitam comer alimentos cada vez melhores e mais seguros”, afirma Herno Márcio Godel. Fonte: Cidasc/Departamento Regional de Campos Novos

 

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Grupo “Sabor do Campo” de Ituporanga é exemplo de cooperativismo

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Unir o que cada família produz de melhor, obter volume de produção e ganhar o mercado com alimentos de alta qualidade. O grupo “Sabor do Campo”, do município de Ituporanga é um daqueles exemplos de pequenos grupos de trabalho que começaram devagar, sem grandes pretensões, e tornaram-se um modelo de sucesso em empreendedorismo. A proposta coletiva neste caso é ofertar alimentos seguros e diferenciados. Produtos que tenham, realmente, aquele gostinho colonial do campo.

Historicamente, a Epagri do município de Ituporanga, região do Alto Vale, trabalha com sistemas de produção. Mas, além do cultivo de alimentos de qualidade, os extensionistas viram a necessidade de acompanhar essa produção pós-porteira. Ou seja, pensar no mercado. Assim, em 2013, algumas famílias se uniram para discutir comercialização, iniciando então as vendas para programas institucionais, como alimentação escolar e feira municipal.

“Essas parcerias com os municípios são fundamentais. Também há o resgate da participação da família, da tomada de decisão entre familiares, do empoderamento do produtor. Pensar coletivamente fez também com que muitos agricultores voltassem a estudar. Os resultados são muito bons”, explica Katiucia Visentainer, extensionista rural da Epagri.

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Como diferencial, produtos coloniais, massas caseiras, sistema de rastreabilidade, manejo impecável de lavouras. O Grupo Sabor do Campo tem hoje 22 famílias associadas. “Nós produzimos tudo artesanalmente, por isso o sabor diferenciado. O que eu quero para minha família, eu também quero oferecer ao meu cliente”, conta a agricultora Solange Lichtenfelz, que produz pães, bolachas e tortas.

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Alimento seguro é um dos lemas desse grupo. Por isso, o Sistema de Plantio Direto é amplamente divulgado pela Epagri e utilizado pelos agricultores. Segundo o extensionista rural da Epagri, Édio Zunino, a família começa testando em áreas menores e, em seguida, adota a técnica na propriedade inteira. “Em alguns casos, o agricultor consegue reduzir em 50% seu custo de produção, com produtividade igual ou maior que no sistema convencional”, lembra Édio.

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Completar o caminho desses produtos, sem intermediários, até o supermercado ou na merenda escolar é a grande vantagem desse projeto. É mais renda que chega aos agricultores, com segurança e qualidade para quem consome os alimentos produzidos de forma responsável no campo.

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Produtores rurais de Canoinhas contribuem para a alimentação das crianças nas escolas do município

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A agricultura Familiar está cada vez mais presente no dia a dia de que vive na área urbana. Nas Escolas e Centros de Educação Infantil (Ceis) da Rede Municipal de Ensino (RME) de Canoinhas isto também é realidade, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação os produtores rurais entregam verduras e legumes que são selecionados para ser utilizados na Merenda Escolar. 

Cristiane Herbst Mota atua há 16 anos como nutricionista da alimentação escolar, é atualmente é nutricionista da Secretaria de Educação da Prefeitura de Canoinhas, ela comenta que os agricultores desenvolvem um trabalho muito bonito, mas com muitas dificuldades, inclusive climáticas. "É um trabalho em parceria para dar tudo certo. Aprendemos com o tempo trabalhar com os agricultores familiares e eles a trabalhar conosco tudo é uma conquista, sobretudo quando se trata de hábitos de alimentação saudável na vida das nossas crianças". disse.

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Cristiane comenta que o Setor de Alimentação Escolar da Secretaria Municipal de Educação atende diariamente com alimentação escolar 38 Unidades Escolares e 4 extensões (6.036 alunos), totalizando no ano, aproximadamente 4 milhões de refeições.

Para garantir a quantidade e qualidade da refeição oferecida aos alunos são investidos na compra de alimentos mais de 2,5 milhões ao ano, dos quais 1,5 milhões são de recursos próprios da Prefeitura. "Mais de 50% dos recursos federais são investidos na compra de alimentos dos agricultores da região, como a maioria dos legumes e verduras. Muitas frutas e verduras fornecidas para a alimentação escolar já possuem o certificado de orgânico" destaca a nutricionista.

Para adquirir os produtos da agricultura familiar as nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação fazem uma análise dos alimentos que fazem parte do hábito alimentar; quais os alimentos que são produzidos na nossa região e quais deles os agricultores realmente podem oferecer. A partir dessa pesquisa dos alimentos, o Setor de Licitações realiza uma ou mais chamadas públicas ao ano para adquiri-los por meio dos agricultores da região.

Os alimentos da agricultura familiar são utilizados com muito cuidado e carinho pelas cozinheiras das unidades escolares em preparações como saladas, sucos, vitaminas, sanduíches, pães, ensopados, bolos, grelhados e estão em todos os horários, desde o café da manhã até o jantar.

"Além de beneficiar a saúde das crianças e melhorar o desempenho escolar, a alimentação oferecida hoje nas Escolas e Centros de Educação Infantil do nosso município contempla a participação de pequenos agricultores da região, colaborando para que permaneçam em suas localidades e se sintam mais motivados", finaliza Cristiane. Fonte: Correio do Norte

 

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Agricultor de Mondaí agrega renda com produção de quatro variedades de banana

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A propriedade, onde o agricultor Leo Gruhlke cultiva banana está localizada na linha Capivara, a cerca de 1,5 km do rio Uruguai, no município de Mondaí.

Conforme o engenheiro agrônomo da prefeitura municipal, Paulo de Anhaia, o produtor fornece cerca de 100 quilos de banana toda semana para a merenda escolar. O agricultor também faz a venda para mercados e clientes particulares do município.

Paulo de Anhaia comenta que no ano passado a família entregou cerca de cinco mil quilos da fruta para as escolas. Ele lembra que no inverno a produção diminui, mas a propriedade garante frutas durante todo o ano.

A localização da propriedade, em um morro, e a interferência do clima pela proximidade com o rio favorecem o desenvolvimento da banana, que não é prejudicada pela geada.

O agrônomo ressalta que não cabe mais o ditado comum de “preço de banana” como referência a algo que é barato porque o valor da fruta valorizou bastante.

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Paulo de Anhaia comenta que o preço da banana foi valorizado devido ao aumento no consumo e às doenças que atacam a planta e às frutas.

O agrônomo enfatiza que a produção da família Gruhlke é feita de forma orgânica, mas ainda não possui selo de certificação.

Atualmente são dois hectares e entre as variedades estão banana prata, nanica, BRS platina e BRS conquista, uma variedade desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Epagri.

Esta variedade produzida por uma empresa de Minas Gerais é resistente ao mal do Panamá e a sigatoka negra.

A BRS conquista teve uma boa adaptação no município, com cachos que chegam a 40 quilos. O produtor está fazendo testes com outras quatro variedades novas, inclusive cruzamentos entre cultivares.

Mais informações: emmondai@epagri.sc.gov.br

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Merenda escolar ganha incremento de uvas produzidas em Urussanga

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Os olhares atentos, a expectativa para saborear um produto diferenciado que aguça os sentidos, além de ser saudável e trazer a tradição de Urussanga no plantio e colheita da uva motivaram a secretaria de educação do município a inserir a fruta na merenda escolar. Além de a uva ser símbolo da região, especialmente de Urussanga, ela também é considerada uma das frutas mais saborosas e mais saudáveis.

“A uva é uma rica fonte de carboidratos que são conhecidos por fornecer energia instantânea. Esta é uma fruta de baixa caloria. O açúcar presente na uva é basicamente glicose e frutose que o torna um fornecedor de energia instantânea. Além disso, a uva também é uma excelente fonte de vitamina C, vitamina-B, vitamina K, vitamina E, Ferro, Magnésio, Cálcio, Fósforo e Potássio. Ela também traz benefícios para o coração, para os olhos, pele, ajuda a prevenir a constipação além de fortalecer o sistema imunológico”, garante a nutricionista Letícia Albano.

 

Mais informações: www.urussanga.sc.gov.br

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