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Futuro do meio ambiente em debate no Extremo Oeste

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Despertar na população a preocupação com a preservação do meio ambiente e discutir políticas públicas em favor de um desenvolvimento econômico que priorize a natureza foram alguns dos objetivos do Seminário Meio Ambiente e Sociedade 2019, promovido pela Comissão de Turismo e Meio Ambiente e Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, realizado no dia 28 de junho, no Centro dos Idosos, em Anchieta.

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Mais de 350 jovens, vereadores, secretários municipais, agricultores, pesquisadores e especialistas de renome no Estado debateram as perspectivas sobre o desenvolvimento da região e a sustentabilidade.


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Além das palestras, também foram apresentados projetos voltados à preservação ambiental na região, desenvolvidos por prefeituras e por organizações da sociedade civil. A atividade é a segunda de uma série de sete eventos voltados ao tema, em todas as regiões do Estado. A primeira foi realizada em Florianópolis, em junho. Antes do evento, alunos do terceiro, quarto e quinto anos do Centro Municipal Educacional Infantil e Fundamental apresentaram uma “mística” sobre os quatro elementos do meio ambiente e sua preservação.

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O deputado Padre Pedro Baldissera (PT), proponente do encontro, destacou que o objetivo dos seminários é despertar na juventude ações concretas na relação do meio ambiente e a tecnologia, procurando uma convivência saudável e prática. Lembrou que, desde 2002, vem trabalhando na conscientização sobre a preocupação da produção agrícola saudável e a indústria do agrotóxico, que vem aumentando gradativamente no Brasil.


A realização do seminário em Anchieta, um município essencialmente agrícola, busca também mostrar a preocupação com o crescimento de casos de câncer na região e a utilização de agrotóxicos. “Estamos nos alimentando de veneno e temos que buscar um modelo de desenvolvimento científico com a produção ecológica e orgânica. Uma produção harmoniosa que se respeite o meio ambiente e o ser humano.”


O deputado Fabiano da Luz (PT) enalteceu o trabalho desenvolvido por Padre Pedro Baldissera na preocupação com o meio ambiente. “Ele é um grande defensor da terra, da natureza e da vida. Desde quando prefeito de Pinhalzinho, venho acompanhando o trabalho do Padre Pedro na defesa do meio ambiente.” Fabiano também alertou sobre a preocupação dos deputados contra a intenção de uma empresa internacional em explorar o xisto em Santa Catarina, que vai ser discutido na Assembleia Legislativa. “O lobby em favor desta exploração econômica é grande, mas temos que alertar sobre a situação ambiental, que poderá ser afetada caso essa exploração seja permitida.”

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O prefeito de Anchieta, Ivan Cansi (PT), avaliou como importante a realização do seminário no município, trazendo um tema que reflete a realidade econômica e social da região, discutindo o que a população quer para o futuro por meio de uma reflexão sobre as políticas públicas envolvendo o meio ambiente e uma vida saudável. “Queremos o desenvolvimento, mas sem degradar o meio ambiente.”

Cansi citou que Anchieta já teve mais de 11 mil habitantes na década de 70, mas devido ao êxodo rural, atualmente tem 5.600 habitantes, por isso debater o meio ambiente e o desenvolvimento econômico tem que ser em cima de políticas públicas que unam essas duas áreas e planejando o futuro da região, por meio da conscientização dos jovens. 

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Aquífero Serra Geral


O professor Luciano Augusto Henning, do Projeto Rede Guarani/Serra Geral, apresentou a primeira palestra, abordando o tema Ciclo da Água, Aquíferos, Energia e Gás de Xisto, considerado fundamental para Santa Catarina, por já existir na pauta projetos para exploração de gás de xisto utilizando o fracking, tecnologia invasiva que já causou danos ambientais irreversíveis em diversas regiões do mundo. Henning apontou a importância do aquífero Serra Geral, mais importante que o Guarani para o estado, por cobrir 51% de Santa Catarina. “Essa água, limpa e boa, está no subsolo catarinense, nas fraturas das pedras de ferro, e tem que ser preservada e utilizada conscientemente, apesar de já existir indícios de poluição.”

Henning tem mestrado e doutorado pela UFSC na área de Geografia e participou de pesquisas na Queen´s University, no Department of Global Development Studies, em Kingston, no Canadá. Atualmente, além de pesquisador do projeto Rede Guarni/Serra Geral, integra a equipe de investigadores do Laboratório de Análise Ambiental (LAAm) do Departamento de Geociências da UFSC, com ênfase na área de recursos hídricos. Ele explicou que as águas do aquífero Guarani estão a mais de 1.500 metros de profundidade e que as águas do Serra Geral são mais acessíveis, por isso a divulgação da sua existência e a preocupação ambiental com ela é importante. “Primeiro temos que conhecer, para depois preservar e utilizar conscientemente.”

Contrato com a natureza


A segunda palestra, Energia e Desastres Ambientais, ministrada pelo professor Marcos Aurélio Espíndola, evidenciou a relação entre o modelo de geração de energia no país e as consequências ambientais e sociais para as populações. Para o professor, que é mestre em Geografia pela USP, doutor em Geografia Humana pela UFSC e Pós-doutor pelo Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Área de Concentração Sociedade e Meio Ambiente (Desastres Ambientais e Políticas Públicas), também pela UFSC, a ideia é conscientizar a população da importância de estabelecer um contrato com a natureza, estabelecendo uma reflexão em detrimento com o contrato que herdamos com o iluminismo, que prioriza o social e o econômico.


“Temos que colocar a natureza em evidência, despertar essa consciência ecológica.” De acordo com o professor, o contrato natural reza que as relações socioeconômicas entre os homens não podem mais ser regidas pela premissa de que a natureza é apenas o ponto de partida do processo de produção. “Somos parte da teia da biosfera e dependemos imediatamente dela para viver. A natureza é o ponto de partida e de chegada de si mesma.” Espíndola afirma que não se pode fazer morrer o que faz nascer, apenas para que adquira a forma de mercadoria, de lucro e de lixo.

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Energias renováveis e tecnologias sociais


Com o foco em desenvolvimento de formas alternativas de geração de energia e sua interação com a sociedade, o professor Marcio Antônio Nogueira Andrade ministrou o tema Energias Renováveis e Tecnologias Sociais. O professor, que é mestre e doutor em Engenharia Civil na área de Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, e pós-doutor no Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC (Núcleo de Engenharia Sanitária do Departamento de Hidráulica) em Lisboa, Portugal, e na Cornell University (Department of Biological and Environmental Engineering) em Ithaca, Nova Iorque (EUA), defendeu investimentos em tecnologias sociais para que a população possa sobreviver às adversidades.


Para ele, a tecnologia sustentável pode diminuir os problemas de convivência harmoniosa com os recursos naturais. Citou como exemplos a utilização das águas da chuva como recurso hídrico, a utilização da biomassa residual, como dejetos de animais, para produção de biogás como fonte de energia. Relatou que na Alemanha, um terço do que é produzido em energia elétrica na usina de Itaipu é produzida por essa biomassa residual. “Nós somos um país tropical, a era do carvão e do petróleo está no fim. Nós temos que utilizar a tecnologia sustentável, disponível no nosso país, como a biomassa, a energia solar, eólica, para progredirmos.”

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Experiências regionais


No período da tarde, o seminário abriu espaço para apresentações de projetos voltados ao meio ambiente e à sustentabilidade na região do Extremo Oeste. O prefeito de Anchieta, Ivan Cansi, que é engenheiro agrônomo da Epagri, abordou o tema modelo de desenvolvimento e o meio ambiente em Anchieta e região. Ele enfatizou que não existe pensar em desenvolvimento regional sem pensar no meio ambiente, “tudo está ligado”.


Cansi lembrou que na região, de 1940 a 1970, a população não respeitava o meio ambiente, a cultura era de limpar os terrenos, queimar florestas, tirar as pedras para preparar os terrenos. Roçadas e queimadas eram normais, quando a terra ficava fraca, os agricultores mudavam para outras áreas. Cultivava-se milho, fumo. De 1980 a 2000, observou que foi o apogeu do agrotóxico e o início das estiagens na região. “Se intensificou a monocultura da soja, do milho hídrico. Se introduziu a bovinocultura de leite, que causa a compactação do solo. Visível degradação do solo e da água.”, disse o prefeito, que ainda completou: "De 2000 para agora, surgiram os transgênicos, milho é para silagem, solo descoberto, produção da aveia, e a bovinocultura continua. Há a retomada do cultivo da subsistência, o 'fim do desmatamento' e a escassez da água". Como positivo, o prefeito enumerou que a região começou a investir em cisternas, recuperar a mata ciliar, além da existência de uma legislação ambiental mais rígida, uma educação ambiental mais presente.


O vice-prefeito de Anchieta, Vilmar Piovesani (PT), falou do projeto Prefeitura Ecológica, como recolhimento de lixo e práticas sustentáveis de separação do lixo, coleta de lixo orgânico e transformar esse material em material de adubação. O agrônomo da Epagri, Jacir Strapasson, abordou o tema Água para os Bisnetos, de Anchieta, voltado à gestão hídrica e à preservação e qualidade da água do município e da região. A coordenadora do Grupo Raízes Ecológicas, Roselei Willi, focalizou o Projeto Agroecologia, abordando a experiência da produção de alimentos orgânicos, que buscam certificados. 


Encerrando o evento, o diretor de Meio Ambiente e Defesa Civil de Palma Sola, Douglas Fernando Ribeiro, enalteceu o projeto de tratamento de dejetos humanos, adotado no município desde 2010 e que é considerado referência nacional para tratamento de esgoto para cidades de pequeno porte, atendendo todo perímetro urbano de Palma Sola. O projeto está sendo ampliado e está em fase de conclusão de parceria técnica com outros municípios da região e pesquisado por outros estados. Fonte: 
AGÊNCIA AL

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Seminário sobre juventude rural é realizado em Anchieta

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Na tarde do dia 27 de setembro aconteceu o 1º Seminário da Juventude Rural do município de Anchieta. O evento foi organizado pela Administração Municipal, em parceria com a Epagri e Instituto Federal de Santa Catarina.

Representantes da sociedade civil, do poder público e entidades como: Sintraf, Cooper Anchieta e Oeste Bio, marcaram presença durante a abertura, bem como o vice-prefeito, Vilmar Piovezani, Jonas Rodrigo Ramon, Gerente Regional da Epagri e Diego Albino Martins, Diretor do IFSC.

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Segundo vice-prefeito, Vilmar Piovezani, o Seminário é o primeiro passo para o desenvolvimento de políticas públicas para a juventude do município. Destacando a importância da participação da juventude para o desenvolvimento e para o aumento da qualidade na agricultura.

Jonas Rodrigo Ramon, Gerente Regional da Epagri, destacou a importância do evento e colou a Epagri como grande parceira no desenvolvimento de trabalhos junto a juventude rural anchietense, já o diretor do IFSC, Diego Albino Martins, parabenizou a inciativa da administração na realização do evento e enfatizou o fortalecimento de laços entre a instituição de ensino e as entidades para o desenvolvimento da juventude.

Durante a programação do Seminário, o Professor do IFSC, Rodrigo Kummer, palestrou sobre os desafios e as perspectivas da juventude rural do oeste catarinense e Adriano de Martini, vereador do município de Xanxerê, atuante na organização das juventudes, falou sobre Conselho Municipal de juventude.

O seminário contou também, com o depoimento do jovem agricultor, residente da Linha São Roque, Leonardo Pansera Bulegon, que colocou sua experiência na agricultura e também os desafios da sucessão familiar.

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Ao final, os participantes realizaram trabalho em grupo, colocando para os demais, quais são os desafios dos jovens no campo, hoje, em Anchieta e ainda, puderam dar sugestões de ações e investimentos pelo setor público a juventude rural.

O Prefeito Ivan José Canci, encerrou o evento agradecendo a presença de todos e também à comunidade da Linha São Roque que cedeu o espaço para a realização do evento. Aduziu a importância do encontro para ouvir a juventude e em parceria com a Epagri e o IFSC desenvolver trabalhos de forma especifica.

O próximo seminário será para a juventude urbana, e se realizará no dia 14 de outubro, no antigo Cenec, às 13h30mi

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Jovens rurais de Anchieta avaliam melhorias em suas propriedades

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A Epagri vem realizando ao longo dos últimos anos cursos que preparam o jovem rural para o empreendedorismo. Os cursos foram viabilizados com recursos do Programa SC Rural, que também apoia o desenvolvimento dos melhores projetos, apresentados na conclusão da capacitação.

Além de incentivar o empreendedorismo rural, os cursos servem para formar laços entre os participantes, que passam a dividir experiências e a se apoiar mutuamente em busca do desenvolvimento sustentável de suas atividades. Um bom exemplo isso foi o reencontro da turma de 2014 de Anchieta, realizado no dia 25 de outubro.

Sob a coordenação dos engenheiros-agrônomos da Epagri local, Ivan José Canci e Jacir Francisco Strapazzon, os jovens e seus familiares se reuniram na propriedade de Leonardo Buligon, na Linha São Roque. O objetivo foi trocar experiência e saber como vão as atividades depois de quase dois anos de conclusão do curso.

Na parte da manhã os participantes discutiram a relação entre pais e filhos no âmbito da sucessão familiar. O debate foi orientado pela psicóloga do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) do município, Edinara da Costa. Após o almoço, oferecido pela família Buligon, o jovem anfitrião apresentou as melhorias e inovações implantadas em sua propriedade após a participação no curso. Os jovens e seus pais discutiram os temas abordados e comentaram sobre os avanços promovidos em cada propriedade.

De acordo com os organizadores, o encontro e os temas discutidos tiveram boa avaliação dos participantes. O próximo compromisso já ficou marcado para a propriedade da família da jovem Nelsi Wiesloski.

 

Mais informações: Epagri – Anchieta - (49) 36443340 

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Polícia Militar Ambiental e Protetores Ambientais participam da Expo Anchieta 2016

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Nos dias 19 e 20 de março, a Polícia Militar Ambiental, com sede no município de São Miguel do Oeste, juntamente com os Protetores Ambientais da Turma Anchieta 2015, participaram da XI Expo Anchieta 2016.

“Os trabalhos da Polícia Militar Ambiental foram apresentados para público visitante, sempre com o propósito de sensibilizar as pessoas quanto à importância de promover ações sustentáveis”, destaca o 1º Tenente PM Everton Carlos Roncaglio, Comandante do 2º Pelotão da 2ª Companhia do 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

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Os Protetores Ambientais, por sua vez, repassaram informações sobre o Programa Protetor Ambiental, bem como orientações e conhecimentos adquiridos durante o curso.

Segundo o 3º Sgt Ademir Antonio Catto, os temas que foram abordados com o público merecem destaque: o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março; o uso sustentável das florestas, com a entrega de mudas de árvores nativas; a necessidade do combate a caça e a pesca predatória, mostrando objetos e petrechos apreendidos; além da distribuição de cartilhas e folders com orientações sobre várias temáticas.

 

Programa Protetor Ambiental 

O Programa Protetor Ambiental desenvolvido pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina em parceria com o Ministério Público, Poder Judiciário, Poder Público Municipal e outras instituições, também conta com o apoio do Programa SC Rural.

Programa SC Rural, apoia a Polícia Militar Ambiental na ampliação do Programa Protetor Ambiental, que vai promover, até o final de 2016, 60 cursos para formação de 1.800 adolescentes de 11 a 14 anos. Eles serão treinados e disciplinados para auxiliar a Polícia Militar Ambiental de Santa Catarina em suas atividades de educação ambiental.

 

Mais informações:  Polícia Militar Ambiental São Miguel do Oeste – (49) 3622-6580

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Polícia Militar Ambiental realiza formatura de 50 novos Protetores Ambientais no Extremo Oeste

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A Polícia Militar Ambiental em São Miguel do Oeste finaliza as ações de educação ambiental de 2015 com a formatura de mais duas turmas do Programa Protetor Ambiental, sendo uma turma no município de Anchieta e outra em Guaraciaba.

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As formaturas foram realizadas contando com a presença de autoridades, parceiros do Programa, familiares e amigos dos adolescentes formados. Com isso, a região passa a contar com 12 turmas concluídas, o que totaliza 300 adolescentes já contemplados e formados pelo programa.

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Além do conhecimento ambiental, a fim de que possam tornar-se multiplicadores do saber ambiental e até mesmo, estimular a formação de futuras lideranças ambientais, os adolescentes foram contemplados com ensinamentos relacionados a disciplina, respeito, responsabilidade e comprometimento, o que certamente contribuirá para a formação e a vida de cada um.

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"Para a Polícia Militar Ambiental, estas duas formaturas representam mais uma jornada de sucesso e êxito alcançado, já que poderá contar com 50 novos colaboradores de visão extremamente crítica e de ações voltadas as boas práticas ambientais, pois serão os mais novos parceiros nesta árdua missão de preservar", ressalta Everton Carlos Roncaglio, Tenente Comandante da Polícia Militar Ambiental em São Miguel do Oeste.

 

Mais informações: 5ª Companhia BPMA –São Miguel do Oeste – (49) 3622-6580

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Tarde de Campo em Anchieta reúne produtores em campo demonstrativo de pastagem

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Encontro foi realizado na  na propriedade da família Schneider, localizada na comunidade de Linha Santa Rita, município de Anchieta. Objetivo foi oportunizar o conhecimento dos diversos tipos de pastagem cultivados no campo demonstrativo e incentivar a produção de leite à base de pastagem verde.

A iniciativa da secretaria da Agricultura também busca diminuir o percentual de silagem utilizado atualmente na alimentação do rebanho, reduzindo, assim, os custos de produção. O cultivo da pastagem para demonstração foi realizado pela equipe da secretaria de Agricultura em parceria com o engenheiro agrônomo, Eduardo Schneider.

Na abertura do evento, o secretário de Agricultura, Mario Signor, recepcionou os participantes falando sobre a crise enfrentada na atualidade pelo setor leiteiro e ressaltando a importância da adoção de medidas que reduzam custos de produção.

Na sequencia, os produtores foram convidados a visitar a área de cultivo onde receberam informações e orientações do engenheiro agrônomo da secretaria, Carlos Antonietti e do técnico da Epagri de Anchieta, Luiz Henrique Coelho. Durante a explanação dos profissionais, os participantes esclareceram dúvidas e realizaram uma breve análise sobre as características de cada variedade com objetivo de identificar aquelas que mais se adaptariam as suas propriedades.

O prefeito Ari Prestes também participou da Tarde de Campo e falou aos agricultores sobre a importância da iniciativa da secretaria lembrando que assim como nos demais setores da economia, a agricultura também deve buscar o aprimoramento e a inovação para obter melhores resultados. O prefeito destacou ainda a importância da nota fiscal de produtor, solicitando a todos que contribuam para melhorar a arrecadação do município e assim viabilizar os investimentos que a municipalidade almeja realizar em prol da agricultura.Fonte:Prefeitura Municipal

 

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Em Ancheita, produção de frutas tropicais orgânicas garante lucro para família Alberton

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Ainda em fins de 2008, com incentivo da Epagri e do Projeto Microbacias 2, o casal de agricultores Deogênio e Mônica Alberton, moradores na Linha São José, no município de Anchieta, extremo oeste do Estado passaram a pensar na possibilidade de implementar novas atividades em seus 6,6 hectares de terra, localizados próximo a cidade.

A ideia inicial foi implantar um bananal, já que pesquisa de mercado feita localmente pela Epagri indicava boas perspectivas de mercado para a banana tanto na via institucional como nos mercados formal e informal.

Na época, os engenheiros agrônomos, Ivan José Canci, da Epagri e Blecaute Ribas, que atuavam no Microbacias 2, foram a busca de variedades adaptadas existentes no município e região.

No plantio das 350 plantas, foram usadas as variedades advindas de ensaio no município de Bom Jesus do Oeste e, principalmente, variedade local do grupo Prata, cultivada há muito tempo no município e região e de boa aceitação no mercado.

O local escolhido foi uma encosta com pouca incidência de geadas, que tem apresentado melhoria na fertilidade do solo, devendo avançar ainda mais neste aspecto, conta o agrônomo da Epagri Ivan José Canci.

“Optou-se pela condução em touceiras maiores, para, inclusive, diminuir os danos das possíveis geadas”, ressalta o agrônomo. Para diversificar a produção e proteção das possíveis geadas, dentro da proposta de agrofloresta, Ivan conta ainda que estão sendo implantadas outras frutíferas, como o abacateiro, em conjunto com a bananeira.

Diante de algo sem tradição local, a agricultora Monica relata “que no começo achava que iriam ter que dar as bananas para as vacas, pois ninguém iria comprar”. No entanto, agora passados cerca de quatro anos da implantação inédita do bananal com fins comerciais, a família já comemora os bons resultados.

“Nunca sobrou uma banana para as vacas”, comemora Mônica, no que é emendada pelo marido Deogênio que fala que “a maioria é vendida aqui em casa, as pessoas vem aqui comprar e o restante colocamos em dois supermercados e na merenda escolar”.

Diante do êxito na produção e comercialização, a família implantou pomar de maracujá, tendo comercializado com qualidade também toda a sua produção.

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Hoje, com apoio do SC Rural, a propriedade da família constitui uma Unidade de Referencia da Epagri local, sendo que a atividade, acrescida da produção e mamão e abacaxi, já está sendo implementada também por outra família na comunidade de Linha Nova Seara, nas margens do Rio das Antas, onde ocorrem raras geadas.

Segundo o agrônomo Ivan, a proposta em execução é produzir mais mamão crioulo (existem plantas de mais de 20 anos, produzindo), bananas de várias variedades, abacaxi, maracujá e no futuro goiaba, pensando no mercado local e regional. Ambos as famílias são associadas da Cooperanchieta, também assessorada pela Epagri.

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