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A deterioração da qualidade da água reduz o crescimento econômico em um terço em alguns países, segundo o Banco Mundial

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O mundo enfrenta uma crise invisível de qualidade da água que reduz em um terço o potencial de crescimento econômico em áreas altamente poluídas e coloca em risco o bem-estar humano e ambiental, de acordo com um relatório divulgado pelo Banco Mundial, no dia 20 de agosto.

Em Qualidade Desconhecida: A Crise da Água Invisível é mostrada, com novos dados e métodos, como uma combinação de bactérias, esgoto, produtos químicos e material plástico pode absorver oxigênio de fontes de água e transformá-los em veneno para as pessoas e os ecossistemas. Para esclarecer a questão, o Banco Mundial criou o maior banco de dados sobre a qualidade da água no mundo, com dados obtidos por meio de estações de monitoramento, tecnologias de sensoriamento remoto e aprendizado de máquina.

O relatório afirma que a falta de água limpa limita o crescimento econômico em um terço e, portanto, é urgente prestar atenção imediata nos níveis global, nacional e local a esses perigos que os países desenvolvidos e em desenvolvimento enfrentam igualmente.  

“A água limpa é um fator chave para o crescimento econômico. A deterioração da qualidade da água retarda esse crescimento, piora as condições de saúde, reduz a produção de alimentos e exacerba a pobreza em muitos países ”, disse David Malpass, presidente do Grupo do Banco Mundial . "Os governos devem tomar medidas urgentes para ajudar a resolver o problema da poluição da água, para que os países possam crescer mais rapidamente de maneira equitativa e ambientalmente sustentável".

Quando a demanda biológica de oxigênio – medida que mostra a poluição orgânica registrada na água e um indicador indireto de sua qualidade geral – excede um certo limite, o crescimento do produto interno bruto das regiões localizadas na parte baixa das bacias experimenta quedas. até um terço devido aos efeitos na saúde, agricultura e ecossistemas.

Um elemento chave que contribui para a deterioração da qualidade da água é o nitrogênio que, quando aplicado como fertilizante agrícola, acaba entrando em rios, lagos e oceanos, onde é transformado em nitratos. A exposição precoce aos nitratos afeta o crescimento e o desenvolvimento cerebral das crianças, o que afeta seu potencial de saúde e renda na vida adulta. O escoamento superficial e a descarga na água de cada quilograma adicional de fertilizantes nitrogenados por hectare podem aumentar as taxas de retardo de crescimento das crianças em 19% e reduzir sua renda na idade adulta em até 2%, comparado a aqueles que não estão expostos.

O relatório também observa que o rendimento agrícola cai à medida que a salinidade da água e do solo aumenta como resultado de secas mais severas, aumento de tempestades e aumento das captações de água. Devido à salinidade das águas, no mundo uma quantidade suficiente de comida é perdida a cada ano para 170 milhões de pessoas.

O relatório recomenda um conjunto de medidas que os países podem tomar para melhorar a qualidade da água, incluindo os seguintes: políticas e normas ambientais; monitoramento minucioso das cargas de poluição; sistemas que garantem a conformidade com os padrões; Infra-estrutura de tratamento de água apoiada com incentivos para investimento privado e disseminação de informações confiáveis ​​e precisas entre as famílias para inspirar a participação dos cidadãos.

Nota: O relatório, que foi financiado em parte pela Aliança Mundial para a Segurança da Água e Saneamento , um fundo fiduciário de vários doadores das Práticas Mundiais de Água do Banco Mundial, pode ser baixado aqui: worldbank.org/qualityunknown .

 

Mais informações: mgray@worldbank.org

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Agrotóxicos na água: grupo de trabalho reúne 15 órgãos e define as primeiras medidas

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Com troca de experiências e informações, os órgãos definiram encaminhamentos e decidiram como primeira medida dar publicidade e cruzar informações, buscando resultados que ajudem a reduzir os índices de agrotóxicos na água do estado.

Os 15 órgãos que compõem o Grupo de Trabalho (GT) a fim de reduzir os índices de agrotóxicos na água de Santa Catarina se reuniram pela primeira vez na sexta-feira (5/4) e definiram como primeira ação a publicidade e o cruzamento de informações. Um termo de cooperação será assinado para compartilhar os dados e formalizar a parceria. Na reunião, na sede do Ministério Público de Santa Catarina, em Florianópolis, os representantes de cada órgão do GT explicaram suas atribuições e apresentaram seus objetivos dentro do grupo. A fiscalização do uso de agrotóxicos, os parâmetros utilizados pelo Ministério da Saúde, o investimento em laboratórios do estado que realizam monitoramentos e a necessidade de fazer coletas mais assertivas foram alguns dos tópicos discutidos.

O cruzamento de dados foi ressaltado como fundamental para o alcance de resultados mais conclusivos nas coletas de monitoramento. É importante, por exemplo, conhecer os principais princípios ativos utilizados no estado, assim como as culturas e as regiões com maior uso de agrotóxicos.  Os dados, que serão reunidos em plataforma do MPSC, também serão disponibilizados para a população, em formato de fácil leitura e compreensão.   

Na reunião, a CIDASC, que realiza o cadastro e a fiscalização do comércio e do uso dos agrotóxicos, já apresentou sua recente plataforma online, que reúne dados de 294 municípios e 112 culturas. A CASAN também reforçou que realiza monitoramentos da água há 14 anos, a cada seis meses. As demais instituições também se colocaram à disposição para fornecer os dados que possuem.  

Outro aspecto abordado no encontro foi a necessidade de monitoramentos constantes na água, visto que esse sistema é muito dinâmico, de tal forma que coletas realizadas em períodos diferentes do mesmo dia podem apresentar resultados diversos. O Coordenador da Pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais da UFSC, Professor Rubens Nodari, sugeriu o estudo de novas metodologias de monitoramento.  

"Podemos verificar, por exemplo, se há organismos aquáticos que poderiam ser utilizados como indicadores, como os peixes, que são bioacumuladores. Então talvez se olharmos para os peixes teríamos resultados diferentes do que temos olhando para a água", afirmou.

Ainda foi comentado, na reunião, da necessidade de revisão dos parâmetros mínimos relativos aos agrotóxicos, que atualmente só são definidos pelo Ministério da Saúde. Para a Vigilância Sanitária, o Grupo de Trabalho pode reunir esforços e focar recursos para a pesquisa, para embasar uma normatização a nível estadual. Além disso, ressaltou-se que no próximo mês haverá uma reunião com o Ministério da Saúde nacional para revisão da portaria que estabelece os limites.  

"Apesar de os resultados de muitos monitoramentos do estado estarem abaixo do parâmetro permitido no Brasil, se comparado ao que é permitido na União Europeia, os próprios princípios ativos e sobretudo as quantidades estariam acima do que é considerado potável", afirmou a Coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor, Promotora de Justiça Greicia Malheiros da Rosa Souza.

 Alguns órgãos aproveitaram a reunião para apresentar propostas de atuação. A Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), por exemplo, comentou que a partir deste ano incluirá os cinco agrotóxicos mais utilizados no estado em suas ações de fiscalização da água parada e dos mananciais. Já a Agência Reguladora de Saneamento (AGR) de Tubarão propôs ampliar o monitoramento da água, fazendo uma comparação das coletas da água que entra e da que sai do município. 

"Nós também nos propomos a fazer o monitoramento de todos os princípios ativos que o MPSC utilizou em seu levantamento, uma vez por mês durante um ano, tanto na água bruta como na tratada. Queremos levar transparência para a população", comentou o diretor da AGR Michel Szymanski.  

O Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) chamou atenção para o fato de ter sido o 1º laboratório do Brasil a implantar o monitoramento do glifosato na água. No entanto, apesar de quererem ampliar o escopo de suas análises, reforçaram a necessidade de investimento. O Ministério da Saúde falou que está disposto a contribuir para que o LACEN de Santa Catarina se torne um laboratório de referência.  

Além do Centro de Apoio Operacional do Consumidor, e do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do MPSC, estiveram presentes na reunião representantes da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento, da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina, do Consórcio Intermunicipal de Saneamento Ambiental ( CISAM-SUL ) , da Vigilância Sanitária de SC, do Laboratório Central de Saúde Pública, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, da Agência Reguladora de Saneamento (AGR) de Tubarão, do Ministério da Saúde em Santa Catarina, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Universidade Federal de Santa Catarina, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina. A FECAM também fará parte do GT. Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

 

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Mais da metade da população mundial não tem acesso à água potável, diz ONU

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Na semana em que se comemora o Dia da Água, celebrado hoje, (22), o trabalho da ONU detalha as múltiplas faces da disparidade ao acesso aos recursos hídricos

Considerado um direito humano pela Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à água potável e ao saneamento básico está longe de ser uma realidade para mais da metade da população mundial. Segundo o Relatório Mundial da ONU sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2019, lançado hoje em Genebra, falta água limpa e segura para 2,1 bilhões de pessoas, enquanto 4,5 bilhões carecem de serviços sanitários. Com o alerta de que a expectativa é de que a situação se agrave, devido às mudanças climáticas, o documento, intitulado Não deixar ninguém para trás, destaca a necessidade de políticas públicas comprometidas a mudar essa situação.

 

“Os números falam por eles mesmos. Como o relatório mostra, se a degradação do ambiente natural e a pressão insustentável sobre os recursos hídricos globais continuarem nas taxas atuais, 45% do Produto Interno Bruto global e 40% da produção global de grãos estarão em risco em 2050”, disse, em comunicado de imprensa, Gilbert F. Houngbo, presidente da ONU Água e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). “Os pobres e as populações marginalizadas serão afetados desproporcionalmente, exacerbando mais as desigualdades já crescentes. O relatório de 2019 fornece evidências da necessidade de adaptar abordagens, tanto nas políticas quanto na prática, e de adereçar às causas da exclusão e da desigualdade.”

 

Quando se comemora o Dia da Água, celebrado hoje, o trabalho da ONU detalha as múltiplas faces da disparidade ao acesso aos recursos hídricos. Por exemplo, em países mais pobres, as mulheres estão em desvantagem dentro do grupo dos mais desfavorecidos — nesses locais, geralmente cabe a elas andar quilômetros para coletar água. O relatório mostra que, em uma escala global, metade das pessoas que toma água de fontes não seguras vive na África. Na região subsaariana do continente, somente 24% da população têm água potável e apenas 28% contam com saneamento não compartilhado com outras pessoas.

 

Dentro das cidades, a desigualdade também está presente. “Na África subsaariana, a maioria da população tem acesso nas cidades, mas, na periferia urbana, não acessam nem água nem saneamento”, exemplifica Massimo Lombardo, oficial de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil. Ele esclarece que o relatório não traz informações destacadas por países, mas diz que alguns dos problemas descritos, como desigualdades regionais, territoriais e socioeconômicas associadas ao acesso à água de qualidade, também são realidade brasileira.

 

Contra o tempo 

Os países-membros da ONU — mais de 190 — têm relativamente pouco tempo para ampliar a cobertura de água potável e saneamento básico. Em 2015, eles se comprometeram com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável, que tem como metas, entre outras, acabar com a pobreza e a fome em todos os lugares, combater a desigualdade e proteger os recursos naturais até 2030. O objetivo 6 diz que os signatários devem “Garantir a disponibilidade e o manejo sustentável da água e do saneamento para todos”.

 

Massimo Lombardo afirma que, nos últimos quatro anos, foram feitos alguns avanços, mas insuficientes ante o desafio que o mundo tem pela frente. Perguntados pela ONU sobre políticas voltadas ao acesso à água e ao saneamento, 74% dos 74 países que responderam disseram ter algum plano com ações para levar os recursos hídricos aos mais pobres. Porém, somente 47% monitoram o progresso (33%, no caso dos de baixa renda) e apenas 19% aplicam os recursos previstos. De acordo com o relatório, os níveis atuais de financiamento dos serviços estão abaixo do necessário para se alcançar as metas de 2030. Para tanto, a ONU destaca a necessidade de se chegar, globalmente, a US$ 114 bilhões, três vezes mais do que o investido hoje.

 

Mesmo os países mais ricos não lidam com os recursos hídricos como deveriam. Por exemplo, 80% das águas residuais não são tratadas, poluindo rios e colocando em risco a vida das pessoas. Enquanto nas zonas industrializadas a água costuma ser contaminada por poluentes, nas áreas rurais a maior parte da sujeira advém da atividade agrícola. “Precisamos de atitudes responsáveis, de perceber que a água não é ilimitada”, diz Massimo Lombardo. Embora o recado seja para governos, o oficial da Unesco ressalta que, individualmente, também é preciso respeitar a finitude desse recurso natural. Além de adotar medidas de economia da água, ele diz que os cidadãos devem cobrar, sempre, ações que garantam o acesso universal aos serviços hídricos. Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

PO Paloma Oliveto

 

(foto: Nehil Hamilton/CB/D.A Press 2002)

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Uso de água no país deve crescer 24% até 2030

 

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Na próxima década, o aumento do consumo de água tratada no Brasil é um dos fatores que deverá amplificar os problemas causados pelas estiagens prolongadas e a precária infraestrutura nacional de distribuição.

Até 2030, o uso da água terá um crescimento de 24% sobre o volume atual, resultado do processo de urbanização, expansão da indústria, agronegócio e economia.

A informação faz parte do estudo Conjuntura dos Recursos Hídricos – 2018. O Jornal Estado de SP teve acesso aos principais dados do levantamento elaborado anualmente pela Agência Nacional de Águas (ANA). O material deve ser divulgado nesta semana.

A retirada total de água no País para consumo foi de 2.083 metros cúbicos por segundo (m³/s) em 2017. O principal destino dessa água foi o agronegócio. A irrigação respondeu por 52% do volume total, além de outros 8% serem utilizados para a criação de animais.

O abastecimento humano nas cidades representou 23,8% do consumo, seguido pela indústria (9,1%), usinas termoelétricas (3,8%), abastecimento rural (1,7%) e mineração (1,6%).

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As regiões hidrográficas que apresentam a maior retirada são as da bacia do Rio Paraná (496 m³/s), seguida pela bacia do Atlântico Sul (305 m³/s) e pela bacia do São Francisco (282 m³/s). Juntas, essas regiões são responsáveis por aproximadamente 52% da retirada total de água no Brasil.

Marcelo Cruz, diretor da ANA, afirma que a projeção de crescimento é preocupante, apesar de o País ter registrado um avanço de 80% no total de água nas últimas duas décadas. “A perspectiva de crescimento é elevada e inspira um sinal de alerta, para que tenhamos uma gestão compatível. Não significa que estejamos em um cenário fora do controle, porque nossos números de oferta de água são confortáveis”, diz Cruz. “Por outro, há muito a ser feito. Mais da metade das águas que retiramos dos nossos mananciais e produzimos não chega ao consumidor, por problemas de infraestrutura.”

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Reservatórios

As chuvas de 2018 têm colaborado para a recuperação de alguns dos maiores reservatórios de água do País, como Sobradinho (BA) e Furnas (MG), apesar dessas barragens necessitarem de mais algumas temporadas com grande precipitação para recuperarem seus níveis regulares.

Há exatamente um ano, o lago de Sobradinho, principal reservatório da Região Nordeste, localizado no Rio São Francisco, estava com apenas 4% de sua capacidade total de água. Hoje esse volume está em 29%.

O reservatório de Furnas, o “mar de Minas” que banha 34 municípios mineiros, estava com 10% de seu volume máximo de água um ano atrás. Hoje acumula 24% em sua barragem.

Neste ano, as precipitações também têm sido favoráveis ao reservatório do Rio Descoberto, lago localizado a 50 quilômetros de Brasília, que abastece mais de 60% do consumo do Distrito Federal. Um ano atrás, o Descoberto agonizava com só 5,3% de seu potencial.

Conforme dados da Agência Reguladora das Águas (Adasa) do DF, chegou a 97% de sua capacidade. A melhora levou a agência a anunciar que, a partir da próxima sexta-feira será declarado o fim da “situação crítica de escassez hídrica” no Distrito Federal.

O governo do DF havia oficializado a situação crítica do abastecimento dois anos e três meses atrás, em 16 de setembro de 2016.

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O pequeno agricultor Shedeon de Souza Nascimento viu sua lavoura secar um ano atrás, às margens da represa do Descoberto, a 50 quilômetros de Brasília.A estiagem prolongada, que castigou a maior parte das regiões Centro-Oeste e Nordeste do País nos últimos cinco anos, fez sumir o lago que margeava a sua plantação de verduras.

Um ano atrás, a barragem do Descoberto encarou seu pior índice desde o início da série histórica, iniciada 31 anos atrás, atingindo apenas 5,3% do seu volume útil.

“Perdi quase tudo. Normalmente, a gente consegue plantar quatro hectares de verduras. No ano passado não chegou a dois hectares. Tinha de usar só metade da água que a gente precisava. Foi uma tristeza. Estou aqui há 14 anos. Nunca vi nada igual”, conta Nascimento, que utiliza um poço artesiano próximo à barragem para regar a plantação.

A irrigação deverá ampliar ainda mais a sua fatia no consumo nacional de água, pressionando a busca por “novas fronteiras hídricas”, afirma Sergio Ayrimoraes, superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA). “Sabemos que as áreas com água mais acessível já foram ocupadas e o agronegócio começa a avançar para regiões onde, naturalmente, haverá mais conflitos. Daí a fiscalização ser essencial”, diz.

“Por outro lado, vemos grandes produtores buscando tecnologias para o consumo mais eficiente de água, o que deve ser ampliado”, acrescenta ele.

Na avaliação de Ayrimoraes, o próximo ano deverá apresentar uma situação, em geral, mais amena do que a vivida nos últimos cinco anos quanto à disponibilidade de água. “No ano de 2018 já houve sinais de melhora, tivemos algumas ações de infraestrutura. Devemos passar um 2019 sem sustos, mas o alerta deve ser constante.” Fonte: Portal do Saneamento Básico, publicado originalmente em Estadão.

 

Mais informações: https://www.saneamentobasico.com.br/

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