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Em defesa do melhor maracujá do Brasil

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É de Santa Catarina o melhor maracujá para consumo in natura do Brasil. E não são (só) os técnicos da Epagri e agricultores catarinenses que dizem isso.

“Considero a melhor fruta do país para o mercado de mesa”, afirma Laura Maria Molina Meletti, pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Ela fala com conhecimento de causa. Doutora em produção vegetal, criou e coordena o Programa de Pesquisas do Maracujá do IAC, desenvolveu quatro cultivares da fruta e recebeu três prêmios científicos pela contribuição a todos os elos dessa cadeia produtiva.

Gabriel Bitencourt, engenheiro-agrônomo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), reforça esse entendimento. “A qualidade é boa. É uma fruta grande, com bastante polpa”, descreve, lembrando que nos meses de fevereiro, março e abril Santa Catarina se fixa no topo do ranking dos estados fornecedores de maracujá para a Companhia, que distribui para São Paulo e estados vizinhos.

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Maracujá catarinense é grande, bem preenchido e com polpa de boa cor

Toda essa qualidade é resultado de anos de trabalho com a fruta, que começou a ser cultivada de forma profissional no território catarinense por volta de 1990. Em 2005 teve início a pesquisa da Epagri que, uma década depois, resultou no lançamento da variedade SCS437 Catarina. A seleção genética destacou as melhores características do fruto: grande, bem preenchido, com polpa de boa cor, casca espessa e formato mais ovalado. Além de agradar o consumidor, o cultivar da Epagri também é adaptado às condições climáticas de Santa Catarina, que não são as mais favoráveis ao cultivo, já que o maracujá prefere calor e pouca chuva, como acontece no Nordeste do Brasil.

Mas todo esse trabalho correu risco de ser extinto por um inimigo microscópico: o vírus causador do endurecimento do fruto. Em 2016 ele foi detectado nos pomares do Sul de Santa Catarina, a principal região produtora do Estado. Não fosse uma ação rápida e conjunta liderada pela Epagri, esse ser minúsculo poderia ter dizimado a produção da região, como já aconteceu no Norte Catarinense, onde a área plantada reduziu drasticamente nos últimos anos devido a uma série de percalços, entre eles o ataque de doenças.

Para combater a virose do endurecimento do fruto, a Epagri muniu os produtores de maracujá de Santa Catarina com uma arma mais letal do que qualquer agrotóxico, o conhecimento. A disseminação de informações técnicas foi a estratégia adotada para vencer esse embate. As primeiras batalhas, os produtores rurais ganharam, mas a guerra segue. A vantagem é que Santa Catarina agora está bem armada, com exército preparado para seguir nessa luta.

História

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Tecnologias de manejo permitem produzir frutas adequadas ao mercado, apesar da virose

Para contar essa história é preciso retornar alguns anos no calendário. “A produção de maracujá em Santa Catarina só começa a aparecer nas estatísticas do IBGE na safra 1992-93”, conta Henrique Belmonte Petry, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Urussanga. A cultura começou na região de Joinville e foi se consolidando pelo Estado. O tamanho do mercado nacional para a fruta instigou os agricultores, que foram expandindo a área de cultivo, que chegou a 1,5 mil hectares na safra 1998-99.

Mercadologicamente, essa superoferta foi um desastre. As condições inadequadas da BR 101, que ainda não estava duplicada, dificultavam o escoamento da produção para outros Estados. O grande volume colocado no mercado causou queda nos preços pagos ao produtor. Paralelamente, uma bacteriose atingiu os pomares catarinenses. Sem contato anterior com a doença, as plantas não tinham mecanismos para se proteger e simplesmente secavam. Junta-se a isso uma forte geada que atingiu o Sul do Estado. Esse cenário praticamente dizimou a cultura em Santa Catarina. No início dos anos 2000, o território catarinense tinha apenas 50 hectares de área plantada com maracujá.

Depois dessa crise, o mercado de maracujá foi aos poucos se autorregulando e, por volta de 2008, a produção catarinense começou a recuperar o fôlego. Naquele ano, Araquari, no Norte do Estado, detectou os primeiros focos da virose do endurecimento do fruto, uma doença até então inédita nos pomares catarinenses. “Quando nos chamaram, o problema já tinha se alastrado pela região”, lembra Luiz Augusto Martins Peruch, pesquisador da Epagri. Ele releva que naquela época ainda não se tinham todas as bases científicas necessárias para o convívio com a doença. A entrada do vírus causou o declínio da cultura naquela região, que hoje está recuperando gradativamente sua área plantada.

Enquanto o Norte do Estado já sofria com a virose do endurecimento do fruto, a Região Sul de Santa Catarina via a produção de maracujá crescer de forma lenta e contínua, sem grandes saltos de produção, e ainda livre da doença. Na safra 2016-2017, Santa Catarina alcançou o ápice de produção de maracujá. Foram 47.621 toneladas colhidas da fruta, 94% desse total proveniente do Sul Catarinense.  A produtividade chegou a 20.875 quilos por hectare, considerada uma média satisfatória pelos técnicos da Epagri.

Mas, como em todo bom enredo dramático, uma nova reviravolta estava planejada no roteiro escrito pelo destino. Em 2016, os pomares de maracujá do Sul de Santa Catarina começaram a apresentar os primeiros sintomas da virose do endurecimento do fruto. Mas então já existiam as armas necessárias para enfrentar o mal. Por outro lado, era preciso traçar uma estratégia para que a cultura do maracujá em Santa Catarina saísse vencedora desse combate.

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 Enquanto o Norte do Estado sofria com a virose, a Região Sul via a produção crescer

Estratégia

A virose do endurecimento do fruto é uma doença disseminada pelo pulgão, um inseto comum nas lavouras do Brasil. Ele não chega a ser um  problema para o maracujá, mas passa a apresentar riscos quando pousa em uma planta infectada com a virose. Nos seus voos entre uma planta e outra, ele dissemina rapidamente o vírus que, como o próprio nome diz, faz com que o pomar produza frutas mais duras, com menos polpa. Também provoca uma importante queda de produtividade.

Os técnicos da Epagri sabiam que o pulgão não era o principal vilão nesse intrincado enredo, não era ele que deveria ser combatido. Petry explica que combater o pulgão não resolve o problema, porque ele não gosta do sabor da planta do maracujá. Ele voa até o maracujazeiro, faz a picada de prova, e segue para outro vegetal que lhe seja mais agradável ao paladar. Se estiver carregando o vírus, já infectou a planta. Se o agricultor aplicar um inseticida no maracujazeiro, não vai matar o pulgão, porque o inseto não está mais ali. Já o vírus que ficou na planta não pode ser combatido com nenhum tipo de químico.

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Mobilização da cadeia produtiva, entre eles os atacadistas, foi a grande chave do sucesso

Então, a estratégia correta não é combater o pulgão, e sim a virose. E, para isso, os técnicos da Epagri foram colher conhecimento em publicações científicas e também em outras regiões do Brasil que já haviam enfrentado o mal. Perceberam que, seguindo uma série de tecnologias de manejos, seria perfeitamente possível conviver com a doença. Porém, o mais importante era que todos os produtores aderissem às recomendações, já que a virose é facilmente transmissível e se dissemina rapidamente de um pomar para outro.  Era preciso mobilizar os soldados para a luta. “A grande chave do sucesso foi a mobilização de toda a cadeia produtiva”, afirma Sandoval Miguel Ferreira, extensionista do Escritório Municipal da Epagri em Sombrio e um dos principais soldados nessa batalha.

Em 2014, dois anos, portanto antes dos primeiros sintomas da doença aparecerem nos maracujazeiros do Sul do Estado, Sandoval já vinha mobilizando a cadeia produtiva na região, com o objetivo de perpetuar o cultivo, que tinha característica de ser nômade em Santa Catarina. Esse nomadismo era perpetuado principalmente por produtores “aventureiros”, que se interessavam pela fruta quando ela estava em alta no mercado, mas mudavam de plantio aos primeiros sinais de dificuldade na cadeia produtiva. “Nesse momento também houve a entrada de técnicos novos na Epagri. Essa reoxigenação do corpo funcional permitiu uma maior integração entre pesquisa e extensão”, relata o extensionista.

A mobilização envolveu, além de extensionistas e pesquisadores da Epagri, os varejistas de insumos (que apoiaram repassando informações aos produtores), os atacadistas (que apoiaram acertando seu ciclo de vendas ao ciclo produtivo da fruta), agricultores e suas entidades representativas, como cooperativas e associações. Estava formado o exército que iria entrar com força total na luta contra a virose do endurecimento do fruto.

Uma série de ações capitaneadas pela Epagri tiveram início em 2016, para disseminar as informações de combate à virose. Foram realizadas reuniões, encontros, oficinas e treinamentos envolvendo técnicos, agricultores, fornecedores, atacadistas e outros atores da cadeia produtiva do maracujá no Sul do Estado.

A primeira providência foi treinar extensionistas da Epagri, de cooperativas e do setor privado para prepará-los para detectar a doença, o que permitiu um levantamento das áreas atingidas. “Paralelemente, começou a conversa com os atacadistas. Se o maracujá acabasse, seria um prejuízo enorme para eles. Depois, partiu-se para conscientização dos produtores. Foram Maracujá catarinense é grande, bem preenchido e com polpa de boa cor Tecnologias de manejo permitem produzir frutas adequadas ao mercado, apesar da virose. Foram feitas inúmeras palestras e mais de mil produtores participaram”, descreve Peruch.

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Edinei Bendo, maior comprador da fruta no Sul do Brasil, foi peça importante no combate

Manejo

Todas essas ações popularizaram as técnicas de manejo capazes de permitir o convívio com a doença nas plantações. Primeiro era necessário convencer os produtores da importância de eliminar os pomares de uma safra para outra. A prática mais comum no Sul do Estado era manter as plantas produzindo por dois anos, porém, com a renovação anual dos pomares, se retiram do campo todos os maracujazeiros que possam estar infectados com a doença. Eles são substituídos por mudas isentas do vírus.

As mudas são peças importantes nessa batalha, já que a virose chegou a Santa Catarina pela importação de mudas infectadas produzidas em outros Estados. A tecnologia de combate à doença preconiza que as novas plantas devem ser produzidas em ambientes protegidos com plástico por cima e tela antiafídeo nas laterais, para evitar a entrada dos pulgões. É importante também que esse viveiro conte com uma antessala em que o produtor possa colocar as vestimentas adequadas para não levar o vírus para dentro daquele ambiente reservado. E, de preferência, que seja longe do pomar.

A Epagri também passou a recomendar que os agricultores optassem por mudas maiores, com 80 centímetros ou mais, na hora de renovar o pomar.  Quanto menor a muda, mais suscetível ela está à doença. Com base nessas orientações, muitos agricultores passaram a produzir suas próprias mudas, e aqueles que continuaram adquirindo foram orientados a comprar só de quem obedecesse essas regras.

Depois de plantar, é importante fazer inspeções frequentes no pomar, destruindo os maracujazeiros que manifestem sintomas da doença até a fase da floração. Também se recomenda manter o solo protegido por cobertura verde e usar no entorno do pomar plantas quebra-vento, que podem ser o capim-cameron ou até árvores. Esses vegetais formam uma barreira física contra o vírus, evitando que ele chegue ao cultivo de maracujá.

Uma das mais importantes e polêmicas recomendações é a prática do vazio sanitário. O maracujazeiro é plantado em Santa Catarina em agosto e a colheita segue até junho do ano seguinte. Para evitar contaminação com a virose do endurecimento do fruto, o ideal seria que a área dos pomares permanecesse sem nenhum cultivo por pelo menos 60 dias, eliminando completamente o vírus da região. Como não há uma legislação sobre o assunto, esse período de vazio sanitário ainda não está consolidado, o que faz com que cada agricultor o pratique de acordo com seu interesse, por 30 ou 45 dias.

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 Com apenas 24 anos, Moisés de Mattos Matias dá exemplo na adoção de manejos

Combatentes

A Cooperja, cooperativa nascida em Jacinto Machado e que reúne agricultores de outros municípios do Sul Catarinense, dá o exemplo de como entrar nesse combate. Délcio Vieira Macarini, engenheiro-agrônomo responsável pela fruticultura da Cooperja, conta que, para incentivar a adesão ao vazio sanitário, a cooperativa só recebe maracujá até 30 de junho. “Obrigatoriamente, depois desse período, os agricultores têm que eliminar o plantio, não pegamos maracujá de quem não eliminou a roça” relata o técnico.

São 150 famílias do Sul do Estado e do Rio Grande do Sul que comercializam maracujá via Cooperja. Segundo Macarini, apesar de a fruta ter menor representação no faturamento da instituição, ela é importante porque permite diversificação das atividades nas propriedades rurais dos cooperados.

Outro importante combatente nessa luta é Edinei Marcelo Bendo, produtor e atacadista de maracujá, maior comprador da fruta no Sul do Brasil. Ele, que produz há 25 anos, foi um dos primeiros a plantar maracujá em Sombrio, onde tem 15 hectares cultivados, que toca com a família e arrendatários. Como atacadista, compra a produção de pelo menos 250 famílias e distribui cerca de 500 mil caixas por ano, com 12 quilos da fruta cada. Metade do que entrega vai para o Ceagesp, outros 40% são distribuídos para Belo Horizonte. O restante vai para praças como Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

Depois de perceber sintomas em seus plantios em 2016, ele procurou a Epagri e entrou de cabeça na luta, distribuindo panfletos, promovendo reuniões e dando seu depoimento aos agricultores. “Deu muito bom resultado”, avalia Bendo, contando que na primeira safra muitos produtores, inclusive ele, resistiram em renovar o pomar com um ano. Hoje, 90% dos agricultores aderiram às recomendações da Epagri,
calcula o produtor e atacadista. Ele espera que no próximo ano 100% dos agricultores tenham “abraçado a ideia” de combate à virose.

Além de disseminar a informação, Bendo investiu alto na instalação de três viveiros, cada um com 15 por 39 metros. Nesse espaço, vai produzir 24 mil mudas, que pretende plantar em seus pomares em agosto de 2019. Com a colheita da safra 2019-20 ele espera pagar o investimento de pelo menos R$90 mil.

Com apenas 24 anos de idade, Moisés de Mattos Matias é um indicativo do que está por vir na produção de maracujá no Sul Catarinense. Ele tem 7 hectares de pomar em Balneário Gaivota, que toca com a mãe e o pai. Também atua como atacadista, distribuindo 150 mil caixas por safra, tudo para São Paulo. Moisés dá exemplo na adoção das tecnologias de manejo. Mesmo antes do surto da virose do endurecimento do fruto, já renovava seus pomares anualmente, com objetivo de aumentar a produtividade. “A única coisa que mudou foi o tamanho da muda”, conta ele, que agora inicia o cultivo com plantas de até 2 metros. “Quanto maior, mais previne a doença”, revela Moisés, que também comemora a colheita antecipada – a partir de dezembro – graças a essa iniciativa. Para produzir mudas tão grandes, ele adaptou e construiu viveiros em sua propriedade, num investimento de R$50 mil.

Os resultados ele já está colhendo. Na safra 2018-19, vai produzir cerca de 26,5 toneladas por hectare, o que considera um bom volume, mas não o suficiente. Seu objetivo é chegar às 36 toneladas por hectare que produzia antes da doença. Já trilhou boa parte desse caminho, uma vez que no auge da virose do endurecimento do fruto viu a produtividade cair para 18 toneladas por hectare.

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Moisés investiu R$50 mil na construção e adaptação de viveiros

Mal para o bem

“A virose foi um mal que veio para nos fazer bem”, resume Petry. Sua declaração, contraditória à primeira vista, se justifica. Foi devido ao surgimento da doença que a cadeia produtiva de maracujá se uniu no Sul de Santa Catarina, tonando-se mais organizada e coesa. Tal organização, com adoção das tecnologias recomendadas pela Epagri, deve resultar num aumento de produtividade. O sonho do pesquisador Petry é tornar Santa Catarina a campeã nacional de produtividade de maracujá, com 30 toneladas por hectare, em média. Atualmente os cultivos catarinenses já alcançam uma boa produtividade, com cerca de 20 a 22 toneladas por hectare, maior que a média nacional, que fica entre 12 a 14 toneladas por hectare.

Mesmo sem as condições climáticas ideais para produção, o Estado catarinense consegue ser o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil. Conforme dados do IBGE, em 2017 Santa Catarina produziu 46.152 toneladas da fruta. O estado da Bahia foi o primeiro, com 170,9 mil toneladas, seguido pelo Ceará, com 94,8 mil toneladas. Os municípios catarinenses de São João do Sul e Sombrio estão entre os dez maiores produtores do País, sendo os únicos da lista fora das regiões Nordeste e Norte.

Tamanha produtividade se deve, entre outros motivos, à forte adesão dos produtores às tecnologias criadas e difundidas pela Epagri. “Temos a tendência de ser líderes porque o nosso produtor é muito
afeito às novas tecnologias. Começamos a falar em produção de muda em abrigo protegido em 2015. Na safra de 2017-18 já existia um estoque de 1 milhão de mudas em ambiente protegido. É um produtor que quer tecnologia”, descreve Petry.

Com um crescimento mais planejado, será possível também evitar o colapso que o mercado catarinense de maracujá enfrentou nos anos 2000 pelo excesso de oferta. Além da forte demanda da Região Sudeste do Brasil pela fruta catarinense, o mercado internacional de maracujá fresco está em crescimento, impulsionado pelo aumento do consumo de frutas exóticas na Europa e nos Estados Unidos, segundo avalia Rogério Goulart Junior, analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa).

O analista estima que a safra 2018-19 de maracujá em Santa Catarina aumente 20% em relação ao período anterior, quando o Estado colheu 31.983 toneladas da fruta. A produtividade média deve ficar em torno de 19 toneladas por hectare. O Sul Catarinense será responsável por aproximadamente 93% da produção. Os números mostram que vencemos a batalha, mas a guerra ainda não está encerrada. Os técnicos da Epagri destacam que é preciso manter a vigilância constante contra a virose, perpetuando as tecnologias de manejo, de modo a impedir que a doença volte a se espalhar pelos pomares. Com exército treinado e armamento calibrado, a Epagri confia num futuro cada vez mais promissor para o melhor maracujá do Brasil. Fonte: Revista Agropecuária Catarinense – reportagem de Gisele Dias / Fotos: Aires Mariga/Epagri / publicada em Vol. 32, nº2, mai./ago. 2019) 

 

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