Projeto de Lei que legaliza queijo artesanal em SC é aprovado em 1º turno

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Produtor de queijos de Major Gercino: projeto de lei deve beneficiar cerca de 6 mil agricultores.

Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinenese

Os deputados estaduais catarinenses aprovaram 33 matérias na tarde desta quarta-feira (13). Entre os destaques, estão dois projetos de lei de origem parlamentar que beneficiam pequenos agricultores. 

 

Os projetos voltados aos pequenos agricultores são o PL 470/2017, do deputado João Amin (PP), que dispõe sobre a produção e a comercialização de queijos artesanais de leite cru, e o PL 397/2017, de Valdir Cobalchini (PMDB), regulamenta a atividade de inspeção e comercialização de produtos de origem animal e vegetal para estabelecimentos de pequeno porte e agroindústria familiar (produtos artesanais).

 

O objetivo do PL 470, conforme Amin, é dar legalidade à venda dos queijos elaborados com queijo cru. Conforme o deputado, em todo o estado, são 6 mil famílias que sobrevivem da produção e comercialização desses produtos, mas que atuam à margem da lei, justamente pela falta de regulamentação. “Não se pode tratar como criminosos esses produtores só pelo fato de não termos uma lei em Santa Catarina que regulamente sua atuação”, disse Amin. 

 

Os parlamentares destacaram a importância do projeto na proteção dos pequenos produtores, permitindo-lhes competir em melhores condições com as grandes indústrias, além do reconhecimento de um produto – o queijo a base de lei cru – que faz parte da tradição de muitas regiões catarinenses.

 

Já o PL 397/2017 possibilita que os estabelecimentos de pequeno porte e agroindústrias familiares registrados no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) comercializem seus produtos dentro da área da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) à qual pertencem sem a necessidade de registro no Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Atualmente, esses produtos só podem ser comercializados dentro do município de origem.

O autor do projeto explicou que o projeto visa permitir que os pequenos agricultores ampliem suas áreas de comercialização, possibilitando aumento das vendas e crescimento da renda no campo. “Faz com que o homem do campo se comprometa a produzir mais e incentiva o jovem a ficar no campo”, explicou Cobalchini.Fonte:Marcelo Espinoza/AGÊNCIA AL

 

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Família de Palma Sola conquista bons resultados com a sucessão familiar

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Rodrigo Mantelli, de 20 anos, tem mantido a propriedade da família na Linha São João, desde o começo do ano, quando o pai, Cleomar Mantelli, foi eleito prefeito, e precisou deixar o trabalho que era feito até então por ele e pela esposa.

Kiko afirma que se tornou impossível conciliar as atividades já que a gestão do município exige muito tempo e dedicação. Ele admite que não esperava que o filho e a nora assumissem os negócios na propriedade, mas, foi essa a única opção encontrada.

O prefeito afirma que hoje em dia está difícil manter os filhos na agricultura devido a situação atual, principalmente em relação ao leite. Ele percebe que na maioria dos jovens tem indo para cidade em busca de estudo, e acaba ficando, devido às oportunidades. Cleomar, que foi vereador na gestão passada, explica que o filho já estava ajudando nos trabalhos no campo, mas, agora o rapaz é responsável por todo o negócio, desde o manejo com animais, compras e vendas.

Rodrigo estava trabalhando como mecânico em Palma Sola, devido a um curso de qualificação que realizou há pouco tempo em São Miguel do Oeste. Ele destaca que quando surgiu o convite dos pais para “tocar” a propriedade, teve receio, mas, com planejamento e ajuda da esposa Bruna, e da mãe Marinês, tem dado conta de tudo. Ele considera também uma oportunidade de ter a renda própria, apesar do trabalho puxado no interior.

O jovem também garante que a confiança dos familiares em aceitar as suas próprias decisões tem sido determinante para o bom andamento da atividade agrícola. Ele comenta ainda que os primos que são mais novos, e moram na mesma comunidade, já estão mudando o pensamento de irem para cidade, e deverão também apostar na sucesso dos pais na sequência do trabalho da família. Para o rapaz, a tecnologia é uma forte aliada para que as crianças já tomem gosto pela agricultura, já que hoje em dia tudo se tornou mais fácil com equipamentos e implementos.Fonte:http://www.peperi.com.br/noticias/13-12-2017-familia-de-palma-sola-conquista-bons-resultados-com-a-sucessao-familiar/

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Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar chega a 2.500 permissionários

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Encerrando o ano com números positivos, o Sipaf – Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar atinge o número de 2.500 permissionários, mais de 160 mil agricultores beneficiados e mais de 30 mil produtos utilizando a imagem que representa a agricultura familiar.

Vale ressaltar que no ano corrente já foram emitidos aproximadamente 1.000 selos. Considerado um recorde histórico para a história do Sipaf, que teve a sua maior emissão em 2016 com 450 permissões durante o ano. 

A maior parte dos alimentos que compõem as refeições básicas dos brasileiros é oriunda da agricultura familiar. O cafezinho de todo dia, o milho e o feijão são alguns exemplos. A questão é que pouca gente tem conhecimento dessa origem. O Sipaf foi criado, em 2009, para tornar essa participação mais visível para o consumidor. É uma alternativa voluntária e representa um sinal identificador de produtos. Um selo que afirma que aquele produto saiu do campo, devido ao trabalho de agricultores familiares. 

O Sipaf é um elemento de pertencimento de classe social para o agricultores, e, para a sociedade, como um símbolo que representa o trabalho a partir do núcleo familiar, onde há a inclusão de todos os membros da família; a manutenção com qualidade de vida das pessoas no campo e na cidade;  e a produção de alimentos vinculada à manutenção da natureza e dos costumes alimentares que contam a história de um lugar, de um povo e de um país, afirma a consultora responsável pela pasta na SEAD, Simone Barreto. Os estados com maior adesão ao selo são Espirito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, respectivamente.

Saiba mais sobre o Sipaf 

Buscando criar uma identidade que possa propiciar a construção de uma identidade de autoafirmação para os agricultores familiares e trazer consigo a possibilidade de ampliar o reconhecimento da categoria ante a sociedade brasileira, garantindo assim que as conquistas obtidas pelos agricultores e agricultoras sejam mantidas e novos espaços sejam conquistados, foi criado o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (Sipaf). 
O selo visa fortalecer os produtos no mercado de alimentos, cada dia mais globalizado e a categoria social, com o reconhecimento pela sociedade da sua capacidade de produção de alimentos vinculada a manutenção da natureza, dos costumes alimentares regionais e a absorção de mão de obra no campo.

Como solicitar o Sipaf?

O Sipaf é permitido pela Sead, para pessoas físicas portadoras da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), e as pessoas jurídicas, portadoras ou não da DAP. Para os não portadores de DAP, esses devem comprovar que o produto tenha na sua constituição mais de 50% da matéria-prima principal de produtos oriundos da agricultura familiar. Para solicitar a permissão de uso do Sipaf, devem encaminhar a Sead, carta de solicitação, proposta de obtenção do Sipaf, declaração de cumprimentos das exigências legais, DAP (caso seja portador), e cópia do CNPJ, no caso de pessoa jurídica.Fonte: Assessoria de Comunicação
Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

 

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SC será o primeiro Estado a participar do Programa Internet para Todos do governo federal

 

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Em reunião com o ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na segunda-feira (11), na Casa da Agronômica em Florianópolis, o governador Raimundo Colombo conheceu o Programa Internet para Todos, que pretende levar internet banda larga a áreas rurais e localidades que ainda não têm o serviço. Santa Catarina será o primeiro Estado a receber os pontos de conexão com a rede a partir do próximo ano. 

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O governador considera que Santa Catarina é o Estado tem as condições ideais para ser o pioneiro neste projeto. "Temos uma boa distribuição demográfica, uma força muito grande na área rural e um trabalho já feito com o Ministério nas escolas. Esse é um passo decisivo com o satélite lançado em maio (deste ano), que permite desdobrar e chegar internet a todos os cantos do Estado, principalmente na área rural", destacou Colombo.

Objetivo do programa é promover o atendimento a localidades e distritos, onde inexiste a oferta de acesso à internet. A viabilidade do programa é devido ao lançamento do satélite brasileiro, lançado em 4 de maio de 2017, com capacidade de levar internet para 100% do território brasileiro a uma velocidade de 58 gbps em banda ka, com 67 feixes. 

O ministro Kassab disse que esse é maior projeto de inclusão social que se estabelece no Brasil hoje. "Sempre digo, usando como comparação que vale a pena lembrar o que é a vida de uma criança com internet e sem internet. Esse projeto começa por Santa Catarina e, com certeza, ainda em fevereiro de 2018, estaremos levando nos primeiros pontos do Estado a internet para todos". 

Ao todo serão cerca de 40 mil pontos disponibilizados, que também serão usados para defesa, educação e saúde. O município que quiser participar deverá se inscrever e se for selecionado será responsável por ceder um terreno, além de custear despesas de energia elétrica e segurança do local. O governo federal fará a instalação de todo o equipamento sem custo para as prefeituras.

Também participaram da reunião o presidente do Ciasc, Ivan Ranzolin; o presidente da Fapesc, Sergio Gargioni; o secretário adjunto da Agricultura e da Pesca, Airton Spies; o secretário executivo do Programa SC Rural, Júlio Bodanese; e 12 prefeitos.Fonte:Rafael Vieira de Araújo /Assessoria de Comunicação/Secretaria de Estado de Comunicação – Secom:Foto: Jaqueline Noceti / Secom

 

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XXVII Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar – Reaf aprova recomendações para a Juventude Rural e contra a violência de gênero

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A XXVII Reunião Ordinária da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (Reaf) concluiu os trabalhos, na sexta-feira (8), sob a Presidência Pro Tempore do Brasil, com a aprovação de dois importantes projetos de recomendações: Políticas Públicas para as Juventudes Rurais (nº 02/17) e Políticas contra a Violência de Gênero no Meio Rural (nº 03/17). As propostas serão encaminhadas ao Grupo Mercado Comum (GMC). 

Esta foi a primeira vez que duas recomendações são apresentadas ao GMC em uma mesma Presidência Pro Tempore. Para o coordenador nacional alterno do Brasil, Hur Ben Corrêa da Silva, este é um grande avanço em âmbito regional de diálogo entre os governos e as organizações da agricultura familiar. ”Estes resultados são frutos de um longo processo de debate e construção conjunta que se concluiu na presidência pro tempore do Brasil. Pela primeira vez também tivemos um seminário de assistência técnica e extensão rural e um momento de debate sobre as novas formas de conflitos agrários. Todo este acúmulo nos possibilitará avançar na construção e implementação de políticas mais assertivas para o desenvolvimento sustentável”, acredita. 

Para orientar a agenda de Juventude na região e fornecer elementos para que os Estados sigam a importante e abrangente recomendação, a plenária da Reaf pleiteou que as seções nacionais apresentem, já na próxima reunião da Comissão de Juventude Rural, propostas para o programa regional que tenham como foco: crédito, inovação tecnológica, assistência técnica e extensão rural (Ater), terra, água, compras públicas, selos de identificação, cooperativismo e associativismo, incluindo educação do campo. 

Outra novidade é um diagnóstico que será elaborado com a participação dos/as jovens nas organizações contendo a análise das últimas seis edições das seções nacionais. O objetivo é discutir estratégias para garantir a participação da juventude na Reaf e nas organizações. Na área de capacitação, foi acordado a construção de um plano de médio e longo prazo para a juventude na Reaf, com apoio da Universidade Federal de Integração Latino Americana (Unila) e do Grupo de Investigadores de Políticas Públicas da Agricultura Familiar do Mercosul (GIPPAF).

Em conformidade com o projeto de recomendação sobre políticas contra a violência de gênero no meio rural, a Reaf também celebrou a decisão das Organizações das Nações Unidas (ONU) de declarar o ano de 2018 como o “Ano Internacional da Mulher Rural”. A fim de fortalecer a pauta na REAF, as delegações encaminharão à Secretaria Técnica suas contribuições, ideias e propostas para a construção da agenda 2018, que já conta com o compromisso da Argentina de realizar um seminário regional.

Outro destaque é o Projeto Regional de Intercâmbio e Construção de Capacidades em Inocuidade e Sanidade das Produções da Agricultura Familiar – em busca de Territórios Saudáveis. A proposta, elaborada em conjunto com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), foi enviada para considerações do Grupo de Cooperação Internacional (GCI), em conformidade com o estabelecido na decisão CMC nº 23/14 e solicita assistência ao GCI para a identificação de possíveis fontes de financiamento que permitam sua execução. 

“Entre as principais ações que consolidamos nesta semana, está o encaminhamento da extensão do FAF. Outro ponto importante foi a questão do Projeto de Inocuidade dos produtos de origem animal e vegetal, oriundos da agricultura familiar. Estamos esperançosos, pois, depois de ver o saldo positivo da XXVII Reaf, acreditamos que conseguiremos desenvolver uma agenda assertiva na XVIII Reaf, que será realizada no Paraguai”, conclui o secretário técnico da Reaf, Lautaro Viscay. 

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Durante a XXVII Reaf foram apresentados os resultados da CVI Reunião Ordinária do Grupo Mercado Comum (GMC), realizada nos dias 22 e 23 de novembro de 2017, em Brasília, na qual foi proposta a extensão da execução do Fundo de Agricultura Familiar do Mercosul (FAF). Após o encontro, a XVI Reunião do Grupo de Análise Institucional, que também aconteceu na capital do país, foi encaminhado ao GMC os documentos do Projeto de Decisão e nota à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para avaliação. 
Durante a reunião, também foi apresentada a Nota da FAO que manifesta a disposição em continuar administrando o Fundo, até 31 de dezembro de 2018. Além disso, no documento, a organização expressa a intenção da organização em continuar cooperando com o novo projeto FAF 2019-2023. A Reaf elaborará um Projeto de Decisão sobre a conformação do novo FAF a partir de 2019, o qual será encaminhado ao GMC na próxima reunião do órgão.Fonte:Rafaella Feliciano e Carolina Gama/Assessoria de Comunicação/Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

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Associação de Produtores Feirantes de Chapecó – APROFEC recebe investimentos coletivos do SC Rural

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Aconteceu na manhã do dia 21 de novembro de 2017, na propriedade rural da Família Zamboni, em Chapecó, o ato de entrega das 1820 caixas de transporte adquiridas através de um projeto estruturante do Programa SC Rural.

A Aprofec foi beneficiada duas vezes pelo Programa, sendo investidos mais de R$ 990.000,00, entre os valores investidos pelo Governo do Estado e a contrapartida das famílias. Foram duas propostas coletivas e 22 propriedades apoiadas diretamente nos dois Projetos Estruturantes.

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A extensionista rural da Epagri, no município de Chapecó, engenheira agrônoma Caroline Möller Scholz, relata que a opção de adquirir as caixas, plásticas e térmicas, se fez pela necessidade de acondicionar e transportar os alimentos de forma adequada para os 10 pontos de feira que existem no município. "Essa era uma necessidade de todas as 64 famílias da Associação e as caixas foram adquiridas em cinco modelos diferentes conforme as atividades das famílias produção de verduras, hortaliças, frutas, laticínios, carnes, panificados, derivados de cana-de-açúcar, polpas, sucos, doces e geleias, entre outros". 

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Este investimento em caixas, totalizou R$ 63.580,50, sendo que 50% foram recursos do Programa SC Rural e o restante a contrapartida da Associação.

Segundo a vice-presidente da Associação, Neusa Bergamin, estes projetos foram muito importantes para a Aprofec e seus associados e na sua fala, durante o ato de entrega, destacou a importância da parceria com a Epagri para o fortalecimento das organizações da agricultura familiar.

"O apoio do SC Rural foi fundamental no processo de legalização das agroindústrias familiares, garantindo o acesso das famílias aos mercados e, em muitos casos, viabilizando a permanência no meio rural. De forma muito especial, dos jovens rurais", destaca a extensionista rural da Epagri, engenheira agrônoma Caroline Möller Scholz.

 

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Propriedade paranaense é eleita a mais sustentável do Brasil

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Globo Rural realizou a 4ª edição do prêmio Fazenda Sustentável

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Premiados da 4ª edição do Fazenda Sustentável posam para foto oficial. Ao centro, de branco, Tábata Stock, proprietária da Fazenda Rio do Pedro, propriedade rural eleita a mais sustentável do paía (Foto: globo rural)

A Fazenda Rio do Pedro, em Santa Maria do Oeste (PR) foi escolhida a campeã nacional de sustentabilidade no Prêmio Fazenda Sustentável, entregue pela Revista Globo Rural, nesta terça-feira (5/12), em São Paulo (SPEm sua 4ª edição, o concurso teve como principal critério o uso múltiplo da terra, a partir das boas práticas agropecuárias e eficiência no uso de recursos. A propriedade vencedora tem 1.385 hectares. Concilia agricultura – com 590 hectares dedicados à produção de soja e milho – e a pecuária, com a criação de gado da raça angus baseada em 165 hectares de pastagens. Como atividade complementar, tem outros 55 hectares de florestas plantadas. A área preservada soma 575 hectares à área total da fazenda.

“Esse prêmio traz dois sentimentos: o primeiro é a satisfação e a alegria do resultado de muito esforço. O segundo é o desafio. Agora é manter e evoluir e isso é dsafiador”, disse Tábata Stock, neta do fundador da propriedade, um imigrante alemão que deixou sua terra natal para fugir da Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu no solo paranaense em 1951.

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Em segundo lugar, ficou a fazenda Don Aro, de Machadinho D’Oeste (RO). Em plena região amazônica, Giocondo Vale, um farmacêutico nascido no Paraná que decidiu ficar em Rondônia depois de fazer uma visita ao irmão, integra produção de grãos, criação de bovinos e floresta para cobertura vegetal em uma área de 1.595 hectares. Do total, 650 são preservados.

“O prêmio vai para a família, para os que fizeram parte nesses 26 anos para chegar onde chegamos e para os que hoje estão na Don Aro. E à sociedade da Amazônia, que nos acolheu de braços abertos. Produzir no bioma não é fácil, mas é perfeitamente possível", afirmou o proprietário da fazenda, Giocondo Vale, que subiu ao palco acompanhado do filho, Iuri.

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A terceira colocada entre as fazendas mais sustentáveis do Brasil tem apenas 36,3 hectares, dos quais 7,9 são preservados. No sítio Yassuda, que funciona há 30 anos em Lins (SP), Minoru e Emilia conseguiram multiplicar por dez a produtividade dos campos de frutas e hortaliças. Eles se basearam em práticas como rotação de culturas, irrigação por gotejamento e cultivo em estufas. “É uma alegria estar com vocês e compartilhar meus conhecimentos. Fico muito feliz de estar entre os finalistas. Independente da minha classificação, acredito que possa inspirar outros produtores", disse o proprietário Minoru Yassuda, acompanhado da mulher, Emilia.

Realizado por Globo Rural, o Fazenda Sustentável tem metodologia desenvolvida em parceria com o banco holandês Rabobank e a Fundação Espaço Eco. As propriedade são avaliadas com base em um série de critérios, incluindo boas práticas agropecuárias e sociais, além da viabilidade econômica do negócio.

Ao todo, o concurso recebeu 47 inscrições de propriedades rurais de todo o Brasil. A partir de uma primeira análise, foram selecionados 13 finalistas e, destes, o três mais bem colocados.

"Esse prêmio vem mostrar que o Brasil tem muito a mostrar. Quando a gente fala em produção sustentável, a gente fala em produzir, preservar e também em ganhar dinheiro. Porque quando você está no vermelho não pensa no verde", disse a gerente de Sustentabilidade do Rabobank, Taís Fontes.

Rodolfo Viana, diretor da Fundação Espaço Eco, ressaltou a importância da parceria na realização de iniciativas como o Fazenda Sustentável. "É cada vez mais importante frisar o impacto que nossas escolhas tem sobre o nosso planeta. A sustentabilidade é uma jornada, uma nova metodologia. Um ganha-ganha sem fim", afirmou.

Em seu pronunciamento, o diretor de Redação da revista Globo Rural, Bruno Blecher, afirmou que a humanidade continua "desafiando" a natureza "em uma escala quase que suicida". "A sorte e que, a cada ano, cresce a quantidade de pessoas preocupadas com o planeta."

O diretor editorial da Editora Globo, Fernando Luna, lembrou que, desde a primeira edição, em 2013, o Prêmio Fazenda Sustentável tem unido pessoas com um propósito comum: levar as boas práticas ao campo. "Aqui tem mais que a força do campo. Tem a força da responsabilidade social e ambiental. Vocês estão na vanguarda nas práticas ambientais e sociais. Produtividade e sustentabilidade devem andar juntas", disse ele.

 

Mais informações: http://revistagloborural.globo.com/Colunas/fazenda-sustentavel/

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Queijos premiados de SC tentam sair da ilegalidade

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Produção do queijo Diamante, feito em Major Gercino.Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinenese

"Hoje, é mais fácil entrar um fuzil de outro Estado em Santa Catarina do que uma peça de queijo". A frase do deputado estadual Gelson Merisio (PSD), escrita em um artigo publicado no DC em novembro, procurava exaltar o rigor sanitário do Estado.

Pode até parecer exagero; não para quem produz queijo artesanal de leite cru (não pasteurizado) em Santa Catarina e no Brasil. Agora, um projeto de lei estadual (470.5/2017) pretende facilitar a formalização e a legalização de pequenos fabricantes. Embora tenha sido feito a várias mãos, com a participação de agricultores e pesquisadores da UFSC, quem assina a proposta é o deputado estadual João Amin (PP).

— SC é reconhecida internacionalmente pelas questões sanitárias. Vendemos carne suína e de frango para o mundo inteiro. É claro que é preciso ter cuidados, mas temos de agregar valor e fazer com que esse pessoal saia da ilegalidade. A lei permitirá que 6 mil famílias paguem imposto e fabriquem mais um produto catarinense com potencial para ser reconhecido nacional e internacionalmente – diz o parlamentar.

O Estado já é um campeão quando se fala em qualidade dos queijos. Os produtos catarinenses ficaram na terceira posição no 3º Prêmio Queijo Brasil realizado em São Paulo, em outubro. Só que das 29 variedades laureadas, 17 não têm a venda formalizada e legalizada em SC, como o Kochkäse, produzido há gerações no Vale do Itajaí. Sem o impulso da formalização, justifica o PL, esses produtos correm o risco de desaparecer. Segundo o último censo agropecuário do IBGE, de 2006, havia 5,8 mil propriedades rurais que produziam queijo em SC, um queda de 90% em relação a 1996. 

A nova lei beneficiaria, por exemplo, Cristiano Marchi, um produtor de 29 anos que faz o queijo Diamante – medalhista de bronze na premiação nacional -, nome da mesma região em que mora em Major Gercino. Há dois anos ele trilhou o caminho inverso do êxodo rural, ao sair de Florianópolis e voltar para sua cidade natal. Faz o queijo da mesma forma que seu pai e seu avô, com a "ajuda" das quatro vacas que chama pelos nomes Cristina (em homenagem a Kirchner), Gata, Beca e Morena. Mas, se não conseguir se formalizar e viver da produção, deve engrossar novamente as estatísticas de quem deixa o campo. Além do PL, ele aposta em um financiamento a fundo perdido obtido junto ao Banco do Brasil pelos produtores da região para a construção de sete queijarias modelo. 

— Nós chegamos ao fundo do poço. Estava há dois anos parado. Agora, com o projeto das queijarias, se conseguirmos aprovar a lei, podemos pensar em ter turismo rural e outras fontes de renda. Muita gente já saiu daqui, porque você vai fazer o quê? Criar boi ou vender leite para a indústria? Aqui não tem diamante nenhum,  nosso diamante é nosso queijo — diz Marchi.

Embora o Ministério da Agricultura (Mapa) tenha, desde 2013, uma instrução normativa que permite a comercialização de queijo de leite cru, uma regulamentação que a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agropecuário de SC (Cidasc) afirma cumprir, produtores se queixam das inúmeras exigências incompatíveis com quem não tem o tamanho de uma indústria. Para resolver isso, há uma lei estadual de 1997, específica para os pequenos. Na prática, contudo, ela seria ignorada por parte dos fiscais, de acordo com relatos de agricultores que pediram para não serem identificados, obrigando os pequenos a seguir as mesmas exigências da agroindústria, como pagar por um responsável técnico. Confrontada com a informação, a Cidasc silenciou a respeito.

— É claro que tem que ter cuidados. Mas hoje é impossível pros pequenos (da forma como é exigido), já que eles (os órgãos fiscalizadores) praticamente ignoram a lei de 1997. O PL vai ser fundamental inclusive na questão sanitária. Na nossa região tem mais de cem pequenos produtores que fazem queijo em casa e vendem escondido. Isso ia formalizar esse povo e melhorar a qualidade do que é feito – explica um agricultor.

Além de muitos não conseguirem se enquadrar nas leis, os que superam essas barreiras enfrentam outras. A burocracia brasileira é um entrave adicional. Um caso emblemático foi a apreensão, neste ano, de cem quilos de queijos artesanais pernambucanos num estande de cachorro-quente da chef Roberta Sudbrack no Rock in Rio. Embora todos os alimentos estivessem dentro da validade, com nota fiscal e selo de inspeção do Estado de origem, foram recolhidos por fiscais da Vigilância Sanitária sob alegação de não preencherem outros requisitos, como o selo de inspeção federal. É como se estivessem bons para o consumo de pernambucanos, mas inadequados para cariocas. 

A médica veterinária da diretoria de inspeção de produtores de origem animal da Secretaria de Estado da Agricultura Mara Rubia Pinto defende que não é uma questão de burocracia, mas de saúde pública. A instituição, diz, se preocupa com o controle da brucelose e da tuberculose nos rebanhos, que podem ser transmitidas aos humanos.

 

Uma mineira em defesa do queijo catarinense

Mais do que simplesmente regularizar os agricultores, o projeto de lei traz, em detalhes, normas que devem ser seguidas para que se possa  produzir e vender o queijo artesanal, como a implementação de boas práticas de ordenha.

— Hoje reclamam que os produtores não atuam em condições adequadas. A lei, além de exigir que eles cumpram alguns pré-requisitos, como a sanidade do rebanho e produção dentro dos parâmetros microbiológicos, vai dar a possibilidade de terem acesso ao apoio técnico dos órgãos públicos, que hoje só atende os formalizados –  argumenta a doutoranda em Ciência de Alimentos na UFSC Michelle Carvalho, uma das redatoras do PL.

No Brasil, quem abriu o caminho para o reconhecimento dos queijos de leite cru foram os maiores especialistas no assunto, os mineiros. Desde 2002, alguns dos mais tradicionais produtores de Minas Gerais são legalizados. Mineira, Michelle encampa a defesa dos queijos tradicionais catarinenses há 15 anos. A pesquisadora veio para Santa Catarina ao ser contratada para prestar consultoria a produtores que compravam equipamentos de pasteurização.

— Eu comecei a ver que aquilo (pasteurizar) mudava o produto deles, descaracterizava, e decidi estudar os queijos artesanais catarinenses - explica. 

Segundo o presidente internacional do Slow Food (organização não-governamental que defende modos de produção e alimentos tradicionais) e embaixador especial da ONU contra a fome, o italiano Carlo Petrinihá que se considerar ainda o lobby da indústria, já que com mais produtores artesanais de queijo, cai a oferta de leite para as grandes empresas.

O leite cru é o único que garante a diversidade dos queijos, a pasteurização homogeneíza o produto. Os governos que escolhem pasteurizar em razão de uma fobia hiper-higienista não fazem justiça à biodiversidade - diz Petrini.

Na avaliação do gestor do departamento de inspeção de produtos de origem animal da Cidasc, Sergio Silva Borges, o projeto de lei dos queijos artesanais é "coerente" e "bem redigido", mas ele reclama de a instituição não ter sido procurada para dialogar e ajudar na redação. Borges afirma não se opor, entretanto faz ressalvas:

— Como órgão fiscalizador, precisamos dar a garantia que o queijo de leite cru é seguro. A Cidasc quer fazer isso com análise, com amostras que nós escolhermos. Eu não sou contra, mas tenho que ser convencido microbiologicamente e fisico-quimicamente de que esse produto não vai causar nenhum problema para o consumidor. O Staphylococcus é uma bactéria que tem uma toxina que pode causar lesão neurológica. Vamos supor que isso acontece com o seu filho. Você vai cobrar de quem? De quem deu o registro.

Quem tem medo de leite cru?

Afinal, comer queijo de leite cru é perigoso? Conforme explica o professor do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSC Juliano Lindner, o leite não pasteurizado está sujeito à proliferação de bactérias, inclusive patogênicas. São microrganismos potencialmente danosos para a saúde humana, como a Listeria monocytogenes ou o Staphylococcus aureus, que podem causar infecção e intoxicação alimentares, por exemplo. Por isso, a pasteurização, desenvolvida em meados do século 19, foi um marco no combate a várias doenças transmitidas pelo leite e seus derivados como brucelose e tuberculose.

Comer o queijo de leite cru, no entanto, é diferente de beber o leite. Se produzido de forma adequada, diz o professor, cumprindo pré-requisitos de higiene e processos corretos, as bactérias ácido-lácticas que serão dominantes na maturação evitam que as variedades prejudiciais se multipliquem e atinjam níveis não seguros para consumo. Essas bactérias boas têm outra função: são as responsáveis pela variedade de sabores, texturas e odores da iguaria pelo mundo.

De acordo com a professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Célia Ferreira, na versão industrializada, feita com a pasteurização, são mortas as bactérias boas e ruins, sobrando algumas que resistem ao processo. Para que microrganismos patogênicos não se multipliquem, o queijo industrializado precisa ser resfriado, diferentemente do artesanal, que conta com as próprias defesas.

Parte da polêmica entre órgãos fiscalizadores e defensores dos queijos artesanais se dá pela regra do tempo de maturação. Muitos desses órgãos entendem que são necessários ao menos 60 dias de maturação para que não reste um nível inseguro de bactérias patogênicas. Em nível estadual, a única lei que fala expressamente em queijo de leite cru é a do serrano, que exige mais de 60 dias de maturação, e desde que o produto seja feito na serra catarinense.

Os pesquisadores discordam que deva existir um prazo fixado para todos os tipos do alimento. A professora da Federal de Viçosa afirma ter testado variedades mineiras que atingiram níveis seguros para consumo em 17 ou 22 dias. Lindner diz que é preciso avaliar caso a caso, e que o estudo de risco é que vai dizer o tempo certo.

O entrevero em torno dos queijos de leite cru não é exclusividade brasileira. Nos Estados Unidos, produtores têm constantes embates constantes com a FDA (Food and Drug Administration), um equivalente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda exige o mínimo de 60 dias de maturação, mas já dá sinais de relaxamento dessa regra. Na Europa, a legislação é bastante favorável ao produto. Mesmo assim, em 2015, ninguém menos que o Príncipe Charles saiu em defesa dos queijos artesanais: "Em um mundo sem micróbios e progressivamente modificado geneticamente, que futuro há para o velho Gruyére, o Fourme d'Ambert ou o Pont L'Evoque?", declarou ao receber uma comenda em Paris.

Por aqui, a polêmica entre órgãos fiscalizadores e pequenos produtores ainda deve render. Mas há quem acredite não só é possível como é desejável que se alie questão sanitária e produção artesanal:

— Eu acho que teremos um boom do queijo artesanal, mais ou menos como aconteceu com a cerveja. Hoje, fazer queijo é coisa de velho, que não interessa os mais novos, mas se a lei for aprovada, isso muda. – acredita o engenheiro agrônomo e extensionista rural da Epagri Remy Simão. 

Aprovado em novembro na Comissão de Constituição e Justiça, o PL está parado na de Finanças porque o deputado Gabriel Ribeiro (PSD) pediu vista. Ainda precisará passar pela Comissão de Agricultura antes de ir a plenário. A expectativa de João Amin é de que o texto seja submetido à votação dos parlamentares ainda este ano. Fonte:dc.clicrbs/sc/PorLarissa Linder

 

Mais informações:http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2017/12/queijos-premiados-de-sc-tentam-sair-da-ilegalidade-10057599.html

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Cadeia produtiva de hortaliças ganha mapeamento de 13 culturas

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Adotar boas práticas, otimizar recursos, agregar valor e estar atento às tecnologias e aos novos comportamentos dos consumidores. Esses são alguns dos desafios da cadeia produtiva de hortaliças apontados no “Mapeamento e quantificação e cadeias produtivas”, lançado em 7 de dezembro na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.  

O estudo feito pela CNA em parceria com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (Absem) contou com a colaboração de diversas instituições entre elas a Embrapa Hortaliças (Brasília, DF). O trabalho, inédito no Brasil, traz informações sobre 13 culturas (abóbora cabotiá, abobirnha, alface, alho, batata, beterraba, cebola, cenoura, coentro, couve-flor, pimentão, tomate mesa e tomate indústria). Considerando todos os elos da cadeia produtiva, a estimativa é que a movimentação financeira girou em torno de R$ 66 milhões, em 2016. 

O chefe-geral da Embrapa Hortaliças, Warley Nascimento, representou a diretoria da Embrapa no evento, conduzido pelo presidente da CNA, João Martins. Representantes de diversas instituições do setor agropecuário também estiveram presentes. Nascimento ressaltou a importância desse estudo para a cadeia produtiva, que é responsável por cerca de 2 milhões de empregos no campo. 

“Esse mapeamento copila dados de diversas instituições – e informações de produtores – sobre essa cadeia que é extremamente complexa. Produzimos hortaliças em praticamente todo o país, com sistemas de produção, nível tecnológico e comercialização diferentes. Por isso, a importância desse trabalho para subsidiar pesquisas, além de ser um norteador para todos os envolvidos com a cadeia”, pondera Nascimento.

O chefe-geral ressaltou que problemas e oportunidades – como desperdício e aumento de consumo – apontados no mapeamento, já são alvos de preocupação e de pesquisas na Embrapa Hortaliças. Ele cita, por exemplo, o site sobre o consumo consciente de hortaliças para evitar o desperdício, coordenado pela pesquisadora Milza Lana. 

A supervisora do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologias da Embrapa Hortaliças, Flávia Clemente, ressalta a importância desse mapeamento e de como ele está alinhado com levantamento censitário realizado recentemente com produtores de pimentão e tomate em Planaltina (DF), em parceria com a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do DF e Emater/DF. “Esses dados nos possibilitam atuar de forma mais ativa e articulada institucionalmente para contribuir com a cadeia produtiva como um todo”, diz.Fonte:Gislene Alencar-Embrapa Hortaliças/ Foto: Gislene Alencar

 

Mais informações: www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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Epagri de Timbó – ações focadas no homem do campo

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Com foco em auxiliar e informar a Epagri de Timbó, através da extensionista, Kátia Zimath de Mello, tem se empenhado em fortalecer o setor agrícola. Em entrevista a profissional afirma que todos os integrantes da Epagri de Timbó trabalham junto às famílias rurais inseridas no município de Timbó.

"Este ano tivemos um enfoque maior no resgate de raízes e tubérculos cultivados e outros produtos de subsistência. Foi feito um seminário abordando este tema, com exposição de raízes (taía, mangarito, batata doce, aipim, cará, inhame, entre outras)", explica ela ao informar que também foram realizadas oficinas, cursos, palestras de produção e transformação de alimentos, troca de informações, experiências das participantes e integração grupal.

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Kátia adianta que em 2018 será dada continuidade ao trabalho resgatando material e conhecimento das famílias que vão se perdendo entre as gerações. "Sempre ficamos gratificados com a participação, a presença e a colaboração destas famílias que ainda fazem parte da pequena área agrícola do nosso município, mas que aprenderam a se valorizar e dar a sua contribuição", destaca a profissional ao comentar que estão sendo realizados encontros de encerramento nas comunidades de Pomeranos/ São Roque, Mulde Alta, Mulde Central, Cedro Margem Esquerda e no Grupo de Tiroleses. "Essa constante integração das famílias auxilia na sua valorização pessoal, na cidadania, motivando e sensibilizando para melhoria do convívio familiar e comunitário".

Kátia informa ainda que os profissionais da Epagri também estiveram envolvidos no atendimento aos produtores rurais do município de Timbó, bem como inúmeros outros interessados no plantio e busca de informações, que aparece como uma alternativa de renda para pessoas de origem urbana, e de subsistência para a família na obtenção produtos saudáveis. "Também foram atendidas as associações (Assagro e Proorg), que participam da Feira Livre do município e cooperativas de Leite e Peixe, fornecedores de produtos para a merenda escolar junto ao Programa Nacional de Alimentação Escolar. "A Epagri também está presente com a colaboração direta da Pesquisa Agropecuária, que apoia e orienta os técnicos e produtores dos municípios. Além da obtenção de recursos do SC Rural para a realização de eventos no município e conclusão da nova Unidade da Cooperativa de peixe".

Agricultura familiar

De acordo com a extensionista, em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, foi realizado treinamento com 140 profissionais (merendeiras e auxiliares), orientando e fazendo na prática o preparo de alimentos adquiridos da agricultura familiar para a merenda escolar. "Tivemos no mês de julho uma semana voltada à Agricultura Familiar através de seminários e palestras de Raízes, piscicultura, horticultura e políticas públicas referentes ao Dia do Colono festejado naquele mês. Foram dias alternados com a participação dos agricultores do nosso município e também de municípios vizinhos".

A profissional relata ainda que atendendo a uma demanda dos feirantes e demais produtores que comercializam produtos, foi realizado um curso de Boas Práticas, orientando a forma correta de limpeza, higiene, embalagens, transporte, acondicionamento e venda de produtos. Este curso foi ministrado por um profissional da Epagri, engenheiro de alimentos, que deu as orientações e informações sobre todo o processo.Fonte Clarice Graupe Daronco / Jornal MedioVale

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