Mulheres rurais se destacam em diferentes atividades e buscam acesso a direitos

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Agricultoras, pescadoras, indígenas, quilombolas, poetisas, artesãs, embaixadoras, extrativistas. O protagonismo das mulheres rurais reflete a diversidade da atuação feminina em campo. Antes vistas meramente como ajudantes, as trabalhadoras rurais têm se destacado em diferentes etapas do processo produtivo de alimentos e outras atividades relacionadas à geração de renda e desenvolvimento econômico social no campo.

Dar visibilidade ao trabalho promovido por estas mulheres é o principal objetivo da 4 ª edição da campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, lançado na terça-feira (16) pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

A campanha deste ano tem como tema “Pensar em igualdade, construir com inteligência, inovar para mudar”. O eixo condutor da iniciativa é a importância de valorizar os direitos das mulheres rurais em todos os níveis, desde as garantias individuais até coletivas, e promover condições para o cumprimento das metas de igualdade de gênero e fim da pobreza rural estabelecidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A mobilização ocorrerá até o mês de dezembro com atividades que priorizam o papel das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos, principalmente no contexto de crescimento dos níveis de insegurança alimentar na região da América Latina e Caribe.

A campanha também visa estimular a adoção de medidas que facilitem o acesso delas a recursos e sistemas produtivos de inovação, de forma a aumentar a representação das mulheres no campo da ciência e do uso de novas tecnologias.

Perfil

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de mulheres vivem na área rural, o que representa 47,5% da população residente no campo no Brasil.

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Considerando a cor e raça das mulheres habitantes da área rural, mais de 56% delas se declaram como pardas, 35% brancas e 7% pretas. As indígenas compõem 1,1% da população rural feminina, de acordo com o IBGE.

Entre as mais de 11 milhões de mulheres com mais de 15 anos de idade que viviam na área rural em 2015, pouco mais da metade (50,3%) eram economicamente ativas. Considerando o rendimento médio, cerca de 30% ganhavam entre meio e um salário mínimo e quase 30% não tinham rendimento.

Segundo o último Censo Agropecuário do IBGE, quase 20% dos empreendimentos rurais do país são dirigidos por mulheres. Em 2006, o percentual de mulheres rurais empreendedoras era de 12%. “É um salto significativo, mas ainda é muito pouco, quando sabemos que de 70% a 80% dos alimentos são produzidos pelas mulheres rurais, principalmente os alimentos para autoconsumo”, comenta Geise Mascarenhas, consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa e uma das coordenadoras da campanha.

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A consultora destaca que, apesar da participação significativa no desenvolvimento das comunidades locais, a identidade e o trabalho exercido pelas mulheres rurais ainda não são reconhecidos pela sociedade. A falta de dados atualizados ou mais detalhados sobre o perfil e as demandas das mulheres desafia agentes responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas para esse público.

“A primeira campanha foi lançada com o objetivo de envolver as mulheres, exatamente para conhecê-las. Quem são as mulheres rurais, onde elas estão, o que elas fazem? As histórias são belíssimas e nos ajudaram a delinear as outras campanhas”.

A especialista ressalta que o Brasil está avançando na coleta dessas informações. O Mapa firmou um acordo com o IBGE, que está criando um banco de dados e aprimorando o levantamento de informações agropecuárias com a perspectiva de gênero.

Em âmbito regional, estudos da FAO mostram que a pobreza atinge o que representa quase metade ou 59 milhões das pessoas que vivem nas áreas rurais dos países da América Latina. A extrema pobreza chega a 22,5% da população rural da região. E a maioria dos pobres na área rural do continente é formada por mulheres.


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Histórico

A campanha #Mulheres Rurais começou em 2015 no Brasil como uma iniciativa para dar visibilidade ao trabalho da mulher rural. O lema da primeira campanha foi “Sou trabalhadora rural, não sou ajudante”. A partir de 2016, a campanha se estendeu para a América Latina e o Caribe e incluiu o tema dos direitos relacionados à igualdade de gênero, principalmente o combate à violência.

“Percebemos que a campanha teve uma aceitação tão grande e começamos a trabalhar com os direitos das mulheres: direito à educação, direito à saúde, direito a uma vida digna, à alimentação e direito ao lazer, ao descanso. Isso nos deixava muito impactada, porque muitas mulheres nos perguntavam: “mas, isso é um direito? ”, relata Geise.

O desconhecimento das mulheres rurais acerca dos próprios direitos incentivou a campanha a ampliar o tempo de mobilização de 16 dias para 9 meses e de adaptação dos temas à realidade das mulheres dos países alcançados. Segundo Geise, a campanha tem ampliado sua capilaridade por diferentes territórios e gerado resultados expressivos, principalmente para empoderamento e autonomia das mulheres.

“Estamos ampliando os trabalhos, incorporando mais o público alvo, de mulheres rurais, com públicos mais diferenciados, como mulheres indígenas, mulheres quilombolas, que tem especificidades. Sabemos que a agricultura familiar é muito diversificada e as mulheres tem suas diferenças que precisam ser reconhecidas”, comenta Geise.

A campanha deste ano foi organizada pela FAO em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Comissão sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.


Mais informações: mulheresrurais.saf@agricultura.gov.br 

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Cooperativas são importantes para mulheres do campo, mas poucas têm poder de decisão

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Tripla jornada, preconceito e lacunas na formação diminuem envolvimento das mulheres nos postos de liderança

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Andrea Zimermann, produtora do Lago Oeste no Distrito Federal

A experiência de mulheres trabalhadoras do campo mostra que é por meio do cooperativismo ou por associativismo que elas conseguem acessar recursos para produzir, serviços, oportunidades de emprego e de representação em conselhos com voz para decidir.

O potencial existente em cooperativas para a autonomia das mulheres rurais é destacado pela Comissão da ONU sobre a Situação da Mulher e pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI). “A riqueza gerada pelas cooperativas permanece na comunidade, criando postos de trabalho e atividades sustentáveis. As cooperativas são baseadas em valores que representam um modelo adequado para as mulheres construírem seu próprio futuro”, declarou Rodrigo Gouveia, diretor de Políticas da ACI.

No entanto, o papel das mulheres rurais na proteção e gerenciamento de recursos naturais, no desenvolvimento econômico da comunidade local e na participação mais efetiva nas cooperativas esbarra na dificuldade de conciliar as diferentes atividades que estão culturalmente sob responsabilidade feminina.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em todas as faixas etárias, de 14 a 60 anos, as mulheres de todas as regiões do país do campo e da cidade se dedicam mais diariamente aos afazeres domésticos do que os homens. Em média, as brasileiras trabalham mais de 11 horas em atividades relacionadas aos cuidados de outras pessoas ou da casa, enquanto que os homens dedicam menos da metade desse tempo (5,1 horas).

Levantamento no Paraná

A sobrecarga de trabalho é um dos problemas citados pelas mulheres rurais como empecilho para participar de forma mais efetiva do trabalho das cooperativas, principalmente em cargos de liderança. O resultado foi encontrado em levantamento feito durante o 1º Encontro de Mulheres Rurais do Mercosul, realizado no final do ano passado no Paraná para debater o tema do cooperativismo e a questão de gênero.

O encontro reuniu em Medianeira (PR) mais de mil mulheres, das quais 173 foram entrevistadas por pesquisadores da Universidade da Integração Latino Americana (Unila), com apoio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar no Mercosul (Reaf) e da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).

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Norma Siqueira, produtora de frutas no Paranoá, Distrito Federal (Foto: Aquivo MDA)

Quase 80% das entrevistadas tinha mais de 40 anos e eram aposentadas. A pesquisa revela que, na percepção das mulheres, as tarefas domésticas e a falta de formação são fatores determinantes na participação. Elas também mencionam a falta de motivação, insegurança e autoafirmação.

De acordo com o levantamento, quase metade (48%) das mulheres tem uma carga horária de mais de 10 horas de trabalho doméstico, sendo que 13% delas disseram ter 15 horas de trabalho doméstico. Em sua maioria (72%) as mulheres dedicam de uma a cincor horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa.

“Como que mulheres com uma carga de trabalho tão grande em casa, cuidando da família e dos filhos, têm condição de estar na cooperativa? Isso revelou que as políticas precisam ser direcionadas para questões que são muito mais complexas do que aquelas que estão evidenciadas”, comentou Maíra Lima Figueira, assessora da Unicafes.

A maioria das entrevistadas atuam em cooperativas ligadas a empreendimentos de poupança e crédito, seguidas de estabelecimentos de agropecuária, social, trabalho e consumo. Elas também participam de forma significativa em cooperativas de catadores.

A principal atividade exercida por elas nas cooperativas é na área de crédito e financiamento. As associações em que trabalham comercializam, principalmente, soja, milho, trigo, feijão e o sorgo, seguido de carne de gado, caprinos, ovinos, suínos, mel, arroz, batata e mandioca. Apenas 4% das mulheres relataram que as cooperativas em que trabalhavam forneciam produtos para merenda escolar.

Mais de 70% delas disseram que dedicam entre uma e cinco horas para participar dos espaços de gestão da cooperativa. Cerca de 35% relataram que participam de alguma forma de comissão dentro da cooperativa, a maioria delas tem mais de 55 anos, e 20% atuam na direção da cooperativa e apenas 9% estão na diretoria financeira das associações.

As comissões com maior participação feminina tratam de terceira idade, informação, ajuda geral, clube de mães, gênero, juventude, gerenciamento, produção, comércio, financiamento, entre outros. Os pesquisadores constataram que a maioria das mulheres tem contato com a cooperativa por meio do marido.

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Mulheres acumulam atividades fora do lar com cuidados de outras pessoas e da casa (Foto: Arquivo MDA)

De modo geral, a maior parte afirma que opina nas decisões da cooperativa, mas que sua opinião não é levada em conta, além de serem questionadas sobre sua formação. Em 35% das respostas, elas destacaram a falta de apoio, oportunidade, formação e informação como fatores que afetam essa participação.

O levantamento apontou a necessidade de atividades motivacionais, que valorizem a autoestima e que promovam a igualdade de direitos nas cooperativas. Outra sugestão é promover eventos que envolvem a participação das famílias, dos homens e jovens para discutir questões de gênero, saúde da mulher e paridade no trabalho.

O questionário foi semelhante ao realizado pela Confederação Uruguaia de Entidades Cooperativas (Cudecoop). O país vizinho tem cerca de 3 milhões de habitantes e 1,2 milhão de pessoas ligadas às cooperativas.

No Uruguai, apenas 16% das titulares da direção das classes cooperativas são mulheres. Aparece como central na dificuldade para participação feminina nos espaços de decisão a imposição cultural às mulheres das tarefas de cuidado dos filhos e de outros dependentes, além do trabalho doméstico.

O levantamento no país vizinho cita ainda que mais da metade da carga global de trabalho do país (que envolve atividades remuneradas e não remuneradas) é assumida por mulheres, que se dedicam mais que o dobro de horas ao trabalho não remunerado em comparação com os homens.

Esses dados foram apresentados no lançamento da 4ª edição da Campanha Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos, realizado terça-feira (16), na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O objetivo das entidades é estender esse tipo de levantamento a todas as regiões do Brasil.  A expectativa é que os resultados contribuam para promover ações mais efetivas de estímulo à participação das mulheres no dia a dia das cooperativas.

A consultora da Secretaria de Agricultura Familiar e da campanha, Geise Mascarenhas, destaca que quantificar o tempo dedicado pelas mulheres ao trabalho não remunerado e o que isso representa no orçamento doméstico, pode contribuir avaliar essa contribuição no desenvolvimento da região. “Se não tivermos informação, deixamos na invisibilidade uma participação muito importante que as mulheres têm para a economia dos países”, comentou Geise. Fonte: Ministério da Agricultura

Mais informações: http://www.agricultura.gov.br/noticias/reportagens-especiais

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Inovações digitais estão trazendo a juventude de volta à agricultura

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Uma população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero; A introdução de inovações digitais na alimentação e na agricultura tem o potencial de oferecer novos serviços aos jovens e aos pequenos agricultores. © FAO / Alioune Ndiaye

Juventude em todo o mundo está cada vez mais se afastando da agricultura. Tradicionalmente exigindo trabalho manual pesado e oferecendo baixos salários, a agricultura não costuma apelar para as novas gerações que geralmente preferem tentar a sorte em encontrar emprego nas cidades.

No entanto, a agricultura tem o maior potencial de todos os setores para reduzir a pobreza, por exemplo, na África Subsaariana, onde mais de sessenta por cento de sua população de 1,2 bilhão tem menos de 25 anos. Essa população jovem em crescimento precisa de emprego frutífero e alimentos e agricultura. talvez reconceituado, tem o potencial de oferecer isso aos jovens.

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A chave é a inovação.

Já existem novas formas de trabalhar na agricultura que aproveitam as inovações digitais e tecnológicas, tornando-as mais eficientes e, não como um pequeno subproduto, proporcionando novas oportunidades e serviços para jovens empreendedores.

Aqui estão 5 exemplos de como aproveitar o poder da tecnologia digital pode revolucionar a agricultura.

1. Drones - Algumas estimativas sugerem que o setor de alimentos e agricultura será o segundo maior usuário de drones do mundo nos próximos cinco anos. A FAO já utilizou drones em muitos países para coletar dados em tempo real e detalhados sobre os desafios alimentares e agrícolas, como o risco de desastres naturais e a avaliação de danos após eles.

À esquerda: a FAO tem usado drones para avaliar o risco de desastres naturais ou para pesquisar danos causados ​​depois deles. © Veejay Villafranca / NOOR para a FAO 
Certo: Um novo aplicativo de fala ajuda os fazendeiros a detectar se suas safras foram infectadas pelo Fall Armyworm. © FAO / Tamiru Legesse

2. Sistema de Monitoramento e Alerta Antecipado de Queda do Exército (FAMEWS) App - Queda A minhoca é uma praga devastadora que destrói o milho e outras culturas importantes em partes das Américas, África e Ásia. Somente agricultores em seus campos podem administrar com êxito o FAW. É por isso que a FAO desenvolveu uma ferramenta para capturar dados carregados pelos agricultores em seus campos. As informações adicionadas ao aplicativo são transferidas para uma plataforma global baseada na web e analisadas para fornecer relatórios de situação em tempo real, calcular níveis de infestação e sugerir medidas para reduzir o impacto.

3. Nuru App - Juntamente com a FAMEWS, a FAO e a Pennsylvania State University desenvolveram um aplicativo falante complementar chamado Nuru que, quando mantido próximo a uma planta danificada, pode confirmar imediatamente se o Fallworm causou o dano. Nuru combina aprendizado de máquina e inteligência artificial. Ele é executado dentro de um telefone Android padrão e também pode funcionar off-line. Além do inglês, Nuru também poderá falar em francês, swahili e twi e aprender novas línguas o tempo todo para alcançar melhor os agricultores em suas próprias línguas. O Nuru estará em breve ligado ao FAMEWS, onde todos os dados serão validados pelos pontos focais nacionais do Fall Armyworm e armazenados em uma plataforma global baseada na web.

4. Abalobi App - Abalobu, que é Xhosa para “fisherfolk”, é uma aplicação móvel para pescadores de pequena escala para registrar o que capturaram, quando, onde, usando qual método e quanto o venderam. Toda essa informação é armazenada no aplicativo e disponibilizada para outros pescadores de pequena escala. Existem atualmente 30.000 pescadores artesanais ao longo da costa da África do Sul que vivem fora do mar, em uma linha fina entre a pesca comercial e de subsistência. Ao produzir seus próprios conhecimentos sobre a pesca, eles estão ajudando a construir comunidades resilientes, especialmente diante das mudanças climáticas.

A FAO desenvolveu quatro novos aplicativos para fornecer aos agricultores informações em tempo real sobre clima, manejo de gado, mercados e nutrição. © FAO / Alioune Ndiaye

5. Serviços Agrícolas A pps - Quatro novos aplicativos estão fornecendo aos agricultores serviços em tempo real através de informações sobre clima, cuidados com animais, mercados e nutrição. O aplicativo de calendário de clima e safra combina informações sobre previsões do tempo e cronogramas de safra, fornecendo um aviso antecipado de possíveis riscos. A cura e alimentar o seu aplicativo de gado ajuda a reduzir as perdas, fornecendo informações sobre controle de doenças animais e estratégias de alimentação animal. A AgriMarketplace permite que os agricultores obtenham melhores informações sobre fornecedores para compras de matérias-primas, mercados para vender seus produtos e preços de mercado. e-Nutrifood dá recomendações às populações rurais sobre a produção, conservação e consumo de alimentos nutritivos.

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Os jovens são apenas aqueles que oferecem novas idéias. Durante o evento #HackagainstHunger em Kigali, Ruanda, FAO e seus parceiros estão atraindo jovens de diferentes países da África para encontrar soluções inovadoras que abordem os desafios da alimentação e da agricultura. Esses Hackathons visam desenvolver idéias em soluções tecnológicas para produzir oportunidades de emprego voltadas para jovens e jovens, oferecendo orientação de especialistas do setor privado e público.

As tecnologias digitais já são nosso presente e a inovação é imperativa para o futuro. Novas ideias de nossa juventude e de organizações, universidades e empresas em todo o mundo estão ajudando a liberar o potencial da agricultura e alimentos para reduzir a pobreza, reduzir a divisão rural, empregar e capacitar jovens e dar acesso igual à informação, tecnologia e mercados.

A FAO está criando e promovendo essas soluções inovadoras para enfrentar os desafios sempre terríveis que nosso futuro da alimentação e da agricultura enfrenta. Fonte:FAO

 

Mais informações: http://www.fao.org/fao-stories/article/en/c/1149534/

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Ministério decide inserir todos os agricultores familiares no Selo Combustível Social

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) decidiu inserir todos os agricultores familiares brasileiros no programa do Selo Combustível Social, concedido aos produtores de biodiesel.

O selo permite ao produtor ter acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados para o biodiesel, além de obter incentivos comerciais e de financiamento. Para acabar com a atual segmentação do programa e incluir nele agricultores que hoje estão impedidos de fazer parte do processo, será necessário alterar o Decreto nº 5.297, de 2004, que instituiu o selo. A ideia é encaminhar nos próximos dias proposta de novo texto à assinatura do presidente Jair Bolsonaro.

Nesta quarta-feira (24), o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke, anunciou que uma das alterações visa facilitar a participação das cooperativas no programa. Para isso, será criado o conceito da “cooperativa agropecuária habilitada”, permitindo a participação de qualquer cooperativa que tenha em seus quadros agricultores familiares possuidores da DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), e que esteja habilitada como fornecedora de matéria-prima para produtores de biodiesel.

Não será mais necessário que a cooperativa tenha a DAP Jurídica, o que, de acordo com Schwanke, permitirá a imediata inclusão no programa de 40 mil agricultores familiares. Além disso, haverá uma desburocratização do programa, para facilitar a ampliação da base de oferta. Será desnecessário, por exemplo, comprovar a anterioridade do contrato no sistema no biodiesel, evitando autenticações em cartório. A iniciativa atende demanda dos setores da cadeia do biodiesel no sentido de desburocratizar o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).

Como Tereza Cristina informou que também deverão ser inseridos no programa agricultores familiares que não estão ligados às cooperativas, atendendo a pleito dos produtores. Como será necessário alterar o decreto, isso levará mais alguns dias. A ministra afirmou que as mudanças serão rápidas e darão mais segurança ao programa. Ela disse achar que em dez dias o texto estará pronto para levar ao presidente Bolsonaro.

“A intenção é colocar (no programa) todos que a gente puder, podendo vender para quem quiser e obtendo o benefício do selo”, disse a ministra. “Nós temos uma oportunidade única, pois o presidente gosta do nosso setor, é um apoiador do setor, e tudo que a gente leva do nosso setor ele recebe com um olhar diferente, especial. Podem ter certeza de que o decreto será feito o mais rapidamente possível, pois a gente precisa pôr o produtor para vender melhor e com mais liberdade. Espero que mais do que 40 mil pequenos produtores sejam inseridos nessa política”.

Frente Parlamentar

A ministra participou nesta quarta-feira (24) do lançamento da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), que será presidida pelo deputado federal Evair de Melo (PP-ES). Em solenidade na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ela fez elogios ao cooperativismo na agricultura.

“O cooperativismo só tem trazido coisas boas para a organização das pessoas em todo o país. É o sistema mais fraterno que eu conheço. É um sistema mais fraterno porque olha para as pessoas, e o resultado acaba sendo muito eficiente e eficaz”, disse ela.

Segundo a ministra, o sistema cooperativo brasileiro é um exemplo para o país, pois está sólido, é eficaz e tem ética, valores e princípios dos quais o país está precisando muito: “Precisamos no Brasil hoje muito desse espírito da ética, da fraternidade, as pessoas precisam ter valores”.

Ela citou produtores do Nordeste como os que mais precisam da ajuda do cooperativismo. Está sendo criado na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo um projeto para que as cooperativas mais estabelecidas do país adotem novas cooperativas em formação no interior do Nordeste, para ajudá-las a se consolidar e transformar a vida dos pequenos produtores. A ministra elogiou os bons exemplos de cooperativas que conheceu no Nordeste, e disse achar que esse sistema é fundamental para dar dignidade e renda aos agricultores familiares.

Evair de Melo disse que o cooperativismo está preparado para ajudar na recuperação da economia do país. Segundo ele, a eficiência do sistema de cooperativas de crédito é reconhecida publicamente pelo Banco Central. Também discursaram no evento o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). Fonte: Mapa

Mais informações: www. agricultura.gov.br

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Com quase 200 startups, Brasil podem brigar por protagonismo na agricultura 4.0

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Com uma das indústrias mais desenvolvidas do planeta, Brasil já tem quase 200 startups de agricultura. Mas ainda não é protagonista deste processo de transformação digitalAGRITECHS

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Rastreador bovino pode monitorar se o animal se desenvolveu normalmente e se houve contato com animais com doença| Foto: Divulgação/Grupo GVQ/Carolina Rossi Alvarenga

Nas últimas décadas, o Brasil passou de um importador líquido de alimentos para uma potência agrícola. O país é o maior produtor mundial de suco de laranja, café e açúcar, e segundo em soja, etanol e carne bovina. Mas o país ainda não assumiu o protagonismo na nova era de revolução no campo, a da agricultura 4.0. O número de startups agrícolas no país é metade do encontrado em Israel, país com área 400 vezes menor do que a brasileira — e que só tem 20% do solo arável.

Nas exportações, o país lidera em soja, carne bovina, aves, café, açúcar, etanol, suco de laranja, e vem em segundo lugar no milho. Tudo isso foi resultado de investimentos em ciência e tecnologia, a partir dos anos 1970, com a criação da Embrapa. Mas o desafio agora é acompanhar a nova revolução tecnológica. Hoje é possível monitorar a umidade do solo, temperatura e umidade relativa do ar por meio de sensores instalados no campo. Com fotos de drones e imagens de satélite de alta resolução, pode-se estimar a produtividade.

Máquinas agrícolas enviam informação em tempo real para um servidor na nuvem e para o smartphone. Combinando essas informações com mão de obra qualificada para interpretar os dados, é possível adiar a adubação de uma plantação antes de uma forte chuva, para evitar o desperdício do adubo que seria levado pelas águas.

A agricultura tem potencial para posicionar o Brasil como protagonista mundial, avaliam especialista do ecossistema de inovação. O país conta com, pelo menos, cinco startups consideradas “unicórnios”, avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Nenhuma delas é da área de agricultura.

“Esse é o movimento mais importante do mundo. Há iniciativas em Israel, Canadá, EUA e União Europeia, mas nenhuma delas está situada num ambiente agrícola complexo como o do Brasil”, analisa Sérgio Marcus Barbosa, gerente executivo da EsalqTec.

Incubadora vinculada à Universidades como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba, a EsalqTecjá apoiou 111 empresas em três categorias: pré-incubadas (fase da ideia), empresas residentes, e associadas, desde 2006. Dessas, 14 já foram graduadas. A Unesp, de Botucatu; e a USP, de Pirassununga também mantêm programas de apoio às startups agrícolas.

“Temos dois objetivos: colaborar para que o conhecimento gerado na universidade retorne como inovação e apoiar as iniciativas de empreendedorismo da comunidade”, ressalta Barbosa. Ele diz que, no início, o foco era a biotecnologia. A partir de 2013, começou o movimento da agricultura digital, baseado na conectividade dos processos e no uso de plataformas tecnológicas. Das 111 empresas apoiadas, pelo menos 30% são de agricultura digital. Entre as empresas estão @Tech, SmartSensing Brasil, Promip, Agronow, Smartbreeder, Abribela, SmartAgri.

 

Mapeamento das agtechs

Mapeamento recente da Abstartups encontrou 182 startups especializadas em tecnologia para o agronegócio — chamadas agtechs, agrotechs ou agritechs.A maior parte (81 empresas, ou 44%) oferece soluções de sistemas para otimização da produção agrícola nos processos e utilização de hardware (drones e sensores) para gestão. Em seguida vêm as plataformas de comercialização (40 startups, ou 22%).

As demais são gestão de dados agrícolas e analytics (15%); plataformas de rastreabilidade e segurança alimentar 9%; ferramentas de comunicação e interação 7%; biomateriais, bioenergia e biotecnologia 3%. A maioria, 76%, atua na modalidade de software como serviços (SaaS); 11% fornecem hardware; 10% atuam como marketplace; e as modalidades de consumer, advertising, e relacionamento representam 1%, cada.

Mas o Brasil ainda precisa evoluir, destaca Tânia Gomes Luz, vice-presidente da Abstartups. Israel é a maior potência em agtechs do mundo, com cerca de 400 startups de tecnologia agrícola, tendo movimentado US$ 97 milhões em 2016. Não por acaso, o país investe 4,3% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, ante 1,2% investido pelo Brasil.

O mapeamento mostra que 37% dos estados brasileiros têm mais de três agtechs, mas 30% não possuem nenhuma. Três dos cinco estados com maior representatividade (Paraná, Santa Cataria e Rio Grande do Sul) são da região Sul. Seis estados têm apenas uma agtech. E não foram encontradas startups agrícolas em oito estados Brasileiros.

Brasil: um protagonista em potencial – Grandes empresas envolvidas na inovação

Grandes empresas também focam na inovação do segmento. A Raízen, a Ericsson, a EsalqTec e a Wayra – aceleradora de startups da Vivo – se uniram para desenvolvimento de tecnologias de Internet das Coisas (IoT) no campo. Em janeiro, foram selecionados seis projetos de startups. Elas terão acesso ao espaço compartilhado do Pulse – hub de empreendedorismo da Raízen, em Piracicaba – e a mentoria, workshops, networking, treinamentos.

Também poderão participar do ecossistema da Wayra e receber investimentos no futuro. A EsalqTec auxiliará os selecionados na facilitação acadêmica das tecnologias.

“Criamos o Pulse em agosto de 2017 para posicionar a Raízen – líder na produção de cana-de-açúcar – também na liderança da tecnologia agrícola”, diz Guilherme Lago, coordenador de inovação da Raízen. O Pulse já apoiou 23 startups, das quais 15 fizeram projetos com empresa e cinco foram graduadas.

Internet das coisas

No projeto de parceria, a Raízen atua como a cliente da solução para o desenvolvimento do caso de uso. O teste contará com uma antena em Piracicaba cobrindo uma área de 10 km de extensão. “Se der certo, vamos expandir para todas as áreas agrícolas e até para o Brasil todo, já que não haverá exclusividade”, sinaliza Lago

A Ericsson vai fornecer a rede de telecomunicações 4G nas frequências de 400 MHz e 700 MHz – com tecnologia LTE Narrow Band IoT –, mais propícias para cobertura no campo. “A ideia é unificar as expertises do setor de TI e Telecom com as da cadeia do agro, para que a nossa capacitação possa ser aproveitada por essas empresas, e que elas possam nos passar conhecimento do setor agrícola”, diz Vinícius Dalben, vice-presidente de estratégia da Ericsson.

Uma das startups selecionadas é a IoTag, de Curitiba, que vai desenvolver um gateway de telemetria para colhedoras e tratores da CNH Industrial, grupo italiano e grande fabricante mundial de equipamentos agrícolas do Grupo Fiat. Esse gateway está coletando mais de mil indicadores do maquinário a uma taxa de leitura de dez vezes por segundo.

A empresa foi criada, em novembro de 2017, por Jorge Leal, Eleandro Gaiski e Ronaldo Rissado, e o Pulse será sua primeira aceleradora. “Já comercializamos vários equipamentos, e nosso objetivo é reduzir o consumo do diesel das máquinas em pelo menos 10%, diz Jorge Leal, CEO da IoTag.

Bayer lança programa próprio

No início de 2018, a Bayer criou o Programa Agrotech. Junto com a Câmara Alemã de Comércio e o Sebrae, realizou algumas iniciativas até optar por um projeto com marca própria. Jean Soares, diretor de TI para o agronegócio da Bayer, diz que a empresa criou conexões com 50 startups e trabalhou, de alguma forma, com 15.

“Realizamos dois eventos reunindo empresas que já fazem inovação aberta, como Samsung, Itaú e Raízen. Nesses eventos, identificamos as empresas com as quais queremos trabalhar com mentoria e provas de conceito nos nossos clientes. Temos o portal de fidelização Bayer Agroservices, e a ideia é colocarmos as startups no portfólio de serviços”, explica Soares

 

Investidores de olho no agro

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Mariana Vasconcelos, fundadora da Agrosmart, que monitora o clima nas plantaçõesDivulgação/Agrosmart

As agtechs também atraem a atenção de fundos de venture capital, que investem em startups. Francisco Jardim, sócio de fundador do SP Ventures, informa que o fundo tem R$ 100 milhões e é o que mais investe no segmento na América Latina com 80% da carteira compostos por agtechs, num total de 13 empresas. “Somos também co-fundadores de uma incubadora em Piracicaba em parceria com a Raízen”, diz Jardim.

Entre as empresas apoiadas pelo fundo, está a Agrosmart, plataforma de agricultura digital criada em 2014, que trabalha com o monitoramento de lavoura, por meio de pluviômetros digitais, previsão do tempo e dados obtidos a partir sensores de clima, solo e plantação instalados no campo e de fotos de satélite. Mariana Vasconcelos, fundadora da empresa ao lado de Raphael Pizzi e Thales Nicoleti, informa que a Agrosmart passou por diversas aceleradoras, como Baita por meio do Startup Brasil, e Google Launchpad. E opera em nove países.

“Além do aporte financeiro e da imersão no Vale do Silício, participamos do programa de aceleração da Thrive, um dos principais no mundo no segmento de Agtech, e do Climate Ventures, programa do governo Barak Obama que visava a fomentar soluções voltadas às mudanças climáticas. Em 2015, recebemos o primeiro investimento por meio do programa Startup Brasil, e, em 2016, o aporte da SPVentures”, Mariana.

Já o Inseed iniciou atividade em 2009 como gestor do Createc I, fundo de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulo Tomazela, general partner do Inseed, diz que o fundo era multissetorial e apoiou 36 empresas, das quais oito eram agrícolas.

“Já o Createc III conta com R$ 300 milhões, já tendo aplicado um terço em 12 empresas, sendo duas agtechs. Nosso pipeline tem em análise ainda muitas startups agrícolas. Temos ainda o FIMA, focado em meio ambiente e sustentabilidade, que apoia uma startup agrícola, a Smartbreeder”, diz Tomazela.

Alessandro Machado, sócio da Cedro Capital, informa que a empresa é uma asset de Brasília que opera um fundo FIP regional. O fundo Venture Brasil Central conta com R$ 55 milhões para investimento em empresas de tecnologia nos estados do Centro-Oeste, Tocantins e Minas Gerais. “No ano passado, o Sebrae fez uma chamada para selecionar fundos e fomos selecionados. Investimos em oito empresas, sendo uma agritech, a Gira”, explica Machado.

Big data e bebedouro inteligente

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Igor Chalfoun, da TBIT: inteligência em agroDivulgação/TBIT

A Smartbreeder,foi criada em 2009 e passou a operar em 2015. A empesa usa é focada em inteligência agronômica digital e usa inteligência artificial, big data, computação cognitiva e dados em nuvem para automatizar a gestão e a tomada de decisão no manejo de culturas agrícolas. “Através de milhões de dados e algoritmos proprietários apontamos onde, quando e como utilizar cada insumo agrícola, definindo a estratégia mais racional, econômica e ambientalmente correta”, diz Eder Antônio, CEO da Smartbreeder.

A Intergado, outra apoiada pelo Inseed, desenvolve soluções de pecuária de precisão. Marcelo Ribas, CEO da Intergado, diz que a empresa oferece dois serviços: monitoração de engorda intensiva para avaliar desempenho; e cochos (dispositivo de alimentação) eletrônicos para avaliação de eficiência alimentar, com a data a hora e o que o animal comeu.

“Os animais contam com boton auricular e nosso equipamento, com antena leitora que identifica o animal. A pesagem é feita por uma plataforma instalada em frente ao bebedouro. O animal é monitorado se bebeu água e se alimentou e qual o mais eficiente para converter o alimento em carne”, explica Ribas.

Também operando com dados, a TBIT surgiu em 2008 para aplicar a visão computacional e inteligência artificial para reconhecer padrões substituir análise de qualidade no agronegócio feita por humanos. “Pegamos testes de qualidade de negociação de grãos e sementes e fazemos as análises por software. Isso traz transparência nas negociações”, diz Igor Chalfoun, CEO.

Riscos na produção agrícola

A Gira (Gestão Integrada de Recebíveis do Agronegócio) é uma startup focada na análise de riscos da produção agrícola. Gianpaolo Zambiazi, CEO da empresa, diz que a solução permite o acompanhamento da produção por meio de análises jurídicas e agronômicas. O objetivo é auxiliar a gestão de recebíveis para agroindústrias, distribuidores de insumos, cooperativas e tradings. A empresa recebeu investimento do Venture Brasil Central, selecionada pelo programa Pontes para Inovação, da Embrapa.

“Temos mil engenheiros agrônomos e 50 advogados que fazem a vistoria in loco. Por meio de um aplicativo celular, as informações são coletadas no campo, de acordo com os indicadores econômicos de cada lavoura. Já temos R$ 1 bilhão de crédito na plataforma”, diz Zambiazi. A empresa desenvolve, atualmente, um método de gestão baseado em blockchain.

Rastreador bovino

A Ecoboi é outra empresa de tecnologia pecuária, fornecendo um rastreador de bovinos em formato de colar que utiliza dados transmitidos via satélite e registrando os locais por que o animal passou durante todo o período de engorda. A tecnologia foi criada por meio de uma parceria entre a startup e a Tracking System e a Globalstar, operadora de satélites.

“Essa é a terceira versão do equipamento, que é homologado pela Anatel e tem bateria para atender todo o ciclo de vida do animal. Normalmente, coloca-se o colar no animal aos dez meses. O período mínimo de engorda é de 18 meses. Depois do abate, o produtor recolhe o colar, que pode ser usado por até três ciclos”; explica Marcos Moraes, diretor da Tracking System.

Por meio da georreferência, é possível monitorar se o animal alimentou-se, hidratou-se, se esteve em áreas de preservação ambiental ou se teve contato com outros rebanhos com casos de contaminação.

Agro e cidades inteligentes

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Pluvion desenvolveu estação meteorológica de baixo custoDivulgação/CPqD

O CPqD, um dos mais antigos centros de inovação brasileiros, teve aprovado pelo BNDES três projetos-pilotos – nas áreas de agronegócio e de cidades inteligentes -, dentro da chamada pública lançada pelo banco em junho do ano passado com recursos de R$ 30 milhões, revela Fabrício Lira Figueiredo, gerente de desenvolvimento de negócios em agronegócio Inteligente do centro.

O “Piloto IoT Grãos e Fibra” para culturas de milho, soja e algodão cujas soluções IoT serão avaliadas nas fazendas localizadas em Diamantino (MT), e em Correntina (BA) da SLC Agrícola. Já o “Piloto IoT Cana-de-Açúcar” vai validar soluções nas usinas do Grupo São Martinho, em Pradópolis, no interior de São Paulo. O terceiro piloto é o” IoT Grãos e Pecuária”, que tem como produtor parceiro a Boa Esperança Agropecuária e será implantado em Lucas do Rio Verde (MT).

Entre as startups do projeto, está a Pluvion criada em 2016. A empresa desenvolveu uma estação meteorológica de baixo custo e conectividade IoT, em parceria com o CPqD, para melhor a assertividade das previsões meteorológicas do local. Segundo Diogo Tolezano, fundador e CEO da Pluvion, a empresa participa de dois projetos de agro: uma plantação de cana-de-açúcar, no interior de São Paulo, e uma fazenda de soja em Mato Grosso.

“Capitamos recursos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) junto com o Sebrae para aplicar no P&D da estação meteorológica. A solução usa conectividade IoT nos padrões ZigFox, nas cidades, e Lora, no campo, pois são mais baratos que a rede celular. A empresa já passou por acelerações programas da Red Bull, do Google Campus e do Facebook. E foi a primeira startup convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para uma plataforma de cidades”, diz Tolezano.

O uso de drones e aeronaves também se disseminou. Fabrício Hertz, CEO Hórus Aeronaves, diz que a empresa usa drones e tecnologias de inteligência artificial para gerar diagnósticos agronômicos para melhorar a produtividade e reduzir o consumo de insumos. “A solução permite 20% de aumento de produtividade e 50% de economia”, conclui, Hertz." Fonte:Carmen Nery, especial para a Gazeta do Povo

 

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Guerra do feijão

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Novo feijão transgênico cria impasse entre Embrapa e setor produtivo. Para representantes da cadeia produtiva, solução desenvolvida pela estatal pode prejudicar imagem do produto e travar expansão no país

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Foto Michel Willian/Gazeta do Povo

Uma novidade prestes a ser lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está gerando reclamações de representantes do setor de feijão. A variedade transgênica RMD, que é capaz de resistir à doença conhecida como mosaico dourado – provocada por um vírus transmitido pela mosca branca –, vem recebendo críticas por ter potencial, segundo a indústria, de causar prejuízo à cadeia produtiva do feijão carioca, o mais consumido no país.

Para o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, a nova variedade é um tiro no pé, pois só a imagem de um produto transgênico para consumo direto já espantaria o consumidor, interno e estrangeiro.

“Quem é que vai escrever na sua marca ‘esse produto é geneticamente modificado’?. Ninguém. O mercado caminha na direção de produtos mais naturais possíveis. E lá fora também vai ser apontado, de modo genérico, que o feijão do Brasil é transgênico”, afirma.

Já o pesquisador da área de Genética e Melhoramento do Feijão da Embrapa Arroz e Feijão Thiago Lívio Souza diz que esse temor do mercado não tem razão de ser. Afinal, o estudo vem sendo desenvolvido há 20 anos e desde 2011, quando a pesquisa foi liberada para ser comercializada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a Embrapa vem dialogando com a sociedade e com a cadeia produtiva do feijão sem que a nova variedade tenha sido apresentada como um problema.

“Sem esse diálogo não há condições de se fazer registro da variedade e ter essas aprovações”, justifica Souza.

Lüders observa que a transgenia seria algo bem-vindo desde que isso ocorresse diante de uma dificuldade maior, mas que não é o caso do feijão carioca. “Nossa discussão é mercadológica. Essa nova variedade não traz argumentos para aumentar o consumo. Temos feito um esforço para aumentar o consumo do feijão no país. No Brasil, não falta feijão no mercado, falta é mercado para o feijão. Aumentamos muito a produção nos últimos anos e hoje queremos diversificá-la”, explica.

O feijão carioca atualmente responde por até 65% da produção nacional e não tem mercado externo, já que é todo consumido no país.

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Foto Michel Willian/Gazeta do Povo

Segundo a Embrapa, os investimentos em transgenia foram feitos porque ainda não se encontrou uma resistência natural ao mosaico dourado. Além disso, a mosca branca tem mostrado que consegue se adaptar a regiões quentes e frias e a cultivares que se alternam com o feijão, como o milho.

“Essa virose é muito agressiva, principalmente na região do Brasil Central, onde a doença tem sido drástica e tornado a cultura do feijão impraticável”, observa Souza. Segundo ele, a RMD precisa ser uma ferramenta aplicada juntamente com um eficiente plano de manejo, o que inclui o respeito ao vazio sanitário (de setembro a outubro) e à rotação de culturas.

Vacina” contra o mosaico

O vírus do mosaico dourado geralmente infecta a planta e a escraviza para produzir novos vírus. Isso causa amarelamento das folhas, crescimento menor da planta e baixa produtividade. “Nossos pesquisadores isolaram um gene do próprio vírus e o implantaram no DNA do feijão, fazendo com que a planta criasse uma espécie de vacina contra a doença”, ensina Souza. Ele acrescenta ainda que o perfil nutricional de uma planta de feijão transgênica não difere em nada de uma convencional. “Quando o feijão é cozido ele nem apresenta as moléculas que fazem com seja resistente à doença”, complementa.

Segundo o pesquisador, o feijão transgênico também é resistente a antraquinose (de forma natural, não transgênica) e tem potencial produtivo similar às variedades existentes no mercado. O Ibrafe, no entanto, contesta, e diz que a variedade transgênica é mais sensível ao carlavirus (outro tipo disseminado pela mosca branca) e que, por isso, os defensivos químicos terão que continuar a ser usados.

“Essa cultivar tem uma produtividade baixa, ainda que seja em local de mosca branca. Nem agronomicamente se pode defende-la”, diz Lüders.

Entretanto, a Embrapa afirma que durante as pesquisas de campo a quantidade de agroquímicos utilizados na cultura transgênica de feijão caíram, no mínimo, 50%. “Essa pesquisa é baseada em dados e resultados. É difícil contrapor isso com percepções e necessidades comerciais pontuais”, defende-se Souza. “Estamos conversando com sementeiros, empacotadores e não temos sinal de que essa tecnologia possa ser barrada”, continua.

Outra reclamação do Instituto do Feijão é que a cadeia produtiva não foi ouvida sobre essa questão da transgenia. “A Embrapa, por enfrentar problemas de reestruturação, buscou uma pesquisa antiga e criou um factoide. Hoje só se entope de defensivo químico uma lavoura que foi plantada fora do vazio sanitário. Mas a mosca branca não é mais um problema desde que os produtores façam o manejo adequado”, alfineta Lüders. Ele afirma ainda que a indústria não tem como segregar o grão geneticamente modificado do comum, tanto as sementeiras quanto nas empacotadoras.

De acordo com Thiago Souza, a variedade transgênica de feijão carioca deverá estar nas gôndolas dos supermercados no primeiro semestre de 2020. Em nota oficial, a Embrapa informou que a RMD “será ofertada ao mercado brasileiro por meio de empresas de sementes parceiras via licenciamento. Será feita uma oferta pública para selecionar parceiros que atendam a requisitos de qualidade, gestão responsável e experiência no mercado de feijão. Essas empresas integrarão a estratégia de monitoramento comercial estabelecida pela Embrapa, permitindo o correto acompanhamento da tecnologia ao mercado. A Embrapa multiplicará sementes com estes parceiros no plantio de inverno (até maio de 2019) visando atender ao mercado na safra de final de ano (2019/2020), com plantio a partir de outubro.”

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Foto Antônio More/Gazeta do Povo

Atualmente, a estatal responde por 60% da produção de sementes de feijão no Brasil. “Não somos uma empresa aventureira, já lançamos 60 cultivares de feijão. Só queremos que o agricultor tenha mais uma opção. Também não vamos deixar de ter cultivares tradicionais”, esclarece Souza. Ele lembra que em 2017 o Brasil foi o segundo maior produtor de transgênicos do mundo, atrás apenas dos EUA, e que o consumidor brasileiro não rejeita esse tipo de produto na gôndola. Em breve a Embrapa deve anunciar novas variedades transgênicas de feijão, resistentes a outras doenças, segundo Souza.

Imagem contaminada

Para Marcelo Lüders, a transgenia, apesar de ser restrita a uma variedade de feijão carioca apenas, pode “contaminar” a imagem do feijão brasileiro de um modo geral e atrapalhar as exportações. O Brasil passou de 20 mil toneladas de feijão exportadas em 2010 (de diversas variedades) para 162 mil t no ano passado. “Lá fora, a gente começa a buscar uma expansão de mercado. A Europa começa a querer o nosso feijão e temos possibilidade de vender para América do Norte também. Inclusive, estamos num esforço para fazer a rastreabilidade dos produtos”, afirma o presidente do Ibrafe. Fonte: João Rodrigo Maroni, especial para a Gazeta do Povo/

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Embrapa lança nova variedade de alface tolerante ao calor

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A cultivar de alface BRS Mediterrânea, do tipo crespa de folhas verdes, é um dos lançamentos da Embrapa, no mês em que a empresa comemora seus 46 anos. A nova cultivar é resultado da pesquisa para entregar ao setor produtivo cultivares mais adaptadas às condições ambientais ocasionadas pelas mudanças climáticas. A novidade foi anunciada, durante as comemorações do aniversário da Empresa, em Brasília.

A alface é uma hortaliça adaptada ao clima ameno, por isso, romper a barreira do clima foi uma grande conquista para o programa de melhoramento genético da hortaliça. O principal diferencial da nova cultivar, em relação a outros materiais comerciais no mercado, é a tolerância ao florescimento provocado pelo calor, uma qualidade importante devido às elevações de temperatura nas regiões produtoras e ao cenário de mudanças do clima.

"Houve um esforço de pesquisa para adaptar a espécie às condições tropicais do nosso país, principalmente porque altas temperaturas podem fazer a planta florescer antes da hora e produzir látex, uma substância que causa um amargor nas folhas", explica o pesquisador Fábio Suinaga, coordenador do programa de melhoramento genético de alface da Embrapa Hortaliças (Brasília, DF).

A cultivar de alface também se destaca pelo vigor no crescimento vegetativo, sendo, em média, sete dias mais precoce que as cultivares comerciais no mercado. Ou seja, mesmo em condições de temperatura superior à faixa de temperatura ideal de cultivo, as plantas atingem o ponto de colheita, com qualidade e padrão comercial, em um menor intervalo de tempo. Essa característica também é interessante do ponto de vista do escalonamento da produção, já que o mercado consumidor demanda o produto fresco durante todo o ano.


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Adaptação e resistência no campo
A cultivar BRS Mediterrânea é indicada para cultivo em todas as regiões produtoras de alface do país, em qualquer sistema de produção, seja campo aberto, hidroponia ou cultivo protegido. Ela possui tolerância às principais doenças de solo da cultura, fusariose e nematoides-das-galhas, o que reduz a necessidade de aporte de agrotóxicos nos cultivos de alface. Isso soma benefícios para o meio ambiente, mas também para o consumidor, já que a principal forma de consumo são folhas frescas.

Preferência dos consumidores
No mercado nacional, os principais tipos de alface cultivados e consumidos, em ordem de importância econômica, são: crespa, americana, lisa e romana. As variedades de folhas crespas e coloração verde-clara correspondem ao tipo varietal de alface preferido pelos consumidores brasileiros. Ela é hortaliça folhosa mais consumida no país e ingrediente indispensável em saladas e sanduíches. Conhecida por conter poucas calorias e grande quantidade de água – cerca de 95% do seu peso, a alface é fonte importante de sais minerais e vitaminas, com destaque para o cálcio e para a vitamina A.

Parceria no desenvolvimento
A cultivar de alface BRS Mediterrânea foi desenvolvida no âmbito do programa de melhoramento genético de alface da Embrapa Hortaliças, cujo objetivo principal é contribuir com a sustentabilidade da cadeia produtiva de alface no Brasil.

A validação da cultivar foi realizada em conjunto com a empresa Agrocinco, que possui contrato de parceria em Pesquisa e Desenvolvimento com a Embrapa baseado na Lei de Inovação Tecnológica e está licenciada para a comercialização das sementes. A cultivar está registrada e protegida pelos órgãos competentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Fonte: Embrapa Hortaliças / Foto: Ìtalo Ludke/Embrapa

 

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Aplicativo de celular facilita acesso a informações tecnológicas da Embrapa para produtores de leite

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A Empresa de Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá comemorar seus 46 anos de fundação com o lançamento de tecnologias votadas para o agronegócio. Entre os lançamentos está o APPLeite, desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, uma das unidades de pesquisa da instituição. O aplicativo tem o obtivo de tornar mais simples a busca por informações tecnológicas relativas à pecuária de leite para o pequeno e o médio produtor com acesso à internet, via smartphone ou tablet.

A analista da Embrapa Gado de leite, Vanessa Maia, que desenvolveu o AppLeite, diz que o aplicativo promove a convergência para os dispositivos móveis de várias tecnologias desenvolvidas para usuários com baixo nível de letramento. “Já há algum tempo, a Embrapa Gado de Leite tem se preocupado em tornar acessíveis as informações tecnológicas produzidas por seus pesquisadores. Um exemplo é a criação de cartilhas no formato de e-books utilizando uma linguagem mais adequada aos produtores que tiveram pouco acesso à educação formal”, explica Vanessa.

O próprio APPLeite foi desenvolvido para que mesmo usuários com pouca experiência no uso da internet possam navegar de forma descomplicada. “Para garantir uma navegabilidade simples e objetiva, que atenda o público alvo, tanto os ícones quanto o layout das páginas de navegação foram pensados juntamente com os produtores”, diz a analista. Segundo Vanessa, o aplicativo também é voltado para técnicos da extensão rural, que trabalham diretamente com os produtores, além de estudantes de cursos relacionados às ciências agrárias.

Os analistas da Embrapa esperam uma boa repercussão do aplicativo, já em sua fase de testes, sem nenhuma divulgação, foram registrados mais de 100 downloads. O APPLeite estará disponível na Play Store, após o lançamento, de forma gratuita para smartphones que utilizam o sistema Androide. A equipe da Embrapa já trabalha para disponibilizá-lo também em IOS.

Está programada uma segunda versão do aplicativo que deverá ser lançado no segundo semestre de 2019. Nela, haverá sistema de recomendação de conteúdo baseado no perfil do usuário, no histórico de navegação e nas preferências de outros usuários com perfil semelhante. Outra novidade será um canal de comunicação via WhatsApp.

Tecnologias na palma da mão – O aplicativo possui sistema de busca por ‘palavra-chave’ ou comando de voz, além de compartilhamento em redes sociais e e-mail. Confira o conteúdo que pode ser acessado:

- E-books: cartilhas em formato e-book, comunicados técnicos em PDF e outras publicações de interesse do público alvo, selecionadas para aprimorar as atividades do dia a dia no campo.

- Vídeos: orientações técnicas dadas por analistas e pesquisadores da Embrapa em vídeos curtos, voltados para a prática da pecuária de leite.

- Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) – por mensagem de e-mail, é possível resolver dúvidas relacionadas à pecuária de leite com a equipe técnica da Embrapa.

- RepiLeite – rede social temática dedicada à cadeia do leite, permite ao participante debater uma série de temas em fóruns online. Também oferece uma programação de palestras com transmissão ao vivo e acesso gratuito.

- Soluções Tecnológicas – o aplicativo permite localizar facilmente informações sobre práticas agropecuárias, cultivares de forrageiras, análises laboratoriais, softwares e outras soluções tecnológicas da Embrapa.

- E@D Leite – o usuário também pode visualizar as opções de cursos a distância de curta duração e se inscrever no tema de seu interesse.Fonte:Embrapa Gado de Leite 
 

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13ª Festa do Maracujá de Araquari terá ‘Expofeira’ ampliada

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Desde 1995, é tradição da Festa do Maracujá, a realização da "Expofeira Agropecuária, Industrial e Comercial", do município de Araquari, no Litoral Norte de Santa Catarina. Neste ano será em um espaço maior, com melhor infraestrutura.

"Nós duplicamos a área da 'Expofeira' para atender melhor os produtores e agricultores, mas, principalmente trazer mais espaço para os animais em exposição", comenta o secretário de Agricultura e Pesca, Nelson Silveira.

De acordo com ele, o espaço será de 2 mil metros quadrados e o público pode aguardar animais de grande porte como os gados. "A "Expofeira", além de ser tradição nas festas do maracujá, também é aguardada pelo agricultor e é uma forma de aproximar as pessoas do campo. É ali que muitas crianças acabam também conhecendo os animais, descobrindo sua existência", diz o secretário.

Mas, a preocupação com os animais, não fica apenas no espaço. A Secretaria de Agricultura e Pesca, também buscou orientações e aprovações junto a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC) e ao Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (ICASA) e, durante todo o evento, os animais que estiverem em exposição, estarão recebendo atendimento e cuidados veterinários.

Quem passar pela "Expofeira" poderá conferir além de animais como: jumento, ovelhas, cavalos, cabras, também aves do porte de marrecos e mesmo, canários. "Nós também temos novidades no evento, como o mini boi, o boi de montaria, que o visitante poderá montar para fotografar e também pôneis. Além disso, buscamos valorizar a piscicultura e quem passar pela 'Expofeira' vai poder visualizar um tanque com algumas espécies de peixes", conta Nelson.

A "Expofeira" abre junto com a Festa do Maracujá, no dia 30 de abril, às 19 horas e segue até o último dia de festa, 5 de maio, com entrada gratuita. Dentro do espaço, o visitante também vai encontrar, esse ano, uma praça de alimentação tocada pelos agricultores do município, onde estarão à venda, produtos à base de maracujá.

 

Mais informações: https://www.facebook.com/pg/festamaracujaoficial/posts/

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7ª Expotílias acontece no próximo final de semana em Treze Tílias

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 A 7ª Expotílias acontece de 26 a 28 de abril em Treze Tílias, no Meio Oeste catarinense. Para divulgar a festa e convidar a comunidade, as secretárias de turismo e de cultura, acompanhadas da rainha e princesa da festa, ocuparam a tribuna durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa, na quarta-feira (17).

A proposição foi de autoria da deputada Marlene Fengler (PSD), sendo endossada pelos deputados Milton Hobus (PSD) e Kennedy Nunes (PSD).

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Representando o prefeito Mauro Dresch, que não pode comparecer, ocuparam a tribuna as secretárias Gabriela Rugere, da Cultura, e Veridiana Falchetti, de Turismo, acompanhadas pela rainha Milena Falchetti e a princesa Laura Rhoden Thaler.

Agradecendo a oportunidade, as representantes do município convidaram a comunidade catarinense a participar da festa e destacaram o crescimento do evento ao longo dos anos.

“Até 2014 tínhamos em torno de 30 expositores. Hoje temos em torno de 160 expositores, além de shows nacionais para os jovens e, principalmente, o evento busca valorizar a nossa agricultura, que hoje é a segunda fonte de renda do nosso município”, destacou Gabriela.

Entre os destaques da programação, shows de Luan Santana, Cesar Menotti e Fabiano, e Lucas Lucco. Para os dias de show, há cobrança de entrada. Fonte: Carolina Lopes/Agência AL

 

Mais informações: https://www.facebook.com/expotilias/

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