Cooperativa de Nova Veneza lança nova identidade na 7ª Agroponte

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O Cooperativismo tem se tornado uma prática cada vez mais interessante e economicamente promissora. Atuando dessa forma há mais de 13 anos em Nova Veneza e região, a Coofanove – Cooperativa de Produção Agroindustrial Familiar de Nova Veneza marca essa boa fase com uma nova identidade.

Com o apoio do Programa SC Rural, agora o foco é na consolidação da marca por meio de uma linguagem que representa a essência da cooperativa, destacando-se no cenário do cooperativismo brasileiro com essa iniciativa.

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O lançamento oficial da nova marca será na Agroponte – Feira da Agricultura Familiar, Agronegócio e Pecuária, que acontece entre 16 e 20 de agosto, no pavilhão de eventos José Ijair Conti, em Criciúma. O evento que promete movimentar os negócios do setor nos próximos dias na cidade será uma grande oportunidade para compartilhar as mudanças com o público.

Com essência na produção agroindustrial familiar, o que é produzido pelos cooperados tem grande reconhecimento dos consumidores. “A identidade visual muda, mas a qualidade e o sabor artesanal continuam como sempre”, destaca Altair Valdati, presidente da cooperativa.

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A nova marca tem seu conceito pautado em três dimensões: a tradição, representada pela gôndola que é símbolo da cidade; a esperança no amanhã delineada pelo sol nascendo ou se pondo atrás do ramo que representa o fruto do trabalho e, por fim, o natural que está presente nas cores da natureza e na paisagem que o símbolo acaba formando.

Além da identidade visual, a rotulagem dos produtos que fazem parte da cooperativa também será atualizada, serão padronizados de forma gradativa e encontrados de cara nova nos pontos de venda em breve.

SOBRE A COOFANOVE

A Cooperativa de Produção Agroindustrial de Nova Veneza (Coofanove) foi fundada em 19 de julho de 2004. Sua missão é promover o desenvolvimento sustentável das famílias rurais associadas e das comunidades onde essas se inserem, por meio da produção, industrialização e comercialização de seus produtos. A área de ação está concentrada no município de Nova Veneza e região. A Cooperativa comercializa seus produtos coloniais na loja, situada na Praça Humberto Bortoluzzi no Centro de Nova Veneza e em outros pontos de venda da região.Fonte:Portal Veneza

 

Mais informações: emnovaveneza@epagri.sc.gov.br

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Inovação Tecnológica voltada para agricultura familiar vai aumentar a competitividade no meio rural

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Em Santa Catarina, agricultura e inovação andam de mãos dadas. Cada vez mais empresas de tecnologia voltam os olhos para as demandas do agronegócio e se especializam em soluções para aumentar a competitividade no meio rural.

Aproximar esses dois setores é o objetivo do Núcleo de Inovação Tecnológica para Agricultura Familiar (NITA), que será lançado na próxima terça-feira (22), às 9h, no Parque Tecnológico Alfa, em Florianópolis.

O NITA surge de uma parceria entre o Governo do Estado, iniciativa privada e universidades para incentivar startups e pequenas e médias empresas desenvolvedoras de inovações a focar nas demandas de tecnologias para a agricultura familiar. Com o Banco Mundial como apoiador e o Programa SC Rural à frente do projeto, o Núcleo tem o desafio de levar tecnologia de ponta aos agricultores catarinenses, tudo isso a baixo custo.

Na verdade, a escolha de Santa Catarina para sediar o Núcleo de Inovação não foi por acaso. O Banco Mundial apoiará nove iniciativas inovadoras como esta ao redor do mundo e o estado representa a América Latina nesta lista.

O NITA quer trazer mecanismos para conectar empresas que têm conhecimento em tecnologia com as cadeias produtivas organizadas dos agricultores, para identificar quais são as demandas, onde estão os gargalos tecnológicos e se já existe uma tecnologia para atender e resolver esse aspecto.

O lançamento do Núcleo de Inovação acontecerá no Parque Tecnológico Alfa, na sede do SEBRAE/SC, em Florianópolis. E contará com a presença do governador Raimundo Colombo e do Coordenador Setorial para Desenvolvimento Sustentável do Banco Mundial, Paul Procee.

Para participar basta entrar enviar um email para imprensa@scrural.sc.gov.br Fonte:SAR

 

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Agrolândia e mais sete cidades integram o projeto Doces Caminhos do Alto Vale

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Ideia é oferecer a cada dia da semana pratos e produtos com preços diferenciados. A promoção vai de 1º de agosto a 30 de setembro.

A exemplo do festival Gastronômico do Alto Vale, que já está na 5ª edição, o Colegiado de Turismo da AMAVI lançou a 1ª edição do projeto Doces Caminhos do Alto Vale. O objetivo é fomentar o comércio regional e local na melhora de lucros e rotatividade, bem como a  visita de novos clientes em cada estabelecimento participante.

Sendo uma realização do Colegiado de Turismo da AMAVI ( Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí ), Prefeituras do Alto Vale juntamente com os Gestores de Turismo, tem como Patrocinadora Oficial: Rádio Educadora 90.3 | Apoio: ENELT Engenharia | Desenvolvimento: UNIMARCA – Agência de Publicidade.

O projeto Doces Caminhos do Alto Vale vem apresentar uma nova ideia com foco em padarias e cafeterias bem como similares do segmento, tendo a proposta de divulgação em âmbito regional, onde o estabelecimento escolhe um prato ou produto a ser ofertado, em um dia da semana, no período que achar mais conveniente a um preço promocional dentro dos meses onde o projeto estiver vigorando.

O projeto consiste em sua primeira edição 14 estabelecimentos participantes, das cidades de Taió, Pouso Redondo, Trombudo Central, Agrolândia, Atalanta, Rio do Sul, Lontras e Presidente Getúlio, onde no site www.gastronomiaaltovale.com.br pode se ter acesso aos participantes e suas ofertas para os dias em que se vigora o projeto

A atividade envolve principalmente padarias e confeitarias, onde o estabelecimento escolhe um prato ou produto a ser ofertado, em um dia da semana. E entre as delícias oferecidas estão orelha de gato, tortas como o Banoffe, cappuccino, bolo de banana e até café colonial.

De Agrolândia, participa a Panificadora e Confeitaria Scheller, onde todas as quintas-feiras, a torta de queijinho branco, acompanhada de café expresso, é servida no valor de R$ 7,00. "Como esse é o 1º Festival, Agrolândia participa com apenas um estabelecimento. Mas a ideia é envolver outros nas próximas edições, para divulgar o que temos de melhor a oferecer quando o assunto é a gastronomia", destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Meio Ambiente, Marcos André Scheller.

 "A Administração Municipal avalia como positivo esse projeto, que impulsiona o turismo regional, valorizando o comércio e oferecendo aos moradores e visitantes opções bem variadas de serviços voltados à alimentação", observa o prefeito Urbano José Dalcanale.Fonte:Amavi e Prefeitura Municipal de Agrolândia

 

 Mais informações: www.gastronomiaaltovale.com.br

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Economia sustentável mostra sua nova cara em evento realizado pela Epagri e SC Rural

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Cerca de 250 jovens participaram em Biguaçu do encontro do Programa SC Rural, da Epagri, voltado para troca de experiências e capacitação dos novos empreendedores do campo e do litoral. Eles querem liderar o futuro daeconomia sustentável de Santa Catarina, sem abandonar as raízes. Na foto, os amigos Aline e Ronald vestiram a camiseta do projeto, que já capacitou mais de 1,8 mil pessoas desde 2012 e está focado na inovação da agricultura familiar.Fonte:RAFAEL MARTINI Foto: Antonio Carlos Mafalda / Mafalda Press

 

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Agricultores de Ibirama conhecem o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças – SPDH em Ituporanga

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Um grupo de 30 agricultores de Ibirama visitaram nesta quinta-feira, dia 10, a Estação Experimental da Epagri de Ituporanga para conhecer um novo sistema de plantio de hortaliças o SPDH, que tem trazido ótimos resultados para os produtores e pode ser adaptado para qualquer região do Estado.

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Na oportunidade os agricultores também conheceram uma nova experiência de comercialização de hortaliças de um grupo organizado chamado “Sabor do Campo”, que foi criado com o apoio da Epagri para promover mais do que a produção de simples produtos comerciais, mas sim a produção de alimentos seguros com foco na responsabilidade e no respeito aos consumidores. O principal objetivo do grupo é produzir bem, e com sustentabilidade prezando pela qualidade dos produtos, uso consciente e até eliminação de agroquímicos onde os agricultores sempre oferecem produtos saudáveis para seus consumidores.

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Na opinião do Diretor da Agricultura de Ibirama Edson Luis Bittencourt, essa forma de produzir é muito interessante pois os agricultores respeitam o uso e a vida do solo, promovendo a produção sustentável e assim divulgam mais os seus produtos alcançando dessa forma mercados maiores, e assim aumento da renda das famílias envolvidas.

Atualmente esse grupo organizado de agricultores vendem seus produtos na Merenda escolar, Feira Livre, mercados do município e também a rede Angeloni.

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A programação do dia se iniciou com uma palestra técnica sobre o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) e visita a três propriedades que já adotaram o novo sistema. Depois, os agricultores também conheceram outros produtores que adaptaram máquinas agrícolas para essa forma de cultivo.

A viagem foi organizada pelo Técnico da Epagri de Ibirama Marcelo Steiner em parceria com a Prefeitura Municipal onde a mesma cedeu o ônibus para transporte dos agricultores.

 

Mais informações: emibirama@epagri.sc.gov.br

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Agricultor de Maracajá investe na adubação verde

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Proteger o solo de estiagens, manter o solo sempre úmido, incrementar a matéria orgânica do solo e utilizar de tecnologia para produção de silagem e grãos é a meta do agricultor Bento Manoel Machado da comunidade de Espigão Grande, para qualificar sua produção.

Com o apoio dos técnicos do escritório de Maracajá da Epagri, o agricultor vem investindo na prática de adubação verde com gramíneas e leguminosas para plantio direto de grãos e silagem.

A adubação verde é uma prática agrícola milenar que aumenta a capacidade produtiva do solo. É uma técnica comprovada por pesquisas, que recupera os solos degradados pelo cultivo, melhora os solos naturalmente pobres e conserva aqueles que já são produtivos.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Epagri, Ricardo Martins, o objetivo é incentivar os agricultores a utilizarem técnicas de adubação verde para a cobertura e aumento da matéria orgânica do solo, principalmente nos solos arenosos e pobres em matéria orgânica da região. “A partir do acamamento da biomassa deste material iremos plantar o milho, logo esperamos obter boas produtividades a partir do plantio direto na palha”, finalizou Ricardo.

Mais informações: emmaracaja@epagri.sc.gov.br

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Associação de Produtores de Leite de Agrolândia compra distribuidor de esterco

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Para melhorar principalmente a qualidade da pastagem nas propriedades agrícolas, do município de Agrolândia, a Associação de Produtores de Leite adquiriu um distribuidor de esterco líquido, com capacidade para quatro mil litros. Equipamento deve chegar na próxima semana

 "Esse distribuidor de esterco está avaliado em R$ 19 mil e foi repassado aos integrantes da associação como contrapartida do Projeto Estruturante apoiado pelo Programa SC Rural, e seu uso será gerenciado pelos próprios agricultores ", explica o vice-prefeito Dirceu Leite.

Para o prefeito Urbano José Dalcanale, a chegada desse implemento “vem a somar com a agricultura local e até mesmo regional, fortalecendo a produção de leite no município, considerada uma das principais atividades agrícolas de Agrolândia". Fonte:Prefeitura Municipal

 

Mais informações: www.agrolandia.sc.gov.br

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Governo municipal apresenta Cheque do Leite e Máquina no Campo

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A administração municipal de São Lourenço do Oeste reuniu, no último dia 7, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, os vereadores e a imprensa para apresentar e discutir duas leis de incentivo aos agricultores do município.

Um é o bônus fiscal sobre a produção leiteira chamado Cheque do Leite e o outro é o programa Máquina no Campo. O encontro aconteceu no auditório da prefeitura, com a participação das equipes da Secretaria de Agricultura e da Epagri Municipal.

O prefeito de São Lourenço do Oeste, Rafael Caleffi, explicou que se sobrevive a crise com suor, defendo que o governo municipal precisa trabalhar e encontrar meios para dar condições à população. Ele acrescentou que tanto o bônus fiscal Cheque do Leite quanto o programa Máquina no Campo foram desenvolvidas para valorizar o homem do campo.

Adilson Sperança, secretário de Agricultura, enalteceu o trabalho das equipes da secretaria e da Epagri, que estão envolvidas há meses na elaboração destas leis com o objetivo de fazer com que todos ganhem. Agora, os projetos de lei seguem para a Câmara Municipal, que deverá apreciar e colocar em votação ainda este mês. O Cheque do Leite, caso aprovado, entra em vigor em 1º de janeiro de 2018. 

Máquina no Campo

Sobre este programa, a Secretaria de Agricultura explica que houve a readequação da quantidade de sêmen entregue pelo município e que também o sêmen passará a ter aptidão para gado de corte, evitando assim o descarte de bezerros machos, que poderão ser engordados pelos produtos e revendidos como gado de corte; A quantidade de sêmen que o agricultor tem direito foi desvinculada das horas máquina. Agora, o produtor não precisará optar pela quantidade de horas ou pela quantidade de sêmen que tem disponível; O governo municipal disponibilizará de uma até seis horas máquina, conforme movimento econômico, sem a necessidade de o produtor pagar 50% das horas, conforme lei atual. Ou seja, o agricultor pagará apenas as horas excedentes ao município ou diretamente à empresa terceirizada, dependendo de quem prestou o serviço; Incluíram-se as cisternas e as pocilgas nos serviços, com limite de até dez horas por produtor.

Cheque do Leite

Terão direito todos os produtores de leite regularmente cadastrados. Conforme informações da Secretaria de Agricultura, a alíquota de 2,9% será para produtores de leite que fornecem à empresas estabelecidas no município de São Lourenço do Oeste, podendo receber até R$ 2,5 mil por ano. Já o produtor de leite que fornece para empresas de fora do município terá alíquota de 1,7% e limite de até R$ 1,5 mil por ano. O cálculo será feito pelo valor total do movimento econômico da produção leiteira da propriedade, no ano base, ou seja, os beneficiados em 2018 terão o cálculo feito sobre 2017. De acordo com informações da Secretaria de Agricultura, os produtores devem ficar atentos aos procedimentos e requisitos para poderem participar do Cheque do Leite.

Ranking em produção leiteira

O município de São Lourenço do Oeste está em 2º lugar no ranking de produção leiteira de Santa Catarina, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) de 2015 – a de 2016 ainda não está fechada. As informações estão disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).

Para o prefeito Caleffi, o bônus fiscal sobre a produção leiteira, vem justamente para melhorar ainda mais os índices o município. “Queremos colocar o município em primeiro lugar na tabela”, reforça. Ainda de acordo com o IBGE, em 2015, São Lourenço do Oeste produziu 73.193,040 milhões de litros de leite. Fonte:Prefeitura Municipal

 

Mais informações: www.saolourenco.sc.gov.br

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Jovens empreendedores rurais se reúnem nesta semana em Florianópolis e Lages

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A jovem Elizabeth Buss montou um indústria de bolachas artesanais em São Bonifácio, na Grande Florianópolis

A Epagri promove nesta semana Encontros Macrorregionais de Jovens Empreendedores Rurais na Grande Florianópolis e na região de Lages. São esperados cerca de 250 participantes em cada evento, que busca motivar os jovens agricultores, bem como ouvir seus relatos e mapear ações futuras.

A Epagri vem capacitando jovens agricultores desde 2012, dentro do Programa SC Rural. Até o final do ano cerca de 1,8 mil homens e mulheres do campo com idades entre 18 e 29 anos terão sido preparados para empreender em suas propriedades rurais em Santa Catarina. Nos centros de treinamento da Epagri esses jovens recebem noções de administração e aprofundam seus conhecimentos nas cadeias produtivas mais importantes de suas regiões. Ao final do curso cada um elabora um projeto para sua propriedade e os melhores são selecionados para serem fomentados com recursos do SC Rural.

Na quarta-feira, 16 de agosto, acontece o Encontro Macrorregional de Jovens Rurais e do Mar do Litoral Catarinense, a partir das 8h30min, no Centro de Eventos Petry, em Biguaçu. Estarão reunidos agricultores das regiões de Joinville, Blumenau, Criciúma, Florianópolis, Tubarão, Criciúma e Araranguá.

No dia seguinte, 17, mais um grupo de jovens se reúne em Lages, a partir das 8h, no auditório da Associação Empresarial (Acil). Além de Lages, participam desse evento agricultores das regiões de São Joaquim, Rio do Sul, Canoinhas e Mafra.

Em 2015 e 2016 a Epagri realizou encontro estaduais de jovens rurais que reuniram mil participantes cada. Esse ano a Empresa optou por realizar quatro encontros macrorregionais que devem reunir um total de mil pessoas também. O primeiro aconteceu em Treze Tílias. No dia 30 de agosto acontece o último evento, em Maravilha, para os jovens da região Oeste.

Os dois eventos desta semana serão abertos por palestras. Na programação ainda constam debates e apresentação de casos de sucesso, relatados pelos próprios jovens que já passaram pelas capacitações da Epagri e hoje se tornaram empreendedores rurais bem-sucedidos.

Um dos exemplos de sucesso da Grande Florianópolis será o caso de um jovem rural de Anitápolis que montou uma agroindústria de processamento de frutas e verduras. Na região de Lages serão relatadas experiências exitosas em turismo rural, produção de queijos, pecuária de corte e de leite e fruticultura

Mais informações: www.epagri.sc.gov.br

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Abacaxi Vitória – sem espinhos, com mais polpa e resistente à praga

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O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) registrou dados recentes sobre o cultivo de abacaxi ‘Vitória’, que tem apresentado alta produtividade em relação às demais cultivares no Espírito Santo. A fruta, resistente à fusariose, tem ótima aceitação comercial para o consumo in natura e para a agroindústria.

De acordo com o responsável pelas pesquisas com a cultivar, José Aires Ventura, do Incaper, a partir dos coeficientes técnicos característicos das principais regiões produtoras de abacaxi no Espírito Santo, em um trabalho conjunto com a pesquisadora Edileuza Aparecida Vital Galeano, da área de economia do Incaper, foi possível estimar e comparar os custos de produção. No sistema de produção em fileira simples, o lucro da cultivar Vitória foi superior ao da cultivar Pérola em 274% e, em fileira dupla, proporcionou um lucro de 251% superior ao da cultivar Smooth Cayenne.

 “Ficou evidenciado ser mais viável economicamente produzir o abacaxi ‘Vitória’ em função da sua produtividade 76,2% superior quando comparada à cultivar Pérola, e 31,7% quando comparada à Smoth Cayenne”, explicou o pesquisador.

Segundo José Aires, o abacaxi é cultivado geralmente em pequenas propriedades rurais com áreas de 1,0 a 5,0 ha, empregando principalmente a mão de obra familiar. As doenças que ocorrem na cultura do abacaxi são a maior limitação na produtividade dos pomares e na qualidade dos frutos, refletindo economicamente no agronegócio da fruta. O controle genético apresentou-se como uma alternativa promissora na obtenção de novas cultivares comerciais com resistência à doença, sendo o seu uso, sem dúvida, o método de controle mais eficiente e econômico, principalmente para as culturas de importância econômica, como o abacaxi.

A cultivar Vitória, plantada principalmente por agricultores familiares, contribui para o aumento na produtividade, além de reduzir o custo de produção pela eliminação da aplicação de fungicidas. “Ampliar os conhecimentos sobre a epidemiologia e o agente causador da doença são fundamentais para o desenvolvimento e a seleção de novos genótipos resistentes à fusariose e para o conhecimento dos mecanismos de resistência da planta, que possibilitou recomendar aos produtores alternativas de controle e aumentar em pelo menos 40% a produtividade da cultura, com a produção de frutos competitivos nos mercados interno e externo do agronegócio abacaxi”, explicou Aires. 

O pesquisador do Incaper José Aires Ventura ficou em 1º lugar com o projeto “Abacaxi resistente à fusariose com qualidade para o mercado interno e externo” – Abares, na categoria “Pesquisa” durante o Prêmio Destaque do Incaper de 2016.

Os estudos com o Abacaxi ‘Vitória’

Na avaliação dos genótipos resistentes à doença, os trabalhos foram conduzidos nos municípios de Linhares, Sooretama e Cachoeiro de Itapemirim. Os tratamentos foram constituídos pelas variedades ‘Pérola’ e ‘Smooth Cayenne’ e mais dez híbridos selecionados com resistência à fusariose. Durante a fase de desenvolvimento vegetativa das plantas, foi ainda determinada a incidência da murcha causada por vírus PMWaV.

A pesquisa viabilizou a expansão do abacaxi no Norte do Espírito Santo, pelo Incaper, com abrangência de 32 municípios, com um fomento de 1,7 milhão de mudas distribuídas para os produtores pela Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag). “No entanto um fator limitante ainda é a disponibilidade de mudas para os produtores rurais que desejam ampliar as suas lavouras”, reforçou Aires.

O projeto foi executado com o suporte técnico do Laboratório de Fitopatologia do Centro Regional de Desenvolvimento Rural (CRDR – Centro Serrano) e das Fazendas Experimentais do Incaper de Sooretama e Pacotuba, bem como do Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Nas fases de campo, o projeto também contou com a parceria da Associação dos Produtores Rurais do Centro Norte do Espírito Santo (ARUCENES), da empresa Gaia Importação e Exportação LTDA, como potenciais usuários das tecnologias geradas.

As pesquisas também contaram com o apoio dos pesquisadores do Incaper Hélcio Costa, Adelaide de Fátima da Costa, David dos Santos Martins e Patrícia Machado Bueno Fernandes da Ufes/Biotecnologia.

Retorno para o meio rural

O Brasil possui clima e extensão territorial que o torna um grande produtor de alimentos no mundo, sendo um dos três maiores produtores mundiais de frutas, algo em torno de 34 milhões de toneladas por ano, com condições climáticas favoráveis ao cultivo. O país exporta apenas 1,26% das frutas in natura, ocupando o 20º lugar entre os países exportadores, segundo levantamento já feito pelo Ministério da Agricultura, Pecuária eAbastecimento (MAPA).

De lá pra cá, já foram beneficiadas 35 associações e cooperativas de agricultores rurais nas regiões Centro Norte e Extremo Norte, visando à diversificação da fruticultura, com geração de renda e emprego no meio rural. O abacaxi ‘Vitória’ já é plantado em vários estados do Brasil e também introduzido e avaliado na África e no México.

Mais resultados

A pesquisa também tem mostrado a viabilidade do aproveitamento dos resíduos do abacaxi ‘Vitória’ na produção de bromelina, produto com aplicação na indústria farmacêutica e de alimentos, tendo gerado o desenvolvimento de um novo processo de purificação dessa enzima, depositada com patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) – (PI10201027122). A continuação dos estudos gerou novos conhecimentos científicos relacionados à fusariose, com mais de 15 publicações científicas e gerando outras duas patentes, depositadas no INPI.

“Além da série de tecnologias de interesse direto para o produtor rural e para a economia do estado ligada ao agronegócio de abacaxi, a pesquisa também trouxe múltiplos conhecimentos para a ciência”, lembrou Aires Ventura.

Cultivar Vitória

A cultivar Vitória apresenta características agronômicas semelhantes ou superiores em relação às cultivares ‘Pérola’ e ‘Smooth Cayenne’, que já são referências. As plantas têm como vantagem a ausência de espinhos nas folhas, o que facilita os tratos culturais, sendo as recomendações técnicas de cultivo as mesmas atualmente em uso pelos produtores para as outras duas cultivares.

A ‘Vitória’ possui praticamente o mesmo porte da ‘Pérola’ e plantas vigorosas. Apresenta bom perfilhamento, bom desenvolvimento e crescimento, produz frutos quando maduros de excelente qualidade para o mercado.  Os frutos têm polpa branca, elevado teor de açúcares e ótimo sabor nas análises químicas e sensoriais, sugerindo que suas características relativas à acidez são superiores às do abacaxi ‘Pérola’ e ‘Smooth Cayenne’, tendo ainda maior resistência ao transporte em pós-colheita, o que pode facilitar a sua adoção pelos produtores e ter a preferência dos consumidores.

Os frutos da ‘Vitória’ possuem um formato cilíndrico, casca de cor amarela na maturação, pesando em torno de 1,5 Kg. Por ser resistente a fusariose, essa fruta dispensa a utilização de fungicidas para o controle da doença, possibilitando a redução nos custos de produção por hectare, além de reduzir também os riscos de impacto ambiental e aumentar a produtividade comparativamente em, no mínimo, 30%.

“A cultivar veio suprir uma grande lacuna deixada pela ausência de uma cultivar de abacaxi resistente à fusariose, doença que ainda ameaça praticamente todo o território nacional, constituindo-se uma nova alternativa economicamente viável para os produtores e consumidores de abacaxi”, concluiu Aires Ventura.Fonte: https://incaper.es.gov.br/Search?q=abacaxi+vit%C3%B3ria&culture=pt-BR

 

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