Secretaria do Turismo dá importante passo em direção à candidatura dos canyons para a Rede Mundial de Geoparques

solparques

Foi realizado hoje, 19, o pregão presencial para contratação de serviços de consultoria para desenvolver a estratégia de Geoconservação do “Projeto Geoparque Caminho dos Cânions do Sul – Território Catarinense”. A empresa vencedora é Geodiversidade Soluções Geológicas, de Curitiba (PR). Os recursos são do Programa SC Rural.

A empresa deverá realizar, dentro de seis meses, os estudos necessários para que os canyons entrem no processo de candidatura para inserção na Rede Mundial de Geoparques, através do reconhecimento da Unesco. As atividades serão desenvolvidas nos municípios de Praia Grande, Jacinto Machado, Timbé do Sul e Morro Grande.

O desenvolvimento da estratégia de geoconservação deverá conter o inventário dos geossítios existentes no território, bem como a revisão dos estudos prévios sobre patrimônio geológico. A partir disso, deverá ser feita a avaliação do potencial uso para cada geossítio (científico, educativo e/ou turístico), das técnicas de conservação necessárias e das ações e programas de valorização e divulgação do atrativo. Também será necessário estabelecer o programa de monitoramento destes locais para garantir, simultaneamente, o uso e a conservação.

O secretário estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan, homologou a licitação nesta segunda-feira. “Estamos começando a tirar do papel um grande projeto para o turismo”, comemorou.Fonte:Ascom SOL-Foto: Saul Oliveira

Mais informações: www.sol.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

A cadeia produtiva de peixes é estimulada na Serra Catarinense

pontealtapeixe1

pontealtapeixe4   

Projeto de incentivo à cadeia produtiva de Peixes na Serra Catarinense desenvolvido pela Epagri e Programa SC Rural teve mais uma importante etapa com a realização do 2º Encontro Regional de Piscicultores da Serra Catarinense, no dia 2 de junho, na Comunidade de Cerrado, interior de Ponte Alta (SC).

A Secretaria Municipal de Agricultura de Ponte Alta em parceria com a Aquaserra – Associação de Aquicultores da Serra Catarinense atua para fomentar a produção de peixes e organizar os piscicultores associados ou interessados na atividade.

O evento contou com a participação de 121 piscicultores, técnicos, lideranças e jovens rurais de 10 municípios da região serrana. Importantes deliberações foram tomadas, visando estimular a organização dos piscicultores da Aquaserra, entre elas a formação de núcleos em todos os municípios interessados na atividade, a entrega de pleito para aquisição de maquinário para a construção de viveiros de peixes nos municípios e demonstração de tecnologias de produção, como análise periódica da qualidade da água, tanques-rede em açudes e utilização de adubação e ração balanceada.

Nas palestras sobre Construção de viveiros e tanques de piscicultura (Everton Della Giustina/Epagri), em Legislação Ambiental (Jean Guadagnin/FATMA) e Papel da Comissão de Pesca e Aquicultura em prol dos trabalhos da pesca em Santa Catarina (Célio Antônio, representante da Comissão de Pesca e Aquicultura da ALESC) ficou evidente a necessidade de planejamento técnico do negócio piscícola e do apoio das autoridades municipais e estaduais para garantir a viabilidade da Piscicultura de Água Doce em Santa Catarina.

Segundo Everton, “a correta construção dos tanques escavados, além de diminuir custos na implantação, evita os prejuízos com vazamentos e desbarrancamentos e garante o manejo adequado dos peixes em cada safra e sua rentabilidade”. Pela FATMA, Jean destacou que “o processo de licenciamento ou autorização de atividades inicia com protocolo na FATMA ainda na etapa de projeto, onde o técnico responsável pode ajudar na documentação, anterior ao início dos investimentos”.

A proposta formal da Diretoria da Aquaserra será encaminhada a todos os municípios para formação destes Núcleos de Piscicultores em cada município, ou intermunicipais, onde promoverão a gestão do negócio piscícola, seja na aquisição coletiva de rações ou alevinos, ou para comercialização e capacitação técnica dos piscicultores. O Prefeito Municipal Paulo Farias e o Presidente da Astraplan Sebastião Amaral reforçam que “estes núcleos devem ter o envolvimento dos Secretários Municipais de Agricultura para sua organização e atendimento aos piscicultores do município”. E o pleito para autoridades, na Cessão de uma Escavadeira Hidráulica, específica para construção dos tanques, a ser gerenciada pela Associação, com abrangência nos municípios da Serra Catarinense.

pontealtapeixe2

No final do evento, práticas de campo na propriedade do agricultor familiar Assonipo das Neves, passível de ser estruturada para produção em escala, mediante lay-out e Projeto Técnico da Epagri, O líder deste Projeto Peixe da Serra, Engº Agrônomo Aziz Abou Hatem comenta que: “para investimento nesta atividade é preciso profissionalismo por parte dos agricultores e dos técnicos, mostrando toda a viabilidade técnico e econômica antes de iniciar a construção dos tanques.” No encerramento ficou indicado para junho de 2018, o 3º Encontro Regional em Otacílio Costa ou outro município com ação de destaque na atividade de Piscicultura na Serra Catarinense.

 

Mais informações:Epagri – Gerência Regional de Lages - (49) 3289 6400 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Seminário Regional de Educação Ambiental reúne 450 pessoas em São Domingos

   saodomingosevento4

Agência de Desenvolvimento Regional de Xanxerê, Unoesc, Epagri e Sesc realizaram na última semana a segunda etapa do VII Seminário Regional de Educação Ambiental. A atividade que aconteceu no Parque Estadual das Araucárias, em São Domingos, reuniu cerca de 450 pessoas entre estudantes, professores e apoiadores.

 saodomingosevento2

saodomingosevento3

Durante todo o dia os alunos das escolas municipais, estaduais e escolas especiais participaram de diferentes oficinas e ainda de trilhas ecológicas.  O objetivo principal do evento foi de promover a reflexão e troca de experiências sobre a educação ambiental na região, além de promover de forma educativa a consciência e apreciação do patrimônio natural e sociocultural que existe na região.

O secretário executivo de Desenvolvimento Regional, Ademir Gasparini, destacou que um dos grandes diferenciais neste ano foi de levar os alunos para o Parque das Araucárias. “É um cenário lindo. O contato com a natureza é maravilhoso e proporcionar momentos como este para os nossos alunos, é também uma forma de conscientizá-los sobre a importância da preservação do meio ambiente. Este patrimônio natural precisa ser conservado”, explica.

Entre as oficinas, os alunos aprenderam sobre os alimentos orgânicos, sobre as espécies nativas frutíferas apropriadas pelo homem e compostagem, monitoramento da qualidade da água e inúmeras outras atividades.

saodomingosevento2

A confecção de brinquedos sustentáveis foi um dos diferenciais do evento. Os alunos fizeram suas próprias petecas. “É uma atividade muito linda assim como todas as outras, mas esta também foi uma forma de mostrar pra eles que podemos construir nossos próprios brinquedos, e o melhor, de maneira sustentável”, disse a gerente de educação da ADR de Xanxerê, Elaine Alberti.

A intenção de realizar o Seminário no Parque Estadual das Araucárias foi de promover a conscientização dos alunos para a preservação do patrimônio natural e ainda proporcionar contato direto com a natureza.  O evento teve o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável, SC Rural e FATMA.Fonte: Janaína Mônego-Assessoria de Comunicação-Agência de Desenvolvimento Regional de Xanxerê

Mais informações:  sdr-xanxere@xxe.sdr.sc.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Cartilha do Ministério do Meio Ambiente ensina a fazer obras e reformas de maneira sustentável

mma-cartilha

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibiliza desde 2015 uma cartilha para a realização de reformas sustentáveis. As dicas são voltadas para que as obras consumam menos materiais, gerem menos lixo, sejam mais econômicas e duráveis. Elas são direcionadas a profissionais da área e leigos.

Chamada de “Construções e Reformas Particulares Sustentáveis”, a cartilha demonstra como a sustentabilidade pode guiar as reformas feitas em casa. Cômodo a cômodo, o usuário aprende a utilizar melhor os recursos disponíveis para conseguir resultados mais eficazes. A publicação afirma que uma casa sustentável economiza 30% em manutenção.

Outras vantagens são o gasto reduzido de energia e água. Esse tipo de construção também tem uma durabilidade maior e preza pela acessibilidade. “Outro aspecto positivo é que, hoje, o mercado imobiliário vê com bons olhos as moradias sustentáveis. Esses imóveis são, em média, de 10% a 30% mais valorizados. Reformas que tornem imóveis antigos mais eficientes também se beneficiam dessa valorização extra”, diz um trecho da cartilha.

mmacartilha2

Reformas passo a passo

A publicação explica, passo a passo, como é possível inserir os conceitos da sustentabilidade em um projeto de construção ou reforma. “Não há uma ‘receita sustentável’ única para todos, cada construção – um prédio, uma casa, um puxadinho – tem suas peculiaridades e estará assentada em um terreno diferente, em cidades diferentes, com clima específico”, afirma o texto. Mas é possível adaptar detalhes para tornar a obra e mesmo os ambientes sustentáveis.

Nesse ponto, há orientações sobre a melhor maneira de posicionar os ambientes da casa. Poucas medidas podem fazer o clima e a incidência de sol, por exemplo, trabalhar a favor do conforto interno da residência. “Atente para a orientação solar adequada. Não aceite a repetição da mesma planta em orientações diferentes”, aconselha a cartilha. Uma espécie de “checklist” ajuda a organizar as primeiras providências a tomar, ainda no projeto.

Além disso, a publicação ainda traz boas dicas para diferentes elementos envolvidos na obra. Entre eles estão os materiais de construção, a energia, as áreas externas e os resíduos sólidos. A cartilha faz parte de uma série de publicações do MMA chamada “Cadernos de Consumo Sustentável”. Fonte:Gazeta do Povo

O download do material pode ser feito diretamente do site do MMA.

Mais informações: www.mma.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

“menina da cidade” criou um produto inovador para o agronegócio

bagaçocana

Sayuri criou uma bandeja a partir do bagaço de cana-de-açúcar, projeto fundamental para ser selecionada em 12 universidades dos Estados Unidos. À esquerda, uma bandeja de isopor. As demais fazem parte do projeto criado por Sayuri Miyamoto Magnabosco: bandejas de bagaço de cana-de-açúcar.

Há dois anos, uma “menina da cidade” criou um produto inovador para o agronegócio: uma bandeja biodegradável, criado a partir do bagaço de cana-de-açúcar. O que ela não esperava é que a invenção valeria tanto reconhecimento Brasil afora.

“A quantidade de bandejas de isopor sempre me incomodou. Pesquisando os impactos ambientais, vi que demorava 150 anos para decompor e que impedia a ação de decomposição de outros resíduos orgânicos, sendo muito difícil também de ser reciclado, já que as indústrias não tem interesse”, resume a inventora de Curitiba, Sayuri Miyamoto Magnabosco.

Um dia veio a “luz”. Em uma aula de Geografia, no 2º ano do ensino médio, ela teve que estudar as plantações de cana e a quantidade de resíduos gerados. Ela teve a ideia, então, de ir além da produção do combustível etanol, tradicional uso do bagaço. “Como esse material é natural e 100% biodegradável, pensei que seria uma solução para embalagens”, comenta.

Bandeja de bagaço de cana premiada

Com bagaços coletados com vendedores de caldo de cana em Curitiba, ela começou os testes. Deu certo. “Participei de feiras de ciências internacionais, uma em Nova York e outra em Foz do Iguaçu. Também ganhei mais de 15 prêmios, e representei o Brasil no Youth Science Meeting, uma conferência científica em Portugal”, conta.

Ela também já foi destaque na Gazeta do Povo, venceu o prêmio “Jovens Inventores” do Caldeirão do Huck e foi uma das cinco selecionadas de um projeto internacional para passar uma semana na Universidade de Harvard (EUA), onde apresentou seu trabalho para mais de 600 pessoas. “Foi quando tive a certeza que queria estudar fora e trazer a tecnologia de lá para o Brasil”, diz.

Ao final do ensino médio, Sayuri buscou o apoio da Fundação Estudar para se candidatar a universidades norte-americanas. Da primeira vez, não deu certo. Agora em 2017, com notas melhores nos testes de inglês e o processo de mentoria com a fundação, ela chegou ao objetivo e foi selecionada em 12 cursos.

“As notas e currículo contam bastante, mas assim como eu era primeiro lugar da sala, outros candidatos de todo o mundo também eram. Então tive que correr atrás, e tenho a certeza que foi a apresentação do meu projeto de bandeja a partir do bagaço de cana que fez a diferença”, certifica-se.

Resultado: além de estar na lista de espera das gigantes Stanford, Duke e Columbia e na Amherst College, ela foi aprovada com 100% de bolsa na Darmouth College, onde irá estudar Engenharia Biomédica. “Se possível vou encaixar no currículo Economia para entender a dinâmica do mercado e colocar a invenção em escala industrial”, complementa. A garota também foi aprovada nas universidades: Pensilvania, Barnard College, Notre Dame, Carleton College, Washington and Lee University, Connecticut College e Haverford College.

Quando terminar, a faculdade, ela garante: “Pretendo retornar ao Brasil para aplicar meu conhecimento no Ministério da Ciência e Tecnologia e lutar para tornar nosso país uma referência mundial em desenvolvimento científico”. Um sonho perfeitamente factível. Fonte:Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

 

Mais informações: www.gazetadopovo.com.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Turismo rural e cultura: Propriedade do Oeste guarda a história dos balseiros do Rio Uruguai

itaturismo1    

Cercado pelas belas paisagens do município de Itá, Oeste Catarinense, o “Recanto do Balseiro” é um convite irresistível para voltar no tempo. A propriedade é referência nacional quando o assunto é a colonização dos desbravadores balseiros do Rio Uruguai.

O local resguarda a trajetória dos imigrantes italianos e alemães que, a partir de 1920, desciam o rio por quase 600 km para vender toras de madeira. O destino era o Porto de São Tomé, na Argentina. Hoje, com museu, restaurante, pomares, natureza exuberante e comércio de iguarias, o local transformou-se em ponto turístico imperdível para quem visita a região.

itaturismo2

O idealizador desta memória viva é o produtor rural Nilo Celso Brand. Apaixonado por história, cultura e por uma boa conversa, ele fez faculdade de turismo e hoje dedica-se totalmente ao empreendimento rural. “As balsas tinham em torno de 15 árvores na largura e mais de 200 metros de comprimento, com capacidade de carga de mais de 400m³ de madeira. Então, de 1925 até 1967, Itá foi um grande exportador de madeira, sendo esta a base de sua economia”, explica S. Nilo.

itaturismo3

O museu do balseiro traz ferramentas da época, peças centenárias e muitas outras memórias para visitação. Aos turistas, S. Nilo conta a história da economia da região mostrando os equipamentos que eram usados em cada ciclo produtivo. Peças curiosas como a roda do primeiro carro que passou por Itá estão no museu. Por todos os lados, centenas de objetos contam histórias, trazem informações, memórias e heranças de um povo,

itaturismo4

As extensionistas da Epagri falam do trabalho de planejamento que foi necessário para estruturar o empreendimento. A Epagri foi responsável pelo projeto estruturante, apoiado pelo programa SC Rural, na linha de incentivo ao turismo. Segundo Graciane Biachin, extensionista rural da Epagri, “o potencial da propriedade e o nível de conhecimento histórico do produtor rural foram fundamentais para investir na ideia de turismo rural”. Já para Arlete Barionuevo, também extensionista rural da Epagri, “o Programa SC Rural e o Microbacias 2 foram grandes incentivadores para colocar tudo em prática, agregando valor à propriedade e oferecendo outra renda além da agricultura”.

itaturismo5

E como todo bom turismo rural, a gastronomia não pode ficar de lado, já que o sabor colonial do campo é fundamental para atrair visitantes. O restaurante do balseiro também é destaque na propriedade. Além do café colonial, são servidas porções de tilápia, polenta frita, pastéis, sopa de agnolini, bolachas, pães, cucas e doces caseiros. Também estão no cardápio pratos como feijoada, omelete com salame e queijo, mandioca, carne defumada, costelinha suína, tudo acompanhado por caipirinha ou vinho. De acordo com S. Nilo, “o turista que vem hoje para Itá vai encontrar bons hotéis, muitas atrações e tudo com muita qualidade. É preciso atender bem para que ele volte muitas outras vezes”.

Para ver essa e outras reportagem em vídeo, acesse o canal do SC Agricultura, o programa de TV da Epagri, no YouTube -  https://www.youtube.com/watch?v=-4qeF8KlNkY

 

Mais informações: emita@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Encontro reúne quase 300 jovens em Descanso

descansojovens1

A Epagri foi uma das realizadoras do Primeiro Encontro da Juventude Descansense, que reuniu mais de 280 pessoas no dia 25 de maio. Com o tema Viver e Construir, o evento buscou identificar as demandas dos jovens descansenses para construção de uma sociedade melhor.

Um dos pontos altos do Encontro foi o trabalho em grupo, quando os participantes apresentaram sugestões de ações efetivas voltadas à juventude no município, na sociedade, na família e na comunidade onde vivem. A proposta, segundo a extensionista social da Epagri de Descanso, Flavia Maria de Oliveira, foi coletar indicações dos próprios jovens para pensar estrategicamente ações locais, promovendo o protagonismo juvenil, o empreendedorismo e a sucessão.

A extensionista da Epagri entende que a indicação vinda da juventude é uma garantia de efetividade nas atividades desenvolvidas, pois é uma ação construída de forma coletiva. Segundo ela, os jovens podem encontrar respostas, mas para isso precisam da referência dos adultos, de escuta e da parceria da comunidade. Flávia conta que os membros da Comissão Organizadora do Encontro sistematizarão as indicações apresentadas pelos jovens e produzirão um documento com proposições de ações continuadas na área da juventude, que será entregue às instituições locais.

descansojovens2

Além do trabalho em grupo, a programação, realizada no Salão Paroquial, no centro da cidade, contou com momentos culturais, palestras e plenária. O primeiro palestrante foi o padre missionário da Congregação Redentorista, Inácio Gebert, que refletiu a respeito de cada jovem ser responsável pela sua história. Com o tema “Você é seu próprio caminho”, o sacerdote enfatizou a necessidade de respeitar valores e demais posturas para se construir um mundo mais justo e igualitário.

Outro convidado foi o prefeito de Guarujá do Sul e presidente da Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc), Cláudio Junior Weschenfelder. Ele falou sobre a “Realização juvenil na sociedade contemporânea”, abordando situações que os jovens enfrentam e precisam lidar. Ainda chamou a atenção para como a mídia interfere na forma de pensar e agir, além de apresentar brevemente a sua trajetória enquanto jovem rural, empreendedor e representante juvenil na política do seu município.

A Epagri foi uma das realizadoras do Primeiro Encontro da Juventude Descansense, que reuniu mais de 280 pessoas no dia 25 de maio. Com o tema Viver e Construir, o evento buscou identificar as demandas dos jovens descansenses para construção de uma sociedade melhor.

Um dos pontos altos do Encontro foi o trabalho em grupo, quando os participantes apresentaram sugestões de ações efetivas voltadas à juventude no município, na sociedade, na família e na comunidade onde vivem. A proposta, segundo a extensionista social da Epagri de Descanso, Flavia Maria de Oliveira, foi coletar indicações dos próprios jovens para pensar estrategicamente ações locais, promovendo o protagonismo juvenil, o empreendedorismo e a sucessão.

A extensionista da Epagri entende que a indicação vinda da juventude é uma garantia de efetividade nas atividades desenvolvidas, pois é uma ação construída de forma coletiva. Segundo ela, os jovens podem encontrar respostas, mas para isso precisam da referência dos adultos, de escuta e da parceria da comunidade. Flávia conta que os membros da Comissão Organizadora do Encontro sistematizarão as indicações apresentadas pelos jovens e produzirão um documento com proposições de ações continuadas na área da juventude, que será entregue às instituições locais.

Além do trabalho em grupo, a programação, realizada no Salão Paroquial, no centro da cidade, contou com momentos culturais, palestras e plenária. O primeiro palestrante foi o padre missionário da Congregação Redentorista, Inácio Gebert, que refletiu a respeito de cada jovem ser responsável pela sua história. Com o tema “Você é seu próprio caminho”, o sacerdote enfatizou a necessidade de respeitar valores e demais posturas para se construir um mundo mais justo e igualitário.

Outro convidado foi o prefeito de Guarujá do Sul e presidente da Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc), Cláudio Junior Weschenfelder. Ele falou sobre a “Realização juvenil na sociedade contemporânea”, abordando situações que os jovens enfrentam e precisam lidar. Ainda chamou a atenção para como a mídia interfere na forma de pensar e agir, além de apresentar brevemente a sua trajetória enquanto jovem rural, empreendedor e representante juvenil na política do seu município.

 

Mais informações: emdescanso@epagri.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Conheça o DNA do queijo brasileiro artesanal que se destaca pela qualidade

dnaqueijo

Diversidade de tipos e um rico terroir fazem do produto brasileiro um exemplar único. Descubra o universo de sabores que vão além do Serra da Canastra

 dnaqueijo2    

O Mandala é feito com leite de vaca. As peças são lavadas a cada semana, durante pelo menos 12 meses de maturação em caves. É fabricado em Pardinho (SP). Foto: Alexandre Mazzo.

“Minas Gerais têm um trabalho de 15 anos em cima dos queijos”, conta Flávia Rogoski, da Bon Vivant, especializada em queijos em Curitiba. André Deolindo, “cheesehunter” e proprietário da Produtos D.O.C. (que vende queijos para hotéis e restaurantes e abriu recentemente uma loja para pessoa física), sempre brinca que Minas Gerais é um país.

Por isso, aquele estado, junto com São Paulo, que segue atrás, já conquistaram espaço e premiações. O queijo Instância Capim Canastra, por exemplo, tem o segundo lugar no Mondial du Fromage de Tours, um dos principais concursos de queijos do mundo, realizado na França há dois anos. O queijo Tulha, produzido na Fazenda Atalaia, em Amparo (SP), conquistou a medalha de ouro na 29.ª edição do World Cheese Awards, maior competição de queijos do mundo realizada na Espanha no início deste ano. Ele, inclusive, chegou às mãos do chef Alex Atala, que o oferece no premiado D.O.M..

dnaqueijo1

Canastras fabricados em três fazendas diferentes: o Canastra do Cláudio é da Fazenda São Bento e o Capim Canastra é feito na Estância Capim Canastra, ambos em São Roque de Minas (MG) e queijo da Aprocame, da cidade de Medeiros (MG). Foto: Alexandre Mazzo.

A produção brasileira tem chamado a atenção inclusive de queijeiros franceses. Quem conta é Daniel Martins, sommelier de cervejas, chef de cozinha, palestrante e defensor do queijo artesanal através do site e loja virtual Queijo com Prosa. “Recebemos dois profissionais franceses e eles ficaram admirados com o nosso terroir. Na Europa se desmatou muito e aqui temos muito pasto e os animais são criados livres”, comenta. O consumo per capita anual de queijo pelos brasileiros é de 6 quilos. Na Argentina, esse número é de 13 quilos e na França, 25 quilos.

Atrás do Canastra

O boom do queijo artesanal teve início com o trabalho de formiguinha de alguns queijeiros, como Bruno Cabral, do Mestre Queijeiro e Fernando Oliveira, da A Queijaria, e hoje também  consultor dos Supermercados Pão de Açúcar. “Seremos a pátria do queijo. Me cobre isso daqui 15 a 20 anos. Estamos vivendo uma revolução queijeira“, afirma Fernando.

Segundo Flávia, eles trouxeram visibilidade para o queijo. Bruno Cabral, inclusive, é um dos organizadores do Prêmio Queijo Brasil, que chegou à segunda edição no ano passado, com a participação de mais de 200 queijos de todo o Brasil.

dnaqueijo3

Queijo Porungo é feito em Palmeira (PR). Na foto, em três diferentes graus de maturação. Foto: Alexandre Mazzo.

É uma prova de que a queijaria brasileira não se resume apenas ao Canastra. Na esteira de sucesso dele, inclusive, seguem o Serra do Salitre (com processo semelhante ao primeiro), o Serrano (do Rio Grande do Sul, que inclusive tem amparo de um projeto de leite que reconhece alguns municípios como tradicionais produtores de queijo artesanal feito com leite cru) e outros como o Tulha e o Cuesta (de Pardinho, SP), apenas citando alguns.

“Temos a versatilidade, diversidade e criatividade a nosso favor”, reforça Deolindo. “Além dos queijos de origem (como coalho e o colonial), temos queijos lavados com tinta de beterraba, que receberam cinza vegetal em volta e até temperados com alecrim e kümmel (licor de teor alcoólico elevado à base alcaravia, erva-doce e álcool de cereais)”, completa. Flávia conclui: “a graça do queijo brasileiro é você nunca ter a mesma experiência ao provar um mesmo exemplar porque há muitas variáveis que podem interferir no sabor e aroma. Cada peça tem a sua particularidade”, explica. “As pessoas estão se permitindo experimentar mais. E isso se deve muito aos programas culinários e livros de gastronomia. Eu digo que as pessoas estão ampliando o seu vocabulário de sabores”, diz.

dnaqueijo4

O Cuesta Azul se assemelha ao Cuesta, mas com sabor mais forte. Como entra em contato com um mofo azul, ele tem interior com pontos azulados. Fica maturando por quatro meses. Fabricado em Pardinho (SP). Foto: Alexandre Mazzo.

Os produtores e comerciantes de queijo brasileiro artesanal defendem que a popularidade dele só não é maior porque esbarra na legislação. Daniel Martins, do Queijo com Prosa, lembra que o país segue uma legislação de 1952 que defende a pasteurização do leite, o que mata os microrganismos essenciais para a particularidade de cada queijo, conforme explicam os especialistas, além de ser direcionada mais à cadeia industrial. “Os produtores artesanais são órfãos de uma legislação específica”, diz Flávia, da Bon Vivant.

A instrução normativa 57 cedeu um pouco mais. Mas, Bruno Cabral, do Mestre Queijeiro, diz que a abertura depende de cada estado. Ela permitiu que os queijos artesanais elaborados com leite cru sejam maturados por um período inferior a 60 dias (muitos queijos maturados por um período maior perdem em sabor e textura), quando estudos comprovarem que a redução do período não compromete a qualidade e a inocuidade do produto. Além disso, fica restrita à queijaria situada em região de indicação geográfica certificada ou reconhecida e em propriedade certificada como livre de tuberculose e brucelose.

dnaqueijo5

O Arapiara é feito com leite de cabras nativas na Paraíba. Foto: Alexandre Mazzo.

Mas, para sair dos estados produtores, os queijos – mesmo maturados — ainda precisam de determinados selos, o que encarece o produto. Por exemplo, tendo o selo SISB, o queijo pode ser vendido em outro estado que não o da origem. Para se ter ideia, um queijo Canastra custa entre R$ 80 e R$ 110, o quilo e um Salitre, R$ 80, o quilo. “Alguns estados têm leis específicas, que facilitam um pouco mais”, diz Flávia. Bruno Cabral lembra que politicamente não há interesse. “Os debates vêm acontecendo, mas a evolução é lenta”, resume.

Prêmio elege os melhores

No final do ano passado foi realizada a segunda edição do Prêmio Queijo do Brasil, que elege os melhores queijos artesanais do país. Nesta, conta o organizador Bruno Cabral, participaram 110 queijos a mais que na edição anterior. Ele lembra, no entanto, que é uma pena que o consumo não tenha crescido nesta mesma proporção. No ano passado, foram inscritos no concurso 140 queijos de leite cru e 94 pasteurizados, mas na lista das medalhas de ouro a proporção se inverteu, somente seis queijos de leite cru ganharam medalha de ouro, contra 11 pasteurizados. Foram 17 premiados com a medalha de ouro, 52 com a medalha de prata e 103 levaram a medalha de bronze.

dnaqueijo6

O Cuesta passa por um processo de maturação de outo meses sobre prateleiras de madeira, em caves subterrâneas. Fabricado em Pardinho (SP). Foto: Alexandre Mazzo.

Alguns produtores e comerciantes, como Bruno, estão liderando um projeto que cria a Associação de Comerciantes de Queijo Artesanal, para criar saídas e acessos para que produtores possam vender seus queijos mais facilmente. Entre as ações da associação, está a criação de uma feira de queijo de ovelha e um fundo para pesquisa, além do prêmio.

Por onde começar

* Serra da Canastra (de preferência, não muito maturado). Caso não consiga, opte por um queijo colonial;

* Queijo Tulha, da Fazenda Atalaia (SP). Feito com leite de vaca pasteurizado;

* Algum queijo de cabra, como o Pirâmide do Bosque, da Capril do Bosque (Joanópolis, SP) ou Arapiara, da Fazenda Carnaúba (PB). Curiosidade: o Arapiara é produzido na fazenda da família de Ariano Suassuna;

* Cuesta, da fazenda Santanna, em Pardinho (SP). Feito com leite cru de vacas zebuínas da raça Gir, originaria da Índia. Maturado sobre madeiras por 60 dias;

* Cacauzinho, da Capril do Bosque. Feito com leite pasteurizado de cabra, maturado com mofos brancos sobre cacau e baunilha;

* Queijo do Serro, um dos únicos que tem Indicação Geográfica Brasileira;

* Queijo Serrano, do Rio Grande do Sul. É um dos mais antigos do Brasil e feito com leite cru.

Fontes: Daniel Martins, do Queijo com Prosa e Bruno Cabral, do Mestre Queijeiro.

Onde encontrar

Justamente por causa da legislação, achar os queijos artesanais em qualquer parte do Brasil é complicado. Mas, há algumas formas. As lojas físicas, como a Bom Vivant, são a principal opção pois vendem os queijos que podem entrar no estado legalmente – caso de alguns Canastras e da Serra do Salitre.

Existem também os “clubes do queijo”, como o Clube do Queijo da A Queijaria, em que você paga uma mensalidade – de R$ 78 a R$ 300 – e recebe de dois a três queijos especiais em casa. Normalmente, são edições limitadas que muitas vezes são feitas para o clube.

Alguns produtores têm lojas virtuais e, dependendo do tipo de queijo, podem enviar para determinado estado por Sedex. Além disso, alguns supermercados estão mais atentos ao novo nicho. É o caso dos Supermercados Pão de Açúcar. “Já temos vários queijos no Nordeste, em São Paulo e Rio de Janeiro. Em breve, teremos no Paraná. A ideia é criar uma gôndola especial para eles”, comenta Fernando Oliveira, da A Queijaria e consultor do supermercado.

Serviço: Bon Vivant. Avenida Sete de Setembro, 1.865, box 56 e 57 (Mercado Municipal) e Rua Paulo Gorski, 1.309 (Mercadoteca). As peças dessa produção foram disponibilizadas pela Camicado, que fica na Avenida Cândido de Abreu, 127 (Shopping Mueller). Fonte: Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo 

 

Mais informações: www.gazetadopovo.com.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Estudo cita Coopernatural como uma das marcas de orgânicos mais lembradas do país

mdamarcaorganica

Além das cervejas, a cooperativa produz geleias, sucos, vinho, melado, entre outros produtos

Pesquisa lançada pelo Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável (Organis) sobre o consumo de produtos orgânicos no Brasil revela que a Cooperativa Vida Natural (Coopernatural) está entre as marcas mais lembradas pelo consumidor brasileiro quando o assunto são produtos orgânicos. O empreendimento é um dos 10 selecionados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) para participar do estande coletivo da pasta na Bio Brazil Fair | Biofach América Latina. A cooperativa foi a única marca da agricultura familiar citada pelos entrevistados.

A análise é a primeira feita no Brasil e foi lançada em São Paulo, durante a feira. O evento é considerado o maior no segmento de orgânicos da América Latina e está montado, até este sábado (10), na Bienal. A pesquisa foi feita com 905 pessoas, de 18 a 69 anos, em nove cidades de quatro regiões do país. Para todos, foi feita a pergunta: “quando você pensa em produtos orgânicos, qual é a primeira marca que lhe vêm à mente?”. A Coopernatural foi apontada ao lado de outras 15 marcas de produtos orgânicos.

Segundo presidente da cooperativa, Ricardo Fritsch, a pesquisa é importante para referenciar o setor. “É muito bom não só para a Coopernatural, mas para todo o segmento. É a única empresa da agricultura familiar que foi indicada, ao lado de marcas grandes que estão no mercado. É importante para nos posicionar e, além disso, mostra o resultado de muito trabalho e luta, de muitos anos”, comemora o agricultor. A produção da família Fritsch existe desde 2001, na Rota Romântica, na Serra Gaúcha. No início, o grupo era de apenas 11 famílias. Em 2004, com mais de 20, formaram a cooperativa. Hoje, são 32 famílias.

mdaorganico

Eles produzem cervejas, a primeira orgânica certificada no país. Mas não para por ai. São mais de 30 tipos de geleia, com e sem açúcar; nove variedades de sucos; quatro tipos de vinho; quatro de feijão; quatro de arroz; farinhas feitas de arroz e milho; melado; açúcar mascavo e cinco variedades de doces em calda. 

Para a consultora de Promoção Comercial da Sead, Mônica Batista, ter uma marca da agricultura familiar na lista das mais lembradas pelo consumidor reforça a tendência da população em priorizar o que é mais saudável e com qualidade certificada, além de valorizar o trabalho dos produtores rurais. “A agricultura familiar tem conquistado um mercado diferenciado ao longo dos anos, principalmente, o de orgânicos, que está crescendo no país”, observa a consultora. Leia mais sobre a participação da Sead na feira aqui.

Orgânicos

A produção de alimentos orgânicos no Brasil tem tudo para colher ótimos resultados em 2017. Segundo levantamento feito pela Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a área de produção orgânica no país pode ultrapassar os 750 mil hectares registrados em 2016, impulsionada, principalmente, pela agricultura familiar.

Segundo a Coagre, houve um salto de 6.700 mil unidades (2013) para aproximadamente 15.700 (2016). Ou seja, em apenas três anos, foi registrado mais do que o dobro de crescimento deste tipo de plantio em solo brasileiro. No ranking das regiões que mais produzem alimentos orgânicos, o Sudeste fica em primeiro lugar, totalizando 333 mil hectares e 2.729 registros de produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Na sequência, as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil). Hoje, cerca de 75% dos produtores cadastrados no CNPO são agricultores familiares.Fonte:Camila Costa-Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário-Assessoria de Comunicação-Fotos:Dinho Souto / Ascom Sead

 

Mais informações: imprensa@mda.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

Cooperativa da agricultura familiar lança chinelo orgânico na Bio Brazil Fair

mdachinelo

Látex, fibra de açaí e corantes naturais, como o urucum.  As matérias-primas deram origem ao novo produto da Encauchados de Vegetais da Amazônia: o chinelo orgânico.  A novidade foi lançada na Bio Brazil Fair | Biofach América Latina, no espaço Brasil – Produtos da Agricultura Familiar, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

A artesã Maria Damasceno, representante do projeto e produtora da Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais (Poloprobio)  – um dos 10 empreendimentos selecionados pela Sead para a feira – explica que a ideia do chinelo surgiu como solução ao excedente de látex extraído pelas famílias seringueiras das comunidades ribeirinhas da Ilha de Marajó e Tapajós, no Pará.

Com a sobra, uma nova obra de arte. “Nós já trabalhávamos com o artesanato, mas ainda ficávamos com muito látex. Também tínhamos fibras vegetais residuais, principalmente, do processamento do açaí. Então, resolvemos unir o açaí, alimento dos ribeirinhos, com a borracha, nosso sustento histórico”, conta Damasceno.

A sandália é 100% sustentável. A palmilha traz uma folha representando a floresta. No solado, um desenho marajoara lembra a força do povo nortista e a beleza da cultura local. “Nós trouxemos 100 pares para a Bio Brazil e já vendemos 90%. É um orgulho muito grande para as famílias de agricultores familiares que produziram as sandálias”, ressalta a artesã.

O chinelo orgânico é vendido a R$ 80 e também pode ser adquirido pelo site:  www.poloprobio.org.br. Todos os visitantes que comparam as sandálias participam de uma pesquisa de opinião para saber se o produto é confortável e durável.

Comercialização

Esta é a segunda vez que os encauchados participam da Biofach América Latina. A última participação garantiu negócios no Brasil e no exterior, em mercados como o de Recife e da França. Para Maria, a feira é uma ótima oportunidade não só para fazer novos clientes, mas também para adquirir conhecimento e amadurecer o empreendimento. “Com as feiras que já participamos melhoramos muito o nosso trabalho, o atendimento e a forma de divulgar a nossa produção. Sem contar que voltamos com as baterias recarregadas, motivados para aumentar a produtividade”, afirmou.Fonte:Rafaellla Feliciano-Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário-Assessoria de Comunicação-Fotos: Dinho Souto/ Ascom Sead

 

Mais informações: imprensa@mda.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br