Famílias do campo ampliam a renda com fortalecimento das agroindústrias em Santa Catarina

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Sirlene e Odair dobraram a renda da família a partir da produção de quejo

 

 

 

 

Manter as famílias no campo com qualidade de vida e renda justa é uma estratégia fundamental para o desenvolvimento social. Esse é o objetivo de programas de incentivo como o SC Rural, que em parceria com o Banco Mundial (Bird) ofereceu R$ 570 milhões a 720 planos de negócios nos últimos seis anos, garantem o aumento da renda e evitam o êxodo rural.

Segundo estudo do Centro de Socioeconômica e Planejamento Agrícola (Cepa/Epagri), os empreendimentos apoiados pelo programa tiveram incremento de 118% nas vendas, enquanto os demais cresceram menos, 44%, em média. O estudo de avaliação de impacto analisou os números de 172 empreendimentos, 87 financiados pelo programa e 85 que não participaram.

Lançado em 2011, o SC Rural subsidia parte do investimento em agroindústrias, planos de equipamentos turísticos ou unidades de referência, e a cada R$ 1 subsidiado, o beneficiado precisa investir outro R$ 1. O teto para os repasses do Banco Mundial é de R$ 30 mil ou R$ 40 mil, de acordo com o negócio. Os 720 empreendimentos foram originários dos 230 projetos estruturantes aprovados.

No Sul do Estado, os 47 municípios das regionais de Tubarão, Criciúma e Araranguá aprovaram 50 projetos estruturantes. A região recebeu cerca de R$ 12 milhões para desenvolver 220 planos de negócio, já que cada associação ou cooperativa encaminhou diversos pedidos, explica o Secretário Executivo Regional do SC Rural no Sul, Alberto Luiz Ávila. Para ele, o investimento no meio rural traz benefícios para toda a cadeia.

– Sistemas de produção melhorados foram seis mil no Estado, agroindústrias legalizadas, com o retorno de imposto. Em um cálculo básico, podemos dizer que esse valor investido retorna em três ou quatro anos, se tudo correr bem. Isso porque foi aplicado dinheiro em negócios com viabilidade, foi estudado antes. O aumento da produção em si já dá retorno na venda do produto, e as agroindústrias legalizadas e em funcionamento, olha o retorno que isso dá – explica Ávila.

Segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 16,1% dos 6,2 milhões de habitantes de Santa Catarine vivem na zona rural. Essa porcentagem chegava a 77% na década de 1950, e por isso políticas para manter as famílias no campo têm se mostrado necessárias, defende o Gerente Regional da Epagri Araranguá, Reginaldo Ghellere. A proposta é que essas pessoas consigam trabalhar com dignidade e aumento na receita, defende.

– O Estado passa a ter aumento no movimento econômico do que é gerado nessas  propriedades, arrecadam-se mais recursos. Também interfere na paisagem rural, a manutenção dessas famílias, oportuniza renda para continuarem na propriedade, melhora o uso dessa mão de obra, passa a ter mais riqueza na comunidade e para as próprias famílias que estão trabalhando – explica.

A primeira fase do SC Rural encerrou este ano, mas o objetivo é autorizar uma nova etapa do programa para 2019, segundo Ávila. O modelo será um pouco diferente, com foco na inovação tecnológica e equipamentos voltados para a agricultura familiar. Todos os contratos com o Banco Mundial precisam da aprovação do Governo Federal e do Congresso, e uma nova contratação o programa está em análise. Na primeira fase, os investimentos beneficiaram 11 mil famílias do meio rural, e outras 70 mil foram envolvidas nas atividades de extensão rural, organização e capacitação.

Valor agregado na produção do queijo

Das oito vacas leiteiras que a família Rocha mantém na propriedade em Sombrio, no Sul do Estado, são ordenhados, em média, 200 litros por dia. Antes de receber o apoio do SC Rural e investir em uma agroindústria, a matéria-prima era vendida por pouco menos de R$ 1 o litro. Odair da Rocha, 43 anos, quis realizar o sonho e produzir queijo dentro das normas de inspeção e foi atrás de uma maneira de executar o projeto. Hoje, ele vende o quilo do queijo a R$ 18, e os 8,2 litros usados para fabricar cada peça hoje rendem R$ 2,20 para o produtor rural.

Junto com a esposa Sirlene Correa dos Santos Pereira, 33 anos, Odair produz uma média de 50 quilos de produto por semana, todo ele vendido na feira ou nos mercados locais. O queijo tem selo de inspeção municipal e por isso só pode ser vendido na cidade. O investimento inicial foi de R$ 80 mil, metade com recursos do programa e metade dele. A ideia é ampliar a produção com foco no público local, que não deixa sobrar uma peça nos pontos de venda.

– Começamos aqui há dois meses e já está dando certo. O investimento foi alto, mas a queijaria para mim era um sonho. Aumentou a renda, dobrou, agrega valor pois antes eu vendia o leita e agora é o queijo – diz o produtor.

A ideia para os próximos anos é aumentar a área de pastagem e comprar mais animais, ampliando ainda mais o negócio. Ao lado da agroindústria ele ainda tem 80 mil pés de fumo, mas assim que encerrar a colheita, não quer mais trabalhar com a lavoura.

Lavoura de fumo da lugar á indústria de carne

A antiga estufa de fumo, que passou por reforma e readequação, hoje dá lugar a uma unidade de beneficiamento de carne. Em Içara, a família Estevam chegou a produzir 120 mil pés de fumo por safra, mas com o foco no novo negócio, a lavoura já diminuiu 50%. De oito a nove suínos são beneficiados por semana e, no ano passado, 20 mil quilos de carne foram processadas.

A agroindústria aumentou a renda da família e movimenta a cadeia na região, já que os Estevam precisam comprar a matéria-prima de um produtor associado à cooperativa. O programa de estímulo ao agronegócio tem também o objetivo de colocar os produtores em cadeia, diminuindo os custos e aumentando a produtividade. Ao comprar do vizinho, o gasto é menor com transporte e outros encargos. Além disso, o material é mais fresco e o dinheiro circula dentro do município. Com o crescimento da renda familiar em 40%, Édio Adelino Estevam, 55 anos, precisou de um reforço. A filha e o genro passaram a trabalhar com ele, e hoje são seis pessoas envolvidas na produção de salame, torresmo, banha e defumados. 

– O pessoal até se admira, a gente investiu a está dando certo. O fumo tem uma boa renda, mas é uma vez ao ano. Com esse negócio, é todo mês. A lavoura é instável, um ano dá bem, outro não, e assim estamos trabalhando com algo que a gente gosta – comenta Estevam.

Bruna Estevam, 27 anos, formada em Educação Física e com pós-graduação na área, deixou a sala de aula para ficar mais perto de casa. Ela ainda tem uma área de produção de fumo com o namorado na redondeza, mas a agroindústria familiar é um projeto que pode ficar para ela e os irmãos no futuro. O investimento foi de R$ 60 mil, metade com subsídio do programa, e a unidade já funciona há três anos.Fonte:Diario Catarinense – Lariane Gagnini – Fotos Foto: Caio Marcelo / Especial

 

 

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Epagri elenca prioridades para o desenvolvimento rural de Rio Fortuna

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O Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR) de Rio Fortuna juntamente com outras lideranças do meio rural realizou uma reunião no dia 22 de setembro, para deliberar assuntos relacionados à agricultura e realizar o plano plurianual das ações da Epagri. 

Na oportunidade foram apresentados dados da atividade no município, bem como as tendências para a agricultura.  Os conselheiros ainda elencaram os pontos fracos e fortes do meio rural, e apresentaram algumas prioridades de trabalho para que a Epagri possa colaborar para o desenvolvimento rural/pesqueiro local. 

A engenheira agrônoma e extensionista rural da Epagri de Rio Fortuna, Marcela Padilha, ressaltou que a agricultura familiar é uma das forças que move a economia do município, e a Epagri atua com a missão de proporcionar conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural, em benefício da sociedade. “São várias ações desenvolvidas para o produtor, visando o fortalecimento e consolidação das cadeias produtivas. Percebemos atualmente que uma das grandes tendências é o maior profissionalismo dos agricultores, onde se busca um melhor gerenciamento das propriedades para subsidiar as tomadas de decisões”, destacou. “Outro ponto que vem crescendo é a melhoria da eficiência energética e o desenvolvimento de novas fontes de energia, além da automação dos sistemas produtivos”, mencionou a extensionista.  

Após apresentação dos dados referentes aos trabalhos da Epagri no município, e à agricultura, os participantes realizaram uma atividade em grupo que elencou as principais necessidades para o meio rural. As sugestões irão nortear o planejamento de trabalho da entidade para os próximos quatro anos.   “Ficaram definidas as necessidades de capacitação para gestão da propriedade, projetos voltados para a mulher agricultora, levar conhecimento e novas tecnologias aos agricultores, além de fomentar a preservação do meio ambiente e proporcionar mais oportunidades de cursos para os jovens”, explanou João Paulo Dornelles Reck, coordenador de Pecuária da UGT-8.

O prefeito Lindomar Ballmann reforçou a grande necessidade de ajuizar ações que beneficiem e melhorem a qualidade de vida dos produtores, além de incentivar o crescimento das propriedades. “São inúmeras as políticas públicas criadas que beneficiaram os agricultores familiares. Graças aos projetos, hoje temos agricultores capacitados principalmente em bovinocultura de leite e piscicultura, e a sucessão familiar ganha destaque em Rio Fortuna”, avalia o prefeito.  “No âmbito municipal, uma das prioridades é manter as estradas em boas condições para que os produtores possam escoar sua produção. Conseguimos a ampliação do programa Terra Boa, e protolocamos em Brasília um projeto para aquisição de patrulha mecanizada. Também é realizado o fornecimento de nitrogênio líquido e temos a Expofortuna, a feira que apresenta os potenciais agropecuários e os produtos do município e região. Com isso, nossa meta é valorizar cada vez mais esta classe empreendedora”, completou o prefeito Lindomar. 

 

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Adriana, liderança jovem que assume a presidência da Colônia de Pescadores de Balneário Piçarras

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A jovem Adriana Ana Fortunato Linhares (à direita na foto), de Balneário Piçarras foi eleita presidente da Colônia de Pescadores Z – 26. Ela participou do curso de Gestão e Empreendedorismo de Jovens do Mar em 2016, e no início deste ano implantou seu projeto com apoio do Programa SC Rural.

“Através do curso chegamos à conclusão que é possível fazer mudanças, fazer a diferença. A Colônia é suporte para o pescador, através dela são providenciados documentos importantes para as famílias e no caso específico da Z-26 ainda conta com a carreira (retirada das embarcações do mar), que auxilia na manutenção das embarcações”, diz a nova presidente. Adriana acredita que a mulher é boa administradora, tanto no lar como nas finanças, é responsável pela agregação de valor ao pescado e ainda participa no serviço e manutenção das embarcações.

A nova diretoria, formada em maioria por jovens e mulheres, contou com o apoio da Prefeitura Municipal de Balneário Piçarras, onde o prefeito Leonel José Martins sempre tem destacado a importância do curso realizado pela Epagri, que capacita jovens do mar para assumirem lideranças na comunidade.

O coordenador do curso, extensionista Hugo Mazon, afirma que o resultado foi ótimo, já que no início do curso a maioria dos jovens estava sem foco, mas com o desenvolvimento das alternâncias, se sentiram melhor preparados, com mais direção, conhecimento e com o entendimento da importância da organização para o crescimento na atividade pesqueira. “A capacitação com aplicação de técnicas e dinâmicas de grupo leva aos alunos ferramentas e instrumentos de autoconhecimento, tornando-os capazes de crescer como cidadãos para mudar a própria realidade e de suas comunidades”, ressalta Hugo.

Essa também foi a experiência da jovem Adriana, que após o curso levou o conhecimento adquirido para a própria família, e com apoio do esposo Alex, pescador artesanal desde criança, entendeu que a sua inserção e atuação na comunidade pesqueira poderia contribuir com a colônia de pescadores. “Eles visualizaram uma oportunidade de repassar conhecimentos aos pescadores. A comunidade compreendeu e a elegeu para a nova diretoria”, salienta Hugo.

A extensionista do escritório municipal de Penha, Naiara Sampaio Silva, que acompanhou e orientou a jovem Adriana durante o curso e no processo de eleição e organização da colônia Z-26, destaca a importância da atuação dos jovens formados. Eles passam a ser agentes formadores de opinião em suas comunidades e também neste caso se destaca a relevância do papel da mulher na pesca artesanal, como esteio da atividade. “Diante de processos de organização e liderança como esse é que podemos ver os frutos da foramação dos jovens do mar”, diz.

Os cursos de Gestão, Liderança e Empreendedoriemo são realizados pelo Programa SC Rural, tendo como executores a Epagri, a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca e a Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte. As aulas são ministradas em forma de alternância nos centros de treinamento da Epagri (13 centros) distribuidos em todas as regiões do estado. Entre 2013 a 2017 foram formados 1.806 jovens rurais e do mar. 

Fonte:Epagri

 

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Fungo ameaça fazer banana caturra desaparecer do mapa

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Transgenia e cruzamentos com variedades silvestres são última esperança para criar resistência a fungo que já devastou plantações na Ásia e Oceania e que, inevitavelmente, chegará às Américas.

Um fungo que causa devastação nos bananais da Ásia e Oceania está em plena marcha para atingir as Américas: sua chegada é uma questão de tempo e, quando isso acontecer, o café da manhã não será mais o mesmo, esteja você em Curitiba, São Paulo, Nova York, Tóquio ou Pyongyang. Toda a variedade de bananas do grupo nanica – a mais popular do planeta e vice-líder no Brasil (atrás apenas do grupo das bananas prata) – terá de ser aposentada, por que o fungo decreta a morte das plantas, lenta e progressivamente.

Aposentadoria e não exatamente extinção é, por enquanto, o destino mais provável das variedades atuais de banana da nanica, que incluem a do tipo caturra. A indústria da banana já viu esse filme antes. No início do século 20, o tipo de banana mais consumido em todo o mundo era a Gros Michel, pequena, reta e gordinha. Mas um fungo conhecido como Mal do Panamá Raça Tropical 1 (TR1) praticamente extinguiu a variedade nos anos 50. O mesmo TR1 fez banana-maçã, uma das preferidas dos brasileiros, virar artigo de luxo.Foi aí que a Cavendish, uma subespécie da China que era cultivada na estufa de um duque inglês, revelou-se resistente à TR1 e igualmente durável para as longas viagens de exportação. Fez-se uma nova dinastia: a maioria das bananas mundo afora hoje são clones daquela cultivar da estufa do duque de Devonshire.

Desta vez é o próprio subgrupo Cavendish (nanica e caturra) que está sob ameaça da estirpe número 4 do mal do Panamá, o TR4, contra o qual essas bananas não oferecem resistência. Os experimentos mostram que nem mesmo a banana prata, que detém 70% do mercado brasileiro, está segura contra o ataque do fungo fusarium, como também é conhecido.

Como a variedade atual das bananas nanica está condenada, os cientistas correm contra o tempo para obter cultivares semelhantes em termos de sabor, textura e durabilidade. Buscam-se soluções na transgenia e em cruzamentos genéticos com espécies silvestres resistentes ao TR4. Os testes de campo da Embrapa Fruticultura têm de ser feitos no exterior, em parcerias com países como Taiwan e Austrália, já que o fungo ainda não chegou às Américas.

Fungo traiçoeiro

“Novos focos da doença na África mostram que o fungo está avançando”, diz o fitopatologista Randy Ploetz, da Universidade da Florida, que foi quem primeiro identificou o TR4 em 1989, a partir de frutas de Taiwan. Ploetz sabe que fungicidas são inúteis para lidar com o patógeno altamente contagioso e que pode ficar dormente no solo por décadas, enganando os produtores. Quando alguém imagina que o fungo desapareceu, constata em seguida que as plantas já estão apodrecendo por dentro.

Depois que o TR4 atinge um bananal, o único recurso é erradicar tudo e começar de novo. É possível, diz Ploetz, que dentro de poucos anos “as áreas afetadas não serão capazes de produzir nada, por que as novas mudas de banana vão morrer rapidamente”.

“Falar que a banana nanica vai ser extinta não é verdade”, tranquiliza o fitopatologista Fernando Haddad, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, na Bahia. O problema, admite o pesquisador, é que a Cavendish não é muito propícia a cruzamentos e “torna-se mais difícil incorporar melhoramentos”. Segundo ele, há experimentos no exterior com cultivares somaclonais (manipuladas in vitro) e com variedades selvagens, que já identificaram genes resistentes à doença.

O fato, segundo reportagem do jornal Washington Post, é que por décadas os pesquisadores de biotecnologia e melhoramento genético convencional têm fracassado nas tentativas de produzir cultivares Cavendish com resistência ao fungo ou encontrar um híbrido à altura. O grupo da banana nanica domina as exportações mundiais, movimentando 12,4 bilhões de dólares por ano. Nos Estados Unidos, 99% das bananas consumidas são da família das nanicas, importadas da América Central e da América do Sul. O Brasil detém 6% da produção mundial e praticamente consome tudo o que produz.

Experimento transgênico

As melhores esperanças de sobrevida da banana nanica estão em um experimento no pequeno vilarejo de Humpty Doo, no Norte da Austrália. Esquivando-se ocasionalmente de um crocodilo ou outro, os pesquisadores em breve vão plantar milhares de mudas transgênicas da espécie Cavendish.

O gene que foi implantado nas bananeiras Cavendish são da variedade M. acuminata – uma cultivar de bananas doces que cresce nas florestas da Malásia e Indonesia e que “se espalhou rapidamente no lugar dos bananais devastados pela TR4” – relata James Dale, professor de biotecnologia na Universidade Tecnológica de Queensland, na Australia.

O experimento do professor Dale avançou muito lentamente por que, apesar da ameaça clara e presente do TR4, ninguém quis inicialmente bancar as pesquisas de campo. As empresas de banana, segundo Dale, erroneamente acreditavam que poderiam administrar a doença e mantê-la sob controle. Somente em 2005 foi possível colher os primeiros resultados dos testes de campo, que foram “extremamente positivos”. “Quando você modifica geneticamente uma planta, é muito comum falharem alguns resultados, mas obter quatro acertos a cada seis tentativas é fantástico”, diz Dale, comemorando o sucesso da resistência ao fungo. Com base naquele experimento inicial, Dale e seus colegas começarão a expandir os testes em milhares de plantas, cultivadas pelos próximos três anos.

O projeto australiano é o mais avançado experimento científico para tornar a Cavendish resistente à TR4, sem eliminar o sabor, a textura e outras características que a tornaram tão apreciada e um sucesso comercial.

Biólogos da Embrapa, no Brasil, do Jardim Botânico Real, na Inglaterra, e de organizações de pesquisa agrícola da França, Honduras e Malásia estão coletando amostra de bananas silvestres para ver se, como a variedade M. acuminata do professor Dale, elas possuem resistência ao TR4. As que dão resultado positivo são então cruzadas com a Cavendish na esperança de que a resistência possa ser introduzida na espécie, sem modificar seus atributos.

Ploetz está otimista quanto ao experimento de Dale, mas diz que não é possível descascar as bananas antes que estejam maduras. Em outras palavras, ele acha que será preciso “testar este novo fruto (geneticamente modificado) em ambientes diferentes, para ver os efeitos sobre a colheita” e outros fatores.

Ironicamente, um grande obstáculo para substituir espécies de Cavendish com variedades resistentes ao TR4 é a própria indústria, que na maior parte deixou de investir em pesquisas – diz Ploetz. William Goldfield, diretor de comunicação corporativa da Dole Food, um dos maiores produtores e exportadores de banana, disse que a companhia “está buscando como desenvolver uma banana resistente à doença através de cruzamentos e seleção genética”, mas não deu detalhes. Os pedidos para comentário junto a outras três grandes indústrias de banana não tiveram resposta.

No Brasil, a Embrapa e o Ministério da Agricultura traçam no momento um plano de contingência para enfrentar a eventual chegada do fungo. “Vamos fazer uma campanha de prevenção para conscientizar as pessoas do risco de trazer solo contaminado nos calçados, de introduzir o fungo junto com uma bananeira ornamental, por exemplo. Se o fungo entrar, vamos manter a propriedade afetada em quarentena, com total isolamento da área para não deixar que o problema se espalhe pelo país”, diz o pesquisador Fernando Haddad.

Na avaliação do fitopatologista americano Randy Ploetz, ainda são poucos os cientistas que estão focados diretamente no problema do TR4. O que quer dizer que, mesmo que os experimentos transgênicos e cruzamentos tenham algum sucesso, a marcha do fungo TR4 para a América Latina pode ser inevitável. Realmente, o café da manhã nunca mais será o mesmo.

Fonte: Marcos Tosi, com informações do Washington Post - Agronegócio Gazeta do Povo

 

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A importância da manutenção da Apicultura repassada aos jovens em encontro microrregional em Mafra

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Com a finalidade de repassar novas tecnologias e conhecimentos para jovens e mulheres filhos de apicultores aconteceu, no final de setembro, na Escola Agrícola Prefeito José Schultz Filho, o Encontro Microrregional de Apicultura de Mafra. 

Cerca de 150 participantes, vindos de municípios vizinhos como Canoinhas e Rio Negro, puderam acompanhar palestras com temas relacionados à atividade e visitar o Museu apícola, a Unidade de beneficiamento de cera de Martim Sommer e a Unidade de extração de mel da Apinorte.

O objetivo do encontro foi propiciar a troca de experiências  entre gerações  e sensibilizar para que a atividade continue crescendo com qualidade na região. A realização foi da Associação Norte Catarinense de Apicultores- Apinorte, em parceria com a Gerencia Regional da Epagri e apoio do Sindicato dos Produtores Rurais (SENAR) e Prefeitura de Mafra, através da Secretaria Municipal de Educação.

Orgulho Mafrense

Na abertura do evento, a Secretária de Educação do Município de Mafra, Estela Maris Bergamini  Machado deu as boas vindas aos participantes e disse ser um orgulho para Mafra sediar esse encontro pra falar sobre apicultura, “pois o mel do município já foi reconhecido como o melhor do mundo”.Destacou a importância da parceria com a Epagri e a Apinorte e desejou um dia produtivo a todos.

O Presidente da Associação Norte Catarinense de Apicultores- Apinorte, Sergio Pereira falou aos jovens presentes que o dia será dedicado a aprofundar os conhecimentos sobre o mundo da apicultura.  “Nesse dia os jovens poderão comparar o antes e o depois da apicultura e o continuo trabalho  de pesquisa  na área, que é fundamental para a produção de alimentos da terra”, declarou explicando que a atividade é responsável por cerca de 75 a 80 por cento da produção de alimentos.

A Coordenadora da Epagri, Bernadete Grein falou da alegria  da empresa em ser parceria do evento. “Temos um grande compromisso com a apicultura do estado”, declarou e destacou os 100 anos de Mafra e da importância da atividade para o município.

Viabilidade

O presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina, Nesio Fernandes de Medeiros, apicultores desde 1976, destacou que a atividade hoje é técnica e economicamente viável e que o Norte do estado e o berço da  apicultura. Salientou que Santa Catarina é referencia na apicultura do Brasil e que o futuro da atividade está nas mãos dos jovens.

O Coordenador estadual de Apicultura da Epagri, Ivanir Cella enalteceu as parcerias e o associativismo na atividade. Disse estar feliz em ver as escolas  preparando os jovens e anunciou que a Epagri também faz educação junto aos técnicos. Destacou a utilização da tecnologia por parte dos apicultores como instrumentos de apoio.Fonte:Prefeitura Municipal

 

 

 

 

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Parceria promove cursos de culinária para mulheres do município de Serra Alta

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A Secretaria de Assistência Social, em parceria com a Epagri, promoveu na última semana de setembro cursos de Educação Alimentar para três grupos de mulheres do município de Serra Alta.

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No dia 26, na Linha Lageado Grande, o curso de culinária contou com a presença de 18 participantes e foi feito à base de mandioca e batata doce, onde as mulheres agricultoras puderam aprender diversas receitas, aproveitando os recursos e ingredientes caseiros que possuem em sua propriedade.

No dia 27, na cidade, foi realizado o curso de sobremesas para dois  grupos, contando com 16 mulheres no período da tarde e 18 no período da noite. O objetivo desses cursos é, basicamente, ampliar o conhecimento das mesmas na área da culinária, promover a qualidade de vida e principalmente fortalecer os vínculos de amizade.

 

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Maior produtor de morangos de Maravilha recebe clientes na propriedade

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Uma área com pouco menos de meio hectare na Linha Araçá, interior de Maravilha, é responsável pela comercialização de aproximadamente 500 kg por semana de morangos. A propriedade é da família de Otávio Knak que está na atividade há mais de 20 anos e recebe os clientes que podem, direto do pé, escolher as frutas que vão comprar. “Cerca de 60% da produção é comercializada dentro da propriedade”, estima o produtor.

São 30 mil mudas de morango plantadas que produzem até 1 kg da fruta por pé. Nesta quinta-feira (28) a prefeita Rosi Maldaner, o vice-prefeito Sandro Donati e o secretário de Agricultura Beto Ioris visitaram a propriedade a convite do produtor para colher os morangos e conhecer a dinâmica da produção.

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As mudas são da Argentina, do Chile e da Espanha, conta Otávio Knak que cuida da propriedade com a ajuda da esposa Marli Knak, do filho Leandro e da nora Vanessa. Além dos morangos que são a atividade principal, a família também cultiva figos, milho e fumo. “Ficamos muito impressionados com a qualidade dos morangos, com a formato da produção e principalmente com o desempenho e dedicação da família Knak com a propriedade”, disse a prefeita.

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Otávio conta que principalmente nos finais de semana recebe muitas visitas de pessoas que vão conhecer a produção e comprar morangos. Uma câmara fria armazena parte da produção também é comercializada pela família na cidade. 

 

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Santa Catarina comemora Dia Estadual da Juventude Rural

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LEI Nº 16.167, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2013  (Revogada pela Lei nº 16.719/2015) - INSTITUI O DIA ESTADUAL DA JUVENTUDE RURAL NO CALENDÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA.

 

O GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA, em exercício Faço saber a todos os habitantes deste Estado que a Assembleia Legislativa decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica instituído o Dia Estadual da Juventude Rural no calendário de eventos oficiais do Estado de Santa Catarina, a ser comemorado, anualmente, no dia 16 de outubro.

Art. 2º A data comemorativa prevista no art. 1º desta Lei poderá ser orientada para a realização e promoção de eventos e ações sociais, educacionais e culturais a ela alusivos, que contribuam para a valorização e inserção do jovem no meio rural, sua inclusão social e qualidade de vida.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Florianópolis, 12 de novembro de 2013.

JOARES PONTICELLI
Presidente da Assembleia Legislativa no exercício do cargo de Governador do Estado

Procedência: Dep. José Milton Scheffer
Natureza: PL./0383.7/2012
DO: 19.702 de 13/11/13
Fonte: ALESC/Coord. Documentação

 

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“Somos o futuro sustentável de SC”

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“Somos o futuro sustentável de Santa Catarina”. A afirmação foi feita de forma emocionada por Aléssio Antônio Ronzan, no Centro de Eventos Perry, em Biguaçu, durante o encontro Macrorregional de Jovens Rurais e do Mar do Litoral Catarinense.

Natural do município de Morro Grande, no Sul do Estado, Aléssio, que usava uma camiseta com a inscrição “eu sou rural” estampada, foi um dos 250 jovens das regiões de Joinville, Blumenau, Florianópolis, Tubarão, Criciúma, e Araranguá a terem suas vidas mudadas – e a renda aumentada – por cursos oferecidos pelo SC-Rural de 2012 até hoje. Ele e outros seis rapazes e moças puderam compartilhar seus cases de sucesso.

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Uma das histórias aplaudidas pelo público e pelos técnicos da Epagri foi a da família Werber Schuelter, de Anitápolis. Dona Nilza, a mãe, 55 anos, sempre quis ter uma fábrica de conservas e compotas própria. Mas só conseguiu concretizar o sonho depois de o filho Solivan frequentar o curso de jovens em 2014 quando tinha 23 anos de idade. Ontem, Solivan era todo orgulho ao lado da mãe, de Sinara, 30, a esposa e do pequeno Murilo, 2. Um dos motivos era a conclusão do prédio da indústria familiar, que acabou de acontecer. O outro era a finalização dos rótulos dos vidros, ocorrida ontem, o que permitirá iniciar a distribuição do produto ao mercado consumidor em breve.

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Desde 2012 a Epagri vem capacitando jovens agricultores dentro do Programa SC Rural. Até o final do ano, cerca de 1,8 mil homens e mulheres do campo com idades entre 18 e 29 anos terão sido preparados para empreender em suas propriedades rurais em Santa Catarina. Nos centros de treinamento da Epagri, esses jovens recebem noções de administração e aprofundam seus conhecimentos nas cadeias produtivas mais importantes de suas regiões. Ao final do curso, cada um elabora um projeto para sua propriedade e os melhores são selecionados para serem fomentados com recursos do SC Rural.

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O SC Rural conta com investimentos do Governo do Estado e do Banco Mundial (Bird) para aumentar a competitividade da agricultura familiar catarinense. Sob a coordenação da Secretaria da Agricultura e da Pesca, o Programa abrange atividades em áreas como crédito, logística, transporte, comunicação, capacitação tecnológica e gerencial, gestão ambiental, gestão de qualidade, defesa sanitária, que induzem a criatividade e a inovação para empreendimentos familiares agrícolas, não agrícolas, agroindustriais ou de serviços.Textos: Imara Stallbaum e Epagri- Fotos: Antonio Carlos Mafalda

 

Mais informações: http://www.mafaldapress.com.br/somos-o-futuro-sustentavel-de-sc/

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Hoje, Chapecó sedia Seminário Estadual do Jovem Rural

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Hoje, a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, por meio da Comissão de Agricultura, com o apoio da OCESC – SESCOOP/SC, SENAR-SC/FAESC, realiza, em Chapecó, o Seminário Estadual do Jovem Rural. 


Com o tema “Valorização e inserção do jovem no meio rural”, o Seminário tem carga horária de sete horas e conta com a participação dos palestrantes Ainor Francisco Loterio, Jéssica Rossoni Bedin e José da Paz Cury.

O evento será realizado no dia em que é comemorado o dia Estadual da Juventude Rural, instituído pela Lei 16.167/2013, que tem por objetivo valorizar os jovens das áreas rurais, sua integração e inserção social.


Programação

9h – Credenciamento – Café de Boas Vindas

10h – Abertura

10h30 – Palestra: Cooperativismo – A Moeda do 3º Milênio = eficiência econômica + eficácia social – JOSÉ DA PAZ CURY

12h – Almoço

13h30 – Palestra: Mercado e Profissionalismo do Agricultor – AINOR FRANCISCO LOTERIO, Ciências Agrícolas

15h – Palestra: Redes Sociais: riscos e consequências – JÉSSICA ROSSONI BEDIN

16h30 – Encerramento e Coffee break

 

Mais informações:http://www.ocesc.org.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br