País que revelou milho ao mundo paga preço alto por ser guardião da biodiversidade

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Uma bandeja de milho no México pode conter uma profusão de cores digna de uma aquarela de Frida Kahlo, a pintora que se tornou ícone pop e símbolo de mulher independente, à frente de seu tempo. Os grãos coloridos são também um bom material para olhar pelo retrovisor da história e tentar compreender as contradições da agricultura no México contemporâneo.

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Milho conico, variedade típica cultivada por indígenas no México. Crédito: Cimmyt| Foto: CIMMYT

Numa terra de pequenos agricultores e média de produtividade muito baixa, é proibido plantar transgênicos, mas a indústria adota de forma indiscriminada o milho modificado geneticamente vindo de outros países, seja para consumo humano ou para ração animal. A proibição do cultivo dos transgênicos ocorre, segundo Arturo Hinojosa, diretor do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (Cimmyt), em Texcoco, “por que somos o país da origem do milho e de sua diversidade genética”.

“É possível afirmar que 99% das variedades mundiais são originárias daqui. O milho é muito promíscuo e pode se contaminar facilmente. Para muitas enfermidades, como a mancha asfáltica (rizoctoniose), a vacina virá da pesquisa deste banco de genética preservado no México”, assegura o pesquisador. No banco do Cimmyt estão guardadas 28 mil variedades únicas de milho e 150 mil de trigo.

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Estátua do prêmio Nobel da Paz Norman Borlaug em frente ao prédio-sede do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo, em Texcoco, México

Hinojosa dirige um centro científico que, como nenhum outro, tem história no combate à fome mundial. Foi no Cimmyt, nos anos 60, que o cientista americano Norman Borlaug fez trabalhos de melhoramento genético para alcançar variedades de trigo e milho de alta produtividade e mais resistentes a secas, pragas e doenças. Suas descobertas pioneiras triplicaram a produtividade média de trigo na Índia e no Paquistão, evitando que milhões de pessoas morressem de fome. Considerado o pai da Revolução Verde, Borlaug ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1970 e tem uma estátua na entrada do Cimmyt, em Texcoco, a uma hora de carro da Cidade do México.  "Ele ajudou a retirar das prateleiras o conhecimento gerado nas universidades e converter em tecnologia, potencializando as espécies cultivadas por melhoramento genético, hibridação e adubação, com foco, principalmente, no nitrogênio", reconhece o professor Luiz Antonio Lucchesi, que coordena o curso de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Paraná.

Em honra ao espírito revolucionário de Borlaug, Hinojosa acredita que o Cimmyt tem diante de si outro desafio instigante. “Dos anos 90 até 2010, a produtividade do milho cresceu 38%, enquanto o consumo aumentou 77%. Até 2050, para satisfazer a demanda global do cultivo mais importante do mundo, que é o milho, teremos de duplicar a produção ou iremos sofrer. As práticas de melhoramento são necessárias, são as mais eficientes e geram materiais mais rapidamente adaptados às mudanças climáticas e ao estresse do calor nas cultivares”, assegura.

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Variedade "cacahuacintle" de milho branco. | Cimmyt

A proposta do Cimmyt é espalhar pelos países mais pobres variedades de milho que tenham um bom rendimento, mesmo em situações de manejo e práticas agronômicas distantes do ideal. “Nossos produtos são tão bons que as empresas de sementes têm substituído seus híbridos por nossas cultivares. Estamos substituindo variedades que estavam há 20 ou 30 anos no mercado”, pontua.

Micro propriedades                                                          

Em relação ao mercado doméstico mexicano, deficitário em 16 milhões de toneladas, qualquer solução que busque aumento de produtividade tem de se adaptar a uma realidade fundiária sui generis. A reforma agrária advinda da Revolução Mexicana liderada por Emiliano Zapata, no início do século XX, espalhou pelo país milhões de propriedades de apenas 5 hectares. Na região de San Salvador El Seco, por exemplo, devido aos problemas climáticos os pequenos produtores que cultivam nas montanhas obtiveram apenas 1,5 tonelada de milho por hectare no último ciclo de verão. No país, a média foi de 3,3 toneladas. Em contraste, no Paraná, por exemplo, a média foi de 8,7 toneladas por hectare.

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Variedade de milho de cor cultivada por pequenos produtores de Puebla.| Marcos Tosi

Em um mundo que exige altas produtividades e trata o milho como commodity, busca-se uma fórmula que preserve e fortaleça os pequenos produtores mexicanos. O governo anunciou um programa de preços mínimos de garantia para grãos como milho, trigo, arroz e feijão. “Vamos pagar um preço acima da cotação de mercado. Com isso, esperamos que regiões que estavam abandonadas voltem a produzir. Mas teremos o cuidado de verificar que o preço de garantia esteja vinculado a outros programas, que aumentem a produtividade”, assegura Juvenal Castorena, diretor da Agência de Serviços de Apoio à Comercialização do Ministério da Agricultura do México. “Com esse programa, nossa intenção é aumentar a produção em 20% nos próximos três anos”, completa.

Para o líder de produtores de milho do estado mexicano de Veracruz, José Ángel Contreras Carrera, o governo ataca o problema de forma errada. “Isso é dar peixe, nós queremos a vara de pesca. Se amanhã acabar esse programa, o que vai acontecer?”. Carrera defende investimentos para financiar a produção. “Veracruz tem um terço das terras irrigáveis no país, mas não irriga. Poderíamos incorporar um milhão de hectares ao cultivo, mas precisamos de infraestrutura e de capacitação. Hoje, 45% de nossa comida vem do exterior. É uma questão de segurança alimentar”.

Hinojosa, do Cimmyt, aposta num remapeamento da produção doméstica de milho para fortalecer os pequenos produtores. Existem dois mercados de milho no país. O amarelo, para ração animal, e o branco, para consumo humano. O México é autossuficiente em milho branco (que inclui as variedades coloridas). Produz 20 milhões de toneladas e consome 17 milhões na forma de tortillas, burritos e enchilladas. Todo o déficit de 16 milhões de toneladas está no milho amarelo, usado para alimentar aves, suínos e bovinos.

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Engenheiro-agrônomo José Ángel Contreras Carrera: pequenos produtores precisam de infraestrutura e capacitação e não de preços mínimos. | Marcos Tosi

“Podemos aumentar a produção em 5 milhões de toneladas simplesmente trocando o produto que os agricultores semeiam hoje. Estamos buscando fazer a conversão das áreas do Norte, que é mais industrial e desenvolvido, para o milho amarelo. Muitos produtores de lá não entendem que o milho amarelo pode produzir mais que o branco, porque sempre se fez melhoramento para o branco. E o Sul ficaria especializado no milho branco (colorido), muito demandado pelos chefs de restaurantes nos EUA e na Europa, por que têm sabor, cor e textura muito diferentes do que estamos acostumados. O excesso de produção desses pequenos produtores alcançaria um valor agregado nos mercados internacionais”, assegura Hinojosa. “É preciso armar um círculo virtuoso. Creio que num mundo globalizado nunca vamos parar de importar milho amarelo, mas podemos diminuir isso e chegar a um equilíbrio mais benéfico para o México”.

Mágico

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Efraín García Bello lidera um grupo de 12 mil pequenos agricultores em Puebla, região central do México.| Marcos Tosi

“‘El maíz, para os mexicanos, é mágico, conduz as nossas vidas e se amolda às nossas necessidades”, diz Efraín García Bello, agricultor da região de Puebla que durante 14 anos foi presidente da Associação Nacional dos Produtores de Milho. Para Bello, os milhos amarelo e branco não podem ser tratados como commodities iguais. “Desgraçadamente, as cotações do milho branco não são diferenciadas do amarelo na Bolsa de Chicago. Mas quando nos falta e precisamos importar dos Estados Unidos, daí eles nos cobram mais caro pela tonelada do milho branco”, queixa-se. Bello lidera um grupo de 12 mil pequenos produtores “farinheiros” da região San Salvador El Seco, que produzem milho branco e multicolorido padrão “exportação”.

A realidade é que o mercado local, em Puebla, já paga quase o dobro pelo milho branco: 6500 pesos a tonelada contra 3900 pesos da cotação em Chicago. Menos mal, diz Bello. O produtor entende que o México é, sim, um país “originário” e, como tal, tem o papel de ser guardião da biodiversidade do milho. Mas isso, segundo ele, não deveria impedir o cultivo de variedades transgênicas mais ao norte do País, onde estão fazendas maiores. “Em Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos, do outro lado do rio é possível ver plantações verdes e livres de ervas daninhas. Por que não nos permitem plantar transgênico? É um dos poucos países do mundo que permitem o uso de transgênico na alimentação humana e do gado, mas não deixam plantar”.

Quando foi dirigente nacional dos “maizeros”, Bello implantou um sistema de consórcio de maquinários entre pequenos produtores, adquiridos com subsídios do governo. Como os subsídios não foram renovados, as máquinas envelheceram e o consórcio acabou. “Falta-nos reconhecimento e representação política”, diz. “Veja o caso dos produtores de cana-de-açúcar, que são 270 mil no país e conseguiram criar uma comissão da cana no Congresso e ainda têm representação de deputados e senadores. Nós somos 3,3 milhões de produtores de milho. E não temos sequer um representante no Parlamento”, lamenta. Fonte: Marcos Tosi/ Gazeta doPovo

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

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Faturamento do setor florestal catarinense passa de R$ 1,38 bilhão em 2018

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Cerca de 250 pessoas acompanharam a cerimônia de lançamento da terceira edição do Anuário Estatístico de Base Florestal para o Estado de Santa Catarina e posse do novo presidente da Associação Catarinense de Empresas Florestais, na quinta-feira (16), no Serrano Tênis Clube, em Lages.

Conhecido pela força do agronegócio, o Estado de Santa Catarina se destaca também na produção de madeira. No último ano, o Valor Bruto da Produção Agropecuária da silvicultura fechou em R$ 1,38 bilhão, sem contar o faturamento dos outros elos da cadeia produtiva. Os números foram divulgados o lançamento da terceira edição do Anuário Estatístico de Base Florestal para o Estado de Santa Catarina.

Segundo os dados da Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR), a área de florestas plantadas em Santa Catarina é de 828,9 mil hectares, sendo 67% ocupada com pinus e cerca de 33% com eucalipto. Os resultados econômicos da silvicultura também chamam a atenção: no último ano, o Valor Bruto da Produção Agropecuária fechou em R$ 1,38 bilhão, sem contar o faturamento dos outros elos da cadeia produtiva. Atualmente são 5,6 mil empresas relacionadas ao setor, que geram mais 90 mil empregos diretos em Santa Catarina. A região serrana responde por 40% das toras da silvicultura do estado, se tornando uma grande produtora de papel, embalagens e de madeira de pinus. 

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Associação Catarinense de Empresas Florestais

Ali Abdul Ayoub (WestRock), que assumiu a presidência em 2016, entregou o cargo para Alex Wellington dos Santos (Manoel Machetti). O novo presidente fica responsável pela gestão 2019 – 2021. Ayoub agradeceu a oportunidade e confiança ao longo do período em que foi presidente. Parabenizou a equipe da ACR pelo trabalho realizado e desejou sucesso ao novo presidente. “Quero agradecer ao meu amigo, Valmir Calori, presidente antes de mim por ter me feito o convite. Parabenizo o diretor executivo, Mauro Murara Jr. por todo o trabalho e pela visibilidade que nossa associação e o setor florestal vem alcançando nos últimos anos. E desejo sucesso ao novo presidente, Alex Wellington do Santos, que poderá contar sempre conosco para esse desafio”, disse ele.
O prefeito de Lages, Antônio Ceron, cumprimentou o ex e o atual presidente e disse ter orgulho pela cidade ser sede da associação. “Agradeço a vocês, empresários deste importante setor para nossa economia, por ter escolhido Lages para ser sede da ACR”.

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Representando o governo de Santa Catarina, o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo Miotto, se colocou a disposição para atender as demandas do setor. Ele também sinalizou que o governo estadual deve aumentar a atenção para a silvicultura catarinense. “Quero reforçar aqui o nosso compromisso, de juntos buscarmos melhores condições para este setor, que tanto contribui para Santa Catarina”, afirmou.

Joésio Siqueira, fundador da STCP Engenharia, empresa responsável pelo levantamento das informações e conteúdos publicados no anuário, fez uma breve apresentação do documento e reforçou com números, a relevância das atividades relacionadas ao cultivo e produção de madeira de florestas plantadas.

O novo presidente da ACR, Alex Wellington dos Santos, lembrou dos homens visionários, que fundaram a associação, em 1975 e prometeu dar continuidade no trabalho feito ao longo de quase 45 anos. “Estamos em uma nova era, mais rápida, mais imediata, que exige muito de nós. Assim levantaremos alguns pilares para esta nova gestão: inovação, rentabilidade nas pequenas propriedades, integração de práticas socioambientais, expansão com maior produtividade, experimentos de novas espécies. Sempre buscado o fortalecimento do nosso setor”, disse o novo presidente.   

 

Exportações

O setor florestal tem um papel importante nas exportações catarinenses. Em 2018, os embarques de produtos de madeira, papel e celulose tiveram um crescimento de 15,5% em comparação ao ano anterior, gerando receitas de US$ 1,4 bilhão. O setor florestal respondeu por 16,6% de toda exportação catarinense no último ano.

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Um estudo realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), comparando os números do Censo Agropecuário de 1980 e 2017, demonstrou as mudanças que ocorreram na área agrícola do estado em quase 40 anos. Hoje, a mata nativa ocupa 26,2% da área das propriedades rurais catarinenses, o maior índice desde 1970, início da série histórica e quando começou a expansão agrícola no estado.

Segundo análise da Epagri/Cepa, houve uma redução na área total de lavouras e pastagens nas últimas décadas em Santa Catarina. Ao mesmo passo que as terras ocupadas com matas nativas e plantadas vêm aumentando ao longo do tempo. Hoje, Santa Catarina tem uma cobertura 20% maior de mata nativa do que nos anos 80, com 278,8 mil hectares a mais de vegetação natural. Fonte: Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca 

 

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br / www.acr.org.br

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Epagri reforça grupo Intersetorial da Mulher para ajudar no combate à violência no campo

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O Grupo Intersetorial da Mulher do Governo do Estado, que discute políticas públicas para todas as catarinenses, tem mais uma parceira. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Difusão Tecnológica (Epagri) vai reforçar o grupo nas ações de combate ao feminicídio e ao enfrentamento à violência contra as mulheres.

De acordo com a coordenadora Estadual da Mulher, Aretusa Larroyd, o foco será a construção de ações estratégicas para levar informação e conhecimento para as que vivem no campo, nas comunidades distantes dos centros urbanos.

Na parceria com a Epagri, a informação sobre violência doméstica deverá ser encaminhada para as mulheres, durante o cronograma de encontros e palestras realizadas pela empresa. A unidade móvel, com o programa “Ônibus Lilás, Mulher Viver Sem Violência”, que já esteve este ano em Lages, está na lista de ações que integram esta parceria. A meta é iniciar os trabalhos em agosto, durante o mês alusivo ao aniversário da Lei Maria da Penha.

Aretusa relata que nos centros urbanos as mulheres têm mais canais para buscar informação e proteção, do que no campo.  “Nas áreas urbanas ocorrem mais denúncias de casos. Nestas regiões as mulheres têm mais acesso aos Cras, aos Creas e às delegacias para buscar proteção. No campo os mecanismos são mais distantes e muitas vezes elas não entendem como violência alguns atos que sofrem. É o que chamamos de violência silenciosa”, pontuou a coordenadora.

Segundo a Aretusa, existem diferentes formas de violência doméstica vivenciadas pelas mulheres rurais. “Não se trata apenas de violência física, mas tem a psicológica, a moral, a sexual, a sobrecarga de trabalho, a submissão entre outras coisas.

Integram o grupo representantes das secretarias de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Saúde, Educação, Justiça e Cidadania e ainda as polícias civil e militar. Fonte: Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação – SST

 

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Seis maneiras de valorizar o que você come e de onde vem

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Quase todos nós dizemos que amamos comida, mas realmente gostamos? Nós respeitamos isso? Globalmente, desperdiçamos cerca de um terço de todos os alimentos produzidos. 

Em um vasto mundo de 7 bilhões de pessoas, onde tudo o que você ouve são nossas diferenças, há algumas coisas importantes que nos conectam, e uma delas é a comida. A comida nos conecta a todos. Todos nós precisamos disso, dependemos disso, sobrevivemos e obtemos felicidade com isso.

De fato, a comida é parte de quem somos. Faz parte dos nossos hábitos e culturas. Centenas de programas de TV, filmes e podcasts giram em torno do tema da comida, e os livros de culinária sempre estão entre os mais vendidos. A comida é até parte de como interagimos com os outros. Foodies prontamente e amplamente compartilhar receitas e experiências de refeições. E quem não postou uma foto do seu prato favorito em seus canais de mídia social? A conversa de comida está ao nosso redor.

Então, se nós amamos tanto a comida, por que deixamos tanto dela apodrecer em nossas geladeiras, sermos deixados para trás em nossas festas, sermos jogados fora em nossas lojas ou largados de nossos pratos? Um terço de todos os alimentos produzidos globalmente é perdido ou desperdiçado. Nós amamos comida, mas não cuidamos disso. Nós não respeitamos isso. Todos nós queremos o respeito que Aretha Franklin cantou e para obtê-lo devemos dar.

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Aqui estão 6 maneiras de nos ajudar a amar melhor nossa comida e crescer o respeito pelo mundo por trás do que comemos:

1. Reduza o desperdício de alimentos - Compre apenas os alimentos de que você precisa, aprenda a amar frutas e verduras feias , mantenha suas porções realistas, tenha em mente as datas de validade, armazene alimentos com sabedoria, doe o excesso e transforme as sobras de alimentos nas refeições do dia seguinte. Quando desperdiçamos comida, todos os recursos utilizados para o cultivo, processamento, transporte e comercialização desses alimentos também são desperdiçados. A comida é muito mais do que aquilo que está em nossos pratos. Encontre mais dicas sobre como parar o desperdício de alimentos .

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A história da comida começa com um agricultor. Por que damos aos nossos chefs estrelas e prêmios, mas nos esquecemos da parte que nossos produtores de alimentos desempenham? 

2. Apoie seus produtores locais de alimentos: Chefs recebem prêmios, estrelas e reconhecimento por suas criações. Mas e os nossos agricultores? Sem eles, não teríamos a comida fresca que precisamos diariamente e a comida para fazer qualquer um dos nossos pratos mais apreciados. Os agricultores não são os verdadeiros heróis? Faça compras em seus mercados locais e conheça seus agricultores. Dar-lhes o seu negócio é dar-lhes o seu reconhecimento e respeito.

3. Aprecie a obra em produzi-lo: a agricultura não é apenas trabalho, é arte. Há tanta coisa que entra em fazer nossa comida. Leva sementes e solo, água e trabalho, proteção e paciência. Você sabia que são necessários 50 litros de água para produzir uma laranja? Nossas escolhas alimentares afetam a saúde do nosso planeta e nosso futuro de alimentos. Quando você come, você está absorvendo os recursos naturais e o trabalho duro dos fazendeiros, abelhas, colheitadeiras e outros que colocaram a comida no seu prato. Aprecie a comida como se fosse uma obra de arte.

4. Adoptar uma dieta mais saudável e mais sustentável - Os nossos corpos ficam sem calorias e nutrientes. Nós obtemos nossa energia e mantemos nossa saúde com boa comida. Nós normalmente não prestamos atenção ao poder que a comida e a nutrição têm sobre nossos corpos. Precisamos respeitar que comida é combustível. Muito disso, ou muito de apenas um tipo, pode levar à obesidade, deficiências ou doenças relacionadas à dieta.

5. Aprenda de onde vem a comida: Os kiwis vêm de árvores ou arbustos? Os tomates são uma fruta ou vegetal? Ao aprender mais sobre nossa comida, de onde vem, quando está na estação e o que é preciso para produzi-la, crescemos em nosso conhecimento e respeito pelo que estamos comendo. Siga nossa conta no Instagram para testar seus conhecimentos sobre diferentes frutas e vegetais cultivados em todo o mundo!

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Você sabe de onde vêm seus alimentos? E não diga o mercado! Crescer em nosso conhecimento de alimentos significa crescer em nosso respeito por isso. Aprenda por si mesmo e depois ensine as futuras gerações. 

6. Ter uma conversa - Ao tratar cada refeição com orgulho, nós respeitamos os agricultores que a produziram, os recursos que entraram nela e as pessoas que ficaram sem. Respeito pode ser passado adiante. Fale com as pessoas ao seu redor e com a próxima geração sobre como fazer escolhas alimentares informadas, saudáveis ​​e sustentáveis.

Para muitas pessoas no planeta, a comida é um dado. Está lá em uma casa ou em uma loja se precisarmos e geralmente temos meios para comprá-lo. Mas para muitos, a comida é escassa ou indescritível. Para os impressionantes 821 milhões de pessoas que passam fome, a comida não é uma garantia. É um desafio diário.

Respeitar os alimentos significa apreciar a história dos alimentos. Quando sabemos o panorama completo, é mais fácil ver o que nossa comida realmente representa e quão preciosa ela realmente é. Fonte:http://www.fao.org/fao-stories/article/en/c/1157986/

 

Mais informações: http://www.fao.org 

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Fazenda que produz primeira carne do mundo neutra em gases de efeito estufa

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A reportagem foi feita na Fazenda Bugre, primeira do mundo a receber o selo "Pecuária Neutra em Gases de Efeito Estufa". Lá são criados os animais que dão origem à carne Gran Beef, definitivamente um exemplo a ser seguido.

No dia em que nos conhecemos, jamais pensei que aquele jovem rapaz estaria à frente de um projeto tão incrível.Brinquei com ele que era a "produtificação" de tudo o que eu vinha falando há anos e minha felicidade estaria relacionada à possibilidade de poder mostrar ao mundo que a pecuária brasileira só não tem uma fama mais positiva porque não quer, afinal jeito para produzir carne de uma forma mais limpa não só existe como é comprovadamente mais rentável.

Foi em outubro deste ano. Eu havia acabado de sair da SIAL (uma das maiores feiras de alimentos e inovações do food service do mundo), em Paris. Estava buscando uma maneira de voltar para a cidade, já que taxis e ônibus convencionais não davam conta de todo aquele volume de pessoas, quando Bruno – que estava com seu sócio Wilson – me reconhecera no meio da rua devido às redes sociais.

Não precisou de muito para o trio de brasileiros na França começar a conversar sobre o assunto mais adorado por eles – carne bovina!

Durante a longa espera pelo fretado, aproveitei para conhecer e entender o que aquela carne, proveniente de animais criados em Minas Gerais, tinha de tão especial para ser comprada nada menos que pela Suíça, um dos mercados mais exigentes do mundo.

Para resumir, foram quase 3 horas entre a espera na fila e o trânsito intenso das ruas parisienses. Tempo suficiente para eu me encantar e querer entender o que e como eles faziam aquilo tudo e, claro, morrer de vontade de provar o produto!

Daquelas coincidências que ninguém explica, eles me contaram que em três dias promoveriam um evento em Zurique – capital financeira do mundo – para chefs influentes e outras personalidades européias do universo da carne, entre eles: Richard Kaegi (Footscout Globus Delicatessa Zurich), Walter Frick, Jacky Donatz (Ex Gerente do Restaurante Club FIFA, Zurique), Gault Millaut, o mais conhecido cozinheiro de carne da Suíça, entre outros.

E lá estariamos nós juntos outra vez! Eu estava hospedada a 45 minutos do local do evento e não perderia por nada a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre aquela carne, já que sua proposta era fazer uma degustação de alcatra, contra filé e filé mignon da marca.

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Bruno Junqueira, à minha esquerda e seu sócio, Wilson Soderi à direita

Além de apresentarem as carnes provenientes de uma Pecuária Neutra em Gases do Efeito Estufa, Bruno e Wilson mostraram um vídeo onde os europeus puderam ter uma ideia de como a produção Gran Beef acontece em solos brasileiros. Deixaram totalmente claro o cuidado com o ambiente, o respeito pelos animais, o zêlo pelas pessoas e a preocupação em gerar alimentos mais limpos para o mundo.

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  personalidades européias da carne

O projeto realmente encanta e é motivo de orgulho para nós, brasileiros. Segundo eles, o evento atendeu suas expectativas e seria mais um capítulo da história da Gran Beef escrito com sucesso. Claro que não acabaria por aqui, aliás, o melhor está por vir…

Em meio a viagens, o TC não estava acreditando que estaria diante da primeira carne no mundo neutra em metano e não iria até a fazenda responsável pelo feito, localizada a 40km de Prata, município próximo à cidade mineira Uberlândia.

Encaixamos na agenda e fomos conferir com nossos próprios olhos o que o Bruno e sua equipe fazem na Fazenda Bugre. Queriamos também entender o que seria esta tal de PECNEUTRA, iniciativa que tem como objetivo principal tornar a cadeia da pecuária mais sustentável, através de projetos que busquem um melhor equilíbrio entre as necessidades do homem e o meio ambiente.

Antes mesmo de entrar na propriedade já deu para notar a organização e cuidado com a estrutura.

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Entrada da Fazenda Bugre, MG

A fazenda, que tem em torno de 1500 animais, conta com uma reserva de quase 50% do total, ou seja, área que nunca será utilizada como pasto, lavoura ou outro e vai garantir a saúde do solo, do microclima, da fauna e da flora da região. 

Bruno possui animais criados na propriedade mas também adquire bezerros de outros criadores. Todos passam por praticamente o mesmo manejo, mas há variedades de Nelore, Angus, Angus x Nelore e até mesmo Wagyu.

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Sua grande preocupação é manter o bom trabalho que vem fazendo e que resultou em duas importantes certificações no ano de 2017: Rainforest Alliance e Pecuária Neutra, que falamos anteriormente. Afinal, anualmente ele recebe a visita dos auditores que recertificam a propriedade. Qualquer não conformidade pode colocar todo o trabalho por água abaixo e o selo pode ser perdido.

Apesar da consolidada estrutura, Bruno é bastante cuidadoso afim de manter o padrão dos animais e consequentemente das carnes Gran Beef. Por isso, termina mensalmente cerca de 45 animais meio sangue Angus x Nelore, que chegam aos 24 meses de idade com cerca de 20 arrobas.

Para atender este padrão, passam grande parte de sua vida se alimentando de pasto cultivado por eles, de forma rotativa – o que contribui bastante para a regeneração do solo e melhora o ganho de peso, já que a oferta de volumoso é maior. Nos últimos 120 dias que antecedem o abate, os animais recebem uma suplementação de 1,5% do peso vivo formulada a base de soja, milho, núcleo + polpa cítrica. Esta tem como principal função promover o acabamento do animal, ou seja, intensificar a deposição de gordura subcutânea (o que evita o encurtamento pelo frio) e a intramuscular (o tão desejado marmoreio!).

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Terminados, os animais são transportados seguindo todas as regras de bem estar animal preconizados pela fazenda e certificadas pelos órgãos, até o Frigorífico Minerva Foods em Barretos, onde são abatidos. Isto garante a segurança dos produtos e concede as habilitações necessárias para que a carne seja exportada para a Europa dentro das normas vigentes.

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Por estes e outros motivos que o TC se encantou com a história da Gran Beef desde o começo! O trabalho realizado na Fazenda Bugre e reconhecido por certificadoras sérias demonstra que é possível produzir carne de qualidade e de forma sustentável, limpa e economicamente viável. Que sirva de exemplo para mais pecuaristas brasileiros e que este tipo de informação atinja os consumidores modernos, ávidos por alimento saudável, saboroso e cheio de história.

E por falar em sabor, claro que não iríamos deixar a fazenda sem provar alguns cortes Gran Beef. Eu, que estou na estrada há anos provando diversos tipos de carnes, fiquei impressionada com o sabor, a suculência e principalmente com a maciez que encontrei ao experimentar cortes com apenas oito dias de maturação. Mal posso imaginar como estarão com mais dias… 

 

 

 

 

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Picanha Gran Beef.

Impactos negativos da pecuária – gases de efeito estufa

“Nos últimos 100 anos, devido a um progressivo aumento na concentração dos gases de efeito estufa, a temperatura global do planeta tem crescido, o que tem sido provocado, entre outros, pelas atividades humanas que emitem esses gases, tais como a atividade pecuária, que é responsável por 51% das emissões de gases do efeito estufa na agropecuária brasileira. A potencialização do efeito estufa pode resultar em consequências sérias para a vida na Terra no futuro próximo.

Ecólogos sugerem que o aquecimento global deve alterar o clima a uma velocidade maior que a capacidade de adaptação dos organismos. O efeito pode ser devastador para a biodiversidade e ecossistemas do mundo inteiro (Ricklefs 1996; Romanini 2003).”Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Gases_do_efeito_estufa

Mas enfim, o que seria uma produção de carne neutra em gases do efeito estufa?

Muitos herbívoros, durante o processo de digestão, produzem como resíduo o gás metano (CH4), 25 vezes mais poluente do que o gás carbônico (CO2).​

Em um mundo moderno onde cada dia mais o consumidor quer saber de onde veio e de que maneira foi produzido o alimento que irá consumir, os dois selos do Projeto Pecuária Neutra vêm alinhados a isso, mostrando para o mercado que é possível produzir carne e leite com conservação do meio ambiente.

"A certificação ocorre para o metano entérico produzido pelos animais que foi neutralizado. Mas, estamos pesquisando para em breve, neutralizar também as emissões do oxido nitroso (N2O) provenientes do esterco e urina dos animais, além de outras emissões da cadeia produtiva". Leonardo Rezende, idealizador do Programa Pecuária Neutra.

Dessa forma, os produtores que obtém os produtos certificados pelos Selos do projeto prestam sua contribuição para a diminuição das mudanças climáticas através da neutralização da emissão dos gases de efeito estufa em suas cadeias produtivas.   

Além disso, utiliza práticas de bem-estar animal, manejo regenerativo e conservação da biodiversidade, através da manutenção de extensas áreas de reserva florestal.

O princípio norteador do projeto é que o homem e o gado podem atuar como elementos de revitalização dos ecossistemas, prática essa que vem sendo denominada como pecuária regenerativa.

Nesse contexto o projeto desenvolveu uma plataforma capaz de aumentar a produtividade por hectare, o lucro líquido da fazenda e gerar mais de 20 serviços ambientais. Dentre os serviços ambientais, se destacam: a maior eficiência do ciclo da água, do ciclo dos nutrientes, do balanço de energia, da dinâmica das comunidades ecológicas, da fixação de carbono do solo, etc.

A iniciativa teve como foco inicial apoiar a sustentabilidade na cadeia produtiva da pecuária, mas acabou por expandir para outros produtos da agropecuária. Fonte: Pecuária Neutra

Gran Beef. Anota esse nome. Vamos escutar muito sobre ele por aí…Foi um prazer escrever um pouquinho sobre sua história. Fonte: Andréa Mesquita/O Território da Carne

 

Mais informações: https://www.oterritoriodacarne.com.br

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Programa Carne 4.0 – iniciativa de dois Zootecnistas

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Inteligência na formação do novo profissional da cadeia da carne

Definitivamente o jeito de consumir carne bovina mudou ainda que para uma pequena parcela da população mundial. No Brasil fala-se em menos de 2% os que já topam pagar consideravelmente mais por um bifão macio, marmorizado, suculento, recheado de sabor, produzido com sustentabilidade e carregados de história.

O que parece ainda bem pouco perto do total da população, serve de alerta aos especialistas da área que observam o crescente aumento da demanda dos consumidores – 112% nos últimos 5 anos – desproporcional ao número de profissionais que se formam nos cursos de ciências agrárias e desejam se especializar para atender a estes mercados especiais.

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Preocupados com o futuro da cadeia da carne na nova economia, os zootecnistas Andréa Mesquita (Território da Carne) e Danilo Millen (Ph.D em nutrição de ruminantes, Docente na Unesp – Dracena), estruturam um programa cujo objetivo principal é embasar de forma teórico-prática os processos que envolvem a nutrição do bovino de corte e sua influência na qualidade da carne. Visam dar diretrizes e ensinar conceitos dinâmicos para que os participantes criem, assistam ou conduzam negócios na cadeia com foco em melhorar a qualidade do produto final, utilizando suas habilidades e aprimorando as características com base no cenário previsto pela Quarta Revolução Industrial.

Aparentando ser uma espécie de resgate da nossa relevância em meio a tanta tecnologia, esta Revolução tem revelado a importância das competências humanas para a gestão e a transformação do mercado de trabalho.

“Vamos precisar de uma nova geração de trabalhadores que tem fome de aprender e quer se manter no ritmo das mudanças. Eles serão pioneiros e terão que encontrar novas maneiras de combinar negócios e tecnologia para aumentar sua produtividade. Vão atualizar os velhos modelos de trabalho. Organizações de todo tipo de indústria vão procurar mentes curiosas, flexíveis e orientadas a dados. Vão querer pessoas que têm a habilidade comprovada de aprender continuamente e continuar relevantes em seus campos de expertise. São pessoas que vão buscar ativamente oportunidades em que suas habilidades transferíveis podem ser aplicadas”, Jonas Prising, CEO da ManpowerGroup. Nesta linha, a dupla desenhou um programa focado no aprimoramento dos futuros profissionais da cadeia da carne.

Diante do cenário de novidades incessantes, cotidianos transformados e trocas de emprego, traçados por esta revolução, a ideia de que a educação deve ocorrer apenas durante as primeiras décadas de vida perde o sentido. É nesse aspecto que entra em cena a noção de lifelong learning ou aprendizado contínuo, que representa uma nova maneira de encaixar a educação na vida das pessoas.

O PC4.0 tem propósito de complementar a formação profissional de alunos matriculados no último ano até três anos após a graduação, trazendo temas específicos e relevantes que permeiam a cadeia da carne e o novo método de trabalho.

Essa nova fase da educação é vista como uma das melhores soluções para os problemas associados à automação, e algo em que governos e empresas interessadas em ter tanto tecnologia quanto os talentos certos devem investir seus esforços. Desta forma, as habilidades profissionais ganharão nova expansão e precisarão ser constantemente atualizadas (reskilling) e aprimoradas (upskilling).

Ao mesmo tempo, a tecnologia e a globalização dos talentos, juntas, garantem que a busca por profissionais será cada vez mais valiosa e estratégica para empresas. Isso tem o potencial de ampliar enormemente as possibilidades individuais de carreira. Neste cenário, indivíduos bem capacitados poderão ser muito disputados entre diferentes países e indústrias.

Em suma, a Quarta Revolução Industrial traz todos os ingredientes necessários para criar oportunidades ilimitadas e uma sociedade global mais criativa, produtiva e eficaz. Assim, o objetivo do projeto-piloto em 2019 é envolver 150 jovens de maneira direta e até 10 mil pessoas, considerando o alcance de marketing digital e outras mídias. “O momento exige um novo profissional, cujas habilidades são constantemente atualizadas. Esses talentos são cada vez mais valiosos para a estratégia das empresas da cadeia da carne bovina. Melhor capacitados eles serão, consequentemente, mais disputados”, explica Danilo Millen.Fonte: http://agromulher.com.br

Mais informações: https://www.oterritoriodacarne.com.br/

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Cinquenta propriedades rurais recebem o Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – - Troféu Aury Luiz Bodanese

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O principal objetivo do 7º Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – Troféu Aury Luiz Bodanese é reconhecer o desempenho de empresários rurais que adotam práticas diferenciadas, melhorando a qualidade de vida e a renda da sua empresa rural, aumentando a sua produtividade e reduzindo custos, sempre respeitando a natureza

A premiação ocorreu no dia 04 de maio, no Complexo de Eventos Tabajara, em Chapecó. O evento marca a comemoração dos 50 anos da Cooperativa Central Aurora Alimentos, promotora da premiação junto com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC), Excelência SC, Fundação Aury Luiz Bodanese e Projeto Encadeamento Produtivo. 

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Em 2017 a família do produtor rural Silvenio José Werlang, associado à Cooperitaipu, alcançou o segundo lugar no Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – Troféu Aury Luiz Bodanese e isso serviu de estímulo para que neste ano, na 7ª edição, a família Werlang garantisse o prêmio máximo.

“É uma grande conquista, estamos muito felizes e realizados. Isso demonstra que a cooperativa reconhece o trabalho desenvolvido. Serve de motivação para que continuemos a implantar melhorias trazendo informações e tecnologias e aplicando na propriedade. Realmente colhemos os frutos e o resultado desse programa foi muito positivo”, afirmou Werlang que produz suínos, leite e feno e viu a propriedade dar um salto desde que iniciou no Encadeamento Produtivo.

Em segundo lugar foi premiada a família Vincenzi do empresário rural Márcio Antônio Vincenzi da Cooperitaipu e, em terceiro lugar, a família Weiss dos empresários rurais Marcos e Claissa Weiss da Cooper A1. Além do troféu Aury Luiz Bodanese, os vencedores receberam um valor em dinheiro. O primeiro lugar levou para casa R$ 10 mil, o segundo R$ 5 mil e o terceiro R$ 2,5 mil.

A entrega do prêmio, realizada pela Cooperativa Central Aurora Alimentos, Sebrae/SC, Excelência SC, Fundação Aury Luiz Bodanese e Projeto Encadeamento Produtivo, ocorreu no último fim de semana, em Chapecó e reconheceu os empresários rurais que obtiveram o melhor desempenho em sua cooperativa, adotando práticas que melhoram a qualidade de vida e a renda da empresa rural, aumentando a produtividade e reduzindo custos, sempre respeitando a natureza.

Esta edição contou com 316 propriedades rurais, das quais foram selecionadas e visitadas 100 e, destas, 50 foram premiadas. Três propriedades receberam prêmio como Destaques. Foram premiados produtores rurais da Cooper A1, Cooperalfa, Auri Verde, Caslo, Copérdia, Cooperitaipu, Coolacer e Coopervil.

Para a escolha dos premiados foram avaliados critérios como: liderança, estratégia, relacionamento com consumidores, com o meio ambiente, com colaboradores da propriedade e com os demais empresários rurais na prática do cooperativismo, informações e conhecimento, execução e acompanhamento das atividades diárias, além de resultados e ganhos da propriedade.

Também foram agraciados os coordenadores e educadores que repassaram seus ensinamentos e conhecimentos do programa Encadeamento Produtivo aos produtores rurais. Os parceiros também receberam homenagem: Sebrae/SC, Senar/SC, Sescoop, Sicoob e Sicredi.

As cooperativas com melhor desempenho também foram premiadas com base nos critérios de média da pontuação das cinco propriedades visitadas, relação entre a quantidade de inscritas e a quantidade de cooperados. Destacara-se a Copérdia, Cooperitaipu e Cooper A1.

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20 ANOS DE BONS FRUTOS

Os produtores premiados participam do programa “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite”. Em 2018, o programa completou 20 anos e é reconhecido como um dos maiores instrumentos de qualificação no campo. O programa contabiliza mais de 1.500 grupos, 24 mil propriedades beneficiadas e 42 mil participantes. A iniciativa é promovida pela Cooperativa Central Aurora Alimentos e suas cooperativas filiadas e conta com o apoio do Sebrae/SC, Senar/SC, Sescoop, Prefeituras, Sicoob e Sicredi.

O objetivo é tornar o pequeno produtor rural em empresário, além de promover a melhoria contínua da qualidade, aumento da produtividade e tecnologia de produção. O programa é realizado em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Paraná. Fazem parte os Programas de Olho na Qualidade, Qualidade Total Rural e Times de Excelência.

Em comemoração aos 20 anos do Encadeamento Produtivo a Aurora Alimentos lançou durante a entrega do prêmio o livro “Qualificação e trabalho: a soma que transforma o campo”. A publicação relata a história do programa e traz depoimentos de personagens importantes desta trajetória, além de mostrar a realidade de 18 famílias que participaram e tiveram suas empresas rurais transformadas.

O presidente da Aurora Alimentos Mário Lanznaster destacou que o agronegócio passa por evoluções constantes. Segundo ele, o programa Encadeamento Produtivo, por meio dos técnicos de campo, está orientando os produtores a melhorarem cada vez mais tanto em produção como em produtividade, tudo isso com alto nível de qualidade, respeitando a legislação ambiental e contribuindo com a sanidade animal do Estado que é uma das melhores do País. “Somos produtores de alimentos que abastecem o mundo e por isso buscamos, todos os dias, melhorar e aprimorar a produção catarinense. Prova desse árduo trabalho são os excelentes resultados obtidos nas propriedades premiadas”, complementou.

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Para o prefeito de Chapecó Luciano Buligon “é uma honra ter no município a matriz da maior cooperativa de alimentos do Brasil. A Aurora Alimentos demonstra a pujança do agronegócio e a força que o setor tem na economia tanto de Chapecó, como de Santa Catarina e do Brasil. Essa premiação demonstra o nível elevado de qualidade da produção catarinense e muito nos orgulha em fazer parte dessa história”.

Segundo o gerente regional oeste do Sebrae/SC Enio Albérto Parmeggiani, a iniciativa vem transferindo para o campo a oportunidade de os produtores melhorararem a gestão, os processos e a produção, tornando as propriedades não apenas em empreendimentos rurais, mas consolidando a região e elevando o nível de competitividade nas cadeias de proteína animal.

PARCERIA DE SUCESSO

O Programa “Encadeamento Produtivo: Aurora Alimentos – Sebrae/SC: suínos, aves e leite” conta com as parcerias, em Santa Catarina, do Senar/SC, Sescoop/SC, Sicoob, Fundação Aury Luiz Bodanese, Cooperalfa, Itaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1 e Coopervil. A iniciativa é destinada às micro e pequenas empresas rurais e urbanas da cadeia produtiva do agronegócio. O programa está no Rio Grande do Sul com os parceiros Sebrae/RS, Cooperalfa, Cooper A1, Copérdia e Sicredi/RS. No Paraná, é desenvolvido com o Sebrae/PR, Copérdia e Cooperalfa e, no Mato Grosso do Sul, é realizado juntamente com o Sebrae/MS e Cooasgo. Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

Mais informações: https://www.auroraalimentos.com.br

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Agricultores de Riqueza participam de Dia de Campo sobre gado de leite

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A Epagri de Riqueza, em parceria com a Secretaria de Agricultura do município, promoveu um dia de campo sobre gado de leite.

O encontro contou com a participação de 25 agricultores e foi realizado em Linha Progresso, na propriedade da família de José Portes da Silva.

O conteúdo apresentado pelos profissionais foi dividido em três etapas didáticas.

A primeira abordou a sobressemeadura de sementes de gramíneas de inverno em áreas de pastagens perenes de verão. A segunda trabalhou, de maneira teórica e prática, a qualidade do leite e o controle de Contagem de Células Somáticas e Padrão de Placas. Já a terceira tratou sobre a importância da água e sombra nos piquetes.

Na sobressemeadura de pastagem foi tratado com relação ao fornecimento de alimento de qualidade no período de outono/inverno.

Também foram abordados os temas de manejo dos animais em piquetes, divisão em lotes conforme a exigência nutricional, visando um melhor aproveitamento da pastagem.

Os engenheiros agrônomos da Epagri, que ministraram a capacitação, também abordaram sobre a importância de disponibilizar sombra e água nos piquetes, com o objetivo de melhorias tanto em relação ao bem-estar animal, quanto à qualidade e quantidade de leite produzido, acarretando em avanços nos índices reprodutivos.  Ainda no local, realizou-se a prática de identificação dos animais com mastite subclínica. Fonte:Fonte: Rádio Porto Feliz 

Mais informações: emriqueza@epagri.sc.gov.br

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Futuro será mais competitivo, diz embaixador da FAO

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Emocionado durante a abertura do 14º Congresso Brasileiro do Cooperativismo, o embaixador especial da FAO para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues, relembrou o tempo que foi presidente da ACI Américas (1992 a 1997) e da OCB (mandatos de 1985 e 1991). A solenidade também prestigiou os 50 anos do cooperativismo no Brasil.

Para Rodrigues, uma das maiores lideranças cooperativistas do país, o futuro, tema escolhido para o evento, deve ser pensado pelo viés da competitividade, considerando que cooperativas são empresas e que devem agregar valores e princípios. Nesse cenário, ressaltou a importância de que os pequenos tenham acesso à mesma tecnologia que os demais, para que essas novas ferramentas sejam inclusivas e não exclusivas.

“As cooperativas são instrumento de uma doutrina universal una”, assim sendo fundamental que sejam organizadas de modo centralizado. Roberto Rodrigues manifestou ainda a preocupação com a preservação da "democracia transformada em rede, com princípios universais, como deve ser o cooperativismo". “Mais da metade da população do mundo está ligada ao cooperativismo”, completou.

Roberto Rodrigues propôs ao 14º CBC que cada cooperativa tenha uma mulher e um jovem na composição do seu conselho de administração. “Depois de mim, duas mulheres já foram presidente da ACI. Portanto, o espaço existe e é importante que ele seja concedido”, defendeu.

Ao observar as mudanças recentes no país e no mundo, com solvência de lideranças a nível global, Roberto Rodrigues alertou sobre a segurança alimentar, tema que segundo o embaixador deve ser pensado neste momento. Nesse âmbito, segundo a referência internacional, “para que o mundo tenha crescimento em 20%, o Brasil tem que crescer 40%”, citou. Daí a relevância do Brasil para o cenário internacional como um todo.

COOPERATIVISMO GLOBAL

Em seu discurso, o presidente da Aliança do Cooperativismo Internacional (ACI), Ariel Guarco, apresentou os números da ACI e destacou o reconhecimento que a Aliança alcançou no mundo, estando presente nos cinco continentes. O foco de atuação, segundo Ariel Guarco, é a responsabilidade social presente na empresa, respeitando também o consumo responsável, atuando em parceria com a OCB, com a FAO e uma rede intermediária. “Queremos demonstrar que é possível construir uma economia democrática”, afirmou.

Diante de uma era de transformações, Guaco defendeu que o pensamento no futuro deve passar pela profissionalização dos jovens. Em seu discurso, o presidente da ACI previu também mudanças nas formas de trabalho, onde trabalhadores são substituídos pelas ferramentas de automação.

Nesse sentido, Ariel Guarco defendeu que forças como a economia verde e a economia digital serão as criadoras de frentes de trabalho e o cooperativismo deve acompanhar esse movimento. Assim, “as cooperativas devem demonstrar que há outras formas de construir uma economia digital, de raízes”, defendeu. De acordo com Guarco, as cooperativas têm papel de construir um mundo melhor e, encerrando o discurso, convidou a todos para assumir esse protagonismo.

O desafio político cooperativo pelo qual a América passa foi o centro da apresentação da presidente da ACI Américas, Graciela Fernandez. Esses obstáculos pautam o trabalho do movimento cooperativo americano que, segundo Graciela, tem buscado o diálogo com os governos. São mais de 200 mil cooperativas de base, que visam o desenvolvimento de uma economia social. E o cooperativismo brasileiro é parte dessa organização.

Por fim, pela celebração dos 50 anos do Sistema OCB, a presidente da ACI entregou uma placa de homenagem ao presidente Marcio Lopes de Freitas. Fonte: Assessoria de Imprensa OCB

 

Mais informações: https://www.ocb.org.br/

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Protetores Ambientais de São Joaquim visitam 2º Batalhão de Polícia Militar Ambiental em Lages

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O grupo de jovens, do município de São Joaquim, em formação no curso de Protetores Ambientais tiveram um dia de grandes experiências. Eles conheceram a sede da Polícia Militar Ambiental de Lages, onde foram recepcionados pelo Comandante da subunidade, Capitão Marafon.

Alí puderam conhecer um pouco da função de cada seção, bem como toda estrutura física do quartel do 2º Polícia Militar Ambiental de Lages.

No período vespertino, os alunos acompanharam uma instrução no Canil Setorial de Lages, com os policiais Cb Damasco, Sd Simão, Sd Pisseti e Sd Piloneto, que apresentaram o trabalho realizado com cães na Serra Catarinense, sua adestração e a formação do cão para atuar com a Polícia Militar no combate ao crime.

Os alunos também visitaram a Cavalaria de Lages, onde tiveram instrução com o 3º Sgt Rudnei, que repassou todos os cuidados e atividades desenvolvidas com os cavalos na região, finalizando, assim, o dia de aprendizado dos alunos.

 

Mais informações: pmalagesp3@pm.sc.gov.br

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