Combater a desinformação é prioridade da agricultura na guerra dos defensivos

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"O Brasil é o país que mais utiliza agrotóxicos no mundo e nossos alimentos estão cheios de veneno".

Para o agronegócio brasileiro, combater esse tipo de afirmação virou uma bandeira prioritária no combate ao que o setor chama de desinformação, criando um clima de alarmismo não justificado na população sobre os alimentos produzidos no campo.

O tema foi o principal assunto dos debates durante a terceira edição do Fórum Internacional Inovação para Sustentabilidade na Agricultura, que ocorreu, dia 27.06, em Brasília. Com a presença de autoridades e especialistas, o evento discutiu a guerra de informações travada por ONGs ambientalistas e setor produtivo sobre qual o risco real que pesticidas, fungicidas e herbicidas representam para a saúde humana e o meio ambiente.

De um lado da trincheira, os ambientalistas acusam o agronegócio e o governo brasileiro de promover uma corrida aos agroquímicos, incentivando a aceleração da liberação de licenças de defensivos em detrimento da segurança alimentar. Desde o início do ano, o Ministério da Agricultura autorizou o uso de 211 novos produtos, sendo que, a maioria, segundo o ministério, é de rótulos genéricos de fórmulas que já estão no mercado. Ainda assim, o ritmo de liberações é o maior da história da Pasta.

Para representantes da indústria agroquímica, nem de longe os defensivos são os vilões da história. Além de terem assegurado o aumento da produção agrícola no Brasil e no mundo ao longo das últimas décadas, o seu uso, se bem feito e conforme as prescrições, não provoca mal à saúde das pessoas e à natureza. Uma ideia que é também compartilhada pelos acadêmicos. Os praguicidas, categoria de químicos onde se encontram os defensivos agrícolas, possuem estruturas químicas diversas, com múltiplas propriedades, e, portanto, vastas aplicações. Por isso mesmo, devem ser abordados de formas diferentes, com doses e frequências de aplicação bastante distintas, conforme explica a professora de Toxicologia da Universidade de São Paulo (USP) Elizabeth Nascimento.

“Qualquer coisa pode acarretar um dano ao nosso organismo. O que a gente tem que pensar é o quanto isso é seguro e em qual dose é seguro. Por que sempre existe uma dose em que o organismo vai responder negativamente àquele produto”, afirma Elizabeth. Ela explica que não se pode confundir o perigo de uma substância com o risco de uma substância. “Perigo é uma propriedade inerente àquela substância, enquanto o risco é a probabilidade da substância de causar um efeito nocivo”, define.

 

Ranking

De acordo com o engenheiro agrônomo Caio Carbonari, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Campus Botucatu, o Brasil é sim o que mais compra agroquímicos no mundo em valor total. O país gastou US$ 8,7 bilhões em defensivos, à frente de países como EUA, China e Japão, que completam o ranking de gastos com o insumo. No entanto, esse dado não representa nada, segundo ele, em termos de uso e risco. Se olharmos o consumo em relação à área cultivada, o Brasil cai para a 7ª posição (com gasto total de US$ 111,2 por ha). O Japão, primeiro colocado, desembolsa US$ 455 por ha. Os dados são de 2017 e foram levantados pela consultoria Phillips McDougall para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

“Outra ideia que se criou é que o Brasil faz uso crescente de defensivos agrícolas. Isso não é verdade. Se olharmos para os números de 2017, em comparação com 2013, o consumo desses produtos caiu 12,5%. E isso não é uma tendência mundial, é um caso particular do Brasil e de alguns poucos países, como a França”, argumenta Carbonari.

Na estatística de uso expressa em quilos por hectare, os números mostram que o Brasil está em 44º lugar no ranking de uso de defensivos – em uma lista de 245 países. Esses dados são de 2016, também da FAO, e apontam a utilização de 4,31 kg/ha pelo Brasil ante 13,06 kg/ha da China e 11,41 kg/ha do Japão, os primeiros colocados. Apesar de os números apontarem essa realidade, para Carbonari existe muita desinformação sobre o tema no mundo inteiro.

O especialista afirma que a agricultura brasileira, no geral, avança pautada pelo uso de tecnologia de ponta, melhoramento genético de plantas, biotecnologia e de insumos agrícolas, entre eles os defensivos, que principalmente evitam as perdas na lavoura fazendo com que as culturas consigam expressar todo o seu potencial.

O país é reconhecido ainda pelas boas práticas, como o plantio direto, que ocupa 32 milhões de hectares. Além disso, o país tem duas safras na maior parte do seu território agrícola e, no caso da cana-de-açúcar hoje existem 8 milhões de ha em que se cultiva o sistema sem queimadas, entre outras práticas de agricultura sustentável. “Também fazemos uso racional dos defensivos agrícolas, mas temos falhado na comunicação. Porque não é isso que chega à população, e sim que é uma agricultura que usa agrotóxicos em demasia”, pontua.

 

Governo aposta em projeto para mudar legislação

Diante disso, o governo federal iniciou uma ofensiva, juntamente com o setor agrícola, para demonstrar que a produção brasileira é segura e que a legislação que trata do tema precisa ser modernizada. Uma das frentes de combate é trabalhar pela aprovação do PL 6299 que, entre outras coisas, acelera a liberação de novos herbicidas e pesticidas. O projeto, apelidado de “Projeto do Veneno” por ambientalistas e deputados, aguarda para ser votado no Congresso. A expectativa é que isso ocorra até o final do ano.Em meio à isso, outra batalha pela informação ocorre em paralelo. “Nós temos buscado apoiar o desenvolvimento de informações embasadas, com análises, e disponibilizando-as à imprensa para trazer equilíbrio aos debates sobre o assunto, mostrando as diferentes visões sobre o tema. Mas quando não há informação técnica, as pessoas acabam se pautando pelo que se ouve por aí, ou seja, mitos e distorções”, diz Mário Von Zuben, diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).

Segundo ele, a área de defensivos químicos tem um grande gargalo, que é a burocracia e lentidão para a análise dos agroquímicos. Com isso, a agricultura brasileira, diz, está ficando para trás em relação aos países concorrentes. Atualmente, existem 32 novas moléculas para registro no Brasil que aguardam análise dos órgãos governamentais, quatro delas são muito recentes e ainda não foram aprovadas em nenhum país. Das 28 restantes, 19 já foram autorizadas nos EUA e Canadá, 15 na Argentina e 16 na União Europeia. “Temos um gap tecnológico, apesar de todo o sucesso da nossa agricultura, e isso precisa ser corrigido”, salienta Zuben.

Conforme observa Carbonari, a legislação vigente é anterior às inovações tecnológicas das últimas duas décadas e carece de modernização. Mas a lei tem sido efetiva, segundo ele, para garantir a segurança alimentar, mas é lenta em dar agilidade à incorporação de novas tecnologias em defensivos. “Não faz sentido represar isso, pois os novos defensivos em geral são mais seguros dos que estão hoje no mercado. Quando pegamos que o índice médio de segurança dos produtos que aguardam aprovação eles têm um índice 15% menor de risco para o consumidor”, compara. Além disso, as tecnologias mais modernas demandam menos doses de aplicação.

Na opinião de Zuben, o que se busca atualmente é um projeto de lei que seja rigoroso do ponto de vista científico da segurança alimentar, mas que traga uma certa previsibilidade e agilidade do ponto de vista da tomada de decisão, que em outros países demora no máximo 2 anos.

 

Críticas

Uma das críticas dos opositores às mudanças na legislação é que no texto original do PL o papel do Ibama (meio ambiente) e da Anvisa (saúde) sobre a análise de novos produtos ficava dúbio, com esses órgãos a princípio perdendo poder de decisão frente ao Ministério da Agricultura. Mas o texto acabou sendo alterado, conforme explica Zuben, garantindo o papel importante de cada uma das instituições.

Entre as propostas que constam do projeto de lei está a criação de um sistema informatizado e unificado para melhorar o trânsito de informações entre Mapa, Ibama (responsável pela análise de impacto das novas fórmulas para o meio ambiente) e Anvisa (que avalia os riscos à saúde humana). Outro item é a implantação de um prazo de 24 meses para a autorização de novos produtos. Atualmente, segundo Zuben, o prazo é de 120 dias para a tomada de decisão por parte dos órgãos competentes, mas por falta de pessoal e excesso de burocracia, na prática, a liberação demora anos.

Outro mecanismo do PL, esse mais polêmico, é o chamado registro temporário, que prevê que se uma fórmula for submetida à aprovação e o prazo de 24 meses exceder sem ter havido uma decisão, o registro temporário passa a valer automaticamente até que as instâncias regulatórias avaliem em definitivo o novo produto. No entanto, a fórmula precisa ter sido aprovada em ao menos três países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que, de acordo com Zuben, possui bons sistemas regulatórios baseados em ciência. “É mais um mecanismo para dar agilidade aos processos, mas que mantém a responsabilidade sem abrir mão da segurança”, observa.

De acordo com o executivo da Andef, é importante que a população saiba que as regras de fiscalização sanitária dos agroquímicos não será afrouxada. Mas é preciso acelerar os novos registros de pesticidas e herbicidas, que são mais eficientes e deixariam o Brasil em pé de igualdade com os concorrentes do mundo todo. Fonte: Gazeta do Povo

 

Mais informações: https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

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Programa “Destaque Videirense” reconhece empresas e produtores rurais

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A Prefeitura Municipal de Videira, com objetivo de reconhecer e valorizar produtores rurais e as maiores empresas, na geração e recolhimento de impostos, promove, a partir deste ano, o Programa “Destaque Videirense”.

O Programa vai premiar 75 contribuintes nas categorias: Valor Adicionado de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Recolhimento de Imposto Sobre Serviço (ISS) e Emissão de Nota de Produtor Rural, tendo como critério a movimentação econômica obtida nos dois anos anteriores. O evento, que acontece em agosto, faz parte do calendário alusivo aos 75 anos do município.

Cada um dos 75 contribuintes receberá troféu e certificado. Na categoria Valor Adicionado de ICMS serão 45 empresas que receberão o reconhecimento, selecionadas com a utilização dos dados da Secretaria de Estado da Fazenda, tendo como base a diferença entre o valor da matéria-prima frente ao preço de venda do produto final. Na categoria Recolhimento de ISS serão 20 empresas reconhecidas, definidas por meio dos dados cadastrados junto à Secretaria de Fazenda do município. Já na categoria de Emissão de Nota de Produtor Rural serão 10 produtores que tiveram maior movimentação econômica no período de dois anos.

De acordo com o prefeito de Videira, Dorival Carlos Borga, essa é uma maneira de reconhecer a importância dos empresários e produtores rurais do município que são responsáveis pela movimentação econômica e geração de emprego e renda. Ele cita ainda que o prêmio é um sinal de agradecimento, visto que a administração não conseguiria realizar tantos investimentos com recursos próprios sem a força do trabalho videirense. Fonte: PMV

 

Mais informações: www.videira.sc.gov.br

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Pesquisa da Epagri diz que agricultores do Oeste economizam R$ 1,3 mil por mês com produção própria de alimentos

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A produção de alimentos para o consumo próprio dos agricultores, como hortaliças, queijos, carnes e frutas, entre outros, representa uma economia de R$ 1.351,99 por mês, de acordo com uma pesquisa apresentada no último dia 04.07, pela Epagri, durante o II Seminário de Pesquisa Estratégias e Práticas Alimentares de Famílias Agrícolas do Oeste Catarinense, realizado em  de Chapecó.

Durante a pesquisa "Caracterização da produção de alimentos para autoconsumo na região Oeste Catarinense" foram entrevistadas 381 famílias de 112 municípios do Oeste e Meio-Oeste Catarinense.

Destaca-se que 90% das propriedades tem menos de 50 hectares. As principais fontes de renda eram a bovinocultura de leite, presente em 55% das propriedades, e a aposentadoria, em 54%.

Em todas elas foram identificadas formas de produção para autoconsumo. Entre 80% e 90% produzem carnes, tanto bovina, quanto suína e de aves. O queijo é produzido em 51% das propriedades e, o salame, em 59%. Em 92% há produção de pães.

— Há uma grande variedade também de produção de hortaliças, frutas cítricas, leite, queijos, ovos e a produção de feijão para autoconsumo também é significativa. O cultivo de arroz diminui pela falta de mão-de-obra e fechamento de moinhos nas comunidades — disse o coordenador da pesquisa, o Doutor em Engenharia de Produção e pesquisador do Centro de Pesquisa Para a Agricultura Familiar (Cepaf) da Epagri, Clóvis Dorigon. A pesquisa contou também apoio outros pesquisadores da Epagri e também da Unochapecó.

A variedade na produção de grãos é pequena e 73% apontaram como motivo a falta de mão de obra.

Outra pesquisa realizada pela Epagri em parceria com a UFSC e que foi apresentada no seminário é “Governança alimentar e práticas das famílias agrícolas: uma abordagem pelos fluxos de provisão de alimentos e a multilocalização familiar”.

Neste caso foram pesquisadas 49 famílias, na região de Chapecó. O objetivo foi identificar a transferência de alimentos de propriedades rurais para familiares que moram na zona urbana. É o caso de filhos que agricultores que vão estudar o trabalhar na cidade e, nos finais de semana, buscam frutas, queijo, embutidos e verduras na casa dos pais. Foi constatado que esse valor é de R$ 350 mensais.

- Geralmente são pessoas que tem salários modestos e por isso essa transferência de alimentos funciona como um vale-alimentação, melhorando a qualidade do que as pessoas consomem. Isso é muito importante do ponto de vista de segurança alimentar – disse Dorigon.

Ele ressaltou que ambas as pesquisas mostram a importância da agricultura familiar como reservatório de biodiversidade, garantia de alimento de qualidade e preservação de conhecimentos tradicionais no processamento de alimentos. Isso demonstra a necessidade de políticas públicas que incentivem esse modelo de produção.

Dorigon disse que unidades produtivas mais especializadas em um tipo de produto, como produção de carnes, geralmente acabam comprando mais alimentos de fora da propriedade, até pela questão de falta de mão de obra. Fonte:darci.debona@somosnsc.com.br / Foto: Tarla Wolski/Divulgação

 

Mais informações: cepaf@epagri.sc.gov.br 

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Alunos do Projeto Sanitarista Junior visitam propriedade produtora de pitayas em São João do Itaperiú

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Os alunos da Escola Reunida Monsenhor Sebastião Scarzello, participantes do Projeto Sanitarista Junior, de São João do Itaperiú, realizaram uma saída de campo, à propriedade Jardim das Pitayas, localizada no município. A visita é resultado de uma atividade conjunta entre a defesa sanitária animal e vegetal da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc.

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A médica veterinária da Companhia e responsável pelo Projeto no município, Simone Senger e o técnico agropecuário, Odair José Mantoanelli, junto às professoras, conduziram a turma até a propriedade. Lá foram recepcionados pelos proprietários, Alzerino Bernardes e seu genro, Antonio Carlos de Lima, que também é técnico agropecuário e produtor de pitayas exclusivo na região. O técnico foi o responsável por apresentar o local e demonstrar aos estudantes os processos de produção ali realizados.

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Além da produção de pitayas, a propriedade possui criação de abelhas sem ferrão e bovinocultura, dando a oportunidade aos alunos reverem a parte teórica aprendida no decorrer do Projeto em sala de aula, fazer uma recapitulação e aprender na prática como funciona o dia a dia de uma propriedade rural.  Sendo assim, o técnico agropecuário, Odair José, falou sobre os conceitos de uso, conservação e formação do solo com as crianças. Por sua vez, a médica veterinária, Simone, também abordou a importância da identificação individual obrigatória dos bovinos para a sanidade animal e o status sanitário de excelência mantido por Santa Catarina.

Sobre o Projeto Sanitarista Junior

O Projeto Sanitarista Junior é promovido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina – Cidasc que atua em escolas municipais em todo o estado. As aulas envolvem saídas de campo, vídeos ilustrativos e contato direto com profissionais da área. São estruturadas com o uso de material didático próprio, abordando temas como bem-estar animal, doenças e pragas, formas de prevenção e ações voltadas à preservação do meio-ambiente, otimização de recursos naturais, uso consciente de agrotóxicos, entre outros.

Em sala de aula, os alunos aprendem que as ações de defesa agropecuária, desenvolvidas e executadas pela Cidasc, visam garantir a manutenção da sanidade das populações vegetais e animais, a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na agropecuária catarinense, bem como garantir a identidade higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos agropecuários destinados aos consumidores.Fnte: Departamento Regional da Cidasc de Joinville

 

 

Mais informações: sjitaperiu@cidasc.sc.gov.br

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Conscientização Ambiental de crianças e jovens foi destaque da Epagri de Barra Velha

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Com o objetivo de sensibilizar crianças e jovens sobre um tema muito importante que é a destinação incorreta dos resíduos sólidos, o extensionista rural da Epagri, no município de Barra Velha, Ricardo Grejianin, realizou 10 palestras com diversas turmas de três escolas municipais, abrangendo um total de 549 alunos e 18 professores de turmas do 2º ao 9º.

O foco das ações deste ano, segundo Ricardo foi a elaboração de um folder no ano anterior, como meta do Projeto da Pesca, intitulado “Lixo no Mar ou Mar de Lixo, a comodidade que trouxe o caos”

Esse trabalho trata do problema que é o plástico nos dias de hoje. Desde a incrível descoberta do plástico no início do século passado até os dias atuais, muita coisa já foi feita de plástico, é embalada com plástico ou é transportada com plásticos. É praticamente impossível passa um dia sem ter contato com o plástico. Estudo da ONU indica que uma pessoa utiliza, em média, 120 kg de plástico por ano e que em torno de 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos vão parar nos oceanos a cada ano. Esse mesmo estudo diz que mais de 1 milhão de pássaros e mais de 100 mil mamíferos e tartarugas morrem todo ano, devido esse lixo.

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“Juntando essas palestras, com 1º Seminário realizado no início de junho, também sobre o tema, que teve a participação de mais de 100 alunos e 30 representantes de órgão e entidades, temos o total de quase 700 pessoas sensibilizadas e motivadas em prol da preservação da natureza, partindo do princípio que tudo começa por nós mesmos, cada um fazendo a sua parte e incentivando o próximo para que faça o mesmo”, relata o extensionista.

“Está nas mãos de nossas crianças o futuro do nosso país e a possibilidade de mudarem essa realidade que, apesar de alarmante, continua ignorada por muitos!”conclui.

Mais informações: embarravelha@epagri.sc.gov.br

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Agricultor de Abdon Batista substitui fumo por tangerina e laranja orgânicas

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As laranjas e tangerinas orgânicas produzidas por Rogério e Manoel Rosa, em Abdon Batista, chamam a atenção pela qualidade e pela beleza.

Os pomares, que somam 30 hectares de cultivo nas duas propriedades, foram implantados em 2014, para substituir a produção convencional de melancia, morango, grãos e fumo. Os resultados mostram que os agricultores escolheram o caminho certo.

A expectativa é que neste ano a produção alcance 120 toneladas. Em dois anos, quando as plantas atingirem o pico de produção, a colheita deve render 20 a 30 toneladas de citros por hectare. “Em dois anos vamos colher mais e vender a um preço competitivo, e espero ter os meus três filhos, genro e nora trabalhando ao meu lado”, diz Rogério.
O engenheiro-agrônomo Odair Rosa, filho de Rogério, acredita na sucessão familiar e na continuidade dos investimentos em produção orgânica. “Quando for para renovar o pomar, com certeza daremos continuidade”, afirma.
Para implantar os pomares, os fruticultores investiram R$15 mil por hectare. A manutenção custa cerca de R$10 mil por ano. “Utilizamos defensivos biológicos ou naturais, além de aplicar técnicas de manejo orgânico. Sabemos que estamos produzindo alimentos de qualidade, preocupados com a nossa saúde e do consumidor. O trabalho é maior, precisamos de mais manejo, mas tudo compensa”, destaca Manoel Rosa.
Os produtores recebem apoio da Enercan, da Prefeitura e da Epagri, que oferecem assistência técnica. “O cultivo de produtos orgânicos na pequena propriedade rural se apresenta como um sistema que visa a sustentação e fortalecimento da agricultura familiar, objetivando a oferta de alimentos saudáveis e a preservação ambiental”, diz Adelino Cristiano Paulo, extensionista da Epagri de Abdon Batista. 

 

Mais informações: emabdonbatista@epagri.sc.gov.br

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Epagri lança livros que contam a história do Projeto Indicação Geográfica da Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense

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No município de Canoinhas, a Epagri, o Sindicato das Indústrias do Mate no Estado de Santa Catarina (Sindimate) e a Associação dos Produtores de Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense (Aspromate) promoveram o lançamento de três livros sobre a Indicação Geográfica da Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense.

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O evento, aconteceu durante sessão da Câmara de Vereadores, do dia 2 de julho, quando os livros foram apresentados para produtores, autoridades, imprensa e a comunidade em geral.

Os trabalhos foram conduzidos, pelo coordenador do Projeto, engenheiro agrônomo da Epagri, regional de Canoinhas, Gilberto Neppel.

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Neppel falou sobre a importância da indicação geográfica e um pouco do conteúdo de cada livro. “Há tempos atrás éramos chamados de Ouro Verde, por isso a tentativa de promovermos a revalorização. Além de colocar essa história, em livros, o selo, que futuramente representará a Indicação Geográfica da Erva Mate, para Neppel, deverá ser um símbolo pelo qual as pessoas poderão “enxergar a nossa história”.

Já professor e escritor Fernando Tokaski destacou o papel da erva-mate na história da região do Planalto Norte Catarinense, deixando a plateia curiosa para saber detalhes escritos no livro.

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Na ocasião, o presidente da Câmara de Vereadores de Canoinhas, Célio Galeski lembrou do método antigo da produção de erva-mate da sua família. “Possuíamos um barbaquá, sapecávamos a erva-mate, a fim de retirar umidade da folha, dando um aroma e sabor diferenciado a erva-mate semelhante a uma defumação”.

Em seu pronunciamento, o prefeito Beto Passos lembrou que a produção e cultura da erva-mate se confundem com a história de sucesso de Canoinhas. “Sabemos da importância do setor ervateiro para a nossa história e é por isso que temos o compromisso de manter acesa a chama de tudo o que envolve a cultura da erva-mate”, destacou. É por isso que, segundo o prefeito, o Município está empenhado em continuar realizando a Festa Estadual da Erva-mate. “Pois é a chance de pessoas de outros municípios conhecerem a nossa cultura, as nossas raízes e a história da erva-mate”.

 

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A ligação que a região mantém com a atividade ervateira e o diferencial de produção de erva-mate, ligados aos processos de produção, a partir de ervais nativos, demonstram grande potencial para ações de revalorização do produto regional. 

A coletânea é obra produzida a partir do material elaborado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri), em parceria com o Sindicato das Indústrias do Mate no Estado de Santa Catarina (Sindimate) e Associação dos Produtores de Erva-Mate do Planalto Norte Catarinense (Aspromate) que buscam junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a Indicação Geográfica (IG) da erva-mate para o Planalto Norte Catarinense. O Governo do Município de Canoinhas também apoia a busca pela IG.

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Livros

O livro “História” destaca o papel da erva-mate na história da região do Planalto Norte, com ênfase nos principais fatos que ocorreram, destacando a colonização, o povoamento e a evolução da divisão político administrativa dos municípios da região. Também apresenta uma contextualização dos trabalhos desenvolvidos para se chegar a esse patamar, além de compor com os demais, o dossiê para o INPI, solicitando a distinção do produto e da região.

O livro “Território” apresenta detalhadamente aspectos descritivos de elementos comprobatórios da notoriedade da produção de erva-mate, especialmente vinculados às características ambientais, como a floresta ombrófila mista, ou floresta de araucárias, comumente denominada, vinculada com aspectos climáticos, geológicos, geomorfológicos, de solo, da hidrografia e como esses fatores interferem na produção da erva-mate.

O livro “Produto” apresenta a erva-mate e a forma de produção – o “saber-fazer”, o produto da interação produto/homem/território. Neste volume também são apresentados a forma de organização que será a gestora desse importante ativo regional que está no regulamento de uso e no novo Estatuto da Associação (Aspromate), que será a guardiã e gestora, através um grupo que é o conselho regulador, instância decisória para os encaminhamentos da IG.

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Os trabalhos de obtenção da IG iniciaram em 2013, sob a coordenação de Gilberto Neppel, extensionista rural da Gerência Regional da Epagri em Canoinhas. O financiamento foi do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

De acordo com Neppel, o projeto busca, além da formalização e a conquista do certificado de registro de uma IG, a participação efetiva dos atores da cadeia produtiva na sensibilização, na tomada de decisões, na viabilização de políticas públicas territoriais, na resolução de gargalos técnicos e estruturais e na construção.

O processo de Indicação Geográfica foi desenvolvido em resposta a uma demanda dos produtores de erva-mate da região. Segundo Neppel, para alcançar essa identificação foi necessária a realização de uma série de pesquisas sobre o cultivo, colheita e preparo do produto, bem como do clima, solo e de outros aspectos relacionados ao histórico da produção. Esse estudo deu origem a uma coletânea de três livros que estarão à disposição para consulta nas bibliotecas municipais que pertencem ao IG.

Os dados, caracterizaram a diferenciação da produção do Planalto Norte em relação a outras regiões, que possuem outras características de clima, solo, umidade. "A ideia da IG é ganhar uma certificação de que nós já sabemos que nós temos, mas que muitos ainda não sabem. Quem mora aqui sabe que a melhor erva-mate é daqui", ressalta Juliane Seleme, presidente do Sindicato da Erva Mate de Canoinhas.

Juliane explica que a forma com que a erva-mate do Planalto Norte é produzida é o que diferencia de outras regiões. O cultivo da planta é, historicamente feito, em meio à floresta de araucária, de forma harmônica e sem desmatamento. Esse sistema de cultivo, aliado às características de solo e clima da região, conferem ao produto um sabor leve, que agrada ao consumidor brasileiro e de outros países.

Outro diferencial é que 83% da erva-mate processada na região é oriunda da extração de folhas em formações e remanescentes florestais da Floresta Ombrófila Mista, caracterizando-se como uma atividade econômica ligada à utilização sustentável da mata nativa.

Para que os mais diversos produtos produzidos a partir da erva mate sejam reconhecidos como únicos, buscando uma revalorização do produto regional, a Sindimate, Aspromate e Epagri requereram junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a indicação geográfica (IG) para erva-mate.

"O que a gente quer é ser reconhecido como a melhor erva-mate, que ela é nativa dessa região, e que é um saber fazer, daqui. Todo mundo sabe como faz um chimarrão, como lava a cuia, a bomba, como esquenta a agua. Todo mundo sabe que ela movimenta a economia local. Não queremos que roubem nossa planta e se perca a identidade dela, como aconteceu com o café e a banana", comenta Juliane.

Os livros poderão ser encontrados da Biblioteca Pública Municipal de Canoinhas. Fonte: com informações da Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores de Canoinhas e Jornal Correio do Norte

 

Mais informações:  grca@epagri.sc.gov.br 

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Técnicos da Cidasc de São Miguel do Oeste palestram para jovens rurais

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Técnicos do Departamento Regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Cataria – Cidasc de São Miguel do Oeste participaram, do 4º Curso de Bovinocultura de Leite para Jovens Rurais, em Flor do Sertão.

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O curso, promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina – Epagri, contou com a presença de 30 jovens produtores da região e teve como objetivo promover capacitação em pecuária de leite, buscando um novo olhar para a atividade, como parâmetros e potencial utilizados para produção de leite em diferentes propriedades rurais, taxa de oferta de pastagens e estrutura de um rebanho. Fonte:Cidasc/Foto: Epagri

 

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Autoridades de Lages buscam apoio para a regulamentação do manejo da araucária

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A proposta de manejo de florestas nativas, em especial, da Araucária, levantada em audiências públicas promovidas pela Câmara de Vereadores de Lages motivou mais um ato no dia 26 de junho.

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Uma comitiva liderada pelo presidente do Legislativo Lageano, Vone Scheuermann, visitou a sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Florestas, localizada na cidade paranaense de Colombo. Os pesquisadores André Hess e Nilton Schneider, estudiosos da espécie araucária, também participaram do encontro.

Segundo o presidente da Cãmara de Vereadores, a intenção é de unir esforços para apresentar um projeto que proporcione avanços à proposta em Brasília. “A gente fez as audiências públicas em 2013 e 2019, com a Embrapa e o Ministério da Agricultura, que esteve na cidade de Lages, e hoje estamos aqui na Embrapa para arredondar o projeto, junto aos técnicos daqui, para que possamos apresentar aos ministros Ricardo Salles e Tereza Cristina, em Brasília, para poder dar seguimento a esta iniciativa”.

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Para o chefe-geral da Embrapa Florestas, Edson Tadeu Iede, é necessário elaborar um plano de uso e manejo para que a espécie continue a ser preservada, mas que também permita uma exploração racional. “O que foi discutido aqui é uma interação entre a parte técnica e a parte política-legislativa, que é fundamental para que a gente possa apresentar uma proposta com embasamento técnico-científico e na lei. Não podemos fazer nada que vá contra a lei. Temos que fazer um plano de uso e manejo da araucária, que continue preservando a espécie e que ela possa também ser manejada”, afirma.

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Pesquisadores apresentam argumentos que reforçam a proposta

A pesquisadora Yeda Malheiros de Oliveira aponta que existem razões técnicas para o manejo florestal sustentável tanto da araucária plantada como para às florestas nativas. Sobre o primeiro item, ela diz que o corte não está acontecendo também por questões administrativas dos órgãos ambientais. “Há a necessidade de que trabalhemos na regulamentação e no esclarecimento neste ponto”, argumenta. 

Com relação aos fragmentos da floresta nativa, Oliveira explica que os estudos que têm acompanhado demonstram que existe uma necessidade e um potencial grande para o manejo, principalmente de espécies como bracatingas, imbuias e araucárias. “Manejo no sentido tanto do plantio, de introdução de mudas na floresta, como no corte seletivo para regeneração, tanto na araucária quanto nas outras espécies em função da estagnação destes fragmentos”.

A construção de uma estratégia e uma visão de futuro que atenda aos interesses ambientais e também do uso da araucária. Este é o caminho apontado pelo pesquisador Erich Schaitza. “O primeiro caminho para a gente ter um plano de conservação e uso da araucária é ouvir as diferentes opiniões e juntos traçarmos um projeto que contemple ambos os aspectos. Avaliar a parte técnica do manejo, a parte técnica da conservação, da lei, e junto definir para onde a gente vai. Não há como tomar uma decisão unilateral, seja para banir ou ter qualquer corte, precisamos conversar sobre como vamos fazer, onde todo mundo seja ouvido, com técnica”, conclui. Fonte: Câmara de Vereadores de Lages

 

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Seminário em Sombrio discute cultivo do maracujá, cultura importante para economia do Sul do Estado

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Diante da importância da cultura do maracujá para Santa Catarina e especialmente para o Sul do Estado, a Epagri promoveu o 3º Seminário Regional sobre Maracujeiro.

O evento, contou com a participação de mais de 100 produtores de maracujá de Balneário Gaivota, Sombrio, São João do Sul, Araranguá, Santa Rosa do Sul, Antonio Carlos, Ermo e Jacinto Machado.

O Seminário tratou principalmente do combate à virose do endurecimento do fruto, doença que quase dizimou os pomares da fruta em Santa Catarina e que foi controlada graças a um esforço conjunto de toda a cadeia produtiva, liderado pela Epagri.

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Santa Catarina produz o melhor maracujá do Brasil para consumo in natura. Seu tamanho e volume de polpa são os diferenciais que fazem a fruta ser quase toda comercializada na região Sudeste do país. Essa qualidade é resultado de anos de trabalho com a fruta, que começou a ser cultivada de forma profissional no território catarinense por volta de 1990.

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Em 2005 teve início a pesquisa da Epagri que, uma década depois, resultou no lançamento da variedade SCS437 Catarina. A seleção genética destacou as melhores características do fruto: grande, bem preenchido, com polpa de boa cor, casca espessa e formato mais ovalado.

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Todo esse trabalho correu o risco de desaparecer em 2016, quando o vírus causador do endurecimento do fruto chegou aos pomares do Sul de Santa Catarina, a principal região produtora do Estado. Não fosse uma ação rápida liderada por técnicos e pesquisadores da Epagri, esse ser microscópico poderia ter dizimado a produção da região, como já aconteceu no Norte Catarinense, onde a área plantada reduziu drasticamente nos últimos anos devido a uma série de percalços, entre eles o ataque de doenças.

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Hoje, Santa Catarina conta com mais de 2 mil hectares de maracujazeiros, 90% desse total concentrado na região Sul do Estado. São aproximadamente 900 famílias que têm essa cultura agrícola como atividade econômica. Mais de 95% da produção é realizada por agricultores familiares.

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Sombrio, que sediou o Seminário, tem a maior área plantada do Estado, com 535 hectares. Segundo Sandoval Miguel Ferreira, extensionista da Epagri no município, Santa Catarina deve colher 48 mil toneladas de maracujá na safra 2018/2019, que se encerrou em junho. “O preço médio do quilo deve fica no patamar de R$ 1,52, um valor bruto total estimado em R$ 72,9 milhões”, calcula Sandoval.

Participaram da abertura a Vice-Prefeita de Sombrio, o Presidente da Câmara de Vereadores Adenir Duarte e o Vereador Fernando Pereira e de Balneário Gaivota os Vereadores Mano Godinho e Valdinei da Rosa.

 

 

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