“O farol é uma bênção para os pescadores”, diz Vera Laureano, de Laguna

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O Farol de Santa Marta, olho rubro que na escuridão da noite pisca como aviso aos navegantes, tem de Vera, 58 aos, um afeto que não se apaga

Nos tempos de menina, Vera dividia o tempo entre o rancho de pescador, na praia, auxiliando o pai; e subindo o morro para ajudar o avô a dar corda para que o Farol de Santa Marta pudesse ser visto pelos navegantes

Dependesse de Vera Lucia Bernardo Laureano, 58 anos, ela moraria no Farol de Santa Marta, em Laguna. O olho rubro, que na escuridão da noite pisca como aviso aos navegantes, tem dela um afeto que não se apaga. Sentimento nascido nos tempos de infância, época em que subia correndo o morro onde está assentada a edificação para ajudar o avô, um já cansado servidor da Marinha do Brasil, a dar-lhe corda. Era assim, sem luz elétrica ou baterias, que no passado se acendia a lâmpada que se tornara visível a 35 quilômetros a olho nu e, com equipamento, a 90 quilômetros.

— O farol é uma bênção para os pescadores — diz Vera , enquanto com a tarrafa na mão caminha sobre as pedras dos molhes da Praia do Cardoso, a principal do lugarejo.

Passos lentos, rosto ao vento, olhos fixos no movimento da água. Vera é íntima da região. Teve um avô faroleiro e outro pescador, profissão também do pai e do falecido marido. Natural a identidade com as coisas do mar, e que diga ser pescadora desde sempre.

“Era uma correria para mim: eu passava o dia no rancho de praia com meu pai ajudando com café, comida e mexer nas redes; à tardinha, corria para o farol”.

Na época, explica, a relação dos nativos com a lanterna no topo do morro era diferente. Havia mais proximidade, pois o lugar não era cercado e o acesso fazia parte da vida dos moradores:

— Hoje dá para ver o tempo (previsão) até no celular, mas antes não. O pescador subia até lá em cima, já que a Marinha passava um rádio informando o faroleiro, e daí eles ficavam em terra ou saíam mar à dentro.

Cupido, sonhos e luz

O farol serviu de cupido dessa paixão pelo mar:

— Lá de cima eu olhava para o mar e sonhava em sair para pescar, em ir atrás do peixe.

A inconstância das ondas levou os planos. Vieram os filhos e ela teve que cuidar das crianças. As saídas para o mar grosso, como diz, ficaram com o marido. Mas, como num reencontro com a menina de ontem, a aposentada de hoje levanta cedo para ir à praia ver a movimentação dos barcos. Quando algum pescador falta, Vera faz o que mais gosta e os acompanha ao mar. Nem que seja para fazer comida.

— É uma maravilha! É a coisa mais linda quando dão aqueles lanços, e a gente vê aqueles peixes pulando, parece que está sonhando.

Tem vezes que isso acontece à noite, enquanto dorme:

“Eu chego a sonhar que estou junto com os peixes, que estou cercando. Aí, quando me acordo, digo às minhas filhas: coisa linda é o cerco!”

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Para Vera, além de belo, o mar tem poder terapêutico (Foto: Tiago Ghizoni)

Vera conta que sente necessidade desse contato.

— Eu gosto de estar com a mão na rede, na caixa de peixe, no peixe.

Para ela, o mar tem poder curativo:

Se a gente ficar dentro de casa, dá uma depressão. O mar não dá depressão, ele leva os pensamentos ruins, a tristeza, leva tudo.

Quando lhe é perguntado o espaço que o mar tem em sua vida, Vera responde:

— O mar? O mar é a minha vida.

E o farol, o olho rubro que pisca no Cabo de Santa Marta?

— O farol? É luz na minha e na vida de todos os pescadores.

Fonte: Por Ângela Bastos – angela.bastos@somosnsc.com.br

 

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“Amamentava meu bebê durante as pescarias”, recorda Josi da Silva, de Florianópolis

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Josi pescou com o pai e diferentes irmãos. Hoje, pesca com um deles e todo dia leva uma história diferente para casa

Nascida numa tradicional família de pescadores, Josi é a única mulher em um grupo de 60 homens que vivem da pesca artesanal na Armação do Pântano do Sul, na Ilha de Santa Catarina

Josilene Maria da Silva, 34 anos, a Josi, mora na Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis. É filha, neta e bisneta de pescadores. Casada com um servidor municipal aposentado e mãe de Enzo, cinco anos, carrega na memória a imagem da época em que o bebê, com apenas três meses, era amamentado no meio da pescaria. Como precisava passar muitas horas no mar, o jeito era improvisar uma pequena cama no fundo da embarcação. O menino gostava do balanço das águas. Passava a maior parte do tempo dormindo.

“Pesco desde os 18 anos. Neste tempo todo só me afastei do mar por 10 meses, quando engravidei. Mas voltei em seguida e três meses depois do parto já tinha o meu mini-marinheiro me acompanhando nas pescarias", recorda”.

Mais jovem, Josi trabalhava na tosa e banho de animais. Também foi ajudante de pedreiro de um tio. Estava meio perdida sobre o que fazer quando, certo dia, foi ajudar o irmão a recolher as redes. Gostou tanto que nunca mais parou.

— O mar é uma terapia que limpa a alma e acalma os prantos — compara.

Josi foi a décima a nascer numa família de 11 filhos. Ela já pescou com o pai e diferentes irmãos. Atualmente é parceira de um deles, e a única das mulheres em atividade. Um dos encantos da atividade parece estar na alternância das rotinas:

— Todo o dia tem uma situação nova, uma pescaria que surpreende, uma história diferente. É assim a vida de uma mulher pescadora.

Uma rotina de quem sai de casa à tarde, passa a noite no mar e volta na manhã seguinte. Josi reconhece ser uma atividade pesada. Além de esforço físico, exige muito empenho mental e psicológico. Talvez por isso já tenha decidido: vai se aposentar — deixar de pescar profissionalmente — aos 40 anos.

— A mulher sente mais do que o homem, que tem uma estrutura física mais forte. Além disso, não é só o mar: é casa, é filho, é embarcação, e comércio do peixe. A gente não tem só um emprego, tem quatro, cinco.

Sobre o futuro do filho que se mostra apaixonado pelo mar, diz:

— Mesmo que ele queira pescar, vai ser só por lazer e não por necessidade. Vai ter que estudar para não depender da pesca como meio de sobrevivência.

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 Em férias, com tempo bom e segurança garantida, Josi permite que o filho Enzo, de cinco anos, dê um passeio de barco, mas quer que ele estude para não depender da pesca para sobrevivência(Foto: Ângela Bastos)

500 metros de rede, uma corvina e pedido à Iemanjá

Nossa equipe acompanhou uma saída de Josi para o mar. Foi em 7 de agosto, um dia de céu limpo e ventos favoráveis. Além de três jornalistas, o irmão, o filho e ela estavam no bote. Cinco horas depois nós voltamos para a retirada das redes. Dos 500 metros de malha saiu apenas uma corvina.

— É assim a vida de pescador — contava, enquanto colhia a rede.

Por isso, a família decidiu investir no turismo e faz transporte de visitantes para a Ilha do Campeche. Isso ocorre nos meses de verão para equilibrar as despesas com redes e embarcação que trabalha nos outros meses. Para ela, a escassez das safras está associada às mudanças climáticas e cita o aquecimento global como um dos fatores. Mas também a pesca descontrolada. Recorda dos tempos em que o pai colocava uma rede de corvina de 30 panos, o que já era considerada uma grande extensão. Hoje, um barco de pesca com guincho faz o mesmo trabalho usando 200 panos.

— Não há limite de malha para capturar um peixe, eles (modalidade industrial) não estão perdoando nada: nem berçário, nem criadouros.

Para Josi existem duas situações bem distintas: enquanto o artesanal espera o peixe vir na costa, o industrial pega toneladas de espécies de diferentes tamanhos.

Josi diz que há quem diga que o peixe nunca vai acabar, e alerta:

“Acaba, sim. O mar está mudando, a temperatura do mar está subindo. Antes o peixe procurava a água quente para desovar. Como esquentou, o cardume não vem mais.”

Tem outra coisa que incomoda Josi: a sujeira no mar. Na maioria das vezes tem mais galho e tronco de árvore nas redes do que peixe.

— O pessoal invade a praia, constrói casa, vai ocupando aqui e ali. A água leva o entulho, mas um dia a natureza devolve.

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Além da diferença física entre homem e mulher, Josi chama atenção para o trabalho extra, como cuidar da casa, da família, da embarcação e até do comércio do peixe(Foto: Ângela Bastos)

Josi usa como exemplo a destruição de casas pela força da maré, em 2010, na Armação do Pântano do Sul. O prejuízo foi tão grande que Exército e Marinha tiveram formar barreiras de contenção com sacas de areia. No lugar das construções antes havia dunas.

— O mar não tira nada de ninguém, só está pegando o que é dele. A natureza é assim, tem o ciclo dela. Ou a gente se adapta, ou a gente vai andar de rolo nas mãos dela.

Josi não se considera uma pessoa religiosa. Mas conta que vez que outra faz um pedido para Iemanjá, entidade que no sincretismo religioso significa a Rainha das Águas.

— Iemanjá, dá uma mexidinha no fundo do mar, dá uma reviradinha para mandar umas coisinhas (peixes) pra nós que estamos precisando.

Mas também acha tempo para agradecer.

— Sempre quando vem peixe, pouco ou muito, eu agradeço. Acho que vem o que tem que vir naquele dia. Fonte: Por Ângela Bastos – angela.bastos@somosnsc.com.br

 

Mais informações: https://www.nsctotal.com.br/noticias/amamentava-meu-bebe-durante-as-pescarias-recorda-josi-da-silva-de-florianopolis

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O dia a dia das mulheres que vivem do mar em SC – “Eu sou uma pescadeira”, define Tereza de Jesus Vieira, de Laguna

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Pescadeiras como sinônimo de pescadoras. Assim se definem as mulheres que vivem da pesca artesanal em Santa Catarina. No vocabulário delas, a palavra ganha a mesma terminação de outros ofícios, como parteira, benzedeira, cozinheira. São elas as protagonistas desta reportagem multimídia, que mostra como é profunda a presença feminina nos mares catarinenses.

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Maria Terezinha de Jesus Vieira, a Tereza, 58 anos, 45 como pescadora

 

"Eu sou uma pescadeira", define Tereza de Jesus Vieira, de Laguna

A pescadora segue a lógica da terminação “eira” presente em outros ofícios, como lavadeira, rendeira. Apesar de o termo ser mais usado para se referir à mulher que vende peixe, o raciocínio recolhe uma expressão comum em Portugal

Uma rua de asfalto separa a casa de Maria Terezinha de Jesus Vieira, 58 anos, das águas do mar. Moradora no Canto da Lagoa, às margens da Lagoa de Santo Antônio, em Laguna, Tereza, como é conhecida, é casada, tem cinco filhos e cinco netos. Quando o assunto é a profissão, ela emprega uma palavra que entre uma redada e outra aparece no vocabulário das artesanais catarinenses. 

— Eu sou pescadeira.

Mulher de pouco estudo, Tereza segue a lógica da terminação “eira” presente em outros ofícios — lavadeira, benzedeira, parteira. O raciocínio destampa o baú das memórias dos ancestrais e recolhe uma expressão mais comum em Portugal, berço da nossa língua oficial, que serviu de roteiro para o documentário A Mãe e o Mar (2013) sobre as mulheres-arrais. O vídeo conta a história das pescadeiras, mulheres que décadas atrás desafiaram a tradição, conseguiram licença de pesca e com suas vidas mergulharam num oceano antes só navegado por homens. Popularmente, em algumas regiões do Brasil, a palavra "pescadeira" é usada para se referir às mulheres que vendem o pescado.

A vida de Tereza ajuda a explicar o lugar e o papel das mulheres na pesca artesanal. Ela, que aprendeu a pescar com a mãe e depois de casada aprimorou o conhecimento com o marido, o já pescador Paulo Jovino, ensinou a atividade para os cinco filhos. 

As noras também são pescadoras. Para Tereza, o que faz não é obrigação, apoio, ajuda:

— É trabalho. 

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Das águas Tereza tira o alimento, a sobrevivência, a continuidade da vida(Foto: Ângela Bastos)

Usa a própria rotina como exemplo. Vai ao mar todos os dias, incluindo feriados e fins de semana, levanta-se nas madrugadas, cuida da casa, tira carne de siri, descasca camarão, limpa os peixes.

— A gente coloca as redes no final da tarde, antes do sol entrar. Volta no outro dia, antes do sol nascer. É uma vida bem difícil, mas compensada quando dá peixe — diz a profissional, que acrescenta:

— Vem de mãe e passa para a filha. Eu tenho uma filha que pesca comigo, assim como as noras são pescadoras também.

Fé, sobrevivência e lua de mel na embarcação

Tereza tem uma relação intensa com o mar. Das águas tira o alimento, a sobrevivência, a continuidade da vida. Quando chega à praia, molha a mão e faz o sinal da cruz.

“Eu falo com a água e converso com o sol. Quase sempre é um agradecimento por tudo que nos é dado”.

Tereza diz sentir uma emoção muito grande pelo trabalho que faz:

— Muitas vezes eu escuto para não ir ao mar, pois a gente é mulher, tem saúde delicada, corpo mais frágil. Mas eu deixo casa, faxina, qualquer serviço em terra para pescar.

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A fé faz parte da rotina de Tereza(Foto: Ângela Bastos)

No dia-a-dia, as parcerias se alternam. Às vezes com o marido, às vezes com uma das filhas. O marido de Tereza se tornou um camarada (companheiro) bastante presente.

— O primeiro filho foi feito na bateira, no balanço das ondas, lá fora. Nós estávamos em lua de mel — recorda. Tudo que a família Vieira possui foi resultado da pesca. Casa, galpão, carro, rancho, bateiras, redes.

O avanço dos anos preocupa os filhos. Eles já sugeriram para a mãe diminuir a frequência de ir ao mar, já que com a aposentadoria dela e do marido a situação da família melhorou:

— O mar é tudo na minha vida. Eu mesma digo para os meus filhos: se acontecer alguma coisa, se eu cair na água e morrer eu vou embora feliz.

Fonte: Por Ângela Bastos – angela.bastos@somosnsc.com.br

 

Mais informações: https://www.nsctotal.com.br/noticias/eu-sou-uma-pescadeira-define-tereza-de-jesus-vieira-de-laguna

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“Nesta profissão, não tem dia ou noite”, explica Jussara Galvão, pescadora de 31 anos

 

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Nascida em uma família de pescadores, Jussara, de 31 anos, reconhece que o trabalho é cansativo, mas diz ter encontrado compensações

Muita gente pergunta para Jussara se pescar não é uma atividade cansativa. Ela diz que sim, mas encontrou compensações, como não ficar trancada dentro de uma loja ou escritório

À primeira vista, quem cruza com Jussara Galvão, 31 anos, pelas ruas de São Francisco do Sul, pode achar que ela é praticante de algum esporte náutico, como bodyboard, stand up paddle, windsurfe, surfe. Jovem, cabelos loiros, corpo tatuado, preferência por roupa de neoprene e óculos com lentes espelhadas. Mas a relação dela com o mar não passa por pranchas e velas, mas por bateiras e redes. Jussara vem de uma família de pescadores. Nesta temporada, ela pesca com o irmão.

A parceria se formou porque a cunhada ficou grávida e teve que deixar a pesca que fazia com o marido há nove anos.

— Eu estava desempregada e ele me chamou. Daí eu gostei e fiquei. Pretendo em seguida tirar minha carteira profissional — diz.

Jussara é separada e tem dois filhos pequenos. Quando vai ao mar, as crianças ficam com os familiares que moram na mesma rua. Ela conta que muita gente pergunta se não é cansativo. Até pode ser, mas ela encontrou compensações.

“Para mim é bom sair de casa sem precisar me arrumar, vir para o mar do jeito que estou e sem ter que me maquiar. Além de não ficar trancada dentro de uma loja ou escritório”.

A pescaria não tem salário, exceto no período de defeso.

— Dá para se manter bem sossegada, de boa.

Jussara pesca inclusive aos finais de semana.

— Nesta profissão não tem dia ou noite e toda hora é hora. Mas eu entendi que prefiro estar no mar do que em casa.

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À primeira vista, a jovem Jussara pode parecer uma surfista, mas sua relação com o mar passa por bateiras e redes(Foto: Ângela Bastos)

Entre diálogos e silêncios, 300 quilos de peixe

Jussara aprendeu a nadar ainda criança. Acompanhando os pais e o irmão, descobriu sobre as marés e os ventos. Ela acredita que hoje percebe mais mulheres pescando do que antes, e que o número não é maior por que o governo dificulta a retirada da carteira profissional.

O irmão José Ariel Galvão conta que tinha preconceito em chamá-la para pescar:

— Eu não botava muita fé nela: toda arrumadinha, ajeitadinha, unha pintadinha, mas eu estava errado, pois ela é muito tranquila e está sempre disposta.

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 José Ariel, irmão de Jussara conta que, no início, tinha receio de chamá-la para pescar, mas acabou mudando de ideia(Foto: Ângela Bastos)

Nem sempre o mar está para peixe, mas já houve dias em que os irmãos tiraram 250, 300 quilos. Em outros dias nem molham as redes. Nos momentos de espera, Jussara e o irmão se deixam levar pelo balanço do mar:

— Às vezes a gente conversa sobre tudo, em outras ficamos calados, só olhando para ver se encontramos os peixes e jogar as redes. Fonte: Por Ângela Bastos – angela.bastos@somosnsc.com.br

 

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“Se pudesse, eu morava no mangue”, diz Paulina Oliveira, pescadora de 78 anos

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Paulina aprendeu a pescar aos seis anos com o pai e 72 anos depois ainda está na atividade, em São Francisco do Sul

"Se pudesse, eu morava no mangue", diz Paulina Oliveira, pescadora de 78 anos

Foi no lugar rico em diversidade, onde rio e mar se encontram, que pela primeira vez Paulina sentiu o cheiro da maresia. Mais de 70 anos depois, ela continua a frequentar o berçário natural de onde retira espécies que ajudam no sustento da família

Com seis anos de idade e água acima do umbigo. Assim, e pelas mãos do pai, Paulina Marques de Oliveira se iniciou como pescadora. Estava traçado o destino de vintém da menina que nunca se afastaria do mar. Mais de 72 anos se passaram, e agora a viúva que mora em São Francisco do Sul continua perto da água. Todo dia vai ao mangue, joga caniço, põe as redes. Especializou-se em pescar e limpar um peixe rejeitado por muitos por temor de intoxicação, o baiacu, iguaria disputada por tradicionais clientes donos de restaurantes.

Paulina tem o rosto riscado de ângulos. Resposta de uma vida simples e marcada pelo sol. Recém-amanhece e a rotina da pescaria movimenta a casa onde abriga filhos e netos. Em dias quentes é ela a primeira a sair da cama e a tomar café. O corpo é frágil, mas os passos rápidos. Não fosse a estatura menor que um metro e meio, a agilidade poderia ser comparada à de um maçarico, pássaro aquático de corpo leve e pernas altas, comum no litoral.

Paulina avisa:

— Estou pronta. Vamos que já é hora, se não a maré baixa e a embarcação encalha.

Um casal de filhos segue a mãe. Isabel, separada e mãe de duas crianças; e Daniel, quarentão solteiro, que puxa o carrinho (reboque) levando bateria, galão com diesel, baldes, caniços, redes. Além de uma térmica com café e um pacote com bolachinhas doces.

— Antes eu levava tudo na mão. Mas chegou a idade e as pernas estão mais fracas — explica Paulina.

São em torno de 300 metros até o porto, onde a bateira de madeira fica amarrada. A embarcação é pequena, antiga, desgastada pelo uso. Antes que o filho ligue o motor, a comandante avisa:

— Tem que esgotar. A gente nunca sabe o que vem por aí — enquanto olha para o céu nublado.

Paulina ficou em silêncio por quase meia hora em que o barco navegou.

— Se eu pudesse, eu morava no mangue — disse, então, enquanto suas mãos castigadas se enterravam na lama em busca de pequenos caranguejos usados como isca.

Foi nesse lugar rico em diversidade, onde rio e mar se encontram, que pela primeira vez Paulina sentiu o cheiro da maresia.

‘Meu pai pescava com camboa. Eu era pequeninha e ficava agarrada nos paus até a maré baixar. Aí, sim, tinha que juntar os peixes’.

Camboas eram armadilhas utilizadas pelos índios para capturar os peixes durante a maré do mangue. A técnica usa reentrâncias e esteiras que se enchem de acordo com o sobe e desce das águas. Na curva forma-se uma espécie de grandes tanques fora da circulação das águas. O local é procurado pelos peixes para se alimentarem, reproduzirem e fugirem do fluxo contínuo da maré.

— Os peixes vinham e ficavam. A gente voltava para casa cheia de alimento — rememora.

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 Paulina a caminho do mar e os encantos do mangue(Foto: Ângela Bastos)

Sustento, aprendizado e agradecimentos

É do mangue que Paulina também continua a tirar ostras e mariscos como parte do sustento, já que o salário de aposentada não é suficiente para as despesas.

“Fome não se passa. O mar sempre dá alguma coisa, por isso eu sempre agradeço por esta coisa tão linda que temos”.

Paulina nunca deixou de pescar. Mesmo quando foi empregada numa empresa de pinus, em Joinville, e como doméstica, em Araquari.

— Eu aproveitava a noite, depois de soltar o serviço, para jogar minhas redes no rio. Eu não sei viver longe disso.

Esta proximidade a tornou uma profunda conhecedora da região. Poucas pessoas sabem tão bem sobre as curvas do Rio Parati, em Araquari; a fundura do Canal do Linguado, que liga Baía da Babitonga e o Atlântico; os sambaquis da Ilha Comprida. Também as fases da lua, a hora das marés, o quadrante dos ventos:

— Naquele tempo a gente não aprendia na escola. Era com os pais e com a gente mais velha.

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 De origem afro-indígena, Paulina guarda um pouco da menina que retirava os peixes das armadilhas feitas pelo pai(Foto: Tiago Ghizoni)

Quando morrer, casquinhas de ostra no caixão

Paulina aprendeu a respeitar as forças da natureza.

— Muitas vezes eu estava pegando iscas e desabou temporal, trovoada que alumiava tudo. A primeira coisa que até hoje faço é enterrar a faca na lama para não chamar o raio. Nestas horas, a gente fica nas mãos da tormenta.

Uma das forças que Paulina diz respeitar é o vento, capaz de virar e jogar a embarcação. Uma vez, estava sozinha e a remo e não conseguia um lugar abrigado. Foi quando diz ter sido inspirada por Deus e entoou os versos:

— Eu nunca tinha escutado isso. Mas também nunca esqueci — explica.

Paulina se declara descendente de bugre, numa referência aos primeiros habitantes da região. Parece confirmar o que diz quando se acoca sobre os calcanhares, posição que varia enquanto joga o caniço dentro d’água. Gosta de pescar no remanso e em silêncio, o que também parece agradar os baiacus que se sucedem a morder a sua isca. Ela avisa:

“Quando eu morrer quero casquinha de caranguejo, casca de marisco e de berbigão dentro caixão. Tudo isso como recordação das coisas que já tirei muito por aí”.Os filhos riem, mas já confirmaram que irão atender o pedido da velha pescadora.

Fonte: Por Ângela Bastos – angela.bastos@somosnsc.com.br

 

 

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“Primeiro me apaixonei pelo mar, depois pelo pescador”, esta é a história de Joseide Siqueira

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Pescadora em São Francisco do Sul, Jô encarna o significado da palavra "pescadeira": vai ao mar, limpa, fileta e ainda vende o pescado 

 

"Primeiro me apaixonei pelo mar, depois pelo pescador", esta é a história de Joseide Siqueira

Jô forma parceria com o marido Pedro e acredita que mulher na pesca não é uma obrigação, e sim uma opção de vida para aquelas que têm o desejo de liberdade, que encontram na imensidão do mar

Diferente de outras mulheres que desde criança convivem com o mar, Joseide Aparecida Siqueira, a Jô, 40 anos, descobriu a atividade pesqueira há cerca de cinco anos. Moradora de Curitiba (PR), ela visitava familiares em São Francisco do Sul quando começou a acompanhá-los nas lides com as redes. Viu uma rotina difícil, principalmente por ser ligada às condições do clima. Mas percebeu um lado mais tranquilo do que a correria da cidade. Tornou-se mais uma pescadora na comunidade pesqueira do bairro Paulas.

— Primeiro me apaixonei pelo mar. Depois pelo pescador — brinca, ao lado de Wosly de Paulas, com quem está casada e forma parceria em mais um dia de pesca.

Para Jô, a presença das mulheres na pesca não deve ser vista como uma obrigação. Existiria a possibilidade de ficarem em casa fazendo outro serviço, ou mesmo ligadas à pesca sem a necessidade de embarcar. Mas, para ela, é uma opção. É como se sentisse mais livre ao ver o tamanho do mar e a vida que nele existe.

"É uma vida muito boa: você vê o cardume andando, correndo, saltando. Tem vezes que a gente chega a escutar o peixe".

Jô, a filha adolescente e Wosly se sustentam exclusivamente da pesca artesanal.

— A gente pesca o peixe, faz filé, vende em casa e dependendo da quantidade entrega para a peixaria comercializar.

Em certos dias passam 10, 12 horas no mar. Mas nem sempre voltam com pescado, o que exige paciência. Apesar das incertezas, ela não consegue imaginar a vida longe da água.

— Eu não consigo me ver fazendo outra coisa se não pescando.

Pescar em dupla com o marido tem suas singularidades:

— Às vezes, eu vejo o cardume num lugar e ele noutro. Eu quero que ele cerque o peixe que eu estou vendo, mas ele quer cercar o dele. Faz parte: um sempre acaba cedendo. Se pegar o peixe ficamos felizes, se erramos o cerco nos bate a tristeza.

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O dia a dia ensinou a Jô que nem sempre o mar está pra peixe: às vezes, poucos caem na rede (Foto: Ângela Bastos)

Jô brinca para provocar o marido:

— Tem horas que eu quase dou com o remo na cabeça dele (risos).

Jô acredita que a parceria na pesca fortalece o relacionamento, pois se estende por terra:

— Não somos apenas pescadores, a gente faz outras coisas juntos, como pagar as contas e passear. Nos domingos, a gente pega um pedaço de carne e sai para assar. Depois, voltamos juntos para casa.

Com uma vantagem, brinca:

— No mar também dá pra namorar.

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Jô e o marido Wosly: no mar, também dá pra namorar (Foto: Ângela Bastos)

Fonte: Por Ângela Bastos – angela.bastos@somosnsc.com.br

 

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Mel catarinense conquista paladares e coleciona prêmios no maior evento da apicultura mundial

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A catarinense Prodapys, de Araranguá, conquistou pela 5ª vez consecutiva o troféu de Melhor Mel do Mundo durante o 46º Congresso da Apimondia, realizado em Quebec, no Canadá.

A empresa produz mel de qualidade, exportado para vários países, além de cosméticos e suplementos alimentares. Tudo começou com o farmacêutico-bioquímico Célio Silva, em 1977, montando o primeiro apiário. Fonte: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/moacir-pereira

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História da Apis Nativa Produtos Naturais Ind. Com. Ltda, atual nome fantasia é PRODAPYS

Tudo começou em uma tarde de 1977, quando um enxame de abelhas pousou em uma árvore na casa do Farmacêutico-Bioquímico Célio H. M. da Silva. Após frustradas tentativas de alojá-lo em uma caixa improvisada, restou somente a determinação de conhecer a biologia da abelha e os fundamentos da apicultura racional. Em 1980, já com conhecimentos adquiridos em cursos diversos, muniu-se de coragem e comprou 500 colméias. E assim começou a história dos Apiários Abelhinha que hoje além de produzir mel, pólen e própolis, dedica-se à prestação de serviço na área de polinização de macieiras.

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APIMONDIA é a Federação Internacional das Associações de Apicultores. Seu principal objetivo é facilitar o intercâmbio de informações e discussões sobre a apicultura, organizando congressos e simpósios, onde apicultores, cientistas, comerciantes de mel, agentes de desenvolvimento, técnicos e legisladores se reúnem para ouvir, discutir e aprender um com o outro. As reuniões da APIMONDIA são eventos fabulosos que oferecem grandes oportunidades de aprender sobre todos os aspectos do mundo da apicultura: de manhã até tarde da noite, os participantes exploram várias exposições e aprendem sobre pesquisas de ponta de todas as partes do mundo e têm uma oportunidade única de conhecer apicultores. e cientistas de todos os cantos do planeta.

  

Apimondia sobre o Prêmio Mundial da Apicultura

O Congresso de Apimondia oferece um fórum para o mundo se reunir para enfrentar desafios comuns nos setores da apicultura. Atualmente, a maioria dos apicultores do mundo enfrenta enormes dificuldades com preços insustentáveis ​​para seus produtos. Ser apicultor está se tornando cada vez mais difícil com o agronegócio moderno e as mudanças climáticas globais. No entanto, é dever da Apimondia aumentar constantemente a qualidade dos produtos apícolas, mesmo nos ambientes atuais bastante desfavoráveis.

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Apimondia está trabalhando intensamente para resolver o problema da adulteração do mel. Em janeiro de 2018, foi lançada a primeira versão da Declaração sobre a fraude do mel. Esta declaração reflete a posição oficial da Apimondia e tem uma natureza dinâmica sempre aberta à melhoria à medida que novos conhecimentos são disponibilizados e mais vozes fazem suas contribuições genuínas.

Nesse contexto, o Conselho Executivo de Apimondia tem se concentrado em melhorar os padrões do World Beekeeping Awards. Um padrão mais alto de aceitação da participação foi utilizado para refletir o compromisso da Apimondia com o aumento da qualidade dos produtos apícolas. Este ano, os participantes das categorias de mel foram submetidos a análises externas de laboratório usando laboratórios credenciados na ISO 17025 para testar a pureza do mel, contaminação com resíduos e alguns parâmetros tradicionais de qualidade.

Os resultados dos testes de laboratório nos indicam que há muito trabalho a ser feito e muitas áreas em que nós, como comunidade global da apicultura, podemos nos concentrar para melhorar. Eles também refletem uma pressão crescente sobre os apicultores para manter a saúde de suas abelhas, o que por sua vez pode aumentar o risco de contaminação não intencional de seus produtos.
O mel tem muitas características especiais, algumas das quais ainda estão sendo descobertas em muitas partes do mundo. Enquanto enfrentamos esses tempos desafiadores, em Apimondia não temos escolha a não ser enfrentar esses desafios, informar, apoiar e melhorar a qualidade de nossos produtos. Os apicultores precisam de bons conhecimentos, educação e apoio globalmente. O Prêmio Mundial da Apicultura, a Declaração da Apimondia sobre Adulteração do Mel e este Congresso fazem parte desse processo contínuo para melhorar a apicultura e os produtos apícolas.Fonte: https://www.apimondia.com/en/home

 

Mais informações: http://www.prodapys.com.br/

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Um roteiro aconchegante e cheio de delícias te aguarda em Arvoredo

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Um trajeto com todos os encantos que a natureza oferece. Assim pode ser definida a Rota de Turismo Rural Delícias de Arvoredo 

Investimento para valorizar o potencial e a tradição do interior. O turismo rural é isso: uma oportunidade de mostrar o que o campo tem a oferecer em forma de lazer, gastronomia e empreendedorismo. E foi, com esse incentivo, que a Prefeitura Municipal de Arvoredo, e o Sebrae/SC, com patrocínio da CrediSeara, Copérdia, Sicoob Crediauc, Aurora e Frigorífico Arvoredo, lançaram a Rota de Turismo Rural Delícias do Arvoredo, durante café colonial no Sítio Picolli – uma das propriedades que compõem o projeto.

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No sítio, cercado de natureza e delícias caseiras, a família recebeu os convidados para a inauguração de forma calorosa junto dos demais produtores rurais que integram a Rota. "Nosso primeiro passo de empreendedorismo foi um salão de beleza rural e, agora, temos a oportunidade de integrar o roteiro de turismo rural. É um prazer poder oferecer às pessoas o que temos em casa, com o tradicionalismo do interior", contou Neusa Picolli, otimista para este novo empreendimento. 

Para a criação da Delícias de Arvoredo também foi realizada uma pesquisa em Chapecó, onde está situado o principal público-alvo da Rota. Segundo levantamento, mais de 90% dos entrevistados gostariam de conhecer a rotina do campo, a forma como os alimentos são produzidos, apreciar a culinária e outros aspectos do meio rural. Outro ponto que sustenta o projeto é a busca cada vez maior por qualidade de vida e alimentos saudáveis. “E é isso que estamos vendendo: saúde, qualidade de vida e bem-estar”, explica a consultora credenciada ao Sebrae/SC, Sílvia Nowalski, que destaca também a vocação das famílias do interior para receber. “Elas sentem prazer em abrir as portas da sua casa e da propriedade, e sabem acolher como nenhum outro”, salienta.

A prefeita Janete Bianchini está otimista com o projeto e, entre outras ações, disponibilizou toda a sinalização do roteiro, além de apoiar o processo de melhoria nas propriedades. A prefeitura também conseguiu recursos do Ministério do Turismo para a construção de uma ciclovia, que servirá para apoiar o projeto de turismo local.  A obra já iniciou.

O roteiro oferecerá aos visitantes uma experiência única com produtos regionais de nove propriedades da região – com panificados, chás, mel, cítricos, cuias personalizadas para chimarrão, entre outros. Além de também contarem com estrutura para camping – único espaço que é destinado somente para visitação. 

"Poder conhecer a forma de produção e a origem dos produtos é uma oportunidade inesquecível. A qualidade também se destaca, pois, todos os produtos são feitos com matéria-prima natural, combinados com um momento de paz e tranquilidade em meio à natureza. O interior tem uma característica nobre. É formado por famílias acolhedoras e que sentem prazer em receber bem. São pessoas que costumam valorizar a união e a partilha. A Rota será muito especial para todos que vierem visitá-la", enfatiza Sílvia. 

A produtora rural Marta Bianchin destacou o empenho de todos no processo de implantação da Rota. Animada, afirmou que o empreendedorismo é necessário, ainda mais em uma região que tanto tem a oferecer e mostrar para os visitantes. 

"Essa rota é fundamental para que possamos mostrar mais do nosso município também na área de turismo. Economicamente esse setor vem somar a todas as outras atividades e nós estamos de braços abertos para receber os nossos visitantes", assinala a prefeita Janete Bianchini.

A analista técnica do Sebrae/SCMarieli Aline Musskopf, ressalta que a iniciativa representa mais um projeto que surgiu para consolidar o turismo rural no Oeste catarinense. “O Poder Público e os produtores rurais apostaram na ideia, o que oportunizou colocar em prática algumas transformações que tornaram esse projeto uma realidade que será essencial para movimentar a economia local. Trata-se de mais uma ação do Sebrae que integra o projeto Destinos Turísticos Inteligentes que foca na competitividade ao setor e possibilita experiência de qualidade aos turistas”.

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"Devemos o mérito do sucesso na organização e execução da Rota Delícias de Arvoredo ao município e à comunidade que apostou no desenvolvimento desse roteiro e também do apoio técnico de todos os parceiros e que consentiram serem aplicadas metodologias que permitem a estruturação, o desenvolvimento e a consolidação de roteiros turísticos no projeto Destinos Turísticos Inteligentes do Sistema Sebrae" realçou o gerente regional Oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani. Fonte: MB Comunicação 

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Roteiro

A Rota Delícias de Arvoredo conta com a visita em 10 locais do nosso município. O ponto de partida é no Camping Primavera onde os visitantes poderão ter o contato com a natureza em um local extremamente agradável. O próximo local a ser visitado é a padaria Delícias da Tia Nace com ótimos produtos orgânicos e caseiros. Seguindo a roteiro chegamos na Casa dos Chás da Prof. Noili onde os visitantes poderão conhecer sobre o poder das plantas e muito sobre hábitos saudáveis. Também será visitado o Recanto das Abelhas com a produção de mel de diversas variedades de flores, um produto delicioso e com inúmeros benefícios para a saúde. E mais uma visita em uma padaria a Moni’s Cakes da Simone Verza, esta especializada em confeitaria com receitas próprias, totalmente artesanal que se diferencia no sabor e na qualidade dos seus produtos. E não podia faltar aquele almoço típico em nosso município com uma gastronomia italiana no Sítio Alto Belli da Marta e do Toni que trabalham há mais de 50 anos na agricultura familiar.

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Após o almoço, o roteiro nos leva até a Casa da Memória da Família Pozzer com um acervo doado pela comunidade podemos reviver um pouco da História do município de Arvoredo. Depois de reviver um pouco da história o roteiro nos leva até o Sítio Raízes Nardino que conta com diversos produtos coloniais, também contempla os visitantes com uma área de muito verde, ideal para um passeio ao ar livre e ainda os visitantes poderão aproveitar para saborear deliciosas frutas tiradas direto do pé e também na propriedade poderão visitar o memorial da família. A próxima parada é na casa da Soeli onde os visitantes poderão aprender sobre o processo de produção da cuia desde o cultivo do porongo até a personalização das cuias. A última parada do roteiro é no Sítio Picolli onde poderão tomar aquele café colonial, misturado a belas histórias e uma incrível paisagem. É dessa forma especial que os visitantes encerram o passeio na Rota Delícias de Arvoredo.

Interessados em visitar a Rota Turística Delícias de Arvoredo devem fazer a reserva com antecedência pelos telefones (49) 99979-8721 com Mari / (49) 99803-5779 com Noili / (49) 99818-2163 com Neusa.

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Município de Arvoredo

A economia do Município de Arvoredo, localizado no oeste Catarinense, com aproximadamente tres mil habitantes, está ligada basicamente ao setor primário: agricultura, bovinocultura de leite, suinocultura, avicultura, grãos, citricultura e reflorestamento. Situada em uma região fértil, apresentando uma agricultura diversificada com maior cultivo de milho, feijão, soja e trigo e outras culturas substanciais como arroz, cebola, mandioca, cana-de-açúcar.

Na avicultura a capacidade de alojamento é de 422.000 aves/mês; na suinocultura é de 63.000 cabeças/mês. Outro destaque é o leite, com uma produção de 400 mil litros/mês. O rebanho bovino é constituído por mais de 7.2 mil cabeças. Os principais produtos agrícolas cultivados no município, de acordo com o valor bruto da produção, obedecem a seguinte classificação: milho, soja, feijão e fumo.

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História

Na década de 40, os “tropeiros” que conduziam gado e mercadorias do Noroeste do Rio Grande do Sul para o Sudoeste do Paraná passavam pela região Oeste de Santa Catarina e paravam para descansar em um local muito agradável cheio de árvores, com frutas, com espaço adequado para descanso do pessoal e do gado, com água abundante e de boa qualidade. A partir das costumeiras paradas dos tropeiros, deu-se início a formação do povoado ao qual deram o nome de Arvoredo, formado por cidadãos gaúchos, de origem italiana. Com o crescimento do povoado e a representatividade que os negócios iam se desenvolvendo, em 1960, a comunidade passou a categoria de distrito do Município de Seara.

Graças à continuidade do seu desenvolvimento econômico e à grande distância que o separava da sede do município, Seara, o distrito de Arvoredo começou a se unir para formar a ideia da possibilidade de emancipação político administrativa, que nasceu no sentimento maior e laborioso dessa comunidade de gerir seu próprio destino. Assim, em 09 de janeiro de 1.992, através da Lei Municipal Nº 8.524, Arvoredo foi emancipado de Seara.  Fonte: Prefeitura Municipa Arvoredo

 

Mais informações: https://www.facebook.com/deliciasdearvoredo/ ou

e-mail deliciasdearvoredo@gmail.com

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Produtores catarinenses conhecem experiências de cooperativismo no Paraná

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Agricultores e técnicos da região de Concórdia realizaram viagem técnica para conhecer experiências de cooperativismo na agricultura familiar no Paraná.

A viagem foi nos dias 21 e 22 de agosto, quando o grupo conheceu a importância da organização dos agricultores para viabilização das propriedades, agregação de valor e melhoria da qualidade de vida no meio rural.

No primeiro dia o grupo foi para os municípios de Carambeí e Castro, onde conheceu uma experiência de intercooperação entre as cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, constituídas por imigrantes holandeses. No dia também foi realizada visita na propriedade de um associado da Castrolanda.

No segundo a visita foi na cooperativa Witmarsum, que está localizada em uma colônia alemã, no município de Palmeira. Essa cooperativa atua em diversas cadeias produtivas, com destaque para o leite. Inclusive o queijo colonial produzido na Colônia Witmarsum possui registro de indicação de procedência no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial)

A viagem técnica é uma ação do Programa Mais Gestão, executado pela Epagri em convênio com a Anater.

 

Mais informações: grco@epagri.sc.gov.br

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Turismo Rural: secretário-executivo da Amunesc palestra em curso promovido pela Epagri em Joinville

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O secretário-executivo da Amunesc, Tufi Michreff Neto, participou na tarde da quarta-feira (05) como palestrante no Curso de Turismo Rural promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

O curso teve início no dia 03 e foi ministrado por Dione Nery Cavalcanti Benevenutti. Dione abordou, entre outros assuntos, o turismo rural na agricultura familiar, o processo de roteirização, inovação e empreendedorismo, noções de atendimento nos serviços turísticos e hospitalidade, além da valorização e utilização da gastronomia rural/colonial de base local e o uso de produtos orgânicos.

Em fala para agricultores familiares e pequenos empreendedores, Tufi destacou algumas experiências do Turismo Rural e lembrou de cases de sucesso que são exemplos para todo o Estado, como o processo de identificação Geográfica da banana da região de Corupá, conhecida hoje como a mais doce do Brasil. O secretário-executivo destacou sua contribuição para a economia regional e para a valorização do turismo gastronômico: “precisamos olhar para os nossos produtos com outros olhos, ver a potência que temos em mãos e saber vender esse produto de forma que seja atrativa para o turista e para o consumidor em geral”, concluiu.

Tufi também conversou com os presentes sobre a importância do cooperativismo e dos trabalhos desenvolvidos em parceria, e lembrou que a organização turística tem base fundamental nos Planos Municipais de Turismo: “o planejamento é muito importante para o Turismo. É preciso fazer o mapeamento das potencialidades da região, da capacidade de atendimento, e assim trabalhar em conjunto para a promoção integrada, fomentando assim o desenvolvimento regional”, afirmou.  

Na ocasião a coordenadora do Viva Ciranda, Anelise Rocha, apresentou o projeto e ressaltou os destaques que a iniciativa já recebeu. Trata-se de um projeto de turismo pedagógico onde crianças da rede escolar pública e particular de Joinville aprendem na prática com os agricultores da região. A Amunesc fará visita aos produtores da rede para conhecer melhor o projeto, que já serviu de modelo para outros municípios. Fonte:https://www.amunesc.org.br

 

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