Epagri apresentou variedades de uvas resistentes em dia de campo

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A Estação Experimental da EPAGRI – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina em Videira recebeu cerca de 50 pessoas, entre viticultores e técnicos, para um dia de campo sobre variedades de uvas viníferas resistentes a doenças (PIWI).

O evento foi no dia 23 de janeiro e mostrou as plantas com frutas maduras, além de oferecer para degustação três vinhos brancos no vinhedo para que o público pudesse conhecer o potencial produtivo, a resistência a doenças e a qualidade enológica das uvas.

Segundo o pesquisador André Luiz Kulkamp de Souza, o grande diferencial desse grupo de variedades é que elas produzem uvas com alta qualidade enológica e com alta resistência a doenças, especialmente o míldio da videira. O termo PIWI vem do alemão e significa variedades resistentes a doenças. O plantio dessas variedades ocorre em todo mundo e estará disponível ao viticultor brasileiro em breve.

O trabalho é conduzido pela Epagri e pela UFSC em parceria com dois institutos de pesquisa europeus:  um da Itália (Fondazione Edmund Mach) e outro da Alemanha (Julius Kuhn Institut). O estudo está sendo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de SC (Fapesc), sendo parte do recurso oriundo do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura de Santa Catarina (Fundovitis).

“Esse estudo é pioneiro no Brasil e pretende disponibilizar aos viticultores catarinenses variedades produtivas e com resistência a doenças, para com isso reduzir o custo de produção e viabilizar a produção de uvas viníferas no estado. Além de reduzir de forma significativa o uso de agrotóxicos e com isso melhorar as condições da saúde dos viticultores, consumidores e ambiente”, explica o pesquisador André. Ele relata que existem três variedades brancas e duas tintas com grande potencial para plantio nos próximos anos. “E o trabalho não para. Pretendemos testar mais variedades que ainda não entraram em produção”.

Os pesquisadores italianos Marco Stefanini e Duilio Porro estavam presentes e puderam dar sua contribuição explicando porque a comunidade europeia está plantando essas variedades e quais os resultados delas em outros locais do mundo. Além de participarem do dia de campo, esses pesquisadores visitaram outras quatro unidades experimentais do projeto, localizadas nos municípios de Água Doce, Curitibanos, São Joaquim e Urussanga. Já é a terceira safra colhida com sucesso dessas variedades que em breve estarão disponíveis aos viticultores.Fonte: Diário Rio do Peixe

Mais informações: eev@epagri.sc.gov.br 

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Arroz preto desenvolvido pela Epagri tem alta atividade antioxidante, revela estudo

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Testes realizados pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão (GO) apostaram que o de arroz de grão preto SCS 120 Ônix, desenvolvido pela Epagri, contém os maiores teores de compostos bioativos, sendo as mais eficientes em neutralizar radicais livres.

O arroz vermelho BRS 902, da Embrapa, também foi destaque no estudo de buscou identificar a presença de compostos capazes de prevenir o envelhecimento das células do organismo humano.

A pesquisa comparou amostras do grão integral cozido de quatro cultivares de arroz colorido. Usando método laboratorial para obter extratos fitoquímicos do conteúdo das amostras, o estudo isolou o fenol, um tipo de composto conhecido nos alimentos ligado à atividade antioxidante. Ele se apresenta sob duas formas: a primeira, livre; e a segunda, complexada. Para ambas, foram medidas as concentrações.

Compostos fenólicos são moléculas presentes em alimentos de origem vegetal. A maior ingestão dessas estruturas químicas pode aumentar a eficácia da sua função protetora contra danos oxidativos, ligados ao envelhecimento, nas células. Esses compostos protegem as células ao promover o sequestro dos chamados radicais livres, moléculas que em grande quantidade podem danificar células sadias (veja quadro no fim da matéria). Os compostos fenólicos são categorizados como livres ou compostos, quando são associados a açúcares e proteínas.

Seis vezes mais compostos fenólicos

O melhor resultado para os compostos fenólicos complexados ocorreu com o SCS 120 Ônix da Epagri, que é caracterizado por grãos pretos. No caso dos compostos fenólicos livres o melhor resultado alcançado foi do cultivar BRS 902 de grão vermelho, da Embrapa. Comparativamente, essas cultivares apresentaram 14% mais compostos fenólicos livres do que as outras variedades em teste com menor teor. Na avaliação dos compostos fenólicos complexados, o resultado foi 17% a mais no grão preto. Se comparadas ao arroz branco, os cultivares de grão colorido possuem, em média, seis vezes mais compostos fenólicos.

Para medir a atividade antioxidante, os extratos de compostos fenólicos, em suas duas formas, foram testados em laboratório quanto à capacidade de reação e sequestro de radicais livres por dois métodos denominados pelas siglas DPPH e ABTS.

Para a responsável pela pesquisa de tipos especiais de arroz da Epagri, Ester Wickert, as cultivares de grão colorido são um diferencial atrativo para o rizicultor. “Grãos de pericarpo colorido, preto ou vermelho, têm maior valor de mercado, até porque têm uma produção menor, em termos de área, mas não de produtividade, e têm seu consumo associado à melhor qualidade de vida, uma vez que oferecem maior quantidade de compostos fenólicos, considerados importantes agentes antioxidantes”, diz Wickert. Trabalhando na Estação Experimental da Epagri em Itajaí, ela considera também que há espaço para variedades de arroz colorido em diferentes formatos de grão: longo-fino, longos, curtos ou arredondados, associados ainda a características de aroma e teor de amilose.

De acordo com a pesquisadora, o aumento da demanda por grãos de arroz com atributos especiais é um dos motivos que fez com que a Epagri desenvolvesse variedades de grão colorido, adaptadas às condições de cultivo de Santa Catarina, cujo sistema de produção é formado essencialmente por pequenas propriedades com mão de obra familiar.

Ação de radicais livres

O corpo gera energia a partir da respiração celular, quando ocorre o consumo de oxigênio e ao mesmo tempo a oxidação de combustíveis celulares, como a glicose e ácidos graxos. Esse metabolismo gera subprodutos, conhecidos como radicais livres. Essas moléculas são instáveis e quimicamente reativas e podem ter como efeitos indesejáveis o envelhecimento celular.

No entanto, o organismo humano dispõe de um sistema de desintoxicação do excesso de radicais livres, capaz de neutralizar suas ações prejudiciais. E o melhor é que existem substâncias que podem ajudar nessa tarefa. Por exemplo, compostos fenólicos vindos da ingestão de alimentos possuem função protetora contra danos oxidativos. Quanto maior a ingestão de alimentos que auxiliem nesse processo, menor será o envelhecimento celular.Fonte:esterwickert@epagri.sc.gov.br

Com informações de Rodrigo Peixoto, jornalista da Embrapa Arroz e Feijão.
Leia a íntegra da matéria. (https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/41197731/estudo-indica-cultivares-de-arroz-vermelho-e-preto-com-maior-atividade-antioxidante?link=agencia)

 

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Secretários da Agricultura da região Sul discutem ações para fortalecer o setor produtivo de lácteos

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Os secretários da Agricultura de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estarão juntos hoje, segunda-feira (18) para tratar dos desafios e oportunidades para a cadeia produtiva de leite. Os três estados já produzem 38% do leite brasileiro, podendo alcançar metade da produção nacional até 2020.

Os membros da Aliança Láctea Sul Brasileira se reúnem na sede da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), em Curitiba. Santa Catarina estará representada pelo secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, além de lideranças do agronegócio catarinense.

Na pauta do encontro estão: a apresentação das prioridades e programas de trabalho da Aliança Láctea Sul Brasileira; o debate sobre a viabilidade da exportação de lácteos produzidos no Brasil e a análise do Novo Regulamento Técnico do Leite.

Aliança Láctea Sul Brasileira
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul se uniram para desenvolver a cadeia produtiva e ampliar os mercados para o leite produzido na região. Os membros da Aliança Láctea acreditam que o Sul do Brasil é capaz de produzir o leite mais competitivo do mundo, só que para isso o setor deve passar por uma grande transformação. Principalmente, na organização logística da cadeia produtiva, na melhoria da qualidade e na redução de custos de produção.

Produção de Leite no Sul
Os três estados do Sul produziram 12,8 bilhões de litros de leite em 2017 – 38% do total produzido no país. E as expectativas são de que até 2020 a região produza mais da metade de todo leite brasileiro.

Em Santa Catarina, o leite já é a atividade agropecuária com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3,4 bilhões de litros em 2017 – um incremento de 8% em relação a ano anterior. Os números consolidaram o estado como o quarto maior produtor de leite do país.

Mais informações: www.agricultura.sc.gov.br

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Projeto Sanitarista Junior inicia ano letivo em 1.073 escolas da rede estadual de ensino de Santa Catarina

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De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, os municípios e a rede privada têm autonomia na elaboração dos seus calendários, levando em consideração as peculiaridades locais e a legislação que determina o mínimo de 200 dias letivos e 800 horas-aula.

Nesta semana 1402 alunos de 69 escolas da rede municipal e estadual iniciam o Projeto Sanitarista Junior em todo o Estado de Santa Catarina. Por meio de articulações com escolas e educadores na finalidade de definir um público-alvo, as crianças a partir de nove anos das escolas das redes pública e particular foram consideradas aptas a desenvolverem as aulas que inserem os conteúdos de educação sanitária de forma transversal e interdisciplinar no currículo escolar.

O projeto educativo, focado na defesa agropecuária, sanidade ambiental e humana, foi elaborado a partir da construção do Programa Estadual de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária, documento este produzido pelo Comitê de Educação Sanitária, composto por engenheiros agrônomos e médicos veterinários da Cidasc, e foi desenvolvido para ser executado junto às escolas por livre demanda.

As aulas, que envolvem saídas de campo, vídeos ilustrativos e contato direto com profissionais da área, ainda são estruturadas com o uso de material didático próprio, abordando temas como bem-estar animal, doenças e pragas, formas de prevenção e ações voltadas à preservação do meio ambiente, otimização de recursos naturais, uso consciente de agrotóxicos, entre outros.

Integrando o conhecimento sistematizado e a realidade dos atores sociais envolvidos, o Projeto Sanitarista Junior torna-se instrumento que leva a um processo de sensibilização e consciência ambiental, permitindo às crianças desenvolverem valores e competências fundamentais para o pleno exercício da cidadania.

As crianças, por meio das vivências do projeto, tornam-se multiplicadoras das ações de defesa e passam a contar com a Cidasc como parceira nas melhorias da produção e qualidade de vida no campo.

“A educação sanitária em defesa agropecuária é o processo ativo e contínuo de utilização de meios, métodos e técnicas capazes de educar e desenvolver consciência crítica nas crianças que participam do projeto e na comunidade escolar como um todo”, ressalta a engenheira agrônoma da Cidasc e coordenadora estadual do projeto Patrícia Almeida Barroso Moreira.

As ações de defesa agropecuária, desenvolvidas e executadas pela Cidasc, visam garantir a manutenção da sanidade das populações vegetais e animais, a idoneidade dos insumos e dos serviços utilizados na agropecuária catarinense, bem como garantir a identidade higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos agropecuários destinados aos consumidores.

O Projeto Sanitarista Junior busca, por meio da educação, promover a mudança de atitudes e comportamentos da comunidade frente aos problemas sanitários. Cultiva nas crianças o amor pela natureza e o desejo de conhecer melhor o trabalho no meio rural. Permite que compreendam a responsabilidade, delas e da sociedade em geral, na saúde animal, vegetal, ambiental e na produção de alimentos seguros, incentivando que façam sua parte e cooperem com a saúde pública e o desenvolvimento sustentável.

Ao longo destes quatro anos de Projeto Sanitarista Junior, foram contempladas mais de 10 mil crianças, de 133 escolas, em 70 municípios catarinenses.

 

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Produtores de polvilho azedo seco ao sol do Sul de Santa Catarina conquistam avanços

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As unidades produtoras de polvilho azedo do sul Catarinense receberam a visita da superintendência estadual da Vigilância Sanitária do Estado de Santa Catarina, após um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ter sido firmado em 2017.

Desde então passaram por um trabalho de elevação da qualidade, através da consultoria do Selo de Conformidade da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Cataria – Cidasc.

Conforme o técnico Regional da Cidasc, Rômulo Bitencourt, a visita técnica da Vigilância Sanitária estadual, no último dia 12, por meio da superintendente do órgão Raquel Bittencourt, juntamente com o setor polvilheiro, representado pela Associação das Indústrias Processadoras de Mandioca e Derivados (AIMSC) visitaram as unidades produtoras de polvilho azedo seco ao sol no Sul de Santa Catarina em função de Termo de Ajustamento de Conduta ocorrido com este setor. Este setor estava muito ultrapassado, em termos das normas de produção de alimentos e em 2017, firmou o TAC para que dentro de prazo hábil pudessem se atualizarem com as melhorias das unidades, procedimentos e registros.

O trabalho da Cidasc junto a este setor foi de elevação do padrão de qualidade do polvilho azedo no Sul do estado. “O polvilho azedo seco ao sol é um produto genuíno nosso, com características peculiares, com parte da produção artesanal e a gente tende a preservar este setor. Cidasc, Epagri e Universidade Federal de Santa Catarina, Unisul e Unesc fazem trabalho em conjunto neste setor avaliando os níveis de contaminantes e analisando como manter sua produção com qualidade”, destaca Rômulo.

Todo o setor do Sul do estado está mobilizado e foi criada uma nomenclatura específica da cultura do polvilho azedo seco ao sol, que tem as particularidades destacadas para comercialização. Um investimento de cerca de R$ 10 milhões foi demandado para estruturar o trabalho no Sul do estado. Prefeito de Santa Rosa do Sul, Nelson Cardoso; de Sombrio, Zenio Cardoso e de São João do Sul, Moacir Francisco Teixeira participaram da visita e junto da comunidade se mostram empenhados pelo setor.

Com o intuito de servir de apoio ao segmento, foi desenvolvido um projeto para dar suporte a estes empreendimentos, chamado Projeto de Valorização do Polvilho Azedo de Santa Catarina e, no projeto, a Cidasc cumpre uma das etapas mais importantes. O setor polvilheiro tem forte representatividade econômica e até cultural, mas as melhorias foram fundamentais para a continuidade da atividade e Santa Catarina, mais uma vez, larga na frente na melhoria da qualidade e na segurança dos alimentos. Fonte: Jornal FolhaSul

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Município do Planalto Norte apresentam à Epagri proposta para instalação de laticínio

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Durante reunião, da Associação dos Municípios do Planalto Norte (Amplanorte), prefeitos municipais de Canoinhas, Monte Castelo e Papanduva entregaram aos técnicos da Epagri e a um grupo de produtores que trabalham na criação de um laticínio na região, proposta de interesse para instalação da unidade em seus municípios.

A viabilidade de implantação de uma unidade de beneficiamento de leite, na região do Planalto Norte Catarinense vem sendo estudado pela Epagri, desde 2012 e objetiva ampliar as possibilidades de armazenamento, industrialização e escoamento da produção leiteira da região do Planalto Norte Catarinense

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Para o Prefeito de Canoinhas, Beto Passos, a atividade leiteira se constitui segmento estratégico para a vida de um significativo contingente de produtores rurais e familiares, e é responsável por boa parte do movimento econômico de Canoinhas. “Manifestamos o nosso interesse para que o empreendimento seja instalado em nosso município, uma vez que Canoinhas possui localização geográfica estratégica entre todos os municípios do Planalto Norte”, comenta o prefeito. "A Epagri fez projeto que indica a viabilidade do empreendimento. Produtores de toda a região estão unidos e acompanhando o projeto", acrescenta Passos.

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Na ocasião, o prefeito de Papanduva, Luiz Henrique Saliba também manifestou o interesse pela instalação do laticínio e apresentou a proposta elaborada pelo município para a instalação na cidade. ”O laticínio atuaria como cooperativa, beneficiando as famílias que trabalham na produção leiteira da região e aquecem a economia. Produtores leiteiros da região norte catarinense acompanham o processo. Além de Papanduva e Canoinhas, o município de Monte Castelo manifestou interesse e apresentou proposta.

 

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Tereza Cristina quer “quebrar a maneira ideológica” de relacionar Agricultura e Meio Ambiente

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Em entrevista à Gazeta do Povo, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, destaca a postura da pasta quanto a temas como previdência rural, demarcação de terras, Nova Lei dos Agrotóxicos e Funrural

Nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro (PSL) era bem visto pelo setor agropecuário. Então deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (DEM-MS) foi à casa do atual presidente formalizar o apoio da bancada ao então candidato. Reeleita, aceitou coordenar o ministério da Agricultura.

Em sua primeira visita a uma grande feira agropecuária como ministra, no último dia 8, ela teve agenda na Show Rural, em Cascavel. “Já fui uma vez como produtora, quando era secretária de Estado do Mato Grosso do Sul. É uma feira especial, já que vem gente de todo o Brasil e também de fora do país para a feira”, disse a ministra, em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo.

Sem adiantar projetos prioritários para a pasta — o governo “tem que se reestruturar, ao mesmo tempo em que não pode parar” — a ministra comentou sobre os principais temas que devem envolver a agricultura no próximo período. Entre eles a nova Lei dos Agrotóxicos, a negociação do passivo do Funrural e a quebra da safra. Além de comentar sobre o relacionamento com o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente (a possibilidade de fusão dos dois ministérios foi ventilada durante a transição do governo, e recebeu críticas).

Na ‘bagagem’, Cristina traz alguns de seus secretários de política agrícola e tem reunião marcada com o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Engenheira agrônoma, Tereza Cristina assumiu a presidência da FPA no primeiro mandato de deputada federal, após ser eleita em 2014. Agora, como ministra, explica a postura do Ministério da Agricultura sobre temas que afetam o agronegócio quanto e frentes, como a ambiental e indígena.

Gazeta do Povo – O ministro da economia tem a prioridade da Previdência. Moro tem o pacote anticrime. E a agricultura: qual é a grande prioridade deste início de mandato?

Tereza Cristina – Já liberamos as DAPs [Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar] para os próximos dois anos, para ajudar o pequeno agricultor, pois seria muito complicado para o governo ter que refazer todas as DAPs. Isso já foi implementado. Agora vamos entregar ao congresso o Sisbi [Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal], que é a liberação [e padronização] do comércio de alimentos entre todos os estados.

GP – A previdência dos produtores e trabalhadores rurais é diferente da cidade, e deve fazer parte da Reforma da Previdência. A senhora já conversou sobre esse tema com o ministro da Economia, Paulo Guedes?

TC – Ainda não conversei e, inclusive, tenho que marcar uma agenda. O texto está sendo construído e acabou vazando um que não sei se é o definitivo.

GP – Essa é uma questão polêmica que inclui o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural, o Funrural. Antes, o produtor deveria recolher 2,1% para a previdência sobre tudo o que vendesse, e as empresas 2,6%. Em 2010, a contribuição foi suspensa pelo STF para um frigorífico, o Mataboi, e abriu o precedente do não recolhimento. Em 2017, mudou o entendimento e os produtores rurais passaram a ser devedores do período não contribuído. Agora, eles não querem pagar esse passivo. Inclusive, em 2018 as porcentagens do Funrural foram revistas. Qual é o posicionamento do novo governo sobre o tema?

TC – Realmente o problema do Funrural precisa ser definido. O presidente Bolsonaro disse que quer buscar uma resolução, e a boa notícia foi a recente opção do pagamento pela folha [de pagamento de funcionários], e que já está valendo. Só que os produtores precisam dizer qual opção preferem para migrar [o modelo de contribuição]. E quanto ao passado, é preciso encontrar uma maneira legal. O governo deve estar estudando isso para ver como o presidente vai fazer para cumprir essa remissão.

GP - O passivo chega a R$ 17 bilhões. O governo pretende abrir mão desse valor?

TC – É uma coisa que o presidente quer fazer, mas o governo precisa achar a legalidade disso. Ele não pode incorrer em Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo acabou de assumir, mas como é um tema caro ao presidente, então está sendo discutido para ver a maneira legal de ser colocado. Porque é uma renúncia [fiscal]. O presidente só vai assinar se tiver o ‘ok’ da parte jurídica do governo.

GP - Nessas avaliações que estão sendo feitas, já se pensa na elaboração de alguma Medida Provisória?

TC – Ainda não. Você tem que entender que temos 30 e poucos dias de governo, tirando os finais de semana (risos). E como tivemos, primeiro, a reestruturação de todos os ministérios, com várias fusões, e é preciso refazer essas estruturas. A Economia é um que incorporou Planejamento, INSS, enfim, uma série de coisas. Ficou um superministério. Você tem que entender que o governo tem que andar, mas também tem que se reestruturar, ao mesmo tempo em que não pode parar. Existem temas mais urgentes e outros temas com urgência média que estão sendo elaborados para ‘daqui a pouco’, até porque o Congresso reabriu nesta semana. Então, essa é uma pauta que com certeza terá que ir para votação na Câmara e no Senado.

GP – Sobre a reestruturação de ministérios, a atribuição de demarcação de terras indígenas passou da Funai para a pasta da Agricultura. Isso foi, inclusive, motivo de críticas de alguns setores. Por que foi tomada essa decisão?

TC – É simplesmente uma visão administrativa para juntar coisas que tem a ver uma com a outra, todas em uma mesma pasta. Aqui nós juntamos todas as agriculturas: o assentamento [de terras], que estava no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); a agricultura familiar, que estava na Sead (Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário), e a agricultura que estava no Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Isso tudo ficou em um único ministério.

GP – Chegou-se a cogitar a união dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, o que não ocorreu. Mas a senhora chegou a comentar que essa pasta teria um nome em comum acordo, com o seu crivo. A escolha do Ricardo Salles realmente foi conjunta entre a senhora e o presidente?

TC - Foi uma escolha do presidente, mas tivemos uma conversa de harmonia das ações. Eu tenho uma convivência muito boa com o ministro Ricardo Salles. A gente troca ideias e conversa para melhorar os processos. E simplificar processos não quer dizer que vamos perder ou tirar a segurança. Muito pelo contrário: você vai dar agilidade mantendo a segurança. É a mesma coisa do setor fundiário: as leis estão aí para serem cumpridas. No meio ambiente, existe o Código Florestal, que é um dos melhores do mundo – se não for o melhor –, com competências muito claras do que tem ser seguido. O que temos de quebrar é a maneira ideológica de fazer esses processos. Isso tem que ser técnico. E é isso que tenho conversado muito frequentemente com o ministro Ricardo Salles, que é muito competente…Temos de quebrar é a maneira ideológica de fazer esses processos [entre Agricultura e Meio Ambiente]. Isso tem que ser técnico. E é isso que tenho conversado muito frequentemente com o ministro Ricardo Salles, que é muito competente

GP - A questão da agilidade também é uma bandeira da Nova Lei dos Agrotóxicos. Ela já passou na comissão de Agricultura na Câmara. Qual é o nível de prioridade da aprovação desta lei e como isso está sendo negociado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia?

TC – Agora essa não é mais uma atribuição minha: é uma atribuição dos parlamentares, principalmente da Frente Parlamentar Agropecuária. Mas isso (a nova lei) é bom para o Brasil e para a agricultura brasileira e não tira segurança alguma.

ENTENDA: O que propõe a Nova Lei dos Agrotóxicos

A lei nova traria governança e transparência. E como tudo caminharia mais rápido, teríamos mais moléculas novas sendo registradas, sem precisar das moléculas antigas, que poderiam ir para a prateleira ou, até mesmo, serem banidas. Mas agora quem deve estar discutindo a aprovação é o novo presidente da FPA, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS). Ele, com outros deputados da Frente, vão fazer essa discussão da importância para colocar isso em votação. Eu acho que tinha que colocar, mas essa é uma decisão do Congresso.

GP - A safra está complicada e as perdas já são realidade no Paraná e no Mato Grosso do Sul, seu estado, onde já se estima quebra de 15%. O governo pode fazer algo para ajudar os produtores que ficaram no prejuízo?

TC - O que tem dificultado esse debate é que as perdas são muito pontuais. Ela é grande se olhar o percentual, mas ainda assim é pontual. Em uma fazenda, uma ao lado da outra, temos uma colhendo muito e a outra colhendo pouco. Então, é difícil achar medidas coletivas. Na média não devemos diminuir muito o tamanho da safra. Mas a gente sabe das agruras de produtores que tiveram perdas significativas, principalmente no Paraná e no Mato Grosso do Sul, e também estamos acompanhando de perto o Matopiba, onde a colheita é mais tardia. Temos conversado com o Banco do Brasil. Eles têm colocado que, aqueles produtores que têm o seguro rural, vêm acionando. Mas precisam acontecer conversas individuais porque não pode prorrogar o prazo [de pagamentos de crédito] de um município específico. O que tenho conversado com o vice-presidente de agronegócio do banco [Ivandré Montiel da Silva] é que os municípios com mais problemas, principalmente aqueles que já decretaram emergência, estão procurando o banco e fazendo suas renegociações individualmente.

GP – Por falar em safra, a Tabela do Frete afeta diretamente o transporte da produção. Como o Ministério da Agricultura enxerga essa questão?

TC – Quem está capitaneando essa discussão é o ministro Tarcísio [Freitas, da Infraestrutura]. Ele tem conversado com os caminhoneiros. Eu já participei de algumas reuniões, mas ele é que tem tratado disso porque cabe à pasta dele. Essa tabela é ruim e ajudou pouca gente por ter vários defeitos. Em uma economia aberta, como a nossa, fazer um tabelamento é complicado. A tabela foi refeita somente com o aumento IPCA, e alguns nichos de transporte tiveram forte aumento do custo. Isso transfere tudo para consumidor final. Quem paga a conta sempre são as pontas mais fracas: o produtor que está arcando com frete mais caro, e o consumidor que vai receber o aumento desse custo na ponta.

Eu acho que devemos encaminhar para uma solução definitiva, e o ministro Tarcísio deve ter uma reunião em junho, para avaliar uma tabela que está sendo feita com a USP Luiz de Queiroz (Escola de Agricultura da Universidade de São Paulo), que tem um modelo matemático para melhorar essas variáveis que tem prejudicado alguns setores.

GP - Para finalizar, há a questão do comércio exterior. Sempre se fala que o Brasil tem a missão de alimentar o mundo, mas está enfrentando problemas. Já houve a suspensão e depois o retorno de exportações de carne suína para a Rússia. Em janeiro, os Emirados Árabes descredenciaram frigoríficos de frango. Como o Ministério está posicionado agora, para lidar com essas situações?

TC - Conversando com todos. É um mercado de gigantes. Como o Brasil é um grande produtor de grãos, ele incomoda muita gente. E é claro que sempre vamos estar em discussões com alguns países. Mas a gente tem recebido todo mundo, e vamos começar a fazer viagens daqui a pouco, procurar esses parceiros. Nosso objetivo é, além de manter mercados, abrir novos. Porque o Brasil pode continuar produzindo e crescendo mais, mas a gente precisa desses mercados abertos para soja, milho, algodão, carne de frango, suínos, bovinos, enfim, para nossas principais commodities." Fonte:https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio

 

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Os queijos que “ouvem” Mozart e Led Zeppelin…

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O veterinário suíço  Beat Wampfler cresceu em uma propriedade de gado. Seu avô era um produtor de queijo nos Alpes e, vivendo na pequena cidade de Burgdorf, não tinha como não ser um aficionado pelo emmental – o famoso queijo leva este nome em alusão à colina homônima situada ali.

Em parceria com a Universidade das Artes de Berna, Wampfler está maturando oito queijos em câmaras submetidas constantemente a diferentes sons. E um nono exemplar, do mesmo queijo, repousa em silêncio.

Um queijo "ouve" "A Flauta Mágica", ópera de Mozart. Outro é embalado pelo eletropop "Monolith", da banda suíça Yello. Em outra caixa, toca rock: "Stairway to Heaven", da banda britânica Led Zeppelin. Há ainda "UV", música eletrônica do alemão Vril. O hip hop está representado por "Jazz (We've Got)", do grupo americano A Tribe Called Quest. As demais três peças de queijo estão, respectivamente, expostas a vibrações sonoras constantes de três frequências diferentes: 25 kHz, 200 kHz e 1000 kHz….

O processo de maturação foi iniciado em setembro, na câmara subterrânea de pedra de Wampfler. No dia 14 de março, os queijos serão abertos. A Universidade de Berna vai providenciar análises químicas para atestar se houve alguma diferença entre eles. E uma bancada de especialistas irá degustar e avaliar as peças.

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Dependendo do resultado, os envolvidos pretendem lançar o produto no mercado. Entusiastas já aguardam com expectativa. "Sei que o queijo é um organismo vivo, que respira. Assim, é muito provável que as ondas sonoras o afetem", comentou à BBC News Brasil a norte-americana Jeri Case, aficionada de queijos artesanais e criadora do site "A Better Whey".

"Apenas é preciso descobrir quais ondas sonoras têm maior impacto e em quais queijos. De qualquer maneira, será divertido classificar isso: afinal, ouvir boa música e provar um bom queijo é o paraíso”.

Como surgiu a pesquisa

À BBC News Brasil, Wampfler conta que já era um veterinário especializado em cavalos quando, há três anos, decidiu comprar uma câmara de maturação de queijos. "Era uma antiga instalação, de 1853, tempos de glória da exportação de nosso queijo para o mundo. Começamos então um revival do armazenamento e da maturação do queijo", relata o suíço. Wampfler não produz queijo emmental, mas compra o produto jovem e trata de maturá-lo buscando os melhores resultados. Foi quando, no início do ano passado, ele foi procurado pelo professor e baixista Christian Pauli, de 55 anos, etnólogo, etnomusicólogo e historiador da Universidade das Artes de Berna…. –

Como parte de um programa de extensão da universidade, o acadêmico estava em busca de oportunidades de parcerias na cidade de Burgdorf. Ele nunca havia participado da produção de um queijo antes. "Wampfler nos propôs tratar queijos com música", afirmou Pauli. "É um experimento entre comida e arte. E estamos muito abertos ao resultado." Wampfler acredita que as ondas sonoras devem interferir no comportamento das bactérias e leveduras durante o processo de envelhecimento do queijo. "Não tenho dúvidas de que elas reagem ao som. Se comprovarmos, isto será útil para a produção", afirma.

Ele acha, aliás, que em menor grau, isso já vinha ocorrendo em sua câmara de maturação. "Nosso porão fica embaixo de um centro cultural onde há um professor de música que ensina percussão e também ensaia uma banda de hard rock. Acredito que, mesmo antes deste experimento, nossa câmara já havia recebido algumas entradas sonoras”.Fonte:Edison Veiga, Da BBC News

Mais informações: https://www.bbc.com/portuguese/geral

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Don José – um vinho premiado

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José Bottega - uma história de trabalho e dedicação

Em meados do mês de junho as parreiras entram em dormência, proporcionando um período para experimentos e testes para a próxima produção. Em julho e agosto no pico do inverno é a hora de podar e dar a manutenção do parreiral. Em setembro os brotos começam a aparecer e os cuidados com o controle de pragas iniciam. Outubro pode-se realizar a poda de renovação. A floração começa em novembro onde praticamente não há mais riscos de gear. No mês de dezembro é hora de organizar a parreira, aplicação dos fertilizantes, irrigação e raleio se a produção prometer ser abundante.  

Quando as vinhas estiverem totalmente crescidas é a hora de tratar contra doenças e pragas. Em janeiro as uvas amadurecem. O ciclo da uva varia conforme a variedade, a região, o clima, e também em função de sua destinação, podendo a sua colheita durar até o mês de março. Em abril as plantas começam a entrar em dormência, perdendo as folhas, e se recuperando para a próxima produção.

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Segundo Don José, na família Bottega, esse ciclo já se repete a vários anos na sua propriedade. “É um trabalho feito com muito amor e transmitido de pai pra filho”. José Bottega com 62 anos e dona Salete com 61, são casados há 38 anos e tiveram três filhos Marina, Márcio e Maristela.  A Família que residia em Lajeado Grande, Serra Alta, veio para Modelo em 1996. Na mudança vieram também os mestres (palanques) para iniciar o novo parreiral.

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Os vinhedos cultivados na propriedade localizada na Linha Cedro, são de variedades diversas, com destaque para a Niágara branca voltada ao consumo in natura. Na propriedade também são realizados alguns experimentos desde a produção de novas mudas, selecionadas a partir de vinhas da propriedade, até enxertos em cavalos com fortes raízes, visando a melhoria na produtividade e qualidade das uvas.

Existe um projeto para a ampliação das parreiras, com a ajuda da família, visando suprir a crescente demanda. Para o Senhor José, o clima da propriedade colabora com a cultura, “trabalhando dentro das técnicas, com manejo adequado, e com dedicação dá pra aumentar muito a produção”. 

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O destaque da propriedade fica por conta da produção de vinhos artesanais de mesa com a marca Don José, um produto requintado feito em Modelo, que vem recebendo reconhecimento regional.

Com a parceria firmada em maio 2018 entre o Governo Municipal de Modelo, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina – SEBRAE/SC, e o Núcleo de Vitivinicultores da ACIP – NVA, foram contratados os serviços de consultoria especializada em Vitivinicultura prestados pelo SEBRAE, entre os meses de maio e dezembro.

Após um diagnóstico técnico inicial foi constatado que havia ataque de cochonilhas provocando enfraquecimento de vinhedo e alto índice de aborto na floração, resultando assim em baixa produtividade. Para solucionar o problema foram utilizadas técnicas de poda e substituição de plantas improdutivas. O vinhedo também estava com problema de desfolha precoce e ataque de pragas, para isso foram repassadas orientações de tratamentos fitossanitários com produtos adequados para cada situação. O ambiente da vinícola foi adequado deixando mais pontos de ventilação. Também foi implementada a rotulagem padrão, e neste estão presentes todas as informações exigidas pelo MAPA.

Segundo o consultor e enólogo Gilson Panseri Junior do Instituto de Desenvolvimento Regional – SAGA, responsável pelos serviços de consultoria, houve uma significativa melhora na qualidade do vinho produzido, com redução de desperdícios de vinho e aumento na produtividade do vinhedo. 

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Os resultados destes esforços apareceram ainda em 2018 com a premiação na 4ª Avaliação Regional Oeste promovida pelo Núcleo dos Vitivinicultores da ACIP onde os Vinhos Don José receberam a Medalha de bronze nas categorias Niágara e Tinto e Medalha de Prata na Categoria Bordô. 

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A produção da Safra 2018/2019 já está na pipa em fermentação: fase em que as leveduras se alimentam do açúcar natural presente no suco das uvas e o transformam em álcool e dióxido de carbono. Para este ano é estimado o envase de 6.000 à 8.000 litros e devem ser comercializados 3.000 quilos de uvas para o consumo de mesa. 

 

Mais informações: www.modelo.sc.gov.br

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Vindima de Altitude de Santa Catarina 2019 em São Joaquim

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A sexta edição da Vindima de Altitude de Santa Catarina, evento já tradicional das vinícolas de Santa Catarina, vai acontecer no município de São Joaquim, de 1º a 31 de março e envolve 14 vinícolas localizadas nos municípios de São Joaquim, Campo Belo do Sul, Urubici e Bom Retiro.

Uma das novidades de 2019 é que a festa será realizada na Praça Cezário Amarante, no centro de São Joaquim, em espaço aberto onde haverá degustação de vinhos no primeiro final de semana de março. Nos finais de semana seguintes, os interessados poderão agendar visitas e acompanhar a colheita da uva nas próprias vinícolas. A abertura, na noite de 1º de março (sexta-feira), terá atrações culturais gratuitas e será aberta ao público.

Cada vinícola terá uma programação própria que inclui visitações, almoços e jantares harmonizados, sunsets e passeios. A agenda prevê outros shows, cursos, workshops e oficinas sobre a variedade de uvas cultivadas pelos produtores de vinhos de altitude, análise sensorial de vinhos e características olfativas, visuais e gustativas de vinhos brancos e rosés de altitude.

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A 6ª Vindima tem a presença confirmada das vinícolas Abreu Garcia, D’Alture, Hiragami, Suzin, Quinta da Neve, Leone di Venezia, Serra do Sol, Thera, Vivalti, Villa Francioni, Villaggio Bassetti, Villaggio Conti, Vinhedos do Monte Agudo e Pericó. A organização é da Associação, que tem 35 filiados em 10 municípios do Estado – alguns deles ainda à espera da maturação dos vinhedos ou em fase de testes dos vinhos produzidos. Duas vinícolas que integram a Associação e que já produzem vinhos não participarão da edição deste ano da Vindima: a Villaggio Grando, no Planalto Catarinense, e a Santa Augusta, no Centro do Estado.

 A Vindima 2019 é realizada via Lei de Incentivo à Cultura, conta com patrocínio da Engie, Supermercado Zabot, Oxford e Lamar, e apoio do IFSC, Prefeitura Municipal de São Joaquim, Governo do Estado de Santa Catarina, BRDE, Sebrae, Souza Cruz, Terroir Villaggio, SESC, Aproserra e Bocatti. É uma realização da Associação Vinhos de Altitude Produtores e Associados e da Secretaria Especial da Cultura – Ministério da Cidadania do Governo Federal.

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1 MILHÃO DE TONELADAS

O presidente da Associação, José Eduardo Pioli Bassetti, proprietário da Villaggio Bassetti, prevê uma ótima colheita de uvas – que vai até maio -, estimando safra de 1 milhão de toneladas nas regiões produtoras dos vinhos de altitude.

Este ano marca o 20º aniversário dos primeiros plantios de parreiras nos campos de altitude da Santa Catarina. Cinco anos depois vieram os primeiros testes e, em 2005, os vinhos pioneiros, que evoluíram a ponto de o produto estar hoje nas gôndolas, restaurantes e casas especializadas de todo o Brasil. “Em 15 anos, nossos vinhos se tornaram referência em qualidade e ganharam prêmios nacionais e internacionais”, destaca Eduardo Bassetti, acrescentando que ele e sua Diretoria da Associação Vinhos e Vinícolas de Altitude de Santa Catarina, estão empenhados “na busca da nossa Indicação Geográfica, com o nome de registro ‘Vinhos de Altitude de Santa Catarina’”.

De acordo com o presidente da comissão de organização da Vindima, Acari Amorim, no primeiro fim de semana de março, de sexta-feira a domingo, as vinícolas farão uma exposição de seus produtos na Praça Cezário Amarante, onde os visitantes poderão degustar os vinhos. Ele cita, dentre os motivos da boa safra, o bom clima, com chuvas regulares e sem geadas tardias. Proprietário da Vinícola Quinta da Neve, Amorim informa que no período escolhido para a Vindima muitas pessoas sobem a Serra ou vêm de outros estados, visitando a região na fase festiva da colheita da uva.

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Programação Oficial

Dia 01 de março (sexta-feira)

Apresentação com Show de abertura às 19h., na praça Cezário Amarante, no estandes das vinícolas: 18h às 22h

Dia 2 de março (sábado)

Estande das vinícolas: 18h às 22h

Apresentação cultural: trio de cordas (15h); Douglas Porto & Sara Matos – voz e violão (16h15); dança tradicionalista (17h30); dança balé (18h); Seiferts (18h30); The Zorden (20h);

Dia 3 de março (domingo)

– Estande das vinícolas: 15h às 19h; apresentação cultural: Diana e Martinez (15h); Gymnopeduo (16h); CTG Invernada Artística (17h); Trio Malbec (17h30);

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Programação nas vinícolas

Vinícola Abreu Garcia (Campo Belo do Sul); contato: (48) 3322-3995 ou (49) 3241-7600 – eventos

Vinícola D’alture (São Joaquim); degustação de sexta a domingo das 8h às 17h; degustação no dia 16 com apresentação cultural: duo de cordas; sunset nos sábados, a partir das 18h. estande de degustação na praça nos dias 01, 02 e 03. Contato: (49) 3015-9311

Vinícola Hiragami (São Joaquim); estande de degustação na praça nos dias 01, 02 e 03 – contato: (49) 3233-6900

Vinícola Suzin (São Joaquim); degustação no vinhedo no dia 23 com apresentação cultural: Douglas Porto & Sara Matos – voz e violão; estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03. Contato: (49) 3233-1038

Vinícola Quinta da Neve (São Joaquim); estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03 – contatos (49) 3233-1123 e (48) 99989-4114

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Vinícola Leone di Venezia (São Joaquim); programação estendida de 01/03 a 28/04; visitação seguida de degustação de terça a sábado as: 10h e 16h e domingo às 10h; degustação premium: sábado e domingo 10h30; almoço harmonizado nos sábados e domingos; jantar harmonizado nas sextas e sábados, a partir das 20h; jantar harmonizado no dia 22 com apresentação cultural: solo de violino por Bruno Jacomel. Piquenique de quinta a sábado; para curtir e conhecer: terça a sábado das: 09h30 às 18h e domingo das 09h30 às 15h; estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03. Contato: (49) 99967-3668 (49) 99973-1135 *whatsapp

Vinícola Serra do Sol (Urubici); degustação no dia 16, no showroom com apresentação cultural: Marlus Pereira & Guilherme Garcia; estande de degustação na praça nos dias 01, 02 e 03; Contato: (49) 3278-4107– (41) 99848-0545 –Ana Roberta Zilli

Vinícola Thera (Bom Retiro); visitação seguida de degustação aos vinhedos: sextas às 17h, sábados às 11h e 17h, domingos às 11h; almoço e jantar no wine bar: sextas das 19h às 22h, sábados das 11h30 às 22h30 e domingos das 11h30 às 15h; almoço no dia 22 com apresentação cultural: solo de violino por Bruno Jacomel; Hospedagem: disponível durante todos os dias do mês de março, degustações com visitação aos vinhedos podem ser marcadas sob demanda, para hóspedes; estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03. Contato: reserva pousada: Denis – whatsapp: 48 99679 4545 – pousada@vinicolathera.com.br. wine bar e demais programações: caio – whatsapp: (48) 99981 0180 – reservas@vinicolathera.com.br

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Vinícola Vivalti (São Joaquim); estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03; Contato: (47) 3372-6010 – Vicente.Donini e Eliane.Gesser

Vinícola Villa Francioni (São Joaquim); visitação na vinícola durante todos os dias, com três diferentes modalidades de tours; degustação ao pôr do sol no dia 02 com apresentação cultural: Gym Nopeduo. Faça seu próprio vinho, no dia 09; visitação/degustação com o enólogo da casa, dias 02, 16, 23 e 30; festival de vinhos e queijos no dia 2; estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03; contato: (49) 3233-8200 – eventos

Vinícola Villaggio Bassetti (são joaquim); visitação seguida de degustação de terça a sábado nos horário: 10h, 14h, 15h30; Tramonto todos os sábados de março das 17h30 às 20h30 nos dias 02, 09, 16, 23 e 30; Cestas de piquenique de terça a sábado em horários a serem previamente agendados pelos interessados; estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03; contato: (49) 99182-8862 – administrativo

Vinícola Villaggio Conti (São Joaquim); estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03 – contato: (21) 97175-0022

Vinícola Vinhedos do Monte Agudo (São Joaquim); almoço harmonizado de terça a domingo às 12h; piquenique de terça a domingo, das 11h às 18h; sunsets de quinta a sábado às 17h30; jantares harmonizados sextas e sábados às 20h; jantar harmonizado no dia 8, com apresentação cultural: Gym Nopeduo; todos os eventos exigem reserva antecipada, favor verificar disponibilidade; estande de degustação na praça nos dias: 01,02 e 03; contato: (49) 3015-9177

Vinícola Pericó (São Joaquim); degustação seguida de visitação no dia 02 e 09; degustação no dia 09, com apresentação cultural: Gym Nopeduo; estande de degustação na praça nos dias: 01 02 e 03; contato: (49) 3233-1100

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Atividades Paralelas

Exposição Cultural: Sesc de São Joaquim; horário: segunda a sexta, das 8h às 22h e sábados 9h às 15h, durante o mês de março.

Cursos, workshop e oficinas de vinhos; local: cantina escola – Ebb Manuel Cruz, rua Luís de Carvalho, n° 56, São Joaquim – horário: será o mesmo para todos os cursos: às 15h30; 02/03 – curso de análise sensorial: degustando vinhos brancos e roses de altitude (ministrante Profa. dra. Carolina Pretto Panceri); 09/03 – curso de análise sensorial: degustando vinhos tintos de altitude (ministrante Profa. ma. Betina P. de Bem); 16/03 – curso de análise sensorial: degustando vinhos espumantes de altitude (ministrante Profa. ma. Mariana de Vasconcellos Dullius)

Os cursos são gratuitos, com certificado e as vagas são limitadas a 25 pessoas, exclusivas para maiores de 18 anos; inscrições devem ser feitas acessando o Link: https://goo.gl/forms/wbujkv0najmog3xm2. A programação está sujeita a alterações; as atrações culturais são gratuitas; os eventos nas vinícolas exigem reservas antecipadas, que devem ser feitas nas próprias vinícolas. Fonte: Notiserra/São Joaquim Online/ Imagens: São Joaquim Online e divulgação Vindima 2019

 

Mais informações:www.saojoaquim.sc.gov.br

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