Robôs são ‘contratados’ para lidar com envelhecimento de agricultores e ausência de imigrantes

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Abel Montoya se lembra de sua infância, quando o pai chegava em casa dos campos de alface todas as noites com lama até os joelhos, a própria imagem da exaustão. “Meu pai queria que eu ficasse longe do trabalho manual. Sempre quis que eu estudasse”, disse Montoya. Foi isso que ele fez, e foi para a faculdade.

No entanto, Montoya, de 28 anos, filho de imigrante, recentemente arrumou um emprego em uma fábrica de embalagem de alface, um lugar úmido, barulhento, gelado – e sua função em geral exige muito do físico e pouco do intelecto. Agora, porém, ele pode delegar os piores trabalhos aos robôs.

Montoya faz parte da nova geração de trabalhadores agrícolas na Taylor Farms, uma das maiores produtoras e vendedoras de verduras e legumes frescos do mundo, que recentemente começou a usar uma frota de robôs projetada para substituir os seres humanos – uma das últimas respostas do setor agrícola à diminuição da oferta do trabalho de imigrantes.

As máquinas inteligentes podem montar de 60 a 80 sacos de salada por minuto, o dobro da capacidade de um trabalhador. Há dez anos havia fila para empacotador de alface. Atualmente, isso não acontece.

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Segundo funcionários da Taylor Farms, o uso de robôs faz sentido no aspecto econômico para uma companhia que procura capitalizar o apetite insaciável dos americanos por refeições saudáveis, num momento em que não pode recrutar pessoas suficientes para trabalhar nos campos ou na fábrica.

Há dez anos, centenas de candidatos faziam filas em busca de empregos em empresas de embalagem na Califórnia e no Arizona durante a temporada de alface. Não mais.

“Nossa força de trabalho está envelhecendo”, disse Mark Borman, diretor de operações da Taylor Farms. “Não estamos atraindo jovens para nossa indústria. Não há mais uma onda de imigrantes. Como lidamos com isso? Inovando.”

A adoção da tecnologia cria posições mais qualificadas, que podem atrair jovens como Montoya – prestes a se formar em ciência da computação –, e reforça a retenção de funcionários veteranos, que recebem novos treinamentos, enriquecendo suas carreiras.

“Estamos oferecendo empregos melhores que, esperamos, irão atrair uma maior variedade de pessoas”, disse Borman.

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Levantamento

Em uma pesquisa de 2017 com agricultores, feita pela California Farm Bureau Federation, 55% deles relataram escassez de mão de obra, chegando quase a 70% para aqueles que dependiam de trabalhadores sazonais. Os aumentos salariais nos últimos anos não compensaram o déficit, disseram os produtores.

As plantações de morango na Califórnia, os pomares de maçã em Washington e as fazendas leiteiras em todo o país estão lutando contra as consequências do envelhecimento e da diminuição do número de trabalhadores nascidos em outros países, contra a repressão na fronteira e contra o fracasso do Congresso em concordar com uma reforma da imigração, que poderia fornecer uma fonte mais estável de mão de obra.

Os trabalhadores agrícolas que se beneficiaram da última anistia aos imigrantes, em 1986, estão agora com 50 anos e representam apenas uma fração dos atuais. À medida que menos imigrantes chegaram para trabalhar na agricultura, a idade média dos trabalhadores subiu – para 38 em 2016, de acordo com dados governamentais, contra 31 em 2000.

Mesmo assim, cerca de três quartos desses trabalhadores nos EUA nasceram no exterior, e a maioria deles está no país ilegalmente. O aumento do controle na fronteira transformou a migração de mão de obra rural em uma “raridade relativa”, de acordo com o Departamento de Agricultura americano.

Burocracia apodrece produção

Produtores de muitos estados, como a Flórida, grande produtora de cítricos, começaram a utilizar o programa H-2A, para trabalhadores convidados, com o objetivo de importar mão de obra do México. Mas eles se queixam da burocracia do governo, que atrasa chegadas, e de padrões climáticos imprevisíveis, que fazem os frutos amadurecerem prematuramente, antes da chegada dos trabalhadores – tudo isso resultando em perdas.

A Taylor Farms traz cerca de 200 trabalhadores por ano com esses vistos, quase 10% de sua força de trabalho sazonal. “O programa nem sempre é confiável e nossos itens são perecíveis”, disse Chris Rotticci, diretor da divisão de automação de colheita da Taylor Farms, que também está procurando maneiras de substituir os seres humanos. “Somos obrigados a fazer isso – não temos gente suficiente.”

O ideal, dizem os produtores, seria que o Congresso aprovasse um projeto de lei para legalizar os trabalhadores rurais que estão no país ilegalmente, incentivando-os a permanecer nos campos, além de incluir disposições para garantir um fluxo constante de mão de obra sazonal, que poderia ir e vir com relativa facilidade.

 

Colheita com robôs

A indústria agrícola de US$ 54 bilhões da Califórnia não pode se dar ao luxo de esperar. Como epicentro da tecnologia e da agricultura no país, o estado lidera o movimento para automatizar os campos e embalar seus produtos.

Cerca de 60% da alface romana e metade do repolho e do salsão produzidos pela Taylor Farms são colhidos com sistemas automatizados. Existe uma parceria com uma empresa de inovação, que anteriormente focava em veículos automatizados, para desenvolver uma máquina de colheita de brócolis e alface americana dentro de dois anos.

A empresa planeja dobrar o número de colheitadeiras automatizadas, que custam por volta de US$ 750 mil cada, nos campos a cada ano – até que quase tudo possa ser colhido por máquinas.

Culturas de trigo, soja e algodão há muito usam automação. As frutas delicadas, como o pêssego, a ameixa e a framboesa, além de vegetais como o aspargo e a erva-doce, continuarão com mão de obra humana indefinidamente.

É difícil substituir os olhos e as mãos de uma pessoa – e a tecnologia ainda está em sua infância. “Vai ser preciso muito tempo para desenvolver uma tecnologia que reconheça quando é o momento certo de colher os produtos, além de colhê-los da forma correta”, disse Tom Nassif, presidente da Western Growers, uma grande associação que representa questões agrícolas no Arizona, na Califórnia, no Colorado e no Novo México.

Robôs ainda não têm a mesma capacidade de seleção de vegetais em bom estado comparado aos seres humanos.

Mas, devido aos desafios da força de trabalho, “é uma solução de longo prazo que deve ser buscada vigorosamente”, disse Nassif, cuja associação abriu um centro de inovação em Salinas há dois anos para incentivar startups de tecnologia agrícola.

Os desafios trabalhistas são a principal razão pela qual a Taylor Farms está construindo uma segunda fábrica no México, que deve começar a funcionar no início do ano que vem.“Se não podemos encontrar trabalhadores aqui, o lugar lógico para crescer é lá”, disse Borman, o executivo.

Dentro da fábrica de processamento em Salinas, onde a temperatura fica próxima do congelamento, os funcionários vestem casacos pesados sob os aventais de trabalho, amarram bandanas sob o chapéu para manter as orelhas aquecidas e usam dois pares de luvas.

Em uma tarde recente, motoristas de empilhadeiras corriam para cima e para baixo entregando caixas de alface para as máquinas, onde eram cortadas de acordo com a especificação e lavadas. Dezenas de trabalhadores operavam centrífugas industriais que removiam o excesso de água das folhas.

Em várias estações, dois robôs de braços amarelos com ventosas redondas na extremidade agarravam pacotes de alface picada, um por um, e os colocavam em caixas que corriam por uma esteira. Perto dali, robôs maiores faziam o trabalho repetitivo e árduo de carregar e empilhar as caixas cheias.

Maria Guadalupe, 43 anos, recém-formada em um curso de tecnologia patrocinado pela empresa, foi transferida da função de colocar os sacos de salada em caixas para a configuração e o monitoramento de robôs que fazem seu antigo trabalho.“Este trabalho é muito melhor”, disse ela em meio ao barulho da fábrica.

Atualmente, nove robôs são usados nas instalações de Salinas; a maioria do trabalho ainda é predominantemente feito por seres humanos.

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Maria Guadalupe controla um robô que empacota alfaces. “Estamos ainda em fase de protótipo”, disse Marissa Gutierrez, gerente de recursos humanos. “Vamos conseguir mais robôs, mas sempre dependeremos do trabalho humano, mesmo enquanto nos automatizamos.”

No centro de treinamento ao lado, Montoya e outros 15 funcionários aprendiam sobre programação, engenharia e operação de equipamentos. Um intérprete traduzia a explicação do instrutor do inglês para o espanhol para alguns dos trabalhadores.

Montoya, que foi criado em Yuma, Arizona, onde é cultivada a maior parte das verduras consumidas pelos americanos no inverno, candidatou-se a um cargo na Taylor Farms depois de ler sobre o curso de tecnologia que a empresa oferece aos funcionários. “A tecnologia avançada na agricultura vai ser algo enorme”, disse ele, maravilhado com a precisão e destreza dos robôs. “Vai abrir oportunidades para mim.” Fonte:Miriam Jordan The New York Times/Fotos:Jim Wilson/NYT

 

Mais informações:

https://www.gazetadopovo.com.br/agronegocio/agricultura

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Laticínio União, produtos sustentáveis e maior renda para família de Cordilheira Alta

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Em 1995 foi criada a Cooperativa Alternativa da Agricultura Familiar – COOPERFAMILIAR – através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Chapecó.

A Cooperfamiliar é constituída por cooperados produtores de leite e de agroindústrias familiares, dos quais 60 famílias estão envolvidas em 8 unidades de agroindustrialização. 

A Usina de Beneficiamento de leite – Laticínio União, localizada no município de Cordilheira Alta, foi uma dessas unidades apoiada pelo Programa SC Rural. Com a capacidade de processamento de 6000 litros de leite por dia, com a produção de leite pasteurizado integral, queijos, bebida láctea, iogurte entre outros produtos.

O objetivo do projeto estruturante apresentado pela cooperativa e família, com apoio técnico da Epagri, foi possibilitar a permanência deles em sua propriedade, apropriando-se de uma maior parte da cadeia produtiva do leite, industrializando produtos de forma sustentável e obtendo maior renda. 

A unidade iniciou o processo de industrialização em novembro de 2018 com a comercialização inicial junto aos cooperados da Cooper Familiar, a ideia é ampliar o mix e volume de produção, fornecendo no próximo ano produtos para o mercado institucional, feiras municipais e mercados formais.

A proposta da Cooperfamiliar é comercializar 70% da produção, via rotas como o Sabor Colonial, feiras municipais, um espaço no mercado público regional e 30% serão direcionadas para vendas em programas institucionais (PAA, PNAE).

Os investimentos através do Projeto Estruturante contemplaram aquisição de veículo para transporte de produtos, parte estrutural e os equipamentos para unidades produtivas.

Mais informações: emcordilheiraalta@epagri.sc.gov.br

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Queijo catarinense com sabor italiano: novidade produzida em parceria com produtores do oeste

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Com o propósito de oferecer queijos aos brasileiros com a mesma qualidade dos importados, a Gran Mestri Alimentos inaugurou, no município de  Guaraciaba, Extremo-Oeste catarinense, a primeira fábrica nacional a seguir o passo a passo dos italianos na produção de queijos provolone e gorgonzola.

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Assim como para os demais produtos da marca, os queijos gorgonzola e provolone são fabricados com leite oriundo das propriedades rurais do estado que seguem os mais rigorosos padrões europeus de qualidade. O cuidado inicia na alimentação das vacas que é baseada em pasto altamente nutritivo cujas sementes foram trazidas da Nova Zelândia, país referência em produção de leite.

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O industriário Acari Menestrina foi o “escolhido” pelo famoso mestre queijeiro italiano Lucciano Magnoni (in memoriam). Foi ele quem repassou todas as receitas e segredos dos melhores e mais apreciados queijos do mundo. Por meio do amigo, Menestrina teve acesso às mais conceituadas e respeitadas fábricas do mundo. Foram aproximadamente 500 indústrias visitadas em oito países. O resultado de tanta pesquisa e conhecimento reflete no sabor, aroma e textura inigualáveis dos queijos provolone e gorgonzola.

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O industriário Acari Menestrina, a engenheira de alimentos Aline Ody e o mestre queijeiro Davide Cagnoni

Além do diferencial da alta qualidade da matéria-prima, os ingredientes são todos importados da Itália, bem como o modo de preparo segue à risca o jeito italiano. O tempo correto de maturação, por exemplo, é fundamental para a semelhança do produto europeu. “A defumação do queijo provolone é outro fator. No Brasil, costuma-se imergir o queijo em corante sabor fumaça. A maneira adequada, a qual praticamos, é deixar as peças penduradas na câmara de defumação. A fumaça tem temperatura adequada e é proveniente de madeira que não interfere nas características físicas, nem no sabor e aroma do queijo”, revela Menestrina. A equipe conta ainda com equipamentos italianos em todas as etapas da fabricação, os mesmos utilizados nas melhores produções queijeiras europeias.

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O novo complexo industrial está apto a fabricar queijo roquefort (à base de leite de ovelha) e mozzarella de búfala. Para tanto, é necessário formar a bacia leiteira catarinense. A genética está em desenvolvimento pela Gran Mestri. Em 1976, o Oeste catarinense não produzia leite de vaca nem mesmo para o próprio consumo. Graças ao projeto do então extensionista rural, Acari Menestrina, hoje a região é a quarta maior bacia leiteira do Brasil e responde por 80% da produção estadual.Fonte e fotos: Assessoria de Imprensa/Gran Mestri.

 

Mais informações: http://granmestri.com.br/

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Museu do Milho: história e memória eternizadas em documentário nacional

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A dona Erenita Isoton é uma das fundadoras do Museu do Milho Antônio Sirena, de Xanxerê. Ela, que acompanha cada passo do desenvolvimento do acervo histórico do município desde 2002, esteve no local para deixar seu depoimento para o documentário Conhecendo Museus, do qual o museu de Xanxerê foi escolhido para fazer parte. Com cada detalhe sendo registrado para o audiovisual, essa parte da história do município será eternizada e conhecida pelo Brasil afora.

Conforme dona Erenita, a primeira exposição ocorreu em 2002 e em 2004 o museu ganhou forma. Com o esforço e dedicação de nove idealizadores e do apoio das administrações que passaram ao longo desses anos, o trabalho desenvolvido no Museu do Milho foi reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e escolhido para participar do projeto.

- Isso é muito gratificante. Quando a gente fez a primeira exposição, a gente nem sonhava que ia dar no que deu esse sucesso de construir o museu. E de lá para cá é só sucesso, todo mundo que entra no nosso museu gosta. E nós estamos sempre pesquisando, procurando peças que não temos ainda, fazendo uma listagem que poderia estar aqui e buscando cada vez mais complementar o acervo. Agradecemos a todas as pessoas que nos ajudaram e também aos prefeitos que passaram pela administração que sempre deram apoio ao museu – destaca dona Erenita.

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Dona Erenita afirma estar orgulhosa com esta conquista para Xanxerê (Foto: Francieli Correa/Tudo Sobre Xanxerê)

O projeto Conhecendo Museus é realizado por meio de uma parceria da EBC, Governo Federal, TV Brasil, Ministério da Educação e Cultura (MEC), TV Escola, Fundação José de Paiva Neto e Ibram. O objetivo é promover o resgate da memória brasileira, inscrita nos objetos, obras de arte e documentos, consolidando-a num conjunto de informações acessíveis, e colaborar na formação e no apuro da consciência crítica dos telespectadores, em particular os mais jovens. O episódio que falará sobre o Museu do Milho estará na quarta temporada. Ele abordará história e memória e também gastronomia, tendo o milho como principal alimento. 

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- Com esse viés da gastronomia, é praticamente o único museu que vamos trabalhar nesse sentido, então vai ganhar destaque, e também é o único dessa região de Santa Catarina a fazer parte do documentário. A ideia do Conhecendo Museus é contribuir com a cultura do país, incentivar as pessoas a visitarem os museus, entender que museu é um lugar bacana, que tem vida, tem história para contar, e a história faz parte. Quando você tem contato com o passado, você entende melhor o presente e o futuro – afirma Amauri Mauro, diretor de cena da equipe de produção.

A previsão é que o documentário vá ao ar no segundo trimestre de 2019 e poderá ser assistido na TV Brasil, TV Escola e Youtube. A expectativa do município para a exibição do trabalho finalizado é grande. Conforme a diretora de Cultura da Prefeitura de Xanxerê, Aguinetes Barfknecht, fazer parte do projeto nacional é uma conquista para o município.

- Vai ficar para a história e é uma maneira de homenagear as pessoas que doaram essas peças e também os idealizadores do museu, pessoas que trazem cada peça com muito carinho e que sem eles nada disso teria acontecido. É um trabalho, uma luta de muitos anos, e que vai poder ser conhecido no mundo todo – finaliza a diretora.Fonte:tudosobrexanxere

Mais informações: www.xanxere.sc.gov.br

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Ácaro-vermelho-das-palmeiras é identificado em Santa Catarina

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A Epagri fez o primeiro registro da presença do ácaro-vermelho-das-palmeiras Raoiella indica Hirst (Acari; Tenuipalpidae) em Santa Catarina. A espécie, encontrada em Tubarão, no Sul do Estado, representa uma ameaça à bananicultura e à produção de palmeiras para obtenção de palmito, que são atividades econômicas de peso na região litorânea.

“O ácaro tem potencial para comprometer essas cadeias produtivas catarinenses. Potencialmente causador de danos a diversos hospedeiros, ele está historicamente associado a espécies pertencentes a essas duas famílias botânicas”, alerta Ildelbrando Nora, pesquisador da Epagri na Estação Experimental de Itajaí, que liderou o estudo.

A descoberta resultou de um levantamento para verificar a ocorrência do ácaro em Santa Catarina depois de ele ser identificado em diversos estados brasileiros. A inspeção foi executada em 2016 e 2017 pela Epagri em parceria com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc) e abrangeu unidades de produção, viveiros e comércio de mudas em áreas urbanas e rotas de risco. O trabalho totalizou 188 inspeções em 23 municípios no Litoral Norte, no Vale do Itajaí, no Litoral Sul e no Planalto Norte.

O ácaro foi encontrado em amostras coletadas pela Cidasc em abril de 2017 em um estabelecimento comercial de flores e plantas ornamentais de Tubarão. A espécie estava associada às palmeiras fênix (Phoenix roebelenii O'Brien) e leque (Licuala grandis (hort. ex W. Bull) H. Wendl.), ambas em vasos destinados ao comércio varejista.

Impacto na produção

A descoberta da praga em Santa Catarina gerou preocupação entre bananicultores e produtores de palmito. Ildelbrando explica que o impacto a essas cadeias produtivas poderá trazer reflexos aos produtores, às agroindústrias e às exportações de produtos in natura.

O controle biológico dessa praga está sendo amplamente estudado, mas ainda não foi encontrado um inimigo natural com potencial para controlar a espécie invasora. “A erradicação desse ácaro é uma técnica inviável devido ao curto ciclo de vida da espécie, ao número de gerações que ele pode produzir em um ano e à diversidade de hospedeiros. Num momento em que se buscam manejos racionais para a produção de alimentos, com menor uso de agrotóxicos, ele surge como um severo complicador”, diz o pesquisador.

Dispersão rápida e perigosa

O ácaro-vermelho-das-palmeiras foi identificado na Índia em 1924, associado a coqueiros e poucas espécies de plantas hospedeiras. Aos poucos, se dispersou por outros países, até que foi detectado em 2007 na Venezuela. Quando chegou à América, a gama de hospedeiros já abrangia 96 espécies de plantas. No Brasil, o R. indica foi identificado em 2009, em Boa Vista (RR). A partir daí, avançou para as regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras tem aspecto oval achatado, com cerdas rígidas no dorso. A fêmea adulta mede 0,32 milímetros de comprimento. O inseto ataca as folhas e se multiplica, provocando lesões até matar a planta.

A dispersão da espécie é rápida e agravada por uma série de fatores. “Há diversidade de hospedeiros nativos, intensa circulação de plantas hospedeiras em viveiros artesanais, floriculturas e viveiros comerciais, bem como frutos e produtos manufaturados oriundos de regiões onde a praga já está estabelecida”, acrescenta o pesquisador Ildelbrando Nora. Fonte:Ildelbrando Nora, pesquisador da Epagri/Estação Experimental de Itajaí – ildelbrandonora@epagri.sc.gov.br, (47) 3398 6346.

 

Mais informações:  ildelbrandonora@epagri.sc.gov.br

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Semana Nacional do Extensionista propõe reflexões sobre oportunidades e desafios da Extensão Rural

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A Anater – Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural realiza em Brasília, de 3 a 7 de dezembro, a Semana Nacional do Extensionista, como parte das comemorações dos 70 anos da Extensão Rural brasileira, criada em 6 de dezembro de 1948. Mobilizando agentes de ATER de todas as regiões brasileiras, o evento propõe ainda ampliar os debates sobre os desafios e oportunidades para o setor e o desenvolvimento rural sustentável no contexto atual do Brasil e do mundo. 

Alguns números mostram o tamanho desses desafios e oportunidades que permeiam diretamente as realidades do campo e da extensão rural. Por exemplo, apenas no período de 2003 a 2012, a população mundial saltou de 6,3 para 7 bilhões de habitantes e, segundo dados do documento “Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil: Um Debate Nacional sobre as Realidades e Novos Rumos para o Desenvolvimento do País” (Asbraer/2014), a população mundial, em 2050, ultrapassará a casa dos 9 bilhões de habitantes. 

Essa perspectiva traz contextos e oportunidades inéditas para o meio rural brasileiro, para suas populações e, de modo especial, para a agricultura familiar e os serviços de ATER pública, que tem nesse segmento seu público prioritário. Esse crescimento populacional significa, segundo o mencionado documento, uma necessidade de crescimento de 70% na produção de alimentos até 2050. E ainda traz demandas como investimentos em ações de recuperação e preservação ambiental, em preservação de recursos fundamentais como água e solo, investimentos em energias a partir de fontes renováveis, e ações de combate e superação da fome e pobreza. 

E a dinâmica de todas essas áreas – produção de alimentos, energias renováveis, preservação ambiental, conservação da água e superação da pobreza – passa por ações que permeiam o meio rural, demandando serviços, sustentabilidade, tecnologias, investimentos e novas relações e integração com as populações rurais, criando oportunidades para o desenvolvimento humano e para a sua permanência no campo. Estabelecer condições adequadas para essa permanência no campo é fundamental para a segurança alimentar e qualidade de vida de toda a sociedade, pois a população rural brasileira representava 63,8% de seu total em 1950, e em 2012 estava reduzida a 15,2%. 

Portanto, ao mesmo tempo que o atendimento a essas demandas, como por exemplo a de aumento da produção de alimentos, são grandes desafios, são também excepcionais oportunidades para o Brasil reverter ou mitigar a migração rural, de ampliar mercados consumidores, de fortalecer sua segurança alimentar, de superar desigualdades sociais e para o desenvolvimento da nossa economia, com o aumento da geração de trabalho e renda com o fortalecimento do setor agrícola.

São perspectivas e horizontes como esses que devem orientar os diálogos, debates e reflexões que a Anater propõe e organiza nessa Semana Nacional do Extensionista. E porque são ainda perspectivas, demandas e desafios que revelam claramente a necessidade e urgência de serviços de assistência técnica e extensão rural cada vez mais fortes, eficientes e eficazes, com extensionistas e gestores capacitados e atuantes em entidades e organizações estruturadas e sustentáveis.     
E infelizmente podemos dizer que a condição de sustentabilidade de muitas entidades públicas de ATER não está boa. Temos alguns Estados onde elas foram priorizadas e continuam fortes, mas temos outros em que foram deixadas em segundo plano e enfrentam grandes dificuldades para cumprir seus objetivos, seja para o atendimento às famílias rurais ou para toda a sociedade. 

E entre as funções e o papel institucional da Anater está exatamente o de contribuir para a reversão desse quadro e, sobretudo, de atuar para o fortalecimento e o apoio na construção de uma ATER forte e eficiente, preparada para superar desafios e trazer para todos os brasileiros, das cidades e do campo, os frutos das oportunidades que a história nos oferece nesse momento, com a promoção do desenvolvimento rural sustentável. 

Organizada em estruturas enxutas, desburocratizadas e aptas a uma gestão com foco e agilidade, a Anater se consolidou numa agência coordenadora dos serviços de assistência técnica e extensão rural garantidos em lei aos produtores e às famílias do campo. Dessa forma, é o principal eixo institucional para a organização, desenvolvimento e fortalecimento de um revigorado sistema nacional desses serviços, com plenas condições de fazer a ATER demandada por quaisquer áreas de Governo, coordenando a implementação e a qualificação dessa política pública indispensável para o desenvolvimento do Brasil.

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Artigo de Valmisoney Moreira Jardim  Presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural – ANATER

 

Mais informações: http://www.anater.org

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Anater celebra os 70 anos da Extensão Rural do Brasil

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Representantes da Rede de Extensão Rural de todo o país participaram, no último dia (3), do seminário “Desafios da Extensão Rural no contexto atual”, marcando a abertura da Semana Nacional do Extensionista Rural 2018, realizado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados, em Brasília/DF.

Com uma programação especial que se estendeU até o dia 5 de dezembro, a Semana Nacional do Extensionista Rural 2018 teve como objetivo celebrar os 70 anos da Extensão Rural do Brasil e o Dia do Extensionista Rural, cuja data nacional é 6 de dezembro.  A iniciativa também teve a proposta de mostrar os principais resultados e as perspectivas das ações da Anater na reestruturação da assistência técnica e extensão rural no Brasil e na promoção do desenvolvimento rural sustentável, tendo como centro do debate a integração entre a Ater, o ensino e a pesquisa.

Em pronunciamento, o presidente Valmisoney Moreira Jardim destacou que a Anater está presente em 21 unidades da Federação, beneficiando diretamente mais de 90 mil famílias de agricultores em 1.549 municípios, em todas as regiões do País, com a expectativa de chegar a 115 mil famílias até o final deste ano. “Nesta primeira etapa, foram priorizadas as famílias em situação de vulnerabilidade da região do Semiárido, comunidades e povos tradicionais, mulheres e jovens rurais, assegurando oportunidades de integração econômica e social por meio da Ater e contribuindo para o resgate da cidadania, para a autonomia e para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores familiares”, ressaltou.

O presidente da Frente Parlamentar de Ater, deputado federal Zé Silva, relembrou o amplo movimento nacional para criação da Anater, liderado pela Asbraer, com parcerias e participação democrática, que mobilizou extensionistas rurais e suas organizações, lideranças de agricultores rurais, estudiosos e acadêmicos, os setores sociais e político, e que culminou com a aprovação da Agência, em 2013, pelo Congresso Nacional, sendo regulamentada pela Presidência da República em 2014. “O Orçamento Geral da União investe R$ 4 bilhões por ano para prestar assistência técnica ao agricultor, através de vários ministérios, e só metade dos agricultores do país recebe assistência. A Anater sonhada é para ser a inteligência da agricultura brasileira, que possa captar os recursos de todos os ministérios e garantir a universalização do acesso aos serviços de Ater”.

Para o presidente da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Luiz Ademir Hessmann, a realização da Semana Nacional do Extensionista Rural é uma forma de valorização desse importante trabalho para o desenvolvimento do país. “As discussões empreendidas nesse evento estão possibilitando um debate franco, sincero e convergentes com nossa responsabilidade de levar a Extensão Rural como uma bandeira tão importante para a economia e para o desenvolvimento sustentável do Brasil”.

O secretário Jefferson Coriteac, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) disse que se apaixonou pela Agricultura Familiar e pela Extensão Rural e que, como presidente do Conselho de Administração da Anater, sempre procurou conduzir os trabalhos de forma incisiva, mas assertiva, para garantir que os recursos fossem repassados à Anater, para manutenção dos projetos. “Nos próximos dias vamos assinar um novo aditivo ao contrato de gestão e estamos reformulando a proposta, dando toda autonomia e responsabilidade para a Anater, para que os extensionistas possam trabalhar de maneira bastante profícua”.

O Secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Argileu Martins, disse que a Anater foi concebida para fazer da tecnologia e inovação uma ferramenta para que os pequenos agricultores possam ser engatados como vagão nessa locomotiva que é o agro. “A Anater pode fazer esse trabalho de forma mais célere, considerando que as estruturas da administração têm dificuldades de assim fazê-lo”.  

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O seminário iniciou com o painel  “Construindo uma Ater comunitária”, com participação do assessor jurídico da Anater, Fabrício Sena, que falou sobre “Visão de uma Nova Ater e o Sistema de Gestão de Ater”, do presidente da Asbraer, Luiz Ademir Hessman, que explanou sobre a “Ater governamental – situação atual e tendências”, Fredson Ferreira Chaves e Marco Aurélio Noce, da Embrapa Milho e Sorgo, que abordaram o tema: “Integração entre Ater e Pesquisa no desenvolvimento comunitário”, o professo Alisson Zarnott, da Universidade Federal de Santa Maria,  que falou sobre  “o papel da Extensão Rural no Desenvolvimento Comunitário”, e Fernando Barros, gerente executivo do Instituto Fórum do Futuro, que falou sobre o “Projeto Biomas Tropicais”.

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Ordem do mérito de Ater 

A programação desta segunda-feira encerrou com uma sessão de homenagens e outorga da Medalha Ordem do Mérito Ater 2018, em reconhecimento e valorização do trabalho dos extensionistas rurais que integram os projetos realizados pela Agência, em parceria com entidades prestadoras de Ater. Foram homenageados representantes de cada unidade da Federação onde já estão sendo executados os projetos da Anater.

Com a proposta promover a integração com a comunidade, também foi outorgada a Medalha Ordem do Mérito Ater Especial a oito personalidades, escolhidas por colegiado, tendo como critério a parceria e a contribuição para a Extensão Rural no Brasil.

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Lançamentos

Durante a solenidade de abertura foi realizado o lançamento do aplicativo do Sistema de Gestão de Ater da Anater – O SGA, software que possibilita o acompanhamento, em tempo real, das metas estabelecidas nos instrumentos contratuais entre a Anater e seus parceiros.

Também foi assinado um Acordo de cooperação Técnica entre a Anater e o Instituto Fórum do Futuro, cujo proposta é ofertar serviços para os agricultores familiares e médio agricultores em suas respectivas comunidades, na área de abrangência do Projeto Biomas Tropicais.

A programação da Semana Nacional do Extensionista Rural 2018 segue até quarta-feira (05/12) com um curso de formação de gestores de Ater, com participação de 100 extensionistas rurais de todas as unidades da Federação.Fonte:Jerúsia Arruda/Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater)/Assessoria de Comunicação

 

Mais informações:  ascom@anater.org

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Programa Mais Gestão beneficia organizações familiares em SC

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Membros de 39 cooperativas e associações de agricultores catarinenses aderiram ao programa Mais Gestão, da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A iniciativa oferece assessoria e consultoria técnica para qualificar a gestão de empreendimentos da agricultura familiar com foco no mercado. Em Santa Catarina, o programa é executado pela Epagri.

 No mês de abril, 60 técnicos da Empresa foram qualificados pela Anater para implantar o Programa Mais Gestão beneficia organizações familiares em SC programa no Estado.

Agora, eles estão trabalhando junto aos empreendimentos beneficiados para melhorar as áreas de gestão, mercado e produção. O trabalho inicia com um diagnóstico de cada organização para identificar os pontos fortes e os que precisam melhorar. Esse levantamento serve de subsídio para construir o plano de gestão das cooperativas.

“O trabalho com gestão não compreende apenas a parte contábil e financeira. O programa abrange também as áreas de comercialização e marketing, ambiental, gestão de pessoas, gestão do quadro social e produção e processos agroindustriais”, explica Daniel Uba, coordenador do programa de Gestão de Negócios e Mercados na Epagri.

O cronograma de execução segue até setembro de 2020. O Mais Gestão é uma estratégia da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAD) baseada em princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Pnater). . Fonte: Epagri –  Balanço Social

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Dia Nacional do Extensionista Rural: qualificação do trabalho no campo

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A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) comemorou o Dia Nacional do Extensionista Rural.

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Esta data, 0w6 de dezembro, instituída em 1948 pelo governo federal foi escolhida em homenagem a primeira instituição de extensão rural criada no Brasil, a Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar), hoje Emater-MG. Este profissional, está sempre ao lado do agricultor proporcionando apoio e levando melhores condições de vida às famílias rurais, contribuindo para as transformações culturais e econômicas e principalmente atuando como efetivo agente do desenvolvimento sustentável.

Em homenagem a todos esses profissionais e pelos 70 anos de extensão rural, o secretário especial da Sead, Jefferson Coriteac, comenta a missão desse profissional com o produtor rural. “O extensionista rural exerce uma função muito importante para o agricultor familiar que vai além dos conhecimentos técnicos, inserindo-se nas questões ambientais e sociais, dando assistência não somente ao agricultor, mas para toda a família”, afirma.

Extensão rural é o processo de estender, ao povo rural, conhecimentos e habilidades sobre práticas agropecuárias e florestais necessárias à melhoria da qualidade de vida no campo. O serviço de extensão atua como um fator estimulante a população rural para que se processem mudanças na maneira de cultivar a terra, de criar o gado, administrar o negócio e de defender a saúde da família.

O profissional de extensão rural exerce um compromisso ético e humano com a população rural, a exemplo do extensionista rural de São Luís (MA), Josenildo Cardoso de Araújo, que explica como desempenha a função no meio agrícola. “Ser extensionista é cumprir com uma missão em prol do desenvolvimento rural do Brasil. Após 39 anos de extensionista eu continuo motivado na tarefa de qualificar e expandir a produção no campo de forma sustentável”, finaliza.

Qualificação 

A Associação de Pequenos Agricultores da Comunidade de Iguaíba, localizada em Paço do Lumiar (MA) trabalha no plantio de maracujá, mamão, quiabo, maxixe e milho verde. Além disso, no plantio da horta maranhense é cultivado alface, cheiro verde e vinagreira. A associação comercializa os produtos oriundos da agricultura familiar em feiras e programas do governo federal e estadual.

A agricultora familiar, Julia Silva de Assunção, 45 anos, é uma das integrantes da associação que recebe o apoio do extensionista rural da região e fala sobre a assistência que recebe. “É indiscutível a importância do extensionista rural na tarefa de qualificar e expandir a produção agrícola, todos os conselhos que eles nos trazem agregam valores para a produção e enriquece toda a cadeia produtiva. ”

A agricultora finaliza dando destaque aos profissionais de extensão rural pelo trabalho realizado na comunidade maranhense. “Tenho que agradecer a Deus por tudo, e aos extensionistas por nos ajudar, um trabalho feito com muita dedicação e respeito ao meio rural.” Fonte: Scretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário

 

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Jovem deixa a cidade grande para plantar orgânicos no interior

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Na contramão do êxodo rural, Pahola voltou para o campo e aposta na produção de alimentos para salvar o meio ambiente

"Eu tinha vontade de empreender na área ambiental de forma inovadora, em um negócio que comprovasse como é possível ser próspero sem causar impactos negativos no meio ambiente", Pahola Cassol. 

Em menos de 60 anos, a população rural em Santa Catarina caiu de 77% para menos de 20%. Sem oportunidade no campo, ou atraídos pela modernidade existente nas cidades, jovens incham os grandes centros e provocam o êxodo rural no estado que, por muito tempo, foi reconhecido pela agricultura familiar.

É na contramão deste movimento que a catarinense Pahola Cassol se destaca. Num primeiro momento, ela seguiu a tendência, saiu de Planalto Alegre, no Oeste do Estado, e foi morar em Chapecó, onde se formou em Engenharia Ambiental. Entretanto, aos 25 anos saiu de Chapecó e voltou para a cidade em que nasceu, decidida a empreender.

— Encontrei na minha mãe, que já produzia alimentos agroecológicos no espaço para o nosso consumo, uma parceira para expandir a produção e testar a ideia de negócio, a partir da agricultura familiar. O desejo de valorizar a história da minha família materna e tornar a propriedade onde eu, minha mãe e meus tios crescemos em um lugar produtivo também me motivou a buscar me tornar uma referência em produção de alimentos de forma sustentável.

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Pahola (D) ao lado da mãe, que a inspirou a voltar para o campo.

Ainda que com o apoio da mãe, a nova produtora rural sentiu resistência de amigos e familiares quando decidiu morar no município vizinho da maior cidade do Oeste catarinense.

— Muitas pessoas apontaram o fato de sermos duas mulheres, nos dispondo a empreender, e ainda por cima a realizar algo que viria a necessitar de esforço e força física e horas de trabalho no sol. Além do fato de eu ter um diploma de Engenharia embaixo do braço que poderia me abrir diversos outros caminhos mais “fáceis” para algumas interpretações.

Produção pequena, mas sustentável

A plantação de Pahola ainda é pequena. Há oito meses da primeira colheita, a empresa está em fase de implantação e certificação da produção como orgânica pela Rede Ecovida.
Atualmente são atendidas cerca de 20 famílias chapecoenses por semana, com cestas contendo verduras, legumes, temperos, ervas medicinais e frutas da estação.

— A intenção é permanecer aumentando esse número conforme o manejo da produção for se estabilizando, levando cada vez mais saúde e bem-estar para a população, além de deixar impactos positivos no meio ambiente onde atuamos.

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As cestas são entregues semanalmente em Chapecó

O desejo de “salvar o planeta” é o que move Pahola, que lamenta os processos tecnológicos agressivos e poluentes que são utilizados nas grandes produções.

— Me tornar produtora agroecológica e agrofloresteira está sendo uma jornada louca e profunda, pois estou tendo que encarar a falta de recursos, tecnologias e políticas que apoiem o pequeno produtor rural sustentável da mesma forma que apoiam os grandes ruralistas. Além disso tem a falta de consciência da sociedade sobre como uma simples escolha na hora do almoço pode afetar os nossos recursos naturais, equilíbrio e saúde.

Sendo assim, ela encara o novo papel profissional com uma responsabilidade gigante.

— Eu e todos os produtores agroecológicos somos influenciadores de diversos processos sociais, ambientais e políticos, e indispensável para manter-se a vida no planeta. Fonte>Por Beatriz Cerino https://www.revistaversar.com.br/jovem-catarinense-planta-organicos/

 

Mais informações: https://www.facebook.com/solarorganicos/ ou https://www.facebook.com/pahola.cassol

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