Banco Mundial apoia produção e venda de alimentos em comunidade indígena de Imaruí

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Programa SC Rural construiu panificadora em terra guarani, beneficiando 45 famílias.

Na nova padaria, os pães, bolos e outros quitutes serão feitos com ingredientes saudáveis.

Na terra guarani Tekoa Marangatu, em Imaruí, Santa Catarina, o Banco Mundial apoia um projeto que busca melhorar a produção e a venda de alimentos. O programa SC Rural, do governo do estado, tornou possível a construção de uma padaria. Ela usará ingredientes locais para deixar pães, bolos e outros preparos mais nutritivos.

Quarenta e cinco famílias moram na terra demarcada pela Funai e cerca de 40% da população é nômade. Hoje, os indígenas não caçam e comem poucas frutas e verduras. Segundo o cacique Ricardo Benete, a comida consiste principalmente de massas, enlatados e outros produtos industrializados. Os alimentos são comprados nos supermercados de Imaruí ou doados pela população.

“Depois de ter esse contato com o não indígena, a gente gosta também desses alimentos que são produzidos lá fora, como enlatados, essas coisas assim. A gente tenta e a gente quer voltar a ser como antigamente, comer o que a gente plantou”.

Saúde

É um esforço necessário para produzir mais e melhorar a saúde da população local. Não há dados epidemiológicos, mas os extensionistas rurais e sociais que atuam na terra guarani narram casos de doenças de pele, diabetes, problemas dentários e colesterol alto. Tudo por causa da falta de vitaminas e proteína animal.

A boa notícia é que, por toda a terra indígena, já é possível ver novos pomares e pequenas hortas. A padaria vem para reforçar a alimentação nas casas e na merenda escolar. Ingredientes como mandioca e batata doce, que já são cultivados pelos guaranis, serão a base das receitas.

Desenvolvimento

O programa SC Rural atualmente beneficia 40.000 famílias de agricultores familiares, incluindo mais de 1.200 famílias indígenas. O economista agrícola Diego Arias, do Banco Mundial, explica os dois motivos pelos quais foi importante incluí-las nesse trabalho.

"Primeiro, porque essas comunidades indígenas que estão em zonas rurais produzem alimentos, então o atendimento a elas é um dos objetivos principais do desenvolvimento rural e da redução da pobreza em Santa Catarina. Mas também foi importante porque (…) o SC Rural conseguiu integrar o atendimento ãs políticas e programas de desenvolvimento agropecuário rural do estado. "

Inicialmente, os pães e bolos feitos pelos guaranis serão apenas para consumo interno. Assim que possível, eles também sonham vendê-los e conquistar uma nova fonte de renda.

Foto: Banco Mundial - Reportagem Mariana Ceratti, de Santa Catarina*, para a ONU News Português.

 

Mais informações:

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@microbacias.sc.gov.br

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